Quarta-feira, Abril 30, 2008

Bovespa salta 6,3% e alcança recorde histórico após Brasil obter grau de investimento

Da Redação
Em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte alta nesta quarta-feira após o anúncio que o Brasil obteve o título de grau de investimento pela agência de notas de crédito Standard & Poor´s e voltou a ficar no azul no ano.

O Ibovespa, principal índice de referência das ações brasileiras subiu 6,33%, a 67.868 pontos. Este patamar é recorde. O dólar comercial, por sua vez, repercutiu em direção contrária e caiu 2,46%, fechando vendido a R$ 1,663, a menor baixa diária desde agosto de 2007.

No mês, a Bovespa acumula valorização de 11,32%, enquanto no ano saiu do negativo para acumular alta de 6,23%, depois de ter ficado no vermelho na sessão anterior.

A obtenção do selo de grau de investimento anima investidores porque alguns fundos internacionais só colocam dinheiro em países que têm esse status.

"No curto prazo, gera euforia, e, no médio prazo, a gente vai ter algumas fontes de recursos que não podiam investir em países que não eram "investment grade", afirma Vladimir Caramaschi, economista chefe da Fator Corretora (saiba como a notícia do grau de investimento repercutiu entre analistas).

EUA: juros e PIB
Contribuíram para agitar as Bolsas de Valores nesta quarta-feira duas notícias vindas dos Estados Unidos. O banco central americano reduziu de 2,25% ao ano para 2% ao ano sua taxa básica de juros.

E o crescimento da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano surpreendeu analistas. O PIB (Produto Interno Bruto) do país expandiu-se a uma taxa anual de 0,6%, mais que o 0,2% previsto.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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Segunda-feira, Abril 28, 2008

Vale fecha maior contrato de fornecimento de minério já assinado, com Arcelor Mittal

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
28/04/08 - 20h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Após o fechamento dos mercados na segunda-feira (28), a Vale (VALE5) informou que fechou com a Arcelor Mittal, maior siderúrgica do mundo, os maiores contratos de longo prazo já assinados entre um fornecedor de minério de ferro e uma siderúrgica.

O acordo visa formalizar o fornecimento de aproximadamente 480 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas para as plantas da Arcelor Mittal na Europa, África e Américas, pelos próximos 10 anos.

De acordo com a Vale, os acordos estão em linha com o desejo da mineradora de estreitar seu relacionamento com a Arcelor Mittal.

"Ao mesmo tempo, o evento ressalta a capacidade única da Vale de fornecer, com alta confiabilidade, minério de ferro e pelotas de qualidade superior, em função da sua larga escala de produção e excelência operacional", completa a companhia.

Ações vêm de valorização
O anúncio veio após uma valorização de 1,55% dos papéis preferenciais de classe A da Vale, que fecharam a segunda-feira a R$ 52,30.

Desde o início do ano, o saldo é positivo para estes ativos em 3,94%.

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Petrobras anuncia o pagamento de juros sobre capital próprio

Por: Rafael de Souza Ribeiro
28/04/08 - 07h58
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR4) anunciou na última sexta-feira (25) o pagamento da terceira parcela de juros sobre o capital próprio relativos ao exercício de 2007.

De acordo com a estatal, o pagamento será realizado no dia 30 de abril, próxima quarta-feira, aos acionistas detentores das ações ordinárias ou preferenciais da empresa na data base de 11 de janeiro de 2008.

O valor pago será de R$ 0,3106 por cada ação ordinária ou preferencial, já incorporada à fatia de R$ 0,0106 correspondente à atualização da taxa Selic, entre os dias 31 de dezembro de 2007 e 30 de abril de 2008.

Incidência no IR
Cabe ressaltar que sobre o valor mencionado incidirá taxa de 22,5% referente a imposto de renda, que não será aplicada aos acionistas imunes ou isentos ao mesmo.

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Ações da Petrobras serão desdobradas na proporção de 100% neste pregão

Por: Equipe InfoMoney
28/04/08 - 08h10
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações e os ADRs (American Depositary Receipt) da Petrobras (PETR4) ficam ex-desdobramento na proporção de 100% nesta segunda-feira (28).

Deste modo, cada acionista receberá gratuitamente uma nova ação de mesmo tipo para cada uma que possua neste pregão. Assim, o preço de cada papel cai pela metade, preservando o valor em posse do acionista.

Crédito
Segundo comunicado ao mercado de 26 de março, as novas ações serão creditadas nas posições dos acionistas nesta segunda-feira (28), antes da abertura dos negócios.

Os detentores de ADRs receberão novos papéis obedecendo à mesma regra, contudo mantendo-se a correspondência de duas ações por um ADR. Deste modo, a empresa pretende impulsionar a liquidez de seus ativos.

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Vale chama atenção por 'crescimento tórrido', diz 'Wall Street Journal'

A companhia mineradora Vale S.A. está chamando a atenção do mundo pelo seu "ritmo de crescimento tórrido", segundo extensa reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal americano "Wall Street Journal". "Enquanto a gigante da mineração baseada no Rio de Janeiro abre seu caminho para a dianteira do palco de negócios globais, mais e mais pessoas fora do Brasil estão descobrindo que a Vale é hoje a maior produtora mundial de minério de ferro, matéria-prima chave do aço." Segundo a reportagem, "companhias de mercados emergentes como a Vale vêm escalando a lista das maiores e mais bem sucedidas empresas do mundo nos últimos anos". "A Vale está crescendo em um ritmo tórrido. No ano passado, ela contratou 9.281 pessoas no Brasil, elevando seu número total de funcionários em todo o mundo para 124.013. Ela extraiu minério de ferro suficiente para encher 50 mil piscinas olímpicas e gerou receitas de US$ 39,7 bilhões - quase dez vezes mais do que em 2001." O jornal atribui o sucesso, entre outras coisas, à demanda da China por matérias primas e outras commodities - que teria provocado aumento no preço do minério de ferro - e a estratégia da Vale de ter comprado outras mineradoras pequenas no Brasil quando o preço ainda era baixo, colocando-a numa boa posição para aproveitar este aumento. "Os preços do minério de ferro da Vale subiram em percentuais de dois dígitos em quatro dos últimos cinco anos, e o aumento de preço deste ano de 65% deve acrescentar até US$ 12 bilhões às receitas anuais." O "Wall Street Journal" explica o histórico da Vale - de empresa estatal à gigante bem sucedida - citando a administração de Roger Agnelli, iniciada em 2000, que determinou uma visão clara para os planos futuros da empresa. O jornal afirma que Agnelli é famoso por seus "abraços de urso e olhar penetrante", mas cita relatos de funcionários e ex-funcionários que o descrevem como "durão". A reportagem ainda fala do trabalho de Agnelli junto às agências de classificação de risco, que obteve grau de investimento para a Vale em 2005 e 2006, fazendo com que a empresa conseguisse arrecadar fundos junto a investidores estrangeiros e pudesse competir em pé de igualdade no mercado internacional.

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Mercados asiáticos têm dia de cautela antes de decisão do Fed

HONG KONG (Reuters) - As principais bolsas asiáticas tiveram uma segunda-feira de leve alta, ajudada pelo bom desempenho do setor bancário, enquanto as bolsas européias também exibiam alta durante a manhã.
O preço do petróleo atingiu um novo recorde a 120 dólares o barril na sessão, enquanto investidores reduziam suas posições antes de uma nova reunião do Federal Reserve nesta semana.
Às 7h40 o índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão tinha valorização de 0,5 por cento, aos 492 pontos, próximo ao fim dos negócios.
O índice MSCI acumula uma alta de 18 por cento desde que atingiu seu pior patamar em sete meses em meados de março, mas ainda sofre baixa de 7 por cento em 2008.
Os investidores estão concentrados na próxima reunião do Fed sobre os juros, que se inicia na terça-feira. Apesar dos mercados financeiros projetarem uma pequena redução, o Fed pode sinalizar que seu ciclo de cortes acabou.
"O mercado quer ver o resultado da reunião, com alguns investidores já levando em conta a possibilidade de que o Fed possa parar com os cortes nos juros", afirmou Kazuhiro Takahashi, gerente geral do departamento de ações na Daiwa Securities SMBC.
Muitos investidores do mercado acionário não deram muita atenção à alta do petróleo e preferiram ponderar o impacto de um corte do Fed na quarta-feira e reduziram seus portfólios depois uma confusão no mercado de títulos e uma procura aos papéis em bolsa.
O índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com leve valorização de 0,22 por cento, aos 13.894 pontos, seu maior valor de fechamento desde 28 de fevereiro, chegando a superar os 14 mil pontos durante a sessão. Entre as maiores valorizações estava o banco Mitsubishi UFJ Financial Group, que disparou 10 por cento.
A negociações em Tóquio continuavam menores conforme muito investidores locais se retiraram antes dos feriados da Semana Dourada no Japão, que se inicia nesta terça-feira.
Na contramão, em Seul a bolsa fechou com ligeira queda de 0,08 por cento, em 1.823 pontos.
Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,28 por cento, para 5.602 pontos.

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Reunião do Fed sobre juros é destaque semanal

A quarta-feira será, sem dúvida, o dia mais agitado desta semana para os mercados financeiros. Além da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a data marca o anúncio do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) americano relativo ao primeiro trimestre de 2008. O resultado poderá ou não confirmar as previsões mais pessimistas, segundo as quais o país certamente enfrentará uma recessão formal neste ano - que se caracteriza por uma retração por dois trimestres seguidos. Para muitos analistas, um recuo do PIB no segundo trimestre é certo. Se os dados do primeiro trimestre também apontarem uma retração, a recessão formal será praticamente certa. Mas, por ora, o consenso do mercado projeta expansão de 0,3% em relação aos três primeiros meses do ano passado. Se há dúvidas quanto à recessão dos EUA, o mesmo não pode ser dito em relação à reunião do Fed desta semana. A maioria absoluta dos especialistas dá como certo mais um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, para 2% ao ano. Outro destaque da semana é o relatório de emprego de abril, na sexta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Petróleo bate novo recorde a US$ 119,93 o barril em NY

O contrato futuro do petróleo leve (tipo WTI), negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), estabeleceu novo recorde de preço nesta manhã, a US$ 119,93 o barril, com a notícia de que o sistema britânico de oleoduto Fortis no Mar do Norte operado pela British Petroleum foi fechado. O sistema transporta cerca de 40% da produção britânica de petróleo e foi fechado em conseqüência de uma greve dos trabalhadores da refinaria de Grangemouth, na Escócia, iniciada ontem. Os preços sobem também por causa de problemas na produção de petróleo na Nigéria. Uma disputa salarial causa a paralisação da produção de 800 mil barris ao dia da unidade da ExxonMobil na Nigéria. A agência Dow Jones estima que 58% ou 1,44 milhão de barris ao dia da produção total de petróleo da Nigéria, de 2,5 milhões de barris ao dia, esteja suspensa por conta de ofensivas de grupos militantes que são contra a exploração de petróleo por companhias estrangeiras. Análises técnicas mostram que o petróleo leve poderá atingir US$ 124,34 o barril em breve, uma vez que a tendência de alta foi retomada com forte suporte de compra, disse o presidente da consultoria Cameron Hanover, Peter Beutel. "O rompimento do recorde da semana passada pode confirmar este objetivo ou pelo menos colocar os preços novamente na rota para que novos níveis sejam testados", disse. Às 7h58 (de Brasília), o contrato com vencimento em junho do petróleo WTI negociado na Nymex eletrônica subia 0,21% para US$ 118,77 o barril. O contrato do petróleo Brent negociado na plataforma ICE, em Londres, operava em alta de 0,04% para US$ 116,39 o barril. O Brent atingiu US$ 117,51 o barril na máxima do dia até agora, pouco abaixo do recorde estabelecido na sexta-feira aos US$ 117,56 o barril. As informações são da Dow Jones.

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ABERTURA: SEMANA DO FOMC COMEÇA C/RECORDE DO PETRÓLEO E CLIMA AMENO

ABERTURA: SEMANA DO FOMC COMEÇA C/RECORDE DO PETRÓLEO E CLIMA AMENO

São Paulo, 28 - O petróleo em novo nível recorde saúda os investidores neste início da semana em que a
reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, na quarta-feira, é o principal destaque. A
commodity para vencimento em junho atingiu o preço de US$ 119,93 por barril e valia US$ 119,02, com
alta de 0,44%, às 7h22 (de Brasília), na Nymex eletrônica. A alta se fia na preocupação com a oferta, em
razão de uma greve em uma refinaria da Escócia, responsável pela produção de 40% do petróleo do
Reino Unido, e novos problemas no fornecimento da Nigéria. Mas a alta da commodity não inibe que as
bolsas da Europa e os futuros de Nova York apresentem ganhos modestos, atribuídos à percepção de
que o processo de purificação dos produtos financeiros tóxicos que provocaram a crise de crédito já
estaria terminando. O dólar está em queda perante o euro e sustentando-se em alta em relação ao iene.

Dados regionais hoje, mas semana é pesada nos EUA - Há apenas dois índices regionais de atividade
industrial - na região de Dallas e no Meio Oeste - com divulgação hoje nos EUA. A agenda de eventos da
semana nos EUA tem como principal destaque o encontro de política monetária de dois dias do Federal
Reserve. O comunicado com a decisão sobre a meta para as taxas de juro norte-americanas é esperado
para as 15h15 (de Brasília) de quarta-feira. Após a taxa dos Fed Funds ceder de 5,25% em setembro
para o nível atual de 2,25%, o mercado espera que o BC dos EUA faça mais um corte de 0,25 ponto
porcentual na quarta-feira e dê mais sinais de que fará uma pausa no ciclo de flexibilização monetária. A
agenda se completa com a primeira prévia do PIB do primeiro trimestre (quarta-feira), o relatório mensal
de payroll (sexta-feira), além do índice de preços dos gastos com consumo pessoal, o principal indicador
de inflação observado pelo Fed (quinta-feira). Em termos de balanços, a semana traz os números da
ExxonMobil, Chevron e da Mastercard e Visa. Na Europa, Deutsche Bank e Santander abrem seus
números.

Aqui, semana curta também tem destaques importantes - Os destaques desta segunda-feira são a
divulgação da pesquisa Focus, do BC, a partir das 8h30 (para conferir sobretudo as expectativas para
inflação), os dados do setor externo, a partir das 10h30 e a sondagem industrial da CNI, às 11 horas. Na
semana, atenção para o IGP-M de abril, amanhã e o superávit primário, na quarta-feira. Na quinta-feira é
feriado do Dia do Trabalho, mas os mercado vão operar normalmente nos EUA.

Bradesco: lucro no 1º trimestre cresce 23,3%, para R$ 2,102 bilhões - O Bradesco registrou lucro líquido
consolidado de R$ R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre do ano, crescimento de 23,3% sobre o mesmo
período de 2007. O valor é recorde para o primeiro trimestre. De acordo com o banco, 65% do lucro foi
gerado com as atividades financeiras e os 35% restantes pelas atividades de seguros, previdência e
capitalização. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio no primeiro trimestre de 2008 ficou em
32%, segundo comunicado ao mercado. O lucro do Bradesco, conforme apurou o AE Empresas e
Setores, ficou em linha com a média das projeções de cinco analistas consultados pela Agência Estado
(Austin Rating, Banif, Citi, Fator e UBS Pactual), que apontava para lucro de R$ 2,152 bilhões. O
presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, comenta às 11 horas, em teleconferência com jornalistas o
resultado do banco no primeiro trimestre do ano. Klabin divulga balanço ainda hoje.

BC divulga pesquisa Focus às 8h30 - Com as preocupações com a inflação - cujas projeções estouraram
o centro das metas para 2008 e 2009, segundo a ata do Copom - a Focus torna-se ainda mais relevante
para o mercado, por apontar o rumo das expectativas inflacionárias dos agentes econômicos. Também o
IPCA-15 de abril (0,59%), divulgado na sexta-feira, poderá fazer diferença nas expectativas desta vez,
uma vez que a saída das pressões das matrículas e mensalidades escolares sobre a inflação de janeiro e
fevereiro não foi suficiente para fazer frente às altas já esperadas dos alimentos - estes responderam por
cerca de metade da inflação detectada no IPCA-15. Na pesquisa anterior, as projeções subiram de
4,66% para 4,71% para o IPCA 2008. Para 2009, a mediana foi mantida em 4,40%. Também tinham
subido, na última Focus, as projeções de IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe para 2008. As projeções para o PIB
de 2008 tinham recuado de 4,70% para 4,60%.

Oi detalha às 9h30 compra do controle da Brasil Telecom - A empresa promove teleconferência com
analistas às 9h30 para comentar a operação, na qual o grupo Oi irá gastar cerca de R$ 12 bilhões no
total. Os recursos englobam os R$ 5,8 bilhões pagos pelo controle direto e indireto da empresa, os cerca
de R$ 3 bilhões destinados a oferta obrigatória de tag along aos minoritários ordinaristas da BrT e outros
cerca de R$ 3 bilhões com a oferta voluntária de ações preferenciais da companhia.

Balança comercial (quarta semana) será divulgada às 11h - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC) divulga, às 11 horas, o resultado da balança comercial referente à quarta
semana de abril.

BC divulga conta corrente e IED de março às 10h30 - O Banco Central divulga às 10h30 a nota do setor
externo de março. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculam de déficit de US$ 4,2 bilhões a US$
2,5 bilhões, com mediana de US$ 3,1 bilhões, para a conta corrente, e entrada de US$ 2,3 bilhões a US$
3,2 bilhões, com mediana de US$ 3 bilhões, para o IED.

CNI divulga sondagem industrial às 11h - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga às 11
horas, em Brasília, a Sondagem Industrial do primeiro trimestre deste ano. A pesquisa mostra a
expectativa do setor industrial para os próximos seis meses, avalia o trimestre anterior e os principais
problemas apontados pelos empresários. O mercado estará muito atento ao Nível de Utilização de
Capacidade Instalada (Nuci), para conferir as condições da produção em atender ao forte crescimento
da demanda interna. O gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI,
Renato da Fonseca, dará entrevista sobre os números.

CNT divulga pesquisa Sensus às 10h - A Confederação Nacional do Transporte divulga às 10 horas, os
resultados da 92ª Pesquisa CNT/Sensus. A pesquisa desta vez trará a opinião dos brasileiros sobre a
atuação da CPI do Congresso Nacional, que investiga o uso indevido de cartões corporativos por
integrantes do governo federal. A pesquisa pretende mostrar também, na opinião dos entrevistados, de
quem é a responsabilidade pela elaboração de suposto dossiê sobre gastos pessoais do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso e pelo surto da dengue em alguns Estados. A pesquisa avalia ainda a
preferência dos eleitores para a sucessão do presidente Lula em 2010.

Fomc pode deixar mercados mornos no exterior, mas clima é ameno por enquanto

Futuros de NY em alta - Às 7h41 (de Brasília), o S&P 500 subia 0,44% e o Nasdaq 100 futuro, 0,47%,
com a expectativa de que o Fed irá reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto porcentual na quarta-feira. Na
sexta-feira, o índice Dow Jones subiu 0,33% e o Nasdaq caiu 0,25%. O S&P-500 se valorizou 0,65%. Os
índices tiveram a segunda semana consecutiva de ganhos, com o Dow acumulando alta de 0,33%; o
S&P, 0,54% e o Nasdaq, 0,8%.

Europa em tom plácido - O clima de que o pior já passou traz serenidade para as principais bolsas da
Europa na manhã desta segunda-feira. Às 7h16 (de Brasília), Paris subia 0,89%, acompanhada por
Frankfurt (+0,86%) e Londres (+0,59%).

Dado bom na Alemanha - O índice de confiança do consumidor da Alemanha sobre as perspectivas
futuras subiu para 5,9 pontos em maio, em comparação à alta revisada de 4,8 pontos em abril, informou o
grupo de pesquisa GFK. A primeira leitura do índice de abril foi de 4,6 pontos. A confiança para maio
está no maior patamar desde outubro de 2007.

Bolsa de Tóquio tem leve alta; China cai - O índice Nikkei-225, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,2%, com os
fortes ganhos dos papéis financeiros e de empresas de exportação compensando a realização de lucros
dos demais setores. Ações de empresas financeiras subiram, seguindo os ganhos do setor nos EUA no
último pregão da semana passada. Mitsubishi UFJ Financial Group teve ganhos de 10%; Mizuho
Financial Group subiu 9,5% e Shinsei Bank disparou 13,5%. Na China, o Xangai Composto cedeu 2,3%,
pressionando pelas quedas nas refinarias.

Dólar bilateral - Às 7h47 (de Brasília), o dólar subia 0,10%, a 104,52 ienes, enquanto recuava frente ao
euro. A moeda européia se apreciava 0,22%, para US$ 1,5667. O mercado espera os dados para tentar
consolidar a percepção de que o dólar já precificou o pior cenário sobre a economia dos EUA e estaria
pronta para uma recuperação.

Bovespa subiu na sexta-feira com guinada de Vale e Petrobras; dólar recuou

Pela manhã, Bovespa acompanhou volatilidade das bolsas norte-americanas com alta do petróleo e o
dado decepcionante de confiança do consumidor de Michigan - Mas, à tarde, a Bovespa firmou-se em
terreno positivo, amparada por uma guinada das ações da Vale e da Petrobras. A recuperação das
principais blue chips do índice paulista coincidiu com a divulgação do fato relevante da compra da Brasil
Telecom pela Oi. O mercado reagiu à notícia com vendas dos papéis dessas duas companhias de
Telecom, à exceção das ações ON da BRT, que exibiram firme alta. Nesse contexto, o Ibovespa subiu
0,95%, aos 65.187,3 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,260 bilhões. No acumulado da semana, o
índice somou alta de apenas 0,40%. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,33%, a 12.891,86
pontos. O Nasdaq caiu 0,25%, para 2.422,93 pontos. O S&P-500 subiu 0,65%, a 1.397,84 pontos.

Dólar perdeu força e terminou perto das mínimas, com o fluxo cambial positivo - Isso aconteceu após o
dólar ter subido na abertura com a continuidade da recuperação externa. No fechamento, no entanto, o
pronto estava na cotação mínima da roda da BM&F, a R$ 1,6655, em baixa de 0,32%. No balcão, a taxa
recuou 0,18%, para R$ 1,667. Na semana, as cotações acumularam perdas de 0,15% e 0,12%,
respectivamente. O giro financeiro total à vista somou US$ 3,948 bilhões (US$ 3,747 bilhões em D+2).

Juros futuros também devolveram a pressão inicial - Esta pressão decorreu dos elevados IPCA-15 e
IPC-Fipe, que reforçaram o desconforto com a inflação, mas os juros acabaram fechando na sexta-feira
praticamente de lado. O vencimento de janeiro de 2009 (179.094 contratos) passou a última hora do
pregão com a taxa de 12,70%, para encerrar em 12,71%, de 12,68% na véspera. O DI janeiro de 2010
(168.800 contratos) passou o dia em alta, mas terminou estável em 13,67%.

(Equipe AE)


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CENÁRIO POLÍTICO: CÂMARA SOB PRESSÃO PARA CORTAR BENEFÍCIOS

CENÁRIO POLÍTICO: CÂMARA SOB PRESSÃO PARA CORTAR BENEFÍCIOS

Brasília, 28 - A base aliada começa a por em prática esta semana "o esforço brutal" para impedir que a
Câmara confirme decisão do Senado e aprove o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que extingue o
fator previdenciário, instrumento que posterga as aposentadorias, e estende o reajuste do salário mínimo
a todos os aposentados do INSS. Com uma semana mais curta devido ao feriado de quinta-feira, dia do
Trabalhador, lideranças governistas tentam ganhar tempo e antecipar as votações, tanto na Câmara
como no Senado. As disputas eleitorais e os potenciais candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ganham o noticiário com a divulgação da 92ª pesquisa da Confederação Nacional dos
Transportes/Sensus. A pesquisa também revela o que pensa a população sobre a CPI dos cartões
corporativos e a divulgação de dados sigilosos do governo passado.

A pauta da Câmara e do Senado continua trancada por medidas provisórias, algumas polêmicas e sem
acordo para votação, o que exigirá um esforço adicional para os deputados da base, que estão sob
pressão do Planalto para derrubar o projeto de Paim. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a
disposição de vetar o projeto, pouco importa o impacto nas eleições municipais de outubro.

A discussão sobre a possibilidade de um aumento nos preços da gasolina e óleo diesel continua na
agenda do Executivo. A Petrobras defende o aumento, mas o Planalto resiste à idéia. A declaração de
Lula na sexta-feira, reconhecendo a defasagem do preço do petróleo não deve ser lida como uma
autorização ao aumento. A Petrobras não aumenta o preço da gasolina desde de setembro de 2005,
apesar da alta do preço do petróleo no mercado internacional de US$ 30 para US$ 120 o barril. O
presidente teme o efeito dominó do aumento da gasolina na economia em um momento de alta da
inflação, como registram todos os índices. O movimento de alta dos preços e o aumento dos juros são os
principais assuntos da sessão conjunta de comissões do Senado e da Câmara com o presidente do
Banco Central, Henrique Meirelles, prevista para a próxima quarta-feira.

Política animada

Apesar do esforço concentrado para tentar desobstruir a pauta da Câmara e Senado e inserir uma
agenda positiva - tirando foco da CPI dos cartões corporativos - os líderes políticos já estão se
movimentando para montar suas chapas para as eleições municipais. A tendência é o Congresso se
esvaziar a partir de agora, principalmente com a proximidade das convenções, a partir de junho. Os
partidos começam a dar os primeiros passos para a formação de alianças importantes, que irão se
refletir em 2010. Ontem, o diretório municipal do PT em Belo Horizonte confirmou a aliança com o PSDB
para as eleições deste ano, à revelia da Executiva Nacional do partido que condenou alianças de
petistas com tucanos. O PT mineiro manteve a indicação de Roberto Carvalho, deputado estadual
petista, como vice na chapa liderada por Márcio Lacerda (PSB), secretário de Desenvolvimento
Econômico do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).

No "ninho tucano" a situação não é diferente. Apesar da aliança entre PMDB e DEM em favor da
candidatura à reeleição de Gilberto Kassab à prefeitura de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin não tem
intenção de abrir mão de sua candidatura. Segundo fontes ligadas ao ex-governador, ele pode lançar sua
candidatura no dia 5 de maio. A confirmar. Essa é a disputa mais importante porque estabelecerá o
confronto do PSDB com o PT, em São Paulo, o principal colégio eleitoral do país. A ministra do Turismo,
Marta Suplicy (PT), que aguardava o momento mais oportuno para lançar sua candidatura à prefeitura
paulista, foi surpreendida pela aliança PMDB/DEM e já pensa em se licenciar do cargo e partir para a
campanha eleitoral.

Agenda positiva

A movimentação em torno da eleição municipal afeta os trabalhos no Congresso por envolver
diretamente os deputados, dezenas deles candidatos às prefeituras. Esse esvaziamento do Congresso
acontece em um momento ruim para o governo, que tenta emplacar uma agenda positiva. Por exemplo, a
votação ainda este semestre pela Câmara da proposta de reforma tributária. No entanto, a agenda
negativa se impõe, como a necessidade de derrubar o projeto de Paim e discutir a proposta de
regulamentação da emenda 29, que garante mais recursos para a área de saúde. O presidente da
Câmara, Arlindo Chinaglia (PT_SP) quer votar a emenda 29, mas o governo não. Lula só aceita a
aprovação desses projetos se os deputados relacionarem a fonte de recursos para financiá-los.

Na reunião do Conselho Político, semana passada, Lula fez um apelo para que os líderes não votem
nenhum projeto que implique em aumento de despesa sem a correspondente fonte de financiamento.
"Será necessário um esforço brutal da base aliada", disse uma fonte do Planalto. O governo "fará de
tudo" para derrubar esses projetos. "A base fez um gol contra e criou um problema para o presidente",
disse uma fonte ao se referir à aprovação do projeto de Paim, pelo Senado. A bancada da saúde, por
sua vez, pressiona e apela para que o Executivo resolva o problema. Lula devolve a pressão com ironia:
não foi o Executivo quem derrubou a CPMF.

O posicionamento do presidente confronta os deputados. A Câmara não assimila passar pelo desgaste
político de negar um benefício garantido pelo Senado, em pleno ano eleitoral. No Planalto, não é
consenso que o veto de Lula possa criar dificuldades aos aliados na campanha eleitoral.

À espera da PF

Em paralelo, prosseguem as investigações sobre o vazamento de informações sigilosas de contas do
governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher Ruth Cardoso. A ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff, retorna de viagem ao Japão, Coréia e Estados Unidos e se prepara para, no dia 7
de maio, ir à Comissão de Infra-estrutura falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
É só o mote da convocação. A oposição vai pressioná-la com perguntas sobre o vazamento dos dados.
Até lá, se a Polícia Federal concluir as investigações, o responsável pela divulgação dos dados será
punido. A Casa Civil colocou sua própria investigação em banho Maria e deu mais 30 dias de prazo para
a comissão de sindicância concluir seus trabalhos. O fato é que a Casa Civil quer que a responsabilidade
da investigação seja da PF.

O governo já tomou a decisão de punir o responsável e agora quer descriminalizar o episódio com um
raciocínio simples: os dados só são sigilosos no período do mandato presidencial. Lula entrou no jogo e
confirmou que apóia a tese levantada semana passada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Em
entrevista aos Diários Associados, o presidente confirma que o governo fazia um banco de dados - não
um dossiê - questiona o sigilo e autoriza a divulgação dos dados sigilosos sobre os seus gastos na
presidência no dia seguinte ao término do mandato. Essa tese carece de legitimidade porque existem
normas que disciplinam o que é ou não sigiloso na presidência da República.

Impulsos fiscais

Depois de digerir a ata da última reunião do Copom, que elevou em 0,5 ponto porcentual a taxa de juros,
agora em 11,75% ao ano, o governo anuncia no dia 12 de maio a nova política industrial com viés
desenvolvimentista. Lula afirma a autonomia do BC, mas isso não significa dizer que concorde com o
aumento dos juros. Ele aceita a decisão do Copom e acredita que a nova política industrial criará as
condições para que o aumento dos juros não seja fator inibidor do desenvolvimento econômico. O Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá bancar os projetos empresariais para
aumento da produção interna. A tese é: se os empresários continuarem investindo no aumento da
produção, a ameaça de descompasso entre oferta e procura (identificada pelo Banco Central como um
dos fatores do aumento da inflação) não se concretiza. Com maior volume de bens no mercado interno, a
tendência é os preços se estabilizarem.

A política industrial será acompanhada de medidas de estímulo às exportações. A baixa do dólar - que
tem afetado o setor exportador - não será corrigida por meios artificiais. A política cambial não muda,
mas o governo dará um alívio tributário para os setores mais afetados. A preocupação é pelos dois
lados: desonerar os setores com dificuldades em colocar seus produtos no exterior e, ao mesmo tempo,
impulsionar as exportações, na expectativa de conter o déficit comercial. Não há a intenção de conter a
valorização do real com a elevação da alíquota do IOF que incide sobre o ingresso de capitais para
aplicações em renda fixa e títulos públicos.

Desonerar folha e criar emprego

O objetivo da política é dar mais gás à produção de bens para suprir a demanda do mercado interno.
"Não podemos deixar a peteca do crescimento cair", disse uma fonte. As medidas estão praticamente
definidas. O trabalho, agora, é convencer os aliados da necessidade de lançar a política industrial por
meio de medida provisória. Ao mesmo tempo, o governo insiste nos estudos para desonerar a folha de
pagamento das empresas. A aposta é que as empresas vão crescer e abrir novas oportunidades de
emprego, principalmente se forem adotadas medidas para desonerar os encargos trabalhistas.

