Terça-feira, Novembro 29

Análise para o dia 30 de novembro

Análise para 30 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 0,93% com 31.651 pontos e volume financeiro de 1,45 bilhão. No gráfico intraday de 15 minutos rompeu LTB logo na abertura e poderá confirmar pivot de alta nesta quarta ao romper 31.766. No diário, o OBV indica rompimento de resistência e o IFR mesmo com a forte queda de segunda, respeitou sua MM21 e LTA. Gráfico do Ibovespa.


   PRGA4 - Confirmando pivot de alta no diário com volume acima da média diária. Projeção de 83 reais no médio prazo, com stop em 59 reais. O volume de 33% acima da média foi importante para dar força a este rompimento, já que o ativo estava há 15 dias com volume abaixo da média diária

   BBAS3 - Na última hora de pregão mostrou boa recuperação e formou um candle de reversão sobre fibo de 61,8%. Pode ser gerada uma compra arrojada com stop curto no rompimento da máxima desta terça ou no rompimento da LTB em 41 reais.

   ELPL4 - Formou um harami de alta sem muita importância, já que o ativo está em tendência indefinida dentro de um triângulo simétrico. Aguardar o rompimento que parece estar próximo.

   GOLL4 - Alta de 6,22% com volume 43% acima da média fechando próximo ao topo histórico e sem sinais de reversão. Os principais compradores foram a Souza Barros e Itaú. O spread e risco/retorno desfavorável dificultam a entrada no momento.

 

Parceria - Curso de Análise Técnica
Curso intensivo de Análise Técnica no Rio de Janeiro em 10 e 11 de dezembro.
Confira mais informações aqui.


h Candles de Alta - Gráfico Diário h
BBAS3, BRTO4, CMET4, CSNA3, EBTP4, ELPL4, FESA4, FJTA4, GGBR4, GOAU4, IBOV, KLBN4, MAGS5, MNDL4, PETR3, PETR4, SDIA4, TBLE3, TLCP4, TMAR5, TMCP3, USIM5

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CLSC6, CTAX4, TSPP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BOBR4, CCRO3, CPLE3, DASA3, EMBR3


Download do metastock de 29 de novembro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 30 de novembro

Análise para 30 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 0,93% com 31.651 pontos e volume financeiro de 1,45 bilhão. No gráfico intraday de 15 minutos rompeu LTB logo na abertura e poderá confirmar pivot de alta nesta quarta ao romper 31.766. No diário, o OBV indica rompimento de resistência e o IFR mesmo com a forte queda de segunda, respeitou sua MM21 e LTA. Gráfico do Ibovespa.


   PRGA4 - Confirmando pivot de alta no diário com volume acima da média diária. Projeção de 83 reais no médio prazo, com stop em 59 reais. O volume de 33% acima da média foi importante para dar força a este rompimento, já que o ativo estava há 15 dias com volume abaixo da média diária

   BBAS3 - Na última hora de pregão mostrou boa recuperação e formou um candle de reversão sobre fibo de 61,8%. Pode ser gerada uma compra arrojada com stop curto no rompimento da máxima desta terça ou no rompimento da LTB em 41 reais.

   ELPL4 - Formou um harami de alta sem muita importância, já que o ativo está em tendência indefinida dentro de um triângulo simétrico. Aguardar o rompimento que parece estar próximo.

   GOLL4 - Alta de 6,22% com volume 43% acima da média fechando próximo ao topo histórico e sem sinais de reversão. Os principais compradores foram a Souza Barros e Itaú. O spread e risco/retorno desfavorável dificultam a entrada no momento.

 

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h Candles de Alta - Gráfico Diário h
BBAS3, BRTO4, CMET4, CSNA3, EBTP4, ELPL4, FESA4, FJTA4, GGBR4, GOAU4, IBOV, KLBN4, MAGS5, MNDL4, PETR3, PETR4, SDIA4, TBLE3, TLCP4, TMAR5, TMCP3, USIM5

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CLSC6, CTAX4, TSPP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BOBR4, CCRO3, CPLE3, DASA3, EMBR3


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OFERTAS EM ANÁLISE - AÇÕES - IPO

Fonte: CVM

PROCESSO EMISSORA ENTRADA
RJ/2005-07384 UNIVERSO ONLINE SA 19/10/2005
RJ/2005-07556 BrasilAgro - Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas 26/10/2005
RJ/2005-07665 CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO 27/10/2005
RJ/2005-08609 COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS 28/11/2005

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OFERTAS EM ANÁLISE - AÇÕES - IPO

Fonte: CVM

PROCESSO EMISSORA ENTRADA
RJ/2005-07384 UNIVERSO ONLINE SA 19/10/2005
RJ/2005-07556 BrasilAgro - Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas 26/10/2005
RJ/2005-07665 CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO 27/10/2005
RJ/2005-08609 COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS 28/11/2005

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Oferta de Ações - UOL

Relação de corretoras consorciadas, cronograma indicativo e outras informações da oferta

Os bancos Merrill Lynch de Investimentos S.A. (“Merrill Lynch”) e Pactual S.A. (“Pactual”) são os coordenadores da distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias (“Coordenadores”) de emissão da Universo Online S.A. (“Companhia”)

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso Mercado 28/11/2005
2 - Disponibilização do Prospecto Preliminar 28/11/2005
3 - Início das Apresentações de Roadshow 28/11/2005
4 - Início do Procedimento do Bookbuilding 28/11/2005
5 - Início e Encerramento do Período de Reserva para Pessoa Vinculada(2) 05/12/2005
6 - Início do Período de Reserva 05/12/2005
7 - Encerramento das apresentações de Roadshow 13/12/2005
8 - Encerramento do Período de Reserva 13/12/2005
9 - Encerramento do Procedimento de Bookbuilding 14/12/2005
10 - Fixação do Preço por Ação (princing) 14/12/2005
11 - Assinatura do Contrato de Distribuição 14/12/2005
12 - Registros da Oferta 15/12/2005
13 - Publicação do Anúncio de Início 15/12/2005
14 - Disponibilização do Prospecto Definitivo 15/12/2005
15 - Início do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 16/12/2005
16 - Início de negociação das Ações objeto da Oferta 16/12/2005
17 - Data de Liquidação 20/12/2005
18 - Encerramento do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 14/01/2006
19 - Publicação do Anúncio de Encerramento 23/01/2006

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Oferta de Ações - UOL

Relação de corretoras consorciadas, cronograma indicativo e outras informações da oferta

Os bancos Merrill Lynch de Investimentos S.A. (“Merrill Lynch”) e Pactual S.A. (“Pactual”) são os coordenadores da distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias (“Coordenadores”) de emissão da Universo Online S.A. (“Companhia”)

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso Mercado 28/11/2005
2 - Disponibilização do Prospecto Preliminar 28/11/2005
3 - Início das Apresentações de Roadshow 28/11/2005
4 - Início do Procedimento do Bookbuilding 28/11/2005
5 - Início e Encerramento do Período de Reserva para Pessoa Vinculada(2) 05/12/2005
6 - Início do Período de Reserva 05/12/2005
7 - Encerramento das apresentações de Roadshow 13/12/2005
8 - Encerramento do Período de Reserva 13/12/2005
9 - Encerramento do Procedimento de Bookbuilding 14/12/2005
10 - Fixação do Preço por Ação (princing) 14/12/2005
11 - Assinatura do Contrato de Distribuição 14/12/2005
12 - Registros da Oferta 15/12/2005
13 - Publicação do Anúncio de Início 15/12/2005
14 - Disponibilização do Prospecto Definitivo 15/12/2005
15 - Início do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 16/12/2005
16 - Início de negociação das Ações objeto da Oferta 16/12/2005
17 - Data de Liquidação 20/12/2005
18 - Encerramento do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 14/01/2006
19 - Publicação do Anúncio de Encerramento 23/01/2006

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Oferta - Tractebel Energia

Corretoras habilitadas, Aviso ao Mercado e outras informações sobre a oferta pública secundária de ações.

O Banco UBS S.A. (“UBS”) e o Banco Itaú BBA S.A. (“Itaú BBA”) são os coordenadores da distribuição pública secundária de ações ordinárias de emissão da Tractebel Energia S.A.

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso ao Mercado
- Disponibilização do Prospecto Preliminar
- Início do Roadshow - Início do Procedimento de Bookbuilding
- Início da Negociação das Ações da Companhia no Novo Mercado 16/11/2005
2 - Início do Período de Reserva (incluindo para Pessoas Vinculadas) 23/11/2005
3 - Encerramento do Período de Reserva para Pessoas Vinculadas 24/11/2005
4 - Encerramento do Período de Reserva 06/12/2005
5 - Encerramento do Roadshow
- Encerramento do Procedimento de Bookbuilding
- Fixação do Preço por Ação
- Assinatura do Contrato de Distribuição 07/12/2005
6 - Publicação do Anúncio de Início da Oferta
- Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 08/12/2005
7 - Início da Negociação das Ações Objeto da Oferta 09/12/2005
8 - Data de Liquidação 13/12/2005
9 - Final do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 06/01/2006
10 - Publicação do Anúncio de Encerramento 13/01/2006

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Oferta - Tractebel Energia

Corretoras habilitadas, Aviso ao Mercado e outras informações sobre a oferta pública secundária de ações.

O Banco UBS S.A. (“UBS”) e o Banco Itaú BBA S.A. (“Itaú BBA”) são os coordenadores da distribuição pública secundária de ações ordinárias de emissão da Tractebel Energia S.A.

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso ao Mercado
- Disponibilização do Prospecto Preliminar
- Início do Roadshow - Início do Procedimento de Bookbuilding
- Início da Negociação das Ações da Companhia no Novo Mercado 16/11/2005
2 - Início do Período de Reserva (incluindo para Pessoas Vinculadas) 23/11/2005
3 - Encerramento do Período de Reserva para Pessoas Vinculadas 24/11/2005
4 - Encerramento do Período de Reserva 06/12/2005
5 - Encerramento do Roadshow
- Encerramento do Procedimento de Bookbuilding
- Fixação do Preço por Ação
- Assinatura do Contrato de Distribuição 07/12/2005
6 - Publicação do Anúncio de Início da Oferta
- Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 08/12/2005
7 - Início da Negociação das Ações Objeto da Oferta 09/12/2005
8 - Data de Liquidação 13/12/2005
9 - Final do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 06/01/2006
10 - Publicação do Anúncio de Encerramento 13/01/2006

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Saiba mais sobre o UOL, mais nova empresa a lançar ações na Bovespa

Por: Fernanda Senra
28/11/05 - 12h22
InfoMoney

SÃO PAULO - Desde que a varejista online Submarino estreou na Bovespa, em março deste ano, o mercado aguardava a divulgação da oferta de ações da UOL, um dos principais portais de internet do Brasil. De fato, o portal, assim como o Submarino, tentou se preparar para vir o mercado em 1999, mas o estouro da bolha da internet levou ao adiamento dos planos.

Lançado em abril de 1996, o UOL provê acesso em mais de 3.000 localidades brasileiras e oferece também números locais de conexão em mais de 14 mil cidades no exterior. O número de assinantes pagantes é de mais de 1,44 milhão, sendo que, desde setembro de 1999, o UOL atua como portal e provedor de acesso também na Argentina.

Forte presença na internet brasileira
Em 2004, segundo o Ibope NetRatings, o UOL teve uma média de 7,130 milhões de visitantes únicos domiciliares mensais no Brasil, ficando em primeiro lugar no ranking dos maiores portais de conteúdo do país, representando cerca de 60% de alcance nesse mercado, ou seja, de cada dez pessoas que acessam a internet de casa, 6 visitam o UOL regularmente.

Considerando dados de setembro de 2005, a UOL registrou 7,56 milhões de usuários únicos, que representam cerca de 63% de todos os usuários da internet brasileira. A principal fonte de receitas da empresa fica com a assinatura de seus serviços de internet, que representou 83% da receita bruta nos nove primeiros meses do ano. Os demais 17% foram gerados por publicidade e serviços adicionais.

Indicadores financeiros
Na comparação entre o acumulado do ano até o terceiro trimestre, a receita líquida do UOL, entre 2004 e 2005, passou de R$ 303,9 milhões, para R$ 331,6 milhões, crescendo 9%. Um avanço bem mais expressivo pode ser visto no lucro operacional, que passou de R$ 0,9 milhão para R$ 91,3 milhões, na mesma base de comparação.

Apesar de apresentar um melhor resultado operacional, boa parte do forte crescimento do lucro líquido do UOL, que passou de R$ 2,1 milhões nos primeiros nove meses de 2004 para R$ 272,7 milhões no mesmo período de 2005, deve-se ao lançamento de R$ 175,2 milhões a crédito, referentes a Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.

A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda, atingiu R$ 86,4 milhões nos nove primeiros meses de 2005, um significativo crescimento de 164% frente aos R$ 32,7 milhões registrados no mesmo período de 2004. Assim, a empresa caminha para o segundo ano consecutivo de geração positiva de caixa, após as perdas registradas até 2003.

Estréia e participação acionária
Com sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcada para o dia 16 de dezembro, o UOL está fazendo uma oferta de ações que, listadas no Nível 2 de Governança Corporativa da Bovespa, terão como diferencial um tag along de 100%, e deverão representar cerca de 20% do capital total do portal.

Após a oferta, os acionistas vendedores, a Folhapar S.A. e a Portugal Telecom SGPS S.A., atualmente detentores de 44,94% e 54,6% das ações preferenciais do UOL, passarão a deter 28,21% e 26,79% do total das ações deste tipo, respectivamente.

Em termos de ações com direito a voto, a Folhapar seguirá mantendo o controle, com 61,71% dos papéis ordinários. Os demais 38,29% continuarão em mãos, direta ou indiretamente da empresa portuguesa, com 24,63% de propriedade da Portugal Telecom SGPS S.A., e 13,66% com a Portugal Telecom Brasil S.A..

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Saiba mais sobre o UOL, mais nova empresa a lançar ações na Bovespa

Por: Fernanda Senra
28/11/05 - 12h22
InfoMoney

SÃO PAULO - Desde que a varejista online Submarino estreou na Bovespa, em março deste ano, o mercado aguardava a divulgação da oferta de ações da UOL, um dos principais portais de internet do Brasil. De fato, o portal, assim como o Submarino, tentou se preparar para vir o mercado em 1999, mas o estouro da bolha da internet levou ao adiamento dos planos.

Lançado em abril de 1996, o UOL provê acesso em mais de 3.000 localidades brasileiras e oferece também números locais de conexão em mais de 14 mil cidades no exterior. O número de assinantes pagantes é de mais de 1,44 milhão, sendo que, desde setembro de 1999, o UOL atua como portal e provedor de acesso também na Argentina.

Forte presença na internet brasileira
Em 2004, segundo o Ibope NetRatings, o UOL teve uma média de 7,130 milhões de visitantes únicos domiciliares mensais no Brasil, ficando em primeiro lugar no ranking dos maiores portais de conteúdo do país, representando cerca de 60% de alcance nesse mercado, ou seja, de cada dez pessoas que acessam a internet de casa, 6 visitam o UOL regularmente.

Considerando dados de setembro de 2005, a UOL registrou 7,56 milhões de usuários únicos, que representam cerca de 63% de todos os usuários da internet brasileira. A principal fonte de receitas da empresa fica com a assinatura de seus serviços de internet, que representou 83% da receita bruta nos nove primeiros meses do ano. Os demais 17% foram gerados por publicidade e serviços adicionais.

Indicadores financeiros
Na comparação entre o acumulado do ano até o terceiro trimestre, a receita líquida do UOL, entre 2004 e 2005, passou de R$ 303,9 milhões, para R$ 331,6 milhões, crescendo 9%. Um avanço bem mais expressivo pode ser visto no lucro operacional, que passou de R$ 0,9 milhão para R$ 91,3 milhões, na mesma base de comparação.

Apesar de apresentar um melhor resultado operacional, boa parte do forte crescimento do lucro líquido do UOL, que passou de R$ 2,1 milhões nos primeiros nove meses de 2004 para R$ 272,7 milhões no mesmo período de 2005, deve-se ao lançamento de R$ 175,2 milhões a crédito, referentes a Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.

A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda, atingiu R$ 86,4 milhões nos nove primeiros meses de 2005, um significativo crescimento de 164% frente aos R$ 32,7 milhões registrados no mesmo período de 2004. Assim, a empresa caminha para o segundo ano consecutivo de geração positiva de caixa, após as perdas registradas até 2003.

Estréia e participação acionária
Com sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcada para o dia 16 de dezembro, o UOL está fazendo uma oferta de ações que, listadas no Nível 2 de Governança Corporativa da Bovespa, terão como diferencial um tag along de 100%, e deverão representar cerca de 20% do capital total do portal.

Após a oferta, os acionistas vendedores, a Folhapar S.A. e a Portugal Telecom SGPS S.A., atualmente detentores de 44,94% e 54,6% das ações preferenciais do UOL, passarão a deter 28,21% e 26,79% do total das ações deste tipo, respectivamente.

Em termos de ações com direito a voto, a Folhapar seguirá mantendo o controle, com 61,71% dos papéis ordinários. Os demais 38,29% continuarão em mãos, direta ou indiretamente da empresa portuguesa, com 24,63% de propriedade da Portugal Telecom SGPS S.A., e 13,66% com a Portugal Telecom Brasil S.A..

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Vale: Fator e Socopa avaliam os benefícios trazidos pela aquisição da Canico

Por: Marcello de Almeida
29/11/05 - 16h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A aquisição do controle da mineradora canadense Canico, que foca suas operações na extração de níquel, representa uma acertada estratégia de diversificação de ativos da Companhia Vale do Rio Doce e deve trazer uma série de benefícios para as operações da maior exportadora de minério de ferro do mundo. Essa, pelo menos, é a opinião da Fator Corretora e Socopa.

Os analistas de ambas as instituições acreditam que a operação é importante devido ao bom desempenho dos preços do níquel, que se apresenta como um dos principais insumos de produção das siderúrgicas produtoras de aços especiais e inoxidáveis.

Além deste fator, sinergias operacionais bastante interessantes deverão ser obtidas. Dada a proximidade da mina de Onça da Puma, principal ativo da Canico, das minas já operadas pela Vale, os investimentos em logística devem ser reduzidos.

Criação de valor aos acionistas
Os analistas ressaltaram que a operação está em linha com as premissas do planejamento estratégico da Vale, que busca gerar valor aos acionistas e se tornar um dos maiores players no segmento de metais não ferrosos do mundo.

Com o desenvolvimento da produção de materiais alternativos, a Companhia Vale do Rio Doce reduzirá ainda a sua dependência em relação ao minério de ferro e pelotas, que representam cerca de 80% da geração de caixa da empresa.

Recomendação de "compra" é reforçada
Neste contexto, a recomendação de "compra" para as ações da companhia foi reforçada para investidores com perspectivas de médio/logo prazo. Os analisas da Socopa estão revisando as suas estimativas para a Vale e não divulgaram seus target prices.

Já o preço alvo para os próximos 12 meses dos analistas da Fator Corretora para as ações as preferenciais classe A e ordinárias da Vale ficou em R$ 105,00 e R$ 126,00, respectivamente.

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Vale: Fator e Socopa avaliam os benefícios trazidos pela aquisição da Canico

Por: Marcello de Almeida
29/11/05 - 16h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A aquisição do controle da mineradora canadense Canico, que foca suas operações na extração de níquel, representa uma acertada estratégia de diversificação de ativos da Companhia Vale do Rio Doce e deve trazer uma série de benefícios para as operações da maior exportadora de minério de ferro do mundo. Essa, pelo menos, é a opinião da Fator Corretora e Socopa.

Os analistas de ambas as instituições acreditam que a operação é importante devido ao bom desempenho dos preços do níquel, que se apresenta como um dos principais insumos de produção das siderúrgicas produtoras de aços especiais e inoxidáveis.

Além deste fator, sinergias operacionais bastante interessantes deverão ser obtidas. Dada a proximidade da mina de Onça da Puma, principal ativo da Canico, das minas já operadas pela Vale, os investimentos em logística devem ser reduzidos.

Criação de valor aos acionistas
Os analistas ressaltaram que a operação está em linha com as premissas do planejamento estratégico da Vale, que busca gerar valor aos acionistas e se tornar um dos maiores players no segmento de metais não ferrosos do mundo.

Com o desenvolvimento da produção de materiais alternativos, a Companhia Vale do Rio Doce reduzirá ainda a sua dependência em relação ao minério de ferro e pelotas, que representam cerca de 80% da geração de caixa da empresa.

Recomendação de "compra" é reforçada
Neste contexto, a recomendação de "compra" para as ações da companhia foi reforçada para investidores com perspectivas de médio/logo prazo. Os analisas da Socopa estão revisando as suas estimativas para a Vale e não divulgaram seus target prices.

Já o preço alvo para os próximos 12 meses dos analistas da Fator Corretora para as ações as preferenciais classe A e ordinárias da Vale ficou em R$ 105,00 e R$ 126,00, respectivamente.

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Domingo, Novembro 27

Mercado a termo: conheça as vantagens oferecidas por essa modalidade de aplicação

Marcello de Almeida, 25/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Com o intuito de suprir as mais variadas necessidades e objetivos, o mercado de capitais brasileiro oferece aos aplicadores uma série de alternativas de investimento. Uma opção não muito conhecida, mas em crescimento, é a compra e venda de ações no mercado a termo.

Em poucas palavras, a negociação de um papel a termo consiste na compra ou venda de ativos para liquidação futura. Dessa forma, acerta-se previamente a cotação do produto negociado, uma determinada ação, por exemplo, com a garantia de que na data acertada o comprador entregará o valor contratado e o vendedor o ativo em questão.

O papel da margem
Para realizar uma operação a termo, é necessário depositar uma margem, que, no momento inicial, corresponde à diferença entre o preço a vista e o preço a termo do papel, acrescido de um montante para cobrir eventuais variações do ativo no pregão seguinte. Este montante varia, mas é menor para papéis com volatilidade mais baixa e maior liquidez.

Caso o preço do ativo siga em direção contrária à esperada pelo investidor, ele terá que aumentar o montante da margem, de forma a fornecer uma maior garantia à operação. Vale lembrar que no mercado brasileiro é possível prestar garantia à operação também na forma de cobertura, ou seja, depositando os papéis na CBLC, o que dispensa o vendedor de fornecer outras garantias adicionais.

Quais as vantagens de se investir no mercado a termo?
O mercado a termo oferece uma série de vantagens, uma vez que através deste tipo de contrato os investidores podem proteger preços de compra e venda de um ativo, além de diversificar riscos de uma carteira de investimentos. E o mais importante: muitas vezes com poucos recursos.

Vamos supor que um investidor acredite que o preço de uma ação vá subir em um determinado período, mas não tenha ou queira aplicar no momento uma quantia elevada na compra do papel. Este pode fixar o preço de compra ao adquirir tais papéis no mercado a termo, pagando apenas uma margem e obtendo lucros com a valorização das ações.

Diversificação de riscos e alavancagem financeira
Como os negócios no mercado a termo são realizados mediante o depósito de margens, com o valor total da operação sendo repassado apenas na data de conclusão da mesma, a compra de contratos a termo também possibilita aos investidores a aquisição de um número maior de papéis mediante ao uso de um volume menor de recursos.

Ao invés de alocar todo o dinheiro disponível em apenas uma ação, o aplicador pode investir a mesma quantia em um número maior de ativos considerados atrativos, assumindo menores riscos, pois uma eventual queda de uma ação pode ser compensada pela valorização das outras.

Maximizando ganhos e operações de financiamento
Dependendo do objetivo do investidor, a venda de um ativo no mercado a termo também pode se apresentar como uma alternativa interessante. Da mesma forma que se pode proteger o preço de compra de uma ação, o preço de venda de um ativo pode ser determinado. Vamos supor que um investidor já esteja satisfeito com a valorização de um determinado papel e queira vendê-lo, mas não necessita dos recursos no momento.

Este pode negociar tais ações no mercado a termo e elevar os seus ganhos, pois serão recebidos os juros de um período além do preço a vista de tal ação. Neste contexto, o investidor também pode realizar uma operação de financiamento, comprando uma ação no mercado a vista e vendendo a termo, com o objetivo de ganhar com a diferença entre os preços a vista e a termo.

A negociação de contratos a termo pode ser utilizada ainda para a obtenção momentânea de recursos. Um investidor que possua uma carteira de ações e precise dinheiro no curto prazo, mas não queira se desfazer de nenhuma ação, pode vender a vista e comprar a termo, operação que geraria caixa sem o desmonte de posição.

Cabe citar que existem estratégias mais sofisticadas de investimento, onde uma operação de compra e venda de contratos a termo pode ser casada com operações nos mercados à vista e de opções, o que vale a pena ser explorado em novo artigo.

Riscos
Se o mercados a termo apresenta diversas vantagens, é sempre importante destacar que também existem riscos adicionais neste tipo de aplicação. Além dos riscos já normalmente associados ao mercado de ações, o investimento em termo traz também a questão da alavancagem.

Pelo fato de o mercado a termo permitir a aplicação de valores menores com alavancagem, muitos investidores acabam perdendo a dimensão de qual sua exposição efetiva ao mercado. Com isso, os riscos acabam multiplicados. Portanto, vale sempre lembrar que, mesmo com todas as vantagens apresentadas, o mercado a termo traz riscos ainda maiores que o mercado a vista, sendo recomendado apenas para investidores de perfil agressivo.  

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Mercado a termo: conheça as vantagens oferecidas por essa modalidade de aplicação

Marcello de Almeida, 25/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Com o intuito de suprir as mais variadas necessidades e objetivos, o mercado de capitais brasileiro oferece aos aplicadores uma série de alternativas de investimento. Uma opção não muito conhecida, mas em crescimento, é a compra e venda de ações no mercado a termo.

Em poucas palavras, a negociação de um papel a termo consiste na compra ou venda de ativos para liquidação futura. Dessa forma, acerta-se previamente a cotação do produto negociado, uma determinada ação, por exemplo, com a garantia de que na data acertada o comprador entregará o valor contratado e o vendedor o ativo em questão.

