Segunda-feira, Outubro 31

Formador de mercado ganha importância e amplia liquidez no mercado de ações

Por: Rodolfo Amstalden

31/10/05 - 11h45

InfoMoney

SÃO PAULO - Quem acompanha o mercado de ações pode ter notado nos últimos meses que a preocupação das empresas em ampliar a liquidez de suas ações vem aumentando. Com a forte presença de investidores institucionais no mercado, tanto nacionais como estrangeiros, a liquidez dos papéis ganha importância como um dos critérios na composição de carteira de ações.

Além de ofertas de ações ampliando o free float de seus papéis, muitas empresas têm adotado um formador de mercado para suas ações, principalmente aquelas cujas ações não ficam entre as mais negociadas na Bovespa ou que querem aumentar a liquidez, visando atrair investidores e ter seus papéis incluídos ou com peso maior no Ibovespa.

Percepção favorável
Para Haroldo Levy, presidente da Apimec-SP (Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais de São Paulo), a idéia de formadores de mercado na Bolsa de Valores paulista "está funcionando".

Parece um bom indício, o que há de se confirmar mediante a definição do formador de mercado, também conhecido como market maker. Levy explica que sua principal função é "melhorar a liquidez das ações". Mas há outras vantagens envolvidas.

O papel do formador
O formador é uma instituição contratada por empresas de capital aberto, cujo objetivo é garantir liquidez mínima ou referência de preço a determinados ativos. Isso é feito sob a forma de ofertas firmes de compra e venda, cujo spread máximo está pré-estabelecido.

Não há como ignorar, portanto, a ajuda que o market maker dá a empresas que estão começando na Bolsa, ou que buscam maior liquidez em seus papéis. Ele evita fortes movimentos artificiais no preço das ações e pode atrair novos investidores, devido à redução da volatilidade entre compra e venda.

Em contrapartida, há benefícios também à corretora ou banco que desempenha o papel de formador. Além da remuneração paga pelas empresas contratantes, é claro. O sócio da Ágora Senior Alan Gandelman destaca que "é uma boa chance de se aproximar das empresas".

Casamentos que dão certo
São 16 as empresas que contam atualmente com market makers na Bovespa; e sete as corretoras ou bancos que se já atuam com esta função. Esses agentes já se uniram em alguns casamentos de sucesso, como é o caso da parceria entre Grendene e Bradesco Corretora.

A gerente de relação com investidores da Grendene Dóris Wilhelm explica que "o spread pré-definido para o trabalho do market maker ajuda bastante a reduzir a volatilidade". Para Wilhelm, movimentos ligados às grandes realizações de investidores institucionais, ou mesmo a fatores macroeconômicos, são amenizados com a figura do formador.

O argumento de menor volatilidade e maior liquidez pode ser comprovada com números. É o que mostra Aníbal César dos Santos, diretor-presidente da Bradesco Corretora. Santos afirma que, de 1 a 23 de setembro - último dia sem formador - havia um fluxo médio de 47.500 ações da Grendene por dia. Esse valor passou a 215.500 depois do início da atuação da corretora.

Mercado para formar mercado
O sócio da Ágora, uma das primeiras corretoras a se especializar como formadora de mercado no Brasil, lembra que no início de 2004 tratava-se de "um mercado novo, mas já com bom potencial". Não é tão mais novidade, embora o potencial continue.

O fato é que, dada a qualidade dos serviços prestados, ainda existe muito espaço para que o market maker cresça dentro da Bovespa. Neste sentido, ambas as corretoras entrevistadas declararam que estão em conversas adiantadas com empresas em busca de formador.

Se o objetivo for possibilitar que o investidor olhe para bons investimentos no mercado de ações, que venham mais casamentos. São importantes estímulos à diversificação de investimentos.

 

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Formador de mercado ganha importância e amplia liquidez no mercado de ações

Por: Rodolfo Amstalden

31/10/05 - 11h45

InfoMoney

SÃO PAULO - Quem acompanha o mercado de ações pode ter notado nos últimos meses que a preocupação das empresas em ampliar a liquidez de suas ações vem aumentando. Com a forte presença de investidores institucionais no mercado, tanto nacionais como estrangeiros, a liquidez dos papéis ganha importância como um dos critérios na composição de carteira de ações.

Além de ofertas de ações ampliando o free float de seus papéis, muitas empresas têm adotado um formador de mercado para suas ações, principalmente aquelas cujas ações não ficam entre as mais negociadas na Bovespa ou que querem aumentar a liquidez, visando atrair investidores e ter seus papéis incluídos ou com peso maior no Ibovespa.

Percepção favorável
Para Haroldo Levy, presidente da Apimec-SP (Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais de São Paulo), a idéia de formadores de mercado na Bolsa de Valores paulista "está funcionando".

Parece um bom indício, o que há de se confirmar mediante a definição do formador de mercado, também conhecido como market maker. Levy explica que sua principal função é "melhorar a liquidez das ações". Mas há outras vantagens envolvidas.

O papel do formador
O formador é uma instituição contratada por empresas de capital aberto, cujo objetivo é garantir liquidez mínima ou referência de preço a determinados ativos. Isso é feito sob a forma de ofertas firmes de compra e venda, cujo spread máximo está pré-estabelecido.

Não há como ignorar, portanto, a ajuda que o market maker dá a empresas que estão começando na Bolsa, ou que buscam maior liquidez em seus papéis. Ele evita fortes movimentos artificiais no preço das ações e pode atrair novos investidores, devido à redução da volatilidade entre compra e venda.

Em contrapartida, há benefícios também à corretora ou banco que desempenha o papel de formador. Além da remuneração paga pelas empresas contratantes, é claro. O sócio da Ágora Senior Alan Gandelman destaca que "é uma boa chance de se aproximar das empresas".

Casamentos que dão certo
São 16 as empresas que contam atualmente com market makers na Bovespa; e sete as corretoras ou bancos que se já atuam com esta função. Esses agentes já se uniram em alguns casamentos de sucesso, como é o caso da parceria entre Grendene e Bradesco Corretora.

A gerente de relação com investidores da Grendene Dóris Wilhelm explica que "o spread pré-definido para o trabalho do market maker ajuda bastante a reduzir a volatilidade". Para Wilhelm, movimentos ligados às grandes realizações de investidores institucionais, ou mesmo a fatores macroeconômicos, são amenizados com a figura do formador.

O argumento de menor volatilidade e maior liquidez pode ser comprovada com números. É o que mostra Aníbal César dos Santos, diretor-presidente da Bradesco Corretora. Santos afirma que, de 1 a 23 de setembro - último dia sem formador - havia um fluxo médio de 47.500 ações da Grendene por dia. Esse valor passou a 215.500 depois do início da atuação da corretora.

Mercado para formar mercado
O sócio da Ágora, uma das primeiras corretoras a se especializar como formadora de mercado no Brasil, lembra que no início de 2004 tratava-se de "um mercado novo, mas já com bom potencial". Não é tão mais novidade, embora o potencial continue.

O fato é que, dada a qualidade dos serviços prestados, ainda existe muito espaço para que o market maker cresça dentro da Bovespa. Neste sentido, ambas as corretoras entrevistadas declararam que estão em conversas adiantadas com empresas em busca de formador.

Se o objetivo for possibilitar que o investidor olhe para bons investimentos no mercado de ações, que venham mais casamentos. São importantes estímulos à diversificação de investimentos.

 

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Análise para o dia 1º de novembro

Análise para 1º de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 2,98% com 30.193 pontos e volume financeiro de 1,59 bilhão. Após 17 pregões indicando venda, o parabólico gerou o primeiro sinal de compra. No diário, a banda central das Bollinger Bands foi recuperada e apesar do baixo volume dos últimos dias, o topo histórico do OBV será rompido com uma alta nesta terça. No mês, Ibovespa acumulou perda de 4,40%. Não haverá after market devido ao feriado de quarta-feira. Gráfico do Ibovespa.

   VALE5 - MM5 cruzando a MM21 indicando início de tendência de alta para o curto prazo. Topo histórico do OBV rompido e candle recuperando LTA com início em 27/06/05. Também a favor dos comprados, existe um GAP de baixa aberto em 05/10/05.

   CMIG4 - Abertura com GAP de alta, fechamento em alta de 5,16% e volume 5% acima da média. LTB rompida e Parabólico sinalizando compra. Compras apenas com bom gerenciamento de risco, o stop está apenas em 76.

   TCSL3 - Em congestão há dois meses, está testando suporte e caiu pelo sexto dia consecutivo. Evitar compras.

   NATU3 - Realizou durante as duas últimas horas e ainda não conseguiu romper a resistência de 91 reais, que está sendo testada há dois meses. Rompendo esta resistência, deverá buscar topo do canal de alta em 95,06. Risco/retorno desfavorável.

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
CPLE6, FJTA4, PRGA4, RAPT4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
ARCZ6, CRUZ3, CTAX4, FESA4, NETC4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
LAME4, NATU3, WEGE4

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Análise para o dia 1º de novembro

Análise para 1º de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 2,98% com 30.193 pontos e volume financeiro de 1,59 bilhão. Após 17 pregões indicando venda, o parabólico gerou o primeiro sinal de compra. No diário, a banda central das Bollinger Bands foi recuperada e apesar do baixo volume dos últimos dias, o topo histórico do OBV será rompido com uma alta nesta terça. No mês, Ibovespa acumulou perda de 4,40%. Não haverá after market devido ao feriado de quarta-feira. Gráfico do Ibovespa.

   VALE5 - MM5 cruzando a MM21 indicando início de tendência de alta para o curto prazo. Topo histórico do OBV rompido e candle recuperando LTA com início em 27/06/05. Também a favor dos comprados, existe um GAP de baixa aberto em 05/10/05.

   CMIG4 - Abertura com GAP de alta, fechamento em alta de 5,16% e volume 5% acima da média. LTB rompida e Parabólico sinalizando compra. Compras apenas com bom gerenciamento de risco, o stop está apenas em 76.

   TCSL3 - Em congestão há dois meses, está testando suporte e caiu pelo sexto dia consecutivo. Evitar compras.

   NATU3 - Realizou durante as duas últimas horas e ainda não conseguiu romper a resistência de 91 reais, que está sendo testada há dois meses. Rompendo esta resistência, deverá buscar topo do canal de alta em 95,06. Risco/retorno desfavorável.

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
CPLE6, FJTA4, PRGA4, RAPT4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
ARCZ6, CRUZ3, CTAX4, FESA4, NETC4

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LAME4, NATU3, WEGE4

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Domingo, Outubro 30

Análise para o dia 31 de outubro

Análise para 31 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 0,64% com 29.318 pontos e volume financeiro de 1,66 bilhão. Deste volume, cerca de 20% foi movimentado pelas ações da Nossa Caixa, que foram lançadas nesta sexta com o código BNCA3. Esta semana o Ibovespa não apresentou surpresas, movimentou entre uma estreita faixa de 29.100 a 29.900 pontos. Gráfico do Ibovespa.

   EBTP4 - Em tendência indefinida para o curto e médio prazo. No momento, as melhores operações são de curto prazo, comprando a 5,39 e vendendo a 5,70. O conservador deve evitar compras porque o suporte mais forte está apenas em 5,10.

   TRPL4 - Tendência primária e secundária de alta, terciária de baixa. Está formando um martelo no semanal sobre LTA com início em 26/07/05 e sobre a MM21, podendo gerar uma compra arrojada. Resistência 25,75. Suporte 21,90. Projeção final pelo pivot de alta = 28,46.

   USIM5 - Está demonstrando sinais de exaustão da tendência de baixa. Fez um harami de alta em 21/10/05 sobre fibo de 61,8%, LTA com início em 07/05/2004 e suporte no IFR. Parabólico já dando sinal de compra. Conservador deve aguardar rompimento de LTB no semanal e alta com volume mais forte.

   BRTO4 - Tendência primária e secundária indefinida, terciária de alta com pivot de alta confirmado projetando 12,29 pela expansão de fibo e pelo topo do canal de alta. Gera compra caso seja formado um candle de reversão sobre suporte de 10,15 nos próximos dias.

 

h Candles de Alta - Gráfico Semanal h
AMBV4, BELG4, CMET4, CYRE3, ENBR3, GGBR3, GOAU4, LIGH3, MAGS5, PETR3, PMAM4, TRPL4, UNIP6, USIM3, VALE5

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
MNDL4, TNCP4, TNLP3

 i Candles de Baixa - Gráfico Semanal i
BOBR4, BRTO4, CSNA3, ELPL4


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Análise para o dia 31 de outubro

Análise para 31 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 0,64% com 29.318 pontos e volume financeiro de 1,66 bilhão. Deste volume, cerca de 20% foi movimentado pelas ações da Nossa Caixa, que foram lançadas nesta sexta com o código BNCA3. Esta semana o Ibovespa não apresentou surpresas, movimentou entre uma estreita faixa de 29.100 a 29.900 pontos. Gráfico do Ibovespa.

   EBTP4 - Em tendência indefinida para o curto e médio prazo. No momento, as melhores operações são de curto prazo, comprando a 5,39 e vendendo a 5,70. O conservador deve evitar compras porque o suporte mais forte está apenas em 5,10.

   TRPL4 - Tendência primária e secundária de alta, terciária de baixa. Está formando um martelo no semanal sobre LTA com início em 26/07/05 e sobre a MM21, podendo gerar uma compra arrojada. Resistência 25,75. Suporte 21,90. Projeção final pelo pivot de alta = 28,46.

   USIM5 - Está demonstrando sinais de exaustão da tendência de baixa. Fez um harami de alta em 21/10/05 sobre fibo de 61,8%, LTA com início em 07/05/2004 e suporte no IFR. Parabólico já dando sinal de compra. Conservador deve aguardar rompimento de LTB no semanal e alta com volume mais forte.

   BRTO4 - Tendência primária e secundária indefinida, terciária de alta com pivot de alta confirmado projetando 12,29 pela expansão de fibo e pelo topo do canal de alta. Gera compra caso seja formado um candle de reversão sobre suporte de 10,15 nos próximos dias.

 

h Candles de Alta - Gráfico Semanal h
AMBV4, BELG4, CMET4, CYRE3, ENBR3, GGBR3, GOAU4, LIGH3, MAGS5, PETR3, PMAM4, TRPL4, UNIP6, USIM3, VALE5

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
MNDL4, TNCP4, TNLP3

 i Candles de Baixa - Gráfico Semanal i
BOBR4, BRTO4, CSNA3, ELPL4


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Sexta-feira, Outubro 28

Nossa Caixa 2

Nossa Caixa: Segunda oferta de ações deve ser discutida em 180 dias, diz Guardia

Uma segunda oferta de ações do Banco Nossa Caixa (BNCA3) só deve entrar em
discussão daqui a seis meses, afirmou hoje o secretário de Fazendo do Estado de
São Paulo, Eduardo Guardia. A instituição etreou hoje no Novo Mercado da Bovespa
(Bolsa de Valores de São Paulo) com a oferta de 25% de seu capital, embora tenha
autorização para vender 49%. Só será feita (segunda oferta) se em condições
favoráveis de mercado, disse Guardia em coletiva concedida hoje.
Com a primeira oferta, de 26.758.934 ações ordinárias, o banco captou R$ 829,5
milhões. Tem ainda o direito de colocar no mercado um lote suplementar. Caso
exerça esse direito, o que pode ser feito em 30 dias, a Nossa Caixa terá
ofertado 28,75% do capital do banco e alcançado com isso o valor de R$ 953
milhões.

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Nossa Caixa 2

Nossa Caixa: Segunda oferta de ações deve ser discutida em 180 dias, diz Guardia

Uma segunda oferta de ações do Banco Nossa Caixa (BNCA3) só deve entrar em
discussão daqui a seis meses, afirmou hoje o secretário de Fazendo do Estado de
São Paulo, Eduardo Guardia. A instituição etreou hoje no Novo Mercado da Bovespa
(Bolsa de Valores de São Paulo) com a oferta de 25% de seu capital, embora tenha
autorização para vender 49%. Só será feita (segunda oferta) se em condições
favoráveis de mercado, disse Guardia em coletiva concedida hoje.
Com a primeira oferta, de 26.758.934 ações ordinárias, o banco captou R$ 829,5
milhões. Tem ainda o direito de colocar no mercado um lote suplementar. Caso
exerça esse direito, o que pode ser feito em 30 dias, a Nossa Caixa terá
ofertado 28,75% do capital do banco e alcançado com isso o valor de R$ 953
milhões.

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Ações da Acesita continuarão pressionadas

Por: Bruno Moura
28/10/05 - 10h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora Ágora Senior divulgou sua opinião acerca do acordo entre Arcelor e Sistel para a aquisição pela primeira da participação da segunda na Acesita. O fundo de pensão Sistel detém atualmente 12,13% do capital ordinário da Acesita, único produtor de aços especiais inoxidáveis e siliciosos na América do Sul.

A siderúrgica européia Arcelor pagará R$ 135,9 milhões, o equivalente a R$ 45 por ação, pela aquisição da participação. O preço é semelhante ao pago anteriormente pelas participações da Previ e da Petros na siderúrgica brasileira.

A operação resultará numa participação da Arcelor na Acesita de 76% das ações ordinárias e 40% do capital total. O passo seguinte será a realização de uma oferta pública para aquisição das ações ordinárias em circulação no mercado, pagando o equivalente a 80% do preço pago aos fundos de pensão.

Acesita não integrará, porém, Arcelor Brasil
A decisão já era esperada, dada a relevância deste ativo para a estratégia de aço inoxidável da européia nas Américas. O Brasil é um alvo de investimentos primordial para a Arcelor, que controla a Belgo Mineira e detém participação, além de na Acesita, na Companhia Siderúrgica de Tubarão.

Há dúvidas, entretanto, sobre a postura da Arcelor em relação à Acesita, num momento seguinte. Por exemplo, a sua incorporação na Arcelor Brasil (holding em formação) foi descartada a priori. Devido a este tipo de incertezas, os analistas crêem que as ações da brasileira continuarão pressionadas e há, por outro lado, alternativas mais interessantes no setor, tais como: Gerdau, CSN e Usiminas (em ordem de preferência).

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Ações da Acesita continuarão pressionadas

Por: Bruno Moura
28/10/05 - 10h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora Ágora Senior divulgou sua opinião acerca do acordo entre Arcelor e Sistel para a aquisição pela primeira da participação da segunda na Acesita. O fundo de pensão Sistel detém atualmente 12,13% do capital ordinário da Acesita, único produtor de aços especiais inoxidáveis e siliciosos na América do Sul.

A siderúrgica européia Arcelor pagará R$ 135,9 milhões, o equivalente a R$ 45 por ação, pela aquisição da participação. O preço é semelhante ao pago anteriormente pelas participações da Previ e da Petros na siderúrgica brasileira.

A operação resultará numa participação da Arcelor na Acesita de 76% das ações ordinárias e 40% do capital total. O passo seguinte será a realização de uma oferta pública para aquisição das ações ordinárias em circulação no mercado, pagando o equivalente a 80% do preço pago aos fundos de pensão.

Acesita não integrará, porém, Arcelor Brasil
A decisão já era esperada, dada a relevância deste ativo para a estratégia de aço inoxidável da européia nas Américas. O Brasil é um alvo de investimentos primordial para a Arcelor, que controla a Belgo Mineira e detém participação, além de na Acesita, na Companhia Siderúrgica de Tubarão.

Há dúvidas, entretanto, sobre a postura da Arcelor em relação à Acesita, num momento seguinte. Por exemplo, a sua incorporação na Arcelor Brasil (holding em formação) foi descartada a priori. Devido a este tipo de incertezas, os analistas crêem que as ações da brasileira continuarão pressionadas e há, por outro lado, alternativas mais interessantes no setor, tais como: Gerdau, CSN e Usiminas (em ordem de preferência).

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Quinta-feira, Outubro 27

É hora de comprar ou vender ações na Bovespa?

Por: Cauê Todeschini de Assunção
27/10/05 - 12h58
InfoMoney

SÃO PAULO - Em um momento de forte volatilidade no mercado brasileiro, a Global Invest Asset Management e a Consultoria Econômica GRC Visão procuraram responder, em palestra ministrada pelo Sócio-Gestor da Global Invest, Fernando Pinto Ferreira, à seguinte questão: é hora de comprar ou vender ações na Bovespa?

As instituições revelam que existe um conflito entre o cenário externo e o interno atualmente, o qual não deve permitir que o Ibovespa chegue aos 35 mil pontos antes de fevereiro do próximo ano nem aos 40 mil pontos antes de 2007.

Cenário interno: oportunidade
Ferreira acredita que fatores como a imunidade do mercado em relação à crise política, como visto nas últimas semanas e o início da trajetória descendente da taxa básica de juro beneficiam o cenário interno, criando oportunidades de compra no mercado acionário.

Quanto ao desempenho fiscal do governo, o sócio-gestor da Global Invest revela que o superávit primário já está garantido para 2005, o que, somado à redução da dívida do setor público, deve garantir que a classificação de risco brasileira vá rumo ao Investment Grade no médio prazo.

Por fim, Fernando Pinto Ferreira revela que outro bom sinal é a manutenção do sinal positivo nas contas externas, apesar da valorização do real frente ao dólar neste ano.

Cenário externo: Risco
Se as oportunidades vêm do cenário doméstico, os riscos são provenientes, principalmente, do plano externo. A Global Invest e a GRC Visão acreditam que as elevações da taxa básica de juro nos Estados Unidos levará a uma realocação global de portfolios, restando apenas a dúvida sobre se este será processo gradual ou brusco.

Outros riscos apontados por Ferreira foram o "estouro" da bolha no mercado imobiliário norte-americano, o processo de desaceleração do crescimento econômico chinês e o financiamento dos déficits gêmeos nos Estados Unidos.

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É hora de comprar ou vender ações na Bovespa?

Por: Cauê Todeschini de Assunção
27/10/05 - 12h58
InfoMoney

SÃO PAULO - Em um momento de forte volatilidade no mercado brasileiro, a Global Invest Asset Management e a Consultoria Econômica GRC Visão procuraram responder, em palestra ministrada pelo Sócio-Gestor da Global Invest, Fernando Pinto Ferreira, à seguinte questão: é hora de comprar ou vender ações na Bovespa?

As instituições revelam que existe um conflito entre o cenário externo e o interno atualmente, o qual não deve permitir que o Ibovespa chegue aos 35 mil pontos antes de fevereiro do próximo ano nem aos 40 mil pontos antes de 2007.