As Centrais Sindicais já conheceram a "proposta radical" apresentada pelo ministro da secretaria
especial de assuntos estratégicos, Mangabeira Unger: zerar a contribuição previdenciária das empresas.
Pela proposta, o Tesouro Nacional bancaria totalmente os repasses das empresas. O mecanismo é a
criação de uma vinculação de receitas em valor correspondente ao que as empresas pagam atualmente
de contribuição previdenciária. A contribuição dos empregados seria mantida. Na exposição, segundo
relato de um dos participantes, Mangabeira lembrou que a alternativa de atrelar a contribuição ao
faturamento das empresas dividiu o empresariado, um sinal de fracasso. Por isso, "a proposta radical,
como definiu. A sugestão de Mangabeira ainda não foi apresentada aos ministros da Fazenda, Guido
Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Tampouco à secretaria do Tesouro Nacional, que pagaria
a conta.

"Trata-se de uma vinculação sadia", ponderou um assessor. Afinal, o Tesouro já é obrigado a cobrir o
déficit. Em tempos de economia em ritmo de crescimento, as perspectivas são boas. Mas em momentos
de retração econômica e a conseqüente baixa na arrecadação, o déficit da previdência pode se tornar
incontrolável. Alguns assessores afirmam que não. O raciocínio é o de que, atualmente, quando a
economia entra em recessão as empresas demitem e as contribuições para a previdência caem. O
mesmo aconteceria com essa conta vinculada no Tesouro. "É preciso analisar a proposta sem paixão e
sem preconceito", defende uma fonte. A conferir. A proposta de Unger teria várias frentes, embora o foco
seja o de listar alternativas para reduzir o nível de informalidade na contratação de mão-de-obra. Mas
pensando no longo prazo, ele apresenta alternativas para garantir um maior número de trabalhadores
sindicalizados e aumento da massa salarial.

Legislativo

Segunda-feira

Se houver quorum, a Câmara pode ter sessão plenária para avançar na votação de medidas provisórias

Terça-feira

- Reunião de líderes no Senado para discutir a pauta de votações. PSDB, DEM e PSB enviaram à
presidência da Casa uma lista de matérias que consideram prontas para serem votadas. É o caso, por
exemplo, do substitutivo ao projeto que reforça a punição aos crimes de lavagem de dinheiro. Quando,
porém, começar a sessão do plenário, às 14 horas, terão prioridade de votação duas medidas
provisórias (MPs) que abrem créditos extraordinários para diversos órgãos do governo e estão trancando
a pauta.

- Também na Câmara, a pauta de votações do plenário está trancada por medidas provisórias - cinco, no
total. As mais relevantes são a MP 413, que aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
devida pelos bancos e a 421, que reajusta o salário mínimo a partir de março. De hoje até o final da
manhã de amanhã (30), os deputados fazem pelo menos três sessões deliberativas para avançar na
pauta de votações.

- A definição de audiência pública com diretores da Usina Hidrelétrica de Itaipu para discussão da
polêmica entre Paraguai e Brasil em torno das tarifas de energia é o principal motivo da reunião que
fazem em Montevidéu (Uruguai), a partir das 9h30, senadores da Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE), no Edifício Mercosul. Os senadores debatem ainda propostas de adoção de políticas de
introdução de tecnologias de informação e comunicação, especialmente de internet por banda larga, em
todas as escolas públicas dos países do bloco econômico; de uma política ambiental do Mercosul para
enfrentar o aquecimento global na região; de criação do Fundo Ambiental do Mercosul; e de formação de
uma comissão especial para debater a controversa atividade da indústria remoldadora de pneus.

- O litígio da União Européia com o Brasil em torno da carne bovina brasileira é o principal tema do
encontro que terão, às 10 horas, 27 deputados do Parlamento Europeu com deputados e senadores
brasileiros das Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado. Os europeus ficarão no Brasil até 2
de maio para visitar fazendas de pecuária de corte e uma fazenda produtora de grãos. Eles querem
discutir também questões relacionadas à agroenergia.

- Uma discussão sobre o surto de dengue no Rio de Janeiro começa às 14 horas, na Comissão de
Seguridade Social e Família, na Câmara. Entre os convidados, o coordenador-geral do Programa
Nacional de Controle da Dengue da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde,
Giovanini Evelim Coelho, o infectologista do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas e
Representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), José Cerbino Neto, o secretário Municipal de
Saúde de Duque de Caxias (RJ), Oscar Berro, o superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria
de Estado da Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Victor Berbara.

- O vice-presidente José Alencar, os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal,
respectivamente deputado Arlindo Chinaglia, senador Garibaldi Alves e o ministro Gilmar Mendes foram
convidados a participar da 3ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, que será realizada
no auditório da TV Câmara, das 9h30 às 11h45. Palestrantes convidados: jornalistas Júlio César
Mesquita (O Estado), João Roberto Marinho (O Globo), Luís Frias (Folha) e Roberto Civita (Editora Abril).

- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é convidado da Comissão de Trabalho, na Câmara, para uma
audiência sobre a implementação de uma Agenda de Trabalho Decente no País, a partir das 14h30.
Outros convidados: a diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Laís Wendel Abramo, o
presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, e o procurador-geral do
Trabalho Otávio Brito Lopes, entre outros.

Quarta-feira

- Uma explanação sobre as políticas monetária, creditícia e cambial pelo presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, está programada para as 15h30 em uma audiência pública conjunta de cinco
comissões do Congresso. São duas comissões do Senado - a de Assuntos Econômicos (CAE) e a de
Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle -, duas comissões da Câmara - a de
Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e a de Fiscalização Financeira e Controle) - e a
Comissão Mista de Orçamento. Meirelles destacará o impacto e o custo fiscal das operações. A reunião
das comissões é periódica e tem como objetivo a prestação de contas do BC aos parlamentares.

- O secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, e técnicos da Receita estão convidados a uma
reunião com os deputados da Comissão de Finanças e Tributação para discutir, a partir das 9 horas, os
dados divulgados da arrecadação de tributos de competência da União referentes ao mês de março.

- Em reunião conjunta extraordinária, a partir das 10 horas, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional e a Comissão de Assuntos Econômicos, ambas do Senado, pretendem ouvir o secretário da
Receita, Jorge Rachid, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, e o chefe do Departamento do
Mercosul do Ministério das Relações Exteriores, Bruno de Risios Bath, entre outros, sobre o projeto de lei
da Câmara que institui o Regime de Tributação Unificada (RTU) na importação de mercadorias do
Paraguai.

Executivo

Segunda-feira

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em São Paulo, deve participar de cerimônias de início
de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Região Oeste - em Osasco -, às 10
horas, e nos municípios da Região do Alto Tietê - em Guarulhos -, às 15 horas.

- O relatório com as contas externas de março será divulgado pelo Banco Central (BC) às 10h30. O
documento apresenta os dados relativos às transações correntes, ao envio de lucros e dividendos e ao
Investimento Estrangeiro Direto (IED). Às 11h30, um dirigente do BC inicia entrevista coletiva para
comentar as informações.

- O Banco Central (BC) divulga, a partir das 8h30, os resultados da sondagem semanal conhecida como
Relatório Focus, que traz as projeções dos analistas do mercado para uma série de indicadores
econômicos. Há duas expectativas em relação aos resultados. A primeira é com o IPCA, neste momento
de alta dos preços dos alimentos e após a ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom), que elevou o juro básico em 0,50 ponto. A ata enfatiza que a persistência de eventuais
descompassos entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregada tende a aumentar o risco de
inflação. A outra expectativa é relativa ao juro, já que, nessas circunstâncias, segundo a ata, "a política
monetária deve atuar, por meio do ajuste da taxa básica de juros".

- De quem é a responsabilidade pelo surto de dengue no Rio e outros Estados? De quem é a
responsabilidade pela elaboração e divulgação do dossiê sobre gastos de Fernando Henrique Cardoso
com cartões corporativos? O que pensam os brasileiros sobre a CPI Mista dos Cartões Corporativos?
Quais são os favoritos para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Respostas a essas e
outras perguntas constam do resultado c que será divulgada às 10 horas, em Brasília, pela Confederação
Nacional do Transporte.

- Biocombustíveis, biodiversidade, desmatamento. São os assuntos que trouxeram ao Brasil o ministro
do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, que está em Brasília e vai também a Belém, Santarém
e São Paulo. Hoje, ao meio-dia, Gabriel e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dão entrevista
coletiva na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), na capital federal. Devem falar sobre os
preparativos para a 9ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-9), que será
realizada em Bonn (Alemanha), de 19 a 30 de maio. O Brasil preside a COP desde 2006. A partir de
maio, a presidência ficará com a Alemanha por dois anos.

- A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebe, das 11 horas às 13 horas, os 27
deputados do Parlamento Europeu que estão em visita ao Brasil e discute com eles a redução da
participação da União Européia nas exportações do agronegócio brasileiro, os biocombustíveis e a
sustentabilidade ambiental. A CNA afirma que é fundamental discutir com os europeus as barreiras
tarifárias e não-tarifárias que se tornaram obstáculos ao comércio entre Brasil e UE.

Terça-feira

- O Banco Central (BC) divulga, às 10h30, o relatório de crédito e spread bancário. Deste documento
constam os dados relativos ao comportamento do crédito e à evolução das taxas de juros registradas em
março. Após a divulgação, haverá entrevista coletiva no BC sobre os números.

- A presidenta do Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade), Elizabeth Farina, e o
procurador-geral da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Thomas Barnett,
dão entrevista coletiva, às 11 horas, no plenário do órgão.

- A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assina, às 11 horas, em sua sede, em Brasília, os
contratos com as empresas vencedoras do leilão de licenças da terceira geração (3G) da telefonia
celular, realizado em dezembro. A tecnologia 3G amplia a capacidade dos aparelhos celulares e permite
transmissão em alta velocidade de vídeos, fotos e músicas e banda larga sem fio. O leilão vendeu 44
licenças de atuação em todo o País, no valor total de R$ 5,3 bilhões. As principais vencedoras foram as
operadoras Vivo, TIM e Claro, que adquiriram licenças nacionais. Outras licenças foram compradas pela
Oi e Brasil Telecom, que estão em processo de fusão.

Quarta-feira

- O Banco Central (BC) divulga, às 10h30, o relatório de política fiscal, com o resultado do superávit
primário do setor público consolidado, que inclui o Tesouro Nacional, Banco Central, estatais e governos
regionais. O mesmo documento contém dados relativos à evolução do indicador entre a dívida líquida do
setor público e o Produto Interno Bruto (PIB). Às 11 horas, haverá entrevista coletiva no BC a respeito dos
dados do relatório.

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia de entrega
da primeira carteira de trabalho eletrônica - a chamada "CLT em Cartão". Ainda hoje, o presidente pode
viajar a Alagoas para participar, em Maceió, do 7º Fórum dos Governadores do Nordeste.

- Para tomar uma decisão sobre os rumos da greve iniciada em 18 de março pelos auditores fiscais, o
sindicato da categoria (Unafisco) promove assembléia nacional (reuniões em todos os Estados). A
paralisação começou quando o governo, alegando perdas de R$ 40 bilhões em arrecadação por causa
da extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), decidiu renegociar o
Plano de Cargos e Salários que tinha sido acertado com os auditores no ano passado.

Judiciário

Segunda-feira

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, será recebido em três audiências por ministros do Supremo
Tribunal Federal: às 15 horas, por Joaquim Barbosa; às 15h30, por Carlos Britto; e, às 20 horas, pelo
presidente do Supremo, Gilmar Mendes. (Beatriz Abreu e Equipe da Sucursal)


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CENÁRIO SEMANAL: RICA PAUTA COM FOMC IMPÕE CAUTELA E REQUER ESTUDO

CENÁRIO SEMANAL: RICA PAUTA COM FOMC IMPÕE CAUTELA E REQUER ESTUDO

São Paulo, 28 - Diz um provérbio árabe que há cinco degraus para se alcançar a sabedoria: calar, ouvir,
lembrar, sair e estudar. No mercado financeiro, é tempo de estudar. E os eventos previstos para a
semana, particularmente nos Estados Unidos, não serão poucos para os investidores se debruçarem nos
próximos dias. Não há como negar que a volatilidade diminuiu desde o início do mês, mas isso não
significa que os agentes estão confortáveis com a situação presente. Há muitas distorções nos mercados
globais ainda, a safra de balanços segue em andamento e muitas incertezas permeiam o horizonte.
Nesse contexto, entender bem as informações que sairão a partir de hoje pode ajudar muito.

Conforme observa o economista-chefe do Banco Votorantim, Leonardo Sapienza, o mercado está
"anestesiado", ainda digerindo as várias atuações do Federal Reserve. De acordo com o profissional,
houve uma melhora nas bolsas. O índice americano Dow Jones, por exemplo, acumula ganho de 5% no
mês. Mas o mercado ainda permanece pressionado, enfatiza, citando a taxa Libor (a taxa de juro do
mercado interbancário londrino, uma referência global para os juros de curto prazo) em relação aos Fed
Funds. No dia 31 de março, a taxa Libor em dólar de três meses estava em 2,6881%, passando para
2,9125% na última sexta-feira. O juro do Fed Funds está em 2,25%.

Isso mostra que grandes bancos estão precisando pagar mais para contrair empréstimo no mercado
internacional, que usa a Libor como parâmetro. Ou seja, o crédito continua mais difícil, com o clima ainda
conservador. Todo mundo anda temeroso. E pauta rica nos próximos dias não ampara uma atitude
diferente dessa. O evento mais aguardado é a decisão do Fed sobre o juro norte-americano na
quarta-feira.

A maioria dos analistas aguarda um recuo de 0,25 ponto porcentual nos atuais 2,25% ao ano, mas já
começam a aparecer notícias e rumores de que o afrouxamento monetário poderia terminar aí. No último
dia 24, Greg IP, escreveu no The Wall Street Journal que o Fed deverá interromper o ciclo de corte das
taxas de juro norte-americanas após a reunião. O colunista é conhecido por normalmente ter informações
sobre as decisões do governo. Nesse sentido, ganha ainda mais importância o comunicado que sairá
com a decisão e pode sinalizar alguma direção sobre isso. Vale notar que desde março o juro real nos
EUA é negativo.

Na agenda de indicadores, o relatório do mercado de trabalho dos EUA em abril é um dos grandes
destaques. O comportamento da folha de pagamento naquele país ainda é um dos principais
termômetros considerados pelo Fed para medir o ritmo da economia, que, em março, registrou o
encolhimento de 80 mil vagas - o maior declínio em cinco anos. A taxa de desemprego ficou em 5,1%, no
maior nível desde setembro de 2005. A partir desses dados, muitos analistas consideraram que a
economia norte-americana deve estar em recessão branda, ou "rasa" na primeira metade deste ano. E
isso poderá ser avaliado ainda nesta semana.

Também na quarta-feira será conhecida a primeira estimativa sobre o desempenho do PIB dos EUA no
primeiro trimestre de 2008. No início do mês, o presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou que a
economia poderá se contrair no primeiro semestre deste ano, apontando pela primeira vez desde o início
da crise do crédito a perspectiva de uma recessão naquele país. "Parece provável que o produto interno
bruto real (PIB) não vá crescer muito, se for, no primeiro semestre do ano e pode até se contrair
levemente", disse, na ocasião, em comentários preparados para o Comitê Econômico Conjunto do
Congresso.

No mesmo discurso, Bernanke afirmou que as preocupações com o emprego e a renda, junto com o
declínio no valor das residências e com as condições de crédito apertadas, causaram uma
desaceleração considerável nos gastos dos consumidores e que os gastos das empresas também
diminuíram.

Vale considerar outras divulgações, como a confiança do consumidor de abril, os números de março de
gasto e renda pessoal, os dados de abril do ISM sobre a atividade manufatureira. E há balanços
relevantes, como BP, Santander, Countrywide, Shell, GM, ExxonMobil, BG Group e Chevron.

O mercado já espera dados mais fracos. O que será avaliado é a intensidade dessa debilidade, para
que os investidores e analistas consigam tentar medir a profundidade e extensão da já esperada
recessão nos EUA. É mais ou menos como um trecho da música "The Stars Shine In The Sky Tonight" do
grupo norte-americano EEls: "It's not where you're coming from, It's where you're going to" (Não é de onde
você está vindo, é para onde você está indo).

No Brasil, a semana tem um dia a menos por causa do feriado do Dia do Trabalho na quinta-feira e
poucas divulgações relevantes, mas isso não significa menos cautela. Além do exterior, a inflação deve
manter os investidores de sobreaviso. Números mais salgados na semana passada elevam a atenção
dos agentes para os próximos dias, quando a pauta inclui o IGP-M de abril, no dia 29. Também não ajuda
a mudança na última ata do Copom do cenário de referência do Banco Central, projetando a inflação em
2008 e 2009 acima da meta de 4,5%. Isso dá suporte a mais preocupações sobre os preços e alimenta
expectativas de novas altas da taxa Selic.

E o analista de mercados emergentes na Arkhe DTVM, Luiz Felipe Brandão, chama a atenção para o
impacto futuro de juros elevados. De acordo com o profissional, isso sustenta o fluxo de capitais, segura
o dólar, ancora a economia e segura os preços. "Com ele, vem bom fluxo no balanço de pagamentos, é
possível recomprar dívida externa, fazer reservas. Isso fortalece o País. Mas, por outro lado, tem o ônus no
futuro, na dívida doméstica", observa. Além disso, o profissional chama a atenção para o fato de que
mesmo com o juro alto e o dólar segurando os preços no conjunto, há uma elevação nos índices de
inflação. "Imagina se o dólar estivesse mais descontrolado?", questiona.

Desse modo, convém conferir os números que virão nas notas do setor externo, política fiscal e política
monetária e operações de crédito que o Banco Central divulga nesta semana, além da balança comercial
de abril pelo Ministério do Desenvolvimento. Entre os resultados corporativos, os destaques são
Bradesco, Gol, Sadia, Lojas Renner e Oi. (Paula Laier)

O QUE ESTARÁ NO FOCO DOS MERCADOS

Bolsa
Safra de balanços, petróleo e cenário externo definem rumo nos negócios.

Câmbio
Rolagem de contratos futuros influencia cotações, com investidor atento a fluxo e comportamento global
do dólar.

Juros
Expectativa em torno de aumento de combustíveis divide atenção com IGP-M e Focus.

Petróleo
Dados de estoques, dólar e questões geopolíticas impõem volatilidade aos preços.


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Abertura de Mercado em 28.04.2008

FED E EXPECTATIVA COM GASOLINA DOMINAM SEMANA DO 1º DE MAIO

São Paulo, 28 - Dados do setor externo, hoje, e da política fiscal, quarta-feira, são os destaques da
agenda doméstica na semana mais curta do feriado de 1º de Maio, na quinta-feira. Já nos EUA, onde os
mercados operam normalmente no Dia do Trabalho, a agenda dos indicadores é bastante movimentada,
incluindo PIB, inflação do PCE, PAYROLL e ISM industrial. Mas o grande acontecimento dos mercados
globais é a reunião do FED, quarta-feira, e que poderá encerrar o ciclo de quedas do juro americano.



COMO FECHOU O MERCADO NA SEXTA-FEIRA

Após acompanhar durante parte da sessão a volatilidade das bolsas norte-americanas provocada pela
alta do petróleo e o dado decepcionante de confiança do consumidor de Michigan, a Bovespa firmou-se
em terreno positivo à tarde amparada por uma guinada das ações da Vale e da Petrobras. A
recuperação das principais blue chips do índice paulista coincidiu com a divulgação do fato relevante da
compra da Brasil Telecom pela Oi. O mercado reagiu à notícia com vendas dos papéis dessas duas
companhias de Telecom, à exceção das ações ON da BRT, que exibiram firme alta. O dólar chegou a
subir na abertura com a continuidade da recuperação externa, mas perdeu força e terminou perto das
mínimas com o fluxo cambial positivo. Os juros também devolveram a pressão inicial decorrente dos
elevados IPCA-15 e IPC-Fipe, que reforçaram o desconforto com a inflação, e fecharam praticamente de
lado.


BOLSA

Depois de uma sessão onde a volatilidade predominou, foi difícil prever o sinal do fechamento, o que
ocorreu na hora final da sessão. E isso apenas porque Vale e Petrobras saíram do ramerrame e
conduziram a Bovespa à alta após dois pregões em queda. Foi também na metade da tarde que
finalmente a Telemar publicou o fato relevante com as condições para a compra do controle da Brasil
Telecom.

A Bovespa encerrou em alta de 0,95%, aos 65.187,3 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.172 pontos
(-0,63%) à máxima de 65.253 pontos (+1,05%). No mês, a Bolsa acumula ganho de 6,92% e, no ano, de
2,04%. Na semana, a alta foi de apenas 0,40%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,260
bilhões.

O balanço ruim da Vale no primeiro trimestre pesou sobre as ações em boa parte da sessão e puxou a
Bovespa para baixo. Os papéis reagiram em queda ao recuo de 55,8% no lucro líquido até março. O
mercado previa 10,24% de baixa, e, por isso, vendeu papéis. Mas como a percepção é de que muitas
das variáveis que impactaram nos números sejam minimizadas nos próximos meses, caso da
desvalorização do dólar em relação ao real, as ações viraram. A empresa ainda contará com o início da
vigência dos reajustes firmados neste início de ano, entre 65% a 86%.

As ações subiram 1,20% as ON e 0,57% as PNA. Na semana, no entanto, os papéis caíram 0,31% e
0,38%, respectivamente. A alta dos metais no mercado externo acabou pesando favoravelmente para o
fechamento em elevação dos papéis. Como os investidores já embutiam nos preços a possibilidade de
queda do lucro, a retração verificada hoje foi um ajuste. "A queda foi muito maior do que os analistas
previam. Mas, mesmo assim, às vezes o mercado exagera e, por isso, o reajuste de hoje não durou
muito", comentou um profissional. "A queda do lucro ocorreu principalmente por causa do dólar, que
tende a ser menos volátil. Não foi operacional. E a empresa tem o reajuste do minério que começa a
vigorar agora", comentou o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders.

A empresa informou hoje que chegou no primeiro trimestre de 2008 à marca histórica de 303 milhões de
toneladas de minério de ferro produzidos no acumulado dos últimos 12 meses.

Petrobras também chegou a operar em queda hoje. Mas não teve como não sucumbir à alta externa do
petróleo, hoje de 2,12% para o contrato futuro de junho, para US$ 118,52. As ações ON subiram 0,98% e
as PN, 1,32%, mas, na semana, caíram 1,34% e 1,17%, nesta ordem.

Em entrevista pela manhã, o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa,
recusou-se a comentar sobre um possível aumento dos preços da gasolina e do diesel, assunto que vem
ocupando as mesas nas últimas sessões. No Uruguai, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse,
sobre o assunto, que o Brasil não costuma condicionar aumento dos combustíveis à mudança dos preços
internacionais. "Quando o preço (internacional) está baixo, em geral se mantém o preço (aqui). Quando o
preço (internacional) sobe, também se mantém. Essa é uma decisão da Petrobras", afirmou, rechaçando,
assim, uma provável alta dos combustíveis por causa dos recordes sucessivos do petróleo no mercado
externo.

Hoje, o petróleo subiu por conta das preocupações sobre as condições de oferta. Os investidores temem
que o fluxo do petróleo do Mar do Norte seja suspenso em conseqüência de uma greve prevista para o
final de semana na refinaria britânica da Ineos em Grangemouth. O mercado também acompanhou
informações de uma nova onda de violência e greves atingindo a produção de petróleo na Nigéria. pela
manhã, o mercado ainda repercutiu a notícia, divulgada pela cadeia Fox News, de que a segurança da
Marinha norte-americana a bordo de um navio comercial no Golfo Pérsico realizou disparos de alerta
contra dois barcos iranianos que se aproximavam rapidamente da embarcação. A Fox News descreveu o
barco como um cargueiro que faria entrega aos militares dos EUA no Kuwait.

Ainda no mercado de combustíveis, as ações da Cosan caíram 0,38% hoje. A Moody's colocou em
revisão para possível rebaixamento o rating Ba2 corporativo em moeda local da empresa, o rating Ba2
em moeda estrangeira das notas seniores sem garantia e o rating corporativo na escala nacional
brasileira A1.br. Ontem, a empresa anunciou a compra dos ativos da Esso no Brasil.

Agora, o negócio mais aguardado nos últimos tempos, a compra do controle da BrT pela Oi, foi
oficialmente anunciado hoje. A compra foi fechada por R$ 5,863 bilhões, o que significa R$ 72,3058 por
ação. Do total a ser pago, R$ 4,982 bilhões equivalem a fatia da Invitel. Outros R$ 881,107 milhões vão
para os demais vendedores. A aquisição envolve a futura transferência, de forma direta e indireta, para a
Telemar, de 81.092.986 ações ordinárias de emissão da BrT Participações representativas de 60,5% do
capital votante, e de 22,28% do capital total da BrT Part ("Ações BrT Part").

A compra da fatia da BrT Participações pela Telemar deve ser fechada 10 dias úteis após a aprovação,
pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No fato relevante, a empresa observa que está em
curso iniciativa do Ministério das Comunicações de um novo Plano Geral de Outorgas (PGO) que elimine
as restrições existentes hoje para fusões e operações de compra e venda entre concessionárias de
telefonia fixa. Após a conclusão das ofertas por ações, a Telemar fará uma reorganização societária nas
sociedades compradas, para simplificar a estrutura, unificando os acionistas da BrT Part e BrT na
Telemar.

Os papéis e os ADRs das empresas chegaram a ser suspensos temporariamente da sessão e, quando
retornaram, seguiram cada uma um sinal. BrTO ON chegou a subir 25%. BrTP PN liderou as perdas, com
-8,49%, BrTO PN (-4,49%), TNLP PN (-3,11%). Na outra ponta, BrTP ON (+6,76%) liderou os ganhos.

Segundo Sanders, o mercado acionário foi muito seletivo na maior parte do pregão, comprando algumas
ações defasadas, escolhendo muito. A falta de notícias de peso refletiu-se nesse comportamento,
enquanto Nova York, até virar no finalzinho da tarde, também influenciou. Nos EUA, a recuperação veio
com a recuperação do setor financeiro. A Nasdaq, no entanto, fechou em baixa influenciada pela
Microsoft. A empresa anunciou queda de 11% no lucro líquido no terceiro trimestre fiscal.

O Dow Jones subiu 0,33%, o S&P teve alta de 0,65% e o Nasdaq recuou 0,25%. Mais cedo, o
sentimento do consumidor da Universidade de Michigan divulgado hoje ajudou a sustentar em queda os
índices na maior parte do dia. O dado caiu para 62,6 em abril, o pior nível desde março de 1982.

Para a próxima semana, a agenda é carregada de indicadores, com destaque para a reunião do Federal
Reserve, na quarta-feira, o payroll, na sexta-feira, nos Estados Unidos, e também de balanços. A
volatilidade assim deve continuar. (Claudia Violante)

CÂMBIO

O dólar à vista acompanhou a alta externa da moeda apenas no início da sessão, porque o fluxo cambial
positivo provocou a inversão de sinal e a aceleração da queda à tarde. No fechamento, o pronto estava
na cotação mínima da roda da BM&F, a R$ 1,6655, em baixa de 0,32%. No balcão, a taxa recuou 0,18%,
para R$ 1,667. Na semana, as cotações acumularam perdas de 0,15% e 0,12%, respectivamente; no
mês, apuram -4,94% e -4,91%; e no ano, -6,29% e -6,08%, pela ordem. O giro financeiro total à vista
nesta sexta-feira aumentou 68%, para cerca de US$ 3,948 bilhões (US$ 3,747 bilhões em D+2).

No mercado viva-voz de dólar futuro, foram negociados cinco vencimentos, sendo que os três mais curtos
projetaram quedas e os dois mais longos, altas. O dólar maio08 indicou baixa de 0,15%, a R$ 1,668;
enquanto o dólar novembro08, alta de 0,41%, a R$ 1,754. O volume negociado somou cerca de US$
20,06 bilhões (399.725 contratos).

Segundo um operador, foram identificadas entradas de recursos destinadas a honrar compromissos de
investidores, que participaram de recentes IPOs de empresas brasileiras, e também de estrangeiros
interessados nas operações de arbitragem cambial.

"Houve ingresso de parte dos cerca de US$ 1,8 bilhão relativos a pelo menos três operações iniciais de
abertura de capital, da Gerdau, IP Marcas e Faculdades Anhangüera", estimou a fonte. De outro lado, os
elevados IPCA-15 e IPC-Fipe da terceira semana do mês, divulgados hoje, reforçaram as preocupações
dos investidores com a inflação doméstica. Isso deu fôlego à manutenção dos juros futuros em patamares
elevados, diante da percepção de que o atual ciclo de aperto monetário poderá ser mais forte e longo do
que se imaginava.

Essa perspectiva em meio à proximidade da reunião do Fomc, na próxima terça e quarta-feira, para a
qual parte do mercado espera mais um corte dos juros dos Fed Funds, encorajou players estrangeiros e
locais a reforçarem a demanda por arbitragens cambiais, que asseguram ganhos atraentes com o
diferencial de juros interno e externo. Essas operações também ajudaram a enfraquecer o pronto.

Em Nova York, os contratos futuros de juros de curto prazo fecharam em leve baixa nesta sexta-feira,
refletindo a continuidade da expectativa de que o Fed cortará o juro em 0,25 ponto porcentual na próxima
semana. Embora os dados sejam preliminares, o contrato de maio dos Fed Funds precificava cerca de
74% de chance de um corte na taxa, de 2,25% para 2%, na reunião de dois dias do Fed que termina na
quarta-feira. No fechamento de ontem, esta probabilidade era projetada em 82%.

O contrato de julho projetava cerca de 98% de chance de a taxa estar em 2% na reunião de 24 e 25 de
junho do Fed, abaixo dos 100% projetados ontem. Há apenas duas semanas, o contrato de julho
precificava em 100% uma taxa de 1,75%, probabilidade que o mercado parece descartar por ora, de
acordo com informações da agência Dow Jones.

Lá fora, o dólar prosseguiu em sua recuperação frente ao euro, embora tenha perdido força com a alta do
petróleo e o levantamento decepcionante sobre confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
Em Nova York, o petróleo para junho encerrou em alta de 2,12%, a US$ 118,52 o barril, pressionado
pelas tensões entre embarcações dos EUA e do Irã no Golfo Pérsico. O índice de Michigan, por sua vez,
caiu para 62,6, de 69,5 em março. Os economistas ouvidos pela Dow Jones previam um indicador de 63
em abril. A pesquisa mostrou ainda que nove em cada dez entrevistados acreditam que a economia
norte-americana esteja agora em recessão. Às 17h02, o euro caía 0,65%, a US$ 1,5590; e o dólar subia
0,24%, a 104,48 ienes.

Com o fluxo cambial favorável e possivelmente para conter a queda final do pronto, o BC teria reforçado a
compra de moeda no leilão realizado na última hora da sessão. Segundo operadores, a autoridade
monetária pode ter adquirido cerca de US$ 400 milhões. A taxa de corte ficou em R$ 1,668. Das cinco
ofertas (de cinco bancos) com taxas declaradas, que iam da mínima de R$ 1,6669 à máxima de R$
1,670, o BC aceitou apenas uma proposta, de um banco, informou uma fonte. Doze instituições não
informaram suas ofertas na operação.

Já o leilão de rolagem do próximo vencimento de US$ 1,8 bilhão em contratos de swap cambial reverso,
em 2 de maio, realizado hoje, ficou dentro do esperado e, por isso, não influenciou diretamente os
negócios. Nessa operação, o BC rolou cerca de 99% do vencimento, com a venda de 37.200 contratos
de swap cambial reverso com quatro vencimentos. A oferta era de até 37.700 contratos. O valor
financeiro negociado somou US$ 1,781 bilhão. A liquidação financeira da operação será feita em 2 de
maio pela ptax de 30 de abril. Para o vencimento de 1/9/2008, foram vendidos 12.100 contratos a taxas
nominal/linear de 3,0302%; do vencimento de 1/12/2008, foram negociados 10 mil contratos a taxas de
3,2674%; para os 7.500 contratos vendidos de 1/4/2010, as taxas ficaram em 3,7207%; e para o
vencimento de 3/1/2011, as taxas foram de 3,9606%.

