Sexta-feira, Abril 28, 2006

Dólar permanece abaixo de R$ 2,10 e Bovespa se recupera

DENYSE GODOY
da Folha Online

O dólar comercial segue negociado abaixo dos R$ 2,10 nesta tarde. Às 13h45, a moeda norte-americana acompanhava o risco-país, que caía 1,35%, para 218 pontos, e tinha baixa de 0,61%, a R$ 2,092 --menor valor desde março de 2001. A Bovespa também recuperava parte das perdas de ontem, subindo 1,08% no mesmo horário, aos 40.184 pontos, com giro de R$ 1,079 bilhão.

No mercado de câmbio, a sinalização de Ben Bernanke, presidente do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), de que a entidade pode fazer uma pausa na elevação da taxa básica de juros dos EUA, feita ontem, continua provocando a queda das cotações.

A desvalorização de ontem e hoje aumenta a expectativa de que o Banco Central intensifique sua atuação no câmbio, realizando, além dos leilões de compra à vista, ofertas de contratos de swap cambial reverso, operação que equivale à compra de moeda no mercado futuro.

Segundo analistas de mercado, o fluxo de entrada de recursos no país continua elevado, por isso o dólar deve conseguir se manter abaixo dos R$ 2,10.

Na Bovespa, os investidores aproveitam para comprar ações que estão com preços atraentes depois da queda de ontem. A Bolsa brasileira opera descolada da de Nova York, que cai abatida por um alerta da Microsoft de que seus ganhos nos próximos meses devem ficar aquém das expectativas.

Hoje saiu nos EUA a informação de que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 4,8% no primeiro trimestre do ano --a maior taxa para esse período em dois anos e meio, mas levemente abaixo do que o mercado esperava.

O dólar paralelo aponta estabilidade, a R$ 2,33, e o turismo tem baixa de 0,45%, a R$ 2,19.

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Dólar permanece abaixo de R$ 2,10 e Bovespa se recupera

DENYSE GODOY
da Folha Online

O dólar comercial segue negociado abaixo dos R$ 2,10 nesta tarde. Às 13h45, a moeda norte-americana acompanhava o risco-país, que caía 1,35%, para 218 pontos, e tinha baixa de 0,61%, a R$ 2,092 --menor valor desde março de 2001. A Bovespa também recuperava parte das perdas de ontem, subindo 1,08% no mesmo horário, aos 40.184 pontos, com giro de R$ 1,079 bilhão.

No mercado de câmbio, a sinalização de Ben Bernanke, presidente do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), de que a entidade pode fazer uma pausa na elevação da taxa básica de juros dos EUA, feita ontem, continua provocando a queda das cotações.

A desvalorização de ontem e hoje aumenta a expectativa de que o Banco Central intensifique sua atuação no câmbio, realizando, além dos leilões de compra à vista, ofertas de contratos de swap cambial reverso, operação que equivale à compra de moeda no mercado futuro.

Segundo analistas de mercado, o fluxo de entrada de recursos no país continua elevado, por isso o dólar deve conseguir se manter abaixo dos R$ 2,10.

Na Bovespa, os investidores aproveitam para comprar ações que estão com preços atraentes depois da queda de ontem. A Bolsa brasileira opera descolada da de Nova York, que cai abatida por um alerta da Microsoft de que seus ganhos nos próximos meses devem ficar aquém das expectativas.

Hoje saiu nos EUA a informação de que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 4,8% no primeiro trimestre do ano --a maior taxa para esse período em dois anos e meio, mas levemente abaixo do que o mercado esperava.

O dólar paralelo aponta estabilidade, a R$ 2,33, e o turismo tem baixa de 0,45%, a R$ 2,19.

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Brasil fica em 3° lugar na rota de investidores, diz estudo

Da FolhaNews

28/04/2006
08h18-China, Índia e Brasil são, nessa ordem, prioridade para investimentos de 2006 a 2008 na análise de 1.410 presidentes de grandes empresas de 45 países, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira. A maior disposição em gastar dinheiro aqui não tem relação, porém, com aumento da concorrência local. Apenas 13% dos empresários estrangeiros crêem que companhias brasileiras de peso devam despontar nos próximos três anos e incomodar o mercado, forçando maiores investimentos, conclui o relatório da consultoria PricewaterhouseCoopers.

Baixo crescimento econômico, instabilidades na política cambial, legislação tributária asfixiante e excesso de regulamentação dos mercados trava o desenvolvimento das empresas brasileiras e as torna menos competitivas.

Portanto, uma possível ampliação nos investimentos locais, como destaca a pesquisa, não tem relação com o aumento da concorrência na região. O principal atrativo ainda é a oportunidade de acesso a novos clientes. Ou seja, ao mercado consumidor. Para 76% deles, esse ponto é decisivo no momento da definição do país como destino de recursos.

Esperava-se uma resposta diferente. O próprio relatório informa que acreditava na escolha do Brasil como fruto do processo de corte nos custos globais das companhias. Mercados emergentes podem ser mais "econômicos".

Pelo relatório, o país é a terceira opção de investimentos na análise dos 1.410 empresários, com 33% das intenções, perdendo para China (55%) e Índia (36%), informa a segunda edição da pesquisa. Na primeira edição, a questão não foi tratada. "Concorremos diretamente com chineses e indianos e, nesse cenário, é preciso ficar claro que aquilo que tínhamos no passado, como vantagens competitivas, não podem ser mais classificadas dessa forma. Recursos naturais ou mão-de-obra barata deixaram de ser diferenciais, e não estamos conseguindo desenvolver novos atrativos", diz Fernando Alves, presidente da Price.

Para 68% dos entrevistados, os investimentos no Brasil devem aumentar em 2006. Outros 23% acreditam que ficam estáveis e para 8% irão cair, 1% não opinou.

Quanto ao ingresso de investimento estrangeiro direto no país em 2006, a estimativa está em US$ 18 bilhões, diz o Banco Central - foram US$ 16 bilhões em 2005. Logo, é preciso que o país receba, em média, US$ 1,5 bilhão ao mês.

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Brasil fica em 3° lugar na rota de investidores, diz estudo

Da FolhaNews

28/04/2006
08h18-China, Índia e Brasil são, nessa ordem, prioridade para investimentos de 2006 a 2008 na análise de 1.410 presidentes de grandes empresas de 45 países, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira. A maior disposição em gastar dinheiro aqui não tem relação, porém, com aumento da concorrência local. Apenas 13% dos empresários estrangeiros crêem que companhias brasileiras de peso devam despontar nos próximos três anos e incomodar o mercado, forçando maiores investimentos, conclui o relatório da consultoria PricewaterhouseCoopers.

Baixo crescimento econômico, instabilidades na política cambial, legislação tributária asfixiante e excesso de regulamentação dos mercados trava o desenvolvimento das empresas brasileiras e as torna menos competitivas.

Portanto, uma possível ampliação nos investimentos locais, como destaca a pesquisa, não tem relação com o aumento da concorrência na região. O principal atrativo ainda é a oportunidade de acesso a novos clientes. Ou seja, ao mercado consumidor. Para 76% deles, esse ponto é decisivo no momento da definição do país como destino de recursos.

Esperava-se uma resposta diferente. O próprio relatório informa que acreditava na escolha do Brasil como fruto do processo de corte nos custos globais das companhias. Mercados emergentes podem ser mais "econômicos".

Pelo relatório, o país é a terceira opção de investimentos na análise dos 1.410 empresários, com 33% das intenções, perdendo para China (55%) e Índia (36%), informa a segunda edição da pesquisa. Na primeira edição, a questão não foi tratada. "Concorremos diretamente com chineses e indianos e, nesse cenário, é preciso ficar claro que aquilo que tínhamos no passado, como vantagens competitivas, não podem ser mais classificadas dessa forma. Recursos naturais ou mão-de-obra barata deixaram de ser diferenciais, e não estamos conseguindo desenvolver novos atrativos", diz Fernando Alves, presidente da Price.

Para 68% dos entrevistados, os investimentos no Brasil devem aumentar em 2006. Outros 23% acreditam que ficam estáveis e para 8% irão cair, 1% não opinou.

Quanto ao ingresso de investimento estrangeiro direto no país em 2006, a estimativa está em US$ 18 bilhões, diz o Banco Central - foram US$ 16 bilhões em 2005. Logo, é preciso que o país receba, em média, US$ 1,5 bilhão ao mês.

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Lula sinaliza ajuda à Varig e ações disparam

SÃO PAULO - As ações da Varig disparam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depois das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por volta das 11h30, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto da companhia) atingiram a máxima de R$ 1,80, depois de terem encerrado a quinta-feira em R$ 1,16. Às 13h, o papel é cotado a R$ 1,52, em alta de 31,03% em relação ao fechamento de ontem.

Lula, que participou hoje do lançamento do Feirão da Casa Própria, realizado pela Caixa Econômica Federal, em São Paulo, disse que o governo não vai colocar dinheiro público na empresa. Contudo, elogiou a proposta apresentada ontem pelo juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, que conduz na Justiça o processo de recuperação da companhia. E disse ainda: "podemos financiar a salvação, desde que a Varig cumpra seu papel".

Ontem, Ayoub afirmou que o desenho de uma proposta de salvamento da Varig pode ser fechada até a próxima terça-feira. Uma das idéias em discussão, e que permitiria a participação do BNDES, é a divisão da Varig em duas empresas: uma que operaria as rotas domésticas e outra controlando as linhas aéreas internacionais.

A nacional, saneada das dívidas, seria leiloada a investidores privados. Já a outra, além das rotas internacionais, arcaria com as dívidas, mas também ficaria com os créditos de cerca de R$ 4,5 bilhões que a Varig cobra na justiça da União por causa de prejuízos sofridos com planos econômicos do passado, além de créditos de ICMS, estimados em R$ 1,2 bilhão, de 15 Estados - créditos que também são frutos de ações judiciais.

Há detalhes desse modelo ainda sem explicação e a idéia não é exatamente nova. Quando o ministro da Defesa ainda era José Viegas, em 2004, integrantes do governo federal chegaram a vazar uma minuta de medida provisória que previa intervenção federal na Varig e sua cisão em duas companhias. À época, no entanto, a intenção era entregar a empresa saneada às concorrentes Gol e TAM, mantendo a outra gerida pelo governo.

Interesses do governo
A movimentação da alta cúpula do governo em relação à situação da Varig ficou mais intensa nos últimos dias. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, depois de passar semanas negando a possibilidade de um empréstimo do BNDES para salvar a Varig, admitiu na quarta-feira que a instituição poderá financiar a operação, desde que um novo investidor dê garantias.

O ministro Waldir Pires voltou a afirmar hoje que a falência da Varig não interessa a ninguém, mas também evitou entrar nos detalhes da discussão. "Estamos construindo uma solução, e esperamos que, com certa rapidez, seja possível tranqüilizar a sociedade brasileira", disse o ministro. "O que desejamos é que o Brasil continue tendo uma bandeira voando pelos céus do mundo e servindo a população internamente", declarou Pires.

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Lula sinaliza ajuda à Varig e ações disparam

SÃO PAULO - As ações da Varig disparam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depois das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por volta das 11h30, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto da companhia) atingiram a máxima de R$ 1,80, depois de terem encerrado a quinta-feira em R$ 1,16. Às 13h, o papel é cotado a R$ 1,52, em alta de 31,03% em relação ao fechamento de ontem.

Lula, que participou hoje do lançamento do Feirão da Casa Própria, realizado pela Caixa Econômica Federal, em São Paulo, disse que o governo não vai colocar dinheiro público na empresa. Contudo, elogiou a proposta apresentada ontem pelo juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, que conduz na Justiça o processo de recuperação da companhia. E disse ainda: "podemos financiar a salvação, desde que a Varig cumpra seu papel".

Ontem, Ayoub afirmou que o desenho de uma proposta de salvamento da Varig pode ser fechada até a próxima terça-feira. Uma das idéias em discussão, e que permitiria a participação do BNDES, é a divisão da Varig em duas empresas: uma que operaria as rotas domésticas e outra controlando as linhas aéreas internacionais.

A nacional, saneada das dívidas, seria leiloada a investidores privados. Já a outra, além das rotas internacionais, arcaria com as dívidas, mas também ficaria com os créditos de cerca de R$ 4,5 bilhões que a Varig cobra na justiça da União por causa de prejuízos sofridos com planos econômicos do passado, além de créditos de ICMS, estimados em R$ 1,2 bilhão, de 15 Estados - créditos que também são frutos de ações judiciais.

Há detalhes desse modelo ainda sem explicação e a idéia não é exatamente nova. Quando o ministro da Defesa ainda era José Viegas, em 2004, integrantes do governo federal chegaram a vazar uma minuta de medida provisória que previa intervenção federal na Varig e sua cisão em duas companhias. À época, no entanto, a intenção era entregar a empresa saneada às concorrentes Gol e TAM, mantendo a outra gerida pelo governo.

Interesses do governo
A movimentação da alta cúpula do governo em relação à situação da Varig ficou mais intensa nos últimos dias. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, depois de passar semanas negando a possibilidade de um empréstimo do BNDES para salvar a Varig, admitiu na quarta-feira que a instituição poderá financiar a operação, desde que um novo investidor dê garantias.

O ministro Waldir Pires voltou a afirmar hoje que a falência da Varig não interessa a ninguém, mas também evitou entrar nos detalhes da discussão. "Estamos construindo uma solução, e esperamos que, com certa rapidez, seja possível tranqüilizar a sociedade brasileira", disse o ministro. "O que desejamos é que o Brasil continue tendo uma bandeira voando pelos céus do mundo e servindo a população internamente", declarou Pires.

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Indiciamento não significa culpa de Palocci, diz Lula

"Acho que o indiciamento é o começo de um processo e o fato de alguém ser indiciado não comprova que a pessoa seja culpada e nem inocente".
Jander Ramon

SÃO PAULO - O indiciamento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pela polícia de Ribeirão Preto pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro não significa que ele possa ser considerado culpado e nem inocente. A ressalva foi feita hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Acho que o indiciamento é o começo de um processo e o fato de alguém ser indiciado não comprova que a pessoa seja culpada e nem inocente. Prova que a pessoa tem agora de resolver seus problemas com o Poder Judiciário", declarou o presidente da República, após visita ao "2º Feirão Caixa da Casa Própria", no Expo Center Norte, em São Paulo.

Segundo Lula, a tramitação dos processos respondidos por Palocci é "normal", dentro de um ambiente democrático. "O Ministério Público e a Polícia Federal, denunciam e você, então, vai se defender no Poder Judiciário", explicou.

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Indiciamento não significa culpa de Palocci, diz Lula

"Acho que o indiciamento é o começo de um processo e o fato de alguém ser indiciado não comprova que a pessoa seja culpada e nem inocente".
Jander Ramon

SÃO PAULO - O indiciamento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pela polícia de Ribeirão Preto pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro não significa que ele possa ser considerado culpado e nem inocente. A ressalva foi feita hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Acho que o indiciamento é o começo de um processo e o fato de alguém ser indiciado não comprova que a pessoa seja culpada e nem inocente. Prova que a pessoa tem agora de resolver seus problemas com o Poder Judiciário", declarou o presidente da República, após visita ao "2º Feirão Caixa da Casa Própria", no Expo Center Norte, em São Paulo.

Segundo Lula, a tramitação dos processos respondidos por Palocci é "normal", dentro de um ambiente democrático. "O Ministério Público e a Polícia Federal, denunciam e você, então, vai se defender no Poder Judiciário", explicou.

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Mantega sinaliza para nova queda dos juros

28 de abril de 2006
Marli Moreira/Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez ontem, ao sair da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma previsão otimista do desempenho da economia brasileira ao longo do ano.

Mantega acenou com a continuidade da política de queda na taxa básica de juros, a Selic, e observou que também estão caindo os índices de correção para concessão de crédito voltado para investimentos na produção. "Isso vai impulsionar um crescimento maior da economia", afirmou.

Sobre a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje, o ministro disse que é sempre natural "a posição de cautela", sugerida para os períodos posteriores. O que importa, segundo ele, é perceber que há indicadores no mercado apontando para a manutenção da política de redução gradual da taxa de juros como inflação em baixa e estabilidade nos preços administrados pelo governo.

"Tenho certeza de que vai continuar havendo redução da taxa de juros e aumento do crédito no país". O nível não é possível fixar e a queda da inflação foi determinante para a recuperação do mercado interno", justificou. Para o ministro, as atenções agora deverão estar voltadas para o índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que deverá alcançar algo entre 4% e 4,5%.

Mantega evitou analisar críticas de analistas do mercado segundo as quais a política monetária ainda se mostra conservadora. "Cada analista tem liberdade para fazer sua interpretação, mas os dados concretos apontam para uma inflação sob controle". Com a taxa controlada, completou o ministro, "há condições para que a política monetária continue a ser flexibilizada".

Ele sinalizou ainda a intenção do governo de reduzir a carga tributária e atribuiu o peso das contribuições à herança deixada pelo governo anterior. "Ao longo dos últimos 10 anos, foram aumentados os tributos no país, e eu falei aqui aos empresários que nós chegamos ao topo da montanha da carga fiscal e queremos descer essa montanha aliviando a carga tributária". De acordo com os cálculos apresentados por Mantega, de 2003 até o final de 2006, o governo deve deixar de arrecadar R$ 19 bilhões.

O ministro destacou ainda o esforço que tem sido feito para enxugar a máquina administrativa do governo na busca do crescimento econômico. "A economia tem que ir bem, mas o crescimento não é um fim em si, e sim um meio para melhorar o padrão de vida da população brasileira", advertiu.

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Mantega sinaliza para nova queda dos juros

28 de abril de 2006
Marli Moreira/Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez ontem, ao sair da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma previsão otimista do desempenho da economia brasileira ao longo do ano.

Mantega acenou com a continuidade da política de queda na taxa básica de juros, a Selic, e observou que também estão caindo os índices de correção para concessão de crédito voltado para investimentos na produção. "Isso vai impulsionar um crescimento maior da economia", afirmou.

Sobre a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje, o ministro disse que é sempre natural "a posição de cautela", sugerida para os períodos posteriores. O que importa, segundo ele, é perceber que há indicadores no mercado apontando para a manutenção da política de redução gradual da taxa de juros como inflação em baixa e estabilidade nos preços administrados pelo governo.

"Tenho certeza de que vai continuar havendo redução da taxa de juros e aumento do crédito no país". O nível não é possível fixar e a queda da inflação foi determinante para a recuperação do mercado interno", justificou. Para o ministro, as atenções agora deverão estar voltadas para o índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que deverá alcançar algo entre 4% e 4,5%.

Mantega evitou analisar críticas de analistas do mercado segundo as quais a política monetária ainda se mostra conservadora. "Cada analista tem liberdade para fazer sua interpretação, mas os dados concretos apontam para uma inflação sob controle". Com a taxa controlada, completou o ministro, "há condições para que a política monetária continue a ser flexibilizada".

Ele sinalizou ainda a intenção do governo de reduzir a carga tributária e atribuiu o peso das contribuições à herança deixada pelo governo anterior. "Ao longo dos últimos 10 anos, foram aumentados os tributos no país, e eu falei aqui aos empresários que nós chegamos ao topo da montanha da carga fiscal e queremos descer essa montanha aliviando a carga tributária". De acordo com os cálculos apresentados por Mantega, de 2003 até o final de 2006, o governo deve deixar de arrecadar R$ 19 bilhões.

O ministro destacou ainda o esforço que tem sido feito para enxugar a máquina administrativa do governo na busca do crescimento econômico. "A economia tem que ir bem, mas o crescimento não é um fim em si, e sim um meio para melhorar o padrão de vida da população brasileira", advertiu.

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Itaú fecha a compra do BankBoston e empata com o Bradesco

Por Cristiane Correa e Cláudio Gradilone
EXAME

O banco Itaú concretizou a aquisição de todas as operações do Bank of America no Brasil, com opções para assumir os negócios do banco no Chile e no Uruguai. Isso significa que o banco das famílias Setubal e Villella vai absorver os 300 000 clientes individuais e corporativos, as 66 agências e os 22 bilhões de reais em ativos do BankBoston, controlado pelo Bank of America.

De acordo com os números oficiais do Banco Central, a soma de Itaú e Bankboston deverá fazer o banco brasileiro igualar-se em ativos ao arqui-rival Bradesco. De acordo com critérios aceitos pelos analistas de mercado, que consideram não apenas os ativos bancários mas também as reservas técnicas de seguros, previdência e capitalização, o Bradesco ainda manterá uma folgada margem de mais de 20 bilhões de reais sobre o Itaú. O banco das famílias Setubal e Villella vai superar o bancão de Osasco em áreas como administração de fundos. Itaú & BankBoston vão tornar-se o maior gestor privado de fundos do Brasil, perdendo apenas para o Banco do Brasil.

Itaú e BankBoston não comentam o assunto. De acordo com fontes próximas à transação, o valor da compra deverá ser pouco menos de 3 bilhões de dólares, e o pagamento será feito integralmente em ações preferenciais do Itaú. Com a transação, o Bank of America terá cerca de 7% do capital do Itaú e direito a indicar um membro do Conselho de Administração do Banco.

Merrill Lynch e Credit Suisse assessoraram o Itaú na compra . Nos últimos dias da negociação, outros bancos tentaram participar do negócio. Segundo executivos próximos à negociação, o Bradesco teria buscado a assessoria do Goldman Sachs para tentar forçar um leilão.

O Itaú deverá aproveitar os bons relacionamentos do BankBoston com empresas de grande porte e com pessoas físicas de alta renda, segmentos em que o banco brasileiro é menos dominante que seus concorrentes.

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Itaú fecha a compra do BankBoston e empata com o Bradesco

Por Cristiane Correa e Cláudio Gradilone
EXAME

O banco Itaú concretizou a aquisição de todas as operações do Bank of America no Brasil, com opções para assumir os negócios do banco no Chile e no Uruguai. Isso significa que o banco das famílias Setubal e Villella vai absorver os 300 000 clientes individuais e corporativos, as 66 agências e os 22 bilhões de reais em ativos do BankBoston, controlado pelo Bank of America.

De acordo com os números oficiais do Banco Central, a soma de Itaú e Bankboston deverá fazer o banco brasileiro igualar-se em ativos ao arqui-rival Bradesco. De acordo com critérios aceitos pelos analistas de mercado, que consideram não apenas os ativos bancários mas também as reservas técnicas de seguros, previdência e capitalização, o Bradesco ainda manterá uma folgada margem de mais de 20 bilhões de reais sobre o Itaú. O banco das famílias Setubal e Villella vai superar o bancão de Osasco em áreas como administração de fundos. Itaú & BankBoston vão tornar-se o maior gestor privado de fundos do Brasil, perdendo apenas para o Banco do Brasil.

Itaú e BankBoston não comentam o assunto. De acordo com fontes próximas à transação, o valor da compra deverá ser pouco menos de 3 bilhões de dólares, e o pagamento será feito integralmente em ações preferenciais do Itaú. Com a transação, o Bank of America terá cerca de 7% do capital do Itaú e direito a indicar um membro do Conselho de Administração do Banco.

Merrill Lynch e Credit Suisse assessoraram o Itaú na compra . Nos últimos dias da negociação, outros bancos tentaram participar do negócio. Segundo executivos próximos à negociação, o Bradesco teria buscado a assessoria do Goldman Sachs para tentar forçar um leilão.

O Itaú deverá aproveitar os bons relacionamentos do BankBoston com empresas de grande porte e com pessoas físicas de alta renda, segmentos em que o banco brasileiro é menos dominante que seus concorrentes.

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A governança não tem preço

Por Adriana Cotias
28/04/2006

O investidor ainda resiste a dar o devido prêmio para as ações de empresas que adotam as melhores práticas de governança e respeito ao direito dos minoritários no Brasil. Apesar de o Índice de Governança Corporativa (IGC) acumular valorização superior à do Ibovespa - em boa parte devido à forte presença dos bancos, que subiram bastante nos últimos anos -, estudo da Merrill Lynch mostra que o múltiplo conhecido como Preço/Lucro (P/L) - a relação entre a cotação e o lucro por ação e que dá uma idéia do prazo de retorno de um investimento - do IGC e do Ibovespa está muito próximo. Para 2007, estão projetados em 8 e 7,5 anos, respectivamente.

Segundo Pedro Martins, estrategista para América Latina da corretora americana, isso quer dizer que as ações listadas no IGC apresentam forte crescimento de resultados e que tal desempenho vem sendo acompanhado de perto pela valorização dos papéis.

Desde que foi criado, em setembro de 2001, o IGC acumula ganhos superiores a 370%, ante 215% do Ibovespa. Em 12 meses, a alta chega a 75%, em comparação aos 60% da principal referência do mercado acionário brasileiro. Apesar disso, o P/L, uma das métricas de avaliação de retorno mais usadas, mantém-se intacto.

"Maior 'free float' (capital em circulação no mercado), oferecer 'tag along' (o prêmio de controle) aos preferencialistas ou só ter ações ordinárias deveriam justificar a existência de prêmios", diz Martins. "Vivenciamos eventos corporativos que lembram o investidor da importância de pagar por governança", acrescenta, referindo-se à fusão da AmBev com a belga Interbrew e, mais recentemente, à reestruturação da Telemar.

Considerando-se que há nas empresas comprometidas com regras de governança ganhos ainda não reconhecidos, Martins sugere duas estratégias. A primeira consiste em combinar posições "long/short" (compradas e vendidas, apostando na alta e na baixa, respectivamente). A arbitragem se dá com a compra de uma cesta de papéis do IGC, mas que estão fora do Ibovespa, e ao mesmo tempo vender ações que estão no Ibovespa e não no IGC.

Na composição do portfólio entrariam, por exemplo, Bradesco ON, Cosan ON, Tractebel ON, TAM PN e Gol PN. Na posição inversa (vendida), estariam grifes como Petrobras PN e ON, Usiminas PNA e CSN ON.

Mas se no conjunto de ações do IGC ainda não é visível a valorização da governança pura, não é de hoje que o mercado começa a separar o joio do trigo. Levantamento feito com cerca de 200 empresas de capital aberto entre 1994 e 2004 pelo Instituto Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostra que a cada avanço nesse quesito, as ações apresentaram uma valorização média de 16,5% na bolsa.

É por isso que o professor André Carvalhal, um dos pesquisadores do Coppead, não vê mais espaço para ofertas públicas que não mirem o Novo Mercado ou, pelo menos, os níveis 1 e 2 de governança da Bovespa. "É um caminho sem volta", diz. Do volume de mais de R$ 10,5 bilhões em operações neste ano, quase 60% foram exclusivamente de ações ON. "Se a maioria das empresas estreantes na bolsa não aderisse a segmentos diferenciados, elas não teriam obtido prêmios tão altos nos lançamentos."

A Totvs, por exemplo, tinha um P/L estimado em mais de 130 anos na ocasião da oferta, em março e levantou R$ 460 milhões. No fim do ano passado, a Cosan captou mais de R$ 880 milhões e o valor por ação saiu a R$ 48, acima do intervalo sugerido pelos coordenadores. Para Carvalhal, com o passar do tempo, tais prêmios tendem a nivelar por cima as ações que integram o IGC, fazendo com que o P/L reflita o ingresso das estreantes.

No caso de empresas que não conferem o prêmio de controle aos preferencialistas, o "tag along", o ágio entre ON e PN já é bem perceptível. Principalmente naquelas que podem ser alvo de fusões e aquisições. Pensando nisso, Martins, da Merrill Lynch, fez uma lista com 13 ações ON que negociam mais de R$ 500 mil por dia: Unibanco, Telemar, Telemig Celular, Brasil Telecom, Contax, Telesp Celular, Usiminas, Vale do Rio Doce, Tele Celular Sul, Petrobras, AES Tietê, Cesp e Telesp. Para ele, privilegiar a compra de ações ON num cenário de farta liquidez é uma boa estratégia de proteção.

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A governança não tem preço

Por Adriana Cotias
28/04/2006

O investidor ainda resiste a dar o devido prêmio para as ações de empresas que adotam as melhores práticas de governança e respeito ao direito dos minoritários no Brasil. Apesar de o Índice de Governança Corporativa (IGC) acumular valorização superior à do Ibovespa - em boa parte devido à forte presença dos bancos, que subiram bastante nos últimos anos -, estudo da Merrill Lynch mostra que o múltiplo conhecido como Preço/Lucro (P/L) - a relação entre a cotação e o lucro por ação e que dá uma idéia do prazo de retorno de um investimento - do IGC e do Ibovespa está muito próximo. Para 2007, estão projetados em 8 e 7,5 anos, respectivamente.

Segundo Pedro Martins, estrategista para América Latina da corretora americana, isso quer dizer que as ações listadas no IGC apresentam forte crescimento de resultados e que tal desempenho vem sendo acompanhado de perto pela valorização dos papéis.

