Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

O projeto dos 5%

Ontem, no Fórum Social Mundial, vazou a notícia de que o governo brasileiro estuda implementar uma curiosa e esdrúxula nova lei obrigando as empresas a repartir 5% dos lucros com seus funcionários assalariados. O ministro Carlos Lupi e o secretário Rogério Favreto (os dois que levantaram a questão), ao encamparem tal ideia, dão prova de quão fundo vai o analfabetismo econômico na nossa sociedade. Apesar de ser muito provável que a intenção desses senhores seja melhorar a vida dos nossos trabalhadores, a proposta vai justo na direção contrária.

Salários no setor privado resultam da velha interação entre oferta e demanda. Um administrador mais qualificado recebe salários mais altos, por exemplo, porque gera mais receita para sua empresa do que um menos qualificado (variação de salário devido a diferentes demandas por mão-de-obra). Já as empregadas domésticas em Londres ganham mais do que as brasileiras por conta de uma escassez de oferta nesse ramo em particular lá na terra de Shakespeare. De modo geral, fatores que mudam as curvas de demanda e oferta de mão-de-obra afetam duradouramente os salários, e o resto é besteirol e perda de tempo.

O que aconteceria se o Congresso aprovasse a tal lei obrigando as empresas a pagar 5% dos lucros a todos os funcionários?

Uma área interessante da teoria econômica, chamada de Teoria dos Contratos, responde: provavelmente todos sairiam piores! Segundo essa vertente da Economia, faz todo sentido (é eficiente) que empregados recebam salários fixos e empresários corram maiores riscos (seu “salário” é o lucro, que varia com o ciclo da economia). Isso porque enquanto empresários são agentes econômicos mais neutros ao risco, por terem maiores possibilidades de diversificação, trabalhadores são mais avessos ao risco, por terem poucas opções de diversificarem suas fontes de renda. É portanto melhor que o risco sobre a renda fique majoritariamente no colo dos empresários.

Se as empresas forem obrigadas a distribuir lucro para os empregados, os rendimentos totais desses em nada (ou muito pouco) se alterarão – dado que nem sua produtividade, nem sua escassez (os reais determinantes dos salários) mudam com a lei. A única mudança, a médio prazo, é que uma parte maior do seus salários não será fixa, certa, mas obrigatoriamente variável. Sendo os trabalhadores agentes avessos ao risco, a mudança lhes é claramente prejudicial. Se a deterioração de seu bem-estar for tal que, depois da mudança, eles passem a preferir não ofertar mais trabalho (hipótese menos provável), as firmas aumentarão o salário fixo na medida precisa que compense a perda gerada pela introdução da volatilidade na renda dos trabalhadores, para mantê-los empregados. Mas veja que esse aumento do salário não é um ganho para os trabalhadores, pois apenas compensa a maior volatilidade. Porém, o mais provável mesmo é que os trabalhadores incorram em alguma perda, ao longo do tempo, devido à maior volatilidade de sua renda. Note que argumentar que a parte fixa não se reduzirá porque é proibido por lei cortar salários nominais só faz sentido no curto prazo. No médio prazo, basta deixar a inflaçao corroer o salário na medida certa para compensar a distribuição dos 5% dos lucros.

Em suma, obrigar as empresas a pagar um percentual do seu lucro em forma de salário não faz mágica, e não aumentará o bem-estar econômico dos trabalhadores, que ganharão, de “presente”, um componente de incerteza na sua renda.

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CMN exige mais transparência em derivativos

CMN exige mais transparência em derivativos

REUTERS

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou em reunião nesta quinta-feira a obrigatoriedade de registro de operações de hedge com instituições financeiras do exterior ou em bolsas estrangeiras.

No final do ano passado, o Banco Central já havia definido que instrumentos financeiros derivativos vinculados a empréstimos captados no exterior teriam que ser registrados. Antes disso, o registro só era exigido de instituições financeiras que realizassem operações com derivativos no país.

A preocupação do governo com a exposição de grandes companhias a derivativos financeiros e sua transparência cresceu após problemas enfrentados por grupos como Sadia e Aracruz.

"A ideia é aumentar a transparência dessas operações e, portanto, fazer com que você tenha um maior controle do risco sistêmico", comentou Roberto Padovani, estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil. "Acho que não afeta (taxa de) câmbio."

Segundo o CMN, o registro deverá ser efetuado por meio de instituição financeira e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, em sistema administrado por entidades de registro e de liquidação financeira de ativos autorizados também pelo BC ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O CMN acrescentou que, devido à necessidade de adequação de sistemas operacionais, tanto das instituições quanto das entidades que efetuam o registro das operações, a norma passa a vigorar a partir de 15 de março.

(Reportagem de Isabel Versiani e Silvio Cascione)

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Vale adquire ações da Fosfertil

Vale adquire ações da Fosfertil

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2010 - A Vale S.A. (Vale) informa que celebrou, através de sua subsidiária Mineração Naque S.A., contrato de opção de compra e venda de ações (contrato de opção) com Yara Brasil Fertilizantes S.A. (Yara), tendo por objeto ações de emissão da Fertifos Administração e Participações S.A. (Fertifos) e da Fertilizantes Fosfatados S.A. - Fosfertil (Fosfertil) - companhia listada na BM&F Bovespa. Tal contrato de opção faz parte do processo de aquisição de 100% do capital da Bunge Participações e Investimentos S.A. (BPI), anunciado publicamente pela Vale em 27 de janeiro de 2010.

O contrato de opção foi celebrado com a Yara, estando tal contrato sujeito a determinadas condições, dentre as quais a efetiva aquisição do negócio de fertilizantes do grupo Bunge no Brasil.
Esse contrato concede à nossa subsidiária o direito de adquirir participação direta e indireta de 15,46% no capital social da Fosfertil, correspondendo a 17,57% das ações ordinárias e 14,37% das ações preferenciais.

O preço de exercício do contrato de opção com a Yara é de US$ 785.121.943,00, tendo sido utilizado o mesmo preço por ação acordado junto à BPI, Fertilizantes Heringer S.A. (Heringer) e Fertilizantes do Paraná Ltda. (Fertipar) para a aquisição de suas participações na Fosfertil.

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Banco Central aperta cerco às operações com derivativos

Banco Central aperta cerco às operações com derivativos

29/01- 07:01- Nelson Rocco, iG São Paulo

O Banco Central está elevando as exigências para saber o que tem sido feito em operações com derivativos pelo mercado brasileiro. Nesta quinta-feira, resolução divulgada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) tornou obrigatório para o setor financeiro o registro de operações de hedge (proteção) realizadas em bolsas estrangeiras ou por instituições financeiras no exterior. “A palavra de ordem é transparência”, afirma Sérgio Odilon, chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC). “Não há nenhum cunho, na resolução, de desestimular as operações com derivativos.” A medida entra em vigor em 15 de março.

As operações de hedge (proteção) são feitas por meio de contratos de derivativos e podem ser referenciadas numa moeda, como o dólar, ou mercadorias, como açúcar ou café. Os contratos podem ser feitos tanto no mercado interno como no exterior. Na Bolsa Mercantil de Chicago, por exemplo, existem até contratos de clima, no qual um produtor rural pode fazer uma proteção contra eventuais mudanças climáticas que prejudiquem sua colheita.

De acordo com Odilon, o BC vem tomando medidas paulatinas no sentido de exigir os registros das operações em entidades ou empresas especializadas no registro e liquidação de ativos e derivativos. Os negócios no mercado interno já têm de ser registrados na Cetip ou na BM&FBovespa há anos. Do fim do ano passado para cá, a resolução desta semana é a terceira, no sentido de expor ou controlar essas operações com derivativos.

Segundo uma fonte do mercado financeiro que não quer se identificar, o objetivo do BC é dar mais visibilidade aos negócios que envolvam derivativos fora do País. A primeira medida nesse sentido foi a edição da circular 3.474/09, que determinou que todo o repasse de recursos ou empréstimos do exterior, contendo algum derivativo embutido, tem de ser registrado pelas instituições financeiras. A segunda, com a circular 3.824/09, faz com que bancos e instituições registrem operações de derivativos feitas por eles próprios no exterior. “Os bancos já faziam isso no balanço, mas agora fica acelerada a transparência”, afirma a fonte. “Desta vez, o BC pega outra ponta, com a resolução do CMN.”

“O que dissemos às instituições agora é que, quem fizer operação de hedge e essa operação envolver derivativo, quando o banco fizer o registro do câmbio, tem que registrar a transação”, afirma Odilon. Segundo ele, não é possível quantificar essas operações no exterior. “A partir da vigência da resolução é que os números irão surgir”, diz.

Efeitos da crise

As operações com derivativos tornaram-se mais conhecidas logo após o recrudescimento da crise financeira internacional, em setembro de 2008, quando veio a público que empresas como Sadia e Aracruz perderam bilhões por apostarem contra o real em operações com derivativos chamadas “target forward”. No mercado de derivativos, a combinação de dois ou mais contratos, tradicionalmente, recebe um nome. Ambas as companhias acabaram sendo vendidas em 2009. De acordo com uma fonte do mercado de câmbio, toda a operação com derivativos da Sadia foi feita no exterior. No caso da Aracruz, 60% dela. Mas nem o mercado nem os acionistas tinham conhecimento dos contratos.

Odilon ressalta que o BC não tem jurisdição sobre empresas e que o registro que está sendo determinado é por parte das instituições financeiras. Quanto às empresas não-financeiras, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da instrução 475/09, obriga que as companhias abertas abram as informações com derivativos em seus balanços. “Com as novas medidas, o BC terá condições de saber se uma empresa está exposta demais. O que não sabemos é se ele terá instrumentos para agir”, acrescenta a fonte do mercado financeiro.

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BNDES prevê investimentos de US$ 200 bilhões no pré-sal até 2012

Os investimentos da cadeia produtiva de petróleo e gás para a exploração da área do pré-sal devem somar US$ 200 bilhões até 2012. A conta foi feita pelos técnicos do BNDES para o banco poder se preparar para atender essas necessidades.

O BNDES deverá ser o grande financiador do pré-sal no país.

Para 2010, o BNDES já reservou R$ 56 bilhões em desembolsos para o setor de infraestrutura, quase a metade do orçamento de R$ 126 bilhões previstos para este ano.

A maior parte dos desembolsos para infraestrutura está reservada para o pré-sal.

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Bom dia ADVFN - Ansiedade: divulgação do PIB norte-americano

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

No mercado nacional a FGV divulga a Sondagem da Indústria que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga a prévia do PIB do último trimestre de 2009. O Departamento do Trabalho apresenta o Índice de Custos Trabalhistas também do quarto trimestre do ano passado. Será divulgado o PMI Chicago (Purchase Managers Index) que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos. A Universidade de Michigan apresenta o Sentimento do Consumidor para o mês de janeiro, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral.

Ansiedade: divulgação do PIB norte-americano

Hoje a ansiedade toma conta dos mercados mundiais. Nos Estados Unidos será divulgada a prévia do PIB dos Estados Unidos (confira a agenda) referente ao quarto trimestre de 2009. Os analistas se mostram apreensivos em relação ao que se deve extrair dos dados a serem apresentados. Com certeza é esperado um movimento de crescimento, mas mais importante do que isso será a composição desse crescimento, sustentado pela volta do consumo ou advindo do afrouxamento da política fiscal e monetária no auge da crise econômica.

Últimos resultados corporativos em destaque

Empresas que reportaram lucros no último trimestre de 2009: Bradesco (R$ 2,18 bilhões), 3M (US$ 935 milhões, alta de 74%), Microsoft (US$ 6,6 bilhões, alta de 60%), Ford (US$ 868 milhões, reversão de prejuízos de 6 bilhões no mesmo período de 2008), Colgate-Palmolive (US$ 631 milhões, alta de 26%), Hyundai (US$ 820 milhões, alta de 288%), Nokia (US$ 1,32 bilhão, alta de 65%).

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Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Our Mood for Today 28.01.10

Yesterday the Central Bank confirmed market expectations with the maintenance of the SELIC RATE at 8.75% until the next meeting. However the big difference was the brief statement after the meeting just highlighting that the participants voted together (unanimity) and that the CB would analyze future economic indicators to decide future steps regarding monetary policy maneuver. Some traders are already postponing any change of the SELIC RATE to the April meeting instead of the March meeting after this result. Particularly I think it's the right thing to do at this moment. One important factor to corroborate the sustainability of the SELIC RATE for another period (after the March meeting) was the Government announcement that they should adopt a more conservative approach in terms of Government Expenses. Finally they are starting to collaborate with the CB on this process with some fiscal responsibility. They intend to limit expenses at least until next march and this is something important and is already affecting the Interest Rate Market with rates suffering some downside pressure.

The January IGP-M rose 0.63%, above our estimation (0.53%), accelerating from last month reading (-0.26%). In wholesale, industrial prices have risen after a two-month slide, owing mainly to processed foods, chemicals and metallurgical products. Farm prices have fallen less than in December (-1.47%) because of less deflation in potatoes and a rise in rice, beef and pork. The retail component (IPC-M) displayed sharp acceleration led by the bus fare hike in São Paulo and the annual school fee reset. The construction industry component (INCC-M) has accelerated marginally in response to pressure from some building materials.

The Central Bank announces the final results for public finance. We estimate a small surplus of R$1.0 billion for the consolidated public sector in December, thanks to the state-owned enterprises as well as central government, since regional governments are expected to display a primary deficit in the month because of the usual year-end increase in expenditure. This monthly result will have taken the annual primary surplus to 2.1% of GDP, within the range already indicated by the treasury secretary. We also estimate a nominal deficit of R$14.5 billion in December, leading to an annual deficit of 3.35%, up from 1.9% in 2008. Given this nominal deficit, the ratio of net debt to GDP will have remained stable compared with November on 43%.

IBGE publishes its monthly survey of employment (PME) for December. We estimate an unemployment rate of 6.6%, compared with 6.8% in December 2008, and the lowest of any monthly reading in the series in absolute terms. After seasonal adjustment, however, it is set to remain unchanged on 7.8%. This movement is typical of the period and reflects a reduction in the size of the workforce due to the fact that fewer people look for work at this time of year. With regard to regularly paid wages and other earnings, we expect this month's reading to remain basically stable, with a minor negative fluctuation of 0.1% at the margin and a rise of about 2% year over year.

Analyzing each market now:

- Currency Market: After reaching the range level we have mentioned before (1.85 - 1.90) we reinforce our call and recommend the SHORT positioning on the USD. Let's BUY BRL!

- Interest Rate Market: As mentioned above market expectations should favor some position on the JAN11 DI Contract (receive Rates).

- Stock Exchange Market: We think it is a good moment to get in and start some LONG position at current levels...

- Sovereign and Corporate Debt Market: The bond market continues to suffer. I keep my call and think we should consider some positioning at current levels after the sell-off. Brazil 5Y CDS is trading around 137.4 bps (flat). BR 40 is trading around 154 bps (+2 bps).

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Noticias do dia 27.01.10

Real desvalorizado deve ajudar nas exportações brasileiras de aço, diz Citi

Por: Livia Teixeira
27/01/10 - 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO – Os analistas do Citigroup acreditam que o setor siderúrgico brasileiro deverá continuar a apresentar resultados positivos neste ano, com base em uma moeda local mais fraca frente ao dólar norte-americano.

Segundo relatório da instituição, o dólar está retomando seus níveis normais, o que deve favorecer os preços no mercado doméstico e melhorar a competitividade das exportações brasileiras.

Os analistas utilizaram os dados do Instituto Aço Brasil referentes ao mês de dezembro. Segundo relatório, as vendas em dezembro de 2009 foram sazonalmente mais fracas, com queda de 9% na comparação ao mês anterior, mas reiteram que as fábricas estão trabalhando em 90% a 95% da capacidade, o que representa um aumento na demanda no início deste ano.

Um exemplo é a Usiminas, que religou na terça-feira (26) seu último alto-forno parado da usina de Ipatinga, em Minas Gerais. A companhia cortou a produção há um ano devido à queda de demanda por aço no período mais crítico da crise financeira global. Mesmo assim, o Citi reitera sua preferência por CSN e Gerdau no segmento.

Mercados
Em suma, no ano de 2009 a produção brasileira de aço caiu 21,4% em relação ao ano anterior. Porém, os analistas do Citi comparam a queda brasileira com as de outros importantes países. Os Estados Unidos e a China, por exemplo, reportaram queda de 36% e 13%, respectivamente, no período em questão.

Perspectivas
As perspectivas futuras para o mercado são promissoras. A equipe de análise espera que as vendas cresçam 25% em 2010, a caminho de atingir níveis de atividade pré-crise e um contínuo aumento nos preços. Porém, a retirada da tarifa de exportação de 12% pelo governo é vista como um risco para o mercado, concluem os analistas.

Resultado da Qualcomm decepciona e ações desabam mais de 9% no after hours

Por: Equipe InfoMoney
27/01/10 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A Qualcomm mostrou nesta quarta-feira (27), após o fechamento do pregão em Wall Street, o resultado referente ao seu primeiro trimestre fiscal. Apesar dos ganhos melhores do que o esperado, as perspectivas para o próximo trimestre mostraram-se aquém do previsto pelos analistas, levando as ações da empresa a forte desvalorização no after hours da Nasdaq.
O lucro - excluindo itens não recorrentes - durante os últimos três meses de 2009 foi de US$ 0,62 por ação, superando as estimativas do mercado, que giravam em torno de US$ 0,56 por ação. O desempenho ainda mostrou um crescimento de 100% em relação ao que foi visto no mesmo período de 2008, quando lucrou US$ 0,31 por papel.

As receitas da empresa, no entanto, tiveram um desempenho praticamente em linha com o esperado. O montante apresentado, de US$ 2,67 bilhões, ficou levemente abaixo dos US$ 2,7 bilhões projetados pelos analistas. O número mostra evolução em relação aos mesmos três meses de 2008, quando as vendas totalizaram US$ 2,51 bilhões.

Projeções derrubam as ações no after hours
Mesmo com o lucro acima do previsto, a companhia de telecomunicações disse que espera ver no segundo trimestre fiscal um lucro por ação - excluindo itens não recorrente - entre US$ 0,49 e US$ 0,53, enquanto as projeções dos analistas giram em torno de US$ 0,57 de ganho por papel.
Com isso, as ações da Qualcomm despencam mais de 9% no after hours do Nasdaq, após terem fechado o pregão regular desta quarta-feira com alta de 0,66%.

Petrobras assina documento para construção de navio explorador para o pré-sal

Por: Equipe InfoMoney
27/01/10 - 21h18
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR4, PETR3) anunciou nesta quarta-feira (27) que assinou, em conjunto com BG Group e Repsol, uma carta de intenção com o consórcio Schahin/Modec para afretamento e operação do FPSO (Floating Production Storage and Offloading) que será utilizado no projeto piloto de Guará, localizado no bloco BM-S-9, no pré-sal da Bacia de Santos.

O documento considera que o contrato, ainda a ser assinado para a construção da embarcação, deverá contemplar um conteúdo local de 65%, sendo a integração dos módulos realizada no Brasil. Com capacidade para produzir 120 mil barris de óleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a embarcação deverá entrar em operação no final de 2012 e deverá ser locada por 20 anos.

Vale lembrar que o projeto Guará constitui o segundo piloto a ser instalado no pólo pré-sal da Bacia de Santos.

BRF Investimentos aliena 4,53% de sua participação na Agre para Veremonte

Por: Valter Outeiro da Silveira
28/01/10 - 07h15
InfoMoney

SÃO PAULO – A Agre informou em nota postada na última quarta-feira (27) que seus administradores e acionistas Fernando Bruno de Albuquerque, Ricardo Setton e Luiz Roberto Horst Silveira Pinto alienaram para a Veremonte Participações todas as quotas do capital social da BRF Investimentos.

Conforme o comunicado, a alienação feita pela BRF Investimentos – sociedade titular das ações – representa 4,53% do capital social da Agre.

“Com a aquisição, a Veremonte reforça seu compromisso com a companhia e confiança no setor imobiliário brasileiro”, conclui a nota.

Petrobras confirma investimento de US$ 5,2 bilhões na Bacia de Campos

Por: Valter Outeiro da Silveira
28/01/10 - 08h05
InfoMoney

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR4, PETR3) confirmou em nota na última quarta-feira (27) as informações divulgadas pela Chevron acerca do projeto de exploração e produção do campo de Papa Terra, localizado na Bacia de Campos, no qual a norte-americana é parceira.

A estatal informa que a capacidade de produção do projeto será de até 140.000 barris de óleo pesado por dia, com início previsto para 2013. Além disso, o projeto utilizará uma TLWP (Tension Leg Well Platform) e será conectado a um FPSO (Floating Production, Storage, and Offloading).

Confirmo, mas não queria
Quanto ao valor do investimento, a Petrobras confirmou a estimativa divulgada pela norte-americana, na casa de US$ 5,2 bilhões.

Por outro lado, a divulgação de tais valores “não faz parte de sua política”. Em decorrência, a estatal avisará a Chevron e fará ajustes nos procedimentos de anúncios públicos referentes ao consórcio.

CSN: oferta de aquisição da Cimpor é registrada em Portugal em € 5,75 por ação

Por: Equipe InfoMoney
28/01/10 - 08h54
InfoMoney

SÃO PAULO – A CMVM (órgão regulador do mercado acionário de Portugal) registrou nesta quinta-feira (28) a oferta feita pela CSN em adquirir a cimenteira Cimpor pelo valor já divulgado em dezembro último, de € 5,75 por ação – fazendo com que o negócio seja avaliado em € 3,86 bilhões.

O objetivo da CSN agora é fazer com que até o dia 17 de fevereiro os acionistas da companhia portuguesa vendam 50% mais uma ação. Vale ressaltar que a estrutura acionária da Cimpor, embora fragmentada, tem 80% do controle do capital nas mãos dos maiores acionistas.
“Estamos fazendo uma oferta séria, expressa em mais-valias financeiras para os acionistas que estejam disponíveis para vender”, afirmou um representante da CSN à Reuters. “A Cimpor continuará com o centro de decisão em Lisboa e cotada na bolsa de valores desta cidade, estando a CSN disponível para trabalhar com os acionistas portugueses que queiram continuar na Cimpor”.

Camargo Corrêa e Votorantim na briga

Com o registro, a CMVM deu à Camargo Corrêa, outra interessada na aquisição da cimenteira, até a próxima segunda-feira para lançar uma proposta rival ou retirar sua oferta.
Além disso, a Votorantim – também na disputa pela aquisição da portuguesa – confirmou que mantém, desde o ano de 2008, contatos diretos com acionistas da cimenteira para adquirir uma participação minoritária na companhia.

Santos Brasil reporta prejuízo de R$ 5,3 milhões no quarto trimestre

Por: Tainara Machado
27/01/10 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A Santos Brasil (STBP11) divulgou nesta quarta-feira (27) seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2009, com prejuizo consolidado de R$ 5,3 milhões, abaixo dos R$ 11,5 milhões apontados em igual período de 2008. No acumulado de 2009, o lucro líquido foi de R$ 41,4 milhões, redução de 12,1% em relação ao ano anterior.

No tocante à receita líquida, a performance apresentada mostrou-se inferior àquela vista entre outubro e dezembro do ano passado, ao totalizar R$ 178,3 milhões neste período contábil, o que equivale a um decréscimo de 13,1% ante o montante listado há doze meses. No acumulado do ano, a redução foi de 9,1%, atingindo R$ 660,8 milhões.

Quanto ao Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia, este marcou R$ 65,5 milhões no período, aumento de 11,6% em relação ao quarto trimestre do ano passado. No entanto, contabilizado com o Ebitda ajustado (sem efeito de itens não recorrentes), haveria redução de 9,8%.

Volume
A companhia ressaltou que o volume operado no cais cresceu 7,1% em relação ao terceiro trimestre deste ano. No entanto, apresentou redução de 11,1% frente ao quarto trimestre de 2008, totalizando 203.764 contêineres. No acumulado do ano houve redução no volume operado de 16,2%, somando 721.783 contêineres.

Já o volume armazenado alcançou 47.525 contêineres entre outubro e dezembro deste ano, uma redução de 11,3% em relação a igual período do ano passado. Apesar disso, a receita bruta com operações de logística no acumulado de 2009 atingiu R$ 333,7 milhões, aumento de 3,3% em relação a 2008.

Dólar sobe pela sétima sessão seguida e fecha em R$ 1,859

PanoramaBrasil

SÃO PAULO - O dólar comercial registrou a sétima alta seguida no pregão de ontem, cotado a R$ 1,859 para venda e elevação de 1,25%. Esse é o maior valor da moeda norte-americana desde 3 de setembro de 2009, quando fechou em R$ 1,866. Com isso, o dólar acumula ganhos de 6,66% desde o início do ano.

A moeda foi pressionada, mas uma vez, principalmente por notícias externas. Os investidores estão inseguros quanto as recentes medidas de aperto monetário por parte da China. Além disso, a Grécia continua gerando dúvidas quanto a capacidade de arcar com a sua dívida. Além disso, nos Estados Unidos as vendas de casas novas caíram 7,6% em dezembro - o mês mais fraco desde março de 2009. Segundo analistas, o resultado indica que a demanda por moradias segue frágil, apesar de o governo ter prolongado um incentivo fiscal aos consumidores que compram casas pela primeira vez.

No mercado interno, o fluxo cambial acumulado de janeiro, até o dia 22, registrou o ingresso de apenas US$ 10 milhões, conforme levantamento divulgado ontem pelo Banco Central (BC). O ingresso de recursos externos foi garantido pela conta financeira, que acumulou superávit de US$ 670,5 milhões no período. Neste valor, estão todas as transferências de dólares para aplicações financeiras, investimentos produtivos e remessas de lucros, entre outras operações. O saldo financeiro foi gerado pelo ingresso de US$ 16,675 bilhões e pela saída de US$ 16,005 bilhões no período.

O valor que ingressou no País pela conta financeira foi mais que suficiente para cobrir a saída de US$ 660,4 milhões pelo segmento comercial. Nessa conta, as importações acumuladas no mês somaram US$ 7,943 bilhões e superaram as exportações, que atingiram US$ 7,282 bilhões. Na quarta semana de janeiro, entre os dias 18 e 22, o fluxo cambial acumulou saída líquida de US$ 85 milhões. O valor foi determinado pelo segmento financeiro, que registrou resultado negativo de US$ 145 milhões no período.


Barclays aposta em fundos de capital protegido para 2010

Eduardo Puccioni

SÃO PAULO - A alta volatilidade do mercado tem feito com que os fundos de capital protegido em commodities se tornem uma das prioridades para o Barclays Capital, divisão de banco de investimento do Barclays Bank PLC. A instituição trouxe ao Brasil mais duas novas modalidade de fundos, sendo que uma delas é inédita - lastreada em créditos de carbono.

Segundo os executivos do Barclays, a procura por esses fundos é muito grande por parte dos investidores brasileiros. Por conta disso, dois dos maiores gestores brasileiros - BBDTVM, do Banco do Brasil e o BBA, do Itaú - mostraram interesse nos fundos. O BBA ficou com o fundo lastreado em crédito de carbono e, com ele, conseguiu atrair R$ 180 milhões em ativos, tornando-o maior fundo de capital protegido lastreado em commodities do País. "Neste modelo, este é o primeiro fundo no mercado brasileiro", disse Roge Rosoline, diretor executivo para estruturação de mercados emergentes do Barclays Capital Brasil.

O segundo fundo, do BBDTVM, atraiu mais de R$ 130 milhões de investidores brasileiros. Este fundo tem como seu principal ativo o petróleo. Os executivos da instituição se mostraram muito otimistas com esta modalidade de fundo.

Nas projeções realizadas pelo Barclays, a cotação média do barril de petróleo negociado no mercado de Nova York (WTI) será de US$ 85 neste ano e alcançará os US$ 97 em 2011. "Acreditamos na valorização do petróleo, com isso, os investidores serão encorajados com o alto preço", afirmou o diretor executivo da área de pesquisas em commodities do Barclays, Kevin Norrish.

No Brasil, o total dos fundos de capital protegido lastreado em commodities atraiu aproximadamente R$ 460 milhões em 2009, sendo que o principal estruturador é o Barclays Capital. No mundo, a instituição negociou mais de US$ 7,9 bilhões no ano passado só com commodities.

Os dois fundos estruturados pelo Barclays no Brasil representaram R$ 310 milhões, mas as previsões para este ano são mais otimistas. "Nas perspectivas internas do banco, nós estamos prevendo uma movimentação mínima de R$ 1 bilhão para este ano", acrescenta Rosoline.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), até o dia 21, a captação líquida dos fundos com capital protegido alcançou R$ 1,335 bilhão nos últimos 12 meses. Porém, no ano, a captação está negativa em R$ 147,3 milhões.

Já o patrimônio líquido registrado na entidade chegou a R$ 4,712 bilhões até o dia 21. E a rentabilidade dos fundos é de 12,56% nos últimos 12 meses.

Os investidores são atraídos para estes fundos por conta do risco quase zero na operação, uma vez que a instituição que administra os ativos se responsabiliza pelas perdas do fundo. Vale destacar que esta modalidade, na grande maioria, é para investidores considerados qualificados, ou seja, para quem tenha pelo menos R$ 300 milhões para aplicar.

Em abril do ano passado, o Banco do Brasil havia lançado dois fundos no mercado. O BB Multimercado Capital Protegido Commodities Agrícolas Private FI e o BB Multimercado Capital Protegido Ouro Private FI, produtos, que na época, eram os inovadores e não tinham similares no mercado brasileiro.

A aposta dos executivos do Barclays é de que cada vez mais os investidores procurem diversificar seus investimentos, procurando alternativas pouco exploradas, como o mercado de commodities em geral.

A taxa de administração depende de cada instituição financeira, mas na maioria das vezes é cobrada uma taxa de 2%, sendo que, também na maioria das vezes, a rentabilidade prometida fica entre 20% e 30% ao fim do prazo de investimento.

Os fundos protegidos em ações chegam a ter rentabilidade de até 53%, caso haja uma valorização da Bolsa de Valores e, se ela cair até 25%, o cliente tem rentabilidade positiva nesse patamar.

A volatilidade do mercado faz com que os fundos de capital protegido em commodities se tornem uma das prioridades do Barclays Capital. Assim, a instituição trouxe ao Brasil duas novas modalidade de fundos.

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Novo Mercado: blue chips resistem à adesão, seja por falta de vontade ou incentivo

Novo Mercado: blue chips resistem à adesão, seja por falta de vontade ou incentivo

Por: Equipe InfoMoney
27/01/10 - 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO – Nunca se falou tanto em governança corporativa como nos últimos anos. Com o crescimento do mercado de ações, cada vez mais empresas têm procurado fazer sua estreia já no Novo Mercado da BM&F Bovespa, buscando maior credibilidade e valor a seus ativos.

Para ilustrar tamanho interesse, é só observar os dados sobre número de empresas listadas no NM desde sua criação, em 2000. Segundo dados da BM&F Bovespa, somente em 2002 a CCR aderiu à legislação do Novo Mercado, marcando a estreia de empresas no segmento. Oito anos mais tarde, o nível já registra 105 empresas, sendo que 15 delas entraram no segmento em 2009.

Apesar do claro crescimento da adesão ao nível mais alto de governança corporativa da bolsa, muitas companhias – em especial as mais antigas e de grande porte – ainda encontram dificuldades para se adequar a regras mais exigentes.

Preferenciais Vs Ordinárias
Para Luiz Rolla, presidente do conselho do Ibri (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), o problema principal dessas empresas são as características específicas exigidas pelo mercado brasileiro.

“Assuntos específicos impedem algumas empresas, principalmente as de grande porte, de atenderem a algumas das regras. É por isso que algumas blue chips ainda não estão no Novo Mercado, nos níveis mais altos, porque depende das características de cada uma”, comenta.

Rolla exemplifica falando que nos segmentos de alta governança corporativa de outros países não existe a prática da empresa ter somente ações ordinárias, ou seja, ações com direito a voto.

“Essa dicotomia [ações preferenciais e ordinárias] é irrelevante no mercado internacional, uma vez que os investidores estão focados muito mais nas ações com direito a votos, enquanto as ações preferenciais têm um papel muito menor do que têm aqui no Brasil”, argumenta.

Porém, ele explica que aqui no Brasil isso se disseminou de tal maneira que acabou se tornando um empecilho para algumas empresas conseguirem se adaptar a essa regra e aderir ao NM da BM&F Bovespa.

“Então, as grandes empresas que são comercializadas no mercado internacional, atendem às práticas que são exigidas no Novo Mercado de lá e não no brasileiro”, conclui.

Para Alexandre di Miceli, coordenador executivo do CEG (Centro de Estudos em Governança Corporativa) da Fipecafi, a exigência de negociações apenas com ONs também é vista como a principal dificuldade encontrada pelas blue chips.

“A conversão faz com que os controladores percam seu poder de decisão, ao reduzir o percentual de sua participação na empresa”, fala.

Pesando os prós e os contras
Segundo Miceli, este ponto pesa negativamente quando as empresas colocam na balança os prós e contras da adesão ao mais alto nível de governança corporativa. “Quando elas avaliam sua adesão ao Novo Mercado, elas não veem os benefícios compensando os custos e por isso acabam não entrando”, comenta.

Entre os principais pontos a favor da aderência, Miceli destaca o maior valor agregado à empresa. “O principal benefício que uma empresa espera ter ao aderir ao NM é o maior valor de mercado, com melhor apreciação e múltiplos maiores”, explica.
Porém, neste aspecto, Miceli explica que justamente por serem empresas grandes e tradicionais, suas ações já estão sendo precificadas pelo mercado independente de qual segmento ela participa. “Muitos investidores não ligam se a empresa está ou não no Novo Mercado, eles só olham liquidez, sem olhar a governança”, alerta.

Além da exigência da conversão de PNs em ONs, Miceli aponta também outros tópicos não vistos com bons olhos pelas empresas, como a obrigatoriedade da Câmara de Arbitragem para julgar as questões pertinentes ao mercado e o tag along de 100%.
Outra exigência que gera controvérsias é a questão do percentual mínimo de 20% de conselheiros independentes, sendo que a própria BM&F Bovespa estuda aumentar a fatia para 30%. “Muitas delas têm uma gestão tradicional, onde o Conselho é formado por pessoas de confiança dos dirigentes, uma cultura que é difícil mudar”, comenta.

Falta vontade?
Mesmo assim, Adriane Almeida, coordenadora do Centro de Conhecimento do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), acredita que um pouco é falta de boa vontade. "Algumas empresas já oferecem a seus acionistas direitos do Novo Mercado sem precisarem estar listadas nele".

Ela comenta que alguns bancos já oferecem tag along de 100% a seus acionistas e também possuem mais de 20% de conselheiros independentes, estando ainda no Nível 1. "A conversão de PNs em ONs não é impedimento para quem quer oferecer algo a mais a seus acionistas", afirma.
Também vale pressionar
Para Alexandre di Miceli, a única maneira de fazer com que estas companhias se adaptem às práticas do NM seria que a balança pesasse mais para o lado positivo. “Seria preciso uma mudança de postura por parte dos investidores e algumas ações do próprio governo, como maiores benefícios às empresas que estão listadas no Novo Mercado”, explicita.
Miceli exemplifica esses “benefícios” falando de uma situação em que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) emprestaria dinheiro às empresas de segmentos mais avançados com custos mais baixos, movimento que poderia incentivar a que ainda não aderiram às melhores práticas a adentrar no NM.

O coordenador do CEG comenta que, no caso dos investidores, são os institucionais os principais players de pressão, uma vez que são eles que acompanham o dia-a-dia da empresa, participam no conselho, votam e discutem as políticas adotadas pelas companhias em que investem.
“Eles são os investidores de longo prazo, enquanto as pessoas físicas têm um distanciamento com relação à sua postura de acionistas por buscarem investimentos de curto prazo e não se sentirem sócios do negócio”, comenta.