Na próxima semana, um importante evento do mercado cambial será a rolagem de contratos de dólar
futuro na BM&F, uma vez que o contrato de maio08 será liquidado em 2/5 pela ptax de 30 de abril.

No calendário externo, o evento mais relevante é a reunião do Fomc, na terça e quarta-feira. Além disso,
nos EUA serão divulgados vários indicadores econômicos de peso, como a primeira prévia do PIB do
primeiro trimestre, o relatório mensal do mercado de mão-de-obra - incluindo o payroll, número de novas
vagas -, os gastos com construção e as encomendas à indústria. (Silvana Rocha)

JUROS

Após uma semana de emoções fortes, o mercado de juros perdeu fôlego nesta tarde e operou com uma
variação muito baixa nas taxas dos principais contratos. A sessão foi marcada também pela redução no
volume negociado em relação aos últimos dias. Os DIs fecharam em direções divergentes, mas não
distantes dos patamares anteriores. O vencimento de janeiro de 2009 (179.094 contratos) passou a
última hora do pregão com a taxa de 12,70%, para encerrar em 12,71%, de 12,68% ontem. O DI janeiro
de 2010 (168.800 contratos) passou o dia em alta, mas terminou estável em 13,67%. "Após tanta
volatilidade na semana, o mercado cansou um pouco e à tarde parecia estar só esperando o final de
semana", disse um operador.

Pela manhã, os índices de inflação divulgados garantiram alguma movimentação para os DIs. Tanto o
IPC-Fipe da terceira quadrissemana de abril quanto o IPCA-15 deste mês aceleraram em relação às
respectivas apurações anteriores e tiveram os preços de alimentos como destaques de alta. O IPCA-15
subiu de 0,23% em março para 0,59% em abril e superou a mediana das previsões (0,56%), mas ficou
dentro do intervalo (0,50% a 0,62%). Já o IPC-Fipe avançou de 0,43% para 0,49% entre a segunda e a
terceira quadrissemana do mês. O índice ficou próximo ao teto das estimativas, que iam de 0,44% a
0,50%, e também superou a mediana (0,46%). No caso da Fipe, os preços de alimentos avançaram de
0,56% para 0,67%, e no âmbito do IPCA-15, dispararam de 0,40% para 1,28%, contribuindo com 0,28
ponto porcentual para a taxa de 0,59%. Em ambos os índices, os núcleos mostraram elevação.

A Fipe acabou revisando para cima a estimativa para o índice fechado de 0,47% para 0,51%, enquanto
alguns especialistas acreditam que o IPCA fechado de abril deverá ser mais moderado, graças a um
possível alívio nas tarifas de energia elétrica após a redução anunciada pela Aneel em Belo Horizonte,
como salientou o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.

De todo modo, os dados sustentaram as incertezas sobre a inflação após a ata do Copom ter mostrado
que o Banco Central já trabalha com projeções de IPCA acima das metas, sem considerar explicitamente
um possível aumento nos preços da gasolina. Enquanto isso, o petróleo continua subindo em Nova York.
O barril para junho avançou 2,12% para US$ 118,52, em reação à notícia de que a segurança da Marinha
norte-americana a bordo de um navio comercial no Golfo Pérsico realizou disparos de alerta contra dois
barcos iranianos que se aproximavam rapidamente da embarcação. Também pesou a perspectiva de
problemas na produção do Mar do Norte.

A expectativa em relação a um eventual aumento nos preços dos combustíveis continua motivando os
players a desistirem de suas posições vendidas em juros. O diretor de Abastecimento e Refino da
Petrobras, Paulo Roberto Costa, recusou-se a fazer qualquer comentário sobre o tema durante entrevista
coletiva realizada hoje. Ontem, o presidente Lula se reuniu com o presidente da estatal, José Sergio
Gabrielli, mas a Secretaria de Imprensa da Presidência garantiu que os dois não trataram do assunto. No
final do dia, o presidente Lula disse não saber se o preço da gasolina vai aumentar, mas lembrou que o
último reajuste foi em 2005, que o preço passou de cerca de US$ 30 para perto de US$ 120 e que há
defasagem, mas é necessário avaliar qual será a implicação sobre a inflação.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o Brasil não costuma condicionar aumento dos
combustíveis a mudança dos preços internacionais. "Quando o preço (internacional) está baixo, em geral
se mantém o preço (aqui). Quando o preço (internacional) sobe, também se mantém. Essa é uma
decisão da Petrobras", afirmou ele, respondendo à pergunta da AE sobre possível reajuste dos
combustíveis no Brasil.

No mercado, o reajuste nos combustíveis não é consenso, com alguns profissionais apostando que
haverá e outros acreditando que os preços ficarão estáveis até o final do ano, como é o caso do
economista da Tendências Juan Jensen. Segundo ele, a defasagem hoje no preço gasolina em relação
ao mercado internacional é de 30%. "É uma defasagem importante, mas já houve defasagem maior do
que a de agora e o governo não fez reajuste", afirmou ele em entrevista ao Broadcast Ao Vivo. Em 2006,
de acordo com Jensen, a defasagem chegou a 50%.

A próxima semana será mais curta por causa do feriado do Dia do Trabalho, na quinta-feira, e a agenda
de eventos e indicadores domésticos interessantes ao segmento de juros é igualmente restrita. No
entanto, nos EUA, a decisão do Fomc sobre os juros na quarta-feira deverá mobilizar todos os mercados.
No âmbito local, os destaques serão a pesquisa Focus, na segunda-feira, que pode trazer alterações nas
medianas de expectativas para a inflação após a divulgação da ata do Copom e do IPCA-15; e o IGP-M
de abril, que sai na terça-feira.(Denise Abarca)



Agenda
28/04/2008 - Segunda-feira



Focus, c/c, IED e dados da CNI são destaque



A semana começa com a agenda mais concentrada no mercado doméstico. Saem a pesquisa semanal Focus,
a balança comercial da quarta semana de abril, a nota do setor externo, a sondagem industrial do primeiro
trimestre da CNI e a pesquisa da CNT/Sensus. Além disso, o Bradesco comenta o resultado do primeiro
trimestre.
Nos EUA, o Fed de Dallas divulga a produção industrial de abril e o Fed de Chicago anuncia o dado da
atividade industrial do Meio Oeste de março. Confira os eventos político-econômicos previstos para esta
segunda-feira, 28 de abril:

BC DIVULGA ÀS 8H30 PESQUISA FOCUS - Às 8h30, o Banco Central divulga a pesquisa semanal Focus,
contendo previsões do mercado para os principais indicadores econômicos e financeiros. Na pesquisa anterior,
as projeções subiram de 4,66% para 4,71% para o IPCA 2008 e caíram de 4,70% para 4,60% para o PIB de
2008.

BC DIVULGA CONTA CORRENTE E IED DE MARÇO ÀS 10H30 - O Banco Central divulga às 10h30 a nota do
setor externo de março. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculam de déficit de US$ 4,2 bilhões a US$
2,5 bilhões, com mediana de US$ 3,1 bilhões, para a conta corrente, e entrada de US$ 2,3 bilhões a US$ 3,2
bilhões, com mediana de US$ 3 bilhões, para o IED.

BALANÇA: SAI ÀS 11H O RESULTADO DA 4ª SEMANA - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC) divulga, às 11 horas, o resultado da balança comercial referente à quarta semana de abril.

CNI DIVULGA ÀS 11H SONDAGEM INDUSTRIAL DO TRIMESTRE - A Confederação Nacional da Indústria (CNI)
divulga às 11 horas, em Brasília, a Sondagem Industrial do primeiro trimestre deste ano. A pesquisa mostra a
expectativa do setor industrial para os próximos seis meses, avalia o trimestre anterior e os principais
problemas apontados pelos empresários. O gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e
Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, dará entrevista.

CNT DIVULGA PESQUISA SENSUS ÀS 10H - A Confederação Nacional do Transporte divulga às 10 horas, os
resultados da 92ª Pesquisa CNT/Sensus. A pesquisa desta vez trará a opinião dos brasileiros sobre a atuação
da CPI do Congresso Nacional, que investiga o uso indevido de cartões corporativos por integrantes do
governo federal. A pesquisa pretende mostrar também, na opinião dos entrevistados, de quem é a
responsabilidade pela elaboração de suposto dossiê sobre gastos pessoais do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso e pelo surto da dengue em alguns Estados. A pesquisa avalia ainda a preferência dos
eleitores para a sucessão do presidente Lula em 2010.

BRADESCO COMENTA BALANÇO EM TELECONFERÊNCIA ÀS 11H - O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano,
comenta às 11 horas, em teleconferência com jornalistas o resultado do banco no primeiro trimestre do ano.
O banco anunciou esta manhã lucro líquido consolidado de R$ R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre,
crescimento de 23,3% sobre o mesmo período de 2007. O valor é recorde para o
primeiro trimestre. De acordo com o banco, 65% do lucro foi gerado com as atividades financeiras e os 35%
restantes pelas atividades de seguros, previdência e capitalização. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido
médio ficou em 32%. Também hoje saem os balanços da Daycoval, Klabin e Tegma.

OI DETALHA ÀS 9H30 COMPRA DO CONTROLE DA BRASIL TELECOM - A empresa promove teleconferência com
analistas às 9h30 para comentar a operação, na qual o grupo Oi irá gastar cerca de R$ 12 bilhões no total.
Os recursos englobam os R$ 5,8 bilhões pagos pelo controle direto e indireto da empresa, os cerca de R$ 3
bilhões destinados a oferta obrigatória de tag along aos minoritários ordinaristas da BrT e outros cerca de R$
3 bilhões com a oferta voluntária de ações preferenciais da companhia.

EUA: PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO FED DE DALLAS SAI ÀS 11H30 - O Fed de Dallas divulga às 11h30 o índice
de produção industrial de abril.

EUA: ATIVIDADE INDUSTRIAL DO FED DE CHICAGO ÀS 13H - O Fed de Chicago divulga às 13 horas o índice de
atividade industrial do Meio-Oeste de março.

EUA: VISA DIVULGA BALANÇO - As processadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard, que divulgam
balanços na segunda e na terça, respectivamente, ainda não foram afetadas pela crise de crédito por não
emitirem cartões e não precisarem lidar com inadimplência.

EUA: TESOURO DETALHA LEILÃO DE T-BILLS - O Departamento do Tesouro anuncia os detalhes do leilão de
T-bills de 4 semanas a se realizar na terça-feira e leiloa US$ 20 bilhões em T-bills de 3 meses e US$ 20
bilhões em T-bills de 6 meses, devendo anunciar o resultado às 14h. Às 16h, o Tesouro divulga suas
necessidades de financiamento para o segundo trimestre.

MANTEGA NO STF ÀS 15H - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, será recebido em três audiências por
ministros do Supremo Tribunal Federal: às 15 horas, por Joaquim Barbosa; às 15h30, por Carlos Britto; e, às
20 horas, pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Antes desta última audiência, Mantega recebe, no
Ministério da Fazenda, dirigentes das centrais sindicais

DIRETOR DA CVM FAZ PALESTRA SOBRE SA - O diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Eli Loria, faz
palestra com o tema "Alterações na Lei das S.A. - Reflexos no Mercado de Capitais". Das 12h30 às 14h30, no
Rio.



VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 28 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta segunda-feira:

O Estado de S. Paulo
PF ENVOLVE MAIS UM DEPUTADO NO CASO BNDES
Tosto: 'Quero que investiguem logo'
PT de BH desafia partido e fecha aliança com Aécio
Centrais vão ao Congresso por jornada de 40 horas
Presidente afegão escapa de atentado do Taleban

Folha de São Paulo
BNDES QUER FUSÃO ENTRE LABORATÓRIOS NACIONAIS
Participação pública na saúde tem queda de 20% em 12 anos
Fome e preços dos alimentos assombram de novo a África

O Globo
PT DE MINAS DESAFIA DIREÇÃO E FECHA ACORDO COM AÉCIO
País envelhece e desafia a Previdência
Índios: CPI deve quebrar sigilo de ONGs

Jornal do Brasil
DENGUE PROVOVA PROTESTOS NO RIO
Defensores de bebidas fazem lobby
TV digital traz de volta a velha antena
Afegão escapa de atentado
Americano pede ajuda a Chávez

Gazeta Mercantil
FUNDOS PRESSIONAM PARA INFLUENCIAR GESTÃO
Indústrias vendem mais alimentos para angola
Caipirinha faz exportação de limão disparar
Mec descobre 3 milhões de fantasmas
Itaipu negocia tecnologia com a China
João Martinelli defende um Poupatempo empresarial
Inércia do Congresso contribui para os excessos do governo
Fed deve cortar juros nos Estados Unidos
Bancos lucram mais
Itavema entra em caminhões
Alkimar Moura
defende Fed
Petróleo fecha a us$ 118,52
Em Minas, PT quer sair com PSDB

Valor Econômico
SHARP VOLTA AO MERCADO BRASILEIRO COM A MITSUI
Construtoras recorrem aos bancos
Italianos e russos na disputa da FAB
'Supertele' quer crescer também no exterior
'Pools' movem a agricultura da Argentina
Varejistas apostam em lojas enxutas e vendas via Internet
HSBC amplia a rede e reforça atuação no mercado paulista
Valtra começará a vender colheitadeiras movidas a biodiesel, com garantia, a partir de 2009

Correio Braziliense
TRÂNSITO NO DF MATA OITO NO FIM DE SEMANA

Financial Times
CONTINENTAL AIRLINES CANCELA NEGOCIAÇÕES DE FUSÃO COM A UNITED

The New York Times
INDÚSTRIA DO EMPRÉSTIMO LUTA CONTRA NOVAS REGRAS PARA HIPOTECAS

The Wall Street Journal
MARS E BUFFETT SE ASSOCIAM EM PROPOSTA PELA WRIGLEY



COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA NA SEXTA-FEIRA

São Paulo, 28 - Os títulos da dívida externa brasileira fecharam em baixa na sexta-feira, mas o destaque
do dia foram os papéis da Argentina, que recuaram na esteira da renúncia do ministro da Economia,
Martin Losteau. Além disso, os bônus argentinos também sofreram o impacto de ação da agência de
classificação de risco Standard & Poor's, que rebaixou de estável para negativa a perspectiva para os
ratings soberanos argentinos.

De acordo com a S&P, "a perspectiva negativa deve-se ao fato de o governo argentino rejeitar políticas
que corrijam o superaquecimento econômico do país, algo que foi sinalizado pela renúncia do ministro da
Economia".

No final da tarde, o risco Argentina, medido pelo JPMorgan Chase, subia 6,55% para 602 pontos-base,
de 565 pontos-base no fechamento de quinta-feira. Já o risco Brasil recuava a 224 pontos-base, de 228
pontos-base no fechamento da quinta-feira o risco de emergentes Embi+ caía 261 pontos-base, de 265
pontos-base.

O Brasil40 fechou em queda de 0,25%, em 134,350 cents, de 134,700 no fechamento de ontem. Na
ICAP/Garban, o título recuou 0,48%, a 134,200 cents, de 134,850 cents na quinta-feira. (Patrícia
Fortunato)



COMO FECHOU O AFTER MARKET NA SEXTA-FEIRA

São Paulo, 28 - O after market da Bovespa movimentou R$ 38,958 milhões na sexta-feira passada, após
3.938 transações. Os papéis mais negociados foram: Petrobras PN (R$ 8.684.177,00), Vale PNA (R$
3.786.667,00), BM&F ON (R$ 3.237.179,00), Bovespa ON (R$ 2.821.985,00) e Bradesco PN (R$
1.878.853,00). (Equipe AE)



Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: 0,95
7 Dias: 0,99
30 Dias: 6,46
No Ano: 2,04
12 Meses: 32,85

Ibovespa: 65.187 pontos
Volume:
R$ 5.702.653 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa opera grande parte do dia com volatilidade, porém consegue fechar a semana em alta


25 de Abril de 2008 às 17:47 horas

As negociações na Bolsa de Valores de São Paulo operaram com volatilidade nesta sexta-feira, entretanto, conseguiram inverter o sinal e fechar em alta após dois pregões consecutivos em queda. No âmbito interno, os investidores acompanharam a divulgação de indicadores inflacionários, além da continuidade da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2008 e algumas notícias corporativas. Nos EUA, somente um indicador econômico foi apresentado e os investidores analisaram com atenção alguns resultados de empresas locais. Vale destacar que o presidente da maior economia do mundo, George W. Bush, no período da manhã, discursou sobre a situação econômica atual do país.

No cenário econômico doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) subiu para 0,59% em abril, 0,36 ponto percentual acima dos 0,23% registrado em março. O índice ficou dentro da expectativa do mercado.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, referente à terceira semana de abril, subiu 0,49%, ante elevação de 0,43% da medição anterior.

No plano corporativo, a temporada de balanços referente ao primeiro trimestre de 2008 continuou em foco. Ontem, após o encerramento do pregão, a Vale informou que registrou um lucro líquido de R$ 2,25 bilhões, um recuo de cerca de 55,8% sobre o montante de R$ 5,1 bilhões apresentado no mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado negativo, os papéis ON e PNA da mineradora brasileira fecharam os negócios com valorização de 1,20% e 0,57%, respectivamente.

A Perdigão também divulgou seu resultado para o 1ºTri. de 2008. No período em questão, a empresa apresentou um lucro líquido de R$ 51 milhões, valor aproximadamente 18,7% menor do que os R$ 62,7 milhões registrados em igual período de 2007. Perto das 17h, as ações ON figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa, com desvalorização de 1,82%.

Entre as notícias corporativas, o Grupo Gerdau anunciou na noite de ontem, os termos da oferta pública primária de ações ordinárias e preferenciais da Gerdau S.A. e da Metalúrgica Gerdau. A operação deverá movimentar cerca de R$ 4,4 bilhões. O preço por ação ordinária e preferencial da Gerdau S.A. é de R$ 60,30, enquanto que o das ações ON e PN da Gerdau Metalúrgica é de R$ 78,35. No fim dos negócios, os papéis PN da Gerdau apresentaram queda de 1,36%, enquanto as ações PN da Metalúrgica Gerdau operaram com desvalorização de 1,29%.

Após meses de espera, o acordo entre a operadora Oi (ex-Telemar) a Brasil Telecom (BrT) foi oficialmente fechado. A aquisição da BrT pela Oi irá custar R$ 5,86 bilhões, valor acima do esperado pela Oi em fevereiro. As ações ON da Brasil Telecom Participações lideraram as maiores altas do Ibovespa.

Nos EUA, as bolsas operaram com volatilidade. O único indicador econômico divulgado foi o índice que mede o sentimento do consumidor, que recuou para 62,6 no mês de abril, ante 69,5 em março, segundo a Universidade de Michigan.

Vale lembrar, que na manhã desta sexta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, fez um pronunciamento dizendo que o pacote de estímulo econômico, que gira em torno de US$ 152 bilhões e será utilizado para devoluções de impostos ao povo americano, a partir da próxima segunda-feira, irá contribuir para que o país deixe o cenário atual de desaceleração econômica.

Na Nymex, o barril de petróleo fechou o dia cotado a US$ 118,52, alta de 2,12%, em relação ao fechamento da quinta-feira. Esta elevação foi influenciada pela notícia de que a segurança da Marinha norte-americana, que estava a bordo de um navio comercial na região do Golfo Pérsico, efetuou dois disparos de alerta contra embarcações iranianas que se aproximavam do navio.

Resumo da Semana (22/04/2008 a 25/04/2008)

As negociações na Bolsa de Valores de São Paulo apresentaram um desempenho volátil nesta semana, ora operando no território negativo, ora no positivo. Internamente, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom e algumas notícias corporativas. Os investidores analisaram também os balanços de importantes empresas referente ao 1º Trimestre de 2008. Nos EUA, os investidores avaliaram importantes resultados corporativos e alguns indicadores econômicos. Mas o destaque da semana ficou com a elevação do preço do barril do petróleo.

No mercado doméstico, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), de até 22 de abril, subiu 0,81% ante um aumento de 0,76% da medição anterior. Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) também divulgado pela FGV, registrou uma queda de 7% em abril ante março. Vale ressaltar que no mês anterior, o índice subiu 3,5% ante fevereiro. Já o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que registrou uma inflação de 0,37% na segunda leitura do mês de março, uma queda em comparação à medição anterior, quando o indicador mostrou elevação de 0,78%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) apresentou inflação de 0,23% em março, ou seja, 0,41 ponto percentual abaixo dos 0,64% registrado em fevereiro. O índice ficou dentro da expectativa do mercado.

Na quinta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a ata de sua última reunião realizada nos dias 15 e 16 deste mês, enfatizando que as preocupações com a meta de inflação levaram o colegiado a aumentar a taxa básica de juro, e que este ajuste poderá diminuir o movimento inflacionário. O Banco Central decidiu por unanimidade aumentar a Selic em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano, sem viés, em sua última reunião.

Entre os resultados corporativos, a temporada de balanços começou a tomar fôlego no mercado. A Vale divulgou que obteve um lucro líquido de R$ 2,25 bilhões no 1º tri. de 2008, resultando em uma grande queda em comparação ao lucro obtido no mesmo período do ano anterior, cujo montante foi de R$ 5,10 bilhões.

A Brasil Telecom anunciou que obteve um lucro líquido de R$ 321,37 milhões no 1º tri. de 2008, um aumento de 50,17% em comparação ao resultado obtido no mesmo período de 2007.

A Brasil Telecom Participações anunciou um aumento de 46,18% no seu lucro líquido, cujo montante foi de R$ 248,31 milhões no 1º tri. de 2008, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Após quatro meses de negociação, a Telemar Participações, controladora da Oi anunciou a aquisição da Brasil Telecom, por R$ 5,86 bilhões. O acordo levará à reestruturação societária das duas empresas. As ações PN da Brasil Telecom e da Brasil Telecom Participações figuraram entre as maiores desvalorizações da semana, acumulando 3,10% e 11,71%, respectivamente.

A Natura divulgou que obteve um lucro líquido de R$ 78,96 milhões no 1º Trimestre de 2008, uma queda 1,72% em comparação ao montante de R$ 80,34 milhões apurados em igual período de 2007.

A Perdigão anunciou um recuo de 18,69% em seu lucro líquido, cujo montante foi de R$ 51,01 milhões no 1º tri. de 2008, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Entre as notícias corporativas, a Cosan, finalizou o contrato para a aquisição dos ativos na Esso Brasileira de Petróleo, por US$ 826 milhões. A aquisição inclui além dos 100% do capital social da Esso, os ativos de distribuição e comercialização de combustíveis, bem como de produção e comercialização de lubrificantes. A aquisição permitirá a Cosan atingir uma posição de liderança nos crescentes mercados de etanol e de distribuição de combustíveis no Brasil. Além disso, o diretor vice-presidente financeiro da Cosan, informou que o objetivo da aquisição será de garantir o acesso da empresa ao consumidor final.

Nos Estados Unidos, as bolsas operaram com volatilidade ao longo desta semana, com os investidores analisando os resultados referentes ao 1º tri. de 2008 de grandes empresas do país. A agenda econômica americana foi tranqüila, contando apenas com alguns indicadores.

O destaque da semana ficou com a elevação do preço do barril do petróleo, que chegou a ser negociado no início da semana perto dos US$ 120,00. Um dos motivos do encarecimento são as crises geopolíticas na Nigéria e as dúvidas sobre a oferta da commodity. Na sexta-feira, na Nymex, o barril do petróleo fechou cotado a US$ 118,52.

O Departamento de Energia do EUA informou que os níveis dos estoques de petróleo norte-americano, na semana encerrada em 18 de abril, subiram 2,4 milhões de barris para 316,1 milhões de barris, sendo que os investidores esperavam elevação de 1,1 milhões nos estoques.

O Departamento do Trabalho informou que o número de novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA feitos na semana que terminou em 19 de abril caíram 33 mil, para 342 mil solicitações. O mercado previa um aumento de 3 mil novos pedidos para 375 mil.


IBOVESPA

Maiores de HOJE

Altas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. ON

53,51

6,76

Banco do Brasil ON

26,60

5,05

NET PN

21,44

4,63

Klabin S.A. PN

6,84

4,42

Nossa Caixa ON

25,50

4,29

Tam S.A. PN

34,70

3,36

Sabesp ON

42,99

3,06

Natura ON

18,10

2,84

Lojas Americanas PN

11,95

2,75

Cesp PNB

27,60

2,64

Baixas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. PN

25,00

-8,49

Br.Telecom PN

20,00

-4,48

Telemar PN

41,80

-3,10

Eletropaulo PNB

36,21

-2,13

Eletrobras ON

24,50

-2,00

Perdigao ON

43,70

-1,81

Ultrapar PN

57,33

-1,57

Gerdau PN

61,80

-1,35

Gerdau Met. PN

80,35

-1,28

Tim Part. S.A. ON

7,56

-0,52

Maiores na SEMANA

Altas

Preço

(%)

Cesp PNB

27,60

12,65

Sadia S.A. PN

11,79

11,33

All Amer.Lat. Unit

20,42

8,72

Nossa Caixa ON

25,50

7,14

NET PN

21,44

5,82

Telemar N L PNA

92,03

5,79

Usiminas PNA

113,95

5,70

Braskem PNA

14,17

5,34

Klabin S.A. PN

6,84

5,22

Cemig PN

36,15

4,84

Baixas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. PN

25,00

-8,42

Pao de Acucar-CBD PN

35,85

-5,51

Ambev PN

122,76

-4,31

Telemar PN

41,80

-3,84

Unibanco Unit

22,02

-3,43

Ultrapar PN

57,33

-3,31

Gerdau Met. PN

80,35

-3,23

Natura ON

18,10

-3,21

Eletrobras ON

24,50

-3,16

B2W Varejo ON

52,90

-3,12

Maiores no ANO

Altas

Preço

(%)

Usiminas PNA

113,95

41,13

Sid. Nacional ON

71,05

38,43

Telemar N L PNA

92,03

36,47

Cosan ON

26,40

26,93

Comgas PNA

46,04

24,24

Telemar PN

41,80

22,99

CPFL Energia ON

39,45

22,03

Gerdau PN

61,80

19,59

Sadia S.A. PN

11,79

19,03

Br.Tel.Part. ON

53,51

18,93

Baixas

Preço

(%)

Gol PN

25,14

-42,55

Cesp PNB

27,60

-36,45

B2W Varejo ON

52,90

-25,34

Duratex PN

32,34

-24,85

Lojas Americanas PN

11,95

-22,93

Tam S.A. PN

34,70

-17,48

Light S.A. ON

23,28

-15,36

Cyre Com-CCP ON

10,35

-13,82

Embraer ON

17,35

-12,60

Banco do Brasil ON

26,60

-11,84

Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:10h

Obs: * Lote de Mil


Lafis

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Sábado, Abril 26, 2008

Gerdau aprova preço de emissão de ações preferenciais

Por: Bovespa
25/04/08 - 11h59
Bovespa

SÃO PAULO - A Gerdau enviou o seguinte comunicado ao mercado:

"Na RCA de 24/04/2008, foi aprovado o preco de emissao das acoes preferenciais objeto da Distribuicao Publica, o qual foi fixado em R$60,30/acao, apos a efetivacao dos pedidos de reserva e a apuracao do resultado da coleta de intencoes de investimento, sendo certo que a escolha do criterio de determinacao do preco por acao e justificada, pois nao promovera a diluicao injustificada dos atuais acionistas da Companhia; e, as acoes serao distribuidas por meio de distribuicao publica primaria, em que o valor de mercado das acoes a serem vendidas foi determinado com base na cotacao das acoes preferenciais da Companhia na Bolsa de Valores de Sao Paulo e na realizacao do Procedimento de Coleta de Intencoes de Investimento, o qual reflete o valor pelo qual os investidores institucionais apresentaram sua ordem de compra no contexto da Distribuicao Publica.

Aprovar o preco de emissao das acoes ordinarias objeto da Distribuicao Publica, que sera o mesmo preco atribuido as acoes preferenciais.

Aprovar o aumento de capital, dentro do limite do capital autorizado, no montante de R$2.653.200.000,00, com a emissao de 16.686.239 novas acoes ordinarias e 27.313.761 novas acoes preferenciais, passando o capital dos atuais R$7.810.452.785,28, representado por 231.607.008 acoes ON e por 435.986.041 acoes PN, para R$10.463.652.785,28, representado por 248.293.247 acoes ON e 463.299.802 PN, a fim de viabilizar a realizacao da Distribuicao Primaria.

Nota:
a integra da RCA de 24/04/2008 e o Anuncio de Inicio de Distribuicao Publica Primaria de Acoes Ordinarias e Acoes Preferenciais de Emissao da Empresa, podem ser consultados no site da BOVESPA (www.bovespa.com.br), no menu Empresas/Para Investidores/Empresas Listadas/em Informacoes Relevantes.

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Após semana tranqüila, agenda carregada nos EUA promete volatilidade

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
25/04/08 - 20h45
InfoMoney

SÃO PAULO - A semana foi relativamente tranqüila para a renda variável brasileira. "O Ibovespa está andando de lado", afirma Celso Yoshida, analista gráfico da corretora Solidez. "No curto prazo, estamos restritos a um processo de acumulação".

Já no médio prazo, Celso aponta alguns caminhos interessantes. "Se passar dos 65.689 pontos, o índice vai pegar força, podendo chegar próximo dos 70 mil". E do lado ruim? "Algo abaixo de 63 mil pontos; aí o índice pode perder o bom momento". Nessa encruzilhada, o analista da Solidez prefere o otimismo: "para mim, o mercado é de alta".

Pode até ser. No entanto, para confirmar a tendência favorável, as bolsas terão que sobreviver à próxima semana. Uma agenda peculiar, bastante carregada, concentra boa parte da ansiedade em relação aos dados da economia norte-americana.

"Nos EUA, tem primeira prévia do PIB, tem decisão sobre juros, tem núcleo do PCE, tem relatório de emprego". A analista da corretora SLW Kelly Trentin descreve uma extensa lista.

Tudo sobre os EUA
Em meio a tantas observações, qual é o evento mais importante na agenda? "Acho que o principal é o PIB do primeiro trimestre", avalia Kelly. Ela lembra que "todo mundo está curioso para saber a magnitude da desaceleração norte-americana".

A reunião do Federal Reserve também é relevante, sem dúvida. "Porém, o mercado sabe que não há mais muito espaço para reduzir juro". Já são 3 pontos percentuais a menos desde agosto de 2007; restam poucos graus de liberdade ao Banco Central norte-americano. E a inflação continua a incomodar.

"Em primeiro plano, vimos o Fed tentando conter a desaceleração econômica e socorrer os bancos. Contudo, nem por isso os preços deixaram de ser monitorados", explica a analista da SLW. Kelly pede "atenção ao núcleo do PCE, que mostra a inflação desacelerando na margem, mas ainda bastante alta".

Por fim, ênfase também ao relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano, programado para sexta-feira (2). "É um indicador crucial nesse momento, especialmente após duas quedas consecutivas nas vagas de emprego".

No que acreditar?
Celso Yoshida admite que uma agenda repleta de indicadores traz bastante volatilidade ao mercado. Mas, como analista gráfico, ele tem que acreditar no que os pontos estão dizendo. "E os pontos dizem que o Ibovespa tende a continuar andando de lado na próxima semana".

Kelly Trentin reconhece que o mercado parece ter deixado um pouco as preocupações frente à hipótese de recessão nos EUA. Mas, como fundamentalista, ela tem que acreditar no que a economia está dizendo. "A agenda da semana que vem traz toda a turbulência de volta".