Desde que foi criado, em setembro de 2001, o IGC acumula ganhos superiores a 370%, ante 215% do Ibovespa. Em 12 meses, a alta chega a 75%, em comparação aos 60% da principal referência do mercado acionário brasileiro. Apesar disso, o P/L, uma das métricas de avaliação de retorno mais usadas, mantém-se intacto.

"Maior 'free float' (capital em circulação no mercado), oferecer 'tag along' (o prêmio de controle) aos preferencialistas ou só ter ações ordinárias deveriam justificar a existência de prêmios", diz Martins. "Vivenciamos eventos corporativos que lembram o investidor da importância de pagar por governança", acrescenta, referindo-se à fusão da AmBev com a belga Interbrew e, mais recentemente, à reestruturação da Telemar.

Considerando-se que há nas empresas comprometidas com regras de governança ganhos ainda não reconhecidos, Martins sugere duas estratégias. A primeira consiste em combinar posições "long/short" (compradas e vendidas, apostando na alta e na baixa, respectivamente). A arbitragem se dá com a compra de uma cesta de papéis do IGC, mas que estão fora do Ibovespa, e ao mesmo tempo vender ações que estão no Ibovespa e não no IGC.

Na composição do portfólio entrariam, por exemplo, Bradesco ON, Cosan ON, Tractebel ON, TAM PN e Gol PN. Na posição inversa (vendida), estariam grifes como Petrobras PN e ON, Usiminas PNA e CSN ON.

Mas se no conjunto de ações do IGC ainda não é visível a valorização da governança pura, não é de hoje que o mercado começa a separar o joio do trigo. Levantamento feito com cerca de 200 empresas de capital aberto entre 1994 e 2004 pelo Instituto Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostra que a cada avanço nesse quesito, as ações apresentaram uma valorização média de 16,5% na bolsa.

É por isso que o professor André Carvalhal, um dos pesquisadores do Coppead, não vê mais espaço para ofertas públicas que não mirem o Novo Mercado ou, pelo menos, os níveis 1 e 2 de governança da Bovespa. "É um caminho sem volta", diz. Do volume de mais de R$ 10,5 bilhões em operações neste ano, quase 60% foram exclusivamente de ações ON. "Se a maioria das empresas estreantes na bolsa não aderisse a segmentos diferenciados, elas não teriam obtido prêmios tão altos nos lançamentos."

A Totvs, por exemplo, tinha um P/L estimado em mais de 130 anos na ocasião da oferta, em março e levantou R$ 460 milhões. No fim do ano passado, a Cosan captou mais de R$ 880 milhões e o valor por ação saiu a R$ 48, acima do intervalo sugerido pelos coordenadores. Para Carvalhal, com o passar do tempo, tais prêmios tendem a nivelar por cima as ações que integram o IGC, fazendo com que o P/L reflita o ingresso das estreantes.

No caso de empresas que não conferem o prêmio de controle aos preferencialistas, o "tag along", o ágio entre ON e PN já é bem perceptível. Principalmente naquelas que podem ser alvo de fusões e aquisições. Pensando nisso, Martins, da Merrill Lynch, fez uma lista com 13 ações ON que negociam mais de R$ 500 mil por dia: Unibanco, Telemar, Telemig Celular, Brasil Telecom, Contax, Telesp Celular, Usiminas, Vale do Rio Doce, Tele Celular Sul, Petrobras, AES Tietê, Cesp e Telesp. Para ele, privilegiar a compra de ações ON num cenário de farta liquidez é uma boa estratégia de proteção.

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BC sinaliza corte menor dos juros

Alex Ribeiro
28/04/2006

A ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada ontem, reforça a mensagem de que os próximos cortes nos juros básicos da economia, hoje em 15,75% ao ano, poderão ser menores do que o 0,75 ponto decidido nos três últimos encontros da instituição. A frase da ata que sinaliza provável desaceleração no corte de juros diz que a preservação das conquistas obtidas no combate à inflação "poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia".

"O BC abre a possibilidade de cortar os juros em um ritmo mais lento, mas isso não quer dizer que vá interromper o desafrouxamento da política monetária", avalia o economista-sênior do West LB, Adauto Lima. "A economia continua a reunir condições favoráveis para cortar juros."

Até agora, a projeção mediana do mercado era que, na próxima reunião do Copom, marcada para 30 e 31 de maio, os juros caíssem 0,75 ponto, segundo pesquisa semanal do BC sobre as expectativas de mercado. Com a ata, o mercado passa também a trabalhar com corte de 0,5 ponto, mas sem descartar queda de 0,75 ponto, dependendo da evolução dos indicadores econômicos.

Questionado sobre se a ata não sugeriria que daqui para frente o ritmo do corte de juros será desacelerado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que essa é apenas uma das interpretações possíveis sobre o texto. "Os textos nunca são assim tão explícitos. E é claro que sempre há uma posição de cautela, vamos examinar o cenário, a evolução das coisas. Mas, pelo resultado que estamos vendo, pela meta sendo alcançada, pela redução nos preços o atacado, podemos ter certeza de que vai continuar havendo redução da taxa de juros no país e aumento no crédito", afirmou Mantega após encontro com industriais paulistas.

A sinalização do BC não foi exatamente surpresa, já que em comunicado divulgado logo após sua última reunião, na semana passada, o Copom avisou sua intenção de "acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até a sua próxima reunião para, então, definir os próximos passos em sua estratégia de política monetária". Na ata, o BC descreve um cenário bastante benigno para o cumprimento das metas de inflação, mas ressalta que poderá se fazer necessário maior gradualismo na queda dos juros, devido às incertezas sobre como os cortes recentes na taxa básica - que já somam 4 pontos desde setembro - irão afetar atividade e inflação. O documento expressa dois tipos de preocupação. Primeiro, os cortes de juros ainda não tiveram seus reflexos plenos na atividade e, por conseqüência, na inflação. Segundo: a economia registrou recentemente uma retomada de seu crescimento, cujos efeitos ainda não chegaram à inflação.

O estímulo monetário costuma levar de três a seis meses para ter seus efeitos na atividade econômica. E os efeitos da expansão da economia levam mais três meses para chegar à inflação. Assim, o processo todo pode levar até nove meses. O BC alerta na ata que a postura cautelosa "se torna ainda mais relevante quando se leva em conta que as próximas decisões de política monetária terão impactos progressivamente mais concentrados em 2007".

A ata faz referência à expansão da atividade provocada pela política fiscal. "Ao longo dos próximos meses, a expansão do nível de emprego e da renda e o crescimento do crédito continuarão impulsionando a atividade econômica", afirma o documento. "Como mencionado nas notas da reunião de março do Copom, a esses fatores devem ser acrescidos os efeitos da expansão das transferências em função do novo valor do salário mínimo e dos impulsos fiscais ocorridos no último trimestre do ano passado e esperados para o primeiro semestre deste ano."

Entre os analistas, o trecho despertou leituras diferentes. O economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles, lembra que, a rigor, o Copom não traz mensagem nova sobre o assunto, já que um trecho idêntico havia sido inserido na ata do mês passado. Já a economista-chefe do BES Investimento, Sandra Utsumi, realça o fato de, em março, o Copom ter inserido a observação no capítulo que descreve a evolução recente da economia, enquanto agora o trecho saiu no capítulo que faz a avaliação prospectiva das tendências de inflação. De qualquer forma, o BC continua a trabalhar no seu cenário básico com a hipótese de cumprimento da meta de superávit primário de 4,25% em 2006 e 2007, que qualifica como "superávits primários adequados".

O cenário inflacionário descrito pelo BC é bastante otimista. "De forma geral, delinea-se para 2006 um cenário mais benigno para a inflação do que o verificado no ano anterior", afirma a ata. "A despeito das perspectivas favoráveis para o crescimento da demanda agregada, não se antecipam descompassos relevantes no que se refere à evolução da oferta agregada." Entre os riscos, porém, ganhou importância a evolução dos preços de "commodities" e de petróleo. Embora a hipótese básica do BC seja que os combustíveis não tenham reajustes neste ano, a ata diz que "é forçoso, porém, reconhecer que desde a última reunião do Copom o cenário central de trabalho tornou-se progressivamente menos plausível e que, portanto, riscos poderiam se materializar em uma elevação nos preços domésticos da gasolina, determinada pela evolução dos preços internacionais do petróleo".

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BC sinaliza corte menor dos juros

Alex Ribeiro
28/04/2006

A ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada ontem, reforça a mensagem de que os próximos cortes nos juros básicos da economia, hoje em 15,75% ao ano, poderão ser menores do que o 0,75 ponto decidido nos três últimos encontros da instituição. A frase da ata que sinaliza provável desaceleração no corte de juros diz que a preservação das conquistas obtidas no combate à inflação "poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia".

"O BC abre a possibilidade de cortar os juros em um ritmo mais lento, mas isso não quer dizer que vá interromper o desafrouxamento da política monetária", avalia o economista-sênior do West LB, Adauto Lima. "A economia continua a reunir condições favoráveis para cortar juros."

Até agora, a projeção mediana do mercado era que, na próxima reunião do Copom, marcada para 30 e 31 de maio, os juros caíssem 0,75 ponto, segundo pesquisa semanal do BC sobre as expectativas de mercado. Com a ata, o mercado passa também a trabalhar com corte de 0,5 ponto, mas sem descartar queda de 0,75 ponto, dependendo da evolução dos indicadores econômicos.

Questionado sobre se a ata não sugeriria que daqui para frente o ritmo do corte de juros será desacelerado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que essa é apenas uma das interpretações possíveis sobre o texto. "Os textos nunca são assim tão explícitos. E é claro que sempre há uma posição de cautela, vamos examinar o cenário, a evolução das coisas. Mas, pelo resultado que estamos vendo, pela meta sendo alcançada, pela redução nos preços o atacado, podemos ter certeza de que vai continuar havendo redução da taxa de juros no país e aumento no crédito", afirmou Mantega após encontro com industriais paulistas.

A sinalização do BC não foi exatamente surpresa, já que em comunicado divulgado logo após sua última reunião, na semana passada, o Copom avisou sua intenção de "acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até a sua próxima reunião para, então, definir os próximos passos em sua estratégia de política monetária". Na ata, o BC descreve um cenário bastante benigno para o cumprimento das metas de inflação, mas ressalta que poderá se fazer necessário maior gradualismo na queda dos juros, devido às incertezas sobre como os cortes recentes na taxa básica - que já somam 4 pontos desde setembro - irão afetar atividade e inflação. O documento expressa dois tipos de preocupação. Primeiro, os cortes de juros ainda não tiveram seus reflexos plenos na atividade e, por conseqüência, na inflação. Segundo: a economia registrou recentemente uma retomada de seu crescimento, cujos efeitos ainda não chegaram à inflação.

O estímulo monetário costuma levar de três a seis meses para ter seus efeitos na atividade econômica. E os efeitos da expansão da economia levam mais três meses para chegar à inflação. Assim, o processo todo pode levar até nove meses. O BC alerta na ata que a postura cautelosa "se torna ainda mais relevante quando se leva em conta que as próximas decisões de política monetária terão impactos progressivamente mais concentrados em 2007".

A ata faz referência à expansão da atividade provocada pela política fiscal. "Ao longo dos próximos meses, a expansão do nível de emprego e da renda e o crescimento do crédito continuarão impulsionando a atividade econômica", afirma o documento. "Como mencionado nas notas da reunião de março do Copom, a esses fatores devem ser acrescidos os efeitos da expansão das transferências em função do novo valor do salário mínimo e dos impulsos fiscais ocorridos no último trimestre do ano passado e esperados para o primeiro semestre deste ano."

Entre os analistas, o trecho despertou leituras diferentes. O economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles, lembra que, a rigor, o Copom não traz mensagem nova sobre o assunto, já que um trecho idêntico havia sido inserido na ata do mês passado. Já a economista-chefe do BES Investimento, Sandra Utsumi, realça o fato de, em março, o Copom ter inserido a observação no capítulo que descreve a evolução recente da economia, enquanto agora o trecho saiu no capítulo que faz a avaliação prospectiva das tendências de inflação. De qualquer forma, o BC continua a trabalhar no seu cenário básico com a hipótese de cumprimento da meta de superávit primário de 4,25% em 2006 e 2007, que qualifica como "superávits primários adequados".

O cenário inflacionário descrito pelo BC é bastante otimista. "De forma geral, delinea-se para 2006 um cenário mais benigno para a inflação do que o verificado no ano anterior", afirma a ata. "A despeito das perspectivas favoráveis para o crescimento da demanda agregada, não se antecipam descompassos relevantes no que se refere à evolução da oferta agregada." Entre os riscos, porém, ganhou importância a evolução dos preços de "commodities" e de petróleo. Embora a hipótese básica do BC seja que os combustíveis não tenham reajustes neste ano, a ata diz que "é forçoso, porém, reconhecer que desde a última reunião do Copom o cenário central de trabalho tornou-se progressivamente menos plausível e que, portanto, riscos poderiam se materializar em uma elevação nos preços domésticos da gasolina, determinada pela evolução dos preços internacionais do petróleo".

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Submarino: ações da oferta ficaram, basicamente, com fundos e estrangeiros

Por: Camila Schoti
28/04/06 - 11h06
InfoMoney

SÃO PAULO - Em oferta pública que permitiu a captação de R$ 929 milhões de reais ao Submarino e excluiu a participação de investidores de varejo, estrangeiros levaram mais do que o dobro das ações adquiridas por instituições brasileiras.

Do montante distribuído no âmbito da oferta global, o maior interesse pelos papéis foi decorrente de investidores institucionais estrangeiros, já que 68% dos papéis referem-se à oferta no exterior e os 32% restantes à oferta brasileira.

Oferta se resumiu a fundos e estrangeiros
As ações do Submarino foram adquiridas basicamente por investidores estrangeiros qualificados e clubes de investimentos, já que o número total de participantes da oferta brasileira atingiu apenas 140. Sendo assim, os fundos de investimentos ficaram com 28,30% das ações distribuídas no Brasil e os estrangeiros com 65,54%.

A participação somada dos clubes de investimentos, demais instituições financeiras, entidades de previdência privada, companhias seguradoras e demais pessoas jurídicas ficou em apenas 3,15%.

A oferta inicial, prevista em 15,1 milhões de ações, foi elevada com o exercício da opção para a distribuição do lote suplementar para atender ao excesso de demanda verificado tanto na oferta brasileira quanto na oferta internacional. O lote suplementar foi de 2,2 milhões de ações.

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Submarino: ações da oferta ficaram, basicamente, com fundos e estrangeiros

Por: Camila Schoti
28/04/06 - 11h06
InfoMoney

SÃO PAULO - Em oferta pública que permitiu a captação de R$ 929 milhões de reais ao Submarino e excluiu a participação de investidores de varejo, estrangeiros levaram mais do que o dobro das ações adquiridas por instituições brasileiras.

Do montante distribuído no âmbito da oferta global, o maior interesse pelos papéis foi decorrente de investidores institucionais estrangeiros, já que 68% dos papéis referem-se à oferta no exterior e os 32% restantes à oferta brasileira.

Oferta se resumiu a fundos e estrangeiros
As ações do Submarino foram adquiridas basicamente por investidores estrangeiros qualificados e clubes de investimentos, já que o número total de participantes da oferta brasileira atingiu apenas 140. Sendo assim, os fundos de investimentos ficaram com 28,30% das ações distribuídas no Brasil e os estrangeiros com 65,54%.

A participação somada dos clubes de investimentos, demais instituições financeiras, entidades de previdência privada, companhias seguradoras e demais pessoas jurídicas ficou em apenas 3,15%.

A oferta inicial, prevista em 15,1 milhões de ações, foi elevada com o exercício da opção para a distribuição do lote suplementar para atender ao excesso de demanda verificado tanto na oferta brasileira quanto na oferta internacional. O lote suplementar foi de 2,2 milhões de ações.

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Siderurgia: importações crescentes não afetam preços na América do Norte

Por: Cauê Todeschini de Assunção
28/04/06 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Os altos volumes de importação não parecem estar afetando a trajetória de preços de produtos siderúrgicos na América do Norte, revelou a consultoria britânica MEPS, especializada no setor, em relatório divulgado na última quinta-feira (27).

Segundo os analistas, o diferencial de preços entre a região e as outras principais consumidoras dos produtos é o maior responsável pelo crescimento recente das importações.

Nos dois primeiros meses deste ano, as importações norte-americanas atingiram 6,3 milhões de toneladas, cerca de 18% acima dos dois meses anteriores e 26% superior ao mesmo período do ano passado.

Produtores se queixam
Tendo em vista o crescimento recente das importações, as empresas da região vêm reclamando ao governo de "condições desiguais" no comércio internacional dos produtos nos últimos meses.

Para os analistas da MEPS, no entanto, a recente diminuição do spread entre os preços deve cuidar de barrar o crescimento das importações na região nos próximos meses.

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Siderurgia: importações crescentes não afetam preços na América do Norte

Por: Cauê Todeschini de Assunção
28/04/06 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Os altos volumes de importação não parecem estar afetando a trajetória de preços de produtos siderúrgicos na América do Norte, revelou a consultoria britânica MEPS, especializada no setor, em relatório divulgado na última quinta-feira (27).

Segundo os analistas, o diferencial de preços entre a região e as outras principais consumidoras dos produtos é o maior responsável pelo crescimento recente das importações.

Nos dois primeiros meses deste ano, as importações norte-americanas atingiram 6,3 milhões de toneladas, cerca de 18% acima dos dois meses anteriores e 26% superior ao mesmo período do ano passado.

Produtores se queixam
Tendo em vista o crescimento recente das importações, as empresas da região vêm reclamando ao governo de "condições desiguais" no comércio internacional dos produtos nos últimos meses.

Para os analistas da MEPS, no entanto, a recente diminuição do spread entre os preços deve cuidar de barrar o crescimento das importações na região nos próximos meses.

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CSU CardSystem captou R$ 340,9 milhões em oferta pública de ações

Por: Camila Schoti
28/04/06 - 09h27
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao processo de distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias da CSU CardSystem (CARD3), foi revelado nesta sexta-feira (28) o preço de venda das ações, que, fixado pelo mecanismo de bookbuilding, ficou em R$ 18,00.

Esse valor ficou próximo do limite superior da estimativa inicial dos coordenadores, que esperavam que o preço das ações ordinárias ficasse entre R$ 14,00 e R$ 20,00. O montante mínimo da captação, projetado com base nas estimativas, era de R$ 265 milhões.

Captação atingiu R$ 340,97 milhões
Sob a coordenação do Credit Suisse e do banco de investimentos Pactual, foram distribuídas 18.942.921 ações ordinárias, sendo 5.571.597 ações emitidas pela companhia e 13.731.324 ações de titularidade do acionista vendedor, que permitiram a captação de R$ 340,972 milhões.

Além disso, a quantidade total de ações da oferta global poderá ser acrescida em até 15%, equivalente a 2.841.438 ações, na forma de lote suplementar. Por fim, sem prejuízo do exercício da opção do lote suplementar, ficará a critério da companhia e do acionista vendedor o acréscimo de um lote adicional correspondente a 20% da oferta inicial.

Rateio
Com a forte demanda pelos papéis da companhia, os investidores que reservaram ações sofreram rateio, de forma que os pedidos só foram atendidos integralmente até o limite de R$ 2.232,00, equivalente a 124 ações.

Isso significa que um investidor que fez uma reserva de R$ 5.000,00 foi alocado em R$ 2.232,00. O investidor que fez uma reserva de R$ 15.000,00, igualmente foi alocado em R$ 2.232,00.

Agenda da oferta
O prazo de exercício da opção de ações suplementares tem início nesta sexta-feira e se estende até o dia 29 de maio. As ações começam a ser negociadas a partir do dia 2 de maio e a liquidação financeira será no dia 4 de maio.

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CSU CardSystem captou R$ 340,9 milhões em oferta pública de ações

Por: Camila Schoti
28/04/06 - 09h27
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao processo de distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias da CSU CardSystem (CARD3), foi revelado nesta sexta-feira (28) o preço de venda das ações, que, fixado pelo mecanismo de bookbuilding, ficou em R$ 18,00.

Esse valor ficou próximo do limite superior da estimativa inicial dos coordenadores, que esperavam que o preço das ações ordinárias ficasse entre R$ 14,00 e R$ 20,00. O montante mínimo da captação, projetado com base nas estimativas, era de R$ 265 milhões.

Captação atingiu R$ 340,97 milhões
Sob a coordenação do Credit Suisse e do banco de investimentos Pactual, foram distribuídas 18.942.921 ações ordinárias, sendo 5.571.597 ações emitidas pela companhia e 13.731.324 ações de titularidade do acionista vendedor, que permitiram a captação de R$ 340,972 milhões.

Além disso, a quantidade total de ações da oferta global poderá ser acrescida em até 15%, equivalente a 2.841.438 ações, na forma de lote suplementar. Por fim, sem prejuízo do exercício da opção do lote suplementar, ficará a critério da companhia e do acionista vendedor o acréscimo de um lote adicional correspondente a 20% da oferta inicial.

Rateio
Com a forte demanda pelos papéis da companhia, os investidores que reservaram ações sofreram rateio, de forma que os pedidos só foram atendidos integralmente até o limite de R$ 2.232,00, equivalente a 124 ações.

Isso significa que um investidor que fez uma reserva de R$ 5.000,00 foi alocado em R$ 2.232,00. O investidor que fez uma reserva de R$ 15.000,00, igualmente foi alocado em R$ 2.232,00.

Agenda da oferta
O prazo de exercício da opção de ações suplementares tem início nesta sexta-feira e se estende até o dia 29 de maio. As ações começam a ser negociadas a partir do dia 2 de maio e a liquidação financeira será no dia 4 de maio.

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Resultado da Gerdau deve ser destaque do primeiro trimestre, aposta Pactual

Por: Cauê Todeschini de Assunção
28/04/06 - 10h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Os analistas do Banco Pactual acreditam que os resultados da Gerdau devem ser o principal destaque do setor siderúrgico no primeiro trimestre, dadas as melhores condições para o segmento de aços longos.

A expectativa do banco é de que os números da empresa reflitam a recuperação da demanda no setor de construção civil e o aumento dos embarques em suas unidades norte-americanas. Sua recomendação outperform para os papéis foi mantida.

Arcelor Brasil com segundo melhor desempenho
Com o segundo melhor desempenho nos três primeiros meses de 2006, deve aparecer a Arcelor Brasil, na opinião do Pactual. Segundo os analistas do banco, a empresa elevou seu market share no trimestre, em detrimento de CSN e Usiminas.

Apesar disso, a recomendação do Pactual para os papéis da Arcelor Brasil é neutral.

Sem muito destaque, CSN e Usiminas devem apresentar fracos resultados, com um crescimento dos volumes abaixo da média do mercado. As recomendações para as ações são neutral e outperform respectivamente.

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Resultado da Gerdau deve ser destaque do primeiro trimestre, aposta Pactual

Por: Cauê Todeschini de Assunção
28/04/06 - 10h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Os analistas do Banco Pactual acreditam que os resultados da Gerdau devem ser o principal destaque do setor siderúrgico no primeiro trimestre, dadas as melhores condições para o segmento de aços longos.

A expectativa do banco é de que os números da empresa reflitam a recuperação da demanda no setor de construção civil e o aumento dos embarques em suas unidades norte-americanas. Sua recomendação outperform para os papéis foi mantida.

Arcelor Brasil com segundo melhor desempenho
Com o segundo melhor desempenho nos três primeiros meses de 2006, deve aparecer a Arcelor Brasil, na opinião do Pactual. Segundo os analistas do banco, a empresa elevou seu market share no trimestre, em detrimento de CSN e Usiminas.

Apesar disso, a recomendação do Pactual para os papéis da Arcelor Brasil é neutral.

Sem muito destaque, CSN e Usiminas devem apresentar fracos resultados, com um crescimento dos volumes abaixo da média do mercado. As recomendações para as ações são neutral e outperform respectivamente.

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Definido o preço da oferta de CSU

O bookbuilding da oferta de ações da CSU Cardsystem S.A., realizado no dia 27/04/2006, fixou o preço em R$ 18,00 por ação. Os pedidos de reserva de investidores de varejo foram atendidos integralmente até o valor de R$ 2.232,00, equivalente a 124 ações. Não houve alocação para o valor excedente a R$ 2.232,00.

A negociação das ações iniciará no dia 02/05. A liquidação financeira ocorrerá no dia 04/05.

Exemplos de rateios: um investidor que fez uma reserva de R$ 5.000,00 foi alocado em R$ 2.232,00. O investidor que fez uma reserva de R$ 15.000,00, igualmente, foi alocado em 2.232,00.

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Definido o preço da oferta de CSU

O bookbuilding da oferta de ações da CSU Cardsystem S.A., realizado no dia 27/04/2006, fixou o preço em R$ 18,00 por ação. Os pedidos de reserva de investidores de varejo foram atendidos integralmente até o valor de R$ 2.232,00, equivalente a 124 ações. Não houve alocação para o valor excedente a R$ 2.232,00.

A negociação das ações iniciará no dia 02/05. A liquidação financeira ocorrerá no dia 04/05.

Exemplos de rateios: um investidor que fez uma reserva de R$ 5.000,00 foi alocado em R$ 2.232,00. O investidor que fez uma reserva de R$ 15.000,00, igualmente, foi alocado em 2.232,00.

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Quinta-feira, Abril 27, 2006

IGP-M de abril teve a menor taxa desde setembro

Qui, 27 Abr, 17h09

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de abril, que caiu 0,42%, registrou a menor taxa nesse tipo de indicador desde setembro de 2005, quando o IGP-M caiu 0,53%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em divulgações anteriores do índice.

Pela mesma tabela, é possível notar que o Índice de Preços por Atacado (IPA) de abril, que registrou queda de 0,77%, teve a menor taxa desde agosto do ano passado, quando o IPA caiu 0,88%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que teve alta de 0,22% em abril, apresentou a maior elevação desde fevereiro deste ano, quando o IPC subiu 0,11%. Por fim, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que subiu 0,21% em abril, teve a menor taxa desde setembro do ano passado, quando subiu 0,06%.

Acumulado
A queda acumulada de 0,92% em 12 meses até abril do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) é recorde na história do indicador, criado em 1989, e na história dos IGPs calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A informação é do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

Ele lembrou que o IGP-M de abril é o terceiro IGP seguido a mostrar queda na taxa acumulada em 12 meses. O primeiro foi o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de março (-0,29%); seguido pelo Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) de abril (-0,78%). Antes do IGP-DI de março, nenhum outro IGP tinha registrado taxa negativa no acumulado em 12 meses.

O economista comentou que isso se deve ao efeito estatístico das deflações na série histórica do indicador. Ele lembrou que, no ano passado, as taxas mensais de inflação estavam bem baixas, e, nos primeiros meses deste ano, os indicadores estão apresentando quedas - ou seja, esses resultados de pequenas elevações e quedas começam a entrar na série histórica de 12 meses do indicador, derrubando a taxa acumulada.

Para Quadros, o resultado do IGP-M de abril acumulado em 12 meses é muito importante para o cenário da inflação em 2006, visto que o indicador é usado no cálculo de reajuste de vários preços controlados importantes, como tarifa de energia elétrica, TV por assinatura e aluguel.

Na avaliação do economista, com a queda registrada na taxa acumulada do IGP-M em 12 meses, bem como na do IGP-DI (também usado como indexador de reajustes), as tarifas e preços administrados devem exercer menor pressão na inflação este ano, visto que os reajustes não serão tão intensos. "Em 2006, os preços administrados e controlados vão preocupar menos do que nos outros anos", considerou.

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IGP-M de abril teve a menor taxa desde setembro

Qui, 27 Abr, 17h09

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de abril, que caiu 0,42%, registrou a menor taxa nesse tipo de indicador desde setembro de 2005, quando o IGP-M caiu 0,53%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em divulgações anteriores do índice.

Pela mesma tabela, é possível notar que o Índice de Preços por Atacado (IPA) de abril, que registrou queda de 0,77%, teve a menor taxa desde agosto do ano passado, quando o IPA caiu 0,88%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que teve alta de 0,22% em abril, apresentou a maior elevação desde fevereiro deste ano, quando o IPC subiu 0,11%. Por fim, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que subiu 0,21% em abril, teve a menor taxa desde setembro do ano passado, quando subiu 0,06%.

Acumulado
A queda acumulada de 0,92% em 12 meses até abril do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) é recorde na história do indicador, criado em 1989, e na história dos IGPs calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A informação é do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

Ele lembrou que o IGP-M de abril é o terceiro IGP seguido a mostrar queda na taxa acumulada em 12 meses. O primeiro foi o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de março (-0,29%); seguido pelo Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) de abril (-0,78%). Antes do IGP-DI de março, nenhum outro IGP tinha registrado taxa negativa no acumulado em 12 meses.

