Sexta-feira, Maio 29, 2009

Bom dia ADVFN - Cobrança por ponto extra vai continuar

Notícias em destaque

Cobrança por ponto extra vai continuar
A briga continua e, aparentemente, quem está perdendo nesta situação é o
consumidor. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) se
pronunciou a respeito das últimas movimentações realizadas pela Anatel
(Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a cobrança por ponto extra da
TV por assinatura. Por um lado, a Anatel proíbe a cobrança, mas por outro,
a ABTA justifica que a cobrança é legalmente realizada e continuará a ser
feita normalmente devido a uma liminar obtida em 2008, e ainda em vigor,
que permite tal cobrança.

Revisão de indicadores de peso nesta sexta-feira
Quem acredita que pelo fato de estarmos finalizando a semana os mercados
irão se acalmar, está enganado. Esta sexta-feira (29/05) conta com a
revisão de indicadores de peso que poderão influenciar as cotações dos
ativos ao redor do mundo. Começando pelo Brasil, conheceremos o nível de
atividade industrial através da Sondagem Industrial realizada pela FGV. Nos
Estados Unidos, irão se tornar públicas as revisões do Produto Interno
Bruto do primeiro trimestre deste ano, do Chicago PMI responsável por medir
o nível de atividade industrial do país e a revisão do Sentimento do
Consumidor norte-americano.

Últimos resultados corporativos em destaque
Devido a uma queda na demanda mundial por computadores, a Dell sofreu uma
queda de 23% nas vendas do primeiro trimestre resultando em um lucro
líquido de US$ 290 milhões no período, contra um lucro líquido de US$ 784
milhões no mesmo período do ano passado.

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Quinta-feira, Maio 28, 2009

Senado aprova aumento do salário mínimo para R$ 465

Senado aprova aumento do salário mínimo para R$ 465

Por: Roberta de Matos Vilas Boas
28/05/09 - 08h52
InfoMoney


SÃO PAULO - O Plenário do Senado aprovou, na última quarta-feira (27), em
uma votação simbólica, a medida provisória 456/2009, que aumenta o salário
mínimo de R$ 415 para R$ 465, a partir de fevereiro de 2009. Como já foi
aprovada na Câmara dos Deputados, a matéria segue para promulgação.

O reajuste de 12,05% faz com que o valor diário do salário mínimo seja de R
$ 15,50, e o valor horário de R$ 2,11, de acordo com a Agência Senado.

O novo valor decorre de reajuste pela variação acumulada do INPC (Índice
Nacional de Preços ao Consumidor) no período de março de 2008 a janeiro de
2009, de 6,40%, e de percentual a título de aumento real, correspondente ao
crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2007, equivalente a 5,65%.

Benefícios
Ainda segundo a Agência Senado, o aumento beneficia 25 milhões de
trabalhadores formais e informais que recebem o salário mínimo mensalmente,
além de 17,8 milhões de pessoas que recebem o valor como benefício
previdenciário ou assistencial, pago pela Previdência Social.

A medida deve movimentar cerca de R$ 27,8 bilhões na economia brasileira,
além de aumentar a arrecadação tributária em R$ 6,8 bilhões, segundo
cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos). Em 2008, o reajuste do salário mínimo foi de 9,21%.

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Bom dia ADVFN - Brasil configurou recessão já em 2008

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira
O dia de hoje promete certo nível de tensão nos mercados se depender da
agenda do investidor. O destaque na agenda doméstica fica por conta da
divulgação da Nota de Política Fiscal pelo Banco Central. Nos Estados
Unidos, todos os indicadores programados possuem destaque e irão
influenciar de uma forma ou outra nos mercados, então muita atenção ao
longo do pregão para acompanhar a interpretação dos indicadores pelos
investidores.

Comitê afirma que país entrou em recessão em 2008
O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), criado pelo Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), afirmou que o
Brasil interrompeu um ciclo de expansão que durou 21 trimestres ao entrar
em recessão no quarto trimestre de 2008. Este foi o mais longo ciclo de
expansão desde a década de 80. A economista e relatora do estudo, Marcelle
Chauvet, explica que a conclusão de recessão pelo Comitê não utiliza o
padrão do mercado, onde após duas retrações consecutivas do PIB,
configura-se uma recessão no país. O Comitê utiliza como parâmetro uma
série de fatores, incluindo níveis de produção e dados do mercado de
trabalho.

Sindicato quer levar Usiminas à Justiça
Como divulgado na Newsletter de ontem (27/05), após ter um resultado aquém
das expectativas com o seu Programa de Demissões Voluntárias (PDV), a
Usiminas começou a realizar uma nova carga de demissões que cortará
diretamente 810 postos de trabalho. Além de gerar uma greve por parte dos
trabalhadores com tempo indeterminado para acabar, o Sindicato dos
Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) apresentará um recurso no
Tribunal Regional do Trabalho de Belo Horizonte na próxima segunda-feira
(01/06) exigindo a recontratação dos funcionários demitidos.

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Quarta-feira, Maio 27, 2009

GM falha em troca de dívida por ações e prazo concedido pelo governo acaba

Por: Equipe InfoMoney
27/05/09 - 07h45
InfoMoney


SÃO PAULO - À beira da concordata, a General Motors não conseguiu
concretizar a proposta para elevar sua liquidez, na qual detentores de
títulos trocariam dívidas por participação acionária.

Os investidores que detinham bônus da montadora tinham até o final da
última terça-feira (26) para realizarem o escambo. Passado o prazo e,
diante da baixa adesão, a GM não encontra alternativas para continuar
existindo independentemente.

De Detroit para Washington
Nesse sentido, cresce o sentimento de que o governo norte-americano poderá
realizar a estatização da automobilística. Conforme fontes ligadas a
Washington, o Estado adquirirá cerca de 70% do seu capital social.

No entanto e, segundo a rede televisiva CNBC, a GM necessita de aporte
próximo a US$ 50 bilhões para se financiar, o que poderá se concretizar via
interferência direta do Tesouro no gerenciamento da companhia.

Ações declinam
Sob a ameaça da concordata, os papéis da General Motors recuam 4% no
pré-market.

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Goldman Sachs coloca ações da Petrobras em sua lista de convicção de compra

Por: Equipe InfoMoney
27/05/09 - 08h57
InfoMoney

SÃO PAULO - O banco Goldman Sachs inseriu as ações da Petrobras (PETR4) em
sua lista de convicção de compra, de acordo com matéria publicada pela
agência Bloomberg, que teve acesso a relatório enviado a clientes.

Segundo a instituição, a companhia brasileira está em condições de usufruir
do rali dos preços de petróleo estimado por seus analistas.

Arjun Murti, do Goldman Sachs de Nova York, declarou que, dos produtores
não vinculados à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a
Petrobras pode ser a única capaz de aumentar suas reservas de petróleo cru
de forma significativa nas próximas décadas.

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Maior do que Nestlé Brasil e Unilever Brasil, BRF persegue números da JBS

Por: Giulia Santos Camillo
27/05/09 - 09h00
InfoMoney


SÃO PAULO - Os presidentes do Conselho da Sadia, Luiz Fernando Furlan, e da
Perdigão, Nildemar Secches, se reuniram com integrantes do Cade (Conselho
Administrativo de Defesa Econômica) na última sexta-feira (22) para
apresentar a operação de fusão entre as duas empresas, que criará a gigante
BRF (Brasil Foods).

O conselho é uma das autoridades brasileiras responsáveis por julgar os
efeitos da transação sobre a livre concorrência. De fato, a BRF nasce como
uma das maiores empresas de alimentos do mundo, contando com participação
expressiva no mercado brasileiro e internacional.

Levando em consideração os faturamentos de 2008 de Sadia (R$ 10,7 bilhões)
e Perdigão (R$ 11,4 bilhões), a BRF teria uma receita de R$ 22,1 bilhões. A
nova empresa conta ainda com 119 mil funcionários e 42 fábricas, sendo
responsável por quase 25% do mercado exportador global de aves.

De acordo com a Economática, isso garante a décima posição dentre as
maiores empresas de alimentos do continente americano. No Brasil, a BRF
ocupará lugar de destaque ainda maior, ficando na frente de gigantes como
Nestlé Brasil e Unilever Brasil.

Maior que Nestlé ou Unilever
A empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão tem uma clara vantagem
no mix de produtos. Além de carnes congeladas e resfriadas, a BRF atuaria
ainda em segmentos de massas, pizzas congeladas e margarinas, contando com
a maioria do market share desses setores no Brasil, de acordo com a
Santander Corretora.

Se considerados os números do ano passado, o faturamento da BRF
ultrapassaria aquele de uma das líderes do setor de alimentos no Brasil, a
Nestlé Brasil. A companhia, que atua em doze segmentos, incluindo leites,
cafés, achocolatados, refrigerados, sorvetes e nutrição, faturou R$ 13,4
bilhões em 2008.

Outra empresa que seria superada é a Unilever Brasil, que atua não somente
no setor de alimentos, mas também em mercados de higiene e beleza. Para se
ter uma ideia, em 2008, a receita líquida chegou a R$ 10,3 bilhões, cerca
de 53% abaixo do faturamento pró-forma da Brasil Foods.

Perseguindo a JBS
A fusão entre Sadia e Perdigão, porém, não deve fazer com que a nova
empresa ocupe o primeiro lugar em termos de receita líquida no setor de
alimentos brasileiro. Na frente há ainda a JBS, gigante do setor
frigorífico, que apenas em 2008 faturou nada menos do que R$ 30,3 bilhões,
quase 40% a mais que a soma das receitas líquidas das duas empresas.

Contudo, uma coisa é a comparação com números do passado, outra é com
projeções. Com a estimativa de abertura de seis novas fábricas da Sadia, os
executivos esperam que o faturamento da BRF chegue a R$ 30 bilhões, bem
próximo dos números da JBS.

Segundo Furlan, "somente a Sadia está entrando com seis fábricas novas, que
vão incrementar o faturamento em R$ 4 bilhões. Fora ainda o que vem do
outro lado. Seremos um dos três maiores exportadores de alimentos do
mundo".

Efeitos sobre a concorrência
Conforme a legislação, os representantes da Brasil Foods têm até 15 dias
para dar às autoridades, incluindo o Cade, o Ministério da Justiça e da
Fazenda, a documentação da participação do grupo no mercado brasileiro.
Além dos órgãos nacionais de defesa da concorrência, a criação da nova
empresa deverá passar pelo crivo de autoridades internacionais.

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BRF nasce como décima maior empresa de alimentos da América

Por: Giulia Santos Camillo
19/05/09 - 12h05
InfoMoney


SÃO PAULO - Em uma operação amplamente antecipada pelo mercado, Sadia e
Perdigão anunciaram nesta terça-feira (19) a fusão de suas operações, dando
origem à maior empresa de alimentos do Brasil, a ser chamada de BRF (Brasil
Foods).

Embora estimativas oficiais ainda não tenham sido divulgadas, os analistas
projetam que a nova companhia terá uma receita operacional líquida de mais
de R$ 23 bilhões, sendo cerca de R$ 10 bilhões advindos de exportações.

De fato, a fusão entre as duas empresas é vista com bons olhos pelos
analistas, especialmente se considerados os ganhos de sinergias. De acordo
com relatório da Brascan Corretora, os ganhos de sinergias virão
"principalmente com: transporte e logística, através da união de entregas
ao varejo e de centros de distribuição; economias de despesas gerais e
administrativas; e ganhos de receita e custos, devido ao maior poder de
barganha".

Os números da nova empresa
Assumindo uma análise conservadora, a Brascan calcula ganhos de sinergia de
R$ 2,2 bilhões, que incrementariam em 23,4% o valor de mercado das duas
empresas juntas. Cabe ressaltar que nesta avaliação a corretora considerou
apenas os ganhos de eficiência da nova empresa. Confira as projeções:


Ganhos de Sinergias (em R$ Perdigã Sadia Perdigão + Nova
milhões)* o Sadia Empresa

Receita operacional Líquida 12.159 11.53 23.691 23.691
3

Custo dos Produtos Vendidos (9.180) (8.90 (18.083) (18.083)
3)

Despesas com vendas (1.994) (1.85 (3.851) (3.814)
6)

Despesas gerais e (170) (171) (342) (332)
administrativas

Capex 600 600 1.200 1.169


*Tabela demonstra apenas ganhos de sinergia em 2009
Fonte: Brascan Corretora

Os analistas da Link Investimentos também estimaram as cifras da nova
companhia, levando em consideração um pagamento de R$ 6,0 por ação dos
controladores da Sadia e uma participação de 70% da Perdigão na BRF. Dessa
forma, a corretora informou que o valor do capital próprio da Brasil Foods
chegaria a R$ 11,346 bilhões.

Entre as maiores do mundo
Conforme levantamento da consultoria Economática, a fusão entre Sadia e
Perdigão pode originar a maior processadora de carne de frango do mundo. O
faturamento da empresa, em dólares, seria de cerca de US$ 9,5 bilhões,
levando a BRF ao décimo lugar entre as maiores empresas do setor de
alimentos das Américas.


Empresas Faturamento (em US$ bilhões - 12 meses)

ADM US$ 78,32

Kraft Foods US$ 42,20

Tyson US$ 27,18

General Mills US$ 14,38

Sara Lee US$ 13,43

JBS US$ 12,98

Kellogg US$ 12,82

Dean Foods US$ 12,45

Heinz US$ 10,49

BRF US$ 9,47


Fonte: Economática

Considerando apenas o plano doméstico, a BRF seria líder em diversos
mercados de alimentos. O destaque, conforme os cálculos da Santander
Corretora, fica com os setores de massas e de carnes congeladas, nos quais
teria uma participação de 88% e 70%, respectivamente.


Produtos Perdigão Sadia Nova Empresa

Carnes resfriadas 25% 28% 53%

Carnes congeladas 34% 36% 70%

Massas 38% 50% 88%

Pizzas semiprontas 34% 33% 67%

Margarina 18% 30% 48%


Fonte: Santander Corretora

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Bom dia ADVFN - Fim da recessão americana já no terceiro trimestre

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Agenda do investidor para esta quarta-feira
O investidor pode ficar tranquilo nesta quarta-feira (27/05) se depender da
agenda doméstica. Nela teremos apenas a divulgação na Nota de Política
Monetária feita pelo Banco Central, o que não deverá influenciar as
cotações dos ativos negociados na BM&F Bovespa. Já nos Estados Unidos,
apesar de ter apenas um indicador cadastrado, ele é quem poderá causar
variações nos mercados. Ainda na parte da manhã, será divulgado a Venda de
Imóveis Usados na economia norte-americana, onde quanto maior for este
valor, mais aquecido está o setor imobiliário dos Estados Unidos.

Fim da recessão americana já no terceiro trimestre
É o que confirma a pesquisa realizada na Associação Nacional de Economistas
de Empresas dos Estados Unidos (NABE). O resultado parece muito otimista,
levando em conta que dos 45 profissionais entrevistados, 74% mantiveram a
opinião de que a recessão que assola a economia dos Estados Unidos
terminará já no terceiro trimestre deste ano. Do restante, 19% aposta no
término no quarto trimestre de 2009 e 7% aposta no primeiro trimestre de
2010.

Usiminas realiza demissões e pode sofrer paralisação
Após ter um resultado aquém das expectativas com o seu Programa de
Demissões Voluntárias (PDV), a Usiminas irá realizar uma nova carga de
demissões, onde desta vez, irá cortar diretamente 810 postos de trabalho.
Trabalhando atualmente com apenas metade de sua capacidade instalada devido
à recessão mundial, a companhia pretende reduzir em até 10% as despesas com
pessoal. Contra a decisão tomada pela Usiminas, o Sindicato dos
Metalúrgicos da Baixada Santista irá realizar hoje uma paralisação em
protesto às demissões. Os funcionários irão estacionar um ônibus na porta
da Usiminas em Cubatão (SP) e paralisar a produção até que a empresa venha
negociar.

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Terça-feira, Maio 26, 2009

Contas externas do Brasil ficam no azul pela 1º vez em 18 meses

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

As transações correntes do Brasil com o exterior registraram em abril um
superávit de US$ 146 milhões, segundo dados do Banco Central. Trata-se do
primeiro resultado positivo após 18 meses de déficits.


Entram nessa conta o resultado da balança comercial (+US$ 3,712 bilhão em
abril), os gastos do país com serviços e rendas (-US$ 3,832 bilhões) e as
transferências unilaterais (+US$ 265 milhões).


No mesmo período do ano passado, houve um déficit de US$ 3 bilhões. Nessa
comparação, houve um aumento do saldo positivo no comércio exterior e uma
queda nas remessas de lucros para o exterior.


No acumulado do ano, o déficit acumulado é de US$ 4,874 bilhões, abaixo dos
US$ 13,3 bilhões registrados no mesmo período de 2008.


Nos quatro primeiros meses do ano, houve melhora no saldo da balança
comercial (de US$ 4,498 bilhões em 2008 para US$ 6,722 bilhões neste ano),
acompanhada de uma queda nos gastos com serviços e remessas de rendas (de
US$ 19,1 bilhões em 2008 para US$ 12,7 bilhões).


Investimentos


Os investimentos estrangeiros no setor produtivo brasileiro reduziram o seu
percentual de queda no acumulado do ano. Até março, a queda era de 40%. No
acumulado até abril, o recuou foi de 30%.


De acordo com o relatório de contas externas divulgado pelo Banco Central,
entraram no país US$ 8,751 bilhões nos quatro primeiros meses desse ano,
ante US$ 12,671 bilhões no mesmo período do ano passado.


No mês, o resultado ficou positivo em US$ 3,409 bilhões, melhor resultado
desde outubro do ano passado, mas ainda abaixo dos US$ 3,872 bilhões
registrados em abril de 2008.


Ações


Já os investimentos estrangeiros em ações e títulos públicos ficaram
positivos pela segunda vez no ano. Considerando apenas as ações negociadas
no país, entraram US$ 630 milhões em abril. Com esse resultado, o saldo
acumulado em 2009 ficou positivo em US$ 624 milhões.


Nos títulos de renda fixa negociados no país, entraram US$ 66 milhões em
abril. No ano, o resultado ainda está negativo em US$ 1,589 bilhão.


Dívida


A dívida externa total atingiu US$ 193,1 bilhões em abril, segundo
estimativa do BC, um aumento de US$ 511 milhões em relação a março.

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Citigroup mantém overweight no Brasil e aposta na força das small caps para guiar rali

Por: Equipe InfoMoney
26/05/09 - 10h38
InfoMoney

SÃO PAULO - À luz dos ganhos de 60% acumulados pelo índice MSCI Latin
America desde os pregões iniciais de março, o Citigroup divulgou relatório
sobre a renda variável latino-americana, listando suas perspectivas para a
região e mantendo seu viés otimista frente ao mercado acionário doméstico.

"Permanecemos com a recomendação overweight (desempenho acima da média do
mercado) para o Brasil", reiteram os analistas, com uma predileção especial
em ativos ligados ao setor financeiro, além de ações correlacionadas com
produtoras de matérias-primas e de tecnologia.

Entre rali e correção
Para o Citigroup, as altas expressivas nas bolsas latino-americanas
devem-se em grande parte pela disparada de small caps, assim como no rali
visto em fevereiro de 2003. "Um paralelo com este período sugere que este
rali pode perdurar por muito tempo", projeta o banco norte-americano, na
crença de que ganhos ainda podem ser auferidos.

Por outro lado, "continuamos vendo o risco de uma pausa no curto prazo,
correção modesta do mercado", completam os analistas. Caso a realização de
lucros ocorra, a instituição financeira a usará para "adicionar beta nos
mercados regionais".

Além disso, se houver qualquer recuo do mercado, o Citigroup adicionará
algumas ações de small caps, com capitalização de mercado de até US$ 2,5
bilhões, no portfólio. "Nossa lista atual para small caps inclui os papéis
da Cosan (CSAN3), TAM (TAMM3, TAMM4), Copa Airlines e Cementos Lima",
afirmam os analistas, listando duas brasileiras na carteira.

Brasil prepondera
Dentre os suportes para tamanha disparada nos índices acionários, a melhora
observada nos indicadores macroeconômicos ao redor do mundo retém as
explicações do banco norte-americano. Conforme a instituição financeira,
tais indícios sinalizam que o processo descendente pode estar perto de seu
final.

Por último, o otimismo frente ao Brasil torna-se explícito, ao passo que os
analistas creem que o País, junto ao Chile, deverá apresentar crescimento
positivo antes do México. "Isto leva nossa preferência a ativos
brasileiros, em detrimento dos mexicanos", conclui o Citigroup.

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Bom dia ADVFN - Bovespa roda agora sob a mesma plataforma da Euronext

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira
Hoje (26/05), os mercados podem amanhecer mais agitados tanto por conta da
agenda do investidor, quanto por conta de um pregão em atraso que estão as
bolsas norte-americanas (devido ao feriado que passaram nesta
segunda-feira). Correndo atrás deste dia, no Brasil o investidor deverá
levar em conta a divulgação da Nota do Setor Externo. Já nos Estados
Unidos, muita atenção para o S&P/Case-Shiller Home Price Index, responsável
por medir a trajetória do valor das casas no país e principalmente a nova
medição da Confiança do Consumidor norte-americano.

Bovespa roda agora sob a mesma plataforma da Euronext
A BM&F Bovespa informou ontem (25/05) que concluiu a instalação de uma
versão mais atualizada do Mega Bolsa, software responsável principalmente
pela expansão das negociações na Bovespa e aceitação de ordens virtuais
vindas de qualquer parte do mundo. A primeira versão do Mega Bolsa foi
instalada em 1997 e, até este último upgrade, suportava um total de 700 mil
negociações no dia. Hoje, rodando sob a mesma plataforma da Euronext e
CBOT, o Mega Bolsa suportará processar até 1,5 milhão de ordens no dia.

Últimos resultados corporativos em destaque
Após uma série de balanços trimestrais divulgados, você sabe dizer como a
crise impactou os resultados das empresas num levantamento geral? Ou
melhor, se fosse para você responder em rápidas palavras se este primeiro
trimestre foi bom ou ruim, o que você falaria? Uma pesquisa realizada pela
corretora Ativa demonstrou que o lucro líquido das empresas brasileiras
sofreu uma queda de 26% neste primeiro trimestre em comparação com o
primeiro trimestre de 2008. Dando continuidade à divulgação dos resultados,
grupo ABN Amro reportou um prejuízo líquido de aproximadamente US$ 1,24
bilhão nestes três primeiros meses.

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Por que é impossível copiar Warren Buffett

Por: Leandro Ruschel
25/05/09 - 16h23

Todo participante do mercado pergunta-se qual é a melhor estratégia para operar ações e outros instrumentos financeiros. Qual é o plano que gera o melhor retorno? Há infinitas abordagens possíveis, mas, antes de responder a pergunta, deve-se considerar que a experiência de cada trader ou investidor, no mercado, é única.

Por exemplo, a hipótese dos mercados eficientes defende a impossibilidade de retornos maiores do que a média do mercado, já que o mercado reflete instantaneamente o melhor preço para um determinado ativo ou derivativo, levando em consideração todas as variáveis. Sob essa ótica, tentar obter um retorno maior que o mercado seria perda de tempo e dinheiro. Essa visão, bastante aceita no meio acadêmico, sugere que a melhor estratégia seria investir em fundos de administração passiva, que apenas têm como objetivo apresentar a mesma rentabilidade de um índice, de preferência com a menor taxa de administração possível.

Na teoria pode parecer interessante, mas, na prática, algumas dificuldades se impõem: em primeiro lugar, é bastante complicado simular a carteira de um índice. Existirão custos de ajuste de posições conforme o índice modifica a sua carteira; outro problema é que o mercado pode oferecer retornos anuais negativos por um longo período de tempo, mais de 15 ou 20 anos. Pode ser que, no longo prazo, o retorno de um fundo de ações de índice seja muito bom, mas numa experiência real, ninguém aceitaria 20 anos de retornos negativos.

"Cada experiência de mercado e cada situação é única"
Já a análise fundamentalista defende o estudo das empresas para identificar papéis que estejam caros ou baratos, através da avaliação da sua lucratividade, gestão e posição de mercado, entre outros fatores. Nesse caso, o mercado não seria eficiente e não precificaria corretamente as empresas, sendo que um investidor inteligente poderia encontrar barganhas geradas por uma interpretação errada dos participantes do mercado.

Apesar de estar provado que empresas com um baixo P/L apresentam uma valorização maior no longo prazo do que as empresas de alto P/L, há problemas sérios nessa abordagem. O maior deles é a consistências dos dados a serem analisados. Os profissionais da área de contabilidade sabem como um balanço pode ser manipulado para demonstrar basicamente qualquer coisa. O caso da Enron, empresa americana que fraudou balanços por vários anos é emblemático nesse sentido: os seus múltiplos indicavam uma empresa extremamente barata, onde, na verdade, existia uma empresa quebrada. Quem comprou acreditando nos múltiplos perdeu todo o capital investido.

Além disso, existe outro problema: a maior parte dos compradores de ações não está interessada em ser sócia da empresa, mas sim em lucrar na operação. Isso afeta diretamente a hipótese dos mercados eficientes e a própria análise fundamentalista, visto que os preços podem ficar "caros" ou "baratos" por muito tempo, movidos pelo desejo das massas em comprar um ativo podre simplesmente porque os seus preços estão subindo ou, ainda, em deixar de lado boas empresas porque os seus preços não vão a lugar algum. Entender essa dinâmica é o primeiro passo para realmente compreender o que se passa nos mercados.

Mesmo com esses poréns, existem sujeitos com uma grande habilidade em pesar as variáveis fundamentalistas da maneira correta e identificar barganhas, como, por exemplo, Warren Buffett e outros grandes investidores. Eles apresentam resultados que não podem ser explicados pelo simples acaso, mas são exceções.

Aqui vem o ponto central desse artigo: não podemos dizer que existe uma melhor estratégia para operar no mercado que possa ser repetida exatamente da mesma forma que o seu criador a executou com sucesso. Cada experiência de mercado é singular. Não estou defendo a impossibilidade de aprender com esses vencedores, mas defendo a impossibilidade de aplicar exatamente a mesma idéia e ter o mesmo resultado. Há milhares de livros sobre a estratégia utilizada por Warren Buffett para se transformar no homem mais rico do mundo, mas, vejam só: não surgiu nenhum novo Warren Buffett, mesmo com toda essa informação à disposição. Talvez repetir exatamente a mesma estratégia dele seja um grande erro, pois o tabuleiro do jogo agora é outro.

O mesmo problema ocorre com uma terceira abordagem mais utilizada para operar os mercados: a análise técnica. Essa é a ferramenta que eu utilizo para auxiliar as minhas decisões de compra e venda. Mas sei das limitações em simplesmente emular táticas de trade antigas, porque o mercado se movimenta em padrões que se repetem ao longo do tempo, mas não se repetem EXATAMENTE da mesma forma. Sempre acontecem pequenas mudanças nos padrões, o que requer um ajuste constante nas táticas utilizadas. Lembrem, cada experiência de mercado e cada situação é única, apesar de apresentarem uma boa semelhança com as situações anteriores.

É por isso que sistemas automatizados de trade têm um sucesso limitado: primeiro porque são criados pelo estudo do movimento dos preços no passado que, apesar de seguir mais ou menos o mesmo padrão, não serão repetidos exatamente da mesma forma; em segundo lugar, a própria ação de um sistema de trade pode ser auto-destrutiva para o sistema, visto que o volume de dinheiro alocado em cada operação pode modificar o movimento dos preços, e o padrão que o sistema estava explorando não existirá mais.

A minha abordagem envolve a aplicação de várias ferramentas baseadas no entendimento da lógica de movimentação de preços. Nos últimos tempos, fica evidente uma certa miopia dos desenvolvedores de trading systems (que modelam o movimento dos preços em equações complexas mas não entendem o que está por trás dessas equações), impossibilitando eventuais ajustes quando o sistema deixa de oferecer bons resultados. São os novos Ptolomeus.

