Segunda-feira, Março 01, 2010

Um mês de ganhos modestos - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 01/03/2010 - Caderno Mercados

Um mês de ganhos modestos
Tatiana Gurjão

O mercado de ações se destacou entre as aplicações mais rentáveis do mês de fevereiro, mas sem uma diferença tão expressiva frente às opções em renda fixa do mercado. A exceção foi o índice SmallCaps (que mede a variação das ações de empresas menos capitalizadas do pregão), que brilhou com ganhos de 3,15%. A bolsa brasileira encerrou o mês passado aos 66.503 pontos, após dez sessões de alta contra sete de queda.

Avançaram também os índices Ibovespa (1,68%), o Índice Brasil - IbrX (1,14%), balizado pelo desempenho das 100 ações mais negociadas na Bolsa e o Índice de Governança Corporativa (0,74%). O resultado do Ibovespa - que cambaleou durante a segunda metade do mês - ganhou impulso no final graças a um rali das ações de companhias mineradoras e siderúrgicas, como Vale, CSN, Usiminas e Gerdau.

A senha para o pessimismo que rondou os mercados acionários no mês foi a incerteza sobre a saúde financeira das economias europeias integrantes do grupo chamado Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, na sigla em inglês). No final do mês, no entanto, foi divulgada uma série de indicadores dos Estados Unidos, que devolveram algum ânimo ao mercado, por mostrar melhora na economia americana - inclusive um aumento de 5,9% no Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano passado.

Estevão Garcia, professor de Finanças da Veris Faculdade, avalia que investimentos em ação continuam sendo uma boa opção nesse momento, desde que o foco seja o longo prazo. Para o professor, as melhores apostas no mercado acionário são as blue chips, como Vale e Petrobras. A primeira, inclusive, teve ganhos bem acima do Ibovespa: em seus ativos PNA subiu 5,48%. A estatal, ainda lidando com incertezas a respeito de sua capitalização, teve desempenho mais modesto, subindo 1,29% em seus papéis preferenciais.

Em contraponto aos índices mais arrojados, os que são considerados defensivos ficaram em segundo plano. O Índice de Energia Elétrica subiu apenas 0,55%, enquanto o Índice de Telecomunicações declinou 4,07%, atingido por dúvidas com relação a questões societárias.

Rosângela Ribeiro, analista da SLW, diz que, apesar de terem fechado em baixa, os papéis destes setores permanecem com recomendação de compra, por conta dos dividendos atraentes. Ela ressalta que ambos setores são ideais para manter em carteira visando o médio e o longo prazo.

RENDA FIXA. Os ativos na renda fixa mostraram modestas altas, lideradas, pela ordem, pelos Certificados de Depósito Bancário (CDB, 0,62%), Certificado de Depósito Interbancário (CDI, 0,56%) e a Poupança (0,5%).

A expectativa de que a taxa Selic volte a subir - talvez já neste mês - poderá deixar mais atraentes as aplicações atreladas à curva dos juros, que apontaram para uma alta na última sessão do mês. Garcia, contra a opinião majoritária no mercado, acredita que o Banco Central deverá postergar ao máximo a elevação dos juros, por ser, segundo ele, uma medida impopular em ano eleitoral. Ainda assim, como opção na renda fixa, Garcia recomenda títulos pós-fixados - que acompanham a rentabilidade dos juros -, por serem mais seguros.

A melhor aplicação entre os papéis pós-fixados para o mês, de acordo com o professor, é o CDB. Ele alerta que é necessário pesquisar antes de decidir em qual CDB irá aplicar. "Tem de verificar o percentual do CDI que o banco oferece e as taxas de administração, além da performance do título no período entre um e dois anos."

O dólar se mostrou uma aplicação ruim em fevereiro, recuando 4,14%, a R$ 1,807, enquanto o euro retrocedeu 6,04%, a R$ 2,46. Em janeiro as duas moedas foram os ativos que tiveram os mais fortes avanços, assim como o ouro, que cedeu 1,2%, no mês passado, cotado a R$ 65,21 o grama.

Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy, diz que o dólar não é um bom ativo para se manter posicionado no momento, porque a cotação no final do ano - a qual ele projeta entre R$ 1,75 e R$ 1,80 - não se distanciará muito da atual.

A depreciação da divisa dos EUA em fevereiro, segundo Castro, foi apenas uma correção, e, agora, está coerente com os fundamentos da economia norte-americana. No início do mês, a moeda chegou a cravar o preço em R$ 1,891. A queda no valor nos últimos pregões, para o gestor, estão atreladas, também, à uma pressão para a formação do preço da Ptax. "Como a moeda começou o ano em alta, muitos investidores ficaram comprados. A desvalorização mais acentuada no final do mês mostra, no entanto, que o movimento vendedor prevaleceu."