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Confira a agenda do investidor para a última semana de abril

Confira a agenda do investidor para a última semana de abril

Por: Rafael de Souza Ribeiro
25/04/08 - 20h35
InfoMoney


SÃO PAULO - Dentro da agenda da última semana de abril, os investidores estarão atentos, sobretudo, à decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira (30). Além disso, o PIB (Produto Interno Bruto), a inflação medida pelo núcleo do PCE e o Relatório de Emprego dos EUA devem exercer forte influência sobre os mercados.

No cenário nacional, a ênfase fica para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de abril. Além disso, as Notas do Banco Central trarão informações relevantes sobre o desempenho econômico do País no mês de março.


> Segunda-feira (28/4)

- Brasil

8h30 - O Banco Central publica o relatório semanal Focus, que compila a opinião de instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

O BC também apresenta a Nota do Setor Externo de março, contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais computadas no período.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente ao mês de abril, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

- EUA

Não serão apresentados índices relevantes no país.


> Terça-feira (29/4)

- Brasil

8h00 - A FGV (Fundação Getulio Vargas) apresenta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do mês de abril, que é bastante utilizado pelo mercado, e mede a evolução geral de preços na economia.

O Banco Central publica a Nota de Política Monetária de março, que traz estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.

- EUA

11h00 - Será apresentado o Consumer Confidence referente ao mês de abril. O índice é responsável por medir a confiança dos consumidores norte-americanos.

Destaque para o primeiro dia da reunião do Federal Reserve, quando os membros do Banco Central dos EUA expõem suas opiniões sobre a conjuntura econômica doméstica.


> Quarta-feira (30/4)

- Brasil

8h00 - A FGV divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de abril, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.

O Banco Central apresenta a Nota de Política Fiscal referente ao mês de março, que revelará os gastos públicos realizados durante o período.

- EUA

9h15 - O ADP Employment, documento que descreve os dados referentes a novos postos de empregos criados no setor privado do país em abril, abre a agenda norte-americana.

9h30 - O Departamento de Comércio apresenta os dados preliminares do PIB e de seu deflator, ambos baseados no primeiro trimestre.

9h30 - Em complemento, o órgão divulga o Employment Cost Index referente ao primeiro trimestre, responsável por mensurar o custo da mão-de-obra. O indicador é muito utilizado pelo mercado como medida de inflação.

10h45 - Será publicado o Chicago PMI referente ao mês de abril, índice que mede o nível de atividade industrial na região.

11h30 - O relatório de Estoques de Petróleo é semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). Importante medida, já que o país é considerado o maior consumidor do combustível.

15h15 - E, finalmente, o Fed decidirá o novo patamar do juro básico norte-americano, atualmente em 2,25% ao ano.

- Japão

7h00 - O BoJ (Bank of Japan) divulga a decisão sobre a taxa básica de juro do país.


> Quinta-feira (1/5)

- Brasil

Será comemorado o feriado do Dia do Trabalho, e conseqüentemente, não haverá pregão na Bovespa.

- EUA

9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

9h30 - Ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de março, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, respectivamente.

9h30 - O mercado aguarda a inflação descrita no núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditures), também com base em março, que é considerada uma das medidas de preços preferidas pelo Fed.

11h00 - Será apresentado o ISM Index referente ao mês de abril, responsável pela mensuração do nível de atividade industrial no país.

11h00 - Encerrando a agenda do dia, o Departamento de Comércio apresenta o Construction Spending de março, que mede os gastos decorrentes da construção de imóveis.


> Sexta-feira (2/5)

- Brasil

Não serão apresentados índices relevantes no País.


- EUA

9h30 - Principal destaque para o Relatório de Emprego do mês de abril, composto por: taxa de desemprego, número de postos de trabalho, ganho por hora trabalhada e média de horas trabalhadas.

11h00 - A divulgação do Factory Orders referente ao mês de março encerra a agenda de indicadores no país. Esse índice mede o volume de pedidos, feitos à industria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis.


Como começa a semana subseqüente?

> Segunda-feira (5/5)

- Brasil

8h00 - A FGV publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à quarta quadrissemana de abril. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.

8h30 - O Banco Central publica o relatório semanal Focus, que compila a opinião de instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à primeira semana de maio, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

E o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos) apresenta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, feita mensalmente em 16 capitais brasileiras, na qual se avalia o valor do salário mínimo necessário para a manutenção de uma família, através do valor dos produtos que compõem a cesta básica.

- EUA

11h00 - Será publicado o ISM Services de abril, responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial.

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Vale: impressão negativa do lucro fica de lado

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
25/04/08 - 17h30
InfoMoney

SÃO PAULO - À primeira impressão, o resultado operacional da Vale (VALE5) no primeiro trimestre pode preocupar os investidores, por destacar um recuo de quase 56% no lucro líquido. Mas diferentemente desta visão, o balanço da mineradora gerou até elogios dos analistas, e ainda alimentou as apostas em relação aos próximos trimestres.

Os analistas da Brascan foram enfáticos ao anunciar que os ganhos do período foram impactados por eventos relacionados ao hedge de ativos em níquel, alumínio e cobre, que afetaram diretamente os números finais da companhia.

O nível de preços do níquel foi o ponto destacado pela Link para fundamentar o recuo no lucro, que em termos de dólar veio bem inferior aos 55,8% reportados em reais, evidenciando os impactos da valorização cambial sobre o balanço.

"Ressaltamos que em US GAAP o lucro líquido apresentou variação negativa de 25,1%, enquanto que o Ebitda - geração operacional de caixa - ajustado elevou-se 5,6%", salienta a corretora Socopa.

Receita baixa, mas surpresa com Ebitda e custos
Apesar da receita líquida baixa, a Link destacou para o fato de que a mineradora apresentou queda nos custos e conseqüentemente, maiores margens operacionais. "O grande ponto positivo foi o menor CPV (Custo dos Produtos Vendidos), mesmo com alguma desvalorização do dólar no período", completa a instituição.

Outra preocupação entre os investidores diz respeito ao grau de endividamento da empresa após a aquisição da Inco. E é aí que entra outro ponto favorável deste resultado para a Link, que considerou que a partir dos números deste trimestre, conseguimos ver uma estagnação da relação dívida líquida/Ebitda, mantendo-se em níveis "confortáveis".

Voltando ao recuo das receitas, a Brascan salientou que depois de dois trimestres seguidos de queda no volume comercializado, a atenção dos investidores deve se voltar à capacidade da empresa em retomar estes volumes e o comportamento da estrutura de custos, que já deu sinais de melhora neste balanço.

Reajustes entram na próxima
A despeito da impressão inicialmente negativa provocada pelos dados, as apostas para os próximos trimestres da companhia só crescem, e uma importante questão não pode ser deixada de lado: o reajuste do minério de ferro e pelotas.

Este ponto foi mencionado por todos os analistas consultados pela InfoMoney, e o investidor deve se atentar para o fato de que o expressivo avanço conseguido pela Vale nos contratos frente às siderúrgicas será evidenciado a partir dos resultados do segundo trimestre, fator que favorece as perspectivas em relação ao futuro dos papéis.

Além desta premissa, a Socopa buscou destacar que a demanda chinesa continua aquecida, respondendo por 16,7% da receita total da empresa.

"Para 2008 como um todo, esperamos um forte crescimento das receitas, por volta de 40%, com a implementação dos novos preços do minério de ferro e pelotas, mantendo um crescimento robusto para as receitas da empresa", complementa a Link.

Oportunidade de "entrada"
Entre tantos pontos destacados, a visão dos analistas de modo geral favorece a empresa. Em meio ao impacto do recuo no lucro líquido, os papéis da empresa tendem a sofrer um movimento de ajuste.

Caso esta expectativa se concretize de maneira mais branda, os analistas do Santander não interpretam como movimento negativo, mas como ótima oportunidade de "entrada".


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Terça-feira, Abril 22, 2008

COMMODITIES

Estoques baixos indicam que era das commodities baratas acabou para sempre

PAUL KRUGMAN
DO "NEW YORK TIMES"

NOVE ANOS atrás, a "Economist" publicou grande reportagem sobre o petróleo, que na época era vendido por US$ 10 o barril. A revista avisou que essa situação poderia não durar muito tempo. Sugeriu que, em lugar disso, o preço poderia cair para US$ 5.
De qualquer maneira, disse a revista, o mundo "está diante da perspectiva de petróleo em abundância e a preço baixo durante o futuro previsível".
Na semana passada, o preço do barril chegou a US$ 117. Não se trata só de dizer que o petróleo desmentiu a complacência de alguns anos atrás. Os preços dos alimentos também subiram, assim como os de metais básicos. E o aumento mundial nos preços dos commodities está trazendo de volta pergunta que não ouvíamos com freqüência desde os anos 1970: as reservas limitadas de recursos naturais vão representar um obstáculo ao crescimento econômico futuro do mundo?
A resposta que se dá a essa pergunta depende em grande medida do que se acredita que esteja motivando a alta nos preços dos recursos. Há três pontos de vista distintos sobre isso.
O primeiro diz que a razão principal é a especulação: que os investidores, interessados em obter retornos altos num período de juros baixos, investiram pesado em futuros de commodities, gerando alta nos preços. Segundo essa visão, a bolha deve se romper em algum momento não distante.
A segunda explicação é que os preços crescentes dos recursos devem-se a questões fundamentais -especialmente à demanda dos chineses-, mas que, com o tempo, vamos perfurar mais poços, plantar mais hectares, e o aumento da oferta reduzirá os preços outra vez.
O terceiro ponto de vista reza que a era das commodities baratas acabou para sempre -que estão se esgotando o petróleo, a terra na qual ampliar a produção de alimentos e, de modo geral, as reservas exploráveis do planeta.
Minha opinião fica em algum lugar entre a segunda e a terceira explicações. Algumas pessoas inteligentes -entre as quais George Soros- pensam que vivemos uma bolha de commodities. A objeção que faço a esse argumento é: onde estão os estoques?
Normalmente, a especulação empurra os preços dos commodities para cima, motivando o armazenamento deles. Mas não se vêem sinais desse armazenamento: os estoques de alimentos e metais encontram-se em seus níveis historicamente mais baixos e os de petróleo estão apenas normais.
O melhor argumento em defesa da segunda explicação, a de que o arrocho dos commodities é real, mas temporário, está na semelhança entre o que estamos vendo hoje e a crise dos recursos vivida nos anos 1970.
O que os americanos mais recordam sobre a década de 1970 são a alta dos preços do petróleo e as filas nos postos de combustíveis. Mas também houve grave crise global de alimentos, que provocou dor nas filas dos caixas dos supermercados e ajudou a causar períodos devastadores de fome generalizada em países mais pobres.
Olhando em retrospectiva, o boom de commodities de 1972-75 foi provavelmente fruto do rápido crescimento mundial, que superou a oferta, aliado aos efeitos de problemas climáticos e do conflito do Oriente Médio. O período difícil chegou ao fim, novas extensões de terra começaram a ser cultivadas, fontes de petróleo foram encontradas no golfo do México e no mar do Norte, e os recursos voltaram a custar pouco.
Desta vez, porém, pode ser diferente. As preocupações sobre o que acontece quando uma economia global em constante crescimento se choca com os limites de um planeta finito soam mais próximas da verdade hoje do que nos anos 1970.
Para começar, não prevejo que o crescimento da China vá diminuir no futuro próximo. É um contraste grande com o que aconteceu nos anos 1970, quando o crescimento no Japão e na Europa, os emergentes da época, diminuiu, aliviando a pressão sobre os recursos.
Enquanto isso, está se tornando mais difícil encontrar recursos. As grandes descobertas petrolíferas, em especial, passaram a ser poucas e raras.
E o mau tempo que prejudica a produção agrícola desta vez está começando a configurar-se como algo mais fundamental e permanente que o El Niño e La Niña, que prejudicaram as plantações 35 anos atrás. A Austrália passa pelo décimo ano de estiagem que, cada vez mais, parece constituir-se numa manifestação de mudanças climáticas de longo prazo.
Suponhamos que estejamos de fato topando com os limites do planeta. O que isso significa?
Mesmo que se verifique que de fato chegamos ao pico da produção petrolífera mundial, ou quase, isso não quer dizer que um dia digamos "oh, meu Deus! O petróleo acaba de se esgotar!" e assistamos à civilização desabar em anarquia ao estilo "Mad Max".
Mas os países ricos vão enfrentar a pressão constante da alta dos preços das commodities sobre suas economias, dificultando a elevação de seu padrão de vida. E alguns países pobres passarão a viver perigosamente perto do abismo -ou cairão nele.
Não olhe agora, mas é possível que os bons tempos tenham ficado para trás.

PAUL KRUGMAN , economista, é colunista do "New York Times" e professor na Universidade Princeton (EUA).

Tradução de CLARA ALLAIN

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Siderúrgicas: Citi sugere compra com base em bom cenário e fundamentos fortes

Por: Equipe InfoMoney
22/04/08 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - As boas perspectivas para o preço do aço levou o Citigroup a aumentar as estimativas de ganho para o setor siderúrgico doméstico. Com as novas projeções, o banco recomenda compra para os papéis de CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5).

A curto prazo, as previsões de lucro são positivas, já que o preço do aço está avançando mais do que os custos dos insumos. No longo prazo, além dos fundamentos manterem-se fortes, a continuidade do crescimento da demanda doméstica indica cenário favorável.

Conforme análise do Citi, os múltiplos das empresas não apresentam grande desconto frente a outras companhias do setor, porém o potencial de valorização recai sobre vantagens como o aquecimento da demanda doméstica e minério de ferro garantido.

Empresas
Frente ao cenário favorável, os analistas reiteraram a recomendação de compra das ações da Usiminas, que agora ocupa a posição de top pick do banco. A revisão também atingiu o preço-alvo, que aumentou para R$ 148.

Levando em consideração as perspectivas otimistas para o aço e o minério de ferro, o Citi elevou a recomendação para as ações da CSN de manutenção para compra, com um avanço no preço-alvo, que alcançou R$ 92.

Por fim, o banco também sugeriu a compra dos papéis da Gerdau, aumentando o preço- alvo para R$ 78.

Riscos
Entre as ameaças ao mercado de aço global, o banco listou três principais: o enfraquecimento da demanda devido à sazonalidade, a destruição da demanda devido ao aumento excessivo dos preços e o avanço da intervenção do governo nos preços.

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Proventos: conheça as ações mais recomendadas nesse critério em abril

Por: Gabriel Ignatti Casonato
22/04/08 - 20h30
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações da AES Tietê e da Transmissão Paulista receberam o maior número de recomendações nas carteiras de dividendos dos analistas para o mês de abril, segundo levantamento realizado pela InfoMoney, que incluiu cinco portfólios sugeridos por corretoras.

As cinco carteiras recomendadas de pagadoras de proventos selecionadas são de: Fator, HSBC, Itaú, Senso e Unibanco.

Pontos fortes das mais recomendadas
Destas cinco instituições, quatro listaram os papéis da AES Tietê e da Transmissão Paulista em suas sugestões. Representando o setor elétrico, tradicionalmente conhecido por pagar bons dividendos, as companhias recebem elogios dos analistas quando o assunto é proventos.

No caso da AES Tietê, os analistas apontam o fato de a companhia ser uma boa geradora de caixa e sua elevada projeção de dividend yield. Para este ano, a corretora Fator estima que a empresa distribuirá cerca de R$ 600 milhões, o que equivale a um significativo dividend yield de quase 11%.

A Transmissão Paulista também recebe elogios. Segundo o Citigroup, a companhia apresenta fatores como a reestruturação operacional e o potencial de alavancagem, que representam incentivos aos dividendos. O UBS considera a empresa uma das mais atrativas do setor em termos de proventos.

Segundo lugar dividido
Com três recomendações, aparecem os ativos de duas empresas, também do setor elétrico. As ações preferenciais classe B da Eletropaulo e as preferenciais da Telesp figuram empatadas em segundo lugar.

Os papéis possuem em comum o fato de contarem com uma satisfatória liquidez e boas taxas de distribuição de proventos, além de estarem consolidados em termos de nível de atividade.

Avaliações
A boa política de distribuição de lucros da Eletropaulo merece destaque. Os analistas do Credit Suisse lembram que os papéis da elétrica, assim como a AES Tietê, possuem um atrativo dividend yield, além de aparecerem como uma ótima alternativa defensiva em momentos de turbulência.

Já no caso da Telesp, a visão positiva em relação à distribuição de proventos aparece como o principal elemento motivador das perspectivas otimistas à empresa, que deve marcar um dos maiores yields da bolsa nos próximos dois anos, segundo o Santander.

Confira a lista das mais recomendadas em dividendos:

Ação Recomendações
AES Tietê PN 4
Transmissão Paulista PN 4
Eletropaulo PNB 3
Telesp PN 3
Bradesco PN 2
Cemig PN 2
Terna units 2

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Sábado, Abril 12, 2008

Para analistas do Santander e JPMorgan, papéis da Vale estão subvalorizados

Por: Nathália A. Terra Pereira
11/04/08 - 20h45
InfoMoney

SÃO PAULO - A Vale (VALE5) continua arrancando elogios por parte dos analistas, que apostam em uma recuperação dos ativos da mineradora brasileira, tendo em vista sua baixa cotação frente às perspectivas favoráveis e os bons fundamentos da companhia. Esta é a visão da equipe do JPMorgan, compartilhada pelos analistas do Santander.

A começar pelo fracasso das negociações pela Xstrata, fator que, na leitura do JPMorgan, é positivo às ações da companhia, uma vez que as isenta das tensões dos investidores em torno da possível transação, como uma supervalorização na compra da mineradora anglo-suíça e a obtenção de dívidas muito elevadas.

A desistência da Vale pela empresa, na opinião do JPMorgan, demonstra um management disciplinado mas, ao mesmo tempo, atento à maior concorrência no mercado internacional. Contudo, contrariando estimativas, os papéis da Vale não obtiveram um movimento de recuperação consistente após o malogro das negociações pela Xstrata.

Para o JPMorgan, isto se deve à rapidez com que rumores de novas aquisições surgiram na mídia, envolvendo a Vale a nomes como os da Freeport, Alcoa e Norsk Hydro. Embora reconheça que a agressiva estratégia de aquisições seja parte fundamental do expressivo crescimento reportado pela Vale nos últimos anos, o banco de investimentos acredita que os sólidos fundamentos da companhia deverão guiar a recuperação de seus papéis no mercado.

Perspectivas sólidas de crescimento
Leitura similar é adotada pelos analistas do Santander. Segundo a equipe do banco, a congestão dos papéis da Vale nos últimos meses sinaliza que o mercado ainda não precificou o reajuste, bem acima do esperado, aplicado pela mineradora brasileira em produtos como o minério de ferro e pelotas de alto forno, o que traz a expectativa de valorização dos ativos em breve.

O
otimismo se estende às perspectivas de desempenho da companhia nos próximos anos. O Santander elevou suas projeções para o Ebitda - geração operacional de caixa - da Vale neste ano de US$ 21,2 bilhões para US$ 25,6 bilhões, o que, frente ao desempenho de 2007, configura um crescimento de 52%.

Boa parte de tais números tão expressivos deve se dar por conta do segmento de minério de ferro. De acordo com as projeções do JPMorgan, os ganhos com tal setor devem subir de US$ 14 bilhões apresentados no ano passado pela Vale para US$ 25 bilhões neste ano, impulsionados pelo aumento no volume e no preço.

Papéis têm expressivos upsides
Com perspectivas tão otimistas, o fraco desempenho dos ativos da Vale não encontra uma explicação razoável, na leitura exposta pelos analistas do JPMorgan e do Santander. "O preço atual dos papéis da Vale não reflete os excelentes fundamentos da companhia", afirma o Santander em sua visão otimista acerca da mineradora.

Os analistas do banco elevaram seu preço-alvo aos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale ao final deste ano de US$ 37,00 para US$ 48,00, o que, frente à cotação de fechamento dos papéis na última quinta-feira, representa um potencial de valorização de 34,98%. A recomendação de compra foi reforçada.

Por sua vez, a equipe do JPMorgan elevou sua sugestão aos ADRs da brasileira de "neutra" para "overweight" - desempenho acima da média do mercado - , além de reiterarem sua visão de que os ativos devam encerrar este ano cotados a US$ 46,10, o que configura um upside de 29,64% em relação ao último pregão.


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Quinta-feira, Abril 10, 2008

Abertura de Mercado em 10/04/2008

ABERTURA:AVERSÃO AO RISCO AUMENTA EM DIA DE DECISÃO DE BCS EUROPEUS

São Paulo, 10 - A expectativa de que o Banco Central Europeu deve reiterar seu discurso conservador,
mesmo com a manutenção da taxa de juro de referência da zona do euro em 4% na reunião de hoje,
como espera o mercado, e a escalada dos preços do petróleo impulsionam o euro para novo recorde de
alta perante o dólar. O euro foi até US$ 1,5915, mais cedo, mas reduzia a alta a 0,32% para US$ 1,5895,
às 7h22. Com a queda do dólar e ainda sob o efeito dos dados de ontem que mostraram surpreendente
declínio dos estoques da commodity bruta e de derivados, o petróleo Brent foi a novos picos. Os metais
industriais também sobem. Esse quadro, elevações de preços de alimentos e a previsão de números
fracos de vendas individuais de varejistas nos EUA colocam os futuros de NY no negativo e o mesmo
caminho se repete nas bolsas da Europa, onde algumas delas caem mais de 1%. A liquidação de três
fundos de investimentos pelo Lehman Brothers também acende o sinal vermelho.

BoE confirma expectativas de corte de juros - O Comitê de Política Monetária do BoE encerrou o seu
encontro com o anúncio de corte da taxa de juros básica de 0,25 ponto porcentual, para 5,00%. A
decisão confirma a expectativa majoritária dos investidores. Daqui a pouco, às 8h45, o Banco Central
Europeu anuncia a sua decisão sobre as taxas de juro na zona do euro, que deverá permanecer estável
em 4,00% uma vez que a inflação na região permanece em níveis recordes. A partir das 9h30 (de
Brasília), os participantes do mercado vão acompanhar atentamente a entrevista do presidente do BCE,
Jean-Claude Trichet, em busca de indicações sobre a direção futura da política monetária na região. Nos
EUA, serão divulgados os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego e o resultado da balança
comercial de fevereiro, às 9h30. Às 14h, o presidente do Fed, Ben Bernanke, vai falar sobre
"Estabilidade nas finanças globais" em um fórum em Richmond (Virginia). Estabilidade é tudo o que não
há hoje no mercado.

IPC-Fipe sobe para 0,38% na 1ª prévia de abril ante 0,31% em março - O índice acelerou ante o
encerramento de março (0,31%) e veio próximo ao teto das previsões dos analistas ouvidos pelo AE
Projeções, que variavam de 0,35% a 0,39%. A mediana era de 0,36%. Este foi mais um índice salgado
de inflação, que o mercado de juros deve somar à sua preocupação com o IPCA divulgado ontem, que
surpreendeu para cima e alimentou apostas de alta maior da Selic na semana que vem. Às 11 horas, o
coordenador do IPC-Fipe, Márcio Nakane, comenta os números do IPC-Fipe.

Senado aprova reajuste de benefícios e fim do fator previdenciário - O Senado aprovou ontem por
votação simbólica dois projetos de forte impacto nas contas da Previdência Social, que tem déficit
previsto de R$ 44 bilhões neste ano. Além de conceder reajuste aos aposentados com base na correção
do salário mínimo, beneficiando mais de 8 milhões de pessoas, os senadores extinguiram o fator
previdenciário, um mecanismo criado no governo Fernando Henrique Cardoso para estimular as pessoas
a adiar a aposentadoria. As propostas ainda precisam ser examinadas pela Câmara dos Deputados.
"Estamos aprovando uma reforma da Previdência", comemorou o senador Paulo Paim (PT-RS), autor
das duas propostas, apresentadas na forma de emendas ao projeto do governo que estabeleceu uma
política de reajustes do salário mínimo até 2011. Mesmo se manifestando contrário às mudanças, o líder
do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deu encaminhamento favorável aos projetos, na
expectativa, segundo disse, de que sejam corrigidos pelos deputados.

Meirelles participa às 20h de premiação da Agência Estado - O presidente do BC, Henrique Meirelles,
participa, às 20h, em São Paulo, da solenidade de premiação Destaque AE Projeções, promovida pela
Agência Estado no Hotel Renaissance. Na solenidade serão premiadas as instituições financeiras
consultadas pelo AE Projeções, que melhor conseguem antecipar o comportamento dos indicadores
econômicos, como inflação, câmbio e juros.

Mesquita participa, às 13h, de evento em SP - O diretor de Política Econômica do Banco Central do
Brasil, Mário Mesquita, participa de seminário que acontece a partir das 13 horas, em São Paulo, do
grupo francês Coface. O grupo apresenta seu rating de risco país no Brasil durante seminário. O rating da
Coface classifica os índices de vulnerabilidade financeira de 150 países e 15 setores econômicos de
todo o mundo.

Aneel faz reunião extraordinária sobre edital de Jirau - A Aneel faz reunião extraordinária, a partir das 14
horas, e define o preço-teto para a energia da usina hidrelétrica de Jirau, cujo leilão está previsto para 9
de maio. Ontem, o TCU aprovou os estudos de viabilidade técnica e econômica da hidrelétrica,
sugerindo uma redução de R$ 6,00 no preço-teto - de R$ 91,00 por MWh, definido inicialmente pelo
governo, para R$ 85 por MWh. Na reunião de hoje, a Aneel votará o edital com as regras da licitação.

Fecomercio-SP divulga índice de preços no varejo - A Federação do Comércio do Estado de São Paulo
(Fecomercio) divulga por e-mail o Índice de Preços no Varejo (IPV) referente ao mês de março.

Lehman, BCs, dólar e commodities afetam clima no exterior

Dólar não esgotou queda - O dólar ensaiou uma tentativa de recuperação, mas foi mais um vôo que não
decolou. A moeda caiu a nova mínima recorde ante o euro, que foi a US$ 1,5915 mais cedo. A moeda
européia reduzia a alta, mas pode voltar a testar outro nível de resistência de US$ 1,62.

Libra esterlina sustenta-se firme após BoE - A libra esterlina subia 0,19%, a US$ 1,9815, antes da
decisão do BC inglês e se fortaleceu após o corte de juros, para US$ 1,9820, com alta de 0,21%.

Petróleo segue firme - O contrato WTI para maio subia 0,73%, a US$ 111,70 por barril, na Nymex
eletrônica, após ter ido à máxima de US$ 112,20. Ontem, o contrato atingiu a cotação intraday recorde
de US$ 112,21 por barril. O Brent bateu o recorde de US$ 109,98 por barril, mas reduzia a alta a US$
109,30 (+0,89%). O estanho bateu novo recorde de US$ 20.950 por tonelada, refletindo queda dos
estoques e problemas na oferta. O cobre está próximo de romper a máxima histórica de US$ 8.820,00
por tonelada métrica, na LME.

Lehman liquida fundos - Após o estresse do mercado reduzir o valor dos ativos, o Lehman Brothers
liquidou três de seus fundos, segundo informações divulgadas ontem. O banco assumiu em seu balanço
patrimonial US$ 1 bilhão relacionado a essa liquidação e comprou um adicional de US$ 800 milhões de
ativos de outros fundos.

Européias e futuros de NY em queda - Às 8h03, a bolsa de Frankfurt recuava 1,38%, seguida por Paris
(-1,45%) e Londres (-0,89%). As quedas repercutiam a cautela antes da decisão sobre taxa de juros na
região, a disparada do petróleo e a informação sobre liquidação de fundos de investimentos do Lehman.

NY acompanha sinais negativos - Além dos fatores que pesam nas bolsas da Europa, a previsão de que
as varejistas trarão números apáticos de vendas em março, em razão do esfriamento econômico e do
clima frio durante o mês acrescenta razão adicional para vendas no pré-mercado de Nova York. Às 8h03,
o S&P 500 cedia 0,43% e o Nasdaq 100 futuro, 0,39%.

Asiáticas caem - O principal índice da Bolsa de Tóquio registrou sua terceira queda consecutiva, puxada
pelas vendas de ações dos setores imobiliário e eletrônico. O índice Nikkei 225 recuou 1,3%. Na China,
o Xangai Composto subiu 1,7%, inspirando-se nos resultados positivos da China Coal Energy e em
previsões positivas da Citic Securities.

IPCA ontem reforçou aposta de alta maior da Selic semana que vem

Juros futuros reforçaram precificação de um aumento de 0,50 pp na Selic - Isso porque o IPCA de março,
de 0,48%, superou o teto das previsões do mercado, de 0,40%. A inclinação de toda a curva de taxas
acentuou-se também por causa do sentimento negativo predominante no mercado externo. O DI janeiro
de 2009 (376.121 contratos) disparou a 12,46%, de 12,35% na véspera, e foi o mais negociado, seguido
pelo DI julho de 2008, com 353.276 contratos, que avançou de 11,58% para 11,62%. O DI janeiro de
2010 (307.900 contratos) terminou em 13,27%, de 13,15% no pregão anterior.

Dólar caiu pelo sétimo pregão seguido - Tal direcionamento sustentou expectativas de elevação do
diferencial de juros interno e externo, que atraíram investidores estrangeiros às arbitragens no mercado
de câmbio. Como o fluxo comercial também foi favorável, o dólar à vista teve a sétima queda consecutiva
e ampliou a perda ante o real no mês para 3,6%. No fechamento ontem, o pronto foi cotado a R$ 1,689
na roda da BM&F (-0,24%) e no balcão (-0,30%). O giro total à vista cresceu 60%, para cerca de US$
2,960 bilhões (US$ 2,8 bilhões em D+2).

Bovespa aprofundou realização de lucros - A Bolsa paulista valeu-se da queda dos índices acionários
europeus e norte-americanos, por causa do recorde do petróleo e de temores com resultados
corporativos desapontadores no primeiro semestre, para aprofundar um movimento de realização de
lucros, já ensaiado timidamente na segunda-feira. O Ibovespa caiu 1,65%, aos 63.476,9 pontos. O
volume financeiro totalizou R$ 4,861 bilhões. No Estados Unidos, o índice Dow Jones cedeu 0,39% e
fechou com 12.527,26 pontos. O Nasdaq recuou 1,13%, a 2.322,12 pontos. O S&P-500 caiu 0,81%, para
1.354,49 pontos.
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Terça-feira, Abril 08, 2008

Fechamento de Mercado em 07/04/2008

CONTINGENCIAMENTO MAIOR DEVE AGRADAR E VOLTA A MEXER COM DI

São Paulo, 8 - A BOVESPA até pode buscar o seu recorde hoje, porque isso está para acontecer a
qualquer momento. Mas o dia ainda é dos JUROS, e de toda polêmica e especulações e notícias que o
assunto produz. A última novidade está nas primeiras páginas e é de ontem à noite. Os mercados já
estavam fechados quando o Ministério do Planejamento informou que o governo decidiu contingenciar R$
19,4 bilhões do Orçamento de 2008, a mais conservadora das três propostas apresentadas pela equipe
econômica.
BOVESPA TEM ENTRADA DE CAPITAL EXTERNO DE R$ 833,596 MI EM 3/4

São Paulo, 8 - A Bovespa registrou a entrada de capital externo de R$ 833,596 milhões no dia 3 de abril.
No mês, o saldo está positivo em R$ 1,148 bilhão. Com isso, no acumulado do ano, o fluxo negativo caiu
para R$ 4,139 bilhões. (Fabiana Holtz)
FUTUROS/NY CAEM COM RESULTADO DA ALCOA (-1%) E ALERTA DA AMD (-3%)

Londres, 8 - Os futuros de Nova York abrem a terça-feira pressionados pelas sinalizações
desapontadoras deixadas pelo balanço da Alcoa e pelo alerta feito pela Advanced Micro Devices (AMD)
sobre a perspectiva de suas receitas. Às 7h12 (de Brasília), o futuro Nasdaq-100 caía 0,46% e o S&P
500 cedia 0,37%. As ações da Alcoa operaram em baixa de 1,1% em Frankfurt e as da AMD cederam
mais de 3%.