O papel da margem
Para realizar uma operação a termo, é necessário depositar uma margem, que, no momento inicial, corresponde à diferença entre o preço a vista e o preço a termo do papel, acrescido de um montante para cobrir eventuais variações do ativo no pregão seguinte. Este montante varia, mas é menor para papéis com volatilidade mais baixa e maior liquidez.

Caso o preço do ativo siga em direção contrária à esperada pelo investidor, ele terá que aumentar o montante da margem, de forma a fornecer uma maior garantia à operação. Vale lembrar que no mercado brasileiro é possível prestar garantia à operação também na forma de cobertura, ou seja, depositando os papéis na CBLC, o que dispensa o vendedor de fornecer outras garantias adicionais.

Quais as vantagens de se investir no mercado a termo?
O mercado a termo oferece uma série de vantagens, uma vez que através deste tipo de contrato os investidores podem proteger preços de compra e venda de um ativo, além de diversificar riscos de uma carteira de investimentos. E o mais importante: muitas vezes com poucos recursos.

Vamos supor que um investidor acredite que o preço de uma ação vá subir em um determinado período, mas não tenha ou queira aplicar no momento uma quantia elevada na compra do papel. Este pode fixar o preço de compra ao adquirir tais papéis no mercado a termo, pagando apenas uma margem e obtendo lucros com a valorização das ações.

Diversificação de riscos e alavancagem financeira
Como os negócios no mercado a termo são realizados mediante o depósito de margens, com o valor total da operação sendo repassado apenas na data de conclusão da mesma, a compra de contratos a termo também possibilita aos investidores a aquisição de um número maior de papéis mediante ao uso de um volume menor de recursos.

Ao invés de alocar todo o dinheiro disponível em apenas uma ação, o aplicador pode investir a mesma quantia em um número maior de ativos considerados atrativos, assumindo menores riscos, pois uma eventual queda de uma ação pode ser compensada pela valorização das outras.

Maximizando ganhos e operações de financiamento
Dependendo do objetivo do investidor, a venda de um ativo no mercado a termo também pode se apresentar como uma alternativa interessante. Da mesma forma que se pode proteger o preço de compra de uma ação, o preço de venda de um ativo pode ser determinado. Vamos supor que um investidor já esteja satisfeito com a valorização de um determinado papel e queira vendê-lo, mas não necessita dos recursos no momento.

Este pode negociar tais ações no mercado a termo e elevar os seus ganhos, pois serão recebidos os juros de um período além do preço a vista de tal ação. Neste contexto, o investidor também pode realizar uma operação de financiamento, comprando uma ação no mercado a vista e vendendo a termo, com o objetivo de ganhar com a diferença entre os preços a vista e a termo.

A negociação de contratos a termo pode ser utilizada ainda para a obtenção momentânea de recursos. Um investidor que possua uma carteira de ações e precise dinheiro no curto prazo, mas não queira se desfazer de nenhuma ação, pode vender a vista e comprar a termo, operação que geraria caixa sem o desmonte de posição.

Cabe citar que existem estratégias mais sofisticadas de investimento, onde uma operação de compra e venda de contratos a termo pode ser casada com operações nos mercados à vista e de opções, o que vale a pena ser explorado em novo artigo.

Riscos
Se o mercados a termo apresenta diversas vantagens, é sempre importante destacar que também existem riscos adicionais neste tipo de aplicação. Além dos riscos já normalmente associados ao mercado de ações, o investimento em termo traz também a questão da alavancagem.

Pelo fato de o mercado a termo permitir a aplicação de valores menores com alavancagem, muitos investidores acabam perdendo a dimensão de qual sua exposição efetiva ao mercado. Com isso, os riscos acabam multiplicados. Portanto, vale sempre lembrar que, mesmo com todas as vantagens apresentadas, o mercado a termo traz riscos ainda maiores que o mercado a vista, sendo recomendado apenas para investidores de perfil agressivo.  

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Sexta-feira, Novembro 25

Psicologia e finanças: união de forças pode ajudá-lo na hora de investir

Fernanda de Lima, 23/11/05, InfoMoney



SÃO PAULO - Cada vez mais os pesquisadores procuram explicar por que, às vezes, os investidores se comportam de forma irracional. Batizada de Finanças Comportamentais, a nova área de estudo vem atraindo o interesse tanto de investidores individuais, quanto dos institucionais.

Afinal, os aspectos psicológicos não afetam apenas o investidor individual, mas também o grupo de investidores, ou seja, o mercado. Em alguns casos, o viés do mercado gera erros na avaliação dos ativos financeiros, o que acaba oferecendo boas oportunidades de investimento. Porém, para aproveitar estas oportunidades, é preciso entender a natureza destes erros de julgamento. Abaixo abordamos cinco erros mais comuns cometidos pelos investidores.

Excesso de confiança
Pessoas excessivamente confiantes negociam
de forma mais ativa, efetuando um número maior de operações de compra e venda de títulos e/ou ações. Como era de se esperar, os homens são mais suscetíveis ao excesso de confiança. Estudos elaborados no mercado norte-americano sugerem que eles negociam, em média, 45% mais do que as mulheres, sendo que este percentual é ainda maior entre os homens solteiros (67%).

Porém, como negociar implica em custos, esta postura acaba prejudicando o retorno da carteira. Estudo elaborado por uma corretora de valores norte-americana constatou que, para um determinado período de tempo, enquanto o S&P 500 registrou alta anual média de 17,9%, o retorno médio anual da carteira de ações dos investidores que negociam intensamente foi de 11,4%.

E para quem investe baseado na opinião de analistas, vale a dica: eles também estão sujeitos aos mesmos vieses psicológicos, sobretudo, o de excesso de confiança. Daí a importância de se avaliar estas recomendações com cautela e, como diz Warren Buffett, ter a sua própria opinião. Fique atento, sobretudo, aos casos de excesso de otimismo ou pessimismo com relação a um determinado ativo.

Medo de errar
Outro erro de julgamento que pode afetar sua capacidade de tomar decisões de investimento é o medo de errar. Não deixe que o medo de sofrer com um erro tenha um peso desproporcional na sua tomada de decisão.

Temendo errar, um investidor pode acabar adiando a decisão de vender uma ação com fundamentos ruins, o que só piora a sua situação. A venda da ação colocaria um fim ao sofrimento, mas diante do medo o investidor prolonga este sentimento. Da mesma forma, o investidor pode ser levado a vender muito rapidamente uma ação com bom potencial, pois teme que a tendência de alta se reverta.

É interessante notar que este comportamento individual afeta o desempenho do mercado e cria oportunidades para quem o entende. Como? Simples. Em geral, os investidores tendem a manter "ações ruins" por um tempo mais longo, pois acreditam em uma recuperação, e isso acaba fazendo com que a queda do preço desta ação seja mais lenta. Por outro lado, a venda precipitada de ações com bom potencial acaba reduzindo o ritmo de alta dos papéis.

Em ambos os casos, o investidor pode ganhar com esta tendência. A lição aqui é clara: somente através do entendimento dos fundamentos você pode identificar quando uma tendência de alta (baixa) é temporária ou fruto de uma nova realidade da empresa. Em caso de uma fraqueza nos fundamentos, o ideal é que você assuma o erro e saia o quanto antes, de forma a reduzir suas perdas.

Dissonância cognitiva
Segundo os psicólogos, o medo de errar também leva o investidor a evitar informações conflitantes. A isso se chama dissonância cognitiva. Assim, quando toma uma decisão, o investidor evita obter informações que possam levá-lo a se arrepender. Ou seja, temendo errar, ele, irracionalmente, filtra a informação recebida depois que tomou a sua decisão.

Para ilustrar melhor este tipo de situação, imagine uma pessoa que acabou de comprar um carro. Na maioria dos casos, a tendência é que evite os anúncios de veículos semelhantes por medo de constatar que não tomou a melhor decisão. Em alguns casos, a pessoa até recebe e absorve a informação, mas não atribui a ela a importância necessária. A melhor forma de evitar este tipo de erro de julgamento é manter-se aberto às opiniões contrárias: procure entendê-las antes de tomar uma decisão de investimento. Seja disciplinado: antes de investir faça uma lista do por que tomou a decisão, e reveja periodicamente estes argumentos para avaliar sua validade. Se as razões que justificaram sua decisão não existem mais, então o melhor é admitir o erro e vender. Lembre-se, a sua pesquisa não acaba com a decisão de comprar: o quanto antes identificar um erro, menores serão suas perdas!

Ancoragem
Até agora, as características analisadas estão associadas aos sentimentos e emoções dos investidores. Porém, alguns erros são cometidos porque tomamos atalhos na hora de decidir. Ao abordar problemas complexos, nosso cérebro define um ponto de referência inicial (ou âncora), o qual não é alterado significativamente mesmo com o surgimento de novas informações.

Agindo desta forma, nosso cérebro consegue reduzir um problema complexo - a necessidade de reavaliar toda a informação sempre que novos dados surgem, por outro mais simples - rever as conclusões iniciais com base na nova informação. A diferença pode parecer pequena, mas se considerarmos que a nova informação poderia alterar a conclusão inicial, não é difícil entender como isso pode afetar nossas decisões de investimento.

A ancoragem explica, por exemplo, o porquê de alguns investidores seguirem a estratégia de comprar, sempre que uma ação cai muito. Para estes investidores, o último preço é considerado como um indicador de valor, daí, portanto, comprar a um preço mais baixo parece uma decisão correta. Porém, isso nem sempre é verdade.

Os psicólogos alertam que os investidores tendem a usar informações recentes (preço, crescimento de lucro, etc.) como âncoras. Isso acaba retardando a revisão do valor de uma ação, e pode induzir o investidor ao erro, pois ações de baixo potencial de crescimento podem ser vistas como baratas, enquanto ações de empresas com bom potencial, podem ser consideradas caras.

Representatividade
Outro mecanismo usado pelo nosso cérebro para facilitar nossas decisões se chama representatividade. Através dela somos levados a acreditar que coisas que compartilham algumas qualidades em comum são bastante parecidas. O grande problema é que, em geral, esta constatação é feita com base em poucos fatores.

Assim, o mecanismo de representatividade pode levar um investidor a considerar semelhante duas empresas que apresentaram um resultado ruim, o que nem sempre é verdade. Em geral, os investidores tendem a agrupar as ações com base em algumas poucas características, o que pode induzir erros de julgamento.

Assim como no caso da ancoragem, a representatividade também pode adiar uma reavaliação da ação. Se, no passado, uma ação foi considerada ruim devido aos fracos resultados, mesmo que tenha conseguido recuperar-se, a percepção dos investidores demora a mudar. Ou seja, esta ação deve continuar sendo vista como ruim, mesmo que agora isso não mais seja verdade. O inverso também é válido, e pode levar uma ação a continuar sendo considerada como boa, apesar dos seus fundamentos terem alterado.

É através destas discrepâncias entre o valor efetivo da ação e a percepção dos investidores sobre o papel, que o investidor informado e racional pode obter boas oportunidades de investimento. À medida que o investidor entende os fatores psicológicos que levam a essa discrepância, conseguem identificar boas oportunidades de investimento.


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Psicologia e finanças: união de forças pode ajudá-lo na hora de investir

Fernanda de Lima, 23/11/05, InfoMoney



SÃO PAULO - Cada vez mais os pesquisadores procuram explicar por que, às vezes, os investidores se comportam de forma irracional. Batizada de Finanças Comportamentais, a nova área de estudo vem atraindo o interesse tanto de investidores individuais, quanto dos institucionais.

Afinal, os aspectos psicológicos não afetam apenas o investidor individual, mas também o grupo de investidores, ou seja, o mercado. Em alguns casos, o viés do mercado gera erros na avaliação dos ativos financeiros, o que acaba oferecendo boas oportunidades de investimento. Porém, para aproveitar estas oportunidades, é preciso entender a natureza destes erros de julgamento. Abaixo abordamos cinco erros mais comuns cometidos pelos investidores.

Excesso de confiança
Pessoas excessivamente confiantes negociam
de forma mais ativa, efetuando um número maior de operações de compra e venda de títulos e/ou ações. Como era de se esperar, os homens são mais suscetíveis ao excesso de confiança. Estudos elaborados no mercado norte-americano sugerem que eles negociam, em média, 45% mais do que as mulheres, sendo que este percentual é ainda maior entre os homens solteiros (67%).

Porém, como negociar implica em custos, esta postura acaba prejudicando o retorno da carteira. Estudo elaborado por uma corretora de valores norte-americana constatou que, para um determinado período de tempo, enquanto o S&P 500 registrou alta anual média de 17,9%, o retorno médio anual da carteira de ações dos investidores que negociam intensamente foi de 11,4%.

E para quem investe baseado na opinião de analistas, vale a dica: eles também estão sujeitos aos mesmos vieses psicológicos, sobretudo, o de excesso de confiança. Daí a importância de se avaliar estas recomendações com cautela e, como diz Warren Buffett, ter a sua própria opinião. Fique atento, sobretudo, aos casos de excesso de otimismo ou pessimismo com relação a um determinado ativo.

Medo de errar
Outro erro de julgamento que pode afetar sua capacidade de tomar decisões de investimento é o medo de errar. Não deixe que o medo de sofrer com um erro tenha um peso desproporcional na sua tomada de decisão.

Temendo errar, um investidor pode acabar adiando a decisão de vender uma ação com fundamentos ruins, o que só piora a sua situação. A venda da ação colocaria um fim ao sofrimento, mas diante do medo o investidor prolonga este sentimento. Da mesma forma, o investidor pode ser levado a vender muito rapidamente uma ação com bom potencial, pois teme que a tendência de alta se reverta.

É interessante notar que este comportamento individual afeta o desempenho do mercado e cria oportunidades para quem o entende. Como? Simples. Em geral, os investidores tendem a manter "ações ruins" por um tempo mais longo, pois acreditam em uma recuperação, e isso acaba fazendo com que a queda do preço desta ação seja mais lenta. Por outro lado, a venda precipitada de ações com bom potencial acaba reduzindo o ritmo de alta dos papéis.

Em ambos os casos, o investidor pode ganhar com esta tendência. A lição aqui é clara: somente através do entendimento dos fundamentos você pode identificar quando uma tendência de alta (baixa) é temporária ou fruto de uma nova realidade da empresa. Em caso de uma fraqueza nos fundamentos, o ideal é que você assuma o erro e saia o quanto antes, de forma a reduzir suas perdas.

Dissonância cognitiva
Segundo os psicólogos, o medo de errar também leva o investidor a evitar informações conflitantes. A isso se chama dissonância cognitiva. Assim, quando toma uma decisão, o investidor evita obter informações que possam levá-lo a se arrepender. Ou seja, temendo errar, ele, irracionalmente, filtra a informação recebida depois que tomou a sua decisão.

Para ilustrar melhor este tipo de situação, imagine uma pessoa que acabou de comprar um carro. Na maioria dos casos, a tendência é que evite os anúncios de veículos semelhantes por medo de constatar que não tomou a melhor decisão. Em alguns casos, a pessoa até recebe e absorve a informação, mas não atribui a ela a importância necessária. A melhor forma de evitar este tipo de erro de julgamento é manter-se aberto às opiniões contrárias: procure entendê-las antes de tomar uma decisão de investimento. Seja disciplinado: antes de investir faça uma lista do por que tomou a decisão, e reveja periodicamente estes argumentos para avaliar sua validade. Se as razões que justificaram sua decisão não existem mais, então o melhor é admitir o erro e vender. Lembre-se, a sua pesquisa não acaba com a decisão de comprar: o quanto antes identificar um erro, menores serão suas perdas!

Ancoragem
Até agora, as características analisadas estão associadas aos sentimentos e emoções dos investidores. Porém, alguns erros são cometidos porque tomamos atalhos na hora de decidir. Ao abordar problemas complexos, nosso cérebro define um ponto de referência inicial (ou âncora), o qual não é alterado significativamente mesmo com o surgimento de novas informações.

Agindo desta forma, nosso cérebro consegue reduzir um problema complexo - a necessidade de reavaliar toda a informação sempre que novos dados surgem, por outro mais simples - rever as conclusões iniciais com base na nova informação. A diferença pode parecer pequena, mas se considerarmos que a nova informação poderia alterar a conclusão inicial, não é difícil entender como isso pode afetar nossas decisões de investimento.

A ancoragem explica, por exemplo, o porquê de alguns investidores seguirem a estratégia de comprar, sempre que uma ação cai muito. Para estes investidores, o último preço é considerado como um indicador de valor, daí, portanto, comprar a um preço mais baixo parece uma decisão correta. Porém, isso nem sempre é verdade.

Os psicólogos alertam que os investidores tendem a usar informações recentes (preço, crescimento de lucro, etc.) como âncoras. Isso acaba retardando a revisão do valor de uma ação, e pode induzir o investidor ao erro, pois ações de baixo potencial de crescimento podem ser vistas como baratas, enquanto ações de empresas com bom potencial, podem ser consideradas caras.

Representatividade
Outro mecanismo usado pelo nosso cérebro para facilitar nossas decisões se chama representatividade. Através dela somos levados a acreditar que coisas que compartilham algumas qualidades em comum são bastante parecidas. O grande problema é que, em geral, esta constatação é feita com base em poucos fatores.

Assim, o mecanismo de representatividade pode levar um investidor a considerar semelhante duas empresas que apresentaram um resultado ruim, o que nem sempre é verdade. Em geral, os investidores tendem a agrupar as ações com base em algumas poucas características, o que pode induzir erros de julgamento.

Assim como no caso da ancoragem, a representatividade também pode adiar uma reavaliação da ação. Se, no passado, uma ação foi considerada ruim devido aos fracos resultados, mesmo que tenha conseguido recuperar-se, a percepção dos investidores demora a mudar. Ou seja, esta ação deve continuar sendo vista como ruim, mesmo que agora isso não mais seja verdade. O inverso também é válido, e pode levar uma ação a continuar sendo considerada como boa, apesar dos seus fundamentos terem alterado.

É através destas discrepâncias entre o valor efetivo da ação e a percepção dos investidores sobre o papel, que o investidor informado e racional pode obter boas oportunidades de investimento. À medida que o investidor entende os fatores psicológicos que levam a essa discrepância, conseguem identificar boas oportunidades de investimento.


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Análise para o dia 28 de novembro

Análise para 28 de novembro

   Ibovespa fecha em queda de 0,07% com 31.919 pontos e volume financeiro de 1,05 bilhão. Analisando o gráfico semanal do Ibovespa, vemos que o parabólico voltou a sinalizar tendência de alta e o rompimento da atual resistência (32.051) projeta 34.300 pontos (linha vermelha pontilhada). O movimento direcional indica tendência de alta desde agosto, mas o DI+ continua muito próximo ao DI- e o ADX ainda indica pouca força desta tendência. Gráfico do Ibovespa semanal.

   TNLP4 - Encontra-se dentro de um canal de alta bem definido com resistência inicial em 42,30, objetivo do topo do canal em 44 reais e suporte em 40,30. Estudo de travas com opções:

  Trava de baixa (TNLPL40 -1000 , TNLPL42 +1000) - Recebe 1.390 reais para montar e ganha este valor com TNLP4 abaixo de 39,93 no vencimento. Risco/retorno bom, é o tipo de operação para quem aposta que o Ibovespa e TNLP4 já alcançaram o objetivo e irão realizar até o fim do ano. Comprados em outros ativos também podem montar esta trava como hedge.

  Financiamento / Lançamento coberto (TNLP4 +1000 , TNLPL40 -1000) - Custando 39.290 reais para montar, ganha 640 reais (1,63%) com TNLP4 acima de 39,93 no vencimento. Esta taxa de financiamento está muito baixa, semana passada era de 5%. Atualmente a melhor taxa de financiamento é a da Embratel.

   BRKM5 - Gerou compra ao romper a cabeça do pivot de alta em 20,80. Está recuperando também antiga LTA com início em 24/05/04 e entrou em tendência de alta pelo cruzamento das MM21/5 na terça-feira. Projeção de 25,98 no médio prazo e stop em 18,78.

   EBTP4 - Quarto dia consecutivo de alta, sendo que estas duas últimas altas foram sem volume. Está atualmente num triângulo ascendente e é importante que o rompimento da resistência de 6,13 seja com volume, podendo gerar uma nova entrada.

   TCSL3 - Nesta semana apresentou 3 fortes altas com volume acima da média diária e saiu da congestão em que se encontrava há 3 meses. Conservadores devem aguardar um recuo até a antiga resistência e formação de candle de reversão para efetuar compras.

 

Parceria - Curso de Análise Técnica
Curso intensivo de Análise Técnica no Rio de Janeiro em 10 e 11 de dezembro.
Confira mais informações aqui.


h Candles de Alta - Gráfico Semanal h
CPLE3

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
MYPK4, NATU3, NETC4

 i Candles de Baixa - Gráfico Semanal i
CLSC6, PMAM4, TRPL4


Download do metastock de 25 de novembro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 28 de novembro

Análise para 28 de novembro

   Ibovespa fecha em queda de 0,07% com 31.919 pontos e volume financeiro de 1,05 bilhão. Analisando o gráfico semanal do Ibovespa, vemos que o parabólico voltou a sinalizar tendência de alta e o rompimento da atual resistência (32.051) projeta 34.300 pontos (linha vermelha pontilhada). O movimento direcional indica tendência de alta desde agosto, mas o DI+ continua muito próximo ao DI- e o ADX ainda indica pouca força desta tendência. Gráfico do Ibovespa semanal.

   TNLP4 - Encontra-se dentro de um canal de alta bem definido com resistência inicial em 42,30, objetivo do topo do canal em 44 reais e suporte em 40,30. Estudo de travas com opções:

  Trava de baixa (TNLPL40 -1000 , TNLPL42 +1000) - Recebe 1.390 reais para montar e ganha este valor com TNLP4 abaixo de 39,93 no vencimento. Risco/retorno bom, é o tipo de operação para quem aposta que o Ibovespa e TNLP4 já alcançaram o objetivo e irão realizar até o fim do ano. Comprados em outros ativos também podem montar esta trava como hedge.

  Financiamento / Lançamento coberto (TNLP4 +1000 , TNLPL40 -1000) - Custando 39.290 reais para montar, ganha 640 reais (1,63%) com TNLP4 acima de 39,93 no vencimento. Esta taxa de financiamento está muito baixa, semana passada era de 5%. Atualmente a melhor taxa de financiamento é a da Embratel.

   BRKM5 - Gerou compra ao romper a cabeça do pivot de alta em 20,80. Está recuperando também antiga LTA com início em 24/05/04 e entrou em tendência de alta pelo cruzamento das MM21/5 na terça-feira. Projeção de 25,98 no médio prazo e stop em 18,78.

   EBTP4 - Quarto dia consecutivo de alta, sendo que estas duas últimas altas foram sem volume. Está atualmente num triângulo ascendente e é importante que o rompimento da resistência de 6,13 seja com volume, podendo gerar uma nova entrada.

   TCSL3 - Nesta semana apresentou 3 fortes altas com volume acima da média diária e saiu da congestão em que se encontrava há 3 meses. Conservadores devem aguardar um recuo até a antiga resistência e formação de candle de reversão para efetuar compras.

 

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Curso intensivo de Análise Técnica no Rio de Janeiro em 10 e 11 de dezembro.
Confira mais informações aqui.


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CPLE3

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
MYPK4, NATU3, NETC4

 i Candles de Baixa - Gráfico Semanal i
CLSC6, PMAM4, TRPL4


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Quarta-feira, Novembro 23

Evite prejuízos: aprenda a identificar quando a venda de uma ação é a melhor saída

Marcello de Almeida, 01/11/05, InfoMoney

 

SÃO PAULO - A maioria dos analistas e profissionais de mercado financeiro recomenda que o investimento em ações deve ser realizado com uma mentalidade de longo prazo, onde apenas papéis de empresas com sólidos fundamentos, bem administradas, comprometidas com boas práticas de governança corporativa e, principalmente, com potencial contínuo de crescimento, devem ser adquiridos.

Assim, após a compra de um papel, a preocupação do investidor deve ser a de elevar suas posições investindo, mesmo que pequenas quantias, periodicamente, como, por exemplo, em um plano de previdência. Esse seria um dos melhores caminhos para se obter bons resultados no mercado de renda variável. Resumindo: recomenda-se montar uma carteira sólida, modificando a composição desta poucas vezes no decorrer dos anos.

No entanto, alterações de cenários podem fazer uma boa opção de investimento perder sua atratividade. Ou, em outros casos, uma ação que não apresentava as melhores perspectivas se transforma em uma interessante alternativa de investimento. Neste contexto, o INI (Instituto Nacional dos Investidores) dedicou um dos capítulos do seu Guia Oficial para auxiliar os investidores, descrevendo quais são os legítimos motivos para a venda de uma ação.

Capacidade administrativa, lucros e quadro financeiro
Em um primeiro quesito, o instituto recomenda a avaliação continua da capacidade administrativa da empresa. Mudanças desfavoráveis podem transformar uma boa opção de investimento em uma grande dor de cabeça. Neste caso, devido à dificuldade para avaliar a competência de uma nova administração, a opinião de profissionais de mercado pode ser bastante útil.

Além disso, uma tendência decrescente de margens de lucro deve ser analisada mais de perto, assim como a deterioração do quadro financeiro. A questão é saber se essa trajetória é passageira ou se tende a permanecer, uma vez que uma companhia pode enfrentar um ou mais anos de lucros estagnados com crescimento das dívidas.

Mercado de atuação e economia
Outro ponto importante está relacionado às perspectivas para o mercado de atuação da companhia e crescimento da concorrência de seu setor. Mesmo que uma empresa seja bem administrada e esteja financeiramente saudável, a redução da demanda ou o crescimento da oferta de produtos similares e/ou substitutos podem prejudicar os ganhos futuros. Neste contexto, o investimento em ações de uma empresa com portfólio pouco diversificado e muito dependente de um único produto deve ser sempre reavaliado.

A qualidade de uma ação também pode mudar em função de circunstâncias econômicas. Por exemplo: se o gasto com matéria prima subir muito sem que os preços dos produtos vendidos acompanhem tal evolução, os ganhos futuros da companhia fatalmente serão afetados.

Recompensa por anos de investimentos
Além destes fatores, o INI ressalta que a manutenção do equilíbrio por tamanho das empresas das ações que compõem uma carteira é importante. Assim, a recomendação é manter 25% de ações de empresas pequenas e com altas taxas de crescimento e o mesmo percentual em empresas de grande porte, sendo que o restante deve ser locado em companhias de médio porte.

