Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Participação dos investidores estrangeiros supera 75% nas ofertas de ações de 2005

Por: Equipe InfoMoney
27/12/05 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Um dos fatores impulsionando o mercado acionário brasileiro em 2005 foi a significativa participação dos investidores estrangeiros. Além de atingirem uma participação recorde de quase 33% das transações realizadas na Bovespa, o fluxo positivo destes investidores deve superar R$ 500 milhões no acumulado do ano.

O mesmo quadro foi registrado nas novas ofertas de ações. Considerando as 17 ofertas públicas realizadas em 2005, a participação média dos investidores externos ficou em cerca de 76%, ou seja, do total de recursos levantados nestas transações, pouco mais que três quartos vieram de investidores não domiciliados no Brasil.

Participação decisiva na maioria das ofertas
Considerando somente estas ofertas públicas, o total de recursos estrangeiros direcionados para estas empresas superou R$ 8,2 bilhões, montante que deve subir ainda mais quando forem contabilizadas as recentes ofertas para a Tractebel e UOL, cujos dados finais serão divulgados apenas em janeiro.

Em apenas três das ofertas a proporção colocada junto ao investidor estrangeiro ficou abaixo de 65% do total da transação: as elétricas AES Tietê ON (64%) e Energias do Brasil (60,6%), além da produtora de maçãs Renar (5,3%). Por outro lado, ofertas como a da locadora de veículos Localiza tiveram quase 93% dos recursos investidos por estrangeiros.

A boa e a má notícia
O ponto positivo desta forte participação de investidores externos é a demonstração de que a percepção das empresas e do mercado brasileiro é favorável no exterior. Este significativo fluxo de capitais evidencia que muitos investidores fora do Brasil estão otimistas com as perspectivas de médio e longo prazo, participando como sócios de empresas brasileiras.

Por outro lado, o número evidencia também o reduzido porte do mercado brasileiro de capitais. Tanto o nível de poupança quanto o grau de diversificação do brasileiro continua baixo, o que acaba impedindo um desenvolvimento mais rápido do mercado brasileiro de capitais

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Participação dos investidores estrangeiros supera 75% nas ofertas de ações de 2005

Por: Equipe InfoMoney
27/12/05 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Um dos fatores impulsionando o mercado acionário brasileiro em 2005 foi a significativa participação dos investidores estrangeiros. Além de atingirem uma participação recorde de quase 33% das transações realizadas na Bovespa, o fluxo positivo destes investidores deve superar R$ 500 milhões no acumulado do ano.

O mesmo quadro foi registrado nas novas ofertas de ações. Considerando as 17 ofertas públicas realizadas em 2005, a participação média dos investidores externos ficou em cerca de 76%, ou seja, do total de recursos levantados nestas transações, pouco mais que três quartos vieram de investidores não domiciliados no Brasil.

Participação decisiva na maioria das ofertas
Considerando somente estas ofertas públicas, o total de recursos estrangeiros direcionados para estas empresas superou R$ 8,2 bilhões, montante que deve subir ainda mais quando forem contabilizadas as recentes ofertas para a Tractebel e UOL, cujos dados finais serão divulgados apenas em janeiro.

Em apenas três das ofertas a proporção colocada junto ao investidor estrangeiro ficou abaixo de 65% do total da transação: as elétricas AES Tietê ON (64%) e Energias do Brasil (60,6%), além da produtora de maçãs Renar (5,3%). Por outro lado, ofertas como a da locadora de veículos Localiza tiveram quase 93% dos recursos investidos por estrangeiros.

A boa e a má notícia
O ponto positivo desta forte participação de investidores externos é a demonstração de que a percepção das empresas e do mercado brasileiro é favorável no exterior. Este significativo fluxo de capitais evidencia que muitos investidores fora do Brasil estão otimistas com as perspectivas de médio e longo prazo, participando como sócios de empresas brasileiras.

Por outro lado, o número evidencia também o reduzido porte do mercado brasileiro de capitais. Tanto o nível de poupança quanto o grau de diversificação do brasileiro continua baixo, o que acaba impedindo um desenvolvimento mais rápido do mercado brasileiro de capitais

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Participação dos investidores estrangeiros supera 75% nas ofertas de ações de 2005

Por: Equipe InfoMoney
27/12/05 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Um dos fatores impulsionando o mercado acionário brasileiro em 2005 foi a significativa participação dos investidores estrangeiros. Além de atingirem uma participação recorde de quase 33% das transações realizadas na Bovespa, o fluxo positivo destes investidores deve superar R$ 500 milhões no acumulado do ano.

O mesmo quadro foi registrado nas novas ofertas de ações. Considerando as 17 ofertas públicas realizadas em 2005, a participação média dos investidores externos ficou em cerca de 76%, ou seja, do total de recursos levantados nestas transações, pouco mais que três quartos vieram de investidores não domiciliados no Brasil.

Participação decisiva na maioria das ofertas
Considerando somente estas ofertas públicas, o total de recursos estrangeiros direcionados para estas empresas superou R$ 8,2 bilhões, montante que deve subir ainda mais quando forem contabilizadas as recentes ofertas para a Tractebel e UOL, cujos dados finais serão divulgados apenas em janeiro.

Em apenas três das ofertas a proporção colocada junto ao investidor estrangeiro ficou abaixo de 65% do total da transação: as elétricas AES Tietê ON (64%) e Energias do Brasil (60,6%), além da produtora de maçãs Renar (5,3%). Por outro lado, ofertas como a da locadora de veículos Localiza tiveram quase 93% dos recursos investidos por estrangeiros.

A boa e a má notícia
O ponto positivo desta forte participação de investidores externos é a demonstração de que a percepção das empresas e do mercado brasileiro é favorável no exterior. Este significativo fluxo de capitais evidencia que muitos investidores fora do Brasil estão otimistas com as perspectivas de médio e longo prazo, participando como sócios de empresas brasileiras.

Por outro lado, o número evidencia também o reduzido porte do mercado brasileiro de capitais. Tanto o nível de poupança quanto o grau de diversificação do brasileiro continua baixo, o que acaba impedindo um desenvolvimento mais rápido do mercado brasileiro de capitais

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Investir em ações: fundos são a melhor opção?

Por: Fernanda de Lima
27/12/05 - 10h31
InfoMoney

SÃO PAULO - Apesar das aplicações em renda fixa serem beneficiadas pelo elevado patamar da Selic, a taxa básica de juro, muitos investidores começam a mostrar maior interesse na aplicação em ações, devido ao tratamento fiscal mais favorável que estas passaram a receber a partir de janeiro de 2005.

Além do recolhimento do imposto não ser semestral, como acontece nos fundos de renda fixa, e sim no momento do resgate da aplicação, essas aplicações gozam de uma alíquota mais baixa de imposto de renda: 15%. Nas aplicações em renda fixa esta alíquota só é aplicada para quem mantiver o investimento por pelo menos 24 meses.

Não bastasse isso, as perspectivas favoráveis para o crescimento da economia, assim como as previsões de que os juros devem cair no decorrer de 2006, contribuem para o maior interesse pelas aplicações em ações. Porém, ao pequeno investidor resta a dúvida: é mais vantajoso aplicar diretamente, comprando alguns papéis específicos, ou através dos fundos de ações?

Boa opção no longo prazo
Especialmente dentro de um cenário de juros decrescentes, muitos analistas descrevem as perspectivas da Bolsa como positivas. Assim, para aqueles que acreditam em novas altas no mercado de ações, resta saber se é realmente vantajoso aplicar diretamente em ações ou se a melhor opção é investir em fundos de investimento que apliquem no mercado acionário.

Infelizmente, os investidores menos experientes podem ser erroneamente influenciados pelas notícias, entrando no mercado após uma grande alta e deixando o mercado após pesadas perdas. Este é o principal erro dos marinheiros de primeira viagem no mercado de ações.

Sendo assim, o investidor consciente não deve entrar em desespero com as altas e baixas do mercado. Para investir em ações e ganhar dinheiro é necessário estar preparado para enfrentar períodos de baixa, e saber aproveitar as oportunidades que estes grandes movimentos do mercado apresentam.

Decisão depende de montante a investir
O mercado de ações, por ser um investimento de renda variável, exige que o investidor esteja preparado para correr maiores riscos. Deste modo, investir em ações, tanto diretamente como através de fundos, é recomendado para investidores de perfil mais agressivo.

Além do seu apetite por risco, é importante saber a quantia que você dispõe para aplicar. De forma geral, para valores abaixo de R$ 10 mil é indicado que a pessoa aplique num fundo de ações. Tal fato é devido à menor capacidade de diversificar o risco, pois não é possível comprar papéis de empresas em número suficiente para minimizar a exposição ao risco de cada companhia.

Para valores maiores, a decisão passa a depender do comportamento do investidor. Porém, de forma geral, acreditamos que somente aqueles que dispõem de recursos e têm interesse pelo mercado devem optar por investir diretamente no mercado de ações.

Decidindo em que ações investir
Se você realmente possui o perfil de investidor no mercado de ações, é importante saber qual será seu horizonte de investimento e qual o tempo disponível que você tem para acompanhar o mercado de ações.

Caso você, como a grande maioria dos investidores, tenha pouco tempo para acompanhar o mercado, talvez tenha que considerar investir em ações com uma postura de longo prazo. De forma geral, somente conseguem ganhar dinheiro no curto prazo aqueles que acompanham o mercado muito de perto ou que têm acesso à informação correta, sabendo aproveitar o timing perfeito do mercado de ações.

Para aqueles que não dispõem de tempo para acompanhar o mercado, ou para os que estão começando agora, é recomendável optar por ações de empresas que possuam bons fundamentos e que apresentem uma tendência de lucros crescentes. Dê preferência a papéis de empresas grandes e conhecidas, chamadas de blue chips no jargão do mercado, ou por aquelas que pagam bons dividendos. Embora algumas empresas menores ofereçam boas oportunidades de investimento, os riscos também podem ser maiores.

Fundos: o caminho mais fácil
Por outro lado, o investidor pode decidir delegar suas decisões financeiras para o administrador de algum fundo e, em contrapartida, pagar uma taxa de administração por isso.

A principal vantagem dos fundos é que, por possuírem um patrimônio líquido maior que o do investidor isolado, podem aplicar em diversos ativos ao mesmo tempo, reduzindo o risco da carteira. Outra vantagem dos fundos é que o investidor, ou cotista do fundo, não precisa se aprofundar muito no assunto para aproveitar o mercado de ações, confiando suas decisões para os especialistas de mercado.

No entanto, aplicando somente em fundos você perde a oportunidade de aprender mais sobre o mercado e poder tomar decisões mais de acordo com seus interesses. A internet trouxe muita informação antes não disponível ao pequeno investidor, contribuindo para uma melhor compreensão dos mecanismos que regem o mercado de ações.

Assim, mesmo para aqueles que decidam investir em fundos, o acesso a notícias, análises e simuladores pode ser interessante, permitindo que, no futuro, você possa tomar suas decisões de investimento de forma mais independente. Através dos simuladores disponíveis na web você pode simular quanto teria ganhado ou perdido se tivesse aplicado diretamente em um grupo de ações. A grande vantagem é que você aprende sem perder dinheiro!

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Investir em ações: fundos são a melhor opção?

Por: Fernanda de Lima
27/12/05 - 10h31
InfoMoney

SÃO PAULO - Apesar das aplicações em renda fixa serem beneficiadas pelo elevado patamar da Selic, a taxa básica de juro, muitos investidores começam a mostrar maior interesse na aplicação em ações, devido ao tratamento fiscal mais favorável que estas passaram a receber a partir de janeiro de 2005.

Além do recolhimento do imposto não ser semestral, como acontece nos fundos de renda fixa, e sim no momento do resgate da aplicação, essas aplicações gozam de uma alíquota mais baixa de imposto de renda: 15%. Nas aplicações em renda fixa esta alíquota só é aplicada para quem mantiver o investimento por pelo menos 24 meses.

Não bastasse isso, as perspectivas favoráveis para o crescimento da economia, assim como as previsões de que os juros devem cair no decorrer de 2006, contribuem para o maior interesse pelas aplicações em ações. Porém, ao pequeno investidor resta a dúvida: é mais vantajoso aplicar diretamente, comprando alguns papéis específicos, ou através dos fundos de ações?

Boa opção no longo prazo
Especialmente dentro de um cenário de juros decrescentes, muitos analistas descrevem as perspectivas da Bolsa como positivas. Assim, para aqueles que acreditam em novas altas no mercado de ações, resta saber se é realmente vantajoso aplicar diretamente em ações ou se a melhor opção é investir em fundos de investimento que apliquem no mercado acionário.

Infelizmente, os investidores menos experientes podem ser erroneamente influenciados pelas notícias, entrando no mercado após uma grande alta e deixando o mercado após pesadas perdas. Este é o principal erro dos marinheiros de primeira viagem no mercado de ações.

Sendo assim, o investidor consciente não deve entrar em desespero com as altas e baixas do mercado. Para investir em ações e ganhar dinheiro é necessário estar preparado para enfrentar períodos de baixa, e saber aproveitar as oportunidades que estes grandes movimentos do mercado apresentam.

Decisão depende de montante a investir
O mercado de ações, por ser um investimento de renda variável, exige que o investidor esteja preparado para correr maiores riscos. Deste modo, investir em ações, tanto diretamente como através de fundos, é recomendado para investidores de perfil mais agressivo.

Além do seu apetite por risco, é importante saber a quantia que você dispõe para aplicar. De forma geral, para valores abaixo de R$ 10 mil é indicado que a pessoa aplique num fundo de ações. Tal fato é devido à menor capacidade de diversificar o risco, pois não é possível comprar papéis de empresas em número suficiente para minimizar a exposição ao risco de cada companhia.

Para valores maiores, a decisão passa a depender do comportamento do investidor. Porém, de forma geral, acreditamos que somente aqueles que dispõem de recursos e têm interesse pelo mercado devem optar por investir diretamente no mercado de ações.

Decidindo em que ações investir
Se você realmente possui o perfil de investidor no mercado de ações, é importante saber qual será seu horizonte de investimento e qual o tempo disponível que você tem para acompanhar o mercado de ações.

Caso você, como a grande maioria dos investidores, tenha pouco tempo para acompanhar o mercado, talvez tenha que considerar investir em ações com uma postura de longo prazo. De forma geral, somente conseguem ganhar dinheiro no curto prazo aqueles que acompanham o mercado muito de perto ou que têm acesso à informação correta, sabendo aproveitar o timing perfeito do mercado de ações.

Para aqueles que não dispõem de tempo para acompanhar o mercado, ou para os que estão começando agora, é recomendável optar por ações de empresas que possuam bons fundamentos e que apresentem uma tendência de lucros crescentes. Dê preferência a papéis de empresas grandes e conhecidas, chamadas de blue chips no jargão do mercado, ou por aquelas que pagam bons dividendos. Embora algumas empresas menores ofereçam boas oportunidades de investimento, os riscos também podem ser maiores.

Fundos: o caminho mais fácil
Por outro lado, o investidor pode decidir delegar suas decisões financeiras para o administrador de algum fundo e, em contrapartida, pagar uma taxa de administração por isso.

A principal vantagem dos fundos é que, por possuírem um patrimônio líquido maior que o do investidor isolado, podem aplicar em diversos ativos ao mesmo tempo, reduzindo o risco da carteira. Outra vantagem dos fundos é que o investidor, ou cotista do fundo, não precisa se aprofundar muito no assunto para aproveitar o mercado de ações, confiando suas decisões para os especialistas de mercado.

No entanto, aplicando somente em fundos você perde a oportunidade de aprender mais sobre o mercado e poder tomar decisões mais de acordo com seus interesses. A internet trouxe muita informação antes não disponível ao pequeno investidor, contribuindo para uma melhor compreensão dos mecanismos que regem o mercado de ações.

Assim, mesmo para aqueles que decidam investir em fundos, o acesso a notícias, análises e simuladores pode ser interessante, permitindo que, no futuro, você possa tomar suas decisões de investimento de forma mais independente. Através dos simuladores disponíveis na web você pode simular quanto teria ganhado ou perdido se tivesse aplicado diretamente em um grupo de ações. A grande vantagem é que você aprende sem perder dinheiro!

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Investir em ações: fundos são a melhor opção?

Por: Fernanda de Lima
27/12/05 - 10h31
InfoMoney

SÃO PAULO - Apesar das aplicações em renda fixa serem beneficiadas pelo elevado patamar da Selic, a taxa básica de juro, muitos investidores começam a mostrar maior interesse na aplicação em ações, devido ao tratamento fiscal mais favorável que estas passaram a receber a partir de janeiro de 2005.

Além do recolhimento do imposto não ser semestral, como acontece nos fundos de renda fixa, e sim no momento do resgate da aplicação, essas aplicações gozam de uma alíquota mais baixa de imposto de renda: 15%. Nas aplicações em renda fixa esta alíquota só é aplicada para quem mantiver o investimento por pelo menos 24 meses.