Atratividade para as novas
Enquanto as empresas que já estão listadas encontram dificuldades para aderir a níveis mais altos de gestão corporativa, Adriane Almeida, do IBGC, afirma que para as novatas o NM é sim um diferencial importante.

“Para uma empresa nova é muito importante o Novo Mercado porque é como se ela viesse com pacote mínimo de garantias de boa governança”, comenta, destacando a confiança como o principal atrativo do segmento para essas empresas.

Ela explica que, por não terem uma gestão amplamente conhecida, muitas dessas empresas que estão abrindo capital agora veem o NM como um meio de passar aos investidores confiabilidade e segurança.

“Uma empresa nova quando entra no mercado não tem histórico. Ela pode ser conhecida pelo marketing, mas ninguém conhece sua gestão, se é confiável, se faz o que promete”, comenta.
Novo Mercado = preços maiores?
Com um diferencial de qualidade e confiabilidade, essas companhias acreditam que os investidores passarão a olhar com bons olhos seu case de investimento e, com isso, pagarão um prêmio pelas boas práticas.

“Isso também reflete no preço: o investidor tende a confiar mais nas ações da empresa, então ele tende a pagar um pouco mais pelos direitos adicionais”, fala Adriane.

Ela acrescenta que “o Novo Mercado é importante porque garante aos minoritários padrões mínimos de direitos societários, de transparência e de estrutura de governança”. Outro fator considerado atrativo para as empresas que aderem ao Novo Mercado é o marketing corporativo.
Segundo Adriane, com um selo e um contrato que ratificam a adesão às boas práticas de governança, há um ganho institucional por parte dessas empresas. “Ele reflete em ganhos de imagens perante funcionários, clientes, comunidade, governo, os stakeholders”, completa.
Atenção: nem todos são transparentes
Na visão de Miceli, do CEG da Fipecafi, o “selo” usado pelas companhias que aderem ao segmento não é sinônimo de qualidade e reais práticas de boa gestão. Ele cita o caso da incorporação da Tenda pela Gafisa em 2008.

Na ocasião, o mercado repercutiu negativamente a falta de preocupação da Tenda (que era listada no NM) com o direito de tag along - mecanismo de proteção a acionistas minoritários de uma companhia que garante a eles o direito de deixarem uma sociedade, caso o controle seja vendido a outro investidor.

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Sem surpresas, Banco Central mantém taxa de juros a 8,75%

Sem surpresas, Banco Central mantém taxa de juros a 8,75%

Fernanda Bompan

SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano nesta primeira reunião de 2010. A decisão vai ao encontro da estimativa da maioria do mercado, que espera uma subida a partir de abril deste ano para conter a possível pressão inflacionária. Segundo nota divulgada ontem pelo BC, "o comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião (em março), para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". O índice está em vigor desde julho do ano passado e é o mais baixo da história do Copom, criado em junho de 1996.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, defendeu que o BC continue conduzindo a política monetária dentro do esforço conjunto do governo para garantir o crescimento, como ocorreu em 2009, quando o BC reduziu as taxas de juros e os depósitos compulsórios dos bancos para mitigar os efeitos da crise financeira na economia. A maior preocupação atual do Ministério da Fazenda é de que o BC, em março, retome o processo de aperto dos juros para evitar que uma demanda excessivamente aquecida possa provocar aumento da inflação. A alta dos juros, porém, teria o efeito colateral de reduzir o crescimento econômico.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, acredita que a decisão do BC é positiva e vai garantir o processo de retomada dos investimentos. "O cenário de juros estáveis é importante para voltarmos ao nível de investimento anterior à crise", disse. Outra razão mencionada por ele, para a decisão de ontem do Copom, é a de não haver, agora, motivos para preocupação com uma alta da inflação. "O aumento da demanda interna está sendo plenamente atendido pela produção doméstica ou pelas importações, sem causar pressões sobre os preços".

Assim como, Monteiro Neto, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu o controle da inflação e que ocorram condições favoráveis para os investimentos crescerem e, consequentemente, a produção e o emprego no Brasil. "A manutenção da Selic nos atuais 8,75%, ou até menos - já que ainda há condições para reduzi-la -, é uma das condições básicas para isso". "Em um ambiente inflacionário confortável e diante de sinais de pujança econômica abaixo das expectativas, a decisão do Copom foi tímida", analisa o presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ), Orlando Diniz. "O comportamento do emprego em dezembro, segundo os números do Ministério do Trabalho, surpreendeu negativamente, enquanto ganha espaço no mercado a previsão de fechamento negativo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009. Nessas circunstâncias, manter o custo do crédito elevado irá de encontro ao consumo das famílias", continua. Para o presidente do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (SECIF-RJ), José Arthur Assunção, a atual taxa Selic precisa ser mantida, no mínimo, até o final desse ano, sob pena de desperdiçar a chance do País crescer com sustentabilidade. "Temos uma expectativa de inflação dentro da meta para esse ano, devido principalmente aos preços administrados, que terão deflação. Além disso, os principais bancos centrais do mundo continuam trabalhando com taxas artificialmente muito baixas, o que não nos deixa margem para elevar juros aqui no Brasil". Assunção afirma ser sensato até mesmo uma queda a 8% da Selic neste ano.

De acordo com um levantamento feito pela consultoria Up Trade, que leva a uma das consequências da alta da taxa de juros brasileira, indica que o País voltou a liderar o ranking dos juros reais (descontada a inflação) em comparação com outros 40 países, à taxa de 4% ao ano.

Em abril

"O pequeno momento inflacionário no início de ano não irá afetar aumento da Selic", afirma o professor da Universidade Federal do Tocantins, Waldecy Rodrigues. Ele acredita que em março a Selic pode ser alterada por conta da balança de pagamentos e a inflação. "Se não houver desequilíbrios relacionados ao dólar, não teremos manutenção", diz. Entretanto, ele acredita que a taxa de juros poderá até cair para 8%.

A expectativa do mercado, de acordo com o relatório Focus divulgado na última segunda-feira pelo BC, é de que a taxa Selic encerre o ano em 11,25%. O início da elevação aconteceria, para a maioria dos especialistas consultados pelo BC, somente em abril, no valor de 9,25%.

Assim como era esperado pela maioria do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu ontem, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano.

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No 1º IPO do ano, ação da Aliansce sai abaixo do piso

No 1º IPO do ano, ação da Aliansce sai abaixo do piso

REUTERS

SÃO PAULO - A primeira oferta de ações de 2010 na Bovespa, que acontece em um momento de queda nos mercados globais, ficou aquém do esperado. Investidores se dispuseram a pagar 9 reais pela ação da empresa de shopping centers Aliansce, abaixo do piso da faixa estimada que ia de 10 a 13 reais.

A companhia já tinha tentado abrir o capital em 2007, mas o plano na ocasião foi frustrado depois que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu o pedido de análise da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), alegando que um executivo da companhia teria fornecido à imprensa informações que não estavam no prospecto preliminar.

A oferta primária da Aliansce envolve 50 milhões de ações, com giro financeiro de 450 milhões reais, de acordo com informações disponíveis no site da CVM. A secundária inclui 24,750 milhões de ações, com montante de 222,75 milhões de reais. Assim, no total, a operação movimenta 672,75 milhões de reais.

Quando divulgou o cronograma da operação, que tem o BTG Pactual como coordenador-líder, a Aliansce estimava que sua oferta movimentaria até cerca de 1,1 bilhão de reais, considerando lotes suplementar e adicional e o teto do preço previsto, de 13 reais.

A empresa chega à bolsa na mesma semana em que a Metalfrio cancelou uma oferta de ações, já durante o período de reserva dos papéis, em uma operação avaliada em cerca de 300 milhões de reais. Antes disso, em 21 de janeiro, a M. Dias Branco paralisou uma oferta secundária em andamento, devido às condições desfavoráveis nos mercados.

O Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, acumula queda de 5 por cento em 2010. Em relação ao pico de fechamento do ano, registrado em 6 de janeiro, a baixa é de 8 por cento.

O mau humor nas bolsas em todo o mundo decorre de preocupações com o aperto do crédito na China, a situação fiscal na Europa e a recuperação irregular da economia norte-americana.

A Aliansce foi formada por uma joint-venture entre a Nacional Iguatemi e a norte-americana General Growth Propertiesem 2004. Atualmente, administra ou participa de cerca de 20 empreendimentos, entre os quais o Shopping Iguatemi Salvador.

A estreia das ações da Aliansce na bolsa paulista está marcada para sexta-feira, dia 29.

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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Carteira de Petrobras lidera perdas em ações

Carteira de Petrobras lidera perdas em ações

Por Antonio Perez, de São Paulo
28/01/2010

Os fundos de ações de Petrobras com recursos próprios lideram o tombo das carteiras de ações no mês, até o dia 22, com queda de 7,33%. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Essas perdas ainda não incorporam a piora acentuada da bolsa nesta semana, com queda de 1,74% do Ibovespa. Mas os papéis da Petrobras sofrem desde o início do ano com a indefinição da capitalização da empresa pelo governo. Segundo analistas, a fraqueza das ações da Petrobras impediu que o Ibovespa se firmasse acima dos 70 mil pontos no início do ano.

Entre os dez principais tipos de fundos de ações acompanhadas pela Anbima, o único com rentabilidade positiva no mês, de 2,08%, é o de Vale com recursos próprios. Esses fundos foram impulsionados pelas perspectivas de reajuste de cerca de 50% do minério de ferro. Na semana encerrada dia 22, contudo, as carteiras de Vale perderam 5,49%, refletindo a virada da bolsa.

Mesmo com a rentabilidade em baixa, os fundos de ações não foram abandonados pelos investidores. Na semana encerrada dia 22, essas carteiras atraíram R$ 230 milhões, levando a captação líquida do mês a R$ 1,24 bilhão. Em janeiro, até o dia 22, os fundos da Petrobras sofreram saída líquida de R$ 6,5 milhões, enquanto os fundos da Vale receberam R$ 21, 26 milhões.

O tombo da bolsa, porém, deve minar o apetite dos investidores pelos fundos de ações, aposta Alexandre Espírito Santo, diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ e economista da Way Investimentos.

Ele vê um cenário de alta volatilidade, dadas as preocupações com o crescimento chinês, as medidas do governo Barack Obama para restringir a atuação dos bancos e as dúvidas sobre a solvência de países europeus. Por isso, os investidores não devem se iludir com altas pontuais da bolsa, avalia Espírito Santo, que acha mais razoável um Ibovespa perto de 60 mil pontos que de 70 mil. "Estamos vendo uma realização de lucros mais prolongada", diz.

Mas há quem descarte a possibilidade de uma queda forte da bolsa nos próximos dias. Para a responsável pela Fator Administração de Recursos, Roseli Machado, a "correção" do Ibovespa será limitada. "Não vai muito longe", aposta.

Enquanto os fundos de ações perdem com a saída dos estrangeiros da bolsa, os fundos cambiais continuam surfando no repique do dólar. No mês, registram rentabilidade média de 4,46%, para uma alta de 4,45% da moeda americana. Apesar da disparada, os fundos cambiais captaram apenas R$ 30,58 milhões no mês. Na semana encerrada dia 22, essas carteiras receberam R$ 3,01 milhões.

O investidor, contudo, deve se acautelar com os fundos cambiais. As carteiras que apostam no dólar têm fôlego curto, diz Roseli Machado. A taxa de câmbio mudou de patamar, deixando a casa de R$ 1,70, mas não tem força para ir muito além de R$ 1,85, julga a diretora da Fator. "O dólar já andou demais", diz.

Sem uma disparada da moeda americana, os fundos cambiais não terão força para bater os fundos DI. Essas carteiras acompanham a variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro (DI), que subiu 0,49% no mês.

Os Fundos DI já receberam R$ 3,57 bilhões no mês, perdendo apenas para renda fixa (R$ 8,93 bilhões) e curto prazo (R$ 6,37 bilhões). A captação líquida dessas carteiras, porém, é inflada pelas aplicações de Estados e municípios no início do ano, em razão do recolhimento de impostos. No ano, os fundos de renda fixa registram rentabilidade de 0,68%, superior aos ganhos dos fundos DI, de 0,50%.

Espírito Santo, da Way Investimentos, porém, prefere os DIs. Ele acredita que a renda fixa deve apresentar alta volatilidade daqui para frente com a expectativa para aperto monetário.

Veja as tabelas de fundos em www.valoronline.com.br/fundosdein

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O bilionário banco imobiliário

O bilionário banco imobiliário

Carolina Mandl e Daniela D'Ambrósio, de São Paulo
28/01/2010

Por trás da atividade de incorporação, as construtoras guardam um bilionário - e lucrativo - negócio de financiamento imobiliário. As seis maiores empresas do mercado - Cyrela, Gafisa, Rossi Residencial, MRV, PDG Realty e Brookfield - têm R$ 25,5 bilhões em créditos a receber dos financiamentos diretos que fizeram a seus clientes.

Essa carteira de recebíveis, que corresponde a 75% dos R$ 34 bilhões financiados com recursos da caderneta de poupança no ano passado, cresce a passos largos. O volume financeiro, segundo o Valor apurou, tem levado investidores estrangeiros interessados em entrar no segmento de crédito imobiliário no Brasil a negociar uma associação com uma das maiores incorporadoras do setor.

É como se, além de erguer apartamentos, as incorporadoras tivessem uma atividade financeira paralela. A Cyrela, por exemplo, a maior empresa do setor e também aquela com maior estoque de recebíveis, com mais de R$ 8 bilhões em carteira, retira em média 20% do seu lucro líquido das receita financeira gerada pelos contratos de financiamento.

Não é o negócio central delas, mas, até bem pouco tempo atrás, quem não financiasse a venda de seus apartamentos não conseguia desová-los. "Passamos décadas sem ter financiamento bancário para o setor, por isso sabemos a quem vender ou não, controlando o risco da operação", diz o executivo de uma incorporadora.

Agora, o cenário é outro. Além do maior interesse dos bancos em oferecer crédito para quem quer comprar a casa própria, pessoas físicas e investidores institucionais estão ávidos por ativos financeiros com lastro imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e cotas de fundos imobiliários (FII) e de direitos creditórios (FIDC), que pagam uma remuneração maior que os títulos públicos.

Mesmo assim, não só as empresas continuam concedendo financiamentos em passo acelerado, seguindo e o frenético ritmo das vendas de imóveis no país, como elas continuam a reter esses recebíveis, em sua maior parte. A explicação está no rendimento que obtém desse negócio. Em setembro de 2008, a carteira de recebíveis das seis maiores empresas do setor era de R$ 17,4 bilhões, ou seja, o estoque cresceu quase 50% em um ano.

Apesar de o repasse dos recebíveis ainda ser bastante tímido, não há dúvidas de que a tendência é de que ganhe força nos próximos anos. Algumas incorporadoras já começam a ensaiar meios de transformar esses papéis em dinheiro mais rapidamente, sem ter de esperar pela quitação completa dos longos financiamentos.

A PDG Realty, por exemplo, deu início em agosto do ano passado à venda de seus recebíveis por meio de sua própria securitizadora. Ao todo, foram R$ 100 milhões. Mas não deve parar por aí. No prospecto da oferta de ações em andamento, a PDG informou que pretende atuar no setor de serviços financeiros por meio do repasse dos recebíveis.

A Brookfield lançou outros R$ 85,5 milhões em recebíveis em setembro. A Gafisa fez uma cessão dos recebíveis para um FIDC. A Cyrela - dona da maior carteira de contratos de financiamento, com R$ 8,3 bilhões - também avalia algum tipo de securitização com prazo superior a cinco anos, em um montante superior a R$ 100 milhões.

A explicação para que as empresas ainda mantenham a maior parte desses empréstimos no balanço é simples. A rentabilidade que esses papéis pagam faz deles um bom investimento para as incorporadoras. Hoje, até a entrega das chaves aos clientes, os contratos de crédito imobiliário garantem às construtoras o equivalente ao Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que ficou em 3,22% no ano passado. Passado o prazo de construção, em média de três anos, o reajuste é outro. Depois que o cliente entra no imóvel, as parcelas variam pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) mais 12% ao ano, por um período de até 18 anos. No ano passado, em que o IGPM ficou negativo em 1,72%, isso foi equivalente a 10,07%.

"As construtoras estão com muitos recursos. Acabaram de fazer ofertas de ações. E os recebíveis rendem para elas muito mais do que qualquer outra aplicação do caixa", diz Marcelo Michaluá, diretor da RB Capital, empresa que compra recebíveis para transformá-los em títulos de investimento, processo conhecido como securitização. "Hoje é raro encontrar entre as grandes incorporadoras quem queira vender os recebíveis."

Para se ter um ideia da ainda baixa oferta de recebíveis, segundo dados da Cetip, o volume desses títulos nas mãos de investidores no mercado brasileiro é de R$ 10,7 bilhões, menos da metade do volume que as incorporadoras guardam em seus balanços.

Se forem vender os contratos para transformá-los em dinheiro de forma mais rápida, dificilmente o repasse às securitizadoras sairá a taxas inferiores àquelas com que as incorporadoras captam hoje via debêntures, por exemplo.

"Sempre buscamos as melhores alternativas para os acionistas, mas até hoje não conseguimos fechar nenhuma operação que fosse atrativa", diz Luis Largman, diretor de relações com investidores da Cyrela.

No médio e longo prazos, o negócio financeiro das incorporadoras deve diminuir. A expectativa é que, com mais crédito disponível por meio dos bancos, as construtoras acabem se concentrando na incorporação. Algumas companhias já estão preferindo não mais assumir o financiamento dos clientes, repassando-os para os bancos.

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Julgamento da Cyrela na CVM será em 9 de fevereiro

Julgamento da Cyrela na CVM será em 9 de fevereiro

Rio de Janeiro - Está marcado para o dia 9 de fevereiro o julgamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de processo administrativo sancionador contra dirigentes da Cyrela acusados de terem negociado ações da empresa antes da divulgação de comunicado ao mercado. O colegiado da CVM já rejeitou duas propostas dos administradores da Cyrela, para firmar termos de compromisso para extinguir o processo. Pela última proposta rejeitada, em dezembro, a CVM receberia R$ 1 milhão.

Os administradores tinham conhecimento de "Instrumento Particular de Outorga de Opção de Compra de Ações e Outras Avenças" entre a Cyrela. Commercial Properties Empreendimentos e Participações (CCP) e subsidiárias da Cyrela Brazil Realty, de 30 de maio de 2007. Mas o primeiro comunicado ao mercado sobre o assunto veio só 30 dias depois, em 29 de junho e, nesse meio tempo, administradores da Cyrela negociaram ações da companhia.

Também houve negociação de ações da Cyrela por parte de dirigentes da empresa entre 24 de junho de 2007, quando houve notícia na imprensa de que a companhia estava em início de entendimentos para eventual compra da empresa alagoana Cipesa, em 6 de julho daquele ano, quando foi publicado o comunicado ao mercado sobre o assunto.

Pela última proposta de termo de compromisso sobre esse processo, rejeitada pela CVM, o diretor de Relações com Investidores da Cyrela, Luis Largman, pagaria à CVM R$ 500 mil; o diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração da companhia, Elie Horn, R$ 250 mil e os diretores Ariel Shammah e George Zausner, R$ 125 mil cada um.

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Bom dia ADVFN - Decisão do FED anima investidores

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira

A Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-M de janeiro, índice mensal comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal de Emprego, conjunto de dados sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho. Banco Central publica a Nota de Política Fiscal com os dados sobre o montante e composição da dívida pública federal. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga os números de Pedidos de Seguro-Desemprego mais recentes. Os Pedidos de Bens Duráveis serão divulgados pelo Departamento do Comércio, indicando o nível de atividade da indústria norte-americana.

Decisão do FED anima investidores
O Federal Reserve (banco central-norte americano) decidiu ontem manter a taxa de juros básicos da economia entre 0% e 0,25% ao ano. Com a notícia os principais índices acionários dos EUA reverteram a tendência de queda, animando os investidores no final do pregão. No Brasil o Banco Central também decidiu manter a taxa de juros em 8,75% ao ano, sendo a quarta reunião sem alteração na taxa. O comunicado emitido logo após a reunião não deu pistas sobre as possíveis decisões futuras das autoridades monetárias brasileiras.

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Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Our Mood for Today 27.01.2010

We have quite a lot of reasons to be cautious considering the news coming from several places in the world. Some of them are much more macro themes that affect all the markets and countries like the fiscal situation of some Developed Countries (Japan (outlook change), Spain), also the problems of Greece (even after the Bond Sale). The slowly recovery process of UK economy... Others, despite disturbing the entire world are affecting much more Brazilian Markets, notably China's measures to reduce the lending market until the end of this week. However, it's important in my point of view not forget the specific characteristics of each country and future perspectives. And again my point is that probably Brazilian Assets are again suffering from the liquidity problem being one of the best options for investors to get advantage of future downside movements. Will this movement continue? My feeling is that we are approaching a turning point after the sell-of that has started last January 11th. Nevertheless this movement should not be the same for all the assets and markets. My bet is that the Emerging Nations and markets with good economic perspectives and a huge local market should be the first ones to recover after the recent downside movement. Also the movement should differ when you compare the fixed income market and the equity market with the last one continuing to present a high volatility. To be confirmed...

The third four-week moving average of IPC-FIPE (this index covers only the city of São Paulo) for January rose 1.16%, below our estimate of 1.26% and accelerating from a week earlier (0.85%). Transport have contributed with about half of the index, owing to the impact of the bus fare hike and accelerating fuel prices (ethanol and petrol). Food inflation has continued to accelerate, reflecting increased pressure from milk, rice and beans, among other items. The annual school fee reset also has contributed to the rise in inflation on this measure.

The Treasury announces the central-government primary result, which we estimate to have been a surplus of R$1.1 billion. The Treasury itself will have booked a small deficit in December, despite proceeds amounting to R$3.5 billion from the sale of dividend rights to BNDES, the national development bank, on the last day of the year. Thus the main reason for the positive result in the month will have been a R$1.8 billion social security surplus, already announced. The 2009 result for social security was a deficit corresponding to 1.36% of GDP, only slightly up from 1.2% in 2008, because of another sharp hike in the minimum wage, while revenue grew more slowly owing to the recession in the early part of the year. The same applies to the Treasury in 2009: expenditure grew as fast as in previous years, whereas revenue contracted moderately as a reflection of the crisis and economic slowdown.

The Central Bank of Brazil's Monetary Policy Committee (COPOM) holds its first regular rate-setting meeting of 2010 this week. We expect the Selic target to be left unchanged at 8.75% p.a., where it has been since mid-2009. As mentioned yesterday more important than the Selic target will be the wording and tone of the post-meeting statement, which is likely to be significantly different from previous statements, probably signaling the onset of the long-awaited tightening cycle. We continue to expect this in April, but another school of thought holds that tightening will begin in March. Subtle details of the wording may signal the COPOM´s intent in this regard. The latest Inflation Report itself displayed interesting changes in wording, which will probably be reflected in the COPOM statement and minutes. Recent price index readings have been showing signs of rising inflationary pressure, albeit mostly due to localized or temporary factors. Various price hikes and tariff resets at the start of the year, alongside pressure on food prices due to adverse weather, will almost certainly mean higher inflation readings in January and February than expected a few weeks ago. This affects expectations regarding future inflation, which in Brazil are still intensely influenced by current inflation. Moreover, inflation is already fluctuating around the mid-point of the target band, so any increase in pressure sufficient to push it up above that point, will be a concern for the Central Bank right at the start of the year. On the other hand, economic activity indicators have displayed weaker behavior recently, and this could be seen as an argument to offset some of the pressure.

Analyzing each market now:

- Currency Market: Perspectives of this market has changed clearly on the last couple of weeks. New resistances should be tested going forward. The 1.85 level is the first one and should be surpassed. In fact our opinion is that the 1.85 - 1.90 range should be probably the new range for the currency on the near future. However particularly I think that at current levels (1.846) we should think about start building a SHORT Position on the USD against the BRL. The good momentum of Brazil should continue and the Interest Rate Differential is a good reason to be positioned on the BRL...

- Interest Rate Market: Let's wait the statement of the COPOM meeting. We do not recommend any position for a while...

- Stock Exchange Market: Considering the future markets, some relief should not be discharged for today's trading session. However this is not a consensus around here and the mood and performance abroad should be an important trigger for the local market...

- Sovereign and Corporate Debt Market: My particularly opinion is that the Brazilian Names have already suffered a lot on the recent sell-off movement and should at least present some stabilization at current levels. On the road we have Banco Pine with a 7Y Subordinated Debt. My opinion is that considering whispers around mid to high 8% they should find buyers for the USD 150 mm deal. However I do not expect any major order coming from private clients but instead HY investors that are searching for yield pick ups at this moment... To be confirmed... Brazil 5Y CDS is trading around 137.4 bps (+2 bps). BR 40 is trading around 157 bps (+1 bps).

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Bom dia ADVFN - Boa notícia tenta animar os mercados

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira

Hoje é dia de reunião em alguns dos principais bancos centrais mundiais. Reúnem-se para definir os rumos das políticas monetárias nacionais os bancos centrais do Brasil, EUA e Japão. No Brasil a FGV (Fundação Getulio Vargas) apresenta a Sondagem do Consumidor do mês de janeiro, pesquisa que inclui questionamentos relativos à situação econômica do país, situação econômico-financeira das famílias consultadas, grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor. Nos EUA a S&P divulga o Índice S&P/Case-Shiller referente ao mercado imobiliário residencial norte-americano. A Conference Board divulga a Confiança do Consumidor, índice que mede, por meio de entrevistas, a situação econômica atual e expectativa para o futuro próximo.

Boa notícia tenta animar os mercados

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, anunciou ontem uma série de medidas e incentivos para a classe média norte-americana, para tentar estancar os níveis crescentes de desemprego no país. O anúncio veio após os índices de desemprego nos EUA já marcarem os 10% e os índices de popularidade do presidente irem ladeira abaixo. Os principais índices das bolsas norte-americanas fecharam em alta, sem conseguir, no entanto, reverter as perdas acumuladas desde o início deste ano.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Apple lucrou no último trimestre US$ 3,38 bilhões, superando em mais de 50% a expectativa dos analistas, por conta de boas vendas do iPhone e AppleTV. A Fiat, por outro lado, registrou prejuízos líquidos de US$ 398 milhões no último trimestre de 2009, com a queda significativa nas vendas da divisão de máquinas agrícolas.

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Bom dia ADVFN - Gestores internacionais felizes com a queda da bolsa brasileira

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Hoje a agenda começa com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor da FIPE, referente a janeiro. O Banco Central finaliza a segunda reunião que definirá a taxa de juros básica da economia. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga o número das Vendas de Imóveis Novos. O Departamento de Energia divulga o Estoque semanal de Petróleo. O FED (banco central norte-americano) convoca a segunda reunião que definirá a taxa básica de juros da economia norte-americana.

Gestores internacionais felizes com a queda da bolsa brasileira

Desde o início do ano o investidor brasileiro tem acompanhado a cotação do dólar subir ininterruptamente e o índice Ibovespa despencar. Duas situações não muito agradáveis para os investidores conservadores. Bem, os maiores gestores internacionais de fundos estão rindo à toa. Para eles se configura uma situação ideal, uma pequena janela de oportunidade. O Brasil agora esta sendo considerado um dos melhores mercados dos países emergentes, barato em relação aos índices bursáteis de outros países. Na verdade a recente desvalorização do real dá um "desconto" ainda maior para os investidores estrangeiros entrarem, exatamente quando todos se perguntam se é a hora de sair.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Yahoo saiu do vermelho e reportou lucros líquidos de US$ 153 milhões no último trimestre de 2009. Entretanto, suas receitas declinaram quase 9% no ano passado. A Johnson & Johnson registrou lucros de US$ 2,2 bilhões no quarto trimestre de 2009. Houve acréscimo de 9% nas receitas do último trimestres, mas não compensando o declínio de quase 3% nas receitas totais anuais de US$ 61,9 bilhões. A DuPont também registrou lucros líquidos no último trimestre de 2009, no total de US$ 441 milhões, superando as projeções dos analistas.

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Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Model behaviour - The drawbacks of automated trading

Model behaviour
The drawbacks of automated trading


Jan 21st 2010
From The Economist print edition

HEDGE funds had a pretty good year in 2009. The average fund regained almost all the ground that was lost in 2008. So it came as a bit of a surprise when Man Group, one of the largest hedge-fund groups, reported on January 15th that its AHL operation had suffered a disappointing end to the year.
The one thing Man will not do is fire the manager. AHL is the classic example of a “black box” system in which investment decisions are generated by computer models. These systems often work best when other approaches are failing. In 2008 managed-futures funds (the class into which AHL falls) returned an average of 18.2% while the typical fund of hedge funds lost 19.8%, according to Eurekahedge, a data provider.
But the faltering performance of managed-futures funds last year shows that computer-driven strategies are far from perfect. A previous example occurred in August 2007 when a lot of them got into trouble at the same time. Back then the problem was that too many managers were following a similar approach. As the credit crunch forced them to cut their positions, they tried to sell the same shares at once. Prices fell sharply and portfolios that were assumed to be well-diversified turned out to be highly correlated.
The lesson learned was that, if you feed the same data into computers in search of anomalies, they are likely to come up with similar answers. This can lead to some violent market lurches.
In defence of computers (or, at least, those who program them), quantitative approaches to investing come in at least three different types. AHL uses a trend-following system in which it is assumed that markets display momentum. In defiance of Newton, this model is based on the notion that what goes up need not necessarily come down.
The model can range across markets and go short (bet on falling prices) as well as long, so the theory is that there will always be some kind of trend to exploit. A paper by AQR, a hedge-fund group, found that a simple trend-following system produced a 17.8% annual return over the period from 1985 to 2009. But such systems are vulnerable to turning-points in the markets, in which prices suddenly stop rising and start to fall (or vice versa). In late 2009 the problem for AHL seemed to be that bond markets and currencies, notably the dollar, seemed to change direction.
A second approach is to use a computer to exploit the “value effect”, by finding shares that look cheap according to a specific set of criteria such as dividend yields, asset values and so on. The value effect works on a much longer time horizon than momentum, so that investors using those models may be buying what the momentum models are selling. The effect should be to stabilise markets.
The third, most controversial form of computer-driven trading is ironically the one that should make markets more efficient. These models remorselessly comb the markets for arbitrage opportunities.
This ceaseless activity, however, has led to a kind of arms race in which trades are conducted faster and faster. Computers now try to take advantage of arbitrage opportunities that last milliseconds, rather than hours. Servers are sited as close as possible to stock exchanges to minimise the time taken for orders to travel down the wires.
This “high-frequency trading” is attracting suspicion. The Securities and Exchange Commission is looking into the practice, on the grounds that it may favour Wall Street insiders at the expense of retail investors. The European Commission is said to be doing the same.
High-frequency trading is as far removed from the approach of Warren Buffett as it is possible to get. The investment guru’s ideal holding period is forever. If the investor’s time horizon is measured in milliseconds, it does not matter what the company concerned actually does for a living—all that matters is the price. Markets may be efficient in a narrow sense but not in the sense of allocating capital to its most productive use.
The main argument in favour of such trading is that it provides the markets with liquidity. But that liquidity may not be permanent. Hedge funds that exploit the approach can use a lot of borrowed money, so a squeeze on credit will cause the liquidity to dry up. That was one problem markets faced in late 2008.
Computers may not have the human frailties (like an aversion to taking losses) that traditional fund managers display. But turning the markets over to the machines will not necessarily make them any less volatile.

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Petrobras paga para CVM encerrar processos

Petrobras paga para CVM encerrar processos

Autor(es): Agencia O Globo
O Globo - 22/01/2010

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou a proposta dos diretores da Petrobras Almir Barbassa (financeiro) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento), de pagamento de R$ 500 mil, para encerrar processos movidos pela autarquia. Barbassa ofereceu R$ 400 mil para suspender um processo instaurado pela CVM sobre informações prestadas por ele em reunião com analistas de mercado e também sobre aumento de capital da companhia, sem emissão de fato relevante.
A CVM também multou o diretor por ter divulgado sem fato relevante os valores das novas refinarias “premium” da companhia.
Já o diretor de Abastecimento propôs pagar R$ 100 mil para não ter que responder a processo sobre a divulgação de uma nova refinaria da companhia. Um seguro feito pela Petrobras para cobrir esse tipo risco arcará com os valores.

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CONTRIBUINTES RENEGOCIAM DÍVIDAS POR LUCROS NA BOLSA

CONTRIBUINTES RENEGOCIAM DÍVIDAS POR LUCROS NA BOLSA

O Leão dá um desconto
Autor(es): Luciana Monteiro e Antonio Perez
Valor Econômico - 22/01/2010

Um ano de valorização excepcional na bolsa pode significar dores de cabeça com a Receita Federal no exercício seguinte. Uma grande parte das pessoas físicas que movimentam seus papéis na bolsa não segue o complexo ritual de recolhimento do imposto sobre os ganhos e cai na malha fina. Pelo menos 169 mil contribuintes recorreram à renegociação de débitos com a Receita e aproveitaram o Programa de Recuperação Fiscal (Refis), encerrado no fim de 2009, para parcelar suas dívidas fiscais. Desse total, 59%, ou 99.810 pessoas, têm débitos não declarados por ganhos de capital, grande parte com a venda de ações.