A Alcoa anunciou ontem queda superior à estimada em seu lucro do primeiro trimestre, prejudicado pela
elevação nos custos de energia e fraca demanda de seus principais consumidores industriais, e também
pela queda do dólar.

A gigante norte-americana fabricante de alumínio Alcoa registrou lucro líquido de US$ 303 milhões (US$
0,37 por ação) no primeiro trimestre, uma queda de 54% em relação aos US$ 662 milhões (US$ 0,75 por
ação) obtidos do mesmo período do ano passado. Excluindo gastos relacionados com reestruturação e
impostos, a renda da Alcoa com operações continuadas foi de US$ 361 milhões (US$ 0,44 por ação). A
receita caiu para US$ 7,4 bilhões, contra os US$ 7,9 bilhões no primeiro trimestre de 2007, em razão da
venda de seus negócios de embalagens e consumo. Analistas ouvidos pelo Thomson Financial previam,
em média, um lucro de US$ 0,48 por ação e US$ 7,2 bilhões em receitas.

A AMD anunciou que suas receitas deverão cair 15%, para cerca de US$ 1,5 bilhão no primeiro
trimestre, em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, em conseqüência de vendas menores
do que as previstas em todos seus segmentos de negócios. A AMD disse ainda que irá cortar 10% de
seu quadro de funcionários até o final do terceiro trimestre. Analistas esperavam por receitas de US$
1,61 bilhão. A AMD irá divulgar seu balanço no dia 17. A redução no número de funcionários provocará
despesas que incidirão no balanço do segundo trimestre.

O anúncio da TomTom, companhia holandesa de sistemas de navegação, de que suas receitas irão cair
no primeiro trimestre também causou incômodo. A companhia disse que sua receita ficará entre 260
milhões de euros e 270 milhões de euros e suas ações chegaram a cair 13% na Europa. As informações
são da Dow Jones. (Cynthia Decloedt)
ÁSIA: BOLSAS CAEM COM REALIZAÇÃO DE LUCROS; XANGAI SOBE 0,4%

Tóquio, 8 - A maioria dos mercados da Ásia fechou no território negativo. Assim como as bolsas de Nova
York, eles sofreram com a realização de lucros, após vários pregões seguidos de alta. A notícia de que a
cedente de crédito hipotecário Washington Mutual está próxima de fechar um acordo para obter injeção
de US$ 5 bilhões da empresa de private equity TPG não foi suficiente para afastar os temores de mais
baixas contábeis de bancos e queda de lucros de companhias. A exceção foi a China, onde as bolsas se
mantiveram em ligeira alta.

A realização de lucros, após ganhos de 7,6% nos últimos quatro pregões, fez a Bolsa de Hong Kong
fechar em baixa. Com moderado volume de negociações, o índice Hang Seng perdeu 267,04 pontos, ou
1,1%, e fechou aos 24.311,69 pontos. "O sentimento tornou-se melhor agora, é saudável que o índice
esteja em consolidação após os recentes fortes ganhos", afirmou Ben Kwong, diretor da KGI Securities.
A produtora de leite e laticínios China Mengniu Dairy recuou 5,6%, após anunciar um lucro líquido em
2007 abaixo das expectativas. China Mobile e HSBC caíram 2% e 0,5%, respectivamente. Já a Yue
Yuen, a maior exportadora mundial de calçados esportivos, teve baixa de 0,2%, depois que o banco de
investimentos Credit Suisse alertou que a margem atual da empresa não é sustentável.

A extensão dos ganhos em ações de corretoras e a disparada nos papéis das companhias de arroz, por
conta da alta global do preço da commodity, levaram as bolsas da China a fechar em alta pelo quarto
pregão seguido. O índice Xangai Composto subiu 0,4% e encerrou aos 3.612,54 pontos. Já o Shenzhen
Composto ganhou 1,9% e terminou aos 1.087,86 pontos. Para analistas, contudo, a alta não é
sustentável, pois "não há fatores práticos positivos, como o anúncio de robustos rendimentos das
empresas, nem medidas governamentais para estimular o mercado", disse Zhang Gang, analista da
Southwest Securities. Entre as companhias que lideraram a alta, a corretora Haitong Securities subiu
4,9%, enquanto Guoyuan Securities atingiu a alta limite diária de 10%, após perderem 49,5% e 62% nos
últimos cinco meses, respectivamente. As empresas de arroz se deram bem: Heilongjiang Agriculture
subiu 4,2% e Hunan Jinjian Cereals Industry ganhou 6,5%. Já os bancos contrariaram a tendência do
mercado, com a preocupação de que o efeito acumulativo das medidas de aperto monetário irá pesar no
balanço do segmento para o primeiro trimestre. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) perdeu
1,9% e Bank of Communications recuou 1%.

A venda de dólares por parte dos exportadores e a contínua queda na taxa de paridade central
dólar-yuan, que passou de 7,0020 yuans para 7,0015 yuans, fizeram a moeda chinesa atingir novo
recorde histórico de valorização em relação à unidade norte-americana. No mercado de balcão, a
cotação do dólar encerrou no recorde de 7,0008 yuans, abaixo do fechamento de segunda-feira, que foi
de 7,0015 yuans.

O movimento de realização de lucros, após a alta de ontem, fez o mercado taiwanês encerrar em queda.
O índice Taiwan Weighted, da Bolsa de Taipé, recuou 0,7% e fechou aos 8.672,85 pontos. "O mercado
aguarda a posse do novo presidente (em 20 de maio)", já que há grandes expectativas de que a próxima
administração vá estreitar os laços econômicos com a China continental, disse Randy Chang, da KGI
Securities. As baixas foram lideradas por ações do setor financeiro, pois há temores de novas perdas
relacionadas à crise das hipotecas subprime. Papéis de empresas de tecnologia, como iSuppli Corp.,
reduziram as estimativas de crescimento global de rendimentos em razão da queda do consumo. Houve
procura por papéis de petroquímicas, cujos preços estavam baixos, e a expectativa de melhores relações
com os chineses resultou em elevação das ações do setor de turismo. TSMC caiu 0,9%. UMC teve baixa
de 2,9% e Cathay Financial Holding recuou 2,3%. Formosa Plastics fechou em alta de 1,6% e
Ambassador Hotel registrou ganhos de 4,2%.

Na Coréia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve baixa de 1,1%, após cinco sessões seguidas de
alta, e fechou aos 1.754,71 pontos, por conta da realização de lucros - especialmente nas ações mais
capitalizadas - antes do fim do contrato de opções, nesta quinta-feira. Amanhã, o mercado estará
fechado por causa da 18ª eleição geral parlamentar. Para analistas, o evento não deverá ter impacto nas
ações. "O mercado não reage muito a eventos políticos, a não ser que seja uma eleição presidencial",
avaliou Lee Jin-Woo, analista da Mirae Asset Securities. As ações do setor tecnológico sofreram com a
realização de lucros. LG Electronics perdeu 3,3%, Samsung Electronics caiu 0,6% e Hynix Semiconductor
recuou 2,2%. Já a siderúrgica Posco teve queda de 3,1%, com as crescentes incertezas sobre o reajuste
do preço de seus produtos.

Nas Filipinas, o mercado fechou estável, com ligeira queda, na medida em que o movimento de
realização de lucros superou as compras de papéis. O índice PSE Composto, da Bolsa de Manila, caiu
0,06% e terminou aos 2.981,12 pontos. Ayala Corp fechou em baixa de 1,2%, depois de ganhos
recentes. ABS-CBN Holdings PDR registrou elevação de 3,9%, com o aumento de 71% de seu lucro
líquido em 2007. Filinvest Land teve a mesma alta porcentual, com a notícia de que seu lucro líquido mais
do que dobrou em razão do aumento das vendas de imóveis e da renda com aluguéis.

A seqüência de seis altas consecutivas da Bolsa de Sydney, na Austrália, foi encerrada hoje. O índice
S&P/ASX 200 caiu 1% e fechou aos 5.571,5 pontos. Ações de bancos mantiveram as baixas, depois de
o ANZ ter feito ontem advertências sobre o aumento de seus créditos podres. BHP Billiton recuou 0,4%
em razão da realização de lucros, enquanto Rio Tinto teve alta de 0,4%. Alcoa World Alumina &
Chemicals, uma joint venture entre Alcoa e Alumina, fechou em queda de 3,6%, após os papéis da Alcoa
terem recuado 4% em Nova York. Woodside Petroleum subiu 0,8%. Newcrest teve perdas de 2,5%
apesar da alta dos preços do ouro no mercado à vista. Dentre os bancos, Westpac caiu 2,4%,
Commonwealth Bank teve baixa de 2% e ANZ recuou 1,5%, mas National Australia Bank registrou alta de
0,4%. Consolidated Media despencou 9,6%, com a desistência de Lachlan Murdoch de privatizar o
grupo. As informações são da Dow Jones. (Priscila Arone e Ricardo Criez)
COMO FECHOU O MERCADO ONTEM

O texto abaixo é a retransmissão do Cenário-2 de ontem, publicado às 17h56 AE-News/Broadcast, após
o encerramento dos negócios no mercado doméstico.

As Bolsas norte-americanas e a Bovespa perderam fôlego na última hora de sessão, pressionadas por
um movimento de realização de lucros. Em Nova York, o Dow Jones e o S&P ainda terminaram em
terreno positivo, enquanto o Nasdaq recuou. O Ibovespa, após acumular ganhos de 6,6% nas cinco
sessões anteriores e ter ultrapassado pela manhã os 65 mil pontos, teve seu primeiro fechamento em
queda desde 28 de março. As compras de ações no começo do dia foram estimuladas pela notícia do
The Wall Street Journal de que a cedente de crédito hipotecário Washington Mutual está próxima de
fechar um acordo para obter injeção de US$ 5 bilhões da empresa de private equity TPG e de outros
investidores. A notícia reforçou o sentimento de que as instituições e empresas de serviços financeiros
mais atingidas pela crise do subprime estão conseguindo levantar recursos no mercado. O dólar se valeu
dessa percepção, da alta das commodities e do fluxo financeiro positivo para permanecer em baixa. Já
as taxas futuras de juros foram pressionadas pelas revisões para cima nas medianas de inflação e Selic
trazidas pela pesquisa Focus e o IGP-DI de março elevado.


BOLSA

Commodities em alta, boas notícias sobre o setor hipotecário nos Estados Unidos e ingresso de capital
externo. Esses foram os ingredientes que levaram a Bovespa a operar acima dos 65 mil pontos na maior
parte do pregão desta segunda-feira, mantendo a disposição para a alta verificada na semana passada.
Mas depois de acumular 6,6% de ganhos nos cinco pregões anteriores - e subir 1,5% logo no início da
sessão de hoje - os investidores, calejados com a crise norte-americana, acharam que era hora de
guardar um pouco dos ganhos. Assim, a Bolsa teve seu primeiro fechamento em queda desde 28 de
março.

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,42%, aos 64.175,6 pontos. Oscilou entre a máxima de 65.409
pontos (+1,5%) e a mínima de 63.919 pontos (-0,82%). Com o desempenho de hoje, os ganhos
acumulados em abril diminuíram para +5,26%. No ano, a Bolsa sobe 0,45%. O volume financeiro
negociado hoje totalizou R$ 5,077 bilhões.

O que manteve a disposição para as compras depois do desempenho acumulado da semana passada
foi o anúncio feito pela cedente de crédito hipotecário Washington Mutual de que está próxima de fechar
um acordo para obter injeção de US$ 5 bilhões da empresa de private equity TPG e de outros
investidores. A notícia, veiculada no The Wall Street Journal, deu gás aos papéis da empresa e também
às bolsas de forma geral, com a percepção dos investidores de que as empresas de serviços financeiros
mais atingidas pela crise do subprime estão conseguindo encontrar soluções para se recuperarem e
manterem a solidez financeira.

Esta notícia foi turbinada pela valorização das commodities no exterior. Uma das razões para a alta dos
metais foi um relatório do Goldman Sachs no qual os analistas disseram crer que os preços deverão
manter-se ao redor dos níveis atuais em 2008 e que subirão consideravelmente em 2009,
acompanhando a recuperação econômica. A queda dos estoques também favorece a elevação dos
produtos. Por conta disso, as ações das mineradoras levaram as principais bolsas européias a fecharem
em terreno positivo - o relatório do Merrill Lynch elevando a recomendação para as ações do banco suíço
UBS de neutra para manter acabou favorecendo os papéis dos bancos por lá.

Já o petróleo fechou em alta forte por causa de compras técnicas e também pela resistência da Opep em
elevar a oferta da commodity ao mercado. O contrato para maio na Nymex subiu 2,69%, para US$
109,09. Isso afetou negativamente as ações nas bolsas norte-americanas, que acabaram também
realizando lucros, principalmente nos setores de energia e tecnologia.

A queda, no entanto, acabou limitada ao Nasdaq. O Dow Jones fechou praticamente estável, em alta de
0,02%, o S%P avançou 0,16%, enquanto o índice Nasdaq caiu 0,26%, afetado negativamente pelos
papéis do Yahoo!, depois que dois executivos da empresa reforçaram que a proposta da Microsoft
"subestima de forma substancial" a companhia de internet. Esses mesmos profissionais, no entanto,
disseram permanecer abertos a um acordo com a gigante de software se "ela for superior a outras
alternativas".

"A Bolsa chegou a um ponto gráfico (65 mil pontos) que incitou a realização de lucros. A queda não é
uma tendência. O mercado está 'de giro' e não 'de posição'", comentou Fausto Gouveia, da Alpes
Corretora. "O investidor não tem mantido a carteira por muito tempo. A crise norte-americana ainda não
foi dissipada", disse para justificar a correção nos preços. Segundo ele, as bolsas norte-americanas
ajudaram a empurrar os investidores para as vendas, já que também passaram a cair no final do pregão,
numa realização de lucros em Wall Street. As ações da Telemar tiveram papel relevante para o início da
realização de lucros, depois da notícia que o anúncio oficial da reestruturação acionária da Brasil
Telecom e do Grupo Oi só deve se concretizar mesmo na quinta-feira ou, mais provavelmente, na
sexta-feira. Telemar ON, -1,85%, PN, -3,98%, Brasil Telecom ON, -2,77%, PN, -0,05%.

Segundo ele, a semana tem indicadores relevantes, como o número de vendas de imóveis pendentes,
amanhã, a ata da última do Fomc - no qual os analistas vão procurar pistas para o próximo encontro (e
para o tamanho do novo corte dos juros que eles esperam que o Federal Reserve vai promover em 29 e
30 deste mês) - além de um novo discurso de Ben Bernanke, na quarta e quinta-feira.

Continuar em alta, no entanto, vai depender da disposição dos investidores em seguir visualizando
melhora na situação econômica dos Estados Unidos e, para isso, a safra de balanços, que começa hoje
com a Alcoa, terá papel relevante.

As ações da Petrobras subiram em boa parte do pregão, mas a queda pesou no final. As ON recuaram
0,13% e as PN, 0,37%. Hoje, a empresa anunciou que investirá cerca de 100 bilhões de ienes (US$
975,3 milhões) na refinaria Nishihara, em Okinawa, sudoeste do Japão, para capacitar a unidade para o
processamento do petróleo pesado brasileiro.

Vale ON caiu 0,16%, mas Vale PNA subiu 0,48%. As ações da Aracruz Celulose fecharam em alta de
2,68% as ON e 3,52% as PNB, apesar de a empresa ter anunciado hoje lucro 40% menor no 1º trimestre,
para R$ 167,9 milhões. O resultado veio pior do que o esperado pelos analistas.

No setor energético, as ações sofreram com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
de rever em baixa as tarifas de algumas empresas, entre elas a Cemat (-8,08%, na média), Cemig
(-12,24%) e CPFL (-17,21%). Eletrobrás ON liderou as perdas ao cair 4,56%, seguida por Cemig PN
(-4,46%), Cosan ON (-4,44%) e Eletrobrás PNB (-4,36%). CPFL ON recuou 0,7%.

As maiores altas do Ibovespa hoje foram as units da ALL(+3,7%), Aracruz PNB (+3,52%) e VCP PN
(+3,01%). (Claudia Violante)


JUROS

Cauteloso, o mercado de juros começou a semana pré-Copom ajustando taxas após o alívio visto nos
últimos dias. As revisões para cima nas medianas de inflação e Selic trazidas pela pesquisa Focus e o
IGP-DI de março elevado voltaram a embaçar as previsões sobre como será o ciclo de aperto monetário,
que deve ter início no dia 16 de abril, quando o Copom se reúne para decidir a Selic. Na BM&F,
avançaram tanto as taxas curtas quanto as longas, mas a sessão foi fraca em termos de liquidez. O DI
mais negociado, o janeiro de 2010, não chegou a movimentar 200 mil contratos (196.420 contratos) e
terminou a 13,18%, de 13,09% na sexta-feira. O DI janeiro de 2009 (113.468 contratos) passou de
12,29% para 12,36%.

Vários fatores hoje incentivaram um ajuste técnico nos contratos futuros, que haviam devolvido bastante
prêmio nos pregões anteriores, sobretudo os longos. O mercado já abriu sob o impacto da divulgação da
pesquisa Focus, que mostrou elevação da mediana da projeção para o IPCA este ano, de 4,47% para
4,50%, batendo o centro da meta estabelecida. Já a média das projeções para o IPCA subiu
ligeiramente, de 4,48% para 4,49%, no cenário para 2008, o que pode sinalizar a continuidade da
correção da mediana nas próximas semanas.

No entanto, a expectativa para o IPCA em 2009 teve ligeira queda de 4,31% para 4,30%, e a projeção
suavizada do IPCA para 12 meses à frente também caiu de 4,38% para 4,36%. Entre as instituições Top
5 no cenário de médio prazo, a expectativa foi mantida em 4,70% no cenário de 2008, e 4,50% para
2009. A pesquisa mostrou, contudo, alta das projeções para todos os demais indicadores de preço para
2008. A mediana das projeções para o IGP-DI subiu de 5,62% para 5,64%; do IGP-M, de 5,80% para
5,81%; e, do IPC-Fipe, a expectativa dos analistas passou de 3,99% para 4%. A alta também foi
registrada na mediana para os preços administrados, as tarifas públicas, que passaram de 3,53% para
3,55% no cenário para 2008. Por fim, a Focus revelou elevação na projeção para a Selic ao final do ano,
12% para 12,50%. Para 2009, a estimativa subiu de 10,50% para 11,25%.

Os números reforçaram as incertezas sobre o tamanho das altas da Selic, dadas como certas após os
alertas do Banco Central, e a duração de todo o processo. Com isso, segundo operadores, a aposta de
aumento da taxa básica em 0,5 ponto porcentual já em abril teria ganhado pouco mais de espaço nos
contratos curtos, embora a projeção de alta de 0,25 ponto seja ainda levemente majoritária.

Também foi citado como motivo para a redução das posições vendidas em juros a entrevista dada pelo
presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no sábado, durante participação na 49ª Reunião Anual
da Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Miami. As
declarações teriam recolocado cautela nos investidores, que na semana passada chegaram a apostar
em um processo moderado de alta de juros, com a ajuda de uma eventual política fiscal mais austera.

Em meio aos rumores de divergências entre BC e Fazenda a respeito da condução da política
monetária, Meirelles disse que bancos centrais não devem se basear em medidas populares, mas têm
de optar pelo que é melhor para o País e que será popular apenas no futuro. "Subir e descer taxas de
juros é algo que faz parte da rotina dos bancos centrais do mundo inteiro. O importante não é o
movimento de taxa de juros. O importante é termos inflação na meta, país crescendo, estabilidade da
economia e empregos sendo criados", enumerou. Para que um banco central seja bem sucedido, na
avaliação de Meirelles, não podem existir preocupações de ordem política. "No passado, o BC tomou
medidas que hoje são extremamente populares", defendeu. "E uma das razões do sucesso da economia
brasileira hoje é a autonomia do BC do Brasil, concedida e reiterada pelo presidente da República",
continuou.

Henrique Meirelles participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do
Senado amanhã e a postura da autoridade monetária com relação à Selic deverá ser enfaticamente
questionada pelos parlamentares. A conferir.

A inflação medida pelo IGP-DI, embora dentro das estimativas e até abaixo da mediana das projeções,
mostrou aceleração forte entre fevereiro e março, passando de 0,38% para 0,70%. Analistas previam um
resultado entre 0,62% e 0,82%, com mediana de 0,75%. Segundo a FGV, a pressão principal foi o
término das deflações nos preços dos produtos agrícolas no atacado (de -0,19% para 0,46%) e dos
alimentos no varejo (de -0,38% para 0,62%).

O noticiário teve ainda o anúncio do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice atingiu 109,1 pontos em março, um recorde para o
mês na série da CNI, iniciada em 1999. É o terceiro melhor resultado já registrado pela entidade,
considerando os demais trimestres do ano. O dado é 3,1% maior do que o registrado em março de 2007
e 1,1% maior que o apurado em dezembro passado, já que a pesquisa é trimestral.

A CNI atribuiu a melhora principalmente à redução do medo do desemprego, que atingiu em março o
menor índice da série. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmaram não ter medo de
desemprego. Trata-se de mais um dado relevante a respeito de possíveis pressões da demanda interna
sobre o consumo, um dos itens que mais preocupa o Banco Central na condução dos juros.

Em Nova York, as bolsas começaram o dia em alta firme, mas arrefeceram os ganhos no meio da tarde,
chegaram até a tocar o campo negativo e acabaram fechando de lado. Enquanto aguardavam o início da
temporada de balanços, aberta pela Alcoa após o fim dos negócios, as ações reagiram positivamente à
notícia do The Wall Street Journal sobre uma possível injeção de US$ 5 bilhões na cedente de crédito
hipotecário Washington Mutual. À tarde, porém, o mercado passou a realizar lucros e a alta perdeu força.
O S&P 500 encerrou em +0,16% e o Dow Jones, em +0,02%.

O mercado também vê na agenda da semana motivos de sobra para a cautela. Além do depoimento de
Meirelles amanhã, há grande expectativa com a divulgação do IPCA de março, que sai na quarta-feira.
Na Focus de hoje, a mediana das estimativas para o indicador foi mantida em 0,35%. Nos EUA, nesta
terça-feira, o mercado se volta para a publicação da ata do Fomc, às 15 horas, referente ao encontro de
18 de março, quando a taxa dos Fed Funds foi reduzida em 0,75 ponto porcentual, para 2,25%, e a taxa
de redesconto, também em 0,75 ponto porcentual, para 2,50%. O anúncio pegará a sessão regular do
mercado de juros em sua hora final.

Em tempo: o Ministério do Planejamento informou há pouco que o governo vai
contingenciar R$ 19,4 bilhões do Orçamento de 2008.(Denise Abarca)


CÂMBIO

O dólar no mercado à vista manteve-se em baixa pela quinta sessão consecutiva, mas fechou na cotação
máxima da roda da BM&F, de R$ 1,703, em queda de 0,38%. No balcão, a máxima foi de R$ 1,705
(-0,23%) e o pronto encerrou a R$ 1,704 (- 0,29%). Nessas cinco sessões de abril, a moeda acumula
recuo de 2,80% nos dois ambientes de negócios. As cotações foram pressionadas no finzinho dos
negócios pela inversão para queda da Bovespa, refletindo um movimento de realização de lucros após
cinco pregões em alta na semana passada e a perda simultânea de força dos índices acionários
norte-americanos. Antes disso, a trajetória de baixa da moeda foi amparada nos ganhos das Bolsas na
Europa, EUA e Brasil, na alta das commodities e num firme fluxo financeiro positivo.

Segundo operadores, houve a confirmação de ingressos financeiros de três empresas, estimados em
cerca de US$ 1,1 bilhão. Com esse fluxo positivo, o giro total à vista cresceu 88%, para cerca de US$
3,002 bilhões.

Além disso, segundo operadores, há perspectiva de novos ingressos de curto prazo de investidores
estrangeiros tendo em vista o esperado aumento do diferencial de juros interno e externo, a partir de
eventual elevação da taxa Selic pelo Copom na próxima semana e de um possível novo corte de juros nos
EUA no fim do mês. As apostas no mercado doméstico vão de uma elevação para a Selic (que está em
11,25% ao ano) de 0,25 pp a 0,50 pp, enquanto nos EUA os economistas projetam uma redução de pelo
menos 0,25 pp para as taxas dos Fed Funds, que estão em 2,25%.

Com a revisão em alta das projeções para o IPCA em 2008, a mediana do indicador na pesquisa Focus
do BC atingiu pela primeira vez o centro da meta de inflação de 2008, de 4,50%. Essa projeção
combinada com declarações do presidente do Banco Central, na reunião do Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), em Miami (Estados Unidos), reforçando a postura preventiva na política
monetária dissiparam dúvidas sobre a retomada do ciclo de aperto monetário no País na semana que
vem.

Para o diretor de Estratégias e Produtos da Infinity Asset Management, André Paes, o mais certo é
contar com uma alta da taxa básica na próxima semana, de 0,25 ponto porcentual ou até mesmo de 0,50
pp. "O BC está enxergando algo que ainda não vemos claramente", afirmou ele em entrevista ao AE
Broadcast Ao Vivo. "Por isso o aperto monetário preventivo", acrescentou. Segundo ele, é possível que a
Selic suba para até 12% este ano, mas no ano que vem, o ciclo de afrouxamento monetário seria
reiniciado.

O avanço dos preços de algumas commodities, como o petróleo e o ouro, induziu ainda a permanência
em baixa da moeda. Alguns metais subiram diante das avaliações de que, apesar do aumento de
estoques no curto prazo, continuam em patamar inferior ao do início do ano. Em Nova York, o ouro para
junho ganhou 1,49, para US$ 926,80. Já o petróleo para maio avançou 2,69%, a US$ 109,09 o barril.

As Bolsas subiram na Europa e operaram a maior parte do dia em terreno positivo nos Estados Unidos e
no Brasil reagindo à notícia do The Wall Street Journal de que a empresa de private-equity TPG e outros
investidores estão perto de um acordo para investir US$ 5 bilhões na cedente de crédito hipotecário
Washington Mutual (WaMu).

Na última hora de sessão, porém, o mercado de ações norte-americano perdeu fôlego e devolveu boa
parte dos ganhos iniciais, com os três índices caindo para território negativo. As ações do setor
financeiro ainda lideravam os ganhos, sustentadas pelos informes de uma injeção de capital de US$ 5
bilhões na cedente de crédito hipotecário Washington Mutual, mas com o mercado mais amplo perdendo
força conforme os investidores realizaram lucro nas ações de tecnologia e energia.

À tarde, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que está confiante de que o país vai se recuperar
da atual desaceleração econômica, com a expectativa de que o pacote de estímulo fiscal de US$ 152
bilhões vai acrescentar de "1% a 1,5%" à economia no segundo semestre do ano. O presidente, que
falou com repórteres após um encontro com um grupo de pequenos e médios empresários, exortou o
Congresso a dar ao pacote de crescimento tempo para ter um efeito sobre a economia antes de
contemplar outras medidas. "Estamos em um momento difícil agora, eu estou confiante de que iremos
sair disso", disse o presidente. Bush afirmou que os incentivos do pacote de crescimento já estão
incitando os empresários a fazerem investimentos que, de outra forma, não existiriam. Os cheques com
devolução de impostos, que são a outra parte do estímulo, vão começar a chegar as caixas de correios
dos contribuintes no próximo mês.

No leilão de hoje, o Banco Central pode ter comprado cerca de US$ 160 milhões. A taxa de corte foi de
R$ 1,7029. A autoridade monetária não aceitou nenhuma das sete propostas que tiveram suas taxas
declaradas, porque os valores eram mais altos - iam de R$ 1,7030 a R$ 1,7050. Sendo assim, deve ter
sido aceita pelo menos uma das treze propostas, cujas taxas não foram informadas, disse um operador.

No mercado viva-voz de dólar futuro, os seis vencimentos negociados projetaram quedas. O dólar maio
indicou baixa de 0,40%, a R$ 1,711. O volume movimentado somou cerca de US$ 12,82 bilhões
(256.596 contratos). Por volta das 17h07, na sessão eletrônica da BM&F, o dólar maio passava a
apontar leve alta de 0,18%, a R$ 1,714. Ainda assim, segundo um operador, se o mercado
norte-americano for favorável amanhã, é possível que o dólar siga em baixa. Isso vai depender da reação
dos investidores à divulgação dos dados sobre vendas de imóveis pendentes em fevereiro nos EUA e da
minuta da última reunião do Fed, de 18 de março. (Silvana Rocha)
Agenda
08/04/2008 - Terça-feira
Ata do Fomc, IPC-S e Meirelles são destaque
A agenda tem indicadores relevantes nesta terça-feira, mas o ponto alto é a divulgação da ata da última
reunião do Fomc, nos EUA. Ainda lá, saem as vendas de imóveis pendentes serão divulgadas. No Brasil, será
divulgado daqui a pouco o IPC-S de até 7 de abril e o presidente do BC, Henrique Meirelles, participa de
audiência na CAE do Senado. Confira os eventos político-econômicos previstos para esta terça-feira, 8 de
abril:

EUA: FED DIVULGA ÀS 15H ATA DO FOMC - O Federal Reserve divulga às 15 horas a ata da reunião de
política monetária realizada no dia 18 de março, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) reduziu
sua meta para a taxa dos Fed Funds em 0,75 ponto porcentual para 2,25% e cortou a taxa de redesconto
também em 0,75 ponto porcentual para 2,50%. O Tesouro vende em leilão primário T-bills de 4 semanas.

EUA: VENDA DE IMÓVEIS PENDENTES SAI ÀS 11H - A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR)
divulga às 11 horas o índice de vendas de imóveis pendentes de fevereiro. Economistas prevêem -1,1%.

FGV ANUNCIA IPC-S ÀS 8H - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga às 8h o Índice de Preços ao
Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 7 de abril. Economistas ouvidos pelo AE projeções vão de 0,52% a
0,65%, com mediana de 0,56%. Às 11 horas, a FGV concede coletiva de imprensa sobre o índice, em São
Paulo.

MEIRELLES PARTICIPA DE AUDIÊNCIA NA CAE DO SENADO ÀS 10H - O presidente do BC, Henrique Meirelles,
participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O início da sessão está
marcado para as 10 horas. A audiência está prevista em lei aprovada no ano passado que prevê exposições
trimestrais do presidente do BC na CAE para prestar contas sobre as políticas monetária e cambial do País.

IBGE DIVULGA EMPREGO INDUSTRIAL ÀS 9H - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga
às 9h a Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário de fevereiro.

FMI DIVULGA ÀS 10H RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA GLOBAL - O Fundo Monetário Internacional
(FMI) divulga, às 10h (horário de Brasília), o Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em
inglês). No mesmo horário, o diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do Fundo, Jaime
Caruana, concede entrevista coletiva comentando o documento.

LULA, DILMA E COSTA EM EVENTO SOBRE BANDA LARGA NO PLANALTO - O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva faz o lançamento, em solenidade programada para as 11 horas, no Palácio do Planalto, do programa
destinado a levar internet em banda larga a 55 mil escolas pública urbanas, até 2010. Para a cerimônia, estão
convidados os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, das Comunicações, Hélio Costa, e da Educação,
Fernando Haddad, além do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo
Sardenberg, e dos presidentes das concessionárias Telefônica, Oi e Brasil Telecom.

MIGUEL JORGE NA CÂMARA AMERICANA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel
Jorge, tem presença esperada na posse da diretoria da Câmara de Comércio Americana. Das 12h30 às 14h30,
no Jockey Club, no Rio.