Não bastasse isso, as perspectivas favoráveis para o crescimento da economia, assim como as previsões de que os juros devem cair no decorrer de 2006, contribuem para o maior interesse pelas aplicações em ações. Porém, ao pequeno investidor resta a dúvida: é mais vantajoso aplicar diretamente, comprando alguns papéis específicos, ou através dos fundos de ações?

Boa opção no longo prazo
Especialmente dentro de um cenário de juros decrescentes, muitos analistas descrevem as perspectivas da Bolsa como positivas. Assim, para aqueles que acreditam em novas altas no mercado de ações, resta saber se é realmente vantajoso aplicar diretamente em ações ou se a melhor opção é investir em fundos de investimento que apliquem no mercado acionário.

Infelizmente, os investidores menos experientes podem ser erroneamente influenciados pelas notícias, entrando no mercado após uma grande alta e deixando o mercado após pesadas perdas. Este é o principal erro dos marinheiros de primeira viagem no mercado de ações.

Sendo assim, o investidor consciente não deve entrar em desespero com as altas e baixas do mercado. Para investir em ações e ganhar dinheiro é necessário estar preparado para enfrentar períodos de baixa, e saber aproveitar as oportunidades que estes grandes movimentos do mercado apresentam.

Decisão depende de montante a investir
O mercado de ações, por ser um investimento de renda variável, exige que o investidor esteja preparado para correr maiores riscos. Deste modo, investir em ações, tanto diretamente como através de fundos, é recomendado para investidores de perfil mais agressivo.

Além do seu apetite por risco, é importante saber a quantia que você dispõe para aplicar. De forma geral, para valores abaixo de R$ 10 mil é indicado que a pessoa aplique num fundo de ações. Tal fato é devido à menor capacidade de diversificar o risco, pois não é possível comprar papéis de empresas em número suficiente para minimizar a exposição ao risco de cada companhia.

Para valores maiores, a decisão passa a depender do comportamento do investidor. Porém, de forma geral, acreditamos que somente aqueles que dispõem de recursos e têm interesse pelo mercado devem optar por investir diretamente no mercado de ações.

Decidindo em que ações investir
Se você realmente possui o perfil de investidor no mercado de ações, é importante saber qual será seu horizonte de investimento e qual o tempo disponível que você tem para acompanhar o mercado de ações.

Caso você, como a grande maioria dos investidores, tenha pouco tempo para acompanhar o mercado, talvez tenha que considerar investir em ações com uma postura de longo prazo. De forma geral, somente conseguem ganhar dinheiro no curto prazo aqueles que acompanham o mercado muito de perto ou que têm acesso à informação correta, sabendo aproveitar o timing perfeito do mercado de ações.

Para aqueles que não dispõem de tempo para acompanhar o mercado, ou para os que estão começando agora, é recomendável optar por ações de empresas que possuam bons fundamentos e que apresentem uma tendência de lucros crescentes. Dê preferência a papéis de empresas grandes e conhecidas, chamadas de blue chips no jargão do mercado, ou por aquelas que pagam bons dividendos. Embora algumas empresas menores ofereçam boas oportunidades de investimento, os riscos também podem ser maiores.

Fundos: o caminho mais fácil
Por outro lado, o investidor pode decidir delegar suas decisões financeiras para o administrador de algum fundo e, em contrapartida, pagar uma taxa de administração por isso.

A principal vantagem dos fundos é que, por possuírem um patrimônio líquido maior que o do investidor isolado, podem aplicar em diversos ativos ao mesmo tempo, reduzindo o risco da carteira. Outra vantagem dos fundos é que o investidor, ou cotista do fundo, não precisa se aprofundar muito no assunto para aproveitar o mercado de ações, confiando suas decisões para os especialistas de mercado.

No entanto, aplicando somente em fundos você perde a oportunidade de aprender mais sobre o mercado e poder tomar decisões mais de acordo com seus interesses. A internet trouxe muita informação antes não disponível ao pequeno investidor, contribuindo para uma melhor compreensão dos mecanismos que regem o mercado de ações.

Assim, mesmo para aqueles que decidam investir em fundos, o acesso a notícias, análises e simuladores pode ser interessante, permitindo que, no futuro, você possa tomar suas decisões de investimento de forma mais independente. Através dos simuladores disponíveis na web você pode simular quanto teria ganhado ou perdido se tivesse aplicado diretamente em um grupo de ações. A grande vantagem é que você aprende sem perder dinheiro!

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Minério de ferro: importações chinesas reforçam previsões de reajuste em 2006

Por: Cauê Todeschini de Assunção
27/12/05 - 15h27
InfoMoney

SÃO PAULO - Os analistas da Fator Corretora classificaram como positivos os resultados das importações chinesas de minério de ferro referentes ao mês de novembro, divulgados nesta terça-feira pelo governo do país asiático.

De acordo com os números, as importações de minério do país cresceram 36,9% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento foi de 32,6%, atingindo 248,5 milhões de toneladas.

Segundo a Fator, os maiores fornecedores de minério de ferro para a China no período foram Austrália, Índia e Brasil.

China permanece em posição de destaque
A expectativa dos analistas da corretora é de que as importações do país ultrapassem a marca das 270 milhões de toneladas em 2005, mantendo a China em posição de destaque como principal driver para o crescimento da demanda pelo produto.

Para a Fator, o minério de ferro deve sofrer reajuste de 20% em 2006, o que, na opinião de seus analistas, já está, ao menos em parte, precificado nos papéis de Vale e CAEMI.

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Minério de ferro: importações chinesas reforçam previsões de reajuste em 2006

Por: Cauê Todeschini de Assunção
27/12/05 - 15h27
InfoMoney

SÃO PAULO - Os analistas da Fator Corretora classificaram como positivos os resultados das importações chinesas de minério de ferro referentes ao mês de novembro, divulgados nesta terça-feira pelo governo do país asiático.

De acordo com os números, as importações de minério do país cresceram 36,9% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento foi de 32,6%, atingindo 248,5 milhões de toneladas.

Segundo a Fator, os maiores fornecedores de minério de ferro para a China no período foram Austrália, Índia e Brasil.

China permanece em posição de destaque
A expectativa dos analistas da corretora é de que as importações do país ultrapassem a marca das 270 milhões de toneladas em 2005, mantendo a China em posição de destaque como principal driver para o crescimento da demanda pelo produto.

Para a Fator, o minério de ferro deve sofrer reajuste de 20% em 2006, o que, na opinião de seus analistas, já está, ao menos em parte, precificado nos papéis de Vale e CAEMI.

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Minério de ferro: importações chinesas reforçam previsões de reajuste em 2006

Por: Cauê Todeschini de Assunção
27/12/05 - 15h27
InfoMoney

SÃO PAULO - Os analistas da Fator Corretora classificaram como positivos os resultados das importações chinesas de minério de ferro referentes ao mês de novembro, divulgados nesta terça-feira pelo governo do país asiático.

De acordo com os números, as importações de minério do país cresceram 36,9% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento foi de 32,6%, atingindo 248,5 milhões de toneladas.

Segundo a Fator, os maiores fornecedores de minério de ferro para a China no período foram Austrália, Índia e Brasil.

China permanece em posição de destaque
A expectativa dos analistas da corretora é de que as importações do país ultrapassem a marca das 270 milhões de toneladas em 2005, mantendo a China em posição de destaque como principal driver para o crescimento da demanda pelo produto.

Para a Fator, o minério de ferro deve sofrer reajuste de 20% em 2006, o que, na opinião de seus analistas, já está, ao menos em parte, precificado nos papéis de Vale e CAEMI.

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Terça-feira, Dezembro 27, 2005

Guidance: empresas divulgando as perspectivas para seus negócios

Equipe InfoMoney, 26/12/05

SÃO PAULO - Um termo muito comum no mercado de ações norte-americano, e que agora começa a ser utilizado mais freqüentemente no Brasil, é guidance. Para quem não conhece, guidance pode ser definido como o conjunto de comentários que uma empresa faz a respeito das perspectivas para suas atividades.

Os comentários se referem às expectativas da empresa para diversas variáveis, principalmente focando em receitas, indicadores operacionais e lucro. Também são comuns guidances para questões mais amplas, relacionadas às perspectivas para a área de atuação da companhia ou mesmo para o desempenho da economia.

Regra no mercado norte-americano
A popularização dos guidances, principalmente no mercado norte-americano, é um reflexo do desenvolvimento do mercado de capitais. Nos EUA, o guidance é a única forma legal pela qual as empresas podem comunicar suas perspectivas ao mercado. Com isso, fica garantida a igualdade no acesso aos dados para todos os investidores, que podem receber simultaneamente as mesmas informações.

Este modelo substituiu o anterior, no qual estas informações eram repassadas em reuniões para os analistas de mercado, que, portanto, tinham conhecimento de alguns dados antes do restante do mercado. No Brasil, porém, esta é a forma mais comum, com muitas empresas ainda transmitindo informações para poucos.

Vantagens e desvantagens
O acesso democrático às informações é, certamente, a maior vantagem do guidance. Isso reduz a possibilidade de uso privilegiado de informações, principalmente em mercados que sofrem com excessiva concentração em poucos investidores institucionais.

Outra importante vantagem do guidance é em relação à divulgação das informações, uma vez que permite que todos os agentes trabalhem com as mesmas premissas. Assim, as próprias previsões dos analistas, que usam estas informações como ponto de partida, acabam mostrando menores diferenças entre si, o que reduz a volatilidade do mercado.

Como desvantagens, caso o guidance não seja utilizado de forma adequada pelas empresas, isso pode gerar desconfiança do mercado, penalizando as ações. Para as empresas, sobretudo no mercado norte-americano, existe também o risco legal de ações na Justiça, caso as previsões não se confirmem. Isso, inclusive, tem levado algumas empresas nos EUA ao abandono da prática de divulgação de guidance.

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Guidance: empresas divulgando as perspectivas para seus negócios

Equipe InfoMoney, 26/12/05

SÃO PAULO - Um termo muito comum no mercado de ações norte-americano, e que agora começa a ser utilizado mais freqüentemente no Brasil, é guidance. Para quem não conhece, guidance pode ser definido como o conjunto de comentários que uma empresa faz a respeito das perspectivas para suas atividades.

Os comentários se referem às expectativas da empresa para diversas variáveis, principalmente focando em receitas, indicadores operacionais e lucro. Também são comuns guidances para questões mais amplas, relacionadas às perspectivas para a área de atuação da companhia ou mesmo para o desempenho da economia.

Regra no mercado norte-americano
A popularização dos guidances, principalmente no mercado norte-americano, é um reflexo do desenvolvimento do mercado de capitais. Nos EUA, o guidance é a única forma legal pela qual as empresas podem comunicar suas perspectivas ao mercado. Com isso, fica garantida a igualdade no acesso aos dados para todos os investidores, que podem receber simultaneamente as mesmas informações.

Este modelo substituiu o anterior, no qual estas informações eram repassadas em reuniões para os analistas de mercado, que, portanto, tinham conhecimento de alguns dados antes do restante do mercado. No Brasil, porém, esta é a forma mais comum, com muitas empresas ainda transmitindo informações para poucos.

Vantagens e desvantagens
O acesso democrático às informações é, certamente, a maior vantagem do guidance. Isso reduz a possibilidade de uso privilegiado de informações, principalmente em mercados que sofrem com excessiva concentração em poucos investidores institucionais.

Outra importante vantagem do guidance é em relação à divulgação das informações, uma vez que permite que todos os agentes trabalhem com as mesmas premissas. Assim, as próprias previsões dos analistas, que usam estas informações como ponto de partida, acabam mostrando menores diferenças entre si, o que reduz a volatilidade do mercado.

Como desvantagens, caso o guidance não seja utilizado de forma adequada pelas empresas, isso pode gerar desconfiança do mercado, penalizando as ações. Para as empresas, sobretudo no mercado norte-americano, existe também o risco legal de ações na Justiça, caso as previsões não se confirmem. Isso, inclusive, tem levado algumas empresas nos EUA ao abandono da prática de divulgação de guidance.

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Guidance: empresas divulgando as perspectivas para seus negócios

Equipe InfoMoney, 26/12/05

SÃO PAULO - Um termo muito comum no mercado de ações norte-americano, e que agora começa a ser utilizado mais freqüentemente no Brasil, é guidance. Para quem não conhece, guidance pode ser definido como o conjunto de comentários que uma empresa faz a respeito das perspectivas para suas atividades.

Os comentários se referem às expectativas da empresa para diversas variáveis, principalmente focando em receitas, indicadores operacionais e lucro. Também são comuns guidances para questões mais amplas, relacionadas às perspectivas para a área de atuação da companhia ou mesmo para o desempenho da economia.

Regra no mercado norte-americano
A popularização dos guidances, principalmente no mercado norte-americano, é um reflexo do desenvolvimento do mercado de capitais. Nos EUA, o guidance é a única forma legal pela qual as empresas podem comunicar suas perspectivas ao mercado. Com isso, fica garantida a igualdade no acesso aos dados para todos os investidores, que podem receber simultaneamente as mesmas informações.

Este modelo substituiu o anterior, no qual estas informações eram repassadas em reuniões para os analistas de mercado, que, portanto, tinham conhecimento de alguns dados antes do restante do mercado. No Brasil, porém, esta é a forma mais comum, com muitas empresas ainda transmitindo informações para poucos.

Vantagens e desvantagens
O acesso democrático às informações é, certamente, a maior vantagem do guidance. Isso reduz a possibilidade de uso privilegiado de informações, principalmente em mercados que sofrem com excessiva concentração em poucos investidores institucionais.

Outra importante vantagem do guidance é em relação à divulgação das informações, uma vez que permite que todos os agentes trabalhem com as mesmas premissas. Assim, as próprias previsões dos analistas, que usam estas informações como ponto de partida, acabam mostrando menores diferenças entre si, o que reduz a volatilidade do mercado.

Como desvantagens, caso o guidance não seja utilizado de forma adequada pelas empresas, isso pode gerar desconfiança do mercado, penalizando as ações. Para as empresas, sobretudo no mercado norte-americano, existe também o risco legal de ações na Justiça, caso as previsões não se confirmem. Isso, inclusive, tem levado algumas empresas nos EUA ao abandono da prática de divulgação de guidance.

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Uma nova fórmula para formar um portifólio de ações

Luiz Martins Codorniz, Valor Online

Investidores estão sempre buscando uma fórmula que proporcione bons retornos com baixo risco. Uma dessas fórmulas, bem-sucedida por quase 50 anos, é a Ben Graham's "net-nets", que corresponde ao caixa mais o capital de giro líquido menos o passivo de longo prazo da empresa. Ela dá uma estimativa do valor de liquidação da companhia.

Caso este valor por ação seja muito superior ao preço de mercado, uma carteira de ações com essa característica terá uma performance mais que satisfatória. Essa fórmula foi utilizada com sucesso por W.J. Schloss & Associates; Buffett Partnership Ltd. e Tweedy, Browne Inc. entre outros. Hoje quase não existe mais esse tipo de oportunidade no mercado americano.

Outra formula criada por Graham é a do "dividend yield". Ele deveria ser equivalente a pelo menos dois terços do "yield" de um bônus de baixo risco ("triple A") para compor uma carteira de ações.

Uma variante disso são os fundos de investimentos que limitam suas aplicações às empresas boas pagadoras de dividendos. No passado, fui responsável pela análise e recomendações de ações para o fundo de dividendos Lloyds Ace. No início desse fundo, as ações que compunham a carteira deveriam ter um "dividend yield" de 9% ao ano. Havendo crescimento de lucros, podiam ser incluídas ações com "yield" de 7%.

Atualmente, os fundos de dividendos utilizam limites muito mais baixos, conforme reportagens deste jornal. Isso é um indício de que esse enfoque está se esgotando devido ao tamanho e à performance do mercado brasileiro e à paulatina redução de empresas com "dividend yield" elevado. Isso ocorre à medida que os investidores estão dispostos a pagar cada vez mais pelas empresas que fazem uma grande distribuição de dividendos, resultando na queda do "dividend yield".

No último "Value Investing Congress", realizado em New York, em novembro, Joel Greenblatt, professor da Columbia University e gestor da Gotham Capital - fundo hedge com retorno de aproximadamente 40% ao ano - apresentou uma nova fórmula para seleção de ações. Ela está detalhada no seu livro "The Little Book that Beats the Market".

O enfoque proposto, que também tem a influência de Ben Graham, nada mais é do que uma ferramenta para descobrir boas empresas à preços de barganha. Ele consiste em formar uma carteira de ações com 30 empresas que apresentem a maior pontuação pela conjugação de dois fatores: retorno sobre o capital e "earnings yield".

