Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Bom dia ADVFN - Correção nas bolsas ainda não acabou dizem os analistas

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Agenda do investidor para esta quinta-feira

Hoje começam as reuniões para definição da política monetária nos bancos centrais da Inglaterra e Europa. No Brasil o Banco Central divulga a Ata do Comitê de Política Monetária da última reunião, na qual foi decidida a manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego da semana passada e os Índices de Produtividade e Custos da mão de obra no país. O Departamento do Comércio publica os dados relativos às Encomendas das Fábricas (de bens duráveis e não duráveis) de dezembro.

Correção nas bolsas ainda não acabou dizem os analistas

A semana que parecia ter deixado o mau humor do início do ano para trás, ontem deixou o investidor um pouco amargo. Com dados negativos anunciados e algumas empresas apresentando desempenho decepcionante nos Estados Unidos, o índice Dow Jones e S&P 500 fecharam em queda de 0,26% e 0,55% respectivamente. No mercado acionário brasileiro não foi diferente e o índice Bovespa fechou com leve queda de 0,08%, não conseguindo romper significativamente a máxima do dia anterior. Os analistas se mostram confiantes com o mercado acionário, principalmente o nacional, entretanto acreditam que pode haver mais quedas nas bolsas ainda nos próximos dias dependendo do noticiário internacional envolvendo a China e os Estados Unidos principalmente.

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Banco Central comprou US$ 1,7 bilhão no mercado em janeiro

Banco Central comprou US$ 1,7 bilhão no mercado em janeiro

PanoramaBrasil

SÃO PAULO - O Banco Central (BC) comprou US$ 1,709 bilhão no mercado de câmbio à vista em todo o mês de janeiro, por meio dos leilões que realizou. Isso significa que a autoridade monetária enxugou do mercado mais do que toda a entrada líquida de dólares vista no mês, que foi de US$ 1,075 bilhão.

Na última semana de janeiro, as compras do BC somaram apenas US$ 25 milhões no mercado à vista. Nesse período houve entrada líquida de US$ 1,065 bilhão no câmbio do País.

Oficialmente, as compras no mercado à vista têm como objetivo aproveitar a sobra de dólares no mercado para recompor as reservas internacionais, que fecharam a semana passada em US$ 240,823 bilhões, pelo critério de liquidez internacional.

O fluxo positivo de dólares em janeiro representa o décimo mês consecutivo de entrada líquida de moeda americana no Brasil. O câmbio comercial, no qual são registrados os dados do comércio exterior brasileiro, teve uma saída líquida de US$ 140 milhões. As importações, de US$ 10,863 bilhões, superaram as exportações de US$ 10,723 bilhões.

O câmbio financeiro, no qual são fechadas as operações com capitais (investimentos em bolsa e títulos, empréstimos) e serviços (turismo, pagamento de juros, remessa de lucros), teve fluxo positivo de US$ 1,215 bilhão, fruto de compras no valor total de US$ 23,083 bilhões e de vendas de US$ 21,868 bilhões.

O movimento de câmbio garantiu o resultado positivo do mês nos últimos dias úteis. Entre os dias 25 e 29, as entradas superam as saídas em US$ 1,065 bilhão. Antes disso, o resultado positivo de janeiro era de apenas US$ 10 milhões.

Apenas na última semana de janeiro, foram registrados US$ 3,44 bilhões em contratos para exportação e US$ 2,92 bilhões para importação. Isso gerou um resultado positivo de US$ 520 milhões no câmbio comercial. Já o câmbio financeiro teve entrada líquida de US$ 544 milhões. Os investimentos no país geraram compras de US$ 6,407 bilhões, enquanto os pagamentos provocaram vendas de US$ 5,863 bilhões nesses quatro últimos dias de janeiro.

Depois do pico visto em outubro de 2009, quando a oferta de ações do Santander levou o movimento de câmbio a registrar entrada de US$ 14,598 bilhões, a sobra mensal de dólares no mercado brasileiro vem decrescendo. Foram US$ 3,89 bilhões em novembro, US$ 1,986 bilhão em dezembro e, agora, US$ 1,075 bilhão em janeiro, quando as instituições financeiras diminuíram sua posição "comprada" em dólar para US$ 2,663 bilhões, ante os US$ 3,391 bilhões de dezembro.