Cenário interno: oportunidade
Ferreira acredita que fatores como a imunidade do mercado em relação à crise política, como visto nas últimas semanas e o início da trajetória descendente da taxa básica de juro beneficiam o cenário interno, criando oportunidades de compra no mercado acionário.

Quanto ao desempenho fiscal do governo, o sócio-gestor da Global Invest revela que o superávit primário já está garantido para 2005, o que, somado à redução da dívida do setor público, deve garantir que a classificação de risco brasileira vá rumo ao Investment Grade no médio prazo.

Por fim, Fernando Pinto Ferreira revela que outro bom sinal é a manutenção do sinal positivo nas contas externas, apesar da valorização do real frente ao dólar neste ano.

Cenário externo: Risco
Se as oportunidades vêm do cenário doméstico, os riscos são provenientes, principalmente, do plano externo. A Global Invest e a GRC Visão acreditam que as elevações da taxa básica de juro nos Estados Unidos levará a uma realocação global de portfolios, restando apenas a dúvida sobre se este será processo gradual ou brusco.

Outros riscos apontados por Ferreira foram o "estouro" da bolha no mercado imobiliário norte-americano, o processo de desaceleração do crescimento econômico chinês e o financiamento dos déficits gêmeos nos Estados Unidos.

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Arcelor e Sistel assinaram compromisso de compra e venda de ações da Acesita

27/10/05 - 09h28
Bovespa

SÃO PAULO - A empresa enviou o seguinte comunicado:

"Nos termos do paragrafo primeiro do Artigo 3o da Instrucao CVM 358/02, a ACESITA S.A. informa que recebeu, nesta data (26/10/2005), com vistas a divulgacao, as seguintes informacoes de sua acionista Fundacao Sistel de Seguridade Social - SISTEL:

1. A ARCELOR e a SISTEL assinaram em 26/10/2005, "Compromisso de Compra e de Venda de Acoes", no qual a SISTEL se obriga a vender a ARCELOR e esta se obriga a comprar da SISTEL, diante do cumprimento de condicoes precedentes estabelecidas entre as partes, a totalidade das 3.021.236 (tres milhoes, vinte e um mil, duzentos e trinta e seis) acoes ordinarias emitidas pela ACESITA e detidas pela SISTEL, representativas de 12,13% do capital votante e 4,05% do capital total da Companhia no valor de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) por acao.

2. Caso a ARCELOR venha a alienar o controle acionario da ACESITA a qualquer terceiro, por preco superior ao estabelecido no "Compromisso" em referencia, dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da data de fechamento da operacao, a ARCELOR compromete-se a pagar a SISTEL a diferenca positiva entre o preco por acao pago por terceiro, exceto no caso de transferencia para companhias controladas, direta ou indiretamente, pela ARCELOR".

Enviou, ainda, o Fato Relevante publicado por Arcelor:

"Em cumprimento ao disposto na Instrucao CVM 358/02, a Arcelor, sociedade anonima constituida sob as leis de Luxemburgo, informa que celebrou, em 26 de outubro de 2005, um compromisso de compra e venda com a Fundacao Sistel de Seguridade Social ("Sistel"), pelo qual a Arcelor ira adquirir da Sistel 3.021.236 acoes ordinarias de emissao da Acesita S.A. ("Acesita"), que representam a totalidade da participacao da Sistel no capital votante da Acesita, igual a 12,13% do mesmo ("Aquisicao"). A Aquisicao das ("Aprovacao Previa da SPC") e a aprovacao previa por autoridades concorrenciais nao-brasileiras competentes. A Arcelor pagara a vista o preco de R$ 45,00 por acao, corrigido pro rata die pela variacao do Indice Nacional de Precos ao Consumidor - INPC, mais 6% ao ano ("Preco"), entre 1 de janeiro de 2006 (ou o dia seguinte a obtencao da Aprovacao Previa da SPC, o que ocorrer por ultimo) e a data na qual a Arcelor pagar o Preco a Sistel e a Sistel transferir a titularidade das acoes a Arcelor.

Apos a consumacao (i) da aquisicao das acoes ordinarias da Acesita pertencentes a Caixa de Previdencia dos Funcionarios do Banco do Brasil - Previ ("Previ") e a Fundacao Petrobras de Seguridade Social - Petros ("Petros"), em decorrencia do exercicio da opcao de compra anteriormente divulgado em Fato Relevante publicado em 30 de setembro de 2005 e 7 de outubro de 2005 e (ii) da Aquisicao, a Arcelor passara a ter 18.861.382 acoes ordinarias da Acesita, que representam 75,75% das acoes ordinarias da companhia e 96,87% das acoes objeto do acordo de acionistas da Acesita, o que lhe dara a condicao de controladora unica da Acesita.

Uma vez consumadas as referidas aquisicoes e em atendimento a legislacao aplicavel, a Arcelor devera lancar uma oferta publica, por alienacao de controle, de aquisicao das acoes ordinarias em circulacao de emissao da Acesita, por preco por acao igual a 80% (oitenta por cento) da media do preco por acao pago a Previ, Petros e Sistel. Luxemburgo, 27 de outubro de 2005 ARCELOR.

Nota: encontram-se a disposicao no site da BOVESPA (www.bovespa.com.br), no Menu Empresas/Para Investidores/Informacoes Relevantes, os Fatos Relevantes de 30/9 e 7/10/2005."

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Arcelor e Sistel assinaram compromisso de compra e venda de ações da Acesita

27/10/05 - 09h28
Bovespa

SÃO PAULO - A empresa enviou o seguinte comunicado:

"Nos termos do paragrafo primeiro do Artigo 3o da Instrucao CVM 358/02, a ACESITA S.A. informa que recebeu, nesta data (26/10/2005), com vistas a divulgacao, as seguintes informacoes de sua acionista Fundacao Sistel de Seguridade Social - SISTEL:

1. A ARCELOR e a SISTEL assinaram em 26/10/2005, "Compromisso de Compra e de Venda de Acoes", no qual a SISTEL se obriga a vender a ARCELOR e esta se obriga a comprar da SISTEL, diante do cumprimento de condicoes precedentes estabelecidas entre as partes, a totalidade das 3.021.236 (tres milhoes, vinte e um mil, duzentos e trinta e seis) acoes ordinarias emitidas pela ACESITA e detidas pela SISTEL, representativas de 12,13% do capital votante e 4,05% do capital total da Companhia no valor de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) por acao.

2. Caso a ARCELOR venha a alienar o controle acionario da ACESITA a qualquer terceiro, por preco superior ao estabelecido no "Compromisso" em referencia, dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da data de fechamento da operacao, a ARCELOR compromete-se a pagar a SISTEL a diferenca positiva entre o preco por acao pago por terceiro, exceto no caso de transferencia para companhias controladas, direta ou indiretamente, pela ARCELOR".

Enviou, ainda, o Fato Relevante publicado por Arcelor:

"Em cumprimento ao disposto na Instrucao CVM 358/02, a Arcelor, sociedade anonima constituida sob as leis de Luxemburgo, informa que celebrou, em 26 de outubro de 2005, um compromisso de compra e venda com a Fundacao Sistel de Seguridade Social ("Sistel"), pelo qual a Arcelor ira adquirir da Sistel 3.021.236 acoes ordinarias de emissao da Acesita S.A. ("Acesita"), que representam a totalidade da participacao da Sistel no capital votante da Acesita, igual a 12,13% do mesmo ("Aquisicao"). A Aquisicao das ("Aprovacao Previa da SPC") e a aprovacao previa por autoridades concorrenciais nao-brasileiras competentes. A Arcelor pagara a vista o preco de R$ 45,00 por acao, corrigido pro rata die pela variacao do Indice Nacional de Precos ao Consumidor - INPC, mais 6% ao ano ("Preco"), entre 1 de janeiro de 2006 (ou o dia seguinte a obtencao da Aprovacao Previa da SPC, o que ocorrer por ultimo) e a data na qual a Arcelor pagar o Preco a Sistel e a Sistel transferir a titularidade das acoes a Arcelor.

Apos a consumacao (i) da aquisicao das acoes ordinarias da Acesita pertencentes a Caixa de Previdencia dos Funcionarios do Banco do Brasil - Previ ("Previ") e a Fundacao Petrobras de Seguridade Social - Petros ("Petros"), em decorrencia do exercicio da opcao de compra anteriormente divulgado em Fato Relevante publicado em 30 de setembro de 2005 e 7 de outubro de 2005 e (ii) da Aquisicao, a Arcelor passara a ter 18.861.382 acoes ordinarias da Acesita, que representam 75,75% das acoes ordinarias da companhia e 96,87% das acoes objeto do acordo de acionistas da Acesita, o que lhe dara a condicao de controladora unica da Acesita.

Uma vez consumadas as referidas aquisicoes e em atendimento a legislacao aplicavel, a Arcelor devera lancar uma oferta publica, por alienacao de controle, de aquisicao das acoes ordinarias em circulacao de emissao da Acesita, por preco por acao igual a 80% (oitenta por cento) da media do preco por acao pago a Previ, Petros e Sistel. Luxemburgo, 27 de outubro de 2005 ARCELOR.

Nota: encontram-se a disposicao no site da BOVESPA (www.bovespa.com.br), no Menu Empresas/Para Investidores/Informacoes Relevantes, os Fatos Relevantes de 30/9 e 7/10/2005."

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Saída de estrangeiros pesa e Ibovespa encerra pregão em forte queda

Por: Equipe InfoMoney
27/10/05 - 19h28
InfoMoney

SÃO PAULO - Mesmo diante de um tom otimista da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada pela manhã, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em forte queda de 2,01% nesta quinta-feira (27), cotado a 29.133 pontos, pressionado, em especial, por uma saída de recursos de investidores estrangeiros. O volume financeiro foi reduzido e somou R$ 1,075 bilhão.

Com o rendimento dos Treasuries de 10 anos, referencial do juro a longo prazo nos EUA, em patamar elevado, o mercado teme que haja um redirecionamento dos recursos em direção às economias centrais, o que prejudicaria de forma substancial as aplicações em países emergentes. Neste cenário, é interessante observar que, na véspera, o yield dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA atingiu o maior nível desde março deste ano.

Ainda no cenário externo, o recuo das bolsas norte-americanas, em virtude de notícias provenientes da esfera corporativa e da divulgação de indicadores econômicos relevantes, como o número de pedidos e entregas de bens duráveis daquele país em setembro, que mostrou um desempenho abaixo do esperado, contribuiu para o nervosismo nos mercados brasileiros nesta quinta-feira.

Ata teve pouca influência sobre as negociações

Neste contexto, a divulgação da ata do Copom teve impacto apenas marginal sobre as negociações desta quinta-feira. O documento destacou que as recentes pressões inflacionárias verificadas no País são transitórias, corroborando com a perspectiva de que novos cortes de 0,50 ponto percentual na taxa Selic ainda estão por vir.

Também no âmbito doméstico, foi publicado nesta manhã um importante índice de preços. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), referente ao mês de outubro, apurou inflação de 0,60%, frente a uma variação negativa de 0,53% de setembro.

No front político, investidores estiveram atentos à acareação na CPI do Mensalão entre o publicitário Marcos Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, a qual revelou contradições em relação aos valores repassados por Valério ao PL e à participação da companhia Guaranhus como intermediária dos repasses. Destaque também para aprovação do pedido de cassação do deputado José Dirceu pelo Conselho de Ética da Câmara.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CLSC6 Celesc PNB N2 1,37 -4,86 +29,29 4,77M
CSTB4 * Sid Tubarao PN 135,50 -4,57 -10,23 10,87M
ELET3 * Eletrobras ON 38,70 -4,44 +2,41 9,39M
NETC4 Net PN N2 0,89 -4,30 +107,60 25,57M
PTIP4 Ipiranga Pet PN 23,20 -4,01 -9,41 3,82M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
TSPP4 Telesp Cel PN 7,82 +2,89 -56,50 7,00M
BRKM5 Braskem PNA 18,53 +1,25 -43,74 20,41M
TCOC4 Tele Centro Oeste PN 18,94 +0,95 -24,66 1,60M
BBAS3 Brasil ON 40,44 +0,89 +29,57 4,31K

Liderando as perdas entre os papéis que integram o Ibovespa, os papéis preferenciais classe B da Celesc recuaram 4,86%, para R$ 1,37, dando seqüência a um movimento de realização de lucros iniciado na véspera.

No mesmo sentido, as ações preferenciais da CST fecharam em forte baixa de 4,57% nesta quinta-feira, cotadas a R$ 135,50, depois da companhia divulgar seus resultados, referentes ao terceiro trimestre do ano, que mostraram significativo recuo na comparação com o mesmo período de 2004.

Em contrapartida, os papéis preferenciais da Telesp Celular encerraram o pregão em alta de 2,89%, a R$ 7,82, com investidores aguardando a divulgação dos resultados da empresa. A expectativa é de que a operadora apresente uma recuperação em suas margens no terceiro trimestre deste ano, dada a adoção de campanhas comerciais menos agressivas e a fraca base de comparação do segundo trimestre.

Dólar subiu, com nova intervenção do BC
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2910, o que representa uma alta de 0,53% frente ao fechamento anterior. Mais uma vez, a moeda norte-americana voltou a acelerar seu movimento de valorização, após o anúncio de compra de dólares por parte do BC.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 119,45% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,04%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 369 pontos base, alta de 7 pontos base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA no vermelho
Nos Estados Unidos, diante da divulgação de indicadores econômicos fracos e de notícias preocupantes provenientes do âmbito corporativo, as principais bolsas do país fecharam em queda. Na última quarta-feira, a General Motors anunciou que recebeu intimação da SEC, órgão norte-americano equivalente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), como parte de um inquérito sobre suas práticas contábeis e outros tópicos.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em baixa de 1,73% e atinge 2.064 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones desvalorizou-se 1,11% a 10.230 pontos. Da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, caiu 1,05% a 1.179 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,93% e atingiu 4.806 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 1,73% chegando a 4.336 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,86% a 5.183 pontos.

Saem dados do PIB dos EUA na sexta-feira
Na próxima sexta-feira, o Banco Central publica sua Nota do Setor Externo referente ao mês de setembro, contendo informações sobre investimento estrangeiro e transações correntes no Brasil.

Os investidores norte-americanos estarão atentos ao Employment Cost Index, um indicador dos custos da mão-de-obra norte-americana no terceiro trimestre de 2005. Foco também nas prévias do GDP (Gross Domestic Product), sigla em inglês para Produto Interno Bruto, e de seu deflator. Juntos, eles refletem a produção econômica real no terceiro trimestre de 2005.

Por fim, a Universidade de Michigan divulga o Michigan Sentiment. O indicador complementa o Consumer Confidence, medindo a confiança do consumidor norte-americano no mês de outubro.

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Saída de estrangeiros pesa e Ibovespa encerra pregão em forte queda

Por: Equipe InfoMoney
27/10/05 - 19h28
InfoMoney

SÃO PAULO - Mesmo diante de um tom otimista da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada pela manhã, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em forte queda de 2,01% nesta quinta-feira (27), cotado a 29.133 pontos, pressionado, em especial, por uma saída de recursos de investidores estrangeiros. O volume financeiro foi reduzido e somou R$ 1,075 bilhão.

Com o rendimento dos Treasuries de 10 anos, referencial do juro a longo prazo nos EUA, em patamar elevado, o mercado teme que haja um redirecionamento dos recursos em direção às economias centrais, o que prejudicaria de forma substancial as aplicações em países emergentes. Neste cenário, é interessante observar que, na véspera, o yield dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA atingiu o maior nível desde março deste ano.

Ainda no cenário externo, o recuo das bolsas norte-americanas, em virtude de notícias provenientes da esfera corporativa e da divulgação de indicadores econômicos relevantes, como o número de pedidos e entregas de bens duráveis daquele país em setembro, que mostrou um desempenho abaixo do esperado, contribuiu para o nervosismo nos mercados brasileiros nesta quinta-feira.

Ata teve pouca influência sobre as negociações

Neste contexto, a divulgação da ata do Copom teve impacto apenas marginal sobre as negociações desta quinta-feira. O documento destacou que as recentes pressões inflacionárias verificadas no País são transitórias, corroborando com a perspectiva de que novos cortes de 0,50 ponto percentual na taxa Selic ainda estão por vir.

Também no âmbito doméstico, foi publicado nesta manhã um importante índice de preços. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), referente ao mês de outubro, apurou inflação de 0,60%, frente a uma variação negativa de 0,53% de setembro.

No front político, investidores estiveram atentos à acareação na CPI do Mensalão entre o publicitário Marcos Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, a qual revelou contradições em relação aos valores repassados por Valério ao PL e à participação da companhia Guaranhus como intermediária dos repasses. Destaque também para aprovação do pedido de cassação do deputado José Dirceu pelo Conselho de Ética da Câmara.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CLSC6 Celesc PNB N2 1,37 -4,86 +29,29 4,77M
CSTB4 * Sid Tubarao PN 135,50 -4,57 -10,23 10,87M
ELET3 * Eletrobras ON 38,70 -4,44 +2,41 9,39M
NETC4 Net PN N2 0,89 -4,30 +107,60 25,57M
PTIP4 Ipiranga Pet PN 23,20 -4,01 -9,41 3,82M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
TSPP4 Telesp Cel PN 7,82 +2,89 -56,50 7,00M
BRKM5 Braskem PNA 18,53 +1,25 -43,74 20,41M
TCOC4 Tele Centro Oeste PN 18,94 +0,95 -24,66 1,60M
BBAS3 Brasil ON 40,44 +0,89 +29,57 4,31K

Liderando as perdas entre os papéis que integram o Ibovespa, os papéis preferenciais classe B da Celesc recuaram 4,86%, para R$ 1,37, dando seqüência a um movimento de realização de lucros iniciado na véspera.

No mesmo sentido, as ações preferenciais da CST fecharam em forte baixa de 4,57% nesta quinta-feira, cotadas a R$ 135,50, depois da companhia divulgar seus resultados, referentes ao terceiro trimestre do ano, que mostraram significativo recuo na comparação com o mesmo período de 2004.

Em contrapartida, os papéis preferenciais da Telesp Celular encerraram o pregão em alta de 2,89%, a R$ 7,82, com investidores aguardando a divulgação dos resultados da empresa. A expectativa é de que a operadora apresente uma recuperação em suas margens no terceiro trimestre deste ano, dada a adoção de campanhas comerciais menos agressivas e a fraca base de comparação do segundo trimestre.

Dólar subiu, com nova intervenção do BC
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2910, o que representa uma alta de 0,53% frente ao fechamento anterior. Mais uma vez, a moeda norte-americana voltou a acelerar seu movimento de valorização, após o anúncio de compra de dólares por parte do BC.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 119,45% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,04%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 369 pontos base, alta de 7 pontos base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA no vermelho
Nos Estados Unidos, diante da divulgação de indicadores econômicos fracos e de notícias preocupantes provenientes do âmbito corporativo, as principais bolsas do país fecharam em queda. Na última quarta-feira, a General Motors anunciou que recebeu intimação da SEC, órgão norte-americano equivalente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), como parte de um inquérito sobre suas práticas contábeis e outros tópicos.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em baixa de 1,73% e atinge 2.064 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones desvalorizou-se 1,11% a 10.230 pontos. Da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, caiu 1,05% a 1.179 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,93% e atingiu 4.806 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 1,73% chegando a 4.336 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,86% a 5.183 pontos.

Saem dados do PIB dos EUA na sexta-feira
Na próxima sexta-feira, o Banco Central publica sua Nota do Setor Externo referente ao mês de setembro, contendo informações sobre investimento estrangeiro e transações correntes no Brasil.

Os investidores norte-americanos estarão atentos ao Employment Cost Index, um indicador dos custos da mão-de-obra norte-americana no terceiro trimestre de 2005. Foco também nas prévias do GDP (Gross Domestic Product), sigla em inglês para Produto Interno Bruto, e de seu deflator. Juntos, eles refletem a produção econômica real no terceiro trimestre de 2005.

Por fim, a Universidade de Michigan divulga o Michigan Sentiment. O indicador complementa o Consumer Confidence, medindo a confiança do consumidor norte-americano no mês de outubro.

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Preço da oferta de Nossa Caixa

O bookbuilding da Oferta, realizado em 25/10, fixou o preço em R$ 31,00 por ação. Os pedidos de reserva foram atendidos integralmente até o valor de R$ 5.000,00. Sobre o valor excedente a R$ 5.000,00, foi aplicado o rateio de 4,620%. A liquidação financeira será realizada no dia 01/11

Exemplo de rateio: um investidor que tenha feito uma reserva R$ 9.000,00 receberá R$ 5.184,80, resultado da soma de R$ 5.000,00 com R$ 184,80 (4,62% sobre o excedente R$ 4.000,00).

Oferta para Empregados e Aposentados do Banco Nossa Caixa: o preço com desconto é de R$ 26,35. Não houve rateio para os Empregados e Aposentados.

O início de negociação do papel é amanhã, dia 28/10. O código do mesmo é BNCA3.

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Preço da oferta de Nossa Caixa

O bookbuilding da Oferta, realizado em 25/10, fixou o preço em R$ 31,00 por ação. Os pedidos de reserva foram atendidos integralmente até o valor de R$ 5.000,00. Sobre o valor excedente a R$ 5.000,00, foi aplicado o rateio de 4,620%. A liquidação financeira será realizada no dia 01/11

Exemplo de rateio: um investidor que tenha feito uma reserva R$ 9.000,00 receberá R$ 5.184,80, resultado da soma de R$ 5.000,00 com R$ 184,80 (4,62% sobre o excedente R$ 4.000,00).

Oferta para Empregados e Aposentados do Banco Nossa Caixa: o preço com desconto é de R$ 26,35. Não houve rateio para os Empregados e Aposentados.

O início de negociação do papel é amanhã, dia 28/10. O código do mesmo é BNCA3.

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Quarta-feira, Outubro 26

Análise para o dia 27 de outubro

Análise para 27 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 0,78% com 29.729 pontos e volume financeiro de 1,45 bilhão. Dia de muita variação, com Ibovespa e Ibovespa Futuro operando no vermelho e no azul por diversas vezes. Nesta quinta, Ibovespa deverá testar a resistência dos 30.000 novamente. Nos últimos cinco dias, testou sem sucesso por três vezes. Gráfico do Ibovespa.