Acredito no conhecimento empírico gerado pela experiência em operar no mercado, testando táticas e favorecendo aquelas que geram melhores retornos e menor risco, fazendo ajustes ao longo do tempo e descartando ideias que não dão certo. É um processo contínuo. Eu sempre entendo, porém, a lógica por trás de cada tática. Esse é o problema da maioria dos teóricos de mercado: eles não operam, não têm como entender como o mercado realmente funciona, gerando modelos com premissas falsas.

A experiência de cada trader é única. Apresento para os meus alunos aquilo que a aprendi operando no mercado em mais de uma década, mas encorajo cada um a desenvolver o seu plano para operar. Quem sabe algum deles pode se transformar numa nova singularidade, como um Warren Buffett ou um Jim Simons? Se cada um buscar o seu caminho e desistir da ideia de simplesmente imitar um trader de sucesso, as chances disso acontecer serão maiores. Além disso, quando for comprar um livro para estudar o mercado, dê preferência para aqueles autores que realmente operaram no mercado. Mesmo um trader perdedor pode ter mais a ensinar do que teóricos acadêmicos.

Leandro Ruschel é sócio-fundador da Leandro&Stormer e escreve mensalmente na InfoMoney, às segundas-feiras.

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Brasil é o futuro do petróleo latino-americano, diz "Financial Times"

Brasil é o futuro do petróleo latino-americano, diz "Financial Times"


da BBC Brasil


O Brasil representa o futuro do petróleo latino-americano, em contraste com
os problemas enfrentados pelos dois maiores e mais tradicionais produtores
da região, Venezuela e México, segundo afirma reportagem publicada nesta
terça-feira pelo diário britânico "Financial Times".


"Nos últimos dois anos, a Petrobras, a sofisticada empresa brasileira
estatal de capital aberto, descobriu reservas tão promissoras em águas
profundas na costa sudeste que os executivos estão comparando esta nova
fronteira com o mar do Norte, que salvou o mundo da crise energética criada
pelo Oriente Médio nos anos 1970", diz o jornal.


A reportagem afirma que até agora o Brasil tem gerido bem sua indústria,
permitindo que a Petrobras se transforme em "uma das mais avançadas
companhias internacionais de petróleo."


O jornal adverte, porém, que a empresa ainda tem grandes desafios técnicos
e financeiros para explorar as novas reservas de petróleo e comenta que os
políticos do país ainda discutem uma nova legislação para regular o
desenvolvimento dessas novas reservas.


"Enquanto as discussões em Brasília prosseguem, as histórias da Venezuela e
do México deveriam servir como advertência", afirma a reportagem.


Galinha dos ovos dourados


O texto comenta os efeitos negativos da má gestão das empresas públicas de
petróleo nos dois países, comparando-as à fábula da galinha dos ovos
dourados.


"A indústria venezuelana de petróleo pode não estar morta, como foi o
destino da galinha na fábula, mas a última onda de nacionalizações no setor
pode se mostrar um golpe quase fatal, advertem executivos do setor", diz o
texto.


O jornal afirma que, em seus dez anos no poder, o presidente Hugo Chávez
"dizimou a PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, que nos anos 1990
aparecia como uma das mais bem gerenciadas do mundo."


A produção venezuelana caiu de 3,4 milhões de barris em 1999, antes de
Chávez chegar ao poder, a 2 milhões atualmente.


Cofrinho


Segundo o jornal, a Venezuela não está sozinha na "má gestão de seu mais
precioso recurso".


"Por mais de 50 anos, o México rivalizou com a Venezuela como o mais
importante produtor de petróleo da América Latina. Mas o país também usou
demais sua empresa estatal de petróleo como cofrinho para tirar dinheiro",
diz o texto.


A reportagem comenta que decisões políticas deixaram a estatal Pemex
endividada e com dificuldades para investir na produção e no
desenvolvimento das reservas de petróleo do país.


Além disso, as leis mexicanas dificultam a participação de empresas
estrangeiras, que poderiam ocupar o espaço deixado pela Pemex em relação
aos investimentos.


"Apesar de recentes reformas políticas, o México agora enfrenta a
assombrosa perspectiva de se tornar importador líquido de petróleo em uma
década", afirma o jornal.

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Nestlé negocia fábrica da Parmalat no RS

Lácteos: Conversações entre empresas envolvem unidade de Carazinho;
aquisição é estimada em R$ 100 milhões

Nestlé negocia fábrica da Parmalat no RS
Do Valor em 26/05/2009

"Fim de um mistério de quase nove meses: a Nestlé está negociando a compra
da maior fábrica da Parmalat, controlada pela Laep Investments, no país. A
unidade fica em Carazinho, no Rio Grande do Sul, onde são fabricados leite
longa vida, leites especiais, leite em pó, leite condensado e creme de
leite. Estima-se, no mercado, que a aquisição da unidade será fechada por R
$ 100 milhões. Procurada, a Nestlé não quis se pronunciar. A Laep também
preferiu ficar em silêncio.

Essa pode ser a segunda aquisição da Nestlé em cinco meses. Em dezembro, a
empresa anunciou a compra da Água Mineral Santa Bárbara e parte de suas
instalações industriais, no interior de São Paulo. "O que está fazendo o
processo se esticar são questões fiscais", disse Zurita em uma entrevista
no início de abril, referindo-se à segunda aquisição.

Em setembro passado, o presidente da multinacional declarou que a companhia
estava prestes a fechar dois negócios. Na semana passada, Zurita
acrescentou, sem dar pistas, que ainda há uma terceira aquisição a caminho.
"A companhia se interessa por empresas que tenham bons produtos para serem
agregados ao portfólio", afirmou.

Com a unidade de Carazinho, que tem capacidade para processar 1,6 milhão de
litros de leite por dia, a Nestlé avança em seu projeto de ampliar a
participação no mercado nacional de lácteos. Este ano, a empresa entrou no
segmento de leite longa vida premium, com produção terceirizada, num
investimento de R$ 100 milhões.

Quando a compra da unidade gaúcha da Parmalat for concretizada, a Nestlé
passará, enfim, a produzir lácteos no Rio Grande do Sul. Em outubro de
2008, três meses depois do previsto, a Nestlé inaugurou uma planta em
Palmeira da Missões, com um investimento total estimado de R$ 120 milhões e
geração de 900 empregos diretos. A fábrica, para produção de leite
pré-condensado (desidratado), tem capacidade de processamento de 1 milhão
de litros de matéria-prima por dia.

Atualmente o produto, base para outros derivados lácteos como iogurtes, é
enviado para processamento na fábrica da Nestlé em Araçatuba (SP).
Carazinho fica a apenas 90 quilômetros de Palmeira das Missões e permitirá
à Nestlé acelerar a produção de lácteos na região Sul.

A fábrica da Nestlé em Palmeira, segundo fontes do setor de lácteos no Rio
Grande do Sul, consumiu até agora R$ 30 milhões e, por enquanto, emprega
apenas 60 pessoas.

Em recente entrevista, Ivan Zurita afirmou que não há outro modo de a
empresa avançar no país que não por meio de aquisições. Ele disse que a
meta da companhia, que em 2008 teve faturamento líquido de R$ 13,4 bilhões
no Brasil, é crescer no mínimo 4% em 2009.

Para alcançar esse objetivo, o mercado de leite longa vida é crucial para a
Nestlé. O setor gira cerca de 5 bilhões de litros por ano no Brasil e o de
leites especiais (com vitaminas, por exemplo), no qual a companhia acaba de
ingressar, aproximadamente 100 milhões de litros. Zurita já disse também
que a Nestlé quer abocanhar 250 milhões de litros do total de 5 bilhões de
litros com sua linha premium.

A companhia suíça é líder em captação de leite no país, por meio da DPA
(joint venture com a cooperativa neozelandeza Fonterra), e deve avançar
mais este ano com a concretização do negócio com a Parmalat. Em 2008, a
empresa captou 1,9 bilhão de litros de leite.

Enquanto a Nestlé investe para crescer, a Parmalat encolhe. O enxugamento,
porém, já estava previsto no plano de reestruturação da Laep, que está em
crise desde meados do ano passado. No segundo semestre de 2008, a companhia
decidiu concentrar as operações industriais, vendendo ativos, após dois
trimestres seguidos de prejuízos e de uma queda sem precedentes no valor de
suas ações. Em 12 meses, os papéis acumulam queda de 90,83%, segundo o
Valor Data.

Segundo os últimos dados disponíveis, as dívidas líquidas da Laep somavam R
$ 290 milhões no terceiro trimestre de 2008 - a empresa busca reestruturar
um total de R$ 117 milhões em debêntures. No período, a Laep teve prejuízo
de R$ 86,4 milhões.

Embora seja uma saída para levantar recursos, ao se desfazer de Carazinho,
a Parmalat abrirá mão de seu ativo mais importante atualmente, segundo
fontes do mercado de leite. Além das boas condições, a unidade é bem
localizada e está numa importante bacia leiteira do país.

A Laep já recorreu a outras vendas para fazer caixa. Em setembro de 2008,
apenas quatro meses depois de comprar da Danone os negócios relacionados à
marca Poços de Caldas e a licença da marca Paulista por 15 anos, a Laep
vendeu os ativos para o Laticínios Morrinhos, controlado pelo GP
Investimentos, pelo mesmo valor. Em fevereiro deste ano, a empresa vendeu a
fábrica de Garanhuns (PE), por R$ 31 milhões, para a gaúcha Laticínios Bom
Gosto.

A Laep também já colocou à venda a Integralat, seu projeto para integração
da produção, que era considerada menina dos olhos quando o empresário
Marcus Elias assumiu o negócio.

Diante da necessidade de caixa, fontes do setor afirmam que a Laep poderia
se desfazer de outras unidades. Hoje, estão em operação, além de Carazinho,
Santa Helena de Goiás (GO), Ouro Preto d'Oeste (RO), Itaperuna (RJ),
Governador Valadares (MG) e Jundiaí e Guaratinguetá (SP). Todas operam com
ociosidade."

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Segunda-feira, Maio 25, 2009

Ibovespa encontra resistência na faixa de 52.500 pontos

Patamar voltou a ser testado na última semana e precisa ser ultrapassado

para Bolsa continuar a subir


Mariana Segala - AE



Os últimos pregões foram de baixa na Bolsa de Valores de São Paulo, mas não

o suficiente para tirar o Ibovespa – principal índice de ações do mercado

paulista – da rota de alta traçada claramente desde o final de março e

início de abril. Os analistas gráficos (que partem do histórico de cotações

da Bolsa para inferir sobre o seu desempenho futuro) alertam, no entanto,

que o índice precisa ultrapassar os 52.500 pontos para a força de compra

dos investidores voltar a se destacar, empurrando os resultados para cima.

O patamar representa a atual resistência (teto de alta) do Ibovespa.

"Tivemos uma realização de lucros que não chegou a alterar a tendência de

alta", afirma o analista gráfico da consultoria Doji Star Gráficos,

Vinícius Vereza.





Segundo Vereza, o caminho em direção à alta só seria desmontado caso o

Ibovespa escorregasse para abaixo do patamar de 49.500, atual suporte

(limite de baixa). "Perdendo este nível, saímos da tendência de alta e

podemos pensar em uma queda maior. Mas a realização de lucros, por

enquanto, não compromete." O suporte chegou a ser testado na última semana,

mas foi respeitado.





O professor de análise gráfica dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e

da PUC do Rio de Janeiro, Gil Deschatre, não vê um cenário tão positivo

para a Bolsa. "O mercado está numa fase muito indefinida", afirma. "Do

jeito que estão os indicadores gráficos, ora apontando compra, ora venda,

eles mostram o princípio de alguma correção. Após uma alta forte, é preciso

respirar", diz. Segundo Deschatre, o atual suporte do Ibovespa está em

48.200 pontos. Mas se os mercados de Nova York começarem a cair, o índice

Dow Jones (um dos principais das bolsas norte-americanas) poderia voltar ao

patamar de 7.600 pontos, levando a Bolsa paulista até os 46.500 pontos.





Dentre as ações mais populares do pregão paulista, as da Petrobras

encontram suporte na faixa de R$ 31 e resistência em R$ 34, de acordo com

Deschatre. Para Vereza, os pontos estão, respectivamente, em R$ 32,15 e R$

33,65.





No caso dos papéis da Vale, Deschatre vê um limite de queda nos R$ 30,90 e

um teto de alta nos R$ 34. Já Vereza calcula os mesmos pontos de

referência, respectivamente, em R$ 31,50 e R$ 33,20.





Dólar





A moeda norte-americana tem uma tendência de baixa bem definida e

configurada para a semana, afirma Vereza. "O dólar pode até abrir a semana

tentando dar um respiro, subindo", diz o analista. Mas é difícil que

consiga segurar o movimento. O dólar encontra-se praticamente em cima de um

suporte, na faixa de R$ 2. "Está armado para chegar até R$ 1,90", segundo

Vereza. As resistências são atualmente de R$ 2,04 e R$ 2,10.

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Mercado baixa de novo previsão de crescimento e vê queda de 0,53% no PIB

Analistas seguem prevendo juros em 9% ao ano no fim de 2009.
Expectativa para superávit comercial deste ano sobe e alcança US$ 20 bi.


Alexandro Martello Do G1, em Brasília


A previsão dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da
economia brasileira piorou na última semana, segundo relatório de mercado,
também conhecido como Focus, documento divulgado nesta segunda-feira (25)
pelo Banco Central.

Na semana retrasada, o mercado esperava uma contração de 0,49% para o
Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, valor que avançou para uma retração
menor (de 0,53%) na última semana. Se confirmada a previsão do mercado,
será a primeira retração desde 1992, quando o PIB recuou 0,54%, de acordo
com a série histórica disponibilizada pela autoridade monetária. Para 2010,
entretanto, a expectativa do mercado para o crescimento do PIB permaneceu
estável em 3,50%.

Durante a maior parte de 2008, a projeção do mercado financeiro para o
crescimento do PIB deste ano esteve em 3,50%. A projeção oficial do governo
para o crescimento deste ano já esteve em 5% na Lei de Diretrizes
Orçamentárias. Entretanto, foi revisada por cinco vezes e, neste momento,
já está em 1%. O Banco Central revisou sua projeção de crescimento para
2009 de 3,2% para 1,2%.


Produção industrial


A estimativa do mercado financeiro para a produção industrial, por sua vez,
continua negativa. Na semana retrasada, o mercado previa uma queda de 4,13%
para este indicador em 2009, valor que subiu para uma contração de 4,23% na
última semana. Para 2010, o mercado manteve em 4% de crescimento a sua
projeção para a produção industrial.


Taxa de juros e inflação


Os economistas consultados pelo Banco Central também mantiveram, na última
semana, a previsão de que a taxa básica de juros terminará 2009 em 9% ao
ano. Para o mês de junho, a expectativa dos analistas é de que os juros
recuem de 10,25% para 9,50% ao ano, ou seja, um corte de 0,75 ponto
percentual.

No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC tem de
atingir metas pré-determinadas pelo governo, tendo como principal
instrumento a taxa de juros. Para 2009 e para 2010, a meta central de
inflação é de 4,50%.

Na última semana, a expectativa do mercado financeiro para o Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2009 foi mantida em 4,33%. Mesmo com o
aumento, ainda permaneceu abaixo da meta central de 4,50% fixada para este
ano. Para 2010, porém, a estimativa do mercado para o IPCA recuou de 4,33%
para 4,30%, também abaixo da meta central do período.


Taxa de câmbio


Na semana passada, dado que foi divulgado nesta segunda-feira (25), a
projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2009 recuou
de R$ 2,12 para R$ 2,10 por dólar. Para o fim de 2010, a projeção recuou de
R$ 2,20 para R$ 2,18 por dólar na última semana.


Balança comercial


No caso da balança comercial brasileira, a projeção do mercado financeiro
para o saldo (exportações menos importações) de 2009 subiu de US$ 18,2
bilhões para US$ 20 bilhões na última semana. Em 2008, a balança comercial
teve superávit de US$ 24,7 bilhões, com forte queda de 38,2% frente ao ano
de 2007, quando o resultado positivo somou US$ 40 bilhões. Para 2010, a
previsão subiu de US$ 15 bilhões para US$ 15,1 bilhões de resultado
positivo.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado
financeiro para o ingresso de 2009 subiu de US$ 22 bilhões para US$ 22,9
bilhões na última semana. Para 2010, a projeção de entrada de investimentos
no Brasil ficou estável em US$ 25 bilhões.

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Atualizações do Banco Central não reduzem aposta de dólar valendo menos de R$ 2

Por: Conrado Mazzoni Cruz
22/05/09 - 19h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Um dólar valendo menos de R$ 2 vem aos poucos deixando de ser
uma aposta ousada. Gradativamente o real tem se apreciado em relação à
moeda norte-americana fortalecendo a expectativa de que esse piso se rompa
ainda em maio. O dólar comercial fechou a semana carregando desvalorização
de 3,94%, negociado a R$ 2,026. No mês, a queda é de 7,19%.

Orientado pelo apetite por risco, o fluxo de recursos externos se
intensificou nas últimas semanas e, mesmo com os esforços o Banco Central
em segurar a cotação, através de compra de dólares no mercado à vista, a
divisa já acumula queda de 13,31% desde o início do ano. A tendência
desperta preocupação do Governo.

O entusiasmo em torno das condições da economia brasileira para superar a
crise eleva a entrada da moeda dos EUA, derrubando a cotação e atrapalhando
o setor exportador. O fluxo cambial acumulado nos 10 primeiros dias úteis
de maio ficou positivo em US$ 2,059 bilhões, conforme dados publicados pelo
Banco Central.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o recente crescimento do fluxo
de dólares para o Brasil que provocou a apreciação do câmbio é um reflexo
das condições que o Brasil oferece aos investidores externos, como
oportunidade de negócios. À InfoMoney, o diretor executivo da NGO
Corretora, Sidnei Nehme, voltou a defender fatores técnicos por trás da
apreciação do real.

Fator técnico
Além do impacto do aumento dos investimentos direcionados para a bolsa
brasileira e títulos públicos, o economista culpa a atuação do Banco
Central, no dia 5 de maio, quando negociou contratos de "swap cambial
reverso", após oito meses, girando US$ 3,4 bilhões, que estaria permitindo
um movimento especulativo.

"Induz as tesourarias dos bancos a atuar focando na apreciação máxima
possível, porque assim eles serão credores da variação negativa do dólar
mais os juros. Até o dia 1 de junho - vencimento do contrato - vamos ter
uma pressão que pode fazer com que o dólar rompa o piso de R$ 2", detecta
Nehme.

Para ele, esse é o fator pontual por trás do comportamento da divisa, pois
o excedente do fluxo de recursos externos, que amplia a oferta de dólares
no País, é tomado pelo BC via leilões no mercado à vista. Na sessão de
sexta-feira (22), o dólar fechou em baixa de 0,49%, mesmo com a autoridade
monetária realizando uma compra de dólares pela décima primeira vez
consecutiva.

Ponto de equilíbrio
O diretor executivo da NGO Corretora tem uma divergência, contudo, sobre a
possibilidade do dólar cair e ficar por um período longo abaixo dos R$ 2.
"Não estou no grupo que espera um dólar a R$ 1,80. O preço de equilíbrio do
dólar deve ficar entre R$ 2 e R$ 2,10. É uma taxa de que traz conforto para
exportar".

A condição para uma apreciação ainda maior da taxa de câmbio é uma
repetição das intervenções do BC via instrumentos financeiros no mercado
futuro de dólar, que possibilitem especulação, analisa o economista. Quanto
às atuações de compra no mercado à vista: "É uma operação cara, mas
recomendável neste momento para repor reservas".

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Bom dia ADVFN - Veja o que Dr. Apocalipse falou sobre o Brasil

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira
Um dia mais morno é esperado pelos investidores nesta segunda-feira
(25/05), pois devido ao feriado nos Estados Unidos, não há indicadores
programados na agenda externa. No Brasil, contaremos com a divulgação dos
indicadores padrões do início da semana, com o adicional da Sondagem do
Consumidor, pesquisa realizada pela FGV com intuito de medir a confiança do
consumidor brasileiro.

Últimos resultados corporativos
A British Airways, companhia aérea, registrou em seu último ano fiscal um
prejuízo líquido de 420 milhões de euros, contra os quase 800 milhões de
euros em lucros alcançados no ano fiscal anterior. A Acer, uma das maiores
fabricantes de notebooks, já está lançando opiniões a respeito do segundo
trimestre deste ano e prevê maiores lucros, principalmente após o
lançamento do modelo Aspire Timeline, um notebook ultrafino que utiliza
processadores Consumer Ultra Low Voltage e funcionam durante oito horas
seguidas com uma única carga.

Veja o que Dr. Apocalipse falou sobre o Brasil
Em um seminário ocorrido nesta última sexta-feira (22/05) em São Paulo, o
economista Nouriel Roubini falou a respeito de suas projeções sobre a
economia brasileira e o seu desenvolvimento ao longo da crise mundial.
Roubini, mais conhecido pelo apelido Dr. Apocalipse, por ter previsto há
quatro anos que o setor imobiliário norte-americano iria desencadear a
atual crise, falou a respeito do PIB brasileiro e que este poderia crescer
entre 7% e 8% nos últimos anos se tivesse um governo mais enxuto, de menor
tamanho, com um maior investimento na infraestrutura e uma mão de obra mais
qualificada. Roubini destaca que há ainda chances do país se recuperar
rapidamente, principalmente caso se fortaleça internamente, sem depender
dos Estados Unidos. Caso dependa, a recuperação não será tão rápida.

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Sexta-feira, Maio 22, 2009

Bom dia ADVFN - Michael Moore lançará documentário sobre crise econômica

Notícias em destaque

Agenda do investidor fraca para hoje
A semana irá terminar muito tranquila, se depender da agenda do investidor
desta sexta-feira (22/05). No Brasil, temos apenas a divulgação do IPCA-15
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo ? 15), que dificilmente irá
influenciar as cotações. Do outro lado do mundo, terminam as reuniões do
Bank of Japan (BoJ), Banco Central do Japão, a respeito da política
monetária do país para as próximas semanas. Como temos uma grande diferença
no fuso horário com eles, o segundo dia de reunião já foi realizado e
decidiram por manter a taxa de juros anual inalterada.

Michael Moore lançará documentário sobre crise econômica
Ganhador do Oscar em 2003 com "Tiros em Columbine", o cineasta Michael
Moore está preparando mais um de seus polêmicos documentários, onde desta
vez, o tema será a crise econômica mundial. O filme, ainda sem nome, será
lançado nos Estados Unidos em outubro deste ano e trará um olhar cômico
sobre as corporações e as políticas desonestas responsáveis por transferir
grandes quantias de dinheiro dos contribuintes norte-americanos para as
instituições financeiras: "Os ricos, por um momento, decidiram que não
tinham riqueza suficiente."

Últimos resultados corporativos em destaque
A British Airways, companhia aérea, divulgou um prejuízo líquido de
aproximadamente 420 milhões de euros no último ano fiscal devido a uma
severa alta nos custos dos combustíveis e uma queda no número de
passageiros. A Lenovo, fabricante chinesa de computadores, registrou um
prejuízo de US$ 264 milhões no primeiro trimestre deste ano contra um lucro
líquido de US$ 140 milhões registrados no mesmo trimestre do ano passado.
Segundo a empresa, além da queda nas vendas ao redor do mundo, o complexo
industrial foi reestruturado e impactou negativamente nos valores somados.

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Quinta-feira, Maio 21, 2009

Bom dia ADVFN - PIB a um ponto de virar negativo em 2009 na nova previsão

Notícias em destaque

Agenda do investidor com dados de peso nesta quinta-feira
Esta quinta-feira (21/05) promete volatilidade tanto no cenário doméstico
quanto no externo, se depender da agenda do investidor. No Brasil,
conheceremos como está o cenário das contratações e demissões através da
Pesquisa Mensal de Emprego. Além disto, será divulgada a Nota de Mercado
Aberto responsável por compilar as operações realizadas pelo BC no mercado
aberto, entre outras informações. Nos Estados Unidos, conheceremos os novos
números dos pedidos de auxílio-desemprego, onde quanto maior vier este
número, pior para o setor trabalhista, pois representaria um número maior
de demissões na economia. Mais além, os investidores serão atualizados com
o índice Philadelphia Fed que mede a atividade industrial na região e com o
Leading Indicators, documento que reúne resultados de indicadores
previamente divulgados.

PIB a um ponto de virar negativo em 2009 na nova previsão
Confirmando aproximadamente a informação divulgada por Paulo Bernardo,
ministro do Planejamento, do baixo número para a próxima previsão do PIB, o
governo divulgou oficialmente o que espera do Produto Interno Bruto até o
final de 2009. Segundo governo federal, o Brasil irá terminar este ano com
um crescimento de apenas 1 ponto percentual. Segundo pesquisa realizada
pelo Banco Central, o mercado aposta em uma retração de 0,49%. Lembrando
que no início do ano, a previsão pelo governo era de um crescimento de 4%.

Últimos resultados corporativos em destaque
A London Stock Exchange Group, responsável pela administração das bolsas de
Londres e Milão, registrou um prejuízo de aproximadamente US$ 523 milhões
no ano fiscal de 2008 devido à aquisição da "Borsa Italiana". A construtora
de imóveis residenciais de luxo nos Estados Unidos, Toll Brothers,
registrou uma queda de 51% em sua receita ao somar US$ 398,3 milhões no
primeiro trimestre deste ano.

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Quarta-feira, Maio 20, 2009

Bom dia ADVFN - IPO da Brasil Foods

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira
Poucos indicadores novamente programados na agenda doméstica, fazendo com
que a atenção se volte ao mercado externo, principalmente com os
indicadores norte-americanos. Na agenda dos Estados Unidos, atenção com a
divulgação dos novos estoques de petróleo e principalmente com a Ata do
Federal Reserve, que irá compilar a última reunião realizada pelo FOMC
(Federal Open Market Committee).

IPO da Brasil Foods
Segundo Leopoldo Saboya, diretor de RI da Perdigão, a oferta pública de
ações da Brasil Foods (nova empresa criada através da junção da Sadia e
Perdigão) acontecerá até o final de julho deste ano e terá como objetivo a
captação de R$ 4 bilhões em recursos. O pedido de registro para esta oferta
deve ser protocolado no início do próximo mês, onde o mercado terá acesso a
informações detalhadas. Após ser questionado sobre o objetivo bilionário a
ser captado no mercado, Saboya revelou que o aumento de capital não será
algo difícil de ser executado, uma vez que a metade da oferta já ficará
provavelmente reservada aos atuais acionistas da empresa, onde, além disto,
o BNDES provavelmente participará com investimentos também, concluindo que
"O que vai efetivamente a mercado não é um valor grande".

Últimos resultados corporativos
Aparentemente a divulgação dos balanços trimestrais sofreram uma pausa,
onde nos últimos dias poucas empresas destaques tornaram público seus
resultados. Para hoje, temos apenas a Hewlett-Packard (mais conhecida como
HP) que divulgou um lucro líquido de US$ 1,716 bilhão neste último
trimestre, representando uma queda de 17% em comparação ao mesmo trimestre
do ano passado.