A fiscalização da Receita aumenta ao mesmo tempo em que cresce o número de investidores que resolvem tentar a sorte no mercado de ações. Em 2009 havia 552.364 contas de pessoas físicas na BM&FBovespa. O problema é que pelo menos 70% desses investidores não recolhem o tributo, estima Meire Bonfim Poza, da Arbor Contábil.
Cerco da Receita ao investidor com ganho em bolsa amplia procura pelo Refis, que teve 169 mil pedidos no ano passado.
O cerco da Receita Federal, em especial aos investidores em ações, está aumentando o interesse das pessoas físicas pela renegociação de débitos com o Leão. Pelo menos 169 mil aproveitaram o Programa de Recuperação Fiscal (Refis), encerrado no fim do ano passado, para parcelar suas dívidas. Muitos são investidores que não declaravam os ganhos obtidos em bolsa. Tanto que 59% dos que aderiram ao programa - ou 99.810 pessoas - estão justamente na modalidade que compreende, entre outros casos, os débitos não declarados por ganhos de capital em vendas de ações no mercado à vista.
A Receita já deixou claro que está aumentando a fiscalização e vai cada vez mais atrás de quem aplica em bolsa. Isso está estimulando a procura por consultoria na área e incentivando as corretoras a lançar serviços de orientação fiscal aos investidores de home broker.
Os números mostram que a BM&FBovespa encerrou o ano passado com 552.364 contas de pessoas físicas. E, diante da valorização de 82,66% do Ibovespa em 2009, o número de investidores que terão de declarar os lucros com ações não será pequeno. O problema é que pelo menos 70% desses investidores não recolhem o tributo, avalia Meire Bomfim Poza, da Arbor Contábil.
Muitos simplesmente não declaram os ganhos em bolsa, nunca caíram na malha fina e acham que não serão pegos pela Receita, diz Meire. "Tem muita gente que nem sabe que é ele, investidor, o responsável por apurar o imposto, pensam que isso é responsabilidade da corretora." Caso seja pego, o contribuinte terá de pagar, além do valor devido, juros e as multas regulares, outra multa, que pode variar de 75% do valor do imposto, para casos de erro, a 225%, quando há indícios de fraude ou sonegação.
A forma de cálculo do imposto também é complicada, exige que o aplicador guarde todos os documentos das negociações por muito tempo e faça várias contas. Todo investidor que vende ações num valor superior a R$ 20 mil por mês precisa pagar 15% de imposto de renda sobre os ganhos. A apuração do tributo é mensal e vence no último dia útil do mês seguinte ao da venda das ações.
Se o total vendido no mês não superar R$ 20 mil, não há imposto. Mas não é R$ 20 mil por operação. O cálculo deve levar em conta a soma de todas as vendas realizadas no mês. Se o total superar em um real que seja o limite, o investidor tem de pagar 15% sobre todos os ganhos líquidos, já descontadas eventuais perdas naquele mês ou em meses anteriores. Ou seja, não é só sobre o que ultrapassar R$ 20 mil, é sobre o valor total.
A confusão é tanta que as corretoras já se movimentam a fim de facilitar a vida dos clientes. A Gradual Investimentos, por exemplo, estreou nesta semana um portal exclusivamente com informações sobre o recolhimento do imposto. Com mais de 30 mil clientes no home broker, o portal recebeu 40% mais acessos que a página da corretora, diz Marcelo Smarrito, diretor de clientes. Para ele, as corretoras têm a obrigação de orientar os clientes, já que investiram pesadamente na atração da pessoa física para o mercado acionário. "As pessoas desconhecem completamente as regras; a Receita está certíssima em apertar o certo", afirma.
Já a Ágora lançará até o fim do primeiro trimestre um software para o cálculo do imposto, informa Helio Pio, gerente comercial da corretora. O programa vai capturar e consolidar automaticamente as operações dos clientes pelo home broker, emitindo a cada mês um formulário com o imposto devido. Basta o cliente imprimir e pagar. "Era grande a demanda por algo que simplificasse o recolhimento", explica Pio. A ferramenta serve para quem opera apenas pela Ágora.
A corretora Socopa atende pelo menos um cliente por dia com dúvidas sobre como declarar o imposto de renda, afirma Michel Campanela, gerente de Home Broker da instituição. "A procura aumentou muito de um ano para cá; tem cliente que pede de um sistema automático até um contador." A corretora oferece em sua página na internet um guia sobre a declaração, com um exemplo do cálculo do imposto a partir das notas de corretagem.
Com o crescente interesse dos investidores pela questão tributária, a Investeducar, empresa especializada em educação financeira, realizou este ano um workshop dedicado ao tema. "A parte tributária ganha cada vez mais importância nos nossos cursos", diz Márcio Rodrigues, professor da Investeducar.
O imposto sobre o ganho de capital obtido com a venda de ações é pago pelo investidor em forma de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), com o código 6015. Na hora de fazer a declaração anual do imposto de renda, o investidor deve informar mês a mês o ganho de todas as operações na seção "Renda Variável".
Uma mão na roda para o investidor é baixar o arquivo SICALC, no site da Receita, para preencher e imprimir o Darf. Mas se o valor vendido em ações não ultrapassar R$ 20 mil por mês, o investidor declara no IR só o ganho na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", no item "Outros".
É muito comum os investidores não fazerem o recolhimento do imposto já que, no ato da venda das ações , a corretora recolhe na fonte 0,005% sobre o valor, avisando a Receita da operação, lembra Meire, da Arbor. Esse percentual pode ser deduzido na hora de pagar o imposto sobre o ganho de capital. "Mas muito investidor vê esse recolhimento no extrato da corretora e acha que já pagou o imposto, o que não é verdade", diz.
Quem estava com impostos atrasados poderia aderir ao Refis para parcelar débitos registrados de 2005 a 2008 (até o dia 30 de novembro daquele ano). A adesão permitia o parcelamento do débito em até 180 meses com desconto na multa e nos juros. Se optasse por pagar à vista, o contribuinte ficaria livre da multa e abateria 45% dos juros do período.
Mas, e quem perdeu o prazo? A saída é fazer um refinanciamento ordinário, que permite pagar a dívida em até 60 meses, mas sem desconto das multas e juros. É preciso também apresentar garantias, como imóveis, por exemplo.
Na declaração, as ações em carteira devem ser informadas na seção "Bens e Direitos", empresa por empresa, papel por papel, separadamente, pelo valor de compra, sem atualização. Eventuais proventos provisionados e não recebidos também devem ser informados lá.
Os dividendos devem ser declarados na linha 5 da ficha de "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis". Já os juros sobre capital próprio devem entrar em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva". As operações de compra e venda no mesmo dia, o chamado "day-trade", pagam 20% sobre os ganhos e mais 1% na fonte.

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Estudo aponta o Brasil como a 5ª economia em 2030

Estudo aponta o Brasil como a 5ª economia em 2030

22.01.2010 8h41

O Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2030, pelos cálculos da PricewaterhouseCoopers, divulgados ontem, em Londres. Até lá, o País terá ultrapassado gigantes como Alemanha, Reino Unido e França. Os prognósticos econômicos indicam ainda que até 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) do grupo de sete maiores emergentes - chamado E-7 e formado por China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia - será maior do que o do G-7. Cinco das 10 maiores economias, até 2030, serão países hoje tidos como emergentes.
O relatório leva em consideração o ritmo de crescimento e a valorização média das moedas de cada país para traçar perspectivas de médio e longo prazos. Para a PricewaterhouseCoopers, E-7 e G-7 terão pesos equivalentes por volta de 2019. A diferença de riquezas vem caindo - em 2000, o PIB dos sete países mais ricos do mundo era o dobro dos países hoje considerados emergentes pela consultoria - e, este ano, deve sofrer sua maior redução: 35%. Após a ultrapassagem, a distância seguirá aumentando: em 2030, o E-7 será 30% mais rico que Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália (G-7).
"Em 2030, nossas projeções sugerem que o top 10 global do ranking de PIB terá a liderança da China, seguida dos Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido", afirmou o relatório, assinado pelo diretor de Macroeconomia da PwC, John Hawksworth. Entre os reposicionamentos, três chamam mais atenção: a China, que ultrapassa os EUA, a Índia, superando o Japão, e o Brasil deixando para trás todos os gigantes europeus. Outra constatação do estudo é que a economia indiana crescerá mais rápido que a chinesa na década de 20. "A influência do E-7 já é enorme e esta análise mostra que a questão não é se o E-7 ultrapassará o G-7, mas quando", explicou Ian Powell, economista da PwC.

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Por intervir nos mercados, Obama faz Bush parecer um gênio, diz Faber

Por intervir nos mercados, Obama faz Bush parecer um gênio, diz Faber

Por: Valter Outeiro da Silveira
22/01/10 - 07h30
InfoMoney

SÃO PAULO – Para o analista financeiro Marc Faber, as intervenções do governo norte-americano no setor financeiro não resolverão os problemas e trarão consequências indesejáveis.
“Eu tinha um olhar negativo em relação a Bush, mas penso que Obama o faz paracer um gênio”, dispara o autor da “Gloom Boom & Doom”, em entrevista à rede CNBC, dos EUA.
Continuando com a metralhadora, Faber é um defensor do livre mercado. “Basicamente, eu acho que todo mundo concordará que, em um sistema econômico, o mercado é quem melhor resolve os problemas”.
Petróleo rouba consumo
Para Faber, a política monetária expansionista nos EUA na primavera (do Hemisfério Sul) de 2007 foi responsável pela alta nos preços do petróleo em 2008, ao passo que investidores procuravam alternativas para alocar dinheiro.
“Os gastos anuais de petróleo nos EUA subiram”, diz Faber, completando: “você tem mais uma taxa de US$ 500 bilhões sobre os consumidores. Isso pressionou o consumidor mais ainda na redução dos gastos”.

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BB revisa preço-alvo da Marfrig, ressaltando recentes aquisições

BB revisa preço-alvo da Marfrig, ressaltando recentes aquisições

Por: Tainara Machado
22/01/10 - 09h45
InfoMoney

SÃO PAULO - O BB Investimentos revisou o preço-alvo dos ativos da Marfrig (MRFG3) para R$ 28,11, ressaltando as recentes aquisições da companhia, que mudaram o perfil da empresa, "tornando-a mais forte e diversificada diante da consolidação do setor, além de trazer potencial significativo de sinergias a serem capturadas".
De acordo com a projeção do preço dos ativos da empresa para dezembro de 2010, o potencial de ganhos é de 22,2%, considerando o fechamento do dia 20 de janeiro. A recomendação do banco é de compra para os ativos da Marfrig.
Para o BB Investimentos, são pontos positivos ainda a diversificação dos produtos da empresa, que é a segunda maior exportadora de carne bovina na América do Sul, além de trabalhar com a produção de proteína suína, de frango, de peru e de carneiro.
Para o banco, pesam ainda na decisão as plantas da empresa em diversas localizações geográficas, o que "minimiza eventuais restrições sanitárias, comerciais, trabalhistas e governamentais que possam afetar sua produção em determinada região".
Sinergias
A companhia ainda tem sinergias "significativas" a serem recuperadas das suas recentes aquisições, com especial destaque para a compra da Seara, pois a marca supre a deficiência de um rótulo forte nacional e traz a oportunidade de ser, para os varejistas, a sua segunda opção.
No entanto, as sinergias também são apontadas como um ponto negativo da Marfrig, já que pode haver risco em sua execução e no timing de sua captura. Também é destacado como potencial entrave para os negócios os efeitos da apreciação do real sobre as exportações.
Margens operacionais
Também há expectativa quanto ao aumento do consumo privado brasileiro, o que elevaria o faturamento da empresa, além de trazer recuperação das margens operacionais. Segundo análise do BB, a relação entre o EV (valor da empresa) e o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa é de 6,6 para 2010 e deve ficar em 5,28 no próximo ano.

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Sony Ericsson registra novo prejuízo de € 167 milhões no último trimestre de 2009

Sony Ericsson registra novo prejuízo de € 167 milhões no último trimestre de 2009

Por: Equipe InfoMoney
22/01/10 - 08h54
InfoMoney

SÃO PAULO – A Sony Ericsson, parceria no ramo de telefonia móvel entre a Sony e a Ericsson, reportou seu sexto prejuízo consecutivo no último trimestre do ano passado. Entre os meses de outubro e dezembro de 2009, a perda líquida da companhia ficou em € 167 milhões, face ao prejuízo de € 187 milhões anunciado no mesmo período do ano anterior.
Já em relação às vendas, a Sony Ericsson enfrentou queda de 40%, para € 1,75 bilhões nos três últimos meses do ano passado, número abaixo das estimativas de analistas consultados pelo SME Direkt, que projetavam vendas em torno de €1,9 bilhão. O prejuízo, por sua vez, foi menor que as estimativas de perda de € 169 milhões no período.
Após enfrentar uma expressiva diminuição em suas vendas do quarto trimestre, principalmente em virtude da maior competitividade no mercado de telefonia móvel, a Sony Ericsson já vislumbra um 2010 “desafiador”. Traçando perspectivas para a empresa, o CFO (Chief Executive Officer), Bert Nordberg, declarou: “Nós continuaremos focados no retorno da companhia aos lucros”.

Números desfavoráveis
Em destaque no resultado financeiro e operacional da Sony Ericsson no quarto trimestre fica a queda de 40% das exportações da companhia, para € 14,6 milhões, enquanto o preço médio de venda também caiu, passando de € 121 para € 120 no período.

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Eletrobrás deve sair da meta fiscal este ano

Eletrobrás deve sair da meta fiscal este ano

Autor(es): Adriana Fernandes, Edna Simão
O Estado de S. Paulo - 22/01/2010

O governo pretende retirar, ainda este ano, a Eletrobrás do esforço fiscal para o cumprimento da meta de superávit primário das contas do setor público, como já foi feito no ano passado com a Petrobrás.

Segundo uma fonte da equipe econômica, a medida tem como objetivo dar mais espaço para a empresa ampliar os investimentos, após receber uma capitalização de até R$ 14 bilhões.

O desenho definitivo da operação, que vai permitir à estatal pagar aos acionistas R$ 10 bilhões em dividendos atrasados, como antecipou a Agência Estado, está em fase final de elaboração. Os dividendos deverão ser pagos em parcelas.

A proposta de excluir a Eletrobrás do cálculo do superávit primário, que exigirá mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), foi levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e aguarda o sinal verde do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A discussão agora na equipe econômica é se, com a exclusão da Eletrobrás do cálculo, será preciso mudar a meta de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de superávit primário prevista para este ano.

Uma avaliação preliminar, segundo a fonte, indica que não será necessário reduzir a meta, já que a contribuição da empresa para o esforço do superávit não é tão elevada (cerca de R$ 700 milhões em 2009). O problema é que a amarra das contas da empresa ao esforço fiscal restringe a ampliação dos investimentos da estatal, que tem papel importante nas obras de infraestrutura incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

É que todos os investimentos, pela metodologia de apuração das contas públicas, são considerados despesas primárias e afetam negativamente o resultado das contas públicas. Foi o que ocorreu no ano passado. Em 2009, as contas das empresas estatais apresentaram déficit primário e não conseguiram alcançar a meta de superávit de 0,20% do PIB. O resultado negativo teve de ser coberto pelo governo federal.

Com mais de R$ 20 bilhões em caixa, a empresa está com os investimentos amarrados ao esforço fiscal do governo.

A mudança, avalia a área econômica, dará mais transparência à atuação da Eletrobrás, empresa que o presidente Lula quer transformar na "Petrobrás do setor elétrico". "Para os olhos do mercado, a Eletrobrás vai ficar mais transparente", destacou a fonte, ressaltando que é um contrassenso cobrar investimentos da estatal e, ao mesmo tempo, exigir que contribua para o esforço fiscal.

Essa não é a primeira vez que o ministro do Planejamento tenta retirar a Eletrobrás do cálculo do superávit primário. Desde 2009, quando foram excluídos os investimentos da Petrobrás, vem sendo solicitado o mesmo tratamento para a empresa pública do setor elétrico.

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Eletrobrás dispara com rumor de capitalização para pagar dividendos retidos

Eletrobrás dispara com rumor de capitalização para pagar dividendos retidos

Por: Equipe InfoMoney
21/01/10 - 20h02
InfoMoney

SÃO PAULO - Em um dia negativo para os mercados acionários em todo o mundo, incluindo o brasileiro, as ações da Eletrobrás (ELET3, ELET6) terminaram o pregão desta quinta-feira (21) em forte alta, sob a influência do fluxo de notícias envolvendo o nome da empresa. Os papéis ordinários fecharam a sessão com alta de 4,09%, cotados a R$ 38,20, enquanto as ações preferenciais classe B registraram alta de 2,59%, cotadas a R$ 31,66.
A companhia anunciou na quarta-feira que estuda, junto com o governo federal, a realização de uma subscrição de ações para levantar capital para pagar a dívida assumida junto a seus acionistas. A estatal deve aproximadamente R$ 10 bilhões referentes a dividendos retidos nas décadas de 1970 e 1980. Nesta quinta-feira, o ministro Edison Lobão anunciou que o governo estuda uma capitalização da empresa, proposta pelo BNDES, e tomará uma decisão até dia 31 de janeiro.
"Está em andamento um processo para que a Eletrobrás ajuste as finanças e pague os dividendos", disse o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado. Segundo os técnicos, a capitalização é necessária para que a empresa possa continuar fazendo investimentos, especialmente em obras incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), após o pagamento dos dividendos.
Comunicado
Em comunicado enviado ao mercado, a própria companhia esclare que existe um estudo em curso com o acionista controlador, ou seja, o governo, buscando obter uma forma para quitação dos dividendos.
"Neste estudo estão sendo consideradas todas as opções possíveis, incluindo a opção da quitação desta reserva aliada a uma operação simultânea de aumento de capital, na qual os acionistas poderiam subscrever novas ações com os recursos provenientes da reserva de dividendos" informou a Eletrobrás.

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Fundo de índice Ibovespa soma R$ 65,87 milhões e bate recorde

Fundo de índice Ibovespa soma R$ 65,87 milhões e bate recorde

PanoramaBrasil

SÃO PAULO - Os negócios com as cotas de iShares Ibovespa Fundo de Índice, do ETF (Exchange Traded Fund) BOVA11 registraram no pregão de ontem da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) volume financeiro de R$ 65,87 milhões, novo recorde histórico.

Foram negociadas 995.600 cotas ao preço médio de R$ 66,16, em 324 transações. A marca anterior, de R$ 63,85 milhões, foi estabelecida no dia 24 de setembro do ano passado. Os ETFs são fundos espelhados em índices e suas cotas são negociadas em Bolsa permitindo que o investidor detenha as ações componentes do índice sem ter de comprá-las diretamente.

Balanço 2009

O BOVA11 registrou, em todo o ano passado, 40.875 negócios que movimentaram 72,16 milhões de cotas, com volume financeiro de R$ 3,843 bilhões. O valor corresponde a 83,9% do volume total movimentado pelos quatro ETFs disponíveis na Bolsa, ou R$ 4,578 bilhões. Além do BOVA11, que representa o Ibovespa, estão disponíveis para negociação os ETFs, SMAL11 (Índice Small Cap), MILA11 (Índice MidLarge Cap) e PIBB11 (IBrX50).

O segundo ETF mais negociado em 2009 foi o PIBB11 (Papéis de Índice Brasil Bovespa), com volume de R$ 698 milhões. Foram 9,23 milhões de cotas em 18.026 transações no período. Os ETFs MILA11, fundo de índice espelhado no Índice MidLarge Cap, e o SMAL11, espelhado no Índice Small Cap, movimentaram, juntos, R$ 37,185 milhões.

Os quatro ETFs disponíveis para negociação na BM&F Bovespa movimentaram, em 2009, R$ 4,578 bilhões, com 82,17 milhões de cotas em 59.460 transações, contra R$ 1,657 bilhão, 22,92 milhões e 33.360, respectivamente, registrados em 2008. Vale ressaltar que esse número é basicamente composto pela movimentação com o PIBB11, uma vez que os iShares iniciaram negociação na Bolsa em dezembro de 2008.

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Diretores da Petrobras e da Geração Futuro pagarão multas

Diretores da Petrobras e da Geração Futuro pagarão multas

PanoramaBrasil

SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou ontem que em reunião do Colegiado aprovou as propostas de celebração de Termos de Compromisso apresentadas por executivos acusados nos Processos Administrativos Sancionadores.

A Geração Futuro Corretora de Valores e seu diretor responsável pela administração de carteira, na época, Edmundo Valadão Cardoso, e Geração Administração de Recursos apresentaram proposta de pagamento à CVM no valor total de R$ 225 mil, sendo R$ 75 mil para cada envolvido.

Eles foram acusados de publicarem no site da corretora a rentabilidade dos fundos Geração Futuro Programado Fundo de Investimento em Ações e Geração Fundo de Investimento em Ações sem todas as informações.

A CVM multou também Milton Luiz Milioni, que apresentou proposta no valor de R$ 75 mil. Ele foi acusado, na qualidade de diretor responsável pela administração de carteira da Geração Administração de Recursos S/C Ltda à época dos fatos, de publicar rentabilidade do Geração Fundo de Investimento em Ações sem informações adequadas.

Almir Guilherme Barbassa terá de pagar à CVM R$ 400 mil. Ele foi acusado, na qualidade de Diretor de Relações com Investidores da Petrobras, de não ter divulgado simultaneamente ao mercado as informações prestadas na apresentação feita à Apimec; não ter providenciado a divulgação de Fato Relevante por conta da possibilidade de aumento de capital; não ter divulgado os dados dos valores dos investimentos nas refinarias premium que serão instaladas no Maranhão e no Ceará; e de não ter divulgado Fato Relevante acerca da construção de uma nova refinaria.

O diretor de Abastecimento da Petrobras também foi multado em R$ 100 mil por não ter guardado sigilo acerca da informação da construção de uma nova refinaria. Por fim, Sandra Lima de Oliveira, gerente de Desenvolvimento de Novos Projetos do Abastecimento Corporativo da Petrobras, terá de pagar R$ 50 mil à CVM por não ter guardado sigilo sobre os valores que serem investidos na construção das mesmas refinarias premium a serem instaladas nos Estados do Ceará e Maranhão. Todos os processos foram finalizados pela CVM.

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CVM rejeita proposta de executivo da Cyrela

CVM rejeita proposta de executivo da Cyrela

Agência EstadoPanoramaBrasil

SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou proposta de receber R$ 1 milhão de administradores da Cyrela Brazil Realty para extinguir processo sancionador em que são acusados de terem negociado ações da empresas antes da divulgação de fato relevante ao mercado.

Os administradores tinham conhecimento de "Instrumento Particular de Outorga de Opção de compra de Ações e Outras Avenças" entre a Cyrela Commercial Properties Empreendimentos e Participações (CCP) e subsidiárias da Cyrela Brazil Realty, de 30 de maio de 2007. O fato relevante sobre o assunto foi divulgado só em 29 de junho daquele ano. Nesse intervalo de tempo, houve negociação de ações por parte dos administradores da Cyrela. O diretor de Relações com Investidores da Cyrela, Luis Largman, tinha proposto pagar R$ 500 mil. O diretor presidente e presidente do Conselho de Administração da companhia, Elie Horn, tinha proposto R$ 250 mil e os diretores Ariel Shammah e George Zausner, R$ 125 mil cada um. Todos foram rejeitados.

A CVM já havia rejeitado em junho do ano passado proposta de termo de compromisso por parte desses executivos para extinguir o mesmo processo.

Maria Helena Santana afirmou nesta semana que não houve "aceleramento" na pauta dos processos administrativos, que vem crescendo a quantidade desde a metade de 2009.

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Bom dia ADVFN - Mercado assustado: China e Obama

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

Hoje a agenda não possui indicadores muito relevantes aos investidores, tanto no mercado nacional como internacional. O IBGE divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA-15. O IPCA-15 identifica as variações nos gastos das famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos nas principais regiões metropolitanas brasileiras. Vale lembrar que na segunda-feira a bolsa brasileira não abre, devido ao feriado do aniversário da cidade de São Paulo.

Mercado assustado: China e Obama

Por mais um dia, as principais bolsas mundiais despencaram, deixando os investidores temerosos em relação ao futuro próximo. Um dos motivos: Barack Obama quer domar os bancos norte-americanos. Segundo ele, os bancos que causaram a crise de 2008 continuam com as mesmas práticas temerárias de alocação de capital e risco. Para o presidente norte-americano, os bancos precisam diminuir de tamanho e parar de especular no mercado financeiro. Na China, a economia se encontra muito aquecida, com a inflação começando a dar sinais de que poderá sair de controle, caso o governo não adote novas políticas monetárias a fim de frear a expansão econômica e o surgimento de bolhas.

Últimos resultados corporativos em destaque

O Google registrou no quarto trimestre de 2009 lucros de quase S$ 2 bilhões, com aumento de 17% na receita líquida. A American Express teve lucros líquidos de US$ 710 milhões no último trimestre de 2009. A American Airlines reportou prejuízo de US$ 344 milhões no quarto trimestre de 2009. O Goldman Sachs registrou US$ 4,9 bilhões em lucros líquidos no último trimestre de 2009. A Starbucks surpreendeu os analistas e lucrou US$ 241 milhões nos últimos três meses de 2009, aumento de mais de 270% em comparação ao mesmo período de 2008.

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Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

NOTICIAS DO DIA 21.01.2010

Petrobras: produção não atinge meta, mas analistas mantém recomendação


Por: Livia Teixeira
20/01/10 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO – Após a Petrobras (PETR4, PETR3) divulgar os dados de produção obtidos durante o mês de dezembro e total do ano de 2009, os analistas comentam que, apesar da empresa não atingir seu objetivo no ano, isto não deve afetar negativamente as recomendações ou as ações da empresa no mercado.

Segundo os analistas da Link, os resultados da produção de óleo e LGN no Brasil em dezembro foram impactados pela queda na produção na Bacia de Campos – que registrou variação negativa de 1,0% em relação a novembro de 2009. A média apenas da produção de óleo e LGN foi de 1,987 milhão de bpd (barris por dia), 3,8 mil bpd abaixo da produção no mês anterior.

A produção média de gás natural foi de 51 milhões de metros cúbicos por dia, acima dos 50,7 milhões que constaram no volume de novembro – um aumento de 0,6% em relação a novembro, mas 2,4% inferior a dezembro de 2008.

Neste caso, a Link afirma que a queda na produção mensal em 2009 e produção anual de gás natural no Brasil com queda de 1,4% ante 2008 ocorreram em razão das “flutuações de demanda” – relacionada com a queda na demanda do mercado e na diminuição do volume de produção nas bacias do mar.

Perspectivas
Os analistas da Link Investimentos acreditam que houve um “significativo" incremento, apesar da produção ter sido menores do que a meta da empresa. Para 2010, a Link espera mais resultados das plataformas que entraram em funcionamento no ano passado. Para a petrolífera, a recomendação permanece ‘outperform’ (desempenho acima da média do mercado).

A SLW comenta que os recentes dados divulgados (produção e reservas) ainda destacam a empresa mundialmente, “dada a capacidade de aumentar o nível de produção com manutenção do nível de reservas provadas, que ainda não consideram contribuições relevantes na área do pré-sal”.

Mesmo assim, a SLW afirma que o impacto dos dados de produção de dezembro são neutros, pois se mostraram em linha com o obtido em novembro. Além disso, a equipe de análise não acredita que este resultado possa alterar os preços das ações da empresa, “que seguem impactadas pela futura operação de capitalização que será efetuada para viabilizar as operações do pré-sal”, comentam.

Os analistas da Itaú Corretora mantêm a recomendação ‘outperform’ para a Petrobras com preço-justo de R$ 53,20 para a PETR4 até dezembro de 2010.

Starbucks divulga resultado e reporta lucro no primeiro trimestre fiscal de 2010


Por: Tainara Machado
20/01/10 - 19h41
InfoMoney

SÃO PAULO – A rede norte-americana de cafés Starbucks anunciou nesta quarta-feira (20) seu resultado para o primeiro trimestre fiscal de 2010. Segundo o anúncio, a empresa viu suas receitas líquidas crescerem 4%, alcançando US$ 2,7 bilhões.

A empresa registrou lucro de US$ 241,5 milhões – o equivalente a US$ 0,32 por ação, US$ 0,23 a mais do que na comparação com o ano anterior. O resultado também bateu expectativas dos analistas, que esperavam lucro de US$ 0,27 por ação da companhia.

Outro fator de destaque é o avanço nas vendas “mesmas lojas”, que também aumentaram 4%, primeiro resultado positivo desde o início da recessão que derrubou o consumo, há dois anos. No after-market, os ativos da Starbucks estão subindo cerca de 3%, após recuarem 1,23% na sessão regular.

GE confirma investimentos no Brasil


Por: Equipe InfoMoney
20/01/10 - 20h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Após reunião entre o presidente da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alessandro Teixeira, e o presidente mundial da GE (General Electric), Jeffrey Immelt, realizada no dia 7 deste mês, foi confirmado que a empresa americana escolheu o Brasil para abrir a quinta planta de pesquisa e desenvolvimento do mundo.

Segundo o o presidente da GE no Brasil, João Geraldo Ferreira, o Brasil superou outros países da América Latina na decisão devido a fatores como demanda interna por energia e infraestrutura aquecidas e previsão de crescimento do PIB em torno de 5% nos próximos anos. O estado onde o centro de pesquisa e desenvolvimento será instalado deverá ser definido em três meses.

"A reunião da Apex-Brasil foi o início da formalização do nosso investimento. E o Brasil oferece condições sólidas para nossos investimentos. Dependendo da localização do centro, o número de recursos investidos pode variar. O importante é termos próximo ao local mão-de-obra qualificada", afirmou Ferreira.

Tecnologia e emprego
A GE possui sete instalações industriais no Brasil (em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) e emprega oito mil pessoas no País. O centro de pesquisa e desenvolvimento deve gerar 300 empregos diretos. Nele devem ser desenvolvidas novas tecnologias para as áreas de aviação, transporte, saúde e energia.

De acordo com o executivo da GE, após suprir a demanda brasileira, a planta poderá exportar tecnologia para outros países da América Latina.

Investimentos
A Apex-Brasil atua na atração de investimentos diretos para o Brasil e, há três meses, trabalha neste projeto que envolve os investimentos da empresa americana.

"É preciso reforçar que um investimento em uma planta de pesquisa e desenvolvimento não tem a mesma essência que uma planta produtiva. Depois de criado o centro, novos projetos surgirão e novos setores serão agregados. Não é um projeto de curto prazo", definiu o presidente Apex-Brasil.

No mundo, existem quatro centros de pesquisa e desenvolvimento da GE, localizados nos Estados Unidos, na China, Índia e Alemanha. Além do centro de pesquisa, a empresa americana investirá no Brasil, este ano, mais de US$ 130 milhões na produção de artigos de saúde, operações de transporte e energia eólica.

Apex-Brasil
No ano passado, a Apex-Brasil realizou 357 projetos para atrair investimentos, entre estudos setoriais, missões estratégicas e atendimentos personalizados a investidores.

Na avaliação do Banco Mundial, a Agência alcançou o primeiro lugar do ranking entre as agências de atração de investimentos da América Latina e Caribe.

A agência brasileira ficou em segundo lugar na avaliação de esforços de informação ao investidor, ficando atrás apenas da agência de negócios austriáca, ABA - Invest Austria.

Consultor lista principais erros do investidor iniciante


Por: Tabata Pitol Peres
20/01/10 - 21h12
InfoMoney

SÃO PAULO – Investir é fundamental para quem quer ampliar seu patrimônio e, obviamente, esse é o desejo de grande parte das pessoas. Porém, agir sem conhecimento pode trazer o efeito contrário, ou seja, prejuízo.

“Investir é bom, faz bem e todo mundo deveria fazer. Porém é preciso ter atenção, dedicação e conhecimento. Entrar em um investimento porque muita gente entrou e conseguiu bons lucros não é garantia de que você também terá bons rendimentos. Inclusive, para você, tal investimento pode resultar em perdas. Por isso, na hora de investir, todo cuidado é pouco”, alerta o consultor financeiro, Leandro Martins.

Principais erros
Autor do livro Aprenda a Investir - Saiba Onde e Como Aplicar seu Dinheiro, Martins lista os principais erros dos
investidoresiniciantes. Confira e evite!

1. Ignorar a relação lucro x risco: as pessoas precisam ter em mente que quanto mais um investimento pode render, mas risco ele traz. Não dá para ouvir a história de alguém que ganhou muito em uma modalidade e ignorar os riscos pelos quais ela passou;

2. Falta de conhecimentoe excesso de otimismo: é preciso, acima de tudo, ter cuidado, conhecimento e disciplina. Algumas pessoas, por excesso de otimismo, leem dois livros, fazem um curso e acham que é suficiente para se arriscar em modalidades mais arriscadas e não funciona assim;

3. Buscar investimentos que não conhece: vejo iniciantes tentando mercado de opções, mercado a termo sem nem saber do que se trata, apenas porque ouviu falar;

4. Não consultar um especialista: sou a favor que o investidor saiba fazer suas análises e tirar suas próprias conclusões delas. Porém, enquanto ele é iniciante, consultar um especialista (consultor, analistas, operador) é fundamental até para confirmar suas percepções;

5. Pegar empréstimo para investir: muitos investidores iniciantes se empolgam com os possíveis ganhos e decidem pegar um empréstimo para investir. Essa é uma "grande roubada", um risco desnecessário. Além do risco, esse investidor terá que pagar juros ao banco e vai correr um risco que não vale a pena;

6. Considerar rentabilidade bruta: é comum que, ao escolher uma modalidade, o investidor não avalie a rentabilidade líquida. Ele esquece de avaliar as taxas que serão cobradas, a incidência de impostos. Por exemplo, não é difícil ouvir que os fundos DI possuem boa rentabilidade. Porém, quando se desconta a tributação e as taxas, percebe-se que a poupança pode trazer ganhos melhores.

Mercado pode antecipar ajustes na expectativa por eleições, diz analista


Por: Julia Ramos M. Leite
20/01/10 - 21h15
InfoMoney

SÃO PAULO – A partir de afirmação recente do presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra, é possível tentar entrever como será a política econômica caso o atual governador de São Paulo, José Serra, seja eleito presidente do Brasil neste ano. É o que afirma Alberto Furuguem, em relatório do Banco Cruzeiro do Sul.

Em entrevista à revista Veja no início deste mês, Guerra afirmou que “iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação”. Serra pré-candidato do PSDB, tem atualmente cerca de 40% das intenções de voto (o número exato depende da pesquisa) e é o líder na corrida presidencial.

Para Furuguem, mesmo quando era ministro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Serra já tinha visões contrastantes quanto à execução e formulação das políticas cambial e monetária. Como Lula seguiu a linha adotada por FHC, “um eventual governo Serra poderá ser diferente”.

Frente a essa projeção, “não há dúvida de que os mercados poderão antecipar ajustes, este ano, em face das expectativas sobre os tipos de políticas monetária e cambial que poderão ser colocadas em prática pelo próximo governo”.

Ajustes
No entanto, é preciso saber o que significa “mexer” nas diretrizes econômicas. Quanto às metas de inflação, por exemplo, Furuguem acredita que Serra pode utilizar com mais flexibilidade a margem de tolerância do atual sistema de metas.

No entanto, se essa flexibilização for “substancial”, haverá motivos para temer pela estabilidade monetária. No entanto, o analista não acredita que esse seja o caso.

Diferente e consistente
Para o analista, sempre é possível realizar um desenho de política macroeconômica que seja “diferente” e consistente. É provável, para Furuguem, que mexer na taxa de juros e no câmbio signifique juros menores e certa desvalorização do real.

A taxa de juros menor pode não prejudicar a inflação caso sejam adotadas medidas na área fiscal, como a redução da carga tributária e o corte de despesas correntes, aponta.

“Na área de política cambial é possível colocar em prática uma estratégia que vise preservar e fortalecer a capacidade competitiva internacional da indústria brasileira”, como faz a China e boa parte dos emergentes asiáticos, exemplifica. Resta saber se essa seria a base de inspiração de Serra.

Por fim, o analista afirma que uma boa surpresa poderia ser uma reforma tributária que diminua a carga de impostos como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) – apesar de ainda não estar claro se isso é considerado viável e prioritário dentro do PSDB.

Nikkei sobe pela primeira vez na semana; Xangai se anima com PIB e sobe


Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
21/01/10 - 08h28
InfoMoney

SÃO PAULO – Pela primeira vez na semana, o índice Nikkei fechou com valorização nesta quinta-feira (21), impulsionado por exportadoras.

Na China, a bolsa de Hong Kong também encerrou com ganhos, em linha com a bolsa de Xangai, sendo a última influenciada por bancos.

PIB chinês anima
Diante do lucro maior que o esperado da LG Display, o otimismo atravessou o mar e impulsionou ações de rivais japonesas. Como resposta ao ânimo sul-coreano, os papéis de Sony e Panasonic avançaram 4,1% e 3,4%, respectivamente.

A China listou crescimento de 10,7% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2009, frente ao ano anterior. O ritmo de expansão do nível de produto superou as expectativas dos analistas, que previam avanço de 10,5%. Em meio ao cenário, as ações de ICBC (Industrial & Commercial Bank of China) e China Life subiram 1,8% e 2,2%, nesta ordem.

Trisul tem alta de 95% no VGV total de lançamento do último trimestre de 2009


Por: Equipe InfoMoney
20/01/10 - 21h46
InfoMoney

SÃO PAULO - O total do VGV (Valor Geral de Vendas) dos lançamentos da Trisul (TRIS3) no quarto trimestre de 2009 atingiu R$ 334 milhões, um acréscimo de 95% na comparação com o registrado entre outubro e dezembro do ano anterior, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (20) pela companhia. No acumulado de 2009, porém, o montante atingiu os R$ 758 milhões, queda de 30% frente a 2008.

No mesmo sentido, considerando somente a parte da incorporadora, o VGV de R$ 258 milhões é 131% superior ao apurado no último trimestre de 2008. Contudo, na comparação com o terceiro trimestre de 2009, os números representam acréscimo menor, de 60% no total do VGV e alta de 43% na parcela da companhia. A fatia de VGV da Trisul em 2009 foi de R$ 614 milhões.

Vendas
As vendas contratadas totais do quarto trimestre atingiram R$ 265 milhões, uma expansão de 172% sobre igual trimestre de 2008. Já a parte Trisul das vendas contratadas registrou avanço de 307% na mesma base comparativa, atingindo R$ 212 milhões.

No acumulado de 2009, a cifra foi de R$ 801 milhões nas vendas contratadas totais e R$ 616 milhões na parcela Trisul das vendas. Entre os destaques do último trimestre do ano passado, a companhia revelou que a velocidade de venda dos lançamentos atingiu 41%, com destaque para empreendimentos como o Supera, Contemplare e Vida Plena Itaquera.