   SDIA4 - Poderá gerar nesta quinta uma compra arrojada ao romper 5,28. Formou um engolfo de alta com bom volume sobre o fibo de 61,8% e MM200. Rompendo a máxima desta quarta, deverá também romper a LTB com início em 03/10/05. Operação arrojada, entrar com capital reduzido (stop está a 8,90% de distância do ponto de compra).

   PMAM4 - O fundo anterior do IFR foi perdido. No diário formou o quinto candle seguido de queda, perdeu a MM200 e ainda não indica sinais de reversão. Possui suporte em 12,60, novas compras devem ser evitadas.

   ARCZ6 - Tendência indefinida para curto e médio prazo. Risco/retorno desfavorável no momento, estocástico sobrecomprado. Aguardar rompimento de 9,50.

   BRAP4 - Tendência primária e secundária de alta, terciária de baixa. Respeitou LTA com início em 27/06/05, formando um engolfo de alta sobre o suporte. Para o curto prazo, aguardar melhor momento de compra.

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
ARCZ6, BBDC4, BRKM5, CNFB4, CPLE3, CRTP5, CYRE3, ENBR3, GOLL4, ITAU4, PRGA4, RIPI4, SBSP3, SDIA4, SZPQ4, TCOC4, TLCP4, TNLP4, TRPL4, USIM5, VALE3, VALE5, VCPA4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
TNCP4, TNLP3

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BBAS3, BOBR4, EMBR3, PMAM4, TBLE3, TLPP4, TSPP4


Download do metastock de 26 de outubro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 27 de outubro

Análise para 27 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 0,78% com 29.729 pontos e volume financeiro de 1,45 bilhão. Dia de muita variação, com Ibovespa e Ibovespa Futuro operando no vermelho e no azul por diversas vezes. Nesta quinta, Ibovespa deverá testar a resistência dos 30.000 novamente. Nos últimos cinco dias, testou sem sucesso por três vezes. Gráfico do Ibovespa.

   SDIA4 - Poderá gerar nesta quinta uma compra arrojada ao romper 5,28. Formou um engolfo de alta com bom volume sobre o fibo de 61,8% e MM200. Rompendo a máxima desta quarta, deverá também romper a LTB com início em 03/10/05. Operação arrojada, entrar com capital reduzido (stop está a 8,90% de distância do ponto de compra).

   PMAM4 - O fundo anterior do IFR foi perdido. No diário formou o quinto candle seguido de queda, perdeu a MM200 e ainda não indica sinais de reversão. Possui suporte em 12,60, novas compras devem ser evitadas.

   ARCZ6 - Tendência indefinida para curto e médio prazo. Risco/retorno desfavorável no momento, estocástico sobrecomprado. Aguardar rompimento de 9,50.

   BRAP4 - Tendência primária e secundária de alta, terciária de baixa. Respeitou LTA com início em 27/06/05, formando um engolfo de alta sobre o suporte. Para o curto prazo, aguardar melhor momento de compra.

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
ARCZ6, BBDC4, BRKM5, CNFB4, CPLE3, CRTP5, CYRE3, ENBR3, GOLL4, ITAU4, PRGA4, RIPI4, SBSP3, SDIA4, SZPQ4, TCOC4, TLCP4, TNLP4, TRPL4, USIM5, VALE3, VALE5, VCPA4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
TNCP4, TNLP3

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BBAS3, BOBR4, EMBR3, PMAM4, TBLE3, TLPP4, TSPP4


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Minério de ferro mais caro

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/10/05 - 19h20
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações da Vale do Rio Doce encerraram em forte alta nesta quarta-feira, com os investidores acompanhando as boas perspectivas para o mercado de minério de ferro, além do desempenho positivo do setor no cenário internacional.

Os papéis ordinários da mineradora terminaram esta quarta-feira em alta de 1,96%, enquanto os preferenciais classe A registraram valorização de 1,67%. Na bolsa de Londres, as ações da mineradora BHP Billiton, principal concorrente da Vale no mercado de minério de ferro, fecharam a quarta-feira em alta de 3,79%.

Novo reajuste para o minério em 2006
Apoiadas nos argumentos de que a demanda internacional por minério de ferro ainda não dá sinais de arrefecimento e de que preços mais elevados para o produto serão necessários para o financiamento das adições de capacidade, as mineradoras se mostram ansiosas por consolidar um novo patamar de preços.

No Brasil, a direção da CSN, que controla a mina de Casa de Pedra, revelou que espera preços 20% maiores no próximo ano, enquanto a Vale, que é a maior player deste mercado, afirmou que nem sequer considera a hipótese de preços estáveis em 2006.

Outro ponto que deve pesar a favor das mineradoras é que a crescente demanda por minério de ferro favoreceu a criação de um mercado spot significativo nos últimos anos, com minério proveniente principalmente da Índia, o qual trabalha com preços mais elevados do que os contratos de longo prazo.

Vale comunica reabertura de emissão
A Vale do Rio Doce divulgou comunicado nesta quarta-feira anunciando que pretende, através de sua subsidiária Vale Overseas, reabrir e fazer nova oferta de seus bônus com vencimento em 2034.

De acordo com a Vale, os recursos captados com a emissão serão destinados à cobertura das necessidades gerais da companhia e irão compor uma série única em conjunto com o principal de US$ 500 milhões, referentes aos bônus emitidos em 15 de janeiro de 2004.

Vale destacar que, recentemente, a Standard & Poor´s elevou orating da empresa para BBB, a segunda qualificação do Investment Grade. A agência foi a segunda das top 3 agencies a conceder o grau de investimento à Vale, possibilitando o acesso da mineradora aos investidores institucionais norte-americanos e europeus.

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Minério de ferro mais caro

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/10/05 - 19h20
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações da Vale do Rio Doce encerraram em forte alta nesta quarta-feira, com os investidores acompanhando as boas perspectivas para o mercado de minério de ferro, além do desempenho positivo do setor no cenário internacional.

Os papéis ordinários da mineradora terminaram esta quarta-feira em alta de 1,96%, enquanto os preferenciais classe A registraram valorização de 1,67%. Na bolsa de Londres, as ações da mineradora BHP Billiton, principal concorrente da Vale no mercado de minério de ferro, fecharam a quarta-feira em alta de 3,79%.

Novo reajuste para o minério em 2006
Apoiadas nos argumentos de que a demanda internacional por minério de ferro ainda não dá sinais de arrefecimento e de que preços mais elevados para o produto serão necessários para o financiamento das adições de capacidade, as mineradoras se mostram ansiosas por consolidar um novo patamar de preços.

No Brasil, a direção da CSN, que controla a mina de Casa de Pedra, revelou que espera preços 20% maiores no próximo ano, enquanto a Vale, que é a maior player deste mercado, afirmou que nem sequer considera a hipótese de preços estáveis em 2006.

Outro ponto que deve pesar a favor das mineradoras é que a crescente demanda por minério de ferro favoreceu a criação de um mercado spot significativo nos últimos anos, com minério proveniente principalmente da Índia, o qual trabalha com preços mais elevados do que os contratos de longo prazo.

Vale comunica reabertura de emissão
A Vale do Rio Doce divulgou comunicado nesta quarta-feira anunciando que pretende, através de sua subsidiária Vale Overseas, reabrir e fazer nova oferta de seus bônus com vencimento em 2034.

De acordo com a Vale, os recursos captados com a emissão serão destinados à cobertura das necessidades gerais da companhia e irão compor uma série única em conjunto com o principal de US$ 500 milhões, referentes aos bônus emitidos em 15 de janeiro de 2004.

Vale destacar que, recentemente, a Standard & Poor´s elevou orating da empresa para BBB, a segunda qualificação do Investment Grade. A agência foi a segunda das top 3 agencies a conceder o grau de investimento à Vale, possibilitando o acesso da mineradora aos investidores institucionais norte-americanos e europeus.

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Ibovespa fecha quarta-feira em alta e volta a se aproximar dos 30 mil pontos

Por: Equipe InfoMoney
26/10/05 - 19h19
InfoMoney

SÃO PAULO - Voltando a se aproximar da barreira psicológica dos 30 mil pontos, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 0,79% nesta quarta-feira (26), cotado a 29.730 pontos, beneficiado pelos sinais de desaceleração da inflação no âmbito doméstico e pelo recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. O volume financeiro foi de R$ 1,442 bilhão.

Na véspera da divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o IPC-Fipe, referente à terceira quadrissemana de outubro, apurou inflação de 0,59%, frente ao 0,64% do referencial anterior. O arrefecimento das pressões inflacionárias corrobora com as perspectivas de que o colegiado do Banco Central possa adotar uma política monetária menos restritiva, o que beneficiaria as aplicações em renda variável.

No cenário internacional, diante do avanço dos estoques de petróleo dos EUA nesta semana, o preço do barril da commodity encerrou em baixa nesta quarta-feira, contribuindo para o clima positivo na bolsa paulista.

Queda pela manhã
No entanto, é interessante observar que o Ibovespa chegou a operar em campo negativo pela manhã, pressionado pelo alto patamar do rendimento dos Treasuries de 10 anos, referencial de juro a longo prazo nos EUA, o qual atingiu o maior patamar desde março deste ano, em meio a preocupações com a trajetória da inflação naquele país.

Depois da queda no início das negociações, o principal índice paulista inverteu a trajetória e passou a subir, acompanhando as bolsas norte-americanas, que avançavam naquele momento. Contudo, puxados pelos papéis das gigantes Boeing e Amazon.com, os índices de ações dos EUA acabaram fechando em baixa, mas, contrariando o ocorrido em pregões anteriores, o movimento não foi capaz de levar o Ibovespa ao vermelho.

Voltando ao âmbito doméstico, o cenário político relativamente mais ameno permitiu que o bom humor do mercado fosse mantido. A acareação na CPI dos Bingos entre os irmãos do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e o chefe do gabinete do presidente Luis Inácio Lula da Silva não trouxe grandes novidades, trazendo tranqüilidade aos investidores.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
EBTP4 * Embratel PN 5,68 +5,38 +14,14 26,96M
ITSA4 Itausa PN 6,53 +3,65 +44,50 21,57M
SDIA4 Sadia PN 5,20 +3,58 -9,12 24,34M
USIM5 Usiminas PNA 44,00 +3,28 -9,50 45,44M
ITAU4 Itaubanco PN 51,90 +3,18 +32,30 41,35M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CLSC6 Celesc PNB N2 1,44 -2,70 +35,90 6,38M
CESP4 * Cesp PN 12,71 -2,60 -1,85 1,42M
BRTO4 * Brasil Telecom PN 10,60 -2,48 -16,56 11,08M
EMBR3 Embraer ON 15,53 -2,32 +0,99 2,37M
BRTP3 * Brasil T Par ON 26,40 -2,18 +7,52 5,41M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg

PETR4 Petrobras PN 32,00 -0,37 109,86M 191,53M 2.034
VALE5 Vale Rio Doce PNA 79,71 +1,67 105,45M 147,00M 1.912
TNLP4 Telemar PN 39,71 +1,53 78,10M 122,22M 1.647
CMET4 CAEMI PN 3,50 0,00 58,97M 71,23M 801
VALE3 Vale Rio Doce ON 90,70 +1,96 58,76M 53,16M 816

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil M - Milhão B - Bilhão)

Recuperando-se da queda expressiva da véspera, as ações preferenciais da Embratel fecharam em alta de 5,38%, cotadas a R$ 5,68, depois da companhia ter anunciado seus resultados do terceiro trimestre, os quais mostraram um Ebitda, geração operacional de caixa, acima do esperado.

Em contrapartida, os papéis preferenciais classe B da Celesc encerraram o pregão em baixa de 2,70%, sendo negociados a R$ 1,44, com investidores realizando lucros, após três significativos avanços.

Dólar volta a subir, com atuação do BC
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2780, o que representa uma alta de 0,66% frente ao fechamento anterior. O décimo sexto leilão de compra de dólares por parte do Banco Central em outubro e o movimento de alta do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano impulsionaram a cotação da divisa nesta quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 120,80% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,33%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 362 pontos base, baixa de 1 ponto base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA recuaram
Nos Estados Unidos, com investidores temerosos em relação ao patamar atingido pelo rendimento dos Treasuries, os principais índices de ações fecharam em baixa, puxados pelo forte recuo dos papéis de Boeing e Amazon.com, depois de ambas apresentarem resultados trimestrais abaixo do esperado.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, opera em leve baixa de 0,45% e atinge 2.100 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvaloriza-se 0,43% a 1.191 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 0,32% a 10.345 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registra alta de 0,88% e atinge 5.228 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valoriza-se 0,57% chegando a 4.901 pontos e o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 0,36% a 4.413 pontos.

Atenção à ata do Copom na quinta-feira
Na próxima quinta-feira, sairá a ata do Copom e a FGV divulgará o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de outubro. Quanto aos Estados Unidos, atenção para o Durable Goods Orders refletindo o mês de setembro. O indicador mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país, ajudando a compreender a atividade industrial.

O Help-Wanted Index de setembro mostra a força do mercado de trabalho norte-americano, mediante a quantificação das ofertas de emprego publicadas nos principais jornais do país.

Será anunciado também o New Home Sales, com o número de casas novas vendidas em setembro. Sairá ainda o Initial Claims referente à semana terminada em 22 de outubro. O indicador denota os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

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Ibovespa fecha quarta-feira em alta e volta a se aproximar dos 30 mil pontos

Por: Equipe InfoMoney
26/10/05 - 19h19
InfoMoney

SÃO PAULO - Voltando a se aproximar da barreira psicológica dos 30 mil pontos, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 0,79% nesta quarta-feira (26), cotado a 29.730 pontos, beneficiado pelos sinais de desaceleração da inflação no âmbito doméstico e pelo recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. O volume financeiro foi de R$ 1,442 bilhão.

Na véspera da divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o IPC-Fipe, referente à terceira quadrissemana de outubro, apurou inflação de 0,59%, frente ao 0,64% do referencial anterior. O arrefecimento das pressões inflacionárias corrobora com as perspectivas de que o colegiado do Banco Central possa adotar uma política monetária menos restritiva, o que beneficiaria as aplicações em renda variável.

No cenário internacional, diante do avanço dos estoques de petróleo dos EUA nesta semana, o preço do barril da commodity encerrou em baixa nesta quarta-feira, contribuindo para o clima positivo na bolsa paulista.

Queda pela manhã
No entanto, é interessante observar que o Ibovespa chegou a operar em campo negativo pela manhã, pressionado pelo alto patamar do rendimento dos Treasuries de 10 anos, referencial de juro a longo prazo nos EUA, o qual atingiu o maior patamar desde março deste ano, em meio a preocupações com a trajetória da inflação naquele país.

Depois da queda no início das negociações, o principal índice paulista inverteu a trajetória e passou a subir, acompanhando as bolsas norte-americanas, que avançavam naquele momento. Contudo, puxados pelos papéis das gigantes Boeing e Amazon.com, os índices de ações dos EUA acabaram fechando em baixa, mas, contrariando o ocorrido em pregões anteriores, o movimento não foi capaz de levar o Ibovespa ao vermelho.

Voltando ao âmbito doméstico, o cenário político relativamente mais ameno permitiu que o bom humor do mercado fosse mantido. A acareação na CPI dos Bingos entre os irmãos do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e o chefe do gabinete do presidente Luis Inácio Lula da Silva não trouxe grandes novidades, trazendo tranqüilidade aos investidores.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
EBTP4 * Embratel PN 5,68 +5,38 +14,14 26,96M
ITSA4 Itausa PN 6,53 +3,65 +44,50 21,57M
SDIA4 Sadia PN 5,20 +3,58 -9,12 24,34M
USIM5 Usiminas PNA 44,00 +3,28 -9,50 45,44M
ITAU4 Itaubanco PN 51,90 +3,18 +32,30 41,35M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CLSC6 Celesc PNB N2 1,44 -2,70 +35,90 6,38M
CESP4 * Cesp PN 12,71 -2,60 -1,85 1,42M
BRTO4 * Brasil Telecom PN 10,60 -2,48 -16,56 11,08M
EMBR3 Embraer ON 15,53 -2,32 +0,99 2,37M
BRTP3 * Brasil T Par ON 26,40 -2,18 +7,52 5,41M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg

PETR4 Petrobras PN 32,00 -0,37 109,86M 191,53M 2.034
VALE5 Vale Rio Doce PNA 79,71 +1,67 105,45M 147,00M 1.912
TNLP4 Telemar PN 39,71 +1,53 78,10M 122,22M 1.647
CMET4 CAEMI PN 3,50 0,00 58,97M 71,23M 801
VALE3 Vale Rio Doce ON 90,70 +1,96 58,76M 53,16M 816

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil M - Milhão B - Bilhão)

Recuperando-se da queda expressiva da véspera, as ações preferenciais da Embratel fecharam em alta de 5,38%, cotadas a R$ 5,68, depois da companhia ter anunciado seus resultados do terceiro trimestre, os quais mostraram um Ebitda, geração operacional de caixa, acima do esperado.

Em contrapartida, os papéis preferenciais classe B da Celesc encerraram o pregão em baixa de 2,70%, sendo negociados a R$ 1,44, com investidores realizando lucros, após três significativos avanços.

Dólar volta a subir, com atuação do BC
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2780, o que representa uma alta de 0,66% frente ao fechamento anterior. O décimo sexto leilão de compra de dólares por parte do Banco Central em outubro e o movimento de alta do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano impulsionaram a cotação da divisa nesta quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 120,80% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,33%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 362 pontos base, baixa de 1 ponto base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA recuaram
Nos Estados Unidos, com investidores temerosos em relação ao patamar atingido pelo rendimento dos Treasuries, os principais índices de ações fecharam em baixa, puxados pelo forte recuo dos papéis de Boeing e Amazon.com, depois de ambas apresentarem resultados trimestrais abaixo do esperado.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, opera em leve baixa de 0,45% e atinge 2.100 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvaloriza-se 0,43% a 1.191 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 0,32% a 10.345 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registra alta de 0,88% e atinge 5.228 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valoriza-se 0,57% chegando a 4.901 pontos e o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 0,36% a 4.413 pontos.

Atenção à ata do Copom na quinta-feira
Na próxima quinta-feira, sairá a ata do Copom e a FGV divulgará o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de outubro. Quanto aos Estados Unidos, atenção para o Durable Goods Orders refletindo o mês de setembro. O indicador mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país, ajudando a compreender a atividade industrial.

O Help-Wanted Index de setembro mostra a força do mercado de trabalho norte-americano, mediante a quantificação das ofertas de emprego publicadas nos principais jornais do país.

Será anunciado também o New Home Sales, com o número de casas novas vendidas em setembro. Sairá ainda o Initial Claims referente à semana terminada em 22 de outubro. O indicador denota os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

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UOL pede à CVM registro para lançar ações na Bovespa

O provedor de acesso à Internet Universo Online (UOL), registrou na terça-feira à noite na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pedido para lançar ações na Bolsa de Valores de São Paulo. A empresa pretende lançar ações novas - oferta primária - e também vender ações que estão nas mãos de sócios. A operação será coordenada pelo Merrill Lynch. Controlado pelo Grupo Folha, que detém 78,81% do seu capital, o provedor tem também como sócia a Portugal Telecom, empresa portuguesa que atua na telefonia móvel no Brasil pela operadora Vivo e que possui o restante das ações. O UOL, lançado em 1.996, tem mais de 1,4 milhão de assinantes pagantes e sete milhões de visitantes por mês. Desde setembro de 1.999, atua também como portal e provedor de acesso na Argentina.

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UOL pede à CVM registro para lançar ações na Bovespa

O provedor de acesso à Internet Universo Online (UOL), registrou na terça-feira à noite na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pedido para lançar ações na Bolsa de Valores de São Paulo. A empresa pretende lançar ações novas - oferta primária - e também vender ações que estão nas mãos de sócios. A operação será coordenada pelo Merrill Lynch. Controlado pelo Grupo Folha, que detém 78,81% do seu capital, o provedor tem também como sócia a Portugal Telecom, empresa portuguesa que atua na telefonia móvel no Brasil pela operadora Vivo e que possui o restante das ações. O UOL, lançado em 1.996, tem mais de 1,4 milhão de assinantes pagantes e sete milhões de visitantes por mês. Desde setembro de 1.999, atua também como portal e provedor de acesso na Argentina.

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Loucos por IPO

Executivos convertidos transformam-se em missionários do mercado de ações

Abertura de capital contagia e muda a cultura das companhias
Catherine Vieira Do Rio do Valor Online

Silvio Guerra, da Localiza: muitas palestras internas para mostrar como é o mercado para todos os níveis da empresa
Um engenheiro mineiro com ar bonachão chamava a atenção durante um recente seminário internacional do mercado de capitais realizado no Rio. A cada palestra ele fazia questão de participar com perguntas e depois se apresentar a todos os debatedores e representantes do evento, com um discurso animado sobre os temas que passaram a ser a novidade mais empolgante da sua vida profissional: abertura de capital e práticas de governança corporativa.

O entusiasmo do diretor de relações com investidores (DRI) da locadora de veículos Localiza, Silvio Guerra, não é caso isolado entre os executivos das empresas que estrearam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Não é à-toa que os novatos viraram espécies de garotos-propaganda do mercado de capitais e das práticas de governança. As ofertas públicas iniciais (que os executivos adoram chamar pela sigla em inglês, IPO, talvez porque um "ai-pi-ou" soe muito mais "cool" do que uma OPI) causaram um "frisson" dentro das empresas -vamos lá, uma expressão em francês, para variar - e provocaram mudanças importantes na cultura das companhias.

O DRI da fabricante de calçados Grendene, Marcus Peixoto, diz que a abertura de capital promoveu um dos processos mais fascinantes que ele já viu em sua carreira ao mobilizar todos os funcionários para recuperar os números da empresa. Outro encantado com o potencial do mercado brasileiro é Martin Escobari, fundador e diretor do site de varejo Submarino. O presidente da empresa de energia CPFL, Wilson Ferreira Jr., é também defensor entusiasmado do tema nos eventos que participa.

A valorização de quase todas as novatas na bolsa explica, é claro, boa parte do entusiasmo, mas um outro fator que vem motivando esses executivos são as novidades que o processo de abertura de capital introduz nas companhias.