Finalizando, a recompensa por anos de investimentos bem-sucedidos, onde os ganhos serão aplicados, por exemplo, na compra de uma casa própria, na educação de um filho ou na realização de um grande sonho, sem dúvida se apresenta como um legítimo motivo para a venda de uma ação.

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Evite prejuízos: aprenda a identificar quando a venda de uma ação é a melhor saída

Marcello de Almeida, 01/11/05, InfoMoney

 

SÃO PAULO - A maioria dos analistas e profissionais de mercado financeiro recomenda que o investimento em ações deve ser realizado com uma mentalidade de longo prazo, onde apenas papéis de empresas com sólidos fundamentos, bem administradas, comprometidas com boas práticas de governança corporativa e, principalmente, com potencial contínuo de crescimento, devem ser adquiridos.

Assim, após a compra de um papel, a preocupação do investidor deve ser a de elevar suas posições investindo, mesmo que pequenas quantias, periodicamente, como, por exemplo, em um plano de previdência. Esse seria um dos melhores caminhos para se obter bons resultados no mercado de renda variável. Resumindo: recomenda-se montar uma carteira sólida, modificando a composição desta poucas vezes no decorrer dos anos.

No entanto, alterações de cenários podem fazer uma boa opção de investimento perder sua atratividade. Ou, em outros casos, uma ação que não apresentava as melhores perspectivas se transforma em uma interessante alternativa de investimento. Neste contexto, o INI (Instituto Nacional dos Investidores) dedicou um dos capítulos do seu Guia Oficial para auxiliar os investidores, descrevendo quais são os legítimos motivos para a venda de uma ação.

Capacidade administrativa, lucros e quadro financeiro
Em um primeiro quesito, o instituto recomenda a avaliação continua da capacidade administrativa da empresa. Mudanças desfavoráveis podem transformar uma boa opção de investimento em uma grande dor de cabeça. Neste caso, devido à dificuldade para avaliar a competência de uma nova administração, a opinião de profissionais de mercado pode ser bastante útil.

Além disso, uma tendência decrescente de margens de lucro deve ser analisada mais de perto, assim como a deterioração do quadro financeiro. A questão é saber se essa trajetória é passageira ou se tende a permanecer, uma vez que uma companhia pode enfrentar um ou mais anos de lucros estagnados com crescimento das dívidas.

Mercado de atuação e economia
Outro ponto importante está relacionado às perspectivas para o mercado de atuação da companhia e crescimento da concorrência de seu setor. Mesmo que uma empresa seja bem administrada e esteja financeiramente saudável, a redução da demanda ou o crescimento da oferta de produtos similares e/ou substitutos podem prejudicar os ganhos futuros. Neste contexto, o investimento em ações de uma empresa com portfólio pouco diversificado e muito dependente de um único produto deve ser sempre reavaliado.

A qualidade de uma ação também pode mudar em função de circunstâncias econômicas. Por exemplo: se o gasto com matéria prima subir muito sem que os preços dos produtos vendidos acompanhem tal evolução, os ganhos futuros da companhia fatalmente serão afetados.

Recompensa por anos de investimentos
Além destes fatores, o INI ressalta que a manutenção do equilíbrio por tamanho das empresas das ações que compõem uma carteira é importante. Assim, a recomendação é manter 25% de ações de empresas pequenas e com altas taxas de crescimento e o mesmo percentual em empresas de grande porte, sendo que o restante deve ser locado em companhias de médio porte.

Finalizando, a recompensa por anos de investimentos bem-sucedidos, onde os ganhos serão aplicados, por exemplo, na compra de uma casa própria, na educação de um filho ou na realização de um grande sonho, sem dúvida se apresenta como um legítimo motivo para a venda de uma ação.

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Dinheiro no bolso e tempo de sobra?

Fernanda de Lima, 03/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Você já pensou quanto do seu tempo está gastando quando vai ao shopping fazer compras? Deixando de lado o aspecto de lazer, já que, para muitos, consumir é uma forma de diversão, procure refletir quanto suas compras custam em termos do "seu tempo."

Se até agora você não conseguiu controlar o seu impulso consumista, analisando apenas o impacto financeiro das suas decisões, talvez esteja na hora de tentar entender o custo pessoal da sua decisão.


Quando tempo é dinheiro
Você compraria um tênis novo se soubesse de antemão que ele lhe custaria o equivalente a cinco horas de sua vida? A menos que você seja um apaixonado por esportes, a resposta provavelmente seria negativa.

Afinal, a perspectiva de ter todo este tempo livre em mãos parece um sonho diante da sua rotina, cada vez mais agitada. Quem não conhece o ditado: tempo é dinheiro. A questão que fica, portanto, é entender quanto custa o seu tempo. É a este conceito que me refiro, quando falo do custo pessoal de uma decisão de consumo.

Quanto vale sua hora?
Mas, como medir o seu custo pessoal? Em um primeiro momento, você poderia considerar que o custo da sua hora equivale ao seu salário por hora. Ou seja, se você ganha R$ 2.500,00 por mês e trabalha 40 horas por semana, assumindo que um mês tenha 4,5 semanas, pode-se estimar seu salário/hora em R$ 13,88.

Porém, esta conta não inclui o tempo e o dinheiro que você gasta para ir ao trabalho. Além dos gastos com transporte, é importante considerar os gastos com alimentação, roupas de trabalho, com babá ou outro sistema de suporte, uma vez que seu bebê não pode ficar sozinho.

Procure estimar o quanto estas despesas somam no período de um ano, e deduza este montante do seu rendimento líquido anual (aqui, incluindo férias e 13º salário). Feito isso, divida este montante pelo número de horas que você trabalha em um ano. Mas não se esqueça de incluir na sua conta todas as horas que você gasta com o trabalho, porque tem que viajar no final de semana para uma conferência, ou porque tem que trabalhar para entregar um projeto etc.

Fazendo as contas
A título de ilustração, vamos assumir que o seu salário líquido seja de R$ 2,5 mil e que tire suas férias integralmente todos os anos. No decorrer de um ano você recebe R$ 33,3 mil (o que inclui 13 salários, mais o abono de 1/3 de férias). Mas, para tanto, gasta em média R$ 550 por mês, ainda que tire férias de 30 dias.

Para facilitar as contas, assumimos que, no mês de férias, o que você economizaria com transporte e alimentação (por exemplo), acabaria gastando com as férias. De forma que o custo de trabalhar é de R$ 6,6 mil no ano e que seu retorno líquido do trabalho é de R$ 26,73 mil.

Agora é hora de calcular o número de horas que trabalhou no ano. Assumindo que trabalhe 40 horas por semana e que faça 10 horas/extras por mês, pode-se estimar que nos 11 meses em que está trabalhando (pois em um você está de férias), você acumulou 190 horas por mês (assumindo 4,5 semanas no mês) e 2.090 horas no ano. Com esta informação, você já pode estimar o seu custo/hora, que no caso é de R$ 12,79/hora, abaixo, portanto, do que havia estimado inicialmente.

Gastando com consciência
É somente através destas contas detalhadas que você consegue ter uma idéia exata do quanto sua hora efetivamente custa. Quando você se conscientiza de que está trabalhando por R$ 12,79/hora, fica mais difícil gastar, por impulso, R$ 50,00 em uma camiseta que você achou "bonitinha". Afinal, ela custaria quase quatro horas de trabalho!!

Imaginar que você teve que dedicar tanto do seu tempo para algo que hoje nem se lembra de ter comprado, certamente pede uma reflexão e exige uma mudança de atitude. Se você conseguir rever seus hábitos e passar a viver sob esta nova ótica de consumo, certamente o resultado disso será mais dinheiro no bolso e mais tempo livre para você. Vale a pena tentar!


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Dinheiro no bolso e tempo de sobra?

Fernanda de Lima, 03/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Você já pensou quanto do seu tempo está gastando quando vai ao shopping fazer compras? Deixando de lado o aspecto de lazer, já que, para muitos, consumir é uma forma de diversão, procure refletir quanto suas compras custam em termos do "seu tempo."

Se até agora você não conseguiu controlar o seu impulso consumista, analisando apenas o impacto financeiro das suas decisões, talvez esteja na hora de tentar entender o custo pessoal da sua decisão.


Quando tempo é dinheiro
Você compraria um tênis novo se soubesse de antemão que ele lhe custaria o equivalente a cinco horas de sua vida? A menos que você seja um apaixonado por esportes, a resposta provavelmente seria negativa.

Afinal, a perspectiva de ter todo este tempo livre em mãos parece um sonho diante da sua rotina, cada vez mais agitada. Quem não conhece o ditado: tempo é dinheiro. A questão que fica, portanto, é entender quanto custa o seu tempo. É a este conceito que me refiro, quando falo do custo pessoal de uma decisão de consumo.

Quanto vale sua hora?
Mas, como medir o seu custo pessoal? Em um primeiro momento, você poderia considerar que o custo da sua hora equivale ao seu salário por hora. Ou seja, se você ganha R$ 2.500,00 por mês e trabalha 40 horas por semana, assumindo que um mês tenha 4,5 semanas, pode-se estimar seu salário/hora em R$ 13,88.

Porém, esta conta não inclui o tempo e o dinheiro que você gasta para ir ao trabalho. Além dos gastos com transporte, é importante considerar os gastos com alimentação, roupas de trabalho, com babá ou outro sistema de suporte, uma vez que seu bebê não pode ficar sozinho.

Procure estimar o quanto estas despesas somam no período de um ano, e deduza este montante do seu rendimento líquido anual (aqui, incluindo férias e 13º salário). Feito isso, divida este montante pelo número de horas que você trabalha em um ano. Mas não se esqueça de incluir na sua conta todas as horas que você gasta com o trabalho, porque tem que viajar no final de semana para uma conferência, ou porque tem que trabalhar para entregar um projeto etc.

Fazendo as contas
A título de ilustração, vamos assumir que o seu salário líquido seja de R$ 2,5 mil e que tire suas férias integralmente todos os anos. No decorrer de um ano você recebe R$ 33,3 mil (o que inclui 13 salários, mais o abono de 1/3 de férias). Mas, para tanto, gasta em média R$ 550 por mês, ainda que tire férias de 30 dias.

Para facilitar as contas, assumimos que, no mês de férias, o que você economizaria com transporte e alimentação (por exemplo), acabaria gastando com as férias. De forma que o custo de trabalhar é de R$ 6,6 mil no ano e que seu retorno líquido do trabalho é de R$ 26,73 mil.

Agora é hora de calcular o número de horas que trabalhou no ano. Assumindo que trabalhe 40 horas por semana e que faça 10 horas/extras por mês, pode-se estimar que nos 11 meses em que está trabalhando (pois em um você está de férias), você acumulou 190 horas por mês (assumindo 4,5 semanas no mês) e 2.090 horas no ano. Com esta informação, você já pode estimar o seu custo/hora, que no caso é de R$ 12,79/hora, abaixo, portanto, do que havia estimado inicialmente.

Gastando com consciência
É somente através destas contas detalhadas que você consegue ter uma idéia exata do quanto sua hora efetivamente custa. Quando você se conscientiza de que está trabalhando por R$ 12,79/hora, fica mais difícil gastar, por impulso, R$ 50,00 em uma camiseta que você achou "bonitinha". Afinal, ela custaria quase quatro horas de trabalho!!

Imaginar que você teve que dedicar tanto do seu tempo para algo que hoje nem se lembra de ter comprado, certamente pede uma reflexão e exige uma mudança de atitude. Se você conseguir rever seus hábitos e passar a viver sob esta nova ótica de consumo, certamente o resultado disso será mais dinheiro no bolso e mais tempo livre para você. Vale a pena tentar!


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Pensando em vender suas ações? Veja o que não justifica essa decisão

Marcello de Almeida, 24/10/05, InfoMoney


 

SÃO PAULO - Ciente de que a maioria dos investidores, principalmente os menos experientes, está mais propensa a vender uma ação antes do momento ideal do que a manter sua posição por um período mais longo, o Instituto Nacional dos Investidores dedicou um capitulo inteiro do seu Guia Oficial para descrever em quais situações a venda de um papel realmente não se apresenta como uma alternativa lucrativa.

Antes de optar por rever a composição de uma carteira e vender uma determinada ação, o guia do INI ressalta que o investidor deve primeiro se preocupar em escolher um outro ativo substituto, que, necessariamente, tem que ter um menor risco de desvalorização e um maior potencial de valorização, para que a troca seja realmente justificável.

Além disso, um ponto muito importante e usualmente desmerecido pelos aplicadores diz respeito aos custos da transação. Além dos dispêndios incorridos com a dupla operação de compra e venda de um ativo, existem ainda os impostos que terão de ser calculados e que levam os ganhos obtidos como base de cálculo.

Falsos motivos para a venda de uma ação
O resultado de anos de investimento bem-sucedidos e o objetivo de aperfeiçoar a composição de uma carteira são, sem dúvida nenhuma, bons motivos para a venda de uma ação. No entanto, muitas vezes os investidores são influenciados a desfazer uma posição por outros fatores, as chamadas falsas razões para venda de uma ação.

Dentre estas, o guia do INI descreve que um papel não deve ser vendido apenas porque não houve modificação na cotação. Assim, ressalta-se que o foco deve ser voltado para os fundamentos, em uma visão de logo prazo. A paciência é um dos pré-requisitos do investimento bem sucedido. A seguir outras razões que não justifica a venda:

  • Calma nas fortes oscilações
    O INI acredita também que uma ação não deve ser vendida por causa de uma forte desvalorização de 10% ou 20%, por exemplo. Uma ação que vale a pena conservar pode registrar tais oscilações. O mesmo ocorre quando uma ação registra forte alta. A tentação de venda quando a ação dobra de valor é grande.

    No entanto, vale lembrar que alguns papéis registram valorização superior a 2.000% ao longo de 10 anos. Um exemplo fica com as ações da Petrobras, que subiram mais de 500% desde 2002, período bem mais curto do que o descrito.
  • Cuidado com más notícias passageiras
    Outra situação usualmente potencializada pelos investidores está relacionada ao surgimento de más notícias passageiras. Muitas vezes, determinados fatos podem ser negativos para o desempenho de uma companhia no curto prazo.

    Porém, é necessário verificar se determinado fato realmente é prejudicial ou se em pouco tempo a empresa retomará sua tendência de ascensão, assim como o preço de suas ações.
  • Mudar por mudar não faz sentido
    O manual do INI comenta também que muitos investidores realizam mudanças em suas carteiras apenas para ter a sensação de que está fazendo algo. Novamente: a paciência é vital no mercado de ações, mesmo quando os investimentos não estão fluindo no ritmo esperado.

Finalizando, não venda um determinado papel que tenha registrado uma forte queda se o potencial de valorização do mesmo for maior do que o risco remanescente de novas desvalorizações. Lembre-se ao decidir investir em ações, você estabeleceu uma estratégia de longo prazo, e isso requer calma e paciência. Boa sorte.

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Pensando em vender suas ações? Veja o que não justifica essa decisão

Marcello de Almeida, 24/10/05, InfoMoney


 

SÃO PAULO - Ciente de que a maioria dos investidores, principalmente os menos experientes, está mais propensa a vender uma ação antes do momento ideal do que a manter sua posição por um período mais longo, o Instituto Nacional dos Investidores dedicou um capitulo inteiro do seu Guia Oficial para descrever em quais situações a venda de um papel realmente não se apresenta como uma alternativa lucrativa.

Antes de optar por rever a composição de uma carteira e vender uma determinada ação, o guia do INI ressalta que o investidor deve primeiro se preocupar em escolher um outro ativo substituto, que, necessariamente, tem que ter um menor risco de desvalorização e um maior potencial de valorização, para que a troca seja realmente justificável.

Além disso, um ponto muito importante e usualmente desmerecido pelos aplicadores diz respeito aos custos da transação. Além dos dispêndios incorridos com a dupla operação de compra e venda de um ativo, existem ainda os impostos que terão de ser calculados e que levam os ganhos obtidos como base de cálculo.

Falsos motivos para a venda de uma ação
O resultado de anos de investimento bem-sucedidos e o objetivo de aperfeiçoar a composição de uma carteira são, sem dúvida nenhuma, bons motivos para a venda de uma ação. No entanto, muitas vezes os investidores são influenciados a desfazer uma posição por outros fatores, as chamadas falsas razões para venda de uma ação.

Dentre estas, o guia do INI descreve que um papel não deve ser vendido apenas porque não houve modificação na cotação. Assim, ressalta-se que o foco deve ser voltado para os fundamentos, em uma visão de logo prazo. A paciência é um dos pré-requisitos do investimento bem sucedido. A seguir outras razões que não justifica a venda:

  • Calma nas fortes oscilações
    O INI acredita também que uma ação não deve ser vendida por causa de uma forte desvalorização de 10% ou 20%, por exemplo. Uma ação que vale a pena conservar pode registrar tais oscilações. O mesmo ocorre quando uma ação registra forte alta. A tentação de venda quando a ação dobra de valor é grande.

    No entanto, vale lembrar que alguns papéis registram valorização superior a 2.000% ao longo de 10 anos. Um exemplo fica com as ações da Petrobras, que subiram mais de 500% desde 2002, período bem mais curto do que o descrito.
  • Cuidado com más notícias passageiras
    Outra situação usualmente potencializada pelos investidores está relacionada ao surgimento de más notícias passageiras. Muitas vezes, determinados fatos podem ser negativos para o desempenho de uma companhia no curto prazo.

    Porém, é necessário verificar se determinado fato realmente é prejudicial ou se em pouco tempo a empresa retomará sua tendência de ascensão, assim como o preço de suas ações.
  • Mudar por mudar não faz sentido
    O manual do INI comenta também que muitos investidores realizam mudanças em suas carteiras apenas para ter a sensação de que está fazendo algo. Novamente: a paciência é vital no mercado de ações, mesmo quando os investimentos não estão fluindo no ritmo esperado.

Finalizando, não venda um determinado papel que tenha registrado uma forte queda se o potencial de valorização do mesmo for maior do que o risco remanescente de novas desvalorizações. Lembre-se ao decidir investir em ações, você estabeleceu uma estratégia de longo prazo, e isso requer calma e paciência. Boa sorte.

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Análise para o dia 24 de novembro

Análise para 24 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 1,44% com 31.942 pontos e volume financeiro de 1,9 bilhão. Fechou em novo recorde, mas ainda não rompeu TH de 32.051 (próxima resistência). Esta foi a sexta alta consecutiva, o que não acontecia desde fevereiro deste ano. Com isso, o risco/retorno da maioria dos ativos está desfavorável, mas ainda não demonstram candles de reversão baixista. Detaques negativos - BOBR4, FFTL4, SBSP3 e FESA4. Gráfico do Ibovespa.

   VALE5 - Abriu com GAP de alta de 0,35% e fechou próximo à resistência de 88,23 (linha azul pontilhada que já foi sentida uma vez) e próximo à antiga LTA vermelha do IFR. Aguardar melhor ponto de compra (risco/retorno desfavorável).

   SDIA4 - Gerou compra nesta quarta ao romper a LTB e recuperar MM21. Fechou em alta de 4,01% e possui objetivo inicial em 6,04 com stop em 5,21. Ao romper 6,04, confirma pivot de alta e poderão ser feitas novas compras.

   PTIP4 - Gera compra ao romper 28,17 e confirmar pivot de alta no diário com objetivo em 41,39 no médio prazo.

   WEGE4 - Volume 114% acima da média diária (25% do volume total foi entre a mesma corretora) e fechou em alta de 1,87%. Está dentro de um grande triângulo simétrico indicando indefinição para o curto e médio prazo. Aguardar melhor ponto de compra.

 

Parceria - Curso de Análise Técnica
Curso intensivo de Análise Técnica no Rio de Janeiro em 10 e 11 de dezembro.
Confira mais informações aqui.


h Candles de Alta - Gráfico Diário h
CPLE6, CTAX4, EMBR4, TCOC4, TCSL3, TRPL4, USIM3

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CLSC6, CTNM4, NETC4, TNCP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
DASA3, ELET6


Download do metastock de 23 de novembro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 24 de novembro

Análise para 24 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 1,44% com 31.942 pontos e volume financeiro de 1,9 bilhão. Fechou em novo recorde, mas ainda não rompeu TH de 32.051 (próxima resistência). Esta foi a sexta alta consecutiva, o que não acontecia desde fevereiro deste ano. Com isso, o risco/retorno da maioria dos ativos está desfavorável, mas ainda não demonstram candles de reversão baixista. Detaques negativos - BOBR4, FFTL4, SBSP3 e FESA4. Gráfico do Ibovespa.

   VALE5 - Abriu com GAP de alta de 0,35% e fechou próximo à resistência de 88,23 (linha azul pontilhada que já foi sentida uma vez) e próximo à antiga LTA vermelha do IFR. Aguardar melhor ponto de compra (risco/retorno desfavorável).

   SDIA4 - Gerou compra nesta quarta ao romper a LTB e recuperar MM21. Fechou em alta de 4,01% e possui objetivo inicial em 6,04 com stop em 5,21. Ao romper 6,04, confirma pivot de alta e poderão ser feitas novas compras.

   PTIP4 - Gera compra ao romper 28,17 e confirmar pivot de alta no diário com objetivo em 41,39 no médio prazo.

   WEGE4 - Volume 114% acima da média diária (25% do volume total foi entre a mesma corretora) e fechou em alta de 1,87%. Está dentro de um grande triângulo simétrico indicando indefinição para o curto e médio prazo. Aguardar melhor ponto de compra.

 

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h Candles de Alta - Gráfico Diário h
CPLE6, CTAX4, EMBR4, TCOC4, TCSL3, TRPL4, USIM3

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CLSC6, CTNM4, NETC4, TNCP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
DASA3, ELET6


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Minério de ferro: BHP projeta forte demanda chinesa e considera maior investimento

Por: Cauê Todeschini de Assunção
22/11/05 - 16h48
InfoMoney

SÃO PAULO - A BHP Billiton, terceira maior exportadora de minério de ferro do mundo, pode ter de gastar cerca de US$ 2,2 bilhões a mais em seu programa de investimentos para a expansão da capacidade de extração da matéria-prima nos próximos anos.

De acordo com declarações do presidente da divisão de minério de ferro da companhia, Graeme Hunt, os investimentos atuais, em torno de US$ 2,2 bilhões, parecem ser apenas a metade do necessário para atender o crescimento da demanda.

Ainda segundo Hunt, a demanda mundial por minério de ferro estaria sendo impulsionada pelas importações das siderúrgicas chinesas, que devem elevar-se em 27% este ano e em mais 15% no próximo. A notícia traz boas perspectivas em relação ao reajuste do produto para o próximo ano.

Expansão pode ser ampliada

Entre os investimentos adicionais previstos pela BHP estaria a expansão da capacidade de um projeto na Austrália Ocidental, cujo valor extraordinário não foi definido. A planta está tendo sua capacidade expandida para 129 milhões de toneladas por ano, número que pode ser aumentado para 152 milhões de toneladas por ano.

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Minério de ferro: BHP projeta forte demanda chinesa e considera maior investimento

Por: Cauê Todeschini de Assunção
22/11/05 - 16h48
InfoMoney

SÃO PAULO - A BHP Billiton, terceira maior exportadora de minério de ferro do mundo, pode ter de gastar cerca de US$ 2,2 bilhões a mais em seu programa de investimentos para a expansão da capacidade de extração da matéria-prima nos próximos anos.

De acordo com declarações do presidente da divisão de minério de ferro da companhia, Graeme Hunt, os investimentos atuais, em torno de US$ 2,2 bilhões, parecem ser apenas a metade do necessário para atender o crescimento da demanda.

Ainda segundo Hunt, a demanda mundial por minério de ferro estaria sendo impulsionada pelas importações das siderúrgicas chinesas, que devem elevar-se em 27% este ano e em mais 15% no próximo. A notícia traz boas perspectivas em relação ao reajuste do produto para o próximo ano.

Expansão pode ser ampliada

Entre os investimentos adicionais previstos pela BHP estaria a expansão da capacidade de um projeto na Austrália Ocidental, cujo valor extraordinário não foi definido. A planta está tendo sua capacidade expandida para 129 milhões de toneladas por ano, número que pode ser aumentado para 152 milhões de toneladas por ano.

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Depoimento de Palocci e ata do Fomc impulsionam e Ibovespa fecha em alta

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
22/11/05 - 19h37
InfoMoney

SÃO PAULO - Recuperando-se no final do pregão, após operar em queda durante boa parte desta terça-feira, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 1,22%, cotado a 31.489 pontos, beneficiando-se do depoimento do ministro Antonio Palocci à Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e por um tom mais otimista da ata do Fomc. O volume financeiro foi de R$ 2,05 bilhões.

Pela manhã, o índice paulista chegou a operar em forte queda de 2,04%, diante de rumores de que o ministro da Fazenda já havia solicitado sua saída do governo ao presidente Lula. Entretanto, à tarde, Palocci afirmou que continua à frente da pasta da Fazenda, caso assim seja decidido pelo presidente da República.

O pronunciamento foi bem recebido pelo mercado, que temia o abandono de uma política de austeridade fiscal e monetária, em uma eventual saída do atual ministro da Fazenda.

Ata do Fomc contribuiu para a virada
Ademais, um tom mais otimista sinalizado pela ata do Fomc, o comitê de política monetária dos EUA, contribuiu para a trajetória do Ibovespa no final do pregão. O documento, apesar de ter novamente evidenciado a preocupação dos membros do colegiado com a inflação, alertou para o "risco de ir muito longe com o processo restritivo", apontando para uma possível proximidade do fim do ciclo do aperto monetário norte-americano.

Voltando ao âmbito doméstico, mais precisamente à esfera política, é interessante observar que, nesta terça-feira, a CPI dos Bingos aprovou o requerimento para ouvir o ministro Palocci, o qual ainda não conta com data definida. Além disso, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou o recurso apresentado pela defesa do deputado José Dirceu (PT-SP). Assim, a votação sobre o processo de cassação do deputado ocorrerá somente no dia 30 de novembro.

