Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

Governo dos EUA terá US$ 25 bi em ações com direito no voto no Citigroup

O governo dos Estados Unidos terá uma participação de US$ 25 bilhões no
banco Citigroup ao converter as ações preferenciais que possui em ações
ordinárias, informaram nesta sexta-feira o Citi e o Tesouro americano. As
ações ordinárias dão direito a voto, enquanto as preferenciais são as
primeiras a receber dividendo (mas não dão votos).

Se as condições máximas da proposta forem atingidas, o governo dos EUA pode
acabar com uma fatia de 36% no capital votante do Citi. A operação não
representa injeção de dinheiro novo. Os atuais detentores de ações
ordinárias do banco ficarão com 26% do capital, o que significa uma forte
diluição.


Além do governo dos EUA, outros acionistas também deverão fazer a conversão
de ações preferenciais para ordinárias. O montante total envolvido é de US$
27,5 bilhões.

O preço de conversão das ações será de US$ 3,25, ante uma cotação de US$
2,46 do fechamento de ontem.

Ao mesmo tempo em que propõe a conversão de ações, o Citi disse que vai
suspender o pagamento de dividendo de algumas classes de suas ações
preferenciais, o que deve incentivar a migração. Os dividendos das ações
ordinárias também serão cortados.

Segundo o Citi, o fundo soberano de Cingapura (GIC), a empresa do príncipe
árabe HRH Prince Alwaleed Bin Talal Bin Abdulaziz Alsaud, a Capital
Research Global Investors, a Capital World Investors e outros investidores
manifestaram interesse na troca.

De acordo com o banco, a conversão deverá elevar seu capital próprio
ordinário tangível (tangible common equity - TCE ) para US$ 81 bilhões. "A
transação tem o objetivo de elevar o TCE do Citi para um nível que acabe
com a incerteza e restaure a confiança do investidor na companhia", afirmou
o banco em comunicado.

O TCE é o resultado do patrimônio líquido da instituição, menos os ativos
intangíveis e o capital preferencial.


O Tesouro dos EUA condiciona a operação a uma recomposição do conselho de
administração do banco, que terá uma maioria de administradores
independentes, mas o cargo de diretor-geral permanecerá com Vikram Pandit.


Baixa contábil
Também hoje, o Citi revelou que reviu os dados do balanço do quarto
trimestre do ano passado e informou que realizou uma baixa contábil nos
seus ativos intangíveis no montante de US$ 9,6 bilhões antes de impostos.
As baixas estão relacionadas com as unidades de banco de consumo
(financeira) da América do Norte e da América Latina, entre outras.

Com esse impacto, o prejuízo líquido do banco com operações continuadas
para o exercício de 2008 passa a ser de US$ 32,1 bilhões, ou US$ 6,42 por
ação. O resultado anterior apontava perda líquida de US$ 12,14 bilhões, ou
US$ 2,44 por ação.

Em comunicado separado, o presidente do conselho do Citi, Richard Parsons,
disse que o órgão passará por uma reformulação para que seja formado por
uma maioria de membros independentes o mais rápido possível. O conselho é
formado por 15 integrantes, sendo que três deles já haviam manifestado
intenção de não concorrer para um novo mandato em abril e dois devem se
aposentar por terem atingido a idade limite prevista no estatuto.

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Bom dia ADVFN - Petrobras anuncia nova descoberta

Notícias em destaque

Agenda do investidor recheada de indicadores
A semana do carnaval poderá ser finalizada com uma boa pitada de
volatilidade causada por alguns indicadores programados na agenda do
investidor. No Brasil, destaque para divulgação da Sondagem do Consumidor
realizada pela Fundação Getulio Vargas e Nota de Política Fiscal publicada
pelo Banco Central. Nos Estados Unidos, muita atenção para a divulgação dos
dados preliminares do PIB do país e aos números relacionados à atividade
industrial e confiança dos consumidores.

Novas descobertas da Petrobras
A Petrobras parece estar num ritmo ótimo de descobertas, onde após enviar
comunicado à ANP (Agência Nacional do Petróleo) no dia 16 de janeiro deste
ano a respeito de uma descoberta de indícios de hidrocarbonetos no bloco
POT-T-520, localizado na bacia de Potiguar, enviou um comunicado em 23 de
janeiro sobre novos indícios de gás e hidrocarbonetos em terra no bloco
SEAL-T-412, situado no estado de Sergipe, mais outro comunicado notificando
os mercados sobre uma descoberta de grande importância, segundo a empresa,
de gás na Bacia de Santos em 27 de janeiro e três outras notificações no
começo de fevereiro a respeito de vestígios de petróleo em terra nos blocos
localizados em Sergipe, Rio Grande e Ceará. Passando-se pouco tempo desde a
última notificação, a Petrobras enviou um novo comunicado à ANP sobre a
descoberta de vestígios de hidrocarbonetos no bloco SEAL-T-357, localizado
na bacia de Potiguar (que envolve parcialmente Ceará e Rio Grande do
Norte). O petróleo bruto possui em sua composição uma cadeia de
hidrocarbonetos, são eles os responsáveis por definir os diferentes tipos
de petróleo existentes no mundo.

Últimos resultados corporativos em destaque
A TIM Participações fechou o último trimestre de 2008 com chave de ouro,
após ativação de um crédito tributário no valor de R$ 132 milhões de sua
subsidiária TIM Nordeste. Este crédito tributário garantiu a companhia um
lucro líquido de R$ 299,6 milhões no quarto trimestre, o que representa uma
alta de 65,8% em comparação ao mesmo trimestre de 2007. O Banco Nossa Caixa
também divulgou resultados positivos, ao anunciar um lucro líquido de R$
646,5 milhões em 2008, uma alta de 113,3% em comparação com 2007. A General
Motors divulgou mais uma vez perdas gigantes em seu balanço anual. No total
de 2008, a fabricante americana de automóveis registrou um prejuízo de US$
30,9 bilhões, onde US$ 9,6 bilhões foram perdidos apenas no último
trimestre do ano. Em 2007, a gigante automobilística já havia reportado
sérias perdas que somavam US$ 43,3 bilhões. No mesmo caminho, a Fannie Mae,
uma das maiores hipotecárias americanas, divulgou prejuízo de US$ 58,7
bilhões referentes ao balan ço do ano passado, onde em 2007, já havia
divulgado um prejuízo de US$ 2 bilhões. Após isto, a companhia requisitou
ao Tesouro norte-americano um socorro de US$ 15 bilhões para evitar
falência, uma vez que os fatores que trouxeram péssimos resultados em 2008
se agravarão em 2009.

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U.S. Stock-Index Futures Drop After Citigroup’s Third Bailout

By Adria Cimino

Feb. 27 (Bloomberg) -- U.S. stock futures slid after Citigroup Inc. required a third government bailout and investors braced for a report economists project will show the economy shrank more than previously estimated last quarter

Citigroup Inc. sank 33 percent after the U.S. Treasury said it will help the bank raise capital by converting preferred shares into common stock. Exxon Mobil Corp. declined with crude oil prices. Dell Inc. advanced in Germany after reporting profit that topped analysts’ estimates and announcing plans to save an additional $1 billion a year by 2011.

Standard & Poor’s 500 Index futures expiring in March slipped 1.1 percent to 743.9 as of 7:46 a.m. in New York. The index has lost 8.9 percent in February amid concern President Barack Obama’s stimulus package won’t be enough to prevent the recession from deepening. Dow Jones Industrial Average futures fell 0.9 percent to 7,113 and Nasdaq-100 Index futures decreased 1.1 percent to 1,120.

“We’re sitting on the fence,” said Jacques Porta, a fund manager at Ofi Patrimoine in Paris, which oversees about $615 million. “On one hand we have some good news and on the other hand economic data is confirming a significant recession.”

U.S. stocks yesterday dropped for a second day as concern health-care profits will be hurt by a White House overhaul of the medical system offset a rally in banks spurred by the administration’s request for more financial-rescue funds.

The economy shrank in the fourth quarter at an even faster pace than previously estimated as companies trimmed inventories and exports sank, economists said before a government report set for 8:30 a.m. in Washington. Gross domestic product contracted at a 5.4 percent annual pace from October through December, according to the median estimate in a Bloomberg survey.

Exxon, Citigroup

Other reports are projected to show businesses contracted this month at the fastest pace in 27 years and consumer sentiment declined.

Citigroup sank 81 cents to $1.65 in early New York trading. The U.S. government will raise its stake in Citigroup in the third attempt to bail out what was once the world’s biggest financial institution.

The plan will involve the Treasury Department converting as much as $25 billion of preferred shares into common stock, the Treasury Department said today. The government said it will make the swaps only if private holders agree to the same terms. The U.S. doesn’t immediately intend to inject additional money after channeling $45 billion to the New York-based company last year.

Financial companies may fall to 7 percent of the S&P 500 before losses in bank stocks end, extending a drop that already cut the weighting in half, say analysts including Mary Ann Bartels of Bank of America Corp. and John Roque of Natixis Bleichroeder Inc., who base predictions on price charts.

Exxon, Dell

Exxon, the largest oil company, lost 0.6 percent to $70.50 in Germany. Crude fell in New York, paring this week’s increase to 15 percent, on signs the global recession is deepening after Japan’s manufacturers cut production at a record pace.

Dell gained 0.7 percent to $8.27 in Germany. Excluding some costs, earnings were 29 cents a share, beating an average estimate of 27 cents in a Bloomberg survey of analysts. Chief Executive Officer Michael Dell is paring jobs and offloading some manufacturing in a bid to save $4 billion annually within two years, up from an earlier goal of $3 billion.

Profits at the 455 companies in the S&P 500 that have reported quarterly earnings since Jan. 12 dropped 35 percent on average, according to Bloomberg data.

To contact the reporter on this story: Adria Cimino in Paris at acimino1@bloomberg.net.

Last Updated: February 27, 2009 07:47 EST

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Citigroup Gets Third Bailout as Government Plans to Raise Stake

By Bradley Keoun and Rebecca Christie

Feb. 27 (Bloomberg) -- The U.S. government will raise its stake in Citigroup Inc. in the third attempt to bail out what was once the world’s biggest financial institution.

The plan will involve the Treasury Department converting as much as $25 billion of preferred shares into common stock, the Treasury Department said in a statement today. The government said it will make the swaps only if private holders agree to the same terms. The U.S. doesn’t immediately intend to inject additional money after channeling $45 billion to the New York- based company last year.

“This gradual step-by-step process doesn’t work, or has not worked so far,” said Marino Valensise, chief investment officer of London-based Baring Asset Management Ltd., who helps oversee about $30 billion for clients.

Citigroup Chief Executive Officer Vikram Pandit is trying to bolster confidence after his bank’s stock price sank to $1.95 last week -- the lowest price in 18 years. The government is supporting the company, which had 200 million customer accounts in more than 100 countries at the end of last year, because of concern its failure might roil already weak global markets.

Federal Reserve Chairman Ben S. Bernanke said Feb. 25 he wants to avoid nationalizing Citigroup and other large banks in a way that would wipe out shareholders and leave the U.S. in full control. Bernanke said the government might end up owning a “substantial minority” of the bank.

Citigroup rose 3 cents to $2.49 in German trading today before the announcement. The stock plummeted 90 percent during the past 12 months. Only Cincinnati-based Fifth Third Bancorp fell more of 24 companies on the KBW Bank Index.

Selling Businesses

The Treasury Department is injecting a fresh round of bailout funds into the nation’s banks to help them weather the recession. Regulators on Feb. 25 announced details of “stress tests” to determine how much capital banks will need should unemployment climb to 10.3 percent in 2010.

Pandit, 52, has been selling units to free up capital after Citigroup posted a record $27.7 billion loss in 2008. He said last month he planned to sell the bank’s CitiFinancial consumer- finance and Primerica life-insurance subsidiaries as soon as the market permits. He also struck a deal to sell majority control of the bank’s Smith Barney brokerage to Morgan Stanley.

As part of today’s deal with the government, Citigroup also agreed to reconstitute its board so that a majority of the directors are new and independent, Treasury said today.

The CEO has said he wants to refashion the financial- services behemoth, built in the 1980s and 1990s through a chain of acquisitions, into a global bank focused on retail branches, securities trading, investment banking and payment processing.

The government’s increasing control over the bank’s affairs grew apparent after the bank got $25 billion of bailout funds in October and another $20 billion in November. The bank also paid $7 billion of preferred stock for $301 billion of guarantees on mortgages, junk-grade loans and subprime-tainted securities.

Dividend Cut

Citigroup had to slash its quarterly dividend to 1 cent, accept restrictions on executive pay and limit luxury perks such as office renovations and unnecessary private-jet travel.

The bank also was pressed to participate in a foreclosure- prevention program favored by Federal Deposit Insurance Corp. Chairman Sheila Bair. The company consented to lawmakers’ demands that it support a bill, opposed by the banking industry, that gave bankruptcy judges the authority to write down mortgage principal.

Citigroup still faces scrutiny of whether it’s appropriately using the bailout funds. Some lawmakers have criticized its $20-million-a-year sponsorship of the New York Mets’ new baseball stadium in the New York City borough of Queens. Corporate-governance advocates say the bank is paying for millions of dollars of perks, including offices, secretaries and cars and drivers, for retired executives.

Citigroup said last week director Roberto Hernandez Ramirez will keep getting reimbursed for his use of private aircraft and other perks after he steps down from the board in April because of his continuing role as non-executive chairman of Citigroup subsidiary Banco Nacional de Mexico. The benefits, which also include an office, secretary and personal security, cost $2.61 million in 2007, according to a March regulatory filing.

To contact the reporters on this story: Bradley Keoun in New York at bkeoun@bloomberg.net; Rebecca Christie in Washington at Rchristie4@bloomberg.net

Last Updated: February 27, 2009 07:07 EST

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Força das mineradoras deve colocar a negociação de preço do ferro em stand by

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
26/02/09 - 16h30
InfoMoney

SÃO PAULO - A rodada de negociações que irá determinar o preço de
referência para os contratos de fornecimento de minério de ferro traz
novidades. Nesta quinta-feira (26), cresce o sentimento de que as conversas
se encontram em stand by, por força das mineradoras.

Na véspera, a Cisa (Chinese Iron and Steel Association) declarou que a Vale
aceitaria de imediato um corte de 10% no valor do produto. Ainda assim, o
órgão afirmou que as siderúrgicas asiáticas, lideradas pela Baosteel, estão
dispostas a negociar somente com uma redução entre 30% e 40% nos preços.

Nesta quinta-feira, a agência Shanghai Securities News noticiou que a
tríade das mineradoras (Vale, BHP e Rio Tinto) mantém a estratégia de
esperar um momento mais favorável para tomar uma decisão. As três buscam
uma maior estabilização do mercado para partirem para um acordo de preços.

Preços spot questionados
O argumento das fornecedoras partiria do fato de que ainda há sinais
díspares sobre o ambiente do mercado. Enquanto a crise devastou a produção
de aço na China, os preços do minério de ferro no mercado spot - à vista -
começaram a se recuperar desde o início de dezembro, enquanto os estoques
de minério nos portos chineses apontam forte retração, até como efeito dos
cortes de produção anunciados pelas mineradoras.

A semana passada questionou este movimento de recuperação dos preços spot.
Os preços à vista do minério de ferro indiano caíram 8,8%, atingindo 620
yuans por tonelada. Foi a primeira retração no mercado spot desde a virada
do ano.

Rio Tinto prefere esperar
O indício de que a ponta mineradora tenta postergar as negociações partiu
da Rio Tinto. Nesta quinta-feira, foi noticiado no portal Chinaming.org que
executivos da empresa manifestaram que é preferível esperar uma maior
estabilização do mercado para avançar com as negociações.

A estratégia vai na tentativa de sinais consistentes de melhoria do cenário
para a produção de aço, que encontra diversos esforços governamentais pelo
mundo para seu estímulo.

A força de Vale, BHP e Rio Tinto
Outra afirmação importante desta quinta-feira vem do portal Umetal, no qual
o analista Hu Kai afirma que, se as três grandes mineradoras decidirem
reduzir em 10% ou 15% suas produções, faltará minério no mercado chinês.

Kai também é enfático ao comentar a liderança da Baosteel na ponta
siderúrgica das negociações. "A liderança da Baosteel não significa vitória
chinesa nas negociações, (..), o grupo encabeçou as conversas dos dois
últimos anos, e os preços para a Ásia estão 14,8% mais elevados que para as
siderúrgicas europeias, o que custa caro para as indústrias asiáticas".

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Petrobras: Prévia para o 4T08 - Acompanhamento

Prévia para o 4T08

Conclusão

Dia 06/03, após o fechamento do mercado, a Petrobras anunciará o resultado
do 4T08. Projetamos queda no lucro líquido comparativamente ao trimestre
anterior em função da retração no resultado operacional, reflexo da queda
no preço do petróleo e efeito estoque nos custos.

Acreditamos que o resultado da companhia trará reflexo negativo no preço da
ação.

Destaques Positivos

· Impacto positivo da desvalorização cambial nos ativos líquidos em
dólar.

· Redução na importação de diesel, um dos fatores que pressionaram
fortemente o resultado do 3T08.

Destaques Negativos e Riscos

· Preço médio do petróleo Brent caiu 51,6%, de US$ 115,6/b para US$
55,9/b e afetou a receita líquida da Petrobras.
* Os custos não cederam na mesma proporção que os preços e houve ainda
efeito negativo dos custos dos estoques a preços mais elevados do petróleo.

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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

BM&FBovespa terá novo horário de funcionamento a partir de 9 de março

Valor Online

SÃO PAULO - A BM&FBovespa terá novo horário de funcionamento a partir do
dia 9 de março. A mudança coincide com o início do horário de verão nos
Estados Unidos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passa a operar
das 10 horas às 17 horas ininterruptamente, com o after-market funcionando
das 17h30 às 19 horas.
No pregão de mercadorias e futuros, o contrato futuro de Ibovespa será
negociado das 9 horas às 18 horas no sistema eletrônico (GTS) e das 10
horas às 18 horas no pregão de viva-voz.
Na BM & F, o pregão de dólar pronto segue das 9 horas às 16h15, e o de
Depósito Interfinanceiro, das 9 horas às 16 horas.

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U.S. Economy: Companies Cut Jobs, Durable Orders at Faster Pace

Feb. 26 (Bloomberg) -- Companies are slashing jobs and orders at a faster

pace in the U.S., reports today showed, signaling the economy will contract

more sharply this quarter than analysts anticipated.

Orders for durable goods fell 5.2 percent in January, more than twice as

much as forecast, Commerce Department figures showed in Washington. The

Labor Department said 667,000 Americans filed initial applications for

jobless benefits last week. Sales of new homes reached a record low in

January.

"What we're looking at in this recession overall might be the biggest

slowdown in economic growth in the postwar era," said Tim Quinlan, an

economist at Wachovia Corp. in Charlotte, North Carolina.

The economy's deterioration reflects a tightening credit crunch that the

Obama administration aims to counter with as much as $750 billion in new

aid to the financial industry. The U.S. is caught in a "vicious cycle"

where economic and financial weaknesses are feeding on each other, White

House National Economic Council Director Lawrence Summers said today.

"Our economic problems" will "not be solved in a week or month or a year,"

Summers said at a conference in Arlington, Virginia. The White House today

unveiled a budget outline that includes a $1.75 trillion deficit for the

current financial year as officials implement the fiscal stimulus and

financial-bailout programs.



Treasury Yields

Treasuries fell as investors anticipated greater issuance of government

debt. Yields on benchmark 10-year notes rose to 2.99 percent at 11:57 a.m.

in New York, from 3.93 percent late yesterday. The Standard & Poor's 500

Stock Index rose 0.9 percent to 771.61.

Morgan Stanley analysts today cut their estimate for gross domestic product

in the first quarter to a 6 percent decline from 5 percent previously.

Deutsche Bank Securities economist Joseph LaVorgna said the slide in

January to March may be closer to 10 percent, the worst since 1958.

The Commerce Department may tomorrow revise its estimate of fourth-quarter

GDP to a 5.4 percent drop at an annual pace, from the 3.8 percent decline

previously reported, according to the median forecast in a Bloomberg News

survey.

Economists projected a 2.5 percent drop in goods orders, according to the

median of 71 estimates in a Bloomberg News survey. The fall extended the

string of decreases to six months, the longest stretch since records began

in 1992.



Growth Impact

Demand for non-defense capital goods excluding aircraft, a proxy for future

business investment, plunged 5.4 percent after falling 5.8 percent the

prior month. Shipments of those items, used in calculating GDP, dropped 6.6

percent.

The auto industry has led the recession in manufacturing. General Motors

Corp., which is seeking $16.6 billion in new federal loans, today reported

a $30.9 billion annual loss, the second-biggest in its 100-year history.

The automaker this month said it is cutting another 47,000 jobs globally

this year, closing an additional five U.S. plants by 2012 and selling or

shuttering its Saab, Hummer and Saturn brands as part of a restructuring

campaign.

"We expect these challenging conditions will continue through 2009," GM

Chief Executive Officer Rick Wagoner said in a statement today. GM has

already received $13.4 billion in federal loans since December to stay in

business.

The Labor Department's claims report showed the number of people staying on

benefit rolls rose by 114,000 to a record 5.112 million in the week ended

Feb. 14.



No Bottom

"The labor market weakness has not found a bottom," said Rudy Narvas, a

senior economist at 4Cast Inc. in New York. "The payrolls report for

February could be really bad."

Those figures, due from Labor next week, may show job cuts exceeded half a

million for a fourth consecutive month, according to a Bloomberg survey.

The unemployment rate probably climbed to 7.9 percent, the highest level

since 1984.

Already, the 3.6 million jobs lost since the U.S. recession began in

December 2007 mark the biggest employment slump of any economic contraction

in the postwar period.

JPMorgan Chase & Co. said today it will eliminate 2,800 jobs at Washington

Mutual through attrition, bringing to 12,000 the total number of positions

lost since the bank purchased the failed thrift in September.

Soaring unemployment and mounting foreclosures are driving away prospective

home buyers. Sales of new houses dropped 10 percent in January to an annual

pace of 309,000, the lowest level since data began in 1963, Commerce also

reported today. The median price decreased 13.5 percent, the most in almost

four decades.



Housing Slump

Sales are falling even faster than builders can trim inventory. The number

of new homes for sale at the end of the month fell 3.1 percent to 342,000.

Still, at the current sales pace, it would take a record 13.3 months to

eliminate supply.

"The market is still very much out of equilibrium and in fact things are

getting worse," Michelle Meyer, an economist at Barclays Capital Inc. in

New York, said in an interview with Bloomberg Television. "We're going to

see further construction cuts and further declines in home prices. We

haven't seen the peak in foreclosures, which means that prices have further

to fall."

Housing and Urban Development Secretary Shaun Donovan said today 6 million

families in the U.S. may face foreclosure if policy makers don't act faster

to stem the housing decline.

To contact the report on this story: Bob Willis in Washington at

bwillis@bloomberg.net; Shobhana Chandra in Washington

schandra1@bloomberg.net;

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Bom dia ADVFN - Através de aumentos nos impostos dos ricos, Obama pretende criar fundo para saúde

Notícias em destaque

Agenda do investidor com indicadores mais relevantes
Após o feriado de Cinzas comemorado ontem (25/02), o investidor volta 100%
às suas atividades normais, com os índices futuros do Ibovespa abrindo às
10h00 e os pregões normais abrindo às 11h00. Tanto a agenda doméstica
quanto externa traz um bom número de indicadores, onde no Brasil, o
destaque fica por conta da Nota de Política Monetária e o IGP-M medido pela
Fundação Getulio Vargas. Nos Estados Unidos, os investidores continuarão a
analisar os dados relacionados ao subprime através dos números da Venda de
Casas Novas. Destaque também para o Durable Good Orders que mede volume de
pedidos de bens duráveis e os números semanais do Initial Claims (pedidos
de auxílio-desemprego).

Obama pretende criar fundo para saúde através de aumentos nos impostos dos
ricos
Cumprindo uma das principais propostas feitas em sua campanha eleitoral, o
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende criar um fundo
voltado a saúde que movimentará cerca de US$ 634 bilhões. A estratégia para
captação dos recursos deste fundo ficará por conta de um aumento nos
impostos cobrados por famílias que ganham mais de US$ 250 mil dólares ao
ano. O fundo não servirá apenas para atender os 46 milhões de
norte-americanos que não possuem cobertura aos planos públicos, mas para
também remodelar o sistema de saúde e torná-lo mais eficiente.

Últimos resultados corporativos em destaque
Itaú Unibanco Banco Múltiplo divulgou ontem (25/02) o primeiro resultado
após a fusão das duas instituições financeiras, onde apresentou um lucro
líquido de R$ 7,8 bilhões, queda de 7,9% em relação aos resultados somados
das duas instituições em 2007. Bematech, também no campo positivo,
registrou um lucro líquido de R$ 51,7 milhões em 2008, após em 2007 marcar
um prejuízo líquido de R$ 5,3 milhões. Fora do Brasil, o Royal Bank of
Scotland (RBS) reportou um prejuízo de aproximadamente US$ 34,3 bilhões, o
maior na história corporativa do Reino Unido. A Repsol YPF, grupo
petroleiro da Espanha, registrou um lucro de US$ 3,45 bilhões em 2008, o
que representa uma queda de 15% em relação ao total de 2007.