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Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Operações de hedge no exterior terão que ser registradas - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 29/01/2010 - Caderno Mercados

Operações de hedge no exterior terão que ser registradas
Tatiana Gurjão


O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou em reunião na quinta-feira a obrigatoriedade de registro de operações de hedge com instituições financeiras do exterior ou em bolsas estrangeiras.

No final do ano passado, o Banco Central já havia definido que instrumentos financeiros derivativos vinculados a empréstimos captados no exterior teriam que ser registrados. Antes disso, o registro só era exigido de instituições financeiras que realizassem operações com derivativos no País.

A preocupação do governo com a exposição de grandes companhias a derivativos financeiros e sua transparência cresceu após problemas enfrentados por grupos como Sadia e Aracruz. Nos últimos dias, analistas vinham alertando para a excessiva exposição nesse tipo de contratos por parte das empresas.

"Tem muita empresa brincando de ser banco, bem alavancada em derivativos cambiais. Isso colabora para forçar o preço do dólar para cima", disse ao Jornal do Commercio na quarta-feira Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy.

Segundo o CMN, o registro das operações de hedge deverá ser efetuado por meio de instituição financeira e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, em sistema administrado por entidades de registro e de liquidação financeira de ativos autorizados também pelo BC ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O CMN acrescentou que, devido à necessidade de adequação de sistemas operacionais, tanto das instituições quanto das entidades que efetuam o registro das operações, a norma passa a vigorar a partir de 15 de março.

Elétricas. O Conselho Monetário Nacional (CMN) também alterou a legislação para permitir que instituições financeiras possam receber garantias de empresas públicas do setor elétrico ao concederem empréstimos. Um dos objetivos da medida é facilitar o acesso ao crédito de Sociedades de Propósito Específico (SPE) em empreendimentos como as usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau. Ao todo, companhias como a Eletrobrás poderão tomar até R$ 11 bilhões em crédito com garantia no sistema financeiro.

Essa garantia pode ser dada em títulos, entre outros ativos, e tem como objetivo reduzir o juro do financiamento.

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Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Dólar rompe mais uma barreira e vai a R$ 1,859 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 28/01/2010 - Caderno Mercados

Dólar rompe mais uma barreira e vai a R$ 1,859
Tatiana Gurjão


A cotação do dólar disparou ontem, alinhada à aversão ao risco que dominou os mercados, e fechou a R$ 1,857 na compra e a R$ 1,859 na venda, acréscimo de 1,25%, marcando o sétimo pregão consecutivo de valorização. A barreira psicológica de R$ 1,85 não era alcançada desde o dia 3 de setembro do ano passado.

Apesar do forte ganho, o Banco Central (BC) manteve sua compra diária de dólares, adquirindo a divisa no mercado à vista, às 12h38, por R$ 1,851. A apreciação no ano é de 6,66%, apesar de um cenário de fluxo positivo de entrada da moeda americana no País. De acordo com o BC, há superávit de U$S 10 milhões neste mês até o dia 22. Se forem considerados os números até o dia 18, o resultado sobe para US$ 816 milhões.

O estopim para o avanço do dólar ontem foi a notícia de que o Banco Industrial e Comercial da China - maior instituição financeira do país - informou que parou de rolar alguns empréstimos já concedidos, a fim de reduzir a oferta de crédito.

Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy, diz que há muita especulação com o real. "Tem muita empresa brincando de ser banco, bem alavancada em derivativos cambiais, o que já tem preocupado o Banco Central. Isso colabora para forçar o preço do dólar para cima."

Castro acrescenta que esta trajetória da moeda americana poderá, nas próximas semanas, reverter a tendência dos últimos dias. "Dólar caro e bolsa barata atrai investidor estrangeiro para renda variável."


De acordo com Castro, a paridade entre real e dólar já se distanciou bastante da média móvel das cotações. Pelos cálculos dele (baseados nos contratos futuros de fevereiro dos últimos 55 pregões), o valor ficaria em R$ 1,76.


No turismo, a moeda americana se encareceu em 0,53%, a R$ 1,76 na compra e a R$ 1,90 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a divisa subiu 1,21%, a R$ 1,8525. Nas transações futuras, a moeda foi negociada a R$ 1,865 para fevereiro, a R$ 1,874 para março e a R$ 1,886 para abril.

O euro encerrou em alta contra o real - pela quinta vez seguida - a R$ 2,606 na compra e a R$ 2,61 na venda, avanço de 0,89%. No turismo, a divisa europeia galgou 1,46%, a R$ 2,58 para compra e a R$ 2,78 para venda.

Internacional. A estável paridade central dólar-yuan continuou a dissuadir os traders de câmbio de tomar posições nesta quarta-feira, deixando a cotação da moeda chinesa pouco alterada. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8268 yuans, ante 6,8269 do fechamento de terça-feira. A paridade foi fixada em 6,827 yuans por dólar, de 6,8269 yuans por dólar de terça-feira.