STEPHANES APRESENTA ÀS 9H30 LEVANTAMENTO DA SAFRA DE GRÃOS - O ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes, e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, apresentam, às
9h30, no ministério, o sétimo levantamento da safra de grãos 2007/2008. Às 11 horas, Stephanes e Rossi dão
entrevista coletiva para comentar os números, juntamente com o diretor de Logística da Conab, Sílvio Porto.

GARIBALDI FAZ LEITURA DO PEDIDO DE CRIAÇÃO DE CPI DOS CARTÕES NO SENADO - O presidente do
Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), faz a leitura do pedido de criação de uma CPI exclusiva da Casa para
investigar uso irregular de cartões corporativos da Presidência da República. A CPI Mista dos Cartões pode
antecipar para a próxima quinta-feira a conclusão dos trabalhos, segundo sua presidente, a senadora Marisa
Serrano (PSDB-MS), porque não consegue aprovar requerimentos de convocações e de informações, já que
os governistas são maioria na comissão.

CPI MISTA OUVE MINISTRO-CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA DA PRESIDÊNCIA - Sob a ameaça de ter
seus trabalhos encerrados precocemente em razão de divergências entre a base aliada e a oposição, a
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos toma os depoimentos do
ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Felix, e do
ministro do Esporte, Orlando Silva. Os depoimentos começam às 9h30. O ministro do Esporte é acusado de
mau uso de cartões corporativos.

LÍDERES SE REÚNEM ANTES DA SESSÃO DO PLENÁRIO PARA DISCUTIR MPs - Os líderes partidários na Câmara
se reúnem, antes da sessão do plenário, e tentam ampliar acordo que permitiu a votação de três das medidas
provisórias que trancam a pauta. A ampliação permitiria a votação - sem obstrução pelos oposicionistas - das
11 MPs que ainda não foram apreciadas. Na pauta do plenário, onde a sessão começa às 16 horas, as
primeiras medidas da lista de 11 são: 1ª) a que abre crédito extraordinário de R$ 750 milhões para oito
ministérios; 2ª) a que proíbe a venda de bebidas alcoólicas ao longo das rodovias federais; e 3ª) a que eleva
a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida pelo sistema financeiro. A reunião dos
líderes é antes da sessão do plenário.

ALCKMIN SE REÚNE EM BRASÍLIA COM BANCADA DO PSDB NA CÂMARA - O candidato a candidato a prefeito
de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, se reúne, em Brasília, às 10 horas, com a bancada do partido na
Câmara dos Deputados, para tentar unificar a legenda em torno de seu nome. Depois, às 13 horas, Alckmin
almoça com os senadores do partido, no gabinete do senador Tasso Jereissati.
VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 8 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta terça-feira:

O Estado de S. Paulo
INVESTIGAÇÃO DA PF SE LIMITA AO VAZAMENTO DO DOSSIÊ ANTI-FHC
Mais negociação para evitar 2ª CPI
Conta de luz fica até 18% mais barata em quatro Estados
Filho de governador é preso em caso de fraude
Receita maior reduz corte do Orçamento a R$ 2,5 bilhões
Conselho pode liberar prédio de 18 andares no Ibirapuera
Auditores fiscais mantêm greve

Folha de São Paulo
PF INVESTIGARÁ SÓ VAZAMENTO DE DOSSIÊ
Governo corta R$ 19,4 bi, mas eleva gastos em R$ 16,9 bi
FMI venderá 403 toneladas de ouro para pagar dívidas

O Globo
PF VAI APURAR QUEM VAZOU, MAS NÃO QUEM FEZ O DOSSIÊ
Restrição pode levar a outra CPI
Governo faz maior corte no Orçamento
Conselho da TV Brasil apura denúncia

Jornal do Brasil
GASTANÇA DE CESAR CUSTA 26 MIL MÉDICOS
A mão de Chávez em Roraima
Mercadante e Meirelles se enfrentam
Espanha flagra falsários do Brasil
PF prende filho de governador
Aberto inquérito sobre vazamento

Gazeta Mercantil
OS FUNDOS APOSTAM NA ÁREA DE INFRA-ESTRUTURA
Brasileiros têm como resistir à retração global da economia
Wärtsilä acha possível ter fábrica no País
Farmacêuticas investem mais em 2008
R$ 580 milhões para shoppings em Salvador
Novartis pode pagar até US$ 39 bilhões pela Alcon
Rapadura vira marca de empresa alemã
Zagury, da Aracruz, prevê novas altas para a celulose
José Gabrielli diz que Petrobras pode refinar óleo pesado brasileiro no Japão
Balança comercial - saldo do início de abril é o melhor do ano
Corte no orçamento da União
IGP-DI acelera para 0,70%
Fitesa investe nos EUA
Mercado prevê juros mais altos

Valor Econômico
GOVERNO PÁRA NEGÓCIO DE R$ 10 BI NA ÁREA DE ENERGIA
Cresce registro de doenças ocupacionais
Novos 'atores' já faturam com imóveis
Montadoras dos EUA voltam a competir
Os ganhos diversificados da Elgin
O ícone dos vinhos italianos sob suspeita
Reino Unido aprova a construção de cidades ecológicas
Novatis adquire 25% da Alcon e pode se tornar líder mundial em produtos para cuidados dos olhos
Superávit volta a subir
Demanda por verba de BNDES
Magazine Luiz em SP

Correio Braziliense
REBELDIA, TAPAS E PONTAPÉS NA UNB

Financial Times
AUMENTA FISCALIZAÇÃO DE INVESTIDORES ESTRANGEIROS

The New York Times
INFLAÇÃO NA ÁSIA COMEÇA A ATINGIR CONSUMIDORES AMERICANOS

The Wall Street Journal
PROPOSTA DE ACORDO COM COLÔMBIA INTENSIFICA DEBATE SOBRE LIVRE COMÉRCIO
COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA ONTEM

São Paulo, 8 - Os títulos da dívida brasileira fecharam quase estáveis e o risco Brasil recuou ontem, dia
de maior apetite por risco nos mercados globais. Em Nova York, a notícia de que a financiadora de
hipotecas Washington Mutual pode receber injeção de capital de US$ 5 bilhões deu força ao
entendimento, defendido por alguns, de que o pior da crise de crédito já passou. Isso contribuiu com o
avanço das bolsas européias e norte-americanas. No final do dia, porém, os mercados acionários
reduziram os ganhos nos EUA. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,02%, o Nasdaq recuou 0,26% e
o S&P 500 subiu 0,16%.

Na corretora López Léon, o Brasil40 fechou em 135,050 cents, em queda de 0,37% - na mínima, o papel
foi negociado a 135,000 cents e na máxima, a 135,100 cents. Na Icap/Garban, o Brasil40 fechou na
máxima, em 135,100 cents (alta de 0,07%) - na mínima, foi negociado a 135,000 cents.

O índice EMBI+, do JPMorgan, caía 5 pontos-base no final da tarde para 288 pontos-base, de 293
pontos-base no fechamento da sexta-feira. Já o risco Brasil cedia 7 pontos-base, a 259 pontos-base, de
266 pontos-base na sexta. (Patrícia Fortunato)
COMO FECHOU O AFTER MARKET ONTEM

São Paulo, 8 - O after market da Bovespa movimentou R$ 28,349 milhões ontem, após 3.077 transações.
Os papéis mais negociados foram: Petrobras PN (R$ 4.834.957,00), Vale PNA (R$ 4.043.566,00), Lojas
Americanas PN (R$ 1.443.939,00), Bradesco PN (R$ 1.347.749,00) e CSN ON (R$ 1.184.244,00).
(Equipe AE)
Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: -0,42
7 Dias: 6,16
30 Dias: -0,70
No Ano: 0,45
12 Meses: 37,85
Ibovespa: 64.175 pontos
Volume: R$ 5.077.611 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa realiza lucros no final dos negócios

07 de Abril de 2008 às 17:46 horas

Após operar em alta durante praticamente todo o pregão, o Ibovespa inverteu o sinal dos negócios no final do dia, em um movimento de realização de lucros. No cenário doméstico, os investidores analisaram o resultado apresentado pela Aracruz no primeiro trimestre deste ano, além de avaliarem as projeções divulgadas pela Focus. No ambiente externo, o mercado acompanhou as notícias sobre possibilidades de novas fusões e aquisições.

Nesta manhã, o Banco Central divulgou sua pesquisa semanal Focus, realizada com cerca de 100 instituições financeiras. Conforme o relatório, o mercado acredita que a taxa Selic deverá aumentar de 11,25% ao ano para 11,50% a.a, já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, que irá acontecer na semana que vem. No final deste ano, as projeções para a taxa básica de juro brasileira gira em torno de 12,50% ao ano.

Já para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o mercado aumentou as suas estimativas para a inflação deste ano de 4,47% para 4,50%, em cima da meta central estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), conforme mostrou a pesquisa Focus.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) referente ao mês de março apresentou uma inflação de 0,70%, acima da alta de 0,38% apurada no mês de fevereiro.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a balança comercial brasileira encerrou a primeira semana de abril, que teve apenas quatro dias úteis, com um saldo positivo de US$ 842 milhões. No ano, o superávit atinge US$ 3,68 bilhões.

No ambiente corporativo, a Aracruz iniciou os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2008. Neste período, a maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto apresentou um lucro líquido de R$ 166,51 milhões, tendo uma queda de 39,06% em comparação ao resultado apurado no 1º trimestre de 2007, cujo montante foi de R$ 273,24 milhões. A valorização do real frente ao dólar e a elevação dos custos foram os principais fatores responsáveis pela queda no lucro líquido da Aracruz nos três primeiros meses deste ano. Apesar do resultado inferior, as ações PNB da Aracruz estiveram entre as maiores altas do Ibovespa.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que rejeitou a proposta da Cosan Limited para adiar a data da OPA (Oferta Pública de Aquisição) dos papéis da Cosan. A empresa pretendia a extensão do período de habilitação da OPA para até o dia 2 de maio, e assim, o leilão deveria ser realizado no dia 12 de maio. Com a rejeição, o leilão permanece marcado para o dia 14 de abril. Por volta das 17 horas, as ações ON da Cosan estavam entre as maiores quedas do dia.

Os papéis PN da Cemig figuraram entre as maiores desvalorizações neste pregão. Hoje, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a revisão final para o reajuste das tarifas aplicadas pela Cemig. Desta forma, na média, a tarifa da distribuidora mineira deverá ser reduzida em 12,24%, superior ao porcentual de -9,72% anunciado anteriormente pela Aneel. A tarifa aplicada a residências deverá ser diminuída em 17,11%, enquanto que as faturas de energia de maior tensão, como as das indústrias, terão um recuo entre 7,97% a 13,85%.

Nos Estados Unidos, em um dia de agenda econômica tranqüila, os investidores concentraram as atenções no ambiente corporativo local e avaliaram algumas notícias sobre aquisições e fusões. Entre os destaques, a gigante Microsoft tenta novamente fechar a aquisição do Yahoo!, "ameaçando" realizar uma oferta hostil até o final deste mês. No início de fevereiro, a Microsoft chegou a oferecer US$ 44,6 bilhões pela Yahoo!, proposta considerada insuficiente pela empresa de internet. Além disto, o laboratório farmacêutico Novartis anunciou que irá comprar a participação de 77% da Nestlé na companhia norte-americana Alcon, líder mundial na área de oftalmologia, em um acordo avaliado em até US$ 39 bilhões de dólares.

Vale ressaltar que hoje, o barril do petróleo voltou a fechar em alta na Nymex, alcançando valorização de 2,69%, cotado a US$ 109,09. Preocupações com a oferta do petróleo, devido principalmente a resistência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em elevar a produção do óleo, alavancaram o preço da commodity nesta segunda-feira.

IBOVESPA
Maiores de HOJE
AltasPreço(%)
All Amer.Lat. Unit19,603,70
Aracruz PNB12,953,51
Vcp PN54,703,01
Gerdau PN63,392,57
Klabin S.A. PN6,432,06
Bradesco PN34,642,00
Gerdau Met. PN85,401,97
Nossa Caixa ON24,801,63
Cyrela Realt ON25,761,61
Light S.A. ON23,591,37
BaixasPreço(%)
Eletrobras ON27,20-4,56
Cemig PN32,10-4,46
Cosan ON25,80-4,44
Eletrobras PNB26,30-4,36
Lojas Americanas PN13,24-4,19
Eletropaulo PNB34,99-4,13
Telemar PN45,12-3,97
Ultrapar PN60,70-3,42
Braskem PNA14,69-2,97
Ambev PN133,55-2,87
Maiores na SEMANA
AltasPreço(%)
All Amer.Lat. Unit19,603,70
Aracruz PNB12,953,51
Vcp PN54,703,01
Gerdau PN63,392,57
Klabin S.A. PN6,432,06
Bradesco PN34,642,00
Gerdau Met. PN85,401,97
Nossa Caixa ON24,801,63
Cyrela Realt ON25,761,61
Light S.A. ON23,591,37
BaixasPreço(%)
Eletrobras ON27,20-4,56
Cemig PN32,10-4,46
Cosan ON25,80-4,44
Eletrobras PNB26,30-4,36
Lojas Americanas PN13,24-4,19
Eletropaulo PNB34,99-4,13
Telemar PN45,12-3,97
Ultrapar PN60,70-3,42
Braskem PNA14,69-2,97
Ambev PN133,55-2,87
Maiores no ANO
AltasPreço(%)
Telemar N L PNA93,5038,62
Telemar PN45,1232,73
Usiminas PNA107,0532,60
Sid. Nacional ON66,9027,36
Cosan ON25,8024,04
CPFL Energia ON39,7222,87
Gerdau PN63,3922,65
Gerdau Met. PN85,4021,11
Natura ON19,6018,75
Br.Telecom PN20,5417,44
BaixasPreço(%)
Gol PN27,17-37,91
Cesp PNB28,00-35,53
Duratex PN33,00-23,30
Banco do Brasil ON24,95-17,31
Cyre Com-CCP ON10,20-15,08
All Amer.Lat. Unit19,60-14,93
Lojas Americanas PN13,24-14,60
Light S.A. ON23,59-14,23
Tam S.A. PN36,60-12,97
B2W Varejo ON61,85-12,70
Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:09h
Obs: * Lote de Mil

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Abertura de Mercado em 08/04/2008

ABERTURA: REALIZAÇÃO DE LUCROS NO EXTERIOR ANTECEDE ATA DO FOMC

São Paulo, 8 - Os mercados acionários perdem terreno hoje, com realizações dos ganhos da sessão
anterior e com a alta do petróleo gerando incômodos. O contrato futuro do petróleo WTI para maio cede
0,16%, para US$ 108,96 por barril, na Nymex eletrônica, após ter subido o barril 2,69% na sessão
anterior. Mais cedo, o petróleo subiu a US$ 109,64, com notícias de que o Irã pretende ampliar a
instalação de centrífugas de enriquecimento de urânio. O dólar cai ante o iene, mas sobe perante o euro
e a libra esterlina. O principal foco do dia é a ata do Fomc, com divulgação à tarde.

Ata do Fomc pode ser déjà vu - O Federal Reserve divulga às 15h (de Brasília) a ata da reunião de
política monetária realizada no dia 18 de março, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc)
reduziu sua meta para a taxa dos Fed Funds em 0,75 ponto porcentual para 2,25% e cortou a taxa de
redesconto também em 0,75 ponto porcentual para 2,50%. Segundo o UBS, o impacto da ata deve ser
limitado, já que boa parte do assunto do documento deve ter sido antecipado nos dois discursos que o
presidente do Fed, Ben Bernanke, fez no Congresso na semana passada. Mas as justificativas para os
cortes e o fato de dois membros do Fed terem votado a favor de uma redução menor dos juros podem
despertar alguma reação. O índice de vendas de imóveis pendentes em fevereiro, com divulgação às
11h, é o principal destaque em termos de indicadores norte-americanos hoje.

FGV: IPC-S de até 7/4 fica em +0,64% (+0,45% no anterior) - O resultado veio perto do teto das
previsões de economistas ouvidos pelo AE projeções, que variavam de 0,52% a 0,65%, com mediana de
0,56%. Às 11 horas, a FGV concede coletiva de imprensa sobre o índice, em São Paulo.

Corte líquido das despesas será de apenas R$ 2,5 bi - O Ministério do Planejamento confirmou ontem à
noite contingenciamento de R$ 19,4 bilhões no Orçamento deste ano. Ao mesmo tempo, informou que
elevará as despesas orçamentárias em R$ 16,9 bilhões. Ou seja, o corte líquido nas despesas será de
apenas R$ 2,5 bilhões. O valor do contingenciamento dos gastos foi decidido ontem, em reunião da Junta
Orçamentária, composta pelos ministros do Planejamento, da Fazenda e da Casa Civil. Ainda esta
semana, o governo encaminhará ao Congresso Nacional as novas estimativas de receitas e despesas
deste ano, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo sem a CPMF, as receitas líquidas
da União estimadas pelo governo ficarão este ano R$ 3,3 bilhões acima do projetado pelo Congresso
Nacional. Esta é a primeira vez que isso acontece nesta década. Normalmente, ocorre o inverso: o
Legislativo faz estimativas mais otimistas da arrecadação do que o Executivo. A informação consta de
nota divulgada ontem pelo Ministério do Planejamento. O excepcional desempenho das receitas permitiu
que o corte das verbas orçamentárias ficasse, na prática, bem menor do que o inicialmente anunciado.
Todo ano, o governo realiza um contingenciamento das verbas orçamentárias porque não tem segurança
sobre a previsão de receitas feita pelo Congresso.

Meirelles participa de audiência na CAE do Senado às 10h - O presidente do BC, Henrique Meirelles,
participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O início da
sessão está marcado para as 10 horas. A audiência está prevista em lei aprovada no ano passado que
prevê exposições trimestrais do presidente do BC na CAE para prestar contas sobre as políticas
monetária e cambial do País.

IBGE divulga emprego industrial às 9h - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às
9h a Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário de fevereiro.

FMI divulga às 10h relatório de estabilidade financeira global - O Fundo Monetário Internacional (FMI)
divulga, às 10h (horário de Brasília), o Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em
inglês). No mesmo horário, o diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do Fundo,
Jaime Caruana, concede entrevista coletiva comentando o documento.

Stephanes apresenta às 9h30 levantamento da safra de grãos - O ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes, e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi,
apresentam, às 9h30, no ministério, o sétimo levantamento da safra de grãos 2007/2008. Às 11 horas,
Stephanes e Rossi dão entrevista coletiva para comentar os números, juntamente com o diretor de
Logística da Conab, Sílvio Porto.

Garibaldi faz leitura do pedido de criação de CPI dos Cartões no Senado - O presidente do Senado,
Garibaldi Alves (PMDB-RN), faz a leitura do pedido de criação de uma CPI exclusiva da Casa para
investigar uso irregular de cartões corporativos da Presidência da República. A CPI Mista dos Cartões
pode antecipar para a próxima quinta-feira a conclusão dos trabalhos, segundo sua presidente, a
senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), porque não consegue aprovar requerimentos de convocações e
de informações, já que os governistas são maioria na comissão. Hoje, esta CPI mista toma os
depoimentos do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República,
general Jorge Felix, e do ministro do Esporte, Orlando Silva, a partir das 9h30. O ministro do Esporte é
acusado de mau uso de cartões corporativos.

Líderes se reúnem antes da sessão do plenário para discutir MPs - Os líderes partidários na Câmara se
reúnem, antes da sessão do plenário, e tentam ampliar acordo que permitiu a votação de três das
medidas provisórias que trancam a pauta. A ampliação permitiria a votação - sem obstrução pelos
oposicionistas - das 11 MPs que ainda não foram apreciadas.

Realização aciona o freio no exterior

Futuros de NY em baixa - Às 7h50, o S&P 500 cedia 0,50% e o Nasdaq 100 futuro, 0,43%. Ontem, a
gigante norte-americana fabricante de alumínio Alcoa registrou lucro líquido de US$ 303 milhões (US$
0,37 por ação) no primeiro trimestre, uma queda de 54% em relação aos US$ 662 milhões (US$ 0,75 por
ação) obtidos do mesmo período do ano passado. Excluindo gastos relacionados com reestruturação e
impostos, o lucro foi de US$ 0,44 por ação. Analistas ouvidos pelo Thomson Financial previam, em
média, um lucro de US$ 0,48 por ação e US$ 7,2 bilhões em receitas.

Européias na defensiva - Às 7h32 (de Brasília), a bolsa de Frankfurt recuava 1,19%, seguida por Paris
(-1,16%) e Londres (-0,91%). Em Londres, as construtoras e as empresas de concessão de crédito
hipotecário lideravam as perdas, após a Halifax informar queda superior à esperada de 2,5% nos preços
dos imóveis em março. A HBOS, controladora da Halifax e maior cedente de hipotecas do Reino Unido,
cedia 4,4% e a Lloyds TSB, 3,3%.

Tóquio realiza lucros; China tem alta leve - O índice Nikkei-225, da Bolsa de Tóquio, recuou 1,5%, devido
a um movimento de realização de lucros e um indicador técnico mostrar que o mercado está
excessivamente comprado. Na China, o Xangai Composto fechou com valorização de 0,4%,
impulsionado pela alta dos papéis de corretoras e de empresas de beneficiamento de arroz.

Cias beneficiadoras de arroz disparam com alta do produto - As ações da Heilongjiang Agriculture
subiram 4,2% e as da Hunan Jinjan Cereals, 6,5%, na Bolsa da China, após os preços dos futuros do
arroz atingirem nova máxima histórica na Chicago Board of Trade. O arroz para maio computou uma alta
limite de US$ 0,50, fechando em novo patamar recorde de US$ 21 por 100 libra-peso.

Vale, Dongkuk Steel e JFE estudam aliança para projeto - A japonesa JFE Steel informou que iniciou um
estudo de viabilidade para construir duas novas companhias siderúrgicas no Brasil, em conjunto com a
Dongkuk Steel e a Vale, em resposta ao aumento da demanda dos países emergentes. A sul-coreana
Dongkuk Steel, que, por sua vez, informou que a Vale vai participar do projeto de expansão de seu
projeto siderúrgico.

Libra esterlina sucumbe - A maior queda de preços de imóveis no Reino Unido em março desde 1992
pesa sobre a libra esterlina. Em resposta ao dado, cresceu o grupo de investidores que trabalham com a
possibilidade de corte da taxa de juros na região de 0,25 ponto porcentual, para 5,25%, na quinta-feira. A
libra esterlina cedia 0,95%, para US$ 1,9716. O dólar recuava 0,20%, a 102,15 ienes e o euro recuava
0,12%, a US$ 1,5738.

Bolsas perderam força ontem com realização de lucros; juros subiram

Bolsas norte-americanas e Bovespa perderam fôlego na última hora de sessão ontem - As Bolsas foram
pressionadas por realização de lucros. Em Nova York, o Dow Jones (+0,02%, em 12.612,43 pontos) e o
S&P (+0,16%, em.372,54 pontos) ainda terminaram no azul, enquanto o Nasdaq recuou (-0,26%, em
2.364,83 pontos). O Ibovespa, após acumular ganhos de 6,6% nas cinco sessões anteriores e ter
ultrapassado pela manhã os 65 mil pontos, teve seu primeiro fechamento em queda desde 28 de março.
O índice caiu 0,42%, aos 64.175,6 pontos. O volume financeiro somou R$ 5,077 bilhões.

Alívio para a Washington Mutual - As compras de ações no começo do dia foram estimuladas pela notícia
do The Wall Street Journal de que a cedente de crédito hipotecário Washington Mutual está próxima a
fechar um acordo para obter injeção de US$ 5 bilhões da empresa de private equity TPG e de outros
investidores. A notícia reforçou o sentimento de que as instituições e empresas de serviços financeiros
mais atingidas pela crise do subprime estão conseguindo levantar recursos no mercado.

Dólar fecha em queda; juros sobem - O mercado cambial brasileiro se valeu dessa percepção (de alívio
para o setor financeiro no exterior), da alta das commodities e do fluxo financeiro positivo e o dólar à vista
voltou a fechar em baixa, pela quinta sessão consecutiva. Na roda da BM&F, a cotação fechou a R$
1,703, em queda de 0,38%. No balcão, encerrou a R$ 1,704 (- 0,29%). Já as taxas futuras de juros foram
pressionadas pelas revisões para cima nas medianas de inflação e Selic trazidas pela pesquisa Focus e
o IGP-DI de março elevado. O DI mais negociado, o janeiro de 2010, não chegou a movimentar 200 mil
contratos (196.420 contratos) e terminou a 13,18%, de 13,09% na sexta-feira. O DI janeiro de 2009
(113.468 contratos) passou de 12,29% para 12,36%.

(Equipe AE)



ÁSIA: CINGAPURA E JACARTA CEDEM; BANGCOC E KUALA LUMPUR SOBEM

Tóquio, 8 - A Bolsa de Cingapura recuou, com investidores desmontando posições depois do recente rali
do mercado, à espera de novos fatos dos EUA e da temporada local de divulgação de balanços de
empresas. O índice Straits Times cedeu 1,6% e fechou aos 3.130,42 pontos. A operadora da Bolsa,
Singapore Exchange, despencou 6,2% devido a realizações de lucros. As construtoras de navios
continuaram em baixa por conta de preocupações com a redução de pedidos e alta dos custos do aço.
Cosco Corp. perdeu 2,7% e Yangzijiang recuou 3,8%. A companhia de navegação Neptune Orient Lines
caiu pela terceira sessão seguida, fechando em baixa de 2,6%, com temores sobre o impacto da
desaceleração da economia norte-americana sobre o transporte de contêineres. As petrolíferas chinesas
seguiram tendência oposta com a alta dos futuros de petróleo. China Oilfield Technology Services
avançou 8,8% e Sky China Petroleum subiu 4,5%.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 1,6% e fechou aos 2.249,77 pontos, por
preocupações com a alta de inflação, que afetou papéis sensíveis à evolução do indicador de preços,
como os de bancos e de companhias automotivas, que podem ter impacto caso haja alta da taxa de juros
da economia para conter a inflação. Bank Mandiri perdeu 5,9%, BCA caiu 2,6% e Astra cedeu 4,4%.

Na Tailândia, o índice SET da Bolsa de Bangcoc subiu 0,3% e fechou aos 826,85 pontos, com ganhos
dos papéis de blue chips do setor energético e de específicas empresas de baixa capitalização. O
mercado mantém volume baixo de negociações, à espera de fatos motivadores e da decisão do banco
central sobre os juros amanhã e do desenrolar da situação política local. Entre os papéis mais ativos,
Banpu avançou 6,9%, PTT ganhou 0,6%, PTT Exploration and Production ganhou 1,3%. A operadora de
telefonia fixa TT&T disparou 30,4%, depois da determinação de a agência governamental TOT pagar
compensação à companhia. A exportadora de arroz Thai Ha galgou 27,6% com a alta dos preços do
produto.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,4% e fechou aos
1.225,71 com ganhos de companhias agrícolas na liderança. Em baixa fecharam BAT (0,6%), Bursa
(1,7%), Tenaga (1,4%), Genting (1,6%). Em alta, devido a expectativas de aumento de preços do óleo de
palma após recentes quedas, IOI Corp avançou 3%, KL Kepong ganhou 2,6% e Asiatic subiu 2,6%. As
informações são da Dow Jones. (Carlos Mercuri)



EUROPA PUXA O FREIO ANTES DE ATA DO FED, COM TECS LIDERANDO QUEDA

Londres, 8 - Os investidores puxam o freio de mão nesta terça-feira, no aguardo da ata da última reunião
do Federal Reserve. As bolsas da Europa engatam realização de lucros, ocupando o espaço aberto
pelos ganhos na casa de 1% ontem, enquanto o mercado norte-americano ficou ao redor da estabilidade.
O petróleo recua, mesmo diante da desvalorização do dólar.

No documento que será divulgado às 15 horas (de Brasília), os olhares se voltarão para as justificativas
sobre o corte de 0,75 ponto porcentual na reunião do banco central dos EUA em 18 de março, abaixo da
previsão do mercado, de 1 ponto porcentual. Outro foco de interesse é o fato de dois membros do Fed
terem votado a favor de uma redução menor dos juros.

O ING lembra que esse é um acontecimento incomum nos encontros do banco central norte-americano, já
que geralmente existe somente um dissidente entre os membros do Fomc. "A ata irá provavelmente
refletir essa diferença de opinião", diz o economista Marcel Thieliant, do Credit Suisse. "O documento
deve gerar leitura de interesse e fornecer as idéias mais recentes do Fomc."

Os investidores também partirão em busca de pistas sobre os próximos passos da autoridade
monetária. Diversos bancos apontam que o ciclo de flexibilização nos EUA ainda não terminou, mas
abre-se uma discussão sobre a magnitude do próximo corte - se 0,25 ou 0,50 ponto porcentual.

A safra de balanços do primeiro trimestre, que começou ontem com a Alcoa, também passa a ser citada
como foco de tensão no mercado. A fabricante americana de alumínio registrou queda de 54% do lucro
líquido do período, para US$ 303 milhões. A partir de agora, os investidores usarão os balanços para
medir o impacto da crise de crédito sobre o mundo corporativo.

Diante disso, hoje os investidores deixam de lado, pelo menos por ora, o clima mais ameno que tomou
conta do mercado nos últimos dias. Hoje, a TomTom, companhia holandesa de sistemas de navegação,
previu receita pior no primeiro trimestre, provocando perdas de mais de 9% em seus papéis. Outra
companhia, esta norte-americana, que alertou para suas receitas foi a Advanced Micro Devices. Ontem,
a fabricante de chips disse que no primeiro trimestre ficarão 15% abaixo do registrado no ano passado.
O anúncio contaminou ações do segmento de tecnologia, como os da STMicroelectronics (-3%) e da
Infineon (-6%) - que caiu também com o rebaixamento de sua recomendação para neutra.

Às 7h32 (de Brasília), a bolsa de Frankfurt recuava 1,19%, seguida por Paris (-1,16%) e Londres
(-0,91%).

O dólar volta a cair ante as principais moedas. A desvalorização em relação ao iene era de 0,28%, para
102,06 ienes. O euro tinha ligeiro ganho de 0,07%, para US$ 1,5766. Mas avança contra a libra esterlina,
que cai 0,56% para US$ 1,97925.

Mas a queda da moeda norte-americana não impedia recuo do petróleo. O contrato para maio recuava
0,36%, para US$ 108,70, no pregão eletrônico da Nymex. (Daniela Milanese)

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Ações ordinárias da JBS e da Usiminas devem entrar no Ibovespa

Ações ordinárias da JBS e da Usiminas devem entrar no Ibovespa

da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) divulgou nesta segunda-feira a primeira prévia para a carteira do Ibovespa (Índice Bovespa) que vai vigorar no segundo quadrimestre de 2008 (de 2 de maio a 29 de agosto). A carteira passará a ter 65 ações, contra 64 no atual quadrimestre.

Devem entrar na carteira as ações ordinárias do frigorífico JBS-Friboi e da siderúrgica Usiminas. Por outro lado, deve sair o papel preferencial da ArcelorMittal Inox Brasil (ex-Acesita) --que foi alvo na semana passada de uma operação de compra das ações feita pela controladora, o que reduzirá a negociação dele no pregão.

As cinco ações que apresentaram o maior peso na composição do índice nesta prévia são Petrobras PN (13,690%), Vale do Rio Doce PNA (12,544%), Bradesco PN (3,870%), Vale do Rio Doce ON (3,299%) e Itaú PN (3,148%).

IBrX 50 e IBrX-100

A Bovespa também deve fazer alterações na formação dos índices IBrX-50 e IBrX-100 --que seriam compostos, respectivamente, pelos 50 e 100 papéis mais negociados na Bolsa paulista mas terão 51 e 101 papéis listados.

No IBrX-50, devem sair da carteira as ações preferenciais da Klabin e as ordinárias da Sabesp, e devem entrar as ações ordinárias da JBS-Friboi e da Usiminas.