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Boomers: 30% underwater...sounds familiar for me !

NEW YORK (CNNMoney.com) -- What a turnaround for the American Dream!

According to a report released Wednesday, the real estate market bust and
stock market declines have carved a huge chunk out of the assets of baby
boomers, the largest age cohort in U.S. history.

So much home equity has been lost that should boomers need to sell their
homes, 30% of those aged 45 to 54 would owe money at closing, according to
"The Wealth of the Baby Boom Cohorts After the Collapse of the Housing
Bubble," a report released by the Center for Economic and Policy Research,
a Washington, D.C.-based, non-partisan think tank. About 18% of boomers
aged 55 to 64 are underwater and would have to bring money to the table.

The CEPR also found that people who were renting homes in 2004 will have
more wealth in 2009 than those who were owners. That's true for all five
wealth groups the study analyzed, from the poorest to the wealthiest.

"The collapse of the housing bubble, which led to the current recession,
has already destroyed almost $6 trillion dollars in housing wealth for
homeowners," said report co-author Dean Baker. "This reality is compounded
by the recent collapse of the stock market. Many baby boomers will only
have Social Security and Medicare to rely on in their retirement."

Three cases

Boomers between 45 and 54 have lost 45% of their median net worth, leaving
them with just $80,000 in net worth, including home equity, according to
the report.

Older boomers have fared marginally better. Those between 55 and 64 have
lost 38% of their net worth, leaving them with $140,000. But this group is
rapidly nearing retirement age and they have few working years left to make
up the losses.

To come up with their estimates Baker and co-author David Rosnick analyzed
the assets of boomer-headed families and projected their wealth through
September 2009. They used data from the 2004 Survey of Consumer Finance - a
survey of the balance sheet, pension, income, and other demographic
characteristics of U.S. families put out by the Federal Reserve - and the
November 2008 Case-Shiller 20 City Price Index. The authors then factored
in stock and housing market changes since then.

Baker and Rosnick presented their findings by income group under three
scenarios they considered most likely: House prices remain at November 2008
levels (the latest data they had); house prices fall by 5% from November
levels; or house prices fall by 15%.

In all three cases, the vast majority of these families will have lost a
substantial portion of their net wealth compared with 2004.

"We've always boasted about how mobile we are as a society," said Baker,
"but this can make us a lot less mobile."

A better deal

Peter Schiff, president of Euro Pacific Capital, an investment firm
specializing in overseas investments and a noted bear on housing market
issues, thinks there's a good chance home prices will continue their steep
decline.

"Real estate has to be priced like any other goods," he said. "Home prices
have to reflect the economic reality. You buy for shelter, not to be make
money. You don't need to own a house. I'm a perfect example."

He has rented for years and reports that the owners of his current home,
after subtracting for property taxes and insurance, are receiving a
cash-flow return on their investment of less than 1%.

"Real estate is overpriced if owners get just a 1% return," he said.

Baker pointed out that the stock market and home equity losses magnify the
importance of safeguarding programs like Social Security and Medicare, the
twin safety nets that could provide a higher portion of retirement support
than many boomers originally bargained for.

"Now that tens of millions of families have just seen much of their wealth
disappear," he said, "it is especially important to pursue policies that
ensure retirement security for those on the brink of retirement."

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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Citi e BofA serao provavelmente estatizados na quarta-feira

NOVA YORK (Reuters) - Mesmo se o governo ficar com uma grande participação

no Citigroup Inc, persistirão as preocupações sobre a habilidade do banco

de absorver as crescentes perdas em meio à recessão norte-americana.

O terceiro maior banco dos Estados Unidos por ativos está em conversações

com reguladores federais sobre planos do governo de aumentar sua

participação na instituição, segundo uma fonte próxima ao assunto.

Depois de caírem cerca de 2 dólares na sexta-feira, as ações do Citigroup

subiram 23,1 por cento após o anúncio das conversações e de os reguladores

bancários do país dizerem estar prontos para fornecer mais capital para o

setor para "preservar a viabilidade dessas importantes instituições

financeiras".

Mas os investidores temem que as perdas decorrentes de cartões de crédito,

países emergentes e ativos podres possam afundar os esforços do

presidente-executivo do banco, Vikram Pandit, para retomar o ritmo fiscal

do Citigroup.

Os analistas não acreditam que o Citigroup seja rentável nem em 2009 nem em

2010.

"Ajuda o capital deles, mas não ajuda nos problemas de ativos", disse

Walter Todd, administrador de portfólio do Greenwood Capital Associates

LLC. "Se o Citi tivesse saído dos problemas, a ação não estaria valendo 2

dólares."

"Não tenho certeza se dar recursos e manter vivas empresas potencialmente

insolventes ajuda a economia e o mercado como um todo com o tempo", afirmou

Ben Halliburton, chefe de investimentos do Tradition Capital Management.

O Tesouro americano anunciou nesta segunda-feira as novas modalidades de

socorro aos bancos em crise. Se o setor privado não tiver interesse ou

dinheiro suficiente, o governo vai emitir ações para ter controle sobre os

bancos —um caminho aberto para a estatização.



Essas modalidades de socorro, que explicam como o Tesouro levará adiante o

plano de estabilidade financeira votado pelo Congresso em outubro, serão

aplicadas a partir desta quarta-feira.



As autoridades americanas consideravam nesta segunda-feira a possibilidade

de uma nacionalização dos bancos que enfrentam maiores dificuldades, uma

eventualidade há muito tempo discutida, mas que o Tesouro quer evitar

fazendo um apelo aos capitais privados.



O "Plano de Assistência em Capital", sobre o qual foram anunciados

detalhes, oferece o esperado esclarecimento, já que a questão da

nacionalização dos bancos foi intensamente debatida nos Estados Unidos nas

últimas semanas.



O Tesouro explicou que nacionalizará bancos apenas em último caso. A

primeira etapa consistirá em avaliar "as necessidades em capitais dos

grandes estabelecimentos bancários americanos (...) no contexto econômico

mais difícil".



Para os bancos com necessidade de capital, haverá "oportunidade de buscar,

primeiro, fontes privadas de capital", explicou o Tesouro. Se a oferta

privada não for suficiente, as finanças públicas serão colocadas à

disposição.



Se Washington tiver que intervir, "qualquer capital do Estado será de ações

preferenciais obrigatoriamente conversíveis, que serão convertidas em ações

ordinárias somente se isso se mostrar necessário com o tempo para manter os

bancos em uma posição bem capitalizada", indicou o Tesouro.



Até lá, o Estado se contentaria com ações preferenciais não-conversíveis,

que não lhe ofereceriam direito de voto.



Se o Tesouro tiver que injetar capital, já se advertiu que "não está

previsto que a situação seja mantida permanentemente". O Estado vai

continuar a exigir dos bancos que eles readquiram suas ações preferenciais

desde que suas finanças os permitam.



Essa novidade política poderá conduzir o Estado a se tornar o acionista de

referência dos bancos que estão em dificuldades maiores, nos quais o setor

privado não desejar mais investir.



"Por que não arriscar e nacionalizar? (...) O controle de longo prazo pelo

Estado não é o objetivo: como os pequenos bancos resgatados pela FDIC

(autoridade de regulamentação bancária) a cada semana, os grandes seriam

devolvidos ao setor privado quando fosse possível", considerou no domingo o

prêmio Nobel de Economia americano Paul Krugman.



Os mercados já consideram essa opção para os dois bancos nos quais

Washington injetou mais dinheiro, o Bank of America e o Citigroup, que

receberam US$ 45 bilhões cada um.



A queda de seu valor na Bolsa desde o início do ano reflete amplamente a

crença de que, para retirá-los de grandes dificuldades, o Estado deve

readquiri-los a preços baixos antes de reestruturá-los, como foi o caso da

seguradora AIG.



No domingo, o "Wall Street Journal" afirmou que, no Citigroup, as

autoridades americanas pretendiam adquirir de 25% a 40% do capital.



Contatado pela agência de notícias AFP, o banco não comentou essa

informação, reiterando que tinha "uma base de capitais sólida".



As autoridades americanas se engajaram neste caminho com uma reticência

evidente.



"Porque nossa economia funciona melhor quando as instituições financeiras

são bem administradas pelo setor privado, o objetivo do Programa de

Assistência em Capital é que os bancos permaneçam em mãos privadas",

concluiu o comunicado comum do Tesouro, da FDIC, do Federal Reserve, e de

duas autoridades reguladoras dos bancos submetidas ao Tesouro.



(Com informações da AFP)

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"Buy American" declara o fim do livre comercio

Santiago do Chile, 23 fev (EFE).- O pacote de estímulo fiscal do presidente
americano, Barack Obama, "vai ter impactos na América Latina, alguns
preocupantes, como a cláusula 'Buy American' [compre produtos americanos]",
disse nesta segunda-feira a secretária-executiva da Comissão Econômica para
a América Latina e o Caribe (Cepal), a mexicana Alicia Bárcena.

A inclusão da cláusula, que incentiva a compra de aço americano, é um dos
aspectos mais polêmicos do programa econômico no valor de US$ 787 bilhões,
já que os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos consideram a
proposta uma medida protecionista.

Em entrevista, a secretária afirmou que o pacote de estímulo econômico de
Obama afetará a América Latina, já que procura reduzir a dependência
energética dos Estados Unidos e fortalecer a produtividade no setor
manufatureiro local, entre outras metas.

A crise econômica mundial "está chegando ao fundo do poço" no plano
financeiro graças às medidas para um "controle rápido e eficaz" da situação
adotadas pelos Estados Unidos e os principais países europeus, destacou
Alicia Bárcena.

No entanto, "a recuperação social não será tão rápida quanto a econômica",
principalmente pela queda da demanda e o aumento do desemprego, advertiu o
responsável da Cepal.

A secretária-executiva da Cepal chamou hoje a atenção para o fato de a
deterioração da economia mundial ter sido causada pela falta de pagamento
dos empréstimos de alto risco ("subprime"), que afetavam somente 20% do
mercado hipotecário dos Estados Unidos.

Para ela, é irônico que um rombo financeiro de US$ 250 bilhões esteja
obrigando o Governo americano a aplicar um plano que equivale ao Produto
Interno Bruto (PIB) do Brasil.

A crise, no entanto, também está tendo consequências positivas, como fazer
com que os governos dirijam o gasto público para projetos de
infraestrutura, o que, segundo a Cepal, demonstra que agora "o setor real é
o que manda" sobre a economia.

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Bom dia ADVFN - O que aconteceu com o Dow Jones nestes últimos dois dias

Notícias em destaque

Agenda do investidor para hoje
Após dois dias de Carnaval, as bolsas brasileiras voltam a abrir seus
pregões. Hoje (25/02), porém, o pregão do Ibovespa abrirá apenas às 13h00 e
fechará às 18h00. Para início das atividades, não será divulgado nenhum
indicador no cenário doméstico que influenciará a cotação dos ativos
negociados nas bolsas brasileiras, no entanto, teremos a divulgação de
alguns balanços trimestrais, com destaque ao Itaú e Unibanco. Nos Estados
Unidos, a atenção se volta para a divulgação dos Estoques de Petróleo e a
Venda de Casas Existentes.

O que aconteceu com o Dow Jones nestes últimos dois dias
Enquanto os brasileiros iniciavam a semana apreciando o Carnaval, o Dow
Jones passou por um dia apertado ao cair 3,41%, seu menor nível desde 1997.
Graficamente, o movimento realizado pelo índice nestes últimos anos superou
a expectativa da maioria dos analistas, provocando certa euforia ao entrar
em uma região de suporte marcada há vários anos atrás. As ADRS brasileiras
também sofreram quedas no dia, com destaque para Embraer (-13,22%), Gerdau
(-12,21%), Vale (-11,76%) e Petrobras (-5,99%). Na terça-feira (24), porém,
os pregões norte-americanos voltaram a marcar uma intensa alta após
discurso realizado pelo presidente Barack Obama, ao afirmar que a crise
terminará ainda em 2009. Além disto, o presidente reforçou sua ajuda no
setor automobilístico e anunciou um corte de US$ 2 trilhões no Orçamento do
país ao longo de dez anos, ao otimizar gastos e acabar com fraudes no
programa de saúde Medicare, acabar com pagamentos para grandes agronegócios
onde não há mais necessida de, encerrar programas educacionais que não
funcionam, além de várias outras medidas que irão lapidar a economia
norte-americana. Somando ao discurso de Obama, o presidente do Federal
Reserve, Ben Bernanke, esclareceu que, na situação atual da economia, não
há risco para nacionalização dos bancos, tranquilizando os investidores.
Neste dia, o Dow Jones finalizou o pregão com alta de 3,32% levando as ADRs
brasileiras a também fecharem em alta, com destaque ao Unibanco (11,25%),
Itaú (10,63%), Vale (7,83%) e Petrobras (7,41%). A dúvida para hoje fica em
torno do movimento que o Ibovespa irá realizar, uma vez que as cotações
irão recuperar e reajustar os dois dias em que estavam fechadas.

Últimos resultados corporativos em destaque
Apesar da crise, a dinamarquesa Lego registrou um lucro de US$ 230 milhões
ao longo de 2008, o que acabou levantando o ânimo dos investidores. Por
anos a empresa divulgava balanços no vermelho. Já o Merrill Lynch registrou
um prejuízo de US$15,84 bilhões no quarto trimestre de 2008. O Bank of
America, responsável pela compra do Merrill Lynch no início deste ano,
estimou que o banco divulgaria um prejuízo de 15,31 bilhões de dólares, um
pouco abaixo do resultado divulgado ontem (24/02).

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Itaú-Unibanco lucra R$ 7,8 bilhões em 2008

O grupo financeiro Itaú-Unibanco anunciou nesta quarta-feira que teve um
lucro de R$ 10 bilhões pelo critério "pro forma" no ano de 2008, ante ganho
de R$ 11,921 bilhões no exercício anterior. Pelo critério contábil, o
resultado da fusão, anunciada em novembro, foi de R$ 7,803 bilhões, ante R$
8,474 bilhões em 2007, o que significa um decréscimo de 7,9%.
Somente o Itaú teve um lucro líquido de R$ 7,71 bilhões ante R$ 7,17
bilhões no exercício anterior, em um incremento de 7,51%. Já o Unibanco
apurou resultado de R$ 2,85 bilhões ante R$ 2,60 bilhões em 2007, em um
avanço de 9,7%. Ambos os resultados são "pro forma".
No último dia 19, o Banco do Brasil apresentou um lucro de R$ 8,8 bilhões
em 2008, um crescimento de 74% em relação a 2007. No quarto trimestre do
ano passado, o crescimento do lucro foi de 142% sobre o mesmo período do
ano anterior, chegando a R$ 2,9 bilhões.
O Bradesco, em 2007, teve um lucro de R$ 8,010 bilhões, enquanto o lucro do
ano passado, divulgado no início deste mês, foi de R$ 7,620 bilhões --4,87%
menor que o do ano anterior.

Crédito
A carteira de crédito do novo banco atingiu R$ 271,93 bilhões no exercício
de 2008, número 34% superior às operações registradas em 2007. Os
empréstimos para empresas totalizavam um saldo de R$ 153,46 bilhões no
final de ano passado, em um crescimento de 41,9%. Nesse carteira, o
destaque fica por conta para as operações dirigidas para grandes empresas
(saldo de R$ 100,84 bilhões), em que houve um avanço de 41,2%.
Nas operações para pessoas físicas, com saldo de R$ 93,17 bilhões, o
incremento foi de 24,3%. O destaque dessa carteira foi a parcela dirigida
para o financiamento de veículos (saldo de R$ 47,85 bilhões), em que houve
um crescimento de 35,8%.
O novo banco, com ativos calculados em R$ 632,7 bilhões, registrou um base
de 590.467 clientes, o que é número 17,4% maior que a base de correntistas
do exercício anterior. O montante de depósitos à vista remonta a R$ 28
bilhões, em um decréscimo de 26,9% sobre o número apurado em 2007. Os
depósitos a prazo, no entanto, mais que dobraram (206,2%) e alcançaram R$
118,9 bilhões.

Ações
A diretoria do Unibanco-Itaú também informou hoje que as ações do banco
Unibanco e da holding serão convertidas para as novas ações do conglomerado
financeiro. O papel mais movimentado pelos investidores, a "unit" (recibo
de ações) será trocada na proporção de 1,73 por 1.
Ainda de acordo com o comunicado, as sobras decorrentes das frações de
ações devem ser leiloados na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e
posteriormente creditadas na conta do acionista.

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Is it time to nationalise Citigroup and Bank of America?

Banks under stress

Feb 23rd 2009 <> From Economist.com

Is it time to nationalise Citigroup and Bank of America?



AMERICA has been dithering about how to sort out its banking crisis. The

market has forced its hand. On the morning of Monday February 23rd a joint

statement by banking regulators said that they stood "firmly behind" the

banking system and would initiate promised stress tests of banks' capital

positions on Wednesday. The fine print remains critical and, so far,

unclear, but the statement should at least halt the scary market moves that

took place last week.



In a five-day period last week shares of two of the biggest and most

vulnerable banks, Citigroup and Bank of America (BoA), fell by 44% and 32%

respectively. Those of better capitalised institutions, such as JPMorgan

Chase, fell by less. Far more worryingly, this sorting of the wheat from

the chaff occurred in the credit defaults swap market, which showed the

perceived risk of bankruptcy ballooning for Citi and rising sharply for

BoA, while JPMorgan remained more secure.



Investors seemed to be betting that new injections of straight equity from

the state (rather than more dollops of preferred shares) would dilute

existing shareholders, but also that the state might insist that a

"haircut" be imposed on those further up the capital structure.

However emotionally satisfying, forcing banks to default on debt would

cause the type of liquidity runs and market dislocation that brought chaos

after the collapse of Lehman Brothers last year. The regulators' statement

seems designed to reassure on this front. What it still sidesteps is the

basis on which new equity will be injected into tottering banks. Clearly

the government could take all sorts of forensic decisions about the

carrying values of assets that banks have on their balance sheets. But the

market is mainly betting that the government will bow to common sense.

Headline tier-one capital ratios show all three banks at 11-12% (with BoA

including Merrill Lynch). But Citi and BoA have flattered these ratios with

huge amounts of preference stock, much of it issued by the state.



This capital is not genuinely loss bearing: for example Citi can defer

dividends on its latest government preference stock but not cancel them

entirely in the same way as common shares. Strip out the hybrid capital and

JPMorgan is at 6.4%. This is in line with the best capitalised European

banks—for example Britain's state-controlled RBS, even after it latest

round of big losses, stands at about 7%. However Citi and BoA look much

weaker, with ratios at about 3-4% as well as carrying higher investment

banking exposure.

Investors appear only to trust banks with high levels of pure equity

capital. That suggests it would be a good idea to convert existing

government preference stock into pure equity. If this occurred at current

market prices, the state would own about two thirds of BoA and about 80% of

Citi. But instead the regulators' announcement on Monday appears to support

the idea of more "temporary" preferred shares that would convert into

common stock "over time" as and when losses materialise. This further

fiddlyness seems designed to avoid the appearance of nationalisation, but

it could well create even more confusion about the true loss bearing

capacity of these two firms, and of other banks that are likely to fail the

test. It is hard to believe the solution to banks' problems is to make

their capital structures more, not less, complicated.

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Ajuste fino - Bradesco

O Bradesco anunciou na semana passada que realizará o grupamento de seus
papéis, na proporção de 50 ações ordinárias e preferenciais para uma ação.
Os 3,069 bilhões de papéis serão reduzidos para 61,3 milhões. A decisão
busca reduzir a base de acionistas, que contém muitos investidores
inativos, o que gera um custo operacional excessivo. Após a operação, o
banco realizará a operação inversa: ocorrerá o desdobramento dos 61,3
milhões de ações para 3,069 bilhões. Com o ajuste fino, o Bradesco não
mexerá no preço do papel e melhorará a liquidez no pregão. As dúvidas podem
ser esclarecidas por e-mail: investidores@bradesco.com.br.

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Itaú Unibanco inicia enxugamento

Vanessa Adachi, Tatiana Bautzer e Ana Paula Ragazzi, de São Paulo
25/02/2009

Um dia depois de o Banco Central aprovar na quarta-feira passada a união
dos bancos Itaú e Unibanco, funcionários receberam um telefonema gravado
pelo presidente do banco, Roberto Setubal. Na mensagem, ele comunicava que
a fusão estava começando e conclamava todos a colaborar. Na sede do
Unibanco, balões azuis e laranja, as cores do Itaú, foram colocados em
todos os andares para comemorar a união com o antigo rival.

O que a mensagem otimista e os balões festivos não deixavam transparecer é
que também tinha início o processo de ajustes na estrutura de funcionários
do novo banco. Decisões já estavam tomadas, mas a execução aguardava o aval
do BC para a transação.

Os cortes começaram por áreas onde os salários são mais altos e a
sobreposição de equipes, maior: as corretoras de valores e os bancos de
investimento e atacado. Esses segmentos foram duramente atingidos pela
queda de atividade no mercado de ações e de dívida e demandariam um
enxugamento natural, que foi aprofundado devido à duplicidade de
estruturas. Nessas áreas, houve uma clara predominância das equipes
originárias do Itaú BBA, em detrimento do Unibanco.

No Itaú BBA, o banco de atacado que agora também engloba a corretora, as
demissões começaram a ser comunicadas na sexta de manhã. Da equipe de 30
analistas da corretora Itaú, cerca de metade foi cortada. A funcionários
desligados, foi oferecido um pacote de remuneração, de alguns salários e
mais um bônus. Mas o enxugamento é maior quando considerada também a equipe
do Unibanco. Segundo uma fonte que acompanhou de perto os cortes, a
somatória de analistas de Itaú e Unibanco resultaria num time de 50 a 60
pessoas. Depois dos cortes, restaram cerca de 25 apenas, ou seja, menos que
a equipe original do Itaú, que era de 30 analistas. Os balões colocados no
Unibanco destoaram completamente do clima de demissões e, segundo relatos
feitos ao Valor, pessoas deixavam o banco chorando, enquanto outras
descontavam a frustração estourando os balões.

Na própria sexta, o Itaú BBA confirmou, em nota, "aproximadamente" 100
demissões, entre banco de investimento e corretora. Mas a nota não
esclarece se os números incluem o Unibanco.

O banco de investimentos do Unibanco, que estava em estágio de montagem,
desaparece com a fusão. Eleazar de Carvalho Filho, que havia sido
contratado em abril do ano passado para dirigir o Unibanco Banco de
Investimentos, já se desligou da instituição e há informações de que teria
acertado a recompra de parte do capital de sua gestora de ativos, a
Iposeira, que havia sido adquirida pelo Unibanco. Carvalho Filho preferiu
não comentar o tema.

Da equipe que havia sido contratada para o "investment bank" deve ficar
Eduardo Gentil, que já dirigiu a Goldman Sachs no país e saiu do Credit
Suisse para juntar-se a Carvalho Filho. Coube a ele fazer a demissão de
praticamente todo o time na semana passada. Em alguns casos, executivos
demitidos tinham contratos de dois anos e receberão a mesma remuneração que
teriam caso continuassem trabalhando. A área de banco de investimento,
incluindo a corretora, será comandada por Jean Marc Etlin, que já era do
Itaú BBA.

Também na sexta circulavam informações de que cortes na seguradora do
Unibanco e de diretores de nível médio do banco. As informações não foram
confirmadas pela instituição.

A financeira do Itaú, a Taií, começou a passar por um enxugamento já no ano
passado e, segundo apurou o Valor, deve ser fechada, já que a Fininvest, do
Unibanco, é um negócio mais maduro e bem-sucedido. José Francisco Canepa,
executivo que comandava a Taií, está de saída. Quem comandará a área de
financiamento ao consumo e de cartões será Márcio Schettini, do Unibanco.

Uma área que deve passar por cortes menores é a de private banking, que
ficou sob o comando de Celso Scaramuzza, vindo do Unibanco. O patrimônio
somado dos dois bancos é de cerca de R$ 90 bilhões e aproximadamente 90
"bankers" cuidam das contas da clientela, número considerado adequado. O
enxugamento deve ser feito no "back office" do private, além de cortes
pontuais de executivos que tiveram um desempenho mais fraco em 2008.

Mas a maior incógnita são as demissões potenciais na área de varejo dos
dois bancos. No total, o Itaú Unibanco tem cerca de 105 mil funcionários
(números de setembro) e a maior parte deles na operação de varejo. Nos
últimos anos, os dois bancos só aumentaram o quadro de funcionários, mas o
cenário agora não é mais de crescimento. Desde que a fusão foi anunciada,
Roberto Setubal tem afirmado que não haverá fechamento de agências e que os
empregos serão poupados.

Mas pessoas ligadas ao banco têm dito a interlocutores que terá que ser
feito um ajuste na estrutura de varejo. "Uma operação desse porte demanda
redução de custos de 20% a 30% e a maior parte disso é corte de pessoal",
diz um experiente executivo de banco. Um corte no "back office" dos dois
bancos é esperado. Há informações não confirmadas de um enxugamento de dez
mil funcionários em áreas como recursos humanos, marketing, tecnologia etc.