Especial Ibovespa: analistas divergem em suas recomendações para Cemig


Por: Equipe InfoMoney
20/01/10 - 19h00
InfoMoney

SÃO PAULO – Com pontos positivos e negativos fortes, analistas divergem sobre recomendação de investimento para ações da Cemig - Companhia Energética de Minas Gerais (CMIG4). Riscos políticos e estratégia de aquisições estão entre os principais pontos de divergência sobre a empresa.

Segundo o analista Ricardo Corrêa, da Ativa Corretora, investir em Cemig não é uma boa estratégia de mercado neste momento. Ele explica que a empresa é “arriscada” principalmente por sua política agressiva de aquisições.

“Acreditamos que a política de aquisições vai se manter em 2010, especialmente dado o momento político. Com essa estratégia de aquisições combinada com a deterioração nas margens de lucratividade da empresa, por causa da elevação dos custos com pessoal, vemos que a Cemig não seja um bom papel para este ano”, explica Corrêa.

Para ele, além das aquisições, as perspectivas políticas para o estado de Minas Gerais também não contribuem para o case de investimento da companhia elétrica, trazendo mais um aspecto negativo, em sua visão.

Corrêa conta que, nos últimos anos, a Cemig vinha se beneficiando de um governador considerado market friendly (“amigo do mercado”). Porém, o analista explica que qualquer mudança na linha de pensamento e atuação da gestão estadual (que atualmente é comandada por Aécio Neves), pode trazer riscos para a empresa.

“Ainda mais no caso de entrar um governador mais intervencionista, tipo Hélio Costa [PMDB]”, comenta referindo-se ao principal oponente do candidato do governo atual Antonio Anastasia (PSDB).

Em pesquisa realizada pelo Datafolha no final de dezembro, Costa contava com o intervalo de 31% a 37% das intenções de voto, enquanto Anastasia tinha apenas 13%.

Outros problemas
“Acredito que o principal problema neste assunto é a falta de garantia de continuidade da gestão à favor do mercado, que gera incerteza no campo político”, comenta também Márcio Yamachira, da Gradual Investimentos.

Além da instabilidade política, Yamachira destaca ainda outro movimento que pode contribuir negativamente para a recomendação da Cemig: o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Na noite passada, o presidente da companhia elétrica de Minas Gerais, Djalma Morais, confirmou a participação da empresa na disputa pela construção da usina de Belo Monte. O anúncio foi feito durante encontro com o governador Aécio Neves.

Conforme conta o analista da Gradual, o problema da participação da Cemig na disputa está no valor que deverá ser fechado no leilão. “O fato negativo não é a entrada no leilão, mas a taxa de retorno dele que, devido à forte competição, não vai ser muito atraente”, explica Yamachira.

O programa de construção da usina de Belo Monte faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal e terá capacidade para gerar 11 mil megawatts para a rede elétrica do país.

Recuperação da demanda
Apesar de alguns eventos serem considerados de risco para o investimento em CMIG4, o analista da Gradual também aponta aspectos positivos da empresa. “Temos visto uma recuperação de demanda de eletricidade bastante forte, principalmente do setor industrial”, coloca.

A notícia, além de ajudar o setor como um todo, é importante para a Cemig à medida que a empresa possui uma parte importante de sua receita de energia vinda do setor industrial. “A demanda deve continuar esse ano, com o mercado revisando para cima projeção de PIB e recuperação de demanda do segmento”, projeta.

Além disso, outro aspecto positivo da empresa de Minas é seu perfil diversificado de atuação e investimentos, que mistura serviços de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Neste ponto, Yamachira explica que caso haja mudança nos reajustes de tarifas, com reformulação dos cálculos ou pressão dos governos para repasses menores de custos, a empresa acaba saindo na frente.

“Por atuar em diversos segmentos e ter um mix de receitas mais diversificado, a Cemig não seria tão prejudicada comparado a outras empresas públicas do setor, como as distribuidoras apenas”, sublinha.

A Gradual adota recomendação “neutra” para as ações da Cemig, com um preço-justo de R$ 35,00 para CMIG4 no final de 2010, representando um potencial de valorização de 17,17%, ante o último fechamento (R$ 29,87), quando os papéis registraram alta de 1,95%.

“Compra”
Enquanto o plano de aquisições da Cemig é visto como negativo por Ricardo Corrêa, da Ativa, outro analista, Osmar Camilo, da Socopa Corretora, acredita que a empresa tem espaço para crescer ainda mais.

“Apesar de se colocar em dúvida se essa estratégia [de aquisições] pode interferir na geração de caixa da companhia, eu acredito que não. Eu vejo espaço no balanço da empresa para mais aquisições e aumento da dívida caso precise, sem comprometer a estrutura de capital”, analisa Camilo.

O economista explica que a boa gestão da empresa, com práticas avançadas de governança, transparência e comunicação com o mercado, assim como seu histórico de aquisições responsáveis, sustentaram “sua forte posição de caixa e estrutura de capital saudável, o que lhe permite captar no mercado”, fala.

“Ela até pode ter um risco menor de uma aquisição que não seja interessante, mas o histórico é de aquisições que agregaram valor e não destituíram valor”, afirma ao recomendar o papel como um bom investimento de longo prazo.

Para a Socopa, o CMIG4 é a ação top pick do setor de energia elétrica da BM&F Bovespa. Com recomendação de compra, a corretora estabeleceu um preço-alvo de R$ 40,00 para setembro de 2010, com potencial de crescimento de 34%.

Capitalização da Petrobras está definida

Modelo de capitalização da Petrobras já está definido
Autor(es): Claudia Safatle
Valor Econômico - 21/01/2010
Assim que a lei do pré-sal for aprovada na Câmara, o governo divulgará a regulamentação do projeto da capitalização da Petrobras, cujo desenho já está definido. A capitalização deverá ser feita em títulos públicos e lastreada em reservas de um determinado campo de petróleo.

Para dar valor aos 5 bilhões de barris de óleo envolvidos na capitalização, tanto a Petrobras quanto a ANP vão fazer avaliações com os instrumentais que a indústria do setor usa, como critérios geológicos. Se a primeira imputação de valor conferir ao petróleo o preço de US$ 8 por barril, por exemplo, a União vai apartar à estatal o equivalente a US$ 40 bilhões em títulos.

O modelo de capitalização da Petrobras já tem um desenho oficial, embora o projeto de lei que é parte da regulação da exploração do pré-sal ainda não tenha sido votado na Câmara. Tão logo esteja aprovado, o governo deverá divulgar a regulamentação do projeto da capitalização que será feita em títulos públicos e lastreada em reservas de um determinado campo de petróleo.

Para dar valor aos 5 bilhões de barris de óleo envolvidos no processo de capitalização da estatal, tanto a Petrobras quanto a Agência Nacional do Petróleo (ANP) vão fazer avaliações com os instrumentais que a indústria do setor usa, como avaliação geológica, potencial do campo e outros fatores relevantes na formação do preço.

Ainda assim, não estará claro quais são as verdadeiras condições do campo que será previamente definido. Na partida, portanto, será calculado um valor, mas, no contrato, haverá cláusula de reajuste desse valor provavelmente no prazo de um ano.

Se a primeira imputação de valor conferir ao petróleo daquela reserva o preço de US$ 8,00 por barril, por exemplo, a União vai aportar à estatal o equivalente a US$ 40 bilhões em títulos do Tesouro Nacional. Ou seja, será contabilizado como dívida pública. A Petrobras comprará da União os 5 bilhões de barris, o que, segundo fontes do governo responsáveis pela elaboração dessa regulamentação, será uma operação excelente para a empresa, pois poucas são as companhias de petróleo no mundo que dispõe de uma reserva como essa.

Aos acionistas minoritários da Petrobras serão oferecidas ações equivalentes aos US$ 40 bilhões. "O tratamento dos minoritários será o mais transparente e o mais justo possível", garantiu uma fonte do Ministério da Fazenda, reiterando o compromisso já assumido pelo secretário do Tesouro, Arno Augustin. E aos acionistas que usaram parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para investir na empresa no passado também será oferecida a possibilidade de compra com recursos próprios, "como ele teria que fazer em qualquer chamada de capital de qualquer empresa que ele queira participar", explicou a fonte.

Passado um ano - o prazo exato ainda não está decidido - da primeira operação, será feita uma nova avaliação daquele campo de petróleo, desta vez já com informações mais seguras, pois já terá havido perfuração e alguma exploração.

Se nessa reavaliação for constatado que o preço anterior estava aquém do que efetivamente vale aquele óleo, o Tesouro Nacional receberá da Petrobras a diferença. Ou, ao contrário, se ficar claro que vale menos do que os US$ 10,00 o barril, a União também devolverá a diferença para a estatal. Com isso, pretende-se evitar que a participação do controlador (a União) na empresa seja volátil.

Uma das dúvidas que aflige o mercado, segundo os técnicos do governo envolvidos na discussão, é exatamente sobre o fato do aporte em número de barris de petróleo, dado o desconhecimento inicial do valor do produto, poder aumentar artificialmente a participação da União na companhia. Isso se resolve fazendo a operação em títulos, mas lastreada em barris.

"Será como uma operação comercial, como se a Petrobras estivesse comprando qualquer outro produto com cláusula de reajuste futuro", explicou uma fonte do governo.

Cresce confiança do consumidor

Valor Econômico - 21/01/2010
A confiança do consumidor medida pela Fecomercio-SP atingiu patamar recorde em janeiro, alcançando 158,7 pontos, alta de 2,2% em relação a dezembro, quando o índice ficou em 155,2 pontos. Acima dos cem pontos, o índice revela otimismo. Na comparação com janeiro do ano passado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 27,5%. "É natural que, no início do ano, os consumidores melhorem seu ânimo, pois existe sempre a possibilidade de novas contratações", avalia Thiago Freitas, economista da Fecomercio.

Mesmo com crescimento zero, país gerou 995 mil empregos em 2009

Autor(es): Denise Neumann e João Villaverde
Valor Econômico - 21/01/2010
Mesmo com crescimento zero da economia, o Brasil gerou 995 mil novos postos de trabalho em 2009. A relação entre crescimento e emprego foi melhor do que em anos anteriores. Em 2003, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1%, mas gerou menos empregos do que no ano passado. Naquele ano, o saldo entre admitidos e demitidos foi positivo em 645 mil vagas.

Para economistas que acompanham o mercado de trabalho, a composição do crescimento do ano passado explica por que o país foi capaz de gerar quase um milhão de empregos mesmo sem crescer. O dinamismo da economia, resumem, veio do mercado interno, ancorado no setor de serviços, construção civil e comércio. Esses também são os setores que mais abriram postos de trabalho no ano passado - juntos, eles explicam 98% dos novos empregos, enquanto a indústria chegou ao fim de 2009 com apenas 10 mil novas vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho.

Em 2009, a expectativa dos economistas é que o PIB tenha encerrado o ano próximo de zero, mas dentro deste resultado a demanda interna terá peso positivo, de 0,9 ponto. O número final cai por conta, principalmente, do investimento, segundo estimativas da LCA Consultores. Já em 2003, a alta de 1,1% do PIB embutiu uma contribuição negativa do consumo de 0,24 ponto, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

"Em 2009, o comportamento do emprego refletiu o dinamismo da construção civil, dos serviços e do comércio, e não temos vagas na indústria, em parte, porque os segmentos de produção de maior valor agregado ainda não se recuperaram", observa Marcio Pochmann, presidente do Ipea. "A economia reagiu puxada pelo mercado interno e o mercado de trabalho é espelho desta reação."

Em 2008, a indústria respondeu por 12% do 1,4 milhão de vagas novas criadas naquele ano. Em 2003, mesmo com o baixo PIB, o setor criou 129 mil novos empregos, ou 20% do total. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mais recente, referente a 2008, o setor de serviços concentrava 12,5 milhões de trabalhadores, quase o dobro de indústria e comércio somados - 7,31 milhões e 7,32 milhões, respectivamente.

"Há uma queda importante no emprego industrial, que é compensado, cada vez mais, pelo setor de serviços", avalia Sérgio Mendonça, supervisor técnico das pesquisas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).

Mendonça também observa que "há um fortalecimento da renda na base da pirâmide social, processo que começou em 2003 e que, no momento da explosão da crise, já ganhara musculatura". O peso do mercado doméstico, sustentado pela elevação da renda, foi maior no ano passado. "É isto que difere 2009 de outros períodos recessivos", diz Mendonça.

O fortalecimento do mercado interno serviu também para alterar a teoria econômica, avaliam os especialistas. Em tese, diz Mendonça, "o câmbio desvalorizado amplia empregos, porque aumenta a lucratividade das empresas exportadoras, enquanto que a moeda apreciada retira esse dinamismo". Em 2003, a dólar chegou a valer R$ 3,70, e no ano passado a moeda americana foi de R$ 2,34 para R$ 1,73. "Como o mercado interno é mais robusto que no passado, o câmbio valorizado eleva o poder de compra do trabalhador", diz o pesquisador do Dieese.

Para Célio Hiratuka, professor do Núcleo de Economia Industrial, da Unicamp, o mercado de trabalho, a partir de 2004, iniciou dinâmica distinta da que vigia na década de 1990. "Nos anos 90, a situação do mercado de trabalho era bastante deteriorada por crises e pela reestruturação da economia industrial", diz. "A partir de 2004, o mercado formal se recupera ano a ano, com aumento de vagas e do salário médio, o que amplia o mercado doméstico." Segundo Hiratuka, a recuperação rápida da atividade foi sustentada pelo consumo, "que passou praticamente incólume pelas turbulências globais". Para ele, a política de aumento do salário mínimo foi crucial para manter o consumo aquecido.

Há, para Mendonça, do Dieese, uma combinação de fatores, do lado do rendimento, que justifica a manutenção - e ampliação - do consumo das famílias. Além da alta do salário mínimo, a lista inclui a queda da inflação - que caiu de quase 6% em 2008 para 4,3% no ano passado - e a ampliação do crédito à pessoa física. "E não podemos desconsiderar a alta do emprego. A criação de quase um milhão de vagas num ano de grave crise mundial é surpreendente."

Os dados do Caged mostraram que as demissões, em dezembro, foram muito fortes. O mês é, sazonalmente, um período de dispensas, mas o saldo negativo de 415 mil vagas, desde 2003, só foi superado pelo corte de 655 mil trabalhadores formais em dezembro de 2008, auge da crise econômica. A indústria de transformação foi a principal responsável pelo saldo negativo do último mês de 2009, com perda de 166 mil postos, sendo o setor alimentos o que mais demitiu empregados (94,5 mil).

Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o saldo de 2009 não foi dos piores, levando em consideração a crise. "Os Estados Unidos perderam 4 milhões de empregos. Toda a Europa fechou com perdas astronômicas. No G-20, o Brasil é o único a ter esse número", disse ele, em Brasília, ao divulgar os resultados. (Com Agência Brasil)

Trecho leste do Rodoanel deve custar R$ 5 bi

Autor(es): Samantha Maia
Valor Econômico - 21/01/2010
O trecho leste do Rodoanel de São Paulo deverá ser o mais caro já construído, um investimento de R$ 4 bilhões, e ficará a cargo da empresa que vencer a concessão do tramo sul, em fase final de construção. O trecho oeste custou R$ 1,4 bilhão a preços de 2002, e o sul, R$ 3,6 bilhões, a valores de 2005. O governo detalhou ontem o projeto em audiência pública na capital paulista, para uma plateia de cerca de 200 interessados. "Temos percebido interesse das empresas, uma presença expressiva na audiência, e não acredito que haja grandes riscos nesse projeto. Está tudo bem detalhado", disse Mauro Arce, secretário de Transportes do Estado.

Durante os 35 anos de concessão dos dois trechos, serão necessários R$ 5 bilhões de investimentos. A receita tarifária no período, por sua vez, foi estimada em R$ 26,8 bilhões. A expectativa do governo é conseguir publicar o edital em fevereiro, receber as propostas até abril, e assinar o contrato em julho deste ano. Ao todo, serão concedidos 103,7 quilômetros de rodovias, 61,4 quilômetros da parte sul e 42,3 quilômetros da leste, que ligará a parte sul às rodovias Ayrton Senna e Dutra, com início no município de Mauá.

O custo maior será com as obras do novo trecho, que demandarão R$ 2,8 bilhões. Os gastos com desapropriações, por sua vez, estão estimados em R$ 1,1 bilhão. Haverá necessidade de desapropriar uma área total de 743 hectares, sendo que a maior parte das edificações afetadas, ao todo 1.071, está em área urbana (72%). O restante dos investimentos, cerca de R$ 1 bilhão, deverá ser aplicado em conservação e sistemas de operação.

Interessados presentes na audiência mostraram-se preocupados com o risco de variação de custos, já que as desapropriações deverão ser realizadas pelo futuro concessionário. O governo não manifestou intenção de assumir gastos acima do estimado no EIA-Rima e sustentou que os custos não devem extrapolar de maneira significativa o apresentado. Segundo Mauro Arce, as empresas podem até chegar à conclusão que gastarão menos.

Vencerá a licitação a companhia ou consórcio que oferecer a menor tarifa, considerando um teto de R$ 6 para o trecho sul e de R$ 4,5 para o trecho leste. O valor, cerca de R$ 0,10 por quilômetro, é o mesmo das últimas concessões no Estado. O desconto na tarifa deverá ser igual nos dois trechos. A licitação será feita pela modelagem invertida, em que primeiro serão abertas as propostas tarifárias e depois analisada a parte técnica.

A outorga, pagamento ao governo utilizado em concessões anteriores como critério para licitação, está fixada no valor de R$ 370 milhões, a ser pago no momento da assinatura do contrato. Será cobrada uma outorga variável de 3% da receita operacional da concessionária, valor direcionado para cobrir os gastos da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) com fiscalização. O governo prevê que passarão em média 257 mil veículos pelas praças de pedágio das rodovias. O pedágio do trecho sul poderá começar a ser cobrado ainda neste ano caso o contrato seja assinado dentro do prazo previsto. O trecho leste, por sua vez, deverá ser concluído em 30 meses após a assinatura do contrato.

O Estado chegou a considerar de início a hipótese de incluir a construção do trecho norte nessa licitação, mas segundo Arce a ideia foi descartada por ainda não terem o projeto do trecho norte definido. "Não teríamos material para licitá-lo agora. De qualquer forma, acredito que até o fim de 2014 já teremos o trecho norte concluído também."

China assusta e gringo bate em retirada

De Olho na Bolsa
Autor(es): Daniele Camba
Valor Econômico - 21/01/2010
O investidor estrangeiro, que já estava flertando com a possibilidade de sair do Brasil em busca de retornos melhores em outros países, bateu em retirada ontem, com a notícia de um novo aperto monetário na China. Segundo o jornal China Securities Journal, o governo teria determinado que os bancos suspendam a concessão de empréstimos até o fim de janeiro. Mais tarde, o governo chinês negou a informação, mas os estragos já estavam feitos. Esse diz-que-diz-que se somou a outras medidas que o governo chinês já vem tomando para conter o nível de crescimento.


Foto Destaque

As bolsas do mundo inteiro sofreram, mas a brasileira especialmente, já que o investidor internacional não pensou duas vezes em vender as ações locais. O Índice Bovespa caiu bem durante todo o dia, fechando em baixa de 2,44%, aos 68.200 pontos. Essa é a maior queda percentual desde o dia 12 de novembro do ano passado, quando caiu 2,99%. Já a pontuação é a menor desde 28 de dezembro, quando fechou aos 67.901 pontos.

"Os estrangeiros venderam lotes de ações a qualquer preço, houve uma correria geral. O importante era acabar o dia sem esses papéis na carteira", diz o gestor de renda variável da Infinity Asset Management, George Sanders. O volume de R$ 7,5 bilhões na Bovespa ontem só corrobora a tese de que a queda veio acompanhada de uma grande saída de recursos. Isso aumentou o movimento de saída de recursos externos que já vinha ocorrendo nos últimos dias.

Só nos dias 14 e 15, o saldo líquido (diferença entre compras e vendas de ações) de estrangeiro foi negativo em R$ 455 milhões. Assim como já se esperava, o saldo no dia 18 foi positivo em R$ 82 milhões, graças ao vencimento de opções - direito de comprar e vender uma ação.

A saída dos estrangeiros tem feito com que a Bovespa esteja entre os "lanterninhas" em retorno. Neste ano, em dólar, o Ibovespa registra queda de 3,03%. Entre as principais bolsas do mundo, o índice só ganha do Índice Xangai, da bolsa da China, com queda de 3,82%, e dos índices das bolsas da Espanha e da Grécia, com baixas de 3,46% e 8,94%, respectivamente. Vale lembrar que no ano passado a Bovespa esteve na ponta contrária, como uma das líderes de valorização, com alta de 145,16% na moeda americana.

Aversão a risco

O que tem feito a aversão a risco por parte dos estrangeiros ser maior com relação às ações brasileiras? Segundo Sanders, a resposta está em alguns indicadores macroeconômicos que trazem preocupação. Ele cita as transações correntes, as contas fiscais do país e o próprio desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). Existe também a preocupação de que a valorização da Bovespa esteja perdendo o fôlego, levando os estrangeiros a pensarem em outras opções.

A China já vem atrapalhando o mercado há alguns dias. Na terça-feira, o banco central chinês subiu os juros de um ano do mercado interbancário. Esse foi o segundo aumento em menos de uma semana. Já na semana passada, o governo também aumentou o depósito compulsório dos bancos.

O grande temor do mercado é que essa série de medidas acabe afetando de forma relevante o crescimento chinês. Isso prejudicaria o mundo, mas especialmente nações que dependem muito comercialmente da China, que é o caso do Brasil. O mercado hoje começa o dia já conhecendo vários indicadores da economia chinesa, como PIB, vendas no varejo e produção industrial, que foram divulgados ontem à noite. Se os números forem bons, podem acalmar o mercado. Em compensação podem mostrar que o governo chinês será ainda mais rígido para conter esse crescimento.

As atenções estão voltadas aos 67.500 pontos do Ibovespa, que é o próximo suporte (piso, que pode desencadear compras). Se cair abaixo disso, o índice pode ir buscar os 64 mil pontos.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

E-mail: daniele.camba@valor.com.br

O rombo vai aumentar

Celso Ming - Celso Ming
O Estado de S. Paulo - 21/01/2010
O rombo nas contas externas do Brasil em 2009 foi maior do que o esperado e vai crescer substancialmente tanto em 2010 como em 2011.

Em princípio, nada há de errado nisso, desde que a qualidade do financiamento desse déficit seja adequada. Mas, para avaliar melhor as consequências, isso tem de ser trocado em miúdos.

Primeiramente, o conceito. Contas Correntes do Balanço de Pagamentos de uma economia é o pedaço da contabilidade externa de um país que registra pagamentos e recebimentos com o resto do mundo. Englobam os resultados de três subcontas: o comércio (exportações e importações), os serviços (juros, transportes, seguros, royalties, turismo, etc.) e as transferências unilaterais (que são, por exemplo, aquele dinheiro que as famílias recebem ou mandam de ou para parentes que estão no exterior).

Quando são negativas, ou seja, quando tem mais dinheiro saindo do que entrando, as Contas Correntes refletem mais consumo do que capacidade de poupança. É isso que está acontecendo agora. O gráfico mostra o comportamento das Contas Correntes durante o governo Lula.

No ano passado, o déficit em Contas Correntes foi de US$ 24,3 bilhões (1,6% do PIB), menor do que o de 2008, que foi de US$ 28,2 bilhões (1,7% do PIB). Mas foi mais alto do que o esperado. Para 2010 está previsto um novo salto nessas Contas. O Banco Central (BC) projeta um déficit de US$ 40 bilhões e o mercado (Pesquisa Focus) conta com um déficit de US$ 45,6 bilhões (alguma coisa em torno de 2,5% do PIB).

Os alarmistas já estão perdendo o sono porque se lembram dos tempos em que o Brasil quebrou. Não é o caso de agora. Um rombo nas Contas Correntes não é ruim em si mesmo. Depende de como é coberto. Se fosse financiado com recursos de curto prazo, o risco seria grande porque capitais dessa natureza são bichos espantados que fogem ao primeiro ruído. Mas, se for coberto com entrada de recursos de longo prazo, especialmente por Investimento Estrangeiro Direto (IED), que vem para ficar, certamente não deve levantar preocupações imediatas. Lá na frente, quando esses recursos produzirem resultados, estarão dando origem a novas despesas do País, com remessas de lucros. No entanto, se a economia continuar equilibrada e previsível (o que vai depender do comportamento das contas públicas), esses investimentos continuarão crescendo.

Em 2008, o IED foi de US$ 45,1 bilhões. Em 2009, caiu para US$ 25,9 bilhões por causa da crise global. Mas em 2010 deverá crescer para US$ 45 bilhões, conforme apontam as projeções do BC. (Veja o gráfico no Confira.)

Também não foi desprezível a aplicação estrangeira em ações de empresas brasileiras. Em 2009, atingiu US$ 37,1 bilhões, volume que poderá aumentar em 2010, porque o Brasil é uma das poucas economias relevantes que apresentará crescimento superior a 5% ao ano.

Para fechar essa equação com mais segurança seria preciso controlar duas variáveis. A primeira tem a ver com o desempenho da economia mundial. Uma recaída na crise, por exemplo, poderia azedar o jogo econômico.

A outra é o risco eleitoral. Ninguém sabe o que os principais candidatos estão aprontando para a política econômica. Está aí um campo minado no qual não pode haver pisada em falso.

Confira


É o mercado interno - O investimento estrangeiro procura oportunidades no mercado interno. Como é difícil levar a fábrica embora, esse tipo de investimento não sai do País apenas porque alguma coisa está errada nas contas externas.

BRASIL TEM DÉFICIT EXTERNO RECORDE

DÉFICIT EXTERNO ATINGE R$ 5,9 BILHÕES EM DEZEMBRO, O MAIOR DESDE 1947
Autor(es): Fernando Nakagawa, Fabio Graner
O Estado de S. Paulo - 21/01/2010
O efeito do crescimento econômico nas contas externas brasileiras já começou a ser sentido com mais intensidade. Dados do Banco Central mostram que o aumento dos ganhos das empresas estrangeiras fez o envio de lucros e dividendos atingir recorde em dezembro de 2009: US$ 5,32 bilhões, ou 21% de todas as remessas do ano. Com isso, o déficit de transações correntes - resultado das operações de comércio de bens e serviços do Brasil com o exterior - atingiu US$ 5,94 bilhões no último mês do ano, o pior resultado da série, iniciada em 1947.

Em todo o ano de 2009, as transações correntes ficaram negativas em US$ 24,34 bilhões, valor inferior aos US$ 28,19 bilhões de 2008. A queda refletiu o impacto da crise na atividade econômica, especialmente no primeiro semestre, quando o Brasil experimentou uma recessão. Os números de dezembro, no entanto, deixam claro que a tendência é de rápido e substancial aumento do déficit externo do País.

Ontem, analistas foram pegos de surpresa com o saldo da remessa de lucros ao exterior em dezembro. A transferência de dólares foi 164% maior que a de novembro e 69,3% superior à cifra de dezembro de 2008, no auge da crise, quando empresas estrangeiras aumentaram fortemente as remessas para cobrir prejuízos das matrizes nos Estados Unidos e Europa.

Entre os setores que mais remeteram lucros, as montadoras lideraram com folga e responderam por 15,1% das transferências, seguidas por metalúrgicas (9,3%) e bancos (8,8%).

Vale lembrar que o setor financeiro foi a raiz da crise iniciada em 2008. E a indústria automobilística foi um dos ramos econômicos que mais sofreram no início da crise, mas também teve maior apoio do governo, com cortes de impostos que alavancaram as vendas internas.

A economista-chefe do Banco Fibra, Maristela Ansanelli, diz que a remessa de lucros será o item principal no rumo das contas externas em 2010. Para a economista, é "bem provável" que o ano tenha mais de US$ 35 bilhões em transferência de lucros, novo recorde.

Mesmo com a perspectiva de remessas recordes, menor saldo comercial e aumento das viagens internacionais e aluguel de equipamentos no exterior, o chefe do Departamento Econômico, Altamir Lopes, disse que "não há razão para preocupação" com a trajetória das contas externas. No ano passado, a conta corrente teve déficit de US$ 24,33 bilhões e entraram US$ 25,94 bilhões em investimentos. Para 2010, o BC espera saldo corrente negativo de US$ 40 bilhões, 64% mais que no ano anterior, e ingresso de US$ 45 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED).

O mercado financeiro, porém, é menos otimista: prevê déficit de US$ 45,5 bilhões e IED de US$ 37 bilhões. Faltariam assim US$ 8,5 bilhões para fechar a conta. "Será preciso usar parte do dinheiro que entrar para aplicações financeiras, da chamada conta capital, para fechar os números'', diz Maristela.

Estrangeiro bate recorde na bolsa

Autor(es): Fabio Graner, Fernando Nakagawa
O Estado de S. Paulo - 21/01/2010
Mesmo em ano de fraca atividade econômica, o mercado de ações de empresas brasileiras foi bastante atrativo para os investidores estrangeiros. Em 2009, o investimento externo em ações somou valor recorde de US$ 37,07 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. Somente em dezembro, as aquisições de ações por estrangeiros somaram US$ 3,45 bilhões.

Para se ter uma ideia do apetite dos estrangeiros pelo Brasil no ano passado, basta comparar esse desempenho com o ano anterior. Em 2008, quando a crise estourou, o saldo de aplicações de não residentes em ações foi negativo em US$ 7,57 bilhões. Só em dezembro, quando as turbulências ainda estavam em fase aguda, as saídas somaram US$ 911 milhões. Com a atração de estrangeiros, a bolsa brasileira foi a que mais se valorizou em 2008 entre os países emergentes.

"Em 2009 tivemos uma entrada forte de investimento para ações porque o preço dos papéis estava muito baixo e, por isso, muita gente entrou para aproveitar. Além disso, o Brasil se recuperou antes dos demais países", afirmou a economista-chefe do Banco Fibra, Maristela Ansanelli.

Ela acredita que este ano apresentará, novamente, números robustos. "O crescimento econômico e a esperada volta dos IPOs continuarão atraindo estrangeiros", disse, referindo-se à sigla em inglês para denominar operações de oferta inicial de ações feitas pelas empresas.

Além do fato de a economia brasileira ter sido uma das primeiras a se recuperar da crise, o que levou os investidores a buscarem mais papéis do País, também contribuiu significativamente para o saldo recorde a emissão de ações do Banco Santander, feita em outubro, que somou R$ 14,1 bilhões. Os estrangeiros adquiriram cerca de 60% do total de papéis vendidos pela instituição financeira.

Segundo o BC, os investimentos em ações negociadas no País no ano passado somaram US$ 32,09 bilhões. Enquanto isso, as ações brasileiras negociados no exterior fecharam 2009 com aquisições líquidas de US$ 4,97 bilhões, sendo quase a totalidade relativa à operação do Santander.

Modalidade preferida dos estrangeiros em 2007 e 2008, os investimentos em títulos de renda fixa perderam de longe para as ações e somaram US$ 9,09 bilhões. Em dezembro, inclusive, foi registrado saldo negativo de US$ 370 milhões. Em 2008, os investimentos em renda fixa somaram US$ 6,79 bilhões e, em 2007, US$ 21,88 bilhões.

Para Maristela, o provável aumento do juro básico este ano pode pesar em favor dos investimentos em renda fixa. O aperto monetário aumentará o retorno dos títulos da dívida pública atrelados à taxa Selic e também elevará o custo dos títulos prefixados nas emissões primárias do Tesouro, o que pode atrair mais estrangeiros.

Morgan Stanley recomenda que investidor 'fique com Bric'

Por Regina Cardeal 20.01.2010 19h45

São Paulo - O banco norte-americano Morgan Stanley recomendou que os investidores em mercados acionários emergentes "fiquem com os Brics" (Brasil, Rússia, Índia e China) neste ano em que se espera um maior crescimento econômico. Em relatório divulgado hoje, o banco argumenta que os mercados acionários dos Brics tendem a ter desempenho acima da média em anos não recessivos como entre 2003 e 2007, enquanto apresentam desempenho abaixo da média em anos de recessão, como em 2001-2002 e 2008.

"Este é provavelmente um traço devido à sensibilidade a preços de commodities do Brasil e da Rússia e às características de crescimento dos Brics como um todo", afirmam os analistas Jonathan Garner, Michael Wang e Vinícius Silva no relatório.

Eles opinam que os Brics e, em particular os consumidores dos Brics, são cada vez mais importantes para a economia global. O ganho no crescimento dos gastos com consumo nos Brics em dólares deve superar o dos EUA pelo quarto ano consecutivo em 2010, afirmam. Paralelamente, acrescentam, as importações dos Brics em conjunto são agora maiores do que as importações dos EUA, "indicando claramente a natureza fundamental de sua demanda doméstica como motriz da economia global".

Eles também elevaram o peso da recomendação "overweight" (acima da referência, o MSCI EM) para China e Rússia, depois de terem reduzido a fatia destes mercados na carteira recomendada no segundo semestre do ano passado. O banco mantém recomendação "overweight" para Brasil, China, Rússia, Índia, Polônia, Malásia e Egito. Os países que têm recomendação "underweight" (abaixo da referência) são África do Sul, Turquia, Hungria, Filipinas e Chile.

Para Barclays, é hora de comprar ações da CSN

Analistas acreditam que empresa não é favorita para comprar a Cimpor e pode se beneficiar do reajuste do minério

20.01.2010 13h02

São Paulo - O banco britânico de investimentos Barclays aumentou o preço-alvo para as ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em 2010. A previsão anterior era de 70 reais por ação, mas a nova análise elevou este valor para 75 reais. O Barclays também manteve a expectativa de valorização acima da média do mercado para os papéis ("overweight").

Os analistas admitem que o envolvimento da CSNnas negociações para a compra da portuguesa Cimpor (foram oferecidos 5,75 euros por ação para realizar a aquisição) podem atrapalhar o desempenho das ações da companhia no curto prazo.

De acordo com o banco, no entanto, o mais provável é que a CSN. perca a disputa pela Cimpor. A siderúrgica, dizem os analistas, não tem experiência suficiente no mercado de cimento, não possui uma estratégia que seja atrativa para os acionistas das duas empresas e obteria sinergias menores com o negócio que suas potenciais concorrentes - as também brasileiras Camargo Corrêa e Votorantim. O fim das conversas com a Cimpor deve ser benéfica para as ações da siderúrgica, segundo o banco.

No entanto, o otimismo quanto à CSN é causado principalmente por causa da previsão do Barclays de alta de 40% para o preço de minério de ferro em 2010 - anteriormente a expectativa era de 20%. Na semana passada, o Merryl Lynch havia anunciado que a alta no valor do minério de ferro deve chegar a 50% durante este ano.

Às 13h05, as ações da CSN (CSNA3) operavam em queda de 3,02%, sendo negociadas pelo valor de 56,85 reais.

Ricardo Mansur compra segunda usina de álcool

21.01.2010 09h11

O empresário Ricardo Mansur fechou a compra da Destilaria Pignata, em Sertãozinho (SP), seu segundo negócio no setor sucroalcooleiro em menos de seis meses. O acordo, fechado na última semana, foi comunicado ontem aos funcionários da unidade produtora de etanol. Ex-dono das falidas redes varejistas Mesbla e Mappin (cuja marca foi adquirida recentemente pela rede Marabraz) e do banco Crefisul, liquidado pelo Banco Central, Mansur havia comprado, em agosto, a Usina Galo Bravo, em Ribeirão Preto (SP). O empresário enfrenta diversos processos na Justiça por causa de dívidas bilionárias, boa parte delas com ex-funcionários.