O dólar seguia firme, também, na comparação com o euro ( + 0,36%, a U$S 1.4022) e com o iene ( + 0,45%, a 90.05 ienes), às 18h30 de Brasília.

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Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Ouro foi o melhor investimento de novembro - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 30/11/09 - Caderno Mercados

Ouro foi o melhor investimento de novembro
Tatiana Gurjão

O ouro disparou como ativo de maior rentabilidade do mês de novembro, repetindo o desempenho de outubro. O ganho do ativo no mês atingiu 15,03%, e o ouro fechou o mês com o lote-padrão cotado a R$ 68,21. A depreciação constante do dólar, somada ao cenário de incertezas sobre os rumos da economia global e o preço alto das matérias-primas foram os gatilhos que impulsionaram a valorização. No ano, contudo, a valorização do metal não é tão expressiva - 6,66% -, especialmente quando comparada aos demais ativos, sobretudo na comparação com os índices da Bolsa.

A segunda colocação foi ocupada pelo Índice Setorial de Telecomunicações (Itel) da Bovespa, com acréscimo de 12,13%. Ações componentes do medidor apresentaram fortes elevações, em especial as da Vivo PN (21,6%, a R$ 52,53) e as da Telemar PNA (15,63%, a R$ 64,20).

O Ibovespa apresentou o terceiro maior avanço no mês - 8,94%. No ano, entretanto, o índice das ações de maior liquidez da bolsa reina entre as altas, com acréscimo de 78,55%.

Apesar da forte volatilidade, o principal termômetro da bolsa paulista seguiu o embalo de indicadores internacionais e da melhora do cenário econômico doméstico e fechou a maioria das sessões no azul.

Dentro do índice, as blue chips se saíram bem, com as ações preferenciais da Petrobras ganhando 10,9% e as ordinárias da Vale, 9,42%.

Outros que tiveram saldo positivo foram o Índice de Energia Elétrica (IEE), com aumento de 3,47%; o Índice Brasl (IbrX) - que mede o retorno das 100 ações mais negociadas na bolsa brasileira -, que subiu 8,46%; e o Índice de Governança Corporativa (IGC), que angariou 7,71%.

Na renda fixa, com a taxa Selic em seu menor patamar, a rentabilidade dos títulos atrelados aos juros apresentou leves avanços; o Certificado de Depósito Interbancário ganhou 0,63%, enquanto o Certificado de Depósito Bancário subiu 0,62%. Mesmo tímidas, as altas superaram a da poupança, que teve a valorização mínima possível, dentro da atual legislação: 0,5%.

Ainda que o desempenho da poupança tenha sido inferior ao da renda fixa, a professora de Finanças da Fundação Getulio Vargas Virene Roxo acredita que, no curto prazo, a poupança pode valer mais a pena para o pequeno investidor.

"Se a pessoa pretende deixar por menos de um ano uma pequena quantia em fundos indexados aos juros, não vale tanto a pena na ponta do lápis, porque, além de os rendimentos estarem mais baixos, há ainda a taxa de administração e o desconto no Imposto de Renda (do qual a poupança é isenta)."

CÂMBIO. No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,28% no mês, a R$ 1,754. No acumulado de 2009, a divisa já declinou 24,88%. Para o gestor do clube de investimentos Horus Strategy Daniel Castro a moeda continuará em depreciação, por conta da balança comercial positiva e do maciço ingresso de capital estrangeiro.

"Neste mês, contribuiu para a baixa do dólar a redução do preço de carne bovina e aviária, que turbinou as exportações. O movimento só poderá ser revertido em meados de 2010, com a saída de estrangeiros, diante do receio de que haja uma bolha no mercado brasileiro, em especial entre as commodities. Até lá, no entanto, o dólar poderá bater R$ 1,60."

O euro, porém, seguiu direção oposta e ganhou 1,43%, a R$ 2,629. "A moeda europeia continuará a se fortalecer enquanto a economia americana não estiver sarada. A Europa já está se recuperando, com revisão para cima dos juros em alguns países, inclusive."

Segundo analistas, os desdobramentos do caso de Dubai devem seguir no radar do mercado em dezembro. A garantia de que os Emirados Árabes Unidos vão manter a liquidez do mercado local, porém, pode reduzir o ímpeto da alta do dólar.

"Seria preciso uma crise maior em Dubai (para a desvalorização do real continuar em dezembro). Aí o dólar poderia ir até próximo de 1,80 (real)", avaliou Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros. "Caso contrário, deve ficar entre R$ 1,70 e no máximo R$ 1,75."

Thais Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados, até ponderou que "no meio de dezembro a gente pode ter algum movimento sazonal de saída de recursos para fechamento de carteira". Reconheceu, no entanto, que "vai continuar tendo uma entrada de recursos muito grande".