Segundo a assessoria de imprensa do banco, a informação da presidência é
que não existe um programa de desligamentos. Mas, também segundo a direção
do banco, a rotatividade natural de funcionários nas duas instituições
"fará boa parte do ajuste, ao longo dos próximos 2 a 3 anos".

No Itaú, o "turn over" anual é de 5 mil a 6 mil funcionários. Ou seja, esse
é o número de bancários que deixam a instituição espontaneamente e precisam
ser repostos. Supondo que nos próximos três anos esses funcionários deixem
de ser substituídos, poderia haver um enxugamento de 15 mil funcionários só
no Itaú.

Na diretoria, a idade limite para aposentadoria no novo banco foi fixada 60
anos e essa medida já reduzirá o quadro de diretores do Itaú, onde o limite
anterior era de 62 anos.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região está preocupado com
a possibilidade de demissões em massa nos dois bancos e tem mantido
negociações com a direção, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente.

Até o momento, diz ele, as demissões homologadas pelo sindicato no ano
estão dentro da média de anos anteriores. Marcolino diz ter feito uma série
de propostas aos bancos e que ainda tenta obter um compromisso por escrito
de que não haverá demissões. Entre as propostas, está a de não renovar os
contratos de estagiários que vencem. "Entre os dois bancos, há 4 a 5 mil
estagiários, que acabam substituindo bancários." Outra sugestão foi a de
suspender contratações e, com isso, realocar funcionários internamente e
evitar cortes.

Na sexta-feira, as notícias dos cortes de pessoal no Itaú Unibanco
começavam a chegar ao sindicato. "Nosso receio agora é que comece a haver
demissões de funcionários que não são bancários, como seguros, corretora e
financeira. São áreas em que os sindicatos não são tão atuantes."

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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Brasil elimina 100 mil vagas em janeiro e Embraer anuncia corte de 4.000

O corte de vagas com carteira assinada foi menor em janeiro que dezembro,
mas ainda indica forte contração de empregos formais no país.
Em outro anúncio, a Embraer informou a demissão de mais de 4.000
funcionários e a revisão de suas metas de receita, investimento e entregas
de aeronaves. A empresa responsabilizou a crise pelos cortes.
Segundo números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
foram cortadas 101.748 vagas no mês passado, ante 654.946 postos de
trabalho em dezembro. Em relação a dezembro, janeiro deste ano teve uma
queda de 0,32% no estoque de emprego.
Trata-se do pior resultado para janeiro desde 1996. Desde 1999, o Caged não
havia registrado perda de vagas em janeiro.
No mês de janeiro, a maior parte das demissões ficou concentrada na
indústria da transformação, que fechou 55.130 postos. Outro setor afetado
foi o de comércio, com 50.781 demissões. Na agricultura, houve uma redução
de 12.101 empregos formais, e na construção civil, houve contratação de
11.324. Por Estado, São Paulo foi o que fechou mais vagas (38.676) no mês.
Segundo Carlos Lupi, o mercado de trabalho deverá reagir a partir de março.
Ele afirmou hoje que o mês de fevereiro deverá ter um desempenho fraco, mas
ainda assim será melhor do que janeiro.
"O resultado de 102 mil negativos não é bom para o país, mas há
demonstrações inequívocas da melhora da economia nacional. Fevereiro já
será um resultado diferente desse de janeiro impulsionado por construção
civil e serviços", afirmou.
O ministro admitiu rever a previsão de criação de 1,5 milhão de empregos no
fim do ano. Segundo Lupi, ele mantém a expectativa alta, mas fará uma
revisão do número após o resultado do Caged de março.
Os números do Caged consideram o saldo registrado no mercado formal, ou
seja, o número de contratações menos o número de demissões.
Embraer
A Embraer informou nesta quinta-feira que, em consequência da crise
financeira internacional, vai demitir mais de 4.000 funcionários e revisou
para baixo as previsões de produção e investimentos para 2009.
"Como decorrência da crise sem precedentes que afeta a economia global, em
particular o setor de transporte aéreo, tornou-se inevitável efetivar uma
revisão de sua base de custos e de seu efetivo de pessoal, adequando-os à
nova realidade de demanda por aeronaves comerciais e executivas", afirmou a
empresa, terceira maior exportadora do país, por meio de comunicado.
As demissões vão atingir cerca de 20% do efetivo de 21.362 empregados da
empresa e se concentram na mão-de-obra operacional, administrativa e
lideranças, incluindo a "eliminação de um nível hierárquico de sua
estrutura gerencial". A empresa informou que a "expressiva mão-de-obra de
engenharia mantém-se nos programas de desenvolvimento de novos produtos e
tecnologias, que prosseguem inalterados".
A Embraer também revisou suas estimativas para 2009. A empresa estima
entregar 242 aeronaves no período (ante 270 na previsão anterior), com uma
receita prevista de US$ 5,5 bilhões (ante US$ 6,3 bilhões). Por conta da
redução da estimativa de receita, a empresa refez sua previsão de
investimentos para US$ 350 milhões neste ano (ante R$ 450 milhões).
Terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e
da Airbus, a Embraer informou que, apesar de ter sede no Brasil, depende
fundamentalmente do mercado externo e do desempenho da economia global
--mais de 90% de suas receitas são provenientes de exportações--, e que não
se beneficia do aquecimento do mercado doméstico brasileiro.
"A Embraer expressa seu profundo respeito às pessoas que ora deixam suas
posições na empresa. Respeito pelo trabalho que desenvolveram, pelo tempo
de convívio profissional e pessoal, pelo momento difícil que atravessam",
diz a empresa.
Protesto
O Sindicato dos Metalúrgico de São José dos Campos informou que vai iniciar
protestos contra as demissões da empresa e que o assunto será debatido com
o prefeito da cidade, onde fica a sede da empresa, Eduardo Cury.
"Esperamos que o prefeito adote medidas práticas e urgentes para intervir
nessa grave situação. Essas demissões terão um impacto extremamente
negativo em toda a cadeia produtiva da cidade", afirmou o presidente do
sindicato, Adilson dos Santos.
Entre as alternativas defendidas pelo sindicato para evitar demissões estão
a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e com estabilidade
no emprego. Segundo a entidade, a Embraer tem jornada de 43 horas semanais.
O sindicato apontou ainda que a Embraer, desde sua privatização, em 1994,
recebeu cerca de US$ 7 bilhões por meio de financiamentos do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A empresa não confirma os
números.
A Embraer já fabricou e vendeu mais de 4.900 aviões que operam em 78
países, nos cinco continentes.

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Mudança em lei contábil distorce lucro trimestral e anual da Vale

Mudança em lei contábil distorce lucro trimestral e anual da Vale

SÃO PAULO - A alteração na legislação contábil brasileira gerou uma
distorção em relação à análise do resultado da Vale ao longo do ano
passado, caso que deverá se repetir com outras empresas, conforme informou
hoje matéria publicada no Valor. Ocorre que a soma dos lucros trimestrais
não confere com o resultado líquido divulgado para o exercício de 2008
fechado.

Até setembro do ano passado, o lucro acumulado pela Vale era de R$ 19,259
bilhões. No quarto trimestre, a mineradora reportou ganho líquido de R$
10,499 bilhões, o gera uma soma de R$ 29,708 bilhões.

No entanto, o lucro publicado pela Vale para o ano passado fechado foi de
R$ 21,279 bilhões. A diferença ocorre porque a companhia aplicou as
mudanças contábeis previstas na Lei 11.638 e nas regulamentações
posteriores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) somente para o balanço
do exercício fechado, conforme permite legislação.

Segundo a Vale, dois itens da nova regra contábil tiveram forte impacto no
resultado líquido. O primeiro deles refere-se à prática do teste de
impairment, que antes não era feito no Brasil.

Por meio deste teste, a empresa verifica se os ativos que possui
registrados no seu balanço realmente valem o preço pelo qual estão
registrados nos livros. Um ativo particularmente vulnerável neste tipo de
teste é o ágio pago em aquisições, conhecido como goodwill, que tem como
base a expectativa de lucros futuros de uma empresa comprada.

Segundo relatório divulgado hoje pela Vale, ela fez esse teste em relação
ao valor contabilizado como ágio ligado à aquisição da Vale Inco em 2006,
que está registrado com um valor total de R$ 5,917 bilhões. "No teste, o
valor em uso de alguns ativos operacionais de níquel foi inferior ao valor
contábil acrescido do goodwill, gerando um ajuste - não caixa - de R$ 2,447
bilhões", disse a empresa no seu comunicado.

Além deste impacto, uma outra mudança na regra contábil é sobre como deve
ser registrado o efeito da variação cambial sobre o investimento das
empresas no exterior, caso a moeda funcional da subsidiária externa
(independente) seja outra que não o real. Até então, a variação cambial que
mudasse o valor em reais do investimento da Vale na Inco ou em outras
unidades no exterior era contabilizada no resultado do exercício, afetando
diretamente o lucro, tanto para cima quanto para baixo. A partir de agora,
nestes casos em que a subsidiária seja uma empresa realmente independente -
e não apenas uma distribuidora de produtos, por exemplo - o efeito da
variação cambial sobre os investimentos será registrado no patrimônio
líquido da companhia e não no resultado.

Segundo a Vale, o ganho em reais com a variação cambial sobre seus
investimentos na Vale Inco e na Vale Austrália teve efeito positivo de R$
5,982 bilhões no lucro pela regra contábil anterior. Como este efeito deixa
de existir, o lucro pelo novo padrão contábil será deduzido deste montante.

Portanto, se, do lucro da soma dos trimestres, que atingiu R$ 29,708
bilhões, for subtraído o efeito das duas mudanças contábeis (R$ 2,447
bilhões e R$ 5,982 bilhões), se chega ao lucro publicado para o ano, de R$
21,279 bilhões.

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Lucro da Vale avança 6,36% em 2008 e bate R$ 21,3 bilhões

A mineradora Vale do Rio Doce anunciou nesta quinta-feira que obteve lucro
líquido de R$ 21,279 bilhões em 2008, com avanço de 6,36% sobre 2007.
Trata-se do sexto ano seguido que a empresa consegue elevar seu lucro sobre
o ano anterior.


Já o resultado do quarto trimestre foi de R$ 10,449 bilhões, apresentando
avanço de 136,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Em compensação, o
ganho recuou 15,96% sobre o terceiro trimestre de 2008, indicando primeiros
efeitos da crise financeira sobre suas atividades.


O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou em
R$ 35,022 bilhões, subindo 4,17% sobre 2007.


O faturamento da empresa atingiu R$ 72,776 bilhões no ano passado, 9,62% a
mais do que no ano anterior. Segundo a empresa, o recorde de vendas de nove
produtos --minério de ferro (253,6 milhões de toneladas métricas), pelotas
(41,6 milhões de toneladas métricas), níquel (276.000 toneladas métricas),
cobre (320.000 toneladas métricas), alumina (4,2 milhões de toneladas
métricas), cobalto (3.100 toneladas métricas), metais preciosos (2,4
milhões de onças troy), metais do grupo da platina (410.000 onças troy) e
carvão (4,1 milhões de toneladas métricas)-- foi o principal motivo do bom
resultado.


Nas regras do US GAAP (contabilidade americana), o lucro apresentou alta de
11,78% sobre 2007, passando para US$ 13,218 bilhões.


Como as demais grandes produtoras de commodities, a Vale já sente a queda
nos preços de seus produtos devido à crise financeira global.


Diante desse quadro, no final do ano passado a empresa tomou uma série de
medidas de contenção de gastos, que incluiu demissões, fechamento de
plantas de produção de minérios e suspensão de investimentos.


"A Vale reagiu de maneira bastante pró-ativa, adaptando suas operações à
deterioração do ambiente econômico. Cortes de produção envolvendo a
paralização temporária das unidades operacionais de custo mais alto e a
implantação de novas prioridades estratégicas são os principais componentes
da nossa rápida resposta à recessão global", disse a empresa em comunicado.
"A minimização de custos, a flexibilidade financeira e operacional e a
conciliação da preservação do caixa com a busca por opções de crescimento
rentáveis, assumiram importância fundamental no atual cenário."


No fim de outubro, a mineradora reduziu sua produção de minério de ferro e
outros minérios e subprodutos nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e
Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior. Fora do país,
sofreram reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega,
China e Indonésia.


Já no início de dezembro, foi anunciada a demissão de 1.300 funcionários,
sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo.
Outros 5.500 entraram em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e
1.200 entraram em treinamento para serem realocados dentro da companhia.


Uma semana depois, a mineradora suspendeu as operações de duas unidades no
porto de Tubarão, no Estado do Espírito Santo, além de suspender as
atividades de algumas minas de níquel no Canadá.

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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

PETROBRAS fecha venda de petróleo à China e negocia crédito

BRASÍLIA (Reuters) - A Petrobras concluiu uma negociação para fornecer a
refinarias chinesas um volume de 100 mil a 160 mil barris/dia de petróleo,
informou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, nesta
quinta-feira.

A petroleira brasileira também negocia com a China um empréstimo de até 10
bilhões de dólares, operação que pode ser concluída até maio, acrescentou
Gabrielli a jornalistas no Itamaraty, em evento após a reunião entre o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente chinês, Xi
Jinping.

A China, segunda maior importadora mundial de petróleo, tem aproveitado a
difícil disponibilidade de crédito no mercado internacional para garantir o
suprimento de várias matérias-primas, incluindo petróleo.

Nesta semana, os chineses fecharam um acordo com a Rússia para emprestar 25
bilhões de dólares em troca de fornecimento de petróleo por um período de
20 anos.

Na última segunda-feira a Petrobras, que busca maneiras no mercado de
levantar recursos para seu volumoso plano de investimentos de 174 bilhões
de dólares, havia informado que negociava com alguns países a possibilidade
de obter financiamento em troca da garantia de fornecimento futuro da
commodity.

"É para já, a preços de mercado", disse rapidamente Gabrielli sobre o
acordo para o fornecimento de petróleo aos chineses, acrescentando que
estariam envolvidas refinarias das companhias chinesas Sinopec e CNPC
(China National Petroleum Company).

A Petrobras praticamente já dispõe dos recursos que necessita em 2009, mas
vai precisar de ao menos 9 bilhões de dólares em 2010 para completar o
orçamento de investimento em projetos importantes de exploração da
promissora camada pré-sal, que pode conter dezenas de bilhões de barris de
petróleo.

(Reportagem de Ray Colitt)

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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Our mood for today

2009 = the year of the BONDHOLDERS, not the EQUITYHOLDERS. Definitely
yesterday's performance of the stock markets here and abroad just
reinforces one of our calls for this year. Despite some good opportunities
regarding specific stocks with also specific drivers, as mentioned before,
it's much better on currently environment to select good companies with a
good credit perception and get advantage of the interesting coupons and
yields that we can receive nowadays. That's what the majority of our
clients are doing, including the ones that were used to invest in Funds and
are now focusing on Eurobonds (great part of the money) and deposits. It's
interesting to observe that even in Brazil there is a shift from investor's
money from the usual "Fundos Multimercados" - our Hedge Funds to
"Debentures" (Eurobonds) and "Notas Promissórias" (Commercial Papers).
Certainly a tremendous change on such a short period of time...

Analyzing each market now:

- Currency Market: With the bad mood affecting all markets yesterday the
BRL as expected presented a bad performance. For today's trading session we
expect some rebound and recommend some SHORT position on the USD for daily
trading. It's a good opportunity to get advantage of current quote to
invest in our BRL Note. You can get advantage of an interesting coupon plus
an eventual BRL appreciation. Check our daily quotes!

- Interest Rate Market: After reaching the 11% levels (JAN 10 DI Contract)
and based on some economic numbers showing some recovery on our local
economy, maybe it's a good moment to make some profit and reduce the LONG
position waiting for another opportunity to get in.

- Stock Exchange Market: We expect a recovery movement during today's
trading session.

- Sovereign and Corporate Debt Market: Despite yesterday bad mood abroad
the BR40 has remained pretty much resilient. The investor's appetite for
Brazilian Assets has increased as a result of reduced demand for other
sovereigns (especially the ones from Eastern Europe). In line with this
scenario the Brazilian 5Y CDS has also presented a better performance. We
expect this movement to persist...

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Downgrades Loom for Hungary, Poland, Bond Yields Show

Downgrades Loom for Hungary, Poland, Bond Yields Show (Update3)

2009-02-18 13:50:11.365 GMT

By Laura Cochrane


Feb. 18 (Bloomberg) -- Hungarian, Polish and Czech government debt, among the

highest rated in emerging markets, has already been downgraded by bondholders.

Investors demand 20 basis points more yield to own Hungary's bonds than

similar-maturity Brazilian debt, which is rated four levels lower by Moody's

Investors Service, JPMorgan Chase & Co. indexes show. The risk of Poland

defaulting is about the same as Serbia, ranked six levels lower by Standard &

Poor's, based on credit-default swap prices. Czech 10-year bonds yield the most

compared with German bunds since 2001.



"Everybody is running for the door," said Lars Christensen, head of

emerging-market strategy at Danske Bank A/S in Copenhagen. "The markets have

decided the central and eastern European region is the subprime area of Europe."



Investors who lost more than 18 percent on emerging-market sovereign and corporate

bonds last year based on Merrill Lynch & Co. indexes now face steeper declines in

Eastern Europe, said Christensen. While the region's integration with the European

Union spurred foreign investment earlier this decade, Poland's currency weakened

35 percent against the euro since August, the Czech economy grew at the slowest

pace in almost 10 years in the fourth quarter and Hungary required a $15.7 billion

bailout from the International Monetary Fund.



Monitoring 'Very Closely'



"Hungary is the one that we are monitoring very closely," Dietmar Hornung, senior

analyst at Moody's in Frankfurt, said in a phone interview today. "The ratings as

they are reflect to a certain degree the assumption that it is rating positive to

be a European Union country."



Hungary's bonds, rated four levels above non-investment grade at A3 by Moody's and

two levels higher at BBB by S&P, lost about 12 percent last year after returning

9.4 percent in 2007, Merrill indexes show. Returns on bonds sold by Poland, ranked

A2 by Moody's and A- S&P, shrank to 1.3 percent from 9.1.



Czech 10-year government bonds yields have increased 70 basis points in the past

month to the highest in more than three months. The country is rated A1 by Moody's

and one level lower at A by Moody's. A basis point is 0.01 percentage point.



The Czech Republic, Poland, Hungary and five more emerging European economies will

post an average current account deficit of 4.1 percent of gross domestic product

this year, more than double the 1.7 percent deficit in Latin America, according to

Citigroup Inc. data. Countries in Asia, Africa and the Middle East will record

surpluses, the data show.



More Pain



The economies are set to shrink 0.4 percent this year as demand for exports and

commodities falters, from an average 3.2 percent growth in 2008, according to the

International Monetary Fund. The IMF granted more than $35 billion in aid to

Hungary, Ukraine, Latvia, Serbia and Belarus to avert defaults.



"We probably still have a little more weakness to go, a little bit more pain to be

felt," said Raphael Kassin, a money manager at Zurich-based Credit Suisse Group AG

who helps oversee about $1 billion in emerging-market debt. "All of these crises

bring opportunities and it will happen in Eastern Europe the same way." Kassin

said he is "'quite underweight" Eastern Europe.



The region's stocks slumped to the lowest level in more than five years after

Moody's said yesterday that banks with subsidiaries in Eastern Europe face rating

cuts. The MSCI EM Eastern Europe Index was down 6 percent at 10:30 a.m. in London.

Poland's WIG20 index declined 3 percent to the lowest in more than five years,

after dropping 7.5 percent yesterday.



Current Accounts



The Hungarian forint, which fell to the weakest ever against the euro yesterday,

climbed 1.4 percent today to 305.15. The Polish zloty rebounded from a five-year

low, strengthening 1.5 percent to 4.8280 per euro, and the Czech koruna gained 1.7

percent versus the euro to 29.066 after touching a four-year low yesterday. The

currencies are among the world's 10 worst-performers this year against the euro.



Nine years of economic growth across Eastern Europe through 2007 strengthened

currencies, cut current account deficits and led S&P to upgrade governments in the

region five times more than it downgraded, Bloomberg data show. In South America,

the company increased ratings just 2.5 times more than it cut in the same period.



As recently as June 2007, Czech 10-year bonds yielded less than German bunds of

similar maturity. The securities now yield 1.63 percentage points more, the

highest since 2001, according to data compiled by Bloomberg.



Rising Protection Costs



In the past six months, the cost of protecting payment on Poland's debt jumped

more than six-fold to 405 basis points, credit-default swaps show. The cost is

about the same as on contracts linked to Serbia, which is rated three levels below

investment grade at BB- by S&P, Bloomberg data show.



Credit-default swaps, contracts conceived to protect bondholders against default,

pay the buyer face value in exchange for the underlying securities or the cash

equivalent should a company fail to adhere to its debt agreements. Prices for the

contracts rise as perceptions of credit quality deteriorate. A basis point is

equivalent to $1,000 on a contract protecting $10 million of debt.



The extra yield investors demand to own Hungarian sovereign or quasi-sovereign

bonds instead of U.S. Treasuries has risen almost three-fold in the past six

months to 4.71 percentage points, more than the 4.51 percentage point spread for

Brazilian debt, JPMorgan data show. Investors are demanding 3.02 percentage points

in extra yield to own Polish bonds and 1.18 percentage points more to own Czech

debt, JPMorgan indexes show.



'Fear of Crisis'



"Hungary is the most vulnerable." Frankfurt-based S&P analyst Kai Stukenbrock said

in a phone interview. "External leveraging is not as high in Poland. The Czech

Republic is the least exposed." S&P and Moody's cut Hungary's credit ratings one

level in November, after the country struggled to service its short-term debt amid

the global financial crisis. Both ratings companies have "negative" outlooks on

Hungary, meaning the country's grade is more likely to be cut again than raised or

left unchanged. Poland and the Czech Republic have "stable" outlooks.



"The fear of crisis is increasing," said Ralph Sueppel, chief economist and

strategist at London hedge fund BlueCrest Capital Management Ltd., which manages

about $2 billion in emerging-market assets. "The rapid growth of credit and

external funding is being reversed."

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Soros comprou mais ações da Petrobras no quarto trimestre

Soros comprou mais ações da Petrobras no quarto trimestre

SÃO PAULO - O megainvestidor George Soros comprou mais 15,6 milhões de American
Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras ao longo do último trimestre do ano
passado. As compras foram feitas por meio do Soros Fund Management LLC e
divulgadas hoje em um comunicado obrigatório postado no site da Securities and
Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos EUA.

Segundo o documento, ao final de dezembro, o fundo do investidor tinha 36,78
milhões de ADRs da estatal brasileira. Cada ADR negociado em Nova York equivale a
duas ações da Petrobras.

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Citi rebaixa recomendação das ações no Brasil e projeta correção no curto prazo

SÃO PAULO - Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (18), o
Citigroup acredita que as ações brasileiras devem passar por correção no
curto prazo, uma vez que elas tiveram um desempenho melhor que o condizente
com o cenário atual. A recomendação para o País foi de "overweight" - acima
da média - para "neutra".

Geoffrey Dennis, analista do banco, afirma que os papeis negociados na
bolsa de São Paulo subiram mais do que deveriam no horizonte de
desaceleração econômica. O Ibovespa deverá cair de volta para os 35 mil
pontos, antes de se recuperar nos últimos meses do ano, até a pontuação
final atingir 55 mil pontos.

Recomendação menor
O relatório divulgado pelo Citigroup rebaixa ainda a recomendação do Brasil
de "overweight" para "neutra", no contexto da América Latina. "A decisão
foi tomada com base no desempenho das ações a partir do ponto mais baixo,
em novembro", informou o documento dos analistas.

Os setores mais defensivos foram vistos com melhores olhos, sendo sugerido
investimentos em Energia & Saneamento, Telecomunicações e Consumo & Varejo.
As empresas do setor financeiro foram avaliadas como neutras e as demais
ficaram sob um viés negativo. AmBev, CCR, EDB, Cteep, Net e TIM foram
citadas como boas opções.

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Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Dólar sobe quase 2% e fecha em R$ 2,325 com temor de crise maior

SÃO PAULO, 17 de fevereiro (Reuters) - O dólar fechou em alta de quase 2% ante o
real nesta terça-feira, seguindo o nervosismo dos mercados externos por dúvidas
sobre a eficácia do pacote de estímulo econômico dos Estados Unidos e o alcance da
crise econômica mundial.

A moeda norte-americana avançou 1,97%, para R$ 2,325 para venda, na cotação máxima
da sessão. É a maior alta diária do dólar em uma semana.

"O mercado lá fora está muito deprimido, a Europa está muito deprimida e os
Estados Unidos também. Essa crise está cada vez mais saindo do controle", avaliou
Mario Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez.

As Bolsas de Valores européias caíram para o menor nível de fechamento em três
semanas, com a desvalorização de ações de bancos por preocupações com novas perdas
causadas pela crise global e o impacto da recessão em países emergentes do
continente.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários derretiam, por temores de que
a recessão esteja piorando e que as medidas propostas pelo governo de Barack Obama
para estabilizar o enfraquecido sistema financeira não sejam suficientes.

"O pacote tem suas limitações. Ele não é uma solução imediata, mas sim um conjunto
de soluções que vai demorar um tempo para surtir efeito", ponderou Paiva. "É uma
crise sem precedentes."