Apesar de emissários de Mansur, entre eles os executivos Gilberto Mascioli e Nino Peticarrari, informarem na terça-feira à noite a representantes dos empregados que a destilaria fora arrendada, a Agência Estado apurou com fontes do setor que houve a compra junto à família Pignata. "Na terça-feira, fomos convocados para uma reunião com os representantes do senhor Ricardo Mansur e fomos comunicados do arrendamento; foi acertado que nos pagarão o salário atrasado de dezembro em parcelas a partir de fevereiro, fizemos uma assembleia hoje [ontem] e aprovamos a proposta", disse José da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Açúcar, Alimentação e Afins de Sertãozinho e Região.

De acordo com o sindicalista, a intenção do empresário é iniciar a moagem para a produção de etanol na safra 2010/2011 já na primeira semana de fevereiro. A empresa tem 330 funcionários, excluindo cortadores de cana, os quais são contratados exclusivamente para a safra. Há a expectativa de que funcionários demitidos sejam recontratados. "O senhor Gilberto (Mascioli) nos disse que a intenção é crescer", concluiu Silva.

Cade libera BRF para adquirir insumos com Sadia

20.01.2010 19h51

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou nesta quarta-feira a coordenação das atividades da Brasil Foods (ex-Perdigão) com a Sadia no segmento de carne in natura no mercado interno e na negociação e aquisição de insumos e serviços, de acordo com documento do órgão.

A BRF, empresa resultante da compra da
Sadia, pela Perdigão no ano passado, ainda aguarda a aprovação final do negócio pelo Cade para que a integração das companhias seja completamente concluída.

"A partir de agora, as empresas poderão realizar negociações e aquisições conjuntas de insumos e serviços (como grãos, embalagens e carne bovina in natura), com exceção da compra de aves e suínos", afirmou a BRF em um comunicado após o fechamento do mercado.

A empresa acrescentou estar autorizada também a comercializar a produção de carne in natura em geral.

Em setembro, a companhia já havia conseguido a autorização para a coordenação de atividades voltadas ao mercado externo no segmento de carnes in natura.

O órgão antitruste justificou a sua decisão considerando pequena a atuação das empresas em carne in natura. Grande parte do faturamento da BRF e
Sadia. vem de produtos industrializados.

"Nota-se (...) que suas participações nos diferentes segmentos de carnes in natura são, a princípio, baixas, indo de 0,4 por cento no mercado de carne in natura bovina, a 3,7 por cento no mercado de carne in natura de frango, 8 por cento no mercado de carne in natura suína e 11 por cento no mercado de carne in natura de peru", avaliou o Cade.

Sobre a negociação e aquisição de insumos e serviços perante fornecedores, excetua-se a aquisição conjunta de aves e suínos, acrescentou o Cade.

"Segundo as informações prestadas pelas requerentes, as participações conjuntas de Sadia e Perdigão na compra da maior parte dos insumos e serviços são inferiores ou próximas a 10 por cento", diz o documento.

De acordo com relatório da Link Investimentos anterior à decisão desta quarta-feira, que cita um executivo da Sadia, a autorização para a compra conjunta de insumos captura sinergias importantes, permitindo economia entre 3 e 5 por cento, o que se refletira em melhores margens.

Ainda segundo a Link, a aprovação dos pedidos da BRF é importante, uma vez a flexibilização no ano passado para que as duas empresas pudessem operar juntas no exterior em carne in natura não trouxe economias.

Entretanto, o Cade destaca que as informações fornecidas pelas empresas ainda são passíveis de maior investigação e pode haver revisão das autorizações desta quarta-feira.

No final do ano passado, a BRF tinha a expectativa de que o Cade aprovasse o negócio durante o primeiro semestre de 2010.

As ações da BRF fecharam em alta superior a 2,5 por cento nesta quarta-feira, reagindo à decisão do Cade. Antes do anúncio, operavam em baixa, acompanhando o Ibovespa, que fechou em queda de 2,44 por cento.

(Por Camila Moreira, com reportagem adicional de Roberto Samora)

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Morgan Stanley recomenda ações dos países emergentes

Morgan Stanley recomenda ações dos países emergentes

Agência Estado

SÃO PAULO - O banco Morgan Stanley recomendou que os investidores em mercados acionários emergentes "fiquem com o BRIC" - Brasil, Rússia, Índia e China - neste ano em que se espera um maior crescimento econômico.

Em relatório, o banco argumenta que os mercados acionários do BRIC tendem a ter desempenho acima da média em anos não recessivos como entre 2003 e 2007, enquanto apresentam desempenho abaixo da média em anos de recessão, como em 2001-2002 e 2008.

"Este é provavelmente um traço devido: a) à sensibilidade, a preços de commodities do Brasil e da Rússia e, b) às características de crescimento do BRIC como um todo", afirmam os analistas Jonathan Garner, Michael Wang e Vinícius Silva no relatório.

Eles opinam que o BRIC e, em particular os consumidores dos BRIC, são cada vez mais importantes para a economia global. O ganho no crescimento dos gastos com consumo no BRIC em dólares deve superar o dos EUA pelo quarto ano consecutivo em 2010, afirmam. Paralelamente, acrescentam, as importações do BRIC em conjunto são agora maiores do que as importações dos EUA, "indicando claramente a natureza fundamental de sua demanda doméstica como motriz da economia global".

Eles também elevaram o peso da recomendação overweight (acima da referência, o MSCI EM) para China e Rússia, depois de terem reduzido a fatia destes dois mercados na carteira que havia sido recomendada no segundo semestre do ano passado.

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Bom dia ADVFN - Bolsas tombam, mas FMI está otimista

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira

A agenda de hoje começa com o Banco Central apresentando a Nota de Política Monetária referente a dezembro demonstrando a evolução dos agregados monetários, operações e distribuição setorial do crédito no sistema financeiro nacional. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga o número de Pedidos de Seguro-Desemprego. A Conference Board divulga o Índice dos Indicadores Antecedentes, que busca traçar o rumo da economia norte-americana para os próximos seis meses. O escritório distrital do FED (banco central norte-americano) da Filadélfia divulga seu índice que mede o nível da atividade industrial naquele distrito. O Departamento de Energia faz a divulgação semanal dos Estoques de Petróleo.

Bolsas tombam, mas FMI está otimista

Ontem as principais bolsas mundiais levaram um banho de água fria. Com as notícias do governo Chinês desestimulando os bancos a concederem novos empréstimos e a leva de péssimos resultados nos balanços das principais instituições financeiras norte-americanas, as bolsas da Europa, Estados Unidos e Brasil fecharam em forte queda. Apesar de tudo, Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI, afirmou que a recuperação econômica mundial esta sendo surpreendente. Ele acredita em uma taxa de crescimento mundial acima de 3% este ano. Os países emergentes trarão maior peso nesta retomada, afirmou o economista.

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Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

Bom dia ADVFN - Nobel em economia não está convencido de recuperação econômica

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Hoje o Banco Central inicia o dia apresentando a Nota de Mercado Aberto (informações sobre as operações com títulos públicos federais) e a Nota do Setor Externo (com os dados do balanço de pagamentos e reservas internacionais). Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os indicadores de Alvarás de Construção e Construções Iniciadas de Imóveis. O Departamento do Trabalho norte-americano divulga o Índice de Preços ao Produtor de dezembro de 2009. Na Inglaterra o Bank of England (banco central) divulga a minuta da última reunião.

Nobel em economia não está convencido de recuperação econômica

Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de economia em 2001, não acredita que os sinais recentes de recuperação econômica, emitidos pelos agentes do mercado, atestem a definitiva saída da crise. Para ele, a economia dos Estados Unidos, a principal economia mundial, ficará presa na luta contra os déficits fiscais e tentativas de estabilização da política monetária. O economista lamenta ainda a perda da oportunidade de uma reformulação completa no sistema monetário global após a crise, para a criação de uma estabilidade financeira robusta e duradoura no mundo.

Últimos resultados corporativos em destaque

A IBM divulgou lucros líquidos de US$ 4,8 bilhões no último trimestre de 2009, crescimento de 9% em relação ao mesmo trimestre de 2008. Em contrapartida o Citigroup registrou US$ 7,6 bilhões em prejuízos líquidos no quarto trimestre de 2009, entretanto uma redução de mais de 50% em relação aos prejuízos do mesmo período de 2008.

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Terça-feira, Janeiro 19, 2010

Projeção de Selic em 11,25% já é vista como exagerada

Projeção de Selic em 11,25% já é vista como exagerada
Fernanda Bompan

SÃO PAULO - O mercado espera que a taxa básica de juros (Selic) suba para 11,25% a partir de abril deste ano. A previsão significa uma alta de 2,5 pontos percentuais ante a taxa de juros praticada atualmente, que é de 8,75%. De acordo com o relatório Focus, feito pelo Banco Central (BC), é a segunda alta consecutiva em 2010 - a previsão anterior era de aumento de 11%. Na opinião dos especialistas, o crescimento da Selic, condiz com a posição do BC em evitar uma pressão inflacionária, resultante do aumento da atividade produtiva neste ano.Para o analista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski, o mercado está otimista com relação ao crescimento econômico. "Entretanto, eles esperam uma postura crível do BC, que deve aumentar a taxa de juros e, assim evitar a ocorrência de maiores pressões inflacionárias", diz. Ele acredita que não deve acontecer uma bolha inflacionária e que os índices devem ficar no centro da meta (4,50%). A Tendências, no entanto, espera que a Selic encerre em 10%, atingindo este patamar em setembro. "Não acreditamos em pressões inflacionárias, já que vamos ter ociosidade na produção e dificuldades para exportação", explica.O diretor da BB Consult, José Eduardo Balian, afirma que o resultado da pesquisa sobre a Selic é uma perspectiva exagerada. "É uma avaliação muito otimista, ainda mais para um ano eleitoral. Não vejo que possa ocorrer um desabastecimento pela alta do consumo. Vamos ver", pondera.Da mesma forma pensa o professor do Insper, Ricardo Fontes. "Mas acredito que o mercado está pragmático, uma postura mais conservadora. Pessimista com relação a inflação e otimista com relação ao mercado", entende.O otimismo mencionado está exposto no relatório Focus na estimativa do PIB para este ano, que é aguardado para crescer em 5,20% (ante 5,30% analisado na última semana). Para 2011, a previsão mantém, há seis semanas, em 4,50%A taxa Selic para 2011 está prevista para subir de 10,75%, segundo último relatório, para 11%.A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 está estável há cinco semanas em 4,50%, o mesmo acontece com o esperado em 2011 (4,50% mantido há 81 semanas). Com relação ao Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), os economistas acreditam em alta de 4,50%, ante 4,44% registrado na semana passada. No ano que vem, o índice deve ficar estável em 4,50% (72 semanas). Aumento também é esperado para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que passou de 4,41% para 4,55%. Em 2011, o dado permanece estável há 83 semanas dentro do centro da meta. Já no caso do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), para 2010 e para o ano que vem, as projeções são de alta de 4,50%, ante 4,42% e crescimento de 4,40% para 4,50%, respectivamente.QuedasO prognóstico da conta corrente nesta semana registrou déficit maior. Neste ano é esperado um déficit de US$ 45,50 bilhões, valor muito maior ao observado no último relatório que era de perdas de US$ 41,30 bilhões. Em 2011, os dados também são muito maiores, passando de déficits de US$ 47 bilhões para US$ 55 bilhões. De acordo com o analista da Tendências, "deverá ser compensado a falta de poupança doméstica, com poupança externa, importando dinheiro".A queda também foi observada com as predições da balança comercial, passando de US$ 11,20 bilhões para US$ 10,75 bilhões neste ano. "É esperado um câmbio apreciado. Mas o mercado acredita que o mundo terá maiores obstáculos para superar as perdas e gerar um saldo pior para a balança comercial."A taxa de câmbio é projetada para permanecer em R$ 1,75 neste ano (há 13 semanas) e passar de R$ 1,80 para R$ 1,83 em 2011.As expectativas com relação ao Investimento Estrangeiro Direto (IED) também apresentou queda, de US$ 37,50 bilhões para US$ 37 bilhões em 2010. No próximo ano, as perspectivas ficam iguais a análise da semana passada (US$ 39,20 bilhões).Outros dadosA projeção para a Dívida Líquida do Setor Público passou de 42,85% do PIB, para 42,95%, em 2010, e caiu de 41% para 40,85%, em 2011. Para a produção industrial, o relatório apontou permaneceu com alta de 8% neste ano, e alta de 4,70%, ante 4,50%, para o próximo ano. O mercado projeta, ainda, que os preços administrados fiquem em 3,25% em 2010. No ano seguinte, na comparação com o último relatório, houve queda de 4,45% para 4,35%.O mercado espera que a taxa básica de juros (Selic) suba para 11,25% a partir de abril deste ano. Mas alguns analistas enxergam exagero na alta de 2,5 pontos ante a taxa atual.

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Estrangeiros voltarão ao pódio em aquisições

Estrangeiros voltarão ao pódio em aquisições
Pedro Lívio

SÃO PAULO - O capital nacional mandou no mercado de fusões e aquisições em 2009, com uma fatia de 64% no volume financeiro das operações, segundo estudo da auditoria PricewaterhouseCoopers. Os investidores brasileiros foram decisivos em 326 transações das 630 anunciadas no ano. As operações de mudança de controle responderam por 51% do total. As fusões somaram 7%.Esse reflexo também aparece em 2008, quando os brasileiros estiveram em 389 de 643 transações - mais que o registrado em 2009. Contudo, especialistas do mercado acreditam que o capital estrangeiro deve gradativamente conseguir maior fatia desse bolo."Na própria Bovespa o capital estrangeiro costuma ser maior do que o nacional e o Brasil tem sido um mercado muito atrativo para o capital internacional. Acho que até o fim do ano é possível um cenário 50 para 50", afirma Cláudio Gonçalves, economista-chefe da consultoria Planning. "Mas isso somente se não tiver uma recessão lá fora".Segundo ele, mesmo com ações do governo para inibir o volume do capital estrangeiro no país - para evitar a depreciação do dólar - o volume deve chegar a US$ 30 bilhões neste ano, amparado no retorno da confiança e da segurança do estrangeiro, até pouco abalado pela crise.Para o vice-diretor do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Keyler Carvalho, o efeito da crise ainda não passou, mas o estrangeiro continua a olhar com atenção para o Brasil como prioridade para investimentos, melhor alternativa que Índia ou China - dentro do BRIC, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China. No entanto, diz ele, o volume dessas operações deve ficar cada vez mais limitado, porque a consolidação dos mercados inibe a quantidade de opções, principalmente no setor bancário, com grande número de fusões no ano. Para o especialista, já foram compradas as principais instituições. "O setor bancário deve ter poucas operações, porque a maior parte das instituições mais interessantes já foram compradas. O Bradesco está louco para comprar alguém, mas quem sobrou?", indaga. "Devem ocorrer no máximo umas quatro [fusões] no setor até o fim do ano", emenda Gonçalves.Segundo o estudo da auditoria, o setor bancário abocanhou 11% do total, com 68 operações, seguido por alimentos (63) e TI (58). De acordo com empresa, o líder do levantamento atual não costuma registrar grandes volumes de fusões, diferente de alimentos, TI e mineração.Os grandes "financiadores" das transações foram os fundos de Private Equity - foco em empresas de capital fechado - e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os fundos bateram recorde de participação, com 30% do total - ante 20% em 2008.A consolidação no setor bancário será cada vez mais intensa, dizem os analistas, porque os bancos médios sofreram muito com a crise e estão "baratos". Além disso, diz o executivo do IBEF, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está mais dinâmico que antes, e tende a permitir mais operações do tipo. "A concorrência agora é global. Estão entendendo (Cade) que é preciso deixar empresas mais competitivas aqui para competir com as de fora", explica.Sem citar nomes, Gonçalves antecipa que o volume desse ano será maior que o de 2009, em especial no varejo, educação e saúde. "O setor de siderurgia inclusive promete operações já no início desse ano", ressalta.Apesar do otimismo, Keyler Carvalho não pensa da mesma maneira em relação ao mercado varejista, por motivos semelhantes aos vistos no setor bancário. "Todos os setores tem grande potencial, principalmente os de maior concorrência internacional, mas o comércio varejista já está meio limitado. O Pão de Açúcar comprou tudo".O capital nacional, que mandou no mercado de fusões e aquisições em 2009, com uma fatia de 64% no volume financeiro das operações, deve voltar a perder espaço para os estrangeiros ao longo deste ano. "Na própria Bovespa, o capital estrangeiro costuma ser maior do que o nacional e o Brasil tem sido um mercado muito atrativo para o capital internacional. Acho que até o fim do ano é possível um cenário 50 para 50", afirma Cláudio Gonçalves, economista-chefe da consultoria Planning. "Mas isso somente se não tiver uma recessão lá fora."Segundo dados da PricewaterhouseCoopers, os investidores brasileiros foram decisivos em 326 transações das 630 anunciadas no ano. Segundo o estudo, o setor bancário abocanhou 11% do total, com 68 operações, seguido por alimentos (63) e TI (58).

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Bolsa passa a registrar contrato cambial a termo

Bolsa passa a registrar contrato cambial a termo
PanoramaBrasil

SÃO PAULO - A BM&F Bovespa passou a autorizar, desde ontem, o registro, em seu Mercado de Balcão, de contratos a termo (non-deliverable forward - NDF) de dólar, euro, iene e cross-rate. Inicialmente, as operações poderão ser registradas somente com taxas de câmbio apuradas e divulgadas pelo Banco Central do Brasil. A partir de 1º de março, porém, também estará autorizado o registro com câmbio apurado pelo Banco central Europeu, cotação de paridade de dólares dos Estados Unidos da América (EUA) por euro; WMReuters, Fixing de dólares dos EUA por euro; Banco do Japão, cotação de paridade de ienes por dólares dos EUA; e WMReuters, Fixing de ienes por dólar dos EUA.As datas de vencimento, a cotação, bem como o tamanho dos contratos, serão livremente pactuados entre as partes, sempre sujeitas aos limites estabelecidos pela BM&F Bovespa. O contrato será negociado em moeda estrangeira, quando a taxa de câmbio objeto de negociação selecionada pelas partes for a taxa de câmbio de reais por moeda estrangeira; e será negociado em dólares dos EUA, quando a taxa de câmbio objeto de negociação selecionada pelas partes for a taxa de câmbio de moeda estrangeira por dólar dos EUA, ou de dólares dos EUA por moeda estrangeira.Os contratos a termo de balcão permitem que investidores façam o hedge das moedas, eliminando risco de oscilação. A maior diferença entre os mercados a termo e os mercados futuros é que o primeiro não tem o ajuste diário.

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Instrução da CVM é obstáculo para as pequenas na Bolsa

Instrução da CVM é obstáculo para as pequenas na Bolsa
Eduardo Puccioni Agência Estado

SÃO PAULO - A nova Instrução 480/09 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2010, deve trazer dificuldade para as empresas que queiram ingressar no Bovespa Mais, avalia Antonio Castro, presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca). O segmento permite que pequenas empresas entrem no mercado acionário através da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa)."Para este tipo de empresa talvez fique mais difícil lidar com a instrução por conta da estrutura que elas [as empresas] têm hoje. Por outro lado, a própria demanda do mercado está querendo empresas que tenham histórico. O mercado não está muito atraente para as empresas que entrariam no Bovespa Mais", afirma o presidente da entidade.Vale destacar que a ICVM 480 cria duas categorias para os emissores de valores mobiliários. A categoria A autoriza a negociação de quaisquer valores mobiliários em mercados regulamentados.Já a categoria B autoriza a negociação de valores mobiliários em mercados regulamentados, exceto para empresas que tenham ações e certificados de depósito de ações ou para companhias com valores mobiliários que confiram ao titular o direito de conversão em ações.Neste caso, as empresas do Bovespa Mais entrariam na mesma categoria que as empresas de grande porte, capazes de contratar um serviço de advocacia para a realização do formulário de referência.De acordo com Castro, as empresas em geral que quiserem vir a mercado realizar uma captação terão custos adicionais com serviços de advocacia. "As empresas com operações para antes de maio [data limite para a implementação da 480] terão de contratar os serviços de um escritório de advocacia para agilizar a operação", acrescenta Castro.A nova instrução trará mais informações ao mercado, mas Luciana Dias, superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, afirma que as empresas que não forem ativas no mercado terão uma menor precificação em suas ações."Quanto mais a empresa vai ao mercado, mais informações vai divulgar. Com isso, suas ações tendem a se valorizar. Já as empresas que pouco vem ao mercado terão menor valor em seus papéis", acredita Luciana.Edemir Pinto, presidente da BM&F Bovespa, aproveitou o momento para destacar os pontos positivos da nova instrução e para falar sobre o otimismo com o mercado acionário. "Estamos confiantes com a Bolsa para 2010, tendo em vista os recursos que foram retirados da Bolsa pelos investidores estrangeiros durante a crise financeira", disse.Instrução 481A safra de assembleias de acionistas de companhias abertas que se seguirá à divulgação dos balanços de 2009 deverá ocorrer em um "mundo novo" após a edição da Instrução nº 481, afirmou ontem a presidente da CVM, Maria Helena Santana.A nova norma, editada no mês passado e que já está em vigor, amplia as informações que as empresas devem prestar sobre os temas que serão tratados nas reuniões. A instrução também aborda as regras para pedidos públicos de procuração para o exercício de voto e facilita o acesso dos investidores à relação dos demais acionistas da companhia, o que deve aumentar o poder de fogo dos minoritários.Maria Helena afirmou que a norma não necessariamente busca o conflito, mas reconhece que as disputas podem se tornar mais recorrentes nas assembleias das empresas. "O fato de a informação estar mais bem colocada deve facilitar o consenso", ponderou a presidente da CVM, após participar de seminário na sede da BM&F Bovespa para esclarecer as dúvidas de empresas sobre as instruções nº 480 e 481.Para o advogado Henry Sztutman, do escritório Pinheiro Neto, a Instrução exigirá muito trabalho das empresas a fim de adaptar à nova realidade. Ele não espera, contudo, uma grande movimentação por parte de acionistas minoritários nas primeiras assembleias. Segundo o advogado, existe o risco de que os pedidos públicos de procuração sejam usados com o objetivo de arranhar a imagem de uma determinada companhia, embora ele não acredite nessa possibilidade. "A CVM estará atenta e não permitirá que haja abusos nesse sentido", disse ele, que também é presidente da comissão jurídica da Abrasca.O segmento Bovespa Mais, destinado à abertura de capital de empresas com menor porte, pode ficar mais obsoleto do que é hoje, quando lista apenas a Nutriplant. Isso porque a nova Instrução nº 480/09 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2010, deve trazer dificuldades como aumento de custo e de estrutura para as empresas que queiram ingressar no Bovespa Mais, avalia Antonio Castro, presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca)."Para este tipo de empresa, talvez fique mais difícil lidar com a instrução por conta da estrutura que elas [as empresas] têm hoje. Por outro lado, a própria demanda do mercado está querendo empresas que tenham histórico. O mercado não está muito atraente para as empresas que entrariam no Bovespa Mais", afirma o presidente da entidade.Vale destacar que a ICVM 480 cria duas categorias para os emissores de valores mobiliários. A categoria 'A' autoriza a negociação de quaisquer valores mobiliários em mercados regulamentados. Já a categoria 'B' autoriza a negociação de valores mobiliários em mercados regulamentados, exceto para empresas que tenham ações e certificados de depósito de ações ou para companhias com valores mobiliários que confiram ao titular o direito de conversão em ações.Neste caso, as empresas do Bovespa Mais entrariam na mesma categoria que as empresas de grande porte, capazes de contratar um serviço de advocacia para a realização do formulário de referência. De acordo com Castro, as empresas, em geral, que quiserem vir a mercado realizar uma captação terão custos adicionais com serviços de advocacia.Outro assunto discutido ontem por agentes do setor financeiro foi a Instrução nº 481. Segundo a presidente da CVM, Maria Helena Santana, a safra de assembleias de acionistas de companhias abertas que se seguirá à divulgação dos balanços de 2009 deverá ocorrer em um "mundo novo" após a edição da Instrução.A nova norma, editada no mês passado e que já está em vigor, amplia, entre outras coisas, as informações que as empresas devem prestar sobre os temas que serão tratados nas reuniões.

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Exercício de opções de ações gira R$ 5,25 bi

Exercício de opções de ações gira R$ 5,25 bi
PanoramaBrasil

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) informou ontem que o exercício de contratos de opções sobre ações movimentou, no segmento Bovespa, R$ 5,25 bilhões, sendo R$ 4,37 bilhões em opções de compra e R$ 874,8 milhões em opções de venda.O montante negociado é 32,5% superior ao registrado em dezembro, quando o vencimento girou R$ 3,96 bilhões, e o maior já observado desde o começo do ano 2000, de acordo com dados disponibilizados pela própria bolsa. Até então, o maior volume fora registrado em novembro de 2007, R$ 4,63 bilhões.O maior volume financeiro ficou com as ações preferenciais Classe A da Vale do Rio Doce a R$ 39,58 por ação, que atingiu movimentação de R$ 570,9 milhões em opções de compra. A segunda maior por volume foi a ação PNA da Vale a R$ 41,58 por ação movimentou R$ 555.8 milhões em opções de compra.Vale PNA a R$ 43,58 por ação movimentou R$ 554.4 milhões em opções de compra, enquanto Vale PNA a R$ 46,00 por ação atingiu volume de R$ 532 milhões em opções de compra. Por fim, as ações PN da NETC a R$ 30,50 por ação finalizou com movimentação de R$ 435 milhões em opções de venda.Com a recente valorização do mercado, o exercício de opções de compra de ações respondeu por R$ 4,37 bilhões, enquanto as opções de venda exercidas somaram R$ 847,8 milhões.

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Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

NOTICIAS DO DIA 18.01.10

China descobre 5 bilhões de toneladas de minério de ferro

A China descobriu cinco bilhões de toneladas de reservas de minério de ferro em seu subsolo em 2009, anunciou o ministério da Terra e de Recursos Naturais.

Mais de três bilhões de toneladas ficam no noroeste do país, na província de Liaoning, e também foram localizados depósitos importantes em Hebei (norte), Shandong e Anhui (leste), além de Sichuan (sudoeste).

De acordo com o ministério, as reservas de Hebei, a pouca profundidade, são fáceis de explorar.

A China, maior produtor mundial de aço, é também o maior importador mundial de minério de ferro, necessário para a produção de aço.

Colegiado do Banco Central aprova mudanças no regulamento do Selic


Por: Equipe InfoMoney
15/01/10 - 20h41
InfoMoney

SÃO PAULO - A diretoria colegiada Banco Central anunciou nesta sexta-feira (15) mudanças no regulamento do Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), sistema responsável por efetuar a custódia e o registro de operações realizadas pelas instituições que dele participam com títulos públicos federais emitidos pelo Tesouro Nacional.

As alterações visam torná-lo "mais eficiente, aumentar a concorrência entre os participantes e permitir novas formas de acesso ao sistema", afirmou o colegiado.

Alterações
Segundo comunicado enviado pelo Banco Central, as principais mudanças no sistema são: a possibilidade de cessão fiduciária de títulos, a ampliação dos participantes do sistema, novas regras para o caso de falhas na operação, a reformulação dos módulos do sistema e a ampliação do uso de redes de acesso ao Selic.

O Banco Central decidiu que a cessão fiduciária de títulos no Selic será realizada pela transferência dos títulos da conta de custódia de livre movimentação do garantidor para conta de custódia de movimentação especial do garantido. "A medida é importante para aumentar a liquidez no mercado financeiro", apontou a autoridade monetária.

Por sua vez, as instituições não-bancárias, que já haviam ganhado o direito de ter acesso a contas de liquidação no Banco Central, poderão agora liquidar operações cursadas no Selic.

O colegiado também aprovou a adoção de operações recompra e revenda no caso de falha de liquidação das operações dentro do sistema Selic.

"Foram reformulados alguns módulos operacionais no Selic para possibilitar um processamento ainda mais eficiente dos leilões do Tesouro Nacional e do próprio Banco Central", afirma a autoridade monetária.

Por fim, a diretoria do colegiado anunciou a liberação das duas redes de transmissão de dados, a RSFN (Rede do Sistema Financeiro Nacional) e a RTM (Rede de Telecomunicações para o Mercado), para todos os participantes do Selic. Antes os liquidantes usavam a RSFN e os não-liquidantes, a RTM.

FMI vê chance de um "duplo mergulho", caso retirada dos estímulos seja precoce


Por: Valter Outeiro da Silveira
18/01/10 - 07h04
InfoMoney

SÃO PAULO – Dominique Strauss-Kahn, economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), enxerga o risco de um novo tombo na economia mundial, caso os países retirem precocemente as medidas de estímulos.

Para ele, a recuperação da demanda privada e do nível de emprego são premissas para que os governos removam seus estímulos, embora o tempo correto para isto varie de país para país.

“A recuperação nas economias avançadas está lenta”, disse Strauss-Kahn, completando que se deve “estar cauteloso, pois a retomada tem sido frágil”. Além disso, o economista alerta para a falta de munição dos países, se a recessão voltar à tona.

Dívidas prioritárias
Conforme o olhar do economista, a prioridade dos governos será gerenciar os altos níveis das dívidas públicas, geradas em reflexo das políticas de impulso ao crescimento.

Fundos de ações setoriais privatização Vale - FGTS rendem 8,4% em trinta dias


Por: Equipe InfoMoney
18/01/10 - 07h41
InfoMoney

SÃO PAULO - Os fundos de ações setoriais privatização Vale - FGTS apresentaram a melhor rentabilidade, excluindo os fundos fechados, dentre as categorias de fundos de ações, de acordo com a classificação da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), nos trinta dias até 11 de janeiro de 2010.

A subcategoria apresentou rentabilidade média de 8,42% no período, ultrapassando o desempenho do próprio Ibovespa, cujo retorno positivo no mesmo período foi de 1,68%.

Pior desempenho

O pior desempenho, por sua vez, ficou com os fundos de ações setoriais privatização Petrobras - recursos próprios, que acumulou perdas de 1,62% no mesmo período.

Rumores sobre fusões e aquisições impulsionam as principais bolsas europeias


Por: Rafael de Souza Ribeiro
18/01/10 - 07h52
InfoMoney

SÃO PAULO - As principais bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (18), impulsionadas por rumores sobre fusões e aquisições, além da recuperação das empresas ligadas às commodities.

Em Londres, os papéis da International Power disparam 5%, após a geradora de energia francesa GDF Suez revelar interesse em se unir com a concorrente. As ações da Cadbury sobem 1,60% com rumores que a Kraft Foods irá elevar a oferta pela fabricante de chocolate.

Ainda na bolsa londrina, destaque para os papéis de Royal Dutch Shell (+3,12%), Anglo American (+1,56%) e Xstrata (+1,39%), que se recuperam das recentes perdas. Vale lembrar que nesta segunda-feira é feriado nos Estados Unidos, e, consequentemente, espera-se pouco volume de negociações.

Confira as cotações
O índice FTSE 100 da bolsa de Londres se destaca, subindo 0,21% e atingindo 5.467 pontos. Já o CAC 40 da bolsa de Paris negocia em leve alta de 0,20% chegando a 3.962 pontos, enquanto o DAX 30 da bolsa de Frankfurt valoriza-se 0,19% a 5.887 pontos.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em leve alta de 0,14%, atingindo a 2.944 pontos.

%Var Dia
Pontos
%Var 30D
%Var Ano
FTSE 100
+0,21
5.467
+5,19
+1,00
CAC 40
+0,20
3.962
+4,42
+0,65
DAX 30
+0,19
5.887
+0,96
-1,18
SMI
+0,38
6.601
+2,11
+0,84
FTSE MIB
-0,14
23.440
+4,31
+0,82
Euro Stoxx 50
+0,14
2.944
+2,55
-0,74

"Não lutem contra o Fed", diz Merrill Lynch a investidores

Estrategista-chefe global aconselha comprar ações de emergentes enquanto o Fed mantiver os juros baixos

Sao Paulo - Em relatório distribuído nesta sexta-feira, o estrategista-chefe global para o mercado de ações do BofA Merrill Lynch, Michael Hartnett, deu uma explicação bastante simples e direta de como os juros americanos influenciam os ganhos nas bolsas de mercados emergentes.

Segundo ele, é hora de começar a comprar ações nesses mercados quando houver a penúltima redução de um ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (o Banco Central dos EUA). Já quando houver a penúltima elevação dos juros, é hora de começar a vendê-las.

"Alguém uma vez disse: 'Há dois tipos de estrategistas de investimento para os mercados emergentes: aqueles que seguem os modelos de liquidez do Federal Reserve e aqueles que aderem a um modelo próprio. É mais divertido ouvir aqueles que seguem modelos próprios, mas seguir a cartilha do Fed fará você ganhar mais dinheiro.'"
É lógico que não é possível prever com 100% de segurança quando será a penúltima elevação dos juros no ciclo que deve ser, segundo analistas de mercado, iniciado em 2010 ou 2011. No entanto, tentar colocá-la em prática já é sinal de sabedoria, já que aqueles que acertaram os pontos de entrada e saída obtiveram um retorno anual de 37% desde o final da década de 80, contra um ganho médio de 11% ao ano dos mercados emergentes como um todo.
Como os juros devem continuar baixos durante vários meses, a conclusão de Harnett é que é hora de manter os investimentos nos mercados emergentes e "não lutar contra o Fed".

China

Um dos mercados emergentes em franca expansão, a China tem gerado temores juntos aos investidores devido a uma série de medida para esfriar a economia. Entre elas, está o recente anúncio de elevação do compulsório para os bancos.
Harnett admite que medidas como essa costumam assustar os investidores. Ele diz, no entanto, que o mercado só deve se preocupar quando esse tipo de política tiver o efeito real de reduzir o crescimento do PIB chinês. Caso contrário, será apenas uma boa oportunidade de compra de ações.

Camargo Corrêa é obrigada a realizar oferta de compra por Cimpor, ou remover proposta


Por: Valter Outeiro da Silveira
18/01/10 - 08h10
InfoMoney

SÃO PAULO – Em nota enviada no último final de semana, a CMVM (Comissão de Mercado de Valores Mobiliários) - órgão regulador das negociações em Portugal - pediu para que o Grupo Camargo Corrêa fizesse uma oferta de aquisição para a Cimpor, ou que removesse sua proposta de fusão.

De acordo com comunicado do órgão, “a Camargo Corrêa possui 10 dias, contados da data de notificação, para se pronunciar” a respeito do tema. Segundo diz a legislação portuguesa, após qualquer publicação de OPA (Oferta Pública de Aquisição), deve ser feita uma oferta concorrente.

No mínimo, 2% maior
Para dificultar ainda mais, código da CMVM indica que “as ofertas concorrentes não podem incidir sobre quantidade de valores imobiliários inferior àquela que é objeto da oferta inicial”. A proposta da CSN ofereceu 3,86 bilhões para adquirir a Cimpor.

“A contrapartida da oferta concorrente deve ser superior à antecedente em pelo menos 2% do seu valor e não pode conter condições que a tornem menos favorável”, discorre o artigo.

IPC-S avança e marca inflação de 0,78% na segunda semana de janeiro


Por: Equipe InfoMoney
18/01/10 - 08h30
InfoMoney

SÃO PAULO - O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 15 de janeiro marcou inflação de 0,78%, taxa 0,27 ponto percentual acima da apurada na medição anterior. Em comparação com o mesmo período de 2009, a taxa foi 0,09 ponto percentual superior à variação positiva de 0,69% reportada no período.

A principal contribuição para a aceleração da taxa partiu do grupo Transportes, com inflação de 1,63%. Na medição da semana anterior, o grupo havia registrado variação positiva de 0,78% nos preços. Destaque também para o grupo Educação, Leitura e Recreação, que registrou inflação de 1,28% nesta semana, frente à variação positiva de 0,40% na última medição.

Dos sete componentes do índice, seis apresentaram aumento em suas taxas de variação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).