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Terça-feira, Maio 19, 2009

Estado de São Paulo regulamenta a possibilidade de quebra do sigilo financeiro de contribuintes

Marcelo Marques Roncaglia*
Rafael Balanin*

Após mais de oito anos da publicação da LC 105/01 (clique aqui), que permitiu que as autoridades fiscais federais, estaduais e municipais tenham acesso a informações relativas às operações financeiras dos contribuintes, o Estado de São Paulo edita o Decreto Estadual 54.240, de 14.4.2009 (clique aqui), buscando regulamentar tal autorização.
A exposição de motivos do Decreto Estadual 54.240/09 demonstra que o Governo do Estado planeja:
(i) delimitar as situações em que se mostra indispensável o exame das informações das operações financeiras dos contribuintes;
(ii) descrever o procedimento que deve ser observado para o exame dessas informações; e
(iii) indicar quais são as autoridades competentes para analisar o pedido de exame dos dados.
Feitas essas considerações, passamos à breve análise das disposições do Decreto. Em primeiro lugar é interessante notar que o artigo 2º estabelece que a requisição das informações financeiras somente poderá ocorrer quando existir processo administrativo tributário devidamente instaurado ou procedimento de fiscalização em curso.
Por sua vez, o § 2º desse mesmo artigo estabelece que a requisição de informações poderá ser feita com relação ao sujeito passivo, bem como de seus sócios, administradores e de terceiros ainda que indiretamente vinculados aos fatos ou ao contribuinte.
O Decreto também enumera, em seu artigo 3º, as situações em que a requisição das informações bancárias será considerada indispensável:
(i) fundada suspeita de ocultação ou simulação de fato gerador de tributos;
(ii) fundada suspeita de inadimplência fraudulenta, em razão de indícios da existência de recursos não regularmente contabilizados ou de transferência de recursos para empresas coligadas, controladas ou sócios;
(iii) falta, recusa ou incorreta identificação de sócio, administrador ou beneficiário que figure no quadro societário, contrato social ou estatuto da pessoa jurídica;
(iv) subavaliação de valores de operação, inclusive de comércio exterior, de aquisição ou alienação de bens ou direitos, tendo por base os correspondentes valores de mercado;
(v) obtenção ou concessão de empréstimos, quando o sujeito passivo deixar de comprovar a ocorrência da operação;
(vi) indício de omissão de receita, rendimento ou recebimento de valores;
(vii) realização de gastos, investimentos, despesas ou transferências de valores, em montante incompatível com a disponibilidade financeira comprovada; e
(viii) fundada suspeita de fraude à execução fiscal.
O Decreto também estabelece que a autoridade administrativa poderá, desde que não haja prejuízo ao processo administrativo ou ao procedimento de fiscalização em curso, notificar a pessoa relacionada com os dados e informações a serem requisitados para apresentá-los espontaneamente no prazo de até 15 (quinze) dias.
Além disso, o Decreto também prevê que as informações obtidas estarão sujeitas ao sigilo fiscal, inclusive sob pena de responsabilização funcional daquele que eventualmente utilizar tais informações fora do interesse do processo administrativo ou procedimento de fiscalização.
Diante disso, consideramos que os contribuintes devem estar atentos para eventuais solicitações que as Autoridades Fiscais do Estado de São Paulo passarão a fazer, requisitando o fornecimento dessas informações aos próprios contribuintes ou para as instituições financeiras, tendo em vista a recente regulamentação pelo Decreto Estadual 54.240/09.
Nesse sentido, é conveniente ter em vista que toda e qualquer requisição desse tipo de informações, de acordo com o que estabelece o artigo 2º do Decreto, deve ser embasada em um processo administrativo ou procedimento de fiscalização já instaurado. Portanto, é direito do contribuinte, bem como daquele que vier a ser requisitado a prestar tal tipo de informação financeira, exigir a indicação do processo administrativo ou processo de fiscalização que embasou tal solicitação.
Também consideramos que deve ser analisada com muita atenção a eventual requisição de informações de sócios da empresa ou de terceiros, conforme autorizado pelo § 2º do Decreto. A esse respeito, entendemos discutível a possibilidade de a autoridade fiscal exigir indiscriminadamente informações de terceiros, sem que seja dada justificativa inequívoca da necessidade de análise de tais informações.
Além disso, deve-se lembrar que ainda não existe posição definitiva sobre a interpretação que deve ser dada à autorização para que as autoridades fiscais requisitem tal tipo de informação, prevista na LC 105/01.
Entendemos que existem argumentos para afirmar, que, muito embora a LC 105/01 tenha autorizado as autoridades fiscais a requisitar informações das instituições financeiras, isso não significa que não seja necessária a autorização judicial prévia para tal solicitação, em observância ao que dispõe o artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal. Enquanto não houve posicionamento definitivo do Supremo Tribunal Federal sobre tal questão, entendemos que existem argumentos para justificar que, mesmo após a entrada em vigor da Lei Complementar e do Decreto Estadual 54.240/09, as autoridades ainda precisam pleitear autorização judicial para solicitar as informações.
Por essa razão, entendemos que os contribuintes, bem como as instituições financeiras, devem ter cautela ao receber solicitações dessa natureza por parte dos agentes fiscais estaduais.
__________________
*Sócio e associado da área tributária do escritório Pinheiro Neto Advogados

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Perdigão e Sadia superam pendências

Valor Econômico
19/05/2009 07:44

SÃO PAULO - Os obstáculos à assinatura do contrato de compra da Sadia pela Perdigão foram superados no fim de semana e na noite de ontem os papéis começaram a ser assinados. Até o fechamento desta edição do jornal Valor, o negócio ainda não estava sacramentado, mas havia a expectativa de que a criação da Brasil Foods pudesse, finalmente, ser anunciada na manhã de hoje.

O que atrasou a assinatura dos contratos, que estava prevista para quinta-feira foi o destino a ser dado ao Banco Concórdia, que pertence à Sadia. Desde o começo estava definido que o banco ficaria de fora da nova empresa, como um negócio independente, controlado pelas famílias Fontana e Furlan.

No entanto, restavam duas questões pendentes: o que fazer com um contrato de prazo indeterminado que o banco possuía para explorar a cadeia produtiva da Sadia e como fazer a cisão desse ativo da empresa. A separação do banco envolvia a definição de quanto capital ele necessitaria para existir de forma autônoma.

No balanço do primeiro trimestre, a Concórdia Holding Financeira, que controla o banco e a corretora do grupo, tinha patrimônio líquido de R$ 81,5 milhões.

Em conversas nos últimos dias ficou resolvido que o Banco Concórdia não terá um contrato para explorar a cadeia de fornecedores e clientes da Brasil Foods. Com isso, o banco perde sua razão inicial de existir. Caberá às duas famílias definir o seu futuro. Internamente, o banco vem desenvolvendo estudos para encontrar um novo foco de atuação.

Parte das famílias controladoras da Sadia nunca teve interesse na criação do banco.

A discussão desses pontos fez com que os advogados de ambos os lados fizessem uma pausa ao longo do fim de semana. A equação dessas pendências ficou a cargo dos assessores financeiros e contadores. Os trabalhos foram retomados intensamente ontem.

As condições inicialmente contratadas para a união, contudo, não tiveram alteração substancial. Portanto, estaria mantida a fatia de 11,5% a qual as famílias controladoras da Sadia teriam direito na Brasil Foods.

Na prática, a base atual de acionistas da empresa comporia 33% dá companhia combinada com a Perdigão. Já a Previ, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, maior acionista da Perdigão e principal minoritária da Sadia, será a principal sócia da Brasil Foods.

O anúncio do negócio é amplamente aguardado pelo mercado. As ações de ambas as empresas seguiram em alta nesta segunda-feira. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) continua monitorando a comunicação das companhias, segundo a presidente da autarquia, Maria Helena Santana. A avaliação das condições do negócio, porém, só pode ser feita pelo regulador após a oficialização.

Até mesmo o empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, já deu sua opinião. Ele apoia a fusão das companhias de alimentos. " A união entre as empresas será muito boa, tanto para a companhia [resultante] quanto para o país " , disse Diniz, na abertura do 25º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados (Apas 2009), em São Paulo.

Também nos sindicatos, o sentimento sobre o negócio é positivo. No que depender da avaliação inicial de Siderlei Silva de Oliveira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Agroindústrias, Cooperativas de Cereais e Assalariados Rurais (Contac), a união de forças entre Perdigão e Sadia é " a melhor coisa que pode acontecer " diante dos problemas financeiros da Sadia, após a perda com derivativos.

A dívida bruta da empresa evoluiu de R$ 8,5 bilhões para R$ 9,4 bilhões de dezembro para março.

De acordo com o dirigente do Contac, o negócio oferece risco de demissões localizado no segmento de produtos industrializados - em mercados onde a concorrência entre ambas é mais acirrada -, a possibilidade de reversão das dispensas anunciadas recentemente por parceiros da Sadia é grande e o fato de o controle do grupo resultante da união permanecer nacional é louvável.

" Exceto no caso dos produtos industrializados, não acredito que haverá fechamento de fábricas por causa da fusão. Ao contrário do que acontecia quando Brahma e Antarctica se juntaram, Sadia e Perdigão não têm grande ociosidade. As empresas atuam em um segmento em expansão e são grandes exportadoras " , afirma Oliveira.

Por esses motivos, o presidente da Contac acredita na possibilidade de recontratação de funcionários demitidos por causa dos problemas da Sadia. Em fevereiro, a confederação, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), liderou os protestos contra a demissão de 1,2 mil funcionários da Nicolini em Nova Araçá (RS) em virtude da rescisão do acordo de fornecimento que a empresa gaúcha mantinha com a Sadia. Segundo a Contac, o acordo contemplava o abate de 120 mil frangos por dia.

Ciente da cautela do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em relação ao negócio e ao futuro dos cerca de 120 mil empregos diretos atualmente mantidos por Sadia e Perdigão, Oliveira também não aparenta preocupação em relação aos rumos da concorrência no segmento. " Há muitas empresas menores que atuam na área. "

(Vanessa Adachi, Fernando Lopes e Graziella Valenti | Valor Econômico. Colaboraram Alda do Amaral Rocha, Bianca Ribeiro e Vanessa Dezem)

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Production pruning - Chinese domestic iron ore mines shutting

Tuesday, 19 May 2009

Reuters reported that roughly half of China's iron ore mines may have shut down since prices dropped, opening the door for other low cost producers to supply China with the key mineral for making building materials.

Many iron ore mines sprouted up in China when prices of the commodity soared but falling prices have put cost pressure on the smaller domestic producer.

Mr Anthony Loo MD of Rio Tinto China said at a China economic conference in Hong Kong that "We believe that perhaps up to half of domestic iron ore mines are currently shuttered.”

He said that imports lower cost producers around the world have displaced domestic production.”

China imported a record 57 million tonnes of iron ore in April, an all time high up by 9% from a month ago and 33% greater than last April. China's increase in iron ore imports helps miners like Rio, which are used to competing heavily with domestic producers.

(Sourced from Reuters)

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Tradewire Market Update

The equity market had an unexpectedly strong performance to start the week
with the S&P index rising by over 3%. The good news came early in the
morning with Goldman Sachs (GS) placing Bank of America (BAC) to its
'conviction buy' list; reports that both GS, JPM and MS had applied to repay
the TARP funds (with rumors that Goldman might do it as early as this week)
also helped propel the financial sector higher. It was the best performing
industry sector, rising by almost 7% after seeing a drop of nearly 13% last
week.

Also helping the market was the hombuilding sector, which rose by almost 9%
on better than expected results from Lowe's (LOW), the nation's second
largest home improvement chain as well as on an improvement in the NAHB
Housing Market Index (second monthly consecutive rise). Shares of energy
companies also rose along with the price of oil which jumped by over 5% to
$59.21 by 3:30pm EST (this was also partly due to some Nigerian supply
concerns). Eight of the nine industry sectors finished in positive territory
today with the exception of Utilities which finished flat.

Technically, last week's weakness was limited to the 21-day MA as well as
the bottom of an ascending channel dating back to early April placing
support around the 875/80 region for ESM9 {97}. Participants were
expecting a break lower given the weak close on Friday and early overnight
weakness as well as a turn lower in momentum and trending indicators.
However, today's rally and strong finish are a sign that the current upward
trend remains intact as support levels were able to hold. The only concern
was that volume was relatively weak running at only 77% of recent average
and much was said to come from heavy short covering.

The short term range now becomes 875 to 930, with a break and close of
either level determining the next directional move.

ESM9
Support:    895 - 887 - 875*
Resistance: 911 - 921 - 930*

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Bom dia ADVFN - Guido Mantega admite recessão técnica no Brasil

Notícias em destaque

Agenda do investidor com poucos indicadores
A agenda do investidor para esta terça-feira (19/05) não possui muitos
itens, principalmente a respeito do cenário doméstico, porém os registros
encontrados na agenda dos Estados Unidos podem trazer certa volatilidade,
uma vez que estão totalmente relacionados com a crise do subprime. No
Brasil, o investidor conhecerá apenas o IPC da FIPE. Nos Estados Unidos,
serão atualizados os números para construção de imóveis e permissão para
novas construções. Maiores valores irão significar um maior aquecimento no
setor.

Guido Mantega admite recessão técnica no Brasil
Guido Mantega, ministro da Fazenda, admitiu ontem (18/05) no Rio de Janeiro
em sua participação do 21º Fórum Nacional que o Brasil deve ter registrado
uma retração no PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre deste
ano, o que tecnicamente irá configurar no país uma recessão técnica. O
estado de recessão técnica se configura quando um país apresenta uma
retração no PIB em dois trimestres seguidos. "Se houve ou se não houve, que
importância tem? Sabemos que o último trimestre do ano passado foi fraco e
o primeiro trimestre também foi fraco, mas o segundo trimestre já está
retomando. O que interessa é a dinâmica, não é uma fotografia". Segundo o
ministro, os dados oficiais serão divulgados no dia 9 de junho e que após
este trimestre, a economia conseguirá alcançar até o final de 2009 um
crescimento entre 3% a 4%, em comparação com 2008.

Últimos resultados corporativos em destaque
A Anhanguera Educacional registrou uma expressiva alta de 180,3% em seu
lucro líquido ao somar R$ 39,1 milhões no primeiro trimestre deste ano. A
Abyara registrou um lucro líquido consolidado de R$ 6,542 milhões neste
último trimestre contra um prejuízo de R$ 11,178 milhões registrado no
mesmo trimestre do ano passado. A Metalfrio divulgou um prejuízo de R$ 17,2
milhões neste último trimestre contra um lucro líquido de R$ 2 milhões
registrados no mesmo trimestre em 2008. A Bradespar anunciou uma alta de
24,6% nos seus resultados ao somar R$ 142 milhões em lucros líquidos.

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Segunda-feira, Maio 18, 2009

Bom dia ADVFN - Fusão entre Sadia e Perdigão pode ser barrada

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira
Apesar de não haver nenhum indicador padrão programado na agenda externa
desta segunda-feira (18/05) e estão programados na agenda doméstica apenas
o IPC-Semanal, Relatório Focus e Balança Comercial (que não deverão trazer
volatilidade), muita cautela será necessária ao longo dos primeiros
momentos do pregão, pois passaremos pelo vencimento das opções de ações da
série E.

Fusão entre Sadia e Perdigão pode ser barrada pelo Cade
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da
Justiça, poderá barrar a fusão entre a Sadia e Perdigão, assim como fez em
outras situações semelhantes. O órgão antitruste quer manter separada a
estrutura das duas empresas, as marcas, parte da produção, além de outros
requisitos, para que seja possível executar a reversibilidade da operação
caso seja decretada a falha na fusão. Além disto, o Cade irá ordenar que
não sejam feitas demissões durante a análise de todo o processo.

Últimos resultados corporativos em destaque
A Votorantim Celulose e Papel (VCP) divulgou um prejuízo de R$ 6 milhões
neste primeiro trimestre contra um lucro líquido de R$ 110 milhões
registrados no mesmo trimestre de 2008. A Brascan Residential Properties
registrou um lucro líquido de R$ 15,2 milhões no primeiro trimestre do ano,
o que representou uma significativa queda de 65,3% em comparação ao mesmo
trimestre de 2008. A JBS Friboi teve um prejuízo líquido de R$ 322,7
milhões neste primeiro trimestre. O lucro líquido da construtora Tecnisa
sofreu uma queda de 28,7% ficando em R$ 21,5 milhões. A japonesa Panasonic
registrou um prejuízo anual de aproximadamente US$ 3,9 bilhões.

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Sexta-feira, Maio 15, 2009

Bom dia ADVFN - Fusão entre Perdigão e Sadia criará a Brasil Foods

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira
Terminando a semana, o investidor poderá enfrentar mais um dia agitado caso
a agenda externa venha trazer volatilidade aos mercados. Nos Estados
Unidos, serão divulgados importantes números da economia, com destaque ao
Índice de Preços ao Consumidor e o nível de confiança dos consumidores
sobre a economia do país (no cenário atual e previsões para o futuro). Fora
isto, há uma grande quantidade de balanços trimestrais a serem divulgados
aqui no Brasil. O destaque fica por conta da VCP e Transmissão Paulista.

Fusão entre Perdigão e Sadia criará a Brasil Foods
Agora se tornou oficial: em comunicado que deverá ser registrado sob fato
relevante na CVM ainda nesta sexta-feira (15/05), a Perdigão e Sadia
informam que irão fundir suas atividades numa nova empresa denominada
Brasil Foods. Esta nova companhia irá desbancar a Bunge Alimentos da
primeira posição da maior empresa do setor. A CVM já enviou um comunicado
informado que está analisando com cautela as estranhas movimentações
realizadas pelas ações da Perdigão e Sadia nos últimos dias.

Últimos resultados corporativos em destaque
O UOL registrou neste primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 36,8
milhões, o que significou uma alta de 50% em relação aos resultados do
primeiro trimestre de 2008. A Positivo Informática divulgou um tombo de
81,9% em seus resultados ao somar R$ 8,6 milhões em lucros líquidos. A
Sadia divulgou um prejuízo de R$ 239,2 milhões neste primeiro trimestre,
contra um lucro líquido de R$ 248,3 milhões no mesmo período do ano
anterior. A Perdigão, no mesmo caminho, registrou prejuízos de R$ 226
milhões, contra lucros anteriores de R$ 51 milhões. A GOL conseguiu sair do
prejuízo e registrar um lucro líquido de R$ 61,4 milhões. O lucro líquido
da operadora Oi despencou 98,1%, ficando em R$ 10,8 milhões. A Cemig
reportou um lucro líquido 31,4% menor ao somar R$ 336,2 milhões neste
primeiro trimestre. A CSN registrou um lucro líquido R$ 369 milhões, o que
significou uma queda de 52% em relação ao mesmo período de 2008. A Usiminas
reportou um prejuízo de R$ 111,8 milhões, contra um lucro líquido de R$
712,9 milhões registrados ano passado. O lucro do Banco do Brasil sofreu
uma queda de 29,1% ao somar R$ 1,665 bilhões neste último trimestre.

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Quarta-feira, Maio 13, 2009

Bom dia ADVFN - Oficial: Visanet registra IPO na CVM

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira
Hoje, a atenção se voltará para a agenda externa, pois não há indicadores
programados na agenda doméstica, apenas balanços trimestrais. Nos Estados
Unidos, conheceremos os preços de importação e exportação, as vendas no
varejo, os estoques atualizados das empresas e os novos níveis de petróleo
do país. Dos resultados trimestrais que serão divulgados no Brasil, o
destaque fica por conta da América Latina Logística, Cemig, CPFL Energia e
Usiminas.

Oficial: Visanet registra IPO na CVM
Confirmando rumores do mercado, a Visanet tornou oficial o seu primeiro
lançamento de ações ao protocolar o pedido de análise da emissão junto a
CVM. Apesar do Prospecto Preliminar não trazer informações do cronograma
para início das reservas e definição do valor por ação, o documento define
as faixas mínimas e máximas para participar do lançamento, onde como
critério foi utilizado o padrão do mercado: mínimo de R$ 3.000,00 e máximo
de R$ 300.000,00. A Visanet registrou no ano passado um lucro líquido de R$
1,393 bilhão, o que significou uma considerável alta de 57,7% em relação
aos resultados anuais de 2007.

Últimos resultados corporativos em destaque
A Cyrela registrou um lucro líquido de R$ 100,5 milhões no primeiro
trimestre de 2009, representando uma alta de 46,6% em relação ao mesmo
período de 2008. América Latina Logística divulgou um prejuízo líquido
consolidado de R$ 22,6 milhões neste último trimestre, ficando acima do
prejuízo de R$ 300 mil reportado em 2008. A BM&F Bovespa obteve um lucro
líquido de R$ 227 milhões no primeiro trimestre deste ano, ficando 1,4%
acima dos números do ano passado. A espanhola Telefónica registrou um lucro
líquido de aproximadamente US$ 2,3 bilhões nos três primeiros meses de
2009, o que representou uma alta de 9,8% em relação aos números do ano
passado no período.

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Terça-feira, Maio 12, 2009

Bom dia ADVFN - Fusão entre Sadia e Perdigão ainda esta semana

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira
Apesar dos poucos indicadores programados, a agenda do investidor desta terça-feira (12/05) traz informações interessantes. No Brasil, o IBGE publicará a Pesquisa Industrial de Emprego e Salário com informações relacionadas à carga e valores do setor trabalhista. Nos Estados Unidos, conheceremos a Balança Comercial (referência março) e o Orçamento do Tesouro (também com referência a março). Fora isto, diversos balanços trimestrais estão programados para hoje, com destaque para BM&F Bovespa, Cyrela e Aracruz.

Fusão entre Sadia e Perdigão ainda esta semana
Segundo reportagem no jornal Valor, a polêmica fusão entre os gigantes Sadia e Perdigão poderá sair ainda esta semana. Após uma volta da discussão em abril deste ano, houve certa intensificação nas negociações ao longo destes últimos dias. Segundo a imprensa, a negociação poderá ocorrer por meio de troca de ações e financiamento no BNDES. Apesar destas informações não passarem de boatos (levando em conta que não foram oficialmente confirmadas por nenhuma das duas partes), vale a pena acompanhar o movimento dos ativos negociados na Bovespa, principalmente nesta quinta-feira (14/05), quando ambas irão divulgar os resultados trimestrais.

Últimos resultados corporativos em destaque
Destaque máximo ficou por conta da Petrobras, onde sofreu uma queda de 19,7% em seu lucro líquido ao somar R$ 5,816 bilhões no primeiro trimestre deste ano. A queda, mesmo ficando acima do consenso dos analistas, não agradou os mercados externos e as ADRS negociadas na NYSE recuaram com maior intensidade após a publicação dos números. No Brasil, porém, as ações registraram uma leve recuperação no After Market. A EzTec registrou um lucro líquido de R$ 39,4 milhões neste primeiro trimestre, o que representa uma considerável alta de 71,5% em relação ao mesmo período de 2008. A montadora japonesa Nissan reportou um prejuízo de aproximadamente US$ 2,4 bilhões no ano fiscal 2008 (teve fim em março). A Rodobens Negócios Imobiliários sofreu uma leve queda de 8% nos resultados ao apresentar um lucro líquido de R$ 10,4 milhões. O Banco Pine divulgou um lucro líquido de R$ 20,07 milhões, valor 51,5% menor em comparação ao primeiro trimestre de 2008. O Banco Nossa Caixa fechou o pri meiro trimestre com um prejuízo líquido de R$ 349 milhões, contra um lucro de R$ 114,9 milhões do ano passado.

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Ações da Petrobras terão reação positiva aos resultados, prevê Citi

Por: Conrado Mazzoni Cruz
12/05/09 - 09h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Se depender das apostas dos analistas do Citigroup, a reação das ações da Petrobras (PETR3, PETR4) aos resultados do primeiro trimestre deve ser positiva no pregão da BM&F Bovespa nesta terça-feira (12). Os números maiores de vendas e menores custos da petrolífera bateram as estimativas.

Para a equipe de análise do banco norte-americano, após os demonstrativos "decepcionantes" referentes ao quarto trimestre do ano passado, a política interna de ajuste de preços de derivados no longo prazo - criticada em momentos de alta nas cotações do petróleo - compensou o esforço no último trimestre.

"Com estabilidade dos preços da gasolina, do diesel e do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), somado à diminuição dos custos de exploração do óleo bruto, a margem de refinamento da Petrobras cresceu para 22% em 2009, versus uma média de -1,5% em 2008", segundo avaliação do Citi.

Números
As menores cotações do petróleo afetaram os resultados de Exploração & Produção de petróleo, ainda que a produção tenha crescido em 7% na comparação anual. A estatal encerrou o período com um lucro líquido de R$ 5,8 bilhões, montante 19,7% inferior ao reportado em 2008, mas superior ao esperado pela instituição financeira.

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Rodobens sofre retração de 8% no lucro líquido do primeiro trimestre

Por: Equipe InfoMoney
11/05/09 - 19h50
InfoMoney

SÃO PAULO - Na noite desta segunda-feira (11), a Rodobens Negócios Imobiliários (RDNI3) divulgou o seu resultado referente ao primeiro trimestre de 2009, revelando um lucro líquido de R$ 10,4 milhões, 8% inferior ao apurado no mesmo período no ano passado.

"O ambiente de negócios no primeiro trimestre de 2009 foi marcado pela forte desaceleração da atividade econômica no Brasil e no mundo, mantendo-se o enfraquecimento da confiança e capacidade do comprador de imóveis nesse sentido desde o terceiro trimestre de 2008", informa a empresa.

Mesmo com o cenário de contração das vendas desde o terceiro quarto do ano passado, a receita líquida teve um crescimento de 48% em relação ao mesmo período de 2008, graças a um maior número de empreendimentos em andamento.

Vendas e VGV
Destaque também para o total de vendas contratadas, cujo volume de R$ 90 milhões implica numa redução de 42% em relação aos três primeiros meses de 2008. No entanto, esse número já aponta uma reversão da curva de queda iniciada no terceiro quarto do ano passado, segundo a incorporadora.

Já os lançamentos da companhia somaram R$ 67 milhões em VGV (Valor Geral de Vendas) - parte Rodobens -, 65% menor do que a um ano atrás, "como resposta à demanda instável, prioridade na venda de estoque e retenção de lançamentos a espera da melhora das condições do mercado", afirma.

Confira o resultado:

(em R$ milhões) 1T09 1T08 variação
Receita Líquida 104,159 70,522 +48%
Ebitda* 13,938 7,938 +76%
Lucro Líquido 10,437 11,339 -8%

*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

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Lucro líquido da EzTec cresce 71,5% no primeiro trimestre e soma R$ 39,4 milhões

Por: Equipe InfoMoney
11/05/09 - 20h46
InfoMoney

SÃO PAULO - A incorporadora de imóveis EzTec (EZTC3) informou na noite desta segunda-feira (11) que lucrou R$ 39,4 milhões no primeiro trimestre do ano, uma expansão de 71,5% na comparação com o mesmo período de 2008.

O VGV (Valor Geral de Vendas) dos empreendimentos foi de R$ 54,4 milhões na passagem trimestral, 50,5% a menos que nos três primeiros meses do ano passado, quando alcançou R$ 109,9 milhões.

A dívida da companhia sofreu redução de 8,5% entre janeiro e março de 2009, passando de R$ 175,4 milhões no último trimestre de 2008 para R$ 160,5 milhões. Segundo a empresa, seu endividamento é baixo tanto no curto quanto no longo prazo e somente em linhas de financiamento para produção.

Balanço trimestral

(em R$ milhões) 1T09 1T08 Variação
Receita Líquida 104,5 61,67 69,4%
Ebitda* 36,3 14,6 148,8%
Lucro Líquido 39,4 22,9 71,5%
*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Vendas
Apesar dos números positivos, as vendas contratadas da empresa recuaram 20,2% no período. A empresa destacou que, para manter seu objetivo de permanecer entre as maiores companhias do setor, realizou ações de vendas, renegociações de contratos na construção e um substancial ajuste nas despesas comerciais e administrativas, iniciado no terceiro trimestre de 2008.