Por fim, a Pesquisa CNT/Sensus de novembro revelou que a avaliação do Presidente da República foi a pior desde o início do governo. A aprovação do presidente recuou para 46,7% em novembro, depois de já ter sido recorde negativo em setembro, com 50%. No mesmo sentido, a desaprovação de Lula subiu de 39,4% para 44,2% e a avaliação negativa do governo subiu para 29%.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CTAX3 Contax ON 3,34 +6,70 n/d 1,19M
TLCP4 Tele Leste Cel PN 15,75 +5,49 -50,78 434,84K
ELPL4 * Eletropaulo PN N2 101,80 +5,32 +37,57 2,77M
TCSL3 * TIM Part ON 5,23 +4,60 +38,78 1,60M
CRUZ3 Souza Cruz ON 29,50 +4,27 -11,87 13,47M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BELG3 * Belgo Mineira ON 1.290,50 -4,05 -0,58 42,04M
CMIG4 * Cemig PN 82,60 -3,16 +35,04 88,94M
BBAS3 Brasil ON 41,01 -1,86 +31,40 14,79K
SBSP3 * Sabesp ON 141,00 -1,52 -5,52 11,97M
CLSC6 Celesc PNB N2 1,43 -1,37 +34,96 9,40M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 34,20 +3,51 230,72M 154,10M 3.898
VALE5 Vale Rio Doce PNA 86,00 +1,71 115,64M 115,77M 1.865
TNLP4 Telemar PN 41,54 +1,34 107,73M 85,01M 1.539
CMIG4 * Cemig PN 82,60 -3,16 88,94M 28,84M 880
BBDC4 Bradesco PN 132,00 +3,20 80,92M 56,03M 1.003

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Após terem registrado forte queda na véspera, as ações ordinárias da Contax fecharam em alta de 6,70% nesta terça-feira, negociadas a R$ 3,34, ampliando a valorização nos últimos trinta dias para quase 30%.

Em contrapartida, os papéis ordinários da Belgo recuaram 4,05%, para R$ 1.290,50, em seu terceiro pregão consecutivo em queda. Vale lembrar que, como resultado do processo de consolidação da siderúrgica européia Arcelor no Brasil, a partir de 23 de dezembro as ações da Belgo passarão a ser reconhecidas na Bovespa com o nome de Arcelor Brasil.

Dólar subiu mais de 1%
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2470, o que representa uma alta de 1,13% frente ao fechamento anterior. O leilão de swap cambial invertido e a compra de dólares no mercado à vista, aliados aos rumores em torno da saída de Antonio Palocci do governo, impulsionaram a divisa.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 124,45% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,61%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 347 pontos base, alta de 1 ponto base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA avançam
Nos Estados Unidos, beneficiadas pelo tom otimista da ata do Fomc, as principais bolsas do país operam em alta nesta terça-feira.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, opera em alta de 0,53% e atinge 2.254 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valoriza-se 0,51% a 1.261 pontos. Da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,47% a 10.871 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou leve alta de 0,35% e atingiu 5.517 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,08% a 5.175 pontos. Por outro lado, o CAC 40 da bolsa de Paris fechou em leve baixa de 0,12%, atingindo 4.581 pontos.

Copom anuncia nova Selic na quarta-feira
Na próxima quarta-feira, o Copom define a nova taxa Selic, referência para a viabilidade dos investimentos produtivos. Além disso, o Banco Central publicará sua Nota de Mercado Aberto e DPMFi; uma descrição das operações realizadas pelo banco em mercado aberto e da dívida pública federal relativa ao mês de outubro.

Já a FGV fornece mais uma medida da inflação por meio do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal).

Nos EUA, ao contrário do que ocorre normalmente, o Initial Claims referente à semana terminada em 19 de novembro, será publicado na quarta-feira. Isso porque, na quinta-feira, data tradicional da divulgação, o país comemora o feriado de Ação de Graças. Vale lembrar que o indicador, que mede pedidos de auxílio-desemprego, é utilizado como termômetro da atividade econômica.

Também nesta data, a Universidade de Michigan anuncia a versão revisada do Michigan Sentiment. O indicador mede a confiança do consumidor norte-americano durante o mês de novembro.

Outra fonte de informações está no Help-Wanted Index de outubro. Este índice mostra a força do mercado de trabalho americano, mediante à análise de ofertas de emprego publicadas nos principais jornais dos Estados Unidos.

A Administração de Informações sobre Energia norte-americana divulga o nível dos estoques de petróleo. Os milhões de barris guardados no país são divulgados semanalmente e interessam a muita gente, já que afetam os preços internacionais da commodity.

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Depoimento de Palocci e ata do Fomc impulsionam e Ibovespa fecha em alta

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
22/11/05 - 19h37
InfoMoney

SÃO PAULO - Recuperando-se no final do pregão, após operar em queda durante boa parte desta terça-feira, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 1,22%, cotado a 31.489 pontos, beneficiando-se do depoimento do ministro Antonio Palocci à Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e por um tom mais otimista da ata do Fomc. O volume financeiro foi de R$ 2,05 bilhões.

Pela manhã, o índice paulista chegou a operar em forte queda de 2,04%, diante de rumores de que o ministro da Fazenda já havia solicitado sua saída do governo ao presidente Lula. Entretanto, à tarde, Palocci afirmou que continua à frente da pasta da Fazenda, caso assim seja decidido pelo presidente da República.

O pronunciamento foi bem recebido pelo mercado, que temia o abandono de uma política de austeridade fiscal e monetária, em uma eventual saída do atual ministro da Fazenda.

Ata do Fomc contribuiu para a virada
Ademais, um tom mais otimista sinalizado pela ata do Fomc, o comitê de política monetária dos EUA, contribuiu para a trajetória do Ibovespa no final do pregão. O documento, apesar de ter novamente evidenciado a preocupação dos membros do colegiado com a inflação, alertou para o "risco de ir muito longe com o processo restritivo", apontando para uma possível proximidade do fim do ciclo do aperto monetário norte-americano.

Voltando ao âmbito doméstico, mais precisamente à esfera política, é interessante observar que, nesta terça-feira, a CPI dos Bingos aprovou o requerimento para ouvir o ministro Palocci, o qual ainda não conta com data definida. Além disso, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou o recurso apresentado pela defesa do deputado José Dirceu (PT-SP). Assim, a votação sobre o processo de cassação do deputado ocorrerá somente no dia 30 de novembro.

Por fim, a Pesquisa CNT/Sensus de novembro revelou que a avaliação do Presidente da República foi a pior desde o início do governo. A aprovação do presidente recuou para 46,7% em novembro, depois de já ter sido recorde negativo em setembro, com 50%. No mesmo sentido, a desaprovação de Lula subiu de 39,4% para 44,2% e a avaliação negativa do governo subiu para 29%.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CTAX3 Contax ON 3,34 +6,70 n/d 1,19M
TLCP4 Tele Leste Cel PN 15,75 +5,49 -50,78 434,84K
ELPL4 * Eletropaulo PN N2 101,80 +5,32 +37,57 2,77M
TCSL3 * TIM Part ON 5,23 +4,60 +38,78 1,60M
CRUZ3 Souza Cruz ON 29,50 +4,27 -11,87 13,47M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BELG3 * Belgo Mineira ON 1.290,50 -4,05 -0,58 42,04M
CMIG4 * Cemig PN 82,60 -3,16 +35,04 88,94M
BBAS3 Brasil ON 41,01 -1,86 +31,40 14,79K
SBSP3 * Sabesp ON 141,00 -1,52 -5,52 11,97M
CLSC6 Celesc PNB N2 1,43 -1,37 +34,96 9,40M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 34,20 +3,51 230,72M 154,10M 3.898
VALE5 Vale Rio Doce PNA 86,00 +1,71 115,64M 115,77M 1.865
TNLP4 Telemar PN 41,54 +1,34 107,73M 85,01M 1.539
CMIG4 * Cemig PN 82,60 -3,16 88,94M 28,84M 880
BBDC4 Bradesco PN 132,00 +3,20 80,92M 56,03M 1.003

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Após terem registrado forte queda na véspera, as ações ordinárias da Contax fecharam em alta de 6,70% nesta terça-feira, negociadas a R$ 3,34, ampliando a valorização nos últimos trinta dias para quase 30%.

Em contrapartida, os papéis ordinários da Belgo recuaram 4,05%, para R$ 1.290,50, em seu terceiro pregão consecutivo em queda. Vale lembrar que, como resultado do processo de consolidação da siderúrgica européia Arcelor no Brasil, a partir de 23 de dezembro as ações da Belgo passarão a ser reconhecidas na Bovespa com o nome de Arcelor Brasil.

Dólar subiu mais de 1%
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2470, o que representa uma alta de 1,13% frente ao fechamento anterior. O leilão de swap cambial invertido e a compra de dólares no mercado à vista, aliados aos rumores em torno da saída de Antonio Palocci do governo, impulsionaram a divisa.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 124,45% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,61%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 347 pontos base, alta de 1 ponto base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA avançam
Nos Estados Unidos, beneficiadas pelo tom otimista da ata do Fomc, as principais bolsas do país operam em alta nesta terça-feira.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, opera em alta de 0,53% e atinge 2.254 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valoriza-se 0,51% a 1.261 pontos. Da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,47% a 10.871 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou leve alta de 0,35% e atingiu 5.517 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,08% a 5.175 pontos. Por outro lado, o CAC 40 da bolsa de Paris fechou em leve baixa de 0,12%, atingindo 4.581 pontos.

Copom anuncia nova Selic na quarta-feira
Na próxima quarta-feira, o Copom define a nova taxa Selic, referência para a viabilidade dos investimentos produtivos. Além disso, o Banco Central publicará sua Nota de Mercado Aberto e DPMFi; uma descrição das operações realizadas pelo banco em mercado aberto e da dívida pública federal relativa ao mês de outubro.

Já a FGV fornece mais uma medida da inflação por meio do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal).

Nos EUA, ao contrário do que ocorre normalmente, o Initial Claims referente à semana terminada em 19 de novembro, será publicado na quarta-feira. Isso porque, na quinta-feira, data tradicional da divulgação, o país comemora o feriado de Ação de Graças. Vale lembrar que o indicador, que mede pedidos de auxílio-desemprego, é utilizado como termômetro da atividade econômica.

Também nesta data, a Universidade de Michigan anuncia a versão revisada do Michigan Sentiment. O indicador mede a confiança do consumidor norte-americano durante o mês de novembro.

Outra fonte de informações está no Help-Wanted Index de outubro. Este índice mostra a força do mercado de trabalho americano, mediante à análise de ofertas de emprego publicadas nos principais jornais dos Estados Unidos.

A Administração de Informações sobre Energia norte-americana divulga o nível dos estoques de petróleo. Os milhões de barris guardados no país são divulgados semanalmente e interessam a muita gente, já que afetam os preços internacionais da commodity.

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Análise fundamentalista ou técnica? Conheça a opinião do mercado e decida como agir

Equipe InfoMoney, 17/11/05


SÃO PAULO - Análise técnica ou fundamentalista? Embora para muitos investidores no mercado de ações responder sim para uma signifique necessariamente dizer não à outra, este conceito tem mudado. Muitos investidores já combinam a utilização das duas escolas, visando maximizar seu retorno no mercado acionário.

Pesquisa conduzida pela InfoMoney junto a 2.045 usuários confirmou que, daqueles pesquisados que analisam o mercado de ações, 49% utilizam conceitos tanto de análise fundamentalista como técnica. Para 29% a análise técnica prevalece, enquanto 22% apontaram sua preferência pela análise fundamentalista.

Dos conceitos que, juntos, podem indicar a direção correta
Para quem não conhece bem a diferença entre as duas escolas, em resumo, pode ser dito que elas trabalham a partir de conceitos completamente diferentes. A análise fundamentalista, como o nome indica, trabalha com os fundamentos dos ativos, no caso das empresas com ações listadas na bolsa.

Assim, analisando o desempenho passado e presente, além de projetar o futuro com base em perspectiva de resultados, o analista fundamentalista faz um mapeamento completo das variáveis que podem afetar o desempenho de uma empresa. Com base nesta análise, pode indicar quais papéis estão "caros" ou "baratos", ao menos dentro das variáveis analisadas.

Já o analista técnico foca sua atenção nas cotações. Para muitos seguidores desta escola, pouca importa se os dados se referem à ação da Petrobrás, à cotação do dólar ou ao preço do petróleo. Mesmo sem conhecer os fundamentos do ativo em questão, o padrão histórico das cotações dá pistas importantes para entender o desempenho futuro dos ativos.

Como combinar as análises
Uma forma cada vez mais comum de combinar as duas análises é a filtragem dos papéis por critérios de análise fundamentalista e a definição do timing de compra ou venda dos papéis com base nos critérios de análise técnica. Na prática isso se traduz pela escolha de ações de empresas sólidas, de bons fundamentos e perspectivas positivas de acordo com a análise fundamentalista.

Com base nesta short list apenas de ações selecionadas, o investidor aplica os diversos conceitos de análise técnica e grafista, como análise de tendências, linhas de suporte e resistência, linhas de tendência, candlesticks e o uso de indicadores técnicos, com o objetivo de determinar o melhor momento para entrar ou sair de cada papel.

Esta metodologia, conhecida nos EUA como technofundamental trading, permite ao investidor aplicar simultaneamente conceitos das duas escolas, buscando, sobretudo, identificar quando as duas metodologias indicam o ativo correto para compra ou venda.

Cuidado com os gurus
Conhecer os princípios básicos de análise do mercado é fundamental, tanto para tentar elevar a rentabilidade do seu investimento como para escolher, se for o caso, quem irá lhe ajudar a acompanhar o mercado. Afinal de contas, nem todos os investidores têm tempo ou confiança necessária para acompanhar o mercado de perto, recorrendo ao auxílio de profissionais deste segmento.

Para quem procura ajuda de consultores, é importante entender qual a metodologia aplicada e quais os critérios de análise de risco. Desconfie de profissionais que garantem um desempenho espetacular. Certamente um bom profissional pode atingir um desempenho positivo em boa parte das vezes, mas leve em consideração que ninguém é infalível.

Assim como no caso do uso das duas escolas de análise, muitas vezes vale a pena entender a opinião de diversos profissionais, sejam eles analistas de instituições financeiras, analistas técnicos ou quem consegue fazer a melhor combinação das ferramentas de análise disponíveis.

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Análise fundamentalista ou técnica? Conheça a opinião do mercado e decida como agir

Equipe InfoMoney, 17/11/05


SÃO PAULO - Análise técnica ou fundamentalista? Embora para muitos investidores no mercado de ações responder sim para uma signifique necessariamente dizer não à outra, este conceito tem mudado. Muitos investidores já combinam a utilização das duas escolas, visando maximizar seu retorno no mercado acionário.

Pesquisa conduzida pela InfoMoney junto a 2.045 usuários confirmou que, daqueles pesquisados que analisam o mercado de ações, 49% utilizam conceitos tanto de análise fundamentalista como técnica. Para 29% a análise técnica prevalece, enquanto 22% apontaram sua preferência pela análise fundamentalista.

Dos conceitos que, juntos, podem indicar a direção correta
Para quem não conhece bem a diferença entre as duas escolas, em resumo, pode ser dito que elas trabalham a partir de conceitos completamente diferentes. A análise fundamentalista, como o nome indica, trabalha com os fundamentos dos ativos, no caso das empresas com ações listadas na bolsa.

Assim, analisando o desempenho passado e presente, além de projetar o futuro com base em perspectiva de resultados, o analista fundamentalista faz um mapeamento completo das variáveis que podem afetar o desempenho de uma empresa. Com base nesta análise, pode indicar quais papéis estão "caros" ou "baratos", ao menos dentro das variáveis analisadas.

Já o analista técnico foca sua atenção nas cotações. Para muitos seguidores desta escola, pouca importa se os dados se referem à ação da Petrobrás, à cotação do dólar ou ao preço do petróleo. Mesmo sem conhecer os fundamentos do ativo em questão, o padrão histórico das cotações dá pistas importantes para entender o desempenho futuro dos ativos.

Como combinar as análises
Uma forma cada vez mais comum de combinar as duas análises é a filtragem dos papéis por critérios de análise fundamentalista e a definição do timing de compra ou venda dos papéis com base nos critérios de análise técnica. Na prática isso se traduz pela escolha de ações de empresas sólidas, de bons fundamentos e perspectivas positivas de acordo com a análise fundamentalista.

Com base nesta short list apenas de ações selecionadas, o investidor aplica os diversos conceitos de análise técnica e grafista, como análise de tendências, linhas de suporte e resistência, linhas de tendência, candlesticks e o uso de indicadores técnicos, com o objetivo de determinar o melhor momento para entrar ou sair de cada papel.

Esta metodologia, conhecida nos EUA como technofundamental trading, permite ao investidor aplicar simultaneamente conceitos das duas escolas, buscando, sobretudo, identificar quando as duas metodologias indicam o ativo correto para compra ou venda.

Cuidado com os gurus
Conhecer os princípios básicos de análise do mercado é fundamental, tanto para tentar elevar a rentabilidade do seu investimento como para escolher, se for o caso, quem irá lhe ajudar a acompanhar o mercado. Afinal de contas, nem todos os investidores têm tempo ou confiança necessária para acompanhar o mercado de perto, recorrendo ao auxílio de profissionais deste segmento.

Para quem procura ajuda de consultores, é importante entender qual a metodologia aplicada e quais os critérios de análise de risco. Desconfie de profissionais que garantem um desempenho espetacular. Certamente um bom profissional pode atingir um desempenho positivo em boa parte das vezes, mas leve em consideração que ninguém é infalível.

Assim como no caso do uso das duas escolas de análise, muitas vezes vale a pena entender a opinião de diversos profissionais, sejam eles analistas de instituições financeiras, analistas técnicos ou quem consegue fazer a melhor combinação das ferramentas de análise disponíveis.

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Terça-feira, Novembro 22

Submarino poderá ter 100% das ações em bolsa

Fundos da GP e da T.H. Lee Putnam Ventures devem sair em 2006

Carolina Mandl e Roberta Campassi, Valor Online

O Submarino deve voltar a fazer uma oferta pública de ações em 2006. De acordo com Flávio Jansen, presidente da companhia, os fundos de investimento da GP e da T.H. Lee Putnam Ventures podem vender a posição que ainda mantêm no site de compras. Com isso, o percentual de ações em bolsa pode chegar a 100%. "Existe a indicação de que os fundos vão reduzir a participação. Não existe um cronograma, mas isso deve ocorrer no próximo ano", afirma o executivo.

Em uma oferta primária e secundária realizada em abril deste ano, os fundos da GP Investimentos, que detinham 54,9% do Submarino, e os da Lee Putnam Ventures, com 16,6%, colocaram no mercado cerca de 48% do controle da empresa em uma oferta no Novo Mercado, segmento máximo de governança corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo.

 


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Submarino poderá ter 100% das ações em bolsa

Fundos da GP e da T.H. Lee Putnam Ventures devem sair em 2006

Carolina Mandl e Roberta Campassi, Valor Online

O Submarino deve voltar a fazer uma oferta pública de ações em 2006. De acordo com Flávio Jansen, presidente da companhia, os fundos de investimento da GP e da T.H. Lee Putnam Ventures podem vender a posição que ainda mantêm no site de compras. Com isso, o percentual de ações em bolsa pode chegar a 100%. "Existe a indicação de que os fundos vão reduzir a participação. Não existe um cronograma, mas isso deve ocorrer no próximo ano", afirma o executivo.

Em uma oferta primária e secundária realizada em abril deste ano, os fundos da GP Investimentos, que detinham 54,9% do Submarino, e os da Lee Putnam Ventures, com 16,6%, colocaram no mercado cerca de 48% do controle da empresa em uma oferta no Novo Mercado, segmento máximo de governança corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo.

 


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Divulgação de resultados: saiba como selecionar as variáveis mais relevantes

Equipe InfoMoney, 10/11/05


SÃO PAULO - Quem acompanha de perto o mercado de ações sabe a importância que a divulgação de resultados de uma empresa pode ter sobre os seus papéis. Afinal de contas, os resultados servem como importantes indicadores do desempenho da empresa, dando elementos para a avaliação do quanto vale a companhia.

A análise dos resultados, no entanto, não é uma tarefa fácil. Em primeiro lugar, é fundamental determinar quais são as variáveis mais importantes. Será que o mercado está olhando mais de perto o lucro, o crescimento das receitas, da geração operacional de caixa, ou outra variável?

Outro ponto importante diz respeito à comparação dos resultados com trimestres anteriores ou com a expectativa dos analistas. Como explicar que muitas vezes as ações caem após a divulgação de resultados, mesmo com um lucro superior ao passado?

Variáveis mais importantes
Não existe
uma opinião única sobre qual é a variável mais importante a ser analisada. Além disso, a análise de empresas varia de setor para setor, com algumas variáveis, como a geração operacional de caixa, por exemplo, não sendo calculadas para empresas que atuam no segmento financeiro, como bancos.

No entanto, em termos práticos, o mercado parece acompanhar mais de perto três variáveis: receitas líquidas, lucro líquido e Ebitda, a mais utilizada medida de geração de caixa. Neste contexto, vale a pena analisar as vantagens e desvantagens de cada uma.

Receita e lucro
A receita líquida pode dar uma boa idéia do que acontece com o faturamento da empresa, mas não traz elementos para avaliar um quadro completo, já que todos nós sabemos que não adianta aumentar as receitas em 50% se as despesas sobem o dobro disso. Porém, principalmente para empresas em fase de crescimento, este é um indicador interessante a ser analisado.

Já o lucro (ou prejuízo) é certamente aquele que mais chama a atenção do público em geral. No entanto, este é possivelmente o indicador mais difícil de ser previsto, pois surge como resultado tanto de elementos operacionais como não operacionais, que muitas vezes podem afetar este indicador de forma significativa.

O lucro líquido pode trazer uma visão distorcida do que ocorre com a empresa, pois muitas vezes um resultado operacional ruim pode ser "mascarado" por elementos não operacionais, como vendas de ativos, reversão de provisões ou mesmo pelo resultado financeiro, sobretudo ganhos ou perdas cambiais.

Geração operacional de caixa: favorito dos analistas
Se existe um indicador preferido pelos analistas, embora seja importante ressaltar que não existe consenso, este é o Ebitda, que mede a geração operacional de caixa. Também conhecido como Lajida, a abreviatura de Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, este indicador se tornou muito popular nos últimos anos, por excluir diversos itens não operacionais.

Embora também seja alvo de críticas, principalmente pela falta de padronização no seu cálculo por parte das empresas, o Ebitda aparece como uma importante medida de desempenho operacional, ao medir efetivamente o quanto de caixa a empresa gerou a partir de suas atividades operacionais.

Qual comparação?
O segundo ponto diz respeito ao desempenho relativo da empresa: saber que a companhia X gerou um Ebitda de R$ 100 milhões pode indicar muito pouco, se este número não for comparado com o seu desempenho passado e com a expectativa dos analistas. Daí valer a pena entender qual o melhor patamar de comparação.

Dado que a grande maioria das empresas apresenta padrões sazonais de funcionamento, a comparação mais utilizada em relação ao desempenho passado da empresa é a análise frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Assim, na maioria dos casos, vale a pena checar se o desempenho no terceiro trimestre deste ano ficou acima ou abaixo do mesmo período do ano passado.

Porém, esta não é uma regra universal, já que muitas vezes é importante comparar os números com o trimestre imediatamente anterior, principalmente no caso de empresas com forte crescimento ou que passaram por alterações (fusões, aquisições, reestruturações, etc) nos últimos doze meses.

Expectativa dos analistas: eficaz, mas complicado
Embora a análise com trimestres anteriores seja importante, muitas vezes isso traz poucas novidades, pois pode refletir fatos que já eram de conhecimento do mercado. Assim, a divulgação de um lucro ou Ebitda menor pode não derrubar uma ação, pois isso já era esperado pelo mercado e os papéis já precificavam este fato.

Como o mercado trabalha na hipótese de que todos os fatos conhecidos já estão precificados no preço da ação, ganha muita importância comparar os resultados divulgados pelas empresas com as projeções feitas pelos analistas. Estes profissionais de mercado, qualificados para a análise de empresas, acabam servindo como referência e, com suas previsões, orientam o mercado.

Desta forma, qualquer desvio dos resultados em relação ao projetado pelos analistas deveria trazer implicações sobre as ações, já que, na teoria, traz um fato novo que não era de conhecimento ou entendimento do mercado, justificando uma queda ou alta nas ações.

Porém, mesmo esta comparação está sujeita à críticas. Em primeiro lugar, não é fácil obter uma medida consistente de consenso de mercado, já que muitos analistas divulgam suas informações apenas para seus clientes, dificultando a compilação dos dados. Além disso, mesmo que todos os analistas sejam consultados, ainda existem diferenças na forma no qual o mercado precifica a opinião de cada analista, ou seja, a opinião de alguns pode valer mais do que de outros.

Mesmo com todas estas dificuldades, vale sempre a pena acompanhar os principais indicadores divulgados, com destaque para o Ebitda, e comparar estes dados com o previsto pelos analistas. Embora estas comparações possam apresentar falhas, elas ainda servem como a forma mais prática para analisar de forma rápida um resultado de empresa.

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Divulgação de resultados: saiba como selecionar as variáveis mais relevantes

Equipe InfoMoney, 10/11/05


SÃO PAULO - Quem acompanha de perto o mercado de ações sabe a importância que a divulgação de resultados de uma empresa pode ter sobre os seus papéis. Afinal de contas, os resultados servem como importantes indicadores do desempenho da empresa, dando elementos para a avaliação do quanto vale a companhia.

A análise dos resultados, no entanto, não é uma tarefa fácil. Em primeiro lugar, é fundamental determinar quais são as variáveis mais importantes. Será que o mercado está olhando mais de perto o lucro, o crescimento das receitas, da geração operacional de caixa, ou outra variável?

Outro ponto importante diz respeito à comparação dos resultados com trimestres anteriores ou com a expectativa dos analistas. Como explicar que muitas vezes as ações caem após a divulgação de resultados, mesmo com um lucro superior ao passado?