Grupo
07/01/2010
(em %)
07/01/2009
(em %)
Variação
(em pontos percentuais)
Alimentação
+1,14
+0,87
+0,27
Habitação
+0,22
+0,18
+0,04
Vestuário
+0,77
+0,93
-0,16
Saúde e Cuidados Pessoais
+0,28
+0,23
+0,05
Educação, Leitura e Recreação
+1,28
+0,40
+0,88
Transportes
+1,63
+0,78
+0,85
Despesas Diversas
+0,24
+0,21
+0,03
IPC-S Geral
+0,78
+0,51
+0,27


Metodologia do índice

O IPC-S é divulgado semanalmente pela Fundação Getulio Vargas e refere-se ao período de trinta dias encerrado na última quarta-feira.

A pesquisa para o cálculo do índice, que envolve cerca de 450 produtos e serviços, é realizada em doze capitais, sendo que cada capital tem peso proporcional à sua população.

Ações da Fosfertil disparam com interesse da Vale

Mineradora diz que pode pagar até US$ 3,8 bi pelos ativos da fabricante de fertilizantes

15.01.2010 18h36

São Paulo - A Vale informou, nesta sexta-feira (15/01), que negocia aquisição de ativos de fertilizantes com a Bunge no Brasil. A Fosfertil, controlada pela Bunge, havia comunicado o mercado sobre negociações entre as empresas, sem dar detalhes. De acordo com nota, a Vale, está em negociações, "por meio de uma de suas controladas", de ativos de fertilizantes do Grupo Bunge por até 3,8 bilhões de dólares. Com a notícia, as ações da Fosfértil (FFTL4) dispararam e fecharam o pregão desta sexta-feira com alta de 5,35%, negociadas a 21,28 reais.

A transação inclui a participação de 42,3% que a Bunge detém no capital da Fosfertil e um portfólio de ativos que compreende minas de rocha fosfática e unidades de produção de fertilizantes intermediários com base em fósforo (fosfatados) e nitrogênio (nitrato de amônio e uréia). Em nota, a Vale. afirma que as negociações "poderão ou não" resultar na aquisição desse portfólio.

De acordo com a Fosfertil, a companhia resultante da operação deve ser aberta devido à restrição imposta aos compradores no início dos anos 1990. Contudo, se a negociação entre Vale e Bunge for bem sucedida, a mineradora pode realizar ofertas públicas de aquisição no futuro, segundo opinião da Fator Corretora..

Para os analistas, com a operação, a direção da nova companhia deve ser alterada, uma vez que parte dos executivos da atual gestão é da Bunge. Ainda assim, a Fator considera que os atuais diretores da Fosfertil têm capacidade para continuar no comando das operações.

Ações
Apesar da alta dos papéis observada no pregão desta sexta-feira, os analistas da corretora Link Investimentos avaliam que, para os acionistas da
Fosfértil, nada muda.

Como as ações FFTL4 não têm tag along (mecanismo de proteção aos acionistas minoritários de uma empresa, que permite a estes a venda de suas ações por pelo menos 80% do valor pago pelas ações dos controladores no caso de uma aquisição), os analistas acreditam que a notícia não justifique a alta dos papéis neste momento.

A possível operação confirma o interesse da mineradora em crescer rapidamente no mercado de fertilizantes. Além de adquirir ativos em potássio - matéria-prima para fertilizantes - da Rio Tinto, a Vale tem se envolvido frequentemente em possíveis fusões no setor. Para os analistas da corretora Link Investimentos, a expansão é "interessante" para a Vale, que passa a ter mais um foco de crescimento e geração de caixa sem desviar de seu negócio original.

Valores
A Vale comunicou ao mercado que a compra não deverá envolver um valor superior a 3,8 bilhões de dólares. Porém, apenas a participação que a Bunge tem na
Fosfértil. tem o valor de 2,0 bilhões de dólares, calculado com base no fechamento do mercado na quinta-feira (14/01). Essa mesma base de cálculo avaliaria os ativos da Bunge Fertilizantes em 1,8 bilhão de dólares.

Considerando o valor divulgado pela mineradora, os analistas afirmam que, com a operação, o endividamento da Vale poderia subir, mas ainda assim, ficaria dentro de um patamar considerado "tranqüilo".

Credit Suisse e seu diretor pagam R$ 180.000 para encerrar processo na CVM

Ambos foram penalizados por desrespeitar período de silêncio durante oferta de ações da OGX

15.01.2010 16h59

São Paulo - O Banco de Investimentos Credit Suisse pagou 120 mil reais à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar um processo administrativo. O diretor do banco, José Olympio da Veiga Pereira, também envolvido no processo, pagou 60 mil reais para dar fim à ação.


Tanto o banco quanto seu diretor foram acusados de desrespeito ao período de silêncio obrigatório antes de operações como ofertas de ações. Em 2008, à época da oferta pública de distribuição primária de ações da petroleira OGX, do empresário Eike Batista, José Olympio deu declarações sobre o assunto na mídia.


Como as declarações foram concedidas antes da publicação do anúncio de encerramento da distribuição de ações, tanto o diretor quanto o Credit Suisse, banco que coordenou a operação da OGX, foram penalizados.

JPMorgan paga recorde a funcionários de banco de investimento

15.01.2010 18h8

NOVA YORK (Reuters) - O JPMorgan Chase anunciou nesta sexta-feira um valor recorde de 9,3 bilhões de dólares em pagamentos para seus funcionários da área de banco de investimentos, abrindo espaço para que concorrentes como o Goldman Sachs também paguem quantias vultosas.

Em média, executivos, funcionários do setor de vendas e operadores terão recebido cerca de 379 mil dólares em 2009, mais de 100 mil dólares a mais que em 2008, quando todo o setor financeiro estava em crise.

"As pessoas de fora olham para isso e dizem que é muito", disse Kenneth Raskin, chefe do escritório de advocacia White & Case. "Não há dúvida que, em dólares, isso é muito. A questão é se eles merecem isso."

A remuneração mediana de um norte-americano em 2008 foi de 50,3 mil dólares.

O vice-presidente financeiro do JPMorgan, Michael Cavanagh, disse a jornalistas que embora os pagamentos tenham aumentado, o percentual de receitas separadas para a folha de pagamentos de pessoal diminuiu de 62 por cento em 2008 para 33 por cento, ante uma média histórica de 44 por cento. A unidade de banco de investimentos do JPMorgan teve em 2009 um dos anos mais fortes de sua história.

Analistas esperam que o Goldman Sachs e o Morgan Stanley também mostrem na semana que vem um aumento dos pagamentos a executivos. O Citigroup, segundo fontes, deve ter pago valores similares a 2008 tanto na unidade de banco de investimentos quanto no banco de varejo.

Fundações perdem R$ 200 mi com CCB

Fundos vão à Justiça contra Cebel
Autor(es): Janes Rocha e Luciana Monteiro
Valor Econômico - 18/01/2010
Três fundos de pensão estão entrando na Justiça contra a Centrais Elétricas Belém (Cebel) por descumprimento de contrato com uma emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCB). Os fundos são o Petros, dos funcionários da Petrobras, o Celos, dos funcionários da empresa de energia de Santa Catarina, Celesc, e o Prece, dos empregados dacompanhia de água e saneamento do Rio de Janeiro, Cedae. Os três contabilizam perdas com o papel da Cebel que, somadas, chegam a cerca de R$ 200 milhões. A emissão foi feita em 2006 para financiar a construção de uma pequena hidrelétrica em Rondônia. Foram lançadas 150 CCBs de emissão da Cebel, no valor de R$ 1 milhão cada uma, totalizando R$ 150 milhões.

Três fundos de pensão estão entrando na Justiça contra a Centrais Elétricas Belém (Cebel) por descumprimento de contrato numa emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Os fundos são o Petros, dos funcionários da Petrobras, o Celos, dos funcionários da empresa de energia de Santa Catarina, Celesc, e o Prece, dos empregados da companhia de água e saneamento do Rio de Janeiro, Cedae. As perdas em valores atualizados somam mais de R$ 200 milhões, dos quais a Petros e a Prece têm aproximadamente 40% cada uma e a Celos, 20%.

A emissão foi realizada em 2006 para financiar a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Apertadinho, no Rio Comemoração, em Vilhena (RO). No total, foram lançadas 150 CCBs de emissão da Cebel, no valor de R$ 1 milhão cada uma, totalizando R$ 150 milhões. As CCBs são títulos de crédito emitidos em favor de um banco que concede um empréstimo, uma espécie de promissória. Os bancos repassam os títulos a investidores, retirando o crédito de seu balanço. Os papéis da Cebel foram registrados pelo Banco Schahin e o contrato previa o pagamento aos investidores em 240 vezes, com 36 meses de carência para a primeira parcela, que vencia em 18 de setembro de 2008. A última venceria em 18 de agosto de 2025.

Os rendimentos estavam atrelados à venda de energia da PCH, que teria potência instalada de 30 megawatt (MW) e já tinha contrato firme de venda de sua produção para a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron). Porém, em 9 de janeiro de 2008, quando foi aberta pela primeira vez, a barragem da Apertadinho não suportou a carga de água e desmoronou causando enormes prejuízos materiais e ambientais.

O acidente gerou uma disputa judicial entre a Cebel e o Consórcio Construtor Vilhena (composto pelas empresas Schahin Engenharia e EIT - Empresa Industrial e Técnica), responsável pela construção da barragem. A disputa tramita em um tribunal arbitral da Câmara de Comércio Brasil-Canadá em sigilo.

Eduardo Clemente, do escritório Silveira Clemente Advogados, que representa a Celos, explicou que, quando houve o acidente, os fundos mandaram um técnico para fazer uma vistoria no local e resolveram dar um prazo extra de 18 meses para a Cebel, a fim de que o problema fosse solucionado e as fundações pudessem receber de volta o que investiram. Dessa forma, o primeiro pagamento, que ocorreria inicialmente em setembro de 2008, foi postergado para março deste ano.

Mas como parecia que a situação não seria solucionada tão rápido por problemas de garantia, os fundos se reuniram em assembleia em 17 de dezembro e declararam o vencimento antecipado dos papéis. "Os fundos imaginavam que, após o incidente, as obras seriam retomadas e isso não foi feito, deixando evidente que o pagamento (dos papéis) não seria feito."

Segundo Clemente, os contratos previam o vencimento antecipado de todo o valor caso as obrigações previstas não fossem cumpridas. Entre as garantias das CCBs estão os imóveis que compõem a área onde estava sendo construída a usina. Agora, os fundos de pensão estão se unindo para tomar medidas legais, exercer as garantias e fazer a cobrança judicial, diz o advogado.

No caso da fundação da Celesc, as CCBs estavam num fundo multimercado exclusivo da fundação. Na semana passada, a Citibank DTVM, administradora do multimercado Celos Crédito Privado, resolveu reconhecer como perdas todas as aplicações que o fundo tem em papéis da Cebel. Na carteira há 31 CCBs.

A Petros informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que investiu R$ 62.488.394,08 na subscrição das CCBs em dezembro de 2006 e que hoje a dívida estaria em R$ 84.760.373.60. E confirmou que está em conjunto com os demais credores "procedendo a todas as medidas judiciais cabíveis e necessárias para resguardar seus créditos junto à Cebel e demais garantidores da operação." Um alto executivo da Prece que pediu para não ser identificado disse que a fundação investiu R$ 62,5 milhões nos papéis da Cebel. A Petros e a Prece não quiseram fazer comentários adicionais sobre seus prejuízos com a operação.

Sary Alves, diretor financeiro da Celos, disse que as provisões para o crédito já ocorreram e foram feitas em três etapas. A primeira, em dezembro de 2008, relativa à 25% das perdas. A segunda e a terceira, nos meses de outubro e novembro do ano passado. Apesar da baixa contábil, a fundação fechou 2009 ainda no azul, diz Alves, que não detalhou o desempenho do fundo porque o balanço atual ainda não está fechado. "O impacto (das perdas) foi compensado pelo bom retorno de outros ativos", diz.

A política de investimento do Celos permite que as aplicações em renda variável fiquem entre 15% e 17%. Como o mercado acionário foi muito bem no ano passado, o ganho amortizou o impacto dos prejuízos. Alves disse ainda que a provisão dos papéis como devedor duvidoso não significa necessariamente que as perdas não serão revertidas.

O episódio serve de alerta sobre a importância de uma análise cuidadosa dos emissores de títulos de crédito. Mesmo com a expectativa de um aperto monetário, a taxa de juro deve se manter baixa e, com isso, o investimento em títulos privados devem ganhar terreno.

Acionista redescobre relevância do conselho fiscal

Autor(es): Walter de Barros
Valor Econômico - 18/01/2010
Os acionistas minoritários com participação relevante no capital das sociedades anônimas, como fundos de pensão, investimento, private equity e venture capital, redescobriram os conselhos fiscais como órgão fiscalizador independente nas empresas.

O conselho fiscal vem passando por vigorosa renovação, decorrente do desenvolvimento do mercado de capitais, da forte atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da criação dos níveis diferenciados de governança corporativa na Bovespa. Hoje, o conselho se constitui em importante fator de aprimoramento das melhores práticas de governança.

Na hierarquia das companhias abertas, o conselho fiscal, como o conselho de administração, se reporta aos acionistas. Mas há uma diferença favorável ao conselho fiscal: os conselheiros de administração, além de prestar contas à assembleia geral de acionistas, também o fazem ao conselho fiscal.

A Lei Sarbanes-Oxley indiretamente fortaleceu o papel do conselho fiscal, já que as autoridades americanas aceitaram que esse fórum substituísse os comitês de auditoria nas companhias brasileiras listadas em Nova York. Foi um reconhecimento de que no Brasil existem órgãos internos independentes do conselho de administração e da diretoria executiva. São os conselhos fiscais "turbinados", adaptados para garantir o atendimento a todas as exigências da SEC e da Bolsa de Nova York.

O conselho fiscal "turbinado" não se equipara e nem é totalmente comparável ao comitê de auditoria como definido na legislação americana. Mas os poderes conferidos a esse conselho, dentro dos limites da lei brasileira, levam à conclusão de que o sistema de governança corporativa, no seu conjunto, é plenamente compatível com as atividades de um comitê de auditoria.

Já se constata a adoção de conselhos fiscais "turbinados" para exercer o papel dos comitês de auditorias nas companhias listadas na Bovespa, principalmente nos níveis 1 e nível 2 de governança corporativa, independentemente dessas empresas estarem listadas ou não na Bolsa de Nova York.

O Audit Committee Institute (ACI), da KPMG no Brasil, realizou recentemente uma pesquisa em que se questionava se o conselho fiscal e o comitê de auditoria devem coexistir. Dentre os participantes (conselheiros, gestores, e investidores), 52% responderam que sim, se o porte/complexidade da companhia exigir a existência dos dois; 29% dos participantes responderam que sim, seja qual for o porte/complexidade da companhia. Apenas 13% responderam que não, afirmando que o comitê de auditoria é suficiente. A adoção simultânea do conselho fiscal e do comitê de auditoria ainda não é uma tendência efetiva, mas vem aumentando as empresas que optam por esse modelo.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), reconhecendo que o conselho fiscal é parte integrante do sistema de governança, vem buscando o aprimoramento dos conselheiros fiscais. Em 2009, o IBGC lançou a 2ª edição de seu "Guia de Orientação para o Conselho Fiscal", afirmando em seu parágrafo inicial que o conselho fiscal busca, por meio dos princípios da equidade e prestação de contas, contribuir para o melhor desempenho da organização.

O conselho fiscal pode servir como instrumento legal para uma política ativa de boas práticas, com foco em transparência e controle dos atos internos.

Finalmente, do que depende a eficiência de um conselho fiscal? A resposta é bastante ampla. Destaco um pequeno conjunto de fatores que, em meu julgamento, faz a diferença que distingue um competente conselho fiscal:

Competência dos conselheiros para atuação crítica e construtiva nos campos financeiro, legal e de negócios, aliada à capacidade de relacionamento

Conhecimento das melhores práticas de governança

Capacidade dos conselheiros de executar seu trabalho, minimizando as interferências no dia-a-dia da gestão empresarial

Independência do conselheiro frente à administração da companhia e aos acionistas e investidores que o elegeram

Proatividade do conselheiro fiscal na busca das informações relevantes para a formação dos seus juízos e opiniões.

Walter Machado de Barros é presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF SP)



CVM investiga 'insider' com Terna

Autor(es): Ana Paula Ragazzi

Valor Econômico - 18/01/2010

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está investigando operações com papéis da elétrica Terna feitas por fundos do banco Credit Suisse dias antes de ser anunciada a venda da companhia para a Cemig, em abril de 2009. A autarquia confirma a investigação, mas sem revelar detalhes sobre o caso. Procurado, o Credit Suisse não concedeu entrevista.

Segundo apurou o Valor, dois fundos do banco compraram ações da Terna uma semana antes do anúncio do negócio. O episódio guarda algumas semelhanças com operações feitas pelo banco em 2005 com ações da Embraer, e que levaram o Credit a pagar R$ 19,2 milhões à CVM em um acordo para encerrar processo administrativo no qual era acusado de "insider trading".

Como no caso da Embraer, o CS havia sido contratado pelo vendedor para emitir uma segunda opinião ("fairness opinion") sobre a venda da Terna à Cemig uma semana antes de seu anúncio oficial. A Cemig anunciou em 23 de abril a compra de 66% da companhia, um negócio fechado com a italiana Terna Spa por R$ 2,33 bilhões. Na venda da Terna, a área de banco de investimento do CS emitiu uma segunda opinião para os controladores na Itália; no caso da Embraer, a avaliação foi feita para o fundo de pensão Sistel.

Em ambos os casos, as compras foram feitas pelo fundo Credit Suisse International. O fundo comprou em uma semana, a partir do dia 16 de abril, 775.710 ações da Terna, equivalentes a 0,59% do capital da companhia, cujo free float (ações em circulação no mercado) era de 34%. Mas no caso da Terna, também um fundo proprietário do banco, o Credit Suisse Proprietário Fundo de Investimentos em Ações, com gestão no Brasil, fez aquisições no mesmo período, em menor quantidade - 146.090 ações, ou 0,07% do capital. Esses dois fundos especificamente nunca haviam comprado papéis da Terna, embora outras carteiras geridas pelo banco tivessem ações da empresa.

Mas enquanto a operação da Embraer, que tinha por objetivo fazer a migração da empresa para o Novo Mercado da Bovespa, foi mantida em sigilo absoluto pelos seus estruturadores por um longo período, a possibilidade da venda das atividades da Terna no Brasil já havia sido aventada pelo menos um ano antes de sua concretização pelos executivos da matriz italiana.

Em fevereiro, dois meses antes do anúncio do negócio, quando a controladora Terna SpA apresentou os planos de investimentos para o período de 2009-2013, em Milão, o presidente executivo, Flávio Cattaneo, afirmou que não pretendia expandir as operações no Brasil. Segundo noticiou a agência Reuters, quando questionado por jornalistas sobre os negócios brasileiros, Cattaneo admitiu que a empresa poderia considerar a venda da operação no país. O negócio também foi mencionado em notinha em jornal na véspera do anúncio.

Mas o que chamou a atenção da CVM foi o "timing" das compras dos dois fundos do Credit, em operações que elevaram o giro do papel em relação à média do ano (ver gráfico). As aquisições dos fundos ocorreram em período próximo à contratação do banco para emissão da segunda opinião para os italianos.

O volume médio diário de negócio com as units da Terna entre janeiro e 15 de abril de 2009 era de R$ 1,278 milhão. Entre os dias 16 e 24 de abril saltou para R$ 18,105 milhões.

No dia 16, as ações da Terna subiram 5%, enquanto o Ibovespa subia 1,6%. Sozinho, o Credit respondeu por 43% do volume total negociado com este papel e foi praticamente o único comprador. O giro no pregão foi de R$ 12,4 milhões. O CS voltou às compras nos dias 17, 22 e 23, respondendo, respectivamente por 21%, 13,6% e 14,6% do volume negociado com as ações da companhia em cada pregão. Outro comprador no período foi o fundo UBS AG London Branch, do UBS. Porém, este fundo mantinha há pelo menos um ano uma posição em ações da Terna e fazia operações de compra e venda com alguma frequência, diferentemente das duas carteiras do Credit, que nunca haviam adquirido esse papel. Uma forte compra de um papel pouco líquido deixou grande parte do mercado na ponta vendedora.

Pelos termos finais do negócio, a Cemig pagou R$ 40,29 por unit da Terna (recibo negociado na bolsa que representa uma ação ordinária e duas preferenciais) - o preço oferecido aos controladores foi estendido aos minoritários. O preço médio da Terna dia 16, quando ocorreu a maior parte das compras, foi de R$ 24,35. Considerando esse valor, os fundos do banco teriam apurado ganho de 65% na compra dos papéis. Somadas, as compras dos dois fundos a esses valores foram de R$ 22,445 milhões. A participação passou a valer R$ 37,139 milhões depois do anúncio, um ganho de R$ 14,7 milhões.

Uma das possíveis justificativas para a movimentação dos fundos no Brasil seria um relatório emitido pela área de análise internacional do Credit Suisse em 14 de abril, que recomendava a compra de ações da Terna na Itália, apontando como um provável catalisador para a valorização das ações a possível venda dos problemáticos ativos que a empresa possuía no Brasil.

A Terna, com a mudança de controle, passou a ter a denominação de Taesa. Para concretizar a compra da companhia, em 3 de novembro de 2009, a Cemig lançou mão da aliança com um fundo, o FIP Coliseu, administrado pelo Banco Modal e que tem como cotistas os fundos de pensão da CEEE, da Cemig, dos servidores e funcionários do Estado de Minas Gerais, da Infraero, do Banespa, do BNDES e da Chesf.

A revista ValorInveste de dezembro, que continua nas bancas até o fim deste mês, reconstitui com entrevistas com dezenas de envolvidos os detalhes da operação de pulverização do capital da Embraer, concluída em janeiro de 2006, as operações com ações da empresa e detalhes e o inquérito que acusava o Credit Suisse de insider trading. O inquérito da autarquia foi encerrado pelo termo de compromisso celebrado com o banco em outubro do ano passado .

Dados do BC e sobre inflação são destaque na semana

Folha de S. Paulo - 18/01/2010

Nos EUA, preços ao produtor e habitação estão na agenda

A semana começa em ritmo mais lento, com o feriado do Dia de Martin Luther King nos Estados Unidos hoje.
No Brasil, os investidores estarão atentos à apresentação da pesquisa semanal Focus.
Realizada pelo Banco Central com cerca de cem instituições financeiras, a pesquisa traz as projeções para tópicos como inflação, PIB, dólar e juros em 2010 e em 2011. Na semana passada, chamou a atenção o fato de o Focus ter mostrado, pela primeira vez, a projeção de que a taxa básica de juros chegará a 11% no fim deste ano. A Selic está hoje em 8,75% ao ano e o mercado prevê que ela seja elevada até dezembro.
Além dos juros, os investidores estão atentos às expectativas para o IPCA, índice de preços que o governo utiliza para monitorar a meta de inflação.
Na semana passada, a expectativa para o IPCA no ano ficou em 4,5%, em consonância com a meta oficial. Quanto mais pressionada for a meta de inflação, maiores as perspectivas de elevação da taxa de juros.
"Em um ambiente de demanda bastante aquecida como o atual, preocupa a reação dos agentes de mercado e dos formadores de preços diante da elevação nos índices de inflação correntes. Sendo assim, esperamos que as expectativas de mercado para o IPCA em 2010 e em 2011, que já se encontram na meta (4,5%), sofram alguma elevação ao longo das próximas semanas, aumentando ainda mais as pressões por uma elevação dos juros nos próximos meses", avalia Maristella Ansanelli, economista-chefe do banco Fibra.
Para complementar as discussões sobre inflação e juros, na sexta-feira o IBGE vai apresentar os números do IPCA-15. A expectativa é que o indicador aponte alta de 0,45%. Na medição anterior, ficou em 0,38%.
O IPCA-15 é uma espécie de prévia do IPCA, o índice oficial, que baliza a meta de inflação. Dessa forma, é acompanhado com bastante interesse, por indicar o futuro do principal índice de preços do país.

Dados externos

A agenda fica mais intensa no exterior na quarta-feira, quando será apresentado nos EUA o resultado do PPI (índice de preços ao produtor) de dezembro. A expectativa é que o índice tenha ficado estável.
Ainda na quarta, saem nos EUA dados referentes a construções de residências, a pedidos de licenças de novas construções e a solicitações de empréstimos hipotecários.
Na quinta-feira, a agenda americana traz dados de pedidos de seguro-desemprego e dos indicadores antecedentes -importante termômetro para avaliar o ritmo da economia.
Nesse dia, é provável que o que mais chame a atenção dos investidores seja a apresentação dos dados de atividade e inflação na China, referentes ao mês de dezembro.
Cada vez mais os dados econômicos da China têm tido influência no mercado financeiro internacional, devido ao peso crescente do gigante asiático no comércio mundial.
Se a China vai bem, o comércio internacional mantém-se mais aquecido.
A continuidade da divulgação dos balanços de 2009 das companhias norte-americanas promete também ser destaque nos próximos dias. Na semana passada, a empresa do setor de alumínio Alcoa abriu a safra de balanços e decepcionou o mercado com números fracos.
"O foco das atenções continuará sobre os balanços norte-americanos, que prometem esquentar nos próximos dias. A agenda macroeconômica é fraca na semana que entra", afirma José Góes, economista da Wintrade.

Projeto de Eike promete "matar paulista de inveja"

Autor(es): Cláudia Schüffner

Valor Econômico - 18/01/2010

A reforma do Hotel Glória, comprado por R$ 80 milhões em 2008 pelo empresário Eike Batista, dono da EBX, começou efetivamente no início deste mês, depois de um longo período de demolição. Centenas de caminhões de entulho depois, a obra começa tendo apenas a fachada clássica do antigo hotel de pé. O objetivo de Batista é que o hotel, que vai se chamar Glória Palace, se torne um novo ícone do Rio de Janeiro quando for reinaugurado no fim de 2011. A reforma vai custar R$ 120 milhões, elevando o custo total do empreendimento para R$ 200 milhões.

O hotel, que não é tombado pelo Patrimônio Histórico, mas sim preservado, é mais um dos projetos apelidados por Eike Batista de MPI, sigla de "Matar Paulista de Inveja", inventada pelo empresário. A lista de entretenimento do grupo de Batista inclui o iate Pink Fleet, que faz passeios turísticos pela Baia de Guanabara, o restaurante de comida chinesa Mr. Lam, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Provocações à parte, o objetivo de Batista é transformar o Glória em uma opção para empresários e turistas em busca de charme, conforto, uma vista deslumbrante da Marina da Glória - cuja concessão ele acabou de comprar - e próximo do aeroporto Santos Dumont e do centro do Rio de Janeiro.

O Gloria Palace terá um restaurante com cúpula de vidro, spa, piscina com borda infinita, um bar a céu aberto na cobertura e um centro de convenções para reuniões corporativas. O preço das suítes vai variar entre R$ 800 e R$ 1,2 mil reais. Já a suíte presidencial custará mais de R$ 6 mil.

"Nada vai ser comum nesse hotel", diz Eduardo Sardinha, gerente geral de Entretenimento do Grupo EBX. Ele resume o projeto: o Glória será um hotel cinco estrelas, de luxo, "com todo tipo de segurança, conforto e tecnologia".

Detalhista, o executivo conta que o projeto do novo hotel inclui quatro escadas de emergência, antes inexistentes e seis elevadores, sendo quatro deles com capacidade de transportar 20 pessoas cada um. "Isso encarece as obras, mas estamos seguindo as normas internacionais de incêndio". O hotel pode hospedar funcionários de qualquer empresa", diz Sardinha, lembrando das exigências de multinacionais quanto à segurança.

Ele é um hoteleiro. Foi gerente geral do L"Hotel de São Paulo, do grupo Sol Meliá em São Paulo, Rio e Angra, também com passagens pelo Tivoli e Quinta do Lago (ambos em Portugal), só para citar alguns dos hotéis onde passou. O projeto do Gloria é assinado por Paulo Casé e os interiores e a execução estão a cargo do arquiteto Daniel Piana. Sardinha diz que nada importante na obra é decidido sem consultar o dono, que detesta hotéis bonitos onde o hóspede precisa se abaixar para procurar tomadas. "Eike participa do projeto. E pediu um quarto extremamente confortável e a melhor mesa de trabalho, funcional e simples. Ele exige que as tomadas sejam visíveis", conta o gerente geral.

O Hotel Glória ficou pronto em 1922 e foi construído para o primeiro Centenário da Independência do Brasil, a pedido do presidente Epitácio Pessoa (1919-1922). A obra ficou a cargo da Companhia Construtora de Cimento Armado, por encomenda da empresa Rocha Miranda & Filhos Companhia, os primeiros proprietários do estabelecimento. Foi o primeiro prédio de concreto armado do país e ficou pronto antes do Copacabana Palace, que só foi inaugurado em agosto de 1923 devido a problemas não previstos por Octávio Guinle quando começou a obra, em 1919.

Guinle, aliás, administrou o Glória por quatro anos. Posteriormente, a família Rocha Miranda arrendou o hotel para o Copacabana Palace por 20 anos, e em 1964 decidiram vender para Arturo Brandi. Ao assumir o hotel, ele levou o último dono do hotel, Eduardo Tapajós, para dirigi-lo. Os novos donos decidiram, então, fazer uma ampliação, fecharam a parte de trás - que era aberta formando um U - aumentando o número de quartos de 180 para 321. Nessa obra, de gosto arquitetônico discutível, foram removidos salões com pé direito altíssimo para fazer mais um restaurante e escritórios para os administradores. Em 1974, o Glória ganhou um prédio anexo com mais 300 apartamentos elevando para 621 o número de quartos.

A reforma de Eike Batista vai reduzir o número de aposentos para 231. A suíte presidencial terá 188 metros quadrados. O menor apartamento terá 35. A suítes vão variar entre 42 e 72 metros.

Os apartamentos do anexo vão ser transformados na sede da EBX, holding que controla as empresas de Batista, que terá quatro andares de garagem e sete andares de escritórios. O prédio terá capacidade para 800 pessoas. Com o crescimento acelerado dos negócios de Eike Batista, não haverá lugar para OSX, nova empresa do grupo criada no ano passado para construir plataformas offshore em estaleiros administrados pelo grupo. O primeiro estaleiro deve ser instalado em Biguaçu (Santa Catarina) e o empresário também analisa a cidade de Quissamã, no norte fluminense, para uma segunda unidade. No Rio, comenta-se que a nova investida de Batista na área de entretenimento é a compra de outro hotel clássico, o Serrador, um prédio estilo art-déco, na Cinelândia, no centro do Rio, que tem 23 andares e pertence à rede Windsor. Mas sobre isso o grupo não comenta nada, ainda.



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Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

Bom dia ADVFN - Bolsa perde os 70.000 pontos

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

Hoje os indicadores se concentram novamente na cena externa. O Departamento do Trabalho dos EUA divulga o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e suas variantes, taxa de inflação mais importante do mercado norte-americano. O escritório regional do Federal Reserve em Nova York divulga o NY Empire State Index, índice que mede a atividade do setor industrial no estado e região. No final da manhã serão apresentados os dados de Produção Industrial e Utilização da Capacidade Instalada nas empresas norte-americanas. A Universidade de Michigan apresenta o Sentimento do Consumidor para o mês de janeiro, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral. No Brasil a Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-10 (Índice Geral de Preços).

Barack Obama quer o dinheiro de volta

O Departamento do Tesouro dos EUA pretende arrecadar mais de US$ 90 bilhões nos próximos dez anos através da taxação de grandes instituições financeiras para repor as perdas com os empréstimos concedidos durante a crise de 2008.

Bolsa perde os 70.000 pontos

No pregão de ontem o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, se descolou da maioria dos mercados internacionais e fechou em queda de 0,83%, aos 69.801 pontos. O índice vinha se segurando acima dos 70.000 pontos desde o começo do ano. Para a maioria dos analistas não há motivos para se preocupar. Tanto o cenário doméstico como o internacional tem produzido boas notícias e sinais de melhora na economia. Somente a partir da segunda metade do ano os mercados podem tomar outro rumo. As principais economias do mundo já começaram a preparar os mercados para um aumento na taxa básica de juros. Para os analistas o Brasil inclusive deverá iniciar o aperto monetário no início do segundo semestre ou um pouco antes.

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Notícias do dia 15.01.10

Eike Batista estuda fabricar carros no Brasil

por Cristiane Correa

Dono de empresas de logística, mineração e petróleo (entre outras) e homem mais rico do Brasil, com uma fortuna pessoal estimada em 7,5 bilhões de dólares, o empresário Eike Batista estuda entrar num novo ramo: o das montadoras de automóveis.
A idéia do empresário é montar uma empresa capaz de produzir veículos com motores de baixo consumo (num modelo ligeiramente inspirado em veículos como o Smart, da Mercedes) ou carros elétricos. “Não vamos entrar nisso sozinhos”, disse Eike à EXAME há pouco.
“Estamos procurando uma empresa estrangeira que atue nessa área para levar adiante esse projeto com a gente.”
Qual? Isso ele não conta de jeito nenhum.
Segundo suas estimativas, uma montadora instalada num local com condições logísticas vantajosas como o Superporto do Açu, complexo no norte do estado do Rio de Janeiro que está sendo erguido pela LLX (uma das empresas de Eike), poderia diminuir os custos de produção em até 200 dólares por veículo.

Será que Eike vai se tornar um rival para Fiat, Ford, Volkswagen e as outras grandes montadoras instaladas no Brasil?

CVM nega acordo sobre 'insider' no caso Suzano

Fernando Torres, de São Paulo
15/01/2010


Os acusados ofereceram devolver o ganho irregular obtido com as transações, num total de R$ 4 milhões
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou oito propostas de acordo apresentadas para encerrar processos que investigam o uso de informação privilegiada no caso da venda da Suzano Petroquímica para a Petrobras, em agosto de 2007.
Os acusados ofereceram devolver todo o ganho supostamente irregular obtido com as transações, num total de quase R$ 4 milhões, mas, com base no parecer da procuradoria federal especializada em precedentes recentes, a CVM queria receber pelo menos o dobro. Para a autarquia, apenas devolver o dinheiro é "insuficiente para inibir a prática de condutas assemelhadas".
Em um inquérito aberto em abril de 2008, a autarquia encontrou um total de 37 investidores, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitos de terem comprado ações preferenciais da Suzano Petroquímica sabendo da negociação para sua venda à Petrobras - o que ainda era desconhecido pelo mercado.
Isso significa que o caso não ficou restrito aos dois acusados que tiveram suas contas bloqueadas na época, a empresa estrangeira Vailly - que fechou acordo com a CVM e o Ministério Público Federal em março de 2008 - e o investidor Antônio Carlos Reissmann.
Os oito investigados que tiveram a proposta de celebração de termo de compromisso rejeitada pela CVM são ligados ao que o inquérito da autarquia chama de "grupo Prosper", o que inclui o banco de mesmo nome, fundos de investimento geridos pela instituição, funcionários da corretora Prosper e parentes dessas pessoas. Os ganhos supostamente irregulares identificados montariam a R$ 8,9 milhões. Procurado, o banco informou que "prefere não se manifestar no momento".
Na maior proposta individual, o Prosper se dispôs a pagar R$ 2,82 milhões para encerrar o processo, o que não foi aceito. Na contraproposta, também rejeitada, o banco citou a crise para justificar a impossibilidade de pagar o que a CVM pediu e propôs desembolsar R$ 3,1 milhões, o que equivaleria a uma elevação de 10%.
Na parte do inquérito divulgada, a CVM não explica como os investigados teriam conseguido acesso à informação privilegiada, baseando-se apenas no fato de os investidores não terem histórico de negociação com as ações.