Segundo os dados mais atualizados da BM&F, o volume de negócios no mercado de
dólar à vista girava em torno de US$ 3 bilhões, em consonância com a média diária
de fevereiro. Na véspera, esse volume minguou para cerca de US$ 500 milhões por
conta de um feriado nos EUA.

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Com crise, China não poderá financiar todo o déficit americano

Com crise, China não poderá financiar todo o déficit americano
09.02.2009 09h54
Professor de Harvard e Oxford diz que bolha dos títulos americanos pode estourar
até o final do ano
Por Ângela Pimenta

Portal EXAME
Autor do livro 'The Ascent of Money' (A Ascensão do Dinheiro), que deverá ser
lançado no Brasil pela editora Planeta, o historiador econômico Niall Ferguson,
professor das universidades Harvard e Oxford, conversou com exclusividade com o
Portal EXAME sobre temas como a crise mundial, uma possível bolha no mercado de
títulos americanos e o retorno do protecionismo. Veja a seguir os principais
trechos da entrevista

Qual é a perspectiva para o que o senhor chama de Chimérica - a relação econômica
simbiótica entre os Estados Unidos e a China - em 2009 e o G2, o encontro das
duas potências?

Em primeiro lugar, o que chamo de Chimérica, a combinação entre a China e a
América continua sendo central para o funcionamento da economia mundial e em
muitos aspectos ela é a chave para sabermos se a crise atual se tornará uma
Grande Depressão. Os Estados Unidos têm confiado por alguns anos na China e em
outros países para financiar os déficits em conta corrente. E isso vai continuar
acontecendo em 2009. A questão é saber o quanto do endividamento planejado pelo
governo Obama a China estará disposta a financiar, num momento em que a economia
chinesa está sofrendo efeitos severos da crise, causados pela queda de
importações americanas. O grande risco é que as relações entre os dois países se
deteriorem em função de discordâncias sobre comércio externo ou o câmbio. Para
Obama, a coisa mais importante é se certificar de que as relações sejam as
melhores possíveis. Assim, a Chimérica, a relação entre a China e a América
continue a ser mutuamente benéfica. Essa será uma questão de enorme importância
para o governo. E em relação a um encontro G2, entre os dois países, no nível
mais alto, creio que ele precise acontecer o quanto antes. Não existe outra
relação mais importante para os EUA hoje do que a China.

Como o senhor vê a disposição dos chineses em continuar financiando os sucessivos
déficits americanos através da compra dos títulos do Tesouro dos EUA?

Bem, de um lado, os chineses tem menos recursos disponíveis. Isso significa dizer
que muito do dinheiro que a China usava para comprar títulos americanos, como no
ano passado, foi dinheiro obtido através dos superávits gerados pelas exportações
chinesas. Mas em função da crise, já não é mais possível que a China continue
gerando superávits naqueles níveis, uma vez que o comércio mundial declinou tão
velozmente. Logo, os chineses terão menos dinheiro disponível para investir em
moeda e ativos americanos, simplesmente em função das atuais condições
econômicas. Ao mesmo tempo, é claro que a China precisa aumentar o seu nível de
demanda doméstica, focando mais no aumento do consumo dos próprios chineses, que
devem diminuir o seu nível de poupança. E se os domicílios chineses começarem a
poupar menos, mais uma vez teremos menos recursos fluindo para o Banco Popular da
China que possam ser investidos em ativos denominados em dólar. Mas acontece que
os Estados Unidos irão continuar a emitir mais títulos do Tesouro para financiar
os programas de recuperação econômica do governo Obama - tentando tomar mais
dinheiro emprestado - e é aí que as tensões serão visíveis esse ano. Isso vai
gerar um déficit de 1 trilhão a 1,5 trilhão de dólares. Isso vai ser difícil de
financiar, e a China certamente não será capaz de absorver isso como fez no ano
passado.

O senhor acredita que exista uma bolha no mercado de títulos do Tesouro americano
prestes a estourar?

Certamente me parece que taxas de rendimento ao redor de 2% a 2,4% em notas de
dez anos do Tesouro americano são inacreditavelmente baixas. E você teria que
acreditar que o mundo está rumando para uma crise deflacionária no estilo do
Japão nos anos 90 para que essa tendência dure indefinidamente. Isso não é um
cenário de probabilidade zero. Aprendemos com a experiência japonesa que é
possível termos uma enorme carga de dívida governamental e ainda assim baixas
taxas de rendimento no caso de deflação. Também sabemos que existem crescentes
pressões deflacionárias na economia global. Por outro lado, o Federal Reserve tem
reagido com muito mais rapidez do que o Banco do Japão o fez nos anos 90 e o Fed
tem imprimido dinheiro de forma tão agressiva, tão furiosamente, que não há como
se perguntar se os Estados Unidos realmente terão uma deflação. Ao mesmo tempo,
esses enormes déficits que podem chegar a 10% do PIB americano em 2010 não são
calculados para agradar os investidores em títulos do Tesouro. Me parece que
vamos chegar a um ponto em que o restante do mundo irá olhar para os Estados
Unidos, com suas políticas monetária e fiscal e irá concluir que temos um cenário
inflacionário adiante. Talvez isso aconteça já no final desse ano. E isso será
uma questão crucial para os próximos meses. À certa altura, o sentimento vai
mudar e os investidores vão concluir que não faz o menor sentido ficar sentado
numa enorme pilha de títulos americanos, enquanto os EUA produzem enormes
déficits. Isso vai acontecer - embora eu não saiba quando - pode ser uma questão
de meses. Mas é certo que veremos uma mudança no humor do mercado internacional
de títulos e uma significativa corrida de venda dos títulos americanos. E quando
isso acontecer, as pessoas vão olhar para trás e compreender o que James Grant
queria dizer quando declarou que 'hoje uma nota de dez anos do Tesouro representa
um risco de retorno zero em oposição a uma reserva de risco zero de retorno'.

A crise internacional já traz estragos significativos à economia brasileira. A
maioria dos analistas prevê um crescimento de 2% neste ano, menos da metade do
crescimento de 2008. Se tal previsão se concretizar, ainda assim podemos dizer
que somos mais afortunados do que os americanos e europeus?

Bem, um crescimento de 2% é melhor do que um crescimento negativo. E uma vez que
o mundo desenvolvido caminha para um ano de contração, nós poderíamos ver a
economia americana contrair em até 3,5%. Mas o que sabemos da economia brasileira
que nem sempre o país cresceu de forma tão forte quanto nos últimos anos. Não
tenham dúvida de que esse ano será doloroso. Os dias em que os países Bric [grupo
de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China] podiam crescer a taxas tão
altas fazem parte do passado porque acontece que a tese do descolamento era um
mito. E a economia global é integrada - ela é apenas uma única economia, na
realidade. E se a economia americana se contrai, todo mundo vai sofrer os efeitos
disso. Nos Estados Unidos, as importações estão despencando. Logo, as exportações
dos grandes países emergentes, como o Brasil, serão negativamente afetadas. Elas
estão em queda livre. Mas se olhamos para os Brics, a Rússia é quem está em pior
situação, devido à sua grande dependência do petróleo. E para falar a verdade,
creio que no ano passado, o Brasil foi entre os Brics o país com o melhor
desempenho. Logo, tais coisas são relativas. Não temos uma crise tão severa como
a dos anos 30, pelo menos por enquanto. E creio que não será tão ruim como a dos
anos 30. Creio que será algo mais parecido com os anos 80, em termos de problemas
como o aumento do desemprego. E se olharmos para aquele período, o Brasil hoje se
encontra numa situação muito mais sólida e confortável para enfrentar a
desaceleração econômica.

Como o senhor vê a questão da desmoralização do princípio de risco moral?

Vivemos um tempo em que as lições que devíamos ter aprendido das décadas de 1970
e 1980 foram jogadas fora. Hoje tanto os bancos centrais quanto os órgãos
reguladores em geral estão repensando essa questão enquanto lidam com a maior
crise financeira desde a década de 1930. Para mim, o mais fascinante é ver o
renascimento das teorias de John Maynard Keynes. De repente, todo mundo virou
keynesiano em termos de política fiscal, mas igualmente extraordinária é a forma
como a política monetária americana vem sendo conduzida por Ben Bernanke. As
ansiedades de apenas alguns anos atrás, sobre os riscos inflacionários
desapareceram. Mas não vejo a questão do risco moral sendo mencionada novamente.
Creio é que preciso reconhecer que diante do risco de um enorme colapso do
sistema financeiro internacional, a prioridade deve ser evitar o contágio
sistêmico - para se evitar justamente a contração monetária que aconteceu na
década de 1930, quando o Fed não agiu e acabou agravando ainda mais a crise.
Temos que evitar isso, o que por outro não quer dizer que o salvamento de
instituições em dificuldades possa ser feito indiscriminadamente.

O senhor acredita que aos olhos da comunidade financeira internacional, a
gravidade da crise atual possa a vir a justificar calotes como o que ocorreu com
a Argentina no começo da década, levando países em dificuldades em honrar suas
dívidas a seguir o mesmo caminho?

Creio que ninguém quer seguir o exemplo da Argentina, o país do continente
americano que já enfrentou o maior número de crises. Trata-se de um país que pode
enfrentar uma crise financeira mesmo quando as coisas estão indo bem para os
demais países. E o problema com a sucessão de crises argentinas é que elas
praticamente impossibilitam que o país alcance um padrão de desenvolvimento
sustentável. Já o Brasil se tornou um país em que sua dívida externa tem um papel
muito menor hoje em dia. E a pujança da economia brasileira - mesmo diante da
crise atual - é que nos últimos dez anos o país escolheu tomar as decisões
acertadas, mesmo que elas significassem fazer sacrifícios, evitando os erros do
passado, como o descontrole inflacionário e os calotes, além de mudar a lei de
forma errática, como tem acontecido na Argentina em relação às regras dos fundos
de pensão. Nada que aconteceu desde 2007 invalida a política macroeconômica
brasileira. E tampouco os últimos anos justificam a conduta argentina. Tanto o
Brasil quanto o Chile fizeram progressos enormes se comparados com a Argentina.
No Chile, graças às reformas implantadas nos anos 80, hoje eles são o país
latino-americano mais estável para atrair novos negócios.

Existem riscos de que a atual crise produza uma nova onda de protecionismo no
comércio mundial?

Creio que sim, porque vários países já aumentaram suas tarifas e a Rodada de Doha
acabou fracassando. Em épocas em que as economias se contraem e o desemprego
cresce, os políticos julgam mais tentador seguir políticas protecionistas. Hoje o
que mais me preocupam são algumas vozes no Congresso americano, principalmente
entre democratas, que estão pedindo regras mais duras para as importações. Ou
também um endurecimento sobre o que eles chamam de manipulação da moeda chinesa.
Esse é o tipo de coisa com a qual devemos nos preocupar. A verdade é que hoje a
globalização vem sendo questionada. Na cabeça de muita gente essa crise deve
causar o retrocesso de projetos como de comércio livre e mobilidade de capitais.
Eu ficaria surpreso, de uma perspectiva histórica, se não houvesse tentativas de
reviver o protecionismo em algumas partes do mundo. Espero que o governo Obama
resista a esse tipo de pressão, porque a lição da década de 1930 é clara: ao
longo do tempo, uma proteção generalizada do comércio mundial só agrava a crise.
Num momento em que o comércio já se contrai, a última coisa que precisamos é
tornar as coisas piores do que já são. Na verdade, deveríamos estar pressionando
por tarifas mais baixas para ajudar países pobres, como os africanos, a exportar
seus produtos agrícolas. Mas politicamente isso é muito difícil de ser feito em
tempos de recessão.

De que maneira o Congresso americano, de maioria democrata e protecionista
influenciará o governo Obama?

Normalmente, podemos esperar um certo grau de deferência inicial do Congresso em
relação ao novo presidente, mas precisamos lembrar de duas coisas: a primeira é
que o próprio Obama integra a ala mais à esquerda do Partido Democrata e que ele
conta com o forte apoio dos sindicatos, que não são defensores das políticas de
livre comércio. E baseado em coisas que o Obama disse durante a campanha, ele não
se demonstrou um admirador do Nafta e certamente é muito menos provável que ele
busque acordos de livre comércio com os demais países latino-americanos. Logo,
esse não é um governo que se pareça comprometido com o livre comércio.

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Boletim Diário Matinal - Bradesco

Balança comercial tem superávit de US$ 225 milhões na segunda semana de

fevereiro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 225 milhões na

segunda semana de

fevereiro. O saldo positivo é resultado de exportações que somaram US$

2,361 bilhões e de

importações no montante de US$ 2,136 bilhões. A média diária exportada no

período, de US$

472,2 milhões, representa um volume 13,83% menor em relação à primeira

semana de fevereiro

e 24,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. As vendas

externas foram

puxadas para baixo pela forte contração de manufaturados (açúcar em bruto,

ferro fundido, couros

e peles e alumínio em bruto), básicos (petróleo em bruto, milho em grão,

farelo de soja) e pela

queda menor de manufaturados (óleos combustíveis, automóveis, autopeças,

calçados). Já a

média diária de importações, de US$ 427,2 milhões, caiu 5,86% na comparação

com a semana

anterior e 30% em relação a fevereiro do ano passado. Este recuo das

importações, por sua vez,

foi dado principalmente pela queda das compras de equipamentos mecânicos,

produtos químicos

orgânicos e inorgânicos, automóveis e partes, produtos farmacêuticos e de

borracha. Assim, no

acumulado do mês, a balança comercial já soma US$ 696 milhões de superávit.

Zona do Euro: balança comercial tem saldo negativo de € 0,7 bilhão em

dezembro;

sentimento econômico dos investidores registra queda de 8,7 pontos em

fevereiro

A balança comercial européia apresentou déficit, de € 0,7 bilhão, em

dezembro – alcançando o

maior saldo negativo desde a introdução do euro – surpreendendo as

expectativas de um saldo

negativo em € 6,7 bilhões – lembrando que em novembro o saldo foi revisado

para – € 5,8 bilhões.

Com ajuste sazonal, as exportações caíram 0,9% na margem, enquanto que as

importações

retraíram 3,9%. Diante da deterioração das condições econômicas na Europa,

o sentimento

econômico dos investidores da região vem apresentando resultados negativos

há 19 meses. No

entanto, o indicador registrou uma melhora nas expectativas em fevereiro,

subindo para -8,7

pontos – ante de -30,8 pontos registrados em janeiro – , aquém do esperado

de -27,5 pontos, de

acordo com o Levantamento Zew. Por outro lado, o indicador que mede o

sentimento da situação

atual registrou sua menor pontuação, de -91 pontos. Essa melhora do clima

econômico pode ser

resultado dos esforços fiscais por parte dos governos para minimizar os

efeitos da crise financeira

sobre a economia, bem como da sinalização do Banco Central Europeu de um

novo corte na taxa

de juros na reunião de março.



Reino Unido: CPI registra queda de 0,7% em janeiro

O índice de preços ao consumidor (CPI) do Reino Unido apresentou deflação

pelo quarto mês

consecutivo em janeiro, registrando uma variação negativa de 0,7%, acima

das expectativas do

mercado de -1,0% – recordando que os preços já tinham recuado 0,4% em

dezembro. Na

comparação interanual, os preços desaceleraram para 3,0% contra as

estimativas de 2,7%, sendo

que no mês anterior o CPI subiu 3,1%. O núcleo do índice (excluindo

energia, alimento, álcool e

tabaco) apresentou alta de 1,3% em comparação com janeiro do ano passado,

ante expectativas

de 1,0%. O declínio dos preços continua sendo explicado, principalmente,

pela queda nos preços

de energia. Adicionalmente, cabe reportar que o governador Mervyn King

anunciou que, com a taxa

de juros próxima a zero, o Bank of England (BoE) poderá injetar moeda na

economia para controlar

a inflação e deixá-la longe de chegar abaixo dos 2,0% considerados como

teto da meta.

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Ações da Positivo disparam 78,85% e empresa nega boato

Ações da Positivo disparam 78,85% e empresa finaliza o dia negando boato
Após as ações ordinárias da Positivo Informática (POSI3) saírem de R$ 5,20 para R$ 9,30 (com máxima de R$ 9,95) em apenas um dia de pregão, a empresa negou todos os boatos relacionados a um aumento na oferta de compra pela Lenovo. Segundo boatos, a oferta de compra teria sido aumentada de R$ 18,00 para R$ 31,00 por ação. Na noite de ontem (16/02), a Positivo enviou um comunicado oficial ao mercado considerando as especulações como "sem fundamento".

Agenda do investidor com divulgação de diversos balanços
Mesmo sem a abertura dos pregões regulares dos Estados Unidos no dia de ontem (16/02), a volatilidade do mercado aqui no Brasil foi notável, principalmente nos últimos minutos de negociação. Hoje, mesmo sem muitos indicadores programados, o investidor deverá enfrentar mais um dia volátil. Não há nenhum registro padrão na agenda dos Estados Unidos, onde as maiores atenções ficarão voltas à transformação em lei do pacote econômico de US$ 787 bilhões proposto pelo presidente Barack Obama, segundo programação divulgada no sábado passado (14/02). Os índices futuros norte-americanos sugerem um dia conturbado, caindo em média 1,8%. No Brasil, indicadores com relevância menor para o investidor de Bolsa de Valores serão divulgados, com destaque para o IPC da Fipe, IGP-M e a Pesquisa Mensal do Comércio. A atenção do investidor estará mais concentrada na divulgação dos balanços trimestrais, com destaque para GVT, Weg, Lojas Renner e Telesp.

Últimos resultados corporativos em destaque
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou uma queda de 27,4% em seu lucro líquido anual. A LOreal registrou um lucro de US$ 2,48 bilhões em 2008, queda de 26,6% em relação a 2007. Fora isto, o grupo de cassinos de Donald Trump está à beira da falência e irá apresentar um pedido de concordata e irá recorrer à proteção da lei de falências dos Estados Unidos. Segundo agências internacionais, esta é a terceira vez em que o grupo dá as caras no tribunal de falências.

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PIB no Japão sofre forte queda de 12,7% no último trimestre

Agenda do investidor doméstica pode causar volatilidade nesta segunda
A abertura da semana promete volatilidade, ao menos analisando os indicadores domésticos, uma vez que, será celebrado o feriado Presidents Day nos Estados Unidos. Aqui, as ações irão enfrentar o vencimento das opções, que ocorre toda terceira segunda-feira do mês, passando da série B para série C. Fora isto, teremos os relatórios semanais da Balança Comercial e Focus.

Congresso aprovou neste sábado pacote proposto por Obama
Com muita satisfação, o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, celebrou a aprovação do seu pacote econômico de US$ 787 bilhões pelo Congresso norte-americano e diz ser o "principal marco em nosso caminho para a recuperação". Com isto, o presidente poderá sancionar o projeto como lei e, segundo previsões, fará isto já nesta terça-feira (17/02). O projeto final não conta com a polêmica cláusula Buy American e não irá violar nenhuma norma proposta pelo comércio internacional.

PIB no Japão sofre intensa queda no quarto trimestre
Esta segunda-feira (16/02) não começou com boas notícias vindas do oriente, após o governo japonês divulgar uma queda de 12,7% no PIB (Produto Interno Bruto) do país no quarto trimestre do ano passado, comparando-se ao mesmo período de 2007. Já em comparação ao terceiro trimestre, o indicador sofreu retração de 3,3%. Na comparação anual, esta é a maior queda em 35 anos e a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, nas palavras de Kaoru Yosano, ministro de Política Econômica e Orçamentária do Japão. Esta é a terceira retração do PIB japonês, onde analistas esperavam uma baixa de 11,6%

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O Citibank prepara a venda de suas operações de financiamento

A CitiFinancial perdeu o crédito de vez. O Citibank prepara a venda de suas

operações de financiamento ao consumidor no Brasil. A reestruturação

societária – em abril, a financeira será incorporada pela Credicard – tem

como objetivo abrir caminho para a negociação da empresa. A decisão se

alinha ainda à estratégia mundial do Citigroup de se desfazer de suas

operações de crédito ao consumidor – vide o que ocorreu no Reino Unido.

Procurado, o Citibank negou o interesse na venda da CitiFinancial e

classificou a operação como estratégica. Pode ser. Porém, o RR - Negócios &

Finanças apurou junto a fontes do próprio Citi que o banco pretende vender

a carteira de crédito ao consumo e de empréstimos pessoais e a rede de

lojas da financeira.





A Credicard ficaria de fora da operação devido a seus resultados

expressivos – nos últimos dois anos, a base de clientes passou de quatro

milhões para 6,2 milhões.Segundo as mesmas fontes, alguns bancos já

sondaram os norte-americanos para a compra do CitiFinancial. Um deles foi o

HSBC. Não custa lembrar que o atual presidente da Credicard, Leonel

Andrade, já dirigiu a Losango. O consenso no Citi é que a financeira já deu

o que tinha de dar sob sua gestão. Os norte-americanos se ressentem da

falta de expertise e de escala suficientes concorrer com os grandes bancos

de varejo. Não é de hoje que o Citigroup reduziu os investimentos na

subsidiária brasileira da CitiFinancial. Há dois anos, a meta era chegar a

2009 com mais de 600 pontos de atendimento, entre agências do banco e

lojas. Hoje, não há nem a metade.

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Banco luso quer estar entre os 50 maiores do Brasil até 2012

São Paulo, 16 fev (Lusa) - A Caixa Geral de Depósitos (CGD) quer estar entre os 50
maiores bancos no Brasil até 2012, disse nesta segunda-feira à Agência Lusa o
presidente da instituição estatal portuguesa.

Fernando Faria de Oliveira, que participou da abertura do escritório da CGD, em
São Paulo, frisou que o foco do banco no mercado brasileiro será a área de
investimentos e o segmento empresarial.

"Não podemos baixar os braços diante dessa crise financeira internacional, esse é
o momento de sermos ativos e determinados", disse Oliveira.

"As maiores economias mundiais estão em recessão, enquanto que o Brasil continuará
a crescer, o que cria oportunidades que devem ser aproveitadas", afirmou.

O Banco Caixa Geral Brasil inicia operações com capital de R$ 123 milhões e uma
equipe de 15 pessoas.

"O nosso foco será apoiar as empresas portuguesas que queiram exportar ou investir
no Brasil e também as empresas brasileiras que queiram exportar e investir em
Portugal", frisou o presidente do banco luso.

Estabilidade política

Oliveira destacou que o Brasil tem "estabilidade política, paz social e um tecido
competitivo de pequenas e médias empresas".

A autorização para a CGD iniciar as suas atividades no Brasil foi concedida pelas
autoridades em fevereiro do ano passado.

Oliveira disse que a abertura do escritório, com a presença do ministro português
das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, marca os 90 anos da chegada da CGD ao
Brasil, então como Agência Financial de Portugal, em 1919.

A abertura assinala também o retorno do banco luso ao Brasil, depois da venda de
uma participação que detinha no Unibanco, um dos maiores bancos brasileiros, em
setembro de 2005.

A operação rendeu um encaixe ao banco português de R$ 1,53 bilhão.

A participação no capital do banco brasileiro foi adquirida no fim de 2000, quando
a CGD vendeu o Banco Bandeirantes ao Unibanco, por meio de uma troca de ações.

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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

Economist - Comparativo crise EUA * Japão

America's banking crisis





Worse than Japan?





Feb 12th 2009 | WASHINGTON, DC

From The Economist print edition





Look carefully and the answer could be yes

Illustration by Claudio Munoz





THERE is one consolation for the depressing instability of finance. History offers

a rich array of banking crises from which policymakers can draw lessons—and

against which today's rescue plans can be judged. According to an IMF database,

there have been 124 "systemic" banking crises since 1970—episodes in which bad

debts soared across the economy and much of the banking sector was insolvent.





Most of those were in the developing world. But the list also includes half a

dozen rich-country crashes, from Japan's slump after its property bubble burst in

the late 1980s, to the Nordic bank crises in the early 1990s. All involved deep

recessions, required massive government intervention to clean up bust banks, and

led to big increases in public debt as economies shrank while government spending

soared. But the speed of recovery differed dramatically; Japan endured a decade of

economic stagnation, whereas South Korea returned to growth within two years of

its 1997 banking disaster.













Received wisdom holds that policy choices determined the pace of recovery. Sweden

rebounded quickly because it acted fast: removing dud assets from banks'

balance-sheets, recapitalising weak banks and nationalising where necessary. Japan

stalled for a decade because it took years to recognise the scale of its mess. In

his first presidential news conference on February 9th, Barack Obama pointed to

Japan as an example of what not to do. Its "lost decade", he argued, was the

consequence of "not act[ing] boldly or swiftly enough".





There is truth to that analysis. Japan's central bank took too long to fight

deflation; its fiscal stimulus was cut off too quickly with an ill-judged tax

increase in 1997; and it did not begin to clean up and recapitalise its banks

until 1998, almost a decade after the bubble had burst. But the history of bank

failures suggests that Japan's slump was not only the result of policy errors. Its

problems were deeper-rooted than those in countries that recovered more quickly.

Today's mess in America is as big as Japan's—and in some ways harder to fix.