"Abrir capital no Novo Mercado [nível mais alto de governança da Bovespa] exige muita transparência e informação, a empresa toda acaba sendo contagiada por isso. Além do mais, você passa a ter na tela do seu computador uma cotação que muda a todo instante e que pode ser comparada com a de outras companhia. Todos os executivos da empresa passaram a acompanhar isso", diz Ferreira Jr, da CPFL.

Na Localiza, as comparações vão além das cotações. "Nós fazemos muitas palestras internas e tentamos mostrar como é o mercado para todos os níveis da empresa, usando uma linguagem acessível para que os funcionários entendam conceitos como 'tag along' e 'ebitda'", afirma Silvio Guerra

"No mundo das companhias abertas, as principais informações e dados tem que ser divulgados, o que nos permite mostrar para eles como são os nossos índices e o de várias concorrentes no mundo todo Isso tem gerado uma mobilização interna", completa Guerra.

Tanto na CPFL quanto na Localiza, a alta expressiva das ações colabora para a animação. No caso da primeira as ações que valiam R$ 17,20 na época da abertura, valiam ontem R$ 23,30. Já os papéis da Localiza, que valem agora R$ 19,20, eram cotados a R$ 11,50.

A história, no entanto, foi bem diferente na Grendene. "O período pós-abertura coincidiu com um momento difícil para a companhia em termos de resultados", lembra o DRI da companhia, Marcus Peixoto.

Com uma queda de 64% no lucro e uma exposição nunca antes experimentada, as cotações desabaram. É claro que nada disso passou despercebido pelos nada menos que 22 mil funcionários da empresa. O efeito do susto inicial, no entanto, segundo Peixoto, transformou-se em algo positivo.

"Com toda esse movimento externo que não existia antes, as equipes começaram a buscar com um afinco enorme a reversão daqueles resultados ruins e passaram a trabalhar com foco na melhoria daqueles indicadores", disse Peixoto, que chegou há cerca de seis meses na empresa.

"É uma das experiências profissionais mais fascinantes que já tive. Esse esforço conjunto da empresa deve levar o lucro a ter um crescimento recorde no segundo semestre deste ano. Hoje a empresa e os controladores entendem que não poderia ter ocorrido evento mais importante na companhia do que a abertura do capital", conta.

Outro que ainda não se considera um "caso de sucesso" na Bovespa, mas ainda assim está satisfeito com a decisão de abrir capital, é o co-fundador do Submarino, Martin Escobari. "Não é um processo fácil, é trabalhoso, há custos e no setor em que atuamos ainda existe uma dificuldade inicial de fazer com que entendam o nosso negócio e seu potencial. Por isso ainda não considero que o Submarino é um 'case' de sucesso, como a Natura, mas vamos chegar lá e o saldo é muito positivo até agora", disse.

Segundo Escobari, a abertura do capital no Novo Mercado e a transparência que isso exige ajudam a quebrar resistências, algo importante para uma empresa que nasceu há apenas cinco anos e que atua num setor novo. "Já percebemos mudanças, por exemplo, com fornecedores, que começam a ter uma confiança maior."

Citada como exemplo de sucesso por Escobari, a Natura realmente marcou a recente temporada de estréias na Bovespa. O vice-presidente de finanças David Uba dá a receita de sucesso: planejamento e comprometimento. "Nos preparamos muito para a abertura de capital, que foi decidida em 1998. Muito antes do IPO já tínhamos um conselho de administração, divulgávamos relatório anual, fomos promovendo uma transição. Mesmo assim, quando a empresa se dá conta de que há cinco mil novos acionistas da noite para o dia, há mudanças de cultura inevitáveis."

"Nota-se muito claramente um aumento da preocupação com a gestão dos riscos, já que o investidor não gosta de surpresas desagradáveis", completa.

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Loucos por IPO

Executivos convertidos transformam-se em missionários do mercado de ações

Abertura de capital contagia e muda a cultura das companhias
Catherine Vieira Do Rio do Valor Online

Silvio Guerra, da Localiza: muitas palestras internas para mostrar como é o mercado para todos os níveis da empresa
Um engenheiro mineiro com ar bonachão chamava a atenção durante um recente seminário internacional do mercado de capitais realizado no Rio. A cada palestra ele fazia questão de participar com perguntas e depois se apresentar a todos os debatedores e representantes do evento, com um discurso animado sobre os temas que passaram a ser a novidade mais empolgante da sua vida profissional: abertura de capital e práticas de governança corporativa.

O entusiasmo do diretor de relações com investidores (DRI) da locadora de veículos Localiza, Silvio Guerra, não é caso isolado entre os executivos das empresas que estrearam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Não é à-toa que os novatos viraram espécies de garotos-propaganda do mercado de capitais e das práticas de governança. As ofertas públicas iniciais (que os executivos adoram chamar pela sigla em inglês, IPO, talvez porque um "ai-pi-ou" soe muito mais "cool" do que uma OPI) causaram um "frisson" dentro das empresas -vamos lá, uma expressão em francês, para variar - e provocaram mudanças importantes na cultura das companhias.

O DRI da fabricante de calçados Grendene, Marcus Peixoto, diz que a abertura de capital promoveu um dos processos mais fascinantes que ele já viu em sua carreira ao mobilizar todos os funcionários para recuperar os números da empresa. Outro encantado com o potencial do mercado brasileiro é Martin Escobari, fundador e diretor do site de varejo Submarino. O presidente da empresa de energia CPFL, Wilson Ferreira Jr., é também defensor entusiasmado do tema nos eventos que participa.

A valorização de quase todas as novatas na bolsa explica, é claro, boa parte do entusiasmo, mas um outro fator que vem motivando esses executivos são as novidades que o processo de abertura de capital introduz nas companhias.

"Abrir capital no Novo Mercado [nível mais alto de governança da Bovespa] exige muita transparência e informação, a empresa toda acaba sendo contagiada por isso. Além do mais, você passa a ter na tela do seu computador uma cotação que muda a todo instante e que pode ser comparada com a de outras companhia. Todos os executivos da empresa passaram a acompanhar isso", diz Ferreira Jr, da CPFL.

Na Localiza, as comparações vão além das cotações. "Nós fazemos muitas palestras internas e tentamos mostrar como é o mercado para todos os níveis da empresa, usando uma linguagem acessível para que os funcionários entendam conceitos como 'tag along' e 'ebitda'", afirma Silvio Guerra

"No mundo das companhias abertas, as principais informações e dados tem que ser divulgados, o que nos permite mostrar para eles como são os nossos índices e o de várias concorrentes no mundo todo Isso tem gerado uma mobilização interna", completa Guerra.

Tanto na CPFL quanto na Localiza, a alta expressiva das ações colabora para a animação. No caso da primeira as ações que valiam R$ 17,20 na época da abertura, valiam ontem R$ 23,30. Já os papéis da Localiza, que valem agora R$ 19,20, eram cotados a R$ 11,50.

A história, no entanto, foi bem diferente na Grendene. "O período pós-abertura coincidiu com um momento difícil para a companhia em termos de resultados", lembra o DRI da companhia, Marcus Peixoto.

Com uma queda de 64% no lucro e uma exposição nunca antes experimentada, as cotações desabaram. É claro que nada disso passou despercebido pelos nada menos que 22 mil funcionários da empresa. O efeito do susto inicial, no entanto, segundo Peixoto, transformou-se em algo positivo.

"Com toda esse movimento externo que não existia antes, as equipes começaram a buscar com um afinco enorme a reversão daqueles resultados ruins e passaram a trabalhar com foco na melhoria daqueles indicadores", disse Peixoto, que chegou há cerca de seis meses na empresa.

"É uma das experiências profissionais mais fascinantes que já tive. Esse esforço conjunto da empresa deve levar o lucro a ter um crescimento recorde no segundo semestre deste ano. Hoje a empresa e os controladores entendem que não poderia ter ocorrido evento mais importante na companhia do que a abertura do capital", conta.

Outro que ainda não se considera um "caso de sucesso" na Bovespa, mas ainda assim está satisfeito com a decisão de abrir capital, é o co-fundador do Submarino, Martin Escobari. "Não é um processo fácil, é trabalhoso, há custos e no setor em que atuamos ainda existe uma dificuldade inicial de fazer com que entendam o nosso negócio e seu potencial. Por isso ainda não considero que o Submarino é um 'case' de sucesso, como a Natura, mas vamos chegar lá e o saldo é muito positivo até agora", disse.

Segundo Escobari, a abertura do capital no Novo Mercado e a transparência que isso exige ajudam a quebrar resistências, algo importante para uma empresa que nasceu há apenas cinco anos e que atua num setor novo. "Já percebemos mudanças, por exemplo, com fornecedores, que começam a ter uma confiança maior."

Citada como exemplo de sucesso por Escobari, a Natura realmente marcou a recente temporada de estréias na Bovespa. O vice-presidente de finanças David Uba dá a receita de sucesso: planejamento e comprometimento. "Nos preparamos muito para a abertura de capital, que foi decidida em 1998. Muito antes do IPO já tínhamos um conselho de administração, divulgávamos relatório anual, fomos promovendo uma transição. Mesmo assim, quando a empresa se dá conta de que há cinco mil novos acionistas da noite para o dia, há mudanças de cultura inevitáveis."

"Nota-se muito claramente um aumento da preocupação com a gestão dos riscos, já que o investidor não gosta de surpresas desagradáveis", completa.

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O dinheiro bate à nossa porta

Por Luciana Monteiro De Genebra do Valor Online

Depois de buscarem retornos diferenciados na Ásia e nos mercados emergentes europeus, os investidores agora miram para a América Latina. O Brasil, como maior mercado de capitais da região e com o maior setor de fundos, ganha atenção especial. Mesmo após a forte alta do Índice Bovespa neste ano e da recente preocupação com os juros norte-americanos, os gestores de recursos internacionais vêem no país uma das melhores alternativas de investimento entre os países emergentes.

Os investidores estão em busca de retorno e a Ásia não tem apresentado rentabilidades interessantes, diz Pierre Lavaud, presidente da Jetfin, empresa francesa especializada em fundos hedge. Nesse contexto, a América Latina aparece como opção e o Brasil, como maior mercado, tem papel especial na atração de recursos de aplicadores interessados em obter ganhos diferenciados, diz o executivo que participa da conferência "LatAm Hedge Funds", organizada pelo Banqué Safdié em Genebra, na Suíça, onde se encontra a maior parte dos private banks mundiais.

Entre os países latino-americanos, o Brasil tem o maior setor de fundos de investimento. Segundos dados da Investment Company Institute (ICI), o patrimônio em fundos no país era de US$ 231,979 bilhões em março, superando México, Chile e Argentina. Com relação aos 41 países acompanhados pelo instituto, o mercado de fundos brasileiro aparece na 13ª colocação. No mundo, o total de ativos em fundos chega a US$ 16,13 trilhões.

Os investidores estão cada vez mais buscando alternativas de aplicação, diz Guillaume Jacquet, da empresa de aconselhamento financeiro Tara Capital, com sede em Genebra. Segundo ele, muitos aplicadores ainda têm receio de colocar dinheiro em emergentes, mas a idéia de aplicar em fundos hedge tem sido aceita com mais facilidade. Ao avaliar a América Latina, o Brasil aparece como o principal mercado para os clientes de alta renda, diz o executivo.

O otimismo dos gestores internacionais em relação ao Brasil não é despropositado. As ações das empresas brasileiras continuam baratas frente às de outros emergentes. Neste ano, segundo levantamento da Mauá Investimentos, a relação Preço/Lucro do Chile, por exemplo, está em 19,7 vezes e é o maior entre os mercados emergentes. Essa relação é uma estimativa do número de anos para que o investidor obtenha lucro com o papel. Quanto menor esse número, mais barata está a ação. O Brasil tem o menor P/L entre os emergentes, de 6,9 vezes. O estudo leva em conta Chile, Índia, México, China, Turquia, Coréia do Sul, Tailândia, Argentina e Rússia.

Pelas estimativas da gestora, mesmo no ano que vem, o P/L do Brasil continuará sendo o menor entre os emergentes, com uma relação de 6,2 vezes. O Chile continuaria com o maior P/L, de 17,5 vezes. Em 2007, a relação Preço/Lucro brasileiro seria de 6,3 vezes, e continuaria sendo o mercado emergente mais barato para os investidores internacionais.

"O Brasil registra hoje uma melhora econômica histórica", diz Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central. Hoje o país tem um risco menor, um processo de redução de dívida das empresas e crescimento do Produto Interno Bruto acima da média histórica - depois de 4,9% de expansão em 2004. "Fiquei quatro anos no Banco Central e houve momentos em que foi realmente difícil 'vender' Brasil".

Ele alerta, no entanto, que as reformas estruturais que o país precisa fazer não devem ser esquecidas diante desse clima de otimismo, como a reforma política, previdenciária, redução de gastos do governo, reforma tributária e esforços para acordos multilaterais de comércio. "É muito mais difícil defender alguma coisa quando se está sozinho", diz.

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O dinheiro bate à nossa porta

Por Luciana Monteiro De Genebra do Valor Online

Depois de buscarem retornos diferenciados na Ásia e nos mercados emergentes europeus, os investidores agora miram para a América Latina. O Brasil, como maior mercado de capitais da região e com o maior setor de fundos, ganha atenção especial. Mesmo após a forte alta do Índice Bovespa neste ano e da recente preocupação com os juros norte-americanos, os gestores de recursos internacionais vêem no país uma das melhores alternativas de investimento entre os países emergentes.

Os investidores estão em busca de retorno e a Ásia não tem apresentado rentabilidades interessantes, diz Pierre Lavaud, presidente da Jetfin, empresa francesa especializada em fundos hedge. Nesse contexto, a América Latina aparece como opção e o Brasil, como maior mercado, tem papel especial na atração de recursos de aplicadores interessados em obter ganhos diferenciados, diz o executivo que participa da conferência "LatAm Hedge Funds", organizada pelo Banqué Safdié em Genebra, na Suíça, onde se encontra a maior parte dos private banks mundiais.

Entre os países latino-americanos, o Brasil tem o maior setor de fundos de investimento. Segundos dados da Investment Company Institute (ICI), o patrimônio em fundos no país era de US$ 231,979 bilhões em março, superando México, Chile e Argentina. Com relação aos 41 países acompanhados pelo instituto, o mercado de fundos brasileiro aparece na 13ª colocação. No mundo, o total de ativos em fundos chega a US$ 16,13 trilhões.

Os investidores estão cada vez mais buscando alternativas de aplicação, diz Guillaume Jacquet, da empresa de aconselhamento financeiro Tara Capital, com sede em Genebra. Segundo ele, muitos aplicadores ainda têm receio de colocar dinheiro em emergentes, mas a idéia de aplicar em fundos hedge tem sido aceita com mais facilidade. Ao avaliar a América Latina, o Brasil aparece como o principal mercado para os clientes de alta renda, diz o executivo.

O otimismo dos gestores internacionais em relação ao Brasil não é despropositado. As ações das empresas brasileiras continuam baratas frente às de outros emergentes. Neste ano, segundo levantamento da Mauá Investimentos, a relação Preço/Lucro do Chile, por exemplo, está em 19,7 vezes e é o maior entre os mercados emergentes. Essa relação é uma estimativa do número de anos para que o investidor obtenha lucro com o papel. Quanto menor esse número, mais barata está a ação. O Brasil tem o menor P/L entre os emergentes, de 6,9 vezes. O estudo leva em conta Chile, Índia, México, China, Turquia, Coréia do Sul, Tailândia, Argentina e Rússia.

Pelas estimativas da gestora, mesmo no ano que vem, o P/L do Brasil continuará sendo o menor entre os emergentes, com uma relação de 6,2 vezes. O Chile continuaria com o maior P/L, de 17,5 vezes. Em 2007, a relação Preço/Lucro brasileiro seria de 6,3 vezes, e continuaria sendo o mercado emergente mais barato para os investidores internacionais.

"O Brasil registra hoje uma melhora econômica histórica", diz Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central. Hoje o país tem um risco menor, um processo de redução de dívida das empresas e crescimento do Produto Interno Bruto acima da média histórica - depois de 4,9% de expansão em 2004. "Fiquei quatro anos no Banco Central e houve momentos em que foi realmente difícil 'vender' Brasil".

Ele alerta, no entanto, que as reformas estruturais que o país precisa fazer não devem ser esquecidas diante desse clima de otimismo, como a reforma política, previdenciária, redução de gastos do governo, reforma tributária e esforços para acordos multilaterais de comércio. "É muito mais difícil defender alguma coisa quando se está sozinho", diz.

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Fator recomenda compra de Magnesita

Por Danilo Fariello De São Paulo do Valor Online

A Fator Corretora retomou a análise da ação da Magnesita, maior produtora de refratários do país. A recomendação é de compra, com perspectiva de que lote de mil ações preferenciais (sem direito a voto) série A (PNA) da empresa, as mais negociadas, chegue ao valor de R$ 19,00 no longo prazo. Se considerado o fechamento de ontem, a R$ 12,30, a corretora estima valorização de 54,47% do lote de ações. Vale lembrar que as projeções de preço justo são feitas com base nos lucros estimados para a empresa, mas dependem das condições de procura no mercado para se concretizar.

O relatório divulgado na sexta-feira pelo analista José Alberto Baltieri destaca que "os excelentes fundamentos da empresa, sobretudo, seu elevado potencial de geração de caixa, estão subavaliados pelo mercado." Expectativas positivas para a indústria siderúrgica, principal comprador da Magnesita, devem beneficiá-la, mantendo sua participação de mercado e até elevando suas receitas, diz.

A Magnesita é líder no mercado nacional de refratários, com 60% do segmento em que atua. O desgaste contínuo dos seus produtos em equipamentos siderúrgicos garante as vendas mesmo sem expansão de capacidade dos clientes. Com acesso direto à matéria-prima, a Magnesita possui vantagem competitiva entre concorrentes para garantir margens mais elevadas e políticas de preços flexíveis, segundo a Fator.

A corretora prevê que a receita líquida da companhia, que fechou em R$ 950 milhões em 2004, deverá subir para R$ 1,048 bilhão neste ano e para R$ 1,169 bilhão em 2006. As projeções para lucro e patrimônio líquidos também são crescentes. A empresa deverá distribuir dividendos numa proporção de 6,1% por lote de ações neste ano e 7,4% no próximo.

A empresa tem 91% de suas ações preferenciais negociadas no mercado aberto, mas o volume médio diário é baixo, segundo a Fator. Neste ano, a média de negócios é de R$ 521,9 mil por dia. "A estreita liquidez das ações é um fator de preocupação", diz o analista.

Outra preocupação é a escassez de informações que a empresa torna disponível ao mercado sobre suas operações, o chamado "disclosure". Essa seria a principal justificativa para o exagerado desconto no preço das ações em relação ao valor justo de R$ 19,00, mesmo diante dos bons fundamentos da empresa.

Segundo o relatório, a Magnesita tem enfrentado com sucesso o combate à agressiva concorrência imposta por empresas estrangeiras, o que, por sua vez, dificulta o reajuste de preços. Os principais concorrentes são as multinacionais RHI Group e Vesuvius, ambas com a vantagem competitiva de produzir na China, onde os custos são baixos. Além de manter a liderança no mercado local, as exportações representaram 18% da receita da empresa em 2004.

Apesar de o lote de mil ações ter atingido a cotação máxima de R$ 18,00 no início deste mês, o papel PNA da Magnesita cai 18,5% no ano, até ontem. No período o Ibovespa avança 12,6%. A Fator recomenda a compra, mas não prevê forte alteração no desempenho da cotação da ação no curto prazo. A indicação, portanto, é dada apenas para investidores com expectativa de retorno no longo prazo.

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Fator recomenda compra de Magnesita

Por Danilo Fariello De São Paulo do Valor Online

A Fator Corretora retomou a análise da ação da Magnesita, maior produtora de refratários do país. A recomendação é de compra, com perspectiva de que lote de mil ações preferenciais (sem direito a voto) série A (PNA) da empresa, as mais negociadas, chegue ao valor de R$ 19,00 no longo prazo. Se considerado o fechamento de ontem, a R$ 12,30, a corretora estima valorização de 54,47% do lote de ações. Vale lembrar que as projeções de preço justo são feitas com base nos lucros estimados para a empresa, mas dependem das condições de procura no mercado para se concretizar.

O relatório divulgado na sexta-feira pelo analista José Alberto Baltieri destaca que "os excelentes fundamentos da empresa, sobretudo, seu elevado potencial de geração de caixa, estão subavaliados pelo mercado." Expectativas positivas para a indústria siderúrgica, principal comprador da Magnesita, devem beneficiá-la, mantendo sua participação de mercado e até elevando suas receitas, diz.

A Magnesita é líder no mercado nacional de refratários, com 60% do segmento em que atua. O desgaste contínuo dos seus produtos em equipamentos siderúrgicos garante as vendas mesmo sem expansão de capacidade dos clientes. Com acesso direto à matéria-prima, a Magnesita possui vantagem competitiva entre concorrentes para garantir margens mais elevadas e políticas de preços flexíveis, segundo a Fator.

A corretora prevê que a receita líquida da companhia, que fechou em R$ 950 milhões em 2004, deverá subir para R$ 1,048 bilhão neste ano e para R$ 1,169 bilhão em 2006. As projeções para lucro e patrimônio líquidos também são crescentes. A empresa deverá distribuir dividendos numa proporção de 6,1% por lote de ações neste ano e 7,4% no próximo.

A empresa tem 91% de suas ações preferenciais negociadas no mercado aberto, mas o volume médio diário é baixo, segundo a Fator. Neste ano, a média de negócios é de R$ 521,9 mil por dia. "A estreita liquidez das ações é um fator de preocupação", diz o analista.

Outra preocupação é a escassez de informações que a empresa torna disponível ao mercado sobre suas operações, o chamado "disclosure". Essa seria a principal justificativa para o exagerado desconto no preço das ações em relação ao valor justo de R$ 19,00, mesmo diante dos bons fundamentos da empresa.

Segundo o relatório, a Magnesita tem enfrentado com sucesso o combate à agressiva concorrência imposta por empresas estrangeiras, o que, por sua vez, dificulta o reajuste de preços. Os principais concorrentes são as multinacionais RHI Group e Vesuvius, ambas com a vantagem competitiva de produzir na China, onde os custos são baixos. Além de manter a liderança no mercado local, as exportações representaram 18% da receita da empresa em 2004.