Variáveis mais importantes
Não existe
uma opinião única sobre qual é a variável mais importante a ser analisada. Além disso, a análise de empresas varia de setor para setor, com algumas variáveis, como a geração operacional de caixa, por exemplo, não sendo calculadas para empresas que atuam no segmento financeiro, como bancos.

No entanto, em termos práticos, o mercado parece acompanhar mais de perto três variáveis: receitas líquidas, lucro líquido e Ebitda, a mais utilizada medida de geração de caixa. Neste contexto, vale a pena analisar as vantagens e desvantagens de cada uma.

Receita e lucro
A receita líquida pode dar uma boa idéia do que acontece com o faturamento da empresa, mas não traz elementos para avaliar um quadro completo, já que todos nós sabemos que não adianta aumentar as receitas em 50% se as despesas sobem o dobro disso. Porém, principalmente para empresas em fase de crescimento, este é um indicador interessante a ser analisado.

Já o lucro (ou prejuízo) é certamente aquele que mais chama a atenção do público em geral. No entanto, este é possivelmente o indicador mais difícil de ser previsto, pois surge como resultado tanto de elementos operacionais como não operacionais, que muitas vezes podem afetar este indicador de forma significativa.

O lucro líquido pode trazer uma visão distorcida do que ocorre com a empresa, pois muitas vezes um resultado operacional ruim pode ser "mascarado" por elementos não operacionais, como vendas de ativos, reversão de provisões ou mesmo pelo resultado financeiro, sobretudo ganhos ou perdas cambiais.

Geração operacional de caixa: favorito dos analistas
Se existe um indicador preferido pelos analistas, embora seja importante ressaltar que não existe consenso, este é o Ebitda, que mede a geração operacional de caixa. Também conhecido como Lajida, a abreviatura de Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, este indicador se tornou muito popular nos últimos anos, por excluir diversos itens não operacionais.

Embora também seja alvo de críticas, principalmente pela falta de padronização no seu cálculo por parte das empresas, o Ebitda aparece como uma importante medida de desempenho operacional, ao medir efetivamente o quanto de caixa a empresa gerou a partir de suas atividades operacionais.

Qual comparação?
O segundo ponto diz respeito ao desempenho relativo da empresa: saber que a companhia X gerou um Ebitda de R$ 100 milhões pode indicar muito pouco, se este número não for comparado com o seu desempenho passado e com a expectativa dos analistas. Daí valer a pena entender qual o melhor patamar de comparação.

Dado que a grande maioria das empresas apresenta padrões sazonais de funcionamento, a comparação mais utilizada em relação ao desempenho passado da empresa é a análise frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Assim, na maioria dos casos, vale a pena checar se o desempenho no terceiro trimestre deste ano ficou acima ou abaixo do mesmo período do ano passado.

Porém, esta não é uma regra universal, já que muitas vezes é importante comparar os números com o trimestre imediatamente anterior, principalmente no caso de empresas com forte crescimento ou que passaram por alterações (fusões, aquisições, reestruturações, etc) nos últimos doze meses.

Expectativa dos analistas: eficaz, mas complicado
Embora a análise com trimestres anteriores seja importante, muitas vezes isso traz poucas novidades, pois pode refletir fatos que já eram de conhecimento do mercado. Assim, a divulgação de um lucro ou Ebitda menor pode não derrubar uma ação, pois isso já era esperado pelo mercado e os papéis já precificavam este fato.

Como o mercado trabalha na hipótese de que todos os fatos conhecidos já estão precificados no preço da ação, ganha muita importância comparar os resultados divulgados pelas empresas com as projeções feitas pelos analistas. Estes profissionais de mercado, qualificados para a análise de empresas, acabam servindo como referência e, com suas previsões, orientam o mercado.

Desta forma, qualquer desvio dos resultados em relação ao projetado pelos analistas deveria trazer implicações sobre as ações, já que, na teoria, traz um fato novo que não era de conhecimento ou entendimento do mercado, justificando uma queda ou alta nas ações.

Porém, mesmo esta comparação está sujeita à críticas. Em primeiro lugar, não é fácil obter uma medida consistente de consenso de mercado, já que muitos analistas divulgam suas informações apenas para seus clientes, dificultando a compilação dos dados. Além disso, mesmo que todos os analistas sejam consultados, ainda existem diferenças na forma no qual o mercado precifica a opinião de cada analista, ou seja, a opinião de alguns pode valer mais do que de outros.

Mesmo com todas estas dificuldades, vale sempre a pena acompanhar os principais indicadores divulgados, com destaque para o Ebitda, e comparar estes dados com o previsto pelos analistas. Embora estas comparações possam apresentar falhas, elas ainda servem como a forma mais prática para analisar de forma rápida um resultado de empresa.

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Investimentos: atenção ao risco de se projetar rentabilidade

 

Fernanda de Lima, 09/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Uma frase bastante comum, quando se fala de investimento, é que a "rentabilidade passada não é garantia de ganho futuro". Apesar disto, muitos investidores não prestam atenção no significado desta afirmação e continuam se baseando na rentabilidade histórica para projetar o retorno de suas aplicações.

Mesmo entre as aplicações de perfil mais conservador, como a renda fixa, onde o retorno do investimento é mais estável, existe um risco considerável em se projetar o ganho de uma aplicação com base na rentabilidade passada. Em um cenário como o atual, por exemplo, em que a maioria dos analistas aposta em uma redução dos juros, o retorno atual de um fundo DI pode não ser o mesmo nos próximos meses.

Mesmo na renda fixa é preciso cuidado
Imagine então a situação de quem projetou o retorno de suas aplicações em fundos de renda fixa com base no retorno auferido por estes fundos quando a taxa básica de juros, a Selic, estava em 26,5% ao ano, ou seja, seis pontos e meio acima do patamar atual?

Para ilustrar melhor esta diferença, vamos assumir, por exemplo, que os fundos DI rendem em média 90% do CDI. Nesse caso, naquela época o rendimento médio desses fundos em 12 meses seria de 23,85% (ou 90% da Selic que era de 26,5%). No momento, com a queda da Selic, o rendimento destes fundos em 12 meses é de cerca 18%, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). Isso significa que para uma aplicação de R$ 10 mil, a diferença para um prazo de 12 meses seria de cerca 4%, ou R$ 516.

Dificuldade aumenta com volatilidade
A situação é ainda mais delicada quando a projeção de resultados envolve aplicações de perfil mais volátil, como em renda variável, por exemplo. Ao contrário das aplicações em renda fixa, e como o próprio nome já sugere, na renda variável é impossível prever o retorno da aplicação.

Basta ver que enquanto a alta nos últimos 30 dias é de 3,33%, no acumulado de 12 meses, o retorno médio mensal é menor, de 2,4%. Por outro lado, se utilizássemos o retorno médio anual registrado em 2003, ele seria de 5,6%, enquanto em 2002, essa média seria negativa em 1,7%!

É exatamente esta diferença que ilustra a dificuldade de se usar o retorno passado na projeção de resultados futuros, e evidencia que quanto maior a volatilidade do retorno de uma aplicação maior a dificuldade de se projetar resultados.

Projeção é ainda mais difícil no longo prazo
A dificuldade também aumenta, na medida em que o período para o qual se projeta a rentabilidade cresce. Portanto, se projetar o retorno de uma aplicação nos próximos 12 meses é difícil, ainda é possível contar com a estimativa dos analistas para as taxas de juros dos próximos 12 meses.

Porém, quando o horizonte de projeção aumenta, é preciso levar outros fatores em consideração, como a tendência para a inflação e, conseqüentemente, para os juros. Além disto, existem os aspectos fiscais. A alíquota de imposto de renda, por exemplo, pode mudar, como, aliás, aconteceu no caso dos investimentos em ações, cuja alíquota de tributação era de 10% até 2001, subiu para 20% entre 2002 e 2004, para então cair novamente em 2005 para 15%.

Também é possível que outros custos mudem. Este é o caso, por exemplo, da CPMF, que pode deixar de existir ou ter sua alíquota reduzida, ou o caso das taxas de administração que podem ser reduzidas diante de competição.

Diferença cresce com prazo
Neste contexto, as projeções ficam ainda mais difíceis, pois o número de variáveis a serem consideradas aumenta. Além disto, quanto maior o prazo da projeção, maior a discrepância no valor final de pequenas diferenças entre a taxa efetiva e a taxa projetada.

Por exemplo, vamos imaginar que você queira saber o quanto terá depois de 12 meses, ao aplicar R$ 10 mil em um fundo DI, assumindo que o retorno líquido da aplicação seja de 1,2% ao mês. Qual seria o impacto nas suas reservas se, na prática, esse retorno fosse de 1,15%? A tabela abaixo compara a diferença de retorno para prazos distintos de tempo, assumindo o investimento de R$ 10 mil.

Prazo

Valor projetado

% Erro

12 meses

R$ 11.539

(0,59%)

60 meses

R$ 20.456

(2,92%)

120 meses

R$ 41.846

(5,76%)

Exatamente por isto, recomenda-se que, ao projetar o retorno de um investimento por um prazo mais longo, o investidor adote uma postura mais conservadora, e opte, por exemplo, em descontar a inflação. Este é um procedimento bastante comum entre investidores de grande porte, por exemplo, que projetam a taxa de juros já descontando a inflação, o que permite uma visão mais realista do valor acumulado.

Isso ocorre porque já se leva em consideração a perda de poder aquisitivo do dinheiro, já que, daqui a dez anos, será possível comprar bem menos com R$ 10 mil do que hoje. Uma forma de fazer isso é projetar o retorno em termos reais. A maior parte dos analistas recomenda que se projete um retorno real, ou seja, acima da inflação, de 6% ao ano.

 


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Investimentos: atenção ao risco de se projetar rentabilidade

 

Fernanda de Lima, 09/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Uma frase bastante comum, quando se fala de investimento, é que a "rentabilidade passada não é garantia de ganho futuro". Apesar disto, muitos investidores não prestam atenção no significado desta afirmação e continuam se baseando na rentabilidade histórica para projetar o retorno de suas aplicações.

Mesmo entre as aplicações de perfil mais conservador, como a renda fixa, onde o retorno do investimento é mais estável, existe um risco considerável em se projetar o ganho de uma aplicação com base na rentabilidade passada. Em um cenário como o atual, por exemplo, em que a maioria dos analistas aposta em uma redução dos juros, o retorno atual de um fundo DI pode não ser o mesmo nos próximos meses.

Mesmo na renda fixa é preciso cuidado
Imagine então a situação de quem projetou o retorno de suas aplicações em fundos de renda fixa com base no retorno auferido por estes fundos quando a taxa básica de juros, a Selic, estava em 26,5% ao ano, ou seja, seis pontos e meio acima do patamar atual?

Para ilustrar melhor esta diferença, vamos assumir, por exemplo, que os fundos DI rendem em média 90% do CDI. Nesse caso, naquela época o rendimento médio desses fundos em 12 meses seria de 23,85% (ou 90% da Selic que era de 26,5%). No momento, com a queda da Selic, o rendimento destes fundos em 12 meses é de cerca 18%, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). Isso significa que para uma aplicação de R$ 10 mil, a diferença para um prazo de 12 meses seria de cerca 4%, ou R$ 516.

Dificuldade aumenta com volatilidade
A situação é ainda mais delicada quando a projeção de resultados envolve aplicações de perfil mais volátil, como em renda variável, por exemplo. Ao contrário das aplicações em renda fixa, e como o próprio nome já sugere, na renda variável é impossível prever o retorno da aplicação.

Basta ver que enquanto a alta nos últimos 30 dias é de 3,33%, no acumulado de 12 meses, o retorno médio mensal é menor, de 2,4%. Por outro lado, se utilizássemos o retorno médio anual registrado em 2003, ele seria de 5,6%, enquanto em 2002, essa média seria negativa em 1,7%!

É exatamente esta diferença que ilustra a dificuldade de se usar o retorno passado na projeção de resultados futuros, e evidencia que quanto maior a volatilidade do retorno de uma aplicação maior a dificuldade de se projetar resultados.

Projeção é ainda mais difícil no longo prazo
A dificuldade também aumenta, na medida em que o período para o qual se projeta a rentabilidade cresce. Portanto, se projetar o retorno de uma aplicação nos próximos 12 meses é difícil, ainda é possível contar com a estimativa dos analistas para as taxas de juros dos próximos 12 meses.

Porém, quando o horizonte de projeção aumenta, é preciso levar outros fatores em consideração, como a tendência para a inflação e, conseqüentemente, para os juros. Além disto, existem os aspectos fiscais. A alíquota de imposto de renda, por exemplo, pode mudar, como, aliás, aconteceu no caso dos investimentos em ações, cuja alíquota de tributação era de 10% até 2001, subiu para 20% entre 2002 e 2004, para então cair novamente em 2005 para 15%.

Também é possível que outros custos mudem. Este é o caso, por exemplo, da CPMF, que pode deixar de existir ou ter sua alíquota reduzida, ou o caso das taxas de administração que podem ser reduzidas diante de competição.

Diferença cresce com prazo
Neste contexto, as projeções ficam ainda mais difíceis, pois o número de variáveis a serem consideradas aumenta. Além disto, quanto maior o prazo da projeção, maior a discrepância no valor final de pequenas diferenças entre a taxa efetiva e a taxa projetada.

Por exemplo, vamos imaginar que você queira saber o quanto terá depois de 12 meses, ao aplicar R$ 10 mil em um fundo DI, assumindo que o retorno líquido da aplicação seja de 1,2% ao mês. Qual seria o impacto nas suas reservas se, na prática, esse retorno fosse de 1,15%? A tabela abaixo compara a diferença de retorno para prazos distintos de tempo, assumindo o investimento de R$ 10 mil.

Prazo

Valor projetado

% Erro

12 meses

R$ 11.539

(0,59%)

60 meses

R$ 20.456

(2,92%)

120 meses

R$ 41.846

(5,76%)

Exatamente por isto, recomenda-se que, ao projetar o retorno de um investimento por um prazo mais longo, o investidor adote uma postura mais conservadora, e opte, por exemplo, em descontar a inflação. Este é um procedimento bastante comum entre investidores de grande porte, por exemplo, que projetam a taxa de juros já descontando a inflação, o que permite uma visão mais realista do valor acumulado.

Isso ocorre porque já se leva em consideração a perda de poder aquisitivo do dinheiro, já que, daqui a dez anos, será possível comprar bem menos com R$ 10 mil do que hoje. Uma forma de fazer isso é projetar o retorno em termos reais. A maior parte dos analistas recomenda que se projete um retorno real, ou seja, acima da inflação, de 6% ao ano.

 


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Imóvel: antes de investir reflita sobre vantagens e riscos

Equipe InfoMoney, 15/11/05


SÃO PAULO - Pensando em investir seu dinheiro em um imóvel? Antes de aproveitar os recursos extras e comprar uma casa, ou um pequeno escritório para alugar, na expectativa de que o investimento será garantia de renda para a sua aposentadoria, analise o setor imobiliário e verifique o seu perfil de investidor.

Estude o mercado antes de investir
Portanto, antes de fechar um negócio é imprescindível tomar certos cuidados. Afinal, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, nem sempre investir em imóveis é sinônimo de segurança total.

Assim como outras formas de investimento, a aplicação em imóveis também tem seus imprevistos, e é preciso acompanhar o setor de perto para não cometer erros. Pesquise, converse com quem trabalha na área, busque informações passadas sobre o mercado, enfim se informe o máximo possível sobre as tendências do setor.

Fique de olho, por exemplo, na variação do preço do metro quadrado dos imóveis. E compare esta tendência para várias regiões da cidade, antes de escolher onde investir. Em alguns casos, é preciso atenção, pois a forte valorização do preço do m2 pode ter sido acompanhada por um excesso de oferta de novas unidades imobiliárias, o que acaba comprometendo o potencial de valorização futura.

Lembre-se que ansiedade e pressa podem levá-lo a concluir maus negócios. E que, ao contrário do que ocorre nas aplicações financeiras, as chances de recuperação de perdas no investimento imobiliário são mais limitadas.

Pesando pros e contras
Ainda que boa parte dos investidores escolha a aplicação em imóveis com o intuito de obter uma renda estável, o maior potencial de ganho reside na valorização que o imóvel deve sofrer no decorrer dos anos, especialmente em áreas de forte crescimento econômico.

Além disso, ao contrário do que ocorre nos fundos de renda fixa, trata-se de uma aplicação que se beneficia da queda das taxas de juros. Isso ocorre porque com juros baixos fica mais fácil levantar financiamentos e a procura por imóveis aumenta.

Porém, não pense que se trata de um investimento sem riscos. Além de contar com menos liquidez, afinal você só recebe o rendimento se alugar ou vender o imóvel, o que pode se provar difícil em épocas de crise, é preciso levar em conta o risco de inadimplência e o risco de mercado.

Isso porque devido a superoferta, ou pelo declínio da região, o preço do imóvel pode acabar baixando, o mesmo acontecendo com o valor do aluguel. Além disso, nos imóveis para locação se o imóvel ficar vazio você acaba tendo que arcar com as despesas de manutenção, condomínio, etc.

Você tem o perfil de investidor de imóveis?
Antes de saber em que imóvel investir, você precisa saber qual a sua disponibilidade financeira para fazer a aplicação e quanto tempo você está disposto a esperar pelo lucro. De qualquer forma não se recomenda direcionar mais do que 30% do seu patrimônio em aplicações imobiliárias.

Lembre-se: trata-se de uma aplicação de longo prazo, de forma que o retorno pode ser demorado. Exatamente por isso você deve fazer as contas e comparar com outras oportunidades de investimento. Se você contabilizar todas as despesas pode verificar que irá demorar em torno de dez anos para ter o retorno do capital investido.

Considere o valor médio de um aluguel que varia entre 0,5% e 0,8% do preço do imóvel, o imposto de renda é de 15%, isso sem falar na comissão da imobiliária. E não se esqueça do IPTU e os gastos com a manutenção. Faça o seu planejamento financeiro, estude se o seu perfil é compatível com esse tipo de investimento e faça a sua opção.

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Renda fixa: como montar uma carteira considerando risco e retorno

Equipe InfoMoney, 21/11/05


SÃO PAULO - Quem investe no mercado de ações certamente já tem conhecimento do conceito de diversificação, que, de uma forma simplificada, significa montar uma carteira de investimentos com diversos ativos de perfil diferente, colocando em prática o velho ditado de "nunca por todos os ovos em uma cesta só".

O mesmo princípio vale para o mercado de renda fixa. Embora uma parcela importante dos investidores aplique na renda fixa através de fundos de investimentos, que, em geral, se posicionam em uma carteira diversificada de títulos, o investimento direto em renda fixa tem crescido. Isso cria a necessidade de entender melhor o conceito de diversificação.

Investir direto e diversificar
Através de modalidades de investimento direto em renda fixa, como o Tesouro Direto, por exemplo, muitos investidores estão conseguindo atingir rentabilidades superiores àquelas obtidas em fundos de investimentos. Principalmente para quem não investe montantes significativos, o Tesouro Direto aparece como uma alternativa bastante interessante, já que os custos são muito inferiores.

Se você quer conhecer mais sobre o Tesouro Direto, clique aqui para saber como funciona ou aqui para comparar os custos com o dos fundos de investimentos. Se as vantagens do Tesouro Direto em termos de rentabilidade são claras em uma parcela significativa dos casos, resta agora identificar como reduzir o risco da aplicação.

Na renda fixa, dois são os riscos principais que o investidor corre: o de crédito, ou seja, a chance do emissor do título não pagar juros ou o principal, e os riscos de mercado, principalmente referentes ao aumento da inflação e/ou das taxas de juros, que podem ocasionar uma perda no valor investido. Para saber mais sobre estes riscos, vale a pena consultar o artigo Renda Fixa: qual o risco de você perder dinheiro?

Ao investir no Tesouro Direto, você acaba correndo um risco de crédito muito próximo ou mesmo menor ao da maioria dos fundos de investimentos de renda fixa, já que eles também investem uma parcela significativa dos recursos em títulos públicos. Quanto ao risco de mercado, ele pode ser reduzido através da diversificação.

Como montar uma carteira de renda fixa
O primeiro passo para montar uma carteira eficiente é investir em ativos que reagem de forma diferente a eventos inesperados. Portanto, para montar uma boa carteira de renda fixa, você tem que analisar como cada título reage, de forma a medir os riscos e adequar a carteira o seu perfil como investidor.

Vamos considerar os títulos públicos brasileiros, que podem ser divididos basicamente em três grupos: pré-fixados, pós-fixados corrigidos por índices de inflação e pós-fixados corrigidos pela Selic, a taxa básica de juro da economia.

  • Pré-fixados
    Nos pré-fixados, como as LTN e as NTN-F, a não ser que você mantenha os títulos até o vencimento, você corre um risco maior de perda, pois o preço destes títulos cai com o aumento da inflação ou das taxas de juros. Deste modo, para quem não está disposto a correr esse tipo de risco, vale a pena investir somente parte de seus recursos nestes papéis.
  • Pós-fixados
    Entre os pós-fixados, as opções, novamente considerando somente os títulos públicos, podem ser aqueles corrigidos pela inflação, como as NTN-B (usa o IPCA como referência) e NTN-C (usa o IGP-M como referência), para quem ainda aceita correr alguns riscos, o as LFTs, que são corrigidas pela Selic e apresentam o perfil de risco mais reduzido. A alocação entre estes papéis vai depender, basicamente, do seu apetite por risco.

Aprendendo a diversificar
Como mencionamos no início do artigo, ao investir em renda fixa você corre dois tipos de risco: de crédito e de mercado. E, é isso que precisa levar em conta ao definir sua estratégia de diversificação.

No que refere ao risco de crédito, é importante combinar títulos públicos com privados (emitidos por bancos ou empresas). Por embutirem um risco de crédito maior do que os títulos públicos, os títulos privados oferecem retornos mais atrativos, o que representa um diferencial importante em um cenário de queda dos juros.

Já o risco de mercado pode ser reduzido através da composição de uma carteira que contenha títulos pré-fixados e pós-fixados. O principal cuidado é sempre evitar grandes concentrações em ativos de perfil semelhante, ou seja, pouco adianta diversificar entre CDBs e LTNs, por exemplo, se ambos são pré-fixados e tendem a reagir da mesma forma a alterações nos juros ou na inflação.

Esse é um erro comum entre os investidores, que ao aplicarem seu dinheiro em aplicações distintas de renda fixa acreditam estar diversificando, mas se esquecem de que se trata de aplicações de mesma natureza. Como na renda fixa, o investimento inicial não é tão elevado, não é preciso muito dinheiro para montar uma carteira que combine um bom perfil de risco e retorno.

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Gestão patrimonial é tão importante quanto orçamentária

Fernanda de Lima, 09/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Quando o assunto é finanças pessoais, a maior parte das discussões se concentra na gestão do orçamento, e o que é preciso fazer para garantir o equilíbrio ao final do mês. Em parte, isso reflete o fato de que no Brasil ainda são muito poucos aqueles que conseguem poupar o suficiente ao final do mês para investir, e, assim, juntar um patrimônio.

Ainda que a gestão orçamentária deva ser prioritária em um país onde a poupança nacional ainda representa uma parcela pequena do PIB (Produto Interno Bruto), para aqueles que possuem bens e investimentos também é importante dedicar algum tempo à gestão patrimonial. E, para tanto, o primeiro passo é efetivamente estimar o seu patrimônio, o quanto você efetivamente tem em bens e aplicações.

Mas, quando falamos de gestão do patrimônio, isso envolve mais do que uma estimativa "por cima" do quanto você tem, é preciso analisar com cuidado, e quando possível, tentar estimar o valor de mercado dos seus bens e investimentos. Esta análise permite, por exemplo, constatar se você está com uma parcela muito grande do seu patrimônio direcionada para um único tipo de aplicação.

Check-up da sua estratégia de investimento
A análise do orçamento permite que você verifique para onde está indo seu dinheiro, em termos de despesas, e, assim, permite que você reveja seus gastos, adotando, quando preciso, uma mudança nos hábitos de consumo. De maneira semelhante, a análise de patrimônio serve como check-up para a sua estratégia de alocação de investimentos.

Um erro comum entre os investidores, mesmo aqueles que têm uma boa quantia investida, é concentrar demais suas aplicações. Para piorar, muitas vezes a concentração acontece em aplicações de baixa liquidez, como é o caso do investimento em imóveis, o que pode colocar o investidor em dificuldades se precisar arcar com despesas inesperadas.

Lembre-se que é a gestão correta do seu patrimônio, da forma como você investe seus recursos, que irá assegurar, ou não, que você terá recursos suficientes para quando se aposentar, por exemplo.

Não se esqueça das dívidas!
Muitas pessoas se enganam ao acreditar que por terem uma casa menor e por dirigirem um carro mais antigo do que seus vizinhos, então certamente gozam de um patrimônio menor, e, portanto, precisam se esforçar mais.

Pois, bem, isso nem sempre é verdade! Já que o cálculo do seu patrimônio deve incluir não apenas os bens que possui, mas igualmente importante, as dívidas que ainda não quitou. É bem verdade que muitas vezes o cálculo acaba decepcionando algumas pessoas, que acabam constatando que, uma vez deduzidas as dívidas, elas não gozam de uma situação financeira tão confortável como imaginavam.

Por mais decepcionante que seja a conclusão, ela é de fundamental importância para o seu planejamento financeiro. Se você ainda não juntou tudo o que pensava, ou julga necessário para garantir um futuro tranqüilo, então esta na hora de rever sua estratégia de investimento, o que muitas vezes, implica em voltar à gestão do orçamento, e cortar alguns gastos extras para acumular reservas mais rapidamente.

Quanto antes melhor
Em geral, recomenda-se que o cálculo do patrimônio seja revisto anualmente, pois, em caso de necessidade de ajuste, quanto antes ele for feito, menor terá que ser sua magnitude.

Em outras palavras, se você perceber que não está economizando tanto quanto pensava, mas ainda faltam 30 anos para se aposentar, então um pequeno corte de gastos pode permitir que alcance seu objetivo. Porém, se faltarem apenas cinco anos, o ajuste necessário pode ser bem maior.

Para quem se desanima com o exercício, vale lembrar que, mais importante do que o resultado obtido, ou seja, o cálculo do seu patrimônio é o processo em si. É bem verdade que o esforço envolvido, pelo menos na primeira vez, pode ser grande demais, mas ele permite que você analise e, se preciso, reveja freqüentemente a sua estratégia de investimento, o que é extremamente positivo para as suas finanças pessoais.