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Telebrás será vital no "Bolsa Família" virtual

Telebrás será vital no "Bolsa Família" virtual

Danilo SanchesAgência Estado

BRASÍLIA SÃO PAULO - A estatal das telecomunicações Telebrás, que o governo deve ressuscitar ainda este ano, está no centro da estratégia para fazer do plano nacional de banda larga uma versão virtual do Bolsa Família. Ainda que para alimentar a fomes diferentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a intenção do governo de reativar a Telebrás para que a empresa funcione como a operadora dos serviços de internet rápida no Brasil, e comparou a banda larga aos programas Bolsa-Família e Luz para Todos - este último criado para universalizar os serviços de energia elétrica -, segundo o coordenador do programa Software Livre Brasil, Marcelo Branco, que participou de uma reunião convocada para discutir o Plano Nacional da Banda Larga.

O discurso do presidente está alinhado ao da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, em uma mostra de que o governo vê como estratégico o posicionamento na distribuição do acesso à internet em alta velocidade. Dilma afirmou ao DCI, durante um evento em São Paulo, na última sexta-feira, que "o governo precisa da Telebrás". A ministra deixou claro que a reativação da companhia fazia parte dos objetivos do governo de participar da distribuição inclusive na última milha (parte em que a rede chega ao usuário), não apenas na infraestrutura. Dilma ainda admitiu que o governo deve promover uma enxurrada de parcerias, em todas as regiões do País com operadoras de qualquer porte. "Apareceu algum interessado, o governo vai fazer parceria", afirmou a ministra que, na ocasião ressaltou que o papel das grandes operadoras de telefonia é o de ser parceiras do governo. A afirmação soou como uma tentativa de dirimir quaisquer impasses na negociação com as teles, que veem a Telebrás apenas como mais uma concorrente no setor.

O objetivo do governo com a criação da estatal da banda larga é criar um instrumento público para estimular a competição e garantir que os serviços cheguem onde as empresas privadas não atuam, a preços mais baixos. Ao mesmo tempo, o governo quer recuperar a sua capacidade de "gerir" o setor de telecomunicações. "Não queremos criar uma empresa estatal por criar, queremos uma empresa que ajude os brasileiros a ter banda larga mais barata", disse o presidente, ainda de acordo com o relato do coordenador do programa Software Livre Brasil. Marcelo Branco acrescentou que será dada uma "nova missão" para a Telebrás. "Não é a velha Telebrás, com as mesmas funções, a mesma herança", ressaltou Branco.

Na reunião, que aconteceu na noite de anteontem, foi colocada a possibilidade de o governo chamar as operadoras privadas para participar do plano e disse que as empresas não estão sendo tratadas como inimigas. "As grandes operadoras também estão no plano, é um complemento. Não é a estrutura pública contra a estrutura privada", afirmou Marcelo Branco.

Também foram apresentados vários cenários de investimentos, que poderiam chegar a R$ 15 bilhões, dependendo das parcerias que serão firmadas. Nas negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vem sendo considerado um financiamento de até R$ 20 bilhões para o programa.


O coordenador do programa Software Livre Brasil relatou ainda que a meta do governo é criar até 2014 mais 20 milhões de acessos à banda larga, em 4,2 mil municípios. Para isso, a intenção do governo é de baratear o preço em 70%, atendendo principalmente às classes C, D e E. A nova estrutura estatal de banda larga ficaria subordinada à Presidência.

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Remessas de brasileiros no exterior têm maior queda em 11 anos

Remessas de brasileiros no exterior têm maior queda em 11 anos

Fabrícia Peixoto

O Banco Central registrou em 2009 a maior queda em 11 anos no total de remessas enviadas ao Brasil por brasileiros que moram no Exterior – US$ 2,22 bilhões, uma queda de 23,6% em relação a 2008.

O resultado é pior que a diminuição também registrada nas remessas enviadas por latinos que moram no exterior para a América Latina, que caíram 11% no ano passado, segundo o Banco Mundial.

A crise financeira internacional é apontada como a principal explicação para a redução das remessas de pessoas físicas, tanto para a América Latina como para o Brasil.