Apesar de o lote de mil ações ter atingido a cotação máxima de R$ 18,00 no início deste mês, o papel PNA da Magnesita cai 18,5% no ano, até ontem. No período o Ibovespa avança 12,6%. A Fator recomenda a compra, mas não prevê forte alteração no desempenho da cotação da ação no curto prazo. A indicação, portanto, é dada apenas para investidores com expectativa de retorno no longo prazo.

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Demanda por ações da Nossa Caixa é forte e mercado espera rateio

Segundo analistas de mercado, deverá ter grande sucesso a oferta pública de ações da Nossa Caixa, que termina nesta semana. Houve grande demanda entre os investidores de varejo e a expectativa é que haja rateio. A reserva de papéis por investidores pessoa física começou no último dia 13 e acabou hoje. Amanhã será realizado o bookbuilding para a definição do preço das ações e na sexta-feira, a Nossa Caixa estréia na Bovespa. Entre operadores, há quem aposte em um rateio de 30% a 50%. Ou seja, o investidor que fez reserva para 100 ações poderá levar apenas de 30 a 50 papéis. Também deverá ser vendido o lote suplementar de ações, com o objetivo de atender ao excesso de demanda, tanto no varejo como entre os investidores institucionais (de grande porte).

Foram colocadas à venda na oferta pública 26.758.934 ações ordinárias da Nossa Caixa, que correspondem a 25% do capital da instituição. A oferta poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 4.013.840 papéis. O banco estima que o preço de venda da ação ficará entre R$ 26,00 e R$ 31,00, podendo entretanto, situar-se fora desse intervalo. Cada investidor de varejo pôde fazer reservas de no mínimo R$ 2 mil e no máximo R$ 300 mil. Com a operação, a Nossa Caixa será o primeiro banco a fazer parte do Novo Mercado, seção da Bovespa que reúne as empresas com o mais alto grau de governança corporativa.

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Demanda por ações da Nossa Caixa é forte e mercado espera rateio

Segundo analistas de mercado, deverá ter grande sucesso a oferta pública de ações da Nossa Caixa, que termina nesta semana. Houve grande demanda entre os investidores de varejo e a expectativa é que haja rateio. A reserva de papéis por investidores pessoa física começou no último dia 13 e acabou hoje. Amanhã será realizado o bookbuilding para a definição do preço das ações e na sexta-feira, a Nossa Caixa estréia na Bovespa. Entre operadores, há quem aposte em um rateio de 30% a 50%. Ou seja, o investidor que fez reserva para 100 ações poderá levar apenas de 30 a 50 papéis. Também deverá ser vendido o lote suplementar de ações, com o objetivo de atender ao excesso de demanda, tanto no varejo como entre os investidores institucionais (de grande porte).

Foram colocadas à venda na oferta pública 26.758.934 ações ordinárias da Nossa Caixa, que correspondem a 25% do capital da instituição. A oferta poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 4.013.840 papéis. O banco estima que o preço de venda da ação ficará entre R$ 26,00 e R$ 31,00, podendo entretanto, situar-se fora desse intervalo. Cada investidor de varejo pôde fazer reservas de no mínimo R$ 2 mil e no máximo R$ 300 mil. Com a operação, a Nossa Caixa será o primeiro banco a fazer parte do Novo Mercado, seção da Bovespa que reúne as empresas com o mais alto grau de governança corporativa.

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Análise para o dia 26 de outubro

Análise para 26 de outubro

   Ibovespa fecha em queda de 1,13% com 29.498 pontos e volume financeiro de 1,65 bilhão. Ibovespa não consegue sustentar a alta das primeiras horas e fecha com um candle de baixa. No gráfico diário do Ibovespa observamos que há duas semanas não são formados 3 candles seguidos de alta ou baixa. Estamos num período de indefinição para o curto prazo com baixo volume, que poderá gerar falsos rompimentos de resistência. Gráfico do Ibovespa.

   VALE5 - Rompeu na segunda a LTB com início em 04/10/05. Tentou recuperar sem sucesso a MM21 e a LTA com início em 27/06/05. Comprados devem manter posições e aguardar melhor momento para novas compras.

   BRKM5 - Perdendo mais um suporte no diário, ainda está abaixo da LTB com início em 26/09/05 e não indica sinais de reversão. Evitar compras, o próximo suporte está há mais de 10% de distância.

   BBDC4 - Tendência primária e secundária de alta, terciária indefinida. IMV -8, indicando volume muito baixo nos últimos oito pregões. Comprados devem manter posição, mas evitar novas compras.

   ELPL4 - Tendência primária indefinida, secundária altista e terciária indefinida. Queda de 5,39% com maior volume desde agosto. Evitar compras.

   COCE5 - Tendência primária e secundária de alta, terciária indefinida. Alta de 2,83% e volume bem acima da média, sendo que mais de 70% do volume negociado foi entre a mesma corretora.

 

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
ARCZ6, NATU3, TLPP4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CESP4, CTNM4, DURA4, ETER3, MNDL4, RAPT4, TSPP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BOBR4, CMIG3, TLCP4, TMAR5, UNIP6, USIM5


Download do metastock de 25 de outubro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 26 de outubro

Análise para 26 de outubro

   Ibovespa fecha em queda de 1,13% com 29.498 pontos e volume financeiro de 1,65 bilhão. Ibovespa não consegue sustentar a alta das primeiras horas e fecha com um candle de baixa. No gráfico diário do Ibovespa observamos que há duas semanas não são formados 3 candles seguidos de alta ou baixa. Estamos num período de indefinição para o curto prazo com baixo volume, que poderá gerar falsos rompimentos de resistência. Gráfico do Ibovespa.

   VALE5 - Rompeu na segunda a LTB com início em 04/10/05. Tentou recuperar sem sucesso a MM21 e a LTA com início em 27/06/05. Comprados devem manter posições e aguardar melhor momento para novas compras.

   BRKM5 - Perdendo mais um suporte no diário, ainda está abaixo da LTB com início em 26/09/05 e não indica sinais de reversão. Evitar compras, o próximo suporte está há mais de 10% de distância.

   BBDC4 - Tendência primária e secundária de alta, terciária indefinida. IMV -8, indicando volume muito baixo nos últimos oito pregões. Comprados devem manter posição, mas evitar novas compras.

   ELPL4 - Tendência primária indefinida, secundária altista e terciária indefinida. Queda de 5,39% com maior volume desde agosto. Evitar compras.

   COCE5 - Tendência primária e secundária de alta, terciária indefinida. Alta de 2,83% e volume bem acima da média, sendo que mais de 70% do volume negociado foi entre a mesma corretora.

 

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
ARCZ6, NATU3, TLPP4

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CESP4, CTNM4, DURA4, ETER3, MNDL4, RAPT4, TSPP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BOBR4, CMIG3, TLCP4, TMAR5, UNIP6, USIM5


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Merrill Lynch reforça recomendação de compra dos ADRs da Vale

Por: Cauê Todeschini de Assunção
25/10/05 - 16h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Após encontro com a direção da Vale, os analistas da Merrill Lynch reforçaram sua recomendação de compra dos ADRs da mineradora, com preço alvo de US$ 60 para os próximos doze meses e potencial de valorização de 55%.

No encontro, a direção da Vale revelou que espera novo aumento do minério de ferro em 2006, sem sequer considerar a hipótese de preços estáveis. Nesse sentido, a expectativa da empresa também é de uma negociação mais longa do que em 2005, quando os preços foram reajustados somente em fevereiro.

Segundo a companhia, não há sinais de arrefecimento da demanda mundial por minério de ferro, em função, principalmente, do crescimento do setor siderúrgico chinês.

Menores custos
Outro destaque da reunião foi a notícia de que os custos e investimentos em 2005 atingiram seu pico, devendo recuar nos próximos anos, o que traz boas perspectivas em relação à geração de caixa da empresa.

A expectativa é de que o projeto TEOR reduza os custos em cerca de 2% a 5% no período de 3 a 5 anos, além de aumentar a produção em algo em torno de 10%, sem contar a expansão de capacidade.

Além disso, a criação de sinergias nos projetos de exploração de metais não-ferrosos deve ser benéfica ao programa de diversificação da empresa, que pretende colocá-la como a principal fornecedora de matérias-primas em geral para o setor siderúrgico mundial.

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Merrill Lynch reforça recomendação de compra dos ADRs da Vale

Por: Cauê Todeschini de Assunção
25/10/05 - 16h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Após encontro com a direção da Vale, os analistas da Merrill Lynch reforçaram sua recomendação de compra dos ADRs da mineradora, com preço alvo de US$ 60 para os próximos doze meses e potencial de valorização de 55%.

No encontro, a direção da Vale revelou que espera novo aumento do minério de ferro em 2006, sem sequer considerar a hipótese de preços estáveis. Nesse sentido, a expectativa da empresa também é de uma negociação mais longa do que em 2005, quando os preços foram reajustados somente em fevereiro.

Segundo a companhia, não há sinais de arrefecimento da demanda mundial por minério de ferro, em função, principalmente, do crescimento do setor siderúrgico chinês.

Menores custos
Outro destaque da reunião foi a notícia de que os custos e investimentos em 2005 atingiram seu pico, devendo recuar nos próximos anos, o que traz boas perspectivas em relação à geração de caixa da empresa.

A expectativa é de que o projeto TEOR reduza os custos em cerca de 2% a 5% no período de 3 a 5 anos, além de aumentar a produção em algo em torno de 10%, sem contar a expansão de capacidade.

Além disso, a criação de sinergias nos projetos de exploração de metais não-ferrosos deve ser benéfica ao programa de diversificação da empresa, que pretende colocá-la como a principal fornecedora de matérias-primas em geral para o setor siderúrgico mundial.

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Reserva para ações da Nossa Caixa acaba hoje

De São Paulo Valor Online

Termina hoje o prazo de reserva de ações para a oferta pública do Banco Nossa Caixa, que faz a sua estréia no Novo Mercado da Bovespa na sexta-feira. O governo do Estado de São Paulo pretende vender, pelo menos, 26,759 milhões de ações ordinárias, numa operação que pode movimentar de R$ 700 milhões a R$ 950 milhões.
Uma fatia de 10% a 20% das ações será destinada para o varejo. O pequeno investidor pode aplicar de R$ 2 mil a R$ 300 mil. O analista da Link Corretora, Celso Boin Jr., sugere a compra dos papéis e estima que no leilão, a cotação seja fixada em R$ 26,00. Ele considera o valor patrimonial da ação - a razão entre patrimônio líquido e quantidade de ações, um indicador que quanto menor melhor, sob a ótica do investidor - em 1,5 vez, abaixo dos índices de Bradesco e Itaú, de 3, 3,5 vezes.
"É um banco com atuação interessante, no nicho de aposentados e pensionistas, mas que precisa desenvolver produtos bancários para enfrentar a concorrência e ser menos dependente de títulos públicos." O seu preço justo é estimado em R$ 32, o que representa um potencial de valorização de 23%.
Vale lembrar, que esse cálculo leva em conta as projeções de resultados, mas depende das condições de mercado e procura pelo papel para se concretizar.(AC)

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Reserva para ações da Nossa Caixa acaba hoje

De São Paulo Valor Online

Termina hoje o prazo de reserva de ações para a oferta pública do Banco Nossa Caixa, que faz a sua estréia no Novo Mercado da Bovespa na sexta-feira. O governo do Estado de São Paulo pretende vender, pelo menos, 26,759 milhões de ações ordinárias, numa operação que pode movimentar de R$ 700 milhões a R$ 950 milhões.
Uma fatia de 10% a 20% das ações será destinada para o varejo. O pequeno investidor pode aplicar de R$ 2 mil a R$ 300 mil. O analista da Link Corretora, Celso Boin Jr., sugere a compra dos papéis e estima que no leilão, a cotação seja fixada em R$ 26,00. Ele considera o valor patrimonial da ação - a razão entre patrimônio líquido e quantidade de ações, um indicador que quanto menor melhor, sob a ótica do investidor - em 1,5 vez, abaixo dos índices de Bradesco e Itaú, de 3, 3,5 vezes.
"É um banco com atuação interessante, no nicho de aposentados e pensionistas, mas que precisa desenvolver produtos bancários para enfrentar a concorrência e ser menos dependente de títulos públicos." O seu preço justo é estimado em R$ 32, o que representa um potencial de valorização de 23%.
Vale lembrar, que esse cálculo leva em conta as projeções de resultados, mas depende das condições de mercado e procura pelo papel para se concretizar.(AC)

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Segunda-feira, Outubro 24

Brascan revela expectativas para os dados trimestrais de siderúrgicas e mineradoras

Por: Cauê Todeschini de Assunção

24/10/05 - 14h20

InfoMoney

SÃO PAULO - Em relatório divulgado na última sexta-feira, os analistas da Brascan Corretora divulgaram suas projeções para os resultados das empresas do setor de Siderurgia & Mineração no terceiro trimestre.

De um modo geral, o cenário projetado para as mineradoras é mais otimista, sendo beneficiadas por novos aumentos dos preços do minério de ferro no mercado internacional. Por outro lado, as siderúrgicas devem sofrer com a queda dos preços e a fraca demanda.

Siderurgia: fracos resultados
De acordo com a Brascan, o quadro atual do setor siderúrgico mundial é mascarado pelo forte crescimento da produção chinesa. Os números ex-China mostram redução de 1,1% da produção mundial até setembro.

No Brasil, as vendas continuam fracas, sendo que os dados de setembro mostraram redução de 4,9% das vendas de aços longos e de 1,7% das de planos. Nos setores agrícola e de construção civil, a demanda se mantém reduzida, enquanto o setor automobilístico ainda demonstra algum fôlego.

A partir dos dados acima, as perspectivas da Brascan Corretora são de fracos resultados para as siderúrgicas brasileiras no terceiro trimestre, principalmente para as fabricantes de aços planos. Os múltiplos atrativos, no entanto, reforçam a recomendação de compra para as ações de Gerdau e Usiminas.

Mineração: boas expectativas
Para as mineradoras, além do forte crescimento do volume de vendas até setembro, os analistas da Brascan acreditam que as empresas podem implementar novo reajuste nos preços do minério de ferro em 2006.

Segundo a corretora, a CSN projeta um incremento de 20% nos preços do produto no próximo ano, o que faria com que o reajuste acumulado nos últimos quatro anos fosse de 163%. Assim, a expectativa é de fortes resultados, com recomendação de compra para as ações de Vale e CAEMI.

 

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Brascan revela expectativas para os dados trimestrais de siderúrgicas e mineradoras

Por: Cauê Todeschini de Assunção

24/10/05 - 14h20

InfoMoney

SÃO PAULO - Em relatório divulgado na última sexta-feira, os analistas da Brascan Corretora divulgaram suas projeções para os resultados das empresas do setor de Siderurgia & Mineração no terceiro trimestre.

De um modo geral, o cenário projetado para as mineradoras é mais otimista, sendo beneficiadas por novos aumentos dos preços do minério de ferro no mercado internacional. Por outro lado, as siderúrgicas devem sofrer com a queda dos preços e a fraca demanda.

Siderurgia: fracos resultados
De acordo com a Brascan, o quadro atual do setor siderúrgico mundial é mascarado pelo forte crescimento da produção chinesa. Os números ex-China mostram redução de 1,1% da produção mundial até setembro.

No Brasil, as vendas continuam fracas, sendo que os dados de setembro mostraram redução de 4,9% das vendas de aços longos e de 1,7% das de planos. Nos setores agrícola e de construção civil, a demanda se mantém reduzida, enquanto o setor automobilístico ainda demonstra algum fôlego.

A partir dos dados acima, as perspectivas da Brascan Corretora são de fracos resultados para as siderúrgicas brasileiras no terceiro trimestre, principalmente para as fabricantes de aços planos. Os múltiplos atrativos, no entanto, reforçam a recomendação de compra para as ações de Gerdau e Usiminas.

Mineração: boas expectativas
Para as mineradoras, além do forte crescimento do volume de vendas até setembro, os analistas da Brascan acreditam que as empresas podem implementar novo reajuste nos preços do minério de ferro em 2006.

Segundo a corretora, a CSN projeta um incremento de 20% nos preços do produto no próximo ano, o que faria com que o reajuste acumulado nos últimos quatro anos fosse de 163%. Assim, a expectativa é de fortes resultados, com recomendação de compra para as ações de Vale e CAEMI.

 

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Começa nesta segunda-feira o período de reservas para as ações ordinárias da Cosan

Por: Camila Schoti

24/10/05 - 10h22

InfoMoney

SÃO PAULO - Começa nesta segunda-feira (24) o período de reservas para a oferta pública primária de ações ordinárias da Cosan, cujo código de negociação na Bolsa de Valores de São Paulo será CSAN3. O encerramento do período de reservas se dará no dia 7 de novembro.

Com o fim do procedimento de bookbuilding, o preço da ação será definido no dia 8 de novembro. A liquidação financeira da operação está marcada para 14 de novembro e as ações começam a negociar em bolsa no dia 10 de novembro. A data para o fim do prazo de exercício da opção do lote suplementar é dia 9 de dezembro.

As ações da Cosan aparecem como uma oportunidade para os investidores que querem uma exposição ao agronegócio. O grupo, sediado em Piracicaba, Estado de São Paulo, se destaca a nível internacional na produção de álcool e açúcar.

Oferta primária
Sob a coordenação dos bancos de investimentos Morgan Stanley e Credit Suisse First Boston, serão distribuídas 16.064.510 ações ordinárias em mercado de balcão, representando 26,7% do capital total da companhia.

A quantidade total das ações poderá ser acrescida em até 2.406.976 de ações ordinárias, equivalente a 15% do total inicialmente ofertado. Além disso, a quantidade poderá ser ampliada também em 20% no lote inicial

Oferta de no mínimo R$ 642,6 milhões
A estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das ações ordinárias fique entre R$ 40,00 e R$ 46,00, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 642,6 milhões.

Considerando o exercício do lote complementar de 15% e de um potencial incremento de 20% na quantidade ofertada de ações, o valor da oferta poderá chegar a R$ 997,6 milhões. Vale lembrar que o preço fixado pode ficar acima ou abaixo das projeções.

As ações da Cosan serão listadas no segmento Novo Mercado da Bovespa e oferecerão 100% de tag along, ou seja, os investidores minoritários terão direito a voto e a receber, em caso de venda de controle da companhia, um valor por ação equivalente ao pago aos acionistas majoritários.

 

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Começa nesta segunda-feira o período de reservas para as ações ordinárias da Cosan

Por: Camila Schoti

24/10/05 - 10h22

InfoMoney

SÃO PAULO - Começa nesta segunda-feira (24) o período de reservas para a oferta pública primária de ações ordinárias da Cosan, cujo código de negociação na Bolsa de Valores de São Paulo será CSAN3. O encerramento do período de reservas se dará no dia 7 de novembro.

Com o fim do procedimento de bookbuilding, o preço da ação será definido no dia 8 de novembro. A liquidação financeira da operação está marcada para 14 de novembro e as ações começam a negociar em bolsa no dia 10 de novembro. A data para o fim do prazo de exercício da opção do lote suplementar é dia 9 de dezembro.

As ações da Cosan aparecem como uma oportunidade para os investidores que querem uma exposição ao agronegócio. O grupo, sediado em Piracicaba, Estado de São Paulo, se destaca a nível internacional na produção de álcool e açúcar.

Oferta primária
Sob a coordenação dos bancos de investimentos Morgan Stanley e Credit Suisse First Boston, serão distribuídas 16.064.510 ações ordinárias em mercado de balcão, representando 26,7% do capital total da companhia.

A quantidade total das ações poderá ser acrescida em até 2.406.976 de ações ordinárias, equivalente a 15% do total inicialmente ofertado. Além disso, a quantidade poderá ser ampliada também em 20% no lote inicial

Oferta de no mínimo R$ 642,6 milhões
A estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das ações ordinárias fique entre R$ 40,00 e R$ 46,00, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 642,6 milhões.

Considerando o exercício do lote complementar de 15% e de um potencial incremento de 20% na quantidade ofertada de ações, o valor da oferta poderá chegar a R$ 997,6 milhões. Vale lembrar que o preço fixado pode ficar acima ou abaixo das projeções.

As ações da Cosan serão listadas no segmento Novo Mercado da Bovespa e oferecerão 100% de tag along, ou seja, os investidores minoritários terão direito a voto e a receber, em caso de venda de controle da companhia, um valor por ação equivalente ao pago aos acionistas majoritários.

 

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Análise para o dia 25 de outubro

Análise para 25 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 2,25% com 29.834 pontos e volume financeiro de 1,47 bilhão. Volume mais uma vez abaixo da média. Nos últimos quinze minutos, rompeu resistência no intraday, movido principalmente pelas altas de PETR4 e VALE5. Apesar de gerar alguns sinais falsos, o Parabólico acionou o stop e gerou ótima venda no dia 05/10/05, um dia após a formação do último TH. No momento, o Parabólico ainda não mostra sinais de compra. Possui resistência em 30.400 e suporte em 28.800. Gráfico do Ibovespa.

   PETR4 - Alta de 5,52% com volume 30% abaixo da média diária. O IFR já indica rompimento de resistência, que poderá acontecer com o preço nos próximos dias.

   TCSL4 - Tendência primária e secundária indefinida, terciária de alta. Maior alta do Ibovespa, com 6,3% e volume um pouco acima da média diária. Possui forte resistência em 4,70 desde 2003. Aguardar rompimento desta resistência para compras.

   FJTA4 - Volume 286% acima da média diária. Abriu com um GAP de alta, mas foi logo fechado após forte pressão vendedora. Risco/retorno desfavorável.

   NETC4 - Mais um DOJI no diário, indicando indefinição para o curto prazo. Suporte em 0,86. O lançamento coberto com a NETCK9 poderá render 8,43% no vencimento.

   WEGE4 - Alta de 4,82% com baixo volume. IMV -13, indicando desinteresse de compradores/vendedores pelo papel. Tendência primária, secundária e terciária indefinida.

 

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
CRTP5, EMBR4, GOLL4, MAGS5, PETR4, SBSP3, TCOC4, TCSL4, VALE5

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
NETC4, TNCP4, TNLP3

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BOBR4, BRTO3, CESP4, RIPI4, UGPA4


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Análise para o dia 25 de outubro

Análise para 25 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 2,25% com 29.834 pontos e volume financeiro de 1,47 bilhão. Volume mais uma vez abaixo da média. Nos últimos quinze minutos, rompeu resistência no intraday, movido principalmente pelas altas de PETR4 e VALE5. Apesar de gerar alguns sinais falsos, o Parabólico acionou o stop e gerou ótima venda no dia 05/10/05, um dia após a formação do último TH. No momento, o Parabólico ainda não mostra sinais de compra. Possui resistência em 30.400 e suporte em 28.800. Gráfico do Ibovespa.