Um fator que pode frear a queda da moeda norte-americana no nível de R$ 1,70 é a expectativa de novas medidas do governo para brecar a valorização do real. Ao longo de novembro, esse motivo foi apontado por analistas em muitos dias para justificar a hesitação do dólar em ampliar a baixa.

Em outubro, o Ministério da Fazenda instituiu a cobrança de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital para aplicações em ações e renda fixa. No mês passado, o governo decidiu pela cobrança do imposto, com alíquota de 1,5%, sobre operações com recibos de ações brasileiras no exterior.

Mas Felipe Salto, economista da Tendências Consultoria, acredita que a incerteza do mercado a respeito de eventuais medidas adicionais do governo pode não ter mais combustível para evitar a subida do real. "A expectativa é que, se vierem novas medidas, serão medidas mais complementares", disse.

"Pode gerar alguma volatilidade, mas a nossa aposta é que essa tendência de depreciação (do dólar) não será afetada", completou Salto, que prevê dólar a R$ 1,65 no final do ano.

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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Quinta-feira promete realizações - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 19/11/09 - Caderno Mercados

Quinta-feira promete realizações
Tatiana Fernandes

Com o fluxo cambial (a diferença entre saídas e entradas de dólares) voltando ao saldo positivo - de US$ 720 milhões neste mês, até o dia 13 -, o governo resolveu adotar novas medidas para conter o câmbio e taxou as futuras negociações com ADRs em 1,5%.

Para Daniel Castro, gestor do clube de investimento Horus Strategy, a medida terá o efeito de um "susto" nas bolsas e o mercado deverá passar por uma nova realização hoje.

"O mercado deverá trabalhar em clima de realizações e fechar em baixa amanhã (hoje), mas a medida não repercutirá por muito tempo. O impacto será o mesmo de quando o IOF voltou a ser cobrado na bolsa paulista. De qualquer maneira, isso pega mal com os investidores, porque passa a impressão de um governo intervencionista."


"A perspectiva de médio prazo ainda é positiva", ressalta Álvaro Bandeira, diretor de Renda Variável da Ágora Corretora.

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Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Dólar avança pelo 3º dia e chega a R$ 1,75 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 29/10/09 - Caderno Mercados


Dólar avança pelo 3º dia e chega a R$ 1,75
VINICIUS MEDEIROS

Em meio à forte aversão ao risco nas bolsas mundiais, a cotação do dólar comercial subiu ontem pelo terceiro dia seguido, fechando em alta de 0,86%, a R$ 1,753 para compra e R$ 1,755 para venda. Com a nova valorização, a moeda norte-americana diminui as perdas ante o real no acumulado no mês para 0,96% - no ano, os ganhos são de 24,84%. Acompanhando o movimento no balcão, o dólar turismo subiu 0,56%, a R$ 1,66 para compra e R$ 1,80 para venda.

A moeda norte-americana abriu a sessão em alta de 0,98% (R$ 1,757), ensaiou uma recuperação na parte da manhã, quando bateu na mínima de R$ 1,734 (-0,34%), mas a tendência de valorização se reforçou à tarde com nova atuação do Banco Central (BC). Em leilão de compra no mercado a vista, realizado entre 12h26 e 12h46, o BC fixou uma taxa de R$ 1,7419. A instituição também informou que, por meio dessas aquisições, retirou US$ 541 milhões de circulação na semana anterior, totalizando US$ 6,518 bilhões no mês de outubro.

"A cotação acompanhou o movimento da Bovespa. Com o noticiário desfavorável, muitos investidores estrangeiros aproveitaram para realizar lucros, o que provocou uma intensa saída de dólares", diz Daniel Castro, gestor do clube de investimento Horus Strategy. Apesar da recente valorização da moeda norte-americana ante o real, Castro descarta uma reversão de tendência nos rumos da divisa a médio e longo prazo.

"Só uma nova taxação sobre o capital estrangeiro, associada a uma penca de novos indicadores externos negativos pode mudar os rumos do dólar. Hoje, o Brasil acompanha o desempenho da divisa ao redor do mundo. Ainda assim, por conta do bom momento econômico brasileiro, a tendência de fortalecimento da Bovespa e de queda do dólar no futuro deve se manter", avalia.


Na Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar pronto também subiu pela terceira sessão seguida, fechando em elevação de 1,33%, a R$ 1,7548. O giro financeiro alcançou R$ 441,805 milhões, para 66 negócios. Já os contratos futuros fixados em dólares com vencimento em novembro, os de maior liquidez, encerraram o cotados a R$ 1,746, estável em relação ao fechamento da última terça-feira. Já os que vencem em dezembro, cederam 0,06%, a R$ 1,757.