Já o IBrX-100, saem as ordinárias da Guararapes Confecções (controladora da rede de lojas Riachuelo) e da ArcelorMittal Inox Brasil, além das preferenciais da ArcelorMittal Inox Brasil, Suzano Petroquímica e UOL. Por outro lado, entram as ações ordinárias da Agra Incorporadora, Fertilizantes Heringer, Inpar, Kepler Weber, Log-In (braço logístico da Vale) e Redecard.


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Sexta-feira, Abril 04, 2008

Indústria vende mais com menor uso da capacidade instalada

Do Valor Economico

Indústria vende mais com menor uso da capacidade instalada

Arnaldo Galvão
04/04/2008

A redução do uso da capacidade instalada da indústria, verificada em fevereiro, veio acompanhada de atividade mais intensa no setor e esse cenário eletrizou o debate sobre a necessidade de o Banco Central (BC) aumentar a taxa básica de juros na reunião da próxima semana. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que, em fevereiro, o uso da capacidade recuou de 83,1%, em janeiro, para 82,9% em fevereiro. O pico foi registrado em novembro (83,3%).


Além da folga maior na capacidade instalada, o que indica maior espaço para o atendimento da demanda, fevereiro teve crescimentos expressivos nos outros quatro indicadores industriais medidos pela CNI: faturamento (11,5%), horas trabalhadas (8,8%), emprego (4,9%) e massa salarial (7,2%), na comparação com fevereiro de 2007. Segundo os economistas da entidade, Flávio Castelo Branco e Paulo Mol, esse ritmo mais forte do setor é explicado pelos aumentos do emprego, da renda, do crédito e da recomposição dos estoques que vem ocorrendo em pequenas, médias e grandes indústrias.


O uso da capacidade instalada (UCI) da indústria recuou em fevereiro porque, segundo os economistas da CNI, o investimento vem crescendo há oito trimestres consecutivos em ritmo mais acelerado que o do Produto Interno Bruto (PIB). "Não há pressão inflacionária disseminada. Aumentar os juros neste momento é mudar o custo de oportunidade, fazendo com que eles concorram com o investimento produtivo. Seria temerário porque a capacidade instalada vem sendo elevada e, com a Selic mais alta, a demanda vai diminuir", alertou Castelo Branco.


Outra comparação de aumento de oferta foi feita, ontem, pelo Departamento Econômico do Bradesco. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (que soma produção menos exportação mais importação), revelou alta de 20,2% - o triplo dos 6,9% acumulados pela produção industrial medida pelo IBGE para o mesmo período. A comparação entre produção e nível de utilização da capacidade também mostra um descolamento. Em fevereiro, a produção da indústria foi 6,5% superior àquela registrada no fim de 2006. Para atender esse volume, o uso de capacidade cresceu bem menos - 2 pontos.


Mol procurou ressaltar que metade dos setores industriais está com o uso da capacidade estável ou em queda, cenário totalmente diferente do de 2004. Naquele ano, o crescimento foi muito rápido mas veio acompanhado de inflação e o BC reagiu aumentando os juros. Quatro anos atrás, o quadro era de claro descompasso entre oferta e demanda. "Outra grande diferença que pouca gente vê é que, em 2004, o país tinha maior custo de financiamento e o governo ainda não tinha desonerado o investimento. O custo é crucial para o aumento da capacidade", diz.


Outra importante diferença entre 2008 e 2004, citada pelos economistas da CNI, é o câmbio. Naquele ano, o real estava muito mais desvalorizado, o que inibia o poder de substituição que as importações têm atualmente. "Aumento de juros e política industrial são dois anúncios que não combinam", ironizou Castelo Branco.


O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, evitou julgar a condução da política monetária, mas comentou que as informações da CNI revelam uma boa relação entre aumento da atividade e estabilização do uso da capacidade instalada da indústria. Ele concluiu que não causa preocupação o que acontece atualmente entre oferta e demanda.


Barbosa ressaltou que o ministro Guido Mantega recebeu informações tranqüilizadoras de representantes de vários setores produtivos, especialmente da indústria automobilística, das usinas siderúrgicas e dos fabricantes de cimento. Portanto, na Fazenda, garantiu não há temor nem sequer quanto ao tempo de maturação dos investimentos desses segmentos. Citou que as montadoras terão capacidade de produzir 3,5 milhões de veículos neste ano e, até 2010, o nível subirá para 5 milhões de unidades por ano.


Na avaliação da economista-chefe do ABN Amro, Zeina Latif, apesar das boas notícias da CNI, o BC está atento às expectativas de inflação e essas vêm aumentando. Nesse quadro, ela acredita que os integrantes do Copom já deram todos os sinais que querem agir preventivamente. "O aumento da Selic é o cenário mais provável", comentou.


Para Zeina, o que a CNI revelou é um quadro de aumento da atividade acompanhado de recuo do uso da capacidade instalada, o que mostra maturação de investimentos. Ela informa que o segmento de bens intermediários, tradicionalmente exportador, vem liderando essa ampliação da capacidade desde 2005 e há sinais de redução de ociosidade em alguns setores, como a produção de automóveis.


De acordo com a CNI, a indústria automobilística foi responsável por 40% do aumento do uso da capacidade nos últimos 12 meses. Esse segmento, de fevereiro de 2007 a fevereiro de 2008, teve aumento de nove pontos percentuais no UCI. Móveis (5,4), borracha/plástico (3,4) e máquinas/aparelhos elétricos (2,9) vêm em seguida. Nesse período, o segmento de produtos metálicos teve acréscimo de 1,5 ponto percentual e trajetória parecida teve alimentos/bebidas (1,3). Mas têxteis (-0,9), vestuário/acessórios (-1,0), produtos químicos (-1,6), material eletrônico e de comunicação (-3,3) e refino de petróleo e álcool (-5,8) aumentaram a ociosidade. No total, a indústria teve aumento de 1,5 ponto percentual no UCI nesses 12 meses.


Também foi ressaltado pela CNI o que ocorreu com a atividade da indústria em fevereiro. O indicador de horas trabalhadas deu um salto de 8,8% sobre o mesmo mês de 2007. Na comparação com janeiro deste ano, representou o triplo. Na série histórica, foi a maior taxa de crescimento mensal desde abril de 2005.


Demanda de máquinas cresce 49,9%
Guilherme Manechini
04/04/2008


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou ontem que o faturamento do setor nos dois primeiros meses de 2008 cresceu 39,8% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 10,9 bilhões. O consumo aparente de bens de capital também apresentou alta expressiva, 49,9%, o que significa um volume de R$ 13,6 bilhões. No primeiro bimestre de 2007, o consumo aparente foi de R$ 9 bilhões.


No período, as importações chegaram a US$ 3,3 bilhões, com alta de 66,1% sobre o ano passado. Novamente a China foi o país que mais ampliou a presença no mercado nacional, 147,8% de alta, com US$ 364 milhões vendidos ao país. Já as exportações tiveram evolução menor, 26,8%. No total, os fabricantes nacionais de bens de capital exportaram US$ 1,7 bilhão. Apesar da queda de 12,3%, os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado dos equipamentos brasileiros, US$ 349 milhões no bimestre.


Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos dois primeiros meses do ano foram de R$ 4,3 bilhões, 50,9% maior do que igual intervalo de 2007. Cerca de 63% do total foram destinados via Finame, seguido pelo BNDES Automático e Programa Agrícola, ambos com 15% do total financiado.


Segundo o balanço da Abimaq, o número de empregos no setor cresceu 11,3%, enquanto que em igual período de 2007 havia sido reduzido em 1,2%. Atualmente, os fabricantes de bens de capital empregam 233,1 mil pessoas.

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As contas externas entram na pauta

As contas externas entram na pauta

Coluna Econômica -04/04/2008

Até agora, a política econômica tinha um alvo apenas: a inflação. Agora tem dois: dívida externa e inflação.

Depois de reunião da qual participaram o Ministro da Fazenda Guido Mantega, o presidente do Banco Central Henrique Meirelles, os economistas Antonio Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo, caiu a ficha de Lula de que, para o seu governo, uma crise cambial seria tão ou mais letal do que um aumento de inflação.

O que se passa no governo é o seguinte:

1. Há preocupação, de fato, com a inflação. Nos últimos meses os preços de alimentos começaram a subir, assim como de insumos básicos.

2. Mesmo assim, a deterioração rápida da balança comercial – em função do câmbio apreciado – poderá produzir uma crise cambial justamente em 2010, ano das eleições.

***

Lula se move politicamente. Sua preocupação maior é minimizar riscos políticos provenientes da esfera econômica. A reunião serviu para incluir definitivamente a questão das contas externas na relação de preocupações do Palácio.

Mas no campo das ações econômicas, ainda há muito indefinição. Das conversas entre Fazenda e Banco Central, há consenso sobre a necessidade de um aperto fiscal, um corte nos gastos – aproveitando o excesso de arrecadação.

Há discussões sobre a oportunidade ou não de aumentar as taxas de juros. Aparentemente, o Banco Central está sendo convencido a aguardar mais dados antes de se decidir pelo aumento dos juros.

***

De qualquer modo, os indicadores atuais de inflação permitem um sinal amarelo, ainda que tênue. Nos últimos meses houve aceleração do IPCA. O anual está aumentando mês a mês. Saiu de uma taxa anual de 2,96% em maio passado e, desde então, tem subido lenta mas progressivamente, até os 4,61% ao ano em fevereiro.

O IPCA com médias aparadas (retirando as maiores variações) está em 3,82% - em alta -, e o de "médias aparadas com suavização" (outra maneira de ler os dados) em alta, com 4,06 no anual até fevereiro. Com exceção dos preços monitorados, todos os demais têm registrado alta lenta, porém persistente.

***

Mas as políticas alternativas – como a restrição ao crédito, para impedir a alta da Selic – aparentemente não serão implementadas.

A política econômica do governo Lula entra, agora, no seu teste mais importante. Até agora os ventos foram a favor e o Banco Central pode agir livre e irresponsavelmente na manipulação dos binômios juros-câmbio. Agora, terá que pegar no leme.

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A questão central é que a alta da taxa Selic impacta muito mais investimentos do que consumo.

As taxas de juros do crédito ao consumo têm enorme "spread" em relação à Selic. Portanto, o aumento de meio ponto percentual na taxa Selic anual pouco impactará as taxas finais de juros do crediário.

Já as taxas de linhas de investimento são afetadas diretamente pela Selic. Portanto, a elevação da Selic, além dos impactos sobre câmbio e sobre a dívida pública, pouco ajudariam a reduzir o aquecimento do mercado de crédito.

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O grande desafio da política econômica do governo Lula começará agora.

O pensamento do BC - 1

Segundo avaliação de pessoal da área econômica do BC, os técnicos do Banco Central não têm postura ideológica. São pessoas sérias que querem acertar. Só que, especialmente os provenientes do mercado, são suscetíveis às cobranças dos colegas. Há uma espécie de terrorismo sutil, de que eles serão vistos como fracassados se a inflação aumentar. A pressão se dá através de argumentos técnicos, mas exacerbados.

O pensamento do BC - 2

Hoje em dia, o BC está dividido. Sabe-se que há duas maneiras de corrigir os desequilíbrios nas contas externas: ou gradativamente ou esperando o estouro da boiada. Fazenda e BC caminham para um consenso. De um lado, a Fazenda aceita a inevitabilidade de um corte nos gastos. De outro, o BC aceitaria uma moderação maior na majoração dos juros. De qualquer modo, dependerá do BC mudar ou não de posição.

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Abertura de Mercado em 04/04/2008

ABERTURA: RUMO DOS MERCADOS SÓ SE FIRMA APÓS PAYROLL

São Paulo, 4 - O crescimento dos EUA está em contração ou já há uma recessão no país? A divulgação
dos dados do mercado de trabalho daquele país em março, às 9h30 (de Brasília), ajudará na busca de
uma resposta a essa pergunta. Os dados são peças cruciais sobre os fundamentos da economia dos
EUA, mas há muitas incertezas sobre o impacto dos números no mercado financeiro atual, que já
precificou o colapso do setor hipotecário, os problemas do setor bancário e o aperto de crédito. Mas
ainda não se sabe se a deterioração da economia real já está totalmente embutida nos preços. Na
espera cautelosa pelo dado, as bolsas européias estão no terreno positivo, mas os futuros de Wall Street
têm um comportamento bilateral. O dólar volta a computar perdas ante o iene e o euro e os metais
ajustam-se a esse movimento com alta de preços.

Previsões para o dado - A previsão consensual de economistas consultados pela Dow Jones para o
payroll aponta queda de 50 mil postos de trabalho em março, depois da retração de 63 mil vagas
registrada no mês anterior. A taxa de desemprego deve subir de 4,8% em fevereiro para 5%, enquanto
projeta-se alta de 0,3% no salário médio por hora. Esse é o único indicador previsto nos EUA. No Brasil,
a Anfavea divulga o balanço de março da indústria automobilística.

Anfavea faz às 11h balanço do setor em março - A Anfavea divulga às 11 horas o desempenho da
indústria automobilística (veículos e máquinas agrícolas) - produção, vendas, exportações - referente a
março e ao primeiro trimestre. Segundo fontes ouvidas pela AE ontem, as vendas de veículos no
mercado brasileiro bateram recorde em março. Ao todo foram comercializadas 232,198 mil unidades, o
que representa uma alta de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o melhor mês de
março da história da indústria automobilística no Brasil, de acordo com as fontes.

IBGE divulga às 9h produção industrial regional - Às 9 horas, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) divulga a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de fevereiro.

Após comissão do Senado ter aprovado sua convocação, Dilma participa hoje de reunião do conselho
da Petrobras - A ministra chefe da Casa Civil participa de reunião do Conselho de Administração da
Petrobras, no Rio. À tarde, a ministra deverá comparecer a evento de prefeitos, em Niterói. Ontem, a
Comissão de Infra-Estrutura do Senado aprovou convocação da ministra para depor sobre o PAC, mas
certamente Dilma será constrangida a responder perguntas sobre o caso do suposto dossiê com
levantamento de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, Ruth Cardoso. A
Folha de S. Paulo sustenta hoje que cópia de arquivo extraído diretamente da rede de computadores da
Casa Civil mostra que o dossiê saiu pronto do Palácio do Planalto e que não houve adulteração nas
informações arquivadas, que o governo chama de banco de dados. A Casa Civil não se pronunciou a
respeito.

Confaz reúne-se com Appy para discutir reforma tributária - O Conselho Nacional de Política Fazendária
(Confaz) reúne-se com a participação de secretários estaduais e do secretário de Política Econômica do
Ministério da Fazenda, Bernard Appy. Na pauta, além da reforma tributária, há assuntos como os
precatórios. No Rio, a partir das 8h.

BC faz duas operações compromissadas - O Banco Central faz duas operações compromissadas com
rentabilidade prefixada. Na primeira operação, serão ofertados ao mercado, entre 10h45 e 11 horas, até
R$ 5 bilhões em Letras do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em 1/10/2009 e 1/1/2010, em Notas
do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) para 15/8/2010, 15/8/2024, 15/5/2035 e 15/5/2045 e Notas do
Tesouro Nacional Série F (NTN-F) com vencimento em 1/7/2010, 1/1/2014 e 1/1/2017. A liquidação
financeira da venda dos títulos será realizada na próxima segunda-feira, e a da recompra será em
3/11/2008. O resultado final da primeira compromissada será divulgado a partir das 11 horas. Na
segunda compromissada, o BC ofertará, entre 11h15 e 11h30, até R$ 4 bilhões em Letras do Tesouro
Nacional (LTN) com vencimento em 1/1/2009, 1/7/2009 e 1/1/2010, Notas do Tesouro Nacional Série B
(NTN-B) para 15/8/2012, 15/5/2015 e 15/5/2017 e em Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) com
vencimento em 1/1/2012 e 1/1/2013. A liquidação financeira da venda desses títulos será feita na
segunda-feira, e a da recompra, no dia 1/9/2008. O resultado final da segunda compromissada será
divulgado a partir das 11h30.

Exterior espera bússola do payroll

Futuros de NY sem sincronia - Às 7h48 (de Brasília), o S&P 500 cedia 0,07% e o Nasdaq 100 futuro
subia 0,09%, após o Dow Jones encerrar o pregão anterior com alta de 0,16%. O Nasdaq subiu 0,08% e
o S&P 500, 0,13%. Tudo gira em torno do payroll e a direção só deve ser definida após o dado.

Européias sobem com cautela - Às 7h21, a Bolsa de Londres subia 0,45%, acompanhada por Paris
(+0,33%) e Frankfurt (+0,13). Em Londres, as ações da BHP e da Rio Tinto subiam 1,73% e 1,76%,
respectivamente, após a empresa de gerenciamento global de riqueza Sanford C. Bernstein elevar a
recomendação para os papéis de "market perform" para "outperform'', citando que a reurbanização da
China vai estimular a demanda por metais.

Inflação no atacado na Índia assusta - A inflação no atacado da Índia atingiu o seu mais alto patamar em
três anos e pode levar o banco central a elevar a taxa de juros mesmo com os sinais de desaceleração
da economia. O Índice de Preços ao Atacado subiu para 7% na semana encerrada em 22 de março, em
relação ao mesmo período do ano passado, ante 6,68% na semana anterior. Tentando enfrentar a
inflação, o governo do país considera a possibilidade de decretar uma lei para impor um teto aos preços
das commodities. A lei não é usada desde a década de 70.

Dólar recuava ante as principais moedas - A queda frente ao iene era de 0,35%, para 102,34 ienes. O
euro subia 0,47%, para US$ 1,5727, mas recuava da máxima de US$ 1,5742. Os movimentos são
dominados pelo nervosismo antes da divulgação do payroll. Não está clara qual será a reação do dólar
ao dado. Um dado fraco pode fazer o dólar retomar sua queda, mas o BNP Paribas pondera que o
momentum para empurrar o euro para cima está perdendo força. O Royal Scotland Bank tem uma outra
visão e ainda vê espaço para compras de euros ante o dólar.

Dólar fraco é senha para alta do petróleo - Na Nymex eletrônica, o petróleo WTI para maio subia 0,96%,
para US$ 104,83 por barril, após bater a máxima de US$ 104,88 mais cedo. O ouro serve de refúgio e
sobe 0,63%, a US$ 907,20 a onça-troy.

Metais vulneráveis a fundamento - Na London Metal Exchange, os metais enfrentam pressões de vendas.
Segundo operadores, um dado abaixo da expectativa do mercado de trabalho pode alimentar ainda mais
a preocupação com a contração da economia dos EUA, acrescentando pressões de baixa nas
commodities. O cobre cedia 1,1%, a US$ 8.459, o chumbo perdia 1,2%, a US$ 2.915 e o níquel recuava
1%, a US$ 28.600.

Bolsas da Ásia têm desempenhos divergentes - A realização de lucros no setor siderúrgico e novas
baixas dos papéis de montadoras de automóveis fizeram o índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, cair
0,77%. Os mercados de Hong Kong, da China e de Taiwan não funcionaram, por causa de um feriado.
Na Coréia, o Kospi subiu 0,16%.

Decisão da Venezuela sobre cimento afeta ações da Holcim - As ações da empresa de cimentos Holcim
cediam 0,47%, na Bolsa de Zurique, reagindo aos planos da Venezuela de nacionalizar as empresas do
setor. A companhia tem duas unidades na Venezuela

Juros e dólar caíram pelo terceiro dia ontem; Bovespa retomou 64 mil pontos

Percepção de que ciclo de alta da Selic será curto leva juros à queda - Os juros futuros ampliaram ontem
as quedas iniciadas há dois dias com a percepção de que o esperado ciclo de aperto monetário no País
poderá ser mais curto e menos intenso do que o esperado. Uma das razões nesse sentido seria a
expectativa de que o governo venha a adotar uma disciplina fiscal mais rígida. É consenso no mercado
que a Selic vai subir este mês, mas os investidores passaram a elevar suas fichas numa alta moderada,
de 0,25 ponto porcentual em vez de 0,50 pp. A mudança de perspectiva ampara-se no debate sobre o
volume do contingenciamento do Orçamento de 2008, apesar da negativa do presidente Lula e do
ministro da Fazenda, Guido Mantega, de um possível aumento na meta de superávit primário, e
considerando-se ainda que a arrecadação da Receita vem crescendo mesmo com o fim da CPMF.

Ambiente externo ameno também favoreceu o declínio das taxas futuras - O DI janeiro/10, com 247.080
contratos, recuou de 13,17% para 13,12%. Com 246.032 contratos, o DI janeiro/09 fechou em 12,29%,
de 12,335 na véspera. O DI julho de 2008, 94.495 contratos, fechou quase estável, em 11,50%, de
11,51% no pregão anterior.

Dólar no mercado à vista brasileiro também fechou em queda pela terceira sessão consecutiva - O pronto
terminou cotado a R$ 1,7175 (-0,43%) na roda da BM&F, e na mínima do balcão, de R$ 1,717 (-0,58%).
O giro total à vista somou apenas cerca de US$ 1,167 bilhão (US$ 1,108 bilhão em D+2).

Bolsas em NY recuperaram as perdas iniciais - O índice ISM do setor de serviços veio acima do
esperado, mas o relatório sobre os pedidos de auxílio-desemprego veio negativo. O índice Dow Jones
subiu 0,16% e fechou com 12.626,03 pontos. O Nasdaq avançou 0,08%, para 2.363,30 pontos. O
S&P-500 avançou 0,13% e terminou em 1.369,31 pontos,

Bovespa manteve-se em terreno positivo pelo quarto dia - Com a ajuda de Vale e Petrobras, a Bolsa
paulista retomou o patamar de 64 mil pontos e passou a apurar ganho de +0,45% no ano. Ontem, o
Ibovespa subiu 1,28%, aos 64.175,0 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,650 bilhões.

(Equipe AE)
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Fechamento de Mercado em 03/04/2008

BOVESPA PODE BATER O SEU RECORDE HOJE SE O PAYROLL DEIXAR

São Paulo, 4 - O índice da Bolsa de São Paulo fechou a apenas 2,5% do seu HIGH histórico, acima dos
64 mil pontos. Está indo buscar o seu recorde? "Está caminhando para ele", disse fonte do BDM, cheio
de convicção. Pode ser hoje, mesmo após quatro altas consecutivas? "Se o PAYROLL não estragar a
festa, pode, sim. O mercado está forte". Voltaram os estrangeiros? "Nos últimos seis pregões entraram
com R$ 2,2 bilhões". O recorde de fechamento (65.790) foi atingido em 6/12/07. No intraday, já bateu
66.500.
BOVESPA TEM ENTRADA DE CAPITAL EXTERNO DE R$ 493,423 MI EM 1/4

São Paulo, 4 - A Bovespa começou abril com uma entrada de capital externo de R$ 493,423 milhões no
dia 1º. Em março, a bolsa acumulou um saldo negativo de R$ 1,915 bilhão. No ano, o fluxo está negativo
em R$ 5,287 bilhões. (Fabiana Holtz)
PREOCUPAÇÃO COM BANCOS DIMINUI E EUROPA AGUARDA PAYROLL NOS EUA

Londres, 4 - Como o colapso iminente de outros bancos norte-americanos deixou de ser uma
preocupação de curto prazo, os investidores centram todas as atenções hoje nos dados do mercado de
trabalho. O payroll de março, que sai às 9h30 (de Brasília), é ansiosamente aguardado. Na expectativa,
os mercados internacionais ficam sem tendência firme. As bolsas européias operam no terreno positivo,
mas o dólar volta a cair, enquanto o petróleo avança.

Analistas da City lembram que, dias atrás, a possibilidade de falências no setor financeiro, após a
compra do Bear Stearns pelo JPMorgan, apavorava os investidores. Com a ação agressiva do Fed, esse
temor está, pelo menos neste momento, em segundo plano. Hoje, as tensões se voltam para a economia
real dos Estados Unidos e a intensidade da recessão - já admitida até por Ben Bernanke. Nesse sentido,
o payroll é um indicador que pode traduzir bem a situação.

O consenso dos economistas ouvidos pela agência Dow Jones aponta para queda de 50 mil postos de
trabalho em março, depois da retração de 63 mil vagas registrada no mês anterior. O desemprego deve
subir de 4,8% em fevereiro para 5% no mês passado.

No entanto, o economista Marcel Thieliant, do Credit Suisse, avalia que a projeção para o payroll ficou
mais difícil depois da divulgação de outros dados díspares sobre o mercado de trabalho dos Estados
Unidos.

"O componente de emprego dos dois índices ISM (industrial e de serviços) ganhou um certo chão em
março e a pesquisa ADP revelou um aumento nas vagas", diz, em relatório de hoje. No entanto, os
pedidos de auxílio-desemprego dispararam nas últimas semanas.

Esses sinais variados podem explicar a diferença entre as projeções para o payroll entre os bancos que
atuam na Europa. O Credit Suisse e o Barclays estão junto com o consenso (-50 mil vagas). Na ponta
pessimista está o ING (-150 mil), acompanhado com menos intensidade pelo UBS (-75 mil). No lado
otimista aparece o Itaú Europa, com projeção de queda de 20 mil postos.

"Há muita evidência fora do relatório oficial de emprego de que o mercado de trabalho parece recessivo",
dizem os analistas do UBS.

Segundo Dean Maki, economista do Barclays, mesmo que o número de vagas tenha redução conforme o
consenso, portanto mais branda do que a verificada em fevereiro, ainda assim estará abaixo da média
dos últimos três (-15 mil), seis (+40 mil) e 12 meses (+72 mil) meses.

Às 7h06 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,40%, acompanhada por Paris (+0,30%) e Frankfurt
(+0,08). S&P 500 (-0,01%) e Nasdaq (+0,05%) operavam praticamente estáveis no mercado futuro.

O dólar recuava diante das principais moedas. A queda frente ao iene era de 0,32%, para 102,33 ienes.
O euro subia 0,47%, para US$ 1,5727. O petróleo avançava para US$ 104,71 (+0,85%) no pregão
eletrônico da Nymex. (Daniela Milanese)
ÍNDIA: PREÇOS NO ATACADO SOBEM 7% NA SEMANA; MAIOR ALTA EM 3 ANOS

Nova Délhi, 4 - A inflação no atacado da Índia atingiu o seu mais alto patamar em três anos e
provavelmente aumentará as expectativas de que o banco central elevará a taxa de juros mesmo com os
sinais de desaceleração da economia, afirmaram analistas.

O Índice de Preços ao Atacado (WPI, na sigla em inglês), usado para medir a inflação, subiu para 7% na
semana encerrada em 22 de março, em relação ao mesmo período do ano passado, ante 6,68% na
semana anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério de Comércio e da Indústria. A taxa
veio acima da previsão dos analistas, de 6,64%.

Em relação à semana anterior, o índice teve alta de 0,5% na semana encerrada em 22 de março.

O Banco Central estimou uma taxa de inflação de 5% no último ano fiscal encerrado no dia 31 de março.
O Ministro do Comércio elevou a previsão para a taxa de inflação anual para a semana encerrada no dia
26 de janeiro para 4,78%, ante a estimativa provisória de 4,11%.

O WPI é usado como uma referência para a inflação, à medida que o governo divulga os dados do preço
no atacado mais rapidamente que os números dos preços ao consumidor. As informações são da Dow
Jones. (Clarissa Mangueira)
COMO FECHOU O MERCADO ONTEM


Os juros futuros ampliaram as quedas iniciadas há dois dias embalados pela percepção de que o
esperado ciclo de aperto monetário no País poderá ser mais curto e menos intenso do que o esperado.
Uma das razões nesse sentido seria a expectativa de que o governo venha a adotar uma disciplina fiscal
mais rígida. É consenso no mercado de que a Selic vai subir este mês, mas os investidores passaram a
elevar suas fichas numa alta moderada, de 0,25 ponto porcentual em vez de 0,50 pp. A mudança de
perspectiva ampara-se no debate sobre o volume do contingenciamento do Orçamento de 2008, apesar
da negativa do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de um possível aumento na
meta de superávit primário, e considerando-se ainda que a arrecadação da Receita vem crescendo
mesmo com o fim da CPMF. O ambiente externo ameno também favoreceu o declínio das taxas futuras e
dólar no mercado à vista pela terceira sessão consecutiva. Em Nova York, as Bolsas recuperaram as
perdas iniciais a despeito do índice ISM do setor de serviços acima do esperado, do relatório negativo
sobre os pedidos de auxílio-desemprego, e a apreensão com os números do payroll, que saem amanhã
nos EUA. A Bovespa manteve-se em terreno positivo pelo quarto dia com a ajuda ainda de Vale e
Petrobras, retomou o patamar de 64 mil pontos e passou a apurar ganho de +0,45% no ano.


JUROS

Nem o leilão de papéis prefixados do Tesouro nem o IPC-Fipe acima do esperado seguraram a queda
dos juros futuros, sobretudo nos contratos longos que represam prêmios mais elevados. Segundo
operadores, o mercado está se ajustando à idéia de que o ciclo de aperto monetário será mais curto e
menos intenso do que o esperado.

O volume de negócios na BM&F esteve concentrado nos DIs curtos, que se movimentam a partir das
expectativas para a política monetária nos próximos meses. Como se viu no dólar e na Bovespa, o bom
humor também prevaleceu no mercado de juros, amparado ainda no desempenho das bolsas
americanas, que estavam em alta no fechamento da sessão regular da BM&F. O DI janeiro de 2010, com
247.080 contratos, recuou de 13,17% para 13,12%. Com 246.032 contratos, o DI janeiro de 2009 fechou
em 12,29%, de 12,335 ontem. O DI julho de 2008, 94.495 contratos, fechou quase estável, em 11,50%,
de 11,51% ontem.

A aposta de que a Selic vai subir este mês segue firmemente precificada na curva, mas a possibilidade
de que o aumento seja de 0,5 ponto porcentual vem perdendo espaço nos últimos dias. A previsão de um
ajuste de 0,25 ponto na Selic em abril está sendo consolidada a partir de vários sinais, entre eles as
conclusões tiradas do debate esta semana em torno de uma disciplina fiscal mais rígida por parte do
governo.

O mercado não comprou a idéia de que uma economia maior - seja com aumento da meta informal de
superávit, já descartado pelo governo, seja com um contingenciamento do Orçamento de 2008 de até R$
20 bilhões - esteja sendo negociada em troca de uma estabilidade da taxa de juro. Mas, ainda que nada
de concreto tenha saído deste debate emplacado pela imprensa esta semana, considera-se que uma
política fiscal austera agora teria efeito mais imediato sobre a demanda agregada que do que o aumento
da Selic, colaborando, assim, para que o aperto monetário seja mais brando.

Vale lembrar, ainda, que um ajuste fiscal firme teria grande peso nas avaliações das agências de
classificação de risco e, neste momento em que a Fitch Ratings concedeu o grau de investimentos ao
Peru, acredita-se que contribuiria sobremaneira para que o Brasil também obtivesse tal status em breve.

Eventuais divergências ideológicas estariam fazendo com que, nos bastidores, BC e Fazenda se
movimentassem para fazer prevalecer suas posições, conforme matéria apurada pelo repórter Fabio
Graner junto a fontes, que dizem que o Banco Central, apesar de ter autonomia operacional para decidir
a sobre a Selic, busca também respaldo político para a decisão do colegiado. (Veja íntegra da matéria
às 15h21)

Mantega, em entrevista exclusiva à AE, hoje procurou desfazer a impressão que está na imprensa, de
que há uma disputa entre Fazenda e BC em torno da Selic. "Eu e Meirelles (Henrique Meirelles,
presidente do Banco Central) conversamos toda a semana", disse. "Não vejo onde está esta discussão
de juros dentro do governo", completou. "Sempre que me perguntam sobre juros, digo que isso é
atribuição do Banco Central", afirmou ainda. O ministro também negou enfaticamente que esteja em
estudo a mudança do regime de metas de inflação por um sistema de meta cambial. "Nunca se falou
disso, eu considero o sistema de meta de inflação bem-sucedido. É um sistema que tem dado bons
resultados e se mostrado eficiente para o controle da inflação."