Supondo que a companhia XYZ esteja classificada em 7º lugar quanto ao primeiro fator e na 5ª posição com relação ao segundo. Isso resultaria em uma pontuação de 12 para a companhia. Isso foi feito para as 3.500 maiores empresas americanas e, desse universo, foram incluídas na carteira as 30 ações com as pontuações mais altas. Revisada anualmente, a carteira simulada obteve no período de 17 anos (1988-2004) um retorno de 30,8% ao ano (antes de impostos e custos de transação), enquanto que o índice S&P 500 rendeu 12,4% ao ano.

A fórmula nos permite selecionar empresas acima da média que podem ser adquiridas a preços abaixo da média. A essa altura, muitos leitores estarão se perguntando se essa fórmula, à medida que for amplamente adotada, perderia a sua eficácia. Minha resposta é que eles podem ter razão, mas essa perda de eficácia leva tempo.

Greenblatt menciona no seu livro que haverá períodos em que a fórmula não dará os resultados esperados, mas no longo prazo os ganhos serão mais que satisfatórios. Ressalte-se que o sistema baseia-se em um ranking, ao contrário dos outros. Nos testes conduzidos por Greenblatt, a carteira selecionada teve resultados inferiores ao índice S&P 500 um ano em cada quatro. Ou seja, em 25% do tempo ficou abaixo do mercado. Porém, os resultados acumulados em cada período de quatro anos superaram o índice significativamente. Foram efetuados outros testes, confrontando-se essa fórmula com aquelas propostas pelos professores Joseph Piotroski e Robert Haugen. Os resultados favorecem Greenblatt.

Caso não estejam disponíveis os dois fatores na base de dados utilizada para selecionar as empresas, Greenblatt sugere o seguinte: 1) retorno sobre ativos, que substitui o retorno sobre o capital; e 2) índice P/L no lugar do "earnings yield". Conseqüentemente, as empresas que farão parte da carteira serão aquelas com a melhor combinação (pontuação) de alto retorno sobre ativos e baixo índice P/L.

Acredito que esse enfoque possa ser aplicado na bolsa brasileira, apesar do baixo número de empresas em comparação com as bolsas americanas. Nesse caso, a carteira poderá ter menos papéis.

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Uma nova fórmula para formar um portifólio de ações

Luiz Martins Codorniz, Valor Online

Investidores estão sempre buscando uma fórmula que proporcione bons retornos com baixo risco. Uma dessas fórmulas, bem-sucedida por quase 50 anos, é a Ben Graham's "net-nets", que corresponde ao caixa mais o capital de giro líquido menos o passivo de longo prazo da empresa. Ela dá uma estimativa do valor de liquidação da companhia.

Caso este valor por ação seja muito superior ao preço de mercado, uma carteira de ações com essa característica terá uma performance mais que satisfatória. Essa fórmula foi utilizada com sucesso por W.J. Schloss & Associates; Buffett Partnership Ltd. e Tweedy, Browne Inc. entre outros. Hoje quase não existe mais esse tipo de oportunidade no mercado americano.

Outra formula criada por Graham é a do "dividend yield". Ele deveria ser equivalente a pelo menos dois terços do "yield" de um bônus de baixo risco ("triple A") para compor uma carteira de ações.

Uma variante disso são os fundos de investimentos que limitam suas aplicações às empresas boas pagadoras de dividendos. No passado, fui responsável pela análise e recomendações de ações para o fundo de dividendos Lloyds Ace. No início desse fundo, as ações que compunham a carteira deveriam ter um "dividend yield" de 9% ao ano. Havendo crescimento de lucros, podiam ser incluídas ações com "yield" de 7%.

Atualmente, os fundos de dividendos utilizam limites muito mais baixos, conforme reportagens deste jornal. Isso é um indício de que esse enfoque está se esgotando devido ao tamanho e à performance do mercado brasileiro e à paulatina redução de empresas com "dividend yield" elevado. Isso ocorre à medida que os investidores estão dispostos a pagar cada vez mais pelas empresas que fazem uma grande distribuição de dividendos, resultando na queda do "dividend yield".

No último "Value Investing Congress", realizado em New York, em novembro, Joel Greenblatt, professor da Columbia University e gestor da Gotham Capital - fundo hedge com retorno de aproximadamente 40% ao ano - apresentou uma nova fórmula para seleção de ações. Ela está detalhada no seu livro "The Little Book that Beats the Market".

O enfoque proposto, que também tem a influência de Ben Graham, nada mais é do que uma ferramenta para descobrir boas empresas à preços de barganha. Ele consiste em formar uma carteira de ações com 30 empresas que apresentem a maior pontuação pela conjugação de dois fatores: retorno sobre o capital e "earnings yield".

Supondo que a companhia XYZ esteja classificada em 7º lugar quanto ao primeiro fator e na 5ª posição com relação ao segundo. Isso resultaria em uma pontuação de 12 para a companhia. Isso foi feito para as 3.500 maiores empresas americanas e, desse universo, foram incluídas na carteira as 30 ações com as pontuações mais altas. Revisada anualmente, a carteira simulada obteve no período de 17 anos (1988-2004) um retorno de 30,8% ao ano (antes de impostos e custos de transação), enquanto que o índice S&P 500 rendeu 12,4% ao ano.

A fórmula nos permite selecionar empresas acima da média que podem ser adquiridas a preços abaixo da média. A essa altura, muitos leitores estarão se perguntando se essa fórmula, à medida que for amplamente adotada, perderia a sua eficácia. Minha resposta é que eles podem ter razão, mas essa perda de eficácia leva tempo.

Greenblatt menciona no seu livro que haverá períodos em que a fórmula não dará os resultados esperados, mas no longo prazo os ganhos serão mais que satisfatórios. Ressalte-se que o sistema baseia-se em um ranking, ao contrário dos outros. Nos testes conduzidos por Greenblatt, a carteira selecionada teve resultados inferiores ao índice S&P 500 um ano em cada quatro. Ou seja, em 25% do tempo ficou abaixo do mercado. Porém, os resultados acumulados em cada período de quatro anos superaram o índice significativamente. Foram efetuados outros testes, confrontando-se essa fórmula com aquelas propostas pelos professores Joseph Piotroski e Robert Haugen. Os resultados favorecem Greenblatt.

Caso não estejam disponíveis os dois fatores na base de dados utilizada para selecionar as empresas, Greenblatt sugere o seguinte: 1) retorno sobre ativos, que substitui o retorno sobre o capital; e 2) índice P/L no lugar do "earnings yield". Conseqüentemente, as empresas que farão parte da carteira serão aquelas com a melhor combinação (pontuação) de alto retorno sobre ativos e baixo índice P/L.

Acredito que esse enfoque possa ser aplicado na bolsa brasileira, apesar do baixo número de empresas em comparação com as bolsas americanas. Nesse caso, a carteira poderá ter menos papéis.

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Uma nova fórmula para formar um portifólio de ações

Luiz Martins Codorniz, Valor Online

Investidores estão sempre buscando uma fórmula que proporcione bons retornos com baixo risco. Uma dessas fórmulas, bem-sucedida por quase 50 anos, é a Ben Graham's "net-nets", que corresponde ao caixa mais o capital de giro líquido menos o passivo de longo prazo da empresa. Ela dá uma estimativa do valor de liquidação da companhia.

Caso este valor por ação seja muito superior ao preço de mercado, uma carteira de ações com essa característica terá uma performance mais que satisfatória. Essa fórmula foi utilizada com sucesso por W.J. Schloss & Associates; Buffett Partnership Ltd. e Tweedy, Browne Inc. entre outros. Hoje quase não existe mais esse tipo de oportunidade no mercado americano.

Outra formula criada por Graham é a do "dividend yield". Ele deveria ser equivalente a pelo menos dois terços do "yield" de um bônus de baixo risco ("triple A") para compor uma carteira de ações.

Uma variante disso são os fundos de investimentos que limitam suas aplicações às empresas boas pagadoras de dividendos. No passado, fui responsável pela análise e recomendações de ações para o fundo de dividendos Lloyds Ace. No início desse fundo, as ações que compunham a carteira deveriam ter um "dividend yield" de 9% ao ano. Havendo crescimento de lucros, podiam ser incluídas ações com "yield" de 7%.

Atualmente, os fundos de dividendos utilizam limites muito mais baixos, conforme reportagens deste jornal. Isso é um indício de que esse enfoque está se esgotando devido ao tamanho e à performance do mercado brasileiro e à paulatina redução de empresas com "dividend yield" elevado. Isso ocorre à medida que os investidores estão dispostos a pagar cada vez mais pelas empresas que fazem uma grande distribuição de dividendos, resultando na queda do "dividend yield".

No último "Value Investing Congress", realizado em New York, em novembro, Joel Greenblatt, professor da Columbia University e gestor da Gotham Capital - fundo hedge com retorno de aproximadamente 40% ao ano - apresentou uma nova fórmula para seleção de ações. Ela está detalhada no seu livro "The Little Book that Beats the Market".

O enfoque proposto, que também tem a influência de Ben Graham, nada mais é do que uma ferramenta para descobrir boas empresas à preços de barganha. Ele consiste em formar uma carteira de ações com 30 empresas que apresentem a maior pontuação pela conjugação de dois fatores: retorno sobre o capital e "earnings yield".

Supondo que a companhia XYZ esteja classificada em 7º lugar quanto ao primeiro fator e na 5ª posição com relação ao segundo. Isso resultaria em uma pontuação de 12 para a companhia. Isso foi feito para as 3.500 maiores empresas americanas e, desse universo, foram incluídas na carteira as 30 ações com as pontuações mais altas. Revisada anualmente, a carteira simulada obteve no período de 17 anos (1988-2004) um retorno de 30,8% ao ano (antes de impostos e custos de transação), enquanto que o índice S&P 500 rendeu 12,4% ao ano.

A fórmula nos permite selecionar empresas acima da média que podem ser adquiridas a preços abaixo da média. A essa altura, muitos leitores estarão se perguntando se essa fórmula, à medida que for amplamente adotada, perderia a sua eficácia. Minha resposta é que eles podem ter razão, mas essa perda de eficácia leva tempo.

Greenblatt menciona no seu livro que haverá períodos em que a fórmula não dará os resultados esperados, mas no longo prazo os ganhos serão mais que satisfatórios. Ressalte-se que o sistema baseia-se em um ranking, ao contrário dos outros. Nos testes conduzidos por Greenblatt, a carteira selecionada teve resultados inferiores ao índice S&P 500 um ano em cada quatro. Ou seja, em 25% do tempo ficou abaixo do mercado. Porém, os resultados acumulados em cada período de quatro anos superaram o índice significativamente. Foram efetuados outros testes, confrontando-se essa fórmula com aquelas propostas pelos professores Joseph Piotroski e Robert Haugen. Os resultados favorecem Greenblatt.

Caso não estejam disponíveis os dois fatores na base de dados utilizada para selecionar as empresas, Greenblatt sugere o seguinte: 1) retorno sobre ativos, que substitui o retorno sobre o capital; e 2) índice P/L no lugar do "earnings yield". Conseqüentemente, as empresas que farão parte da carteira serão aquelas com a melhor combinação (pontuação) de alto retorno sobre ativos e baixo índice P/L.

Acredito que esse enfoque possa ser aplicado na bolsa brasileira, apesar do baixo número de empresas em comparação com as bolsas americanas. Nesse caso, a carteira poderá ter menos papéis.

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Detailed Action Plans: A Precursor For Trading Success

(Innerworth)

In our everyday lives we are used to doing things reflexively, on the spur of the moment. For example, we don't consciously think about making a turn as we drive; we just do it automatically without thinking. But it wasn't always that way. When we first learned how to drive, we deliberately planned every move. It's also true when playing sports. At first, you needed to consciously and deliberately perform each action. Over time, with practice, you were able to perform each action skillfully, hardly thinking at all. Despite their experience learning various skills throughout their lives, novice traders, however, think they can trade on the spur of the moment. They don't carefully plan a trade, and follow the trading plan when it is time to execute it. But detailed trading plans are an essential ingredient for success.

When you first start out trading, it is difficult to trade on the spur of the moment. There are too many issues to attend to, and without a wealth of experience, you are bound to make mistakes. Making a specific action plan while trading has clear benefits. Scientific research illustrates how action plans help people achieve their goals. Dr. Peter Gollwitzer, Professor of Psychology at New York University, has conducted several studies that demonstrate the benefits of making specific plans that outline when, where, and how to perform an action. For example, it's useful to determine beforehand that when Market Condition X happens, and Pattern Y appears, then you should enter at a prescribed moment, set a protective stop, and monitor the trade until Z occurs. Knowing when, where, and how helps you perform effortlessly and gracefully. Specific plans help us respond quickly and automatically when it is necessary. When we make a plan beforehand, we can follow it, acting swiftly and efficiently.

What does research on making plans reveal? In a review of relevant studies on making specific action plans, Dr. Gollwitzer argues that plans allow people to more easily remember what to do specifically. They don't waste time trying to recall what it is they are going to do. They have decided what to do, and when, beforehand and have little trouble doing what they had planned. Second, research has shown that people respond quickly when they have a plan to follow. If you have a clearly defined plan, you are ready to respond more efficiently when optimal market conditions arise. Third, when people have a plan, they can more easily ignore interruptions and distractions. They are able to more easily focus on the task at hand, maintaining self-control. Action plans are especially useful when trying to respond during high stress situations, such as during a day when the market action is hard to pin down. Trading the markets on an especially chaotic day can be stressful. A series of decisions need to be made on the spot. But the human mind has limitations. We can only attend to a limited amount of information at a time. A detailed trading plan, however, allows us to focus our limited psychological energy more efficiently. We respond swiftly and confidently when we have a plan. So if you want to trade like a winner, make a detailed trading plan and follow it. You'll be glad you did in the long run.

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Detailed Action Plans: A Precursor For Trading Success

(Innerworth)

In our everyday lives we are used to doing things reflexively, on the spur of the moment. For example, we don't consciously think about making a turn as we drive; we just do it automatically without thinking. But it wasn't always that way. When we first learned how to drive, we deliberately planned every move. It's also true when playing sports. At first, you needed to consciously and deliberately perform each action. Over time, with practice, you were able to perform each action skillfully, hardly thinking at all. Despite their experience learning various skills throughout their lives, novice traders, however, think they can trade on the spur of the moment. They don't carefully plan a trade, and follow the trading plan when it is time to execute it. But detailed trading plans are an essential ingredient for success.

When you first start out trading, it is difficult to trade on the spur of the moment. There are too many issues to attend to, and without a wealth of experience, you are bound to make mistakes. Making a specific action plan while trading has clear benefits. Scientific research illustrates how action plans help people achieve their goals. Dr. Peter Gollwitzer, Professor of Psychology at New York University, has conducted several studies that demonstrate the benefits of making specific plans that outline when, where, and how to perform an action. For example, it's useful to determine beforehand that when Market Condition X happens, and Pattern Y appears, then you should enter at a prescribed moment, set a protective stop, and monitor the trade until Z occurs. Knowing when, where, and how helps you perform effortlessly and gracefully. Specific plans help us respond quickly and automatically when it is necessary. When we make a plan beforehand, we can follow it, acting swiftly and efficiently.

What does research on making plans reveal? In a review of relevant studies on making specific action plans, Dr. Gollwitzer argues that plans allow people to more easily remember what to do specifically. They don't waste time trying to recall what it is they are going to do. They have decided what to do, and when, beforehand and have little trouble doing what they had planned. Second, research has shown that people respond quickly when they have a plan to follow. If you have a clearly defined plan, you are ready to respond more efficiently when optimal market conditions arise. Third, when people have a plan, they can more easily ignore interruptions and distractions. They are able to more easily focus on the task at hand, maintaining self-control. Action plans are especially useful when trying to respond during high stress situations, such as during a day when the market action is hard to pin down. Trading the markets on an especially chaotic day can be stressful. A series of decisions need to be made on the spot. But the human mind has limitations. We can only attend to a limited amount of information at a time. A detailed trading plan, however, allows us to focus our limited psychological energy more efficiently. We respond swiftly and confidently when we have a plan. So if you want to trade like a winner, make a detailed trading plan and follow it. You'll be glad you did in the long run.

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(Innerworth)

In our everyday lives we are used to doing things reflexively, on the spur of the moment. For example, we don't consciously think about making a turn as we drive; we just do it automatically without thinking. But it wasn't always that way. When we first learned how to drive, we deliberately planned every move. It's also true when playing sports. At first, you needed to consciously and deliberately perform each action. Over time, with practice, you were able to perform each action skillfully, hardly thinking at all. Despite their experience learning various skills throughout their lives, novice traders, however, think they can trade on the spur of the moment. They don't carefully plan a trade, and follow the trading plan when it is time to execute it. But detailed trading plans are an essential ingredient for success.

When you first start out trading, it is difficult to trade on the spur of the moment. There are too many issues to attend to, and without a wealth of experience, you are bound to make mistakes. Making a specific action plan while trading has clear benefits. Scientific research illustrates how action plans help people achieve their goals. Dr. Peter Gollwitzer, Professor of Psychology at New York University, has conducted several studies that demonstrate the benefits of making specific plans that outline when, where, and how to perform an action. For example, it's useful to determine beforehand that when Market Condition X happens, and Pattern Y appears, then you should enter at a prescribed moment, set a protective stop, and monitor the trade until Z occurs. Knowing when, where, and how helps you perform effortlessly and gracefully. Specific plans help us respond quickly and automatically when it is necessary. When we make a plan beforehand, we can follow it, acting swiftly and efficiently.