"Apesar de um cenário instável de perspectivas econômicas, a EZTEC, com atenção redobrada nas operações e com campanhas de marketing orientadas à venda de unidades remanescentes, obteve expressiva venda de R$30,3 milhões de estoque, crescimento de 120% em relação aos R$13,8 milhões registrados no 4T08", declarou a administração.

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Bematech: lucro líquido recua 96% no primeiro trimestre e totaliza R$ 329 mil

Por: Equipe InfoMoney
12/05/09 - 07h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A Bematech (BEMA3) divulgou seu resultado operacional referente ao último trimestre, apresentando lucro líquido ajustado de R$ 329 mil, queda de 96% em relação ao montante obtido nos três meses iniciais do ano passado.

Nesse sentido, as performances do Ebitda (geração operacional de caixa) e da receita líquida foram positivas. O primeiro montante totalizou R$ 4 milhões, cifra 83% inferior à atingida no primeiro trimestre de 2008. Já o segundo mostrou variação positiva de 11%, ao somar R$ 70,83 milhões.

"O resultado do primeiro trimestre deste ano não foi positivo do ponto de vista de margem, contudo é importante avaliá-lo sob uma perspectiva de mercado desfavorável (crédito, redução do crescimento do varejo, dentre outros fatores) e aspectos pontuais da operação", conclui a Bematech.

Confira os principais indicadores

(em R$ milhares) 1T09 1T08 Variação
Receita Operacional Líquida 70.834 63.758 +11%
Ebitda** 2.368 13.418 -83%
Lucro líquido ajustado** 329 12.869 -97,4%
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização
**"O lucro líquido ajustado é determinado pelo cálculo do lucro líquido sem o efeito das despesas de amortização geradas pelas aquisições de empresas e de seus respectivos efeitos de imposto de renda e contribuição social"

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Hypermarcas registra lucro líquido de R$ 76,3 milhões no primeiro trimestre

Por: Equipe InfoMoney
12/05/09 - 07h30
InfoMoney

SÃO PAULO - A Hypermarcas (HYPE3), empresa que atua no setor de bens de consumo, anunciou nesta terça-feira (12) um lucro líquido de R$ 76,3 milhões no primeiro trimestre de 2009. A cifra é supera o prejuízo de R$ 6,9 milhões registrado em igual período do ano anterior.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 384 milhões entre janeiro e março. O resultado é 72% superior ao observado um ano antes. Já o Ebitda (geração operacional de caixa) ficou em R$ 102,1 milhões, 43,2% maior frente aos R$ 71,3 milhões conquistados nos três primeiros meses de 2008.

Atribuições
Em comunicado, a Hypermarcas afirma que seu resultado foi estimulado pela "resiliência do setor de bens de consumo nacional à crise, pelo forte e diversificado portfólio de marcas construído pela companhia e pela boa execução da estratégia definida - capaz de capturar as sinergias decorrentes das aquisições e de promover uma forte geração de caixa operacional".

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PDG Realty lucra 67% mais no trimestre e eleva guidance de lançamentos

Por: Equipe InfoMoney
12/05/09 - 08h20
InfoMoney

SÃO PAULO - A PDG Realty (PDGR3) encerrou o primeiro trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 50,7 milhões, valor 67% acima do obtido no mesmo período do ano passado. O número de empreendimentos lançados subiu 26% e totalizou 24.

De acordo com o relatório divulgado nesta terça-feira (12), as vendas contratadas pro rata caíram 10% entre os dois trimestres, atingindo R$ 419,5 milhões. O volume de unidades entregues foi de 1,1 mil, 217% maior que o mostrado em 2008.

A empresa comentou a participação no programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal, através do qual pretende eleger 43 mil unidades - o que equivale a aproximadamente 60% do total lançado em 2009.

Confira os resultados do trimestre

(em R$ milhões) 1T09 1T08 Variação
Receita Líquida 312,2 229,5 +36%
Ebitda* 64,6 38,9 +66%
Lucro líquido 50,7 30,4 +67%
*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Aumento no guidance
A PDG afirmou ainda que elevou o guidance de lançamentos para 2009, esperando agora que o montante atinja de R$ 2,8 bilhões a R$ 3,5 bilhões - a meta anterior estipulava o intervalo de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões.

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Lucro líquido da Petrobras recua 20% e totaliza R$ 5,81 bi no primeiro trimestre

Por: Equipe InfoMoney
11/05/09 - 19h12
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4), maior empresa brasileira em valor de mercado, encerrou o primeiro trimestre de 2009 com um lucro líquido de R$ 5,816 bilhões, montante 19,7% inferior ao reportado no mesmo período de 2008.

Conforme nota divulgada pela empresa na noite desta segunda-feira (11), os dados reportados vieram, de modo geral, acima das expectativas. Na comparação com as projeções dos analistas consultados pela InfoMoney, destaque para o lucro e geração operacional de caixa em cerca de 12% superiores à média das estimativas consideradas.

Confira os números do trimestre

(em R$ milhões) 1T09 1T08 Variação (%) Projeção 1T09* Variação (%)
Receita Operacional Líquida 42.595 46.835 -9,1% 43.111 -1,2%
Ebitda** 13.423 14.183 -5,4% 11.929 +12,5%
Lucro Líquido 5.816 7.239 -19,7% 5.181 +12,3%
*Projeção média dos analistas de Ágora, BB Investimentos e Itaú
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Queda nos preços e na demanda
A companhia creditou o recuo de 20% no lucro líquido consolidado à redução no preço das commodities e a retração da demanda por derivados no mercado interno.

"O aumento de 6% na produção de óleo e gás no País e o reajuste de preços do diesel e da gasolina em maio/2008, bem como, a redução das importações e das participações governamentais, em decorrência das cotações do petróleo, atenuaram esses efeitos", conclui o comunicado.

Despesas
As despesas operacionais da estatal apresentaram aumento de R$ 892 milhões no período, com destaque para custos exploratórios, que totalizaram R$ 326 milhões, e despesas de vendas de R$ 306 milhões, "reflexo das maiores exportações e trading, acarretando acréscimo no afretamento de navios, além da inclusão de novas empresas e aumento dos gastos com pessoal devido a acordos coletivos no País, bem como da desvalorização do real."

Investimentos
Os investimentos da estatal totalizaram R$ 14,3 bilhões no primeiro trimestre, em grande parte para atender a meta prioritária da empresa de ampliar a capacidade futura de produção de petróleo e gás natural no País.

Este montante representa incremento de 41% sobre os recursos aplicados no mesmo período do ano passado. "Atualmente, a companhia mantém 108 concessões em parcerias. Para esses empreendimentos, prevê-se que os investimentos totais serão da ordem de US$ 15,325 bilhões, até o fim do exercício de 2009."

Ações esperam com queda
Na espera pela divulgação dos resultados trimestrais, as ações da Petrobras enfrentaram um pregão de perdas na BM&F Bovespa. Os papéis ordinários da estatal encerraram a sessão regular com retração de 0,86%, cotados a R$ 41,30. As ações preferenciais registraram queda de 0,39%, fechando cotadas a R$ 32,87.

O Ibovespa encerrou o dia com desvalorização de 0,82%, em 50.976 pontos.

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Lucro pro forma do Pão de Açúcar sobe 27% no primeiro trimestre

Por: Rafael de Souza Ribeiro
12/05/09 - 07h55
InfoMoney

SÃO PAULO - O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) apresentou lucro líquido de R$ 94,9 milhões no primeiro trimestre de 2009, cifra 27,3% superior à verificada no mesmo período de 2008, seguno critério pro forma. Em termos absolutos, o avanço foi de 185,5%.

O lucro líquido ajustado (pro forma) da empresa inclui os custos com reestruturação e amortização do ágio. Considerando os efeitos, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 74,5 milhões no trimestre do ano passado.

Durante a passagem, a receita líquida da empresa passou para R$ 4,64 bilhões, crescimento de 9,4% frente ao verificado no ano anterior, quando a conta marcou saldo de R$ 4,24 bilhões.

As vendas brutas no primeiro trimestre cresceram 6%, totalizando quase R$ 5,29 bilhões. Já as vendas líquidas encerraram o período com evolução de 9,4%. No conceito "mesmas lojas", as vendas brutas subiram 4,6%, enquanto as vendas líquidas registraram aumento de 7,9%.

Balanço trimestral

(em R$ milhões) 1T09 1T08 Variação
Receita líquida 4.641 4.244 +9,4%
Ebtida* 312,3 273,7 +14,1%
Lucro Líquido Ajustado** 94,9 74,5 +27,3%

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Lucro da Itaúsa, controladora do Itaú Unibanco, sobe 28% no primeiro trimestre

Por: Rafael de Souza Ribeiro
12/05/09 - 08h08
InfoMoney

SÃO PAULO - A Itaúsa (ITSA4), holding que controla o Itaú Unibanco, além de outras empresas, como Elekeiroz, Duratex e Itautec, anunciou um aumento de 28% em seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2009, totalizando para a controladora R$ 901 milhões.

A controladora encerrou o período com rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio de 21,3%, taxa superior à apresentada no mesmo período de 2008, quando fora registrado 17,9%.

Somado o resultado das empresas do conglomerado, o lucro líquido ficou em R$ 2,75 bilhões, alta de 44,7% ante o registrado na temporada de 2008 (R$ 1,90 bilhão).

Participações no resultado
A maior contribuição para o avanço no lucro líquido do conglomerado ficou por conta do Itaú Unibanco, que registrou lucro líquido de R$ 2,01 bilhões na passagem.

Já considerando a área industrial, o maior lucro ficou mais uma vez com a Duratex, que contabilizou R$ 47 milhões no primeiro trimestre de 2009.

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Lucro da Construtora Tenda recua 37,1% nos três primeiros meses de 2009

Por: Equipe InfoMoney
12/05/09 - 08h16
InfoMoney

SÃO PAULO - A Construtora Tenda (TEND3), uma das construtoras líderes do setor imobiliário residencial voltada exclusivamente para o segmento de baixa renda, anunciou um lucro líquido de R$ 11,040 milhões no primeiro trimestre de 2009. A cifra é 37,1% inferior ao ganho de R$ 17,559 milhões registrado em igual período do ano anterior.

A receita operacional líquida da companhia ficou em R$ 206,712 milhões entre janeiro e março. O resultado é 32,3% superior ao observado um ano antes. No mesmo sentido, o Ebitda (geração operacional de caixa) totalizou R$ 23,052 milhões, 14,8% maior do que os R$ 20,075 milhões conquistados nos três primeiros meses de 2008.

Destaques
Em comunicado, Carlos Trostli, diretor presidente da Tenda, declarou que o fechamento da captação de R$ 600 milhões por meio da emissão de debêntures servirá para acelerar o ritmo de crescimento da Tenda e sua capacidade de atender a crescente demanda de seu segmento.

"Adicionalmente, nossas equipes de vendas apresentaram um sólido desempenho durante o trimestre, vendendo o correspondente a R$ 253 milhões ou 3.157 unidades do estoque, o que contribuiu para elevar nossa posição de caixa".

Mais crédito
Trostli ainda destacou o aumento dos financiamentos imobiliários. "Fomos capazes de repassar mais de 1.000 no primeiro trimestre de 2009, excedendo em 80% o número realizado em todo o ano de 2008."

Perspectivas
"Estamos igualmente satisfeitos em verificar a aceleração de nossa velocidade de vendas após os esclarecimentos adicionais divulgados em meados de abril sobre o pacote habitacional do Governo Federal, Minha Casa, Minha Vida", afirmou o diretor-presidente da Tenda.

"Esses primeiros sinais de aumento na demanda, aliados à maior estabilidade do ambiente econômico e nossa nova capacidade financeira, nos motivaram a reavaliar nosso plano de negócios e a elevar nossa expectativa de crescimento para o ano", concluiu Trostli.

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Segunda-feira, Maio 11, 2009

Bom dia ADVFN - Atenção hoje para o resultado da Petrobras

Notícias em destaque

A volta das boas notícias
Uma nuvem de otimismo parece ter estacionado sobre os mercados onde,
ultimamente, boas notícias estão sendo divulgadas. Em relação ao Brasil,
Joseph Stiglitz (prêmio Nobel da Economia) parabenizou a política monetária
aplicada no país e principalmente fez elogios à Armínio Fraga,
ex-presidente do Banco Central. Segundo Stiglitz, as altas taxas de juros
que restringiam os mercados internos acabaram sendo a salvação desta crise,
pois agora o país tem uma grande margem para manutenção. Fora isto, o
Citigroup elevou de "neutro" para "acima da média" a recomendação de
investimento no mercado acionário brasileiro e projetou o fechamento do
Ibovespa em 2009 para até 60.000 pontos. Nos Estados Unidos, um novo
consenso no mercado aponta uma recuperação já neste segundo semestre, onde
o PIB deverá reduzir suas perdas para "apenas" 2,8% neste ano e apresentar
uma alta de 1,9% em 2010.

Agenda do investidor para esta segunda-feira
Apesar de poucos indicadores padrões programados na agenda do investidor
para o início desta semana, dois eventos de grande importância irão
acontecer, tanto no âmbito doméstico quanto externo. No Brasil, muita
atenção com a divulgação dos números trimestrais da Petrobras que será
realizada após o fechamento dos pregões. Nos Estados Unidos, a atenção se
voltará ao discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke.

Últimos resultados corporativos em destaque
A Vivo registrou um lucro líquido de R$ 123,5 milhões neste último
trimestre, representando uma alta de 26,5% em comparação com 2008. Lojas
Americanas sofreu uma queda de 78% em seu lucro líquido ao somar R$ 2,5
milhões no último trimestre. A BR Malls registrou um lucro líquido de R$
36,94 milhões neste primeiro trimestre de 2009, contra um lucro de R$ 1,35
milhão no mesmo período de 2008. A Repsol YPF teve um lucro de US$ 696,6
milhões, o que representa uma queda de 57,4% em relação a 2008. Não foi
desta vez para a Berkshire Hathaway, holding controlada pelo admirado
Warren Buffett. A empresa registrou um prejuízo de US$ 1,53 bilhão neste
último trimestre, o que representa uma perda de US$ 990 por ação. Apesar de
o resultado ter sido interferido por posições na petrolífera
ConocoPhillips, o mega-investidor prevê um futuro promissor. Este foi o
primeiro prejuízo da empresa desde 2001. A Fannie Mae, envolvida
diretamente na crise do subprime, reportou um prejuízo de US$ 2 3,2
bilhões.

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Petrobras vende concessões no Golfo do México

Uma das companhias mais ativas em leilões de áreas petrolíferas nos Estados Unidos, a Petrobras prepara agora a venda de operações na porção norte-americana do Golfo do México. A ideia é se desfazer das concessões em águas rasas, para concentrar esforços e capital em águas profundas e ultraprofundas. Além da crise financeira, a mudança é motivada pela avaliação da direção da companhia de que a expansão dos negócios americanos foi superdimensionada. A decisão de venda foi tomada durante os debates do planejamento estratégico da companhia, no ano passado. A necessidade de desenvolver o pré-sal, camada localizada abaixo do leito marinho, num momento de petróleo barato no mercado internacional e de escassez de recursos levou a empresa a optar por um foco mais fechado nos negócios brasileiros. "A estratégia da companhia vem mudando nesses últimos anos", disse o presidente da Petrobras América, Orlando Azevedo. A estatal petrolífera tem hoje 250 concessões exploratórias no Golfo do México, das quais quase 200 em águas profundas, sua principal especialidade. "Se tenho de gastar dinheiro para perfurar um poço, prefiro gastar onde tenho expertise", disse Azevedo. Segundo ele, ainda não há definição sobre quantos blocos serão vendidos nem qual o prazo para o fim do processo. As negociações vão acompanhar o interesse do mercado. A legislação norte-americana permite que o concessionário fique até dez anos com um bloco, mesmo que não invista na área. No Brasil, ao contrário, o investimento em exploração é definido nas ofertas das empresas nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo o presidente da Petrobras Américas, a empresa planeja manter em carteira blocos em águas rasas onde já houve descoberta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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NGO: Dólar está com valor 'sem especulação'

O dólar atingiu o menor valor frente ao real desde outubro de 2008: R$ 2,07. Na avaliação do economista-chefe da NGO Corretora de câmbio, Sidnei Nehme, isso significa dizer que a moeda americana está com um valor "sem especulação", ou seja, que aqueles que apostavam contra a moeda brasileira desistiram de fazer esse movimento.
Sidnei explica que essa desistência aconteceu porque o mercado teve várias projeções frustradas: as reservas brasileiras se mantiveram acima de US$ 200 bilhões; o saldo da balança comercial ficou maior no 1º tri de 2009 do que no mesmo período de 2008 (isso porque as importações foram mais afetadas pela crise do que as exportações); houve a entrada de US$ 5 bilhões na Bovespa no mês de abril.
- Esse é o valor do real sem especulação para baixo ou para cima. Antes da crise, o real sofria especulação para baixo, ou seja, havia investidores apostando a favor da moeda brasileira, e isso fez o dólar valer em torno de R$ 1,50. Depois de setembro, os investidores apostaram no contrário, de que a moeda brasileira ia se desvalorizar, e o dólar foi a R$ 2,50. Agora, estamos vendo uma taxa sem esses movimentos - explicou.
Para completar o quadro, o Banco Central no mês de março conseguiu rolar apenas 40% dos contratos de swap em que pretendia vender dólares no mercado futuro, ou seja, houve poucos compradores. Em abril, isso ficou praticamente zerado, deixando explícito para todos os investidores que não havia mais gente apostando na desvalorização da moeda brasileira.
- Na área cambial, a situação é tranquila, como sempre esteve e como eu sempre vinha dizendo. Aquela desvalorização não por causa de problemas estruturais, mas por causa de especulação no mercado de câmbio - afirmou.
Sidnei prevê que a moeda americana fique oscilando dentro da casa dos R$ 2 e R$ 2,10.

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Estrangeiros colocam R$ 2 bi na Bolsa em apenas 2 dias

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou, apenas nos dois primeiros dias úteis de maio (dias 4 e 5), a entrada de R$ 2,061 bilhões em investimento estrangeiro. O volume eleva para R$ 7,719 bilhões o saldo positivo em recursos externos acumulado na Bolsa brasileira este ano.
Segundo dados divulgados ontem pela Bovespa, na última terça-feira (dia 4), houve a entrada de R$ 628,719 milhões em capital externo. Naquele dia, o índice Bovespa fechou em alta de 0,53%, aos 50.669,78 pontos, e registrou um volume financeiro de R$ 5,634 bilhões

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Rumores de mercado e performance dos investimentos

Períodos de crise como o atual são marcados por grande incerteza e, consequentemente, alta volatilidade nos mercados. Outro desdobramento da incerteza é o número crescente de rumores. A psicologia social está repleta de estudos apontando que o surgimento e a difusão de rumores são frequentes quando vivemos situações que implicam em ameaça ao nosso futuro. A função primordial do rumor neste contexto é trazer conforto e alguma previsibilidade, uma vez que tenta dar uma explicação ou prever o rumo que determinada situação incerta tomará no futuro próximo. Seja entre os funcionários de uma empresa que passa por reestruturação ou em meio aos agentes de uma economia em recessão, rumores surgirão de forma crescente como parte do arsenal a que recorremos para lidar com o incerto.
A mídia escrita encontrou meios de comunicar de maneira formal tais rumores. A coluna "Heard on the street", do "The Wall Street Journal" reproduz os principais rumores e boatos do mercado americano. São especulações de possíveis fusões e aquisições, falências, aumentos no pagamento de dividendos de certas empresas ou revisões das expectativas de lucros para o próximo trimestre. Há até mesmo uma equipe de jornalistas encarregada de levantar e selecionar os rumores de maior circulação. No Brasil também temos profissionais e publicações dedicados ao tema. São colunas que se propõe a buscar direto na fonte (raramente mencionando a tal fonte) informações em primeira mão e não disponíveis ao grande público. Há publicações que produzem diariamente uma página inteira de boatos, rumores e especulações, muitas delas escritas na forma de enigmas dignos do Oráculo de Delfos.
Há alguma evidência empírica em dar ouvidos a tais publicações de rumores e boatos que possa ajudar de alguma forma a incrementar o retorno de seus investimentos? Foi essa hipótese que John Pound e Richard Zackhauser, da Universidade de Harvard, resolveram testar. Os pesquisadores coletaram durante seis meses os rumores divulgados na coluna "Heard on the street" que faziam menção às ações de empresas cotadas no índice Dow Jones. Caso o rumor fosse positivo, os pesquisadores aumentavam suas posições nas ações dessa companhia. Por outro lado, caso fosse negativo, os pesquisadores vendiam as ações.
Nos 12 meses seguintes, e tendo por base a alocação em ações resultante dos rumores e boatos coletados, os pesquisadores compararam o retorno dessa carteira com o oferecido pelo índice Dow Jones. Como resultado, perceberam que a carteira de ações gerida com base na incorporação de rumores e boatos apresentou retorno significativamente inferior ao do índice Dow Jones (12,6% inferior no período de 12 meses analisado). Ou seja, dar ouvidos a rumores e boatos drenou a carteira de investimentos em ações de parte do retorno oferecido pelo índice.
Será que os rumores e boatos em circulação no Brasil também têm impacto negativo sobre a carteira de ações do investidor que incorpora tais informações ao seu processo decisório? Para responder a essa pergunta, coletamos as notícias de duas publicações - na verdade, uma coluna e uma publicação de dedicada a repercurtir rumores no mercado brasileiro - ao longo do terceiro trimestre de 2008, período marcado por alta incerteza dado o agravamento da crise no período. Analisamos, então, cada edição (aproximadamente 60 edições) para identificar se havia algum boato positivo ou negativo recaindo sobre uma das 50 empresas que compõem o índice de ações IBX-50. Quando identificamos um rumor positivo recaindo sobre uma empresa X, aumentamos a posição em suas ações para um percentual 1% superior àquele observado no índice IBX-50 e vice-versa, ou seja -1%, se o rumor ou boato fosse negativo. A seguir, observamos nos seis meses seguintes (de outubro de 2008 a março de 2009) o impacto que a incorporação de tais rumores teve na performance dessa carteira com relação ao IBX-50.
Assim como no estudo de Pound e Zackhauser, o investidor brasileiro que se deixou influenciar por rumores e boatos nas decisões de investimento teve resultado inferior ao observado pelo IBX-50, o mesmo referencial oferecido pelos fundos PIBB. No caso de nosso estudo, 9% inferior. Ou seja, da próxima vez que se deparar com uma coluna ou publicação voltada a repercutir os rumores do mercado, vire a página e dedique seu tempo a outras notícias. Ou, alternativamente, ao lê-la, tenha ciência de que tomar decisões de investimento com base em tais informações tenderá a drenar o retorno do seu portfólio.
Aquiles Mosca é estrategista de investimentos pessoais, superintendente de vendas da Santander Asset Management e autor dos livros "Investimento sob medida" e "Finanças Comportamentais"
E-mail: aquiles.mosca@banco real.com.br
Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações

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Bovespa é a bolsa mais atraente do mundo

Um estudo feito pelo economista-chefe da RC Consultores, Marcel Pereira, mostra que a Bolsa de Valores de São Paulo não só descolou da Bolsa de Nova York como caminha rapidamente para ultrapassar a bolsa de Xangai, na China, que havia apresentado o melhor desempenho pós-crise financeira mundial.
“Houve uma clara mudança de tendência nos últimos dois meses, com a bolsa brasileira ganhando espaço e a chinesa perdendo. O mercado de ações brasileiro tem sido o mais atrativo do mundo”, afirma.
O Estudo de Pereira mostra que, desde o que chama de “estouro da bolha” do mercado norte-americano, em outubro, a Bolsa de Xangai foi a que mais rapidamente se distanciou da de Nova York, iniciando uma recuperação ainda em novembro, enquanto a bolsa brasileira amargava perdas.
“Não é surpresa o descolamento do mercado de ações da China. Reflete a importância desta economia asiática como principal demandante no comércio mundial”, afirma o economista. “Surpreendente, e novo, é o papel desempenhado pelo Ibovespa, que vem se descolando de Nova York quase à mesma intensidade do observado no mercado chinês.” A Bovespa abriu 30 pontos percentuais de vantagem em dólares em relação ao Dow Jones, enquanto a vantagem do índice de Xangai é, hoje, de 39, mas já chegou a ser de quase 60, em março.
Essa trajetória inversa (Bovespa para cima e Xangai para baixo) faz prever a ultrapassagem da bolsa chinesa pela brasileira. Pereira destaca que, desde o fim de março, vem-se registrando um retorno expressivo de capitais estrangeiros para a bolsa de valores no Brasil. Ressalta que, embora sejam capitais extremamente voláteis - cujo movimento de retirada pode ser tão repentino quanto o de entrada – “a intensidade com a qual este capital externo vem chegando sugere um novo patamar de confiança dos investidores estrangeiros no Brasil”.

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Quinta-feira, Maio 07, 2009

Barclays lucra £ 826 mi no trimestre; Société Générale vê prejuízo de € 278 mi

Por: Equipe InfoMoney
07/05/09 - 07h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando continuidade à temporada de resultados operacionais do primeiro trimestre, o Barclays revelou nesta quinta-feira (7) seus números ao mercado, com lucro líquido de £ 826 milhões (US$ 1,25 bilhão), avanço de 12% em relação ao montante do mesmo período do ano passado.

"Nos geramos um forte crescimento da rentabilidade na maioria das unidades, o que foi provocado pelos investimentos feitos na expansão da nossa rede internacional e na compra do Lehman", afirmou John Varley, CEO (Chief Executive Officer) do banco.

Tensões permanecem
Já na França, o Société Générale vive momento diferente, ao passo que mostrou prejuízo líquido de € 278 milhões (US$ 370 milhões) no decorrer do primeiro trimestre deste ano. Nos três meses iniciais do último ano, a instituição lucrou € 1,1 bilhão.

"Tensões agudas permanecem nos mercados financeiros", afirmou o banco em comunicado anexo aos dados. "Contudo, os efeitos das medidas dos planos estatais devem ajudar a mitigar as decorrências da crise no decorrer dente ano, o que pode permitir uma recuperação do crescimento".

Reflexo nos mercados
Os papéis do Barclays avançam 1% em Londres, enquanto os ativos do Société Générale despencam 5,5% em Paris.

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Com previsões otimistas, Bradesco Corretora reinicia cobertura da Redecard

Por: Equipe InfoMoney
07/05/09 - 07h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Com uma recomendação de desempenho em linha com o projetado para o Ibovespa em 2009, a Bradesco Corretora reinicia a cobertura da Redecard (RDCD3). Os analistas também elevaram o preço-alvo por ação para R$ 31,00.

A Bradesco Corretora destaca que o volume de transações com cartões da Redecard cresceu 16,6% no primeiro trimestre do ano ante ao mesmo período de 2008. A nova política quanto ao aluguel de terminais POS (point-of-sale) - usados para compras com cartões - contribuiu para um aumento das receitas da empresa e pode ajudar a reduzir gastos com manutenção e Capex (Capital Expenditure) - capital usado para adquirir bens.

A empresa se beneficia com os spreads e com a falta de fontes de captação dos comerciantes, por meio de níveis de pré-pagamento elevados.

Segundo análises da Bradesco Corretora, é improvável que haja acontecimentos que possam abalar a indústria de cartões de crédito, tanto no curto como no longo prazo.

Lucro líquido e Ebitda
A corretora aumentou em 0,9% suas projeções para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de 2009, embora tenha reduzido em 1% a expectativa para o próximo ano. Quanto ao lucro líquido, a estimativa da corretora para o resultado de 2009 foi revisada para cima em 2,2% e 0,4% para este e para o próximo ano, respectivamente.