O economista comentou que isso se deve ao efeito estatístico das deflações na série histórica do indicador. Ele lembrou que, no ano passado, as taxas mensais de inflação estavam bem baixas, e, nos primeiros meses deste ano, os indicadores estão apresentando quedas - ou seja, esses resultados de pequenas elevações e quedas começam a entrar na série histórica de 12 meses do indicador, derrubando a taxa acumulada.

Para Quadros, o resultado do IGP-M de abril acumulado em 12 meses é muito importante para o cenário da inflação em 2006, visto que o indicador é usado no cálculo de reajuste de vários preços controlados importantes, como tarifa de energia elétrica, TV por assinatura e aluguel.

Na avaliação do economista, com a queda registrada na taxa acumulada do IGP-M em 12 meses, bem como na do IGP-DI (também usado como indexador de reajustes), as tarifas e preços administrados devem exercer menor pressão na inflação este ano, visto que os reajustes não serão tão intensos. "Em 2006, os preços administrados e controlados vão preocupar menos do que nos outros anos", considerou.

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Reajuste do minério de ferro: Rio Tinto diz que siderúrgicas cruzaram barreira perigosa

Por: Cauê Todeschini de Assunção
27/04/06 - 16h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O CEO da mineradora australiana Rio Tinto, terceira maior fabricante de minério de ferro do mundo, mostrou-se bastante otimista quanto ao rumo das negociações para a definição dos preços do produto, durante entrevista na cidade de Perth, Austrália.

Sam Walsh revelou que as partes já começam a "falar em números", o que é um "sinal bastante encorajador". Na opinião do executivo, o mercado de minério de ferro "não poderia estar mais apertado" e os sinais de crescimento da economia mundial são um "fator muito relevante" para as negociações.

Barreira perigosa
Em relação aos prazos para a definição do reajuste, o CEO da mineradora afirmou que as siderúrgicas cruzaram uma barreira perigosa ao prolongar as negociações além do dia 1º de abril, data limite historicamente.

Walsh revelou que "algumas pessoas já estão começando a ficar nervosas" com a demora e que suas expectativas hoje são ainda mais otimistas do que no início do ano.

Negociações em andamento
As negociações para a definição dos preços do minério de ferro em 2006 são as mais demoradas da história e, enquanto o mercado espera um reajuste entre 15% e 20%, a Vale revelou que sua pedida é por um reajuste de 24%.

Os preços a serem definidos têm efeito retroativo, ou seja, valerão para todo o minério de ferro negociado através dos contratos de longo prazo em 2006.

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Reajuste do minério de ferro: Rio Tinto diz que siderúrgicas cruzaram barreira perigosa

Por: Cauê Todeschini de Assunção
27/04/06 - 16h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O CEO da mineradora australiana Rio Tinto, terceira maior fabricante de minério de ferro do mundo, mostrou-se bastante otimista quanto ao rumo das negociações para a definição dos preços do produto, durante entrevista na cidade de Perth, Austrália.

Sam Walsh revelou que as partes já começam a "falar em números", o que é um "sinal bastante encorajador". Na opinião do executivo, o mercado de minério de ferro "não poderia estar mais apertado" e os sinais de crescimento da economia mundial são um "fator muito relevante" para as negociações.

Barreira perigosa
Em relação aos prazos para a definição do reajuste, o CEO da mineradora afirmou que as siderúrgicas cruzaram uma barreira perigosa ao prolongar as negociações além do dia 1º de abril, data limite historicamente.

Walsh revelou que "algumas pessoas já estão começando a ficar nervosas" com a demora e que suas expectativas hoje são ainda mais otimistas do que no início do ano.

Negociações em andamento
As negociações para a definição dos preços do minério de ferro em 2006 são as mais demoradas da história e, enquanto o mercado espera um reajuste entre 15% e 20%, a Vale revelou que sua pedida é por um reajuste de 24%.

Os preços a serem definidos têm efeito retroativo, ou seja, valerão para todo o minério de ferro negociado através dos contratos de longo prazo em 2006.

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Randon Participações capta R$ 235 milhões com a oferta primária e secundária

Por: Marcello de Almeida
27/04/06 - 11h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao processo de distribuição pública primária de ações ordinárias e preferenciais, e secundária de ações preferenciais da Randon Participações, foi revelado nesta quinta-feira (27) o preço de venda das ações, que, fixado pelo mecanismo de bookbuilding, ficou em R$ 8,24.

Os papéis RAPT3 e RAPT4, que já são negociados na Bovespa, fazem parte do Nível 1 de governança corporativa.

Rateio de 5,83% para as ações preferenciais
Os investidores de varejo que adquiriram ações preferenciais foram atendidos integralmente até o valor de R$ 5.000,00. Sobre o excedente a R$ 5.000,00, incidiu um rateio de 5,83%.

Isso significa que um investidor que fez uma reserva de R$ 100.000,00 foi atendido em R$ 5.000,00, mais 5,83% dos R$ 95.000,00 restantes, ou seja, em R$ 10.538,50.

Já os investidores que compraram ações ordinárias foram atendidos integralmente até o valor de R$ 1.732,50. Os acionistas já existentes em ações PN e ON foram atendidos integralmente dentro do seu "Limite Máximo de Subscrição de Ações".

Captação atingiu R$ 235 milhões
Sob a coordenação do Banco Santander, foram distribuídas em oferta primária 2 milhões ações ordinárias e 10 milhões de ações preferenciais. No âmbito da oferta secundária, foram distribuídas inicialmente, 16.509.116 ações preferenciais. A operação permitiu a captação de R$ 235,2 milhões.

Além da quantidade inicialmente ofertada, o montante de ações da oferta secundária poderá ser acrescido de um lote suplementar de 3.976.368 ações preferenciais, quantidade equivalente a 15% da oferta inicial primária e secundária de ações preferenciais.

Agenda da oferta
A liquidação financeira da oferta deverá ocorrer no dia 03 de maio. Já o início do prazo de exercício da opção do lote suplementar ocorre no dia 27 de abril e o encerramento se dará no dia 27 de maio. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento foi marcada para 27 de outubro.

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Randon Participações capta R$ 235 milhões com a oferta primária e secundária

Por: Marcello de Almeida
27/04/06 - 11h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao processo de distribuição pública primária de ações ordinárias e preferenciais, e secundária de ações preferenciais da Randon Participações, foi revelado nesta quinta-feira (27) o preço de venda das ações, que, fixado pelo mecanismo de bookbuilding, ficou em R$ 8,24.

Os papéis RAPT3 e RAPT4, que já são negociados na Bovespa, fazem parte do Nível 1 de governança corporativa.

Rateio de 5,83% para as ações preferenciais
Os investidores de varejo que adquiriram ações preferenciais foram atendidos integralmente até o valor de R$ 5.000,00. Sobre o excedente a R$ 5.000,00, incidiu um rateio de 5,83%.

Isso significa que um investidor que fez uma reserva de R$ 100.000,00 foi atendido em R$ 5.000,00, mais 5,83% dos R$ 95.000,00 restantes, ou seja, em R$ 10.538,50.

Já os investidores que compraram ações ordinárias foram atendidos integralmente até o valor de R$ 1.732,50. Os acionistas já existentes em ações PN e ON foram atendidos integralmente dentro do seu "Limite Máximo de Subscrição de Ações".

Captação atingiu R$ 235 milhões
Sob a coordenação do Banco Santander, foram distribuídas em oferta primária 2 milhões ações ordinárias e 10 milhões de ações preferenciais. No âmbito da oferta secundária, foram distribuídas inicialmente, 16.509.116 ações preferenciais. A operação permitiu a captação de R$ 235,2 milhões.

Além da quantidade inicialmente ofertada, o montante de ações da oferta secundária poderá ser acrescido de um lote suplementar de 3.976.368 ações preferenciais, quantidade equivalente a 15% da oferta inicial primária e secundária de ações preferenciais.

Agenda da oferta
A liquidação financeira da oferta deverá ocorrer no dia 03 de maio. Já o início do prazo de exercício da opção do lote suplementar ocorre no dia 27 de abril e o encerramento se dará no dia 27 de maio. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento foi marcada para 27 de outubro.

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Siderurgia: Pactual espera melhores preços e demanda no mercado doméstico

Por: Fernanda Senra
27/04/06 - 14h15
InfoMoney

SÃO PAULO - O Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA) divulgou as estatísticas relativas aos estoques de aço referentes ao mês de março, números que foram comentados pelos analistas do banco Pactual, que reiteraram sua classificação overweight para o setor.

No terceiro mês do ano, os estoques de aços planos alcançaram 419 mil toneladas e, com isso, ficaram 2% abaixo do volume registrado no mês anterior. Isto implica em 41 dias de vendas, ou seja, bem abaixo da média histórica de 63 dias de vendas.

Estoques e vendas
Além disso, a relação entre os estoques e as vendas também caiu, ficando abaixo da média histórica e refletindo o aumento de 22% nas exportações, em relação ao mesmo período do ano passado.

Em função deste aumento nas exportações, as compras das distribuidoras aumentaram 43% na passagem mensal, passando para 226 mil toneladas.

Preços e demanda em alta
De acordo com os analistas do banco Pactual, nos próximos meses o processo de acumulação de estoques deverá apoiar uma melhora nas resultados das fabricantes brasileiras.

As expectativas do Pactual são de que a demanda e os preços do aço continuem em uma trajetória ascendente no mercado doméstico nos próximos meses.

Neste sentido, é importante lembrar que as produtoras já estimam um avanço entre 5% e 7% no preços do aço durante o segundo trimestre.

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Siderurgia: Pactual espera melhores preços e demanda no mercado doméstico

Por: Fernanda Senra
27/04/06 - 14h15
InfoMoney

SÃO PAULO - O Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA) divulgou as estatísticas relativas aos estoques de aço referentes ao mês de março, números que foram comentados pelos analistas do banco Pactual, que reiteraram sua classificação overweight para o setor.

No terceiro mês do ano, os estoques de aços planos alcançaram 419 mil toneladas e, com isso, ficaram 2% abaixo do volume registrado no mês anterior. Isto implica em 41 dias de vendas, ou seja, bem abaixo da média histórica de 63 dias de vendas.

Estoques e vendas
Além disso, a relação entre os estoques e as vendas também caiu, ficando abaixo da média histórica e refletindo o aumento de 22% nas exportações, em relação ao mesmo período do ano passado.

Em função deste aumento nas exportações, as compras das distribuidoras aumentaram 43% na passagem mensal, passando para 226 mil toneladas.

Preços e demanda em alta
De acordo com os analistas do banco Pactual, nos próximos meses o processo de acumulação de estoques deverá apoiar uma melhora nas resultados das fabricantes brasileiras.

As expectativas do Pactual são de que a demanda e os preços do aço continuem em uma trajetória ascendente no mercado doméstico nos próximos meses.

Neste sentido, é importante lembrar que as produtoras já estimam um avanço entre 5% e 7% no preços do aço durante o segundo trimestre.

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Número de pedidos de auxílio desemprego nos EUA ficou acima do esperado

Por: Cintia Lucas
27/04/06 - 10h10
InfoMoney

SÃO PAULO - O Departamento de Trabalho norte-americano divulgou nesta quinta-feira o Initial Jobless Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos pela primeira vez nos Estados Unidos, referente à semana terminada em 22 de abril.

O indicador registrou no período um total de 315 mil pedidos, acima das expectativas de 305 mil. O índice revisado da semana anterior acusou 304 mil pedidos.

Metodologia do Initial Claims
O Initial Jobless Claims é um índice importante, pois dá uma boa idéia do nível de atividade econômica. Um aumento do número de pedidos mostra crescimento do desemprego, o que provavelmente indica desaquecimento da economia.

Por outro lado, uma queda no número de pedidos reflete diminuição no índice de desemprego e um bom desempenho da economia, o que pode ocasionar pressões inflacionárias.

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Número de pedidos de auxílio desemprego nos EUA ficou acima do esperado

Por: Cintia Lucas
27/04/06 - 10h10
InfoMoney

SÃO PAULO - O Departamento de Trabalho norte-americano divulgou nesta quinta-feira o Initial Jobless Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos pela primeira vez nos Estados Unidos, referente à semana terminada em 22 de abril.

O indicador registrou no período um total de 315 mil pedidos, acima das expectativas de 305 mil. O índice revisado da semana anterior acusou 304 mil pedidos.

Metodologia do Initial Claims
O Initial Jobless Claims é um índice importante, pois dá uma boa idéia do nível de atividade econômica. Um aumento do número de pedidos mostra crescimento do desemprego, o que provavelmente indica desaquecimento da economia.

Por outro lado, uma queda no número de pedidos reflete diminuição no índice de desemprego e um bom desempenho da economia, o que pode ocasionar pressões inflacionárias.

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Copom sinaliza corte menor de juros e Ibovespa inicia suas negociações em baixa

Por: Equipe InfoMoney
27/04/06 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Com os investidores reagindo ao conservador conteúdo da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a Bolsa de Valores de São Paulo, que se encontra em níveis recordes, abriu esta quinta-feira em baixa de 1,04%, com o Ibovespa registrando 39.991 pontos.

A Fator Corretora acredita que o mercado acionário brasileiro deve reagir negativamente à sinalização de um corte menor de juros na ata do Copom.

Além disso, os analistas ressaltam que a alta da taxa de juros promovida pelo BC chinês está tendo um impacto relativamente forte sobre as bolsas européias e sobre os futuros nos EUA.

O temor é de que a alta dos juros na China (que deve ser encarada como o início de um processo de ajuste) reduza o ritmo de crescimento do país e, conseqüentemente, a demanda por uma série de commodities, completa a corretora.

Cenário corporativo
Na esfera corporativa, as ações ofertadas pela AB Note estréiam na Bovespa e foi anunciado que o preço dos papéis ofertados pela Randon ficou em R$ 8,24. A Embratel e a Telemar publicaram os seus resultados do primeiro trimestre.

A Petrobras comunicou que recebeu autorização da Bolsa de Comércio de Buenos Aires para iniciar nesta data a negociação das suas ações ordinárias e preferenciais no mercado argentino. A compra das atividades do BankBoston no Brasil, Chile e Uruguai pelo Itaú já é dada como certa por pessoas próximas a operação.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Banco do Brasil ON (BBAS3, R$ 58,00, -2,84%), Klabin PN (KLBN4, R$ 5,20, -2,80%), Cesp PN (CESP4, R$ 23,30, -2,51%), Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 107,76, -2,47%) e CAEMI PN (CMET4, R$ 3,78, -2,32%).

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de quarta-feira em alta de 1,69%, atingindo o nível recorde de 40.410 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 20,79%. O volume financeiro foi de expressivos R$ 2,91 bilhões.

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Copom sinaliza corte menor de juros e Ibovespa inicia suas negociações em baixa

Por: Equipe InfoMoney
27/04/06 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Com os investidores reagindo ao conservador conteúdo da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a Bolsa de Valores de São Paulo, que se encontra em níveis recordes, abriu esta quinta-feira em baixa de 1,04%, com o Ibovespa registrando 39.991 pontos.

A Fator Corretora acredita que o mercado acionário brasileiro deve reagir negativamente à sinalização de um corte menor de juros na ata do Copom.

Além disso, os analistas ressaltam que a alta da taxa de juros promovida pelo BC chinês está tendo um impacto relativamente forte sobre as bolsas européias e sobre os futuros nos EUA.

O temor é de que a alta dos juros na China (que deve ser encarada como o início de um processo de ajuste) reduza o ritmo de crescimento do país e, conseqüentemente, a demanda por uma série de commodities, completa a corretora.

Cenário corporativo
Na esfera corporativa, as ações ofertadas pela AB Note estréiam na Bovespa e foi anunciado que o preço dos papéis ofertados pela Randon ficou em R$ 8,24. A Embratel e a Telemar publicaram os seus resultados do primeiro trimestre.

A Petrobras comunicou que recebeu autorização da Bolsa de Comércio de Buenos Aires para iniciar nesta data a negociação das suas ações ordinárias e preferenciais no mercado argentino. A compra das atividades do BankBoston no Brasil, Chile e Uruguai pelo Itaú já é dada como certa por pessoas próximas a operação.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Banco do Brasil ON (BBAS3, R$ 58,00, -2,84%), Klabin PN (KLBN4, R$ 5,20, -2,80%), Cesp PN (CESP4, R$ 23,30, -2,51%), Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 107,76, -2,47%) e CAEMI PN (CMET4, R$ 3,78, -2,32%).

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de quarta-feira em alta de 1,69%, atingindo o nível recorde de 40.410 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 20,79%. O volume financeiro foi de expressivos R$ 2,91 bilhões.

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Merrill Lynch avalia investimento nos emergentes como excepcional em 2006

Por: Rodolfo Amstalden
27/04/06 - 09h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Na última terça-feira (25), o banco de investimentos Merrill Lynch divulgou relatório sobre o posicionamento de fundos tradicionais em relação aos principais mercados emergentes do mundo.

De acordo com a instituição, os investimentos em tais mercados vêm se provando excepcionais em 2006. Cálculos apontam aproximadamente US$ 36,3 bilhões alocados desde o início do ano, contra US$ 25 bilhões em todo o 2005.

BRICs dominam carteiras
As estimativas da Merrill Lynch indicam que cerca de 53% do total de US$ 36,3 bilhões foi para os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Dentro do grupo, a liderança ficou com os mercados chinês e russo.

A preferência pelos BRICs é justificada pela medida de performance no início de 2006. Rússia (43%), China (30%), Brasil (29%) e Índia (26%) ficaram bem acima da média de 14% de retorno do restante dos emergentes.

Posicionamento
Na análise de posicionamento nos mercados, o estudo identifica exposição acima da média na América Latina e abaixo da média em Europa, Oriente Médio, África e Ásia. O maior posicionamento segue com o Brasil, enquanto o menor é assumido por Taiwan.

Perspectivas de ganhos e perdas
Segundo as projeções da Merrill Lynch, os investidores estão mais propensos a prejuízos em investimentos nos mercados de Tailândia e Turquia e mais próximos a ganhos com Europa Central, Israel e Taiwan.

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Merrill Lynch avalia investimento nos emergentes como excepcional em 2006

Por: Rodolfo Amstalden
27/04/06 - 09h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Na última terça-feira (25), o banco de investimentos Merrill Lynch divulgou relatório sobre o posicionamento de fundos tradicionais em relação aos principais mercados emergentes do mundo.

De acordo com a instituição, os investimentos em tais mercados vêm se provando excepcionais em 2006. Cálculos apontam aproximadamente US$ 36,3 bilhões alocados desde o início do ano, contra US$ 25 bilhões em todo o 2005.

BRICs dominam carteiras
As estimativas da Merrill Lynch indicam que cerca de 53% do total de US$ 36,3 bilhões foi para os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Dentro do grupo, a liderança ficou com os mercados chinês e russo.

A preferência pelos BRICs é justificada pela medida de performance no início de 2006. Rússia (43%), China (30%), Brasil (29%) e Índia (26%) ficaram bem acima da média de 14% de retorno do restante dos emergentes.

Posicionamento
Na análise de posicionamento nos mercados, o estudo identifica exposição acima da média na América Latina e abaixo da média em Europa, Oriente Médio, África e Ásia. O maior posicionamento segue com o Brasil, enquanto o menor é assumido por Taiwan.

Perspectivas de ganhos e perdas
Segundo as projeções da Merrill Lynch, os investidores estão mais propensos a prejuízos em investimentos nos mercados de Tailândia e Turquia e mais próximos a ganhos com Europa Central, Israel e Taiwan.

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Ata do Copom revelou maior cautela com a flexibilização da política monetária

Por: Camila Schoti
27/04/06 - 09h45
InfoMoney

SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de abril, a ata da reunião realizada nos dias 18 e 19 de abril, quando a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juro brasileira, a Selic, em 75 pontos base, para 15,75% ao ano.

Em um tom mais conservador, o comitê revelou que acredita que os cortes implementados na Selic desde setembro de 2005 ainda não se refletiram completamente sobre os preços e, em função das conquistas já obtidas no combate à inflação, o colegiado revelou que poderá haver a necessidade da condução da política monetária com maior cautela.

Adicionalmente, o comitê evidenciou que as incertezas em torno dos mecanismos de transmissão de política monetária e da menor distância entre a taxa básica de juros corrente e aquelas que devem vigorar no médio prazo poderão demandar que o processo de "flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia".

Corte nos juros não se materializaram por completo
A autoridade monetária completa ainda que a maior cautela na condução da política monetária torna-se ainda mais importante à medida que se leva em consideração que suas próximas decisões deverão ter impactos mais concentrados no próximo ano.

Outro ponto importante destacado pelo comitê é que, a despeito da redução de 325 pontos base na Selic desde o início do ciclo de flexibilização da política monetária, parte dos efeitos da redução dos juros ainda não se refletiu na atividade econômica, bem como os efeitos da retomada da atividade sobre a inflação, que ainda não tiveram tempo de se concretizar.

Não obstante a postura mais conservadora da ata, o comitê manteve a percepção de que o cenário externo permanece favorável, apesar das incertezas acerca das taxas de juros nas principais economias, dos preços do petróleo terem atingido níveis historicamente elevados e da possibilidade dos fatores pontuais favoráveis à inflação de curto prazo apresentarem reversão no futuro.

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Ata do Copom revelou maior cautela com a flexibilização da política monetária

Por: Camila Schoti
27/04/06 - 09h45
InfoMoney

SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de abril, a ata da reunião realizada nos dias 18 e 19 de abril, quando a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juro brasileira, a Selic, em 75 pontos base, para 15,75% ao ano.

Em um tom mais conservador, o comitê revelou que acredita que os cortes implementados na Selic desde setembro de 2005 ainda não se refletiram completamente sobre os preços e, em função das conquistas já obtidas no combate à inflação, o colegiado revelou que poderá haver a necessidade da condução da política monetária com maior cautela.

Adicionalmente, o comitê evidenciou que as incertezas em torno dos mecanismos de transmissão de política monetária e da menor distância entre a taxa básica de juros corrente e aquelas que devem vigorar no médio prazo poderão demandar que o processo de "flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia".

Corte nos juros não se materializaram por completo
A autoridade monetária completa ainda que a maior cautela na condução da política monetária torna-se ainda mais importante à medida que se leva em consideração que suas próximas decisões deverão ter impactos mais concentrados no próximo ano.

Outro ponto importante destacado pelo comitê é que, a despeito da redução de 325 pontos base na Selic desde o início do ciclo de flexibilização da política monetária, parte dos efeitos da redução dos juros ainda não se refletiu na atividade econômica, bem como os efeitos da retomada da atividade sobre a inflação, que ainda não tiveram tempo de se concretizar.

Não obstante a postura mais conservadora da ata, o comitê manteve a percepção de que o cenário externo permanece favorável, apesar das incertezas acerca das taxas de juros nas principais economias, dos preços do petróleo terem atingido níveis historicamente elevados e da possibilidade dos fatores pontuais favoráveis à inflação de curto prazo apresentarem reversão no futuro.

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Quarta-feira, Abril 26, 2006

Clube de investimento é alternativa

Além da pessoa física, outra opção do mercado de ações que é divulgada pelo programa "Bovespa vai até você" é o clube de investimento, que consiste em um grupo de aplicadores que se reúne para dividir tanto o dinheiro necessário para entrar no mercado de ações como o risco que envolve esse tipo de iniciativa. Luís Abdal, diretor de marketing e comunicação da Bovespa, explica que o clube de investimento é uma alternativa que torna viável a entrada dos pequenos investidores, já que o valor a ser investido depende do número de membros e do tipo de ação que será comprada. "Em São Paulo, existem clubes onde se paga R$ 29,00 por mês, diz.

Geralmente, o rendimento de ações exige tempo para garantir dividendos, mas se o clube tiver uma boa gestão o resultado pode vir em curto prazo. Esse foi o caso, por exemplo, do que foi montado pelo professor da área de finanças Alípio Leitão, da Universidade de Fortaleza (Unifor). Formado em 2002 por seis professores da instituição, o clube investiu cerca de R$ 30 mil em uma carteira com 16 tipos de ações.

Ele afirma que, pouco mais de um ano depois, o volume já era de mais de R$ 60 mil, o que fez com que os investidores, animados com o rendimento, resgatassem o lucro e acabassem com o clube. "Se nós tivéssemos continuado, o crescimento teria sido de 400%", avalia Alípio, que já trabalha no mercado de ações há mais de dez anos.

Com a visita da Bovespa à Unifor, a meta é criar novos clubes de investimento, dessa vez não só com professores mas com alunos também. Mas, se possível, com um prazo maior para o resgate do dinheiro. "As pessoas querem receber o dinheiro em pouco tempo. Mas o investimento em ações é para muitos anos".

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Clube de investimento é alternativa

Além da pessoa física, outra opção do mercado de ações que é divulgada pelo programa "Bovespa vai até você" é o clube de investimento, que consiste em um grupo de aplicadores que se reúne para dividir tanto o dinheiro necessário para entrar no mercado de ações como o risco que envolve esse tipo de iniciativa. Luís Abdal, diretor de marketing e comunicação da Bovespa, explica que o clube de investimento é uma alternativa que torna viável a entrada dos pequenos investidores, já que o valor a ser investido depende do número de membros e do tipo de ação que será comprada. "Em São Paulo, existem clubes onde se paga R$ 29,00 por mês, diz.

Geralmente, o rendimento de ações exige tempo para garantir dividendos, mas se o clube tiver uma boa gestão o resultado pode vir em curto prazo. Esse foi o caso, por exemplo, do que foi montado pelo professor da área de finanças Alípio Leitão, da Universidade de Fortaleza (Unifor). Formado em 2002 por seis professores da instituição, o clube investiu cerca de R$ 30 mil em uma carteira com 16 tipos de ações.

Ele afirma que, pouco mais de um ano depois, o volume já era de mais de R$ 60 mil, o que fez com que os investidores, animados com o rendimento, resgatassem o lucro e acabassem com o clube. "Se nós tivéssemos continuado, o crescimento teria sido de 400%", avalia Alípio, que já trabalha no mercado de ações há mais de dez anos.

Com a visita da Bovespa à Unifor, a meta é criar novos clubes de investimento, dessa vez não só com professores mas com alunos também. Mas, se possível, com um prazo maior para o resgate do dinheiro. "As pessoas querem receber o dinheiro em pouco tempo. Mas o investimento em ações é para muitos anos".

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Vale: possível pulverização foi o destaque da Bovespa nesta quarta-feira

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/04/06 - 18h13
InfoMoney

SÃO PAULO - Especulações em torno de uma possível pulverização do capital social da Vale do Rio Doce influenciaram fortemente as negociações na Bovespa nesta quarta-feira.

Conforme veiculado pela edição desta quarta-feira da Folha de S. Paulo, a operação consistiria na conversão das ações da mineradora em ordinárias, para a posterior dispersão do capital no mercado.

A notícia, no entanto, foi negada em nota oficial pela assessoria de imprensa da mineradora, que revelou que a empresa não está desenvolvendo qualquer estudo ou análise sobre uma proposta de pulverização de seu capital.

Favorecimento aos minoritários?
Mesmo depois de desmentidos pela empresa, os rumores continuaram influenciando as cotações dos papéis durante a tarde. As ações ordinárias da Vale fecharam a quarta-feira em alta de 1,60%, enquanto as preferenciais classe A recuaram 1,60%.

Para o mercado, tal movimento sugeriria um eventual favorecimento aos acionistas detentores de papéis ordinários, assim como visto na reestruturação da Telemar, caso a operação, de fato, acontecesse.

Ações da Bradespar também avançaram
Outro destaque desta sessão foi a forte valorização de 7,09% dos papéis preferenciais da Bradespar.

A Bradespar possui 17,4% do capital total da Valepar, holding que detém 53,3% do capital ordinário da Vale, reforçando a hipótese de um eventual favorecimento aos ordinaristas.

Os benefícios da pulverização
Empresas de capital social pulverizado são as mais comuns no mercado internacional. Tal modelo tende a beneficiar o acionista minoritário, uma vez que eleva a liquidez dos papéis em bolsa.

Neste ano, empresas como a Embraer, a Perdigão e o Submarino já anunciaram operações deste tipo.

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Vale: possível pulverização foi o destaque da Bovespa nesta quarta-feira

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/04/06 - 18h13
InfoMoney

SÃO PAULO - Especulações em torno de uma possível pulverização do capital social da Vale do Rio Doce influenciaram fortemente as negociações na Bovespa nesta quarta-feira.

Conforme veiculado pela edição desta quarta-feira da Folha de S. Paulo, a operação consistiria na conversão das ações da mineradora em ordinárias, para a posterior dispersão do capital no mercado.