Ações da JBS disparam com melhor expectativa nos EUA
Empresa se tornou uma das líderes do mercado americano de carnes com a compra da Swift, Smithfield Beef e Pilgrim's Pride

14.01.2010 18h19
As ações das principais empresas do setor de carnes dos Estados Unidos dispararam nesta quinta-feira com a expectativa de despesas menores com ração e forte demanda por proteína animal. Os papéis da JBS-Friboi negociados na BM&FBovespa (JBSS3) pegaram carona nesse movimento e tiveram forte valorização de 6,08%, para 10,47 reais.
Desde 2007, a JBS comprou a Swift, a Smithfield Beef e a Pilgrim's Pride, tornando-se uma das maiores produtoras de carnes dos EUA. A importância do mercado americano é tamanho que a empresa estuda realizar nos próximos meses a oferta inicial de ações de sua subsidiária nos EUA, a JBS, USA.
Um dos dados que beneficiou o setor de carnes foi divulgado na última terça-feira, quando o Departamento de Agricultura do país anunciou a previsão de que a colheita americana de milho será recorde nesta safra, o que deve reduzir os custos das empresas com a alimentação dos animais.
As exportações também têm contribuído para a recuperação do setor, que sofreu bastante com a crise. Na quarta, o Departamento de Agricultura informou que as exportações de carne bovina cresceram 27% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, as de carne suína avançaram 11% e as de frango tiveram alta de 7%. NO caso do frango, o aumento não era esperado porque a Rússia, maior importadora, havia avisado que compraria menos.
Além disso, o banco de investimentos Credit Suisse divulgou relatório em que elevou a recomendação para as ações da Tyson Foods de "neutro" para "overweight" (com potencial de valorização acima da média do mercado) devido ao aumento dos preços da carne de frango. Essa avaliação também contribuiu para que as ações da Tyson e de empresas como a Pilgrim's tivessem forte alta nesta quinta.


Indústria nos EUA e balanço do JP Morgan ditam pregão de sexta-feira

Valor Online
15/01/2010 07:50
SÃO PAULO - A semana termina com destaque para os eventos externos. A agenda americana conta com a produção industrial de dezembro, que deve registrar alta de 0,5%. Também será conhecido o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). O consenso sugere inflação de 0,2% em dezembro, vindo de 0,4% em novembro. Para o núcleo do indicador, que tira alimentos e energia da conta, a estimativa é de alta de 0,1%. Ainda hoje sai uma prévia da confiança do consumidor.

No front corporativo, os investidores reagem aos números da Intel, que reportou lucro de US$ 2,3 bilhões, ou US$ 0,40 por ação, no quarto trimestre de 2009, forte recuperação ante um lucro de US$ 234 milhões, ou US$ 0,04 por ação, registrados um ano antes. O resultado ficou acima dos US$ 0,30 estimado pelos analistas e as ações da empresa tiveram alta no after market da Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês).

Agora pela manhã, a atenção é o balanço do JP Morgan, primeiro grande banco a divulgar resultado. O Citigroup também é cotado para divulgação.

Na agenda doméstica, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra o Índice Geral de Preços - 10 de dezembro. O índice deve voltar a apontar inflação após queda de 0,07% em novembro.

Na próxima semana, o destaque da agenda interna fica por conta do IPCA-15 a ser divulgado na sexta-feira. Nos EUA, a agenda econômica é fraca, o que deixa o foco nos resultados trimestrais de grandes empresas como Google, Amex, Goldman Sachs, eBay, Xerox, GE e McDonald´s.

(Eduardo Campos Valor)


Intel mostra lucro acima do previsto no quarto trimestre de 2009 e ações sobem

Por: Equipe InfoMoney
14/01/10 - 19h59
InfoMoney
SÃO PAULO - A Intel divulgou nesta quinta-feira (14) seus resultados referentes ao último trimestre do ano passado, reportando um lucro de US$ 2,3 bilhões, ou US$ 0,40 por ação, bem acima dos US$ 0,30 esperados pelo mercado. O resultado também é superior àquele do ano anterior, uma vez que, entre outubro e dezembro de 2008, a companhia registrara lucro de US$ 234 milhões - US$ 0,04 por papel.
A receita da Intel também ficou acima do projetado pelos analistas. No quarto trimestre de 2009, ela atingiu o montante de US$ 10,6 bilhões, enquanto o mercado esperava por algo em torno dos US$ 10,1 bilhões. No mesmo período de 2008, a companhia registrou vendas de US$ 8,2 bilhões.
Ações valorizam
Após terem encerrado o pregão regular da Nasdaq com valorização de 2,34%, as ações da Intel repercutem os resultados acima do esperado e somam alta de 1,80% no after hours da bolsa norte-americana.


Confab e Randon são preferidas entre small caps para janeiro

Por: Julia Ramos M. Leite
14/01/10 - 20h03
InfoMoney
SÃO PAULO – A Randon e a Confab aparecem como favoritas dos analistas entre as small caps nas carteiras para janeiro. As carteiras analisadas este mês foram: Fator, Omar Camargo, Senso e SLW.
A Randon deve se beneficiar, segundo a Fator, do crescimento do mercado interno e recuperação de vendas no segmento de vagões. “O ano de 2010 será de recuperação de volume de vendas auxiliado pelos incentivos governamentais”, afirma a corretora. As perspectivas de uma safra agrícola melhor em 2010, se concretizadas, também devem ajudar a aumentar a rentabilidade da companhia.
A SLW também vê o cenário tomando um viés mais positivo para as empresas do setor. Para os analistas, as fornecedoras dos segmentos ferroviários e rodoviários tiveram um ano muito desfavorável em 2009, mas “a contratação para novos vagões ferroviários, implementos agrícolas, reboques de caminhões e contratação de encomendas de novos ônibus começa a crescer”, o que terá impacto positivo na Randon e demais companhias do segmento.
Além disso, a Socopa destaca que a Randon registrou em novembro sua segunda maior receita do ano, confirmando a expectativa para o quarto trimestre de reaquecimento da demanda interna por implementos rodoviários.
Entretanto, a Fator ressalta que o mercado externo (responsável por 10% das vendas) deverá continuar fraco, o que pode ser um risco para a empresa. “Adicionalmente, há expectativa de que a reestruturação da Guerra, seu principal competidor, aumente a concorrência no mercado interno”, completa a Fator.
Confab
A Confab também recebeu duas recomendações nas carteiras de small caps para o mês, pegando carona nas boas perspectivas para a Petrobras – em especial as referentes ao pré-sal. “O setor de bens de capital possui potencial de crescimento em função dos investimentos em infraestrutura, principalmente nos setores de petróleo, energia e transportes”, aponta a Fator, que tem a Confab como top pick no setor.
De acordo com os analistas, a empresa possui enorme potencial de crescimento, mas ainda poderá ter alguns trimestres de resultados fracos. “A carteira de pedidos foi reduzida pela metade nos últimos 12 meses e ainda desconhecemos como será a velocidade de sua recomposição. A área de negócios de tubos tem boas chances de obter grandes encomendas com os projetos do pré-sal, mas que devem apenas se concretizar em três ou quatro anos”.
A área de equipamentos também deve ganhar novos pedidos com os investimentos programados em novas refinarias e petroquímicas – a Petrobras, por exemplo, planeja investir R$ 50 bilhões nos próximos cinco anos.
Contudo, há alguns percalços no setor. A Fator destaca que os preços das ações das empresas do setor anteciparam esse crescimento. “O setor ainda está em recuperação que, em grande parte, tem sido sustentada por benefícios governamentais de redução de impostos e facilidade nos financiamentos. Apesar da recuperação da utilização da capacidade instalada e da redução de estoques, a demanda por bens de capital se consiste mais de reposição de equipamentos que de investimento em expansão de capacidade”, afirmam os analistas.
Além disso, a apreciação do real aumenta a competição com importados, que resulta em menor crescimento e compressão de margens – entretanto, a Confab deve ser menos prejudicada com essa valorização cambial por atuar em um mercado com alto de volume de pedidos.
Outras empresas
Em suas carteiras de small caps para o mês de janeiro, os analistas também recomendaram as seguintes ações: ABNote (ABNB3), Banco ABC (ABCB4), Agre (AGRE3)*, BicBanco (BICB4), Brookfield (BISA3), BRMalls (BRML3), Banrisul (BRSR6), Contax (CTAX4), Drogasil (DROG3), Duratex (DTEX3), Eternit (ETER3), Equatorial (EQTL3), Fertilizantes Heringer (FHER3), Klabin (KLBN4), Kroton (KRTO11), Marfrig (MRFG3), Lupatech (LUPA3), Magnesita (MAGG3), Pão de Açúcar (PCAR5), Marcopolo (POMO4), Localiza (RENT3), Indústrias Romi (ROMI3), São Martinho (SMTO3), SulAmérica (SULA11), Tractebel (TBLE3) e Wilson Sons (WSON11).

*A companhia, resultante do processo de incorporação da Agra (AGIN3), Abyara (ABYA3) e Klabin Segall (KSSA3), ainda está em processo de conversão das ações para o código AGRE3.

Carlos Hamilton assumirá Diretoria de Assuntos Internacionais do BC

Por: Tainara Machado
14/01/10 - 20h08
InfoMoney
SÃO PAULO – Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, atual chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas do Banco Central, assumirá a Diretoria de Assuntos Internacionais da instituição.
O nome, indicado por Henrique Meirelles, já foi aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo diretor deverá apresentar proposta de reformulação da Direx, que será posteriormente submetida à apreciação da diretoria colegiada do BC.
Hamilton ocupará vaga que era de Maria Celina Berardinelli Arraer, cuja licença no PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) expirou. Assim, ela reassumirá suas funções neste organismo na próxima semana.


Especial Ibovespa: Brasil Telecom é meio de investir em Telemar com desconto

Por: Equipe InfoMoney
14/01/10 - 20h20
InfoMoney
SÃO PAULO – Com a incorporação da Brasil Telecom (BRTO4) pela Oi (antiga Telemar; TNLP3, TNLP4, TMAR5), analistas veem perda de visibilidade para a empresa em si e seu papel, reservando a ela apenas um meio para se investir em Oi.
Como explica Valder Nogueira, analista da Itaú Corretora, o mercado não olha mais a Brasil Telecom Operadora (BrT), mas sim o grupo Telemar como um todo. “Até mesmo os dados operacionais da Brasil Telecom têm diminuído dentro do balanço da Telemar”, fala.
Nogueira conta que a própria gestão da Oi está guiando o mercado para olhar cada vez mais olhar a junção das duas, a chamada SuperTele, e menos Brasil Telecom em si. Isso, segundo ele, se dá pelo próprio andamento da incorporação que já se encontra nas fases finais da reestruturação societária.
“Faltam apenas a aprovação dos órgãos reguladores quanto à fusão da BRTO dentro de uma empresa de propósito específico chamada Coari e a fusão seguinte da Coari com a Telemar Norte Leste”, explica o analista. Assim que concluída a operação, a operadora BrT passa a ser uma subsidiária integral, 100% controlada pela Telemar.
Performance
Com a incorporação em estágio avançado, Nogueira destaca que as ações da BrT que estão sendo negociadas atualmente na BM&F Bovespa estão fortemente atreladas ao desempenho dos papéis de sua controladora.
“Dado que a compra da Brasil Telecom pela Telemar foi estabelecida de uma forma em que há relações de troca já pré-determinadas para que os acionistas da Brasil Telecom tornem-se acionistas da Telemar operadora, o preço do papel de BRTO4 está completamente atrelado à performance do papel da TMAR5”, sublinha o analista.
Esta dependência também está implícita também na futura performance dos papéis das empresas. “Se você aposta que a Brasil Telecom vai melhorar operacionalmente por estar embaixo do guarda-chuva da Telemar, essa aposta pode acabar gerando um beta ou um alfa mais fortes nas ações da Telemar do que nas da Brasil Telecom”, explica.
Por outro lado, Nogueira acredita que a reestruturação societária em curso é benéfica para os atuais acionistas de BRTO4, uma vez que elimina ou pelo menos diminui algumas estruturas sobrepostas da empresa e elimina também uma classe a mais de ações.
Pendências
Para o analista do Itaú, um dos fatores que ainda deve ser acompanhado pelo mercado é justamente em qual classe de ativos da Telemar os atuais acionistas da BrT vão entrar. Por conta desta pendência, a recomendação da corretora é de “marketperform” (manutenção) para BRTO4, com preço-alvo em revisão.
Nogueira conta que a empresa anunciou recentemente a proposta de criação de uma nova classe de ativos no âmbito de sua reestruturação: a TMAR7, que abrangeria os acionistas da BRTO e também os que queiram migrar da classe preferencial TMAR5.
A proposta surgiu, conforme explica, após a avaliação de que a entrada dos acionistas da BrT na TMAR5 poderia gerar problemas com os atuais acionistas de TMAR3.
“Segundo a Telemar, a TMAR5 5 é uma ação que tem direito a um dividendo 10 vezes maior que a TMAR3, então, se ela fizesse a migração para a primeira, ela estaria dando mais direitos para a turma de BRTO4 que a de TMAR3”, conta Nogueira.
Apesar de ainda não ter sido definido o preço de mercado da TMAR7, por ela ainda não existir, a empresa comunicou que seus acionistas preferenciais de TMAR5 podem migrar para TMAR7.
De acordo com Nogueira, o preço da classe já existente é o mais próximo de um balizador (proxy) para projeção de preço da nova classe de ação. “Considerando que o proxy para TMAR7 é TMAR5, estimamos que a Brasil Telecom opera com um desconto de 3% em relação a seu preço implícito dentro da Telemar”, estima.
Desta forma, para os acionistas que queiram investir em Telemar, a compra de BrT é uma alternativa com ganho pelo desconto, conforme evidencia o analista do Itaú.
Apesar da intenção, a ideia ainda espera aprovação de órgãos reguladores enquanto gera dúvidas no mercado de qual será o efeito de sua criação. “Teremos que acompanhar como o mercado reagirá à TMAR7 porque, quer queira quer não, ela pode roubar liquidez da TMAR5”.
Perspectivas
Por 2009 ter sido um ano em que a consolidação da junção entre as empresas de telecomunicações avançou, o cenário é de mais calmaria para 2010. Porém, os analistas da Coinvalores destacam a atuação da Oi (que abrange Brasil Telecom) neste ano.
“Após um ano de transição em 2009, inclusive com o registro de despesas não recorrentes elevadas, os resultados de 2010 serão ‘limpos’ e refletirão todo o trabalho de integração realizado no ano anterior”, comentam.
Além disso, os analistas da Fator Corretora falam ainda que em 2009, a própria BrT passou a adotar estratégia mais agressiva em sua região, que resultou, por um lado, na aceleração do crescimento de sua base de assinantes de telefonia móvel, mas, por outro, no aumento dos gastos comerciais e descontos concedidos, e consequente queda das margens operacionais.
Já, quanto às ações da Brasil Telecom em si (BRTO4), a equipe de research da Brascan Corretora recomenda “outperform” (desempenho acima do mercado) e preço-alvo de R$ 28,58, com potencial de valorização de 68% ante o último fechamento (R$ 17,00).


Acionistas da Gafisa aprovam, em assembleia, incorporação da Tenda

Por: Equipe InfoMoney
14/01/10 - 21h05
InfoMoney
SÃO PAULO - A Gafisa (GFSA3) anunciou nesta quinta-feira (14) que, em assembleia geral extraordinária realizada no dia 30 de dezembro, foi aprovada a incorporação da Tenda (TEND3). "Nosso entusiasmo pela Gafisa e o setor imobiliário brasileiro nunca foi maior" disse o presidente do conselho de administração da Gafisa, Gary Garrabrant.
"Estamos entusiasmados com a oportunidade de expandir a liderança da empresa no segmento de baixa renda, através da incorporação de Tenda" disse Garrabrant. A companhia destacou as oportunidades do mercado brasileiro, que conta com uma significativa demanda não atendida de mais de 7 milhões de residências, junto com uma demanda potencial de novas famílias de 1,5 milhão de residências, anualmente.
Os acionistas também aprovaram a relação de troca de 0,205 de ação ordinária de Gafisa para cada ação ordinária detida por acionistas de Tenda. Por fim, a companhia destaca que a incorporação da Tenda já começou, com as primeiras sinergias entre as duas empresas já sendo avaliadas.


Obama anuncia taxa para recuperar capital emprestado a bancos

Por: Equipe InfoMoney
15/01/10 - 08h04
InfoMoney
SÃO PAULO – O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira (14) que as instituições financeiras dos EUA terão que pagar um novo encargo como forma de compensar as perdas, que podem chegar a até US$ 120 bilhões, provenientes dos pacotes emergenciais para os bancos feitos com dinheiro dos contribuintes na pior fase da crise global. A taxa levará ao menos 10 anos para arrecadar a soma de US$ 117 bilhões.
"Nós queremos nosso dinheiro de volta e o teremos", afirmou Obama, que informou ainda, segundo notícia veiculada pelo Financial Times, que seu país irá pressionar outras nações para que sigam seu exemplo e imponham um tributo aos grandes bancos para recuperar o capital injetado para resgatá-los durante a crise.

FGTS arrecada recorde de R$54 bi em 2009
Autor(es): Agencia O Globo/Karina Lignelli
O Globo - 15/01/2010

Apesar da crise no início do ano, a rápida recuperação da economia, com a retomada da geração de empregos, levou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a registrar uma arrecadação recorde em 2009, com R$54,8 bilhões. De acordo com balanço divulgado ontem pela Caixa Econômica Federal (CEF), o valor bruto arrecadado pelo Fundo foi 12,4% maior que o de 2008. Os saques cresceram 12,1%, para R$47,8 bilhões. Com isso, a arrecadação líquida fechou em R$6,95 bilhões, uma alta de 15,2%.

O FI-FGTS, fundo de investimentos em habitação, transporte e saneamento básico, criado em julho de 2008, também apresentou resultados positivos. Dos R$17,1 bilhões alocados no Fundo, R$14,5 bilhões foram aplicados em 2009.

Este ano, a CEF espera ampliar em R$6 bilhões a carteira do FI-FGTS. Outro desafio, segundo o vice-presidente de Gestão de Ativos de Terceiros da Caixa, Bolívar Tarragó, é viabilizar a utilização pelos trabalhadores de 30% de seu saldo do FGTS para investir em projetos de infraestrutura pelo Fundo de Investimento em Cotas (FIC).

- A ideia é aumentar a rentabilidade desse fundo (FI), que chegou a cerca de 12% desde que foi criado - disse Tarragó.

Rentabilidade do Fundo
foi a pior desde 1967

A remuneração das contas do FGTS, de 3,9% no ano passado, foi a menor desde a criação do Fundo, em 1967. O FIC, segundo Tarragó, pode ser um instrumento para mudar essa situação e elevar o rendimento. Ele disse que a meta é chegar a uma rentabilidade de TR mais 6% - as contas do Fundo rendem TR mais 3%.

Nas operações de crédito (liberação de financiamentos para pessoa jurídica ou física com recursos do Fundo), a Caixa informou ter obtido retorno 13,1% maior que em 2008, com R$14,1 bilhões.

Mais trabalhadores passaram a ter o benefício do FGTS em 2009: em dezembro, o número de contas chegou a 31,4 milhões, outro recorde. Em relação a anos anteriores, o número de empresas que recolhem FGTS também foi o maior: 26 milhões. O ativo total do Fundo atingiu R$235 bilhões em dezembro, e o patrimônio líquido, R$31 bilhões.

Segundo o vice-presidente de Fundos de Governo da Caixa, Wellington Moreira Franco, em março de 2009 o FGTS chegou a registrar arrecadação líquida negativa, por excesso de saques decorrente do grande número de demissões e por causa das enchentes em Santa Catarina - o governo autorizou o uso do Fundo pelas pessoas atingidas.


- Mas os números (no fim do ano) refletiram de forma imediata o nível de recuperação da economia - disse.

De olho no retorno dos investimentos em infraestrutura - em especial, nas obras voltadas à Copa do Mundo de 2014 - a Caixa vai liberar R$56,2 bilhões para financiar esse tipo de projeto, também um montante histórico. Desse total, cerca de R$24 bilhões são para programas habitacionais. Outros R$17,7 bilhões fazem parte da carteira administrada pelo fundo, que inclui o FI-FGTS.


Imposto pode cair para conter alta da gasolina
Governo pode cortar tributo para segurar gasolina
Autor(es): Agencia O Globo/Martha Beck
O Globo - 15/01/2010

Preocupado com o impacto que o aumento da gasolina pode ter na inflação, o governo já estuda reduzir a alíquota da Cide - tributo cobrado sobre o setor de combustíveis. A gasolina pode ficar mais cara a partir de fevereiro, quando o percentual de álcool anidro que é adicionado obrigatoriamente a ela cairá de 25% para 20% por três meses. Os cálculos dos técnicos indicam que os preços podem subir cerca de 2%.
Para compensar a alta, a equipe econômica avalia cortar a Cide da gasolina - cujo valor hoje é de R$0,23 por litro - no período em que a redução da mistura vigorar. Cada centavo de baixa leva a renúncia de R$180 milhões no ano. Em três meses, o impacto é de R$45 milhões.

- Estamos estudando a possibilidade de fazer compensações com a Cide para evitar impactos no preço da gasolina. Isso é necessário porque não se pode deixar a inflação aumentar agora - disse um técnico, lembrando que o martelo vai ser batido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que voltará de férias na segunda-feira.

Incentivos poderão ser revogados se preços subirem

A redução da Cide não é unânime no governo. Há uma ala que se opõe à ideia porque, além de resultar em perda de receita, ela representa uma dor de cabeça na relação com governadores e prefeitos, que recebem parte dessa arrecadação. Por ano, as receitas ficam em torno de R$4 bilhões, sendo que 29% são destinados a estados e municípios.

Os técnicos da área econômica também estão atentos ao comportamento dos preços de itens que foram beneficiados com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como eletrodomésticos da linha branca, materiais de construção e móveis. Quando as desonerações foram anunciadas, fabricantes e varejistas se comprometeram a não reajustar, mas já há sinais de que alguns produtos, como painéis de madeira, foram reajustados no início de 2010.

- Se isso for comprovado, o governo estudará se revoga os incentivos - disse um assessor de Mantega, lembrando que o governo pode baixar alíquotas de importação de produtos para incentivar a concorrência interna e reduzir preços.

Os técnicos estimam que a inflação suba no primeiro trimestre de 2010. Os cálculos preliminares mostram que o IPCA ficará acima do 1,06% do último trimestre de 2009. Ele será puxado por fatores sazonais como reajustes de tarifas públicas, matrículas escolares e alimentos, como carnes e hortaliças. Só o aumento das passagens de ônibus em São Paulo terá impacto de 0,2% no IPCA deste ano.

A preocupação é evitar qualquer fator extra de pressão nos preços que dê motivos para o Banco Central subir juros e afete o crescimento. O governo projeta inflação dentro da meta de 4,5% este ano, mas economistas dizem que será maior. Segundo o Bradesco, por exemplo, o IPCA ficará em 4,7% em 2010.


Câmara vai comprar carros de R$ 124 mil
Luxo sobre quatro rodas
Autor(es): Ricardo Brito, Tiago Pariz e Daniela Lima
Correio Braziliense - 15/01/2010

Renovação de parte da frota de veículos da Casa prevê a compra de automóveis sofisticados para uso do corpo administrativo. Servidores terão acesso a carros equivalentes aos utilizados pelos presidentes da República e do STF.

O Congresso virou o ano disposto a colocar a mão no bolso do contribuinte. Depois de o Senado garantir passagens extras e anunciar licitação para construir uma praça de alimentação, a Câmara resolveu renovar parte da frota de veículos. O preço das aquisições foi estimado em pouco menos de R$ 1 milhão. O detalhe é que os deputados devem estar com dinheiro sobrando, afinal, estão esbanjando. A lista de compras contém dois automóveis luxuosos para uso do corpo administrativo. Os carros — que têm valor proposto em R$ 124,4 mil cada — terão o mesmo patamar de potência e conforto dos utilizados pelos presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal.

Para se ter uma ideia, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), dispõe de um automóvel importado, ano 2007, modelo 2008. O carro zero km, hoje, está avaliado em R$ 122 mil.

Os novos automóveis de passeio da Câmara custarão 54,1% a mais do que o valor unitário atual da frota adquirida pelo Executivo para colocar a serviço dos ministros. O edital lançado na sexta-feira passada com licitação para o dia 22 prevê um automóvel ano 2009 ou superior, modelo 2010, de fabricação nacional ou estrangeira, motor com potência de 173hp, câmbio automático, barra de proteção lateral, banco de couro, rádio AM/FM e CD. A descrição atende a nove modelos, segundo a Câmara.

O conforto servirá ao corpo administrativo da Casa como, por exemplo, recursos humanos ou jurídicos, quando os carros forem usados para carregar papelada de processos pela cidade. A outra função será de transporte de políticos estrangeiros, como presidentes de Congressos Nacionais que visitarem a Casa. Essa função, justifica a Câmara, não é oferecida pelo Ministério das Relações Exteriores.

Além dos automóveis, a Câmara pretende comprar um ônibus no valor de R$ 253,1 mil, um micro-ônibus executivo, avaliado em R$ 219,1 mil, e um micro-ônibus de R$ 234,5 mil. Essa frota fará o transporte de funcionários das dependências do Congresso à Rodoviária de Brasília e aos estacionamentos públicos localizados nos anexos.

O vice-presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que não tinha conhecimento desse edital de licitação, mas afirmou ser favorável à renovação da frota. “Às vezes, a manutenção de carros antigos e usados fica mais cara do que uma política gradual de renovação”, afirmou o petista. Segundo a Câmara, o ônibus que será substituído tem cerca de 20 anos. A Casa dispõe de 77 veículos, 36 com mais de 10 anos, entre eles um micro-ônibus de 1987. A última renovação de peso ocorreu em 2007, na gestão do petista Arlindo Chinaglia (SP), quando foram trocados 15 veículos, entre eles, os utilizados pelos integrantes da Mesa Diretora.

Seguro

Esses dados estão disponíveis também em edital de licitação lançado na quarta-feira para contratação de seguros de toda a frota da Câmara. O valor previsto no pregão é de R$ 137,6 mil. O primeiro-vice da Casa buscou minimizar a despesa alegando que, no ano passado, a Câmara economizou mais de R$ 200 milhões no custeio, segundo dados preliminares.

A renovação de parte da frota ocorre depois que o Senado lançou o edital para a construção da praça de alimentação num valor estimado em R$ 1,9 milhão. Além de atender uma antiga demanda dos servidores, a Mesa Diretora do Senado permitiu que o saldo acumulado de passagens aéreas seja utilizado este ano.

Essas bondades estão associadas a uma série de obras e propostas que voltaram a ser incluídas no Orçamento da Câmara, como a construção do Anexo V, a ampliação do Anexo IV e a revisão do plano de cargos e salários no valor de R$ 212 milhões. Marco Maia informou que a posição da Mesa é contrária às obras para o novo anexo. Disse que foram incluídas na lei orçamentária por uma questão técnica.


E EU COM ISSO
É preciso atenção com toda licitação feita pelo poder público. Não importa o valor, o contribuinte tem o direito de saber como seu dinheiro está sendo aplicado e se está havendo desperdício de recursos. É dever do cidadão fazer as devidas cobranças às autoridades para poupar dinheiro e evitar luxos desnecessários.
O que são US$ 25 milhões para quem economizou R$ 290 milhões? O contribuinte tem a obrigação de pagar mesmo”
Ernandes Amorim, deputado do PTB-RO

Novidades que custam caro

Confira a previsão de gastos de alguns projetos da Câmara que constam no Orçamento de 2010:

Revisão do plano de cargos e salários dos servidores ativos — R$ 212,4 milhões

Impacto do reajuste na folha de inativos — R$ 53,2 milhões

Reparos e conservação das residências funcionais — R$ 13 milhões

Reforma de 82 apartamentos funcionais de deputados — R$ 24,1 milhões

Implantação de canal de televisão internacional — R$ 100 mil

Fonte: Orçamento da União para o exercício de 2010


E o avião também pega carona…

Uma nova frota de veículos ainda não satisfaz o deputado Ernandes Amorim (PTB-RO), que defende a aquisição de uma aeronave, ou melhor, um jatinho, “tipo Legacy”, para atender as demandas do parlamento. Ele promete levar ao plenário o debate sobre a necessidade de o Legislativo ter um avião à disposição. Tamanha insistência decorre da resistência de membros da Mesa Diretora em considerar seu pedido — o primeiro secretário, Rafael Guerra (PSDB-MG), já descartou a ideia.

“O que são US$ 25 milhões para quem economizou R$ 290 milhões?”, disse Amorim. “O contribuinte tem a obrigação de pagar mesmo”, acrescentou. “Nós temos a cota de passagens, que é suficiente para que o deputado se desloque do seu estado até Brasília. E ela tem que ser paga mesmo, porque isso faz parte do trabalho parlamentar. Mas os trabalhos nas comissões não andam, por exemplo. Por isso a necessidade do avião”, defendeu.

Amorim quer que a aeronave seja comprada com recursos não utilizados pela Casa, mas previstos no Orçamento. O deputado rondoniense promete levantar a questão já no próximo dia 2, assim que os trabalhos forem reabertos na Casa. “O avião será usado para atender aos trabalhos dessa Casa. Eu mesmo não pude dar prosseguimento a três comissões que propus porque não tive como me deslocar. Não é justo o deputado tirar do próprio bolso para trabalhar”, afirmou.

No último dia 16 de dezembro, Amorim enviou documento à direção da Câmara pedindo análise sobre a possibilidade de a Casa comprar um avião. Sugeriu um “tipo Legacy”, que não sai por menos de US$ 25 milhões, ou cerca de R$ 44,5 milhões. Amorim manifestou ainda alguma irritação com os colegas de plenário que se posicionaram contra a compra do avião. “Isso é até falta de consideração, falar do que não se sabe. O Rafael Guerra está impedido de avaliar o meu requerimento, porque disse que era contra mesmo antes de ler. O plenário é quem deve discutir isso”, finalizou.

Oferta da Camargo Corrêa por Cimpor não se compara a da CSN-CMVM
15 de Janeiro de 2010 07:26
LISBOA (Reuters) - O órgão regulador do mercado acionário de Portugal (CMVM) considera que não é possível atribuir valor à proposta de fusão da Camargo Corrêa com a Cimpor, o que impossibilita uma comparação com a oferta de aquisição anunciada anteriormente pela CSN.
O grupo Camargo Corrêa propôs uma fusão com integração das suas operações de cimentos com a Cimpor, depois que o conselho da cimenteira portuguesa rejeitou oferta de aquisição feita pela CSN por 3,86 bilhões de euros.
"Os elementos até agora disponíveis relativamente aos ativos da Camargo Corrêa, à participação que os acionistas da Cimpor e da Camargo Corrêa terão numa eventual sociedade resultante da fusão, às relações de troca envolvidas e a alguns aspectos financeiros da operação não permitem qualquer aferição rigorosa do valor que sendo oferecido aos acionistas da Cimpor nesta operação", afirmou a CMVM.
A entidade acrescentou que "consequentemente, não é também possível, ainda, estabelecer qualquer comparação válida com a oferta de aquisição da Cimpor anunciada anteriormente".
Sobre a proposta da Camargo Corrêa, a Cimpor disse que, neste momento, não é possível emitir opinião sobre a viabilidade ou oportunidade da proposta.


Confira os resultados que serão divulgados nos EUA nesta sexta-feira

Por: Equipe InfoMoney
15/01/10 - 08h19
InfoMoney
SÃO PAULO - Confira os resultados que serão divulgados nesta sexta-feira (15) nos EUA, segundo informações do portal norte-americano InvestorGuide.
Empresa Esperado Anterior
Carter Holdings 0.66 0.60
JP Morgan Chase 0.61 0.07
A tabela abaixo detalha os balanços divulgados, as expectativas de lucro por ação e os resultados auferidos no mesmo período do ano anterior para as companhias que divulgaram seus números na última quinta-feira (14).
Empresa Divulgado Esperado Anterior
Briggs & Stratton 0.06 0.06 0.06
Commerce Bancshares 0.60 0.55 0.58
Intel 0.40 0.30 0.04
Shuffle Master 0.12 0.09 0.12
As informações acima referem-se ao lucro por ação em dólares.

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Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

Noticias do dia 14.01.2010

Santander vê mais risco e menos retorno para a bolsa em 2010

por Guilherme Fogaça

Os investidores devem estar preparados para um 2010 de menores retornos e de maior volatilidade na bolsa brasileira. Essa é a principal mensagem do relatório de estratégia do banco Santander para o mercado de ações no Brasil neste ano. Segundo o banco, a fase de redução de riscos e consequente aumento do potencial de valorização das empresas, que explica boa parte da valorização da bolsa em 2009, terminou. Agora, a valorização dos papéis passa a depender principalmente do aumento do lucro das empresas. Além disso, a forma desigual com que a recuperação econômica vem ocorrendo no mundo contribui para um cenário de volatilidade mais alta.

Segundo o Santander, o Ibovespa deve encerrar o ano em 80 000 pontos — uma valorização de 14% em relação aos níveis atuais. Para aproveitar melhor as oportunidades da renda variável, a recomendação do banco é focar os investimentos nos setores ligados à economia doméstica. Isso não inclui, porém, as empresas de energia elétrica e de telefonia, papéis que foram bastante recomendados durante a crise como uma forma de reduzir os riscos das aplicações em bolsa. “Períodos de recuperação econômica são os típicos momentos em que os setores defensivos apresentam um desempenho abaixo da média do mercado”, diz o relatório.


Veja os setores — e os papéis — que, na opinião do Santander, devem se destacar em 2010.

Setor Recomendação do Santander
Varejo Lojas Americanas
Aéreo e Transporte CCR, ALL e Localiza
Indústria Iochpe-Maxion e Randon
Construção Civil MRV e Cyrela
Mineração Vale e Magnesita
Instituições Financeiras Itaú Unibanco e Cielo
Saúde Amil


ADRs brasileiras têm a segunda maior alta do mundo em 2009

por Giuliana Napolitano

As ADRs das empresas brasileiras tiveram uma valorização de 122% em 2009. Foi o segundo melhor desempenho entre as ADRs de 35 países, desenvolvidos e emergentes, que fazem parte do BNY Mellon ADR Index, um indicador que mede o desempenho desse tipo de papel em tempo real (ADRs são os certificados de depósitos de ações de empresas negociadas na Bolsa de Nova York, na Amex e na Nasdaq).

A alta das ADRs brasileiras foi próxima à das ações do Ibovespa em dólar no ano passado, que foi de 145%. As ADRs que mais valorizaram em 2009 foram as da Argentina (131%). Na sequência, após o Brasil, aparecem Índia (106%), Rússia (86%) e Austrália (83%). Somente as ADRs da Finlândia tiveram queda, de 15%. Na média, o indicador de ADRs do BNY subiu 36%.

A Petrobras e a Vale têm as ADRs mais negociadas do mercado americano, segundo o levantamento do banco BNY Mellon. Em 2009, a Petrobras negociou 234 bilhões de dólares lá fora e a Vale, 184 bilhões de dólares. São valores muito superiores aos das companhias mais negociadas da da Europa e da Ásia, por exemplo - respectivamente, a British Petroleum (com 76 bilhões de dólares) e a Taiwan Semiconductor Manufacturing (47 bilhões de dólares). Leiauma matéria de Exame sobre o assunto.


Lobão confirma conversa da Petrobras com Galp

13.01.2010 18h22

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou hoje que a Petrobrase a portuguesa Galp estão mantendo conversas para uma eventual associação entre as duas empresas. A Agência Estado noticiou que a Petrobras, poderia até vir a comprar uma participação acionária na Galp - ações hoje detidas pela italiana Eni - para no futuro vender diesel na Europa por meio da empresa portuguesa. "Participei dessas conversas, de algum modo. Por enquanto, é apenas conversa", disse o ministro.

Com relação à possibilidade de a Petrobras. comprar uma fatia da Galp, Lobão confirmou que essa possibilidade existe e, segundo ele, são os portugueses que querem vender parte da empresa para a Petrobras. "Eles querem vender", disse o ministro, ao chegar ao Palácio do Itamaraty, onde participará da cerimônia de assinatura dos convênios entre a União e as cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014.