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Recuo nas vendas faz Unilever lucrar 45% a menos no primeiro trimestre

Por: Equipe InfoMoney
07/05/09 - 07h50
InfoMoney

SÃO PAULO - A Unilever, segunda maior fabricante mundial de bens de consumo, anunciou nesta quinta-feira (7) uma queda de 45% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2009, para € 731 milhões (US$ 972 milhões), frente ao ganho de € 1,3 bilhão registrado em igual período do ano anterior.

Em comunicado, a companhia atribuiu o mau desempenho ao recuo nas vendas, especialmente na Europa, onde consumidores buscaram por produtos mais baratos e alternativos.

As vendas totais da Univeler caíram 0,7% entre janeiro e março, em termos anuais, para € 9,5 bilhões.

Apostas
A companhia tem se esforçado para elevar as vendas das marcas Hellmannn's e Skippy. As principais rivais da Unilever, a Nestlé e a Danone, também apresentaram quedas nas vendas do primeiro trimestre.

A Unilever aumentou seus preços em 6,8% no período em análise, compensando a queda de 1,8% no número de produtos vendidos.

Reação nos mercados
As ações da Unilever operavam às 7h30 (horário de Brasília) com forte alta de 9,21% na Bolsa de Londres.

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Lucro líquido da Energias do Brasil recua 29,5% e soma R$ 117,35 milhões

Por: Equipe InfoMoney
07/05/09 - 07h54
InfoMoney

SÃO PAULO - A Energias do Brasil (ENBR3) divulgou na última quarta-feira (7) os seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano, reportando um lucro líquido de R$ 117,35 milhões.

A receita líquida da companhia atingiu R$ 1,12 bilhão no período, 7,6% abaixo daquele registrada no mesmo período do ano passado e 6,1% inferior ao registrado no último trimestre (R$ 1,19 bilhão).

O Ebitda (geração operacional de caixa) registrou queda de 11,3%, totalizando R$ 340,1 milhões com margem de 30,5%, no período. No quarto trimestre, a medida havia atingido R$ 306 milhões, com margem de 25,7%.

Lucro comparado
O lucro da Energias do Brasil nos primeiros três meses de 2009 ficou 29,5% abaixo daquele reportado no mesmo período do ano passado. Quando comparado com o quarto trimestre de 2008, o lucro líquido teve recuo de 1,4%.

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Nenhum dos 19 bancos apresenta insolvência, diz Timothy Geithner

Por: Equipe InfoMoney
07/05/09 - 08h18
InfoMoney

SÃO PAULO - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou que nenhum banco norte-americano que participa dos testes de estresse mostrou insolvência, oferecendo novas oportunidades para um rali nas bolsas mundiais.

O resultado do teste de estresse de 19 bancos, previsto para ser divulgado nesta quinta-feira (7), deverá mostrar que mais da metade precisará de bilhões de dólares para elevar o capital.

Mais dinheiro
Reguladores afirmam que o Bank of America precisará de US$ 34 bilhões para ampliar sua liquidez, enquanto o Citigroup necessitará de US$ 5 bilhões. No mesmo sentido, a GMAC, braço financeiro da montadora General Motors, dependerá de US$ 11,5 bilhões, revelou a CNBC.

O Wall Street Journal ainda acrescenta que o Wells Fargo precisará de US$ 15 bilhões, ao mesmo tempo em que o Morgan Stanley dependerá de US$ 1,5 bilhão.

Recuperação
Os comentários de Geithner sobre o setor bancário foram feitos após ele declarar na quarta-feira (6) que a situação da economia norte-americana está melhorando, embora tenha advertido que ainda persistem "enormes desafios".

"Foi preciso muito tempo para chegarmos a isto (crise), e também vai levar muito tempo para sair", disse o secretário do Tesouro dos EUA, que acompanha a opinião do presidente do Fed (Federal Reserve), Ben Bernanke, que prevê uma recuperação da economia de forma lenta e incerta.

A maior economia do mundo deverá iniciar sua recuperação a partir do segundo semestre deste ano, previu Janet Yellen, presidente do Escritório do Fed em São Francisco.

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Após prejuízos bilionários, GM pode perder também sua posição no índice Dow Jones

Por: Equipe InfoMoney
07/05/09 - 08h33
InfoMoney

SÃO PAULO - Após registrar prejuízos bilionários nos últimos trimestres e encarar a possibilidade de falência, a GM (General Motors) pode perder também a sua posição no índice Dow Jones Industrial Average, afirmou o seu editor e diretor-executivo, John Prestbo.

"Existem duas alternativas para a GM: a falência ou o aumento da fatia do governo", afirmou Prestbo em uma entrevista realizada na última quarta-feira (6). "Definitivamente a tendência é de que tenhamos que removê-la", completou ele.

Entre os trinta ativos que compõem o índice Dow Jones, os da montadora são os que custam menos e representam apenas 0,2% do benchmark, apontam dados compilados pela Bloomberg.

Abaixo dos US$ 10
Com a queda de 54% do índice desde o seu pico em 2007, as ações da montadora, além de outras de diversas empresas, foram levadas para um patamar bem inferior aos U$ 10. Desde o ano passado, seus papéis desvalorizaram 93%, fechando a US$ 1,66 na última quarta-feira.

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InBev reporta lucro acima do esperado e vende filial sul-coreana por US$ 1,8 bilhão

Por: Rafael de Souza Ribeiro
07/05/09 - 08h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A Anheuser-Busch InBev obteve um lucro líquido de US$ 716 milhões no primeiro trimestre de 2009, ou seja, um avanço de 92% frente ao mesmo período do ano passado.

O lucro da maior cervejaria do mundo também superou as expectativas dos analistas, que projetavam ganhos de US$ 484 milhões na passagem. As receitas da empresa atingiram US$ 8,2 bilhões, crescimento de 70,8% ante a temporada de 2008.

A fusão com a Anheuser-Busch no ano passado refletiu de forma significativa no resultado trimestral da companhia, uma vez que o mercado norte-americano representou mais de 40% dos lucros.

Junto ao resultado, a Inbev confirmou a venda por US$ 1,8 bilhão de sua filial sul-coreana (Oriental Brewery) ao fundo de investimento norte-americano KKR (Kohlberg Kravis Roberts), a fim de cobrir parte das dívidas.

Ações
Com o resultado acima do esperado e a venda, as ações da Inbev sobem mais de 7% na bolsa de Bruxelas, impulsionando o mercado europeu nesta sessão.

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Lucro líquido da TAM avança 26,1% entre janeiro e março de 2009

Por: Equipe InfoMoney
07/05/09 - 06h57
InfoMoney

SÃO PAULO - A TAM (TAMM4), maior companhia aérea do Brasil, anunciou nesta quinta-feira (7) um lucro líquido de R$ 54,4 milhões no primeiro trimestre de 2008, o que representa um aumento de 26,1% em comparação aos R$ 43,1 milhões registrados em igual período do ano anterior. O resultado está de acordo com o padrão contábil brasileiro (BR GAAP).

A receita líquida da empresa totalizou R$ 2,63 bilhões entre janeiro e março deste ano, avançando 16,37% frente aos R$ 2,26 bilhões vistos um ano antes.

O Ebitdar (geração operacional de caixa), conforme a contabilidade norte-americana (US Gaap), ficou em R$ 474,8 milhões no primeiro trimestre, registrando alta de 68% em comparação aos R$ 283 milhões vistos em igual período de 2008.

Passageiros
A TAM informou que totalizou 7,3 milhões de passageiros transportados pagos entre janeiro e março, o que representa uma redução de 3% em termos anuais.

Mercado
No mercado doméstico, a taxa de ocupação da companhia diminuiu para 64,2% no primeiro trimestre, ante 70,9% visto no mesmo período do ano anterior. Por aqui, o market share da TAM atingiu 49,5% na média.

Já em voos internacionais, a taxa de ocupação recuou de 76,8% para 71,6%. A participação da TAM neste mercado ficou em 85,5% na média.

Demissões
A TAM deu início a uma reformulação, com o corte de cargos de alto escalão, que resultou, até agora, no desligamento de 21 executivos, entre diretores e gerentes, segunda informa nesta quinta-feira o jornal O Globo.

Dentro da reestruturação, deixaram a empresa o vice-presidente de Gestão de Pessoas e Conhecimento, Guilherme Cavalieri, e o vice-presidente Técnico, comandante Jorge Gabriel Isaac - ambos, segundo fontes, teriam sido levados da Gol pelo atual presidente da TAM, David Barioni.

Os cortes na TAM ainda não se limitam ao alto escalão. Profissionais de todas as áreas estão sendo desligados, e somente na quarta-feira (6) 80 mecânicos teriam sido demitidos em São Paulo. Além disso, mais de 200 profissionais foram cortados de janeiro a março no Rio e em outros estados.

Ainda segundo a fonte, a TAM planeja demitir dois mil empregados, antevendo uma queda na venda de passagens internacionais diante da redução tarifária autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voos ao exterior. A TAM tem hoje 25 mil empregados.

Confira abaixo os resultados da TAM:

(Em milhões de R$) 1T09 1T08 Variação
Lucro Líquido 54,43 43,14 +26,17%
Receita 2.639,02 2.260,25 +16,37%
Ebitdar 474,8 283 68%

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Reação inicial ao balanço da Vale rende virada para baixo aos ativos no after hours

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
06/05/09 - 21h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Como já era esperado, o resultado da Vale no primeiro trimestre marcou queda nos principais indicadores operacionais. Os números parecem não ter agradado os mercados, tendo em vista a primeira reação dos ativos no after hours da bolsa da Nova York e no after market da BM&F Bovespa.

Após mais uma sessão positiva para a renda variável internacional, os papéis da mineradora inverteram a tendência de ganhos verificada no pregão regular e passaram a recuar. Depois de valorização de 0,79% no horário regular, as ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) caíram 1,22% no after market brasileiro, encerrando as operações do pregão estendido a R$ 32,49.

Os papéis PNA da mineradora foram o grande destaque do after market, com o maior volume de negociações, registrando giro de R$ 18,6 milhões. Já os ativos ordinários (VALE3) da empresa, que avançaram 0,76% na sessão regular, marcaram queda de 0,50% no after market da BM&F Bovespa.

ADRs respondem
A primeira impressão negativa do balanço é confirmada pela trajetória dos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale negociados na NYSE (New York Stock Exchange). Os papéis VALE.P, que correspondem à ação PNA da mineradora,
caíram 0,89% no after hours após registrarem avanço de 2,47% no pregão regular da bolsa de Nova York.
Os ADRs de código VALE, correspondentes às ações ordinárias da empresa, caíram 0,74% no horário estendido, após alta de 1,82% na sessão regular.


Ativo % Pregão regular Preço* % Afters
VALE5 +0,79% R$ 33,15 -1,22%
VALE3 +0,76% R$ 40,00 -0,50%
VALE.P (ADR-PNA) +2,47% US$ 15,78 -0,89%
VALE (ADR-ON) +1,82% US$ 19,04 -0,74%

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Lucro líquido da Vale totaliza R$ 3,15 bilhões no primeiro trimestre, com tímida queda

Por: Equipe InfoMoney
06/05/09 - 18h45
InfoMoney

SÃO PAULO - A Vale (VALE3, VALE5) divulgou na noite desta quarta-feira (6) seus resultados operacionais referentes ao primeiro trimestre de 2009. No geral, os números ficaram abaixo do registrado no mesmo período de 2008 e da média de projeção dos analistas.

O lucro líquido da mineradora, que totalizou R$ 3,15 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ficou praticamente estável na comparação com o registrado no mesmo período de 2008. Já na comparação com o trimestre diretamente anterior, o indicador apontou avanço de 29,1% sobre os R$ 2,44 bilhões do quarto trimestre de 2008.

A receita operacional bruta da companhia atingiu R$ 13,17 bilhões nos primeiros três meses deste ano, valor 9,4% inferior ao do primeiro trimestre do ano passado.

"Para enfrentar o cenário recessivo, temos focado na flexibilidade operacional e financeira, procurando maximizar eficiência, minimizar custos e contribuir para o reequilíbrio dos mercados onde atuamos", afirmou a mineradora no relatório.

Confira os números do trimestre:

(em R$ milhões) 1T09 1T08 % Projeção* %
Receita Líquida 12.916 14.125 -8,55% 14.124 -8,6%
Ebitda** 5.446 6.638 -17,9% 6.565 -17,1%
Lucro Líquido 3.151 3.182 -1,0% 3.698 -14,8%
*Projeção média dos analistas de Ágora e Planner
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Os investimentos da mineradora no primeiro trimestre, excluindo aquisições, ficaram em US$ 1,7 bilhão, frente a US$ 3,5 bilhões no trimestre anterior.

Outra questão destacada pela Vale foi sua atual posição financeira. Segundo o balanço do primeiro trimestre, a companhia possui US$ 12,2 bilhões em caixa, além de disponibilidades de linhas de crédito de médio e longo prazo para financiamento de projetos e endividamento de baixo risco.

Cabe lembrar que a Vale realizou oferta de ações no ano passado para levantar capital, captando aproximadamente R$ 19 bilhões no mercado.

Custos
O custo dos produtos vendidos atingiu R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, decréscimo de 15,3% frente ao último quarto do ano passado, quando havia atingido R$ 8,1 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o CPV veio 8,6% inferior.

"Menores volumes de vendas foram responsáveis por R$ 892 milhões da queda total de R$ 1,24 bilhão no CPV em relação ao quarto trimestre, enquanto as variações nas taxas de câmbio contribuíram somente com R$ 5 milhões. Menores preços de insumos e outras iniciativas de corte de custo reduziram o CPV em R$ 348 milhões", pontua o release.

Os esforços da mineradora em reduzir sua base de custos operacionais são verificados nos ajustes de produção anunciados recentemente. Apesar de pequena parte deste impacto já refletir nos dados do primeiro trimestre, a Vale buscou enfatizar que "a maior parte de seu impacto esperado ainda não se materializou."

Ações esperam com alta
Na espera pela apresentação dos resultados trimestrais, as ações preferenciais classe A da Vale encerraram o pregão regular da quarta-feira (6) com valorização de 0,79%, inferior ao desempenho registrado pelo Ibovespa, que subiu 1,64% na sessão.

Os papéis ordinários da mineradora fecharam o pregão regular da BM&F Bovespa também com tímida alta, de 0,76%.

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Governança: Fundos de investimento detêm mais de 51% do capital votante.

Ex-executivo da Tarpon assume gestão da Cremer

Por Graziella Valenti, de São Paulo
06/05/2009

Os fundos de investimento minoritários da Cremer chegaram ao comando dos
negócios. A presidência da companhia foi assumida ontem por José Alexandre
Borges Carneiro, até então gerente de investimentos da gestora de recursos
Tarpon, maior acionista isolada da empresa. Ele ocupa o lugar que era de
Antonio Cesar Godoy da Silva desde 2004 e que renunciou ao cargo.


Desde março cinco fundos de investimento alcançaram fatia superior a 51%
das ações ordinárias da empresa, em movimento que começou no fim do
primeiro semestre de 2008. Determinante para isso foi o aumento da fatia
da Tarpon Investimentos, de 13% para 25,8%. Os outros sócios relevantes
são Credit-Suisse Hedging-Griffo (7,5%), Poland (11,9%) e Guepardo (6,3%).
Também são investidores importantes Rio Bravo e Claritas - mas com menos
de 5% do capital.


Embora os fundos não possuam nenhum contrato regulando voto e não haja
prova de que atuem em conjunto, a história despertou atenção no mercado
desde o início. Eles conseguiram retirar a cláusula do estatuto conhecida
como pílula de veneno, que visava preservar a pulverização dos papéis na
bolsa, ou seja, que um investidor ou grupo assumisse o negócio.


"A Cremer passou por um movimento de reconcentração da base acionária",
afirma Luiz Spinola, presidente do conselho de administração da empresa.
No entanto, ele não vê atuação coordenada dos sócios minoritários que
juntos já são maioria.


Ele explicou ainda que Borges Carneiro, novo presidente, se desligou da
Tarpon para assumir a função. De acordo com Spinola, ele foi escolhido
porque estava à frente de um comitê de estratégia, formado para coordenar
estudos para o desenvolvimento da empresa em outubro do ano passado.


A substituição de Godoy da Silva foi acompanhada da troca do diretor
financeiro: sai João William Grava e entra Rafael Salvador Grisolia.
Também haverá um novo diretor vice-presidente de operações comerciais,
Paulo Andrade. Segundo Spinola, o foco da nova administração é
rentabilizar o negócio.


Quando chegaram à companhia, os fundos queriam a distribuição do caixa da
companhia - movimento comum de fundos no mercado internacional, em casos
de excedente de caixa.


A Cremer voltou à Bovespa em 2007, pelas mãos de um fundo de participações
do Merrill Lynch. O projeto oferecido aos investidores era de crescimento
via consolidação setorial por aquisições. Assim, a empresa levantou R$ 210
milhões num oferta primária de ações. Junto, o Merrill Lynch vendeu a
maior parte dos papéis que detinha e obteve R$ 342 milhões.


Porém, a companhia fez apenas duas pequenas aquisições e o caixa fechou
março em R$ 154 milhões. Spinola admite os desafios de crescer com compras
nesse segmento, pela falta de oportunidades relevantes e de qualidade. Mas
afirma que a companhia está sempre discutindo possibilidades.


A folga de caixa da companhia permitiu que a administração optasse por
distribuir integralmente - ou quase - o lucro da empresa. O movimento já
ocorreu em 2008, quando lucrou R$ 28,4 milhões, e também com o resultado
do primeiro trimestre deste ano, de R$ 10,2 milhões. Na mesma reunião que
aprovou a nova presidência da Cremer, o conselho de administração
deliberou também pagar R$ 3,8 milhões em dividendos em R$ 6,3 milhões.


No mercado, os comentários são de que faltava foco à administração da
Cremer e que nova gestão pode conseguir desempenho mais expressivo no
negócio.


Nos três primeiros meses, já houve avanços. O lucro líquido cresceu de
18,3%. A receita aumentou 15,9%, para R$ 86,2 milhões, com alta na margem
bruta de 22,8% para 30,9%. O lucro operacional, após o financeiro, subiu
6,5%, para R$ 13,9 milhões.


Do faturamento, 60% foi obtido com a venda de produtos de saúde fabricados
pela própria Cremer e o restante, pela distribuição de produtos de
terceiros.


Além da criação de uma diretoria operacional e do comitê de estratégia, a
companhia adotou novas medidas em abril. Foram criados grupos de trabalho
para as seguintes áreas: comercial; cadeia de suprimentos, para melhoria
da gestão de estoques; manufatura, para elevar produtividade; recursos
humanos, para alinhamento de metas e retenção de talentos; e geração de
informação gerencial.


Pedro de Andrade Faria, conselheiro da Cremer e sócio da Tarpon
Investimentos, afirma que o foco da atuação da gestora na empresa é de
geração de resultado. "Não vejo nada de diferente na nossa atuação na
companhia."


Desde que os fundos passaram a ter maioria no capital da companhia, também
assumiram maioria no conselho. Após a saída de Godoy da Silva, o colegiado
conta com oito vagas, sete membros eleitos, sendo quatro ligados aos
fundos de investimentos - já excluído da conta Borges Carneiro, que se
desligou da Tarpon.

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Wall Street sobe com vazamento de testes de bancos

Por Gustavo Nicoletta

Nova York - Os principais índices do mercado de ações norte-americano
operam em alta, em sua maioria, puxados pelo avanço dos papéis do setor
financeiro após o vazamento de parte dos resultados dos testes de estresse
dos bancos norte-americanos. De acordo com os dados, o Wells Fargo
precisará levantar um capital de US$ 15 bilhões e o Citigroup de entre US$
5 bilhões e US$ 10 bilhões. O JPMorgan não precisará levantar capital,
enquanto o Bank of America foi aconselhado a elevar sua parcela de ações
ordinárias em US$ 35 bilhões.


Outro fator que contribuía para o avanço dos índices era a Pesquisa
Nacional de Emprego da ADP/Macroeconomic Advisers, publicada mais cedo, que
mostrou um corte de 491 mil vagas de trabalho no setor privado
norte-americano em abril, abaixo da previsão média de analistas de perda de
650 mil vagas.


Às 16h32 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,67%, para 8.466 pontos,
enquanto o S&P 500 avançava 1,03%, para 913 pontos. O Nasdaq caía 0,21%,
para 1.750 pontos.


No setor financeiro, Wells Fargo subia 10,94%, Citigroup avançava 12,69%,
JPMorgan ganhava 3,59% e Bank of America tinha alta de 12,55%.


Em outros segmentos, as ações da Walt Disney subiam 11,19% e as da General
Motors caíam 11,35% após a montadora afirmar que o governo pode tornar-se
proprietário de metade da companhia, enquanto os detentores de ações
ordinárias da GM possuiriam uma fatia de 1% dentro dos termos do atual
plano de reestruturação.


De acordo com operadores, os resultados - e os rumores - a respeito dos
testes de estresse devem conduzir os movimentos do mercado nas próximas
duas sessões. "Estamos todos esperando. Até o momento, parece que o mercado
está empolgado com a possibilidade de termos algum tipo de resposta amanhã,
mesmo que não saibamos como os resultados vão ser apresentados", disse Bill
Stone, estrategista-chefe de investimentos da PNC Wealth Management. As
informações são da Dow Jones.

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Bolsa brasileira já se aproxima de nível pré-crise

Os investidores tomaram gosto pela alta no mercado acionário doméstico.
Pela quinta sessão seguida - e contrariando as previsões de que os ganhos
acumulados já estavam em tempo de serem embolsados -, a Bolsa de Valores de
São Paulo permaneceu o dia todo no azul, recuperando durante o pregão a
marca dos 52 mil pontos. No fechamento da sessão regular, o desempenho
ficou abaixo disso, mas foi o maior nível desde 25 de setembro do ano
passado. Aos poucos, o Ibovespa vai recuperando a pontuação pré-crise, de
meados de setembro de 2008, quando do pedido de concordata do banco
americano Lehman Brothers, em 15 de setembro, que marcou o agravamento da
crise internacional.

Os dados sobre mercado de trabalho da ADP nos Estados Unidos, uma prévia
agradável dos testes de estresse dos bancos que serão divulgados amanhã, e,
no Brasil, a continuidade do ingresso de recursos estrangeiros garantiram a
manutenção da trajetória ascendente hoje.
O índice Bovespa (Ibovespa) fechou esta quarta-feira com valorização de
1,64%, aos 51.499,48 pontos. Na mínima do dia, ficou em 50.672 pontos
(estabilidade) e, na máxima, os 52.096 pontos (+2,81%). Nos três pregões de
maio, o Ibovespa acumula ganho de 8,90% e, em 2009, de 37,15%. Nas últimas
cinco sessões seguidas de alta, o índice subiu 12,39%. O giro financeiro
totalizou R$ 7,468 bilhões hoje (dado preliminar). Em 12 de setembro de
2008, uma sexta-feira, último pregão antes do anúncio da quebra do Lehman
Brothers, o Ibovespa havia fechado em 52.392 pontos.
As previsões no início do dia eram de que, enfim, hoje, os investidores
embolsariam parte do dinheiro que fizeram nos últimos pregões no mercado
acionário. Mas a divulgação dos dados do mercado privado de trabalho
norte-americano pela ADP fez os investidores mudarem de ideia. Ao invés do
fechamento de 650 mil vagas em abril nos EUA, como era esperado pelos
analistas, foram eliminados 491 mil postos de trabalho, o que foi lido como
um sinal de que o "payroll" - relatório oficial que o Departamento de
Trabalho dos EUA divulgará na sexta-feira - também deve vir melhor. O
vazamento de parte dos resultados dos testes de estresse dos bancos
americanos, que serão conhecidos amanhã, também patrocinou uma corrida às
ações à tarde.
O Dow Jones terminou a sessão em alta de 1,21%, aos 8.512,28 pontos, o S&P,
de 1,74%, aos 919,53 pontos, e o Nasdaq, de 0,28%, a 1.759,10 pontos. Os
papéis do BofA subiram 17,07%, do Citigroup, 16,62%, e o JPMorgan, 6,89%.
O humor melhor no exterior puxou para cima as cotações de matérias-primas
(commodities) , que também favoreceram os papéis domésticos, assim como o
fluxo estrangeiro. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do
petróleo para junho terminou com avanço de 4,64%, a US$ 56,34, o maior
preço do ano, influenciado pelo crescimento inferior ao esperado nos
estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. Na Bovespa, Petrobras ON
subiu 1,36% e Petrobras PN avançou 1,47%.
Vale, que divulga balanço trimestral logo mais, terminou com alta de 0,76%
na ação ON e de 0,79% na PNA. As previsões dos analistas ouvidos pela
Agência Estado para o resultado de janeiro a abril é de um lucro líquido
25,5% menor, segundo o padrão contábil norte-americano (US GAAP), para US$
1,5 bilhão.
As siderúrgicas tiveram desempenho mais robusto e, com exceção de Usiminas
PNA (+1,47%), subiram mais de 4%: Gerdau PN avançou 4,72%, Metalúrgica
Gerdau PN, 5,43%, e CSN ON, 4,58%.
No setor bancário doméstico, não houve fechamento uniforme. Bradesco PN
terminou com aceleração de 1,41%, Itaú Unibanco PN caiu 1,13%, e BB ON
terminou com ganhos de 7,72%.

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Bom dia ADVFN - Porsche e Volkswagen anunciam fusão

Notícias em destaque

Agenda do investidor lotada para hoje
A agenda desta quinta-feira (07/05) está bastante completa e contribuirá
para a volatilidade dos pregões. Na agenda doméstica, o destaque fica por
conta da Ata do Copom e a divulgação dos números da Produção Física
divulgados na Pesquisa Industrial Regional, realizada pelo IBGE. Nos
Estados Unidos, os indicadores terão mais relevância com a divulgação dos
dados semanais dos pedidos de seguro-desemprego, a preliminar do
Productivity & Costs, índice responsável por medir o nível de produtividade
e custos da mão-de-obra e o nível de crédito ao consumidor divulgado pelo
Federal Reseve. Dá-se início também às reuniões do Banco Central Europeu e
do Banco Central da Inglaterra. Além disto, atenção redobrada para a
divulgação dos resultados trimestrais da Gerdau, TAM e B2W.

Porsche e Volkswagen anunciam fusão
Após uma reunião realizada nesta quarta-feira (06/05) com os acionistas das
famílias Porsche e Piëch, as duas mundialmente conhecidas empresas do setor
automotivo, Porsche e Volkswagen iniciam uma organização para fusão de suas
operações e controles. Ainda sem muitos detalhes, as duas empresas irão
criar um grupo automotivo integrado, reunindo 10 marcas em uma organização
que irá durar aproximadamente quatro semanas. As marcas serão mantidas e
irão operar de forma independente, mesmo estando sob uma administração
única. Atualmente a Porsche detém 51% das ações da Volkswagen em
negociações realizadas diretamente no mercado à vista. Participarão também
das novas decisões os empregados das montadoras e o Estado Regional da
Baixa Saxônia, na qual detém 20% dos papéis da Volkswagen.

Últimos resultados corporativos em destaque
Destaque máximo para o resultado da Vale divulgado na noite e ontem
(06/05). A mineradora reportou um lucro líquido de R$ 3,15 bilhões neste
primeiro trimestre, ficando 1% abaixo dos números registrados no primeiro
trimestre de 2008. Ao longo do pregão, as ações da Vale registravam uma
leve alta, porém após a divulgação dos resultados, viraram a mão e operaram
no campo negativo durante o After Market. Iochpe-Maxion registrou um
prejuízo líquido de R$ 3,1 milhões no trimestre. A Tractebel sofreu uma
queda e 40% em seus resultados, com a divulgação de um lucro líquido de R$
234 milhões. A Braskem divulgou um lucro 88% menor, ao somar R$ 10 milhões
neste primeiro trimestre. A Nintendo reportou números recordes ao alcançar
um lucro líquido de 2,127 bilhões de euros no ano fiscal de 2008, valor
8,5% maior do que registrado no exercício anterior. A Cisco Systems
divulgou um lucro líquido 16,31% menor, ao somar US$ 5,053 bilhões nos nove
primeiros meses do ano fiscal. O banco b ritânico Barclays registrou um
lucro líquido de 941 milhões de euros, o que significa uma alta de 12% em
comparação ao mesmo período do ano passado. O banco francês Société
Générale registrou um prejuízo de 278 mi de euros no trimestre.