A notícia, no entanto, foi negada em nota oficial pela assessoria de imprensa da mineradora, que revelou que a empresa não está desenvolvendo qualquer estudo ou análise sobre uma proposta de pulverização de seu capital.

Favorecimento aos minoritários?
Mesmo depois de desmentidos pela empresa, os rumores continuaram influenciando as cotações dos papéis durante a tarde. As ações ordinárias da Vale fecharam a quarta-feira em alta de 1,60%, enquanto as preferenciais classe A recuaram 1,60%.

Para o mercado, tal movimento sugeriria um eventual favorecimento aos acionistas detentores de papéis ordinários, assim como visto na reestruturação da Telemar, caso a operação, de fato, acontecesse.

Ações da Bradespar também avançaram
Outro destaque desta sessão foi a forte valorização de 7,09% dos papéis preferenciais da Bradespar.

A Bradespar possui 17,4% do capital total da Valepar, holding que detém 53,3% do capital ordinário da Vale, reforçando a hipótese de um eventual favorecimento aos ordinaristas.

Os benefícios da pulverização
Empresas de capital social pulverizado são as mais comuns no mercado internacional. Tal modelo tende a beneficiar o acionista minoritário, uma vez que eleva a liquidez dos papéis em bolsa.

Neste ano, empresas como a Embraer, a Perdigão e o Submarino já anunciaram operações deste tipo.

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Preço das ações da ABnote fica em R$ 17,00, no topo das estimativas prévias

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
26/04/06 - 13h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao processo de distribuição pública secundária de ações ordinárias do American Bank Note (ABNB3), foi revelado nesta quarta-feira (26) o preço de venda das ações, que, fixado pelo mecanismo de bookbuilding, ficou em R$ 17,00.

Esse valor ficou no limite superior da estimativa inicial dos coordenadores, que esperavam que o preço das ações ordinárias ficasse entre R$ 13,50 e R$ 17,00. O montante mínimo da captação, projetado com base nas estimativas, era de R$ 381,522 milhões.

Captação atingiu R$ 480 milhões
Sob a coordenação do Credit Suisse e do banco de investimentos UBS, foram distribuídas 28.260.870 ações ordinárias, sendo 20.652.174 ações de titularidade da ABN Equities e 7.608.696 ações de titularidade do Banco Alvorada, que permitiram a captação de R$ 480,435 milhões.

Os acionistas vendedores outorgaram uma opção para a distribuição de um lote suplementar de até 4.239.130 ações, sendo 3.097.826 ações de titularidade da ABN Equities e 1.141.304 ações de titularidade do Banco Alvorada, correspondendo a 15% das ações inicialmente ofertadas.

Rateio
Com a forte demanda pelos papéis da companhia, os investidores que reservaram ações sofreram rateio, de forma que os pedidos só foram atendidos integralmente até o limite de R$ 2.924,00, equivalente a 172 ações.

Isso significa que um investidor que fez uma reserva de R$ 5.000,00 foi alocado em R$ 2.924,00. O investidor que fez uma reserva de R$ 15.000,00, igualmente foi alocado em R$ 2.924,00.

Agenda da oferta
O prazo de exercício da opção de ações suplementares teve início na quarta-feira e se estende até o dia 26 de maio. As ações começam a ser negociadas a partir do dia 27 de abril e a liquidação financeira será no dia 02 de maio.

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Preço das ações da ABnote fica em R$ 17,00, no topo das estimativas prévias

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
26/04/06 - 13h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao processo de distribuição pública secundária de ações ordinárias do American Bank Note (ABNB3), foi revelado nesta quarta-feira (26) o preço de venda das ações, que, fixado pelo mecanismo de bookbuilding, ficou em R$ 17,00.

Esse valor ficou no limite superior da estimativa inicial dos coordenadores, que esperavam que o preço das ações ordinárias ficasse entre R$ 13,50 e R$ 17,00. O montante mínimo da captação, projetado com base nas estimativas, era de R$ 381,522 milhões.

Captação atingiu R$ 480 milhões
Sob a coordenação do Credit Suisse e do banco de investimentos UBS, foram distribuídas 28.260.870 ações ordinárias, sendo 20.652.174 ações de titularidade da ABN Equities e 7.608.696 ações de titularidade do Banco Alvorada, que permitiram a captação de R$ 480,435 milhões.

Os acionistas vendedores outorgaram uma opção para a distribuição de um lote suplementar de até 4.239.130 ações, sendo 3.097.826 ações de titularidade da ABN Equities e 1.141.304 ações de titularidade do Banco Alvorada, correspondendo a 15% das ações inicialmente ofertadas.

Rateio
Com a forte demanda pelos papéis da companhia, os investidores que reservaram ações sofreram rateio, de forma que os pedidos só foram atendidos integralmente até o limite de R$ 2.924,00, equivalente a 172 ações.

Isso significa que um investidor que fez uma reserva de R$ 5.000,00 foi alocado em R$ 2.924,00. O investidor que fez uma reserva de R$ 15.000,00, igualmente foi alocado em R$ 2.924,00.

Agenda da oferta
O prazo de exercício da opção de ações suplementares teve início na quarta-feira e se estende até o dia 26 de maio. As ações começam a ser negociadas a partir do dia 27 de abril e a liquidação financeira será no dia 02 de maio.

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Análise técnica revela manutenção das perspectivas positivas para o Ibovespa

Por: Camila Schoti
26/04/06 - 18h16
InfoMoney

SÃO PAULO - As perspectivas para o mercado acionário brasileiro permanecem positivas, de acordo com os analistas técnicos entrevistados pela InfoMoney. De maneira geral, a percepção dos analistas é de que já no mês de maio o índice Ibovespa alcance os 41.000 pontos.

Entretanto, apesar dos gráficos indicarem a possibilidade do índice manter a tendência de alta que vem sendo verificada nas últimas semanas, o analista Alex Rocha Moreira acredita que é preciso haver um aumento no volume de negociação na Bolsa para que aumentem as chances das expectativas se confirmarem.

No mesmo sentido, Gustavo Lobo, que também acredita na possibilidade do Ibovespa atingir os 41.000 pontos dentro de algumas semanas, destacou que o índice tem como um importante suporte os 39.400 pontos. Já o analista Leandro Ruschel completa que é importante que o Ibovespa mantenha-se acima deste patamar para que o movimento de alta continue.

Perspectivas positivas para Petrobras
No que se refere aos papéis das principais blue chips as perspectivas dos analistas são convergentes, principalmente no que se refere à expectativa para o desempenho das ações preferenciais da Petrobras. Com expectativas positivas, em função do papel ter rompido recentemente linha de tendência de baixa, o preço alvo dos papéis fica próximo de R$ 50,00 para as próximas semanas.

Assim como o Ibovespa, a despeito das perspectivas positivas, Rocha Moreira destaca que também é preciso que haja maior volume de negociação das ações para que as chances das expectativas se concretizarem aumentem. Leandro Ruschel completa ainda que para que o papel mantenha a tendência de alta, é importante que o suporte de R$ 44,50 não seja perdido.

Vale pode apresentar correção
Para os papéis preferenciais classe A da Vale as perspectivas são mais cautelosas, os analistas Alex Moreira e Leandro Ruschel acreditam que estes devem passar por um movimento de correção, já que se aproximam de seu topo histórico, na faixa de R$ 98,00. Sendo assim, Moreira destaca que a próxima semana pode apresentar uma possibilidade de compra dos papéis. Estas ações têm suporte em torno de R$ 94,00.

Em relação aos papéis preferenciais da Telemar, Gustavo Lobo acredita que o atual momento dos papéis não é favorável para quem opera na ponta de compra, em função da elevada volatilidade que os mesmo vêm apresentando. Sendo assim, as perspectivas tornam-se mais favoráveis à compra acima dos R$ 38,00.

Bradesco é boa oportunidade
Outros papéis cujos gráficos indicam boas chances de ganhos são as units da ALL, que foram citadas pelos analistas Gustavo Lobo e Alex Rocha. Além das ações ordinárias da Energias do Brasil e da CPFL Energia, bem como os papéis preferenciais da Bradespar.

Por fim, Leandro Ruschel destaca as ações preferenciais do Bradesco, que apresentaram expressiva recuperação e tem como expectativa o objetivo de R$ 87,00. O analista afirmou que "como o setor está defasado em relação ao último movimento de alta do mercado, ele pode apresentar uma performance superior no caso de continuação do movimento de alta do mercado como um todo."

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Análise técnica revela manutenção das perspectivas positivas para o Ibovespa

Por: Camila Schoti
26/04/06 - 18h16
InfoMoney

SÃO PAULO - As perspectivas para o mercado acionário brasileiro permanecem positivas, de acordo com os analistas técnicos entrevistados pela InfoMoney. De maneira geral, a percepção dos analistas é de que já no mês de maio o índice Ibovespa alcance os 41.000 pontos.

Entretanto, apesar dos gráficos indicarem a possibilidade do índice manter a tendência de alta que vem sendo verificada nas últimas semanas, o analista Alex Rocha Moreira acredita que é preciso haver um aumento no volume de negociação na Bolsa para que aumentem as chances das expectativas se confirmarem.

No mesmo sentido, Gustavo Lobo, que também acredita na possibilidade do Ibovespa atingir os 41.000 pontos dentro de algumas semanas, destacou que o índice tem como um importante suporte os 39.400 pontos. Já o analista Leandro Ruschel completa que é importante que o Ibovespa mantenha-se acima deste patamar para que o movimento de alta continue.

Perspectivas positivas para Petrobras
No que se refere aos papéis das principais blue chips as perspectivas dos analistas são convergentes, principalmente no que se refere à expectativa para o desempenho das ações preferenciais da Petrobras. Com expectativas positivas, em função do papel ter rompido recentemente linha de tendência de baixa, o preço alvo dos papéis fica próximo de R$ 50,00 para as próximas semanas.

Assim como o Ibovespa, a despeito das perspectivas positivas, Rocha Moreira destaca que também é preciso que haja maior volume de negociação das ações para que as chances das expectativas se concretizarem aumentem. Leandro Ruschel completa ainda que para que o papel mantenha a tendência de alta, é importante que o suporte de R$ 44,50 não seja perdido.

Vale pode apresentar correção
Para os papéis preferenciais classe A da Vale as perspectivas são mais cautelosas, os analistas Alex Moreira e Leandro Ruschel acreditam que estes devem passar por um movimento de correção, já que se aproximam de seu topo histórico, na faixa de R$ 98,00. Sendo assim, Moreira destaca que a próxima semana pode apresentar uma possibilidade de compra dos papéis. Estas ações têm suporte em torno de R$ 94,00.

Em relação aos papéis preferenciais da Telemar, Gustavo Lobo acredita que o atual momento dos papéis não é favorável para quem opera na ponta de compra, em função da elevada volatilidade que os mesmo vêm apresentando. Sendo assim, as perspectivas tornam-se mais favoráveis à compra acima dos R$ 38,00.

Bradesco é boa oportunidade
Outros papéis cujos gráficos indicam boas chances de ganhos são as units da ALL, que foram citadas pelos analistas Gustavo Lobo e Alex Rocha. Além das ações ordinárias da Energias do Brasil e da CPFL Energia, bem como os papéis preferenciais da Bradespar.

Por fim, Leandro Ruschel destaca as ações preferenciais do Bradesco, que apresentaram expressiva recuperação e tem como expectativa o objetivo de R$ 87,00. O analista afirmou que "como o setor está defasado em relação ao último movimento de alta do mercado, ele pode apresentar uma performance superior no caso de continuação do movimento de alta do mercado como um todo."

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ABnote capta R$ 552,5 milhões

Altamiro Silva Júnior
26/04/2006

A American Banknote (ABnote), que imprime cartões de crédito, cheques e documentos, concluiu ontem à noite a venda de 28,3 milhões de ações ordinárias (ON). Os papéis saíram a R$ 17,00, no teto da faixa de preços estipulada pelos bancos coordenadores da operação, de R$ 13,50 a R$ 17,00. Incluindo a venda do lote extra, a operação rendeu R$ 552,5 milhões e recebeu o registro definitivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ontem.

A ABnote estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amanhã. No convite à imprensa, os executivos já avisaram que não darão entrevistas, por causa do "quiet period" (período de silêncio previsto na Instrução 400 da CVM).

Os R$ 552,5 milhões captados não vão para o caixa da empresa. O dinheiro vai para os dois acionistas vendedores: ABN Equities, fundo de private equity do ABN Amro, que vendeu 20,1 milhões de papéis, e o Banco Alvorada, que pertence ao Bradesco e vendeu 7,6 milhões de ações. A operação foi coordenada por dois bancos suíços, o UBS e o Credit Suisse.

A ABnote, com sede no Rio, imprime e emite cartões de crédito e débito. No ano passado, foram 494,2 milhões de plásticos. Além disso, ela também é responsável pela impressão de talões de cheques e outros documentos, como carteiras de habilitação. No ano passado, foram 7,1 milhões destas carteiras. Segundo o prospecto preliminar da operação, entre os anos de 2001 e 2005, as receitas da empresa tiveram crescimento médio de 10,7%. Já o lucro líquido subiu 28,8% no mesmo período.

Na segunda-feira, a CSU CardSystem, outra empresa do setor de cartões estréia na bolsa. Ela vai listar as ações no Novo Mercado.

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ABnote capta R$ 552,5 milhões

Altamiro Silva Júnior
26/04/2006

A American Banknote (ABnote), que imprime cartões de crédito, cheques e documentos, concluiu ontem à noite a venda de 28,3 milhões de ações ordinárias (ON). Os papéis saíram a R$ 17,00, no teto da faixa de preços estipulada pelos bancos coordenadores da operação, de R$ 13,50 a R$ 17,00. Incluindo a venda do lote extra, a operação rendeu R$ 552,5 milhões e recebeu o registro definitivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ontem.

A ABnote estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amanhã. No convite à imprensa, os executivos já avisaram que não darão entrevistas, por causa do "quiet period" (período de silêncio previsto na Instrução 400 da CVM).

Os R$ 552,5 milhões captados não vão para o caixa da empresa. O dinheiro vai para os dois acionistas vendedores: ABN Equities, fundo de private equity do ABN Amro, que vendeu 20,1 milhões de papéis, e o Banco Alvorada, que pertence ao Bradesco e vendeu 7,6 milhões de ações. A operação foi coordenada por dois bancos suíços, o UBS e o Credit Suisse.

A ABnote, com sede no Rio, imprime e emite cartões de crédito e débito. No ano passado, foram 494,2 milhões de plásticos. Além disso, ela também é responsável pela impressão de talões de cheques e outros documentos, como carteiras de habilitação. No ano passado, foram 7,1 milhões destas carteiras. Segundo o prospecto preliminar da operação, entre os anos de 2001 e 2005, as receitas da empresa tiveram crescimento médio de 10,7%. Já o lucro líquido subiu 28,8% no mesmo período.

Na segunda-feira, a CSU CardSystem, outra empresa do setor de cartões estréia na bolsa. Ela vai listar as ações no Novo Mercado.

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Bancos de investimento crescem

Cristiane Perini Lucchesi e Vanessa Adachi
26/04/2006

Durante conversa informal em almoço, o presidente de um importante banco de investimento no Brasil desabafou: hoje, não é mais a volatilidade e imprevisibilidade dos preços dos ativos financeiros no país que tiram seu sono. Sua principal preocupação é outra - o aumento da concorrência por todos os lados.

As perspectivas favoráveis para o mercado financeiro brasileiro têm levado bancos de investimento internacionais a aumentar seu capital no Brasil e contratar cada vez mais pessoal.

Segundo levantamento feito pelo Valor no site do Banco Central, de dezembro de 2004 a dezembro de 2005 o patrimônio líquido consolidado de dez entre as maiores instituições com perfil de banco de investimento no país cresceu cerca de R$ 1 bilhão. Mas muitos já haviam aumentado seu capital anteriormente, em 2004, e outros trarão ainda mais dinheiro neste ano.

Citigroup, JP Morgan, Morgan Stanley, UBS, Credit Suisse, Deutsche Bank, Dresdner Bank, Banco Standard de Investimentos, Société Générale, Merrill Lynch e até o escritório de representação do BBVA no Brasil estão entre os que aumentaram seu patrimônio líquido no Brasil e reforçaram suas equipes.

Há um traço marcante neste movimento. Os ganhos perseguidos pelas instituições não são mais apenas os de tesouraria, como nas décadas passadas. O foco agora também é o serviço ao cliente. No Credit Suisse, por exemplo, as receitas com prestação de serviços têm crescido a uma taxa de 40% ao ano. A área de tesouraria, que era a principal geradora de receita há cinco anos, foi desbancada. A disputa por clientes tem tornado a concorrência mais feroz e estimulado os investimentos.

A procura por pessoal na área de análise de renda variável, por exemplo, é tanta que, segundo presidente de banco de investimento, há falta de pessoal qualificado. Nos anos do mercado fraco, os bancos encolheram e não houve formação de analistas-sêniores especializados em empresas brasileiras.

Os bancos aproveitam as oportunidades abertas com a isenção fiscal para investidores externos em títulos públicos, assim como o crescimento no mercado de securitização e crédito, inclusive imobiliário. As novas ofertas de ações e suas polpudas comissões, de 3% a 5% do valor da operação, têm atraído especialmente os estrangeiros. As perspectivas para depois das eleições presidenciais de outubro são consideradas ainda mais positivas. Há quem aposte que o país pode atingir ainda em 2007 o grau de investimento, selo de investimento não-especulativo, com forte valorização em todos os seus ativos.

"A retomada no mercado de capitais no Brasil está apenas começando", acredita Roberto Serwaczak, que acaba de deixar o Deutsche Bank para cuidar da recém-inaugurada corretora e de toda a área de renda variável do Citigroup no país. "Estamos passando por uma mudança estrutural no Brasil", avalia. Ele não nega que as eleições presidenciais devem trazer volatilidade e o movimento de novas emissões de ações nesse período deve se arrefecer. "Mas, depois o mercado voltará com força", acredita o especialista.

"Apesar de nossa presença forte no Brasil, não tínhamos atividade de corretagem local, o que sem dúvida era uma lacuna em nossa atividade", diz Cooper Park, diretor-gerente responsável pela área de ações do Citigroup na América Latina e pela área de vendas de renda variável internacional. Segundo ele, o país vive hoje uma verdadeira "luta por talentos, pois mesmo os bancos já estabelecidos no mercado estão crescendo".

O Citigroup não quis revelar números, mas, segundo o Valor apurou no mercado, o banco americano já contratou 15 pessoas para a corretora, entre analistas, traders e pessoas da área de vendas. A idéia inicial é atender principalmente aos investidores profissionais nacionais e internacionais e corporações. "O varejo, em um primeiro momento, não é o nosso foco", diz Serwaczak. "Mas isso não quer dizer que no futuro não estejamos planejando também criar a atividade de homebroker (venda de ações pela internet para pessoas físicas)", completou Cooper Park.

Na área de banco de investimento, o Citigroup ampliou de 13 para 22 pessoas o total de funcionários desde que, em meados de 2005, Ricardo Lacerda deixou a Goldman Sachs para assumir a presidência do banco de investimento no Brasil.

O Morgan Stanley também está extremamente otimista com relação ao país nos próximos dois anos e diz estar se posicionando para crescer nesse cenário. "Os anos de 2007 e 2008 podem ser os melhores que o Brasil já viu em 30 anos", diz Rodrigo Lowndes, presidente da instituição no país. Ele cita o superávit comercial constante e robusto, a queda dos juros e o aumento do salário real como alguns dos principais indicadores da mudança estrutural na economia.

Em 2005, o Morgan Stanley mais que dobrou o seu capital no Brasil, segundo Lowndes. Hoje, o Morgan está com um capital de R$ 488 milhões. Para chegar a essa cifra, foram trazidos US$ 80 milhões de dinheiro novo e também reinvestidos todos os lucros de 2004 e 2005. "Hoje somos um dos bancos de investimento estrangeiros com maior capital no Brasil", afirma Lowndes.

Ele conta que para 2006 há um plano aprovado para ampliar em 50% o tamanho da equipe, embora não revele o número de pessoas. O banco atua hoje em negociação de títulos de renda fixa, câmbio e ações e também em operações de oferta de ações e fusões e aquisições. Novos aumentos de capital ainda podem vir por aí, indica o executivo. "Neste momento, estamos analisando fazer investimentos em várias áreas em que não atuamos, que demandariam bastante capital", conta.

Mesmo o Credit Suisse, banco de investimentos estrangeiro com uma das maiores estruturas no país, tem feito investimentos. "Só no último ano, aumentamos em 15% o número de funcionários do banco como um todo, que passou de 300 pessoas", diz José Olympio Pereira, chefe da área de banco de investimento.

Dentro desse pacote, há várias áreas que a instituição está reforçando. A de renda fixa, que inclui crédito e produtos estruturados, inclusive derivativos, tem crescido a uma taxa de 20% a 30% ao ano. Outro segmento que o banco enxerga como promissor é o de intermediação de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa local. "Um primeiro passo foi dado com a isenção de impostos nos títulos públicos, mas esperamos que o benefício seja estendido para debêntures, o que criará uma importante fonte de financiamento de longo prazo para as empresas", diz Pereira.

O Credit Suisse é líder no mercado de ofertas de ações, com 23% do bolo em 2005, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento, e, de acordo com o executivo, o banco quer se estruturar para manter essa vantagem. "Esse mercado tem crescido mais de 100% ao ano e essa mudança de patamar requer reforço nas áreas de análise e corretagem, para as quais estamos contratando", conta ele.

A Merrill Lynch também está contratando na área de análise, principalmente de renda variável, além de pessoas para sua corretora, informa o presidente do banco no país, Richard Rainer. Sem Roberto Serwaczak, o Deutsche informa que busca no mercado um novo presidente para sua corretora na América Latina. O banco alemão também pretende contratar analistas de renda variável, traders e pessoal da área de vendas. Outro que vem recrutando analistas neste ano é o americano JP Morgan. O suíço UBS, terceiro colocado no mercado de emissão de novas ações, já anunciou que vai trazer US$ 90 milhões neste ano ao país.

Os bancos que planejam expandir seus negócios de subscrição, corretagem e análise enxergam uma poderosa alavanca doméstica para o mercado acionário. Segundo Serwaczak, as carteiras dos administradores de fundos mútuos possuem hoje no Brasil apenas 8% investidos em ações. A tendência com a queda nos juros básicos e a menor volatilidade é que esse percentual cresça muito. José Olympio Pereira e Rodrigo Lowndes compartilham da mesma opinião.

Segundo Serwaczak, na Espanha e em Portugal, depois que os juros reais caíram abaixo de 10% ao ano, o percentual da carteira dos fundos mútuos investido em ações passou de cerca de 5% para 35%. No Brasil, isso significaria uma ampliação da liquidez do mercado de R$ 240 bilhões, aproximadamente, considerando-se que a indústria de fundos, incluídos os fundos de pensão, chega a R$ 800 milhões. "É um processo longo de mudança cultural", diz.

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Bancos de investimento crescem

Cristiane Perini Lucchesi e Vanessa Adachi
26/04/2006

Durante conversa informal em almoço, o presidente de um importante banco de investimento no Brasil desabafou: hoje, não é mais a volatilidade e imprevisibilidade dos preços dos ativos financeiros no país que tiram seu sono. Sua principal preocupação é outra - o aumento da concorrência por todos os lados.

As perspectivas favoráveis para o mercado financeiro brasileiro têm levado bancos de investimento internacionais a aumentar seu capital no Brasil e contratar cada vez mais pessoal.

Segundo levantamento feito pelo Valor no site do Banco Central, de dezembro de 2004 a dezembro de 2005 o patrimônio líquido consolidado de dez entre as maiores instituições com perfil de banco de investimento no país cresceu cerca de R$ 1 bilhão. Mas muitos já haviam aumentado seu capital anteriormente, em 2004, e outros trarão ainda mais dinheiro neste ano.

Citigroup, JP Morgan, Morgan Stanley, UBS, Credit Suisse, Deutsche Bank, Dresdner Bank, Banco Standard de Investimentos, Société Générale, Merrill Lynch e até o escritório de representação do BBVA no Brasil estão entre os que aumentaram seu patrimônio líquido no Brasil e reforçaram suas equipes.

Há um traço marcante neste movimento. Os ganhos perseguidos pelas instituições não são mais apenas os de tesouraria, como nas décadas passadas. O foco agora também é o serviço ao cliente. No Credit Suisse, por exemplo, as receitas com prestação de serviços têm crescido a uma taxa de 40% ao ano. A área de tesouraria, que era a principal geradora de receita há cinco anos, foi desbancada. A disputa por clientes tem tornado a concorrência mais feroz e estimulado os investimentos.

A procura por pessoal na área de análise de renda variável, por exemplo, é tanta que, segundo presidente de banco de investimento, há falta de pessoal qualificado. Nos anos do mercado fraco, os bancos encolheram e não houve formação de analistas-sêniores especializados em empresas brasileiras.

Os bancos aproveitam as oportunidades abertas com a isenção fiscal para investidores externos em títulos públicos, assim como o crescimento no mercado de securitização e crédito, inclusive imobiliário. As novas ofertas de ações e suas polpudas comissões, de 3% a 5% do valor da operação, têm atraído especialmente os estrangeiros. As perspectivas para depois das eleições presidenciais de outubro são consideradas ainda mais positivas. Há quem aposte que o país pode atingir ainda em 2007 o grau de investimento, selo de investimento não-especulativo, com forte valorização em todos os seus ativos.

"A retomada no mercado de capitais no Brasil está apenas começando", acredita Roberto Serwaczak, que acaba de deixar o Deutsche Bank para cuidar da recém-inaugurada corretora e de toda a área de renda variável do Citigroup no país. "Estamos passando por uma mudança estrutural no Brasil", avalia. Ele não nega que as eleições presidenciais devem trazer volatilidade e o movimento de novas emissões de ações nesse período deve se arrefecer. "Mas, depois o mercado voltará com força", acredita o especialista.

"Apesar de nossa presença forte no Brasil, não tínhamos atividade de corretagem local, o que sem dúvida era uma lacuna em nossa atividade", diz Cooper Park, diretor-gerente responsável pela área de ações do Citigroup na América Latina e pela área de vendas de renda variável internacional. Segundo ele, o país vive hoje uma verdadeira "luta por talentos, pois mesmo os bancos já estabelecidos no mercado estão crescendo".

O Citigroup não quis revelar números, mas, segundo o Valor apurou no mercado, o banco americano já contratou 15 pessoas para a corretora, entre analistas, traders e pessoas da área de vendas. A idéia inicial é atender principalmente aos investidores profissionais nacionais e internacionais e corporações. "O varejo, em um primeiro momento, não é o nosso foco", diz Serwaczak. "Mas isso não quer dizer que no futuro não estejamos planejando também criar a atividade de homebroker (venda de ações pela internet para pessoas físicas)", completou Cooper Park.

Na área de banco de investimento, o Citigroup ampliou de 13 para 22 pessoas o total de funcionários desde que, em meados de 2005, Ricardo Lacerda deixou a Goldman Sachs para assumir a presidência do banco de investimento no Brasil.

O Morgan Stanley também está extremamente otimista com relação ao país nos próximos dois anos e diz estar se posicionando para crescer nesse cenário. "Os anos de 2007 e 2008 podem ser os melhores que o Brasil já viu em 30 anos", diz Rodrigo Lowndes, presidente da instituição no país. Ele cita o superávit comercial constante e robusto, a queda dos juros e o aumento do salário real como alguns dos principais indicadores da mudança estrutural na economia.

Em 2005, o Morgan Stanley mais que dobrou o seu capital no Brasil, segundo Lowndes. Hoje, o Morgan está com um capital de R$ 488 milhões. Para chegar a essa cifra, foram trazidos US$ 80 milhões de dinheiro novo e também reinvestidos todos os lucros de 2004 e 2005. "Hoje somos um dos bancos de investimento estrangeiros com maior capital no Brasil", afirma Lowndes.

Ele conta que para 2006 há um plano aprovado para ampliar em 50% o tamanho da equipe, embora não revele o número de pessoas. O banco atua hoje em negociação de títulos de renda fixa, câmbio e ações e também em operações de oferta de ações e fusões e aquisições. Novos aumentos de capital ainda podem vir por aí, indica o executivo. "Neste momento, estamos analisando fazer investimentos em várias áreas em que não atuamos, que demandariam bastante capital", conta.

Mesmo o Credit Suisse, banco de investimentos estrangeiro com uma das maiores estruturas no país, tem feito investimentos. "Só no último ano, aumentamos em 15% o número de funcionários do banco como um todo, que passou de 300 pessoas", diz José Olympio Pereira, chefe da área de banco de investimento.