Double bubble







This crisis, like most others in rich countries, emerged from a property bubble

and a credit boom. The scale of the bubble—a doubling of house prices in five

years—was about as big in America's ten largest cities as it was in Japan's

metropolises. But nationwide, house prices rose further in America and Britain

than they did in Japan (see first chart). So did commercial-property prices. In

absolute terms, the credit boom on top of the housing bubble was unparalleled. In

America private-sector debt soared from $22 trillion in 2000 (or the equivalent of

222% of GDP) to $41 trillion (294% of GDP) in 2007 (see second chart).





Judged by standard measures of banking distress, such as the amount of

non-performing loans, America's troubles are probably worse than those in any

developed-country crash bar Japan's. According to the IMF, non-performing loans in

Sweden reached 13% of GDP at the peak of the crisis. In Japan they hit 35% of GDP.

A recent estimate by Goldman Sachs suggests that American banks held some $5.7

trillion-worth of loans in "troubled" categories, such as subprime mortgages and

commercial property. That is equivalent to almost 40% of GDP.





As the world's biggest debtor, America headed into this bust in a very different

position from Japan, a creditor nation rich in domestic savings. Nonetheless the

macroeconomic trends in America look more like those that existed in Japan than

other crisis-hit countries. Most big banking failures, from Sweden's to South

Korea's, were created or worsened by a currency crash. Tumbling exchange rates

raised the real burden of foreign-currency loans, forced policymakers to keep

interest rates high and pushed up the fiscal costs of bank rescues. (Because of

the rupiah's collapse, for instance, the clean up of Indonesia's failed banks in

1998 cost more than 50% of GDP.) But, by boosting exports, a weaker currency also

offered a route to recovery. In Japan, by contrast, the yen stayed strong as the

economy slumped, deflation set in and the banking problems grew.





In some ways America's macroeconomic environment is even trickier than Japan's.

America may have a big current-account deficit, but the dollar has strengthened in

recent months. America's reliance on foreign funding means the risk of a currency

crash cannot be ruled out, however. That, in turn, places constraints on the pace

at which policymakers can pile up public debt. And even if the dollar were to

tumble, the global nature of the recession might mean it would yield few benefits.





That is a big change. The most concentrated recent episode of systemic banking

crises was the Asian financial crash in the late 1990s. The regional downturn was

dramatic as firms slashed investment and paid back debt. But buoyed by strong

demand in the rest of the world, particularly America, these countries' exports

soared, allowing a quick recovery. Even Japan eventually built its economic

recovery on the back of booming exports. Today demand is falling rapidly across

the globe and most big developed economies face simultaneous banking crises. With

demand weak everywhere, the familiar route to recovery is blocked.





Beyond the banks





Administratively, today's crisis is far more complex than it was in countries

where the clean-ups are presently being praised. In Sweden's highly concentrated

banking system, one firm—Nordbanken—accounted for a quarter of all loans. The

government dealt with a big part of the problem by taking over two banks.

America's finance industry is more diffuse. Even after a wave of

government-induced consolidation, there are at least a dozen systemically

important commercial banks.





More important, Sweden's much-praised bad banks, into which the government

shovelled troubled loans, dealt with straightforward credit backed by clear

collateral. Even then the success was unusual. According to the IMF,

asset-management companies were set up in 60% of banking crises, but were

generally "ineffective". That seems more likely today when the complexities of

securitisation have left "toxic assets" that range from pools of car loans to

fiendishly complex collateralised-debt obligations, which are much harder to

unravel, value and manage.





What is worse, today's bust is not just about banking. America faces twin

financial crashes (as, to a lesser degree, do other Anglo-Saxon countries): one in

the regulated banking sector and a simultaneous collapse of the "shadow banking

system", the universe of hedge funds and investment banks responsible for much of

the recent securitisation boom as well as for the sharp rise in financial

leverage.





As a result, standard measures of banking distress, such as the level of

non-performing loans, understate the contractionary pressure. So far most of the

credit collapse in America has come from the demise of securitisation. In 2007,

for instance, $668 billion of non-traditional mortgages were securitised. Last

year that figure dropped to $40 billion. Rapid deleveraging outside traditional

banks also means that cleaning up banks' balance-sheets may not break the spiral

that is driving down asset prices and stalling financial markets. As the lower

chart shows, financial-sector debt was the fastest-growing component of

private-sector debt in recent years. Many of those excesses are being unwound at

warp speed.





Illustration by Claudio Munoz





A final difference between today's bust and most other big banking crises is the

importance of household debt. Historically, serious banking busts have mainly

involved overborrowing by firms. In Japan, for instance, corporate borrowing

soared in the 1980s against the collateral of rising share and property prices.





Today, however, household profligacy, which underpins much of the other debt, has

been the problem. After the dotcom bust, American firms held back. Virtually all

the rise in non-financial debt since 2000 was among households, as Americans

tapped into the rising equity in their homes. Although troubled business debts,

such as commercial property, are rising, households are the worst hit.





That has important implications. Household balance-sheets are more difficult to

restructure than corporate ones, which involve far fewer people. Politically, the

process raises questions of fairness. How far, for instance, should taxpayers bail

out reckless homeowners who bought mortgages they could not afford? On the other

hand, the economic dislocation from unwinding a household-debt binge may be less

disruptive than restructuring swathes of firms. As Anil Kashyap of the University

of Chicago points out, one reason Japan was so loth to acknowledge the depths of

its banking problems was the knowledge that a banking clean-up would require a

large-scale restructuring of Japanese firms which, in turn, would throw many

people out of work. Restructuring household debts may be political dynamite, but

it would not require a wholesale remaking of corporate America.





Nonetheless, the rebuilding of American households' balance-sheets is likely to

force a reliance on government demand that is bigger and longer-lasting than many

now imagine. In the aftermath of Japan's bubble, firms spent more than a decade

paying down debt and rebuilding their balance-sheets. This sharp rise in corporate

saving was countered by a drop in the savings rate of Japanese households and,

most importantly, by a huge—and persistent—increase in budget deficits.





A similar dynamic will surely play out in America's over-indebted households. With

their assets worth less and credit tight, people will be forced to save much more

than they used to. The household saving rate has risen to 3.6% of disposable

income after being negative in 2007. For much of the post-war period it was around

8%, and in the short-term it could easily exceed that. But, whereas dis-saving by

Japanese households countered the corporate balance-sheet adjustment, American

firms are unlikely to invest more while consumers are in a funk. Propping up

demand may therefore require more persistent, and sustained, budget deficits than

in Japan.





Add all this together and the ease with which American policymakers dismiss

Japan's experience is probably misplaced. Japan's outcome—a decade in which growth

averaged 1% a year and gross government debt rose by 80 percentage points of

GDP—was not one to be proud of. But given the magnitude of today's mess, it may

soon seem not that bad after all.

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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009

Serra anuncia pacote econômico em São Paulo -Bom dia ADVFN

Europa entra oficialmente em recessão
O Produto Interno Bruto (PIB) dos países é utilizado para acompanhar o
crescimento da economia interna, onde uma vez registrando duas retrações
trimestrais consecutivas, o país entra oficialmente em uma recessão
técnica, e é justamente isto que está acontecendo com a maioria dos países
da Europa. Reforçando a crise, a Alemanha divulgou uma expressiva queda no
PIB do último trimestre de 2008, sofrendo uma retração de 2,1%. Segundo
Departamento Federal de Estatísticas do país, esta foi a pior queda desde
1990. Da mesma forma na França, o PIB do país sofreu uma retração de 1,2%.
A Itália, que já estava em recessão técnica desde o terceiro trimestre de
2008, registrou outra queda no PIB de 1,8% no quarto trimestre.

Semana acaba com poucos índices programados mundialmente
Hoje (13/02), tanto no cenário interno quanto externo, o investidor não
encontrará muitos indicadores programados. No Brasil, será divulgado apenas
o Índice Geral de Preços ? 10 (IGP-10) relativo a fevereiro, computado pela
Fundação Getulio Vargas. Nos Estados Unidos, será publicada a preliminar da
confiança do consumidor do país.

Serra anuncia pacote econômico em São Paulo
Com intuito de combater os efeitos da crise mundial no estado de São Paulo,
o governador José Serra anunciou nesta quinta-feira (12/02) um pacote de
medidas que beneficiará principalmente as exportadoras. Com este pacote,
não será mais taxado o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Prestação de Serviços) de companhias do setor produtivo que exportem. O
principal objetivo, segundo Serra, é manter o emprego no estado, gerando
aproximadamente 858 mil postos de trabalho ao longo do ano, onde serão
movimentados R$ 20,6 bilhões em investimentos.

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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009

Our Mood for Today

Well, the Stimulus Package was approved, the Financial Rescue Package was
announced and... We must face the reality and be patient until all of the
measures and stimulus took place. Going forward, market participants should
price facts and not just expectations. Hope that especially Mr. Geithner
can be able to deliver more and positive details of his plan and definitely
start fixing the Financial System in US and as a consequence abroad.

In here we had the opportunity of meeting some Directors of the Central
Bank yesterday. Generally speaking although they corroborate our view of a
more conservative approach on the next COPOM meetings, the analysis of
Current Economic Activity would be really important on their definition of
the next steps and cuts. Some market players are betting that recent hikes
on some inflation numbers are just punctual and should not change the
downside bias of the economic activity and as a consequence on Inflation.
That view should support a more aggressive approach by the CB with robust
SELIC Rate cuts. As of today, it's already priced another 100 bps in March
and 75 bps in April.

Our chart of today is regarding the US 10 Y Treasuries. Accordingly with
our Technical Analyst we should expect some decrease in rates and next
support is around the 2.50% levels.

Analyzing each market now:

- Currency Market: Yesterday due to the settlement of the Petro 19 new
issue the BRL has gained room against the USD. That should be reverted
today and some BRL depreciation should really be expected.

- Interest Rate Market: Market should trade on the sidelines during today's
trading session. However we uphold our call and recommend some LONG
position at current levels on the JAN 10 DI contract.

- Stock Exchange Market: We expect another bad performance during today's
trading session mainly triggered by the bad performance of some commodities
and the bad mood abroad.

- Sovereign and Corporate Debt Market: Regarding the Mexico new 5Y Issue I
want to share with you some comments released today on the IFR
Markets:

"Mexico"s new 5-year bond is seen moving about half a point above reoffer
at the start, hovering around par. "Given the bond came with a deep
concession, half a point higher is not a good performance, but I doubt it
will trade below reoffer as locals will come in later and swap it," said a
debt trader in New York. "It makes no sense to crowd the curve like this at
a time when there are doubts about Mexico's fundamentals," he added".

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Congresso norte-americano conclui acordo sobre pacote de Obama - Bom dia ADVFN

Agenda do investidor novamente com indicadores externos apenas
A volatilidade nos mercados parece não acalmar, onde, ao menos, nesta
quinta-feira (12/02) o investidor novamente irá acompanhar apenas a agenda
externa ao longo do pregão, uma vez que no Brasil não há indicadores
programados. Nos Estados Unidos, serão divulgados números das vendas ao
varejo, pedidos de auxílio-desemprego (expectativas apontam 610 mil
pedidos) e o nível de vendas e de estoques industriais de dezembro através
do Business Inventories.

Congresso norte-americano conclui acordo sobre pacote de Obama
No final do pregão de ontem (11/02), as bolsas norte-americanas registraram
um leve ânimo após o Congresso dos Estados Unidos chegar a uma conclusão
sobre as diferenças entre o pacote econômico apresentado pela Câmara dos
Deputados (US$ 820 bilhões) e pelo Senado (US$ 838 bilhões). O novo pacote
utilizará um montante de US$ 789 bilhões e poderá ser votado ainda hoje,
possibilitando o presidente Barack Obama ratificar o projeto, tornando-o
lei.

Resultados corporativos
Renault, fabricante francesa de veículos, registrou um lucro líquido de US$
770 milhões em 2008, queda de 78% em comparação com 2007. A Yamaha Motor,
montadora japonesa de motos, divulgou um lucro de US$ 19,4 milhões no total
do ano passado, o que significou uma abrupta queda de 97,4% em comparação
com 2007. A Total, grupo petroleiro francês, marcou uma alta de 14% em seu
lucro líquido de 2008, um recorde de aproximadamente US$ 16,7 bilhões. No
Brasil, atenção para os resultados da Redecard que serão divulgados após o
fechamento dos pregões.

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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

CARTA SEMANAL: ECONOMIA 10/02

- Crise e protecionismo

A piora rápida da atividade doméstica e o encolhimento da demanda agregada
mundo afora tornam tentadora a alternativa do protecionismo econômico. Além
de ineficaz - tanto por motivarem retaliações que diminuem seu efeito sobre
as exportações líquidas quanto pelo fato de não melhorarem as condições nos
mercados de crédito, que são a fonte da crise em curso - sua proliferação
reduziria o crescimento da produtividade, o que tornaria mais difícil a
saída da recessão para a qual o mundo agora caminha. Infelizmente há sinais
de que a onda protecionista tende a crescer e este é mais um fator
agravante do já sombrio cenário para a economia mundial.

- Produção industrial: recuperação em janeiro não altera quadro de baixo
crescimento em 2009

A forte recuperação da indústria automobilística em janeiro afasta os
cenários mais catastróficos desenhados para o setor, mas não se constitui
guinada em direção à bonança. O movimento é explicado, de um lado, por
estoques parcialmente ajustados à conjuntura hostil e, de outro lado, a um
surto de demanda sustentada por incentivos tributários e forte política de
descontos. A manutenção dos incentivos pode fazer com que o nível de
produção e vendas do setor se estabilize no primeiro trimestre próximo ao
patamar de janeiro. Com os dados já conhecidos do setor automobilístico,
obtemos projeção preliminar de crescimento de 8% da produção industrial
geral em janeiro sobre dezembro na série dessazonalizada. Mas o cenário de
crescimento econômico fraco em 2009 (prevemos 1,5%) mantém-se inalterado.

- O plano de estabilidade financeira e a reação negativa do mercado

Parece-nos que a estratégia de combate à crise do governo Obama é
abrangente, consistente e poderosa, mas ainda carece de definições e
detalhes cruciais para se avaliar sua chance de sucesso. Foi exatamente
essa falta de detalhes que derrubou fortemente o mercado acionário nesta
terça-feira. Espera-se que, nas próximas semanas, o governo anuncie os
mecanismos operacionais dos vários programas e inicie sua implantação.
Mesmo que essa expectativa se realize, contudo, é preciso observar que o
tempo requerido para que essas ações atinjam volume significativo e
produzam efeitos benéficos sobre a atividade e o emprego deve ser contado
em trimestres, não em dias. Como o próprio Secretário Geithner afirmou
"esta estratégia custará dinheiro, envolverá riscos e levará tempo". Isso
quer dizer que a trajetória de forte contração econômica vai continuar pelo
menos até o final deste ano.

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Pacote de Obama aprovado, porém novo pacote de US$ 1,5 trilhão desaprovado - Bom dia ADVFN

Agenda do investidor apenas com indicadores externos
Após um dia muito agitado nos mercados de renda variável, nesta
quarta-feira (11/02) o investidor conseguirá acompanhar com mais
tranquilidade os números que serão divulgados na agenda do investidor, uma
vez que não há eventos de peso programados no cenário doméstico e, nos
Estados Unidos, os relatórios terão um bom spread entre os horários de
divulgação. Destaque para os números da Balança Comercial e o Orçamento do
Tesouro da economia norte-americana.

Pacote de Obama aprovado, porém novo pacote de US$ 1,5 trilhão desaprovado
A movimentações das bolsas ao redor do mundo geraram muitas dúvidas nos
investidores, pois a aprovação do pacote econômico proposto por Obama
parecia ser a notícia que faltava para as cotações subirem a patamares
ainda mais elevados, porém não foi isto que aconteceu. O Dow Jones fechou o
pregão de ontem (10/02) com forte queda de 4,62%, e no mesmo campo
negativo, Nasdaq fechou com queda de 4,20% e o S&P 500 recuando 4,9%. O
pacote defendido pelo presidente Barack Obama de fato foi aprovado, com 61
votos favoráveis e 37 contrários, e com uma alteração no valor para US$ 838
bilhões. Porém, o que aparentemente desanimou os investidores foi o novo
pacote econômico de US$ 1,5 trilhão anunciado pelo secretário do Tesouro
norte-americano, Timothy Geithner, onde não será criado o esperado Badbank
(responsável por comprar títulos podres dos bancos, limpando assim o
balanço das instituições). O projeto irá estimular investidores privados
para que adquiram ativos problemáticos rel acionados a hipotecas e a maior
fração do mega investimento será utilizada para aumentar a liquidez nos
empréstimos tomados pelo mercado.

Últimos resultados corporativos
A maior siderúrgica do mundo, ArcelorMittal, registrou um prejuízo líquido
de US$ 2,6 bilhões no último trimestre de 2008 devido a abruptas quedas na
demanda por aço no período. Junto ao balanço, a empresa esclareceu que
poderá demitir mais de 9.000 funcionários ao longo de 2009. O Credit
Suisse, um dos maiores bancos suíços, reportou prejuízo líquido de
aproximadamente 7 bilhões de dólares (25% a mais do que esperado pelos
analistas). No Brasil, o banco Indusval registrou lucro líquido de R$ 71,7
milhões, valor 58,2% maior do que registrado em 2007. A Souza Cruz,
fabricante de cigarros, também teve um resultado líquido no campo positivo,
marcando em 2008 um lucro de R$ 1,249 bilhão, alta de 20,9% comparando com
o resultado de 2007. A Brasil Telecom Participações registrou em 2008 uma
receita líquida de R$ 782,2 milhões, alta de 16,2% em comparação com 2007.

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Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

A recessão da deflação de ativos

Yoshiaki Nakano
10/02/2009

Até o momento, a crise financeira nos Estados Unidos e na Europa provocou
uma contração econômica modesta, mas está entrando numa nova fase, dentro
de um padrão clássico de recessão. A contração inicial, comandada pela
queda na demanda de consumo, está se deslocando para ajuste significativo
no emprego (e na folha de pessoal) e corte nos investimentos. Esta
aceleração no corte de pessoal e salários implicará em novas quedas na
demanda e deverá se estender por este ano. A forte aceleração na queda nos
pedidos de bens de capital desde novembro deverá ter os mesmos efeitos.
Assim, apesar da ação agressiva do Federal Reserve e do Banco Central
Europeu, e da política fiscal expansionista adotada também do lado real da
economia, o pior está por vir.

Profundo e rápido ajuste pelas empresas diante da queda na demanda poderia
facilitar a posterior recuperação do crescimento, se a recessão atual
fosse típica. Se a ação rápida e agressiva da política monetária fosse
capaz de evitar o colapso do sistema financeiro, e a política fiscal fosse
capaz de revitalizar a demanda agregada, as empresas estariam melhor
preparadas para recuperar a produção, recontratar os trabalhadores e
retomar os planos de investimento. Mas a atual recessão não é apenas
"profunda e prolongada".

Paul Krugman, ganhador do último Prêmio Nobel de economia, vem
sistematicamente chamando atenção para o fato de que podemos estar caindo
num abismo econômico, e que se isso acontecer será muito difícil sair
dele. Segundo Krugman, o pior de tudo é a possibilidade de que a economia
americana se veja presa numa prolongada armadilha deflacionária. Isto é,
estamos de novo com a economia em depressão, enfrentando problemas que
caracterizaram a maior parte da economia mundial nos anos 30 e que o Japão
enfrentou durante 15 anos, desde o início da década de 90. Citando Irving
Fisher, ele lembra que a deflação, uma vez iniciada, tende a se
autoalimentar, por isso pode durar muito e é difícil sair dela.

Mas é Richard C. Koo, economista-Chefe do Nomura Research Institute, o
braço de pesquisa da Nomura Securities, que no seu recente livro "The Holy
Grail of Macroeconomics Lessons from Japan´s Great Recession", (Singapura,
John Wiley and Sons Asia, 2008) apresenta certamente a mais significativa
e bem documentada análise com seu conceito de "balance sheet recession".
Este conceito oferece um novo entendimento sobre os problemas que as
economias americanas e europeia começam a enfrentar.

De fato, a crise financeira está atingindo a fase em que as as grandes
dívidas assumidas pelas empresas na fase de euforia começam a vencer. Na
zona do euro estas dívidas atingiram US$ 11 trilhões, cerca de 95% do PIB
da região, e os empréstimos bancários despencaram 40% no fim de 2008. As
empresas americanas não estão numa situação melhor. Num primeiro momento,
o aumento da inadimplência deverá provocar novas ondas de choques que
irradiarão pela economia global, e mais dívidas tóxicas desabarão sobre o
sistema financeiro.

Mas o ponto central, para Koo, é que a crise financeira destruirá centenas
de trilhões de dólares de ativos financeiros que foram criados durante a
fase de longa expansão da economia global, que geraram grande "boom" de
crédito e sustentavam uma inflação de preços de ativos financeiros e
bolhas especulativas. A desalavancagem, a iliquidez dos mercados e a
incerteza e aversão ao risco num processo de retroalimentação já
provocaram uma brutal deflação de preços de ativos, as bolsas de valores
perderam a metade de seu valor, e o mesmo aconteceu com as commodities e
outros mercados. Esta brutal deflação de ativos terá um efeito devastador
não só sobre o balanço dos bancos, mas também sobre o das empresas, com
redução no patrimônio liquido. Muitas empresas ficarão com patrimônio
líquido negativo. Neste quadro, a lógica que regerá as empresas será a
lógica da recomposição do patrimônio, minimizando a sua dívida: redução do
valor dos ativos forçando a redução dos passivos, num processo que se
autoalimenta. É a versão da deflação de preços ativos em contrapartida à
deflação de preços bens e serviços de Irving Fisher.

A lógica da expansão econômica e de crédito que imperava até meados de
2007 será substituída pela lógica da contração econômica e de ativos. Na
expansão, as expectativas de elevados retornos dos investimentos
produtivos estimulam o sistema financeiro a gerar ativos financeiros,
dando-lhes liquidez imediata para a produção futura, e criam um ambiente
de crédito barato que estimula novos investimentos, e assim por adiante.
Nesta fase, os agentes econômicos expandem seus gastos sustentados pelo
crédito e aumento do valor da riqueza financeira. Quando o ciclo se
reverte, a contração econômica reduz os preços dos bens e serviços. Quando
desencadeado por crises financeiras, os preços dos ativos despencam, com
grandes perdas patrimoniais, arruinando o balanço das famílias e das
empresas. Tanto as famílias como as empresas são obrigadas a pagar suas
dívidas para não irem à falência. E a contração econômica será tão mais
profunda e prolongada, quanto mais exagerada for a geração de crédito e
inflação de ativos.

Numa recessão normal, a demanda de consumo que sustenta o nível de
atividade e depende da renda gerada pelo emprego se contrai, mas se
recupera em seguida. Numa grande contração provocada pela crise
financeira, ativos são destruídos e dívidas precisam ser pagas, ou seja, é
preciso poupar, subtraindo demanda de consumo, para recompor o patrimônio
líquido. As famílias americanas que não só deixaram de poupar, como se
endividaram para consumir mais e mais, sustentaram uma grande expansão
econômica até 2007. Subitamente, desde lá até o final do ano passado,
tiveram uma perda patrimonial estimada de mais US$ 5 trilhões. Além disso,
os economistas estimam que a taxa de poupança das famílias deverá chegar a
4% a 5% do PIB.

Mesmo que não haja uma deflação de preços de bens e serviços, o colapso no
preços dos ativos financeiros - a deflação de ativos - muda totalmente a
lógica da ação econômica das empresas e dos bancos, que têm agora também
que reduzir, a qualquer custo, as suas dívidas e recompor os seus
patrimônios, para evitar a falência. As famílias aumentam a poupança, mas
as empresas não tomam empréstimos para expandir seus investimentos - tomam
apenas para pagar suas dívidas. Seus lucros, se houver, também são
canalizados para reduzir seus passivos.

Neste quadro, a política monetária deixa de ter efeitos e, mesmo reduzindo
a taxa de juros para zero, nem as famílias, nem as empresas, têm estímulo
para se endividar, consumir ou investir. No desespero, os bancos centrais
reduzem a taxa de juros. Nos Estados Unidos, o Fed já reduziu para 0% a
0,25%, mas a economia não responde, pois ninguém está disposto a se
endividar e investir. No máximo substituem empréstimos com juros mais
altos por mais baixos. É por isso que, mesmo com juros negativos, o
mercado de títulos de empresas também paralisa.

Yoshiaki Nakano, ex-secretário da Fazenda do governo Mário Covas (SP),
professor e diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio
Vargas - FGV/EESP, escreve mensalmente às terças-feiras.

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Vendo upside limitado, Credit Suisse altera recomendação a ações da Vale para neutra

Por: Giulia Santos Camillo
10/02/09 - 14h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Embora ainda tenham uma visão otimista sobre a empresa, a
recente disparada das ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) levou os
analistas do Credit Suisse a rebaixarem a recomendação aos papéis da
mineradora de outperform (performance acima da média do mercado nos
próximos doze meses) para neutra.

O principal argumento é que, com uma alta acumulada de aproximadamente 30%
neste ano, os papéis da mineradora praticamente já precificaram a
recuperação dos fundamentos, limitando o potencial de valorização esperado.
Apesar da modificação da recomendação, o preço-alvo estabelecido pelos
analistas para o final de 2009 continua em R$ 40,00 por ação.