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Quarta-feira, Maio 06, 2009

Meirelles diz que bolsas se antecipam à recuperação econômica Valor Online 06/05/2009 15:13

Valor Online

06/05/2009 15:13

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, comentou
há pouco que a alta das bolsas registrada esta semana significa que o
mercado de renda variável está se antecipando a uma efetiva recuperação da
economia americana.

Em palestra a empresários gaúchos, Meirelles citou Ben Bernanke, presidente
do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, que afirmou ontem
que a economia real de seu país "ainda vai cair um pouco mais, antes de
começar a subir".

Segundo Meirelles, se o presidente do Fed "estiver correto, estamos vendo o
mercado se antecipar bastante a esse processo de recuperação da economia
americana".

Na segunda-feira desta semana, a Bovespa registrou elevação de 6,59%,
seguindo euforia dos mercados acionários internacionais. Na semana,
incluindo a alta de hoje até agora, o ganho já supera 9%.

O presidente do BC faz palestra sobre "A crise internacional e a reação na
economia brasileira" para o "Fórum de Economia" promovido pela Federação
das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Sua participação é
feita por meio de teleconferência, desde um auditório reservado na sede da
Confederação Nacional da Indústria (CNI).

(Azelma Rodrigues Valor Online)

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Canal executivo: Petrobras pula do 20º para o 4º lugar entre as mais respeitadas do mundo

A Petrobras passou do vigésimo para o quarto lugar entre as empresas mais
respeitadas do mundo, segundo pesquisa divulgada pelo Reputation Institute
(RI), empresa privada de assessoria e pesquisa, com sede em Nova York. O
ranking relaciona 200 grandes empresas do mundo e é realizado anualmente
desde 2006.


O mesmo ranking internacional traz mais três empresas brasileiras: Sadia
(5º), Votorantim (20º) e Vale (28º). À frente da Petrobras, no ranking
internacional, estão duas empresas européias e uma americana: Ferrero
(Itália), Ikea (Suécia) e Johnson & Johnson (EUA).


O Reputation Institute criou um modelo de avaliação (Modelo RepTrak) que
mede o nível de estima, confiança, respeito e admiração, por meio de
pesquisas realizadas com consumidores do país de origem das empresas. Foram
realizadas 75 mil avaliações, de janeiro a março de 2009, em 32 países.


A Petrobras obteve 82,37 pontos, ficando 18,17 pontos acima da média
mundial (64,20 pontos). Desde 2006, a companhia apresentou um crescimento
de 8,4 pontos. Na pesquisa deste ano, a avaliação do público destacou o
desempenho da Petrobras nas categorias ambiente de trabalho, governança,
cidadania e desempenho financeiro. Os resultados foram os melhores de uma
empresa brasileira desde 2007.


A companhia integra o seleto grupo de 17 empresas mundiais com reputação
excelente, classificação mais alta da pesquisa. Com a quarta posição, a
Petrobras superou empresas como Fedex, Google, Microsoft, 3M, Honda,
Philips, General Electric e Walt Disney Co. A Petrobras conquistou também a
melhor posição entre as empresas de energia.


O resultado da pesquisa indica a presença de um maior número de empresas
dos países emergentes - dentre os quais o Brasil, a Rússia, a China e a
Índia são os representantes mais emblemáticos - no grupo acima da média
mundial de reputação. Segundo o RI, isso demonstra que as empresas desses
países têm sofrido menos impacto negativo junto ao público como efeito da
crise econômica mundial.


O RI avalia sete dimensões que integram o modelo da instituição, com base
em pesquisas qualitativas e quantitativas, e explicam a reputação de uma
empresa no âmbito internacional: liderança, cidadania, performance,
produtos/serviços, inovação, ambiente de trabalho e governança.

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O retorno da bolha / Folha de São Paulo

A euforia, desta vez, é
alimentada pelos bancos
centrais com uma quantidade sem
precedentes de moeda

O SISTEMA de crédito norte-americano ainda vai precisar de uma grande
faxina de ativos desvalorizados antes de se ouvirem as trombetas da
recuperação global. O anúncio da concordata da Chrysler desmancha a
profecia das autoridades e dos diversos porta-vozes do setor financeiro de
que o balanço de lucros e perdas da crise já teria virado o "cabo da boa
esperança".
Os grandes bancos americanos terão que contabilizar enormes perdas
adicionais decorrentes da transformação dos seus empréstimos às montadoras
GM e Chrysler em partes acionárias. Mas é possível também que, fora dos
seus balanços, os bancos problemáticos carreguem mais alguns bilhões em
operações de troca de riscos (ou "swaps") de crédito, tendo que arcar com o
pagamento integral de dívidas asseguradas, independentemente de as
montadoras poderem ou não saldar os valores originalmente devidos.
Se isso se confirmar, mais socorro do governo americano aos bancos por meio
do Tarp ("Troubled Asset Relief Program") vai se tornar indispensável.
Desde o início da crise, cerca de US$ 2,7 trilhões (cerca de 20% do PIB) já
foram despendidos pelo governo em operações de socorro ou estímulo.
Na absoluta contramão, os mercados de renda variável continuaram a emitir
sinais de euforia cada vez mais acentuados nas últimas semanas e dias. A
alta generalizada das Bolsas e das cotações em março, abril e nestes
primeiros dias de maio (no Brasil, isso ocorre desde o fim de 2008) é
interpretada por muitos como um sintoma inequívoco da virada, não só de
humor dos investidores como da próxima retomada de compras pelos
consumidores, mesmo nos países hoje mais afetados pela retração
generalizada. Está mais para retorno da bolha.
A leitura alternativa é que essa recuperação recente das cotações de Bolsa
de Valores e de commodities, especialmente petróleo e soja, foge aos
padrões esperados de oferta e demanda, para se localizar, de novo, como no
ano passado, na mesma febre especulativa que enfeitiçou os especuladores
com delírios de ganhos extraordinários. E por que essa nova bolha acontece?
A explicação ainda é a mesma que a de 2007 e a de 2008, só que a euforia,
desta vez, é alimentada pelas autoridades monetárias dos principais países
com uma quantidade sem precedentes de moeda, emitida para financiar as
operações de socorro. Sem risco imediato de inflação, o Fed dos EUA, os
bancos centrais da China e Japão, os bancos da Inglaterra e da Europa
passaram a utilizar o expediente das emissões sem lastro como recurso de
última instância para financiar as intervenções de ajuda dos seus governos
ao setor financeiro, às empresas em apuros e às agências hipotecárias
insolventes.
A enorme liquidez adicional, neste primeiro momento, contorna o mercado de
empréstimos a empresas, de cujos riscos de crédito os bancos estão fugindo,
para se alojar no circuito mais líquido da compra e venda de ativos.
Constitui atrativo permanente a especulação compradora em mercados de
valores e commodities que permitem a entrada e a saída a qualquer momento,
embora extremante voláteis. São esses movimentos de acomodação da enorme
massa monetária adicional que, afinal, conduzem a estímulos altistas nas
Bolsas, como temos visto.
Mesmo um não especialista desconfiaria de que o apelo desesperado à injeção
de liquidez encontrará, mais à frente, empresas e indivíduos ainda mais
debilitados para prosseguir na rolagem de seus débitos. Mas, até lá, é uma
festa dos comprados.
PAULO RABELLO DE CASTRO , 59, doutor em economia pela Universidade de
Chicago (Estados Unidos), é vice-presidente do Instituto Atlântico e
chairman da SR Rating, classificadora de riscos. Preside também a RC
Consultores, consultoria econômica, e o Conselho de Planejamento
Estratégico da Fecomercio SP. Escreve às quartas-feiras, a cada 15 dias,
nesta coluna.

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Bradesco é marca mais valiosa do Brasil; Omo é a mais lembrada

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/05/bradesco+e+marca+mais+valiosa+do+brasil+omo+e+a+mais+lembrada+5953998.html

Bradesco é marca mais valiosa do Brasil; Omo é a mais lembrada

05/05/2009 - 18:32 - Valor Online

SÃO PAULO - Os bancos mantiveram em 2008 a presença predominante entre as
marcas brasileiras mais valiosas, segundo levantamento publicado anualmente
pela consultoria BrandAnalytics/Millward Brown. Na última versão da
pesquisa, divulgada nesta terça-feira, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil
aparecem nas três primeiras posições, nesta ordem.

Entre as dez primeiras marcas ainda aparece, em nono lugar, a do Unibanco,
que se fundiu com o Itaú em novembro do ano passado.

Segundo a consultoria, que considerou apenas empresas e instituições de
capital aberto, a marca Bradesco valia R$ 12,064 bilhões ao final de 2008,
uma alta de 9% em relação ao exercício anterior. Já a do Itaú estava em R$
8,87 bilhões, também com 9% de valorização. No caso do Banco do Brasil, a
alta foi bem mais expressiva, de 19%, para R$ 8,44 bilhões.

A maior valorização de marca, no entanto, foi registrada pela cerveja Skol,
que passou a valer R$ 4,08 bilhões, alta de 23%. Já a maior queda
registrada entre os 20 primeiros colocados ficou com a Lojas Americanas,
cuja marca perdeu 46% de seu valor no ano passado, passando a valer R$ 590
milhões.

O levantamento também indicou as marcas mais lembradas pelos consumidores.
A liderança ficou com o sabão em pó Omo, que obteve pontuação de 16,6 na
escala utilizada pelo instituto, que ouviu 12,8 mil pessoas. A rede de
lanchonetes McDonald's foi a segunda mais citada, com pontuação de 14,6. O
terceiro posto ficou com a Microsoft, com 14.

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Bom dia ADVFN - VALE: atenção para a divulgação dos resultados

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira
A tensão não estará nos itens padrões cadastrados na agenda do investidor
desta quarta-feira (06/04), embora os estoques de petróleo possam trazer
certa volatilidade na commodity e o ADP Employment, responsável por medir o
nível de emprego no setor privado dos Estados Unidos, possa trazer números
inesperados. Hoje, o investidor estará atento aos resultados trimestrais da
Vale que serão divulgados após o fechamento dos pregões.

Recuperação a caminho!
Em um discurso ao Comitê Financeiro Conjunto do Congresso dos Estados
Unidos, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que a
economia norte-americana comece a se recuperar já no fim deste ano em um
processo gradual, caso nada de excepcional aconteça. Apesar de uma
diminuição na fragilidade econômica ao longo deste período, o presidente do
Banco Central dos EUA acredita que o nível de desemprego continuará alto e
a taxa de crescimento da economia continuará abaixo do seu potencial por um
tempo significativo. Muita atenção para a divulgação amanhã (07/05) dos
testes de estresse realizados pelo Fed em conjunto com o Departamento de
Tesouro do país. Estes testes mostrarão de fato quais instituições
financeiras estão ainda precisando de ajuda.

Últimos resultados corporativos em destaque
Apesar de um crescimento de 27,7% nos ativos totais do Itaú Unibanco, a
instituição reportou uma queda de 27,66% em seu lucro líquido ao somar R$
2,015 bilhões no primeiro trimestre. A TIM Participações novamente anunciou
um prejuízo nos três primeiros trimestres do ano, com uma perda líquida de
R$ 144 milhões, valor 14,8% maior em comparação ao primeiro trimestre de
2008. A Klabin terminou este primeiro trimestre com um lucro de R$ 29
milhões, cifra 58% menor em comparação com o mesmo período do ano passado.
A Kroton registrou uma alta de 4,8% em seu lucro líquido, somando R$ 24,9
milhões no primeiro trimestre deste ano. A Log-In divulgou um prejuízo
líquido de R$ 582 mil no mesmo período. O banco UBS divulgou um prejuízo de
aproximadamente US$ 1,7 bilhão. A famosa Disney registrou um lucro líquido
de US$ 613 milhões em seu segundo trimestre fiscal, o que representa uma
queda de 45,7%. A fabricante alemã BMW reportou um prejuízo líquido de
aproximadamente US$ 20 milhões . A Adidas reportou uma intensa baixa em
seus resultados, com uma queda de 97% em seu lucro líquido, somando apenas
5 milhões de euros neste primeiro trimestre.

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Petrobras e Vale têm maiores pesos na carteira recomendada de maio do BB

Por: Equipe InfoMoney
06/05/09 - 08h41
InfoMoney

SÃO PAULO - Os analistas da BB Investimentos divulgaram a carteira recomendada para o mês de maio, listando dez ações de empresas que, segundo sua avaliação, deverão representar boas oportunidades de ganhos em bolsa no período.

O portfólio possui a mesma quantidade de papéis listados que no anterior. Há, entretanto, a substituição de três ativos, sendo que foram inseridos os da B2W, Gerdau e Lojas Renner no lugar de AmBev, Bradesco e Itaú Unibanco

Ademais, foi considerada a diversificação de setores na composição da lista deste mês, que vem mais uma vez determinada por análises técnicas e pautada também por alguns critérios fundamentalistas.

Análises
A BB Investimentos ressalta que o Brasil volta a ser uma consistente opção de investimentos, já que o pior da crise de confiança global parece ter ficado para trás. Além disso, a BM&F Bovespa registrou três meses consecutivos de entrada líquida de capital externo, o que, para os analistas, "poderá seguir sendo mola propulsora e necessária para a tendência ascendente do Ibovespa".

Em âmbito mundial, as injeções de estímulos às economias devem começar a fazer efeito, segundo o BB Investimentos.

Confira as recomendações:

Empresa Código Preço-alvo Upside* Peso
B2W BTOW3 Em revisão - 5%
Gerdau GGBR4 Em revisão - 10%
Lojas Renner LREN3 Em revisão - 5%
Lojas Americanas LAME4 Em revisão - 5%
Natura NATU3 Em revisão - 5%
Petrobras PETR4 R$ 45,00 40,27% 20%
Rossi Residencial RSID3 Em revisão - 10%
São Martinho SMTO3 Em revisão - 10%
SLC Agrícola SLCE3 R$ 22,50 41,15% 10%
Vale VALE5 R$ 44,10 34,08% 20%
*Potencial de valorização para o final de 2009 com base na cotação de fechamento do dia 5 de maio

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Kroton divulga crescimento de 4,8% em seu lucro líquido no primeiro trimestre

Por: Equipe InfoMoney
05/05/09 - 21h47
InfoMoney

SÃO PAULO - A Kroton divulgou seu resultado do primeiro trimestre de 2009 nesta terça-feira, destacando o crescimento de 51,4% na receita líquida frente ao mesmo período do ano anterior, somando R$ 107,5 milhões.

O lucro líquido da companhia foi de R$ 24,9 milhões, crescimento de 4,8% frente ao lucro auferido no primeiro trimestre de 2008. A Kroton chama a atenção, em seu release, para a reestruturação do seu mix de operações, que agora passou a contar com o ensino superior como responsável pela maior parte das receitas.

Paralelamente, o Ebitda (Lucro antes de Juros, Iimpostos, Depreciação e Amortização) teve acréscimo de 37,6% na comparação anual, totalizando R$ 35,7 milhões

Por fim, o presidente da Kroton, Walter Luiz Diniz Braga, destaca o primeiro contrato do Projecta, braço da companhia para a área pública, que visa fornecimento de produtos educacionais para escolas públicas.

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Lucro do BNP Paribas surpreende e atinge € 1,56 bilhão no trimestre

Por: Equipe InfoMoney
06/05/09 - 08h30
InfoMoney

SÃO PAULO - O BNP Paribas, maior banco da França, divulgou os seus resultados do primeiro trimestre deste ano, reportando um lucro líquido de € 1,56 bilhão, superando as expectativas de mercado.

O desempenho da instituição ficou abaixo daquele registrado no mesmo período do ano passado. Quando comparado a essa base, o lucro líquido do banco registrou queda de 21%, pressionado por perdas relacionadas a empréstimos.

No entanto, o resultado surpreendeu positivamente e ficou bem acima do esperado por analistas, atingindo quase o dobro das projeções, que giravam em torno de € 784 milhões. Conforme especificado, a performance do mercado de capitais foi fundamental para o saldo positivo.

Tier 1 capital ratio
O Tier 1 capital ratio do BNP Paribas, indicador-chave que mede a solvência de instituições, subiu de 7,8% no final de dezembro para 8,8% ao fim do mês de março. De acordo com Baydouin Prot, seu CEO (Chief Executive Officer), a medida está perfeitamente adequada ao banco.

Recomendação de compra
Em linha com os resultados, os analistas do Citi elogiaram o desempenho do BNP, ressaltando o bom crescimento em suas franquias de varejo e corporate, além da boa gestão por seus executivos. Nesse sentido, reiteram a recomendação de compra para os papéis do banco.

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Aracruz e VCP disparam mais de 12% com perspectivas favoráveis do Goldman Sachs

Por: Marcelo Olsen Saad
05/05/09 - 17h50
InfoMoney

SÃO PAULO - Em pregão marcado pela instabilidade na renda variável externa, os papéis do setor de papel e celulose voltaram a se destacar entre os ganhos do Ibovespa nesta sessão.

Diante das perspectivas favoráveis do Goldman Sachs, as ações de Aracruz (ARCZ6), VCP (VCPA4) e Suzano (SUZB5) apresentaram expressivas valorizações de 13,57%, 12,03% e 3,51% respectivamente - com as duas primeiras liderando com folga os ganhos do benchmark.

Fundamentando sua análise em sinais de que os preços da celulose estão se recuperando antes do previsto, os analistas do Goldman Sachs elevaram o preço-alvo aos ADRs (American Depositary Receipts) de Aracruz e Klabin.

Cabe lembrar que o rating em escala nacional da Suzano foi reafirmado em "AA-" pela agência de classificação de risco Fitch na véspera, que atribuiu perspectiva estável para a classificação.

Klabin
Os ativos da Klabin (KLBN4) apresentaram ganhos mais tímidos ao longo da tarde diante da divulgação dos resultados referente ao primeiro trimestre deste ano, mas fecharam com expressiva valorização de 7,69% - terceira maior alta do índice.

Na mesma linha, o Ebitda (geração operacional de caixa) somou R$ 180 milhões no três meses encerrados em março, uma redução de 6% na comparação com mesmo período do ano passado, mantendo margem Ebitda (relação percentual entre o Ebitda e a receita líquida) de 25%.

Por outro lado, a fabricante de papel anunciou que trabalha com a perspectiva de um novo ciclo de expansão de seus negócios a partir de 2015. O plano de crescimento prevê a implantação de uma fábrica de celulose com capacidade de 1,3 milhão de toneladas, prevista para entrar em operação a partir de 2015.

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TIM mostra prejuízo líquido de R$ 144 milhões no primeiro trimestre

Por: Equipe InfoMoney
06/05/09 - 07h10
InfoMoney

SÃO PAULO - A TIM (TCSL3, TCSL4) revelou seu resultado operacional do primeiro trimestre deste ano, com prejuízo líquido de R$ 144,014 milhões, cerca de 14,8% superior às perdas listadas no mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, o Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia totalizou R$ 609,45 milhões, marcando um aumento de 14,4% na comparação com os R$ 532,78 milhões reportados nos três primeiros meses do ano passado. Já a receita líquida mostrou leve crescimento de 0,6%, em bases anuais, ao somar R$ 3,01 bilhões.

"O primeiro trimestre de 2009 foi um trimestre de reestruturação, ainda sob os efeitos negativos gerados no ano de 2008, que levaram à estabilização da receita neste trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior", justifica a companhia.

Confira os números

(em R$ milhões) 1T09 1T08 Var
Receita Líquida 3.011 2.992 +0,6%
Ebitda* 609,45 532,78 +14,4%
Lucro líquido (144,01) (125,46) +14,8%
*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

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Teste de estresse: Bank of America talvez necessite de US$ 34 bilhões em capital

Por: Rafael de Souza Ribeiro
06/05/09 - 07h35
InfoMoney

SÃO PAULO - O Bank of America talvez necessite levantar mais de US$ 34 bilhões em capital para se adequar às exigências do teste de estresse elaborado pelos reguladores norte-americanos, segundo fontes próximas ao governo dos EUA.

Caso confirmado, esse seria o maior montante entre os 19 maiores bancos submetidos às avaliações do governo norte-americano. Consciente das necessidades urgentes, o Bank of America deverá vender 6% de sua participação no China Construction Bank, mostra notícia do Financial Times.

De acordo com as fontes, o JPMorgan não necessita de grandes quantias, enquanto o Citigroup, outro gigante dos EUA, pode ter de levantar cerca de US$ 10 bilhões no mercado, segundo matéria do New York Times.

Os resultados oficiais do teste de estresse serão emitidos na próxima quinta-feira (6) após o encerramento das bolsas norte-americanas.

Reação nos mercados
No pré-market de Nova York, os papéis do Bank of America recuam cerca de 10%, enquanto Citigroup e JP Morgan operam em baixa de 1,81% e 0,10%, respectivamente.

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Montadora BMW registra prejuízo pelo segundo trimestre consecutivo

Por: Equipe InfoMoney
06/05/09 - 08h10
InfoMoney

SÃO PAULO - A montadora alemã BMW, maior fabricante de veículos de luxo do mundo, anunciou nesta quarta-feira (6) um prejuízo líquido de € 152 milhões (US$ 202 milhões) no primeiro trimestre de 2009, em comparação ao lucro de € 487 milhões observados em igual período do ano anterior.

O resultado veio melhor que o projetado pelo mercado, principalmente por conta das reduções de gastos e das demissões promovidas pela empresa no período.

No último trimestre de 2008, a BMW registrou seu primeiro prejuízo desde 2001, ao reportar uma perda de € 963 milhões.

Estimativas
Em comunicado, a montadora reiterou sua previsão de que as vendas em 2009 sofrerão queda, especialmente por conta do recuo entre 10% e 20% na demanda por veículos neste ano.

As vendas da BMW em abril também devem cair, segundo afirmou Norbert Reithofer, executivo-chefe da montadora. "O recuo será de aproximadamente 23%", previu.

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Lucro líquido da AmBev sobe para R$ 5,19 bilhões com novos padrões contábeis

Por: Rafael de Souza Ribeiro
06/05/09 - 08h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A fim de se adequar às novas regras contábeis brasileiras, devido ao processo de implementação do IFRS (International Financial Reporting Standard), a AmBev (AMBV4) republicou nesta quarta-feira (6) os resultados de 2008.

Com base neste novo critério, o lucro líquido da empresa em 2008 cresceu 2,4% em comparação ao verificado em 2007, de R$ 5,06 bilhões para R$ 5,19 bilhões. Nos parâmetros antigos, o lucro verificado fora de R$ 3,05 bilhões.

A receita líquida ficou em R$ 20,7 bilhões durante o ano passado, crescimento de 5,8% frente ao acumulado de 2007, quando a AmBev registrou R$ 19,5 bilhões.

Confira os números anuais com o IFRS

(em R$ bilhões) 2008 2007 Variação
Receita Líquida 20,71 19,57 +5,8%
Ebitda Normalizado* 9,17 8,79 +4,3%
Lucro líquido 5,19 5,06 +2,4%
*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Confira os números sem o IFRS

(em R$ bilhões) 2008 2007 Variação
Receita Líquida 20,89 19,64 +6,4%
Ebitda 9,00 8,69 +3,6%
Lucro líquido 3,05 2,81 +8,6%

E para o primeiro trimestre?
Os analistas do Citigroup esperam um crescimento de 18% no Ebitda (geração operacional de caixa) da AmBev durante o primeiro trimestre de 2009 frente ao mesmo período do ano passado.

Segundo o banco, o avanço no volume comercializado de cerveja no Brasil e pela Quinsa, sediada na Argentina, impulsionará o crescimento do Ebitda consolidado da empresa na temporada.

(em R$ bilhões) 1T09 (E) 1T08 Variação
Receita Líquida 5,59 4,84 +15,4%
Ebitda 2,44 2,07 +17,7%
Lucro líquido 1,24 1,01 +22,8%

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Economia melhora, mas crise não acabou

Por André Pontes

O bom humor na economia mundial, que levou a Bolsa de Valores de São Paulo
(Bovespa) a atingir 50.404 pontos na última segunda-feira, não indica que a
crise financeira acabou. Economistas pelo mundo estão reformulando as
péssimas projeções do ano passado e especialistas consultados por VEJA.com
já falam que a situação deve melhorar gradativamente até o final do ano.
"Vivemos uma retomada, mas temos de lembrar que o ano de 2009 para a
economia global está perdido", disse Álvaro Bandeira, diretor e economista
chefe da corretora de valores Ágora.

Segundo Bandeira, em setembro de 2008, com a quebra do banco de
investimentos Lehman Brothers, o mercado projetou um quadro sombrio da
conjuntura econômica e de dados corporativos de empresas. O resultado foi
um quarto trimestre com forte desaceleração econômica. "As projeções eram
para um ano péssimo, mas aí veio o primeiro trimestre de 2009 e o quadro
não se revelou tão sombrio. Dados de vendas no varejo, gasto com consumo,
atividade industrial, tudo isso deve vir melhor que o esperado neste mês de
maio. Quando o mercado viu que as coisas estavam melhores que o esperado,
nada mais normal que os ativos subirem. Faz oito semanas que a Bovespa está
em alta, por exemplo", afirmou Bandeira.

Na segunda-feira, a Bovespa encerrou os negócios com valorização de 6,59%,
aos 50.404 pontos. Foi a primeira vez dede setembro de 2008 que o indicador
fechou acima dos 50.000 pontos. No ano, o índice já acumula alta de 34,23%.
O avanço entre o dia 27 de outubro, quando o índice foi de 29.435 pontos, e
segunda-feira, é de 71,23%. As Bolsas de Nova York (Dow Jones e a
eletrônica Nasdaq) e Frankfurt (Alemanha) também fecharam os pregões em
alta no primeiro dia da semana. No mesmo ritmo, o dólar recuou 2,33% e
fechou na casa de R$ 2,13 para a venda, menor valor desde 5 de novembro de
2008.

Tudo isso também tem como consequência a expansão do Índice de Atividade de
Gerentes de Compras da China (índice de atividade industrial), divulgado na
segunda-feira. O levantamento divulgado pela corretora CLSA aponta o
primeiro avanço nos últimos nove meses, marcando 50,1 pontos em abril. Em
março, o indicador foi de 44,8 pontos. "A China tem tido informações boas e
agora é a principal importadora do Brasil. Isso é um ponto importantíssimo
para essas altas", disse Keyler Carvalho Rocha, professor de finanças do
curso de administração da Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA USP)

Ainda de acordo com o professor, a alta na Bovespa sugere a ideia de que as
coisas vão melhorar. "Como houve feriado no dia 1º de maio, não houve
pregão. Mas neste mesmo dia as bolsas do exterior subiram. Quando a Bovespa
entrou em operação na segunda, nada mais normal que acompanhar as outras e
recuperar a sexta-feira em que ficou fechada", disse Rocha. "A tendência é
a Bovespa dar dois passos para frente e um para trás. Mas, vamos deixar
claro, não está na hora de aplicar."

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Rendimento da poupança pode ser atrelado à Selic

Técnicos da área econômica que estudam a nova forma de remuneração das
cadernetas de poupança querem propor uma regra pela qual o rendimento
corresponderá a cerca de 65% da taxa de juros básica de juros, a Selic. O
número não está fechado, mas a fórmula de atrelar a poupança ao juro básico
é a que encontra mais apoiadores na área técnica da equipe econômica,
apontada pelos técnicos como uma solução favorável aos poupadores porque,
historicamente, os ganhos da poupança se mantiveram abaixo desse nível.