   PETR4 - Alta de 5,52% com volume 30% abaixo da média diária. O IFR já indica rompimento de resistência, que poderá acontecer com o preço nos próximos dias.

   TCSL4 - Tendência primária e secundária indefinida, terciária de alta. Maior alta do Ibovespa, com 6,3% e volume um pouco acima da média diária. Possui forte resistência em 4,70 desde 2003. Aguardar rompimento desta resistência para compras.

   FJTA4 - Volume 286% acima da média diária. Abriu com um GAP de alta, mas foi logo fechado após forte pressão vendedora. Risco/retorno desfavorável.

   NETC4 - Mais um DOJI no diário, indicando indefinição para o curto prazo. Suporte em 0,86. O lançamento coberto com a NETCK9 poderá render 8,43% no vencimento.

   WEGE4 - Alta de 4,82% com baixo volume. IMV -13, indicando desinteresse de compradores/vendedores pelo papel. Tendência primária, secundária e terciária indefinida.

 

h Candles de Alta - Gráfico Diário h
CRTP5, EMBR4, GOLL4, MAGS5, PETR4, SBSP3, TCOC4, TCSL4, VALE5

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
NETC4, TNCP4, TNLP3

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Sábado, Outubro 22

Análise para o dia 24 de outubro

 Análise para 24 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 2,93% com 29.175 pontos e volume financeiro de 1,57 bilhão. Esta alta foi com volume 21% abaixo da média diária, mas foi importante para amenizar a queda da semana. Com este, é o terceiro candle de baixa no semanal, perdendo a LTA secundária e a antiga resistência do Topo Histórico que trabalhava como suporte. Gráfico do Ibovespa.

   GGBR4 - Formou um Harami de alta sobre importantes suportes: Fibo de 50%, MM200 (linha verde), fundo anterior e LTA com início em 24/05/05 (linha cinza). Gera compra na segunda no rompimento da máxima desta sexta (28,89) com objetivo inicial em 30,60 e stop um pouco abaixo de 27,50.

   PTIP4 - Formou um martelo sobre o fibo de 61,8% e está com divergência de alta no estocástico. Risco/retorno da operação favorável.

   PETR4 - Alta de 2,26% com volume 30% abaixo da média. Ainda está abaixo da LTA primária, aguardar melhor momento para compra.

   TNLP4 - Apesar do baixo volume está rompendo resistência de 38,90, e está em tendência de alta para o curto prazo. A montagem de um condor (K36 +1000  K38 -1000  K40 -1000  K42+1000) está com bom spread, custando 850 para montar e com faixa de ganho entre 36,85 e 41,15, sendo que ganha 135,29% com TNLP4 entre 38 e 39 no vencimento.

   KLBN4 - Tendência primária e secundária indefinida, terciária baixista. Está testando e respeitando suporte (linha vermelha), mas não está em bom momento de compra.

 

h Candles de Alta - Gráfico Semanal h
AMBV4, COCE5, CRUZ3, NATU3, PCAR4, SBSP3, SUBA3, TCOC4

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
RPSA4

 i Candles de Baixa - Gráfico Semanal i
BBAS3, BRAP4, BRTO3, BRTO4, CCRO3, CESP4, TRPL4, VALE3, VALE5


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Análise para o dia 24 de outubro

 Análise para 24 de outubro

   Ibovespa fecha em alta de 2,93% com 29.175 pontos e volume financeiro de 1,57 bilhão. Esta alta foi com volume 21% abaixo da média diária, mas foi importante para amenizar a queda da semana. Com este, é o terceiro candle de baixa no semanal, perdendo a LTA secundária e a antiga resistência do Topo Histórico que trabalhava como suporte. Gráfico do Ibovespa.

   GGBR4 - Formou um Harami de alta sobre importantes suportes: Fibo de 50%, MM200 (linha verde), fundo anterior e LTA com início em 24/05/05 (linha cinza). Gera compra na segunda no rompimento da máxima desta sexta (28,89) com objetivo inicial em 30,60 e stop um pouco abaixo de 27,50.

   PTIP4 - Formou um martelo sobre o fibo de 61,8% e está com divergência de alta no estocástico. Risco/retorno da operação favorável.

   PETR4 - Alta de 2,26% com volume 30% abaixo da média. Ainda está abaixo da LTA primária, aguardar melhor momento para compra.

   TNLP4 - Apesar do baixo volume está rompendo resistência de 38,90, e está em tendência de alta para o curto prazo. A montagem de um condor (K36 +1000  K38 -1000  K40 -1000  K42+1000) está com bom spread, custando 850 para montar e com faixa de ganho entre 36,85 e 41,15, sendo que ganha 135,29% com TNLP4 entre 38 e 39 no vencimento.

   KLBN4 - Tendência primária e secundária indefinida, terciária baixista. Está testando e respeitando suporte (linha vermelha), mas não está em bom momento de compra.

 

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AMBV4, COCE5, CRUZ3, NATU3, PCAR4, SBSP3, SUBA3, TCOC4

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
RPSA4

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Sexta-feira, Outubro 21

Confira os destaques da agenda do investidor para a quarta semana de outubro

Por: Rodolfo Amstalden

21/10/05 - 19h53

InfoMoney

SÃO PAULO - Na quarta semana de outubro, os investidores brasileiros estarão focados na divulgação da ata da reunião passada do Comitê de Política Monetária, o Copom. Seu conteúdo fornece justificativas para a redução da Selic em 0,5 ponto percentual.

O enfoque nos Estados Unidos está com o Produto Interno Bruto e com o indicador dos custos de mão-de-obra, que pode evidenciar ganhos de produtividade, pressões inflacionárias ou retração da atividade econômica. Ambos referem-se ao terceiro trimestre do ano.

Confira a agenda da quarta semana de outubro
Na segunda-feira (24/10), o Banco Central publica sua Nota de Mercado Aberto e DPMFi. Trata-se de uma descrição das operações realizadas pelo banco em mercado aberto e da dívida pública federal referentes ao mês de setembro. Cabe ressaltar que, por conta da greve dos bancários, a data de divulgação das Notas do BC pode ser postergada.

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) fornece uma medida da inflação através do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). O índice demonstra a variação dos preços em 30 dias, até meados da semana anterior à em que é anunciado.

Ainda neste dia sairá o relatório Focus do Banco Central, que compila a opinião de instituições e consultorias financeiras sobre os principais índices macroeconômicos. Serão anunciados também os dados da balança comercial brasileira referentes à ultima semana.

Não estão previstos indicadores de destaque dentro da economia norte-americana para esta segunda-feira.

Terça-feira (25/10) o Banco Central divulga outra de suas Notas, a de Política Monetária. Ela mostra os números da base monetária e do total de empréstimos financeiros no Brasil em setembro.

Nos EUA, será publicado o Consumer Confidence, o índice de confiança dos consumidores em outubro. É um dado importante: estima-se que dois terços do PIB do país sejam explicados pelo consumo.

Os norte-americanos contarão também com o Existing Home Sales de setembro. As vendas de casas usadas representam a maior parte dos negócios imobiliários no país.

Sairá ainda o Chain Store Sales, medida semanal de aproximadamente 10% das vendas do varejo. Seus indicadores podem ser conferidos em duas publicações: o Redbook e o ICSC-USB Index.

Na quarta-feira (26/10), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela sua Pesquisa Mensal de Emprego, que tornará públicos os dados sobre taxa de ocupação e remuneração da mão-de-obra no mês de setembro.

O IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fipe) sairá nesta data, descrevendo a tendência dos preços no município de São Paulo para a terceira quadrissemana de outubro.

Nos Estados Unidos, a Administração de Informações sobre Energia anuncia o nível dos estoques de petróleo. Os milhões de barris guardados no país são divulgados semanalmente e interessam a muita gente, já que afetam os preços internacionais da commodity.

Vale analisar também os níveis de empréstimos imobiliários, através do MBA Purchase Applications. O indicador, organizado semanalmente pela Mortage Bankers Association, serve de aproximação para a demanda por imóveis e confiança econômica.

A quinta-feira (27/10) ganha destaque com a ata do Copom no Brasil. Entendida como um termômetro do cenário econômico nacional, a ata justifica o nível atual do juro básico nacional, cuja taxa foi reduzida para 19,00% ao ano na última reunião do colegiado do Banco Central.

A FGV divulgará o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de outubro. Esse índice pondera os preços ao consumidor (IPC), preços no atacado (IPA) e o os custos nacionais da construção civil (INCC).

Quanto aos Estados Unidos, atenção para o Durable Goods Orders refletindo o mês de setembro. O indicador mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país, ajudando a compreender a atividade industrial.

O Help-Wanted Index de setembro mostra a força do mercado de trabalho norte-americano, mediante a quantificação das ofertas de emprego publicadas nos principais jornais do país.

Em complemento às Existing Home Sales, serão anunciadas as New Home Sales de setembro. Isto é, as casas novas, vendidas e postas à venda. Com ambos os índices, os analistas formam uma melhor impressão do setor imobiliário nos Estados Unidos.

Sairá ainda o Initial Claims referente à semana terminada em 22 de outubro. O indicador denota os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

Na sexta-feira (28/10), o Banco Central publica informações sobre o superávit primário, o pagamento de juros e a dívida bruta brasileira. Com essa Nota de Política Fiscal, o BC fecha o conjunto de Notas relativas ao mês de setembro.

Os investidores norte-americanos estarão atentos ao Employment Cost Index, um indicador dos custos da mão-de-obra norte-americana no terceiro trimestre de 2005. Valores crescentes podem evidenciar ganhos de produtividade ou pressões inflacionárias. Já uma redução dos custos geralmente reflete a desaceleração da economia.

Foco também nas prévias do GDP (Gross Domestic Product), sigla em inglês para Produto Interno Bruto, e de seu deflator. Juntos, eles refletem a produção econômica real no terceiro trimestre de 2005.

Por fim, a Universidade de Michigan divulga o Michigan Sentiment. O indicador complementa o Consumer Confidence, medindo a confiança do consumidor norte-americano no mês de outubro.

 

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Confira os destaques da agenda do investidor para a quarta semana de outubro

Por: Rodolfo Amstalden

21/10/05 - 19h53

InfoMoney

SÃO PAULO - Na quarta semana de outubro, os investidores brasileiros estarão focados na divulgação da ata da reunião passada do Comitê de Política Monetária, o Copom. Seu conteúdo fornece justificativas para a redução da Selic em 0,5 ponto percentual.

O enfoque nos Estados Unidos está com o Produto Interno Bruto e com o indicador dos custos de mão-de-obra, que pode evidenciar ganhos de produtividade, pressões inflacionárias ou retração da atividade econômica. Ambos referem-se ao terceiro trimestre do ano.

Confira a agenda da quarta semana de outubro
Na segunda-feira (24/10), o Banco Central publica sua Nota de Mercado Aberto e DPMFi. Trata-se de uma descrição das operações realizadas pelo banco em mercado aberto e da dívida pública federal referentes ao mês de setembro. Cabe ressaltar que, por conta da greve dos bancários, a data de divulgação das Notas do BC pode ser postergada.

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) fornece uma medida da inflação através do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). O índice demonstra a variação dos preços em 30 dias, até meados da semana anterior à em que é anunciado.

Ainda neste dia sairá o relatório Focus do Banco Central, que compila a opinião de instituições e consultorias financeiras sobre os principais índices macroeconômicos. Serão anunciados também os dados da balança comercial brasileira referentes à ultima semana.

Não estão previstos indicadores de destaque dentro da economia norte-americana para esta segunda-feira.

Terça-feira (25/10) o Banco Central divulga outra de suas Notas, a de Política Monetária. Ela mostra os números da base monetária e do total de empréstimos financeiros no Brasil em setembro.

Nos EUA, será publicado o Consumer Confidence, o índice de confiança dos consumidores em outubro. É um dado importante: estima-se que dois terços do PIB do país sejam explicados pelo consumo.

Os norte-americanos contarão também com o Existing Home Sales de setembro. As vendas de casas usadas representam a maior parte dos negócios imobiliários no país.

Sairá ainda o Chain Store Sales, medida semanal de aproximadamente 10% das vendas do varejo. Seus indicadores podem ser conferidos em duas publicações: o Redbook e o ICSC-USB Index.

Na quarta-feira (26/10), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela sua Pesquisa Mensal de Emprego, que tornará públicos os dados sobre taxa de ocupação e remuneração da mão-de-obra no mês de setembro.

O IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fipe) sairá nesta data, descrevendo a tendência dos preços no município de São Paulo para a terceira quadrissemana de outubro.

Nos Estados Unidos, a Administração de Informações sobre Energia anuncia o nível dos estoques de petróleo. Os milhões de barris guardados no país são divulgados semanalmente e interessam a muita gente, já que afetam os preços internacionais da commodity.

Vale analisar também os níveis de empréstimos imobiliários, através do MBA Purchase Applications. O indicador, organizado semanalmente pela Mortage Bankers Association, serve de aproximação para a demanda por imóveis e confiança econômica.

A quinta-feira (27/10) ganha destaque com a ata do Copom no Brasil. Entendida como um termômetro do cenário econômico nacional, a ata justifica o nível atual do juro básico nacional, cuja taxa foi reduzida para 19,00% ao ano na última reunião do colegiado do Banco Central.

A FGV divulgará o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de outubro. Esse índice pondera os preços ao consumidor (IPC), preços no atacado (IPA) e o os custos nacionais da construção civil (INCC).

Quanto aos Estados Unidos, atenção para o Durable Goods Orders refletindo o mês de setembro. O indicador mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país, ajudando a compreender a atividade industrial.

O Help-Wanted Index de setembro mostra a força do mercado de trabalho norte-americano, mediante a quantificação das ofertas de emprego publicadas nos principais jornais do país.

Em complemento às Existing Home Sales, serão anunciadas as New Home Sales de setembro. Isto é, as casas novas, vendidas e postas à venda. Com ambos os índices, os analistas formam uma melhor impressão do setor imobiliário nos Estados Unidos.

Sairá ainda o Initial Claims referente à semana terminada em 22 de outubro. O indicador denota os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

Na sexta-feira (28/10), o Banco Central publica informações sobre o superávit primário, o pagamento de juros e a dívida bruta brasileira. Com essa Nota de Política Fiscal, o BC fecha o conjunto de Notas relativas ao mês de setembro.

Os investidores norte-americanos estarão atentos ao Employment Cost Index, um indicador dos custos da mão-de-obra norte-americana no terceiro trimestre de 2005. Valores crescentes podem evidenciar ganhos de produtividade ou pressões inflacionárias. Já uma redução dos custos geralmente reflete a desaceleração da economia.

Foco também nas prévias do GDP (Gross Domestic Product), sigla em inglês para Produto Interno Bruto, e de seu deflator. Juntos, eles refletem a produção econômica real no terceiro trimestre de 2005.

Por fim, a Universidade de Michigan divulga o Michigan Sentiment. O indicador complementa o Consumer Confidence, medindo a confiança do consumidor norte-americano no mês de outubro.

 

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Controlada da Vale investe US$ 1,18 bilhão na expansão das operações de pelotização

Por: Marcello de Almeida

21/10/05 - 17h03

InfoMoney

SÃO PAULO - Em linha com o anunciado por empresas como a australiana Rio Tinto no inicio da semana, a Samarco, mineradora controlada de forma igualitária pela Vale do Rio Doce e a BHP Billiton, anunciou na última quinta-feira (20) que vai investir cerca de US$ 1,183 bilhão na construção de uma usina de concentração, em um novo mineroduto e em uma pelotizadora.

Os investimentos, que serão iniciados imediatamente, evidenciam a importância e as boas perspectivas para o segmento de minério de ferro e deverão elevar a capacidade de produção de pelotas da Samarco em 7,6 milhões de toneladas por ano, para 21,6 milhões de toneladas por ano.

Para os analistas da Brascan Corretora esses investimentos são de grande importância para as operações da Vale, uma vez que, somando aos anunciados pela CAEMI na última terça-feira, deverão elevar a capacidade de produção de pelotas da mineradora brasileira em aproximadamente 14,6 milhões de toneladas por ano. Com isso a recomendação da "compra" para as ações da Vale foi reiterada com preço alvo de R$ 112,71.

Produção da Vale
A pelotização transforma "finos de minério de ferro", que apresentam menor concentração de ferro e são vendidos a um preço menos interessante, em produtos de maior valor agregado. Os finos de minério provenientes de Carajás, por exemplo, são vendidos na Europa por US$ 65 por tonelada. Já as pelotas de redução direta, produzidas em São Luiz, são enviadas ao continente por US$ 130 a tonelada.

A Vale do Rio Doce participa da administração de 6 usinas de pelotização e tem o controle de outras quatro, que produzem anualmente de 15,7 milhões de toneladas. Dessa forma, com a pelotizadora a ser construída pela MBR, braço responsável pela exploração de minério de ferro da CAEMI, e mais a que será construída pela Samarco, a empresa constituirá participação em 12 unidades, que teriam a expressiva capacidade de produção de 68,1 milhões de toneladas por ano.

 

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Controlada da Vale investe US$ 1,18 bilhão na expansão das operações de pelotização

Por: Marcello de Almeida

21/10/05 - 17h03

InfoMoney

SÃO PAULO - Em linha com o anunciado por empresas como a australiana Rio Tinto no inicio da semana, a Samarco, mineradora controlada de forma igualitária pela Vale do Rio Doce e a BHP Billiton, anunciou na última quinta-feira (20) que vai investir cerca de US$ 1,183 bilhão na construção de uma usina de concentração, em um novo mineroduto e em uma pelotizadora.

Os investimentos, que serão iniciados imediatamente, evidenciam a importância e as boas perspectivas para o segmento de minério de ferro e deverão elevar a capacidade de produção de pelotas da Samarco em 7,6 milhões de toneladas por ano, para 21,6 milhões de toneladas por ano.

Para os analistas da Brascan Corretora esses investimentos são de grande importância para as operações da Vale, uma vez que, somando aos anunciados pela CAEMI na última terça-feira, deverão elevar a capacidade de produção de pelotas da mineradora brasileira em aproximadamente 14,6 milhões de toneladas por ano. Com isso a recomendação da "compra" para as ações da Vale foi reiterada com preço alvo de R$ 112,71.

Produção da Vale
A pelotização transforma "finos de minério de ferro", que apresentam menor concentração de ferro e são vendidos a um preço menos interessante, em produtos de maior valor agregado. Os finos de minério provenientes de Carajás, por exemplo, são vendidos na Europa por US$ 65 por tonelada. Já as pelotas de redução direta, produzidas em São Luiz, são enviadas ao continente por US$ 130 a tonelada.

A Vale do Rio Doce participa da administração de 6 usinas de pelotização e tem o controle de outras quatro, que produzem anualmente de 15,7 milhões de toneladas. Dessa forma, com a pelotizadora a ser construída pela MBR, braço responsável pela exploração de minério de ferro da CAEMI, e mais a que será construída pela Samarco, a empresa constituirá participação em 12 unidades, que teriam a expressiva capacidade de produção de 68,1 milhões de toneladas por ano.

 

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Um amigo das horas incertas

Por Robinson Borges De São Paulo do Valor OnLine

Saxofonista e clarinetista, com formação pela Julliard School, a melhor escola de música do mundo, Alan Greenspan é um amante da canção negra americana. Antes de enveredar pela economia, chegou a tocar numa banda de jazz, ainda nos anos 40, mas optou por sua outra paixão, a matemática. Para alguns que privam de seu dia-a-dia, o conhecimento e a intimidade com as notas musicais foram determinantes para que imprimisse sua marca na condução da economia dos EUA ao longo dos 18 anos em que está na presidência do Federal Reserve, Fed, o banco central americano. Bob Woodward chegou a batizar a biografia que escreveu sobre ele com o título de "Maestro". Repórter que revelou o escândalo do Watergate, Woodward afirma que Greenspan demonstra rara familiaridade com todos os instrumentos da "orquestra da política e da economia" e comanda por meio do consenso, sem perder a mão firme de um regente.

Às vésperas da troca no comando no Federal Reserve, que ocorre em 31 de janeiro, o temor em Wall Street é justamente de que o novo presidente da instituição leve a economia a desafinar - ou de que o Fed recorra a sonoridades demasiadamente convencionais, desprezando a sensibilidade dos jazzistas para o improviso. Afinal, dizem acadêmicos, Greenspan não seguiu manuais de economia e revelou-se cético em relação a modelos e previsões. Como um grande artista, derrubou paradigmas, criou um estilo próprio e tornou-se um "pop star" da economia.

"A flexibilidade é um dos maiores legados de Alan Greenspan", diz ao Valor Ricardo Reis, professor de Princeton, que, com Alan Blinder - ex-vice-presidente do Fed e também do corpo docente de Princeton -, escreveu "Understanding the Greenspan Standard" (Compreendendo o padrão Greenspan), paper divulgado no último simpósio de Jackson Hole, em setembro.

Sob a batuta de Greenspan, diz o artigo, o Fed experimentou a estratégia de mínimas restrições com a tática da máxima maleabilidade. A chave de sua gestão está no gerenciamento de riscos ou, como prefere Greenspan, da certeza da incerteza. O princípio básico do economista, de acordo com Blinder e Reis, é o de "manter as opções sempre abertas". Ao desprezar doutrinas e fórmulas, o presidente do Fed apostou num ecletismo pragmático. A política monetária americana passou a ser conduzida de forma discricionária, sob o arbítrio do BC, sem o objetivo de uma meta de inflação previamente estabelecida, como no Brasil. "Alan Greenspan acredita que a economia muda rapidamente e de forma distante da econometria convencional para encurralar sua estrutura em fórmulas", afirma o professor de Princeton.

Nos anos 90, Greenspan abandonou oficialmente a tese de controle do agregado monetário - a quantidade de moeda em poder do público ou o crédito na economia -, por causa da instabilidade da demanda por estes agregados. Pouco depois, deixou de lado a curva de Phillips, que propõe uma taxa natural de desemprego nos EUA - segundo a qual a porcentagem ideal seria de 6% para que a taxa de desemprego fosse compatível com a não-aceleração da inflação. A partir de 1995, também intensificou a transparência do Fed. Foi uma decisão tomada na contramão da ideologia dominante nos bancos centrais da década anterior, que considerava melhor surpreender os mercados. "Houve uma revolução silenciosa", diz Reis.