Dentro desse pacote, há várias áreas que a instituição está reforçando. A de renda fixa, que inclui crédito e produtos estruturados, inclusive derivativos, tem crescido a uma taxa de 20% a 30% ao ano. Outro segmento que o banco enxerga como promissor é o de intermediação de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa local. "Um primeiro passo foi dado com a isenção de impostos nos títulos públicos, mas esperamos que o benefício seja estendido para debêntures, o que criará uma importante fonte de financiamento de longo prazo para as empresas", diz Pereira.

O Credit Suisse é líder no mercado de ofertas de ações, com 23% do bolo em 2005, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento, e, de acordo com o executivo, o banco quer se estruturar para manter essa vantagem. "Esse mercado tem crescido mais de 100% ao ano e essa mudança de patamar requer reforço nas áreas de análise e corretagem, para as quais estamos contratando", conta ele.

A Merrill Lynch também está contratando na área de análise, principalmente de renda variável, além de pessoas para sua corretora, informa o presidente do banco no país, Richard Rainer. Sem Roberto Serwaczak, o Deutsche informa que busca no mercado um novo presidente para sua corretora na América Latina. O banco alemão também pretende contratar analistas de renda variável, traders e pessoal da área de vendas. Outro que vem recrutando analistas neste ano é o americano JP Morgan. O suíço UBS, terceiro colocado no mercado de emissão de novas ações, já anunciou que vai trazer US$ 90 milhões neste ano ao país.

Os bancos que planejam expandir seus negócios de subscrição, corretagem e análise enxergam uma poderosa alavanca doméstica para o mercado acionário. Segundo Serwaczak, as carteiras dos administradores de fundos mútuos possuem hoje no Brasil apenas 8% investidos em ações. A tendência com a queda nos juros básicos e a menor volatilidade é que esse percentual cresça muito. José Olympio Pereira e Rodrigo Lowndes compartilham da mesma opinião.

Segundo Serwaczak, na Espanha e em Portugal, depois que os juros reais caíram abaixo de 10% ao ano, o percentual da carteira dos fundos mútuos investido em ações passou de cerca de 5% para 35%. No Brasil, isso significaria uma ampliação da liquidez do mercado de R$ 240 bilhões, aproximadamente, considerando-se que a indústria de fundos, incluídos os fundos de pensão, chega a R$ 800 milhões. "É um processo longo de mudança cultural", diz.

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Bancos de investimento ampliam capital no país

Cristiane Perini Lucchesi e Vanessa Adachi
26/04/2006

As perspectivas favoráveis para o mercado financeiro brasileiro têm levado bancos de investimento internacionais a aumentar seu capital no país e contratar pessoal. Levantamento feito pelo Valor mostra que do fim de 2004 a dezembro de 2005 o patrimônio líquido consolidado das dez maiores instituições estrangeiras com perfil de banco de investimento no Brasil cresceu mais de R$ 1 bilhão. Outros aumentos de capital estão programados para este ano.

Citigroup, JPMorgan, Morgan Stanley, UBS, Credit Suisse, Deutsche Bank, Dresdner Bank, Banco Standard de Investimentos, Société Générale, Merrill Lynch e até o escritório de representação do BBVA no país estão entre os que aumentaram o patrimônio líquido no Brasil e reforçaram as equipes. A procura por pessoal na área de análise de ações, por exemplo, é tão grande que já há falta de profissionais qualificados.

Vários fatores atraem os bancos: as oportunidades abertas com a isenção fiscal para investidores estrangeiros em títulos públicos, o crescimento dos mercados de securitização e crédito, inclusive imobiliário, e as novas ofertas de ações e suas polpudas comissões, de 3% a 5% do total da operação. Além disso, as perspectivas para depois das eleições presidenciais são consideradas positivas pelos bancos. "A retomada do mercado de capitais no Brasil está apenas começando", diz Roberto Serwaczak, que acaba de deixar o Deutsche para cuidar da recém-inaugurada corretora do Citigroup. O banco contratou 15 pessoas para a corretora e ampliou a equipe do banco de investimento de 13 para 22 profissionais. O Morgan Stanley mais do que dobrou seu capital, para R$ 488 milhões.

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Bancos de investimento ampliam capital no país

Cristiane Perini Lucchesi e Vanessa Adachi
26/04/2006

As perspectivas favoráveis para o mercado financeiro brasileiro têm levado bancos de investimento internacionais a aumentar seu capital no país e contratar pessoal. Levantamento feito pelo Valor mostra que do fim de 2004 a dezembro de 2005 o patrimônio líquido consolidado das dez maiores instituições estrangeiras com perfil de banco de investimento no Brasil cresceu mais de R$ 1 bilhão. Outros aumentos de capital estão programados para este ano.

Citigroup, JPMorgan, Morgan Stanley, UBS, Credit Suisse, Deutsche Bank, Dresdner Bank, Banco Standard de Investimentos, Société Générale, Merrill Lynch e até o escritório de representação do BBVA no país estão entre os que aumentaram o patrimônio líquido no Brasil e reforçaram as equipes. A procura por pessoal na área de análise de ações, por exemplo, é tão grande que já há falta de profissionais qualificados.

Vários fatores atraem os bancos: as oportunidades abertas com a isenção fiscal para investidores estrangeiros em títulos públicos, o crescimento dos mercados de securitização e crédito, inclusive imobiliário, e as novas ofertas de ações e suas polpudas comissões, de 3% a 5% do total da operação. Além disso, as perspectivas para depois das eleições presidenciais são consideradas positivas pelos bancos. "A retomada do mercado de capitais no Brasil está apenas começando", diz Roberto Serwaczak, que acaba de deixar o Deutsche para cuidar da recém-inaugurada corretora do Citigroup. O banco contratou 15 pessoas para a corretora e ampliou a equipe do banco de investimento de 13 para 22 profissionais. O Morgan Stanley mais do que dobrou seu capital, para R$ 488 milhões.

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Ibovespa intensifica alta e se mantém acima dos 40 mil pontos nesta quarta-feira

Por: Equipe InfoMoney
26/04/06 - 11h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo apresenta alta de 1,12% nesta manhã e atinge 40.181 pontos. O volume financeiro é de R$ 686 milhões.

O índice das 57 ações mais negociadas da Bovespa opera acima dos 40 mil pontos nesta manhã, com o mercado avaliando os resultados do IPCA-15 de março, que registrou desaceleração da inflação, e o desempenho dos mercados acionários norte-americanos. Além disso, os investidores aguardam a divulgação da ata do Copom na próxima quinta-feira.

Rumores ditam os destaques do Ibovespa
O principal destaque positivo fica com as ações preferenciais da Bradespar (BRAP4), que registram valorização de 6,06% e são cotadas a R$ 82,20. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 38,62%.

Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis preferenciais classe A da Vale Rio Doce (VALE5), que são cotados a R$ 95,00 e apresentam baixa de 1,18%.

O desempenho dos papéis de ambas as empresas reflete rumores de que a Vale estaria estudando a pulverização de seu capital social e a conversão de todas as suas ações em ordinárias. Apesar dos rumores ainda influenciarem o desempenho dos papéis, incluse da Bradespar, que é a acionista controladora da empresa, a Vale negou oficialmente o assunto.

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Ibovespa intensifica alta e se mantém acima dos 40 mil pontos nesta quarta-feira

Por: Equipe InfoMoney
26/04/06 - 11h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo apresenta alta de 1,12% nesta manhã e atinge 40.181 pontos. O volume financeiro é de R$ 686 milhões.

O índice das 57 ações mais negociadas da Bovespa opera acima dos 40 mil pontos nesta manhã, com o mercado avaliando os resultados do IPCA-15 de março, que registrou desaceleração da inflação, e o desempenho dos mercados acionários norte-americanos. Além disso, os investidores aguardam a divulgação da ata do Copom na próxima quinta-feira.

Rumores ditam os destaques do Ibovespa
O principal destaque positivo fica com as ações preferenciais da Bradespar (BRAP4), que registram valorização de 6,06% e são cotadas a R$ 82,20. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 38,62%.

Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis preferenciais classe A da Vale Rio Doce (VALE5), que são cotados a R$ 95,00 e apresentam baixa de 1,18%.

O desempenho dos papéis de ambas as empresas reflete rumores de que a Vale estaria estudando a pulverização de seu capital social e a conversão de todas as suas ações em ordinárias. Apesar dos rumores ainda influenciarem o desempenho dos papéis, incluse da Bradespar, que é a acionista controladora da empresa, a Vale negou oficialmente o assunto.

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Siderurgia: dados do IBS não modificam as recomendações do Pactual

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/04/06 - 09h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os dados do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) relativos à produção interna de aço no mês de março não modificaram as recomendações do banco de investimentos Pactual para o setor siderúrgico.

No terceiro mês do ano, os embarques de aços longos mostraram crescimento de 15,3%, frente ao mesmo mês do ano passado, enquanto os de aços planos recuaram 11,6% na mesma base de comparação.

Boas perspectivas
Para os próximos meses, a expectativa dos analistas do Pactual é de que o segmento de longos continue apresentando uma trajetória positiva, com destaque para a Gerdau, que deve registrar resultados bastante positivos no primeiro trimestre.

Já para o segmento de planos, apesar da queda dos volumes embarcados, o banco projeta uma melhora do mix de vendas nos resultados do primeiro trimestre, além do fortalecimento da demanda interna. As ações da Usiminas seguem como top pick.

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Siderurgia: dados do IBS não modificam as recomendações do Pactual

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/04/06 - 09h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os dados do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) relativos à produção interna de aço no mês de março não modificaram as recomendações do banco de investimentos Pactual para o setor siderúrgico.

No terceiro mês do ano, os embarques de aços longos mostraram crescimento de 15,3%, frente ao mesmo mês do ano passado, enquanto os de aços planos recuaram 11,6% na mesma base de comparação.

Boas perspectivas
Para os próximos meses, a expectativa dos analistas do Pactual é de que o segmento de longos continue apresentando uma trajetória positiva, com destaque para a Gerdau, que deve registrar resultados bastante positivos no primeiro trimestre.

Já para o segmento de planos, apesar da queda dos volumes embarcados, o banco projeta uma melhora do mix de vendas nos resultados do primeiro trimestre, além do fortalecimento da demanda interna. As ações da Usiminas seguem como top pick.

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Bovespa: incertezas sobre o futuro da Selic e Fed Funds estão segurando o mercado

Por: Equipe InfoMoney
26/04/06 - 09h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Bastante atentos ao desempenho das bolsas internacionais, a evolução dos rendimentos oferecidos pelos Treasuries e os preços do petróleo, os investidores estão adotando uma postura mais cautelosa enquanto a ata da última reunião do Copom e os dados do PIB dos Estados Unidos não são divulgados.

Internamente, o último comunicado do Banco Central trouxe dúvidas sobre qual será o ritmo de redução da Selic nos próximos meses. Já nos EUA, o temor é de que os Fed Funds possam subir para um patamar superior a 5,0% ao ano.

As incertezas em relação ao futuro dos juros tanto no Brasil como nos Estados Unidos estão segurando o mercado e fazendo os investidores olharem com mais atenção os resultados dos indicadores econômicos.

Noticiário econômico e corporativo
Neste contexto, em um dia de agenda econômica cheia, os investidores vão iniciar suas negociações avaliando os resultados do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe) da terceira quadrissemana deste mês e principalmente do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor-15) de abril.

Apesar de a maior parte dos dados sobre os gastos do governo no primeiro trimestre terem sido divulgadas pelo Tesouro na terça-feira, as informações sobre o superávit primário, o pagamento de juros e a dívida bruta brasileira contidas na Nota de Política Fiscal do BC também serão observados.

Na esfera corporativa, se encerra nesta sessão o período de reservas das ofertas da Brasil Agro e CSU CardSystem. Dando seqüência à safra de resultados do primeiro trimestre, a Tractebel publicou os seus demonstrativos financeiros.

A Embratel, Natura, Telemar e Telesp devem publicar seus números entre esta noite e quinta-feira antes da abertura dos mercados. O crescimento dos rumores de que a Vale vai converter todas suas ações em ordinárias e realizar uma oferta pulverizada chama a atenção.

Destaques da agenda norte-americana
Nos Estados Unidos, além de uma série de resultados corporativos, a agenda também é repleta de indicadores. Entre eles, o Durable Goods Orders referente a março. O índice mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país e serve como amostra da atividade industrial.

O importante Fed´s Beige Book também será divulgado nesta data. Sairá ainda o New Home Sales de fevereiro. Um relatório que mostra o número de casas novas, vendidas e postas à venda nos Estados Unidos.

Bolsas internacionais e petróleo
Em relação à evolução dos mercados internacionais, a influência é positiva nesta manhã. As bolsas européias e asiáticas registram um desempenho positivo.

Os contratos de índices futuros dos Estados Unidos apontam para uma abertura positiva de Wall Street. Já os contratos futuros do Ibovespa operam em leve baixa de 0,12% na BM&F.

No dia em que a Administração das Informações sobre Energia dos EUA publicará o seu relatório que aufere a evolução semanal do nível dos estoques de petróleo do país, os preços do barril da commodity iniciaram o dia praticamente estáveis. A notícia de que o governo dos EUA vai congelar os depósitos no fundo de emergência de petróleo ainda é analisada pelo mercado.

Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, em linha com o verificado nas recentes sessões, o desempenho dos preços do petróleo e a evolução dos rendimentos oferecidos pelos T-Bonds serão avaliados. No entanto, a maior oferta de dólares, seja por via comercial ou financeira, deve seguir impedindo maior valorização da moeda norte-americana, apesar das intervenções do BC.

A melhor percepção de risco em relação à economia brasileira também influencia essa perspectiva. O contrato futuro de dólar opera em leve alta de 0,16% na BM&F.

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Bovespa: incertezas sobre o futuro da Selic e Fed Funds estão segurando o mercado

Por: Equipe InfoMoney
26/04/06 - 09h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Bastante atentos ao desempenho das bolsas internacionais, a evolução dos rendimentos oferecidos pelos Treasuries e os preços do petróleo, os investidores estão adotando uma postura mais cautelosa enquanto a ata da última reunião do Copom e os dados do PIB dos Estados Unidos não são divulgados.

Internamente, o último comunicado do Banco Central trouxe dúvidas sobre qual será o ritmo de redução da Selic nos próximos meses. Já nos EUA, o temor é de que os Fed Funds possam subir para um patamar superior a 5,0% ao ano.

As incertezas em relação ao futuro dos juros tanto no Brasil como nos Estados Unidos estão segurando o mercado e fazendo os investidores olharem com mais atenção os resultados dos indicadores econômicos.

Noticiário econômico e corporativo
Neste contexto, em um dia de agenda econômica cheia, os investidores vão iniciar suas negociações avaliando os resultados do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe) da terceira quadrissemana deste mês e principalmente do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor-15) de abril.

Apesar de a maior parte dos dados sobre os gastos do governo no primeiro trimestre terem sido divulgadas pelo Tesouro na terça-feira, as informações sobre o superávit primário, o pagamento de juros e a dívida bruta brasileira contidas na Nota de Política Fiscal do BC também serão observados.

Na esfera corporativa, se encerra nesta sessão o período de reservas das ofertas da Brasil Agro e CSU CardSystem. Dando seqüência à safra de resultados do primeiro trimestre, a Tractebel publicou os seus demonstrativos financeiros.

A Embratel, Natura, Telemar e Telesp devem publicar seus números entre esta noite e quinta-feira antes da abertura dos mercados. O crescimento dos rumores de que a Vale vai converter todas suas ações em ordinárias e realizar uma oferta pulverizada chama a atenção.

Destaques da agenda norte-americana
Nos Estados Unidos, além de uma série de resultados corporativos, a agenda também é repleta de indicadores. Entre eles, o Durable Goods Orders referente a março. O índice mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país e serve como amostra da atividade industrial.

O importante Fed´s Beige Book também será divulgado nesta data. Sairá ainda o New Home Sales de fevereiro. Um relatório que mostra o número de casas novas, vendidas e postas à venda nos Estados Unidos.

Bolsas internacionais e petróleo
Em relação à evolução dos mercados internacionais, a influência é positiva nesta manhã. As bolsas européias e asiáticas registram um desempenho positivo.

Os contratos de índices futuros dos Estados Unidos apontam para uma abertura positiva de Wall Street. Já os contratos futuros do Ibovespa operam em leve baixa de 0,12% na BM&F.

No dia em que a Administração das Informações sobre Energia dos EUA publicará o seu relatório que aufere a evolução semanal do nível dos estoques de petróleo do país, os preços do barril da commodity iniciaram o dia praticamente estáveis. A notícia de que o governo dos EUA vai congelar os depósitos no fundo de emergência de petróleo ainda é analisada pelo mercado.

Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, em linha com o verificado nas recentes sessões, o desempenho dos preços do petróleo e a evolução dos rendimentos oferecidos pelos T-Bonds serão avaliados. No entanto, a maior oferta de dólares, seja por via comercial ou financeira, deve seguir impedindo maior valorização da moeda norte-americana, apesar das intervenções do BC.

A melhor percepção de risco em relação à economia brasileira também influencia essa perspectiva. O contrato futuro de dólar opera em leve alta de 0,16% na BM&F.

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Terça-feira, Abril 25, 2006

BB: apesar de positiva, oferta pública de ações já está precificada, diz Ágora

Por: Camila Schoti
25/04/06 - 10h55
InfoMoney

SÃO PAULO - O Banco do Brasil, maior banco do país, protocolou pedido de registro de Oferta Pública de Distribuição Secundária de ações junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliriários) no último dia 20 de abril. O pedido vem em linha com as expectativas do mercado, já que o banco já havia anunciado a intenção de elevar seu free float.

As ações a serem colocadas na distribuição serão de titularidade da Previ e as ações em Tesouraria. Adicionalmente, podem completar a oferta, que será destinada tanto a investidores domésticos quanto estrangeiros, ações detidas pela BNDESPAR.

Apesar de positiva, notícia já está precificada
Os analistas da Ágora Senior classificam como positiva a notícia da oferta pública secundária de ações ordinárias, mas acrescentam que o fato já está precificado nas ações em bolsa.

Ainda não há maiores detalhes sobre a oferta e os analistas da corretora recomendam a venda dos papéis ordinários do BB, que têm preço alvo de R$ 49,10, o que implica que o preço das ações deve cair cerca de 14% até dezembro deste ano. No setor bancário, a Ágora recomenda as ações preferenciais do Bradesco e Itaú.

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BB: apesar de positiva, oferta pública de ações já está precificada, diz Ágora

Por: Camila Schoti
25/04/06 - 10h55
InfoMoney

SÃO PAULO - O Banco do Brasil, maior banco do país, protocolou pedido de registro de Oferta Pública de Distribuição Secundária de ações junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliriários) no último dia 20 de abril. O pedido vem em linha com as expectativas do mercado, já que o banco já havia anunciado a intenção de elevar seu free float.

As ações a serem colocadas na distribuição serão de titularidade da Previ e as ações em Tesouraria. Adicionalmente, podem completar a oferta, que será destinada tanto a investidores domésticos quanto estrangeiros, ações detidas pela BNDESPAR.

Apesar de positiva, notícia já está precificada
Os analistas da Ágora Senior classificam como positiva a notícia da oferta pública secundária de ações ordinárias, mas acrescentam que o fato já está precificado nas ações em bolsa.

Ainda não há maiores detalhes sobre a oferta e os analistas da corretora recomendam a venda dos papéis ordinários do BB, que têm preço alvo de R$ 49,10, o que implica que o preço das ações deve cair cerca de 14% até dezembro deste ano. No setor bancário, a Ágora recomenda as ações preferenciais do Bradesco e Itaú.

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Lupatech poderá captar até R$ 483 milhões com distribuição pública de ações

Por: Camila Schoti
25/04/06 - 09h11
InfoMoney

SÃO PAULO - Foi divulgado nesta terça-feira (25) o Prospecto Preliminar de distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias da Lupatech. O código de negociação para as ações, que farão parte do segmento do Novo Mercado da Bovespa, é LUPA3.

Evidenciando a preocupação da empresa com as boas práticas de governança corporativa, as ações ofertadas terão 100% de tag along, ou seja, os investidores minoritários, além de direito a voto, irão receber, em caso de venda de controle da companhia, um valor por ação equivalente ao pago aos acionistas majoritários.

Oferta primária e secundária
Sob a coordenação dos bancos de investimento Merrill Lynch e Pactual, serão distribuídas 16.263.846 ações ordinárias, sendo que 5.421.282 de ações serão vendidas em oferta primária e 10.842.564 de ações ordinárias restantes em oferta secundária.

Os acionistas vendedores (BNDESPar, GP Tecnologia e Natexis Private), exceto o BNDESPAR, responsáveis pela oferta secundária de ações, poderão também ampliar a quantidade inicialmente ofertada em até 15%, ou 2.439.577. Além disso, o coordenador da oferta poderá elevar a quantidade ofertada de ações em até 20% do total, ou 3.252.769 de ações, na forma de lote adicional.

Oferta de no mínimo R$ 276,5 milhões
A fixação do preço inicial das ações será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. A estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das ações ordinárias fique entre R$ 17,00 e R$ 22,00, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 276,5 milhões.

Caso o lote adicional e as opções dos acionistas vendedores sejam exercidas, o valor total da oferta pode superar R$ 483 milhões, considerando a margem superior do intervalo estimativo de preços.

O público alvo da oferta são as pessoas físicas ou jurídicas, tanto no exterior como no Brasil, inclusive clubes de investimento registrados na Bovespa, com o valor de reserva podendo ficar entre R$ 3 mil e R$ 300 mil.

Cronograma de eventos
A publicação do aviso ao mercado ocorreu nesta terça-feira, dia 25 de abril, mesmo dia em que as apresentações (roadshow) serão iniciadas. As reservas para investidores não vinculados poderão ser feitas entre os dias 3 e 10 de maio.

O preço da ação será definido no dia 11 de maio, com o fim do procedimento de bookbuilding, e a liquidação financeira da operação está marcada para 17 de maio. Entretanto, a cerimônia de início das operações na Bovespa está marcada para 15 de maio.

O início do prazo de exercício da opção do lote suplementar também ocorre no dia 15 de maio e o encerramento se dará no dia 19 de junho. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento foi marcada para 21 de junho.

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Lupatech poderá captar até R$ 483 milhões com distribuição pública de ações

Por: Camila Schoti
25/04/06 - 09h11
InfoMoney

SÃO PAULO - Foi divulgado nesta terça-feira (25) o Prospecto Preliminar de distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias da Lupatech. O código de negociação para as ações, que farão parte do segmento do Novo Mercado da Bovespa, é LUPA3.

Evidenciando a preocupação da empresa com as boas práticas de governança corporativa, as ações ofertadas terão 100% de tag along, ou seja, os investidores minoritários, além de direito a voto, irão receber, em caso de venda de controle da companhia, um valor por ação equivalente ao pago aos acionistas majoritários.

Oferta primária e secundária
Sob a coordenação dos bancos de investimento Merrill Lynch e Pactual, serão distribuídas 16.263.846 ações ordinárias, sendo que 5.421.282 de ações serão vendidas em oferta primária e 10.842.564 de ações ordinárias restantes em oferta secundária.

Os acionistas vendedores (BNDESPar, GP Tecnologia e Natexis Private), exceto o BNDESPAR, responsáveis pela oferta secundária de ações, poderão também ampliar a quantidade inicialmente ofertada em até 15%, ou 2.439.577. Além disso, o coordenador da oferta poderá elevar a quantidade ofertada de ações em até 20% do total, ou 3.252.769 de ações, na forma de lote adicional.

Oferta de no mínimo R$ 276,5 milhões
A fixação do preço inicial das ações será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. A estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das ações ordinárias fique entre R$ 17,00 e R$ 22,00, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 276,5 milhões.

Caso o lote adicional e as opções dos acionistas vendedores sejam exercidas, o valor total da oferta pode superar R$ 483 milhões, considerando a margem superior do intervalo estimativo de preços.

O público alvo da oferta são as pessoas físicas ou jurídicas, tanto no exterior como no Brasil, inclusive clubes de investimento registrados na Bovespa, com o valor de reserva podendo ficar entre R$ 3 mil e R$ 300 mil.

Cronograma de eventos
A publicação do aviso ao mercado ocorreu nesta terça-feira, dia 25 de abril, mesmo dia em que as apresentações (roadshow) serão iniciadas. As reservas para investidores não vinculados poderão ser feitas entre os dias 3 e 10 de maio.

O preço da ação será definido no dia 11 de maio, com o fim do procedimento de bookbuilding, e a liquidação financeira da operação está marcada para 17 de maio. Entretanto, a cerimônia de início das operações na Bovespa está marcada para 15 de maio.

O início do prazo de exercício da opção do lote suplementar também ocorre no dia 15 de maio e o encerramento se dará no dia 19 de junho. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento foi marcada para 21 de junho.

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Onda imobiliária

Por Danilo Fariello
25/04/2006

A queda da taxa de juros e a isenção de pagamento de imposto de renda sobre o lucro concedida no ano passado a pessoas físicas fizeram os fundos imobiliários voltarem à cena do mercado financeiro. Após um ano e meio sem nenhum lançamento, gestoras estruturam novos fundos. A iniciativa busca principalmente aproveitar a boa fase de liquidez das carteiras que já têm suas cotas negociadas em mercado secundário. No ano, até dia 20, o volume movimentado em cotas de fundos imobiliários na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e no mercado de balcão organizado (Soma) equivale a 60% do giro de todo ano passado. Neste ano, dois fundos passaram a ter suas cotas negociadas no Soma, o Edifício Ourinvest e o Fashion Mall. Agora são 17 os fundos negociados em mercado organizado. Esse avanço comprova que o apetite pelos fundos cresceu.

A tendência natural de um mercado é o aumento de demanda ou de liquidez ser acompanhado de um crescimento da oferta. Como a estruturação de uma operação demora de quatro a seis meses, deverão surgir apenas agora os fundos criados após a aprovação da Lei 11.196, em novembro, que isentou da alíquota de 20% de imposto de renda as pessoas físicas. O aumento da liquidez, no entanto, é visível.

A retomada na estruturação de novos fundos parece ensaiar um desenvolvimento mais maduro, segundo Sérgio Belleza Filho, especialista na área e consultor da corretora Coinvalores. Além da queda do juro e do aumento de liquidez, favorecem o mercado atualmente a tendência de formação de fundos diversificados, ligados a diferentes imóveis, e a queda do risco-país, que atrai potenciais investidores estrangeiros.

São esses aplicadores e também muitos investidores nacionais que promovem uma forte expansão de todo o setor da construção civil brasileira atualmente. Além da maior liquidez dos fundos imobiliários, ocorre um aumento da oferta de novas ações do setor, acompanhada da valorização das já existentes, e são vendidos em ritmo acelerado títulos de securitização atrelados a bens imóveis, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Para Ricardo Pinto Nogueira, superintendente de operações da Bovespa, será o varejo o principal impulsionador da retomada das ofertas de fundos imobiliários. "Com a maior liquidez, a vantagem dos fundos em relação à compra direta do imóvel fica ainda mais evidente." Ele destaca que as cotas dos fundos mais negociados - Almirante Barroso, BB Progressivo e Torre Almirante - giram valores pouco acima de R$ 1 mil, ou seja, acessíveis para investidores de porte menor.

A Rio Bravo, por exemplo, deverá promover lançamentos ainda neste ano, segundo Luis Eugênio Junqueira Figueiredo, diretor executivo de investimentos da empresa. "O mercado ficou mais dinâmico nos últimos meses." Para ele, essa expansão revelará um desenvolvimento do mercado brasileiro, com menos carteiras ligadas a um só imóvel para passar a ter mais fundos atrelados a diversos imóveis de um determinado perfil, como fundos de shopping centers ou de hospitais. Algo intermediário entre o mercado daqui hoje e o americano, em que há grandes fundos de muitos imóveis.

Fabio Nogueira, da Brazilian Mortgages, terá no mínimo três lançamentos neste ano e espera mais algumas quedas na taxa de juros para lançá-los. Os fundos, cuja renda é dada basicamente pelo pagamento de aluguel pelos imóveis, concorrem em rentabilidade com a taxa de juros, por isso quanto menor a Selic, mais interessantes eles ficam. "A história e a tradição dos fundos já é longa e positiva para os investidores de varejo", diz. A Brazilian Mortgages tem o fundo com melhor retorno mensal médio, o Shopping Pátio Higienópolis, com 1,40% de ganho para quem investiu no lançamento, em 1999.

Aproveitando o momento favorável, a Global Invest, administradora de recursos, entrará no mercado de fundos imobiliários. A empresa já fechou com a construtora LN Empreendimentos Imobiliários acordo para oferecer um fundo de R$ 18 milhões com lastro em três franquias da rede de hotéis Holiday Inn em Curitiba. A empresa busca inovar ao contratar uma agência classificadora de risco para determinar o rating da operação, conta o diretor Juarez Seleme.