Na ponta do lápis
Da mesma forma que a elaboração de um orçamento, não existe uma regra única para se elaborar uma planilha de gestão patrimonial. Planilhas muito detalhadas exigem muito tempo, e muito provavelmente acabaram sendo abandonadas. Por outro lado, agrupar demais os dados pode não trazer nenhum benefício adicional, pois é provável que você já tenha "na sua cabeça" uma idéia de onde seu dinheiro está aplicado.

Assim sendo é preciso encontrar um meio termo. De forma geral, é recomendável que você separe a informações em três categorias distintas, como detalhado abaixo:

  • Ativos líquidos
    Neste grupo você deve incluir os bens, propriedades ou aplicações que possui e que podem ser vendidas rapidamente, em questão de dias, como por exemplo, quotas em fundos de investimento, CDB, ações de empresas listadas no mercado e saldo de conta corrente, obviamente não incluindo o limite do cheque especial!
  • Ativos menos líquidos
    Devem fazer parte deste grupo não só os bens, propriedades e aplicações que você não consegue vender em poucos dias, como os imóveis, ações de empresas não listadas, como também aquelas, que, mesmo podendo ser vendidas no curto prazo, podem implicar em custos adicionais, como é o caso, por exemplo, dos planos de previdência, que não devem ser sacados no curto prazo.
  • Dívidas
    Em geral recomenda
    -se que as dívidas sejam agrupadas de acordo com o seu prazo. Assim, as dívidas que financiam o consumo, como a de cartão de crédito, cheque especial, ou outras formas de financiamento, com prazo de quitação inferior a 24 meses, devem ser colocadas na categoria de vencimento imediato.

    Já dívidas cuja quitação é mais longa, como os financiamentos imobiliários, em geral, podem ser separadas, pois além dos encargos serem menores, podem ser quitadas em um prazo mais longo. Essa segmentação permite que, caso tenha uma folga no caixa, estabeleça uma linha de prioridade para quitação antecipada.

O seu patrimônio será calculado como sendo a diferença entre o total de ativos e o total de dívidas que possui. Ainda que algumas pessoas incluam nesta categoria bens pessoais, como jóias, e outros tipos de bens, como quadros, recomendamos cautela na inclusão destes itens, pois em geral o que se constata é uma grande discrepância entre o valor de compra e o de venda destes bens.

Endividado demais?
Além de uma idéia mais clara do seu patrimônio, e dos ajustes que você precisa fazer para alcançar o seu objetivo de longo prazo, que é o de se aposentar com tranqüilidade, o exercício acima permite, por exemplo, que você estime se já juntou o suficiente para emergências, a chamada reserva de emergência.

Essa reserva é calculada como sendo a diferença entre os ativos líquidos e as dívidas de curto prazo. Em geral, recomenda-se que seja suficiente para arcar com algo entre seis a doze meses de despesas correntes. Portanto, se você gasta R$ 500 por mês, seria importante guardar pelo menos R$ 3 mil para o caso de alguma emergência.

Os números acima também permitem que você calcule se está excessivamente endividado. Para tanto, calcule a relação entre dívidas e ativos. Caso a relação já tenha superado 50%, vale uma análise detalhada da sua estratégia e da real necessidade destas dívidas.

Estabeleça metas e controle-se
Finalmente, é preciso estabelecer um objetivo e verificar anualmente se você está se aproximando, ou afastando dele. Ainda que não existam regras fixas para tal, assumindo que você queira manter seu padrão de vida ao se aposentar, e que, pretende parar de trabalhar ao 70 anos, então, com base nas expectativas de vida atuais, pode-se afirmar que seria importante garantir os gastos para pelo menos outros 15 anos de sobrevida.

Como é difícil prever como os preços estarão daqui a tanto tempo, uma reserva adicional, até mesmo para emergências, sugere que um objetivo razoável poderia ser juntar até a sua aposentadoria o equivalente a 15 vezes o que você gasta em um ano. Pode parecer muito, mas a verdade é que acabamos gastando muito ao nos aposentarmos, e o melhor é estar preparado para isso.

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Imóvel: antes de investir reflita sobre vantagens e riscos

Equipe InfoMoney, 15/11/05


SÃO PAULO - Pensando em investir seu dinheiro em um imóvel? Antes de aproveitar os recursos extras e comprar uma casa, ou um pequeno escritório para alugar, na expectativa de que o investimento será garantia de renda para a sua aposentadoria, analise o setor imobiliário e verifique o seu perfil de investidor.

Estude o mercado antes de investir
Portanto, antes de fechar um negócio é imprescindível tomar certos cuidados. Afinal, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, nem sempre investir em imóveis é sinônimo de segurança total.

Assim como outras formas de investimento, a aplicação em imóveis também tem seus imprevistos, e é preciso acompanhar o setor de perto para não cometer erros. Pesquise, converse com quem trabalha na área, busque informações passadas sobre o mercado, enfim se informe o máximo possível sobre as tendências do setor.

Fique de olho, por exemplo, na variação do preço do metro quadrado dos imóveis. E compare esta tendência para várias regiões da cidade, antes de escolher onde investir. Em alguns casos, é preciso atenção, pois a forte valorização do preço do m2 pode ter sido acompanhada por um excesso de oferta de novas unidades imobiliárias, o que acaba comprometendo o potencial de valorização futura.

Lembre-se que ansiedade e pressa podem levá-lo a concluir maus negócios. E que, ao contrário do que ocorre nas aplicações financeiras, as chances de recuperação de perdas no investimento imobiliário são mais limitadas.

Pesando pros e contras
Ainda que boa parte dos investidores escolha a aplicação em imóveis com o intuito de obter uma renda estável, o maior potencial de ganho reside na valorização que o imóvel deve sofrer no decorrer dos anos, especialmente em áreas de forte crescimento econômico.

Além disso, ao contrário do que ocorre nos fundos de renda fixa, trata-se de uma aplicação que se beneficia da queda das taxas de juros. Isso ocorre porque com juros baixos fica mais fácil levantar financiamentos e a procura por imóveis aumenta.

Porém, não pense que se trata de um investimento sem riscos. Além de contar com menos liquidez, afinal você só recebe o rendimento se alugar ou vender o imóvel, o que pode se provar difícil em épocas de crise, é preciso levar em conta o risco de inadimplência e o risco de mercado.

Isso porque devido a superoferta, ou pelo declínio da região, o preço do imóvel pode acabar baixando, o mesmo acontecendo com o valor do aluguel. Além disso, nos imóveis para locação se o imóvel ficar vazio você acaba tendo que arcar com as despesas de manutenção, condomínio, etc.

Você tem o perfil de investidor de imóveis?
Antes de saber em que imóvel investir, você precisa saber qual a sua disponibilidade financeira para fazer a aplicação e quanto tempo você está disposto a esperar pelo lucro. De qualquer forma não se recomenda direcionar mais do que 30% do seu patrimônio em aplicações imobiliárias.

Lembre-se: trata-se de uma aplicação de longo prazo, de forma que o retorno pode ser demorado. Exatamente por isso você deve fazer as contas e comparar com outras oportunidades de investimento. Se você contabilizar todas as despesas pode verificar que irá demorar em torno de dez anos para ter o retorno do capital investido.

Considere o valor médio de um aluguel que varia entre 0,5% e 0,8% do preço do imóvel, o imposto de renda é de 15%, isso sem falar na comissão da imobiliária. E não se esqueça do IPTU e os gastos com a manutenção. Faça o seu planejamento financeiro, estude se o seu perfil é compatível com esse tipo de investimento e faça a sua opção.

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Renda fixa: como montar uma carteira considerando risco e retorno

Equipe InfoMoney, 21/11/05


SÃO PAULO - Quem investe no mercado de ações certamente já tem conhecimento do conceito de diversificação, que, de uma forma simplificada, significa montar uma carteira de investimentos com diversos ativos de perfil diferente, colocando em prática o velho ditado de "nunca por todos os ovos em uma cesta só".

O mesmo princípio vale para o mercado de renda fixa. Embora uma parcela importante dos investidores aplique na renda fixa através de fundos de investimentos, que, em geral, se posicionam em uma carteira diversificada de títulos, o investimento direto em renda fixa tem crescido. Isso cria a necessidade de entender melhor o conceito de diversificação.

Investir direto e diversificar
Através de modalidades de investimento direto em renda fixa, como o Tesouro Direto, por exemplo, muitos investidores estão conseguindo atingir rentabilidades superiores àquelas obtidas em fundos de investimentos. Principalmente para quem não investe montantes significativos, o Tesouro Direto aparece como uma alternativa bastante interessante, já que os custos são muito inferiores.

Se você quer conhecer mais sobre o Tesouro Direto, clique aqui para saber como funciona ou aqui para comparar os custos com o dos fundos de investimentos. Se as vantagens do Tesouro Direto em termos de rentabilidade são claras em uma parcela significativa dos casos, resta agora identificar como reduzir o risco da aplicação.

Na renda fixa, dois são os riscos principais que o investidor corre: o de crédito, ou seja, a chance do emissor do título não pagar juros ou o principal, e os riscos de mercado, principalmente referentes ao aumento da inflação e/ou das taxas de juros, que podem ocasionar uma perda no valor investido. Para saber mais sobre estes riscos, vale a pena consultar o artigo Renda Fixa: qual o risco de você perder dinheiro?

Ao investir no Tesouro Direto, você acaba correndo um risco de crédito muito próximo ou mesmo menor ao da maioria dos fundos de investimentos de renda fixa, já que eles também investem uma parcela significativa dos recursos em títulos públicos. Quanto ao risco de mercado, ele pode ser reduzido através da diversificação.

Como montar uma carteira de renda fixa
O primeiro passo para montar uma carteira eficiente é investir em ativos que reagem de forma diferente a eventos inesperados. Portanto, para montar uma boa carteira de renda fixa, você tem que analisar como cada título reage, de forma a medir os riscos e adequar a carteira o seu perfil como investidor.

Vamos considerar os títulos públicos brasileiros, que podem ser divididos basicamente em três grupos: pré-fixados, pós-fixados corrigidos por índices de inflação e pós-fixados corrigidos pela Selic, a taxa básica de juro da economia.

  • Pré-fixados
    Nos pré-fixados, como as LTN e as NTN-F, a não ser que você mantenha os títulos até o vencimento, você corre um risco maior de perda, pois o preço destes títulos cai com o aumento da inflação ou das taxas de juros. Deste modo, para quem não está disposto a correr esse tipo de risco, vale a pena investir somente parte de seus recursos nestes papéis.
  • Pós-fixados
    Entre os pós-fixados, as opções, novamente considerando somente os títulos públicos, podem ser aqueles corrigidos pela inflação, como as NTN-B (usa o IPCA como referência) e NTN-C (usa o IGP-M como referência), para quem ainda aceita correr alguns riscos, o as LFTs, que são corrigidas pela Selic e apresentam o perfil de risco mais reduzido. A alocação entre estes papéis vai depender, basicamente, do seu apetite por risco.

Aprendendo a diversificar
Como mencionamos no início do artigo, ao investir em renda fixa você corre dois tipos de risco: de crédito e de mercado. E, é isso que precisa levar em conta ao definir sua estratégia de diversificação.

No que refere ao risco de crédito, é importante combinar títulos públicos com privados (emitidos por bancos ou empresas). Por embutirem um risco de crédito maior do que os títulos públicos, os títulos privados oferecem retornos mais atrativos, o que representa um diferencial importante em um cenário de queda dos juros.

Já o risco de mercado pode ser reduzido através da composição de uma carteira que contenha títulos pré-fixados e pós-fixados. O principal cuidado é sempre evitar grandes concentrações em ativos de perfil semelhante, ou seja, pouco adianta diversificar entre CDBs e LTNs, por exemplo, se ambos são pré-fixados e tendem a reagir da mesma forma a alterações nos juros ou na inflação.

Esse é um erro comum entre os investidores, que ao aplicarem seu dinheiro em aplicações distintas de renda fixa acreditam estar diversificando, mas se esquecem de que se trata de aplicações de mesma natureza. Como na renda fixa, o investimento inicial não é tão elevado, não é preciso muito dinheiro para montar uma carteira que combine um bom perfil de risco e retorno.

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Gestão patrimonial é tão importante quanto orçamentária

Fernanda de Lima, 09/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Quando o assunto é finanças pessoais, a maior parte das discussões se concentra na gestão do orçamento, e o que é preciso fazer para garantir o equilíbrio ao final do mês. Em parte, isso reflete o fato de que no Brasil ainda são muito poucos aqueles que conseguem poupar o suficiente ao final do mês para investir, e, assim, juntar um patrimônio.

Ainda que a gestão orçamentária deva ser prioritária em um país onde a poupança nacional ainda representa uma parcela pequena do PIB (Produto Interno Bruto), para aqueles que possuem bens e investimentos também é importante dedicar algum tempo à gestão patrimonial. E, para tanto, o primeiro passo é efetivamente estimar o seu patrimônio, o quanto você efetivamente tem em bens e aplicações.

Mas, quando falamos de gestão do patrimônio, isso envolve mais do que uma estimativa "por cima" do quanto você tem, é preciso analisar com cuidado, e quando possível, tentar estimar o valor de mercado dos seus bens e investimentos. Esta análise permite, por exemplo, constatar se você está com uma parcela muito grande do seu patrimônio direcionada para um único tipo de aplicação.

Check-up da sua estratégia de investimento
A análise do orçamento permite que você verifique para onde está indo seu dinheiro, em termos de despesas, e, assim, permite que você reveja seus gastos, adotando, quando preciso, uma mudança nos hábitos de consumo. De maneira semelhante, a análise de patrimônio serve como check-up para a sua estratégia de alocação de investimentos.

Um erro comum entre os investidores, mesmo aqueles que têm uma boa quantia investida, é concentrar demais suas aplicações. Para piorar, muitas vezes a concentração acontece em aplicações de baixa liquidez, como é o caso do investimento em imóveis, o que pode colocar o investidor em dificuldades se precisar arcar com despesas inesperadas.

Lembre-se que é a gestão correta do seu patrimônio, da forma como você investe seus recursos, que irá assegurar, ou não, que você terá recursos suficientes para quando se aposentar, por exemplo.

Não se esqueça das dívidas!
Muitas pessoas se enganam ao acreditar que por terem uma casa menor e por dirigirem um carro mais antigo do que seus vizinhos, então certamente gozam de um patrimônio menor, e, portanto, precisam se esforçar mais.

Pois, bem, isso nem sempre é verdade! Já que o cálculo do seu patrimônio deve incluir não apenas os bens que possui, mas igualmente importante, as dívidas que ainda não quitou. É bem verdade que muitas vezes o cálculo acaba decepcionando algumas pessoas, que acabam constatando que, uma vez deduzidas as dívidas, elas não gozam de uma situação financeira tão confortável como imaginavam.

Por mais decepcionante que seja a conclusão, ela é de fundamental importância para o seu planejamento financeiro. Se você ainda não juntou tudo o que pensava, ou julga necessário para garantir um futuro tranqüilo, então esta na hora de rever sua estratégia de investimento, o que muitas vezes, implica em voltar à gestão do orçamento, e cortar alguns gastos extras para acumular reservas mais rapidamente.

Quanto antes melhor
Em geral, recomenda-se que o cálculo do patrimônio seja revisto anualmente, pois, em caso de necessidade de ajuste, quanto antes ele for feito, menor terá que ser sua magnitude.

Em outras palavras, se você perceber que não está economizando tanto quanto pensava, mas ainda faltam 30 anos para se aposentar, então um pequeno corte de gastos pode permitir que alcance seu objetivo. Porém, se faltarem apenas cinco anos, o ajuste necessário pode ser bem maior.

Para quem se desanima com o exercício, vale lembrar que, mais importante do que o resultado obtido, ou seja, o cálculo do seu patrimônio é o processo em si. É bem verdade que o esforço envolvido, pelo menos na primeira vez, pode ser grande demais, mas ele permite que você analise e, se preciso, reveja freqüentemente a sua estratégia de investimento, o que é extremamente positivo para as suas finanças pessoais.

Na ponta do lápis
Da mesma forma que a elaboração de um orçamento, não existe uma regra única para se elaborar uma planilha de gestão patrimonial. Planilhas muito detalhadas exigem muito tempo, e muito provavelmente acabaram sendo abandonadas. Por outro lado, agrupar demais os dados pode não trazer nenhum benefício adicional, pois é provável que você já tenha "na sua cabeça" uma idéia de onde seu dinheiro está aplicado.

Assim sendo é preciso encontrar um meio termo. De forma geral, é recomendável que você separe a informações em três categorias distintas, como detalhado abaixo:

  • Ativos líquidos
    Neste grupo você deve incluir os bens, propriedades ou aplicações que possui e que podem ser vendidas rapidamente, em questão de dias, como por exemplo, quotas em fundos de investimento, CDB, ações de empresas listadas no mercado e saldo de conta corrente, obviamente não incluindo o limite do cheque especial!
  • Ativos menos líquidos
    Devem fazer parte deste grupo não só os bens, propriedades e aplicações que você não consegue vender em poucos dias, como os imóveis, ações de empresas não listadas, como também aquelas, que, mesmo podendo ser vendidas no curto prazo, podem implicar em custos adicionais, como é o caso, por exemplo, dos planos de previdência, que não devem ser sacados no curto prazo.
  • Dívidas
    Em geral recomenda
    -se que as dívidas sejam agrupadas de acordo com o seu prazo. Assim, as dívidas que financiam o consumo, como a de cartão de crédito, cheque especial, ou outras formas de financiamento, com prazo de quitação inferior a 24 meses, devem ser colocadas na categoria de vencimento imediato.

    Já dívidas cuja quitação é mais longa, como os financiamentos imobiliários, em geral, podem ser separadas, pois além dos encargos serem menores, podem ser quitadas em um prazo mais longo. Essa segmentação permite que, caso tenha uma folga no caixa, estabeleça uma linha de prioridade para quitação antecipada.

O seu patrimônio será calculado como sendo a diferença entre o total de ativos e o total de dívidas que possui. Ainda que algumas pessoas incluam nesta categoria bens pessoais, como jóias, e outros tipos de bens, como quadros, recomendamos cautela na inclusão destes itens, pois em geral o que se constata é uma grande discrepância entre o valor de compra e o de venda destes bens.

Endividado demais?
Além de uma idéia mais clara do seu patrimônio, e dos ajustes que você precisa fazer para alcançar o seu objetivo de longo prazo, que é o de se aposentar com tranqüilidade, o exercício acima permite, por exemplo, que você estime se já juntou o suficiente para emergências, a chamada reserva de emergência.

Essa reserva é calculada como sendo a diferença entre os ativos líquidos e as dívidas de curto prazo. Em geral, recomenda-se que seja suficiente para arcar com algo entre seis a doze meses de despesas correntes. Portanto, se você gasta R$ 500 por mês, seria importante guardar pelo menos R$ 3 mil para o caso de alguma emergência.

Os números acima também permitem que você calcule se está excessivamente endividado. Para tanto, calcule a relação entre dívidas e ativos. Caso a relação já tenha superado 50%, vale uma análise detalhada da sua estratégia e da real necessidade destas dívidas.

Estabeleça metas e controle-se
Finalmente, é preciso estabelecer um objetivo e verificar anualmente se você está se aproximando, ou afastando dele. Ainda que não existam regras fixas para tal, assumindo que você queira manter seu padrão de vida ao se aposentar, e que, pretende parar de trabalhar ao 70 anos, então, com base nas expectativas de vida atuais, pode-se afirmar que seria importante garantir os gastos para pelo menos outros 15 anos de sobrevida.

Como é difícil prever como os preços estarão daqui a tanto tempo, uma reserva adicional, até mesmo para emergências, sugere que um objetivo razoável poderia ser juntar até a sua aposentadoria o equivalente a 15 vezes o que você gasta em um ano. Pode parecer muito, mas a verdade é que acabamos gastando muito ao nos aposentarmos, e o melhor é estar preparado para isso.

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Investimentos: atenção ao risco de se projetar rentabilidade

 

Fernanda de Lima, 09/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Uma frase bastante comum, quando se fala de investimento, é que a "rentabilidade passada não é garantia de ganho futuro". Apesar disto, muitos investidores não prestam atenção no significado desta afirmação e continuam se baseando na rentabilidade histórica para projetar o retorno de suas aplicações.

Mesmo entre as aplicações de perfil mais conservador, como a renda fixa, onde o retorno do investimento é mais estável, existe um risco considerável em se projetar o ganho de uma aplicação com base na rentabilidade passada. Em um cenário como o atual, por exemplo, em que a maioria dos analistas aposta em uma redução dos juros, o retorno atual de um fundo DI pode não ser o mesmo nos próximos meses.

Mesmo na renda fixa é preciso cuidado
Imagine então a situação de quem projetou o retorno de suas aplicações em fundos de renda fixa com base no retorno auferido por estes fundos quando a taxa básica de juros, a Selic, estava em 26,5% ao ano, ou seja, seis pontos e meio acima do patamar atual?

Para ilustrar melhor esta diferença, vamos assumir, por exemplo, que os fundos DI rendem em média 90% do CDI. Nesse caso, naquela época o rendimento médio desses fundos em 12 meses seria de 23,85% (ou 90% da Selic que era de 26,5%). No momento, com a queda da Selic, o rendimento destes fundos em 12 meses é de cerca 18%, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). Isso significa que para uma aplicação de R$ 10 mil, a diferença para um prazo de 12 meses seria de cerca 4%, ou R$ 516.

Dificuldade aumenta com volatilidade
A situação é ainda mais delicada quando a projeção de resultados envolve aplicações de perfil mais volátil, como em renda variável, por exemplo. Ao contrário das aplicações em renda fixa, e como o próprio nome já sugere, na renda variável é impossível prever o retorno da aplicação.

Basta ver que enquanto a alta nos últimos 30 dias é de 3,33%, no acumulado de 12 meses, o retorno médio mensal é menor, de 2,4%. Por outro lado, se utilizássemos o retorno médio anual registrado em 2003, ele seria de 5,6%, enquanto em 2002, essa média seria negativa em 1,7%!

É exatamente esta diferença que ilustra a dificuldade de se usar o retorno passado na projeção de resultados futuros, e evidencia que quanto maior a volatilidade do retorno de uma aplicação maior a dificuldade de se projetar resultados.

Projeção é ainda mais difícil no longo prazo
A dificuldade também aumenta, na medida em que o período para o qual se projeta a rentabilidade cresce. Portanto, se projetar o retorno de uma aplicação nos próximos 12 meses é difícil, ainda é possível contar com a estimativa dos analistas para as taxas de juros dos próximos 12 meses.

Porém, quando o horizonte de projeção aumenta, é preciso levar outros fatores em consideração, como a tendência para a inflação e, conseqüentemente, para os juros. Além disto, existem os aspectos fiscais. A alíquota de imposto de renda, por exemplo, pode mudar, como, aliás, aconteceu no caso dos investimentos em ações, cuja alíquota de tributação era de 10% até 2001, subiu para 20% entre 2002 e 2004, para então cair novamente em 2005 para 15%.

Também é possível que outros custos mudem. Este é o caso, por exemplo, da CPMF, que pode deixar de existir ou ter sua alíquota reduzida, ou o caso das taxas de administração que podem ser reduzidas diante de competição.

Diferença cresce com prazo
Neste contexto, as projeções ficam ainda mais difíceis, pois o número de variáveis a serem consideradas aumenta. Além disto, quanto maior o prazo da projeção, maior a discrepância no valor final de pequenas diferenças entre a taxa efetiva e a taxa projetada.

Por exemplo, vamos imaginar que você queira saber o quanto terá depois de 12 meses, ao aplicar R$ 10 mil em um fundo DI, assumindo que o retorno líquido da aplicação seja de 1,2% ao mês. Qual seria o impacto nas suas reservas se, na prática, esse retorno fosse de 1,15%? A tabela abaixo compara a diferença de retorno para prazos distintos de tempo, assumindo o investimento de R$ 10 mil.

Prazo

Valor projetado

% Erro

12 meses

R$ 11.539

(0,59%)

60 meses

R$ 20.456

(2,92%)

120 meses

R$ 41.846

(5,76%)

Exatamente por isto, recomenda-se que, ao projetar o retorno de um investimento por um prazo mais longo, o investidor adote uma postura mais conservadora, e opte, por exemplo, em descontar a inflação. Este é um procedimento bastante comum entre investidores de grande porte, por exemplo, que projetam a taxa de juros já descontando a inflação, o que permite uma visão mais realista do valor acumulado.

Isso ocorre porque já se leva em consideração a perda de poder aquisitivo do dinheiro, já que, daqui a dez anos, será possível comprar bem menos com R$ 10 mil do que hoje. Uma forma de fazer isso é projetar o retorno em termos reais. A maior parte dos analistas recomenda que se projete um retorno real, ou seja, acima da inflação, de 6% ao ano.

 


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Análise fundamentalista ou técnica? Conheça a opinião do mercado e decida como agir

Equipe InfoMoney, 17/11/05


SÃO PAULO - Análise técnica ou fundamentalista? Embora para muitos investidores no mercado de ações responder sim para uma signifique necessariamente dizer não à outra, este conceito tem mudado. Muitos investidores já combinam a utilização das duas escolas, visando maximizar seu retorno no mercado acionário.

Pesquisa conduzida pela InfoMoney junto a 2.045 usuários confirmou que, daqueles pesquisados que analisam o mercado de ações, 49% utilizam conceitos tanto de análise fundamentalista como técnica. Para 29% a análise técnica prevalece, enquanto 22% apontaram sua preferência pela análise fundamentalista.

Dos conceitos que, juntos, podem indicar a direção correta
Para quem não conhece bem a diferença entre as duas escolas, em resumo, pode ser dito que elas trabalham a partir de conceitos completamente diferentes. A análise fundamentalista, como o nome indica, trabalha com os fundamentos dos ativos, no caso das empresas com ações listadas na bolsa.

Assim, analisando o desempenho passado e presente, além de projetar o futuro com base em perspectiva de resultados, o analista fundamentalista faz um mapeamento completo das variáveis que podem afetar o desempenho de uma empresa. Com base nesta análise, pode indicar quais papéis estão "caros" ou "baratos", ao menos dentro das variáveis analisadas.