What does research on making plans reveal? In a review of relevant studies on making specific action plans, Dr. Gollwitzer argues that plans allow people to more easily remember what to do specifically. They don't waste time trying to recall what it is they are going to do. They have decided what to do, and when, beforehand and have little trouble doing what they had planned. Second, research has shown that people respond quickly when they have a plan to follow. If you have a clearly defined plan, you are ready to respond more efficiently when optimal market conditions arise. Third, when people have a plan, they can more easily ignore interruptions and distractions. They are able to more easily focus on the task at hand, maintaining self-control. Action plans are especially useful when trying to respond during high stress situations, such as during a day when the market action is hard to pin down. Trading the markets on an especially chaotic day can be stressful. A series of decisions need to be made on the spot. But the human mind has limitations. We can only attend to a limited amount of information at a time. A detailed trading plan, however, allows us to focus our limited psychological energy more efficiently. We respond swiftly and confidently when we have a plan. So if you want to trade like a winner, make a detailed trading plan and follow it. You'll be glad you did in the long run.

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Investir olhando para o longo prazo reduz o risco da aplicação em ações

Equipe InfoMoney, 26/12/05

SÃO PAULO - O investimento em Bolsa é recomendado para quem trabalha com uma perspectiva de longo prazo. Esta frase é repetida constantemente para os investidores que pensam em aplicar no mercado acionário, o que, muitas vezes, acaba desencorajando os mais conservadores.

Embora seja possível obter bons resultados investindo em ações no curto prazo, o investimento em Bolsa, refletindo a variabilidade de retorno em períodos mais curtos, realmente traz melhores resultados quando analisado por uma ótica de longo prazo.

Bolsa mostra melhor retorno no longo prazo
Analisando o desempenho do Ibovespa no período entre o início de 1996 e o final de 2005, dez anos, portanto, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo mostrou retorno real anual médio de pouco mais de 11% ao ano, considerando o IGP-M como deflator. Um ótimo resultado, principalmente levando em conta as quedas ocorridas entre 2000 e 2002.

Já o CDI registrou uma rentabilidade real anual de cerca de 10%, refletindo o elevado patamar da taxa básica de juro da economia, a Selic, no período analisado. Em apenas um dos anos, 2002, o desempenho em termos reais foi negativo, refletindo a forte aceleração da inflação em função da disparada do dólar.

Desta forma, mesmo considerando o elevado nível dos juros no Brasil, o investimento em ações conseguiu, na média, mostrar uma rentabilidade superior à renda fixa. Isso faz sentido, já que a aplicação em bolsa é mais arriscada, como os números abaixo deixam claro.

Possibilidade de recuperar perdas
Se a rentabilidade faz o investimento em bolsa mais atrativo em um período de dez anos, isso pode mudar se a análise for por períodos mais curtos. Simples: embora a chance de ganhar seja maior, o risco envolvido é muito mais elevado. Em outras palavras, o momento de entrada e saída faz a grande diferença no mercado de ações.

Quando investimos por períodos mais longos, cresce a probabilidade de recuperar as eventuais perdas. Por outro lado, quem aplica por períodos mais curtos pode precisar dos recursos de forma mais rápida, que pode coincidir com um momento ruim do mercado.

Os números não mentem
Vamos aos números, considerando um investidor que necessite dos recursos após três anos. Quem investiu no Ibovespa no final de 2002, conseguiu até o final de 2005 um ganho real de cerca de 140%, contra uma rentabilidade positiva de 36% do CDI no período. Certamente quem investiu em ações não teve do que reclamar.

Por outro lado, vamos considerar quem investiu pelos mesmos três anos, usando como ponto de partida dezembro de 1999. Neste caso, o Ibovespa registrou perda real acumulada de 56%, contra um ganho real em torno de 7% do CDI. Mesmo em um período considerado longo para a realidade brasileira, quem investiu em ações neste período e precisou sacar os recursos não deve ter boas memórias.

Se analisarmos os dados por outro ângulo, considerando os extremos de rentabilidade nestes 10 anos, a história se repete: cuidado ao investir em ações se sua perspectiva for de curto ou mesmo médio prazo. Enquanto a rentabilidade real anual do Ibovespa variou entre +110% e -34%, o retorno real do CDI flutuou entre 26% e -5%.

Isso não significa que o mercado de ações é arriscado e tem que ser evitado. No entanto, o investidor deve estar ciente de que aplicar em ações, em alguns casos, pode requerer mais paciência e sangue frio do que alguns estão acostumados. Ter a opção de manter os recursos investidos por um período mais longo pode fazer a diferença.

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Investir olhando para o longo prazo reduz o risco da aplicação em ações

Equipe InfoMoney, 26/12/05

SÃO PAULO - O investimento em Bolsa é recomendado para quem trabalha com uma perspectiva de longo prazo. Esta frase é repetida constantemente para os investidores que pensam em aplicar no mercado acionário, o que, muitas vezes, acaba desencorajando os mais conservadores.

Embora seja possível obter bons resultados investindo em ações no curto prazo, o investimento em Bolsa, refletindo a variabilidade de retorno em períodos mais curtos, realmente traz melhores resultados quando analisado por uma ótica de longo prazo.

Bolsa mostra melhor retorno no longo prazo
Analisando o desempenho do Ibovespa no período entre o início de 1996 e o final de 2005, dez anos, portanto, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo mostrou retorno real anual médio de pouco mais de 11% ao ano, considerando o IGP-M como deflator. Um ótimo resultado, principalmente levando em conta as quedas ocorridas entre 2000 e 2002.

Já o CDI registrou uma rentabilidade real anual de cerca de 10%, refletindo o elevado patamar da taxa básica de juro da economia, a Selic, no período analisado. Em apenas um dos anos, 2002, o desempenho em termos reais foi negativo, refletindo a forte aceleração da inflação em função da disparada do dólar.

Desta forma, mesmo considerando o elevado nível dos juros no Brasil, o investimento em ações conseguiu, na média, mostrar uma rentabilidade superior à renda fixa. Isso faz sentido, já que a aplicação em bolsa é mais arriscada, como os números abaixo deixam claro.

Possibilidade de recuperar perdas
Se a rentabilidade faz o investimento em bolsa mais atrativo em um período de dez anos, isso pode mudar se a análise for por períodos mais curtos. Simples: embora a chance de ganhar seja maior, o risco envolvido é muito mais elevado. Em outras palavras, o momento de entrada e saída faz a grande diferença no mercado de ações.

Quando investimos por períodos mais longos, cresce a probabilidade de recuperar as eventuais perdas. Por outro lado, quem aplica por períodos mais curtos pode precisar dos recursos de forma mais rápida, que pode coincidir com um momento ruim do mercado.

Os números não mentem
Vamos aos números, considerando um investidor que necessite dos recursos após três anos. Quem investiu no Ibovespa no final de 2002, conseguiu até o final de 2005 um ganho real de cerca de 140%, contra uma rentabilidade positiva de 36% do CDI no período. Certamente quem investiu em ações não teve do que reclamar.

Por outro lado, vamos considerar quem investiu pelos mesmos três anos, usando como ponto de partida dezembro de 1999. Neste caso, o Ibovespa registrou perda real acumulada de 56%, contra um ganho real em torno de 7% do CDI. Mesmo em um período considerado longo para a realidade brasileira, quem investiu em ações neste período e precisou sacar os recursos não deve ter boas memórias.

Se analisarmos os dados por outro ângulo, considerando os extremos de rentabilidade nestes 10 anos, a história se repete: cuidado ao investir em ações se sua perspectiva for de curto ou mesmo médio prazo. Enquanto a rentabilidade real anual do Ibovespa variou entre +110% e -34%, o retorno real do CDI flutuou entre 26% e -5%.

Isso não significa que o mercado de ações é arriscado e tem que ser evitado. No entanto, o investidor deve estar ciente de que aplicar em ações, em alguns casos, pode requerer mais paciência e sangue frio do que alguns estão acostumados. Ter a opção de manter os recursos investidos por um período mais longo pode fazer a diferença.

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Investir olhando para o longo prazo reduz o risco da aplicação em ações

Equipe InfoMoney, 26/12/05

SÃO PAULO - O investimento em Bolsa é recomendado para quem trabalha com uma perspectiva de longo prazo. Esta frase é repetida constantemente para os investidores que pensam em aplicar no mercado acionário, o que, muitas vezes, acaba desencorajando os mais conservadores.

Embora seja possível obter bons resultados investindo em ações no curto prazo, o investimento em Bolsa, refletindo a variabilidade de retorno em períodos mais curtos, realmente traz melhores resultados quando analisado por uma ótica de longo prazo.

Bolsa mostra melhor retorno no longo prazo
Analisando o desempenho do Ibovespa no período entre o início de 1996 e o final de 2005, dez anos, portanto, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo mostrou retorno real anual médio de pouco mais de 11% ao ano, considerando o IGP-M como deflator. Um ótimo resultado, principalmente levando em conta as quedas ocorridas entre 2000 e 2002.

Já o CDI registrou uma rentabilidade real anual de cerca de 10%, refletindo o elevado patamar da taxa básica de juro da economia, a Selic, no período analisado. Em apenas um dos anos, 2002, o desempenho em termos reais foi negativo, refletindo a forte aceleração da inflação em função da disparada do dólar.

Desta forma, mesmo considerando o elevado nível dos juros no Brasil, o investimento em ações conseguiu, na média, mostrar uma rentabilidade superior à renda fixa. Isso faz sentido, já que a aplicação em bolsa é mais arriscada, como os números abaixo deixam claro.

Possibilidade de recuperar perdas
Se a rentabilidade faz o investimento em bolsa mais atrativo em um período de dez anos, isso pode mudar se a análise for por períodos mais curtos. Simples: embora a chance de ganhar seja maior, o risco envolvido é muito mais elevado. Em outras palavras, o momento de entrada e saída faz a grande diferença no mercado de ações.

Quando investimos por períodos mais longos, cresce a probabilidade de recuperar as eventuais perdas. Por outro lado, quem aplica por períodos mais curtos pode precisar dos recursos de forma mais rápida, que pode coincidir com um momento ruim do mercado.

Os números não mentem
Vamos aos números, considerando um investidor que necessite dos recursos após três anos. Quem investiu no Ibovespa no final de 2002, conseguiu até o final de 2005 um ganho real de cerca de 140%, contra uma rentabilidade positiva de 36% do CDI no período. Certamente quem investiu em ações não teve do que reclamar.

Por outro lado, vamos considerar quem investiu pelos mesmos três anos, usando como ponto de partida dezembro de 1999. Neste caso, o Ibovespa registrou perda real acumulada de 56%, contra um ganho real em torno de 7% do CDI. Mesmo em um período considerado longo para a realidade brasileira, quem investiu em ações neste período e precisou sacar os recursos não deve ter boas memórias.

Se analisarmos os dados por outro ângulo, considerando os extremos de rentabilidade nestes 10 anos, a história se repete: cuidado ao investir em ações se sua perspectiva for de curto ou mesmo médio prazo. Enquanto a rentabilidade real anual do Ibovespa variou entre +110% e -34%, o retorno real do CDI flutuou entre 26% e -5%.

Isso não significa que o mercado de ações é arriscado e tem que ser evitado. No entanto, o investidor deve estar ciente de que aplicar em ações, em alguns casos, pode requerer mais paciência e sangue frio do que alguns estão acostumados. Ter a opção de manter os recursos investidos por um período mais longo pode fazer a diferença.

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Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

Depois de Rossi Residencial e Cyrela, Gafisa se prepara para lançar ações na Bolsa

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
26/12/05 - 14h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Acompanhando a tendência do setor de construção civil, a Gafisa está se preparando para lançar ações na Bovespa. Pela manhã, a companhia informou ter apresentado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido de registro para o lançamento de ações no mercado brasileiro e também no exterior.

A empresa segue os passos de Cyrela e da Rossi Residencial, que recentemente também adotaram estratégias mais agressivas de captação de recursos na Bolsa de Valores de São Paulo. A transação da Cyrela foi considerada uma das melhores de 2005, enquanto as perspectivas para a transação recentemente anunciada pela Rossi também são favoráveis.

A Gafisa já é uma companhia de capital aberto, entretanto, não possui ações negociadas em Bolsa. A operação consistirá de oferta primária e secundária de ações. Para assessorá-la no lançamento dos ativos em questão a empresa contratou os serviços do banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch.

Mais informações no prospecto
Informações como a quantidade de ações a serem ofertadas e a estimativa da quantia que será levantada na operação ainda não foram disponibilizadas e devem ser publicadas somente no Prospecto Preliminar da oferta.

Para sua concretização, a operação deve agora ser aprovada pela CVM. Contatada para discorrer a respeito do lançamento de ações, a assessoria de imprensa da Gafisa comunicou que, cumprindo as determinações da CVM, está em "período de silêncio", não podendo, portanto, manifestar-se a respeito.

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Depois de Rossi Residencial e Cyrela, Gafisa se prepara para lançar ações na Bolsa

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
26/12/05 - 14h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Acompanhando a tendência do setor de construção civil, a Gafisa está se preparando para lançar ações na Bovespa. Pela manhã, a companhia informou ter apresentado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido de registro para o lançamento de ações no mercado brasileiro e também no exterior.

A empresa segue os passos de Cyrela e da Rossi Residencial, que recentemente também adotaram estratégias mais agressivas de captação de recursos na Bolsa de Valores de São Paulo. A transação da Cyrela foi considerada uma das melhores de 2005, enquanto as perspectivas para a transação recentemente anunciada pela Rossi também são favoráveis.

A Gafisa já é uma companhia de capital aberto, entretanto, não possui ações negociadas em Bolsa. A operação consistirá de oferta primária e secundária de ações. Para assessorá-la no lançamento dos ativos em questão a empresa contratou os serviços do banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch.

Mais informações no prospecto
Informações como a quantidade de ações a serem ofertadas e a estimativa da quantia que será levantada na operação ainda não foram disponibilizadas e devem ser publicadas somente no Prospecto Preliminar da oferta.

Para sua concretização, a operação deve agora ser aprovada pela CVM. Contatada para discorrer a respeito do lançamento de ações, a assessoria de imprensa da Gafisa comunicou que, cumprindo as determinações da CVM, está em "período de silêncio", não podendo, portanto, manifestar-se a respeito.

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Depois de Rossi Residencial e Cyrela, Gafisa se prepara para lançar ações na Bolsa

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
26/12/05 - 14h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Acompanhando a tendência do setor de construção civil, a Gafisa está se preparando para lançar ações na Bovespa. Pela manhã, a companhia informou ter apresentado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido de registro para o lançamento de ações no mercado brasileiro e também no exterior.

A empresa segue os passos de Cyrela e da Rossi Residencial, que recentemente também adotaram estratégias mais agressivas de captação de recursos na Bolsa de Valores de São Paulo. A transação da Cyrela foi considerada uma das melhores de 2005, enquanto as perspectivas para a transação recentemente anunciada pela Rossi também são favoráveis.

A Gafisa já é uma companhia de capital aberto, entretanto, não possui ações negociadas em Bolsa. A operação consistirá de oferta primária e secundária de ações. Para assessorá-la no lançamento dos ativos em questão a empresa contratou os serviços do banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch.

Mais informações no prospecto
Informações como a quantidade de ações a serem ofertadas e a estimativa da quantia que será levantada na operação ainda não foram disponibilizadas e devem ser publicadas somente no Prospecto Preliminar da oferta.

Para sua concretização, a operação deve agora ser aprovada pela CVM. Contatada para discorrer a respeito do lançamento de ações, a assessoria de imprensa da Gafisa comunicou que, cumprindo as determinações da CVM, está em "período de silêncio", não podendo, portanto, manifestar-se a respeito.

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Domingo, Dezembro 25, 2005

Dicas para investir em 2006

23 de Dezembro de 2005 - Daqui a uma semana iniciaremos um ano interessante do ponto de vista dos investimentos. Já fico impressionado com a diversidade de opiniões a respeito do comportamento esperado para o mercado de ações, profetizando tanto o céu quanto o inferno para os investidores mais arrojados.

Um certo pessimismo é alardeado por especuladores de plantão, que comprovam estatisticamente que anos eleitorais costumam provocar sustos nos mercados e desastres nas carteiras de incautos investidores iniciantes. Cabe lembrar que em eleições anteriores havia a ameaça de uma oposição que pregava a necessidade de mudanças radicais nas regras de mercado, o que naturalmente causava arrepios até nos investidores mais otimistas.