Para Figueiredo, da Rio Bravo, a queda da taxa de juros e a isenção de imposto de renda aos investidores são dois passos que devem fazer com que essa tendência de desenvolvimento do mercado de fundos imobiliários seja consistente. Para ele, para o mercado deslanchar de vez, faltaria apenas as esperadas revisões de regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como a criação de fundos de fundos. Além disso, uma medida da Secretaria de Previdência Complementar dando maior mobilidade para as fundações aplicarem em fundos imobiliários.

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Onda imobiliária

Por Danilo Fariello
25/04/2006

A queda da taxa de juros e a isenção de pagamento de imposto de renda sobre o lucro concedida no ano passado a pessoas físicas fizeram os fundos imobiliários voltarem à cena do mercado financeiro. Após um ano e meio sem nenhum lançamento, gestoras estruturam novos fundos. A iniciativa busca principalmente aproveitar a boa fase de liquidez das carteiras que já têm suas cotas negociadas em mercado secundário. No ano, até dia 20, o volume movimentado em cotas de fundos imobiliários na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e no mercado de balcão organizado (Soma) equivale a 60% do giro de todo ano passado. Neste ano, dois fundos passaram a ter suas cotas negociadas no Soma, o Edifício Ourinvest e o Fashion Mall. Agora são 17 os fundos negociados em mercado organizado. Esse avanço comprova que o apetite pelos fundos cresceu.

A tendência natural de um mercado é o aumento de demanda ou de liquidez ser acompanhado de um crescimento da oferta. Como a estruturação de uma operação demora de quatro a seis meses, deverão surgir apenas agora os fundos criados após a aprovação da Lei 11.196, em novembro, que isentou da alíquota de 20% de imposto de renda as pessoas físicas. O aumento da liquidez, no entanto, é visível.

A retomada na estruturação de novos fundos parece ensaiar um desenvolvimento mais maduro, segundo Sérgio Belleza Filho, especialista na área e consultor da corretora Coinvalores. Além da queda do juro e do aumento de liquidez, favorecem o mercado atualmente a tendência de formação de fundos diversificados, ligados a diferentes imóveis, e a queda do risco-país, que atrai potenciais investidores estrangeiros.

São esses aplicadores e também muitos investidores nacionais que promovem uma forte expansão de todo o setor da construção civil brasileira atualmente. Além da maior liquidez dos fundos imobiliários, ocorre um aumento da oferta de novas ações do setor, acompanhada da valorização das já existentes, e são vendidos em ritmo acelerado títulos de securitização atrelados a bens imóveis, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Para Ricardo Pinto Nogueira, superintendente de operações da Bovespa, será o varejo o principal impulsionador da retomada das ofertas de fundos imobiliários. "Com a maior liquidez, a vantagem dos fundos em relação à compra direta do imóvel fica ainda mais evidente." Ele destaca que as cotas dos fundos mais negociados - Almirante Barroso, BB Progressivo e Torre Almirante - giram valores pouco acima de R$ 1 mil, ou seja, acessíveis para investidores de porte menor.

A Rio Bravo, por exemplo, deverá promover lançamentos ainda neste ano, segundo Luis Eugênio Junqueira Figueiredo, diretor executivo de investimentos da empresa. "O mercado ficou mais dinâmico nos últimos meses." Para ele, essa expansão revelará um desenvolvimento do mercado brasileiro, com menos carteiras ligadas a um só imóvel para passar a ter mais fundos atrelados a diversos imóveis de um determinado perfil, como fundos de shopping centers ou de hospitais. Algo intermediário entre o mercado daqui hoje e o americano, em que há grandes fundos de muitos imóveis.

Fabio Nogueira, da Brazilian Mortgages, terá no mínimo três lançamentos neste ano e espera mais algumas quedas na taxa de juros para lançá-los. Os fundos, cuja renda é dada basicamente pelo pagamento de aluguel pelos imóveis, concorrem em rentabilidade com a taxa de juros, por isso quanto menor a Selic, mais interessantes eles ficam. "A história e a tradição dos fundos já é longa e positiva para os investidores de varejo", diz. A Brazilian Mortgages tem o fundo com melhor retorno mensal médio, o Shopping Pátio Higienópolis, com 1,40% de ganho para quem investiu no lançamento, em 1999.

Aproveitando o momento favorável, a Global Invest, administradora de recursos, entrará no mercado de fundos imobiliários. A empresa já fechou com a construtora LN Empreendimentos Imobiliários acordo para oferecer um fundo de R$ 18 milhões com lastro em três franquias da rede de hotéis Holiday Inn em Curitiba. A empresa busca inovar ao contratar uma agência classificadora de risco para determinar o rating da operação, conta o diretor Juarez Seleme.

Para Figueiredo, da Rio Bravo, a queda da taxa de juros e a isenção de imposto de renda aos investidores são dois passos que devem fazer com que essa tendência de desenvolvimento do mercado de fundos imobiliários seja consistente. Para ele, para o mercado deslanchar de vez, faltaria apenas as esperadas revisões de regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como a criação de fundos de fundos. Além disso, uma medida da Secretaria de Previdência Complementar dando maior mobilidade para as fundações aplicarem em fundos imobiliários.

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Vendas de ações rendem US$ 4 bi

Altamiro Silva Júnior
25/04/2006

As vendas de ações no mercado já renderam US$ 4 bilhões aos fundos de private equity e venture capital (carteiras especializadas em comprar participação em empresas), estima a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCap). Com o sucesso das operações e com a alta liquidez do mercado, as carteiras preparam agora nova rodada de ofertas de ações. Só na Comissão de Valores Mobiliárias (CVM), há quatro operações sendo analisadas que envolvem a venda de participação de private equities - Editora Abril, CSU CardSystem, American Banknote e Lupatech. Além destas, há pelo menos mais três companhias preparando aberturas de capital: Odontoprev, a catarinense Cremer e a rede varejista GBarbosa. Há ainda a operação da Telemar, que inclui a saída de alguns fundos.

Para Álvaro Gonçalves, presidente da ABVCap, o mercado de capitais brasileiro está oferecendo oportunidades de captação como nunca ocorreu antes. Soma-se a isto, vários exemplos de histórias de sucesso dos fundos na criação e gestão de empresas de primeira linha, como a Diagnóstico da América ou a ToTvs (holding de tecnologia que reúne a Microsiga e a Logocenter). "O setor real da economia passa por um momento único", diz.

Luiz Francisco Novelli Viana, da gestora TMG Capital, as vendas das participações dos fundos é a maturação do ciclo aberto na segunda metade dos anos 90, quando os private equities fizeram os primeiros investimentos. A dúvida, segundo ele, é se o mercado de capital brasileiro realmente está em um novo patamar ou se o que se vê hoje é apenas uma janela de oportunidade. Independente disso, Novelli avalia que o sucesso das saídas dos fundos está incentivando o início de um novo ciclo de investimento. No primeiro ciclo, eles investiram cerca de US$ 5 bilhões, de acordo com a ABVCap.

A TMG é controladora da Odontoprev. Criada em 1987, é a maior empresa de assistência odontológica do país, com mais de um milhão de clientes. Sobre sua abertura de capital, Novelli diz apenas que "está analisando" esta possibilidade. Fontes do mercado, porém, garantem que a empresa está em fase mais avançada. Em março, por exemplo, pediu registro de companhia aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Outra que também pediu esse registro foi a catarinense Cremer, fabricante de medicamentos. Curiosamente, a empresa era listada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e resolveu fechar o capital em abril de 2004. No mesmo ano, o fundo Merrill Lynch Global Private Equity, do banco de investimento americano Merrill Lynch, investiu R$ 102 milhões e comprou 81% do capital da companhia. Com o aporte, a empresa conseguiu equacionar suas dívidas (cerca de R$ 100 milhões) e se reestruturou. Agora, o fundo vai vender suas ações e a empresa será listada no Novo Mercado.

Para o superintendente de registros da CVM, Carlos Alberto Rebello, algumas empresas, principalmente de médio porte, deveriam passar pela experiência de ter um private equity como gestor. Elas ganhariam musculatura e evitariam problemas para os compradores das ações, como aconteceu com a Renar Maçãs, que abriu o capital no ano passado, mas as ações só caíram.

Entre os fundos que venderam participações nos últimos meses, os mais bem-sucedidos foram as carteiras da GP Investimentos. A gestora conseguiu R$ 450 milhões com a venda de ações da América Latina Logística (ALL) e do Submarino. Este ano, ganhou mais R$ 420 milhões com papéis da Gafisa. Outro gestor que não pode reclamar é a AIG Capital, que em duas vendas de ações da companhia aérea Gol, conseguiu R$ 620 milhões.

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Vendas de ações rendem US$ 4 bi

Altamiro Silva Júnior
25/04/2006

As vendas de ações no mercado já renderam US$ 4 bilhões aos fundos de private equity e venture capital (carteiras especializadas em comprar participação em empresas), estima a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCap). Com o sucesso das operações e com a alta liquidez do mercado, as carteiras preparam agora nova rodada de ofertas de ações. Só na Comissão de Valores Mobiliárias (CVM), há quatro operações sendo analisadas que envolvem a venda de participação de private equities - Editora Abril, CSU CardSystem, American Banknote e Lupatech. Além destas, há pelo menos mais três companhias preparando aberturas de capital: Odontoprev, a catarinense Cremer e a rede varejista GBarbosa. Há ainda a operação da Telemar, que inclui a saída de alguns fundos.

Para Álvaro Gonçalves, presidente da ABVCap, o mercado de capitais brasileiro está oferecendo oportunidades de captação como nunca ocorreu antes. Soma-se a isto, vários exemplos de histórias de sucesso dos fundos na criação e gestão de empresas de primeira linha, como a Diagnóstico da América ou a ToTvs (holding de tecnologia que reúne a Microsiga e a Logocenter). "O setor real da economia passa por um momento único", diz.

Luiz Francisco Novelli Viana, da gestora TMG Capital, as vendas das participações dos fundos é a maturação do ciclo aberto na segunda metade dos anos 90, quando os private equities fizeram os primeiros investimentos. A dúvida, segundo ele, é se o mercado de capital brasileiro realmente está em um novo patamar ou se o que se vê hoje é apenas uma janela de oportunidade. Independente disso, Novelli avalia que o sucesso das saídas dos fundos está incentivando o início de um novo ciclo de investimento. No primeiro ciclo, eles investiram cerca de US$ 5 bilhões, de acordo com a ABVCap.

A TMG é controladora da Odontoprev. Criada em 1987, é a maior empresa de assistência odontológica do país, com mais de um milhão de clientes. Sobre sua abertura de capital, Novelli diz apenas que "está analisando" esta possibilidade. Fontes do mercado, porém, garantem que a empresa está em fase mais avançada. Em março, por exemplo, pediu registro de companhia aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Outra que também pediu esse registro foi a catarinense Cremer, fabricante de medicamentos. Curiosamente, a empresa era listada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e resolveu fechar o capital em abril de 2004. No mesmo ano, o fundo Merrill Lynch Global Private Equity, do banco de investimento americano Merrill Lynch, investiu R$ 102 milhões e comprou 81% do capital da companhia. Com o aporte, a empresa conseguiu equacionar suas dívidas (cerca de R$ 100 milhões) e se reestruturou. Agora, o fundo vai vender suas ações e a empresa será listada no Novo Mercado.

Para o superintendente de registros da CVM, Carlos Alberto Rebello, algumas empresas, principalmente de médio porte, deveriam passar pela experiência de ter um private equity como gestor. Elas ganhariam musculatura e evitariam problemas para os compradores das ações, como aconteceu com a Renar Maçãs, que abriu o capital no ano passado, mas as ações só caíram.

Entre os fundos que venderam participações nos últimos meses, os mais bem-sucedidos foram as carteiras da GP Investimentos. A gestora conseguiu R$ 450 milhões com a venda de ações da América Latina Logística (ALL) e do Submarino. Este ano, ganhou mais R$ 420 milhões com papéis da Gafisa. Outro gestor que não pode reclamar é a AIG Capital, que em duas vendas de ações da companhia aérea Gol, conseguiu R$ 620 milhões.

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ALL avança em negociações para comprar ativos da Brasil Ferrovias

Vanessa Adachi
25/04/2006

Avançaram as negociações com a América Latina Logística (ALL) para a compra do grupo Brasil Ferrovias. Pessoas envolvidas no processo indicam que a companhia de logística, única candidata que fez uma proposta pelo conjunto dos ativos colocados à venda, abriu vantagem sobre os demais interessados nas últimas semanas. No entanto, ainda não obteve direito de negociar com exclusividade, algo que batalha para obter logo.

O Asila, consórcio de empresas coreanas que fez oferta para comprar apenas a Novoeste Brasil, o corredor de bitola estreita, ainda tenta se manter na disputa.

Segundo o Valor apurou, a ALL ofereceu pouco mais de R$ 1 bilhão pela totalidade das ações da Brasil Ferrovias e da Novoeste, respectivamente, os corredores de bitola larga e estreita. O primeiro reúne as concessionárias Ferronorte e Ferroban e o segundo, a própria Novoeste.

A maior parte desse valor, entretanto, propôs pagar em ações da própria ALL. Essa característica é tida como uma das vantagens da proposta, porque assegura aos acionistas vendedores a oportunidade de, futuramente, compartilhar os ganhos com a recuperação das ferrovias vendidas. Como os dois corredores têm um alto endividamento e sérios problemas operacionais, a possibilidade de valorização futura pode ser grande, se o plano de recuperação for bem-sucedido.

Dentro desse desenho, ficariam como novos sócios da ALL o BNDES, a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) e a Funcef (fundo da Caixa Econômica Federal). Para tanto, está sendo negociado um novo acordo de acionistas da ALL. O JP Morgan receberia sua parte em dinheiro.

No fim-de-semana prolongado, as reuniões foram intensas para se acertar os termos de um contrato de compra e venda e também do acordo de acionistas. Há uma expectativa de chegar a um formato final dos documentos até o fim desta semana. Depois disso, os textos teriam que ser aprovados pelos conselhos e comitês dos acionistas vendedores e da ALL. Só então seriam assinados, garantindo a exclusividade nas negociações.

Hoje, uma reunião do conselho de administração da ALL vai analisar os pontos já negociados, as questões em aberto e também os números do primeiro trimestre da Brasil Ferrovias.

Nesta semana, a ALL está realizando uma auditoria na Brasil Ferrovias. Há informações de que o resultado das concessionárias piorou neste início de ano, o que poderá levar a renegociações em torno do preço colocado na proposta. Quando o "data room" foi aberto, só havia números até o terceiro trimestre do ano passado.

Os dois corredores foram colocados à venda separadamente. Em 22 de março, foram entregues as propostas. A ALL fez oferta pelos dois blocos. A MRS Logística, que esperava-se que fosse disputar apenas a bitola larga, desistiu nos momentos finais.

Para o corredor de bitola estreita foram apresentadas três ofertas: de um consórcio de empresas coreanas batizado de Asila; da Ferrocarril Oriental, ferrovia boliviana controlada por capitais americanos; e de uma empresa chinesa dos setores siderúrgico e de manganês, a Jianscsu Zhongye.

Depois de algumas semanas, as conversas da consultoria Angra Partners, que assessora os vendedores, se polarizaram em torno de ALL e Asila, que fez a melhor proposta pela Novoeste.

No ano passado, a Brasil Ferrovias recebeu uma capitalização de mais de R$ 1 bilhão, feita por Previ, Funcef e BNDES. Isso elevou o banco a maior acionista individual do corredor de bitola larga, com quase metade do capital.

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ALL avança em negociações para comprar ativos da Brasil Ferrovias

Vanessa Adachi
25/04/2006

Avançaram as negociações com a América Latina Logística (ALL) para a compra do grupo Brasil Ferrovias. Pessoas envolvidas no processo indicam que a companhia de logística, única candidata que fez uma proposta pelo conjunto dos ativos colocados à venda, abriu vantagem sobre os demais interessados nas últimas semanas. No entanto, ainda não obteve direito de negociar com exclusividade, algo que batalha para obter logo.

O Asila, consórcio de empresas coreanas que fez oferta para comprar apenas a Novoeste Brasil, o corredor de bitola estreita, ainda tenta se manter na disputa.

Segundo o Valor apurou, a ALL ofereceu pouco mais de R$ 1 bilhão pela totalidade das ações da Brasil Ferrovias e da Novoeste, respectivamente, os corredores de bitola larga e estreita. O primeiro reúne as concessionárias Ferronorte e Ferroban e o segundo, a própria Novoeste.

A maior parte desse valor, entretanto, propôs pagar em ações da própria ALL. Essa característica é tida como uma das vantagens da proposta, porque assegura aos acionistas vendedores a oportunidade de, futuramente, compartilhar os ganhos com a recuperação das ferrovias vendidas. Como os dois corredores têm um alto endividamento e sérios problemas operacionais, a possibilidade de valorização futura pode ser grande, se o plano de recuperação for bem-sucedido.

Dentro desse desenho, ficariam como novos sócios da ALL o BNDES, a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) e a Funcef (fundo da Caixa Econômica Federal). Para tanto, está sendo negociado um novo acordo de acionistas da ALL. O JP Morgan receberia sua parte em dinheiro.

No fim-de-semana prolongado, as reuniões foram intensas para se acertar os termos de um contrato de compra e venda e também do acordo de acionistas. Há uma expectativa de chegar a um formato final dos documentos até o fim desta semana. Depois disso, os textos teriam que ser aprovados pelos conselhos e comitês dos acionistas vendedores e da ALL. Só então seriam assinados, garantindo a exclusividade nas negociações.

Hoje, uma reunião do conselho de administração da ALL vai analisar os pontos já negociados, as questões em aberto e também os números do primeiro trimestre da Brasil Ferrovias.

Nesta semana, a ALL está realizando uma auditoria na Brasil Ferrovias. Há informações de que o resultado das concessionárias piorou neste início de ano, o que poderá levar a renegociações em torno do preço colocado na proposta. Quando o "data room" foi aberto, só havia números até o terceiro trimestre do ano passado.

Os dois corredores foram colocados à venda separadamente. Em 22 de março, foram entregues as propostas. A ALL fez oferta pelos dois blocos. A MRS Logística, que esperava-se que fosse disputar apenas a bitola larga, desistiu nos momentos finais.

Para o corredor de bitola estreita foram apresentadas três ofertas: de um consórcio de empresas coreanas batizado de Asila; da Ferrocarril Oriental, ferrovia boliviana controlada por capitais americanos; e de uma empresa chinesa dos setores siderúrgico e de manganês, a Jianscsu Zhongye.

Depois de algumas semanas, as conversas da consultoria Angra Partners, que assessora os vendedores, se polarizaram em torno de ALL e Asila, que fez a melhor proposta pela Novoeste.

No ano passado, a Brasil Ferrovias recebeu uma capitalização de mais de R$ 1 bilhão, feita por Previ, Funcef e BNDES. Isso elevou o banco a maior acionista individual do corredor de bitola larga, com quase metade do capital.

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Demanda maior eleva as projeções do PIB para 4%

Sergio Lamucci
25/04/2006

Um número maior de analistas econômicos já projeta o crescimento da economia brasileira em 4% para este ano. A revisão das projeções é motivada pelos resultados da indústria no primeiro trimestre e pelas perspectivas positivas para a demanda interna. A inflação em queda, que abre espaço para manutenção da trajetória de queda da taxa básica de juros, a recuperação de 5% da massa salarial e mesmo a polêmica elevação dos gastos públicos devem dar um fôlego expressivo à demanda interna.

O diferencial de 2006 em termos de atividade será o comportamento do mercado doméstico. O professor Caio Prates, do grupo de conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acabou de revisar sua previsão de crescimento de 3,8% para 4%, amparado na expectativa favorável para o consumo.

O economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero, explica que há uma "combinação importante e incomum" hoje no país: todos os componentes da demanda doméstica (consumo das famílias, do governo, investimento e variação de estoques) vão estimular a atividade, ao mesmo tempo em que não há restrições de oferta. "O ano de 2006 combina choques de oferta e de demanda positivos, o que significa crescimento sem inflação", resume Montero, que também aposta em um avanço de 4% do PIB.

O investimento é outro elemento positivo. No primeiro bimestre, a produção de insumos para a construção civil cresceu 7% em relação ao mesmo período do ano passado e o consumo aparente de bens de capital aumentou 16,8% na mesma comparação.

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Demanda maior eleva as projeções do PIB para 4%

Sergio Lamucci
25/04/2006

Um número maior de analistas econômicos já projeta o crescimento da economia brasileira em 4% para este ano. A revisão das projeções é motivada pelos resultados da indústria no primeiro trimestre e pelas perspectivas positivas para a demanda interna. A inflação em queda, que abre espaço para manutenção da trajetória de queda da taxa básica de juros, a recuperação de 5% da massa salarial e mesmo a polêmica elevação dos gastos públicos devem dar um fôlego expressivo à demanda interna.

O diferencial de 2006 em termos de atividade será o comportamento do mercado doméstico. O professor Caio Prates, do grupo de conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acabou de revisar sua previsão de crescimento de 3,8% para 4%, amparado na expectativa favorável para o consumo.

O economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero, explica que há uma "combinação importante e incomum" hoje no país: todos os componentes da demanda doméstica (consumo das famílias, do governo, investimento e variação de estoques) vão estimular a atividade, ao mesmo tempo em que não há restrições de oferta. "O ano de 2006 combina choques de oferta e de demanda positivos, o que significa crescimento sem inflação", resume Montero, que também aposta em um avanço de 4% do PIB.

O investimento é outro elemento positivo. No primeiro bimestre, a produção de insumos para a construção civil cresceu 7% em relação ao mesmo período do ano passado e o consumo aparente de bens de capital aumentou 16,8% na mesma comparação.

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Presidente da BR Distribuidora deixa cargo e pode beneficiar Varig

CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

O presidente da BR Distribuidora, Rodolfo Landim, deixou o cargo, segundo a assessoria de imprensa da própria empresa. Seus assessores ainda não explicaram, entretanto, os motivos que levaram o executivo a se afastar.

A decisão pode ser benéfica para a Varig, que negocia com a BR Distribuidora um período de carência para o pagamento dos combustíveis fornecidos para a companhia aérea.

O presidente da BR já havia afirmado que não poderia conceder prazo à Varig porque a empresa aérea não tinha garantias a oferecer. Antes, a Varig oferecia recebíveis de compras de passagens com cartão de crédito para ter prazo para o pagamento, mas já não teria mais condições de fazer operações semelhantes.

O advogado da BR Distribuidora, Márcio Couto, também sinalizou que o pedido não seria atendido e que o último contrato fechado entre as companhias venceu no final do ano passado. Desde então, a Varig tem pago na véspera o valor necessário para abastecer os aviões no dia seguinte.
Com um novo presidente, entretanto, a empresa estatal de fornecimento de combustíveis poderá rever sua posição.

O governo trabalha para que seja alcançada uma solução de mercado para a Varig. A proposta em análise nesse momento foi apresentada pela Volo, empresa constituída pelo fundo de investimentos americano Matlin Patterson.

A Volo quer pagar US$ 400 milhões pela parte boa da Varig que exclui suas dívidas estimadas em R$ 7 bilhões.

Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na semana passada, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pressiona a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a não colocar obstáculos a essa operação.

Ainda segundo a Folha, a ministra criticou a diretoria da agência pela suspensão da compra da VarigLog pela Volo.

A interferência da ministra foi criticada pelo Snea (o sindicato das empresas aéreas), que afirma que a Volo é controlada pelo fundo americano e que os brasileiros que fazem parte de seu controle são "laranjas" pela legislação, estrangeiros só podem ter 20% de uma empresa aérea nacional. A Volo nega.

Já a Anac também negou que tenha sido pressionada por Dilma, mas um dia após anunciar a suspensão do negócio que envolvia a VarigLog, voltou atrás e afirmou que ainda pode aprovar a operação.

A proposta da Volo pela Varig, no entanto, enfrenta resistência por parte dos credores que ficariam com apenas 5% da nova Varig e dos trabalhadores que temem demissões em massa com a troca de controle.

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Presidente da BR Distribuidora deixa cargo e pode beneficiar Varig

CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

O presidente da BR Distribuidora, Rodolfo Landim, deixou o cargo, segundo a assessoria de imprensa da própria empresa. Seus assessores ainda não explicaram, entretanto, os motivos que levaram o executivo a se afastar.

A decisão pode ser benéfica para a Varig, que negocia com a BR Distribuidora um período de carência para o pagamento dos combustíveis fornecidos para a companhia aérea.

O presidente da BR já havia afirmado que não poderia conceder prazo à Varig porque a empresa aérea não tinha garantias a oferecer. Antes, a Varig oferecia recebíveis de compras de passagens com cartão de crédito para ter prazo para o pagamento, mas já não teria mais condições de fazer operações semelhantes.

O advogado da BR Distribuidora, Márcio Couto, também sinalizou que o pedido não seria atendido e que o último contrato fechado entre as companhias venceu no final do ano passado. Desde então, a Varig tem pago na véspera o valor necessário para abastecer os aviões no dia seguinte.
Com um novo presidente, entretanto, a empresa estatal de fornecimento de combustíveis poderá rever sua posição.

O governo trabalha para que seja alcançada uma solução de mercado para a Varig. A proposta em análise nesse momento foi apresentada pela Volo, empresa constituída pelo fundo de investimentos americano Matlin Patterson.

A Volo quer pagar US$ 400 milhões pela parte boa da Varig que exclui suas dívidas estimadas em R$ 7 bilhões.

Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na semana passada, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pressiona a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a não colocar obstáculos a essa operação.

Ainda segundo a Folha, a ministra criticou a diretoria da agência pela suspensão da compra da VarigLog pela Volo.

A interferência da ministra foi criticada pelo Snea (o sindicato das empresas aéreas), que afirma que a Volo é controlada pelo fundo americano e que os brasileiros que fazem parte de seu controle são "laranjas" pela legislação, estrangeiros só podem ter 20% de uma empresa aérea nacional. A Volo nega.

Já a Anac também negou que tenha sido pressionada por Dilma, mas um dia após anunciar a suspensão do negócio que envolvia a VarigLog, voltou atrás e afirmou que ainda pode aprovar a operação.

A proposta da Volo pela Varig, no entanto, enfrenta resistência por parte dos credores que ficariam com apenas 5% da nova Varig e dos trabalhadores que temem demissões em massa com a troca de controle.

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Desemprego sobe e renda cai em São Paulo, diz Seade/Dieese

KAREN CAMACHO
da Folha Online

A taxa de desemprego registrou alta de 16,3% para 16,9% da PEA (População Economicamente Ativa) na região metropolitana de São Paulo em março.

Segundo o Seade e o Diesse, responsáveis pela pesquisa, a alta pode ser explicada pela sazonalidade do período --as empresas começam todos os anos com um ritmo mais lento e começam a contratar no decorrer dos meses.
Ocontingente de desempregados atingiu 1,695 milhão no mês passado, uma alta de 49 mil em relação ao mês anterior.

Ao todo, 69 mil pessoas desistiram de procurar emprego na Grande São Paulo. No entanto, a maior parte dos setores demitiu, o que elevou o desemprego.

O comércio foi o setor que mais cortou postos: 61 mil. A indústria demitiu 31 mil pessoas e o setor de serviços eliminou 29 mil vagas. Já os chamados outros setores que inclui construção civil e serviços domésticos-- abriram 3 mil vagas no mês passado.

Salários
A renda média do trabalhador ocupado caiu 1,6% em fevereiro sobre janeiro, passando de R$ 1.089 para R$ 1.072. Os dados de renda têm um mês de defasagem em relação aos do emprego.

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Desemprego sobe e renda cai em São Paulo, diz Seade/Dieese

KAREN CAMACHO
da Folha Online

A taxa de desemprego registrou alta de 16,3% para 16,9% da PEA (População Economicamente Ativa) na região metropolitana de São Paulo em março.

Segundo o Seade e o Diesse, responsáveis pela pesquisa, a alta pode ser explicada pela sazonalidade do período --as empresas começam todos os anos com um ritmo mais lento e começam a contratar no decorrer dos meses.
Ocontingente de desempregados atingiu 1,695 milhão no mês passado, uma alta de 49 mil em relação ao mês anterior.

Ao todo, 69 mil pessoas desistiram de procurar emprego na Grande São Paulo. No entanto, a maior parte dos setores demitiu, o que elevou o desemprego.

O comércio foi o setor que mais cortou postos: 61 mil. A indústria demitiu 31 mil pessoas e o setor de serviços eliminou 29 mil vagas. Já os chamados outros setores que inclui construção civil e serviços domésticos-- abriram 3 mil vagas no mês passado.