O cenário leva em consideração a recuperação da demanda da China por metais
industriais e para o minério de ferro, o que pode influenciar positivamente
as negociações para o reajuste do preço do minério. De acordo com os
analistas, o mercado está precificando reajustes entre 0% e -9% para o
valor do produto brasileiro.

Riscos
Os analistas lembram que a China responde por 50% da demanda internacional
por minério de ferro e um terço dos carregamentos da Vale. "Sem uma
recuperação nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico), nós podemos ver riscos substanciais de queda
nos nossos volumes estimados para a Vale neste ano", alertam.

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A morte da confiança

Autor(es): Sin-ming Shaw
Valor Econômico - 03/02/2009

Um amigo recentemente fez uma pergunta aparentemente ingênua: "O que
é o dinheiro? Como sei que posso confiar que ele vale o que diz
valer?". Em cursos de introdução à economia aprendemos que dinheiro
é um meio de troca. Mas por que aceitamos isso? Cédulas de dinheiro
são apenas pedaços de papel com um número especificado nelas.

Nós acreditamos nas notas porque coletivamente decidimos confiar no
governo quando este diz que 100 é 100, não 10 ou 50. Dinheiro,
portanto, tem a ver com confiança, sem a qual nenhuma sociedade pode
funcionar.

Assim como obedecemos as ordens de nossos líderes quando nos mandam
lutar e morrer porque confiamos em seu discernimento, confiamos
nossas carreiras e nosso dinheiro às pessoas que dirigem o
Citigroup, o Goldman Sachs e outros bancos desse tipo porque
acreditamos que os executivos em seu comando serão corretos em
relação a seus funcionários e clientes e honrados em suas negócios e
práticas. Nós não crescemos desejando trabalhar para vigaristas e
mentirosos.

Depois que a confiança se rompe, coisas ruins acontecem. O dinheiro
perde sua credibilidade. Os dirigentes tornam-se figuras
desprezíveis - ou pior.

No momento em que escrevo, a inflação no Zimbabué atingiu um nível
inimaginável (se não impronunciável) superior a 500 quintilhões por
cento. Um quintilhão é um milhão de trilhões. Um ano atrás, a
inflação estava em "apenas" 100 mil por cento. Isso é o que acontece
quando a confiança desaparece.

Felizmente, o Zimbabué não é um país de real importância para a
estabilidade mundial. Mas a República de Weimar e a China da década
de 1940 eram. Uma optou por Hitler e a outra por Mao Tsé-tung para
restaurar a confiança. Portanto, os riscos são claros.

Estamos agora vendo uma erosão da confiança nos EUA e no Reino
Unido?

O primeiro sinal de advertência surgiu em 2001, com o colapso da
Enron nos EUA. Sua contabilidade fraudulenta fora autenticada pela
Arthur Andersen. Agora, na Índia, descobriu-se que a Satyam,
auditada pela PriceWaterhouseCoopers, na verdade tem bilhões de
dólares menos em caixa do que acreditávamos. Se não podemos confiar
nos melhores auditores, podemos continuar a confiar em contadores
habilitados?

As firmas de classificação de crédito de bônus divulgaram pontuações
enganosas sobre companhias com saúde duvidosa. Será que algum dia
voltaremos a ser capazes de confiar numa classificação AAA
divulgada, digamos, pela Moody?

Bancos vêm guardando nosso dinheiro desde o Século XIV, quando os
florentinos os inventaram. O Royal Bank of Scotland, fundado em
1727, quando Adam Smith, o filósofo do laisser-faire, tinha apenas
quatro anos de idade, tornou-se recentemente uma empresa socialista
estatal graças à incompetente direção do banco, que adquiriu bancos
a preços demasiado elevados e repletos de ativos tóxicos.

Citicorp, Bank of America, Goldman Sachs, Merrill Lynch, e outros
símbolos de "excelência" teriam, todos, sofrido um colapso, se não
socorridos pelo governo. Mas, apesar disso, durante décadas julgamos
que as pessoas que cuidavam dessas empresas eram muito mais
inteligentes que nós.

Nós crescemos admirando líderes como Robert Rubin, John Thain e
Henry Paulson. Rubin, um ex-secretário do Tesouro dos EUA e
ex-presidente do Goldman Sachs, assistiu ao colapso do Citigroup
enquanto levava para casa US$ 150 milhões em bônus. Deveria ele
realmente ter sido recompensado por seu "desempenho"? Nesta semana,
os executivos sênior do tecnicamente falido Citigroup estavam
prestes a comprar um novo luxuoso jato francês de US$ 50 milhões
para si, até que a Casa Branca frustrou a iniciativa.

Thain, também ex-presidente do Goldman Sachs, apropriou-se,
juntamente com sua equipe no Merrill Lynch, de US$ 4 bilhões em
pagamentos na forma de bonificações, mesmo depois de ter sido
obrigado a vender a companhia para o Bank of America para salvá-la
do colapso. Depois, ao ser surpreendido gastando US$ 1,2 milhão - no
próprio momento em que o Merrill Lynch se desintegrava - para
decorar sua nova sala, o Bank of America teve de demiti-lo para
aplacar a crescente indignação diante da descontrolada "cultura
remuneratória" de Wall Street.

Paulson, ex-secretário do Tesouro e outro veterano no Goldman Sachs,
deixou uma brecha em seu pacote de socorro suficientemente grande
para passar um caminhão. Essa brecha permitiu que seus ex-amigos e
colegas em Wall Street se pagassem bonificações em torno de um
bilhão de dólares, ao mesmo tempo em que impediam o colapso dessas
instituições com dinheiro do contribuinte.

As universidades que esses homens frequentaram - Harvard e Yale, no
caso de Rubin; Thain no MIT e em Harvard; Paulson em Dartmouth e
Harvard - foram faróis para as melhores jovens mentes mundiais. O
restante de nós acreditava que essas instituições seriam capazes de
inculcar a sabedoria, criatividade e caráter aos quais todos nós
aspirávamos ter mais.

Pais, em todo o mundo, talvez devessem re-examinar seus
frequentemente obsessivos anseios por essas universidades de "marcas
famosas", empurrando seus filhos como se um diploma da Ivy League
fosse um fim em si mesmo. Agora sabemos que os titãs de Wall Street
nunca foram mesmo tão inteligentes, e certamente não muito éticos,
porque eles foram reprovados no único teste que conta. Todas as
empresas que dirigiram ruíram, e foram salvas apenas por dinheiro
daqueles que nunca puderam conseguir um emprego nos altos escalões
em Wall Street ou uma vaga em Harvard.

Mas esses príncipes de Wall Street foram espertos em um aspecto:
conseguiram embolsar uma fortuna, enquanto o restante de nós está
atolado na bagunça que deixaram. Bernard Madoff, que veio do mercado
secundário de Nova York e frequentou uma universidade mediana, vai
passar um tempo atrás das grades, mas isso não acontecerá com os
titãs de Wall Street, com seu pedigree "blue-chip".

A história não tem sido generosa com sociedades que perdem a
confiança na integridade de seus líderes e instituições. Precisamos
salvar nosso sistema econômico dos que dele abusam, do contrário...

Sin-ming Shaw é um investidor privado e ex-membro visitante nos
departamentos de história nas universidades Oxford e Princeton. ©
Project Syndicate/Europe´s World, 2009. www.project-syndicate.org

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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

SADIA SUSPENDE NEGOCIAÇÕES E ADIA ENTRADA DE NOVO SÓCIO

7:54 SADIA SUSPENDE NEGOCIAÇÕES E ADIA ENTRADA DE NOVO SÓCIO

São Paulo, 9 - Embora afirme que o controle acionário da Sadia, nas mãos da
família Fontana, não esteja à venda, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Luiz Fernando Furlan, admite que, se essa for a melhor opção para a empresa, não há na família nenhuma "restrição cultural". "A Sadia abriu o capital há 40 anos e as pessoas da família foram educadas para serem acionistas, e não mais proprietários ou donos."

Mas os herdeiros do fundador Atílio Fontana - entre eles o próprio Furlan -não gostaram das ofertas de capitalização recebidas nas últimas semanas, seja pelo preço, considerado baixo, seja pelas condições impostas pelos eventuais novos sócios. Por isso, resolveram suspender as negociações que vinham mantendo com fundos de private equity e também com o BNDES.

"Não estamos com a corda no pescoço", avisa Furlan, que já estava fora da gestão da empresa, mas foi convocado pela família em setembro com a missão de reconstruir uma imagem abalada pelas perdas com derivativos. "A Sadia precisa de uma injeção de capital sim. Principalmente
se quiser continuar a se expandir. Mas trabalho com um horizonte de oito a nove meses para buscar alternativas, que não precisam ser de uma única origem."

Depois dos prejuízos provocados pelas arriscadas operações de derivativos cambiais, que deixaram um prejuízo de R$ 760 milhões no caixa da empresa em setembro e que devem comprometer outros R$ 1,7 bilhão ao longo de 2009 - recurso já provisionado -, o grupo se viu obrigado a buscar formas de se capitalizar.
A Sadia chegou a analisar cerca de 20 propostas "de fundos, bancos e empresas". A empresa estaria buscando algo como R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões, número que Furlan prefere não precisar. "Não posso ficar especulando. Dependendo de como correr o primeiro e segundo trimestres, minha necessidade será ajustada."

Furlan espera voltar à mesa de negociações depois que os resultados do quarto trimestre se tornarem públicos, o que deve acontecer até o início de março. Ele acredita que a nova regra da Comissão de ValoresMobiliários (CVM), que obriga as empresas a reconhecerem no balanço todos os compromissos negativos futuros, dará mais transparência aos números da Sadia, permitindo uma avaliação mais fiel da atual situação da empresa. "Uma vez reconhecido o lado negativo no balanço, daí para frente vai ser 'business as usual' (negócios normais). Vai ficar mais claro o que a companhia é realmente, sem a poluição desse desastre (dos derivativos)", diz.

Corinthians e Palmeiras

Um dos rumores recentes envolvendo a Sadia são de que a rival Perdigão, alvo de uma oferta de compra da própria Sadia há dois anos e meio, teria tentado dar o troco agora, fazendo a proposta inversa. Furlan nega. "A Perdigão não fez oferta pela Sadia." Ele faz questão de afirmar que esse
não seria um negócio fácil de sair. "É uma tarefa de Hércules. Seria como unir Corinthians e Palmeiras. Não basta unir os jogadores, tem de juntar também a Gaviões e a Mancha Verde, o que, convenhamos, não é fácil."

Enquanto as conversas com potenciais investidores ficam em compasso de espera, Furlan volta suas atenções à venda de ativos não operacionais. Dentre eles está o terreno de 100 mil m² no bairro Vila Anastácio, em São Paulo, onde está a sede da empresa, que pode entrar em um fundo imobiliário.

Outro ativo valioso é o braço financeiro do grupo, o Banco Concórdia, hoje motivo de discórdia na família. Projeto antigo dos Fontana, a criação do banco deriva da experiência bem sucedida da corretora Concórdia, criada nos anos 60. A ideia era aproveitar o fundo de comércio envolvendo
funcionários, clientes, fornecedores e prestadores de serviço da empresa - um universo de cerca de 300 mil pessoas.

Mas justamente quando o banco se preparava para decolar, veio a crise dos derivativos. Acusada de especular com câmbio quando deveria se dedicar à produção de frangos, a empresa pisou no freio em relação ao banco.

Hoje, a família se divide entre aqueles que querem tocar o projeto do banco adiante e aqueles que acham que sua venda é fundamental para mudar essa imagem de empresa "especuladora". Furlan não revela sua própria opinião na disputa. "Não estou aqui para ter opinião própria, mas
para achar a melhor solução." Por ora, a melhor solução está no meio termo: encontrar um sócio para o banco. Alguns potenciais parceiros já foram identificados, todos bancos de varejo.

Governança

Mas a missão de recuperar a imagem da Sadia ainda está longe de ser atingida. Para o analista da Link Corretora, Rafael Cintra, a companhia deu alguns passos positivos no sentido de melhorar a governança - como a escolha do novo diretor financeiro, José Luís Magalhães Salazar, executivo com larga experiência em negociações com instituições financeiras, e sua subordinação ao Presidente executivo. Antes da crise dos derivativos, o diretor financeiro respondia diretamente ao Conselho de Administração.

Entretanto, na avaliação dele, ainda vai levar tempo para que a confiança seja inteiramente restaurada. "O golpe foi muito pesado. Que garantias se tem de que isso não vai acontecer novamente?", questiona Cintra. Afinal, essa não foi a primeira vez que a Sadia teve de amargar perdas com operações financeiras arriscadas.

Em 2002, a empresa também teve grandes prejuízos ao apostar em títulos públicos. Para o analista, a confiança poderia ser restabelecida mais rapidamente se uma eventual capitalização viesse do BNDES, por exemplo. "O BNDES tem o histórico de exigir a melhora de governança."

Resta saber se a Sadia estaria disposta a atender às exigências do banco. De acordo com Furlan, essas negociações não avançaram justamente devido às "condicionantes impostas pelo BNDES". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Mariana Barbosa)

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Calendário de Balanços

28/jan Santos Brasil Balanço, após o fechamento
2/fev Bradesco Balanço , antes da abertura
5/fev Paraná Banco Balanço , antes da abertura
10/fev Banco Indusval Balanço
10/fev Banrisul Balanço, antes da abertura
11/fev Net Serviços Balanço, antes da abertura
12/fev Redecard Balanço, após o fechamento
13/fev Banco Pine Balanço
13/fev Light Balanço, após o fechamento
13/fev São Martinho Balanço do 3tri fiscal
13/fev Vivo Balanço, antes da abertura
16/fev Marisa Balanço, após o fechamento
17/fev American Banknote Balanço
17/fev Kroton Educacional Balanço
17/fev Pão de Açúcar Balanço
17/fev Weg Balanço
18/fev Bematech Balanço
18/fev CCDI Balanço
18/fev CCR Balanço
18/fev Indústrias Romi Balanço
18/fev Lojas Renner Balanço, após o fechamento
18/fev Natura Balanço, após o fechamento
18/fev Totvs Balanço
19/fev Gerdau SA Balanço
19/fev Metalúrgica Gerdau Balanço
19/fev Klabin Balanço
19/fev Marcopolo Balanço, após o fechamento
19/fev Vale Balanço
25/fev Itaú Balanço
26/fev Sul América Balanço
2/mar Sofisa Balanço
3/mar Hypermarcas Balanço
4/mar Drogasil Balanço
5/mar AmBev Balanço
5/mar Grendene Balanço
5/mar Randon Balanço
6/mar Petrobras Balanço
9/mar Profarma Balanço
10/mar Amil Balanço
10/mar Brascan Residential Balanço
11/mar ALL Balanço, antes da abertura
11/mar CPFL Energia Balanço
11/mar Rodobens Balanço
12/mar Cosan Balanço do 3tri fiscal (encerrado em 31/1)
12/mar Dasa Balanço
13/mar Alpargatas Balanço
16/mar Even Balanço
16/mar OHL Balanço, antes da abertura
16/mar SEB Balanço
17/mar Log-In Balanço
19/mar Unipar Balanço
20/mar Copel Balanço
20/mar MPX Energia Balanço
23/mar Cemig Balanço
24/mar Magnesita Balanço
24/mar M Dias Branco Balanço
24/mar Sabesp Balanço

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EUA adiam anúncio de plano de resgate financeiro

Washington, 8 fev (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, adiou até a terça-feira o anúncio do novo plano de resgate financeiro, informou hoje o Governo.

Inicialmente, estava previsto que Geithner fizesse seu anúncio na segunda-feira, mas o departamento do Tesouro assinalou em comunicado que nesse dia os responsáveis de política econômica "estarão em consultas com os senadores" sobre o programa de estímulo orçamentário que também é impulsionado pela Administração.

Amanhã haverá um voto de procedimento sobre esse programa e se não houver contratempos o voto final acontecerá no plenário do Senado na terça-feira.

O diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Summers, disse hoje em uma entrevista à emissora de TV "ABC" que o adiamento do anúncio do plano financeiro se deve ao fato de o Governo querer "manter o enfoque no programa de recuperação" que está no Senado.

Geithner deve definir como a administração de Obama usará o dinheiro que resta do fundo de US$ 700 bilhões para estabilizar os mercados que foi aprovado pelo Congresso no ano passado por insistência do Governo de George W. Bush.

O plano incluirá mais de US$ 50 bilhões de ajuda para que proprietários de imóveis não percam suas casas, assim como incentivos para que investidores privados adquiram os títulos de má qualidade dos bancos, antecipou hoje Summers.

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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

Geithner quer evitar nos EUA os erros do Japão

Michael M. Phillips, The Wall Street Journal, de Washington
04/02/2009

Se há uma coisa que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy
Geithner, aprendeu ao observar o Japão afundar numa estagnação econômica
de uma década, é: não vacile.

Geithner está deixando os erros de Tóquio bem presentes na mente agora que
ele e o resto da equipe econômica do presidente Barack Obama lidam com a
profunda recessão e a persistente crise de crédito dos EUA. Lembrando como
as autoridades japonesas prolongaram a letargia ao se equivocarem nas
medidas de gastos públicos, taxas de juros e socorro aos bancos, Geithner
está liderando o ataque em favor de uma resposta de grandes proporções à
crise americana, que inclui um pacote de estímulo de quase US$ 890
bilhões, ajuda aos mutuários da casa própria e um renovado esforço para
ajudar as instituições financeiras a se livrar de seus investimentos
ruins.

A crise dos EUA "está drasticamente pior hoje porque as autoridades foram
coletivamente um pouco lentas para ampliar (suas medidas) tanto no lado
fiscal quanto no financeiro", disse Geithner numa entrevista recente ao
Wall Street Journal. Ele recorda os debates de 2008 sobre qual era o maior
risco, a inflação ou a crise, e sobre se as autoridades deveriam "tentar
ensinar uma lição às pessoas ou salvar o país (...), que tornaram o medo e
o pânico piores do que deveriam ter sido".

Com seu novo plano, o governo "vai fazer o máximo" para aplicar a lição
japonesa, disse Geithner. "Certamente, a política monetária tem sido muito
agressiva, e a política fiscal está para ficar muito agressiva."

Ainda assim, observou, é inevitável alguma dor. "O Japão teve uma enorme
bolha antes", disse. "E ia ser um processo de ajuste doloroso, demorado,
de qualquer maneira."

Geithner deve delinear as bases da estratégia do governo para lidar com a
crise no começo da semana que vem. Seu discurso deve cobrir uma gama
variada de temas, de um novo resgate dos bancos a um plano de prevenção
das execuções de hipotecas e uma reforma do sistema de regulamentação
financeira. Incluindo o pacote de estímulo, o governo Obama deve
comprometer trilhões de dólares em dinheiro do contribuinte para dar um
empurrão na economia.

Geithner era um funcionário principiante do Departamento do Tesouro - o
Ministério da Fazenda americano - em 29 de dezembro de 1989, quando o
índice Nikkei de ações japonesas atingiu seu recorde histórico de
38.915,87 pontos, alimentado por preços estratosféricos de imóveis, e a
partir daí começou um mergulho do qual nunca se recuperou. (Ontem, fechou
a 7.825,51 pontos.) Alguns meses depois, Geithner chegou a Tóquio e
assumiu o cargo de adido financeiro assistente da Embaixada dos EUA.

Não ficou logo evidente que a economia japonesa, que havia inspirado temor
e assombro nos EUA durante os anos 80, estava entrando num declínio
prolongado.

Durante os dois anos de Geithner em Tóquio, e depois que ele retornou para
uma série de cargos de mais alto escalão em Washington, ele e outros
funcionários do Tesouro se convenceram de que o Japão estava enfrentando
uma dose tripla de problemas econômicos que seus líderes relutavam em
combater. A economia do país estava estagnada. Seus bancos e corretoras
estavam carregados de créditos de liquidação duvidosa. O iene estava tão
forte que diluía a estratégia de crescimento puxada pelas exportações.

Lawrence Summers, na época o chefe e mentor de Geithner, hoje chefe do
Conselho Econômico Nacional de Obama, pressionou insistentemente os
japoneses a tentar impulsionar sua economia com mais gastos, juros mais
baixos e limpeza dos créditos podres dos bancos.

"O Japão estará muito melhor posicionado para reparar a saúde de seu
sistema financeiro e desfrutar dos benefícios de um sistema financeiro
mais liberalizado se o governo adotar com sucesso políticas para cumprir
seu compromisso com o crescimento puxado pela demanda interna", disse
Summers num discurso de 1997 na Sociedade Japão de Nova York.

Como um dos poucos especialistas em Japão no Tesouro, Geithner esteve
entre os que passaram esse recado. Durante anos, houve pouco efeito. Por
medo de inflação, as autoridades japonesas foram tímidas no corte das
taxas de juros. Por medo de déficits, fizeram aumentos de impostos depois
de grandes pacotes de gastos públicos, anulando qualquer estímulo.

"A política monetária foi muito lenta para responder", disse Geithner. "A
política fiscal foi muito hesitante e depois fazia muito ziguezague."

Da mesma maneira, as autoridades japonesas hesitaram em reconhecer o óbvio
- que os bancos japoneses foram erguidos sobre um castelo de cartas - e em
adotar medidas impopulares para deixá-los sobre bases mais sólidas. Foi só
relativamente tarde na década, quando os bancos começaram a quebrar, que
as autoridades japonesas injetaram dinheiro público no sistema e
estabeleceram uma entidade para dar cabo dos créditos podres.

"O instinto inicial é sempre de apostar na esperança, não na realidade",
disse Geithner, referindo-se à tendência dos bancos de minimizar seus
problemas.

Assim como a crise japonesa, a americana foi provocada por um colapso dos
preços de imóveis. As inadimplências e execuções judiciais que se seguiram
enfraqueceram ou mesmo destruíram bancos e firmas de investimento que
haviam aplicado pesadamente em títulos lastreados por créditos
imobiliários. Apesar das injeções de centenas de bilhões de dólares pelo
Federal Reserve, o banco central, e de um pacote de socorro do governo de
US$ 700 bilhões, muitas instituições ainda resistem a emprestar, o que
deixa as empresas e as pessoas incapazes de obter crédito e a economia
numa recessão profunda.

"Há uma enorme tentação a ver a luz no fim do túnel antes que ela esteja
realmente lá, e portanto de meio que mudar para a contenção antes que a
recuperação esteja plenamente estabelecida", disse Geithner.

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À espera do Tesouro, NY tenta manter sangue-frio com payroll

... A não ser que o emprego nos EUA hoje venha muito pior do que os péssimos números
já antecipados, WALL STREET tende a continuar apostando no plano de estímulo à
economia e, sobretudo, na nova ajuda às instituições financeiras, que deve ser
anunciada pelo Tesouro. Na segunda-feira, será definida a aplicação da segunda parcela
do TARP, Programa de Alívio aos Ativos Problemáticos. Na DJ, um estrategista de NY
disse que os investidores se agarraram, ontem, à esperança de que Timothy GEITHNER
dará uma “resposta mágica para tudo”. E foi o que sustentou a animação na véspera do
PAYROLL.

... Ignorando balanços fracos e indicadores ruins (abaixo), as ações dos bancos
reagiram às quedas da abertura, para ajudar as bolsas norte-americanas, e, por tabela, a
BOVESPA, a fecharem em alta... Ontem à noite, o Senado norte-americano voltou a
adiar a votação do pacote de incentivo à economia, encerrando os trabalhos, após a
aprovação de emendas, entre as quais, uma que limita os bônus aos executivos das
empresas beneficiadas pelo TARP.. Republicanos estudam cortes de gastos no projeto,
que já prevê a liberação de mais de US$ 920 bilhões para investimentos em obras
públicas.

... O líder da maioria democrata, senador Harry REID, acredita que tem votos suficientes
para aprovar o plano na forma atual. Para isso, conta com o apoio de todos os 58
democratas e a boa vontade de pelo menos dois republicanos. São necessários 60
votos. Nesta quinta-feira, o presidente OBAMA insistiu nos seus apelos para a aprovação
do pacote, e na “catástrofe” em que poderá se transformar a economia do país, sem a
ajuda.

... Os dados do EMPREGO nos EUA serão divulgados às 11h30. Na DJ, estimativas dos
analistas apontam para um corte de 525 mil vagas em janeiro, elevando a taxa de
desemprego para 7,5% (de 7,2%).. O outro indicador do dia, o crédito ao consumidor em
dezembro, sairá às 18h, com previsão de queda em US$ 5 bilhões. Já mais esvaziada, a
temporada de balanços não prevê a divulgação de nenhum resultado.

... Ontem à noite, a NEWS CORP, proprietária da DOW JONES, anunciou um prejuízo
de US$ 6,42 bilhões no quarto trimestre. Já a farmacêutica britânica
GLAXOSMITHKLINE registrou queda de 7,1% no seu lucro, confirmando que cortará
mais empregos e custos.

... Entre os indicadores na EUROPA, destacam-se os números da produção industrial na
Alemanha (9h) e no Reino Unido (7h30) em dezembro -- ambas com estimativas de
retração. A lista de balanços inclui INFINEON Technologies, BRITISH Airways e VOLVO.