Em muitos países em que os imigrantes vivem, o desemprego aumentou durante a crise. Esse é o caso, por exemplo, dos Estados Unidos.

A avaliação do Banco Mundial é de que o desemprego de 10% que afeta os Estados Unidos é ainda maior entre latinos que vivem naquele país do que entre os americanos.

Real valorizado

No caso brasileiro, o resultado pode ainda ter sido agravado com a valorização do real frente ao dólar, que torna as remessas ao Brasil menos atraentes.

Diante de um real mais valorizado, brasileiros que vivem no exterior tendem a guardar suas economias no país onde residem, adiando o envio do dinheiro ao Brasil para quando a cotação estiver mais favorável.

O maior volume de transferências registrado pelo Banco Central foi em 2008, quando os brasileiros no exterior enviaram US$ 2,9 bilhões ao Brasil. Naquele ano, houve uma tendência de valorização do dólar em relação à moeda brasileira.

Os residentes nos Estados Unidos enviaram 30% a menos de dinheiro ao Brasil no ano passado, enquanto os ingressos do Japão caíram ainda mais: 40%.

Os dois países concentram as principais colônias de brasileiros que vivem no exterior. Os Estados Unidos, por exemplo, responderam por 40% da quantia enviada ao Brasil em 2009, com US$ 894 milhões.

Fluxo inverso

Já o fluxo contrário apresentou um acréscimo de 6% em relação a 2008. Os estrangeiros que vivem no Brasil enviaram US$ 668,6 milhões a seus países de origem, o maior valor da série histórica do Banco Central, que começou em 1995.

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Internacionalização e IPO são planos para a CVC

Internacionalização e IPO são planos para a CVC

03.02.2010 20h21

São Paulo - Após comprar 63,6% da CVC no início de janeiro, o fundo norte-americano Carlyle começa a montar a estratégia de internacionalização da operadora de turismo para, até 2012, proceder à abertura de capital. Segundo o vice-presidente do Grupo Carlyle para a América do Sul, Daniel Sterenberg, o lançamento inicial de ações não significa desinvestimento imediato por parte do fundo de private equity. "A CVC pode estar preparada para a abertura de capital antes mesmo de 2012.

Nosso fundo poderia ficar neste investimento por cinco anos ou até mais", afirmou hoje a alguns jornalistas, durante o Workshop CVC 2010.

Sterenberg acha que as ações da CVC, quando ofertadas ao público, terão boa receptividade. Isso porque, além de se tratar de um setor com perspectiva de "crescer muito" nos próximos anos, não há nenhuma empresa de pacotes turísticos listada na Bolsa brasileira.

Dentre "as cinco ou seis iniciativas" que o Carlyle prepara para a CVC, a internacionalização da operadora de turismo é a mais representativa. Desde que foi criada, em 1972, o mercado doméstico sempre foi a prioridade do grupo. O fundo deve comprar operadoras de fora para se instalar em outros mercados.

Embora o executivo frise que "esta é mais uma estratégia de médio do que de longo prazo", a atenção do grupo deverá recair sobre a América Latina, sendo que o foco pode, eventualmente, ser estendido a mercados como o mexicano. "Se a gente quiser atender a outras nacionalidades, precisará jogar com as regras de cada mercado. Hoje temos unidades da CVC na Argentina e no Uruguai, mas são desenhadas muito mais para atender o turista brasileiro."

Executivos

Por aguardar um forte crescimento na base de clientes - espera-se que a CVC dobre de tamanho em até cinco anos, para algo como 4,5 milhões de turistas transportados, o que indica uma expansão superior a 20% por ano - o Carlyle quer, em 2010, dar atenção especial à área de sistemas tecnológicos e gestão financeira. "O desafio será gerenciar o tamanho da empresa", observou.

Por isso, o Carlyle está buscando diretores financeiros e de mercado para compor o quadro da CVC, especialmente agora que o grupo quer se internacionalizar e, portanto, ficará mais exposto à variação do câmbio. "Não haverá mudanças radicais na gestão. O Valter Patriani continua na presidência da empresa. O que queremos é complementar o time", ressaltou.

