Por: Conrado Mazzoni Cruz
26/10/07 - 18h40
InfoMoney
SÃO PAULO - Os mercados brasileiros alternaram altas e baixas na semana de 22 a 26 de outubro, em meio a um quadro de incertezas na esfera internacional. Ao final, o saldo foi positivo, sobretudo por conta dos ganhos da sexta-feira, com um empurrão da esfera corporativa.
O Ibovespa acumulou elevação de 5,55% e estabeleceu novo recorde de pontos, enquanto o dólar comercial deu seqüência à tendência de baixa ao recuar 1,94%. O risco-país ficou praticamente estável entre semanas e os juros futuros avançaram.
Águia ainda voa?A economia norte-americana voltou a emitir sinais de que os problemas derivados do crédito imobiliário de alto risco ainda perturbam. Mostrando fraqueza da construção civil, indicadores como o Existing Home Sales e o New Home Sales foram avaliados de perto.
O cenário corporativo também foi fonte de pessimismo. Resultados trimestrais aquém do esperado, com destaque para os números do banco de investimentos Merrill Lynch, reforçaram as preocupações com as mazelas do subprime.
Para contrabalançar o mau humor, as evidências de possibilidade de recessão nos EUA, ainda que por um breve período, serviram para alimentar as apostas de continuação do ciclo de reduções da Fed Funds Rate.
Copom esclarece manutenção da SelicNo âmbito doméstico, a publicação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) esclareceu a opção do colegiado pela manutenção da taxa Selic em 11,25% ao ano.
O documento revelou preocupações em relação a pressões inflacionárias em âmbito global e destacou a necessidade de espera, até que os efeitos defasados de política monetária se manifestem.
A política monetária brasileira dividiu as atenções com o noticiário corporativo. A temporada de resultados do terceiro trimestre trouxe os números da Vale do Rio Doce, com lucro líquido de R$ 4,659 bilhões.
E na sexta-feira as ações ordinárias da Bovespa Holding passaram a ser listadas no Novo Mercado, após uma captação recorde de recursos no total de R$ 6,6 bilhões, já considerada a opção de exercício de lote suplementar.
Confira as cotaçõesDepois de alguma volatilidade, o Ibovespa acumulou alta de 5,55%, para o recorde histórico de 64.276 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial anotou baixa de 1,94%, a R$ 1,769, tendo atingido seu menor valor desde 2000.
Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2010, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 11,61% na quinta-feira, frente aos 11,47% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,14%, na comparação com os 11,08% da sexta-feira anterior.
Calendário da semanaDentro da agenda da última semana de outubro, os investidores estarão atentos à reunião do Federal Reserve, para a atualização do juro básico norte-americano.
No cenário nacional, ênfase para a publicação de índices de preços, como o IGP-M de outubro, na terça-feira.