Já o analista técnico foca sua atenção nas cotações. Para muitos seguidores desta escola, pouca importa se os dados se referem à ação da Petrobrás, à cotação do dólar ou ao preço do petróleo. Mesmo sem conhecer os fundamentos do ativo em questão, o padrão histórico das cotações dá pistas importantes para entender o desempenho futuro dos ativos.

Como combinar as análises
Uma forma cada vez mais comum de combinar as duas análises é a filtragem dos papéis por critérios de análise fundamentalista e a definição do timing de compra ou venda dos papéis com base nos critérios de análise técnica. Na prática isso se traduz pela escolha de ações de empresas sólidas, de bons fundamentos e perspectivas positivas de acordo com a análise fundamentalista.

Com base nesta short list apenas de ações selecionadas, o investidor aplica os diversos conceitos de análise técnica e grafista, como análise de tendências, linhas de suporte e resistência, linhas de tendência, candlesticks e o uso de indicadores técnicos, com o objetivo de determinar o melhor momento para entrar ou sair de cada papel.

Esta metodologia, conhecida nos EUA como technofundamental trading, permite ao investidor aplicar simultaneamente conceitos das duas escolas, buscando, sobretudo, identificar quando as duas metodologias indicam o ativo correto para compra ou venda.

Cuidado com os gurus
Conhecer os princípios básicos de análise do mercado é fundamental, tanto para tentar elevar a rentabilidade do seu investimento como para escolher, se for o caso, quem irá lhe ajudar a acompanhar o mercado. Afinal de contas, nem todos os investidores têm tempo ou confiança necessária para acompanhar o mercado de perto, recorrendo ao auxílio de profissionais deste segmento.

Para quem procura ajuda de consultores, é importante entender qual a metodologia aplicada e quais os critérios de análise de risco. Desconfie de profissionais que garantem um desempenho espetacular. Certamente um bom profissional pode atingir um desempenho positivo em boa parte das vezes, mas leve em consideração que ninguém é infalível.

Assim como no caso do uso das duas escolas de análise, muitas vezes vale a pena entender a opinião de diversos profissionais, sejam eles analistas de instituições financeiras, analistas técnicos ou quem consegue fazer a melhor combinação das ferramentas de análise disponíveis.

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Cavaleiros da governança

OCDE e IFC escolhem as 8 empresas com melhor tratamento ao acionista na América Latina, 6 delas do Brasil

Danilo Fariello, Valor Online

Das oito empresas com melhores políticas de governança corporativa na América Latina, seis são brasileiras. Fazem parte desse grupo as brasileiras CPFL Energia, CCR, Natura, NET, Ultrapar e Suzano, além da colombiana Cemento Argos e da mineradora peruana Buenaventura. A seleção é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em parceria com o Empresa de Financiamento Internacional (IFC, na sigla em inglês), o braço financeiro do Banco Mundial. As experiências dessas empresas transformaram-se em um livro, "Estudos de Caso de Boa Governança Corporativa", que será lançado hoje na Bovespa.

O Brasil destaca-se por ter um mercado bastante desenvolvido no segmento, principalmente por causa de iniciativas de auto-regulação, avalia José Guimarães Monforte, integrante do Conselho de Administração da Natura e presidente do Conselho do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

O objetivo é fazer das escolhidas um exemplo para as concorrentes e fonte de inspiração para o mercado, afirma a consultora Sandra Guerra, ex-integrante do Rede Internacional de Governança Corporativa (ICGN, na sigla em inglês) e idealizadora do Círculo das Companhias, que engloba as oito empresas. A iniciativa é importante ao valorizar o papel do acionista minoritário e dar a ele garantias de que não será prejudicado em caso de venda da companhia ou nas decisões mais importantes para o futuro do negócio.

Respeitar alguns critérios é fundamental para que as empresas tenham bom acesso a fontes de financiamento baratas, como o mercado de ações, diz João Nogueira Batista, vice-presidente do Grupo Suzano. "No Brasil, a governança corporativa é mais importante, porque o crédito externo é difícil e os empréstimos no mercado interno são caros."

A partir de hoje, essas companhias vão trabalhar para disseminar mais informações, aumentar o contato com investidores, discutir regras para receber mais empresas nesse círculo, além de debater propostas de avanços nos conceitos mundiais de governança. "Tenho certeza absoluta de que esse grupo crescerá, mas com regras que preservem a exclusividade de ter apenas empresas responsáveis", diz o presidente da CCR, Renato Vale.

O livro traz os desafios de cada companhia para conquistar graus elevados de respeito ao acionista. As empresas envolvidas buscam também uma troca maior de experiências para desenvolver seus sistemas de governança. "Obviamente, quero ver o que as outras estão fazendo", diz Vale.

Como resultados dos processos descritos no livro, destaca Batista, da Suzano, verifica-se a maior capitalização das companhias e a valorização das ações. No livro, como resultado da adoção de novas práticas, todas as empresas apresentam aumento de emissões, em geral bem sucedidas, e alta do preço das ações negociadas em bolsa, com poucas exceções.

Segundo a consultora Sandra, os casos serão apresentados para grandes investidores, daqui e do exterior. No lançamento de hoje na Bovespa, estará John Wilcox, vice-presidente sênior e responsável por assuntos de governança corporativa do TIAA-CREF, um dos maiores fundos de pensão dos Estados Unidos. Wilcox, que foi integrante da ICGN, diz que, para o investidor, mais que a valorização do papel, a maior vantagem em ser acionista dessas empresas é ter riscos menores. "Companhias que adotam essas atitudes reduzem o risco de surpresas negativas ao acionistas, como as verificadas na Enron e na WorldCom." As duas companhias americanas ficaram famosas por maquiar balanços.

O histórico mostra que essa redução de risco se reverte na maioria das vezes em valorização dos papéis. O Índice de Governança Corporativa (IGC), que envolve as empresas listadas nos Níveis 1 e 2 e no Novo Mercado da Bovespa, ou seja, que assumiram critérios de governança, sobe mais. Enquanto o Ibovespa avançava 18,73% no ano, até sexta-feira, o IGC subia 33,52%. No entanto, Wilcox não vê com bons olhos outras tradições do mercado brasileiro como a existência de ações preferenciais (PN), que não dão direito a voto.

Sobre as críticas de que é custoso para empresas adotar práticas de contabilidade, transparência e distribuição de informações, entre outras, Jeffrey Singer, vice-presidente para América Latina da bolsa eletrônica Nasdaq, diz que importa a conquista de confiança do investidor. "Confiança também tem um preço, que vale a pena ser pago." Singer esteve ontem no 6º Congresso Brasileiro de Governança Corporativa, do IBGC.

Wilcox defende a adoção no Brasil e no mundo das regras incluídas na lei americana Sarbanes-Oxley, criada para tornar mais rigoroso o controle financeiro após as quebras de Enron e Worldcom. A lei é criticada por aumentar custos. "Mas ninguém pode acreditar numa empresa que não quer adotar um sistema eficiente de controles financeiros", diz ele.

 

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Investimentos: atenção ao risco de se projetar rentabilidade

 

Fernanda de Lima, 09/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Uma frase bastante comum, quando se fala de investimento, é que a "rentabilidade passada não é garantia de ganho futuro". Apesar disto, muitos investidores não prestam atenção no significado desta afirmação e continuam se baseando na rentabilidade histórica para projetar o retorno de suas aplicações.

Mesmo entre as aplicações de perfil mais conservador, como a renda fixa, onde o retorno do investimento é mais estável, existe um risco considerável em se projetar o ganho de uma aplicação com base na rentabilidade passada. Em um cenário como o atual, por exemplo, em que a maioria dos analistas aposta em uma redução dos juros, o retorno atual de um fundo DI pode não ser o mesmo nos próximos meses.

Mesmo na renda fixa é preciso cuidado
Imagine então a situação de quem projetou o retorno de suas aplicações em fundos de renda fixa com base no retorno auferido por estes fundos quando a taxa básica de juros, a Selic, estava em 26,5% ao ano, ou seja, seis pontos e meio acima do patamar atual?

Para ilustrar melhor esta diferença, vamos assumir, por exemplo, que os fundos DI rendem em média 90% do CDI. Nesse caso, naquela época o rendimento médio desses fundos em 12 meses seria de 23,85% (ou 90% da Selic que era de 26,5%). No momento, com a queda da Selic, o rendimento destes fundos em 12 meses é de cerca 18%, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). Isso significa que para uma aplicação de R$ 10 mil, a diferença para um prazo de 12 meses seria de cerca 4%, ou R$ 516.

Dificuldade aumenta com volatilidade
A situação é ainda mais delicada quando a projeção de resultados envolve aplicações de perfil mais volátil, como em renda variável, por exemplo. Ao contrário das aplicações em renda fixa, e como o próprio nome já sugere, na renda variável é impossível prever o retorno da aplicação.

Basta ver que enquanto a alta nos últimos 30 dias é de 3,33%, no acumulado de 12 meses, o retorno médio mensal é menor, de 2,4%. Por outro lado, se utilizássemos o retorno médio anual registrado em 2003, ele seria de 5,6%, enquanto em 2002, essa média seria negativa em 1,7%!

É exatamente esta diferença que ilustra a dificuldade de se usar o retorno passado na projeção de resultados futuros, e evidencia que quanto maior a volatilidade do retorno de uma aplicação maior a dificuldade de se projetar resultados.

Projeção é ainda mais difícil no longo prazo
A dificuldade também aumenta, na medida em que o período para o qual se projeta a rentabilidade cresce. Portanto, se projetar o retorno de uma aplicação nos próximos 12 meses é difícil, ainda é possível contar com a estimativa dos analistas para as taxas de juros dos próximos 12 meses.

Porém, quando o horizonte de projeção aumenta, é preciso levar outros fatores em consideração, como a tendência para a inflação e, conseqüentemente, para os juros. Além disto, existem os aspectos fiscais. A alíquota de imposto de renda, por exemplo, pode mudar, como, aliás, aconteceu no caso dos investimentos em ações, cuja alíquota de tributação era de 10% até 2001, subiu para 20% entre 2002 e 2004, para então cair novamente em 2005 para 15%.

Também é possível que outros custos mudem. Este é o caso, por exemplo, da CPMF, que pode deixar de existir ou ter sua alíquota reduzida, ou o caso das taxas de administração que podem ser reduzidas diante de competição.

Diferença cresce com prazo
Neste contexto, as projeções ficam ainda mais difíceis, pois o número de variáveis a serem consideradas aumenta. Além disto, quanto maior o prazo da projeção, maior a discrepância no valor final de pequenas diferenças entre a taxa efetiva e a taxa projetada.

Por exemplo, vamos imaginar que você queira saber o quanto terá depois de 12 meses, ao aplicar R$ 10 mil em um fundo DI, assumindo que o retorno líquido da aplicação seja de 1,2% ao mês. Qual seria o impacto nas suas reservas se, na prática, esse retorno fosse de 1,15%? A tabela abaixo compara a diferença de retorno para prazos distintos de tempo, assumindo o investimento de R$ 10 mil.

Prazo

Valor projetado

% Erro

12 meses

R$ 11.539

(0,59%)

60 meses

R$ 20.456

(2,92%)

120 meses

R$ 41.846

(5,76%)

Exatamente por isto, recomenda-se que, ao projetar o retorno de um investimento por um prazo mais longo, o investidor adote uma postura mais conservadora, e opte, por exemplo, em descontar a inflação. Este é um procedimento bastante comum entre investidores de grande porte, por exemplo, que projetam a taxa de juros já descontando a inflação, o que permite uma visão mais realista do valor acumulado.

Isso ocorre porque já se leva em consideração a perda de poder aquisitivo do dinheiro, já que, daqui a dez anos, será possível comprar bem menos com R$ 10 mil do que hoje. Uma forma de fazer isso é projetar o retorno em termos reais. A maior parte dos analistas recomenda que se projete um retorno real, ou seja, acima da inflação, de 6% ao ano.

 


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Análise fundamentalista ou técnica? Conheça a opinião do mercado e decida como agir

Equipe InfoMoney, 17/11/05


SÃO PAULO - Análise técnica ou fundamentalista? Embora para muitos investidores no mercado de ações responder sim para uma signifique necessariamente dizer não à outra, este conceito tem mudado. Muitos investidores já combinam a utilização das duas escolas, visando maximizar seu retorno no mercado acionário.

Pesquisa conduzida pela InfoMoney junto a 2.045 usuários confirmou que, daqueles pesquisados que analisam o mercado de ações, 49% utilizam conceitos tanto de análise fundamentalista como técnica. Para 29% a análise técnica prevalece, enquanto 22% apontaram sua preferência pela análise fundamentalista.

Dos conceitos que, juntos, podem indicar a direção correta
Para quem não conhece bem a diferença entre as duas escolas, em resumo, pode ser dito que elas trabalham a partir de conceitos completamente diferentes. A análise fundamentalista, como o nome indica, trabalha com os fundamentos dos ativos, no caso das empresas com ações listadas na bolsa.

Assim, analisando o desempenho passado e presente, além de projetar o futuro com base em perspectiva de resultados, o analista fundamentalista faz um mapeamento completo das variáveis que podem afetar o desempenho de uma empresa. Com base nesta análise, pode indicar quais papéis estão "caros" ou "baratos", ao menos dentro das variáveis analisadas.

Já o analista técnico foca sua atenção nas cotações. Para muitos seguidores desta escola, pouca importa se os dados se referem à ação da Petrobrás, à cotação do dólar ou ao preço do petróleo. Mesmo sem conhecer os fundamentos do ativo em questão, o padrão histórico das cotações dá pistas importantes para entender o desempenho futuro dos ativos.

Como combinar as análises
Uma forma cada vez mais comum de combinar as duas análises é a filtragem dos papéis por critérios de análise fundamentalista e a definição do timing de compra ou venda dos papéis com base nos critérios de análise técnica. Na prática isso se traduz pela escolha de ações de empresas sólidas, de bons fundamentos e perspectivas positivas de acordo com a análise fundamentalista.

Com base nesta short list apenas de ações selecionadas, o investidor aplica os diversos conceitos de análise técnica e grafista, como análise de tendências, linhas de suporte e resistência, linhas de tendência, candlesticks e o uso de indicadores técnicos, com o objetivo de determinar o melhor momento para entrar ou sair de cada papel.

Esta metodologia, conhecida nos EUA como technofundamental trading, permite ao investidor aplicar simultaneamente conceitos das duas escolas, buscando, sobretudo, identificar quando as duas metodologias indicam o ativo correto para compra ou venda.

Cuidado com os gurus
Conhecer os princípios básicos de análise do mercado é fundamental, tanto para tentar elevar a rentabilidade do seu investimento como para escolher, se for o caso, quem irá lhe ajudar a acompanhar o mercado. Afinal de contas, nem todos os investidores têm tempo ou confiança necessária para acompanhar o mercado de perto, recorrendo ao auxílio de profissionais deste segmento.

Para quem procura ajuda de consultores, é importante entender qual a metodologia aplicada e quais os critérios de análise de risco. Desconfie de profissionais que garantem um desempenho espetacular. Certamente um bom profissional pode atingir um desempenho positivo em boa parte das vezes, mas leve em consideração que ninguém é infalível.

Assim como no caso do uso das duas escolas de análise, muitas vezes vale a pena entender a opinião de diversos profissionais, sejam eles analistas de instituições financeiras, analistas técnicos ou quem consegue fazer a melhor combinação das ferramentas de análise disponíveis.

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Cavaleiros da governança

OCDE e IFC escolhem as 8 empresas com melhor tratamento ao acionista na América Latina, 6 delas do Brasil

Danilo Fariello, Valor Online

Das oito empresas com melhores políticas de governança corporativa na América Latina, seis são brasileiras. Fazem parte desse grupo as brasileiras CPFL Energia, CCR, Natura, NET, Ultrapar e Suzano, além da colombiana Cemento Argos e da mineradora peruana Buenaventura. A seleção é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em parceria com o Empresa de Financiamento Internacional (IFC, na sigla em inglês), o braço financeiro do Banco Mundial. As experiências dessas empresas transformaram-se em um livro, "Estudos de Caso de Boa Governança Corporativa", que será lançado hoje na Bovespa.

O Brasil destaca-se por ter um mercado bastante desenvolvido no segmento, principalmente por causa de iniciativas de auto-regulação, avalia José Guimarães Monforte, integrante do Conselho de Administração da Natura e presidente do Conselho do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

O objetivo é fazer das escolhidas um exemplo para as concorrentes e fonte de inspiração para o mercado, afirma a consultora Sandra Guerra, ex-integrante do Rede Internacional de Governança Corporativa (ICGN, na sigla em inglês) e idealizadora do Círculo das Companhias, que engloba as oito empresas. A iniciativa é importante ao valorizar o papel do acionista minoritário e dar a ele garantias de que não será prejudicado em caso de venda da companhia ou nas decisões mais importantes para o futuro do negócio.

Respeitar alguns critérios é fundamental para que as empresas tenham bom acesso a fontes de financiamento baratas, como o mercado de ações, diz João Nogueira Batista, vice-presidente do Grupo Suzano. "No Brasil, a governança corporativa é mais importante, porque o crédito externo é difícil e os empréstimos no mercado interno são caros."

A partir de hoje, essas companhias vão trabalhar para disseminar mais informações, aumentar o contato com investidores, discutir regras para receber mais empresas nesse círculo, além de debater propostas de avanços nos conceitos mundiais de governança. "Tenho certeza absoluta de que esse grupo crescerá, mas com regras que preservem a exclusividade de ter apenas empresas responsáveis", diz o presidente da CCR, Renato Vale.

O livro traz os desafios de cada companhia para conquistar graus elevados de respeito ao acionista. As empresas envolvidas buscam também uma troca maior de experiências para desenvolver seus sistemas de governança. "Obviamente, quero ver o que as outras estão fazendo", diz Vale.

Como resultados dos processos descritos no livro, destaca Batista, da Suzano, verifica-se a maior capitalização das companhias e a valorização das ações. No livro, como resultado da adoção de novas práticas, todas as empresas apresentam aumento de emissões, em geral bem sucedidas, e alta do preço das ações negociadas em bolsa, com poucas exceções.

Segundo a consultora Sandra, os casos serão apresentados para grandes investidores, daqui e do exterior. No lançamento de hoje na Bovespa, estará John Wilcox, vice-presidente sênior e responsável por assuntos de governança corporativa do TIAA-CREF, um dos maiores fundos de pensão dos Estados Unidos. Wilcox, que foi integrante da ICGN, diz que, para o investidor, mais que a valorização do papel, a maior vantagem em ser acionista dessas empresas é ter riscos menores. "Companhias que adotam essas atitudes reduzem o risco de surpresas negativas ao acionistas, como as verificadas na Enron e na WorldCom." As duas companhias americanas ficaram famosas por maquiar balanços.

O histórico mostra que essa redução de risco se reverte na maioria das vezes em valorização dos papéis. O Índice de Governança Corporativa (IGC), que envolve as empresas listadas nos Níveis 1 e 2 e no Novo Mercado da Bovespa, ou seja, que assumiram critérios de governança, sobe mais. Enquanto o Ibovespa avançava 18,73% no ano, até sexta-feira, o IGC subia 33,52%. No entanto, Wilcox não vê com bons olhos outras tradições do mercado brasileiro como a existência de ações preferenciais (PN), que não dão direito a voto.

Sobre as críticas de que é custoso para empresas adotar práticas de contabilidade, transparência e distribuição de informações, entre outras, Jeffrey Singer, vice-presidente para América Latina da bolsa eletrônica Nasdaq, diz que importa a conquista de confiança do investidor. "Confiança também tem um preço, que vale a pena ser pago." Singer esteve ontem no 6º Congresso Brasileiro de Governança Corporativa, do IBGC.

Wilcox defende a adoção no Brasil e no mundo das regras incluídas na lei americana Sarbanes-Oxley, criada para tornar mais rigoroso o controle financeiro após as quebras de Enron e Worldcom. A lei é criticada por aumentar custos. "Mas ninguém pode acreditar numa empresa que não quer adotar um sistema eficiente de controles financeiros", diz ele.

 

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Segunda-feira, Novembro 21

Análise para o dia 22 de novembro

Análise para 22 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 0,02% com 31.110 pontos e volume financeiro de 2,65 bilhões. Deste volume total, 1,07 bilhão foi movimentado pelo exercício de opções, portanto o volume foi próximo à média diária. No intraday chegou a testar mais uma vez a resistência de 31.240, mas não conseguiu rompê-la. Estão entrando em tendência de alta pelo cruzamento das MM21/5 os seguintes ativos: BRTO3, LIGH3, PETR3, PETR4 e VCPA4. Gráfico do Ibovespa.

   TNLP4 - Alta de 2,21% com volume acima da média diária. Deverá testar forte resistência de 41,15 que já foi testada três vezes neste ano (gráfico corrigido) - começo de janeiro, março e começo de novembro. Estudo de travas:

  Trava de baixa - TNLPL40 -1000  TNLPL42 +1000 - Spread de 1,03 (Regular)
  Borboleta simétrica - TNLPL38 +1000 TNLPL40 -2000 TNLPL42 +1000 - Spread de 0,59 (Regular)
  Borboleta assimétrica - TNLPL38 +1000 TNLPL42 -3000 TNLPL44 +2000 - Spread de 2,13 (Regular)
  Long Condor - TNLPL38 +1000 TNLPL40 -1000 TNLPL42 -1000 TNLPL44 +1000 - Spread de 1,10 (Regular). Faça estas e outras simulações utilizando nosso simulador de travas.

   PETR4 - Aguardando confirmação do rompimento do triângulo nesta terça, é importante que o volume seja acima da média diária para que o movimento seja considerado forte. Cruzamento das médias móveis indicando início de tendência de alta.

   EBTP4 - Fechou no nível mais baixo dos últimos 11 pregões com volume baixo (IMV -6). Ainda está um pouco longe do suporte de 5,38 (antiga resistência e último fundo), local de novas compras.

   SDIA4 - Testando suporte de 5,29 (fibo de 61,8%). Formando candle de reversão nesta terça, poderá gerar uma compra na quarta.

   TMCP4 - Tendência primária indefinida, secundária indefinida e terciária de alta. Após uma seqüência de quase 18 pregões de alta, formou este engolfo de baixa sobre a resistência do preço e do IFR. Ponto de compra rompendo 4,25 com volume ou no suporte de 3,45 que já foi tocado 7 vezes desde o início do ano.

 

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
BOBR4, GGBR3, PETR4, RPSA4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
BBDC3

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
CESP4, CLSC6, CSNA3, EMBR3, PMAM4, TMCP4, TRPL4


Download do metastock de 21 de novembro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 22 de novembro

Análise para 22 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 0,02% com 31.110 pontos e volume financeiro de 2,65 bilhões. Deste volume total, 1,07 bilhão foi movimentado pelo exercício de opções, portanto o volume foi próximo à média diária. No intraday chegou a testar mais uma vez a resistência de 31.240, mas não conseguiu rompê-la. Estão entrando em tendência de alta pelo cruzamento das MM21/5 os seguintes ativos: BRTO3, LIGH3, PETR3, PETR4 e VCPA4. Gráfico do Ibovespa.

   TNLP4 - Alta de 2,21% com volume acima da média diária. Deverá testar forte resistência de 41,15 que já foi testada três vezes neste ano (gráfico corrigido) - começo de janeiro, março e começo de novembro. Estudo de travas:

  Trava de baixa - TNLPL40 -1000  TNLPL42 +1000 - Spread de 1,03 (Regular)
  Borboleta simétrica - TNLPL38 +1000 TNLPL40 -2000 TNLPL42 +1000 - Spread de 0,59 (Regular)
  Borboleta assimétrica - TNLPL38 +1000 TNLPL42 -3000 TNLPL44 +2000 - Spread de 2,13 (Regular)
  Long Condor - TNLPL38 +1000 TNLPL40 -1000 TNLPL42 -1000 TNLPL44 +1000 - Spread de 1,10 (Regular). Faça estas e outras simulações utilizando nosso simulador de travas.

   PETR4 - Aguardando confirmação do rompimento do triângulo nesta terça, é importante que o volume seja acima da média diária para que o movimento seja considerado forte. Cruzamento das médias móveis indicando início de tendência de alta.

   EBTP4 - Fechou no nível mais baixo dos últimos 11 pregões com volume baixo (IMV -6). Ainda está um pouco longe do suporte de 5,38 (antiga resistência e último fundo), local de novas compras.

   SDIA4 - Testando suporte de 5,29 (fibo de 61,8%). Formando candle de reversão nesta terça, poderá gerar uma compra na quarta.

   TMCP4 - Tendência primária indefinida, secundária indefinida e terciária de alta. Após uma seqüência de quase 18 pregões de alta, formou este engolfo de baixa sobre a resistência do preço e do IFR. Ponto de compra rompendo 4,25 com volume ou no suporte de 3,45 que já foi tocado 7 vezes desde o início do ano.

 

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
BOBR4, GGBR3, PETR4, RPSA4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
BBDC3

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
CESP4, CLSC6, CSNA3, EMBR3, PMAM4, TMCP4, TRPL4


Download do metastock de 21 de novembro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Pensando em investir em ações? Confira algumas dicas de Warren Buffett

Por: Fernanda de Lima
21/11/05 - 18h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Com 75 anos de idade e um patrimônio de US$ 43 bilhões, Warren Buffett é, sem dúvida, um investidor da "velha guarda". Avesso à tecnologia, como ele mesmo afirma, Buffett estima que, desde 1955, tenha obtido um retorno médio anual de 31% em sua carteira de ações. Para quem não se impressionou com a afirmação, vale lembrar que isso equivale a quase três vezes o resultado obtido pelo índice S&P 500, que no mesmo período foi de 11%.

Não importa se você concorda, ou não, com o estilo do segundo homem mais rico do mundo, atrás apenas de Bill Gates, uma coisa é certa: não dá para ignorar que sua estratégia de investimento foi, ao menos até o momento, muito bem sucedida. Assim, selecionamos algumas das principais dicas de Buffett para quem pensa em investir no mercado de ações.