Essa oposição assumiu o comando, não justificou os temores e provou que temos instituições suficientemente sólidas balizando o funcionamento de nossos mercados. Temos, então, a aproximação de uma eleição que traz uma interessante novidade: ou o atual governo reelege-se para dar continuidade ao que vem fazendo, ou a oposição retoma o poder e um programa econômico que não foi interrompido nas mãos do atual governo. Pela primeira vez em décadas, temos uma eleição em que a oposição prega o mesmo discurso da situação - o que quer dizer que, até que enfim, podemos esperar um certo continuísmo das urnas, pelo menos do ponto de vista econômico.

Os efeitos desta otimista perspectiva para 2007 são muito benéficos para os investidores. O ano de eleições não significará uma interrupção de projetos e planos de longo prazo. Não ocorrendo nenhum choque imprevisto e extremo como em 11 de setembro de 2001, até o mais pessimista dos analistas prevê meses de crescimento, queda de juros e estabilidade. Numa visão abrangente, um ano bom para as empresas, bom para novos investimentos em ações, propício para que mais empresas abram seu capital na Bolsa para um novo ciclo de crescimento.

Porém, não se deve desprezar um aspecto negativo típico de qualquer ano eleitoral. O ano de 2006 será repleto de mentiras, boatos e desmentidos nos diversos veículos de comunicação, o que deverá causar maior volatilidade nos mercados. Todos sabemos que, em clima de especulação, a volatilidade decorrente de clima de boataria apenas beneficia especuladores. Não resta dúvida, portanto, de que 2006 será um ano único para oportunistas que visam ao lucro rápido. As altas e baixas são esperadas e freqüentes, propiciando oportunidades nos mercados de opções e exigindo dos investidores com visão de longo prazo um estômago forte.

Por estas razões, vejo iniciar-se um ano de oportunidades. Para os investidores de longo prazo, recomendo atenção às fortes quedas especulativas, quando deverão ser concentradas as compras de papéis ou aportes em fundos. Para os especuladores e devotos das opções, crescerá o número de alternativas. Adicionalmente, novos lançamentos farão a alegria de pequenos e grandes investidores. Nada mau para um período de queda de juros, quando os investimentos mais populares ficam menos atrativos.

Algumas regras de ouro do bom investidor em ações devem ser reforçadas neste período. A primeira delas, é manter a calma em caso de queda de preços. Se perder dinheiro com uma escolha em momento ruim, prepare-se para novas compras durante as baixas para garantir maior ganho médio.

Segunda regra, não concentre demais seus investimentos, diversifique entre pelo menos cinco empresas, preferencialmente de diferentes setores. Se alguma empresa for alvo de boatarias, você certamente não gostará de ter a maior parte de seus recursos investidos nela. Cuidado ao investir em setores que podem sofrer forte influência do governo, principalmente aqueles cujos produtos ou serviços vendidos têm seus preços dependentes de contratos.

Terceira regra, mantenha-se informado sobre as empresas em que investe, afinal você é um dos donos dela. Jornais, revistas e internet trazem farta e ágil informação. Em caso de queda das ações, reflita se sua empresa realmente irá ter perdas sensíveis em decorrência da notícia que estará afetando o mercado.

Finalmente, esteja atento às análises. As boas corretoras oferecem preciosas informações sobre as expectativas para as principais ações. Explore o conteúdo do site de sua corretora e também daquelas em que você não possui conta. Desconfie de opiniões divergentes.

Nosso momento econômico é benéfico para todas as empresas e as expectativas para os próximos anos apontam para o fortalecimento deste cenário. Porém, recomendo atenção à tendência do dólar, ainda com forte resistência de alta, mas que pode surpreender caso a turbulência que citei seja mais forte que o esperado. Ao invés de especular sobre a possibilidade de investir em moeda, pense na possibilidade de investir nas empresas exportadoras. Pequenas variações no câmbio podem multiplicar variações bem maiores nos resultados dessas empresas. Bons investimentos em 2006!

(Gazeta Mercantil, Caderno C, Pág. 7, Gustavo Cerbasi - Consultor financeiro pessoal e autor de: Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem e Casais Inteligentes Enriquecem Juntos)

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Dicas para investir em 2006

23 de Dezembro de 2005 - Daqui a uma semana iniciaremos um ano interessante do ponto de vista dos investimentos. Já fico impressionado com a diversidade de opiniões a respeito do comportamento esperado para o mercado de ações, profetizando tanto o céu quanto o inferno para os investidores mais arrojados.

Um certo pessimismo é alardeado por especuladores de plantão, que comprovam estatisticamente que anos eleitorais costumam provocar sustos nos mercados e desastres nas carteiras de incautos investidores iniciantes. Cabe lembrar que em eleições anteriores havia a ameaça de uma oposição que pregava a necessidade de mudanças radicais nas regras de mercado, o que naturalmente causava arrepios até nos investidores mais otimistas.

Essa oposição assumiu o comando, não justificou os temores e provou que temos instituições suficientemente sólidas balizando o funcionamento de nossos mercados. Temos, então, a aproximação de uma eleição que traz uma interessante novidade: ou o atual governo reelege-se para dar continuidade ao que vem fazendo, ou a oposição retoma o poder e um programa econômico que não foi interrompido nas mãos do atual governo. Pela primeira vez em décadas, temos uma eleição em que a oposição prega o mesmo discurso da situação - o que quer dizer que, até que enfim, podemos esperar um certo continuísmo das urnas, pelo menos do ponto de vista econômico.

Os efeitos desta otimista perspectiva para 2007 são muito benéficos para os investidores. O ano de eleições não significará uma interrupção de projetos e planos de longo prazo. Não ocorrendo nenhum choque imprevisto e extremo como em 11 de setembro de 2001, até o mais pessimista dos analistas prevê meses de crescimento, queda de juros e estabilidade. Numa visão abrangente, um ano bom para as empresas, bom para novos investimentos em ações, propício para que mais empresas abram seu capital na Bolsa para um novo ciclo de crescimento.

Porém, não se deve desprezar um aspecto negativo típico de qualquer ano eleitoral. O ano de 2006 será repleto de mentiras, boatos e desmentidos nos diversos veículos de comunicação, o que deverá causar maior volatilidade nos mercados. Todos sabemos que, em clima de especulação, a volatilidade decorrente de clima de boataria apenas beneficia especuladores. Não resta dúvida, portanto, de que 2006 será um ano único para oportunistas que visam ao lucro rápido. As altas e baixas são esperadas e freqüentes, propiciando oportunidades nos mercados de opções e exigindo dos investidores com visão de longo prazo um estômago forte.

Por estas razões, vejo iniciar-se um ano de oportunidades. Para os investidores de longo prazo, recomendo atenção às fortes quedas especulativas, quando deverão ser concentradas as compras de papéis ou aportes em fundos. Para os especuladores e devotos das opções, crescerá o número de alternativas. Adicionalmente, novos lançamentos farão a alegria de pequenos e grandes investidores. Nada mau para um período de queda de juros, quando os investimentos mais populares ficam menos atrativos.

Algumas regras de ouro do bom investidor em ações devem ser reforçadas neste período. A primeira delas, é manter a calma em caso de queda de preços. Se perder dinheiro com uma escolha em momento ruim, prepare-se para novas compras durante as baixas para garantir maior ganho médio.

Segunda regra, não concentre demais seus investimentos, diversifique entre pelo menos cinco empresas, preferencialmente de diferentes setores. Se alguma empresa for alvo de boatarias, você certamente não gostará de ter a maior parte de seus recursos investidos nela. Cuidado ao investir em setores que podem sofrer forte influência do governo, principalmente aqueles cujos produtos ou serviços vendidos têm seus preços dependentes de contratos.

Terceira regra, mantenha-se informado sobre as empresas em que investe, afinal você é um dos donos dela. Jornais, revistas e internet trazem farta e ágil informação. Em caso de queda das ações, reflita se sua empresa realmente irá ter perdas sensíveis em decorrência da notícia que estará afetando o mercado.

Finalmente, esteja atento às análises. As boas corretoras oferecem preciosas informações sobre as expectativas para as principais ações. Explore o conteúdo do site de sua corretora e também daquelas em que você não possui conta. Desconfie de opiniões divergentes.

Nosso momento econômico é benéfico para todas as empresas e as expectativas para os próximos anos apontam para o fortalecimento deste cenário. Porém, recomendo atenção à tendência do dólar, ainda com forte resistência de alta, mas que pode surpreender caso a turbulência que citei seja mais forte que o esperado. Ao invés de especular sobre a possibilidade de investir em moeda, pense na possibilidade de investir nas empresas exportadoras. Pequenas variações no câmbio podem multiplicar variações bem maiores nos resultados dessas empresas. Bons investimentos em 2006!

(Gazeta Mercantil, Caderno C, Pág. 7, Gustavo Cerbasi - Consultor financeiro pessoal e autor de: Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem e Casais Inteligentes Enriquecem Juntos)

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Dicas para investir em 2006

23 de Dezembro de 2005 - Daqui a uma semana iniciaremos um ano interessante do ponto de vista dos investimentos. Já fico impressionado com a diversidade de opiniões a respeito do comportamento esperado para o mercado de ações, profetizando tanto o céu quanto o inferno para os investidores mais arrojados.

Um certo pessimismo é alardeado por especuladores de plantão, que comprovam estatisticamente que anos eleitorais costumam provocar sustos nos mercados e desastres nas carteiras de incautos investidores iniciantes. Cabe lembrar que em eleições anteriores havia a ameaça de uma oposição que pregava a necessidade de mudanças radicais nas regras de mercado, o que naturalmente causava arrepios até nos investidores mais otimistas.

Essa oposição assumiu o comando, não justificou os temores e provou que temos instituições suficientemente sólidas balizando o funcionamento de nossos mercados. Temos, então, a aproximação de uma eleição que traz uma interessante novidade: ou o atual governo reelege-se para dar continuidade ao que vem fazendo, ou a oposição retoma o poder e um programa econômico que não foi interrompido nas mãos do atual governo. Pela primeira vez em décadas, temos uma eleição em que a oposição prega o mesmo discurso da situação - o que quer dizer que, até que enfim, podemos esperar um certo continuísmo das urnas, pelo menos do ponto de vista econômico.

Os efeitos desta otimista perspectiva para 2007 são muito benéficos para os investidores. O ano de eleições não significará uma interrupção de projetos e planos de longo prazo. Não ocorrendo nenhum choque imprevisto e extremo como em 11 de setembro de 2001, até o mais pessimista dos analistas prevê meses de crescimento, queda de juros e estabilidade. Numa visão abrangente, um ano bom para as empresas, bom para novos investimentos em ações, propício para que mais empresas abram seu capital na Bolsa para um novo ciclo de crescimento.

Porém, não se deve desprezar um aspecto negativo típico de qualquer ano eleitoral. O ano de 2006 será repleto de mentiras, boatos e desmentidos nos diversos veículos de comunicação, o que deverá causar maior volatilidade nos mercados. Todos sabemos que, em clima de especulação, a volatilidade decorrente de clima de boataria apenas beneficia especuladores. Não resta dúvida, portanto, de que 2006 será um ano único para oportunistas que visam ao lucro rápido. As altas e baixas são esperadas e freqüentes, propiciando oportunidades nos mercados de opções e exigindo dos investidores com visão de longo prazo um estômago forte.

Por estas razões, vejo iniciar-se um ano de oportunidades. Para os investidores de longo prazo, recomendo atenção às fortes quedas especulativas, quando deverão ser concentradas as compras de papéis ou aportes em fundos. Para os especuladores e devotos das opções, crescerá o número de alternativas. Adicionalmente, novos lançamentos farão a alegria de pequenos e grandes investidores. Nada mau para um período de queda de juros, quando os investimentos mais populares ficam menos atrativos.

Algumas regras de ouro do bom investidor em ações devem ser reforçadas neste período. A primeira delas, é manter a calma em caso de queda de preços. Se perder dinheiro com uma escolha em momento ruim, prepare-se para novas compras durante as baixas para garantir maior ganho médio.

Segunda regra, não concentre demais seus investimentos, diversifique entre pelo menos cinco empresas, preferencialmente de diferentes setores. Se alguma empresa for alvo de boatarias, você certamente não gostará de ter a maior parte de seus recursos investidos nela. Cuidado ao investir em setores que podem sofrer forte influência do governo, principalmente aqueles cujos produtos ou serviços vendidos têm seus preços dependentes de contratos.

Terceira regra, mantenha-se informado sobre as empresas em que investe, afinal você é um dos donos dela. Jornais, revistas e internet trazem farta e ágil informação. Em caso de queda das ações, reflita se sua empresa realmente irá ter perdas sensíveis em decorrência da notícia que estará afetando o mercado.

Finalmente, esteja atento às análises. As boas corretoras oferecem preciosas informações sobre as expectativas para as principais ações. Explore o conteúdo do site de sua corretora e também daquelas em que você não possui conta. Desconfie de opiniões divergentes.

Nosso momento econômico é benéfico para todas as empresas e as expectativas para os próximos anos apontam para o fortalecimento deste cenário. Porém, recomendo atenção à tendência do dólar, ainda com forte resistência de alta, mas que pode surpreender caso a turbulência que citei seja mais forte que o esperado. Ao invés de especular sobre a possibilidade de investir em moeda, pense na possibilidade de investir nas empresas exportadoras. Pequenas variações no câmbio podem multiplicar variações bem maiores nos resultados dessas empresas. Bons investimentos em 2006!

(Gazeta Mercantil, Caderno C, Pág. 7, Gustavo Cerbasi - Consultor financeiro pessoal e autor de: Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem e Casais Inteligentes Enriquecem Juntos)

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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Siderurgia e Mineração: Fator traça suas perspectivas para os setores em 2006

Por: Cauê Todeschini de Assunção
21/12/05 - 13h32
InfoMoney

SÃO PAULO - Em relatório divulgado recentemente, os analistas da Fator Corretora traçaram perspectivas nada otimistas para o desempenho dos setores de siderurgia e mineração em 2006, com recomendação de posicionamento abaixo do mercado.

Para a corretora, 2006 deve ser mais um ano fraco para as siderúrgicas. O crescimento chinês seguirá como principal driver do mercado internacional, enquanto, no plano interno, a demanda deve seguir reduzida.

Em relação às mineradoras, a confirmação de um reajuste de 15% a 20% nos preços do minério de ferro para 2006 não deve impulsionar os papéis de forma significativa, mas a expectativa de queda dos mesmos no ano seguinte pode prejudicá-los.

Siderurgia: preferência por longos
No cenário externo, a corretora acredita que notícias sobre a consolidação do setor siderúrgico podem trazer certo ânimo às ações, no entanto, a expectativa é de que a China continue sendo o principal driver do setor, elevando os temores de um excesso de oferta.

Internamente, a demanda deve continuar reduzida, tanto pelo processo de redução dos níveis de estoques quanto pela desaceleração da economia. Além disso, a queda dos preços no cenário externo e a apreciação do câmbio devem pressionar os preços domésticos.

A recomendação da corretora é de posicionamento abaixo do mercado para o segmento de aços planos e acima do mercado no de longos, uma vez que estes tendem a se beneficiar mais rapidamente da retomada da atividade e da queda das taxas de juros.

Mineradoras: abaixo do mercado
Para as mineradoras, a recomendação da Fator é de posicionamento abaixo do mercado no ano que vem. As apostas de aumento dos preços do minério de ferro já teriam sido precificadas pelo mercado e a confirmação não deve mexer muito com os papéis.

Por outro lado, a expectativa é de que os preços da commodity recuem em 2007, o que deve trazer certa turbulência ao mercado. Outro fator de pressão sobre as empresas é a recente apreciação cambial.

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Siderurgia e Mineração: Fator traça suas perspectivas para os setores em 2006

Por: Cauê Todeschini de Assunção
21/12/05 - 13h32
InfoMoney

SÃO PAULO - Em relatório divulgado recentemente, os analistas da Fator Corretora traçaram perspectivas nada otimistas para o desempenho dos setores de siderurgia e mineração em 2006, com recomendação de posicionamento abaixo do mercado.

Para a corretora, 2006 deve ser mais um ano fraco para as siderúrgicas. O crescimento chinês seguirá como principal driver do mercado internacional, enquanto, no plano interno, a demanda deve seguir reduzida.

Em relação às mineradoras, a confirmação de um reajuste de 15% a 20% nos preços do minério de ferro para 2006 não deve impulsionar os papéis de forma significativa, mas a expectativa de queda dos mesmos no ano seguinte pode prejudicá-los.

Siderurgia: preferência por longos
No cenário externo, a corretora acredita que notícias sobre a consolidação do setor siderúrgico podem trazer certo ânimo às ações, no entanto, a expectativa é de que a China continue sendo o principal driver do setor, elevando os temores de um excesso de oferta.

Internamente, a demanda deve continuar reduzida, tanto pelo processo de redução dos níveis de estoques quanto pela desaceleração da economia. Além disso, a queda dos preços no cenário externo e a apreciação do câmbio devem pressionar os preços domésticos.