O euro comercial chegou a segunda alta consecutiva, dessa vez de 0,27%, cotado a R$ 2,580 para compra e R$ 2,583 para venda. Na mesma tocada do balcão, o euro turismo subiu 0,36%, R$ 2,46 para compra e R$ 2,75 para venda.

Nos mercados internacionais, o dólar registrava, às 16h55, ganhos contra o euro (+0,57%/US$ 1,4720) e franco suíço (+0,39%/1,0259 francos) pela terceira sessão consecutiva. Mais uma vez, a única exceção era a libra esterlina, que se valorizava 0,31%, a US$ 1,6418. Entre as moedas asiáticas, às 16h58, o iene ganhava 1,12% frente ao dólar e 1,66% em relação ao euro, a 90,77 ienes e 133,63 ienes respectivamente.

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Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Passado o susto, dólar retoma tendência de queda - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 22/10/09 - Caderno Mercados


Passado o susto, dólar retoma tendência de queda
Tatiana Gurjão

Passado o susto inicial com o início da cobrança de imposto no capital estrangeiro nas aplicações domésticas na terça-feira, a cotação do dólar voltou à sua trajetória de recuo ante o real e se desvalorizou 1,15%, a R$ 1,723 na compra e a R$ 1,725 na venda. A unidade americana começou o dia ao preço de R$ 1,767 e seguiu trajetória de queda. O Banco Central comprou dólares no mercado à vista, mas não informou a taxa de corte. A Ptax foi fixada em R$ 1,7432 para compra e a R$ 1,744 para venda.

Desde que foi anunciada a cobrança de Imposto sobre Operação Financeira (IOF) no fim de semana, a divisa dos Estados Unidos avançou 1%. Analistas afirmam, contudo, que a moeda americana continuará em declínio.

"O mercado estava tenso na terça-feira, com receio de que o governo estivesse mais intervencionista. A impressão foi desfeita depois que viram que esta ação não vai mudar praticamente nada. A única diferença será colocar na conta do Tesouro quanto será descontado sobre a aplicação", explicou Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy.

De acordo com o gestor, investidores se assustaram por conta da rapidez do governo em adotar a medida e a ausência de diálogo com o mercado. A atração internacional pelo Brasil, segundo Castro, continua. "A notícia caiu mal porque foi inesperada, mas todo mundo continua querendo aplicar no País. Agora, no entanto, será de maneira mais cautelosa."


Antes da adoção do IOF, a entrada de dólares no País em outubro disparava para US$ 10,489 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira. A maior parte desse volume está relacionada a operações no mercado de capitais, principalmente a venda de units do Santander Brasil, e não a um movimento de antecipação ao IOF - já que a primeira notícia a respeito do imposto foi publicada somente na sexta-feira.

O BC comprou somente pouco mais que a metade desse volume, U$S 5,977 bilhões, o que, segundo cálculos do banco BNP Paribas, deve ter permitido aos bancos a cobertura de suas posições vendidas na moeda norte-americana.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar pronto terminou cotado a R$ 1,7359, queda de 1,48%. A rodada teve giro financeiro de R$ 300,707 milhões, com 55 negócios realizados. Nos contratos futuros, o dólar foi negociado a R$ 1,726 para novembro, a R$ 1,736 para dezembro e a R$ 1,746 para janeiro. No turismo, a unidade americana teve decréscimo de 0,56%, a R$ 1,68 para compra e a R$ 1,78 para venda.

No mercado futuro de dólar e cupom cambial, porém, os bancos seguiam até terça-feira com quase U$S 7 bilhões de posições vendidas que indicam uma aposta na valorização do real , em contraponto aos investidores estrangeiros.

De quinta a terça-feira, os estrangeiros triplicaram suas posições compradas em dólar, para cerca de U$S 6 bilhões, em um movimento de proteção a uma eventual alta da moeda norte-americana.

Já o euro comercial, recuou 0,42%, a R$ 2,59 na compra e a R$ 2,594 na venda. No turismo, a moeda única da Europa desceu 1,8%, a R$ 2,44 para compra, e a R$ 2,73 para venda.

Internacional. O dólar recuou ante uma cesta de moedas. Às 17h de Brasília, a unidade americana perdia 1,5% na comparação com a libra esterlina, a U$S 1.6626; na paridade com o franco suíço, declinava 0,7%, a 1.0047 francos suíços. Comparada à divisa japonesa, entretanto, a moeda dos EUA ganhava 0,23%, a 90.99 ienes.

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Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Dólar, a R$ 1,72, em nova mínima do ano - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 14/10/09 - Caderno Mercados






Dólar, a R$ 1,72, em nova mínima do ano

VINICIUS MEDEIROS

De carona na onda de desvalorização do dólar ao redor do mundo, a cotação da moeda norte-americana fechou ontem em queda de 0,52%, a R$ 1,726 para venda e R$ 1,728 para compra, batendo nova mínima do ano. Em outubro, a divisa perde 2,48% ante o real e, no ano, a desvalorização chega a 26%. Já o dólar turismo acompanhou o movimento do balcão e cedeu 1,1%, cotado a R$ 1,65 para venda e R$ 1,79 para compra.