Oportunista e empiricista, Greenspan marcou sua era por ajustes nas taxas básicas de juros em virtude das notícias que estariam por vir. Seus biógrafos dizem que estuda os inúmeros dados da conjuntura econômica americana em banhos diários de banheira, uma terapia para aliviar terríveis dores nas costas.

No meio da espuma, teria buscado informações para identificar as grandes vulnerabilidades da economia e, nas reuniões do banco central, tentado mitigá-las com a manipulação da taxa dos Fed Funds. As taxas de juros determinam o comportamento dos mercados macroeconômicos e estes mercados, de forma independente, alteram outras variáveis globais, como inflação, níveis de produto e emprego, câmbio e preço dos ativos. Greenspan tratou, assim, o longo prazo como uma sucessão de curtos prazos, como disse o colunista do "Financial Times", Martin Wolf. Ao tomar essas decisões, controlou a inflação, o que ajudou na determinação do valor do dólar, a mais importante moeda de reservas do mundo. O impacto nas economias globais, portanto, é direto.

Apesar de sua flexibilidade teórica, é possível considerar a regra de Taylor, fruto de um trabalho do economista John Taylor, escrito no início dos anos 90, como uma matriz para o Fed de Greenspan. Taylor desenvolveu um padrão de comportamento para as autoridades monetárias americanas, a partir das informações que eram obtidas sobre o desemprego ou o crescimento e a inflação. "Trata-se apenas de uma alegoria para o pensamento de Greenspan. Não serve para descrever exatamente as decisões tomadas pelo Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve", diz Reis.

O tributo que investidores e economistas prestam hoje a Greenspan, na verdade, tem como objeto a "intuição" do presidente do Fed - que, para eles, está na direção certa. Ao sair da sede do Federal Reserve, na Constitution Avenue, no centro de Washington, Greenspan deixará um saldo bem positivo. Objetivos principais do banco central, como pleno emprego, preços estáveis e taxas básicas de juro num nível moderado, estarão cumpridos. Apesar das turbulências econômicas e de excessos financeiros nas últimos décadas, esses índices serão melhores do que consideravam possíveis os analistas, em 1987, quando Greenspan assumiu o Fed. "Greenspan comprovou que a economia de mercado pode manter pleno emprego e inflação baixa. Essa conquista contraria aqueles que acreditavam que era impossível alcançar os dois pontos simultaneamente", afirma ao Valor Allan Meltzer, professor da Carnegie Mellon University.

De acordo com pesquisa realizada por ele, de 1997 a 2004, a economia americana abriu 27 milhões de vagas no mercado de trabalho e aumentou o consumo per capita em 44%. De 1995 a 2004, a média da inflação foi de 2,4% e o país enfrentou apenas duas moderadas recessões. "A inflação baixa é o suporte para este resultado", comenta Meltzer. "A inflação alta leva a um ciclo de crescimento e depois de estagnação, o que enfraquece o mercado de trabalho, o crescimento e a confiança."

Nos 18 anos anteriores à era Alan Greenspan, houve quatro recessões, incluindo duas das mais graves desde a Grande Depressão de 1930. "Alan Greenspan é o maior presidente da história do Federal Reserve", afirma o professor da Carnegie Mellon University.

Como sempre, há várias versões para os mesmos fatos. Ravi Batra, economista e autor de inúmeros best-sellers nos EUA ("The Great Depression of 1990"), acaba de lançar o livro "Greenspan's Fraud" (A fraude de Greenspan), no qual ataca frontalmente a era do "Maestro". "Ele realmente manteve o pleno emprego, mas fazer isso às custas de salários baixos, não é um grande negócio. Dados de 1950 e 60 mostram que, com uma taxa de desemprego de 4%, havia aumento do salário real dos trabalhadores. Sob o comando de Greenspan, os salários reais caíram 75% nos Estados Unidos", afirma Batra ao Valor.

Aos 79 anos, Greenspan é o presidente do Fed com mais tempo no cargo, desde que a instituição foi criada, em 1913. A exceção é William McChesney Martin (1951-1970). Árduo defensor do livre mercado, deixou isso claro em sua gestão. Mas seus ideais são antigos. Nos anos 50, depois de abandonar o jazz, tornou-se discípulo da filósofa e escritora russa Ayn Rand (1905-1982), autora de "Quem é John Galt?". Na época, o jovem Greenspan adotara a filosofia do positivismo lógico. Seu princípio era que nada poderia ser conhecido racionalmente com absoluta certeza. Já era um cético por definição, um homem desconfiado. Sob o efeito dessa doutrina, entrou para o círculo de amigos de Ayn Rand, para discutir seus pensamentos, o que rendeu calorosos embates sobre a ética em um mundo tomado pela irracionalidade, os direitos do ser humano e a natureza do governo.

No mesmo período, então com 27 anos, Greenspan abriu sua empresa de consultoria, com William Townsend, cavando ali o espaço para vir a ocupar a presidência do Fed, décadas depois. A devoção por estatísticas e matemática, desde o início, ajudou-o a desenvolver modelos para prever a atividade econômica. Em 1987, Greenspan foi nomeado pelo presidente Ronald Reagan (1980-1988) para suceder Paul Volcker (1979-1987). Seu batizado foi difícil. Logo depois de empossado, enfrentou sua primeira bolha. Num único dia, as ações de Wall Street caíram 20%.

Mais tarde, em 1989, ao elevar as taxas de juros, a economia desacelerou-se. Desta forma, o Fed pode ter contribuído para a derrota do republicano George Bush (1988-1992) para o democrata Bill Clinton (1992-2000) na eleição de um possível segundo mandato na Presidência dos Estados Unidos. Em 1994 e 1995, outros aumentos nas taxas de juros tiveram resultados mais positivos: a inflação ficou baixa e o país entrou no maior ciclo de crescimento em décadas. Neste meio tempo, teve de lidar com as duas guerras do Iraque (1990 e 2003), uma crise nos mercados asiáticos (1997), da Rússia (1998) e do Brasil (1999), e um medo de deflação em 2003.

No entanto, a mancha na biografia de Alan Greenspan, para alguns de seus críticos, está na forma como enfrentou - ou não enfrentou - a bolha da nova economia, a maior da história, de 1998 a 2002. Na opinião do "Maestro", é impossível identificar uma bolha antes da hora, e as taxas de juros, mecanismo principal do Fed para interferir na economia, são imperfeitas para combater a bolha. Para Greenspan, é mais seguro esperar pelo seu estouro e, então, usar suas armas para dar suporte à economia - isto é, no momento que o valor dos ativos despencar. Em muitos de seus discursos, a partir de 1996, Alan Greenspan comentou enfaticamente o perigo de uma exuberância irracional, mas nada fez além de advertir o mercado.

Hoje, a discussão é pertinente não apenas para enriquecer o debate a respeito do legado de Greenspan, mas por que, há a possibilidade de uma nova bolha aparecer, desta vez, do mercado imobiliário. Para analistas, as baixas taxas dos juros dos EUA podem ter inflacionado o mercado de imóveis, incentivando-o a assumir riscos excessivos. Raghuram Rajan, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), concorda com Greenspan quando ele se refere à dificuldade de prever com acuidade uma bolha. Para ele, há possibilidade real de una nova bolha estar se formando por causa da desregulamentação do mercado financeiro. Sua tese, defendida em Jackson Hole em setembro, no entanto, propõe que o Federal Reserve seja sempre vigilante.

"Num ambiente de juros baixos, há um estímulo crescente a assumir riscos, e isso pode deprimir os prêmios de ativos de risco. Pode elevar os preços de ativos para além do que sugeririam os fundamentos, e esse contexto é, sem dúvida, um grande perigo", diz Rajan ao Valor.

Esse cenário favorece o surgimento de gestores de investimento ávidos por lucro rápido e de altíssimo risco. O nó da questão está na alta probabilidade de o incentivo aos riscos diminuir, quando os juros começarem a subir. "Penso que, ao formular a política monetária, precisamos ter consciência dos efeitos que ela poderá ter no comportamento de risco dos agentes. Quando temos juros relativamente baixos em países industrializados, a tolerância a risco cresce, e são financiados projetos de investimento mais arriscados [mais dinheiro aflui para mercados emergentes]. Mas à medida que os juros em países industrializados sobem, aquele afluxo diminui", afirma o economista do FMI.

Ravi Batra também avalia que as taxas de juros são um mecanismo capaz de interferir na história, no estouro e na prevenção das bolhas. A dose e a hora certa é que são elas. Cita como erro de Greenspan o aumento das taxas de juros, em 1999, no meio da bolha da nova economia. A decisão teria sido tomada, apesar da desastrosa experiência japonesa em cenário similar dez anos antes. "O Japão havia aumentado as taxas de juros em 1989, no meio de sua bolha, o que levou ao crash da Bolsa de Tóquio. Greenspan deveria ter aumentado os juros em 1996, quando alertou sobre a exuberância irracional, e não em 1999", observa o escritor. Hoje, Greenspan estaria incorrendo no mesmo erro, observa. Os cortes nos juros praticados pelo Fed teriam criado a bolha imobiliária e, agora, "ele está ocupado, mais uma vez, com elevações dos juros no meio da bolha".

Ricardo Reis discorda das avaliações de Raghuram Rajan e de Ravi Batra. Para ele, a premissa de usar as taxas de juros para influenciar os mercados em tempos de bolha é grosseira. "Não é correto usar um instrumento que afeta toda a economia para arrumar a casa de apenas um ativo, neste caso, os imóveis. Devemos concluir que parece um pouco despropositado esperar que o banco central tenha como objetivo evitar bolhas."

Além disso, Ricardo Reis diz que, apesar de Greenspan ter sido um entusiasta da nova economia, sua posição neutra em relação à bolha estava correta. Em 1996, Greenspan já falava que haveria uma bolha na bolsa, época em que a Dow Jones estava com seis mil pontos, lembra. "Hoje, se é que houve uma bolha, fala-se que ela teria ocorrido no fim de 1999. No espaço de tempo entre 1996 e 1999, a Dow Jones subiu sobremaneira. E, em 2000, 2001, voltou aos valores atingidos em 1998/99. Houve, portanto, um período de ganho, antes de o preço dos ativos despencarem. Não houve as perdas que todo mundo diz, por este parâmetro. Se Greenspan tivesse feito algo diferente do que fez em relação à bolha em 1996, teria sido um erro tremendo", defende Reis.

O próximo homem a ocupar a presidência do Federal Reserve terá de lidar com um panorama difícil, tenha Greenspan errado ou acertado na bolha da nova economia. Não só a iminência de uma nova bolha - e a falta de solução para ela -, como também a alta do petróleo, as pressões orçamentárias para uma sociedade envelhecida, a pouca poupança dos americanos, as rápidas transformações na economia global e, sobretudo, os déficits gêmeos americanos (leia mais na página 16).

A principal herança do presidente do Fed, poderá ser o "déficit de Greenspan". Nos 18 anos em que esteve no Fed, a economia tornou-se extremamente personalizada. E a flexibilidade teórica do presidente da instituição em nada contribuiu para evitar a agitação e preocupação dos mercados com o seu sucessor. A doutrina Greenspan pode estar no próprio Greenspan. O perigo é o "Maestro" levar as "partituras" consigo. "O Fed pode ter ficado pequeno diante da personalidade de Greenspan", pondera Reis. "Pode ter sido um erro, devido ao ego inflado de Greenspan, ou pode ter sido involuntário. Mais um caso de criação de ídolos."

Seja como for, seu destino era mesmo o estrelato - na música ou na economia. "A pena é que no Fed, ele não dará um bis", diz Reis.

 

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Um amigo das horas incertas

Por Robinson Borges De São Paulo do Valor OnLine

Saxofonista e clarinetista, com formação pela Julliard School, a melhor escola de música do mundo, Alan Greenspan é um amante da canção negra americana. Antes de enveredar pela economia, chegou a tocar numa banda de jazz, ainda nos anos 40, mas optou por sua outra paixão, a matemática. Para alguns que privam de seu dia-a-dia, o conhecimento e a intimidade com as notas musicais foram determinantes para que imprimisse sua marca na condução da economia dos EUA ao longo dos 18 anos em que está na presidência do Federal Reserve, Fed, o banco central americano. Bob Woodward chegou a batizar a biografia que escreveu sobre ele com o título de "Maestro". Repórter que revelou o escândalo do Watergate, Woodward afirma que Greenspan demonstra rara familiaridade com todos os instrumentos da "orquestra da política e da economia" e comanda por meio do consenso, sem perder a mão firme de um regente.

Às vésperas da troca no comando no Federal Reserve, que ocorre em 31 de janeiro, o temor em Wall Street é justamente de que o novo presidente da instituição leve a economia a desafinar - ou de que o Fed recorra a sonoridades demasiadamente convencionais, desprezando a sensibilidade dos jazzistas para o improviso. Afinal, dizem acadêmicos, Greenspan não seguiu manuais de economia e revelou-se cético em relação a modelos e previsões. Como um grande artista, derrubou paradigmas, criou um estilo próprio e tornou-se um "pop star" da economia.

"A flexibilidade é um dos maiores legados de Alan Greenspan", diz ao Valor Ricardo Reis, professor de Princeton, que, com Alan Blinder - ex-vice-presidente do Fed e também do corpo docente de Princeton -, escreveu "Understanding the Greenspan Standard" (Compreendendo o padrão Greenspan), paper divulgado no último simpósio de Jackson Hole, em setembro.

Sob a batuta de Greenspan, diz o artigo, o Fed experimentou a estratégia de mínimas restrições com a tática da máxima maleabilidade. A chave de sua gestão está no gerenciamento de riscos ou, como prefere Greenspan, da certeza da incerteza. O princípio básico do economista, de acordo com Blinder e Reis, é o de "manter as opções sempre abertas". Ao desprezar doutrinas e fórmulas, o presidente do Fed apostou num ecletismo pragmático. A política monetária americana passou a ser conduzida de forma discricionária, sob o arbítrio do BC, sem o objetivo de uma meta de inflação previamente estabelecida, como no Brasil. "Alan Greenspan acredita que a economia muda rapidamente e de forma distante da econometria convencional para encurralar sua estrutura em fórmulas", afirma o professor de Princeton.

Nos anos 90, Greenspan abandonou oficialmente a tese de controle do agregado monetário - a quantidade de moeda em poder do público ou o crédito na economia -, por causa da instabilidade da demanda por estes agregados. Pouco depois, deixou de lado a curva de Phillips, que propõe uma taxa natural de desemprego nos EUA - segundo a qual a porcentagem ideal seria de 6% para que a taxa de desemprego fosse compatível com a não-aceleração da inflação. A partir de 1995, também intensificou a transparência do Fed. Foi uma decisão tomada na contramão da ideologia dominante nos bancos centrais da década anterior, que considerava melhor surpreender os mercados. "Houve uma revolução silenciosa", diz Reis.

Oportunista e empiricista, Greenspan marcou sua era por ajustes nas taxas básicas de juros em virtude das notícias que estariam por vir. Seus biógrafos dizem que estuda os inúmeros dados da conjuntura econômica americana em banhos diários de banheira, uma terapia para aliviar terríveis dores nas costas.

No meio da espuma, teria buscado informações para identificar as grandes vulnerabilidades da economia e, nas reuniões do banco central, tentado mitigá-las com a manipulação da taxa dos Fed Funds. As taxas de juros determinam o comportamento dos mercados macroeconômicos e estes mercados, de forma independente, alteram outras variáveis globais, como inflação, níveis de produto e emprego, câmbio e preço dos ativos. Greenspan tratou, assim, o longo prazo como uma sucessão de curtos prazos, como disse o colunista do "Financial Times", Martin Wolf. Ao tomar essas decisões, controlou a inflação, o que ajudou na determinação do valor do dólar, a mais importante moeda de reservas do mundo. O impacto nas economias globais, portanto, é direto.

Apesar de sua flexibilidade teórica, é possível considerar a regra de Taylor, fruto de um trabalho do economista John Taylor, escrito no início dos anos 90, como uma matriz para o Fed de Greenspan. Taylor desenvolveu um padrão de comportamento para as autoridades monetárias americanas, a partir das informações que eram obtidas sobre o desemprego ou o crescimento e a inflação. "Trata-se apenas de uma alegoria para o pensamento de Greenspan. Não serve para descrever exatamente as decisões tomadas pelo Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve", diz Reis.

O tributo que investidores e economistas prestam hoje a Greenspan, na verdade, tem como objeto a "intuição" do presidente do Fed - que, para eles, está na direção certa. Ao sair da sede do Federal Reserve, na Constitution Avenue, no centro de Washington, Greenspan deixará um saldo bem positivo. Objetivos principais do banco central, como pleno emprego, preços estáveis e taxas básicas de juro num nível moderado, estarão cumpridos. Apesar das turbulências econômicas e de excessos financeiros nas últimos décadas, esses índices serão melhores do que consideravam possíveis os analistas, em 1987, quando Greenspan assumiu o Fed. "Greenspan comprovou que a economia de mercado pode manter pleno emprego e inflação baixa. Essa conquista contraria aqueles que acreditavam que era impossível alcançar os dois pontos simultaneamente", afirma ao Valor Allan Meltzer, professor da Carnegie Mellon University.

De acordo com pesquisa realizada por ele, de 1997 a 2004, a economia americana abriu 27 milhões de vagas no mercado de trabalho e aumentou o consumo per capita em 44%. De 1995 a 2004, a média da inflação foi de 2,4% e o país enfrentou apenas duas moderadas recessões. "A inflação baixa é o suporte para este resultado", comenta Meltzer. "A inflação alta leva a um ciclo de crescimento e depois de estagnação, o que enfraquece o mercado de trabalho, o crescimento e a confiança."

Nos 18 anos anteriores à era Alan Greenspan, houve quatro recessões, incluindo duas das mais graves desde a Grande Depressão de 1930. "Alan Greenspan é o maior presidente da história do Federal Reserve", afirma o professor da Carnegie Mellon University.

Como sempre, há várias versões para os mesmos fatos. Ravi Batra, economista e autor de inúmeros best-sellers nos EUA ("The Great Depression of 1990"), acaba de lançar o livro "Greenspan's Fraud" (A fraude de Greenspan), no qual ataca frontalmente a era do "Maestro". "Ele realmente manteve o pleno emprego, mas fazer isso às custas de salários baixos, não é um grande negócio. Dados de 1950 e 60 mostram que, com uma taxa de desemprego de 4%, havia aumento do salário real dos trabalhadores. Sob o comando de Greenspan, os salários reais caíram 75% nos Estados Unidos", afirma Batra ao Valor.

Aos 79 anos, Greenspan é o presidente do Fed com mais tempo no cargo, desde que a instituição foi criada, em 1913. A exceção é William McChesney Martin (1951-1970). Árduo defensor do livre mercado, deixou isso claro em sua gestão. Mas seus ideais são antigos. Nos anos 50, depois de abandonar o jazz, tornou-se discípulo da filósofa e escritora russa Ayn Rand (1905-1982), autora de "Quem é John Galt?". Na época, o jovem Greenspan adotara a filosofia do positivismo lógico. Seu princípio era que nada poderia ser conhecido racionalmente com absoluta certeza. Já era um cético por definição, um homem desconfiado. Sob o efeito dessa doutrina, entrou para o círculo de amigos de Ayn Rand, para discutir seus pensamentos, o que rendeu calorosos embates sobre a ética em um mundo tomado pela irracionalidade, os direitos do ser humano e a natureza do governo.

No mesmo período, então com 27 anos, Greenspan abriu sua empresa de consultoria, com William Townsend, cavando ali o espaço para vir a ocupar a presidência do Fed, décadas depois. A devoção por estatísticas e matemática, desde o início, ajudou-o a desenvolver modelos para prever a atividade econômica. Em 1987, Greenspan foi nomeado pelo presidente Ronald Reagan (1980-1988) para suceder Paul Volcker (1979-1987). Seu batizado foi difícil. Logo depois de empossado, enfrentou sua primeira bolha. Num único dia, as ações de Wall Street caíram 20%.

Mais tarde, em 1989, ao elevar as taxas de juros, a economia desacelerou-se. Desta forma, o Fed pode ter contribuído para a derrota do republicano George Bush (1988-1992) para o democrata Bill Clinton (1992-2000) na eleição de um possível segundo mandato na Presidência dos Estados Unidos. Em 1994 e 1995, outros aumentos nas taxas de juros tiveram resultados mais positivos: a inflação ficou baixa e o país entrou no maior ciclo de crescimento em décadas. Neste meio tempo, teve de lidar com as duas guerras do Iraque (1990 e 2003), uma crise nos mercados asiáticos (1997), da Rússia (1998) e do Brasil (1999), e um medo de deflação em 2003.

No entanto, a mancha na biografia de Alan Greenspan, para alguns de seus críticos, está na forma como enfrentou - ou não enfrentou - a bolha da nova economia, a maior da história, de 1998 a 2002. Na opinião do "Maestro", é impossível identificar uma bolha antes da hora, e as taxas de juros, mecanismo principal do Fed para interferir na economia, são imperfeitas para combater a bolha. Para Greenspan, é mais seguro esperar pelo seu estouro e, então, usar suas armas para dar suporte à economia - isto é, no momento que o valor dos ativos despencar. Em muitos de seus discursos, a partir de 1996, Alan Greenspan comentou enfaticamente o perigo de uma exuberância irracional, mas nada fez além de advertir o mercado.

Hoje, a discussão é pertinente não apenas para enriquecer o debate a respeito do legado de Greenspan, mas por que, há a possibilidade de uma nova bolha aparecer, desta vez, do mercado imobiliário. Para analistas, as baixas taxas dos juros dos EUA podem ter inflacionado o mercado de imóveis, incentivando-o a assumir riscos excessivos. Raghuram Rajan, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), concorda com Greenspan quando ele se refere à dificuldade de prever com acuidade uma bolha. Para ele, há possibilidade real de una nova bolha estar se formando por causa da desregulamentação do mercado financeiro. Sua tese, defendida em Jackson Hole em setembro, no entanto, propõe que o Federal Reserve seja sempre vigilante.