A recomendação da corretora é de posicionamento abaixo do mercado para o segmento de aços planos e acima do mercado no de longos, uma vez que estes tendem a se beneficiar mais rapidamente da retomada da atividade e da queda das taxas de juros.

Mineradoras: abaixo do mercado
Para as mineradoras, a recomendação da Fator é de posicionamento abaixo do mercado no ano que vem. As apostas de aumento dos preços do minério de ferro já teriam sido precificadas pelo mercado e a confirmação não deve mexer muito com os papéis.

Por outro lado, a expectativa é de que os preços da commodity recuem em 2007, o que deve trazer certa turbulência ao mercado. Outro fator de pressão sobre as empresas é a recente apreciação cambial.

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Siderurgia e Mineração: Fator traça suas perspectivas para os setores em 2006

Por: Cauê Todeschini de Assunção
21/12/05 - 13h32
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SÃO PAULO - Em relatório divulgado recentemente, os analistas da Fator Corretora traçaram perspectivas nada otimistas para o desempenho dos setores de siderurgia e mineração em 2006, com recomendação de posicionamento abaixo do mercado.

Para a corretora, 2006 deve ser mais um ano fraco para as siderúrgicas. O crescimento chinês seguirá como principal driver do mercado internacional, enquanto, no plano interno, a demanda deve seguir reduzida.

Em relação às mineradoras, a confirmação de um reajuste de 15% a 20% nos preços do minério de ferro para 2006 não deve impulsionar os papéis de forma significativa, mas a expectativa de queda dos mesmos no ano seguinte pode prejudicá-los.

Siderurgia: preferência por longos
No cenário externo, a corretora acredita que notícias sobre a consolidação do setor siderúrgico podem trazer certo ânimo às ações, no entanto, a expectativa é de que a China continue sendo o principal driver do setor, elevando os temores de um excesso de oferta.

Internamente, a demanda deve continuar reduzida, tanto pelo processo de redução dos níveis de estoques quanto pela desaceleração da economia. Além disso, a queda dos preços no cenário externo e a apreciação do câmbio devem pressionar os preços domésticos.

A recomendação da corretora é de posicionamento abaixo do mercado para o segmento de aços planos e acima do mercado no de longos, uma vez que estes tendem a se beneficiar mais rapidamente da retomada da atividade e da queda das taxas de juros.

Mineradoras: abaixo do mercado
Para as mineradoras, a recomendação da Fator é de posicionamento abaixo do mercado no ano que vem. As apostas de aumento dos preços do minério de ferro já teriam sido precificadas pelo mercado e a confirmação não deve mexer muito com os papéis.

Por outro lado, a expectativa é de que os preços da commodity recuem em 2007, o que deve trazer certa turbulência ao mercado. Outro fator de pressão sobre as empresas é a recente apreciação cambial.

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Papéis da Rossi dispararam na Bovespa, com notícia de oferta primária e secundária

Por: Camila Schoti
21/12/05 - 19h36
InfoMoney

SÃO PAULO - Os papéis ordinários da Rossi Residencial (RSID3), que já acumulam alta de mais de 250% este ano, dispararam na Bovespa nesta tarde com a notícia de que a companhia deverá realizar oferta primária e secundária de ações, com o objetivo de elevar seu free float para atingir, no mínimo, 25% do seu capital total e votante.

Os analistas da Fator Corretora ressaltam que o setor de construção civil passa por bom momento desde a bem sucedida oferta pública da Cyrela Brasil Realty, que aumentou significativamente o interesse dos investidores pelo segmento. Além disso, a corretora descreve boas perspectivas para o setor em 2006.

Operação deve ocorrer entre janeiro e fevereiro
De acordo com os analistas, a operação já era esperada pelo mercado, devido à exigência da Bovespa quanto à quantia mínima de 25% de free float para a companhia ingressar no Novo Mercado. Atualmente, a Rossi tem apenas 8,5% de seu capital em circulação, e o prazo final para atingir o nível mínimo é fevereiro de 2006.

Sendo assim, a Fator afirma que a operação deverá ocorrer entre janeiro e fevereiro do próximo ano, sob o formato de oferta primária, quando a Rossi deverá emitir novas ações no mercado, e oferta secundária, em que os controladores devem disponibilizar parte de suas ações ao mercado.

Saiba mais sobre a empresa
A Rossi Residencial é uma companhia incorporadora que tem atuação em todas as fases de um empreendimento imobiliário, de forma que está presente desde a prospecção de terrenos até o repasse dos financiamentos para os bancos.

A companhia atua no segmento comercial e residencial, sendo que neste segundo, tem o foco voltado para a classe média e alta. Está presente nos mercados de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Porto Alegre e os analistas da Fator vêem como positiva a diversificação dos negócios e da localização, por deixar a companhia menos suscetível às variações nos ciclos de cada um dos nichos em que atua.

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Papéis da Rossi dispararam na Bovespa, com notícia de oferta primária e secundária

Por: Camila Schoti
21/12/05 - 19h36
InfoMoney

SÃO PAULO - Os papéis ordinários da Rossi Residencial (RSID3), que já acumulam alta de mais de 250% este ano, dispararam na Bovespa nesta tarde com a notícia de que a companhia deverá realizar oferta primária e secundária de ações, com o objetivo de elevar seu free float para atingir, no mínimo, 25% do seu capital total e votante.

Os analistas da Fator Corretora ressaltam que o setor de construção civil passa por bom momento desde a bem sucedida oferta pública da Cyrela Brasil Realty, que aumentou significativamente o interesse dos investidores pelo segmento. Além disso, a corretora descreve boas perspectivas para o setor em 2006.

Operação deve ocorrer entre janeiro e fevereiro
De acordo com os analistas, a operação já era esperada pelo mercado, devido à exigência da Bovespa quanto à quantia mínima de 25% de free float para a companhia ingressar no Novo Mercado. Atualmente, a Rossi tem apenas 8,5% de seu capital em circulação, e o prazo final para atingir o nível mínimo é fevereiro de 2006.

Sendo assim, a Fator afirma que a operação deverá ocorrer entre janeiro e fevereiro do próximo ano, sob o formato de oferta primária, quando a Rossi deverá emitir novas ações no mercado, e oferta secundária, em que os controladores devem disponibilizar parte de suas ações ao mercado.

Saiba mais sobre a empresa
A Rossi Residencial é uma companhia incorporadora que tem atuação em todas as fases de um empreendimento imobiliário, de forma que está presente desde a prospecção de terrenos até o repasse dos financiamentos para os bancos.

A companhia atua no segmento comercial e residencial, sendo que neste segundo, tem o foco voltado para a classe média e alta. Está presente nos mercados de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Porto Alegre e os analistas da Fator vêem como positiva a diversificação dos negócios e da localização, por deixar a companhia menos suscetível às variações nos ciclos de cada um dos nichos em que atua.

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Papéis da Rossi dispararam na Bovespa, com notícia de oferta primária e secundária

Por: Camila Schoti
21/12/05 - 19h36
InfoMoney

SÃO PAULO - Os papéis ordinários da Rossi Residencial (RSID3), que já acumulam alta de mais de 250% este ano, dispararam na Bovespa nesta tarde com a notícia de que a companhia deverá realizar oferta primária e secundária de ações, com o objetivo de elevar seu free float para atingir, no mínimo, 25% do seu capital total e votante.

Os analistas da Fator Corretora ressaltam que o setor de construção civil passa por bom momento desde a bem sucedida oferta pública da Cyrela Brasil Realty, que aumentou significativamente o interesse dos investidores pelo segmento. Além disso, a corretora descreve boas perspectivas para o setor em 2006.

Operação deve ocorrer entre janeiro e fevereiro
De acordo com os analistas, a operação já era esperada pelo mercado, devido à exigência da Bovespa quanto à quantia mínima de 25% de free float para a companhia ingressar no Novo Mercado. Atualmente, a Rossi tem apenas 8,5% de seu capital em circulação, e o prazo final para atingir o nível mínimo é fevereiro de 2006.

Sendo assim, a Fator afirma que a operação deverá ocorrer entre janeiro e fevereiro do próximo ano, sob o formato de oferta primária, quando a Rossi deverá emitir novas ações no mercado, e oferta secundária, em que os controladores devem disponibilizar parte de suas ações ao mercado.

Saiba mais sobre a empresa
A Rossi Residencial é uma companhia incorporadora que tem atuação em todas as fases de um empreendimento imobiliário, de forma que está presente desde a prospecção de terrenos até o repasse dos financiamentos para os bancos.

A companhia atua no segmento comercial e residencial, sendo que neste segundo, tem o foco voltado para a classe média e alta. Está presente nos mercados de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Porto Alegre e os analistas da Fator vêem como positiva a diversificação dos negócios e da localização, por deixar a companhia menos suscetível às variações nos ciclos de cada um dos nichos em que atua.

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Ofertas de ações 2005

Por: Waldeli Azevedo
21/12/05 - 17h53
InfoMoney

SÃO PAULO - A InfoMoney, em iniciativa inédita, divulgou nesta quarta-feira, dia 21, o seu Ranking de Ofertas de Ações 2005. Os principais destaques foram: Gol Linhas Aéreas Inteligentes, com seis premiações no total, Nossa Caixa e Cosan (com cinco prêmios) e Cyrela, com três prêmios recebidos. As empresas comentam os resultados e destacam suas perspectivas para 2006.

Gol: duas ofertas públicas de ações em dois anos
A companhia aérea brasileira fez, em dois anos, duas ofertas públicas de ações - R$ 878 milhões em 2004 e R$ 594 milhões em 2005. Ambas tiveram boa aceitação pelo público, lembrando que a oferta de 2004 concentrou o maior número de investidores (12.380) dentre as recentes ofertas no Brasil, recorde que deve ser quebrado pela recente transação da UOL.

Já a oferta de 2005 foi a única, entre todas as classificadas na premiação InfoMoney, que foi premiada nas seis categorias em que concorreu, evidenciando a boa aceitação da oferta tanto entre as corretoras quanto entre a base investidora.

Nossa Caixa: destaque para amplitude da oferta
A Nossa Caixa atribui o bom resultado no Ranking 2005 ao tamanho e à amplitude da oferta, que ganhou também o Prêmio Bovespa como a mais pulverizada. "A operação também contou com uma ampla divulgação, foi preparada com grande antecedência e contou com uma equipe (interna e externa) muito dedicada e competente", destaca Rubens Sardenberg, Diretor de Finanças e Relações Internacionais da companhia.

Como pontos positivos da oferta, a empresa se denomina a primeira e, por enquanto, única instituição financeira no Novo Mercado da Bovespa. "Trata-se de um banco público aderindo ao novo mercado, com uma única classe de ações e elevados padrões de governança corporativa", define o executivo.

Em relação às conquistas de 2005, a empresa cita, além da abertura de capital, a implementação do seu plano estratégico com implantação de novos produtos e ampliação da carteira de crédito.

Diante dos resultados, as perspectivas para o ano de 2006 são positivas. As principais metas são de seguir na ampliação de produtos, no crescimento da carteira de crédito e na receita de serviços.

Cosan: aposta no crescimento do setor
A Cosan reiterou que sua transação foi a maior oferta de uma empresa não financeira na segunda metade do ano. Guilherme de Almeida Prado, gerente de Relações com Investidores, destaca que houve, neste ano, grande demanda por parte dos investidores nacionais e estrangeiros (tanto institucionais quanto pessoas físicas). "Os 100% de oferta primária mostraram a confiança dos acionistas no setor e no potencial de crescimento no curto, médio e longo prazos".

Como ponto de destaque da oferta, a Cosan conseguiu gerar "demanda grande e qualificada", mostrando a empresa e o setor aos estrangeiros. Conseguiu ainda conscientizar a comunidade quanto ao futuro do segmento de açúcar e álcool. "O Brasil e a Cosan têm posição estratégica em açúcar e álcool, com preço competitivo", afirmou o executivo.

O gerente de Relações com os Investidores define ainda que o IPO foi resultado de um trabalho de longo prazo, iniciado em 2004, quando foi a Cosan foi a primeira empresa do setor agrícola na emissão de bonds.

Para 2006, a empresa destaca que a tendência de crescimento do consumo mundial de açúcar e álcool é bastante favorável. "Misturar álcool na gasolina tem sido uma tendência mundial. No Brasil já é uma realidade, com o consumo superaquecido, em razão das vendas dos carros bicombustíveis, em franco crescimento", esclarece.

"O fato de as pessoas passarem a consumir mais produtos industrializados leva ao crescimento da demanda por açúcar, e a oferta deste produto, em termos mundiais, depende do Brasil".

Cyrela: atendimento a todos os tipos de investidores
De acordo com Luis Largman, Diretor Financeiro e de Relações com Mercado da Cyrela, o volume da oferta publica de ações, bem como o atendimento da demanda de todos os tipos de investidores (locais e estrangeiros) foi bastante adequado. "O free-float da empresa já é superior a 47% do seu valor de mercado", esclarece.

A reestruturação societária entre a Cyrela e a Brazil Realty, que resultou na Cyrela Brazil Realty, foi também fundamental para a preparação da oferta em moldes adequados para o mercado.

Largman destaca que esta foi a primeira grande oferta no setor imobiliário a nível nacional e internacional. Foi também a primeira oferta pública, que apresentou mudança de intervalo de precificação da ação devido à forte demanda.

Em relação às conquistas de 2005, o executivo define que, para os investidores, se referem à entrada da empresa no Novo Mercado, que implicou em um regime de governança corporativa muito forte. Já para a empresa, estão relacionadas à conquista de novos acionistas, a quem "esperam corresponder a todas as expectativas. Para 2006, a estratégia da empresa é dar continuidade ao planejamento de longo prazo.

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Ofertas de ações 2005

Por: Waldeli Azevedo
21/12/05 - 17h53
InfoMoney

SÃO PAULO - A InfoMoney, em iniciativa inédita, divulgou nesta quarta-feira, dia 21, o seu Ranking de Ofertas de Ações 2005. Os principais destaques foram: Gol Linhas Aéreas Inteligentes, com seis premiações no total, Nossa Caixa e Cosan (com cinco prêmios) e Cyrela, com três prêmios recebidos. As empresas comentam os resultados e destacam suas perspectivas para 2006.

Gol: duas ofertas públicas de ações em dois anos
A companhia aérea brasileira fez, em dois anos, duas ofertas públicas de ações - R$ 878 milhões em 2004 e R$ 594 milhões em 2005. Ambas tiveram boa aceitação pelo público, lembrando que a oferta de 2004 concentrou o maior número de investidores (12.380) dentre as recentes ofertas no Brasil, recorde que deve ser quebrado pela recente transação da UOL.

Já a oferta de 2005 foi a única, entre todas as classificadas na premiação InfoMoney, que foi premiada nas seis categorias em que concorreu, evidenciando a boa aceitação da oferta tanto entre as corretoras quanto entre a base investidora.

Nossa Caixa: destaque para amplitude da oferta
A Nossa Caixa atribui o bom resultado no Ranking 2005 ao tamanho e à amplitude da oferta, que ganhou também o Prêmio Bovespa como a mais pulverizada. "A operação também contou com uma ampla divulgação, foi preparada com grande antecedência e contou com uma equipe (interna e externa) muito dedicada e competente", destaca Rubens Sardenberg, Diretor de Finanças e Relações Internacionais da companhia.

Como pontos positivos da oferta, a empresa se denomina a primeira e, por enquanto, única instituição financeira no Novo Mercado da Bovespa. "Trata-se de um banco público aderindo ao novo mercado, com uma única classe de ações e elevados padrões de governança corporativa", define o executivo.

Em relação às conquistas de 2005, a empresa cita, além da abertura de capital, a implementação do seu plano estratégico com implantação de novos produtos e ampliação da carteira de crédito.

Diante dos resultados, as perspectivas para o ano de 2006 são positivas. As principais metas são de seguir na ampliação de produtos, no crescimento da carteira de crédito e na receita de serviços.

Cosan: aposta no crescimento do setor
A Cosan reiterou que sua transação foi a maior oferta de uma empresa não financeira na segunda metade do ano. Guilherme de Almeida Prado, gerente de Relações com Investidores, destaca que houve, neste ano, grande demanda por parte dos investidores nacionais e estrangeiros (tanto institucionais quanto pessoas físicas). "Os 100% de oferta primária mostraram a confiança dos acionistas no setor e no potencial de crescimento no curto, médio e longo prazos".

Como ponto de destaque da oferta, a Cosan conseguiu gerar "demanda grande e qualificada", mostrando a empresa e o setor aos estrangeiros. Conseguiu ainda conscientizar a comunidade quanto ao futuro do segmento de açúcar e álcool. "O Brasil e a Cosan têm posição estratégica em açúcar e álcool, com preço competitivo", afirmou o executivo.

O gerente de Relações com os Investidores define ainda que o IPO foi resultado de um trabalho de longo prazo, iniciado em 2004, quando foi a Cosan foi a primeira empresa do setor agrícola na emissão de bonds.