Salários
A renda média do trabalhador ocupado caiu 1,6% em fevereiro sobre janeiro, passando de R$ 1.089 para R$ 1.072. Os dados de renda têm um mês de defasagem em relação aos do emprego.

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Bolsa de Tóquio fechou em alta, se ajustando da forte queda da última sessão

Por: Equipe InfoMoney
25/04/06 - 08h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Após o fechamento em forte queda na segunda-feira, a bolsa de Tóquio se ajustou em parte e encerrou o pregão desta terça-feira em alta, enquanto a de Hong Kong fechou em baixa.

Com a desvalorização do dólar frente ao iene, as exportadoras, como a Honda (-1,02%) e a Nissan (-2,10%), foram prejudicadas. No entanto, o destaque desta sessão ficou por conta das empresas de financiamento de crédito ao consumidor, que beneficiam o mercado interno, como o Mitsubishi UFJ Financial (+1,67%) e o Promise (+3,19%).

Bolsa de Tóquio fechou em alta
O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, apresentou leve alta de 0,33% no pregão de hoje e atingiu 16.970 pontos, acumulando no ano valorização de 5,33%. Por sua vez, o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong encerrou o pregão em baixa de 0,77% chegando a 16.578 pontos e, com isso, o acumulado no ano aponta para forte alta de 11,44%.

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Bolsa de Tóquio fechou em alta, se ajustando da forte queda da última sessão

Por: Equipe InfoMoney
25/04/06 - 08h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Após o fechamento em forte queda na segunda-feira, a bolsa de Tóquio se ajustou em parte e encerrou o pregão desta terça-feira em alta, enquanto a de Hong Kong fechou em baixa.

Com a desvalorização do dólar frente ao iene, as exportadoras, como a Honda (-1,02%) e a Nissan (-2,10%), foram prejudicadas. No entanto, o destaque desta sessão ficou por conta das empresas de financiamento de crédito ao consumidor, que beneficiam o mercado interno, como o Mitsubishi UFJ Financial (+1,67%) e o Promise (+3,19%).

Bolsa de Tóquio fechou em alta
O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, apresentou leve alta de 0,33% no pregão de hoje e atingiu 16.970 pontos, acumulando no ano valorização de 5,33%. Por sua vez, o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong encerrou o pregão em baixa de 0,77% chegando a 16.578 pontos e, com isso, o acumulado no ano aponta para forte alta de 11,44%.

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Automobilísticas são o destaque positivo das principais bolsas européias

Por: Equipe InfoMoney
25/04/06 - 09h41
InfoMoney

SÃO PAULO - As principais bolsas européias operam em alta nesta terça-feira, se recuperando em parte do fechamento em desvalorização na última sessão.

Um dos destaques fica por conta dos papéis da automobilística francesa Renault, que sobem 5,53% impulsionados pelos resultados acima das expectativas divulgados pela empresa.

Automobilísticas
As ações de outras companhias do setor, como a Volkswagen (+2,42%) e a BMW (+0,92%), também se ajustam e operam em alta, beneficiadas ainda pelo recuo dos preços do petróleo, que recentemente atingiram os US$ 75 o barril em Londres, e nesta terça-feira é negociado abaixo dos US$ 74.

Na Alemanha, a confiança do empresariado subiu inesperadamente no mês de abril, atingindo o maior patamar em quinze anos, ficando em 105,9 pontos no período, segundo o indicador do instituto IFO.

Bolsas européias operam em alta
O índice CAC 40 da bolsa de Paris se destaca, subindo 0,55% e atingindo 5.250 pontos. Já o DAX 30 da bolsa de Frankfurt negocia em leve alta de 0,29% chegando a 6.097 pontos, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres valoriza-se 0,21% a 6.112 pontos.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em alta de 0,52%, atingindo a 3.882 pontos.

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Automobilísticas são o destaque positivo das principais bolsas européias

Por: Equipe InfoMoney
25/04/06 - 09h41
InfoMoney

SÃO PAULO - As principais bolsas européias operam em alta nesta terça-feira, se recuperando em parte do fechamento em desvalorização na última sessão.

Um dos destaques fica por conta dos papéis da automobilística francesa Renault, que sobem 5,53% impulsionados pelos resultados acima das expectativas divulgados pela empresa.

Automobilísticas
As ações de outras companhias do setor, como a Volkswagen (+2,42%) e a BMW (+0,92%), também se ajustam e operam em alta, beneficiadas ainda pelo recuo dos preços do petróleo, que recentemente atingiram os US$ 75 o barril em Londres, e nesta terça-feira é negociado abaixo dos US$ 74.

Na Alemanha, a confiança do empresariado subiu inesperadamente no mês de abril, atingindo o maior patamar em quinze anos, ficando em 105,9 pontos no período, segundo o indicador do instituto IFO.

Bolsas européias operam em alta
O índice CAC 40 da bolsa de Paris se destaca, subindo 0,55% e atingindo 5.250 pontos. Já o DAX 30 da bolsa de Frankfurt negocia em leve alta de 0,29% chegando a 6.097 pontos, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres valoriza-se 0,21% a 6.112 pontos.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em alta de 0,52%, atingindo a 3.882 pontos.

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Indicadores, resultados e petróleo devem ditar os negócios nas bolsas dos EUA

Por: Equipe InfoMoney
25/04/06 - 09h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de encerrarem as negociações da última segunda-feira em baixa, as principais bolsas norte-americanas devem operar nesta terça-feira refletindo os indicadores econômicos marcados para esta sessão, os resultados corporativos referentes ao primeiro trimestre e o comportamento dos preços do petróleo.

Os mercados futuro norte-americanos apontam para uma abertura em leve alta das bolsas, impulsionados pelos resultados da AT&T, que teve leve aumento em seu lucro líquido e superou as expectativas do mercado, e da DuPont, que embora tenha registrado uma piora nos lucros, esta foi inferior ao que se esperava.

No mercado internacional de petróleo, que vem chamando a atenção do mercado nos últimos pregões, a commodity voltou a subir nesta terça-feira e opera acima dos US$ 73,00 em Nova York, patamar inferior ao recorde registrado na sexta-feira, mas ainda considerado elevado.

Confiança do consumidor e mercado imobiliário
No cenário econômico, destaque para o Consumer Confidence, que mede a confiança do consumidor norte-americano em relação à economia do país. As projeções do mercado apontam para a deterioração do indicador em abril, já que as expectativas são de recuo dos 107,2 pontos para 106,4 pontos.

Adicionalmente, o indicador Existing Home Sales também deverá mostrar um desaquecimento no mercado de casas usadas no país em março, uma vez que as projeções são de 6,65 milhões de casas usadas vendidas no período, ante o patamar de 6,91 milhões registrados no mês anterior.

Bolsas fecharam em baixa na segunda-feira
No pregão de segunda-feira o índice Dow Jones fechou em leve desvalorização de 0,10% atingindo 11.336 pontos, o S&P 500 fechou em queda a 1.308 pontos em leve desvalorização de 0,24% e o índice Nasdaq Composite fechou em leve baixa de 0,40% chegando a 2.333 pontos.

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Indicadores, resultados e petróleo devem ditar os negócios nas bolsas dos EUA

Por: Equipe InfoMoney
25/04/06 - 09h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de encerrarem as negociações da última segunda-feira em baixa, as principais bolsas norte-americanas devem operar nesta terça-feira refletindo os indicadores econômicos marcados para esta sessão, os resultados corporativos referentes ao primeiro trimestre e o comportamento dos preços do petróleo.

Os mercados futuro norte-americanos apontam para uma abertura em leve alta das bolsas, impulsionados pelos resultados da AT&T, que teve leve aumento em seu lucro líquido e superou as expectativas do mercado, e da DuPont, que embora tenha registrado uma piora nos lucros, esta foi inferior ao que se esperava.

No mercado internacional de petróleo, que vem chamando a atenção do mercado nos últimos pregões, a commodity voltou a subir nesta terça-feira e opera acima dos US$ 73,00 em Nova York, patamar inferior ao recorde registrado na sexta-feira, mas ainda considerado elevado.

Confiança do consumidor e mercado imobiliário
No cenário econômico, destaque para o Consumer Confidence, que mede a confiança do consumidor norte-americano em relação à economia do país. As projeções do mercado apontam para a deterioração do indicador em abril, já que as expectativas são de recuo dos 107,2 pontos para 106,4 pontos.

Adicionalmente, o indicador Existing Home Sales também deverá mostrar um desaquecimento no mercado de casas usadas no país em março, uma vez que as projeções são de 6,65 milhões de casas usadas vendidas no período, ante o patamar de 6,91 milhões registrados no mês anterior.

Bolsas fecharam em baixa na segunda-feira
No pregão de segunda-feira o índice Dow Jones fechou em leve desvalorização de 0,10% atingindo 11.336 pontos, o S&P 500 fechou em queda a 1.308 pontos em leve desvalorização de 0,24% e o índice Nasdaq Composite fechou em leve baixa de 0,40% chegando a 2.333 pontos.

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Termina nesta terça-feira o período de reserva das ações da Randon Participações

Por: Fernanda Senra
25/04/06 - 09h51
InfoMoney

SÃO PAULO - Encerra-se nesta terça-feira (25), o período de reservas da distribuição pública primária de ações ordinárias e preferenciais, e secundária de ações preferenciais da Randon Participações. Os papéis RAPT3 e RAPT4, que já são negociados na Bovespa, fazem parte do Nível 1 de governança corporativa.

O preço das ações deverá ser definido já na próxima quarta-feira, dia 26 de abril, com o fim do procedimento de bookbuilding. A liquidação financeira deverá ocorrer no dia 03 de maio.

Além disso, o início do prazo de exercício da opção do lote suplementar ocorre no dia 27 de abril e o encerramento se dará no dia 27 de maio. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento foi marcada para 27 de outubro.

Oferta primária de ações ordinárias e preferenciais
Sob a coordenação do Banco Santander, serão distribuídas em oferta primária 2 milhões ações ordinárias e 10 milhões de ações preferenciais, sendo assegurada aos atuais acionistas da companhia o direito de subscrição e a prioridade no atendimento de seus pedidos de reserva.

No âmbito da oferta secundária, serão distribuídas inicialmente, 16.509.116 ações preferenciais. Porém, as ações da oferta primária terão prioridade sobre as ações da oferta secundária, ou seja, somente após a colocação de todas as ações da oferta primária, as ações da oferta secundária serão colocadas.

Oferta secundária: lotes suplementar e adicional
Além da quantidade inicialmente ofertada, o montante de ações da oferta secundária poderá ser acrescido de um lote suplementar de 3.976.368 ações preferenciais, quantidade equivalente a 15% da oferta inicial primária e secundária de ações preferenciais.

Além disso, a totalidade de ações preferenciais inicialmente ofertadas em distribuição secundária poderá ser aumentada em até 20%, correspondendo a 3.301.823 de ações preferenciais na forma de lote adicional.

Quantidade mínima de ações
Vale colocar que a quantidade de ações preferenciais que serão efetivamente distribuídas na oferta secundária poderá ser reduzida, desde que observado o limite mínimo para a oferta de 19.956.381 ações, sem considerar as ações suplementares e adicionais.

Caso a quantidade de ações distribuídas na oferta seja igual ou superior a quantidade mínima inicialmente ofertada, os acionistas e investidores poderão condicionar sua adesão à oferta à colocação da quantidade inicial de ações ou, ainda, solicitar que seu pedido de reserva seja atendido na proporção entre a quantidade de ações distribuídas e a quantidade inicialmente ofertada.

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Termina nesta terça-feira o período de reserva das ações da Randon Participações

Por: Fernanda Senra
25/04/06 - 09h51
InfoMoney

SÃO PAULO - Encerra-se nesta terça-feira (25), o período de reservas da distribuição pública primária de ações ordinárias e preferenciais, e secundária de ações preferenciais da Randon Participações. Os papéis RAPT3 e RAPT4, que já são negociados na Bovespa, fazem parte do Nível 1 de governança corporativa.

O preço das ações deverá ser definido já na próxima quarta-feira, dia 26 de abril, com o fim do procedimento de bookbuilding. A liquidação financeira deverá ocorrer no dia 03 de maio.

Além disso, o início do prazo de exercício da opção do lote suplementar ocorre no dia 27 de abril e o encerramento se dará no dia 27 de maio. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento foi marcada para 27 de outubro.

Oferta primária de ações ordinárias e preferenciais
Sob a coordenação do Banco Santander, serão distribuídas em oferta primária 2 milhões ações ordinárias e 10 milhões de ações preferenciais, sendo assegurada aos atuais acionistas da companhia o direito de subscrição e a prioridade no atendimento de seus pedidos de reserva.

No âmbito da oferta secundária, serão distribuídas inicialmente, 16.509.116 ações preferenciais. Porém, as ações da oferta primária terão prioridade sobre as ações da oferta secundária, ou seja, somente após a colocação de todas as ações da oferta primária, as ações da oferta secundária serão colocadas.

Oferta secundária: lotes suplementar e adicional
Além da quantidade inicialmente ofertada, o montante de ações da oferta secundária poderá ser acrescido de um lote suplementar de 3.976.368 ações preferenciais, quantidade equivalente a 15% da oferta inicial primária e secundária de ações preferenciais.

Além disso, a totalidade de ações preferenciais inicialmente ofertadas em distribuição secundária poderá ser aumentada em até 20%, correspondendo a 3.301.823 de ações preferenciais na forma de lote adicional.

Quantidade mínima de ações
Vale colocar que a quantidade de ações preferenciais que serão efetivamente distribuídas na oferta secundária poderá ser reduzida, desde que observado o limite mínimo para a oferta de 19.956.381 ações, sem considerar as ações suplementares e adicionais.

Caso a quantidade de ações distribuídas na oferta seja igual ou superior a quantidade mínima inicialmente ofertada, os acionistas e investidores poderão condicionar sua adesão à oferta à colocação da quantidade inicial de ações ou, ainda, solicitar que seu pedido de reserva seja atendido na proporção entre a quantidade de ações distribuídas e a quantidade inicialmente ofertada.

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Segunda-feira, Abril 24, 2006

Juros futuros encerraram em alta, na espera pela ata da reunião do Copom

Por: Equipe InfoMoney
24/04/06 - 17h10
InfoMoney

SÃO PAULO - As taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) fecharam em alta nesta segunda-feira. Além das expectativas para a ata do Copom, as novas previsões para a inflação e o comportamento das commodities no mercado externo contribuiram para o impulso às taxas.

Vale lembrar ainda que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), publicado nesta sessão, trouxe uma variação positiva de 0,24%, ligeiramente acima da inflação de 0,23% registrada na semana anterior.

Mercado externo
Uma maior volatilidade nos preços das commodities no mercado externo trouxe reflexos para as negociações dos juros futuros brasileiros. Mesmo fechando em queda neste primeiro dia da semana, o preço do petróleo continua em patamar mais elevado do que o fechamento da última quinta-feira, véspera de feriado no Brasil.

Ata do Copom e relatório Focus
Internamente, os investidores aguardam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que além das explicações para a redução da Selic a 15,75% ao ano, deverá indicar as próximas decisões do colegiado para a Selic.

Em relação às projeções para a inflação, o relatório Focus desta semana mostra a elevação da projeção do IPCA em 12 meses de 4,17% para 4,2%.

Contrato de janeiro de 2008 fechou com taxa de 14,69%
O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2008, registrou uma taxa de 14,69%, 0,09 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram o com vencimento em outubro de 2006, que registrou taxa de 15,00% e o de janeiro de 2007, com taxa de 14,76%. No fechamento de sexta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 14,97% e 14,72%, respectivamente.

CDB de 30 dias fecha em queda a 15,62%
A taxa do CDB prefixado de 30 dias fechou o dia em queda, rendendo 15,62% ao ano, enquanto na sexta-feira a taxa atingiu 15,68% ao ano. Por sua vez, a taxa do CDB prefixado de 360 dias encerrou as negociações desta sessão em queda a 14,63%, abaixo dos 14,70% na última sexta-feira. Sem variação, a taxa DI-Over rendia 16,43% ao ano no fechamento desta segunda-feira.

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Juros futuros encerraram em alta, na espera pela ata da reunião do Copom

Por: Equipe InfoMoney
24/04/06 - 17h10
InfoMoney

SÃO PAULO - As taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) fecharam em alta nesta segunda-feira. Além das expectativas para a ata do Copom, as novas previsões para a inflação e o comportamento das commodities no mercado externo contribuiram para o impulso às taxas.

Vale lembrar ainda que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), publicado nesta sessão, trouxe uma variação positiva de 0,24%, ligeiramente acima da inflação de 0,23% registrada na semana anterior.

Mercado externo
Uma maior volatilidade nos preços das commodities no mercado externo trouxe reflexos para as negociações dos juros futuros brasileiros. Mesmo fechando em queda neste primeiro dia da semana, o preço do petróleo continua em patamar mais elevado do que o fechamento da última quinta-feira, véspera de feriado no Brasil.

Ata do Copom e relatório Focus
Internamente, os investidores aguardam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que além das explicações para a redução da Selic a 15,75% ao ano, deverá indicar as próximas decisões do colegiado para a Selic.

Em relação às projeções para a inflação, o relatório Focus desta semana mostra a elevação da projeção do IPCA em 12 meses de 4,17% para 4,2%.

Contrato de janeiro de 2008 fechou com taxa de 14,69%
O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2008, registrou uma taxa de 14,69%, 0,09 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram o com vencimento em outubro de 2006, que registrou taxa de 15,00% e o de janeiro de 2007, com taxa de 14,76%. No fechamento de sexta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 14,97% e 14,72%, respectivamente.

CDB de 30 dias fecha em queda a 15,62%
A taxa do CDB prefixado de 30 dias fechou o dia em queda, rendendo 15,62% ao ano, enquanto na sexta-feira a taxa atingiu 15,68% ao ano. Por sua vez, a taxa do CDB prefixado de 360 dias encerrou as negociações desta sessão em queda a 14,63%, abaixo dos 14,70% na última sexta-feira. Sem variação, a taxa DI-Over rendia 16,43% ao ano no fechamento desta segunda-feira.

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Prévias da Merrill Lynch para bens de consumo destacam AmBev e Lojas Renner

Por: Olivia Costa Alonso
24/04/06 - 16h36
InfoMoney

SÃO PAULO - O banco de investimentos Merrill Lynch divulgou, nesta segunda-feira, suas prévias dos resultados de empresas dos setores de bens de consumo e de comércio relativas ao primeiro trimestre de 2006.

No geral, as estimativas foram positivas para as empresas cobertas pelos analistas do banco, com destaque para a AmBev, que deverá ter volumes de venda maiores e preços mais altos.

AmBev: maior consumo de bebidas
Dessa forma, os analistas apostam em um Ebitda, que mede a geração operacional de caixa, 14% superior ao obtido no mesmo período de 2005 e em um avanço de quase 100% no lucro líquido.

Cabe notar que na última semana os analistas do banco Pactual também mostraram suas previsões, e também têm boas perspectivas para a AmBev, além de Submarino e Lojas Americanas.

Lojas Renner é destaque em comércio
Por outro lado, as projeções para o Pão de Açúcar apontam queda de 17% no resultado operacional. O desfalque é explicado pelo efeito da sazonalidade, já que as vendas da Páscoa este ano serão contabilizadas no mês de abril.

Para a Lojas Renner, estão estimados ganhos de 18,5% nas vendas mesmas lojas e crescimento de 25% no Ebitda, como resultado de maiores receitas com operações de crédito, que compensarão Despesas Gerais e Administrativas (SG&A) maiores. O lucro líquido da empresa está projetado em R$ 13,4 milhões, 434% acima do obtido no primeiro trimestre de 2005.

Natura: forte base de comparação
Os números da Natura deverão desacelerar, dizem os analistas. As vendas devem avançar 23% no primeiro trimestre deste ano, mas a base de comparação é forte, já que em 2005 o avanço foi de 30%.

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Prévias da Merrill Lynch para bens de consumo destacam AmBev e Lojas Renner

Por: Olivia Costa Alonso
24/04/06 - 16h36
InfoMoney

SÃO PAULO - O banco de investimentos Merrill Lynch divulgou, nesta segunda-feira, suas prévias dos resultados de empresas dos setores de bens de consumo e de comércio relativas ao primeiro trimestre de 2006.

No geral, as estimativas foram positivas para as empresas cobertas pelos analistas do banco, com destaque para a AmBev, que deverá ter volumes de venda maiores e preços mais altos.

AmBev: maior consumo de bebidas
Dessa forma, os analistas apostam em um Ebitda, que mede a geração operacional de caixa, 14% superior ao obtido no mesmo período de 2005 e em um avanço de quase 100% no lucro líquido.

Cabe notar que na última semana os analistas do banco Pactual também mostraram suas previsões, e também têm boas perspectivas para a AmBev, além de Submarino e Lojas Americanas.

Lojas Renner é destaque em comércio
Por outro lado, as projeções para o Pão de Açúcar apontam queda de 17% no resultado operacional. O desfalque é explicado pelo efeito da sazonalidade, já que as vendas da Páscoa este ano serão contabilizadas no mês de abril.

Para a Lojas Renner, estão estimados ganhos de 18,5% nas vendas mesmas lojas e crescimento de 25% no Ebitda, como resultado de maiores receitas com operações de crédito, que compensarão Despesas Gerais e Administrativas (SG&A) maiores. O lucro líquido da empresa está projetado em R$ 13,4 milhões, 434% acima do obtido no primeiro trimestre de 2005.

Natura: forte base de comparação
Os números da Natura deverão desacelerar, dizem os analistas. As vendas devem avançar 23% no primeiro trimestre deste ano, mas a base de comparação é forte, já que em 2005 o avanço foi de 30%.

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Mesmo caindo na Bovespa, ações da Localiza sobem em relação ao preço da oferta

Por: Camila Schoti
24/04/06 - 17h22
InfoMoney

SÃO PAULO - SÃO PAULO - Após a distribuição primária e secundária de ações ordinárias da Localiza, os papéis da companhia, que são negociados sob o código RENT3, encerraram o pregão em queda. Depois de terem iniciado as negociações em alta de 1,93%, cotadas a R$ 47,00 nesta segunda-feira, os papéis da locadora de veículos fecharam em queda de 4,35%, a R$ 44,10.

Em relação ao preço estabelecido na distribuição, porém, os papéis encerraram em forte alta de 7,6%. Fixado pelo mecanismo de bookbuilding, o preço das ações, definido na última quinta-feira, ficou em R$ 41,00.

Vale lembrar que os papéis da Localiza vêm apresentando desempenho bastante superior ao do Ibovespa no ano, e acumulam forte alta de 60%, enquanto no mesmo período o principal índice da Bovespa acumula alta de 18,8% no mesmo período.

Captação atingiu R$ 342,6 milhões
Considerando o preço por ação fixado para a oferta, as 5.785.714 ações ordinárias ofertadas pelos acionistas vendedores e as 2.571.429 ações ordinárias oferecidas na oferta primária pela Localiza, a operação corresponde a um montante total de R$ 342,643 milhões.

Vale lembrar que o coordenador líder tem a opção de distribuir um lote suplementar de 15% das ações inicialmente ofertadas, ou seja, 1.253.571 ações ordinárias, que serão destinadas exclusivamente para atender um eventual excesso de demanda.

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Mesmo caindo na Bovespa, ações da Localiza sobem em relação ao preço da oferta

Por: Camila Schoti
24/04/06 - 17h22
InfoMoney

SÃO PAULO - SÃO PAULO - Após a distribuição primária e secundária de ações ordinárias da Localiza, os papéis da companhia, que são negociados sob o código RENT3, encerraram o pregão em queda. Depois de terem iniciado as negociações em alta de 1,93%, cotadas a R$ 47,00 nesta segunda-feira, os papéis da locadora de veículos fecharam em queda de 4,35%, a R$ 44,10.

Em relação ao preço estabelecido na distribuição, porém, os papéis encerraram em forte alta de 7,6%. Fixado pelo mecanismo de bookbuilding, o preço das ações, definido na última quinta-feira, ficou em R$ 41,00.

Vale lembrar que os papéis da Localiza vêm apresentando desempenho bastante superior ao do Ibovespa no ano, e acumulam forte alta de 60%, enquanto no mesmo período o principal índice da Bovespa acumula alta de 18,8% no mesmo período.

Captação atingiu R$ 342,6 milhões
Considerando o preço por ação fixado para a oferta, as 5.785.714 ações ordinárias ofertadas pelos acionistas vendedores e as 2.571.429 ações ordinárias oferecidas na oferta primária pela Localiza, a operação corresponde a um montante total de R$ 342,643 milhões.

Vale lembrar que o coordenador líder tem a opção de distribuir um lote suplementar de 15% das ações inicialmente ofertadas, ou seja, 1.253.571 ações ordinárias, que serão destinadas exclusivamente para atender um eventual excesso de demanda.

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Após instabilidade ao longo do pregão, Ibovespa fecha em leve queda

Por: Equipe InfoMoney
24/04/06 - 17h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de alternar entre os territórios positivo e negativo ao longo do pregão, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou próximo à estabilidade nesta segunda-feira (24), com ligeira baixa de 0,06%, cotado a 39.751 pontos. O volume financeiro foi de R$ 1,992 bilhão.

Se, por um lado, os papéis brasileiros se ajustaram à valorização dos ADRs na última sexta-feira, quando a Bovespa esteve fechada em função do feriado de Tiradentes, por outro, a falta de uma tendência definida das bolsas norte-americanas e uma pressão por realização de lucros, após o forte avanço na semana passada, impediram o índice paulista de um desempenho mais significativo.

Uma dose de cautela, às vésperas da divulgação de indicadores econômicos bastante relevantes, como a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) na esfera interna, e dos dados do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano relativos ao primeiro trimestre de 2006, também exerceu certa influência sobre as negociações.

Novo saldo comercial
A agenda econômica doméstica trouxe informações de relevo já nesta segunda-feira. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 612 milhões na terceira semana de abril.

Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) apurou inflação de 0,24%, levemente acima da variação de 0,23% do último referencial. Por fim, o relatório Focus do Banco Central revelou alterações apenas marginais nas estimativas para as principais variáveis macroeconômicas do País.

Papéis da Contax em forte baixa
Depois de já terem apresentado fraco desempenho na semana passada, as ações preferenciais da Contax recuaram 4,93% nesta segunda-feira, para R$ 2,31. Incertezas acerca do processo de reestruturação do Grupo Telemar podem estar prejudicando os papéis da companhia.

Por outro lado, na véspera da publicação de seus resultados relativos ao primeiro trimestre de 2006, as ações preferenciais da Net fecharam em forte alta de 5,93%, a R$ 1,25. Destaque também para a valorização de 2,91% dos papéis preferenciais classe A da Vale do Rio Doce, mais negociados nesta sessão, ajustando-se à forte alta dos ADRs da empresa na sexta-feira.

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Após instabilidade ao longo do pregão, Ibovespa fecha em leve queda

Por: Equipe InfoMoney
24/04/06 - 17h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de alternar entre os territórios positivo e negativo ao longo do pregão, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou próximo à estabilidade nesta segunda-feira (24), com ligeira baixa de 0,06%, cotado a 39.751 pontos. O volume financeiro foi de R$ 1,992 bilhão.

Se, por um lado, os papéis brasileiros se ajustaram à valorização dos ADRs na última sexta-feira, quando a Bovespa esteve fechada em função do feriado de Tiradentes, por outro, a falta de uma tendência definida das bolsas norte-americanas e uma pressão por realização de lucros, após o forte avanço na semana passada, impediram o índice paulista de um desempenho mais significativo.

Uma dose de cautela, às vésperas da divulgação de indicadores econômicos bastante relevantes, como a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) na esfera interna, e dos dados do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano relativos ao primeiro trimestre de 2006, também exerceu certa influência sobre as negociações.

Novo saldo comercial
A agenda econômica doméstica trouxe informações de relevo já nesta segunda-feira. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 612 milhões na terceira semana de abril.

Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) apurou inflação de 0,24%, levemente acima da variação de 0,23% do último referencial. Por fim, o relatório Focus do Banco Central revelou alterações apenas marginais nas estimativas para as principais variáveis macroeconômicas do País.

Papéis da Contax em forte baixa
Depois de já terem apresentado fraco desempenho na semana passada, as ações preferenciais da Contax recuaram 4,93% nesta segunda-feira, para R$ 2,31. Incertezas acerca do processo de reestruturação do Grupo Telemar podem estar prejudicando os papéis da companhia.

Por outro lado, na véspera da publicação de seus resultados relativos ao primeiro trimestre de 2006, as ações preferenciais da Net fecharam em forte alta de 5,93%, a R$ 1,25. Destaque também para a valorização de 2,91% dos papéis preferenciais classe A da Vale do Rio Doce, mais negociados nesta sessão, ajustando-se à forte alta dos ADRs da empresa na sexta-feira.