Na volta do feriado, a moeda norte-americana sempre operou no campo negativo. Apesar da contínua desvalorização ao longo da sessão, o Banco Central (BC) só anunciou o tradicional leilão de compra às 16h, realizando-o entre 16h06 e 16h16. O BC fixou a taxa de corte em R$ 1,727 e, em seguida, a cotação no balcão ampliou a baixa, renovando a mínima do dia e do ano. No fechamento interbancário, a divisa foi negociado a R$ 1,727 - taxa mais baixa desde 5 de setembro de 2008.

Além de uma penca de notícias positivas nos mercados internacionais, o dólar comercial também foi pressionado internamente por um leve fluxo financeiro positivo, decorrente da entrada dos últimos recursos estrangeiros que participaram da oferta pública de ações (IPO) do banco Santander - a liquidação da operação ocorreu ontem. "O otimismo no mercado, somado à entrada de capital especulativo no País, seja de renda fixa ou variável, estão se refletindo na queda da divisa. Ontem, nem a atuação do BC conteve a queda do dólar.", diz Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy.

Embora reconheça que a movimentada agenda desta semana, recheada com balanços de importantes empresas nos Estados Unidos, possa influenciar na cotação do dólar, Castro não enxerga uma possível reversão na tendência de queda. "A cotação do dólar futuro para 1º de novembro atingiu sua mínima desde a criação do indicador, fixando-se em um valor próximo aos patamares pré-crise. Trata-se de um ótimo indicativo de que a tendência de queda deve continuar. Se os resultados dos balanços forem positivos, pode-se projetar um dólar a R$ 1,65 no final do ano, pois a R$ 1,70 já é uma realidade", avalia.


Euro sobe. Na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), o dólar pronto também acompanhou o movimento do balcão e fechou em queda de 0,64%, a R$ 1,731. O giro financeiro foi de R$ 352,651 milhões, para 78 negócios. O euro reverteu seis sessões consecutivas em baixa e subiu 0,35%, a R$ 2,559 para compra e R$ 2,563 para venda. Já o euro turismo caiu 0,37%, a R$ 2,46 para compra e R$ 2,71 para venda.

Nos mercados internacionais, o dólar caiu antes as principais divisas globais. Às 19h01, a moeda norte-americana cedia 0,55% ante ao euro e 0,80 frente a libra esterlina, cotada a US$ 1,4854 e US$ 1,5925, respectivamente. Na mesma tocada, o franco suíço se valorizava 0,53%, a 1,0216 francos. A única exceção do dia foi o iene, que, às 1905, perdia 0,12%, a 89,71 ienes.

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Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Dólar cai mais ainda e vale R$ 1,739 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 09/10/09 - Caderno Mercados






Dólar cai mais ainda e vale R$ 1,739

Tatiana Gurjão

O dólar atingiu o menor patamar do ano pela terceira vez esta semana. A moeda americana bateu a cotação de R$ 1,737 para compra e R$ 1,739 para venda, queda de 0,97% nesta quinta-feira. A sessão interbancária foi turbulenta pela manhã, antes que a cotação despencasse no início da tarde. A taxa Ptax encerrou ao preço de R$ 1,7404 para compra, e R$ 1,7412 para venda.

Entre os indicadores com maior repercussão, estavam o lucro da Alcoa no terceiro trimestre, o aumento das vendas de grandes varejistas norte-americanas e a melhora do mercado de trabalho nos Estados Unidos e na Austrália. A queda do dólar ganhou fôlego adicional nos últimos minutos de sessão, após o leilão de compra de dólares do Banco Central (BC).

Um operador que preferiu não ser identificado afirmou que o BC comprou relativamente pouco em relação ao fluxo percebido no dia, mas ele lembrou que a queda adicional da moeda se deve mais ao fato de que, em condições favoráveis, o mercado freia a baixa do dólar antes das atuações do BC para poder vender os dólares à autoridade monetária a um preço mais alto.

Na avaliação do mercado, o BC não tem reduzido a intensidade dos leilões para enxugar o excesso de liquidez e continua a comprar "agressivamente", nas palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega. O dado que aponta acréscimo de apenas U$S 58 milhões nas reservas internacionais por meio de intervenções no mercado de dólar à vista nos dois primeiros dias de outubro refere-se a leilões feitos no final de setembro em dias de fluxo igualmente fraco. Eles aparecem em outubro porque foram liquidados neste mês.