Questionado sobre as negociações conduzidas por Petrobras e Braskempara a aquisição da petroquímica Quattor, o ministro afirmou que não está participando dessas conversas. "A Petrobras está dirigindo diretamente esses entendimentos", disse.


Bolsas europeias sobem, com altas de ArcelorMittal e Rio Tinto, na espera por BCE

Por: Valter Outeiro da Silveira
14/01/10 - 08h26
InfoMoney

SÃO PAULO - As principais bolsas europeias operam em alta nesta quinta-feira (14), com avanço de mineradoras e siderúrgicas, em sessão marcada pela expectativa sobre a decisão do BCE (Banco Central Europeu).

Às 10h45, todos os olhos se voltam à Frankfurt, onde o BCE noticiará sua decisão acerca da política monetária na Zona do Euro. Analistas acreditam em inércia na taxa básica de juro, à medida que a inflação permanece abaixo da meta e o crescimento econômico ainda não se consolidou.

Produção e ofertas
Em Londres, as ações da Rio Tinto marcam valorização de 2,5%, após a mineradora listar aumento de 49% na produção de minério de ferro, dada a demanda da China. A produção total no último trimestre foi de 47,2 milhões de toneladas métricas, acima dos 31,8 milhões vistos em período igual do ano de 2008.

Também na capital inglesa, os papéis da Cadbury sobem 1%. Conforme o Financial Times, a Hershey prepara uma contraproposta à oferta hostil de £ 10,4 bilhões da rival doméstica Kraft Foods. A primeira empresa já teria autorizado uma oferta pela companhia britânica e uma proposta oficial deverá ser feita pela Hershey até o próximo dia 23, segundo o jornal.

Recomendações em foco
A instituição financeira Exane elevou a recomendação apara as ações da ArceloorMittal, de neutro para outperform (desempenho acima da média do mercado). Como resposta, os papéis da siderúrgica avançam 2% em Amsterdã.

Por último, do outro lado do mercado, os papéis da Deutsche Boerse – operadora da bolsa de Frankfurt – declinam 2%, após o Goldman Sachs cortar a recomendação dos mesmos, de compra para venda, citando a previsão de queda próxima a 33% no Ebitda (geração operacional de caixa) de 2009.

Confira as cotações

O índice FTSE 100 da bolsa de Londres se destaca, subindo 0,59% e atingindo 5.506 pontos. Já o DAX 30 da bolsa de Frankfurt negocia em alta de 0,54% chegando a 5.995 pontos, enquanto o CAC 40 da bolsa de Paris valoriza-se 0,42% a 4.018 pontos.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em leve alta de 0,45%, atingindo a 2.992 pontos.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
FTSE 100 +0,59 5.506 +4,17 +1,72
DAX 30 +0,54 5.995 +3,16 +0,63
CAC 40 +0,42 4.018 +4,79 +2,06
SMI +0,78 6.606 +2,58 +0,91
FTSE MIB +0,83 23.855 +5,47 +2,61
Euro Stoxx 50 +0,45 2.992 +3,57 +0,86


Executivos de bancos tiveram redução de bônus e aumento de salário

Por: Equipe InfoMoney
14/01/10 - 08h50
InfoMoney

SÃO PAULO – Muitos bancos mudaram seus programas de incentivos, aumentando a remuneraçãoe diminuindo os incentivos de curto prazo dos executivos, em compensação à ajuda recebida pelo governo na crise.

De acordo com o estudo realizado pela Mercer, 80% dos entrevistados afirmaram que fizeram ou planejam fazer alterações nos bônus anuais e nos incentivos de curto prazo.

Segundo o diretor-sócio mundial da Mercer, Vicki Elliott, os planos estão com um foco maior na medição de desempenho, ajustados ao risco.

Responsabilizados pela crise econômica
Os bancos foram responsabilizados pela crise econômica mundial ao incentivarem recompensas excessivas a ações de riscos e apoiarem uma cultura de curto prazo.

Para evitar que esta situação se repita, 68% das empresas entrevistadas introduziram classificações de desempenho para medir o sucesso dos negócios, além de critérios de desempenho financeiro.

O levantamento destacou também que 41% das instituições financeiras limitaram de maneira significativa ou eliminaram garantia de bônus anuais para executivos, enquanto 64% promoveram o mesmo para garantias de bônus multi-anuais.

Limite de bônus
Em relação ao limite de bônus, 57% disseram que tinham tetos ou limitaram e 42% não tinham compromissos de pagamentos para executivos que foram demitidos.

Para 60% dos bancos americanos, a medida de corte de incentivos foi adotada, já nas instituições financeiras da Europa, o índice foi de 35%.

Sobre a pesquisa
Mais da metade (58%) das instituições financeiras entrevistadas é da América do Norte e 42% são da Europa. Entre as organizações, 56% empregam mais de 10 mil colaboradores. Os dados foram coletados em outubro de 2009.


Notificações do IPTU de 2010 começam a ser enviadas nesta quinta-feira em SP

Por: Equipe InfoMoney
14/01/10 - 08h32
InfoMoney

SÃO PAULO - As notificações do IPTU(Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2010 serão enviadas aos moradores da cidade de São Paulo a partir desta quinta-feira (14). E quem não quer pagar o imposto atrasado deve ficar de olho na data para recebimento dos boletos.

O vencimento da primeira prestação ou parcela única do IPTU com desconto de 6% será no dia escolhido pelo próprio contribuinte, começando a partir de 1º de fevereiro. Aos que optaram por essa data, por exemplo, o prazo para recebimento da notificação termina na próxima terça-feira (19). Caso não receba o aviso, o contribuinte tem até o próximo dia 29 para requerer a segunda via nas subprefeituras ou pela internet, na página da Secretaria de Finanças (veja demais datas na tabela abaixo).

Para quem não indicou uma data, o vencimento do imposto será no dia 9 de fevereiro.

Regras
Já quem optou por receber a notificação por meio de administradora de imóveis terá o vencimento da primeira prestação ou parcela única no dia 20 de março, de acordo com a Prefeitura de São Paulo.

A isenção de imóveis residenciais com valor venal de até R$ 70 mil é concedida automaticamente no lançamento, para apenas um imóvel por proprietário.

Multa por atraso
Os pagamentos feitos fora do prazo de vencimento pagarão multa de 0,33% ao dia até o máximo de 20% do imposto devido, juros moratórios de 1% ao mês a partir do mês imediato ao do vencimento e atualização monetária.

Vale lembrar que o fato de haver algum atraso na entrega não exime a pessoa do pagamento.

Calendário de entrega das notificações

Vencimento da 1ª parcela ou parcela única Postagem das notificações nos Correios Limite para recebimento Limite para requerer 2ª via nas Subprefeituras ou pela internet
01/02/2010 14/01/2010 19/01/2010 29/01/2010
02/02/2010 15/01/2010 20/01/2010 01/02/2010
03/02/2010 18/01/2010 26/01/2010 02/02/2010
04/02/2010 19/01/2010 26/01/2010 03/02/2010
05/02/2010 20/01/2010 26/01/2010 04/02/2010
06/02/2010 21/01/2010 26/01/2010 05/02/2010
07/02/2010 21/01/2010 26/01/2010 05/02/2010
08/02/2010 21/01/2010 26/01/2010 05/02/2010
09/02/2010 22/01/2010 27/01/2010 08/02/2010
10/02/2010 22/01/2010 27/01/2010 09/02/2010
11/02/2010 26/01/2010 01/02/2010 10/02/2010
12/02/2010 27/01/2010 01/02/2010 11/02/2010
13/02/2010 28/01/2010 02/02/2010 12/02/2010
14/02/2010 28/01/2010 02/02/2010 12/02/2010
15/02/2010 28/01/2010 02/02/2010 12/02/2010
16/02/2010 28/01/2010 02/02/2010 12/02/2010
17/02/2010 28/01/2010 02/02/2010 12/02/2010
18/02/2010 28/01/2010 02/02/2010 12/02/2010
19/02/2010 03/02/2010 08/02/2010 18/02/2010
20/02/2010 04/02/2010 09/02/2010 19/02/2010
21/02/2010 04/02/2010 09/02/2010 19/02/2010
22/02/2010 04/02/2010 09/02/2010 19/02/2010
23/02/2010 05/02/2010 10/02/2010 22/02/2010
24/02/2010 08/02/2010 18/02/2010 23/02/2010
25/02/2010 09/02/2010 18/02/2010 24/02/2010
26/02/2010 10/02/2010 18/02/2010 25/02/2010
27/02/2010 11/02/2010 18/02/2010 26/02/2010
28/02/2010 11/02/2010 18/02/2010 26/02/2010
28/02/2010* 11/02/2010 18/02/2010 26/02/2010
28/02/2010* 11/02/2010 18/02/2010 26/02/2010

Fonte: Prefeitura de São Paulo

(*) Excepcionalmente em fevereiro, com os vencimentos nos dias 29 e 30 para os meses seguintes


Volta à mesa de negociações promete esticar momentum favorável às mineradoras

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
14/01/10 - 07h00
InfoMoney

SÃO PAULO – Como em todo início de ano, o cenário para mineradoras e siderúrgicas circula em torno das negociações de preço para os contratos de fornecimento de minério de ferro. Pela característica de concentração destes setores, o debate costuma ser árduo. Da crise para cá, piorou. A falta de consenso entre China e os três grandes players do minério fez as discussões terminarem 2009 sem desfecho. Para 2010, a disputa começa ainda mais acirrada.

A China é de longe o maior consumidor mundial. No ano passado, o país foi responsável por mais da metade das importações mundiais de minério de ferro. Neste caso, porte significa poder de barganha. Do outro lado, a tríade Vale, BHP e Rio Tinto é responsável por 70% do comércio marítimo do minério.

É gigante contra gigante, mas um dependente do outro. Os chineses negociam através da companhia Baosteel - por ter participação estatal - e batem o pé por desconto em relação aos valores spot (à vista) que predominaram na falta de um benchmark no ano passado.

Spots inflados
A resistência chinesa tem o próprio mercado spot como argumento. Li Wanxiong, analista da Steel Business Briefing na China, citou à imprensa local que, na iminência das negociações de preço, as mineradoras limitaram o suprimento para “inflar” os valores do minério de ferro spot.

De outubro para cá, os contratos à vista passaram de US$ 80 por tonelada para cerca de US$ 130 a tonelada. As mineradoras se defendem e ainda citam as projeções de crescimento do país. Sem fontes naturais de minério da qualidade australiana ou brasileira, a China projeta crescimento de 10% na produção de aço local em 2010, fator fundamental para sustentar sua expansão econômica.

Peter Fish, da consultoria britânica Meps – especializada no mercado de aço -, citou na recente publicação do relatório “World Steel Outlook” que, “primeiro de tudo, produção e demanda chinesa devem continuar sua inexorável escalada”. A consultoria cita os estímulos do governo e destaca o ritmo dos investimentos em infraestrutura no leste do país asiático.

Quem vence a queda de braço?
Aparentemente, as mineradoras.

Contra a resistência chinesa, Vale, BHP e Rio Tinto começam a negociar com japoneses e sul-coreanos. De fato, os últimos anos mostram que o anúncio dos reajustes é inicialmente firmado com estes clientes, que consomem menos e consequentemente estão mais abertos aos termos propostos pelos fornecedores, pelo menor poder de barganha.

De acordo com o modelo benchmark predominante até 2008, o primeiro contrato fechado entre uma das grandes mineradoras e algum player representativo do mercado de aço vale como referência para os demais. Sempre há prêmios pela qualidade (no caso, o minério proveniente de Carajás costuma sair a preços mais altos que a média internacional), descontos de frete e algumas flexibilizações por produtor; todos, no entanto, não muito distantes da referência inicial.

“Nessa ‘queda de braço’ anual entre as três grandes mineradoras e as siderúrgicas chinesas, vemos que quem tem maior poder são as mineradoras, que agora passam por um momento de grande demanda e veem seu produto ser essencial para o desenvolvimento de um gigante como a China”, destacou a equipe da Link Investimentos.

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Bom dia ADVFN 14.01.10 - Livro Bege do FED anima investidores

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Agenda do investidor para esta quinta-feira

Hoje a agenda se concentra nos índices que sairão no mercado dos EUA. O Departamento do Trabalho divulga os novos Pedidos de Seguro-Desemprego. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga as Vendas no Varejo, de bens duráveis e não-duráveis de dezembro e os Estoques das Empresas (industrial e varejo), do mês de novembro. Serão divulgados também os Preços de Importação e Exportação, que tentam antecipar tendências inflacionárias. No Brasil o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio referente a novembro, com indicadores que permitem acompanhar o comportamento do comércio varejista no país.

Livro Bege do FED anima investidores

O pregão de ontem parecia ter um desfecho certo: o índice Ibovespa fecharia em baixa em relação ao dia anterior. Então na última hora de negociações foi publicado o Livro Bege do Federal Reserve (banco central norte-americano) e os investidores gostaram do resultado do relatório. O índice recuperou as perdas do dia e fechou em alta de 0,44%. O Livro Bege é publicado antes das reuniões do FOMC (comitê de política monetária norte-americano) com as mais recentes informações sobre as condições econômicas dos Estados Unidos, elaborado pelos principais agentes dos negócios do país e economistas. Dessa vez a publicação sinalizou que a economia norte-americana continua ainda em fase de recuperação, com o aquecimento do consumo e das vendas de imóveis. Mas o mercado de trabalho e a disponibilidade de crédito ainda preocupam a autoridade monetária do país.

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Quarta-feira, Janeiro 13, 2010

Bom dia ADVFN 13.01.2010 - China derruba bolsas tentando controlar bolha financeira

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Hoje teremos no Brasil a divulgação de dois índices inflacionários pelo IBGE: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente como índice de medição das metas inflacionárias, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) referentes a dezembro. O instituto apresenta o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil feito a partir do levantamento dos custos (material e mão de obra) da construção civil no setor habitação. Nos Estados Unidos o Departamento de Energia divulga os Estoques de Petróleo semanal. O Departamento do Tesouro apresenta o Orçamento do Tesouro do mês de dezembro. O Federal Reserve (banco central norte-americano) divulga o Livro Bege, um relatório sobre a atividade econômica nos distritos dos bancos centrais regionais.

China derruba bolsas tentando controlar bolha financeira

O Banco Central chinês anunciou ontem elevação do depósito compulsório (parte das captações dos depósitos à vista) para evitar a expansão descontrolada do dinheiro no país, pela primeira vez desde a crise de 2008. As duas principais bolsas do país de Hang Seng e Xangai caíram 2,62% e 3,09% respectivamente. A expansão de crédito na China já vinha incomodando os economistas desde o ano passado, mas ainda muito se discutia se aquela não era a única saída para a crise. No primeiro trimestre de 2009 a China já havia completado mais de 90 por cento da meta anual para empréstimos bancários. Há alguns meses o governo chinês vinha dando sinais de estava preocupado com uma bolha nos mercados financeiro e imobiliário, freando novas aquisições com reduções de benefícios fiscais. Aparentemente o governo chinês vai lutar em todas as frentes para tentar conter o que muitos já chamam de bolha de crédito chinesa.

Venezuela desmoronando

Após anunciar a desvalorização de até 100% do bolívar (moeda oficial) em relação ao dólar, Hugo Chávez, presidente da Venezuela, comunicou o racionamento de energia elétrica em Caracas, capital do país, por até quatro horas diárias, oficializando o "apagão" energético em que o país se encontra.

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Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Bom dia ADVFN 12.01.10 - Ecodiesel dispara: fim de subsídios nos EUA

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira

No Brasil a Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) comumente utilizado na correção de contratos de aluguel e indexador de tarifas como energia elétrica. O IBGE publica a Pesquisa Industrial de Emprego e Salário com indicadores relativos ao emprego e salário na indústria referentes no mês de novembro. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga a Balança Comercial, com os volumes de importações e exportações no período de novembro.

Ecodiesel dispara: fim de subsídios nos EUA

No pregão de ontem as ações ordinárias da Brasil Ecodiesel subiram mais de 10% uma das maiores altas das small caps na Bovespa, com volume surpreendente de mais de R$ 220 milhões. No ano a ações da empresa tiveram valorização acima de 25%. Uma das possíveis fontes da qual os investidores extraem tanta esperança vem dos Estados Unidos: A National Biodiesel Board, entidade norte-americana dos produtores de biodiesel, sinalizou que com queda da lei que garantia subsídios aos produtores, os Estados Unidos possivelmente não produzirão mais o combustível. Em outro lado, parte dos analistas acredita que a empresa apresentará ótimos resultados trimestrais. A Ecodiesel é a maior produtora de biodiesel do Brasil e pioneira na produção em escala comercial do combustível.

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Relatório Direto ao Ponto: 12-01-2010 (USIM/Telecom)

Usiminas (USIM5): Usiminas planeja agregar valor às vendas de produtos de aço – ligeiramente positivo

Telecom: Portabilidade numérica foi levemente positiva para GVTT3, NETC4 e negativa para TNLP4/TMAR5, TLPP4

Mercado

A decepção com o início da temporada de balanços nos Estados Unidos e a elevação do juro no mercado interbancário pela China, traz cautela aos mercados internacionais na manhã desta terça-feira. As bolsas européias operam em leve baixa, desmotivadas por preocupações da recuperação econômica mundial, haja vista a queda dos juros de 10 anos nos EUA. No Brasil, a primeira prévia do IGP-M de janeiro subiu 0,27% após apresentar deflação de 0,16% em igual prévia do mesmo índice no mês passado. O emprego na indústria aumentou 1,1% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou o IBGE. Na comparação com novembro de 2008, o emprego industrial registrou queda de 4,1%. Nos EUA, será conhecido o saldo da balança comercial de novembro e os estoques semanais de petróleo e derivados da API.

Usiminas (USIM5, Comprar, PA R$55,00)
A Usiminas pretende aumentar a parcela de suas receitas advindas de produtos de alto valor agregado e de transformação de aço dos atuais 22% para cerca de 50%, entre 2014 e 2015, afirmou o CEO da companhia, Sr. Marco Antonio Castello Branco. Segundo o executivo, a Usiminas poderia aumentar suas vendas para as indústrias nacionais que têm mostrado melhores condições, incluindo a construção civil e construção naval. "Em vez de vender apenas produtos de aço, vamos vender soluções e outros serviços", disse o CEO da Usiminas. A Usiminas vem recentemente consolidando suas operações no setor de distribuição, que instituiu a Soluções Usiminas. Atualmente a companhia controla 14 centros de serviço e distribuição.

Acreditamos que a estratégia de desenvolver centros de serviços e soluções de produtos visa agregar valor à cadeia de produtos finais da empresa a fim de ampliar suas margens. Mantemos nossa recomendação de Comprar para USIM5.

Telecom

Em todo o ano de 2009, 4,2 milhões de clientes dos serviços de telefonia no Brasil pediram a portabilidade numérica, mecanismo que permite ao usuário trocar de operadora e manter o mesmo número telefônico. Dos quais 3,2 milhões mudaram de operadora, e 2,3mi estavam no segmento celular.

Vemos essa notícia como neutra para as empresas do segmento móvel, já que não é possível apontar uma companhia como principal beneficiada com essas mudanças. Entre os clientes de telefonia fixa, 996 mil mudaram suas operadoras e vemos esse movimento como positivo para GVT (GVTT3, Neutra, R$56,00) e NET (NETC4, Não Atrativa, PA R$23,00), que ganharam grande parte dos clientes. A portabilidade numérica é negativa para Oi (TNLP3/TNLP4/TMAR5, Comprar, PA R$66,50/R$55,50/R$108,50)e Telesp (TLPP4, Comprar, PA R$66,00), dado que essas companhias detêm grande parte das linhas fixas em serviço, 21,4mi e 11,3 mi, respectivamente.

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Jornal do Commercio Brasil - Edição de Segunda-Feira, 12 de janeiro de 2010.

Jornal do Commercio Brasil - Edição de Segunda-Feira, 12 de janeiro de 2010.

China tira os EUA da posição de maior mercado mundial de carros
Este ano, chineses continuarão comprando mais veículos que os americanos Após superar os Estados Unidos em vendas de veículos no ano passado, pela primeira vez na história, o mercado automotivo chinês deverá continuar na liderança em 2010 e exceder o norte-americano em pelo menos 2 milhões de unidades, segundo especialistas. Em 2009, incentivos dados pelo governo - como a redução à metade, para 5%, de um imposto sobre vendas - contribuíram para um aumento de 46,2% nas vendas de veículos na China, para 13,64 milhões de veículos, enquanto nos Estados Unidos o número foi de 10,4 milhões, queda de 21,1% no confronto com o ano precedente. Os chineses compraram 10,33 milhões de carros de passeio, acréscimo de 52,9% sobre 2008, e as vendas de veículos comerciais se elevaram em 28,4%, para 3,31 milhões. O governo chinês confirmou que manterá as medidas de estímulo ao setor automobilístico este ano, por isso espera-se que a liderança na indústria mundial continue. Além disso, o mercado chinês de automóveis exibe um imenso potencial de expansão, já que o país tem apenas 35 veículos por mil habitantes, ao passo que nos Estados Unidos a relação é de 800 carros para cada grupo de igual tamanho.

Para ter BDR na Bovespa
Dufry AG incorporará DSA A Dufry AG (DAG), uma das maiores operadoras de free shops do mundo, sediada na Suíça, vai incorporar sua subsidiária latino-americana, a Dufry South América (DSA). A Dufry suíça detém 51% do capital da DSA - os demais 49% estão em circulação no mercado. Pela proposta que será levada para assembleia, os acionistas da DSA receberão uma ação da Dufry AG em troca de 4,10 papéis que possuem, além de um dividendo extraordinário de US$ 3,92 por ação. A mesma relação se aplica aos recibos de ações (BDRs) da DSA na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Após a incorporação, a Dufry AG terá free float de 62,2% e com isso poderá ser listada na bolsa brasileira. "A listagem dessas BDRs é a parte mais importante da transação. Essa operação é uma combinação de três motivações: melhorias na estrutura financeira, na eficiência da gestão e na governança", explicou ontem o presidente-executivo do grupo Dufry, Júlian Díaz (foto), em entrevista coletiva para detalhar a transação. Os investidores reagiram positivamente à notícia e os papéis da DSA chegaram a subir 7% no pregão de ontem.
Capa Proporção de álcool na gasolina baixa para 20%
Na tentativa de amenizar a escalada de preços do álcool combustível - comum nos períodos de entressafra, mas agora agravada pela valorização do açúcar no mercado internacional -, o governo decidiu reduzir de 25% para 20% o percentual obrigatório de adição de etanol anidro combustível à gasolina. A decisão vale a partir de 1º de fevereiro e tem prazo de duração limitado a 90 dias, o que significa que a partir de 1º de maio o percentual de adição voltará aos 25% tradicionais. Especialistas garantem, no entanto, que os efeitos da redução serão pouco significativos. A mudança na composição, segundo cálculos deles, resultará em oferta adicional de cerca de 100 milhões de litros de etanol, o que representa algo em torno de 10% da demanda mensal.Tanto o governo quanto os representantes do setor sucroalcooleiro descartam a possibilidade de falta de álcool no mercado. As duas partes afirmam que os estoques são suficientes e que mesmo a preferência dos produtores pelo açúcar, por causa do preço, não deverá ter influência importante sobre a oferta, porque de uma hora para a outra só se pode elevar a produção de açúcar em detrimento da de álcool em, no máximo, 5%.

Bolívar desvalorizado preocupa o Mercosul
A decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de desvalorizar a moeda local e criar câmbio duplo no país pode ter efeito negativo não só para os quase 30 milhões de venezuelanos, que verão seu poder de compra diminuir, mas também para países da região e o Mercosul, que está a apenas um passo de aprovar a entrada de Caracas no bloco. Apesar de a desvalorização do bolívar ser vista por muitos como uma medida necessária, ela foi feita, conforme analistas, da pior forma possível: abruptamente. Ontem, após ameaças de intervenção militar sobre os "especuladores", o governo fechou, por 24 horas, um hipermercado de Caracas, do grupo franco-colombiano Exito. No Brasil, a preocupação com o impacto desvalorização do bolívar, que era mantido a 2,15 desde 2005, já foi manifestada pela oposição.

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Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

A nova cara da Usiminas

A nova cara da Usiminas

Karlon Aredes, O Tempo Online, 10/01/2010
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=131014

Marco Antônio Castello Branco
Presidente da Usiminas

Tradicional produtora de aços planos, utilizados em carrocerias de automóveis e geladeiras, a Usiminas vai entrar com tudo em outros mercados neste 2010. Estruturas metálicas para habitações, pontes, produtos para indústria naval e petrolífera serão, até 2015, 50% das vendas. Uma guinada que tem a assinatura de Marco Antônio Castello Branco, que assumiu a presidência da siderúrgica há menos de dois anos.

Quais as perspectivas da Usiminas para este ano, depois dos momentos difíceis passados? Acho que as perspectivas são boas. Estamos em processo de recuperação da economia no Brasil, com investimentos na área de bens de capital, e isso vai ter um impacto positivo na Usiminas. Irão surgir boas oportunidades na área de construção civil com o programa Minha Casa, Minha Vida. Um bom mercado para nossas estruturas metálicas.

Então, a grande aposta é o mercado interno? Vamos procurar setores que estão menos expostos, em desenvolvimento. Fazer agregação de serviço. Em vez de vender aço, venderemos soluções, construção, equipamentos industriais. Quando você agrega serviço, você agrega mão de obra. Hoje, a Usiminas vende para alguns estaleiros um kit para o navio inteiro. Ele é cortado em pedaços, pintado e marcado. Entregue pronto. A mesma coisa acontece na construção civil. Podemos vender um prédio inteiro de estrutura metálica para o Minha Casa, Minha Vida. Nosso plano é que as vendas de produtos agregados representem 50% de nossas vendas totais entre 2014 e 2015. Hoje é de 22%.

O Minha Casa, Minha Vida já gerou negócios para a Usiminas?Vendemos em Volta Redonda estrutura metálica para 688 apartamentos. Foi o primeiro negócio. Estamos esperando oportunidades em Belo Horizonte porque as coisas vão crescer. Desenvolvemos agora o fechamento completo de um prédio, não só a estrutura das vigas, dos perfis e dos pilares, mas também o fechamento das paredes de aço com revestimento térmico. Também estamos desenvolvendo torres eólicas. É um mercado promissor.

Já estão de olho na Copa de 2014? Estamos. Em todos os empreendedores e em todas as capitais (sedes). Fizemos um levantamento de todos os estádios, das empresas de engenharia que estão oferecendo possibilidades e qual é a melhor solução que se adapta a cada um dos projetos.

Todos os grandes projetos da Usiminas são para mercado interno. E o externo? O mercado externo ainda vai demorar um pouco para demandar.

O que o senhor diz desse aumento das importações de aço? O setor da construção disse que vai importar mais neste ano. Eu acho que nós vamos importar aço e exportar emprego. Tem que ter importação, pois a produção nacional não atende tudo. Mas as importações que são motivadas pelas distorções macroeconômicas são um risco. As condições de preços na China são melhores porque o custo de produção é menor. Vamos ter o maior nível de importação de aço da história e o maior nível de exportação de emprego. Aí vamos ter que pagar mais impostos para dar Bolsa Família para aqueles que ficarem desempregados. Nos dê as mesmas condições de lá fora. Impostos, mão de obra barata e compensação ambiental. Aí podemos fazer igualzinho, ter o mesmo preço. Teremos um salário mínimo próximo a US$ 300. Se você comparara capacidade de competição da mão de obra brasileira com a mão de obra estrangeira, o custo do trabalho no Brasil passou a ser mais caro. E isso dificulta um pouco a competitividade quando se tem uma situação cambial um pouco distorcida.

O problema todo é o peso do Estado? Sim, claro. Na China, as empresas dão uma rentabilidade de 1,4%. No Brasil, com 1,4%, no mês seguinte você pede falência. Então, para uma empresa sobreviver no Brasil, ela tem que dar uma lucratividade sobre o patrimônio líquido que ela investiu de, no mínimo, 12% a 15%. Mas lá é tudo subsidiado.

É difícil competir com o preço do aço da China?Você está exposto a uma competição de importação que vem um pouco distorcida pela questão cambial e, se você não tiver margem, como vai vender? Os preços internacionais estão muito distorcidos, ainda que seja pelo câmbio ou pelo fato de ter excedente. Tem ainda a influência governamental na China, que faz com que a comparação do preço brasileiro com o preço de lá tenha distorções. Esse fator é o que faz com que a gente dose a esperança e o otimismo em relação ao futuro.

O Brasil está perdendo a chance de crescer? Se não existissem esses fatores que distorcem um pouco a realidade, seria um cenário muito mais favorável para nós porque o Brasil vai crescer e nós vamos ter um processo de recuperação mais acelerado do que nos outros países. Esses dois fatores que estou dizendo impedem que a gente capitalize tudo isso em grandes investimentos, crescimento, aumento de emprego, renda etc.

O que deve ser feito para minimizar os efeitos da concorrência chinesa? Acho que precisamos usar todos os critérios, tanto ferramental quanto institucional, que a Organização Mundial do Comércio põe para combater práticas desleais de comércio. Nos Estados Unidos, por exemplo, o setor produtivo consegue com mais facilidade e rapidez acessar o sistema de defesa comercial. O Brasil vai ter que entrar nisso.

O senhor defende uma sobretaxa sobre o aço importado?A indústria automobilística paga 35% de imposto sobre importação. O setor de auto-peças só paga 10%. O de aço paga de 12% a 14%. É preciso ter um equilíbrio na cadeia.

Esse cenário pode adiar o plano de investimento da Usiminas, que inclui uma nova usina em Santana do Paraíso? A demanda do Brasil vai voltar. Justifica, então, a gente acelerar a oferta de capacidade. Agora, estamos verificando quanto vem e qual o nível de penetração que vamos ter de material importado. Eu preciso exportar uma quantidade porque toda vez que se cria uma usina você gera algum excedente.

O que falta para retomar o projeto? Hoje em dia, o Brasil é caro para a exportação. Todos esses projetos que estamos vendo aí semiacabados são por causa da queda nas vendas externas. O Brasil ficou um país mais caro para exportar, com câmbio nas alturas. A mão de obra ficou mais cara, em dólar. Então, a exportação não pode ser o driver com essa situação. Então, vamos ver o mercado interno. Eu acho que hoje o que falta para a gente retomar o nosso projeto é, primeiro, consolidação da visão de demanda e capacidade de a gente competir com material importado. Vamos ter que avaliar. Vamos conseguir? Ou é melhor importar? Será que é melhor a Usiminas virar importadora de aço, igual as automotivas são importadoras de veículos? Elas importam e vendem. E quando chega o momento, vamos virar importadora. Comprar uma bobina da Coreia do Sul e vender aqui.

Vocês não têm nenhuma previsão de retomar o projeto?Não! Temos previsão que vamos, em junho, reavaliar o projeto. Se nós estamos em condições, se nós melhoramos a saúde econômica e se nós temos dinheiro para tocar esse projeto.

Nem o aeroporto? Ele não será mais em Belo Oriente por uma questão de regulamentação, pois está próximo do aeroporto de Governador Valadares. Estamos estudando outros locais, uns 14.

Se os estoques da Usiminas já foram reduzidos, quer dizer que o forno de Ipatinga será religado? Os estoques estavam muito baixos. Agora, temos que voltar a produzir. Cubatão está em vento e poupa, mas não temos previsão de religar o último autoforno em Ipatinga. Vai depender da demanda.

Para 2010, então, há mais chances de a Usiminas religar e pode ser que ela faça contratações na cidade? Tem chances. Pode sim! No primeiro trimestre não vai ser. É a partir do segundo que iremos avaliar.

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Jornal do Commercio Brasil - Edição de Segunda-Feira, 11 de janeiro de 2010.

IGP-DI encerra 2009 com primeira deflação anual

Com economia melhor, porém, em 2010 meta de inflação poderá ser descumprida

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerrou 2009 com uma marca histórica: a primeira deflação desde que foi criado, há 65 anos. O indicador registrou queda de 1,43%, após subir 9,10% em 2008. Usado como indexador das dívidas dos estados para com a União, o IGP-DI também mostrou deflação de 0,11% em dezembro, ante alta de 0,07% em novembro. A crise global foi a grande responsável por derrubar o índice, o mais antigo entre os calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com série iniciada em 1944. O resultado decorreu do cenário turbulento do ano passado, que causou quedas e desacelerações de preços no atacado, varejo e construção civil, além de provocar valorização do real ante o dólar, o que reduziu preços de produtos relacionados à moeda norte-americana. A deflação, contudo, não deve continuar em 2010, segundo o coordenador de Análises Econômicas da fundação, Salomão Quadros. Na avaliação do especialista, o quadro vigente em 2009 não se encaixa nas perspectivas para este ano, que deverá ser de retomada na economia e aumento da demanda doméstica. Quadros não descarta a possibilidade de descumprimento da meta de inflação de 2010, que é de 4,5%, devido, em grande parte, ao esperado reaquecimento econômico.

CSN não desiste da Cimpor e vai registrar OPA esta semana

O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch (foto), está disposto a defender a oferta hostil de compra da cimenteira portuguesa Cimpor, porque tem "convicção de que o preço oferecido é justo". Segundo ele, o negócio foi rejeitado pelo Conselho de Administração da Cimpor, que recomendou aos acionistas não aceitarem a proposta, mas nenhum deles se posicionou contrariamente ao preço até o momento. A CSN se dispôs, em 18 de dezembro, a pagar 3,68 bilhões de euros (US$ 5,52 bilhões) pela empresa de cimento, ou 5,75 euros por ação. Em teleconferência a jornalistas brasileiros e portugueses, na sexta-feira, Steinbruch, que está em Portugal, informou que esta semana a CSN registrará uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) de ações da Cimpor. "Não tive oportunidade de conversar com cada acionista, mas se eles fizerem uma análise técnica e racional vão perceber que esta é uma das melhores ofertas já feitas por uma empresa de cimento nos últimos anos", afirmou.

Estratégia simples para os que não querem perder o bonde

A tendência é sua amiga ou, na forma original, "the trend is your friend". Esta é a regra número um dos mercados. A identificação clara do sentido do movimento dos preços de ativos, a todo instante, é a aliada mais valiosa que qualquer investidor pode ter, enquanto escolhe onde alocar seus recursos. Alguns analistas alertam que o mercado acionário brasileiro dá sinais de esgotamento da tendência altista verificada no ano passado e que uma correção mais pronunciada não só seria saudável a esta altura, como estaria prestes a ser iniciada. Outros acham que há espaço para avanços. Para o investidor individual, fica no ar, então, uma questão básica: qual a melhor forma de se posicionar, a fim de garantir retornos satisfatórios sem correr riscos descabidos? Ficar de fora e amargar rendimentos pífios em outras aplicações, enquanto os preços das ações continuam apresentando gordas valorizações é realmente de doer na alma. Por outro lado, comprar e dar de cara com o mercado voltando, para quem investe a médio e longo prazo significa contabilizar perdas, por tempo indeterminado. Há estratégias para sair do dilema.

Sem limites para a compra de dólares com fundo soberano

O Fundo Soberano do Brasil não terá limites para compra de dólares no mercado e será usado pelo governo como mais um instrumento para conter a volatilidade do câmbio. A informação é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Atualmente, o fundo conta com patrimônio de R$ 16,3 bilhões, mas Augustin deixou claro que esse não é um teto para as aquisições. O Tesouro poderá fazer mais emissões de dívida, de modo a garantir recursos extras para as compras de dólares pelo fundo. O secretário avaliou que a incidência do IOF sobre capital externo, introduzida pelo governo em outubro, foi eficiente para reduzir a volatilidade das cotações do dólar, mas destacou a importância de o governo ter um novo instrumento para atuar no câmbio. "Acho importante que fique claro para o mercado que o governo vai usá-lo, se necessário", disse Augustin.

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Bom dia ADVFN 11.01.2010 - Máxima histórica poderá ser testada nos próximos dias

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