Para 2006, a empresa destaca que a tendência de crescimento do consumo mundial de açúcar e álcool é bastante favorável. "Misturar álcool na gasolina tem sido uma tendência mundial. No Brasil já é uma realidade, com o consumo superaquecido, em razão das vendas dos carros bicombustíveis, em franco crescimento", esclarece.

"O fato de as pessoas passarem a consumir mais produtos industrializados leva ao crescimento da demanda por açúcar, e a oferta deste produto, em termos mundiais, depende do Brasil".

Cyrela: atendimento a todos os tipos de investidores
De acordo com Luis Largman, Diretor Financeiro e de Relações com Mercado da Cyrela, o volume da oferta publica de ações, bem como o atendimento da demanda de todos os tipos de investidores (locais e estrangeiros) foi bastante adequado. "O free-float da empresa já é superior a 47% do seu valor de mercado", esclarece.

A reestruturação societária entre a Cyrela e a Brazil Realty, que resultou na Cyrela Brazil Realty, foi também fundamental para a preparação da oferta em moldes adequados para o mercado.

Largman destaca que esta foi a primeira grande oferta no setor imobiliário a nível nacional e internacional. Foi também a primeira oferta pública, que apresentou mudança de intervalo de precificação da ação devido à forte demanda.

Em relação às conquistas de 2005, o executivo define que, para os investidores, se referem à entrada da empresa no Novo Mercado, que implicou em um regime de governança corporativa muito forte. Já para a empresa, estão relacionadas à conquista de novos acionistas, a quem "esperam corresponder a todas as expectativas. Para 2006, a estratégia da empresa é dar continuidade ao planejamento de longo prazo.

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Ofertas de ações 2005

Por: Waldeli Azevedo
21/12/05 - 17h53
InfoMoney

SÃO PAULO - A InfoMoney, em iniciativa inédita, divulgou nesta quarta-feira, dia 21, o seu Ranking de Ofertas de Ações 2005. Os principais destaques foram: Gol Linhas Aéreas Inteligentes, com seis premiações no total, Nossa Caixa e Cosan (com cinco prêmios) e Cyrela, com três prêmios recebidos. As empresas comentam os resultados e destacam suas perspectivas para 2006.

Gol: duas ofertas públicas de ações em dois anos
A companhia aérea brasileira fez, em dois anos, duas ofertas públicas de ações - R$ 878 milhões em 2004 e R$ 594 milhões em 2005. Ambas tiveram boa aceitação pelo público, lembrando que a oferta de 2004 concentrou o maior número de investidores (12.380) dentre as recentes ofertas no Brasil, recorde que deve ser quebrado pela recente transação da UOL.

Já a oferta de 2005 foi a única, entre todas as classificadas na premiação InfoMoney, que foi premiada nas seis categorias em que concorreu, evidenciando a boa aceitação da oferta tanto entre as corretoras quanto entre a base investidora.

Nossa Caixa: destaque para amplitude da oferta
A Nossa Caixa atribui o bom resultado no Ranking 2005 ao tamanho e à amplitude da oferta, que ganhou também o Prêmio Bovespa como a mais pulverizada. "A operação também contou com uma ampla divulgação, foi preparada com grande antecedência e contou com uma equipe (interna e externa) muito dedicada e competente", destaca Rubens Sardenberg, Diretor de Finanças e Relações Internacionais da companhia.

Como pontos positivos da oferta, a empresa se denomina a primeira e, por enquanto, única instituição financeira no Novo Mercado da Bovespa. "Trata-se de um banco público aderindo ao novo mercado, com uma única classe de ações e elevados padrões de governança corporativa", define o executivo.

Em relação às conquistas de 2005, a empresa cita, além da abertura de capital, a implementação do seu plano estratégico com implantação de novos produtos e ampliação da carteira de crédito.

Diante dos resultados, as perspectivas para o ano de 2006 são positivas. As principais metas são de seguir na ampliação de produtos, no crescimento da carteira de crédito e na receita de serviços.

Cosan: aposta no crescimento do setor
A Cosan reiterou que sua transação foi a maior oferta de uma empresa não financeira na segunda metade do ano. Guilherme de Almeida Prado, gerente de Relações com Investidores, destaca que houve, neste ano, grande demanda por parte dos investidores nacionais e estrangeiros (tanto institucionais quanto pessoas físicas). "Os 100% de oferta primária mostraram a confiança dos acionistas no setor e no potencial de crescimento no curto, médio e longo prazos".

Como ponto de destaque da oferta, a Cosan conseguiu gerar "demanda grande e qualificada", mostrando a empresa e o setor aos estrangeiros. Conseguiu ainda conscientizar a comunidade quanto ao futuro do segmento de açúcar e álcool. "O Brasil e a Cosan têm posição estratégica em açúcar e álcool, com preço competitivo", afirmou o executivo.

O gerente de Relações com os Investidores define ainda que o IPO foi resultado de um trabalho de longo prazo, iniciado em 2004, quando foi a Cosan foi a primeira empresa do setor agrícola na emissão de bonds.

Para 2006, a empresa destaca que a tendência de crescimento do consumo mundial de açúcar e álcool é bastante favorável. "Misturar álcool na gasolina tem sido uma tendência mundial. No Brasil já é uma realidade, com o consumo superaquecido, em razão das vendas dos carros bicombustíveis, em franco crescimento", esclarece.

"O fato de as pessoas passarem a consumir mais produtos industrializados leva ao crescimento da demanda por açúcar, e a oferta deste produto, em termos mundiais, depende do Brasil".

Cyrela: atendimento a todos os tipos de investidores
De acordo com Luis Largman, Diretor Financeiro e de Relações com Mercado da Cyrela, o volume da oferta publica de ações, bem como o atendimento da demanda de todos os tipos de investidores (locais e estrangeiros) foi bastante adequado. "O free-float da empresa já é superior a 47% do seu valor de mercado", esclarece.

A reestruturação societária entre a Cyrela e a Brazil Realty, que resultou na Cyrela Brazil Realty, foi também fundamental para a preparação da oferta em moldes adequados para o mercado.

Largman destaca que esta foi a primeira grande oferta no setor imobiliário a nível nacional e internacional. Foi também a primeira oferta pública, que apresentou mudança de intervalo de precificação da ação devido à forte demanda.

Em relação às conquistas de 2005, o executivo define que, para os investidores, se referem à entrada da empresa no Novo Mercado, que implicou em um regime de governança corporativa muito forte. Já para a empresa, estão relacionadas à conquista de novos acionistas, a quem "esperam corresponder a todas as expectativas. Para 2006, a estratégia da empresa é dar continuidade ao planejamento de longo prazo.

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Garantido o direito da Vale sobre minério de ferro excedente de mina da CSN

Por: Rodolfo Amstalden
20/12/05 - 16h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Em mais um capítulo da briga entre a Vale do Rio Doce e a CSN, melhor para a mineradora. Nesta terça-feira, 20 de dezembro, o TRF (Tribunal Regional Federal) de Brasília garantiu que a Vale possa adquirir o excedente de minério de ferro da mina de Casa de Pedra.

O direito de compra fora questionado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com base nos protestos da CSN. Para o presidente da siderúrgica, Benjamin Steinbruch, a Vale inibe a concorrência no mercado doméstico e pratica preços abusivos.

Após a decisão judicial, as ações preferenciais classe A da Vale do Rio Doce registram leve valorização de 0,01%. Por outro lado, as ordinárias da CSN caem 0,35%.

O histórico da disputa
O acordo descrevendo o direito de preferência da Vale na compra do minério de Casa de Pedra não aproveitado pela CSN foi assinado em 2001. Anos depois, a siderúrgica passou a se interessar mais pelo mercado de minério de ferro e a criticar o que considera abusos de mercado praticados pela Vale.

Steinbruch já afirmou intenção de investir em Casa de Pedra. Mas condiciona os investimentos à livre possibilidade de comercializar sua produção. Já executivos da Vale argumentam que a CSN tenta valorizar a mina com o objetivo de vendê-la e anular o direito de preferência da principal mineradora nacional.

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Garantido o direito da Vale sobre minério de ferro excedente de mina da CSN

Por: Rodolfo Amstalden
20/12/05 - 16h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Em mais um capítulo da briga entre a Vale do Rio Doce e a CSN, melhor para a mineradora. Nesta terça-feira, 20 de dezembro, o TRF (Tribunal Regional Federal) de Brasília garantiu que a Vale possa adquirir o excedente de minério de ferro da mina de Casa de Pedra.

O direito de compra fora questionado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com base nos protestos da CSN. Para o presidente da siderúrgica, Benjamin Steinbruch, a Vale inibe a concorrência no mercado doméstico e pratica preços abusivos.

Após a decisão judicial, as ações preferenciais classe A da Vale do Rio Doce registram leve valorização de 0,01%. Por outro lado, as ordinárias da CSN caem 0,35%.

O histórico da disputa
O acordo descrevendo o direito de preferência da Vale na compra do minério de Casa de Pedra não aproveitado pela CSN foi assinado em 2001. Anos depois, a siderúrgica passou a se interessar mais pelo mercado de minério de ferro e a criticar o que considera abusos de mercado praticados pela Vale.

Steinbruch já afirmou intenção de investir em Casa de Pedra. Mas condiciona os investimentos à livre possibilidade de comercializar sua produção. Já executivos da Vale argumentam que a CSN tenta valorizar a mina com o objetivo de vendê-la e anular o direito de preferência da principal mineradora nacional.

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Garantido o direito da Vale sobre minério de ferro excedente de mina da CSN

Por: Rodolfo Amstalden
20/12/05 - 16h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Em mais um capítulo da briga entre a Vale do Rio Doce e a CSN, melhor para a mineradora. Nesta terça-feira, 20 de dezembro, o TRF (Tribunal Regional Federal) de Brasília garantiu que a Vale possa adquirir o excedente de minério de ferro da mina de Casa de Pedra.

O direito de compra fora questionado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com base nos protestos da CSN. Para o presidente da siderúrgica, Benjamin Steinbruch, a Vale inibe a concorrência no mercado doméstico e pratica preços abusivos.

Após a decisão judicial, as ações preferenciais classe A da Vale do Rio Doce registram leve valorização de 0,01%. Por outro lado, as ordinárias da CSN caem 0,35%.

O histórico da disputa
O acordo descrevendo o direito de preferência da Vale na compra do minério de Casa de Pedra não aproveitado pela CSN foi assinado em 2001. Anos depois, a siderúrgica passou a se interessar mais pelo mercado de minério de ferro e a criticar o que considera abusos de mercado praticados pela Vale.

Steinbruch já afirmou intenção de investir em Casa de Pedra. Mas condiciona os investimentos à livre possibilidade de comercializar sua produção. Já executivos da Vale argumentam que a CSN tenta valorizar a mina com o objetivo de vendê-la e anular o direito de preferência da principal mineradora nacional.

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Investindo em ações: analise a qualidade da empresa antes de aplicar seu dinheiro

Por: Equipe InfoMoney
20/12/05 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Com o bom desempenho do Ibovespa nos últimos três anos, acumulando uma valorização de quase 200%, muitos investidores têm gastado parte do seu tempo analisando quais são as ações que ainda apresentam bom potencial de alta, ou seja, quais são os papéis que "ficaram para trás" e ainda podem gerar bons ganhos.

Porém, este tipo de análise deve ser feito com cuidado, pois muitos papéis, apesar do sentimento positivo do mercado como um todo, não apresentaram motivo nenhum para subir, muitas vezes mostrando fundamentos que justificariam mesmo uma nova queda na suas cotações.

Erro comum
Muitos investidores, mesmo sem conhecer muito bem o mercado, acabam apostando em papéis de empresas "especulativas" para alocar seus investimentos. O que ocorre muitas vezes, embora existam empresas de menor porte e maior perfil de risco de excelente qualidade, é que estes investidores acabam perdendo dinheiro.

Este é um erro comum principalmente para quem está começando a investir na bolsa, pois muitas vezes a tentação de comprar uma ação que cai ou que sobe menos do que metade do Ibovespa é grande, já que o investidor acaba acreditando que existe um potencial de recuperação, o que muitas vezes não acontece.

Problema de liquidez
Pior do que deixar de ganhar dinheiro enquanto os outros investidores conseguem obter uma ótima rentabilidade com renda variável, é perder dinheiro. Para evitar isso, além de analisar os fundamentos da empresa, o investidor deve acompanhar também as condições de liquidez das ações, ou seja, o quanto elas negociam na bolsa.

A falta de liquidez pode ser observada em ações nas quais a diferença entre a oferta de compra e a oferta de venda é muito grande. Ou seja, quando você quiser comprar o papel pode pagar muito, mas quando quiser vender pode receber pouco. Neste sentido, procure evitar papéis de pouca liquidez, a não ser que você conheça e acredite no futuro da empresa e tenha uma perspectiva de investimento de longo prazo.

Algumas dicas
O ditado de que é mais fácil remar a favor da maré vale, sem dúvida alguma, na Bolsa de Valores. Quando investir, procure sempre analisar a qualidade da empresa e, a partir de uma lista de empresas pré-selecionadas, tente acompanhar e perceber quais têm maior potencial de valorização.

De fato, na maioria das vezes não adianta que a ação já tenha caído muito ou "ficado para trás" pois, se as perspectivas da empresa não forem positivas, dificilmente os papéis irão se recuperar. Que o digam os investidores que arriscaram investir durante ou mesmo no final da "bolha da internet", que possivelmente não conseguirão nunca recuperar as perdas.

Assim, antes de investir, analise as perspectivas da empresa e tente obter relatórios de analistas, que poderão dar uma visão mais clara do futuro da empresa. Acompanhe também as condições de liquidez das ações nas quais você está considerando investir seu dinheiro. Afinal de contas, no mundo dos investimentos nada pode ser pior do que correr os riscos de aplicar na bolsa e ainda perder dinheiro em um ano onde quase todos ganharam.

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Investindo em ações: analise a qualidade da empresa antes de aplicar seu dinheiro

Por: Equipe InfoMoney
20/12/05 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Com o bom desempenho do Ibovespa nos últimos três anos, acumulando uma valorização de quase 200%, muitos investidores têm gastado parte do seu tempo analisando quais são as ações que ainda apresentam bom potencial de alta, ou seja, quais são os papéis que "ficaram para trás" e ainda podem gerar bons ganhos.

Porém, este tipo de análise deve ser feito com cuidado, pois muitos papéis, apesar do sentimento positivo do mercado como um todo, não apresentaram motivo nenhum para subir, muitas vezes mostrando fundamentos que justificariam mesmo uma nova queda na suas cotações.

Erro comum
Muitos investidores, mesmo sem conhecer muito bem o mercado, acabam apostando em papéis de empresas "especulativas" para alocar seus investimentos. O que ocorre muitas vezes, embora existam empresas de menor porte e maior perfil de risco de excelente qualidade, é que estes investidores acabam perdendo dinheiro.

Este é um erro comum principalmente para quem está começando a investir na bolsa, pois muitas vezes a tentação de comprar uma ação que cai ou que sobe menos do que metade do Ibovespa é grande, já que o investidor acaba acreditando que existe um potencial de recuperação, o que muitas vezes não acontece.

Problema de liquidez
Pior do que deixar de ganhar dinheiro enquanto os outros investidores conseguem obter uma ótima rentabilidade com renda variável, é perder dinheiro. Para evitar isso, além de analisar os fundamentos da empresa, o investidor deve acompanhar também as condições de liquidez das ações, ou seja, o quanto elas negociam na bolsa.

A falta de liquidez pode ser observada em ações nas quais a diferença entre a oferta de compra e a oferta de venda é muito grande. Ou seja, quando você quiser comprar o papel pode pagar muito, mas quando quiser vender pode receber pouco. Neste sentido, procure evitar papéis de pouca liquidez, a não ser que você conheça e acredite no futuro da empresa e tenha uma perspectiva de investimento de longo prazo.

Algumas dicas
O ditado de que é mais fácil remar a favor da maré vale, sem dúvida alguma, na Bolsa de Valores. Quando investir, procure sempre analisar a qualidade da empresa e, a partir de uma lista de empresas pré-selecionadas, tente acompanhar e perceber quais têm maior potencial de valorização.

De fato, na maioria das vezes não adianta que a ação já tenha caído muito ou "ficado para trás" pois, se as perspectivas da empresa não forem positivas, dificilmente os papéis irão se recuperar. Que o digam os investidores que arriscaram investir durante ou mesmo no final da "bolha da internet", que possivelmente não conseguirão nunca recuperar as perdas.

Assim, antes de investir, analise as perspectivas da empresa e tente obter relatórios de analistas, que poderão dar uma visão mais clara do futuro da empresa. Acompanhe também as condições de liquidez das ações nas quais você está considerando investir seu dinheiro. Afinal de contas, no mundo dos investimentos nada pode ser pior do que correr os riscos de aplicar na bolsa e ainda perder dinheiro em um ano onde quase todos ganharam.