Já a compra maciça dos bilhões de dólares atraídos pelo IPO do Santander, conforme reportado por profissionais de mercado, é somente uma repetição da estratégia adotada diariamente pela autoridade monetária nos últimos meses, com um volume maior por causa do aumento pontual do fluxo. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar viva voz caiu 0,76%, a R$ 1,7441. A rodada teve giro financeiro de R$ 179.212 milhões. Nos contratos futuros, a moeda americana foi negociada a R$ 1,743 para novembro, a R$ 1,752 para dezembro, e a R$ 1,762 para janeiro. No turismo, a divisa dos Estados Unidos recuou 1,1%, a R$ 1,66 para compra, e R$ 1,80 para venda.

"Os estrangeiros estão considerando investir no Brasil é o país do momento", definiu Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy. O IPO do banco espanhol Santander foi um dos responsáveis pela derrubada do preço da moeda americana, no entendimento dele.

"Há um excesso de ânimo no mercado, com grande entrada de capital externo no País esta semana. Está todo mundo acreditando na economia brasileira. Ainda há muito espaço para o dólar cair."


O euro também se desvalorizou ante o real, e perdeu 0,16%, a R$ 2,569 para compra e R$ 2,573 para venda. No turismo, a divisa europeia desceu 0,73%, a R$ 2,43 para compra, e R$ 2,72 para venda.

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Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Dólar, em dia estável, fecha cotado a R$ 1,79 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 30/09/09 - Caderno Mercados



Dólar, em dia estável, fecha cotado a R$ 1,79

VINICIUS MEDEIROS

Em uma sessão volátil, em que o cenário externo negativo contrabalançou a tendência de baixa projetada pelo mercado interno, a cotação do dólar comercial fechou estável ante ao real, a R$ 1,791 para compra e R$ 1,793 para venda. A moeda norte-americana abriu a sessão em alta de 0,29% e oscilou durante toda a sessão entre uma elevação de 0,17% (R$ 1,796) e um recuo de 0,22% (R$ 1,789). A atuação do Banco Central (BC), no entanto, mais uma vez segurou a queda da divisa. Em sintonia com o balcão, o dólar turismo também sustentou o preço de segunda-feira, a R$ 1,71 para compra e R$ 1,85 para venda.

Em entrevista concedida ontem, Henrique Meirelles, presidente do BC, disse que não há movimentos unidirecionais na taxa de câmbio e que o mercado deve considerar a cotação do dólar ante várias moedas e não somente frente ao real. Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy, concorda: "Embora o mercado projete uma valorização, principalmente por conta do ingressos de recursos no curto prazo na Bovespa, não se trata de um avanço do real. A moeda norte-americana vem sistematicamente cedendo terreno ante as principais divisas globais, como bem sinalizou Meirelles. Apesar das boas perspectivas, esse fator explica melhor a queda", avalia.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), o dólar pronto fechou praticamente estável, com leve alta de 0,08%, a R$ 1,7925. O giro financeiro foi de R$ 608,305 milhões, para 16 negócios.

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Terça-feira, Setembro 15, 2009

Dólar, em queda livre, recua 0,77%, a 1,813 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 15/09/09




Dólar, em queda livre, recua 0,77%, a R$ 1,813

VINICIUS MEDEIROS

Influenciado por notícias do exterior, o dólar comercial fechou ontem em queda de 0,77%, cotado a R$ 1,811 para compra e R$ 1,813 para venda. Depois de abrir em alta de 0,54% (R$ 1,837), acompanhando o mau humor inicial dos mercados internacionais, a moeda norte-americana cedeu ainda pela manhã, chegando a casa de R$ 1,81 às 11h, patamar em que se manteria até o fechamento na mínima da sessão. Em contrapartida, o dólar turismo avançou 1,6%, a R$ 1,76 para compra e R$ 1,90 para venda.

Para Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy, a venda de dólares no mercado futuro também teve influência na queda de ontem. "Diversas variáveis influenciam no mercado de câmbio, principalmente notícias internacionais, mas um movimento de venda no dólar futuro sempre leva o spot para baixo", avalia. Castro crê que a moeda deve romper a barreira de R$ 1,80 ainda este mês.

"O câmbio está sempre sujeito a ajustes durante algumas sessões. Hoje (ontem), projetava alta, mas ela não aconteceu. Creio que essa semana ele deve subir um pouco, mas a tendência de queda é clara. O suporte de baixa está ficando cada vez menor e é possível que ainda este mês a divisa esteja abaixo de R$ 1,80. Minha aposta é entre R$ 1,70 e R$ 1,75 no final do ano", diz.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), o dólar pronto também operou o dia todo em queda, chegou a bater a mínima de R$ 1,81, mas fechou a R$ 1,8125 (-0,79%). O giro financeiro foi de R$ 311,945 milhões, para 80 negócios. Entre os contratos futuros indexados à moeda norte-americana com vencimento em outubro caíam 1,17% perto das 17 horas, para R$ 1,8145. Em novo leilão no mercado à vista, o Banco Central (BC) comprou a divisa numa taxa de corte fixada em R$ 1,8175.