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Sony e Lenovo reportam lucro do quarto trimestre superior ao ano anterior

Sony e Lenovo reportam lucro do quarto trimestre superior ao ano anterior


Por: Equipe InfoMoney
04/02/10 - 08h32
InfoMoney

SÃO PAULO – A Sony divulgou lucro maior que o esperado no quarto trimestre de 2009, tendo reportado ganhos de ¥ 79,2 bilhões (US$ 861 milhões), ante ¥ 10,4 bilhões vistos no mesmo período de 2008. O resultado da fabricante de eletrônicos também ficou acima das projeções de analistas, que aguardavam lucro de ¥ 33,73 bilhões.

No caso de sua receita, a Sony reportou crescimento de 3,9% entre outubro e dezembro na comparação com um ano antes, atingindo ¥ 2,24 trilhões. Seu lucro operacional foi de ¥ 146,1 bilhões, número melhor que o visto em 2008 (perda de ¥ 17,96 bilhões).

Com a melhora do cenário de vendas, os executivos da empresa japonesa também elevaram sua projeção para o ano fiscal que termina em março. Para eles, a companhia vai ter prejuízo líquido de ¥ 70 bilhões, ante a previsão anterior de ¥ 95 bilhões. A estimativa para a receita é de ¥ 7,3 trilhões.

Lenovo
Também nesta quinta-feira, a chinesa Lenovo divulgou seus dados referentes às operações do quarto trimestre. Com o aumento das vendas de computadores nos países emergentes, em especial a China, a empresa chegou a um lucro de US$ 79,52 milhões.

Em termos de lucro por ação, a empresa teve ganhos de US$ 0,86, melhor que o registrado um ano antes, de perdas de US$ 1,09 por papel (prejuízo de US$ 96,72 milhões ao todo). Os carregamentos de computadores subiram 42% entre os últimos trimestres de 2008 e 2009.

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Eletrobrás estuda entrar em transmissão nos EUA

Eletrobrás estuda entrar em transmissão nos EUA

03.02.2010 17h15

São Paulo - A Eletrobrás estuda entrar no mercado de transmissão de energia nos Estados Unidos. De acordo com o presidente da estatal, José Antônio Muniz, a companhia está avaliando ativos que possam ser adquiridos, mas não está descartada a participação em um leilão. "Este ano não dará tempo de tomar uma decisão, mas para o próximo já teríamos condições", disse, reafirmando que a empresa desenvolve estudos há quatro meses.

Muniz ressaltou que a Eletrobrás poderia contribuir no projeto de interligação dos EUA, pois tem expertise nessa área. "O sistema interligado nacional talvez seja hoje o maior do mundo. Já nos EUA, há pouca integração."

Também faz parte do plano de internacionalização da Eletrobrás buscar a integração da América Latina. Isso poderia começar com a Venezuela, que enfrenta um racionamento que prejudica o fornecimento em Roraima. Segundo Muniz, existe uma colaboração técnica entre os dois países.

O Brasil apresenta o modelo como lidou com o racionamento e soluções técnicas para aumentar a geração no sistema venezuelano. Sobre o fornecimento de energia em Roraima, Muniz afirmou que o governo está abrindo licitação para contratação de energia emergencial pelo período de um ano.

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Imposto sobre a gasolina cai para R$ 0,15 por litro

Imposto sobre a gasolina cai para R$ 0,15 por litro

03.02.2010 20h32

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no início da noite a redução em R$ 0,08 da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina, conforme antecipado pela Agência Estado. Com isso, o valor do tributo cai de R$ 0,23 para R$ 0,15 por litro. Mantega disse que a medida visa a contrabalançar o aumento do preço da gasolina decorrente da redução de 25% para 20% da mistura de etanol ao combustível.

Mantega informou que a redução da Cide também deve levar a uma pequena diminuição média de ICMS, em torno de R$ 0,025. Ele disse que a menor mistura de álcool e a própria elevação no preço do álcool fariam com que o preço da gasolina tivesse um aumento de 4%, o que significaria em torno de R$ 0,10 por litro. A diminuição de Cide e ICMS neutralizará esse aumento do preço final da gasolina. "Mantemos a estabilidade do preço da gasolina", disse o ministro em entrevista à imprensa, em Brasília.