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Investindo em ações: analise a qualidade da empresa antes de aplicar seu dinheiro

Por: Equipe InfoMoney
20/12/05 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Com o bom desempenho do Ibovespa nos últimos três anos, acumulando uma valorização de quase 200%, muitos investidores têm gastado parte do seu tempo analisando quais são as ações que ainda apresentam bom potencial de alta, ou seja, quais são os papéis que "ficaram para trás" e ainda podem gerar bons ganhos.

Porém, este tipo de análise deve ser feito com cuidado, pois muitos papéis, apesar do sentimento positivo do mercado como um todo, não apresentaram motivo nenhum para subir, muitas vezes mostrando fundamentos que justificariam mesmo uma nova queda na suas cotações.

Erro comum
Muitos investidores, mesmo sem conhecer muito bem o mercado, acabam apostando em papéis de empresas "especulativas" para alocar seus investimentos. O que ocorre muitas vezes, embora existam empresas de menor porte e maior perfil de risco de excelente qualidade, é que estes investidores acabam perdendo dinheiro.

Este é um erro comum principalmente para quem está começando a investir na bolsa, pois muitas vezes a tentação de comprar uma ação que cai ou que sobe menos do que metade do Ibovespa é grande, já que o investidor acaba acreditando que existe um potencial de recuperação, o que muitas vezes não acontece.

Problema de liquidez
Pior do que deixar de ganhar dinheiro enquanto os outros investidores conseguem obter uma ótima rentabilidade com renda variável, é perder dinheiro. Para evitar isso, além de analisar os fundamentos da empresa, o investidor deve acompanhar também as condições de liquidez das ações, ou seja, o quanto elas negociam na bolsa.

A falta de liquidez pode ser observada em ações nas quais a diferença entre a oferta de compra e a oferta de venda é muito grande. Ou seja, quando você quiser comprar o papel pode pagar muito, mas quando quiser vender pode receber pouco. Neste sentido, procure evitar papéis de pouca liquidez, a não ser que você conheça e acredite no futuro da empresa e tenha uma perspectiva de investimento de longo prazo.

Algumas dicas
O ditado de que é mais fácil remar a favor da maré vale, sem dúvida alguma, na Bolsa de Valores. Quando investir, procure sempre analisar a qualidade da empresa e, a partir de uma lista de empresas pré-selecionadas, tente acompanhar e perceber quais têm maior potencial de valorização.

De fato, na maioria das vezes não adianta que a ação já tenha caído muito ou "ficado para trás" pois, se as perspectivas da empresa não forem positivas, dificilmente os papéis irão se recuperar. Que o digam os investidores que arriscaram investir durante ou mesmo no final da "bolha da internet", que possivelmente não conseguirão nunca recuperar as perdas.

Assim, antes de investir, analise as perspectivas da empresa e tente obter relatórios de analistas, que poderão dar uma visão mais clara do futuro da empresa. Acompanhe também as condições de liquidez das ações nas quais você está considerando investir seu dinheiro. Afinal de contas, no mundo dos investimentos nada pode ser pior do que correr os riscos de aplicar na bolsa e ainda perder dinheiro em um ano onde quase todos ganharam.

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Muito além do valor justo atribuído a um papel

Mohamed Mourabet, Valor Online

Desde que comecei a exercer a função de gestor de renda variável em países emergentes, há 14 anos, sempre me intrigou, o uso sistemático e incondicional dos DCFs (Modelos de Fluxo de Caixa Descontado) pela maioria dos analistas e gestores de fundos na avaliação do potencial de valorização de ações. O DCF é um modelo de avaliação de empresas baseado na projeção dos fluxos de caixa futuros e perpétuos, estes trazidos a valor presente usando-se uma determinada taxa de desconto.

Essa metodologia é uma espécie de analogia à sistemática utilizada na hora de definir o preço de ativos de renda fixa. Sem invalidar o uso dos DCFs como um exercício de avaliação de empresas e plataforma de comunicação entre analistas, gostaria de levantar três pontos fundamentais que limitam a eficácia desta ferramenta de análise na tomada de decisões de investimento em ativos de renda variável:

1) O fator "Tempo": Quem utiliza os DCFs precisa definir diversas premissas para o futuro, entre elas: a projeção de crescimento para a empresa no período explícito (geralmente os próximos três anos), a estimativa de crescimento para o período de transição (do terceiro ano ao décimo), a taxa projetada de crescimento para a perpetuidade (do décimo ano em diante) e, por fim, a taxa de desconto que deverá ser aplicada a todo o fluxo de caixa futuro. Vale ressaltar que esta taxa deve contemplar entre outras estimativas o risco-país e o prêmio de risco do mercado acionário.

Tudo isso parece interessante e útil porque, nesse processo, alguns pontos importantes para a dinâmica da empresa são analisados e discutidos. Porém, nesta metodologia, mais de 60% (chegando a 90%, dependendo do setor) do valor de uma empresa - e conseqüentemente o seu potencial de valorização - depende da atribuição do "valor da empresa na perpetuidade". As premissas atribuídas ao longo prazo (a partir do décimo ano) são especialmente críticas para este tipo de modelo.

Em uma análise simples: uma empresa que pagasse um dividendo anual de R$ 10,00 com uma taxa de desconto de 10% ao ano e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 5% ao ano, teria hoje um valor justo de R$ 200,00. Se a taxa de crescimento na perpetuidade fosse mudada para 6% ao ano (aumento de 1 ponto percentual), este número subiria para R$ 250,00 - um aumento de 25% no valor considerado "justo" da empresa. E essa mesma sensibilidade desse valor pode ser observada com pequenas mudanças em outras premissas, como, por exemplo, na taxa de desconto.

2) O fator "Dinâmica Setorial": esse componente é bem importante para nós, gestores brasileiros, onde boa parte do nosso universo de investimento é composto por empresas denominadas como "cíclicas" - como materiais básicos e indústrias de extração - para as quais as dinâmicas globais de médio prazo são extremamente importantes para o comportamento de suas ações no curto prazo.

Os analistas que baseiam suas análises nos DCFs dificilmente conseguirão capturar mudanças nas tendências de preços ou alterações na dinâmica de oferta e demanda antes dos demais, uma vez que eles são penalizados pelos limites do seus próprios modelos. No caso específico desse tipo de setor, o ideal é que se pague mais ou menos por uma empresa dependendo do momento do seu ciclo.

Isso é uma realidade! As dinâmicas setoriais mundiais são hoje o principal componente no valor de curto e médio prazos de muitas empresas. O investidor que, por exemplo, comprou ações de empresas de materiais básicos, como Usiminas, no primeiro trimestre desse ano sofreu as conseqüências de uma decisão de compra baseada no valor justo da empresa e não no momento do ciclo do mercado em que ela estava inserida.

3) O fator "Outros": eventos setoriais ou societários, revisões de lucros projetados pelo mercado ou aumentos de liquidez do papel têm impacto de curto ou médio prazo no valor de uma empresa. Os modelos de DCFs geram uma certa imobilidade nesse sentido, o que é negativo tendo em vista a estratégia de gestão "ativa" vendida pela maior parte dos gestores.

A pesquisa feita pelos próprios gestores - conhecida como "buy side" - deve ser compreendida, ao nosso ver, como uma ferramenta de avaliação do quanto a visão própria difere do consenso de mercado e de quais são os potenciais catalisadores de convergência dos preços ao valor justo. Entendemos que isso dever ser feito não somente em termos absolutos, com base somente em números e/ou múltiplos.

Por isso, utilizamos um modelo mais abrangente, fazendo nossas próprias pesquisas, desenhando cenários, visitando empresas, compilando informações, visando identificar oportunidades de mercado ainda não apontadas pelos demais analistas e participantes de mercado. Muitas vezes não é fácil, mas esse é o nosso trabalho!

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Muito além do valor justo atribuído a um papel

Mohamed Mourabet, Valor Online

Desde que comecei a exercer a função de gestor de renda variável em países emergentes, há 14 anos, sempre me intrigou, o uso sistemático e incondicional dos DCFs (Modelos de Fluxo de Caixa Descontado) pela maioria dos analistas e gestores de fundos na avaliação do potencial de valorização de ações. O DCF é um modelo de avaliação de empresas baseado na projeção dos fluxos de caixa futuros e perpétuos, estes trazidos a valor presente usando-se uma determinada taxa de desconto.

Essa metodologia é uma espécie de analogia à sistemática utilizada na hora de definir o preço de ativos de renda fixa. Sem invalidar o uso dos DCFs como um exercício de avaliação de empresas e plataforma de comunicação entre analistas, gostaria de levantar três pontos fundamentais que limitam a eficácia desta ferramenta de análise na tomada de decisões de investimento em ativos de renda variável:

1) O fator "Tempo": Quem utiliza os DCFs precisa definir diversas premissas para o futuro, entre elas: a projeção de crescimento para a empresa no período explícito (geralmente os próximos três anos), a estimativa de crescimento para o período de transição (do terceiro ano ao décimo), a taxa projetada de crescimento para a perpetuidade (do décimo ano em diante) e, por fim, a taxa de desconto que deverá ser aplicada a todo o fluxo de caixa futuro. Vale ressaltar que esta taxa deve contemplar entre outras estimativas o risco-país e o prêmio de risco do mercado acionário.

Tudo isso parece interessante e útil porque, nesse processo, alguns pontos importantes para a dinâmica da empresa são analisados e discutidos. Porém, nesta metodologia, mais de 60% (chegando a 90%, dependendo do setor) do valor de uma empresa - e conseqüentemente o seu potencial de valorização - depende da atribuição do "valor da empresa na perpetuidade". As premissas atribuídas ao longo prazo (a partir do décimo ano) são especialmente críticas para este tipo de modelo.

Em uma análise simples: uma empresa que pagasse um dividendo anual de R$ 10,00 com uma taxa de desconto de 10% ao ano e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 5% ao ano, teria hoje um valor justo de R$ 200,00. Se a taxa de crescimento na perpetuidade fosse mudada para 6% ao ano (aumento de 1 ponto percentual), este número subiria para R$ 250,00 - um aumento de 25% no valor considerado "justo" da empresa. E essa mesma sensibilidade desse valor pode ser observada com pequenas mudanças em outras premissas, como, por exemplo, na taxa de desconto.

2) O fator "Dinâmica Setorial": esse componente é bem importante para nós, gestores brasileiros, onde boa parte do nosso universo de investimento é composto por empresas denominadas como "cíclicas" - como materiais básicos e indústrias de extração - para as quais as dinâmicas globais de médio prazo são extremamente importantes para o comportamento de suas ações no curto prazo.

Os analistas que baseiam suas análises nos DCFs dificilmente conseguirão capturar mudanças nas tendências de preços ou alterações na dinâmica de oferta e demanda antes dos demais, uma vez que eles são penalizados pelos limites do seus próprios modelos. No caso específico desse tipo de setor, o ideal é que se pague mais ou menos por uma empresa dependendo do momento do seu ciclo.

Isso é uma realidade! As dinâmicas setoriais mundiais são hoje o principal componente no valor de curto e médio prazos de muitas empresas. O investidor que, por exemplo, comprou ações de empresas de materiais básicos, como Usiminas, no primeiro trimestre desse ano sofreu as conseqüências de uma decisão de compra baseada no valor justo da empresa e não no momento do ciclo do mercado em que ela estava inserida.

3) O fator "Outros": eventos setoriais ou societários, revisões de lucros projetados pelo mercado ou aumentos de liquidez do papel têm impacto de curto ou médio prazo no valor de uma empresa. Os modelos de DCFs geram uma certa imobilidade nesse sentido, o que é negativo tendo em vista a estratégia de gestão "ativa" vendida pela maior parte dos gestores.

A pesquisa feita pelos próprios gestores - conhecida como "buy side" - deve ser compreendida, ao nosso ver, como uma ferramenta de avaliação do quanto a visão própria difere do consenso de mercado e de quais são os potenciais catalisadores de convergência dos preços ao valor justo. Entendemos que isso dever ser feito não somente em termos absolutos, com base somente em números e/ou múltiplos.

Por isso, utilizamos um modelo mais abrangente, fazendo nossas próprias pesquisas, desenhando cenários, visitando empresas, compilando informações, visando identificar oportunidades de mercado ainda não apontadas pelos demais analistas e participantes de mercado. Muitas vezes não é fácil, mas esse é o nosso trabalho!

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Muito além do valor justo atribuído a um papel

Mohamed Mourabet, Valor Online

Desde que comecei a exercer a função de gestor de renda variável em países emergentes, há 14 anos, sempre me intrigou, o uso sistemático e incondicional dos DCFs (Modelos de Fluxo de Caixa Descontado) pela maioria dos analistas e gestores de fundos na avaliação do potencial de valorização de ações. O DCF é um modelo de avaliação de empresas baseado na projeção dos fluxos de caixa futuros e perpétuos, estes trazidos a valor presente usando-se uma determinada taxa de desconto.

Essa metodologia é uma espécie de analogia à sistemática utilizada na hora de definir o preço de ativos de renda fixa. Sem invalidar o uso dos DCFs como um exercício de avaliação de empresas e plataforma de comunicação entre analistas, gostaria de levantar três pontos fundamentais que limitam a eficácia desta ferramenta de análise na tomada de decisões de investimento em ativos de renda variável:

1) O fator "Tempo": Quem utiliza os DCFs precisa definir diversas premissas para o futuro, entre elas: a projeção de crescimento para a empresa no período explícito (geralmente os próximos três anos), a estimativa de crescimento para o período de transição (do terceiro ano ao décimo), a taxa projetada de crescimento para a perpetuidade (do décimo ano em diante) e, por fim, a taxa de desconto que deverá ser aplicada a todo o fluxo de caixa futuro. Vale ressaltar que esta taxa deve contemplar entre outras estimativas o risco-país e o prêmio de risco do mercado acionário.

Tudo isso parece interessante e útil porque, nesse processo, alguns pontos importantes para a dinâmica da empresa são analisados e discutidos. Porém, nesta metodologia, mais de 60% (chegando a 90%, dependendo do setor) do valor de uma empresa - e conseqüentemente o seu potencial de valorização - depende da atribuição do "valor da empresa na perpetuidade". As premissas atribuídas ao longo prazo (a partir do décimo ano) são especialmente críticas para este tipo de modelo.

Em uma análise simples: uma empresa que pagasse um dividendo anual de R$ 10,00 com uma taxa de desconto de 10% ao ano e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 5% ao ano, teria hoje um valor justo de R$ 200,00. Se a taxa de crescimento na perpetuidade fosse mudada para 6% ao ano (aumento de 1 ponto percentual), este número subiria para R$ 250,00 - um aumento de 25% no valor considerado "justo" da empresa. E essa mesma sensibilidade desse valor pode ser observada com pequenas mudanças em outras premissas, como, por exemplo, na taxa de desconto.

2) O fator "Dinâmica Setorial": esse componente é bem importante para nós, gestores brasileiros, onde boa parte do nosso universo de investimento é composto por empresas denominadas como "cíclicas" - como materiais básicos e indústrias de extração - para as quais as dinâmicas globais de médio prazo são extremamente importantes para o comportamento de suas ações no curto prazo.

Os analistas que baseiam suas análises nos DCFs dificilmente conseguirão capturar mudanças nas tendências de preços ou alterações na dinâmica de oferta e demanda antes dos demais, uma vez que eles são penalizados pelos limites do seus próprios modelos. No caso específico desse tipo de setor, o ideal é que se pague mais ou menos por uma empresa dependendo do momento do seu ciclo.

Isso é uma realidade! As dinâmicas setoriais mundiais são hoje o principal componente no valor de curto e médio prazos de muitas empresas. O investidor que, por exemplo, comprou ações de empresas de materiais básicos, como Usiminas, no primeiro trimestre desse ano sofreu as conseqüências de uma decisão de compra baseada no valor justo da empresa e não no momento do ciclo do mercado em que ela estava inserida.

3) O fator "Outros": eventos setoriais ou societários, revisões de lucros projetados pelo mercado ou aumentos de liquidez do papel têm impacto de curto ou médio prazo no valor de uma empresa. Os modelos de DCFs geram uma certa imobilidade nesse sentido, o que é negativo tendo em vista a estratégia de gestão "ativa" vendida pela maior parte dos gestores.

A pesquisa feita pelos próprios gestores - conhecida como "buy side" - deve ser compreendida, ao nosso ver, como uma ferramenta de avaliação do quanto a visão própria difere do consenso de mercado e de quais são os potenciais catalisadores de convergência dos preços ao valor justo. Entendemos que isso dever ser feito não somente em termos absolutos, com base somente em números e/ou múltiplos.

Por isso, utilizamos um modelo mais abrangente, fazendo nossas próprias pesquisas, desenhando cenários, visitando empresas, compilando informações, visando identificar oportunidades de mercado ainda não apontadas pelos demais analistas e participantes de mercado. Muitas vezes não é fácil, mas esse é o nosso trabalho!

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