Relatório Mensal - Mineração & Metais: Britado & Fundido - Novembro 2009
Britado & Fundido - Novembro
Destaques
Ø Dados da produção de aço mundial mostram desaceleração do crescimento em setembro: Embora a produção de aço mundial tenha se elevado pelo quinto mês consecutivo, atingindo 107,030 milhões de toneladas, os dados da produção para a maioria dos países caíram comparados com agosto. O crescimento da produção mundial vem se desacelerando de uma média de 3,4% por mês durante o ano para 0,5% em relação ao mês precedente. A China, o maior produtor, atingiu 50,711 milhões de toneladas, reduzindo sua participação na produção global para 47% - um recuo de 3,1% em relação ao mês precedente. O fator determinante para o aumento da produção mundial foi a expansão observada na União Européia: um salto de 25,3% em relação ao mês precedente, chegando aos 13,171 milhões de toneladas. Com exceção da China, a produção teve alta de 4% em relação ao mês precedente totalizando 56,319 milhões de toneladas.
Ø O ambiente de preços começa a mostrar enfraquecimento, depois da reativação de alto-fornos: após o aumento observado no mês passado, (com a elevação da demanda ocasionada pela recomposição de estoques) os preços cederam, apresentando uma diminuição modesta: as bobinas laminadas a quente estão, agora, a cerca de US$631 por tonelada e os vergalhões a US$528 por tonelada, enquanto os preços dos tarugos e das placas passaram a cerca de US$435 e US$439 por tonelada, respectivamente. A exceção da regra continua sendo o Brasil, onde os preços ainda estão em trajetória ascendente, com uma alta de 30% para as bobinas laminadas a quente, desde o mínimo atingido em abril-maio. Elas agora atingiram US$1177,5 por tonelada (US$547 por tonelada mais que a média do preço mundial).
Ø Os mercados de metais e mineração melhoraram: os resultados do 3T09 foram bons e superaram nossas projeções e o consenso do mercado, com um repique nos volumes de vendas, e certa estabilidade nos preços. O melhor desempenho foi a das companhias ligadas à demanda chinesa por matérias-primas, como a Vale e a MMX. O setor de mineração revelou uma acentuada melhora nas margens, em função da intensa utilização dos alto-fornos no Sudeste da Ásia e na Europa, bem como do ritmo extraordinário da demanda das usinas siderúrgicas chinesas por minério de ferro, ampliando a participação de mercado da China na produção mundial de aço para cerca de 50%. O mercado latino-americano de aço começou a se recuperar no 3T09, devido à demanda mais aquecida nos mercado local, fortemente impulsionada por incentivos do governo, e também, por um bom mercado para exportações. No Brasil, a Gerdau registrou uma rápida expansão das margens, com o melhor desempenho no setor, tendo aumentado volumes e conseguido boas reduções nos custos. A CSN teve um desempenho bastante bom devido à elevação gradual da sua produção, com diluição dos custos, e à entrada no mercado de minério de ferro, fatores que combinados proporcionaram à empresa uma vigorosa ampliação das margens.
Ø Quanto ao 4T09: Estimamos lucros melhores para ambos os setores, em virtude de uma continuada recuperação dos volumes, estabilidade dos preços e diluição dos custos em decorrência de uma maior utilização da capacidade. Esse cenário nos permite esperar que as margens retornem a níveis próximos dos observados antes da crise. Assim sendo, mantemos nossa recomendação de Comprar para a Usiminas e para a Ferbasa, que devem se favorecer com o crescimento do PIB do Brasil. E mantemos, também, nossa visão positiva em relação às ações da Vale no longo prazo, devido ao apertado equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de minério de ferro, uma vez que estimamos que os produtores de aço da China devam no próximo ano aumentar suas importações visando substituir o minério de ferro local que tem baixa qualidade por minério brasileiro de maior qualidade.


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