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O valor dos dividendos

Por Daniele Camba - Valor
24/04/2006

A maioria dos investidores em bolsa presta atenção apenas nos preços das ações, esperando que eles subam para embolsar um bom ganho. Muita gente está descobrindo, porém, que, além do retorno com a alta do papel, pode conseguir um ganho adicional com os dividendos, a parcela do lucro distribuída aos acionistas. Para mostrar quais são os papéis que possuem um bom potencial de distribuição, o Valor lança hoje a Carteira Valor de Dividendos.

As ações boas pagadoras de dividendos caíram nas graças do investidor, especialmente da pessoa física, cuja participação em bolsa cresceu muito nos últimos três anos. Na Itaú Corretora, por exemplo, a maioria dos clientes está mais preocupada com quanto irá receber de dividendos do que se a ação irá subir ou cair. "Muitos usam essa renda para pagar as contas do mês", diz Marcos De Callis, chefe de análise da corretora.

Nesta primeira carteira, que será atualizada a cada três meses, as ações da Telesp Operacional receberam cinco indicações, seguidas dos papéis da Petrobras, da CSN, da Cemig e da Metalúrgica Gerdau, com dois votos cada.

Os setores de telefonia e energia elétrica estão entre as principais indicações das seis corretoras participantes. Tractebel e AES Tietê também receberam dois votos, mas não entraram na carteira por terem menor liquidez. Telemar Norte Leste teve um voto. Em comum, esses setores possuem o fato de serem maduros, com menor necessidade de investir, fluxo mais previsível de geração de caixa e controladores ávidos para receber de volta parte do dinheiro que colocaram na privatização, todos fatores que propiciam uma boa fatia de distribuição do lucro.

As ações preferenciais ou ordinárias da Telesp Operacional são praticamente um consenso. Diferente das outras empresas de telefonia fixa, a Telesp não atua em telefonia móvel, que exige um alto grau de investimento, pelo menos na fase inicial das operações. A companhia também possui um bom nível de geração de caixa (o Ebitda). Sua dívida, em 2005, representava apenas 0,34% dessa geração de caixa, abrindo espaço para uma gorda distribuição de resultados, diz o analista da corretora do Banco Real, Alex Pardellas.

"A Telesp ficou conhecida como uma das companhias da bolsa que melhor paga dividendos", afirma. A parcela do lucro que a Telesp distribui (conhecido como "pay out") demonstra isso. A empresa pagou 100% do lucro de 2005 e este ano, pelas estimativas de Pardellas, deve chegar a 148%, ou seja, o lucro integral do período e mais 48% da reserva de resultados de anos anteriores.

A participação dos dividendos da Telesp sobre o preço da ação (ou "dividend yield") também é um dos maiores da bolsa. Pelos cálculos da Itaú Corretora, a Telesp possui "dividend yield" de 12,7%. Isso significa que os dividendos projetados representavam 12,7% do preço da ação na semana passada. Entre os principais setores da bolsa, o de telefonia fixa é o que possui maior "dividend yield" projetado, 11,3% em média, segundo De Callis, da Itaú Corretora. Em seguida estão as elétricas, com 6%, as siderúrgicas, com 5,6%, e as petroquímicas, com 5,3%. "O peso maior de teles e elétricas faz o Ibovespa ter um 'dividend yield' médio de 5,7%, maior que o do IBrX-50, de 4,3%."

Entre as teles fixas, a Telemar Norte Leste (operadora da Telemar) é outro papel recomendado. Apesar de atuar em telefonia móvel, a companhia tem um "dividend yield" alto, 11,10%, segundo o chefe de análise da HSBC Corretora, Fábio Zagatti. "A empresa remunera bem o acionista, até para retornar o dinheiro que o controlador gastou na privatização", afirma. A corretora recomenda os papéis da operadora pois a holding possui uma dívida elevada.

Depois das teles, as elétricas têm destaque nas recomendações. "Elas já fizeram a maior parte dos investimentos e hoje passam por uma fase de redução de dívida e o aumento dos resultados após os últimos leilões de energia", diz o analista da Geração Futuro Corretora Wagner Salaverry.

Muitos investidores erroneamente olham os dividendos pagos em reais na hora de escolher uma ação, diz De Callis, da Itaú. "Alguns dividendos são altos em reais, mas representam pouco em relação ao custo da ação.". Ele lembra que quem investe em ações visando os dividendos precisa ter um perfil de longo prazo e que, no Brasil, um bom "dividend yield" é a partir de 10%.

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O valor dos dividendos

Por Daniele Camba - Valor
24/04/2006

A maioria dos investidores em bolsa presta atenção apenas nos preços das ações, esperando que eles subam para embolsar um bom ganho. Muita gente está descobrindo, porém, que, além do retorno com a alta do papel, pode conseguir um ganho adicional com os dividendos, a parcela do lucro distribuída aos acionistas. Para mostrar quais são os papéis que possuem um bom potencial de distribuição, o Valor lança hoje a Carteira Valor de Dividendos.

As ações boas pagadoras de dividendos caíram nas graças do investidor, especialmente da pessoa física, cuja participação em bolsa cresceu muito nos últimos três anos. Na Itaú Corretora, por exemplo, a maioria dos clientes está mais preocupada com quanto irá receber de dividendos do que se a ação irá subir ou cair. "Muitos usam essa renda para pagar as contas do mês", diz Marcos De Callis, chefe de análise da corretora.

Nesta primeira carteira, que será atualizada a cada três meses, as ações da Telesp Operacional receberam cinco indicações, seguidas dos papéis da Petrobras, da CSN, da Cemig e da Metalúrgica Gerdau, com dois votos cada.

Os setores de telefonia e energia elétrica estão entre as principais indicações das seis corretoras participantes. Tractebel e AES Tietê também receberam dois votos, mas não entraram na carteira por terem menor liquidez. Telemar Norte Leste teve um voto. Em comum, esses setores possuem o fato de serem maduros, com menor necessidade de investir, fluxo mais previsível de geração de caixa e controladores ávidos para receber de volta parte do dinheiro que colocaram na privatização, todos fatores que propiciam uma boa fatia de distribuição do lucro.

As ações preferenciais ou ordinárias da Telesp Operacional são praticamente um consenso. Diferente das outras empresas de telefonia fixa, a Telesp não atua em telefonia móvel, que exige um alto grau de investimento, pelo menos na fase inicial das operações. A companhia também possui um bom nível de geração de caixa (o Ebitda). Sua dívida, em 2005, representava apenas 0,34% dessa geração de caixa, abrindo espaço para uma gorda distribuição de resultados, diz o analista da corretora do Banco Real, Alex Pardellas.

"A Telesp ficou conhecida como uma das companhias da bolsa que melhor paga dividendos", afirma. A parcela do lucro que a Telesp distribui (conhecido como "pay out") demonstra isso. A empresa pagou 100% do lucro de 2005 e este ano, pelas estimativas de Pardellas, deve chegar a 148%, ou seja, o lucro integral do período e mais 48% da reserva de resultados de anos anteriores.

A participação dos dividendos da Telesp sobre o preço da ação (ou "dividend yield") também é um dos maiores da bolsa. Pelos cálculos da Itaú Corretora, a Telesp possui "dividend yield" de 12,7%. Isso significa que os dividendos projetados representavam 12,7% do preço da ação na semana passada. Entre os principais setores da bolsa, o de telefonia fixa é o que possui maior "dividend yield" projetado, 11,3% em média, segundo De Callis, da Itaú Corretora. Em seguida estão as elétricas, com 6%, as siderúrgicas, com 5,6%, e as petroquímicas, com 5,3%. "O peso maior de teles e elétricas faz o Ibovespa ter um 'dividend yield' médio de 5,7%, maior que o do IBrX-50, de 4,3%."

Entre as teles fixas, a Telemar Norte Leste (operadora da Telemar) é outro papel recomendado. Apesar de atuar em telefonia móvel, a companhia tem um "dividend yield" alto, 11,10%, segundo o chefe de análise da HSBC Corretora, Fábio Zagatti. "A empresa remunera bem o acionista, até para retornar o dinheiro que o controlador gastou na privatização", afirma. A corretora recomenda os papéis da operadora pois a holding possui uma dívida elevada.

Depois das teles, as elétricas têm destaque nas recomendações. "Elas já fizeram a maior parte dos investimentos e hoje passam por uma fase de redução de dívida e o aumento dos resultados após os últimos leilões de energia", diz o analista da Geração Futuro Corretora Wagner Salaverry.

Muitos investidores erroneamente olham os dividendos pagos em reais na hora de escolher uma ação, diz De Callis, da Itaú. "Alguns dividendos são altos em reais, mas representam pouco em relação ao custo da ação.". Ele lembra que quem investe em ações visando os dividendos precisa ter um perfil de longo prazo e que, no Brasil, um bom "dividend yield" é a partir de 10%.

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Risco-país sobe 1,32%, aos 231 pontos; Global 40 e A-Bond avançam

Valor Online
24/04/2006 14:25

SÃO PAULO - Um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia, o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, subia 1,32% às 14h20, aos 231 pontos. Na sexta-feira, o risco-país fechou aos 228 pontos.

No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 subia 0,09%, transacionado a 128,313% do seu valor de face. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização) valorizava-se 0,23%, para 108,313% do seu valor de face.

Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco-Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.

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Risco-país sobe 1,32%, aos 231 pontos; Global 40 e A-Bond avançam

Valor Online
24/04/2006 14:25

SÃO PAULO - Um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia, o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, subia 1,32% às 14h20, aos 231 pontos. Na sexta-feira, o risco-país fechou aos 228 pontos.

No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 subia 0,09%, transacionado a 128,313% do seu valor de face. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização) valorizava-se 0,23%, para 108,313% do seu valor de face.

Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco-Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.

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Bank of America pode tornar-se sócio do Itaú

Raquel Balarin - Valor
24/04/2006

O Bank of America (BofA), segundo maior banco privado dos Estados Unidos, poderá ter de 8% a 10% do capital total do Itaú se for concluída a venda dos ativos do BankBoston no Brasil, Chile e Uruguai para o grupo brasileiro. As conversas começaram em outubro e estão na reta final, mas Bradesco e o espanhol BBVA ainda tentam interferir no processo. O BBVA, que teve operações no Brasil de 1998 a 2003, quando as vendeu ao Bradesco, quer voltar ao país.

O Itaú ofereceu US$ 3 bilhões em ações preferenciais do Itaú ao BofA, controlador do BankBoston, em pagamento pelas operações nos três países latino-americanos. O valor equivale a quase 13 vezes o resultado do Boston e a pouco mais de 2,5 vezes seu valor contábil. O banco americano passaria a ter o direito de indicar um membro do conselho de administração do banco brasileiro. Teria também uma opção de dobrar sua participação no Itaú em até dois anos. A marca BankBoston não entra no pacote.

Se o negócio for concretizado, o Itaú encostaria no Bradesco na disputa pela liderança de bancos privados brasileiros - e poderia até passá-lo, conforme o ranking. Segundo dados do Banco Central, por exemplo, Itaú e BankBoston teriam, somados, R$ 168,6 bilhões em ativos. O Bradesco tem R$ 165,8 bilhões. Na gestão de recursos, o Itaú abriria larga vantagem sobre seu principal concorrente.

Analista consultado pelo Valor diz que a operação faria do Itaú o primeiro banco latino-americano com capital brasileiro e a presença de um forte sócio estrangeiro no capital daria maior facilidade de captação de recursos. Alerta, porém, que o banco teria o desafio de manter os clientes de varejo do BankBoston. Citibank e Safra poderiam assediá-los.

A assembléia do Itaú que votará o aumento de capital para a aquisição está marcada para quarta-feira. Haverá diluição de acionistas minoritários.

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Bank of America pode tornar-se sócio do Itaú

Raquel Balarin - Valor
24/04/2006

O Bank of America (BofA), segundo maior banco privado dos Estados Unidos, poderá ter de 8% a 10% do capital total do Itaú se for concluída a venda dos ativos do BankBoston no Brasil, Chile e Uruguai para o grupo brasileiro. As conversas começaram em outubro e estão na reta final, mas Bradesco e o espanhol BBVA ainda tentam interferir no processo. O BBVA, que teve operações no Brasil de 1998 a 2003, quando as vendeu ao Bradesco, quer voltar ao país.

O Itaú ofereceu US$ 3 bilhões em ações preferenciais do Itaú ao BofA, controlador do BankBoston, em pagamento pelas operações nos três países latino-americanos. O valor equivale a quase 13 vezes o resultado do Boston e a pouco mais de 2,5 vezes seu valor contábil. O banco americano passaria a ter o direito de indicar um membro do conselho de administração do banco brasileiro. Teria também uma opção de dobrar sua participação no Itaú em até dois anos. A marca BankBoston não entra no pacote.

Se o negócio for concretizado, o Itaú encostaria no Bradesco na disputa pela liderança de bancos privados brasileiros - e poderia até passá-lo, conforme o ranking. Segundo dados do Banco Central, por exemplo, Itaú e BankBoston teriam, somados, R$ 168,6 bilhões em ativos. O Bradesco tem R$ 165,8 bilhões. Na gestão de recursos, o Itaú abriria larga vantagem sobre seu principal concorrente.

Analista consultado pelo Valor diz que a operação faria do Itaú o primeiro banco latino-americano com capital brasileiro e a presença de um forte sócio estrangeiro no capital daria maior facilidade de captação de recursos. Alerta, porém, que o banco teria o desafio de manter os clientes de varejo do BankBoston. Citibank e Safra poderiam assediá-los.

A assembléia do Itaú que votará o aumento de capital para a aquisição está marcada para quarta-feira. Haverá diluição de acionistas minoritários.

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Começa nesta segunda-feira o período de reserva para as ações da Brasil Agro

Por: Fernanda Senra
24/04/06 - 09h57
InfoMoney

SÃO PAULO - Começa nesta segunda-feira (24) o período de reservas para a distribuição pública primária de ações ordinárias da Brasil Agro. Estes papéis serão negociados sob o código AGRO3, e farão parte do Novo Mercado da Bovespa. O encerramento do período de reservas ocorrerá no dia 26 de abril.

A liquidação financeira da operação está marcada para 04 de maio e as ações começam a negociar em bolsa no dia 02 de maio. No dia 28 de abril começa o período de exercício da opção de ações do lote suplementar, que se estende até o dia 28 de maio.

Oferta primária
Sob a coordenação do Credit Suisse, serão distribuídas 432 mil ações ordinárias, em oferta que se dividirá entre oferta de dispersão e oferta institucional. Da primeira, a penas os investidores considerados qualificados poderão participar, não sendo permitida a participação nas duas ofertas.

No mínimo 10% e no máximo 20% das ações ofertadas serão destinadas à oferta de dispersão, que será destinada a investidores pessoa física e clubes de investimento qualificados, que poderão efetuar pedidos de reserva entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão.

Além disso, a quantidade total de ações ordinárias poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 15% do total de ações inicialmente ofertadas, a fim de atender um eventual excesso de demanda. Adicionalmente, sem prejuízo da opção de ações suplementares, a quantidade inicial também poderá ser acrescida de até 20%do total de ações inicialmente ofertadas.

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Começa nesta segunda-feira o período de reserva para as ações da Brasil Agro

Por: Fernanda Senra
24/04/06 - 09h57
InfoMoney

SÃO PAULO - Começa nesta segunda-feira (24) o período de reservas para a distribuição pública primária de ações ordinárias da Brasil Agro. Estes papéis serão negociados sob o código AGRO3, e farão parte do Novo Mercado da Bovespa. O encerramento do período de reservas ocorrerá no dia 26 de abril.

A liquidação financeira da operação está marcada para 04 de maio e as ações começam a negociar em bolsa no dia 02 de maio. No dia 28 de abril começa o período de exercício da opção de ações do lote suplementar, que se estende até o dia 28 de maio.

Oferta primária
Sob a coordenação do Credit Suisse, serão distribuídas 432 mil ações ordinárias, em oferta que se dividirá entre oferta de dispersão e oferta institucional. Da primeira, a penas os investidores considerados qualificados poderão participar, não sendo permitida a participação nas duas ofertas.

No mínimo 10% e no máximo 20% das ações ofertadas serão destinadas à oferta de dispersão, que será destinada a investidores pessoa física e clubes de investimento qualificados, que poderão efetuar pedidos de reserva entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão.

Além disso, a quantidade total de ações ordinárias poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 15% do total de ações inicialmente ofertadas, a fim de atender um eventual excesso de demanda. Adicionalmente, sem prejuízo da opção de ações suplementares, a quantidade inicial também poderá ser acrescida de até 20%do total de ações inicialmente ofertadas.

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Bovespa: fundamentos seguem positivos, mas agentes esperam volatilidade

Por: Equipe InfoMoney
24/04/06 - 08h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Analistas acreditam que a última semana de abril será bastante volátil para as negociações na Bovespa. O estrategista Vladimir Caramaschi, da Fator Corretora, comenta que o mercado estará sensível ao resultado dos indicadores que serão divulgados tanto no Brasil como Estados Unidos.

Os investidores aguardam pela divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e os números do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano do primeiro trimestre, além de outros importantes indicadores, para melhor traçar suas perspectivas para a Selic e Fed Funds.

Neste contexto, o humor dos mercados internacionais e evolução dos preços do petróleo e dos rendimentos oferecidos pelos Treasuries serão de grande importância para o desempenho do Ibovespa.

Destaques da agenda do dia
Nesta segunda-feira, os investidores vão iniciar suas negociações avaliando os dados do relatório Focus do Banco Central. Em relação à evolução dos preços, a FGV anunciou o seu IPC-S de 22 de abril, que registrou variação de 0,24%, 0,01 ponto percentual acima da taxa divulgada na última semana.

Dando seqüência a agenda do dia, o Banco Central publicará a sua Nota de Mercado Aberto e DPMFi, com uma descrição das operações realizadas pelo banco em mercado aberto e da dívida pública federal referentes ao mês de março.

Por fim, o Ministério do Comércio Exterior trará os dados da balança comercial, com os volumes de exportações e importações brasileiras na semana anterior. Não há indicadores relevantes para a segunda-feira na agenda norte-americana.

Bolsas internacionais e petróleo
Em relação à evolução dos mercados internacionais, a influência é pouco positiva nesta manhã. As bolsas européias e asiáticas registraram um desempenho pouco expressivo.

Os contratos de índices futuros dos Estados Unidos apontam para uma abertura negativa de Wall Street e os preços futuros do barril de petróleo iniciaram o dia em leve baixa em Londres e Nova York, após superarem o patamar de US$ 75 o barril na última sexta-feira em NY.

Após os fortes ganhos registrados nas recentes sessões, os analistas do banco de investimentos Espírito Santo visualizam graficamente forças de venda superiores as de compra, o que sugere que o movimento de realização de lucros verificado na última quinta-feira pode se estender para esta sessão.

Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, a maior oferta de dólares deve seguir pressionando a cotação da moeda norte-americana, apesar das intervenções do BC. O desempenho dos preços do petróleo e a evolução dos rendimentos oferecidos pelos T-Bonds segue em evidência. Os dados sobre o saldo da balança comercial do país também serão avaliados.

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Bovespa: fundamentos seguem positivos, mas agentes esperam volatilidade

Por: Equipe InfoMoney
24/04/06 - 08h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Analistas acreditam que a última semana de abril será bastante volátil para as negociações na Bovespa. O estrategista Vladimir Caramaschi, da Fator Corretora, comenta que o mercado estará sensível ao resultado dos indicadores que serão divulgados tanto no Brasil como Estados Unidos.

Os investidores aguardam pela divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e os números do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano do primeiro trimestre, além de outros importantes indicadores, para melhor traçar suas perspectivas para a Selic e Fed Funds.

Neste contexto, o humor dos mercados internacionais e evolução dos preços do petróleo e dos rendimentos oferecidos pelos Treasuries serão de grande importância para o desempenho do Ibovespa.

Destaques da agenda do dia
Nesta segunda-feira, os investidores vão iniciar suas negociações avaliando os dados do relatório Focus do Banco Central. Em relação à evolução dos preços, a FGV anunciou o seu IPC-S de 22 de abril, que registrou variação de 0,24%, 0,01 ponto percentual acima da taxa divulgada na última semana.

Dando seqüência a agenda do dia, o Banco Central publicará a sua Nota de Mercado Aberto e DPMFi, com uma descrição das operações realizadas pelo banco em mercado aberto e da dívida pública federal referentes ao mês de março.

Por fim, o Ministério do Comércio Exterior trará os dados da balança comercial, com os volumes de exportações e importações brasileiras na semana anterior. Não há indicadores relevantes para a segunda-feira na agenda norte-americana.

Bolsas internacionais e petróleo
Em relação à evolução dos mercados internacionais, a influência é pouco positiva nesta manhã. As bolsas européias e asiáticas registraram um desempenho pouco expressivo.

Os contratos de índices futuros dos Estados Unidos apontam para uma abertura negativa de Wall Street e os preços futuros do barril de petróleo iniciaram o dia em leve baixa em Londres e Nova York, após superarem o patamar de US$ 75 o barril na última sexta-feira em NY.

Após os fortes ganhos registrados nas recentes sessões, os analistas do banco de investimentos Espírito Santo visualizam graficamente forças de venda superiores as de compra, o que sugere que o movimento de realização de lucros verificado na última quinta-feira pode se estender para esta sessão.

Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, a maior oferta de dólares deve seguir pressionando a cotação da moeda norte-americana, apesar das intervenções do BC. O desempenho dos preços do petróleo e a evolução dos rendimentos oferecidos pelos T-Bonds segue em evidência. Os dados sobre o saldo da balança comercial do país também serão avaliados.

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Domingo, Abril 23, 2006

Empresas menos conhecidas da Bovespa atraem estrangeiros

A participação de investidores estrangeiros na bolsa tem batido recordes sucessivos. Segundo especialistas, eles já não querem apenas Petrobras e Vale
Por Fabrícia Peixoto
EXAME

Durante anos, apenas as blue chips brasileiras, como Petrobras, Vale do Rio Doce e Aracruz, eram conhecidas entre os investidores estrangeiros. Agora, eles estão aprendendo a falar novos nomes de empresas, como Net, Gol e Localiza. A participação de estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem batendo recordes sucessivos, e tudo indica que o alvo não são apenas as gigantes: os fundos de países emergentes estão atrás de boas barganhas, mesmo que as empresas não sejam tão conhecidas assim.

No mês passado, os estrangeiros foram responsáveis por 37,8% do volume negociado na Bovespa. Em março de 2005, essa fatia era de 32,2%. Há dez anos, ainda menor: 28,6%. O montante de dólares negociados diariamente também vem subindo. Passou de 697 milhões de dólares em março de 2005 para 1 bilhão de dólares no mês passado.

O que todos esses números indicam? A explicação mais simples é que existe uma liquidez no mercado internacional suficiente para fazer transbordar esse dinheiro para mercados emergentes. Mas essa não é a história completa. "Sim, existe a questão do fluxo internacional de capitais, mas o fato é que diversas empresas em mercados emergentes têm bons fundamentos, e, o que é melhor, ótima rentabilidade", diz Brad Durham, presidente da Emerging Portfolio, empresa que se dedica à coleta de informações entre mais de 10 000 fundos de investimentos em todo o mundo. Entre seus clientes estão bancos de investimento, analistas de empresas, fundos de pensão e até mesmo bancos centrais.

Segundo a Emerging Portfolio, o Brasil é o terceiro país que mais recebe investimentos (em bolsa) de fundos emergentes, atrás apenas de Coréia do Sul e Taiwan. Atrás do Brasil vêm África do Sul e Rússia. A macroeconomia desses países conta, mas é a performance das empresas que fala mais alto. "Os investidores estrangeiros estão à procura de papéis de empresas com preços justos ou subavaliadas e com potencial para crescerem acima do PIB local. Ou seja, essas companhias têm de ter bons fundamentos", diz Nami Neneas, superintendente de renda variável do Banif Investimentos.

Nenea explica que as ADRs (ações de empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Nova York) também estão sob a mira dos estrangeiros. Mas o fato de muitos deles terem vindo para cá nos últimos meses mostra que esses fundos estão também interessados nas empresas que não estão listadas nos Estados Unidos.

"Para o estrangeiro, é mais fácil e mais barato comprar ADRs. Aqui, existe o custo da conversão cambial e também da corretora. O que se vê, porém, é que nem mesmo esses custos têm impedido a vinda de estrangeiros à Bovespa", diz Neneas.

Uma das desvantagens do mercado acionário brasileiro é a alta concentração das boas empresas em torno de poucos setores – geralmente energia e matérias-primas. Mas, na visão de Durham, isso não chega a ser um problema grave. "O investidor que conhece bem o Brasil sabe identificar papéis também em outras indústrias", diz.

Fenômeno mundial
No ano passado, os fundos de investimento voltados para países emergentes movimentaram 20,3 bilhões de dólares – cinco vezes mais do que em 2004. E a tendência é de continuar subindo: somente nos três primeiros meses deste ano, o montante já chegou a 24 bilhões de dólares. O volume tem sido tão alto que já vem despertando a preocupação entre alguns especialistas. Segundo eles, há o risco de uma "bolha de investimentos", que acabe estourando.

O presidente da Emerging Portfolio tem uma visão um pouco diferente. Na avaliação de Durham, são poucas as chances de uma crise financeira surgir em um país emergente. "Se uma crise vier, o mais provável é que venha dos Estados Unidos, onde os fundamentos macroeconômicos estão bem debilitados", diz. Mesmo nesse caso, porém, os países emergentes seriam afetados, já que em momentos de crise os investidores costumam retirar seu dinheiro dos ativos de maior risco. "E os emergentes ainda têm esse estigma", diz Durham.

Não há duvidas de que as empresas brasileiras estão sendo beneficiadas por uma onda positiva em relação aos mercados emergentes. Mas segundo os analistas, essas empresas podem – e devem – criar formas de atrair os estrangeiros. Das novas emissões realizadas no ano passado (incluindo IPOs e emissões secundárias), mais da metade (60,2%) foi comprada por investidores de fora do país.

A Gafisa é um exemplo. Listada na Bovespa desde 1997 para negociação de debêntures, a empresa do setor imobiliário passava despercebida diante de fundos internacionais. Bastou entrar para o Novo Mercado, dessa vez com ações, para chamar atenção. Na primeira oferta, que aconteceu em fevereiro, cerca de 70% dos papéis foram adquiridos por investidores estrangeiros.

Na opinião do gerente de relações com investidor da Gafisa, Gustavo Felizzola, uma forma de atrair esses investidores é unindo-se à concorrência. Segundo ele, quem compra ações de uma companhia é porque confia no setor. "Por isso é importante que as empresas tenham projetos em conjunto, principalmente em apresentações e seminários lá fora", diz o executivo. Segundo ele, empresas mexicanas do setor imobiliário já fazem isso, com sucesso.

Felizzola explica que o investidor segue um padrão de análise. "Primeiro eles olham a macroeconomia do país. Depois, os setores mais promissores. Só então é que eles escolhem a empresa. Ou seja, esses três níveis devem ser atraentes", diz.

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Empresas menos conhecidas da Bovespa atraem estrangeiros

A participação de investidores estrangeiros na bolsa tem batido recordes sucessivos. Segundo especialistas, eles já não querem apenas Petrobras e Vale
Por Fabrícia Peixoto
EXAME

Durante anos, apenas as blue chips brasileiras, como Petrobras, Vale do Rio Doce e Aracruz, eram conhecidas entre os investidores estrangeiros. Agora, eles estão aprendendo a falar novos nomes de empresas, como Net, Gol e Localiza. A participação de estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem batendo recordes sucessivos, e tudo indica que o alvo não são apenas as gigantes: os fundos de países emergentes estão atrás de boas barganhas, mesmo que as empresas não sejam tão conhecidas assim.

No mês passado, os estrangeiros foram responsáveis por 37,8% do volume negociado na Bovespa. Em março de 2005, essa fatia era de 32,2%. Há dez anos, ainda menor: 28,6%. O montante de dólares negociados diariamente também vem subindo. Passou de 697 milhões de dólares em março de 2005 para 1 bilhão de dólares no mês passado.

O que todos esses números indicam? A explicação mais simples é que existe uma liquidez no mercado internacional suficiente para fazer transbordar esse dinheiro para mercados emergentes. Mas essa não é a história completa. "Sim, existe a questão do fluxo internacional de capitais, mas o fato é que diversas empresas em mercados emergentes têm bons fundamentos, e, o que é melhor, ótima rentabilidade", diz Brad Durham, presidente da Emerging Portfolio, empresa que se dedica à coleta de informações entre mais de 10 0