Ao mesmo tempo, a solução elimina o problema de a economia ter na caderneta
um piso de taxa de juros.

O debate sobre as mudanças na poupança enfrenta, porém, um dilema técnico e
político. Por um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu
proteger o pequeno poupador. Essa linha de atuação foi reiterada ontem pelo
ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Posso garantir aos poupadores que
fiquem absolutamente tranquilos, que o governo cuida da poupança dos
pequenos poupadores. Não vai haver mudança que implique qualquer perda dos
pequenos poupadores que são 95% dos que investem em poupança. Eles
continuarão tendo a rentabilidade necessária e a garantia total", afirmou o
ministro. Ele acrescentou que não há prazo para a definição das novas
regras de correção da poupança.

Por outro lado, existe o entendimento técnico que, em uma economia madura,
não pode haver um limite mínimo de taxa de juros, que hoje é de 6% ao ano e
que se refere exatamente ao rendimento mínimo definido em lei para a
poupança. Sem essa modificação no rendimento da caderneta, o Banco Central
tem ação limitada para dar um tombo na Selic e na taxa de juro real
(descontada a inflação), ainda uma das mais altas do mundo. Por causa da
crise, muitos países passaram a praticar taxas de juros próximas de zero.
Atualmente, o ganho das cadernetas já supera o de alguns fundos compostos
por títulos públicos, principalmente porque a poupança é isenta de Imposto
de Renda (IR) e as outras aplicações não. Técnicos temem que, se houver
concentração de investimentos na caderneta, o governo tenha dificuldade em
rolar sua dívida em títulos.

Em busca de um entendimento com a área política, os técnicos estudam também
a criação de faixas de rendimento, privilegiando os poupadores de menor
porte. Entre as alternativas estudadas estão a tributação por faixa de
valores; criação de outras barreiras às aplicações de maior valor; e
limitação de depósitos em poupança, com o objetivo de evitar uma migração
maciça de recursos dos fundos de investimentos para a caderneta.

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Terça-feira, Maio 05, 2009

O oráculo e a crise

http://www.paidcontent.org/entry/419-buffett-wouldnt-invest-more-in-newspapers-at-any-price/

Buffett: Wouldn't Buy More Newspapers 'At Any Price'

Warren Buffett will keep the Buffalo News and a stake in the Washington

Post Company (NYSE: WPO)—but won't play white knight for the newspaper

industry. The billionaire financier told shareholders at the Berkshire

Hathaway annual meeting taking place today in Omaha, Neb., that newspapers

face possible "unending losses" and that the company would not buy most

U.S. newspaper "at any price," according to MarketWatch and WSJ.



Crise afeta clima da assembleia de Warren Buffett e investidores questionam

futuro após queda de 62% no lucro de 2008

O oráculo e a crise



Por Ricardo Balthazar, de Omaha, EUA

04/05/2009


O bilionário Warren Buffett já teve dias mais tranquilos. Um investidor

lhe disse sábado que talvez tenha chegado a hora de passar para outra

pessoa o comando dos seus negócios. Outro perguntou se ele sabia onde

estava pisando quando fez as apostas arriscadas que estão corroendo o

valor de seus investimentos. Um terceiro quis saber se ele teria coragem

de investir hoje numa empresa como a sua.





Milhares de investidores do mundo inteiro fizeram no fim de semana sua

peregrinação anual até Omaha, a cidade do interior dos Estados Unidos onde

Buffett mantém a sede da companhia que administra seus investimentos, a

Berkshire Hathaway. Em tempos normais, a romaria transforma a assembleia

anual dos acionistas da empresa numa celebração da sabedoria de Buffett e

dos lucros que ela proporcionou. Desta vez, o tom da festa foi bem

diferente.





O lendário investidor ofereceu sábado uma visão sombria do futuro da

economia americana, previu que alguns dos seus investimentos continuarão

gerando perdas em 2009 e avisou que dificilmente a empresa voltará a

oferecer rendimentos exuberantes como os alcançados no passado. "Talvez a

gente consiga fazer uns dois pontos acima do mercado", disse Buffett aos

investidores. "Não dá para fazer muito melhor do que isso."





A Berkshire Hathaway teve no ano passado seu pior resultado desde 1965,

quando Buffett assumiu o controle de uma antiga indústria têxtil e começou

a transformá-la no poderoso conglomerado de empresas e investimentos que

ela é atualmente. A companhia fechou 2008 com lucro de US$ 4,9 bilhões,

mas o resultado foi 62% menor que o do ano anterior. Suas ações caíram 32%

no ano passado.





Os papéis se recuperaram um pouco nas últimas semanas, mas parece cedo

para comemorar. Os resultados do primeiro trimestre deste ano serão

divulgados na próxima sexta-feira e os números antecipados por Buffett no

sábado indicam que ele continua tropeçando. O valor patrimonial da

Berkshire por ação, medida preferida pelo investidor para avaliar seu

desempenho, diminuiu 9,6% em 2008. No primeiro trimestre deste ano, o

tombo foi de 6%. O índice de ações S&P 500 perdeu 37% no ano passado.





A crise golpeou Buffett de várias maneiras. O tumulto nos mercados

desvalorizou sua carteira de investimentos, que no fim do ano tinha US$

122 bilhões em ações e títulos. Contratos de derivativos que Buffett

negociou pessoalmente, envolvendo apostas no desempenho futuro de diversos

índices de ações e na saúde financeira de centenas de empresas, geraram

US$ 7 bilhões de dólares em prejuízos contábeis.





A maioria desses contratos só vence na próxima década e Buffett acredita

que terá tempo suficiente para reverter as perdas contabilizadas agora

depois que a fase mais aguda da crise tiver passado. "Embora não exista

nenhuma garantia de que vamos conseguir, eu ainda espero ganhar dinheiro

com esses contratos", afirmou Buffett no sábado.





Mas a exposição da Berkshire aos riscos que esses instrumentos representam

arranhou a credibilidade de Buffett. A nota da Berkshire foi rebaixada nas

últimas semanas por duas agências de classificação de risco, a Fitch e a

Moody´s - da qual Buffett tem 20% das ações e diz que nunca deu palpite. A

Standard & Poor´s avisou que poderá rever a nota da Berkshire em breve

também.





A principal fonte de receitas da Berkshire são os negócios na área de

seguros. Eles geram dezenas de bilhões de dólares em prêmios que Buffett

usa para fazer seus investimentos sem precisar se endividar. As

seguradoras de Buffett continuaram crescendo no ano passado, mas a

recessão atravessada pelos Estados Unidos atingiu em cheio indústrias

controladas pela Berkshire em outros setores.





Buffett acredita que os americanos não voltarão às compras tão cedo. "Há

uma grande transformação no comportamento dos consumidores", alertou. "As

pessoas agora querem economizar." A Berkshire controla dez seguradoras e

67 empresas em outros segmentos, incluindo distribuidoras de eletricidade,

joalherias e fábricas de doces, sapatos e tapetes.





Apesar das dificuldades, Buffett teve no ano passado um desempenho

superior à média do mercado e o tombo dos últimos meses não foi capaz de

anular os ganhos acumulados nos anos anteriores. Um investidor que tivesse

aplicado US$ 1 mil em ações da Berkshire quando Buffett assumiu o controle

da empresa e nunca mais tivesse mexido nesse dinheiro teria uma fortuna de

US$ 3,6 milhões hoje.





Mas as perdas sofridas no ano passado foram dolorosas para muitos pequenos

investidores e aumentaram a preocupação dos acionistas da Berkshire com o

que acontecerá com a empresa quando Buffett, com 78 anos de idade, e o

sócio que há três décadas é seu principal colaborador, Charles Munger, que

está com 85, não estiverem mais na vizinhança.





A dupla gosta de fazer mistério sobre o assunto. Três executivos do grupo

estão sendo preparados para assumir o comando da empresa e quatro

administradores de fundos poderão dividir a gestão da carteira de

investimentos depois que Buffett morrer. Na assembleia de sábado, ele

rejeitou a sugestão de um acionista para que nomeasse logo seu sucessor.

"Não vejo vantagem em ter um príncipe herdeiro andando por aí."





Segundo homem mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal estimada em US$

37 bilhões pela revista "Forbes", Buffett não parece nem um pouco disposto

a se aposentar. Ele fez questão de demonstrar isso mais uma vez no fim de

semana, quando passou quase cinco horas ao lado de Munger respondendo às

perguntas dos acionistas da Berkshire, que lotaram um ginásio de esportes

com espaço para mais de 18 mil pessoas sentadas.





Os dois cumprem o ritual com visível prazer todos os anos, pontificando

sobre os mais diversos assuntos, comendo uma bala atrás da outra e

bebericando Coca-Cola, empresa na qual a Berkshire possui 9% das ações.

Buffett é loquaz e Munger é lacônico, mas os dois sabem explorar essa

diferença de temperamento para divertir a plateia e driblar as perguntas

mais embaraçosas dos investidores.





Um dos grandes momentos da reunião deste ano foi um esquete cômico exibido

nos telões do ginásio antes da sessão de perguntas e respostas. No filme,

Buffett está deitado de paletó e gravata numa loja de colchões quando o

gerente aparece para acordá-lo. "Você não vai ficar o dia inteiro dormindo

esperando o telefone tocar, como fez no ano passado", avisa. Quando uma

cliente diz que esta à procura de algo "seguro e garantido", Buffett lhe

oferece um novo modelo de colchão, com bolsos especiais para guardar

dinheiro e ações.

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Abertura de capital da Visanet volta em até 90 dias,diz Bradesco

Abertura de capital da Visanet volta em até 90 dias,diz Bradesco

SÃO PAULO (Reuters) - O processo de abertura de capital da Visanet deve ser
retomado em até 90 dias, informou há pouco Milton Vargas, vice-presidente
do Bradesco, um dos controladores da companhia.

"Ainda não está definido o montante e as condições, mas deve acontecer em
até 90 dias", afirmou Vargas a jornalistas em teleconferência sobre os
resultados do banco no primeiro trimestre de 2009.

A primeira tentativa de listagem das ações da companhia de meios de
pagamento na Bovespa foi suspensa no ano passado, devido à intensificação
da crise global, que paralisou as operações de mercado de capitais.

O Bradesco divide o comando da Visanet, em sociedade com o Banco do Brasil
e o Santander.

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Petrobras encontra petróleo em mais uma bacia terrestre no ES

Petrobras encontra petróleo em mais uma bacia terrestre no ES

Valor Online

RIO - A Petrobras informou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) mais uma descoberta de óleo em blocos terrestres do
Espírito Santo (ES). Desta vez, os indícios de hidrocarbonetos foram
encontrados no bloco ES-T-372, após perfuração do poço 4BRSA727ES.

A estatal informou à ANP a descoberta de petróleo no dia 28 de abril e o
poço perfurado está em um bloco que teve a comercialidade declarada no dia
21 de outubro do ano passado. Na ocasião, a acumulação de hidrocarbonetos
no local foi batizada de Córrego Cedro Norte.

Nas semanas anteriores, a estatal já havia comunicado indícios de
hidrocarbonetos em dois outros blocos terrestres no Espírito Santo. No dia
16 de abril, a estatal informou ao órgão regulador ter encontrado indícios
de óleo e gás no bloco ES-T-505, depois da perfuração do poço 4BRSA722ES.
Em 18 de abril, houve a comunicação de descoberta de óleo no bloco
ES-T-364, no poço 4BRSA640DCES.

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Chinesa HNA corta pela metade pedidos de jatos ERJ 145 da Embraer

Chinesa HNA corta pela metade pedidos de jatos ERJ 145 da Embraer

Valor Online

SÃO PAULO - A Embraer informou hoje que a companhia aérea chinesa Hainan
Airline Company, Ltd. (HNA) fechou acordo para reduzir pela metade suas
encomendas de jatos ERJ 145 para a Harbin Embraer Aircraft Industry
Company, Ltd. (HEAI), joint venture que a brasileira possui na China com
empresas daquele país.


Em agosto de 2006, a HNA havia feito pedidos firmes para 50 jatos ERJ 145,
avião que comporta 50 passageiros. Agora, ficou acertado que a empresa
chinesa comprará apenas 25 aeronaves deste modelo.


Até 30 de abril de 2009, a HEAI havia entregado um total de 12 jatos ERJ
145 para a HNA. Segundo o novo acordo, as entregas também foram
reprogramadas. O prazo para entrega passou do final de 2010 para o fim do
primeiro semestre de 2011.

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Bradesco obtém lucro menor no trimestre

Bradesco obtém lucro menor no trimestre

Valor Online

SÃO PAULO - O Bradesco apresentou lucro líquido de R$ 1,723 bilhão no
primeiro trimestre de 2009, abaixo do ganho líquido contábil de R$ 2,102
bilhões somados em mesmo intervalo do ano anterior. O resultado foi 9,6%
inferior ao lucro ajustado de R$ 1,907 bilhão obtido nos três primeiros
meses de 2008.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira o banco explicou que o lucro
líquido trimestral foi composto por R$ 1,073 bilhão oriundo das atividades
financeiras, ou 62% do total, e por R$ 650 milhões gerados pelas atividades
do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência (38% do total).

A carteira de crédito, incluindo avais, fianças, valores a receber com
cartões de crédito e cessão de crédito (FIDC), somou R$ 214,291 bilhões,
com crescimento de 26,5% em relação a igual período do ano passado. As
operações com pessoas físicas avançaram 18,3% e totalizaram R$ 73,630
bilhões e as operações com pessoas jurídicas tiveram expansão de 31,2%,
alcançando R$ 140,661 bilhões.

Em março, os ativos totais chegaram a R$ 482,141 bilhões, um acréscimo de
35,6% no comparativo com igual intervalo de 2008.

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UBS Sale of Brazil Unit Boosts Capital After Loss; Shares Rise

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aVgVBQijQZfM&refer=home

UBS Sale of Brazil Unit Boosts Capital After Loss; Shares Rise

By Elena Logutenkova



May 5 (Bloomberg) -- UBS AG, the European bank with the biggest writedowns

from the financial crisis, posted a first- quarter loss and said capital

grew more rapidly than the company estimated, boosting its shares in Swiss

trading.





UBS rose as much as 5.7 percent in Swiss trading after saying the sale of

its Brazilian unit will raise the Tier 1 capital ratio, a gauge of its

ability to absorb losses, to 11 percent. The bank posted a net loss of 1.98

billion Swiss francs ($1.75 billion), matching an estimate provided on

April 15.





"UBS has a good level of capitalization with the outlook for a Tier 1 ratio

increase to 11 percent and we believe in the strength of the balance

sheet," Teresa Nielsen, an analyst at Vontobel Holding who rates UBS "buy,"

said in a note today.





Chief Executive Officer Oswald Gruebel has announced 7,500 job cuts,

replaced two executive board members and sold the Brazilian business since

he was hired in February. UBS may shed more assets, Chief Financial Officer

John Cryan told journalists on a conference call today.





UBS rose 72 cents, or 4.6 percent, to 16.43 francs by 11:18 a.m. in Swiss

trading, compared with a 3.8 percent increase in Bloomberg's European banks

index. UBS gained 11 percent this year, trailing the 57 percent advance in

Credit Suisse Group AG, which surpassed UBS as the largest Swiss bank by

market value.





'Right Direction'





UBS said last month that its Tier 1 ratio was "roughly 10 percent" at the

end of March, and that the sale of the Brazil operations would increase it

by about 0.6 percentage point.





The higher ratio reported today makes an "equity capital increase even less

likely," said Peter Thorne, an analyst at Helvea in London who rates UBS

"accumulate."





UBS has amassed more than $50 billion in losses and writedowns, the most of

any European bank in the credit crisis, and had to raise more than $32

billion in fresh capital from investors, including the Swiss government.





Gruebel told shareholders at the annual meeting last month that restoring

profitability is UBS's "most urgent" task as it tries to regain the

confidence of clients and investors. Bad loan provisions may rise further

this year as the global economy deteriorates, UBS said today.





"Gruebel is heading in the right direction, but he still has his work cut

out for him," said Wolfgang Matejka, who oversees about $3 billion as chief

investment officer at Meinl Bank in Vienna. "To lose your reputation is

easy but to regain it is a hell of a job."





'Continuing Headwinds'





UBS reported a $1.7 billion markdown tied to bond insurers, or monolines,

and 1.14 billion francs in credit-loss provisions in the first quarter. The

bank also booked a 631 million-franc goodwill impairment on the sale of the

Brazil unit.





"At the investment bank and the Swiss bank there will be continuing

headwinds in relation to credit extension," Cryan said. Leveraged finance

commitments "remain one of our concern areas and risk concentrations,

together with monolines."





The investment-banking division narrowed its pretax loss to 3.16 billion

francs in the quarter from 18.2 billion francs in the year-earlier period.

Profit at the wealth management and Swiss bank unit fell 45 percent to 1.1

billion francs, while wealth management Americas and asset management

reported pretax losses of 35 million francs and 59 million francs,

respectively.





UBS resumed setting aside funds for bonuses in the first quarter despite

the loss, Cryan said. "Bonuses will remain a part of the total remuneration

package and we'll have to continue to pay them," he said.





The latest round of job cuts at UBS, the fifth since the credit crisis

began and the largest since the 1998 merger that created the bank, will

help save as much as 4 billion francs by the end of next year. Gruebel, 65,

is reviewing UBS operations and may exit some "high-risk" businesses and

locations.





Asset Sales





UBS will take a charge of about 650 million francs in the second quarter

for reorganization measures and severance costs, up from 184 million francs

in the first quarter.





"There are some relatively small businesses -- I'm not talking about

divisions -- which are not really core to us, and which we could look to

sell in the course of the year," Cryan said, adding there is "nothing in

the works at the moment."





UBS aims to reduce the workforce by about 4,000 from year- end levels at

the wealth management and Swiss bank division, by 2,500 at each the

investment banking and wealth management Americas units, and by about 500

each in asset management and in the corporate center.





"These are important steps that had to be taken, and it's clear that these

measures couldn't have been taken by the old management," said Marco Bider,

a fund manager who helps oversee about $7 billion, including UBS shares, at

Banque CIC in Basel. "Gruebel doesn't owe anyone anything at the bank."





Changes in Management





Gruebel replaced Marcel Rohner, 44, who left the bank after holding the CEO

post for 19 months. UBS shareholders elected former Finance Minister Kaspar

Villiger, 68, as chairman of UBS's board of directors last month. He

replaced Peter Kurer, 59, who left after a year in the job amid a probe

into whether UBS helped wealthy Americans evade taxes.





UBS reached a settlement in February with U.S. authorities that required

the bank to hand over the names of about 300 American clients.





Customers withdrew 23.4 billion francs from the main wealth management and

Swiss bank unit in the first quarter. Clients at wealth management Americas

added 16.2 billion francs in the period after the bank hired 400 new

brokers in the fourth quarter. The units saw a net outflow of 123 billion

francs in 2008.





'Image Problem'





"It's not only a question of bringing the company back into the black, it's

a question of credibility," said Raoul Paglia, a fund manager at BSI SA in

Lugano, who helps oversee about $62 billion, including UBS shares. "They

have an image problem. They have to try to restore it."





UBS dropped off the list of the 100 most valuable brand names in the latest

annual ranking released by Geneva-based Millward Brown Optimor last week.

The brand was ranked 64th last year and 51st in 2007.





Gruebel last month hired Ulrich Koerner, 46, as chief operating officer,

tapping a former colleague who helped him turn around Credit Suisse six

years ago and replacing Walter Stuerzinger, 53, UBS's chief risk officer

between 2001 and October 2007.





UBS named Alexander Wilmot-Sitwell, 48, and Carsten Kengeter, 42, co-heads

of the investment bank last week, replacing 52-year-old Jerker Johansson

after a year on the job.

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Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$ 2,015 bi no 1º trimestre

Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$ 2,015 bi no 1º trimestre


O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira que teve um lucro líquido de R$
2,015 bilhões no primeiro trimestre do ano, uma queda de 1,4% em relação
ao resultado obtido no mesmo período de 2008, segundo números proforma.


A previsão mediana de analistas consultados pela Reuters apontava para
lucro de R$ 2,477 bilhões no período. Desconsiderando itens
extraordinários, o lucro líquido de janeiro a março teria sido de R$ 2,56
bilhões , ante R$ 2,72 bilhões um ano antes, um declínio de 5,8%.


O lucro líquido foi parcialmente afetado pela contabilização de R$ 491
milhões referentes a mortização de ágios. Outro fator que comprometeu os
resultados foi a provisão para créditos de liquidação duvidosa, que somou
R$ 4,373 bilhões. O número acompanhou o aumento do índice de
inadimplência, que atingiu 5,6% no trimestre. Além disso, as receitas com
prestação de serviços caíram 5,4% em doze meses, para R$ 3,56 bilhões.


A carteira de crédito da instituição, resultado da fusão entre Itaú e
Unibanco em novembro do ano passado, avançou 25,1% na mesma base de
comparação, para R$ 272,7 bilhões. O dado inclui os resultados de avais e
fianças.


"A redução do nível de atividade econômica levou à desaceleração do
crescimento da carteira de empréstimos e financiamentos", explicou o
banco, em relatório comentado. Os ativos totais tiveram um crescimento de
88,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2008, evoluindo para R$
618,9 bilhões.


A rentabilidade sobre patrimônio líquido do grupo, importante indicador da
rentabilidade de um banco, ficou em 18,2%, abaixo dos 27,1% do primeiro
trimestre do ano passado. Os dados comparativos são na base proforma, já
que Itaú e Unibanco tornaram-se uma só instituição em novembro do ano
passado.

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Sell in May and go away: nos EUA, maio é mês de vender ações; 2009 será diferente?

Sell in May and go away: nos EUA, maio é mês de vender ações; 2009 será
diferente?

Por: Giulia Santos Camillo
04/05/09 - 14h48
InfoMoney

SÃO PAULO - Na corrida por conseguir acompanhar o timing do mercado, maio
sempre foi um mês de grandes decisões para os investidores
norte-americanos. Lá, existe a famosa máxima "sell in may and go away"
(venda em maio e vá embora, na tradução livre), que sugere resumidamente
vender todo o portfólio, tirar férias e esquecer do mercado acionário.

Aliás, o provérbio funciona tanto para os investidores que querem saber
qual hora de sair quanto para os que querem decidir quando voltar. A ideia
é sair em maio e retornar ao mercado no início de novembro, quando o
período historicamente desastroso de setembro a outubro já tiver passado.

Neste ano, o ditame do provérbio é reforçado por uma percepção de que os
ralis de março e abril podem gerar um forte movimento de realização de
lucros a qualquer momento. A pergunta que fica, então, é se mais vale
acreditar no velho ditado ou abrir uma exceção, visto que estes não são
tempos comuns.

O ditado tem seu mérito...
Embora seja relembrado no início dos meses de maio com um toque de humor, o
provérbio já foi objeto de diversos estudos acadêmicos que, segundo J.
Colin Dodds, presidente da Saint Mary's University, credenciaram essa
estratégia sazonal.

O professor lembra que se os investidores tivessem seguido essa máxima em
maio do ano passado, eles não teriam sofrido tantas perdas com a piora do
cenário a partir de setembro.

Embora não seja um ditado brasileiro, essa dica teria poupado muitos
investidores brasileiros das perdas do ano passado, visto que o último pico
do Ibovespa foi exatamente em maio e que novembro trouxe uma performance
menos pior do mercado.

...mas este ano é diferente
Porém, os investidores devem lembrar que os últimos tempos nada têm de
comuns. Dave Lutz, diretor da Stifel Nicolaus, afirmou em entrevista à
agência CNBC que "os ciclos econômicos mudaram tanto nos últimos 12 meses
que fica difícil localizar com precisão a sazonalidade".

Dessa forma, o sentimento de boa parte dos analistas é de que o ditado deva
ser ignorado este ano. Alguns deles, como o diretor de estratégia de
investimento da Standard & Poor's, Sam Stovall, baseiam-se também em
padrões históricos. Segundo ele, o índice S&P registrou fortes ralis entre
maio e outubro durante as mínimas de 14 bear markets (mercado em tendência
de baixa) desde 1932.

Além disso, é necessário olhar também para o cenário atual, antes de vender
tudo pensando apenas em um provérbio. Apesar da boa performance dos
mercados acionários globais durante abril, o sentimento em relação à
economia melhorou, dando sinais encorajadores aos investidores.

"Resumindo, a menos que você tenha lucros do recente rali nos mercados e
você precise do dinheiro, este pode ser o ano de não seguir o provérbio já
que provavelmente há mais esperança do que medo em relação ao médio prazo",
sugere Dodds.

Observar os movimentos é fundamental
Na discussão sobre o que maio reserva, os analistas se mostram bastante
otimistas. De acordo com a firma de pesquisa econômica Schaeffer, a análise
histórica mostra que depois de seis semanas consecutivas de ganhos, a
tendência do índice S&P continua sendo de alta.

Porém, as comparações com períodos passados apenas servem de modelo, de
forma que, para não perder o momento do mercado, o investidor deverá ficar
atento aos desdobramentos da situação.

Nadav Baum, diretor de investimetnos da BPU Investment, conclui que os
primeiros dias de maio serão críticos para determinar em qual direção o
mercado irá se movimentar. De antemão, ele espera alguma realização de
lucro, porém afirma que "maio não será um mês desastroso".

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Ações esquecidas e defensivas formam mix

Carteira Valor: Capital externo busca oportunidades em Brasil, mas isso não
significa que mercado esteja imune a reveses.

Ações esquecidas e defensivas formam mix

Por Adriana Cotias, de São Paulo
05/05/2009

Múltiplos melhores do que a média dos emergentes, bons fundamentos e
preços atrativos justificam a continuidade do fluxo externo para a bolsa
brasileira. Mas isso não quer dizer que o mercado local esteja imune a
reveses, alerta a chefe de análise da SLW Corretora, Kelly Trentin. Com a
percepção de que é hora de pinçar papéis para buscar valor no longo prazo,
a casa desenterrou as ordinárias (ON, com direito a voto) da Paranapanema,
ações que já reinaram entre as "blue chips" brasileiras.


Segundo o analista Pedro Galdi, desde que a família Lacombe se desfez do
negócio com um endividamento enorme, até passar para as mãos dos fundos de
pensão por meio de debêntures conversíveis, a companhia passou por um
amplo processo de reestruturação operacional. Vendeu o deficitário negócio
de estanho e hoje atua principalmente no segmento de cobre. "É uma empresa
que não vai pagar dividendos tão cedo, tem prejuízos acumulados, mas já
começa a mostrar melhor desempenho."


No segmento de commodities, além das tradicionais Vale, Petrobras e
Usiminas, a Spinelli Corretora elegeu Ferbasa PN. Com múltiplos baixos em
comparação aos pares locais e internacionais, a empresa conta com uma
estrutura de capital enxuto, boas margens e um caixa líquido de R$ 360
milhões, que lhe dá certo conforto para atravessar o ambiente de maior
restrição no crédito, diz o analista Max Bueno. Segundo ele, a companhia
tem margens compensadoras, é competitiva, sendo a maior fornecedora de
ferroligas do país, abastecendo principalmente a produção de aço inox. "É
uma companhia que tem a produção totalmente integrada, tem mina própria de
cromo e fornece até o produto acabado."