... AQUI, o IPCA de janeiro, às 9h, é importante para o mercado de JUROS, que optaram
pela cautela, ontem, acrescentando prêmios às taxas.. Especulações de um resultado
acima do esperado justificaram o comportamento defensivo.... De acordo com a
pesquisa do AE Projeções, o índice deve ficar entre 0,35% e 0,47%, com mediana de
0,43%. Mas, segundo operadores citados pela jornalista Denise Abarca, no Broadcast,
o mercado passou a trabalhar nas últimas horas com um número mais próximo de
0,50%. Antes, às 8h, a FGV divulgará o IGP-DI de janeiro, com previsões bastante
dispersas, que apontam desde uma deflação de 0,42% até leve alta de 0,15%, com a
mediana de -0,15%.

ENERGIA. O ministro Edison LOBÃO e o presidente da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE), Maurício TOLMASQUIM, apresentam hoje (9h30) oficialmente o Plano

Bolsa não larga o osso
.. As mesmas notícias que animaram os investidores na quarta-feira continuaram
surtindo efeito sobre o mercado ontem, e garantiram mais uma rodada de alta vigorosa
do IBOVESPA... O índice superou os 41 mil, fechando com ganho de 2,44%, aos
41.108,65, voltando aos níveis de 9/1 (41.582,94 pontos)... Em três pregões de alta, a
bolsa já acumula +6,31%. O volume financeiro seguiu robusto, de R$ 4,35 bilhões,
confirmando a participação do investidor estrangeiro. No último dia 3, entraram quase R$
300 milhões.

... VALE foi, novamente, a estrela do pregão, ainda beneficiada pela percepção de que
os baixos estoques de minério da China devem impulsionar a demanda neste semestre.
Isso foi confirmado pela disparada do Baltic Dry Index, índice de fretes do Báltico, que
subiu 13,82%, em alta pelo 13º dia consecutivo, em razão do forte movimento de
embarcações de minério de ferro. VALE PNA subiu 4,33%, a R$ 31,35, e a ON, +4,35%.

... Também as SIDERÚRGICAS voltaram a despontar entre as altas, ainda repercutindo
o aumento 28% dos recursos destinados ao PAC, que passou a contar com R$ 646
bilhões para o período de 2007 a 2010... O maior acréscimo foi para obras em
infraestrutura social e urbana, o que deve impulsionar a demanda por aço. USIMINAS
ON liderou, com valorização de 6,68%. Ação PNA subiu 3,66%. CSN ON, +3,28%.
GERDAU PN, +1,96%.

... PETROBRAS foi atingida, durante boa parte do pregão, pela queda do petróleo. Mas a
commodity retomou o terreno positivo, e PETRO foi junto. O papel ON subiu 1,09% e o
PNA, +1,17%. A companhia negou especulações de que estuda a emissão de R$ 15 bi a
R$ 45 bilhões em ações para financiar os investimentos do plano estratégico 2009-2013.

... A expectativa de que o IPCA traga hoje uma surpresa negativa serviu de pretexto para
mais um dia de realização de lucros no mercado de JUROS futuros. As taxas subiram
durante boa parte do dia, mas acabaram cedendo, encerrando o pregão perto do nível
da véspera. A volatilidade pode, também, estar associada ao leilão de títulos prefixados.

... Na BM&F, o DI abril de 2009 fechou com taxa de 12,325% (de 12,30%).. O DI julho de
2009 ficou em 11,60% (11,61%). DI janeiro de 2010, em 11,03% (11,01%).. E o DI
janeiro de 2012, em 11,77% (11,72%). Se o IPCA vier em linha, a alta deve ser
devolvida.

... O fluxo positivo de recursos externos e a expectativa de novos ingressos, por meio da
captação da PETROBRAS, fez o DÓLAR fechar em queda pela terceira sessão
consecutiva.. A cotação caiu 0,91%, a R$ 2,288. A queda apurada em três sessões
soma 1,59%. No intraday, a moeda oscilou entre a mínima foi de R$ 2,285 (-1,04%) e a
máxima de R$ 2,321 (+0,56%). No médio prazo, a linha de crédito do BC destinada a
empresas para a rolagem de dívidas no exterior com recursos das reservas, a partir de
27/2, deverá aliviar a demanda no mercado à vista, anotou no Broadcast a jornalista
Silvana Rocha.

... As dívidas de empresas no exterior entre 1/10/2008 e 31/12/2009 somam em torno de
US$ 36 bilhões, informou o presidente do BC, Henrique MEIRELLES. Mas o BC acredita
que o repasse alcançará um valor menor, cerca de US$ 20 bilhões, porque parte dessas
empresas deve conseguir rolar os seus compromissos.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40 caiu para 122,4375 centavos de dólar, e
o risco Brasil subiu 12 pontos, para 424 pontos-base.

Que vem feio, vem
...Enquanto os senadores ainda tentam chegar a um acordo sobre um pacote de
estímulo para a economia norte-americana, o centro das atenções dos investidores, hoje,
deverá ficar no relatório sobre o mercado de trabalho dos EUA em janeiro – o famoso
PAYROLL. Embora tenham sido largamente antecipados, não dá para subestimar o
potencial de volatilidade desses números, principalmente se superarem as previsões.. Ao
longo desta semana, os demais indicadores pintaram um quadro de forte deterioração do
emprego.

... Na quarta-feira, a pesquisa ADP mostrou a eliminação de 522 mil vagas em janeiro, e,
ontem, os pedidos de auxílio-desemprego cresceram em 35 mil, para 626 mil - no maior
nível desde outubro de 1982 e muito acima do aumento do esperado por analistas (2
mil).

... Esse ambiente econômico difícil mantém os mercados atentos aos passos do Senado
para a aprovação do pacote de estímulo proposto pelo presidente OBAMA. Mas, os
avanços nesse front, até agora, são marginais... Ontem à noite, a CNN informava que os
parlamentares têm encontrado dificuldade em conciliar os cortes de programas apoiados
por democratas com o aumento de gastos em infraestrutura proposto pelos republicanos.
As incertezas abrem espaço para a influência das negociações nos negócios.

... De todo modo, esse não parece ser o interesse mais imediato dos mercados em Nova
York, mais entusiasmados com a ajuda do Tesouro para as instituições financeiras.

... Nesta quinta-feira, o balanço negativo da CISCO, o aumento do auxílio-desemprego e,
ainda, a queda de 3,9% das encomendas à indústria tiveram impacto apenas na abertura
em WALL STREET, quando as bolsas chegaram a cair 1%. Já no início da tarde, os
mercados viravam com a demanda por ações financeiras e de tecnologia, que, depois,
se espalhou pelos demais setores. No fechamento, o índice DOW Jones subia 1,34%,
aos 8.063,07 pontos. O NASDAQ, +2,06% (1.546,24 pontos), e o S&P-500, +1,64%,
(845,85).

... As varejistas também foram destaques de alta no pregão, após a WAL-MART anunciar
aumento de 2,1% das vendas em janeiro, bem acima do previsto (+1,1%). Já as ações
do BANK OF AMERICA deram um show de volatilidade, terminando o dia em alta de
2,9% depois de terem desabado 29% no intraday – ainda atingidas por rumores de
estatização, esvaziados pelas declarações do democrata Chris Dodd, que não vê
motivos para isso, e notícias de que os executivos do banco estariam comprando ações
da instituição.

... Já nos TREASURIES, o temor de um payroll ainda mais sombrio manteve a demanda,
apesar das preocupações com a oferta de novos títulos. “As pessoas estão esperando
os números do emprego para se posicionarem aos leilões”, disse Rick Klingman, do BNP
Paribas em NY. Assim, no final do dia, o juro das NOTES de dez anos caía para 2,918%.

... No mercado de CÂMBIO, a redução de 0,5 ponto porcentual da taxa básica de juros
do Reino Unido, para 1,0%, e os comentários do presidente do BCE, Jean-Claude
Trichet, considerando inadequado para a zona do euro um corte agressivo do juro, após
a decisão de manter a taxa em 2%, deixaram o EURO (US$ 1,2798 no fechamento) na
berlinda. Existe a percepção de que as autoridades da UE não estão sendo proativas
para conter o aprofundamento da recessão na região. O IENE fechou em 116,76/US$.

... O PETRÓLEO beneficiou-se da alta das ações e, aparentemente encontrando suporte
em US$ 40, fechou em alta de US$ 0,85 (+2,11%) a US$ 41,17 na NYMEX. Em Londres,
os contratos do tipo BRENT para março subiram 5,23%, fechando a US$ 46,46.

... Os METAIS básicos foram pressionados pelo aumento dos estoques... Em Londres,
os contratos de cobre para três meses fecharam em queda de US$ 86,00, a US$
3.329,00 a tonelada. O alumínio caiu US$ 6, para US$ 1.433,00; o zinco recuou US$ 37,
cotado em US$ 1.143,00; o chumbo perdeu US$ 46, em US$ 1.144,00; o estanho caiu
US$ 450, para US$ 10.800,00; e o níquel recuou US$ 275,00, a US$ 11.425,00. E em
NY, o OURO subiu US$ 12 (+1,33%), negociado a US$ 914,20 a onça-troy.

Em tempo... A Oi pagará dividendos de R$ 3,13 por ação em 16/02, com base em sua
posição de 06/02. Os papéis ficam ex em 09/02...

BANESTES. O BB informou, ontem, em fato relevante que iniciou as negociações para a
aquisição do Banco do Estado do Espírito Santo...

... Processo de avaliação do BANESTES deve demorar quatro meses, segundo previsão
do vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes.
A SADIA informou ter contratado consultoria para estudar a possibilidade de associação
com seu braço financeiro. O informe foi feito em resposta à solicitação da CVM.
BRASKEN entregou projeto ao BNDES para financiar construção da fábrica de
polietileno em Triunfo (RS). Os investimentos devem alcançar de R$ 600 milhões a R$
650 milhões.

HIDRELÉTRICAS NO PAC... O governo deverá leiloar dez usinas hidrelétricas para
gerar 12.771 MW. A primeira deverá ser a de Colider, no rio Teles Pires, em MT.
VALE... A mineradora fechou, ontem, acordos com mais dois sindicatos de trabalhadores
(3,6 mil funcionários), para licença remunerada, somando ao todo, 21,4 mil
trabalhadores.

A BM&F inicia hoje leilões de contratos futuros de real indexados ao EURO, sob o código
EBR. O produto é resultado da parceria com a Chicago Mercantile Exchange (CME).

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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

A receita de George Soros para salvar os bancos dos EUA

Megainvestidor defende injeção direta de recursos nas instituições sem a criação
de um banco estatal para assumir ativos tóxicos
Portal EXAME, 04.02.2009 12h23

O megainvestidor George Soros defendeu nesta quarta-feira um modelo de pacote de
socorro aos bancos americanos diferente do que vem sendo cogitado pelo governo. Em
artigo publicado no Wall Street Journal, intitulado "Nós podemos fazer melhor que
o 'banco ruim' e já temos os recursos para isso", Soros defende uma capitalização
direta do governo nos bancos ao invés da criação de um banco estatal para assumir
os ativos tóxicos das instituições financeiras.

Para Soros, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não pode se dedicar
apenas à aprovação do pacote de infraestrutura e deve também trabalhar para a
recuperação do sistema financeiro de duas maneiras: 1) reduzir os juros das
hipotecas de forma a evitar uma redução ainda maior do preço dos imóveis, o que
contribui para a inadimplência e a continuidade da deterioração da carteira de
crédito dos bancos; e 2) capitalizar os bancos de forma a permitir que eles voltem
a emprestar. Medidas nesse sentido devem demorar para surtir efeito, mas pelo
menos isso criaria mais confiança na recuperação econômica.

Soros vê dois obstáculos a serem superados para que a ajuda aos bancos seja
aprovada no Congresso: 1) O ex-secretário do Tesouro, Henry Paulson, foi
arbitrário ao gastar parte dos 700 bilhões de dólares do pacote de ajuda aos
bancos implementado no ano passado, o que fará Obama ter mais dificuldades para
pedir ainda mais dinheiro ao Congresso; e 2) O rombo no balanço dos bancos não
para de crescer, agravando cada vez mais o problema.
Soros acredita que o novo pacote de ajuda deve consumir mais 1,5 trilhão de
dólares. Simplesmente nacionalizar os bancos ainda é "política e culturalmente
impalatável". Por isso, Obama planeja usar cerca de 100 bilhões de dólares do
pacote de ajuda a bancos já aprovado no ano passado para criar um "banco ruim".
Com esse capital, o "banco ruim" poderia absorver até 1 trilhão de dólares em
títulos podres do sistema financeiro americano. "Isso não é suficiente para limpar
os balanços dos bancos nem para a retomada dos empréstimos, mas traria algum
alívio", escreveu Soros.
O megainvestidor acredita, no entanto, que a criação do "banco ruim" também
tornaria mais difícil para o sistema financeiro se capitalizar no futuro. A
avaliação do valor dos ativos tóxicos seria complicada. A medida só faria sentido
se o governo pagasse mais pelos papéis do que eles estão valendo no mercado. "Isso
vai gerar uma tremenda resistência política para qualquer gasto adicional em ajuda
aos bancos", afirmou Soros. Por esse motivo, ele acredita que seria um "erro"
tomar a rota do "banco ruim" neste momento.
A forma correta de resolver o problema, segundo Soros, seria não remover os ativos
tóxicos do balanço dos bancos, mas apenas separá-los em uma outra conta. O capital
necessário para cobrir esses créditos de recebimento duvidoso também seriam
colocados nessa segunda conta por meio da injeção de participações acionárias e
outros papéis presentes na carteira dos bancos. Soros admite que, dessa forma, os
bancos ficariam sem dinheiro para continuar a emprestar, porque esses mesmos
papéis também são o capital que garante suas carteiras de crédito.
O governo então usaria os mesmos 1 trilhão de dólares que injetaria na compra de
ativos tóxicos para colocá-los no "banco ruim" em aportes de capital nos bancos. É
provável que 1 trilhão de dólares não seja suficiente para destravar totalmente o
crédito. No entanto, investidores privados poderiam demonstrar interesse em
capitalizar a parte boa dos bancos, ajudando o governo a pagar a conta. Num
primeiro momento, os bancos teriam lucros excelentes com empréstimos, já que a
escassez do crédito elevou os spreads. No entanto, a cobrança de juros mais altos
fará com que os bancos aumentem, pouco a pouco, seu capital até que fiquem
revigorados e possam baixar as taxas cobradas dos clientes.
Soros acredita que esse modelo também afastaria o "risco moral" de ajudar o
sistema financeiro. "A indústria bancária se acostumou a pedir ajuda ao estado em
momentos de crise", afirma. Por isso, ele defende que Obama resista à tentação de
nacionalizar o sistema financeiro ou de colocar os ativos tóxicos em um banco
estatal. O sistema bancário precisa ser protegido para permitir o funcionamento
normal da economia e o governo americano já tem os recursos para fazer isso. Só
que, para Soros, ajudar os bancos sempre que necessário e de qualquer forma ajudou
a criar a bolha especulativa que levou à crise atual.

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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

U.S. Stocks Retreat, Led by Consumer Companies, on Earnings

By Elizabeth Stanton

Feb. 4 (Bloomberg) -- U.S. stocks retreated as disappointing earnings at Kraft Foods Inc. and Walt Disney Co. triggered a sell-off in consumer shares and concern over the health of Bank of America Corp. snuffed out a rally in banks.

Disney, the second-largest U.S. media company, slumped 7.7 percent after earnings decreased by almost a third. Kraft Foods, the world’s second-largest foodmaker, slid 9.3 percent after saying profit will be less than it previously forecast as the stronger dollar hurt overseas results. Bank of America Corp. slid 8.5 percent on concern the nation’s largest lender by assets needs more government aid.

The Standard & Poor’s 500 Index lost 0.8 percent to 831.77 at 3:24 p.m. in New York, erasing an early gain of 1.6 percent. The Dow Jones Industrial Average slid 136.76 points, or 1.7 percent, to 7,941.6. The Russell 2000 Index decreased 0.8 percent.

“Anything that has a retail flavor or a strong consumer bent is going to be under pressure,” said Eric Teal, who oversees $5 billion as chief investment officer at First Citizens Bank in Raleigh, North Carolina. “There’s a lot of uncertainty about the bank rescue plan -- when and if and how all-encompassing it will be.”

Stocks rallied in early trading after the Institute for Supply Management said non-manufacturing businesses shrank less than economists forecast and investors speculated the White House may guarantee banks’ illiquid assets in an effort to shore up the financial system.

Kraft, Disney

The S&P 500 has dropped 7.7 percent this year as companies from Microsoft Corp. to Procter & Gamble Co. reported disappointing earnings and the economy shrank at the fastest pace in 26 years. The index is still 11 percent above an 11-year low Nov. 20 amid optimism economic stimulus legislation developing in Congress will spur growth.

Kraft lost $2.67, or 9.3 percent, to $26.07 after posting fourth-quarter earnings and sales below analysts’ estimates. The maker of Nabisco cookies, Oscar Mayer lunchmeats and Maxwell House coffee also forecast 2009 earnings per share of $1.88, compared with its previous forecast of at least $2.

Disney dropped $1.59, or 7.7 percent, to $19.03 as first- quarter sales and profit missed analysts’ estimates on shrinking revenue at television networks, theme parks and the film studio.

Disney and Kraft led indexes of consumer staples and so- called consumer discretionary companies to declines of more than 2.7 percent each, the steepest drops among the S&P 500’s 10 main industry groups.

Financials Whipsawed

Bank of America lost 45 cents, or 8.5 percent, to $4.85. The stock pared a drop of as much as 11 percent on news that Chief Executive Officer Kenneth Lewis told employees in a memo that his management team has the board’s support and January results were “encouraging” as turmoil in credit markets eased.

S&P 500 financial shares rose as much as 3.4 percent in early trading before surrendering gains and dropping as much as 1.5 percent. The group traded little changed after Bank of America spokesman Scott Silvestri confirmed Lewis’s memo.

“There has been talk about Bank of America needing additional bailout funds or guarantees,” said Peter Jankovskis, the Lisle, Illinois-based co-chief investment officer at Oakbrook Investments LLC, which manages $1.1 billion.

Costco Wholesale Corp., the biggest U.S. warehouse-club chain, slid 6.6 percent to $43.08 after saying earnings per share for the fiscal second quarter will be “substantially below” analysts’ estimates.

Textron Inc. dropped the most in the S&P 500, sliding 20 percent to $6.41. The maker of Cessna aircraft and Bell helicopters said it has drawn the balance of its available $3 billion committed bank credit lines to provide cash for operations and pay down short-term debt.

Earnings Watch

Profits decreased 36 percent on average for the 264 companies in the S&P 500 that have released fourth-quarter results since Jan. 12, according to data compiled by Bloomberg. The period is projected to be the sixth straight quarter of decreasing profits, the longest streak on record.

An industry report showed U.S. companies cut 522,000 people from payrolls in January, the 12th straight month of private- sector job loss. The number was lower than the average economist estimate and followed a revised cut of 659,000 in December that was the biggest in seven years of data gathered by ADP Employer Services.

Labor Department data to be released on Feb. 6 is forecast to show economy-wide job losses of 540,000, adding to almost 2.6 million lost last year.

‘Priced for Armageddon’

Stocks will continue rising and the Dow average will end the year at 10,500, implying a 30 percent gain from yesterday’s close, said Robert Froehlich, vice chairman of DWS Investments, a unit of Deutsche Bank AG with $337 billion under management as of Sept. 30.

“It’s currently priced for Armageddon,” Froehlich said in a Bloomberg Radio interview. “I’m willing to bet when you have coordinated rate cuts, coordinated fiscal stimulus, that eventually this is going to take hold. This is a great valuation point to get in right now.”

To contact the reporter on this story: Elizabeth Stanton in New York at estanton@bloomberg.net

Last Updated: February 4, 2009 15:25 EST

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Commodity Shipping Index Advances the Most Since at Least 1985

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601102&sid=aiE9Cavy3HzY&refer=uk

Commodity Shipping Index Advances the Most Since at Least 1985

By Alistair Holloway and Alaric Nightingale


Feb. 4 (Bloomberg) -- The Baltic Dry Index, a measure of shipping costs for

commodities, rose the most since at least 1985 in London as the number of idled

capesizes fell to almost zero, indicating strengthening demand for iron ore.

Capesize rates have risen more than ninefold from a record low of $2,316 a day on

Dec. 2. Steelmakers may be replenishing stocks in China after they fell 22 percent

by mid-January from a record in September. Producers abroad, faced with an

oversupply of iron ore, may also be shipping ore to China for storage.

"This has been the first day of the year when the buzz has been back," Michael

Gaylard, strategic director at Freight Investor Services Ltd., a

shipping-derivatives broker, said by phone from London. "There's no doubt that

enquiry for physical tonnage is consistent and strong."

Shipping rates collapsed last year as demand slumped for steelmaking raw materials

and Japan, the U.S. and Europe grappled with their first simultaneous recessions

since World War II. The steel industry accounts for almost half of all dry-bulk

cargo at sea, according to shipping line Golden Ocean Ltd.

The Baltic Dry Index advanced 168 points, or 15 percent, to 1,316 points. The

gauge's 70 percent gain in 2009 is its best start to the year since at least 1986.

It fell as low as 663 points on Dec. 5, the lowest since 1986, and rose to a

record 11,793 points on May 20.

Daily rates for capesizes rose 17 percent to $21,810 a day, the highest since

October. Smaller panamax ships, the largest to fit through the locks of the Panama

Canal, increased 14 percent to $8,005 a day. Daily operating costs are $6,500 for

capesizes and $5,000 for panamaxes, according to Erik Nikolai Stavseth, an analyst

with shipbroker Lorentzen & Stemoco in Oslo. Both ships compete to haul coal and

iron ore.


Idled Capesizes


There are almost no idled capesizes, Oslo-based Fearnley Fonds ASA analyst Rikard

Vabo said. As much as a quarter of the world capesize fleet of about 800 ships was

probably idled by owners two months ago in response to plunging rates.

BHP Billiton Ltd., the world's third-largest producer of iron ore, said Chinese

steelmakers are returning to the iron ore market after inventories were used up.

"You are starting to see the underlying demand of the Chinese economy," Chief

Executive Officer Marius Kloppers told journalists today. "We have seen in the

steel business in China that the de-stocking cycle is almost complete and that

means people are coming back into the market and buying."

China announced in November a 4-trillion yuan ($586 billion) economic stimulus

package running through 2010. That may boost infrastructure projects and steel

demand.

Capesize forward freight agreements, derivatives used by traders to bet on future

shipping rates, rose 14 percent to $30,375 a day for the second quarter. Panamax

futures jumped 12 percent to $16,375 for the same period. The data are from Oslo-

based broker Imarex NOS ASA.

Steel stocks gained, with all nine members of the Bloomberg Europe Steel Index

trading higher, led by ArcelorMittal. The 13 members of the Bloomberg Metal and

Mining Index also advanced, led by Kazakhmys Plc.

-- With reporting by Mark Herlihy in London and Rebecca Keenan in Melbourne.

Editors: Stuart Wallace, James Ludden

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Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Meirelles: BC tem fôlego para ampliar financiamento à exportação

BC tem fôlego para ampliar financiamento à exportação
Assis Moreira, de Davos
02/02/2009

http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=BC%20tem%20f%c3%b4lego%20para%20ampliar%20financiamento%20%c3%a0%20exporta%c3%a
7%c3%a3o&dtMateria=02%2002%202009&codMateria=5394321&codCategoria=93#

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o banco vai
continuar aumentando o uso de reservas internacionais para garantir o
financiamento de exportações e rolagem de dívida de empresas no
exterior, já que a seca de crédito internacional vai persistir por um
bom tempo.

Adam Berry / Bloomberg News
Em Davos, Henrique Meirelles disse que FMI deveria replicar atuação do BC

"Temos condições de suprir esse financiamento por um período longo, uns
poucos anos", afirmou Meirelles em entrevista ao Valor em Davos, depois
de inúmeras conversas com outras autoridades monetárias, banqueiros e
empresários sobre o estado da economia e das finanças globais.

Ele chegou preocupado aos Alpes suíços e saiu mais preocupado ainda,
depois de ter ouvido estimativas sobre o custo em trilhões de dólares da
saída dos americanos da crise. As projeções indicam espaço ainda menor
para economias emergentes e em desenvolvimento terem acesso ao crédito
no mercado internacional.

Para o presidente do BC, o banco do futuro será mais parecido com as
instituições brasileiras, totalmente reguladas e com produtos menos
complexos.

*Valor:* /O sistema financeiro americano está quebrado, a recessão
global se aprofunda. Como sair dessa crise?/

*Henrique Meirelles: * O governo americano tem como grande desafio fazer
a restauração da capacidade do sistema financeiro do país de emprestar.
Foi algo que demorou 15 anos no Japão. A expectativa é que agora isso
seja feito num prazo muito mais curto. O problema americano atualmente é
a dimensão da perda, e, para isso, é preciso estabilizar a perda dos
papéis de crédito. É necessário o governo conseguir estabelecer um piso
para o preço desses papéis. Os bancos americanos fazem a contabilidade
pelo valor de mercado. A partir desse piso, estaria definida a dimensão
das perdas dos bancos. O segundo passo seria a recapitalização dos
bancos pelo governo. Existem várias formas e certamente os acionistas
são os primeiros a pagar a conta. E a terceira fase, depois da
recuperação dos bancos, é a definição de uma estrutura normativa que dê
garantias de que o sistema financeiro, na medida em que volte a
emprestar normalmente, não repita os mesmos problemas de agora de
excesso de risco, excesso de alavancagem etc, que possa trazer outro
tipo de crise.