"Num ambiente de juros baixos, há um estímulo crescente a assumir riscos, e isso pode deprimir os prêmios de ativos de risco. Pode elevar os preços de ativos para além do que sugeririam os fundamentos, e esse contexto é, sem dúvida, um grande perigo", diz Rajan ao Valor.

Esse cenário favorece o surgimento de gestores de investimento ávidos por lucro rápido e de altíssimo risco. O nó da questão está na alta probabilidade de o incentivo aos riscos diminuir, quando os juros começarem a subir. "Penso que, ao formular a política monetária, precisamos ter consciência dos efeitos que ela poderá ter no comportamento de risco dos agentes. Quando temos juros relativamente baixos em países industrializados, a tolerância a risco cresce, e são financiados projetos de investimento mais arriscados [mais dinheiro aflui para mercados emergentes]. Mas à medida que os juros em países industrializados sobem, aquele afluxo diminui", afirma o economista do FMI.

Ravi Batra também avalia que as taxas de juros são um mecanismo capaz de interferir na história, no estouro e na prevenção das bolhas. A dose e a hora certa é que são elas. Cita como erro de Greenspan o aumento das taxas de juros, em 1999, no meio da bolha da nova economia. A decisão teria sido tomada, apesar da desastrosa experiência japonesa em cenário similar dez anos antes. "O Japão havia aumentado as taxas de juros em 1989, no meio de sua bolha, o que levou ao crash da Bolsa de Tóquio. Greenspan deveria ter aumentado os juros em 1996, quando alertou sobre a exuberância irracional, e não em 1999", observa o escritor. Hoje, Greenspan estaria incorrendo no mesmo erro, observa. Os cortes nos juros praticados pelo Fed teriam criado a bolha imobiliária e, agora, "ele está ocupado, mais uma vez, com elevações dos juros no meio da bolha".

Ricardo Reis discorda das avaliações de Raghuram Rajan e de Ravi Batra. Para ele, a premissa de usar as taxas de juros para influenciar os mercados em tempos de bolha é grosseira. "Não é correto usar um instrumento que afeta toda a economia para arrumar a casa de apenas um ativo, neste caso, os imóveis. Devemos concluir que parece um pouco despropositado esperar que o banco central tenha como objetivo evitar bolhas."

Além disso, Ricardo Reis diz que, apesar de Greenspan ter sido um entusiasta da nova economia, sua posição neutra em relação à bolha estava correta. Em 1996, Greenspan já falava que haveria uma bolha na bolsa, época em que a Dow Jones estava com seis mil pontos, lembra. "Hoje, se é que houve uma bolha, fala-se que ela teria ocorrido no fim de 1999. No espaço de tempo entre 1996 e 1999, a Dow Jones subiu sobremaneira. E, em 2000, 2001, voltou aos valores atingidos em 1998/99. Houve, portanto, um período de ganho, antes de o preço dos ativos despencarem. Não houve as perdas que todo mundo diz, por este parâmetro. Se Greenspan tivesse feito algo diferente do que fez em relação à bolha em 1996, teria sido um erro tremendo", defende Reis.

O próximo homem a ocupar a presidência do Federal Reserve terá de lidar com um panorama difícil, tenha Greenspan errado ou acertado na bolha da nova economia. Não só a iminência de uma nova bolha - e a falta de solução para ela -, como também a alta do petróleo, as pressões orçamentárias para uma sociedade envelhecida, a pouca poupança dos americanos, as rápidas transformações na economia global e, sobretudo, os déficits gêmeos americanos (leia mais na página 16).

A principal herança do presidente do Fed, poderá ser o "déficit de Greenspan". Nos 18 anos em que esteve no Fed, a economia tornou-se extremamente personalizada. E a flexibilidade teórica do presidente da instituição em nada contribuiu para evitar a agitação e preocupação dos mercados com o seu sucessor. A doutrina Greenspan pode estar no próprio Greenspan. O perigo é o "Maestro" levar as "partituras" consigo. "O Fed pode ter ficado pequeno diante da personalidade de Greenspan", pondera Reis. "Pode ter sido um erro, devido ao ego inflado de Greenspan, ou pode ter sido involuntário. Mais um caso de criação de ídolos."

Seja como for, seu destino era mesmo o estrelato - na música ou na economia. "A pena é que no Fed, ele não dará um bis", diz Reis.

 

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Quinta-feira, Outubro 20

O forex na berlinda

Por Adriana Cotias e Daniele Camba De São Paulo do Valor Online

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou ontem a suspensão das atividades de intermediação e análise de valores mobiliários da Intrade Informações, empresa que captava clientes para o mercado internacional de moedas, o foreign exchange (forex, na sigla em inglês). A intervenção foi baseada no fato de a Intrade atrair investidores residentes no Brasil para corretoras estrangeiras, sem possuir registro de integrante do sistema de distribuição no país.

As operações no forex envolvem negociações com pares de moedas estrangeiras, por meio de instrumentos financeiros caracterizados como derivativos. Segundo apurou o Valor, a empresa vinha intermediando os recursos, com promessas de retorno que variavam de 10% a 30% ao mês, em dólares. A legislação brasileira limita as operações com derivativos no exterior à proteção ("hedge"), proibindo a simples especulação.

Além de captar clientes, a Intrade recomendava as operações, sem ter registro de analista. Segundo o superintendente geral da CVM, Roberto Tadeu, a autarquia começou a investigar a empresa após uma reclamação feita por um investidor. Diferente da fluminense MDD Publicidade e Marketing, que teve seus negócios com forex suspensos em agosto, a Intrade tinha uma grande estrutura, inclusive jurídica, o que acabou dificultando as investigações. Os sócios, por exemplo, se negaram a fornecer a lista de investidores, importante para identificar os detalhes da abordagem aos clientes.

"Eles disseram apenas que possuíam entre 40 e 50 clientes", disse Tadeu. Tanto no caso da MDD quanto na Intrade, segundo ele, não há sequer a garantia de que o dinheiro dos investidores realmente foi para o exterior ou de que as operações foram efetivadas. "Não coloco minha mão no fogo por essas empresas", comentou. A CVM teve acesso a um fax cujo conteúdo era um contrato da Intrade com a corretora inglesa WCC, que era quem supostamente executava as operações. Mas não há prova de que elas ocorriam.

A Intrade já vinha sendo acompanhada pelo Valor desde o início de setembro, quando um engenheiro paulista procurou o jornal em busca de detalhes da operação. A equipe de reportagem visitou a empresa no dia 27 e foi possível perceber quais são as estratégias de persuasão usadas pelas consultorias que atuam nesse segmento.

A Intrade está localizada no nono andar de um prédio comercial da Rua Iguatemi, próxima à Avenida Faria Lima, novo centro financeiro de São Paulo, num conjunto de escritórios modernamente disposto: plantas suspensas, peças de decoração em estilo "clean" e muita madeira formando um ambiente harmonioso. Gráficos de moedas saltam dos computadores de tela plana, de última geração, na recepção e na sala de reuniões para onde a reportagem foi conduzida. Ali, o gerente comercial Guillermo Knoell, um mexicano há dois anos no Brasil, acompanhado de um analista, começou a expor as "vantagens" de se investir no forex.

Num quadro, ele desenhou um esquema explicando que as operações consistiam em comprar, por exemplo, posições em dólares contra ienes, libras ou euros, estabelecendo um limite de perdas ("stop loss") para desvalorizações que fugissem à tendência de alta esperada. Se a divisa escolhida variasse um centavo para cima, por exemplo, o retorno poderia superar os 30% num único dia. Na média, para um investidor conservador, a rentabilidade rondaria os 10% ao mês, estimou Knoell.

Para concretizar a transação, o investidor teria de abrir uma conta num "broker" inglês chamado World Currencies Consulting (WCC). Uma pesquisa mostra que a sede da corretora está localizada num paraíso fiscal, em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. Embora no site da WCC não haja indicação de representações em outras regiões, Knoell afirmou que a corretora tem escritórios em 11 países e opera na América Latina a partir da filial do Panamá.

A aplicação mínima era de US$ 3 mil, mas a abertura da conta no exterior seria a partir de uma remessa de US$ 20 mil feita de um banco ou corretora de câmbio no Brasil. O banco destinatário dos recursos seria o EFG Bank, baseado na Suíça e com ramificações que vão de Londres a Jersey ou de Nova York a Taipé e Cingapura.

Segundo Knoell, as duas instituições estavam submetidas à legislação e fiscalização dos respectivos países. Já a Intrade, por prestar serviços de informações financeiras, não teria de estar vinculada, necessariamente, a nenhuma entidade reguladora no Brasil. "O registro é voluntário e a consulta já foi feita por nossos advogados à CVM", afirmou. Procurada, ontem, uma das sócias da Intrade, Ghaldy Villaurrutia Arevalo, informou que a empresa ainda não tinha sido notificada pela CVM e que avaliaria que providências jurídicas que poderiam ser tomadas. No fim da tarde, a CVM tentou entregar a ordem de suspensão, mas não encontrou ninguém na empresa.

Os custos envolvidos nesse tipo de operação, segundo contou Knoell, seriam 15 unidades da moeda alvo da transação para a WCC. A Intrade cobraria ainda R$ 300 por mês pela prestação de serviços de assessoria, uma contradição, já que o próprio Knoell disse que todos os contatos a partir da abertura da conta na WCC seriam feitos diretamente com o escritório da corretora no Panamá. A Intrade, conforme descreveu, contava com um quadro de 20 a 25 consultores. Essa equipe seria, provavelmente, responsável pela identificação de investidores e pelas abordagens, como a descrita pelo engenheiro paulista.

Knoell recomendou que o investidor assumisse, ao mesmo tempo, pelo menos quatro posições em moedas distintas e disse que a cada dez apostas, oito costumavam ser vencedoras. Entregou um gráfico diário de dólar contra iene, em que marcou os pontos de compra e venda da moeda americana numa data em que o Fed (BC americano) decidiu o rumo do juro básico.

Para esse tipo de avaliação, Knoell informou haver um departamento econômico na Intrade, encarregado de detectar tendências a partir de eventos que, invariavelmente, afetariam o rumo das transações. O "stop loss" serviria para proteger o capital de flutuações não previstas. Knoell ainda argumentou que operações do gênero não poderiam ser replicadas no Brasil, nem mesmo pela BM&F, especialmente pelo fato de não haver mecanismos que limitassem eventuais prejuízos. E como garantir que a remessa de US$ 20 mil não desapareceria no meio do caminho? "A garantia é a mesma de um depósito em qualquer banco no Brasil", afirmou.

 

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O forex na berlinda

Por Adriana Cotias e Daniele Camba De São Paulo do Valor Online

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou ontem a suspensão das atividades de intermediação e análise de valores mobiliários da Intrade Informações, empresa que captava clientes para o mercado internacional de moedas, o foreign exchange (forex, na sigla em inglês). A intervenção foi baseada no fato de a Intrade atrair investidores residentes no Brasil para corretoras estrangeiras, sem possuir registro de integrante do sistema de distribuição no país.

As operações no forex envolvem negociações com pares de moedas estrangeiras, por meio de instrumentos financeiros caracterizados como derivativos. Segundo apurou o Valor, a empresa vinha intermediando os recursos, com promessas de retorno que variavam de 10% a 30% ao mês, em dólares. A legislação brasileira limita as operações com derivativos no exterior à proteção ("hedge"), proibindo a simples especulação.

Além de captar clientes, a Intrade recomendava as operações, sem ter registro de analista. Segundo o superintendente geral da CVM, Roberto Tadeu, a autarquia começou a investigar a empresa após uma reclamação feita por um investidor. Diferente da fluminense MDD Publicidade e Marketing, que teve seus negócios com forex suspensos em agosto, a Intrade tinha uma grande estrutura, inclusive jurídica, o que acabou dificultando as investigações. Os sócios, por exemplo, se negaram a fornecer a lista de investidores, importante para identificar os detalhes da abordagem aos clientes.

"Eles disseram apenas que possuíam entre 40 e 50 clientes", disse Tadeu. Tanto no caso da MDD quanto na Intrade, segundo ele, não há sequer a garantia de que o dinheiro dos investidores realmente foi para o exterior ou de que as operações foram efetivadas. "Não coloco minha mão no fogo por essas empresas", comentou. A CVM teve acesso a um fax cujo conteúdo era um contrato da Intrade com a corretora inglesa WCC, que era quem supostamente executava as operações. Mas não há prova de que elas ocorriam.

A Intrade já vinha sendo acompanhada pelo Valor desde o início de setembro, quando um engenheiro paulista procurou o jornal em busca de detalhes da operação. A equipe de reportagem visitou a empresa no dia 27 e foi possível perceber quais são as estratégias de persuasão usadas pelas consultorias que atuam nesse segmento.

A Intrade está localizada no nono andar de um prédio comercial da Rua Iguatemi, próxima à Avenida Faria Lima, novo centro financeiro de São Paulo, num conjunto de escritórios modernamente disposto: plantas suspensas, peças de decoração em estilo "clean" e muita madeira formando um ambiente harmonioso. Gráficos de moedas saltam dos computadores de tela plana, de última geração, na recepção e na sala de reuniões para onde a reportagem foi conduzida. Ali, o gerente comercial Guillermo Knoell, um mexicano há dois anos no Brasil, acompanhado de um analista, começou a expor as "vantagens" de se investir no forex.

Num quadro, ele desenhou um esquema explicando que as operações consistiam em comprar, por exemplo, posições em dólares contra ienes, libras ou euros, estabelecendo um limite de perdas ("stop loss") para desvalorizações que fugissem à tendência de alta esperada. Se a divisa escolhida variasse um centavo para cima, por exemplo, o retorno poderia superar os 30% num único dia. Na média, para um investidor conservador, a rentabilidade rondaria os 10% ao mês, estimou Knoell.

Para concretizar a transação, o investidor teria de abrir uma conta num "broker" inglês chamado World Currencies Consulting (WCC). Uma pesquisa mostra que a sede da corretora está localizada num paraíso fiscal, em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. Embora no site da WCC não haja indicação de representações em outras regiões, Knoell afirmou que a corretora tem escritórios em 11 países e opera na América Latina a partir da filial do Panamá.

A aplicação mínima era de US$ 3 mil, mas a abertura da conta no exterior seria a partir de uma remessa de US$ 20 mil feita de um banco ou corretora de câmbio no Brasil. O banco destinatário dos recursos seria o EFG Bank, baseado na Suíça e com ramificações que vão de Londres a Jersey ou de Nova York a Taipé e Cingapura.

Segundo Knoell, as duas instituições estavam submetidas à legislação e fiscalização dos respectivos países. Já a Intrade, por prestar serviços de informações financeiras, não teria de estar vinculada, necessariamente, a nenhuma entidade reguladora no Brasil. "O registro é voluntário e a consulta já foi feita por nossos advogados à CVM", afirmou. Procurada, ontem, uma das sócias da Intrade, Ghaldy Villaurrutia Arevalo, informou que a empresa ainda não tinha sido notificada pela CVM e que avaliaria que providências jurídicas que poderiam ser tomadas. No fim da tarde, a CVM tentou entregar a ordem de suspensão, mas não encontrou ninguém na empresa.

Os custos envolvidos nesse tipo de operação, segundo contou Knoell, seriam 15 unidades da moeda alvo da transação para a WCC. A Intrade cobraria ainda R$ 300 por mês pela prestação de serviços de assessoria, uma contradição, já que o próprio Knoell disse que todos os contatos a partir da abertura da conta na WCC seriam feitos diretamente com o escritório da corretora no Panamá. A Intrade, conforme descreveu, contava com um quadro de 20 a 25 consultores. Essa equipe seria, provavelmente, responsável pela identificação de investidores e pelas abordagens, como a descrita pelo engenheiro paulista.

Knoell recomendou que o investidor assumisse, ao mesmo tempo, pelo menos quatro posições em moedas distintas e disse que a cada dez apostas, oito costumavam ser vencedoras. Entregou um gráfico diário de dólar contra iene, em que marcou os pontos de compra e venda da moeda americana numa data em que o Fed (BC americano) decidiu o rumo do juro básico.

Para esse tipo de avaliação, Knoell informou haver um departamento econômico na Intrade, encarregado de detectar tendências a partir de eventos que, invariavelmente, afetariam o rumo das transações. O "stop loss" serviria para proteger o capital de flutuações não previstas. Knoell ainda argumentou que operações do gênero não poderiam ser replicadas no Brasil, nem mesmo pela BM&F, especialmente pelo fato de não haver mecanismos que limitassem eventuais prejuízos. E como garantir que a remessa de US$ 20 mil não desapareceria no meio do caminho? "A garantia é a mesma de um depósito em qualquer banco no Brasil", afirmou.

 

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Quarta-feira, Outubro 19

Siderurgia & Mineração: China deve continuar impulsionando crescimento

Por: Cauê Todeschini de Assunção

18/10/05 - 12h37

InfoMoney

SÃO PAULO - De acordo com os analistas do Banco Espírito Santo (BES), o seminário sobre a China, promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-China na última semana, trouxe perspectivas positivas para o setor de Siderurgia & Mineração.

A preferência, no entanto, segue com as mineradoras, que devem se deparar com preços mais altos para o minério de ferro no longo prazo. Já para as siderúrgicas, a boa notícia é que a China não deve se tornar exportadora líquida de aço nos próximos anos.

Forte crescimento econômico na China
As perspectivas para o crescimento chinês nos próximos anos são positivas
. Embora seja possível verificar leve desaceleração nos próximos dois anos, o ritmo entre 8% e 9% deve ser mantido por pelo menos uma década.

Entre as maiores preocupações expostas no seminário estão o excesso de capacidade e o déficit energético e de recursos naturais. Vale destacar que, no ano passado, a taxa de investimento foi de 44% do PIB, enquanto o déficit energético girou em torno de 30GW.

Minério de ferro mais caro
Para o setor de mineração, a expectativa é de preços mais altos para o minério de ferro no longo prazo. O custo dos investimentos em mineração cresceu algo como 30% a 40% nos últimos dois anos, em função da maior necessidade de projetos greenfield.

Assim, o custo de extração de minério de ferro na China e na Índia, principal fonte do aumento de capacidade, situa-se em torno de US$ 40 a US$ 50 por tonelada, enquanto em países como o Brasil e a Austrália este custo fica abaixo de US$ 15 por tonelada.

Os elevados preços da capacidade marginal são um aspecto importante nas perspectivas para o preço futuro do minério de ferro.

Siderurgia: China não assusta
No setor siderúrgico, a perspectiva de que a China não se torne exportadora líquida de aço nos próximos anos, podendo até mesmo continuar como importadora líquida de alguns produtos, é a boa notícia.

A expectativa é de que o crescimento esperado do consumo entre 35 milhões de toneladas e 40 milhões de toneladas seja suficiente para absorver a expansão da produção.

 

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Siderurgia & Mineração: China deve continuar impulsionando crescimento

Por: Cauê Todeschini de Assunção

18/10/05 - 12h37

InfoMoney

SÃO PAULO - De acordo com os analistas do Banco Espírito Santo (BES), o seminário sobre a China, promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-China na última semana, trouxe perspectivas positivas para o setor de Siderurgia & Mineração.

A preferência, no entanto, segue com as mineradoras, que devem se deparar com preços mais altos para o minério de ferro no longo prazo. Já para as siderúrgicas, a boa notícia é que a China não deve se tornar exportadora líquida de aço nos próximos anos.

Forte crescimento econômico na China
As perspectivas para o crescimento chinês nos próximos anos são positivas
. Embora seja possível verificar leve desaceleração nos próximos dois anos, o ritmo entre 8% e 9% deve ser mantido por pelo menos uma década.

Entre as maiores preocupações expostas no seminário estão o excesso de capacidade e o déficit energético e de recursos naturais. Vale destacar que, no ano passado, a taxa de investimento foi de 44% do PIB, enquanto o déficit energético girou em torno de 30GW.

Minério de ferro mais caro
Para o setor de mineração, a expectativa é de preços mais altos para o minério de ferro no longo prazo. O custo dos investimentos em mineração cresceu algo como 30% a 40% nos últimos dois anos, em função da maior necessidade de projetos greenfield.

Assim, o custo de extração de minério de ferro na China e na Índia, principal fonte do aumento de capacidade, situa-se em torno de US$ 40 a US$ 50 por tonelada, enquanto em países como o Brasil e a Austrália este custo fica abaixo de US$ 15 por tonelada.

Os elevados preços da capacidade marginal são um aspecto importante nas perspectivas para o preço futuro do minério de ferro.

Siderurgia: China não assusta
No setor siderúrgico, a perspectiva de que a China não se torne exportadora líquida de aço nos próximos anos, podendo até mesmo continuar como importadora líquida de alguns produtos, é a boa notícia.

A expectativa é de que o crescimento esperado do consumo entre 35 milhões de toneladas e 40 milhões de toneladas seja suficiente para absorver a expansão da produção.

 

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Com juro em queda, hora é de diversificar e assumir risco

Por Daniele Camba De São Paulo do Valor OnLine

Neste momento de queda da taxa de juros, o presidente da BB DTVM - maior administradora de recursos do país -, Nelson Rocha Augusto, acredita que é hora do investidor diversificar e assumir mais risco, saindo um pouco do porto seguro dos fundos DI, já que o nível de risco da economia caiu muito. Dentro dessa linha mais ousada, há espaço para títulos públicos prefixados e até para a bolsa de valores, com atenção especial para as ações de empresas de varejo, que devem se beneficiar da expansão do crédito e do corte da Selic. Com relação ao setor de fundos, Rocha Augusto faz uma crítica à indexação das carteiras ao CDI, resultado de uma cultura inflacionária que ficou para trás.

Há dois anos e meio na BB DTVM, Rocha Augusto é o primeiro presidente que veio do mercado financeiro. Desde a sua entrada, a asset do Banco do Brasil deu um salto de crescimento e se consolidou como a primeira disparada do ranking. Hoje a BB DTVM administra R$ 150 bilhões um crescimento de 46% frente aos R$ 102,6 bilhões que detinha no início de 2004, enquanto o setor de fundos cresceu nesse período 31%. Rocha Augusto já passou pelo setor público, entre 2001 e 2002, quando foi secretário do Planejamento e Gestão Ambiental de Ribeirão Preto, durante a gestão do então prefeito Antonio Palocci. A seguir, os principais trechos da entrevista dada ao Valor.