Embora o cenário tenha dado sinais de melhora, a Itaú Corretora preferiu
manter a postura defensiva, sem desconsiderar eventos que possam favorecer
o desempenho no curto prazo. "Há motivos para ficar aliviado, mas não
otimista", diz a estrategista Maria Aparecida Souza. Com tal
sensibilidade, a casa misturou pagadoras de dividendos, como Transmissão
Paulista PN e Brasil Telecom PN, com ações como Cesp PN e Gafisa ON. Para
Cesp, a previsão é de que sejam renovadas as concessões que emperram uma
eventual privatização da companhia. "Mesmo considerando o pior cenário, em
que as concessões não sejam renovadas, há potencial de valorização de mais
de 50%". Apesar de Gafisa figurar entre as maiores altas do ano (mais de
100%), entre as grandes do ramo imobiliário é ainda a mais barata, avalia.
A expectativa é de que a empresa apresente bom desempenho operacional no
primeiro trimestre e que seja uma das mais beneficiadas com o pacote
habitacional por meio da Tenda, no segmento voltado à baixa renda.

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Crédito imobiliário cresce 30,7% em março

De São Paulo
05/05/2009 - Jornal Valor Econômico

As concessões mensais de crédito para o setor imobiliário somaram R$ 2,277 bilhões em março. O volume representa crescimento de 30,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, considerando as contratações realizadas pelos agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que operam com recursos captados pelas cadernetas de poupança.

Em relação ao mês anterior, o crescimento foi de 20,4%, marcando o retorno da expansão mensal das concessões. Em janeiro e fevereiro os volumes apresentaram quedas quanto comparados aos meses imediatamente anteriores. No primeiro mês do ano, a queda foi de 25,4%. Em fevereiro, o tombo foi de 8%.

Com o bom desempenho de março, o primeiro trimestre soma volume total de R$ 5,9 bilhões, uma alta de 8,1% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Em março foram financiadas 21,5 mil unidades, um aumento de 29,6% sobre fevereiro e de 14,4% sobre março de 2008. No ano, já foram liberados recursos para a compra ou a construção de 55,8 mil residências com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

"Evidencia-se que o SBPE continua ofertando crédito em níveis bastante elevados, considerando o momento conjuntural", diz nota da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que representa os bancos.

Já a caderneta de poupança registrou déficit, com os saques superam as entradas em R$ 888 milhões, em março. No trimestre, a captação líquida está negativa em R$ 924 milhões. No mesmo período do ano passado, a captação foi positiva em R$ 2,1 bilhões. O saldo está em R$ 218,3 bilhões.

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Bom dia ADVFN - IPO da Visanet

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira
Começando a semana de forma muito positiva, o investidor deve estar atento
aos indicadores programados na agenda do investidor desta terça-feira
(05/05) para ver se algum poderá acabar com toda esta alegria. De todos os
indicadores padrões programados, nenhum terá uma influência direta sobre as
cotações. Provavelmente a maior atenção será dada ao discurso do presidente
do Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke.

IPO da Visanet a caminho
Milton Vargas, vice-presidente de RI do Bradesco, anunciou ontem (04/05)
que a Oferta Pública de Ações (mais conhecida pela sigla IPO em inglês) da
Visanet deverá acontecer em cerca de 90 dias. O mercado aguardava ansioso
pela emissão primária das ações da companhia, ainda mais após sua
concorrente Redecard bater recordes de captação em sua IPO e ter suas ações
registrando fortes altas no primeiro dia de negociação. Sem mais detalhes,
o IPO da Visanet foi colocado em espera no ano passado após os efeitos da
crise se tornarem globais. O capital da Visanet é controlado pelo Bradesco,
Banco do Brasil, Santander e a Visa International.

Últimos resultados corporativos em destaque
Bradesco sofreu uma queda de 9,6% no lucro líquido deste último trimestre
ao somar R$ 1,723 bilhão. A Profarma registrou um lucro de R$ 6,7 milhões
no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 28,1% em
relação ao mesmo período de 2008. A Suzano Papel e Celulose terminou o
primeiro trimestre com um lucro líquido de $ 90 milhões, queda de 27,8% em
relação a 2008. A Sprint Nextel divulgou um prejuízo de US$ 594 milhões
neste primeiro trimestre, valor 18% maior do prejuízo registrado 1 ano
antes de US$ 505 milhões.

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Segunda-feira, Maio 04, 2009

Bom dia ADVFN - Chrysler oficialmente entra em falência

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira
Sem sombra de dúvidas o investidor irá começar esta semana com uma boa
insegurança quanto ao movimento que os mercados irão fazer após o feriado
que inaugurou o mês de maio. Quanto a agenda do investidor, não há muito
com o que se preocupar, levando em conta que, dos indicadores padrões
cadastrados, nenhum deverá definir o rumo do mercado caso não tragam
valores excepcionalmente fora do consenso dos analistas. Então na agenda
doméstica, assim como todo início de semana, destaque para os novos números
da Balança Comercial e conclusão do Relatório Focus. Nos Estados Unidos
serão divulgados os números das vendas pendentes do setor imobiliário e os
gastos envolvidos no ramo.

Chrysler oficialmente entra em falência
A quinta-feira da semana passada (30/04) foi marcada pelo pedido de
concordata da montadora norte-americana Chrysler, o que acabou balançando
os mercados mundiais e gerando novas dúvidas quanto a uma real recuperação
da economia norte-americana. A decisão para a aprovação da concordata está
sob domínio do juiz Anthony González, de Nova York. A montadora reforçou na
sexta-feira (01/05) o pedido com o intuito de acelerar a tomada de medidas.
Os advogados do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos destacaram que a
existência da companhia corre risco e pedem um prazo máximo de 60 dias para
sair da moratória. Com isto em vista, a montadora optou por bater o martelo
e assinar uma aliança com a italiana Fiat, onde com isto, poderá sair do
processo em até 30 dias. Não remando na mesma direção dos planos da
Chrysler, alguns fornecedores cortaram o abastecimento de peças chave,
fazendo com que várias fábricas fossem fechadas e trabalhadores fossem
enviados para casa temporariam ente. Fora isto, o presidente Barack Obama
tentou tranquilizar os mercados e afirmou que tudo isto não demonstrou um
sinal de fraqueza da companhia, mas representa um novo passo à
revitalização dela, onde acabará saindo desta fase de forma mais
competitiva.

Últimos resultados corporativos em destaque
A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido de R$ 452 milhões
neste último trimestre, o que significa uma considerável queda de 48% em
relação ao mesmo período do ano anterior. A Comgás anunciou uma queda de
20,1% no lucro líquido com um resultado de R$ 95,8 milhões no trimestre.
Após passar por um polêmico processo de demissão em massa, a Embraer
divulgou um lucro líquido de R$ 38,3 milhões neste primeiro trimestre, o
que representa intensa queda de quase 75% nos números em comparação ao
mesmo período do ano passado. A Chevron , petrolífera norte-americana,
sofreu uma queda de 64% em seu lucro líquido ao somar US$ 1,837 bilhão no
primeiro trimestre deste ano. A Mastercard registrou um lucro líquido de
US$ 367 milhões no período, o que representou uma queda de 18% em relação
ao primeiro trimestre de 2008. O grupo Washington Post mergulhou no campo
negativo ao divulgar um prejuízo líquido de US$ 19,5 milhões. A Motorola
também remou para este lado após ter apr esentado um prejuízo de US$ 231
milhões no trimestre. Com água no pescoço, a Dow Chemical divulgou uma
queda de 96,3% em seu lucro líquido ao somar US$ 35 milhões no trimestre.

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Petrobras tira com sucesso primeiro óleo da camada pré-sal de Tupi

Petrobras tira com sucesso primeiro óleo da camada pré-sal de Tupi

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Petrobras, José Sérgio
Gabrielli, comemorou a extração com sucesso do primeiro óleo do campo de
Tupi, no pré-sal da bacia de Santos, nesta sexta-feira.

"Começou a produção e está muito bem, fluindo como o esperado, é um óleo
muito bom, de 28 graus API", disse Gabrielli, que entregou ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva um barril contendo o primeiro óleo extraído, que
marca a primeira exploração em águas ultra-profundas da região.

Lula não foi à plataforma Cidade de São Vicente para a extração, como
estava previsto, por questão de segurança.

O campo de Tupi, o primeiro que será desenvolvido dos 10 blocos já
descoberto na bacia de Santos, vai produzir durante o Teste de Longa
Duração entre 14 mil e 15 mil barris diários, e não mais 30 mil barris
diários como planejado anteriormente.

"O teste deve chegar a 14 mil, 15 mil, porque temos a limitação do 'flare'
(queima de gás)", informou o executivo. O preço de extração, segundo ele, é
inferior ao preço do petróleo no mercado internacional atualmente.

A Agência Nacional do Petróleo limita o volume de gás natural que uma
empresa pode queimar durante a operação.

Gabrielli informou que o teste vai durar 15 meses em dois poços, e o
resultado vai "depender da evolução dos poços, vamos testar 3 meses um, 6
meses outro, tudo como o planejado", afirmou.

"Estamos iniciando realmente uma nova etapa, a descoberta foi feita em
2006, nenhuma outra descoberta desse tamanho teve o primeiro óleo em 3
anos", destacou.

"É uma demonstração da capacidade da Petrobras de realmente desenvolver
essa área", afirmou Gabrielli.

A Petrobras prevê produzir 100 mil barris diários de petróleo em Tupi no
Plano Piloto, que será iniciado em 2010, e projeta para 2020 cerca de 1,8
milhão de barris diários em Tupi e outros blocos que serão desenvolvidos,
praticamente o mesmo volume produzido atualmente pela companhia .

(Por Denise Luna, Edição de Camila Moreira)

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Petrobras inicia exploração no poço de Tupi?

Petrobras inicia exploração no poço de Tupi amanhã? Acabou de passar no
intervalo do JN para quem assistiu...

Petrobras inicia operação do Tupi

A Petrobras dará na sexta-feira (1) o primeiro passo para o desenvolvimento
da maior província petrolífera do Oceano Atlântico, com a inauguração do
teste de longa duração na jazida de Tupi. Segundo o gerente executivo de
exploração da companhia, Mário Carminatti, não há dúvidas sobre o imenso
potencial da região, até agora com reservas estimadas em até 14 bilhões de
barris em apenas dois campos, e o teste de Tupi servirá apenas para definir
o melhor desenho do sistema de produção do campo.

"Temos certeza que Tupi tem excelente produtividade. No fundo, o que
queremos (com o teste) é buscar mais conhecimento, para melhorar a
economicidade dos projetos", explicou o executivo. O teste prevê a produção
durante 15 meses em dois poços no campo, por meio de uma plataforma com
capacidade de 20 mil barris de petróleo por dia.

Ao fim do teste, que será inaugurado com presença do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, a Petrobras definirá quantos poços serão necessários para
desenvolver definitivamente o projeto, cujas reservas são estimadas entre 5
bilhões e 8 bilhões de barris.

"Nenhuma parte do Atlântico tem situação similar à que ocorre nessa região.
Não significa que não haja pré-sal nas bacias de Campos ou do Espírito
Santo, mas não há nelas o gigantismo de Santos", compara Carminatti.

Carminatti não comenta os números, dizendo que ainda não há dados
suficientes para avaliar as reservas em todas as sete concessões do chamado
polo do pré-sal. Ele diz apenas que a carteira de concessões da Petrobras
tem perspectivas de reservas suficientes para garantir as metas de produção
da companhia, que chegam a 3,92 milhões de barris de petróleo por dia no
Brasil em 2020. O pré-sal de Santos vai contribuir com 1,8 milhão de
barris.


Óleo combustível subiu 7%


Menos de 24 horas depois de o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo
Roberto Costa, ter negado taxativamente a possibilidade de ocorrer um
reajuste no preço do óleo combustível este mês, a assessoria de imprensa da
estatal confirmou que o produto sofreu duas altas de 7% em abril. Somados,
os dois reajuste equivalem a uma alta de 14,49% no ano, ante uma queda de
39% acumulada em todo o ano de 2008. Ao ser indagado sobre a alta,
fortemente criticada por representantes das indústrias de São Paulo, Costa
omitiu o reajuste já ocorrido e concentrou-se na negativa de um novo
repasse.

As críticas do empresariado consistem na teoria de que o reajuste seria uma
estratégia da Petrobras de promover a migração do consumo deste combustível
para o gás natural. Segundo a Associação Brasileira das Empresas
Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), o consumo de gás natural teve
queda de 32,48% em março ante o mesmo período no ano passado, provocada
principalmente pelo não acionamento das usinas térmicas este ano.

Na última sexta-feira, a Petrobras fez pela primeira vez um leilão de gás
natural junto ao mercado spot (negócios realizados com pagamento à vista e
pronta entrega da mercadoria, em oposição aos mercado a futuro e a termo)
para tentar reduzir o excesso de oferta. O volume leiloado, de 3,5 milhões
de metros cúbicos - 30% do ofertado - apontou que a oferta excedente já
atingia a 10 milhões de metros cúbicos por dia.

Na entrevista concedida terça-feira, o diretor de Abastecimento negou a
estratégia. De acordo com a assessoria da estatal, no início de abril, o
preço do óleo combustível encontrava-se de 2,68% menor do que o mesmo preço
em dezembro de 2008, daí a necessidade de reajuste. O óleo combustível,
assim como o Querosene de Aviação (QAV) e a nafta, são equiparados ao preço
do barril internacional do petróleo, diferentemente do óleo diesel e da
gasolina - que representam 60% das vendas da Petrobras - e não sofrem
influência da volatilidade de preços no mercado internacional.

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Para os otimistas de plantao, um balde de agua Fria, depois de Soros, Roubini vem avisar ! Um futuro sombrio.

Esta é da carta capital. 30 de abril. Um balde de água fria, cuidado
comprados, estamos mesmo é na onda B, tudo esta mostrando isso, portanto
cuidado!!

http://www.cartacap ital.com. br/app/coluna. jsp?a=2&a2=5&i=3992


Nouriel Roubini
O site RGE Monitor acaba de rever suas projeções para a economia global em
2009. Estamos em meio a uma contração sincronizada, que resultará no
primeiro encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em décadas.
Será a pior crise financeira desde a Grande Depressão. As transações
comerciais mundiais sofrerão a maior redução desde o Pós-Guerra. O comércio
deverá recuar 12% em 2009, em razão da séria e prolongada aversão da
demanda, do excesso de oferta e da capacidade instalada e da falta de
liquidez nos mercados financeiros.

Muitos analistas enfatizam que a segunda derivada da atividade econômica
está se tornando positiva. As economias ainda registram contração, mas a um
passo menos acelerado, o que seria a antessala da recuperação. A análise do
RGE sustenta que a recessão mundial profunda e prolongada, no formato de U,
ainda está a todo vapor. Em 2008, evaporou o consenso de que haveria uma
crise curta e não muito profunda em forma de V. Ainda que o ritmo da
desaceleração econômica esteja menor, em comparação à queda livre do último
trimestre do ano passado e primeiro de 2009, ainda estamos muito distantes
do fundo do poço. Particularmente na Europa e no Japão, há pouquíssima
evidência de que a segunda derivada esteja em curso.

Ao fim do primeiro trimestre de 2009, houve alguns sinais de que o ritmo da
contração estava arrefecendo, principalmente nos Estados Unidos e na China,
onde as respostas de política econômica foram mais agressivas e a produção
industrial pode ter registrado o pior momento em um período anterior ao da
Europa e do Japão. No entanto, isso não é verdadeiro para as maiores
economias do G-7.

A reação global deve ser tímida em 2010, dada a ressaca dos prejuízos das
instituições financeiras, a escassez de crédito e a retomada tímida da
demanda. Os principais pontos das novas projeções do RGE são:

1. A atividade econômica global recuará 1,9% em 2009. As economias
avançadas deverão registrar uma contração de 4%, sendo o Japão e a Eurozona
os mais prejudicados. O PIB americano continuará a encolher, apesar de em
menor ritmo, mas com crescimento negativo em todos os trimestres deste ano.


2. Os mercados emergentes vão desacelerar fortemente, em relação ao
desempenho dos últimos anos. Os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)
crescerão metade do que em 2008.

3. A deterioração das trocas comerciais, a redução dos ingressos de capital
estrangeiro e as condições mais apertadas do crédito resultarão em uma
recessão na América Latina, ante o crescimento de 4,1% em 2008. Argentina,
Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela terão crescimento negativo em
termos anualizados, enquanto países menores, como o Peru, vão experimentar
uma significativa desaceleração.

4. As nações da Europa Oriental e da Commonwealth sofrerão as recessões
mais fortes, dados a restrição ao crédito externo e o continuado risco da
crise financeira. As reduções com as receitas do petróleo e o estresse
financeiro contribuirão para a queda de 5% do PIB da Rússia, em termos
anualizados. As retrações poderão atingir dois dígitos nos países bálticos.


5. Na região asiática, o crescimento cairá para menos de 3% em 2009. A
China terá uma aterrissagem forçada, com o aumento do PIB de 5,5%, enquanto
a Índia deverá registrar apenas 4,3%. Os quatro tigres asiáticos
(Cingapura, Taiwan, Coreia do Sul e Hong Kong), assim como a Malásia e a
Tailândia, viverão uma recessão.

6. O Oriente Médio e a África crescerão metade da performance de 2008, em
razão da queda dos ingressos de capitais, da diminuição da demanda dos
Estados Unidos e da União Europeia e do declínio dos preços das
commodities. Israel e África do Sul terão desacelerações mais amenas.

7. Os pacotes sem precedentes de estímulos fiscal e monetário podem ajudar
a aliviar a diminuição da demanda do setor privado e reduzir o risco de uma
depressão mundial no formato de L. O financiamento das dívidas externas
pode ser um desafio, especialmente para os mercados emergentes e as
economias ocidentais europeias mais vulneráveis.

8. As perdas de emprego deverão superar a contração do mercado de trabalho
da última recessão, contribuindo para o aumento da inadimplência, o que
representa riscos adicionais para os bancos. A taxa de desemprego nos
países desenvolvidos alcançará dois dígitos até 2010, aumentando a miséria.
A despeito do caixa reforçado das instituições multilaterais, há o risco de
tensões sociais e políticas.

9. Commodities são uma classe de ativos que poderá sofrer novas pressões em
2009, apesar dos cortes de produção. O RGE estima que o preço do barril do
petróleo seja em média 40 dólares...

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Article: Why Bankers Would Rather Work for $0.00 Than $500K

Why Bankers Would Rather Work for $0.00 Than $500K



Sometimes asking someone to do something for nothing is more powerful than

paying them.

In a research paper entitled "Effort for Payment: A Tale of TwoMarkets,"

James Heyman and I that people are willing to help move acouch or perform

an experiment just by being asked. Moreover, theseindividuals feel good

about their "gift". Most interestingly, theexperiments show that contrary

to standard economic theory, paying asmall incremental incentive does not

increase effort, but actuallylowers it — because meager compensation

profanes the gift effect anddisincents the giver.

Bringing money into the relationship takes the giver's work out of"gift"

market, and brings it into the "pay-for-effort" market. When itwas done for

nothing, the protagonist was a "donor." When small moneywas on the table,

he or she became an underpaid employee. The easiestway to think about this

is to imagine if at the end of Thanksgivingdinner you asked your

mother-in-law how much you owed her for cookingsuch a wonderful meal. Would

that increase or decrease her effort thenext time you came by? (Assuming,

of course, she would still inviteback you after such an insult.)

In this financial crisis, there has been much discussion aboutbanker' s

pay. We think that if President Obama had asked for a group ofbankers to

take $0, and paid expenses only, it would have brought thediscussion back

into the gift economy. $500,000 is just low enough tobruise the banker's

egos (after all, they got used to much highersalaries for a long time,

higher salaries we can be pretty certain theyfeel they deserved), but $0 is

something to be proud of! In fact,paying these CEOs nothing might remind

them about the responsibilitythey have to the banks they are leading and to

the rest of society. TheCEO of AIG Ed Liddy is already only taking a

one-dollar salary anddonating his time to this worthy effort. But his gift

is isolated, adrop in the bucket — not part of an overall "corps" of senior

financialexecutives acting in unison to help fix the mess.

Would the best people be willing to work for free? Not all capablebankers

could afford it, but many could. We think there would be manywilling to

pitch in…if asked in the right way. After all, this giftidea was at the

core of John F. Kennedy's brilliant notion, "Ask notwhat your country can

do for you — ask what you can do for yourcountry. " By eliminating pay

altogether, these leaders would be givingthe nation the donation of their

time and skill, improving their levelof motivation. Instead of accusing

them of being greedy and selfinterested, people could see them as important

actors playing key rolesin the stability of our entire economy. This in

turn would probablyencourage more bankers to see the power of a collective

gift and thejoy they could feel in donating something so important.

As it stands now, the many good people who are trying to improvethings for

little or no pay are isolated, their effort drowned out bythe outrage over

bonuses and salaries. Hence we have the Congress andPresident involved in

legislating the level of executive compensationall the way down to its

structure and timing! Congress should not bemired in the details of

compensation design. Not only are they bad atit, but the beleaguered public

— whose median household income is lessthan 1/10th of $500,000 — is

watching the pay ping pong with collectivedisgust. The knee-jerk reaction

to create a confiscatory 90% tax on theAIG bonuses makes the conservatives

among us think we are killingcapitalism itself.

When individuals commit acts of personal generosity, it sparks agift

culture that replenishes a store of trust — a resource asmultiplicative as

any Keynesian monetary policy. This sharing is notdone in a communist,

carving-up-the- spoils manner, but rather in thetradition of bravery and

sacrifice for our collective benefit. Whenthose in power act within a gift

culture guided by a spirit ofgenerosity for common cause, it creates a

tangible trust asset thatsupports the flow of credit, money, and markets.

By focusing onlimiting executive pay, President Obama did the political

equivalent ofasking his mother-in-law how much he owed her for Thanksgiving

dinner —and moved the discussion away from social responsibility, and into

thepay-for-effort market, where the negotiations for spoils now dominatethe

discourse.

We think our bold young President has to improve his request. A giftculture

— created at the top — will benefit all of us; and, strangely,will also

help strengthen the rapacious markets where self-interestreigns supreme.

The good news is, it's not too late.



By John Sviokla and Dan Ariely

source: http://www.technolo gyreview. com/blog/ post.aspx?

bid=355&bpid=23401

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Sem tempo

Sem tempo

Eliana Cardoso
30/04/2009

"Um homem não tem tempo na vida para ter tempo para tudo. (...) Precisa
amar e odiar ao mesmo tempo. Rir e chorar com os mesmos olhos. Com as
mesmas mãos, atirar e juntar pedras. (...) Um homem não tem tempo. Quando
perde procura. Quando encontra esquece. Quando esquece ama. Quando ama,
começa a esquecer." Os versos são de Yehuda Amichai, que também diz que
esse mesmo homem sem tempo tem "de comer e digerir o que a história leva
anos e anos a fazer".


A história que precede a crise de 2009 é longa. Para encontrar seu
remédio, seria preciso diagnóstico correto. Como ele é difícil de
produzir, os políticos, que não têm tempo a perder, farão muitos erros na
pressa de decidir nosso destino econômico antes que as eleições de 2010 os
transformem a eles também em passado.


Análises identificam como causa primeira da crise a política monetária
americana, que, tendo sido muito frouxa entre 2004 e 2006, não freou a
bolha de preços no mercado imobiliário, nem o crescimento excessivo do
crédito ou o encurtamento exagerado do prêmio de risco de muitos ativos.


A política monetária frouxa se traduz em taxas de juros baixas demais.
Elas alimentam o crescimento exagerado do crédito e o preço exageradamente
alto dos ativos. Acarretam endividamento excessivo dos consumidores e das
empresas. Ajudam a criar otimismo descabido acerca da capacidade de
pagamento dos devedores.


Os desequilíbrios se acumulam, até que quem executa a política monetária
se pergunta o que fazer. Se o banco central tenta aumentar as taxas de
juros, a inadimplência aumenta e a bolha estoura. Fica então impossível
refinanciar dívidas. A quebradeira se instala. A bolha chega ao fim. O fim
da bolha é o início da crise.


Mas durante o boom de 2004 a 2006, como o banqueiro central poderia saber
que uma bolha se encontrava em formação? Se a inflação se mantinha sob
controle e o nível de emprego parecia razoável, o aumento do preço dos
ativos justificaria o arrocho monetário? E como ter certeza de que o
arrocho, que haveria de arrefecer o crédito, poderia desfazer a bolha sem
causar uma crise?


Tanto quanto o investidor, o banqueiro central não sabe se o crescimento
dos preços dos ativos é uma bolha. E a ação do banco central para prevenir
as bolhas seria desnecessária se as instituições financeiras estivessem
tomando as decisões acertadas. Elas o fariam desde que algumas condições
prevalecessem. Se elas trabalhassem para maximizar o retorno de longo
prazo de suas carteiras e calculassem esse retorno tomando em consideração
o risco das aplicações. Se os incentivos as forçassem e a seus gerentes a
se concentrarem nos ganhos da empresa no longo prazo em vez de buscar o
lucro imediato. Se aqueles que avaliam riscos fossem responsáveis pelos
erros de avaliação e punidos. Se existissem informação transparente e
supervisores competentes.


Como a realidade não satisfaz as condições enumeradas, a política
monetária e a taxa de juros não são suficientes para manter o mundo
financeiro em bom funcionamento. Melhor do que condenar a política
monetária de Greenspan (que todos festejavam até a sua derrocada) é
entender a necessidade dos governos de repensar com cuidado práticas e
regimes. Que formas de compensação salarial contribuíram para a crise?
Como regulamentá-las? Como definir e impor uma estrutura de regras que
limite o comportamento de risco e force as instituições financeiras a
manter o capital adequado para enfrentar choques adversos?


A segunda explicação para a crise reside nos desequilíbrios externos entre
os países poupadores (como a China) e os EUA (que gastavam muito além de
sua renda). Os consequentes superávits em conta corrente dos poupadores
estariam por trás dos grandes fluxos de capital para os EUA, que forçavam
para baixo as taxas de juros em dólar e impulsionavam o boom financeiro
entre 2005 e 2008.


Na verdade, menores fluxos em conta corrente não seriam impedimento para
que gigantescos fluxos de capitais tivessem ocorrido, motivados pela
integração financeira e por inovações na área de informação e comunicação.
De acordo com os livros-textos, num mundo competitivo de informação
perfeita, esse movimento de capitais haveria de contribuir para maior
eficiência econômica.


Acontece que a globalização trouxe mais rapidez, inovações e menores
custos num mundo imperfeito. E nesse mundo os riscos não foram bem
monitorados. Reguladores de diferentes países e os empacotadores de ativos
não compartilharam informações relevantes.


Assim, quem deve levar a culpa da crise financeira? Dificilmente ela
caberá aos desequilíbrios em conta corrente. Devemos atribuí-la à inovação
financeira? Será que a complexidade estimula a fraude? Alguns cálculos de
risco estão além da capacidade das instituições financeiras?


O fato é que precisamos entender melhor o mundo onde a informação tem um
preço alto e os incentivos estão mal alinhados entre investidores e
intermediários. Nesse mundo, um passo importante é reconhecer que a
globalização e a integração financeira exigem regras consistentes entre os
diferentes países. A colaboração internacional será necessária para manter
as crises sob controle, pois as inovações financeiras continuarão a ser
rápidas e surpreendentes. Seria inútil tentar impor limites aos fluxos
financeiros internacionais para manter problemas potenciais sob controle.
E, se regras para controlar os fluxos de capitais não funcionam, a ideia
de impor controles aos países com saldos positivos em conta corrente é
ainda mais descabida.


Enquanto a crise rola, nosso governo se apressa em conceder isenções
fiscais a torto e a direito. Dentro de um ou dois anos, a velha dinâmica
da dívida pública, que no ano passado se acreditou morta, poderá
ressuscitar. Embora a queda da Selic reduza a pressão para a geração de
grandes superávits primários, o peso da recessão e a incerteza sobre as
eleições de 2010 cobrarão seu preço.


Eliana Cardoso é professora titular da EESP-FGV e escreve, quinzenalmente,
às quintas-feiras


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