Como seus discursos recentes obrigarão o BC a elevar os juros de qualquer maneira, profissionais das
mesas de operação acreditam que a autoridade monetária, para não parecer que está peitando a
Fazenda e também respaldada por variáveis econômicas, deve optar por um processo "light" de alta de
juros, começando com 0,25 ponto porcentual. Ninguém chega a acreditar que o Copom subirá o juro em
um mês e vá parar em próximo, mas muitos profissionais avaliam que o BC pode dar-se por satisfeito
com três ou quatro altas, se as condições internas e externas permitirem. Nesse cenário, haveria espaço
para a retomada da flexibilização já em 2009.

Os dados divulgados pela CNI também favoreceram as apostas de um ciclo moderado de alta de juros. O
Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria de transformação caiu de 83,1% em
janeiro para 82,9% em fevereiro, em termos dessazonalizados. Segundo a CNI, o uso da capacidade
instalada caiu 0,4 ponto porcentual em relação ao patamar de novembro, quando atingiu o maior nível de
série, que foi de 83,3%, o que em um contexto de intensificação da atividade industrial, sinaliza aumento
da capacidade produtiva, fruto da maturação dos investimentos realizados ao longo de 2007.

Pelo lado da inflação, a Fipe informou que o IPC subiu 0,31% em março, superando o teto das projeções
dos analistas, que era de 0,30%, e o índice de fevereiro (0,19%). Para a abril, a expectativa da Fundação
é de uma alta ainda maior, de 0,51%. Para 2008, a previsão foi elevada de 4% para 4,10%.

Embora ainda nem tenha sido decidida de fato, a possível alta da Selic já traz aumento de custos para as
captações do Tesouro, que sofrem ainda os efeitos da volatilidade externa e da tributação de
investimentos estrangeiros com IOF (veja matéria às 15h42). Os papéis prefixados são os mais
castigados pela expectativa de alta de juro e a aversão a este risco pode ser vista na elevação das taxas
pagas nos leilões primários. A operação desta quinta-feira foi um bom exemplo de taxas acima do que
previa o mercado. A LTN 2010, com consenso de 12,86% com 12,87% para as taxas média e máxima,
saiu efetivamente a 13,2440% e 13,2580%. A NTN-F, papel normalmente demandado pelos investidores
estrangeiros, para 2012 tinha consenso de 13,24% e com 13,26%, e foi negociada a taxas de 13,2565%
e 13,2650%.

Nesta sexta-feira, as atenções se voltam à divulgação do payroll de março nos EUA e a expectativas é de
queda de 50 mil na criação de postos em março. O documento será importante para balizar as apostas
para a próxima reunião do Fed em abril que, por enquanto, são de nova redução de juro, em 0,25 ponto.
No Brasil, o mercado vai avaliar os dados da Anfavea referentes a março.

No leilão de LTN, a instituição vendeu integralmente o lote de 3 milhões, sendo 1 milhão para 1/4/2009 a
taxas de 12,6238% (PU 888.337054) e média 12,6158% (PU 888.393493); e 2 milhões para 1/7/2010 a
taxas máxima de 13,2580% (PU 757.187155) e média de 13,2440% (PU 757.395599). O volume
financeiro somou aproximadamente R$ 2,403 bilhões. No leilão de NTN-F, o Tesouro vendeu 400.000
títulos para 1/1/2012 a taxas máxima de 13,2650% (PU 935.592651) e média de 13,2565% (PU
935.811028); e 100.000 NTN-F para 1/1/2014 a taxas máxima de 13,2400% (PU 903.244999) e média
de 13,2365% (PU 903.365196). O volume financeiro somou R$ 465 milhões aproximadamente. (Denise
Abarca)


CÂMBIO

O dólar no mercado à vista ensaiou leve alta pela manhã, mas em seguida retomou a baixa exibida nas
últimas duas sessões em meio a recuperação das Bolsas norte-americanas, um pequeno fluxo financeiro
positivo e o alívio com a garantia do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o regime cambial no
País continuará sendo flutuante. O reduzido volume de negócios à vista, segundo operadores, também
favoreceu a inversão para baixo das cotações. No fechamento, pelo terceiro dia consecutivo, o pronto
recuou, cotado a R$ 1,7175 (-0,43%) na roda da BM&F, e na mínima do balcão, de R$ 1,717 (-0,58%). O
giro total à vista somou apenas cerca de US$ 1,167 bilhão (US$ 1,108 bilhão em D+2).

No início da tarde, o ministro Guido Mantega esclareceu que o Ministério da Fazenda não tem nenhuma
proposta para trocar o sistema de metas de inflação pelo sistema de meta cambial. "Nunca se falou
disso. É incompatível ter um sistema de metas de inflação e um sistema de meta cambial. É
incompatível", frisou o ministro. Mantega garantiu que o governo quer ter um sistema de meta de inflação
e política de câmbio flutuante. "O câmbio continuará flutuante e também deu excelentes resultados",
disse. "Não há razão para mudar o que está dando certo. Os dois sistemas, de inflação e de câmbio,
estão funcionando bastante bem", afirmou ainda Mantega.

Ele considerou também que a preservação desses dois sistemas não impede que o governo adote
medidas para atenuar a tendência de valorização do câmbio. Citou como exemplo a política de compra
de reservas, o próprio crescimento da economia e as medidas de aumento de alíquota de IOF adotadas
recentemente também para o investimento estrangeiros em títulos públicos. "Tudo isso atenua, mas não
descaracteriza o sistema de câmbio flutuante. O câmbio flutua para o bem ou para o mal.

Essas declarações dissiparam temores sobre eventual mudança nas regras do mercado de câmbio e
isso agradou os investidores, que enxergam no câmbio flutuante um atrativo para a continuidade do fluxo
cambial favorável ao País, afirmou um operador.

Do lado externo, os índices acionários em Wall Street se recuperaram da queda inicial, com ajuda das
ações da Alcoa, que divulgará seu balanço do primeiro trimestre na próxima segunda-feira, e de papéis
dos setores de energia e tecnologia. A recuperação técnica dessas ações neutralizou as preocupações
do mercado com a fragilidade da economia, enquanto prosseguia no Comitê Bancário do Senado
norte-americano os depoimentos dos envolvidos na operação de socorro ao Bear Sterns.

Pela manhã, o recuo das bolsas em Nova York foi provocado por perdas de ações dos bancos de
investimento Goldman Sachs, do Morgan Stanley, do Lehman Brothers Holdings e do Merrill Lynch & Co,
que estariam sendo monitorados por funcionários do Fed. No entanto, as ações do setor financeiro
passaram a subir depois que o jornal japonês Nikkei citou o presidente do Merrill Lynch, John Thain,
afirmando que o banco não precisa levantar mais capital novo, informou a Dow Jones. No fim da sessão,
o índice acionário Dow Jones estava em alta de 0,16%, o S&P, de 0,13% e o Nasdaq, de 0,08%. A
Bovespa subiu pelo quarto dia seguido, desta vez 1,28%, aos 64.175,0 pontos - maior pontuação desde
5 de março.

Os operadores do mercado cambial também monitoraram o comportamento externo da moeda
americana, que chegou a subir ante o euro após o dado mais robusto do ISM de Serviços em março mas
depois recuou. Os investidores reduziram posições na moeda norte-americana em reação ao aumento
acima do esperado nos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA, que elevou a cautela com o
relatório de payroll (dados de emprego) do mês de março (a previsão dos economistas é de uma perda
de 50 mil vagas), que será divulgado amanhã. O payroll de março poderá dar sinais adicionais sobre se
a economia norte-americana está ou não em recessão. A espera por esses dados, inclusive, teria ainda
limitado os ganhos das Bolsas. De todo o modo, os contratos futuros de Fed Funds continuam projetando
100% de probabilidade de queda de 0,25 ponto porcentual no juro básico norte-americano neste mês.
Atualmente, a taxa está em 2,25% ao ano.

Hoje, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram 38
mil para 407 mil, após ajustes sazonais, na semana encerrada em 29 de março. A última vez que os
pedidos atingiram um nível tão alto foi na semana de 17 de setembro de 2005, em 425 mil. Já ISM sobre
a atividade no setor de serviços avançou para 49,6 em março, de 49,3 em fevereiro, enquanto
economistas previam queda para 48,7. Uma leitura abaixo de 50 indica contração da atividade. Segundo
operadores do mercado doméstico de câmbio, o pronto só não foi pressionado pelo recuo externo do
dólar e também do petróleo por causa da recuperação das bolsas em Nova York. O petróleo para maio
em Nova York fechou em baixa de 0,95%, a US$ 103,83 o barril. Às 17,27, o euro subia 0,15%, a US$
1,5667; e o dólar recuava 0,14%, a 102,37 ienes.

No leilão de hoje, o Banco central pode ter adquirido cerca de US$ 200 milhões. A taxa de corte foi de R$
1,7269 e o BC pode ter acatado duas, das 8 propostas (de cinco bancos) com taxas declaradas, que iam
de R$ 1,7265 a R$ 1,729.

No mercado viva-voz de dólar futuro, os oito vencimentos negociados projetaram queda. O dólar maio08
indicou baixa de 0,49%, a R$ 1,727. O volume total negociado somou US$ 15,35 bilhões (305.655
contratos). Às 17h28, no mercado eletrônico, o dólar maio estava quase estável, cotado a R$ 1,728
(+0,06%) na venda. (Silvana Rocha)


BOLSA

O ingresso de capital estrangeiro no País, depois que o clima de terror com a crise norte-americana
amenizou, fez com que as ações tivessem mais um dia de alta generalizada na Bovespa, que subiu
ancorada principalmente pelas blue chips Vale e Petrobras, e tendo como referência as suas
equivalentes norte-americanas.

O Ibovespa até ensaiou uma realização na abertura dos negócios, mas ela não apenas não se sustentou
como também o índice teve fôlego para retomar o patamar de 64 mil pontos. A Bovespa encerrou a
sessão em alta de 1,28%, aos 64.175,0 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 62.793 pontos
(-0,90%) e a máxima de 64.731 pontos (+2,16%). O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 5,650
bilhões

"O cenário ainda inspira cuidados, a crise ainda existe, mas o pior já passou", avalia o gerente do
Departamento de Análise da Prósper Corretora, André Segadilha. Segundo ele, o retorno dos
estrangeiros às compras é uma das principais, senão a principal, causa para a recuperação da Bovespa,
que ainda não fechou em queda neste mês de abril. Apesar do ingresso de recursos comentado pelos
analistas do mercado, no acumulado do ano, o saldo do investimento externo na Bovespa ainda é
negativo em R$ 5,781 bilhões.

E o principal alvo do capital estrangeiro no mercado doméstico são as blue chips Vale e Petrobras, que
detêm juntas 1/3 da composição do índice. Ambos os papéis fecharam com alta consistente,
influenciados ainda por razões pertinentes a cada ação.

No caso da Vale, pesaram a favor da mineradora duas notícias de ontem: o reajuste de 86,67% no preço
da pelota para 2008 acertado com siderúrgicas do Oriente Média e Norte da África, além da decisão da
agência de classificação de risco Moody's de colocar o rating Baa3 em moeda local e o rating Baa3 em
moeda estrangeira da Vale sob revisão para possível upgrade. A Vale já é investment grade. A alta dos
papéis das mineradoras em Londres também ajudou. Os metais tiveram fechamento divergente na LME.
Vale ON subiu 1,26% e Vale PNA 0,78%.

Já a Petrobras descolou-se do comportamento do petróleo no exterior. Enquanto o contrato para maio
recuou 0,95% na Nymex, para US$ 103,83, as ações da estatal brasileira subiram, 1,45% as ON e 1,20%
as PN. A notícia que serve de pretexto para a compra dos papéis da estatal do petróleo é o anúncio de
que a empresa pretende construir a primeira fábrica de cascos de plataforma do mundo. Se efetivar a
obra, a nova estrutura permitira à companhia reduzir os custos de construção das unidades que serão
instaladas para a produção de óleo na camada pré-sal na Bacia de Santos.

Antes dessa notícia, o que empurrava essas ações para cima eram os boatos sobre novas descobertas
de petróleo - que já rondaram na véspera -, assim como a possibilidade de o governo aumentar sua
participação na exploração, atualmente em cerca de 50%. A declaração foi dada ontem pelo presidente
da ANP, Haroldo Lima.

Mas toda essa euforia não seria possível se os Estados Unidos não deixassem. Os investidores ficaram
ressabiados por lá hoje, depois que o dado de auxílio-desemprego alarmou. O Departamento de
Trabalho anunciou que os pedidos aumentaram 38 mil na semana encerrada em 29 de março, para 407
mil, nível mais alto desde 17 de setembro de 2005. As previsões eram de uma variação de +4 mil.

O número preocupou principalmente porque o principal indicador do mercado de trabalho
norte-americano, o payroll, vai ser divulgado amanhã e para o qual há projeções de redução de 50 mil
vagas. O mercado de trabalho frágil preocupa justamente porque acaba comprimindo o consumo, que é o
motor da maior economia do planeta.

Outra notícia ruim foi a de que a inadimplência no crédito ao consumidor atingiu o nível mais elevado em
16 anos no quarto trimestre, liderada pelos empréstimos para aquisição de automóveis.

Apesar disso, os investidores mantiveram a tranqüilidade, principalmente depois de ouvir do presidente
do Federal Reserve, Ben Bernanke, o mesmo discurso feito ontem na Câmara hoje no seu depoimento
do Senado. Só para lembrar, ele disse que o Fed é criativo e que pode tirar da cartola novas ferramentas
para impulsionar a economia do país, embora acredite que ela cresce lentamente e que deve mostrar
recuperação no segundo semestre de 2008.

Hoje, a novidade do Fed, não apresentada por Bernanke, mas pelo The Wall Street Journal, foi a de que
a autoridade monetária colocou, pela primeira vez em mais de uma década, seus funcionários dentro dos
bancos de investimentos para monitorar a condição financeira das instituições. Recebem a visita dos
funcionários do Fed Goldman Sachs, Morgan Stanley, Lehman Brothers, Merrill Lynch e Bear Stearns.

O Dow Jones fechou em alta de 0,16%, aos 12.626 pontos, o S&P, de 0,13% e o Nasdaq, de 0,08%. As
ações da Alcoa ajudaram a segurar o índice, com muitas compras relacionadas à expectativa de um bom
balanço na segunda-feira.

Para amanhã, a previsão é de mais um dia de ganhos. Isso se o payroll não atrapalhar. "Se o relatório
vier em linha, continuamos a subir, mas se mostrar um mercado de trabalho mais deteriorado do que o
previsto, o mercado doméstico deve passar por uma realização técnica", avaliou Segadilha.

As maiores altas hoje foram Gafisa ON (+5,92%), Tele Norte Leste Par ON (+5%) e Nossa Caixa ON
(+4,51%). As maiores quedas foram Eletrobrás PNB (-1,2%), Banco do Brasil ON (-1,39%) e Lojas
Renner ON (-1,42%).

Em tempo: balanço divulgado hoje pela Bovespa revela que, em março, o saldo da negociação de
investidores estrangeiros foi negativo em R$ 1,915 bilhão. No acumulado do ano até 31 de março, o fluxo
de recursos de investidores estrangeiros está negativo em R$ 761,476 milhões, resultado de R$ 5,019
bilhões em aquisições realizadas pelos estrangeiros nas ofertas públicas de ações e do saldo negativo
da negociação direta na Bovespa de R$ 5,781 bilhões.

A Bovespa movimentou R$ 111,31 bilhões em março, o que representa uma queda de 4,52% em relação
ao volume de fevereiro (R$ 116,58 bilhões). O volume médio diário atingiu R$ 5,56 bilhões, ante R$ 6,14
bilhões de fevereiro (-9,45%). Foram registrados 4,08 milhões de negócios, com uma média diária de
203.961. Em fevereiro, foram realizadas 3,86 milhões de operações e a média diária foi de 203.322.
(Claudia Violante)
Agenda
04/04/2008 - Sexta-feira
Payroll é o destaque da agenda
Todas as atenções hoje estão voltadas para a divulgação do relatório do mercado de trabalho
norte-americano, especialmente para o número de vagas criadas em março, que sai esta manhã. Esse é o
único indicador previsto nos EUA. No Brasil, a Anfavea divulga o balanço de março da indústria
automobilística. Confira os eventos político-econômicos previstos para esta sexta-feira, 4 de abril:

EUA DIVULGAM ÀS 9H30 PAYROLL DE MARÇO - O Departamento do Trabalho divulga às 9h30 o número de
postos de trabalho criados em março. Economistas prevêem queda de 50 mil. Para a taxa de desemprego, a
estimativa é 5,0%; para o salário médio por hora, a previsão é +0,3%.

EUA: PIANALTO E KROSZNER, DO FED, FALAM - A presidente do Fed de Cleveland, Sandra Pianalto, fala às
9h45 (de Brasília) sobre A economia da geografia: cidades, crescimento e desenvolvimento econômico. Mais
tarde, às 15h, o assistente do Tesouro, Clay Lowery, participa em Nova York de debate sobre investimento
estrangeiro nos EUA. Às 15h45, o diretor do Fed Randall Kroszner fala sobre desafios econômicos e financeiros
globais, durante a reunião anual do Conselho de Diretores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid),
em Miami (Flórida).

EUROPA: MINISTROS DAS FINANÇAS INICIAM REUNIÃO DE DOIS DIAS - Em Bruxelas, os ministros das
Finanças dos países da União Européia (Ecofin) iniciam reunião de dois dias.

ANFAVEA FAZ ÀS 11H BALANÇO DO SETOR EM MARÇO - A Anfavea divulga às 11 horas o desempenho da
indústria automobilística (veículos e máquinas agrícolas) - produção, vendas, exportações etc - referente a
março e ao primeiro trimestre. Segundo fontes ouvidas pela AE ontem, as vendas de veículos no mercado
brasileiro bateram recorde em março. Ao todo foram comercializadas 232,198 mil unidades, o que representa
uma alta de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o melhor mês de março da história da
indústria automobilística no Brasil, de acordo com as fontes.

IBGE DIVULGA ÀS 9H PRODUÇÃO INDUSTRIAL REGIONAL - Às 9 horas, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) divulga a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de fevereiro.

CONFAZ REÚNE-SE COM APPY PARA DISCUTIR REFORMA TRIBUTÁRIA - O Conselho Nacional de Política
Fazendária (Confaz) reúne-se com a participação de secretários estaduais e do secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. Na pauta, além da reforma tributária, há assuntos como
os precatórios. No Rio, a partir das 8h.

DILMA PARTICIPA DE REUNIÃO DO CONSELHO DA PETROBRAS - A ministra chefe da Casa Civil participa de
reunião do Conselho de Administração da Petrobras, no Rio. À tarde, a ministra deverá comparecer a evento
de prefeitos, em Niterói

MANTEGA PARTICIPA ÀS 9H DE AUDIÊNCIA NO CJF; ÀS 13H ALMOÇA EM SP - O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, e o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luiz Inácio, participam de audiência, às 9 horas, no
Superior Tribunal de Justiça, para a apresentação da proposta de projeto que altera a Lei de Execução Fiscal
(Lei nº 6.830). Depois, às 13h, Mantega almoça, em São Paulo, com o presidente do Instituto de Estudos
para Desenvolvimento Industrial (IEDI), Josué Christiano Gomes da Silva. Às 17h, ele terá reuniões internas
em seu gabinete paulista.

MARINHO E POCHMANN PARTICIPAM DE SEMINÁRIO EM SP -O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, e o
presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, participam do Seminário
Terceirização no Brasil - Avanços e Acordos Possíveis, a partir das 8h30 no auditório da Fecomércio, em São
Paulo.

BC FAZ DUAS OPERAÇÕES COMPROMISSADAS - O Banco Central faz duas operações compromissadas com
rentabilidade prefixada. Na primeira operação, serão ofertados ao mercado, entre 10h45 e 11 horas, até R$ 5
bilhões em Letras do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em 1/10/2009 e 1/1/2010, em Notas do
Tesouro Nacional Série B (NTN-B) para 15/8/2010, 15/8/2024, 15/5/2035 e 15/5/2045 e Notas do Tesouro
Nacional Série F (NTN-F) com vencimento em 1/7/2010, 1/1/2014 e 1/1/2017. A liquidação financeira da
venda dos títulos será realizada na próxima segunda-feira, e a da recompra será em 3/11/2008. O resultado
final da primeira compromissada será divulgado a partir das 11 horas. Na segunda compromissada, o BC
ofertará, entre 11h15 e 11h30, até R$ 4 bilhões em Letras do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em
1/1/2009, 1/7/2009 e 1/1/2010, Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) para 15/8/2012, 15/5/2015 e
15/5/2017 e em Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) com vencimento em 1/1/2012 e 1/1/2013. A
liquidação financeira da venda desses títulos será feita na segunda-feira, e a da recompra, no dia 1/9/2008.
O resultado final da segunda compromissada será divulgado a partir das 11h30.
VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 4 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta sexta-feira:

O Estado de S. Paulo
GOVERNO TRAVA CPI, MAS SENADO CONVOCA DILMA
Mantega recua da pressão por juro menor
Fed coloca sob vigilância 5 bancos de investimentos
Farc descartam libertar Ingrid
Desmatamento: Bispo de RO cobra ação do Ibama
Obama arrecada o dobro de Hillary

Folha de São Paulo
ARQUIVO DA CASA CIVIL DETALHA DOSSIÊ
Kassab restringirá caminhões de mudança
Desmatamento na Amazônia se mantém em alta

O Globo
NÚMERO DE MÉDICOS NA REDE PÚBLICA DO RIO É UM MISTÉRIO
Oposição dribla governo e convoca Dilma
Comissão volta a dar hoje Bolsa-Ditadura
Governo quer Internet rápida em mais lares
Lula diz que não teve tempo para estudar
Fiscalização de sindicatos vai ao STF

Jornal do Brasil
MÉDICOS COBRAM SEGURANÇA À NOITE NOS POSTOS DE SAÚDE
Epidemia gera Força Nacional de Saúde
Indústria vibra com expansão

Gazeta Mercantil
MERCADO DE RESSEGUROS NO BRASIL ATRAI 11 COMPANHIAS
R$ 1,2 bi será investido em shoppings no Paraná
Área de saúde lidera ranking dos cartéis
Petrobras vai fabricar cascos para plataforma
Calçados - Corso Como investe em lojas no Brasil
Vendendo pela Internet, Salesforce.com busca seu primeiro bilhão
Indústria - Vendas reais crescem 1,5% em fevereiro
Previ reestrutura Sauípe
Queda de exportações de açúcar

Valor Econômico
DADOS DA INDÚSTRIA REVELAM RISCOS MENORES DE INFLAÇÃO
Eike muda gestor e busca mais US$ 3 bi
No Bradesco, a senha será o próprio cliente
Sucessão já é negociada na CR Almeida
Energia vira desafio para setor de TI
Rischbieter ainda espera por 'um projeto de país'
Sabão em pó ao gosto do freguês
Setor financeiro é um dos maiores beneficiados no governo de Chávez
Fusão do Citibank com o Travelers foi um erro, diz o ex-chairman John Reed
Depois do PAC, o PAE
Disputa no setor de tintas
Produção maior de máquinas
Mais uma resseguradora

Correio Braziliense
COMO AS ESCOLAS DO DF FORAM NO ENEM

Financial Times
ARQUITETO DA FUSÃO DO CITI CHAMA NEGÓCIO DE 'ERRO'

The New York Times
PESQUISA REVELA QUE, PARA 81%, PAÍS É CONDUZIDO NA DIREÇÃO ERRADA

The Wall Street Journal
HOSPITAIS SEM FINS LUCRATIVOS, CRIADOS PARA ATENDER AOS POBRES, ENRIQUECEM
RAPIDAMENTE
COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA ONTEM

São Paulo, 4 - Os títulos da dívida brasileira avançaram, foi a quarta alta consecutiva na semana, e o risco
Brasil recuou nesta quinta-feira, dia relativamente tranqüilo nos mercados mundiais. De um modo geral,
os ativos globais ficaram de lado ontem, pois é grande a expectativa com a divulgação dos dados de
emprego (payroll) hoje nos EUA. Analistas esperam que o número de vagas criadas tenha recuado em 50
mil nos EUA no mês passado e que a taxa de desemprego avançou a 5%. Em Nova York, o índice Dow
Jones encerrou com leve alta de 0,16%, em 12.626,0 pontos, o Nasdaq avançou 0,08%, a 2.363,30
pontos e o S&P 500 subiu 0,13%, para 1.369,31 pontos.

Na corretora López Léon, o Global40 fechou na máxima, em 134,400 cents (alta de 0,19%). Na mínima, o
papel foi negociado a 135,150 cents. Na ICAP/Garban, o Global40 também fechou na máxima, em
134,500 cents (+0,26%). Na mínima, trocou de mãos a 134,100 cents.

No final do dia, o EMBI+ cedia 5 pontos-base, para 290 pontos-base. O risco Brasil cedia quatro
pontos-base, a 262 pontos-base (mínima do dia). Na máxima, o risco brasileiro foi a 268 pontos-base.
(Patrícia Fortunato)
COMO FECHOU AFTER MARKET ONTEM

São Paulo, 4 - O after market da Bovespa movimentou R$ 20,875 milhões ontem, após 2.631 transações.
Os papéis mais negociados foram: Petrobras PN (R$ 4.055.246,00), Vale PNA (R$ 2.878.328,00), BB
ON (R$ 1.393.373,00), CSN ON (R$ 696.389,00) e Usiminas PNA (R$ 626.128,00).
Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: 1,28
7 Dias: 4,49
30 Dias: -0,49
No Ano: 0,45
12 Meses: 40,74
Ibovespa: 64.175 pontos
Volume: R$ 5.650.587 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa encerra em alta, pelo 4º pregão consecutivo

03 de Abril de 2008 às 17:42 horas

A Bolsa de Valores de São Paulo operou no campo positivo nesta quinta-feira, durante a maior parte dos negócios, se descolando das bolsas americanas, que só passaram a apresentar valorização no final do dia. No mercado doméstico, a agenda econômica contou com o anúncio do IPC-Fipe e os investidores acompanharam o cenário corporativo. Nos EUA, a agenda econômica foi pesada, destacando o segundo dia de discurso do presidente do Fed e a divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego da semana passada.

No mercado doméstico, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente ao mês de março subiu em 0,31%, 0,12 ponto percentual acima da registrada em fevereiro, quando o indicador apresentou variação positiva de 0,19%.

A Confederação Nacional da Industria (CNI) divulgou que o faturamento real das empresas em fevereiro foi de 0,3% maior que registrado em janeiro. Esse resultado é 11,5% em comparação à fevereiro de 2007.

Entre as notícias corporativas, de acordo com informações da mídia japonesa, a Petrobrás deverá gastar US$ 1 bilhão para melhorar a capacidade de sua recém-adquirida refinaria no Japão, cuja compra foi efetuada em conjunto com a subsidiária da Exxon Mobil. Por volta das 17 horas, os papéis ON e PN operaram com valorização de 1,36% e 1,20%, respectivamente.

A Petrobrás anunciou, na noite de ontem, que vai encomendar a construção de mais uma plataforma de produção de petróleo, a P-62, que será instalada no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. Esta plataforma será uma espécie de clone da P-54, que aproveitará o mesmo projeto de engenharia. Com isto serão gerados mais 2,6 mil empregos diretos, além de 10 mil indiretos.

As ações PNA da Vale operaram em alta de 0,78%, perto das 17 horas. Ontem à noite, a mineradora informou que fechou um aumento de 86,67% para o preço das pelotas de redução direta com as siderúrgicas do Oriente Médio e Norte da África, ainda para este ano.

A Cemig pretende investir cerca de R$ 3 bilhões neste ano visando expandir suas operações. A companhia já tem afiançado cerca de R$ 1,5 bilhão para futuros empréstimos, caso surjam oportunidades de compras, e mais R$ 1,5 bilhão para expandir sua capacidade operacional atual. Por volta das 17 horas, as ações PN operaram com valorização de 0,59%.

Nos EUA, o dia foi de agenda econômica pesada, destacando o segundo dia de discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ao Comitê Bancário do Senado norte-americano. O chairman do Fed reiterou as preocupações de que a economia americana passa por momentos difíceis, mas que medidas econômicas e financeiras já estão sendo aplicadas para diminuir a possibilidade de uma recessão e para voltar a prover o crescimento ainda no segundo semestre deste ano ou no mais tardar em 2009.

Nesta quinta-feira, o "Wall Street Journal" informou que o Fed instalou-se dentro de corretoras, incluindo Goldman Sachs e Bear Stearns, para monitorar o estado financeiro das instituições. De acordo com o jornal, a decisão do Fed ocorre em meio a críticas à Securities and Exchange Commission (órgão que fiscaliza o mercado de capitais norte-americano).

O Departamento do Trabalho divulgou que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram em 38 mil solicitações, na semana encerrada em 29 de março, para 407 mil pedidos, muito acima das estimativas dos analistas.

O ISM (Institute for Supply Management) divulgou que o setor de serviços nos EUA registrou 49,6 pontos, acima do apurado no mês de fevereiro que foi de 49,3 pontos e dos 48,5 pontos previstos pelos economistas.

O Fed de Chicago divulgou que o índice de atividade industrial do meio-oeste caiu 0,5% em fevereiro ante janeiro. No ano, o índice obteve uma elevação de 2%.

IBOVESPA
Maiores de HOJE
AltasPreço(%)
Gafisa ON32,055,91
Telemar ON63,005,00
Nossa Caixa ON23,634,51
Tam S.A. PN36,104,45
Cyrela Realt ON25,664,30
NET PN20,704,02
Gerdau Met. PN80,893,69
Gerdau PN59,803,47
Telesp Atual PN46,413,08
Natura ON20,252,79
BaixasPreço(%)
Eletrobras PNB26,90-1,82
Lojas Renner ON34,70-1,42
Banco do Brasil ON24,90-1,38
Lojas Americanas PN13,70-0,93
Braskem PNA14,90-0,86
CCR Rodovias ON27,18-0,43
Telemar N L PNA94,10-0,40
Celesc PNB44,56-0,08
Pao de Acucar-CBD PN36,77-0,08
Souza Cruz ON45,69-0,02
Maiores na SEMANA
AltasPreço(%)
Br.Tel.Part. PN26,4316,99
Natura ON20,2513,44
NET PN20,7012,81
Klabin S.A. PN6,3612,57
Gerdau Met. PN80,8911,88
Gerdau PN59,8011,83
Nossa Caixa ON23,6311,79
Cyrela Realt ON25,6611,56
Copel PNB31,5511,47
CPFL Energia ON39,0011,42
BaixasPreço(%)
Cesp PNB27,25-6,04
Gol PN27,44-2,35
Embraer ON17,32-0,18
Maiores no ANO
AltasPreço(%)
Telemar PN47,4038,79
Telemar N L PNA94,1037,38
Usiminas PNA104,8529,86
Sid. Nacional ON66,0025,63
Cosan ON25,7023,56
Natura ON20,2522,68
CPFL Energia ON39,0020,64
Vivo PN11,2519,55
Eletrobras ON28,5919,47
Br.Telecom PN20,7018,35
BaixasPreço(%)
Gol PN27,44-37,30
Cesp PNB27,25-37,26
Duratex PN34,10-20,76
All Amer.Lat. Unit18,59-19,31
Banco do Brasil ON24,90-17,47
Cyre Com-CCP ON10,10-15,91
Light S.A. ON23,50-14,56
Tam S.A. PN36,10-14,15
Embraer ON17,32-12,76
Lojas Americanas PN13,70-11,63
Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:10h
Obs: * Lote de Mil

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