Ignore o mercado, ele não instrui
Uma das afirmações mais conhecidas de Buffett é de que o investidor não deve considerar o mercado ao tomar suas decisões, mas, ao contrário, deve ignorá-lo. Na prática isso significa que o desempenho do mercado não está tentando lhe dizer alguma coisa, o que diz se você está certo ou errado são os resultados da empresa.

Nesse sentido, Buffett recomenda que, ao aplicar o seu dinheiro o mercado de ações, o investidor opte por empresas com histórico de boa rentabilidade e com uma presença marcante de mercado. Contudo, ele lembra que o correto não é analisar o retorno anual, mas sim o retorno médio ao longo de um período de pelo menos 5 anos.

Aliás, esse é um dos vários pontos em que - para usar a sua própria terminologia, Buffett "come o que faz", já que é conhecido por tomar decisões de investimento sozinho, sem recorrer à ajuda de consultores ou à análise detalhada de inúmeros relatórios. Em sua opinião, essa é a única forma de se manter "racional" como investidor e, portanto, ganhar dinheiro em um mercado dominado por investidores irracionais.

Buffet completa afirmando que o maior inimigo do investidor racional é o otimismo. Exatamente por isso ele recomenda aos investidores cautela quando o resto do mercado está ganancioso, mas defende que sejam gananciosos, quando o resto do mercado está temeroso.

Não se esqueça do que é uma ação
Por mais que a maioria dos investidores saiba que uma ação nada mais é do que parte de uma empresa, Buffet acredita que, na hora de investir, muitos não pensem da mesma forma. Ele justifica sua percepção afirmando que, ao invés de refletir sobre a escolha das ações, a maioria dos investidores procura entender o momento correto de investir, quando já sabemos que é a escolha das ações corretas que garante 90% do retorno de uma carteira de investimentos.

Assim, Buffett propõe que pensemos no seguinte: e se, por alguma razão qualquer a bolsa de valores ficar fechada por três anos? Se, mesmo sob esse cenário você estiver satisfeito de manter a ação, então provavelmente você está satisfeito com a empresa. O que está em jogo, portanto, não é o prazo durante o qual você irá manter o investimento, essa é uma outra discussão, mas sim se você acredita que no longo prazo esse seria um bom investimento.

Desta forma, nunca se deve investir em empresas que não se conhece. Pois, como ele mesmo afirma: "o maior risco que o investidor enfrenta é o de não saber o que está fazendo".

Na hora de investir, deixe uma margem
Buffett também afirma que antes de tomar uma decisão de investimento, o investidor precisa entender qual o valor da empresa. Pois, é com base nele, que irá oferecer um preço que lhe assegure um retorno atrativo. Mas, como saber qual é esse preço, se até mesmo os analistas de mercado são unânimes em dizer que é impossível prever exatamente qual será o preço de uma ação em um determinado momento?

Para quem se pergunta então qual o trabalho dos analistas vale lembrar que ao projetar o preço alvo de uma ação, o que eles estão fazendo é indicando uma tendência sob um determinado cenário. Basta que esse cenário não se confirme, e aqui existem várias razões pelas quais isso pode acontecer, para que a previsão se distancie do inicialmente previsto.

Portanto, a melhor forma de se proteger, é deixar algum tipo de margem de manobra, para o caso de algo não acontecer como previsto. Assim, Buffett recomenda que só invista em uma ação se estiver seguro que terá um ganho positivo, mesmo no caso de algo dar errado.

Para quem está começando e ainda está temeroso de tomar esse tipo de decisão, Buffett lembra que basta evitar grandes erros, ou seja, o investidor não precisa fazer coisas extraordinárias para ser bem sucedido.

Endividamento consciente
Buffett também é avesso ao uso indiscriminado de crédito, segundo ele: dinheiro emprestado é a maneira mais comum pela quais pessoas espertas quebram."

Diante disso, não chega a surpreender que, em seu Manual do Proprietário, ele afirme que só utiliza crédito esporadicamente. Mesmo quando levanta empréstimos, Buffett afirma que os mesmos são estruturados no longo prazo e embutem taxa de juro fixa.

Buffett é claro ao afirmar que isso pode ter lhe custado um retorno extra, mas ainda assim prefere perder uma boa oportunidade de investimento a aumentar significativamente o grau de endividamento da sua empresa. Além disso, ele afirma não conseguir trocar uma boa noite de sono, por alguns pontos percentuais a mais de retorno.

Emoções e investimento
Buffett também chama a atenção para o envolvimento das emoções nas decisões de investimento. E, aqui ele faz uma afirmação interessante: a ação não sabe que você a possui.

Na prática isso significa que, mesmo que você tenha sentimentos pela ação de uma determinada empresa, é importante que tenha a consciência de que a recíproca não é verdadeira. Exatamente por isso o investidor não deve ficar emocionalmente envolvido com as suas ações.

Da mesma forma, ele lembra que não é recomendável tomar decisões precipitadas porque o mercado está em baixa. Afinal, trata-se de um investimento de longo prazo, em que o sucesso de um investidor pode ser atribuído à sua capacidade de resistir à tentação de constantemente comprar e vender. Nesse sentido, ele lembra que só devem investir em ações os investidores que conseguirem ver, mesmo que temporariamente, o valor de seu investimento cair 50% sem ter uma crise de pânico.

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Pensando em investir em ações? Confira algumas dicas de Warren Buffett

Por: Fernanda de Lima
21/11/05 - 18h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Com 75 anos de idade e um patrimônio de US$ 43 bilhões, Warren Buffett é, sem dúvida, um investidor da "velha guarda". Avesso à tecnologia, como ele mesmo afirma, Buffett estima que, desde 1955, tenha obtido um retorno médio anual de 31% em sua carteira de ações. Para quem não se impressionou com a afirmação, vale lembrar que isso equivale a quase três vezes o resultado obtido pelo índice S&P 500, que no mesmo período foi de 11%.

Não importa se você concorda, ou não, com o estilo do segundo homem mais rico do mundo, atrás apenas de Bill Gates, uma coisa é certa: não dá para ignorar que sua estratégia de investimento foi, ao menos até o momento, muito bem sucedida. Assim, selecionamos algumas das principais dicas de Buffett para quem pensa em investir no mercado de ações.

Ignore o mercado, ele não instrui
Uma das afirmações mais conhecidas de Buffett é de que o investidor não deve considerar o mercado ao tomar suas decisões, mas, ao contrário, deve ignorá-lo. Na prática isso significa que o desempenho do mercado não está tentando lhe dizer alguma coisa, o que diz se você está certo ou errado são os resultados da empresa.

Nesse sentido, Buffett recomenda que, ao aplicar o seu dinheiro o mercado de ações, o investidor opte por empresas com histórico de boa rentabilidade e com uma presença marcante de mercado. Contudo, ele lembra que o correto não é analisar o retorno anual, mas sim o retorno médio ao longo de um período de pelo menos 5 anos.

Aliás, esse é um dos vários pontos em que - para usar a sua própria terminologia, Buffett "come o que faz", já que é conhecido por tomar decisões de investimento sozinho, sem recorrer à ajuda de consultores ou à análise detalhada de inúmeros relatórios. Em sua opinião, essa é a única forma de se manter "racional" como investidor e, portanto, ganhar dinheiro em um mercado dominado por investidores irracionais.

Buffet completa afirmando que o maior inimigo do investidor racional é o otimismo. Exatamente por isso ele recomenda aos investidores cautela quando o resto do mercado está ganancioso, mas defende que sejam gananciosos, quando o resto do mercado está temeroso.

Não se esqueça do que é uma ação
Por mais que a maioria dos investidores saiba que uma ação nada mais é do que parte de uma empresa, Buffet acredita que, na hora de investir, muitos não pensem da mesma forma. Ele justifica sua percepção afirmando que, ao invés de refletir sobre a escolha das ações, a maioria dos investidores procura entender o momento correto de investir, quando já sabemos que é a escolha das ações corretas que garante 90% do retorno de uma carteira de investimentos.

Assim, Buffett propõe que pensemos no seguinte: e se, por alguma razão qualquer a bolsa de valores ficar fechada por três anos? Se, mesmo sob esse cenário você estiver satisfeito de manter a ação, então provavelmente você está satisfeito com a empresa. O que está em jogo, portanto, não é o prazo durante o qual você irá manter o investimento, essa é uma outra discussão, mas sim se você acredita que no longo prazo esse seria um bom investimento.

Desta forma, nunca se deve investir em empresas que não se conhece. Pois, como ele mesmo afirma: "o maior risco que o investidor enfrenta é o de não saber o que está fazendo".

Na hora de investir, deixe uma margem
Buffett também afirma que antes de tomar uma decisão de investimento, o investidor precisa entender qual o valor da empresa. Pois, é com base nele, que irá oferecer um preço que lhe assegure um retorno atrativo. Mas, como saber qual é esse preço, se até mesmo os analistas de mercado são unânimes em dizer que é impossível prever exatamente qual será o preço de uma ação em um determinado momento?

Para quem se pergunta então qual o trabalho dos analistas vale lembrar que ao projetar o preço alvo de uma ação, o que eles estão fazendo é indicando uma tendência sob um determinado cenário. Basta que esse cenário não se confirme, e aqui existem várias razões pelas quais isso pode acontecer, para que a previsão se distancie do inicialmente previsto.

Portanto, a melhor forma de se proteger, é deixar algum tipo de margem de manobra, para o caso de algo não acontecer como previsto. Assim, Buffett recomenda que só invista em uma ação se estiver seguro que terá um ganho positivo, mesmo no caso de algo dar errado.

Para quem está começando e ainda está temeroso de tomar esse tipo de decisão, Buffett lembra que basta evitar grandes erros, ou seja, o investidor não precisa fazer coisas extraordinárias para ser bem sucedido.

Endividamento consciente
Buffett também é avesso ao uso indiscriminado de crédito, segundo ele: dinheiro emprestado é a maneira mais comum pela quais pessoas espertas quebram."

Diante disso, não chega a surpreender que, em seu Manual do Proprietário, ele afirme que só utiliza crédito esporadicamente. Mesmo quando levanta empréstimos, Buffett afirma que os mesmos são estruturados no longo prazo e embutem taxa de juro fixa.

Buffett é claro ao afirmar que isso pode ter lhe custado um retorno extra, mas ainda assim prefere perder uma boa oportunidade de investimento a aumentar significativamente o grau de endividamento da sua empresa. Além disso, ele afirma não conseguir trocar uma boa noite de sono, por alguns pontos percentuais a mais de retorno.

Emoções e investimento
Buffett também chama a atenção para o envolvimento das emoções nas decisões de investimento. E, aqui ele faz uma afirmação interessante: a ação não sabe que você a possui.

Na prática isso significa que, mesmo que você tenha sentimentos pela ação de uma determinada empresa, é importante que tenha a consciência de que a recíproca não é verdadeira. Exatamente por isso o investidor não deve ficar emocionalmente envolvido com as suas ações.

Da mesma forma, ele lembra que não é recomendável tomar decisões precipitadas porque o mercado está em baixa. Afinal, trata-se de um investimento de longo prazo, em que o sucesso de um investidor pode ser atribuído à sua capacidade de resistir à tentação de constantemente comprar e vender. Nesse sentido, ele lembra que só devem investir em ações os investidores que conseguirem ver, mesmo que temporariamente, o valor de seu investimento cair 50% sem ter uma crise de pânico.

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Domingo, Novembro 20

FAQ - Agente Autonomo

O que é um agente autônomo de investimento?É a pessoa natural ou jurídica uniprofissional, que tenha como atividade a distribuição e a mediação de títulos e valores mobiliários, quotas de fundos de investimento e derivativos, sempre sob a responsabilidade e como preposto das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários.

Quem pode exercer a atividade de agente autônomo de investimento?
Tal atividade somente pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM.

Quais são os requisitos para a pessoa natural ser autorizada a exercer esta atividade?
A autorização será concedida à pessoa natural, domiciliada no País, que possua reputação ilibada, tenha concluído o ensino médio em instituição reconhecida oficialmente e tenha sido aprovada em exame técnico prestado perante entidade certificadora autorizada pela CVM.

Como a pessoa natural pode solicitar a autorização para o exercício de tal atividade?
Após ter sido aprovada no exame técnico de certificação, a pessoa natural deverá instruir o pedido com os seguintes documentos:

a) formulário cadastral a ser preenchido no endereço da CVM na Internet ou

o formulário anexo à Instrução CVM nº 355/2001, devidamente preenchido, o qual deverá ser encaminhado ao Protocolo da CVM, situado à Rua 7 de Setembro, 111 2º andar – Rio de Janeiro – RJ - CEP 20.159-900; e

b) declaração do interessado, conforme disposto no inciso II do artigo 6º da Instrução CVM nº 355, de 01/08/2001, a qual deverá ser encaminhada ao Protocolo da CVM, inclusive no caso de a solicitação ser feita pela Internet.

E se o interessado for uma pessoa jurídica?
A autorização somente será concedida à pessoa jurídica constituída como uma sociedade uniprofissional domiciliada no País que:

a) tenha como objeto social exclusivo o exercício da atividade de agente autônomo e esteja regularmente constituída e registrada no CNPJ; e

b) tenha como sócios exclusivamente agentes autônomos autorizados, sendo um deles indicado como representante da pessoa jurídica perante a CVM.

O pedido de autorização deve ser instruído com:

a) formulário cadastral a ser preenchido no endereço da CVM na Internet ou

o formulário anexo à Instrução CVM nº 355/2001, devidamente preenchido, o qual deverá ser encaminhado ao Protocolo da CVM, situado à Rua 7 de Setembro, 111 2º andar – Rio de Janeiro – RJ - CEP 20.159-900; e

b) cópia dos atos constitutivos devidamente consolidados, conforme disposto no inciso I do artigo 9º da Instrução CVM nº 355, de 01/08/2001, a qual deverá ser encaminhada ao Protocolo da CVM, inclusive no caso de a solicitação ser feita pela Internet.

O agente autônomo precisa pagar alguma taxa para a CVM?
Somente após receber a autorização da CVM, o agente autônomo deve pagar a Taxa de Fiscalização, instiuída pela Lei 7940/89, trimestralmente, até o último dia útil dos primeiros dez dias dos meses de Janeiro, Abril, Julho e Outubro. Atualmente o valor da taxa trimestral é de R$ 165,74 (cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos) para Pessoa Física e de R$ 331,48 (trezentos e trinta e um reais e quarenta e oito centavos) para Pessoa Jurídica, conforme tabela "B", terceira faixa, da mencionada Lei.

O registro no RGA dispensa a prova de certificação?
Não. Somente os credenciados, ou seja, aqueles que tenham contrato com uma instituição financeira em 1º de junho de 2001, estão dispensados da prova de certificação.

Caso a pessoa tenha o registro no RGA e não queira atuar como Agente Autônomo terá que cancelar o registro obtido?
Não. A manutenção do registro no RGA não sujeita as pessoas a nenhuma penalidade; no entanto, não o habilita a trabalhar como agente autônomo.

O exercício da atividade de agente autônomo sem autorização da CVM e sem contrato com uma instituição entre as acima mencionadas é proibido e está sujeito às penalidades da Lei 6.385.

Que responsabilidade têm os agentes autônomos no exercício de suas atividades?
A pessoa natural ou jurídica é responsável, civil e administrativamente, pelos prejuízos resultantes de seus atos dolosos ou culposos e pelos que infringirem normas legais, regulamentares ou estatutárias, sem prejuízo da responsabilidade da pessoa jurídica de direito privado que a contratou ou a supervisionou de modo inadequado, e de eventual responsabilidade penal.

Estão sujeitos à advertência, multa e cassação da autorização para o exercício de tal atividade.

Como deve proceder a pessoa natural inscrita no Registro Geral de Autônomos (RGA)
a) A pessoa natural que na data de entrada em vigor da Resolução CMN nº 2838, isto é, 1º de junho de 2001, estava credenciada por instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, fica dispensada do cumprimento do disposto nos incisos I e II do art. 5º da Instrução CVM nº 355/2001, devendo, no entanto, enviar ao Protocolo da CVM declaração da instituição, atestando que firmou contrato com o agente, bem como cópia do referido contrato.

b) A pessoa natural que estava inscrita no Registro Geral de Autônomos (RGA), mas que não tinha contrato firmado com qualquer instituição, poderá exercer a atividade de agente autônomo até 31de maio de 2002. No entanto, deverá, até aquela data, prestar exame técnico perante entidade certificadora, bem como solicitar a autorização da CVM, para exercer a referida atividade.

Qual o prazo de concessão da autorização?
A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento será expedida pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários no prazo de trinta dias, a contar da data do protocolo de entrada do pedido na CVM, devidamente instruído com a respectiva documentação ou, no caso de requerimento por meio eletrônico, a contar da data do recebimento da correspondência de que trata o § 1o do art. 6o.

O prazo de trinta dias pode ser interrompido, se a CVM solicitar ao interessado informações adicionais, passando a fluir novo prazo de trinta dias a partir da data de cumprimento das exigências.

Quando e onde serão prestadas as provas de certificação?
Ainda não está definida qual será a entidade que vai aplicar as provas de certificação. Aguardar divulgação.

Como devo proceder para obter melhores informações sobre as atividades do agente autônomo de investimento?
Primeiramente, deverá proceder à leitura da Instrução CVM nº 355, de 01 de agosto de 2001. A mencionada Instrução está disponibilizada no site desta Autarquia, http://www.cvm.gov.br, na pasta "Legislação e Regulamentação", seção "Atos CVM", podendo ainda ser obtida nos Centros de Consulta situados nos endereços a seguir:


Rua Sete de Setembro, 111 – 5º andar - Centro
20.159-900 - Rio de Janeiro, RJ
Tel.: (021) 3233-8293/3233-8390 Fax: (021) 3233-8211

Rua Formosa nº 367 - 20º andar - Centro
01.049-000 - São Paulo, SP
Tel.:(0xx11) 3226-2014 Fax: (0xx11) 3226-2050

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FAQ - Agente Autonomo

O que é um agente autônomo de investimento?É a pessoa natural ou jurídica uniprofissional, que tenha como atividade a distribuição e a mediação de títulos e valores mobiliários, quotas de fundos de investimento e derivativos, sempre sob a responsabilidade e como preposto das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários.

Quem pode exercer a atividade de agente autônomo de investimento?
Tal atividade somente pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM.

Quais são os requisitos para a pessoa natural ser autorizada a exercer esta atividade?
A autorização será concedida à pessoa natural, domiciliada no País, que possua reputação ilibada, tenha concluído o ensino médio em instituição reconhecida oficialmente e tenha sido aprovada em exame técnico prestado perante entidade certificadora autorizada pela CVM.

Como a pessoa natural pode solicitar a autorização para o exercício de tal atividade?
Após ter sido aprovada no exame técnico de certificação, a pessoa natural deverá instruir o pedido com os seguintes documentos:

a) formulário cadastral a ser preenchido no endereço da CVM na Internet ou

o formulário anexo à Instrução CVM nº 355/2001, devidamente preenchido, o qual deverá ser encaminhado ao Protocolo da CVM, situado à Rua 7 de Setembro, 111 2º andar – Rio de Janeiro – RJ - CEP 20.159-900; e

b) declaração do interessado, conforme disposto no inciso II do artigo 6º da Instrução CVM nº 355, de 01/08/2001, a qual deverá ser encaminhada ao Protocolo da CVM, inclusive no caso de a solicitação ser feita pela Internet.

E se o interessado for uma pessoa jurídica?
A autorização somente será concedida à pessoa jurídica constituída como uma sociedade uniprofissional domiciliada no País que:

a) tenha como objeto social exclusivo o exercício da atividade de agente autônomo e esteja regularmente constituída e registrada no CNPJ; e

b) tenha como sócios exclusivamente agentes autônomos autorizados, sendo um deles indicado como representante da pessoa jurídica perante a CVM.

O pedido de autorização deve ser instruído com:

a) formulário cadastral a ser preenchido no endereço da CVM na Internet ou

o formulário anexo à Instrução CVM nº 355/2001, devidamente preenchido, o qual deverá ser encaminhado ao Protocolo da CVM, situado à Rua 7 de Setembro, 111 2º andar – Rio de Janeiro – RJ - CEP 20.159-900; e

b) cópia dos atos constitutivos devidamente consolidados, conforme disposto no inciso I do artigo 9º da Instrução CVM nº 355, de 01/08/2001, a qual deverá ser encaminhada ao Protocolo da CVM, inclusive no caso de a solicitação ser feita pela Internet.

O agente autônomo precisa pagar alguma taxa para a CVM?
Somente após receber a autorização da CVM, o agente autônomo deve pagar a Taxa de Fiscalização, instiuída pela Lei 7940/89, trimestralmente, até o último dia útil dos primeiros dez dias dos meses de Janeiro, Abril, Julho e Outubro. Atualmente o valor da taxa trimestral é de R$ 165,74 (cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos) para Pessoa Física e de R$ 331,48 (trezentos e trinta e um reais e quarenta e oito centavos) para Pessoa Jurídica, conforme tabela "B", terceira faixa, da mencionada Lei.

O registro no RGA dispensa a prova de certificação?
Não. Somente os credenciados, ou seja, aqueles que tenham contrato com uma instituição financeira em 1º de junho de 2001, estão dispensados da prova de certificação.

Caso a pessoa tenha o registro no RGA e não queira atuar como Agente Autônomo terá que cancelar o registro obtido?
Não. A manutenção do registro no RGA não sujeita as pessoas a nenhuma penalidade; no entanto, não o habilita a trabalhar como agente autônomo.

O exercício da atividade de agente autônomo sem autorização da CVM e sem contrato com uma instituição entre as acima mencionadas é proibido e está sujeito às penalidades da Lei 6.385.

Que responsabilidade têm os agentes autônomos no exercício de suas atividades?
A pessoa natural ou jurídica é responsável, civil e administrativamente, pelos prejuízos resultantes de seus atos dolosos ou culposos e pelos que infringirem normas legais, regulamentares ou estatutárias, sem prejuízo da responsabilidade da pessoa jurídica de direito privado que a contratou ou a supervisionou de modo inadequado, e de eventual responsabilidade penal.

Estão sujeitos à advertência, multa e cassação da autorização para o exercício de tal atividade.

Como deve proceder a pessoa natural inscrita no Registro Geral de Autônomos (RGA)
a) A pessoa natural que na data de entrada em vigor da Resolução CMN nº 2838, isto é, 1º de junho de 2001, estava credenciada por instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, fica dispensada do cumprimento do disposto nos incisos I e II do art. 5º da Instrução CVM nº 355/2001, devendo, no entanto, enviar ao Protocolo da CVM declaração da instituição, atestando que firmou contrato com o agente, bem como cópia do referido contrato.

b) A pessoa natural que estava inscrita no Registro Geral de Autônomos (RGA), mas que não tinha contrato firmado com qualquer instituição, poderá exercer a atividade de agente autônomo até 31de maio de 2002. No entanto, deverá, até aquela data, prestar exame técnico perante entidade certificadora, bem como solicitar a autorização da CVM, para exercer a referida atividade.

Qual o prazo de concessão da autorização?
A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento será expedida pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários no prazo de trinta dias, a contar da data do protocolo de entrada do pedido na CVM, devidamente instruído com a respectiva documentação ou, no caso de requerimento por meio eletrônico, a contar da data do recebimento da correspondência de que trata o § 1o do art. 6o.

O prazo de trinta dias pode ser interrompido, se a CVM solicitar ao interessado informações adicionais, passando a fluir novo prazo de trinta dias a partir da data de cumprimento das exigências.

Quando e onde serão prestadas as provas de certificação?
Ainda não está definida qual será a entidade que vai aplicar as provas de certificação. Aguardar divulgação.

Como devo proceder para obter melhores informações sobre as atividades do agente autônomo de investimento?
Primeiramente, deverá proceder à leitura da Instrução CVM nº 355, de 01 de agosto de 2001. A mencionada Instrução está disponibilizada no site desta Autarquia, http://www.cvm.gov.br, na pasta "Legislação e Regulamentação", seção "Atos CVM", podendo ainda ser obtida nos Centros de Consulta situados nos endereços a seguir:


Rua Sete de Setembro, 111 – 5º andar - Centro
20.159-900 - Rio de Janeiro, RJ
Tel.: (021) 3233-8293/3233-8390 Fax: (021) 3233-8211

Rua Formosa nº 367 - 20º andar - Centro
01.049-000 - São Paulo, SP
Tel.:(0xx11) 3226-2014 Fax: (0xx11) 3226-2050

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Sábado, Novembro 19

Análise para o dia 21 de novembro

Análise para 21 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 0,05% com 31.102 pontos e volume financeiro de 2,2 bilhões. Volume um pouco acima da média diária (do volume total, 27% foi movimentado pela ITAU4). No intraday não mostrou muita volatilidade com a proximidade do vencimento das opções desta segunda-feira. No diário formou um candle de indecisão sobre a resistência de 31.240 que vem sendo testada desde 03/11/05. Alguns ativos estão saindo da congestão de curto prazo - USIM5, LIGH3, LAME4 e PCAR4. Gráfico do Ibovespa.

   BRTO4 - Formou um candle de baixa fora da LTA com início em 12/08/05. O próximo suporte está em 10,20, onde comprados podem colocar o stop, caso o gerenciamento de risco permita. Tendência primária indefinida, evitar compras no momento.

   ITSA4 - Após ter feito o candle de indecisão sobre o topo do canal de alta na quinta, acumulou perda de 2,77% nesta sexta, zerando posição de swing traders. Comprados a longo prazo podem manter posições, já que a tendência primária e secundária é de alta. Próximos suportes estão em 7,05 e 6,80 (local de novas compras para conservadores).

   GGBR4 - Está encontrando dificuldade para romper a resistência (linha preta) no diário. Comprados podem manter posição, mas evitar novas compras, já que o risco/retorno está desfavorável e existem fortes resistências a serem rompidas (33,22, 33,50 e 36,81).

   ARCZ6 - Está recuperando LTA com início em 13/05/2003 e formou um engolfo de alta no semanal sobre fibo de 61,8%. O estocástico, oscilador próprio para ativos como este, indica que está quase sobrecomprado após estas últimas cinco altas sem volume e não está em bom ponto de compra.