Mantega disse que a redução da Cide para a gasolina valerá a partir da próxima sexta-feira, dia 5, até o dia 30 de abril deste ano, quando também se encerrará a redução da mistura do álcool à gasolina, de 25% para 20%.

Mantega ressaltou que a medida, que tem impacto fiscal estimado em R$ 91 milhões, visa diminuir a volatilidade no preço da gasolina e lembrou que estratégia semelhante já foi adotada em 2008. "Volatilidade não é bom. O objetivo da medida é estabilizar o preço. É uma medida que nós já praticamos", disse Mantega, lembrando que é natural que haja sazonalidade na economia e que em cerca de dois meses a safra de cana-de-açúcar será colhida levando à redução no preço do álcool.

Questionado se a medida seria um meio de conter a inflação e adiar a alta dos juros, Mantega respondeu: "Esse é um raciocínio seu. Nosso objetivo é estabilizar o preço da gasolina". O ministro destacou ainda que a gasolina é um insumo importante para toda a economia.

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Votorantim fecha acordos para adquirir mais de 25% da Cimpor

Votorantim fecha acordos para adquirir mais de 25% da Cimpor


Por: Julia Ramos M. Leite
03/02/10 - 20h40
InfoMoney

SÃO PAULO – A Votorantim Cimentos anunciou na noite desta quarta-feira (3) dois acordos pelos quais adquire participação na Cimpor. Por meio de uma operação de permuta de ações com a Lafarge, a empresa adquiriu 17,3% da cimenteira portuguesa.

Outros 9,6% foram obtidos em acordo com os acionistas da Caixa Geral de Depósitos (CGD), com o objetivo de travar a oferta da CSN pela Cimpor. Segundo a imprensa portuguesa, as duas empresas fecharam um pacto parassocial, com duração inicial de 10 anos, para a estabilidade acionista da cimenteira portuguesa, comprometendo-se a não comprarem ações que resultem numa posição conjunta superior a 32% da Cimpor.

Segundo a Votorantim, a "conclusão da transação dependerá do desfecho da oferta pública ainda vigente para aquisição das ações da Cimpor" da CSN (CSNA3). A francesa Lafarge, por sua vez, comunicou que o resultado da oferta também determinará o valor pelo qual suas ações serão transferidas para a Votorantim.

De acordo com as empresas, a Lafarge receberá ativos da Votorantim – que podem incluir fábricas de cimento e uma quantia em dinheiro, a serem transferidos por meio de uma nova empresa a ser constituída para esse propósito específico.

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Santos Brasil divulga desejo de controladores de exercer direitos de compra e venda

Santos Brasil divulga desejo de controladores de exercer direitos de compra e venda


Por: Valter Outeiro da Silveira
04/02/10 - 08h00
InfoMoney

SÃO PAULO – A Santos Brasil (STBP11) divulgou em nota o teor das correspondências acerca do direito de compra e venda de suas ações, detidos pelos acionistas do Grupo Opportunity e da Multi STS Participações.

Conforme o comunicado, a Multi STS Participações enviou carta à companhia em 3 de fevereiro para exercer seu direito de compra e venda das ações. “A partir do recebimento desta notificação, será iniciado o prazo de 180 dias para o dia do exercício”, completa o informe, avisando que os acionistas poderiam se antecipar, caso quisessem.

Inválido
Em contrapartida, carta enviada pelo International Markets Investiments à Santos Brasil no mesmo dia invalida o processo, explicando que a decisão da Multi viola a cláusula 5.1.1 do acordo de acionistas, dado o recebimento de uma proposta de aquisição das ações.

De acordo com a carta, o International Markets Investiments recebeu e aceitou uma oferta de aquisição de ações ordinárias da Santos Brasil no dia 1º de fevereiro, tendo sido enviado um comunicado aos demais acionistas controladores da companhia na mesma data para possibilitar o exercício dos direitos de preferência e venda conjunta.

A cláusula 5.1.1, por sua vez, afirma que “o direito de compra ou venda não poderá ser exercido a partir do momento em que tenha sido realizada uma notificação de oferta”, argumento utilizado pelo International Markets Investiments para invalidar a decisão da Multi. Além disso, a instituição observa que “pela existência de restrições regulatórias que limitam a participação de qualquer acionista a 40% do capital votante da companhia”, o direito também não é válido.

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