*Valor:* /O governo Obama entra nos bancos. Como é que sairá?/

*Meirelles: * Este é o ponto importante. O governo americano vai ter uma
participação de capital importante nos bancos, gerencial ou não, e a
porta de saída é na medida em que o governo conduzir a reprivatização
dos bancos. A Alemanha tem problema não tao concentrado no sistema
bancário, mas de queda de exportações e, portanto, queda de produção.
Aumenta a despesa pública, mas indica uma porta de saída assumindo o
compromisso de redução do déficit público no futuro. Os EUA estão
substituindo uma desalavancagem do setor privado por uma alavancagem do
setor público. E aí a porta de saída da dívida pública vai ser um
processo posterior, à maneira do governo Clinton, mediante geração no
futuro de superávits orçamentários.

*Valor:* /O governo americano precisará tomar emprestado pelo menos US$
2 trilhões no mercado, para fazer os programas de estímulo. Isso
aumentará juros e inflação ?/

*Meirelles: * Os números que ouvimos aqui em Davos sobre o custo total
dessa crise para os Estados Unidos variam de US$ 2 trilhões a US$ 7
trilhões, em dois, três anos. Isso vai significar a médio prazo uma
necessidade maior de financiamento americano e nesse momento é que se
colocará a questão de redução do endividamento americano no futuro,
depois da crise. Será importante (saber como os EUA sairão do problema
do déficit) para dar uma sinalização aos mercado, para não haver aumento
de taxas de juros. Isso poderia ocorrer se não houver a sinalização.

*Valor:* /Em todo caso, haverá protecionismo no mercado financeiro, em
detrimento dos emergentes?/

*Meirelles: * Sim. Os bancos estão sendo forçados a fazer uma
desalavancagem, que significa diminuir o volume de empréstimos, além de
aumentar o capital. Por outro lado, existe uma pressão dos governos de
cada país para os bancos voltarem a emprestar internamente. Na medida em
que os bancos têm ao mesmo tempo que diminuir o volume total de
empréstimos e aumentar o crédito doméstico, só existe uma saída para
eles: cortar as operações internacionais. Significa corte drástico de
linha de crédito para os países em desenvolvimento e emergentes.

*Valor:* /A tendência do BC no Brasil é então aumentar o uso das
reservas para as linhas de crédito?/

*Meirelles: * Certamente. Nesta semana implementaremos o programa de
empréstimos externos, usando recursos das reservas para substituir essas
linhas internacionais que não são roladas. A taxa de rolagem está
oscilando bastante no Brasil, recentemente foi ao redor de 50%, já
esteve muito mais baixa. E temos condições de suprir esse financiamento
por um período longo.

*Valor:* /Por quanto tempo?/

*Meirelles: * Uns poucos anos. O Brasil é um dos poucos países que têm
essa capacidade. E esse é o grande problema enfrentado pelo mundo hoje.
A grande maioria dos emergentes e a totalidade dos países em
desenvolvimento não têm a capacidade, como tem o Brasil e a China, de
financiar sua própria necessidade de crédito para comércio exterior.

*Valor:* /O BC vai usar no mínimo US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões das
reservas para linhas de crédito. O Brasil tem grande fôlego para muito
tempo ?/

*Meirelles: * Temos US$ 200 bilhões de reserva e (a concessão dos
créditos) é uma excelente aplicação de reserva, de primeira linha, com
garantias de empréstimos que os bancos façam às companhias brasileiras.
O rendimento é inclusive melhor do que o retorno normal da aplicação das
reservas. Portanto, temos condições, sim, de fazer isso por alguns anos.

*Valor:* /Qual será o novo papel do Fundo Monetário Internacional?/

*Meirelles: * Seria o de replicar para todo o mundo emergente e em
desenvolvimento o que está fazendo o BC do Brasil para as exportações
brasileiras. Para isso, o valor (de aumento do capital do FMI) que está
sendo discutido, cerca de US$ 250 bilhões adicionais, não será suficiente.

*Valor:* /Quais as principais ideias nas discussões?/

*Meirelles: * A ideia seria, além do sistema de quotas, aumentar em
muito a emissão de SDR, que são as obrigações do FMI, que os países
poderiam usar como reserva. Isso seria o primeiro passo para a criação
de uma moeda alternativa ao dólar como reserva internacional.

*Valor:* /E a vantagem disso?/

*Meirelles: * Em primeiro lugar, é que, para os países que têm reservas,
fundos soberanos etc, teriam reservas que não dependeriam de um único
pais. Seria uma moeda ancorada em mais países. E, do ponto de vista da
economia mundial, o FMI teria recursos substanciais para fazer o que o
Brasil está fazendo com suas reservas, financiar o comércio internacional.

*Valor:* /Como será a nova regulamentação bancária?/

*Meirelles: * Primeiro, haverá maior transparência dos balanços das
instituições financeiras, que todos os riscos sejam registrados, de
securitização, de obrigações que não estão no balanço, de derivativos. A
partir de todos os riscos registrados, a segunda coisa é alocar capital
para cobrir esses riscos. Constituição de provisões, porque um dos dados
mais importantes da lição de hoje é que as provisões sejam constituídas
nos momentos de expansão, para ser usadas nos momentos de contração. Os
problemas são criados não durante a recessão, mas durante a expansão
econômica. Também haverá limites mais rígidos para alavancagem e e maior
responsabilização das administrações. No momento em que os bancos
estejam recapitalizados, com uma estrutura normativa que inspire maior
segurança ao investidor, isso dará condições para os bancos emprestarem
normalmente.

*Valor:* /Qual será o banco do futuro ?/

*Meirelles: * O banco do futuro será mais parecido como os bancos
brasileiros. Será totalmente regulado pelos bancos centrais ou entidade
reguladoras, dependendo do país. Todas as instituições financeiras serão
supervisionadas e reguladas. O produtos financeiros não serão tão
complexos, serão mais simples e de melhor entendimento pelos
investidores, depositantes, analistas e, principalmente, pelos
supervisores.

*Valor:* /As dores da crise global vão aumentar ainda mais?/

*Meirelles: * Não sei se vão continuar por muito tempo. A duração desse
processo vai depender fundamentalmente da eficácia e da precisão de
diagnóstico do modelo americano. O Brasil, em termos relativos, está
melhor. As previsões da média mundial mudam, mas o Brasil está sempre
crescendo um ponto percentual ou mais acima dessa média. Também se está
prevendo que o Brasil será um dos países que sairá mais rapidamente da
crise. Mas não há dúvida de que quanto mais tempo durar a crise, mais
tempo cresceremos a taxas menores e pior será para todos.

*Valor:* /Que conselho o senhor dá na situação atual ?/

*Meirelles: * Neste momento, um dos maiores perigos é o pânico. O pânico
leva a erros de decisão, seja de política macroeconômica, seja de
decisão das empresas e dos indivíduos. Devemos ter sobriedade. A a crise
é séria, mas também não devemos entrar em pânico e tomar medidas que
possam substituir uma crise externa de duração de curta para média para
uma crise interna de longa duração.

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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Baltic Dry Index posts eighth straight rise

http://www.seatradeasia-online.com/News/3657.html

Baltic Dry Index posts eighth straight rise

London: Despite many analysts and brokers claiming that the Chinese Holidays would

have a negative impact on the BDI (Baltic Dry Index), it managed yesterday to post

yet another rise, the eighth in a row, writes Hellenic Shipping News. It ended the

session at 1036 points, up by another 22 points against the previous day. But this

time around, it's the smaller types of vessels that were responsible for the

Index's rise.


Up until the beginning of the week, larger types of vessels, the capesize ones,

also considered as a benchmark for the market, were the leaders in terms of

dragging the BDI up. But from the middle of the week, it was primarily the Panamax

sector that posted rises. The Capesize Index was down 34 points yesterday at 1972,

but the Panamax Index posted yet another increase at 86 points and 719 in total.

Smaller increases of 15 and 5 points respectively were seen in the Supramax and

the Handysize sectors.


Nevertheless, cargo activity is still low, due to Holidays in the Far East, but

this hasn't managed to restrain the market's rise. According to Fearnley's

mid-week report, rates for capsizes increased during the last week, with time

charters moving up from a daily average of $15,000 to $18,000. "The tonnage

situation is still tight in the Atlantic and Far East ships are again looking to

Brazil to find employment. The rate gap between Atlantic r/v and Far East r/v is

increasing and now stands at $18,500 and $14,000 respectively. Vale has taken a

break in their Brazil/China fixing, obviously finding the present rates of $17,000

on the high side" said Fearnleys.


As for the panamax market, the broker commented that more cargoes have been seen

from the Atlantic to the Far East and with owners "hesitating to visit the

terrible Pacific market, levels increased to $11/12,000. Atlantic rounds are at

around $5-6000 daily. The Pacific rounds are still at $2/3000 level and 4-6 months

are paying around $6500/7000. For trips back to the Atlantic vessels fixed in the

region of $1600". [30/01/09]

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Chinalco talks to Rio, but what will Canberra say?

Chinalco talks to Rio, but what will Canberra say?


Posted by Gwen Robinson on Feb 02 09:45.


News that cash-strapped Anglo-Australian mining giant Rio Tinto is in talks to

sell some assets to the Chinese state-owned aluminium maker Chinalco, its biggest

shareholder, has put a question-mark over the Australian government's intentions.



The other big question, as Stephen Bartholomeusz at BusinessSpectator says, is

whether Rio "can embrace the dragon without being consumed, or at least singed, in

the process?" Cleary, he adds, the company is willing to at least seriously

contemplate accepting that risk.



Chinalco owns 12 per cent of Rio's London-listed shares and 9 per cent of the

whole group, and said last year it was looking at increasing this stake. As the FT

notes on Monday, Chinalco has permission from the Australian government to raise

its stake in either Rio's London-listed or Australian-listed shares, or the whole

group, to no more than 14.9 per cent. Rio has proposed issuing convertible bonds

to the Chinese, but this could prove politically controversial given the

Australian stake cap.

The Times also noted on Monday that Rio faces a clash with Canberra over any stake

sale to Chinalco, amid growing concern in Australia about strategic iron ore and

coal assets falling into Chinese hands. It's unclear, the paper noted, whether

Canberra would include a joint venture with the Chinese as contributing to

Chinalco's overall control of the company.



The Australian newspaper, however, says under Australian foreign investment rules,

Chinalco could apply for a waiver to raise its interest to as much as 19.99 per

cent of the group. And, it notes, the Rudd government has not ruled out allowing a

greater stake. Although the public mood in Australia last year was more on the

protectionist side, following a string of Chinese investments in mainly

resources-related companies, growing anxiety about falling global demand for

commodities, job losses and slowing economic growth may make it much easier for

Rudd to allow the Chinese to raise their stake.



Actually, says BusinessSpectator's Bartholomeusz, gaining Canberra's immediate

approval is not a big deal, as an issue of convertible bonds would be a way for

the Chinese to gain an economic exposure to Rio greater than allowed under the

undertakings while providing time to approach the Australian government again

about raising the ceiling on the holding.



The asset that would probably most appeal to China is Rio's vast Pilbara network

of iron ore mines, railways and ports in Western Australia. Rio's operating

Pilbara iron ore assets were valued at $9.9bn in Rio's first-half profit report

last year, but it is thought the miner would be looking for a lot more relative

value in any deal with Chinalco. Other assets that could form part of a deal are

Queensland and NSW coal operations, Queensland and Northern Territory aluminium

operations and Northern Territory uranium assets.



Though Rio is clearly desperate for cash, analysts say it would not conduct a fire

sale of its assets, according to Reuters. Rio has $8.9bn in debt due in October

and another $10bn due in October 2010. The company's agreement announced Friday to

sell potash assets for about $850m and its Corumba iron ore mine in Brazil for

$750m to Vale, which ranks ahead of Rio as the world's biggest iron ore miner, was

regarded as fair value by analysts.


The market, at least, likes the talk of asset sales. Rio shares were up 4.6 per

cent in Sydney at A$44.10 on Monday afternoon, while the wider market was down

around 1 per cent and bigger rival BHP Billiton fell 2.4 per cent.



Expect a big slide if the Chinalco talks fall apart. The Australian describes

these as Rio's "last chance to avoid a multi-billion-dollar rights issue as

investors press chief executive Tom Albanese to move to lighten the company's

$38.9bn debt."


Canberra could face a make-or-break decision soon, as Rio is undoubtedly anxious

to finalise a deal - or a rights-issue plan - before it reports 2008 results on

February 12.


Perhaps hearteningly, for Rio, Australia's treasurer, Wayne Swan, declined to

speculate "about those matters" such as foreign ownership of Rio when asked during

a press conference. "But we welcome foreign investment. We have a set of

guidelines and a national interest test with those guidelines," he said.

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Bom dia ADVFN - Notícias em destaque

Notícias em destaque

Agenda do investidor com indicadores de peso ao longo de toda a semana
A primeira semana de fevereiro promete muita volatilidade nos pregões ao
redor do mundo, uma vez que, quase todos os dias, serão divulgados
indicadores de peso que poderão inverter o rumo das cotações. Para hoje
(02/02) tanto agenda doméstica quanto externa repleta de indicadores. No
âmbito doméstico, destaque para o Relatório Focus, documento publicado toda
segunda-feira responsável por reunir a opinião de consultores e
instituições financeiras a respeito dos índices macroeconômicos e para a
Balança Comercial semanal divulgado pelo Ministério de Comércio Exterior.
Nos Estados Unidos, destaque para os dados inflacionários, gastos com
construção e os níveis de atividade industrial.
Atritos com republicanos para aprovação do plano anticrise de Obama
Jon Kyl, senador número dois do partido no Senado norte-americano, alerta
que, caso o plano econômico do atual presidente dos Estados Unidos não
sofra severas alterações, os republicanos poderão recorrer a um
procedimento especial em que o plano deverá receber um mínimo de 60 votos
para que seja aprovado. Atualmente, o Senado é composto por 58 democratas
contra 41 republicanos, ou seja, Obama terá que convencer dois adversários
para que o plano não seja bloqueado.
Temporada de resultados de peso inicia no Brasil com balanço do Bradesco
Extrema curiosidade em relação aos balanços das empresas no Brasil, uma vez
que nas últimas semanas os investidores apenas acompanharam os terríveis
resultados divulgados ao redor do mundo. No acumulado de 2008, o Bradesco
registrou um lucro líquido de R$ 7,6 bilhões, 4,87% menor do que em 2007.
Mais especificamente no quarto trimestre de 2008, o banco registrou um
lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, queda de 26,81% em relação ao mesmo período
de 2007.

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Rio discusses selling assets to China

http://www.iht.com/articles/2009/02/02/business/mine.1-420952.php

Rio discusses selling assets to China
Reuters
Published: February 2, 2009

SYDNEY: Rio Tinto said Monday that it had held talks to sell some assets to the
Chinese government-owned aluminum maker Chinalco, its biggest shareholder, as the
miner seeks to cut its debt load.

The Australian newspaper reported on Monday that Rio was looking at a combination
of asset sales, convertible notes and share issues that would generate $15 billion
in total and lift Chinalco's Rio stake to more than 11 percent from 9 percent now.

It said Rio was close to clinching asset sales to Chinalco.

In a statement responding to the media speculation, Rio said there was no
certainty a transaction would take place.

"Rio Tinto confirms it has held discussions with Chinalco regarding Chinalco
acquiring minority interests in various operating businesses of the Rio Tinto
group and also investing in convertible instruments," Rio said.

Though desperate for cash, Rio was not conducting a fire sale of its assets,
analysts said. Rio has $8.9 billion in debt due in October and another $10 billion
due in October 2010.

An agreement announced on Friday to sell potash assets for about $850 million and
its Corumba iron ore mine in Brazil for $750 million to the Brazilian miner Vale,
which ranks ahead of Rio as the world's biggest iron ore miner, was regarded as
fair value by analysts.

"Rio has not said specifically what it is going to sell to Chinalco, but you'd
think it would involve alumina or aluminum and possibly coal in Australia," said
James Wilson, analyst with DJ Carmichael in Perth.

Rio shares were up 4.6 percent in late trade, while the wider market was down
around 1 percent. Its bigger rival, BHP Billiton, fell 2.4 percent.

Rio is canvassing several options, including an equity raising, to generate cash,
backpedaling after its chief executive, Tom Albanese, had previously said there
was no need to sell shares to meet debt-cutting targets.

Rio is likely to decide which option to pursue by the time it reports 2008 results
on Feb. 12.

Any additional interest on Chinalco's part would be limited given restrictions on
how much of Rio Chinalco can buy under Australian foreign investment rules.

At present, Chinalco cannot own more than 14.99 percent of the company, though it
could apply for a waiver to raise its interest to as much as 19.99 percent.

Australia's treasurer, Wayne Swan, declined to speculate about the matter when
asked during a press conference.

"But we welcome foreign investment. We have a set of guidelines and a national
interest test with those guidelines," he said.

Chinalco executives declined to immediately comment.

Chinalco, with Alcoa, bought a 9 percent interest in Rio last year, paying about
$14 billion to become its top shareholder. Since then, the investment has lost
around 75 percent of its value.

Analysts said they were not surprised by Chinalco's growing interest in Rio, as
Chinese firms were expected to start moving on foreign mining companies, which
look like bargains given the downturn in global commodities markets.

Rio has close to $39 billion in debt, linked to its acquisition of the Canadian
aluminum group Alcan in late 2007 when commodity markets still appeared immune
from the worsening global financial malaise and as BHP Billiton was mounting a
hostile takeover bid for Rio.

Metals markets have since collapsed and BHP walked away without buying a single
Rio share.

Rio has said it hopes to pay off about $10 billion of debt this year by cutting
costs, axing 14,000 jobs, and selling businesses. So far, it has sold or is
selling around $4.7 billion worth of assets.

Still on the block are U.S. coal businesses and Alcan's packaging arm, though
analysts expect other units to go too, particularly outside Rio's core base metals
and iron ore divisions.

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FDIC confirma mais três quebras de bancos nos EUA

Por: Equipe InfoMoney
30/01/09 - 21h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Na noite da sexta-feira (30) foram confirmadas mais três baixas no sistema financeiro norte-americano. Com as quebras de MagnetBank, Suburban Federal Savings e Ocala National Bank, o número de instituições bancárias que chegaram à falência com a crise apenas neste início de ano chegou a 6.

A FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) confirmou as baixas. O MagnetBank possuía uma base de ativos próxima de US$ 292,9 milhões e total de US$ 282,8 milhões em depósitos. A FDIC garantirá os depósitos.

Mais duas baixas
O Bank of Essex irá assumir a totalidade dos depósitos do Suburban Federal Savings Bank, de cerca de US$ 302 milhões. O Bank of Essex também adquiriu aproximadamente US$ 348 milhões em ativos da instituição, com desconto de US$ 45 milhões.

Paralelamente, o CenterState Bank adquiriu a totalidade dos depósitos do Ocala National Bank, da Flórida, que gira em torno de US$ 205 milhões. Comprou, ainda, US$ 23,5 milhões.

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Domingo, Fevereiro 01, 2009

Olhos atentos ao fim da semana em toda a América: emprego e inflação em foco

Por: Equipe InfoMoney
30/01/09 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Epicentro das preocupações de Barack Obama, presidente dos EUA, o mercado de trabalho na principal economia do mundo vive seus dias mais críticos desde a Grande Depressão. "A maior probabilidade é de retração do nível de emprego", afirma Fausto Gouvêa, economista da Infra Asset Management, ao olhar para o Employment Report*, a ser divulgado na próxima sexta-feira (6).

Conforme o viés do economista, tal retração deverá continuar no decorrer do primeiro bimestre do ano - período historicamente com elevação do desemprego após as contratações temporárias de dezembro. "Todos os dados estão vindo ruins, então é de se esperar uma nova baixa", observa Rossano Oltramani, analista da XP Investimentos, prevendo contração no mercado de trabalho norte-americano.

Caterpillar, SAP, Starbucks, Oppenheimer, Home Depot, General Motors, Pfizer. Embora atuem em setores diferentes, a onda de demissões é consoante em todas essas corporações, o que evidencia ainda mais as projeções para a permanência da tendência declinante no mercado de trabalho dos EUA. "Os números continuam fracos", completa o economista da Infra Asset Management.

Novos cortes? Só na próxima reunião
Daqui a seis dias, todos os olhos se voltarão ao velho continente, dado que BCE (Banco Central Europeu) e BoE (Bank of England) decidirão o rumo de suas políticas monetárias. "Eles têm spread ainda em relação ao Federal Reserve, por isso podem cortar ainda mais o juro básico", lista Gouvêa, delineando o espaço para novos afrouxamentos monetários, mas só após "os recentes cortes fazerem efeito".

"Vejo uma pausa por enquanto na política monetária", afirma Oltramani, acreditando em inércia das taxas básicas de juro nos principais comitês da Europa. A perspectiva do analista se fundamenta na avaliação do colegiado acerca de indicadores a serem divulgados. "Eles colherão novos dados para tomar alguma decisão", completa.

Dentre as medidas que poderão ser tomadas do outro lado do Atlântico, o economista da Infra Asset Management projeta redução dos impostos, com o objetivo "de incentivar os consumidores a gastarem mais". No entanto, as pressões crescentes em torno da restrição orçamentária dos governos, dados os pacotes bilionários, são potenciais empecilhos para a menor arrecadação fiscal.

Todo mundo está pessimista?
No front doméstico, a agenda econômica revelará na próxima sexta-feira o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro - amplamente observado pelo Banco Central no combate à inflação. "Acredito que o índice registrará uma alta de 0,30%, bem leve", relata o analista da XP Investimentos, estimando ligeira elevação nos preços aos consumidores.

Em contrapartida, Gouvêa enxerga o índice com outro viés, projetando inclusive baixa no período, dado que "a renda está mais fraca no país, o que acaba resultando em queda na demanda". Entre tantas discrepâncias, alguma semelhança é notável - "todo mundo está pessimista", conclui o economista da Infra Asset Management.

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Asian Stocks Fall on Deepening Recession Concern; BHP Declines

By Masaki Kondo

Feb. 2 (Bloomberg) -- Asian stocks dropped, led by commodity and technology companies, as shrinking factory output in Australia and declining corporate profits fueled concerns that the global recession is deepening.

BHP Billiton Ltd., the world’s biggest mining company, fell 2.8 percent in Sydney after Australian manufacturing contracted for an eighth month and metal prices declined in London. Hitachi Ltd., the world’s third-largest maker of hard-disk drives, fell 6.7 percent after projecting a record loss. Mizuho Financial Group Inc., Japan’s second-largest listed bank, declined 5.3 percent after posting its second quarterly loss in a row.

“We’ll likely continue to see a series of downward earnings revisions from companies and analysts,” Tomochika Kitaoka, a Tokyo-based strategist at Mizuho Securities Co., said in an interview with Bloomberg Television. “With more companies cutting dividends, domestic investors will likely shy away from the equity market.”

The MSCI Asia-Pacific Index lost 1.8 percent to 81.59 as of 9:54 a.m. in Tokyo. Four stocks declined for each that advanced on the gauge, which has lost 8.4 percent this year amid signs the global recession is eroding company profit growth.

Japan’s Nikkei 225 Stock Average dropped 2.4 percent to 7,806. Australia’s S&P/ASX 200 Index fell 1.4 percent. All markets open for trading declined.

In New York, the Standard & Poor’s 500 Index slid 2.3 percent on Jan. 30, capping a fourth weekly drop.

BHP lost 2.8 percent to A$29.61. Australia’s manufacturing index was 36.6 in January, the Australian Industry Group and PricewaterhouseCoopers said in a report today. A reading below 50 signals factory output is shrinking. Manufacturing accounts for a tenth of the nation’s gross domestic product.

Hitachi, Panasonic

Separately, a measure of six metals traded in London dropped for a second day on Jan. 30, losing 1.9 percent.

Hitachi lost 6.7 percent to 294 yen. The company reversed its profit forecast on Jan. 30 to a record net loss of 700 billion yen ($7.81 billion) for the year ending March 31. Demand in the automobile, semiconductor and industrial-equipment industries was declining “rapidly,” the company said.

Panasonic Corp., the world’s largest maker of consumer electronics, dropped 4.6 percent to 1,048 yen. The company may report a 350 billion yen net loss for this business year, the Yomiuri newspaper reported yesterday. The median of analyst estimates compiled by Bloomberg projected 6 billion yen in profit.

Mizuho, the Japanese bank with the biggest subprime writedowns in Asia, slumped 5.3 percent to 215 yen. The company turned to a 145.1 billion yen loss in the three months ended Dec. 31 from a 66 billion yen profit a year earlier.

Japanese companies from car manufacturers to electronics makers have cut their full-year earnings outlooks as the world’s largest economies plunged into recession. Domestic businesses reporting their third-quarter earnings have posted an 85 percent tumble in net income for the quarter, Tokyo-based Shinko Research Institute Co. said in a report dated Jan. 30.

To contact the reporter for this story: Masaki Kondo in Tokyo at mkondo3@bloomberg.net.

Last Updated: February 1, 2009 19:57 EST

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