O real também se valorizou ante ao euro. Enquanto o euro comercial fechou em queda de 0,49%, a R$ 2,647 para compra e R$ 2,651 para venda, o turismo cedeu 0,36%, cotado a R$ 2,51 para compra e R$ 2,80 para venda.

Internacional. Nos mercados internacionais, o dólar registrou perdas ante as principais divisas europeias. Às 18h03, a moeda norte-americana cedia 0,32% ante ao euro e 0,38% frente ao franco suíço, cotado a US$ 1,4618 e 1,0345 francos, respectivamente. A exceção foi a libra esterlina, que caiu 0,44%, a US$ 1,6583. Às 18h10, o iene cedia 0,26% frente ao dólar e 0,58% ante o euro, cotado em 90,71 e 132,94 ienes, respectivamente.

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Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Compra de importadores causa elevação do dólar - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 10/09/09



Compra de importadores causa elevação do dólar

Tatiana Gurjão

Em dia fraco de divulgação de dados expressivos, o dólar voltou a se valorizar. O comercial fechou em alta de 0,55%, cotado a R$ 1,834 para compra, e R$ 1,836 para venda. No turismo, a unidade americana se manteve estável pela segunda sessão consecutiva, a R$ 1,75 na compra, e R$ 1,89 na venda. O Banco Central (BC) voltou a intervir no mercado à vista, e comprou dólares em leilão à taxa de corte a R$ 1,8377, enquanto a moeda era negociada a R$ 1,838 no balcão. A taxa Ptax terminou a sessão valendo R$ 1,8272 na compra e R$ 1,828 na venda.

"A gente ainda vê incerteza pairando no ar. Além de fatores como ajuste e a compra de importadores, o dólar subiu acompanhando a piora na bolsa (paulista)", avaliou o operador de câmbio Marcos Trabbold, da B&T Corretora de Câmbio.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar pronto encerrou ao preço de R$ 1,8357, avanço de 0,53%. A divisa dos EUA oscilou entre R$ 1,8197 e R$ 1,8399. Apenas 78 negócios foram fechados, que movimentaram R$ 362.228 milhões. Nos contratos futuros, a moeda dos EUA foi negociada a R$ 1,843 em outubro, R$ 1,853 em novembro, e R$ 1,862 em dezembro.

"O mercado esteve bem chocho hoje (ontem). Até o preço do petróleo se manteve, praticamente, estável", resumiu Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy. Ele explica, com gráficos, a valorização da moeda americana na quarta-feira, e a possível trajetória dela até dezembro. "O ativo se aproximou de uma zona de suporte, que é um repique de alta. Ele (o dólar) está em um ponto de equilíbrio a curto prazo. O dólar teve uma forte depreciação esses dias, e pode atingir a zona de suporte de R$ 1,82, com uma ligeira alta. A tendência é que a cotação caia frente ao real, cerca de R$ 0,05 por mês, até o fim do ano."

Outro fator que ele atribui à apatia do mercado ontem é a expectativa dos investidores com relação a indicadores que saem hoje e amanhã, como as divulgações da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Índice Geral de Preço do Mercado (IGPM) e de dados dos EUA sobre balança comercial e pedidos de seguro-desemprego.

O euro também teve acréscimo ante o real, e o comercial terminou cotado a R$ 2,668 para compra, e R$ 2,671 para venda, alta de 0,87%. No turismo, a unidade da Europa avançou 1,07%, a R$ 2,53 para compra e R$ R$ 2,83 para venda.

Fluxo cambial. O BC informou que o fluxo cambial ficou positivo em U$S 2,957 bilhões em agosto. Neste período, a instuição comprou U$S 2,625 bilhões no mercado à vista. A posição vendida dos bancos diminuiu para U$S 1,14 bilhão no final do mês passado. No final de julho, o montante somava U$S 1,52 bilhão.

"Os bancos estão tentando reduzir ou mesmo zerar suas posições vendidas no mercado à vista, pois já ganharam bastante com essa exposição e não têm certeza de que poderão continuar lucrando com isso", considerou Trabbold, da B&T Corretora.

Internacional. A desvalorização do dólar nos mercados internacionais empurrou a taxa de paridade central dólar-yuan para um patamar abaixo de seu suporte. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8288 yuans, acréscimo de 0,02%.

Às 19h23 de Brasília, a moeda dos EUA se mantinha estável ante o euro e o franco suíço, a U$S 1,4558 e 1.0413 francos suíços, respectivamente. Frente à divisa do Japão, o dólar caía 0,03%, a 92.01 ienes; contra a libra, a moeda americana subia 0,07%, a U$S 1,6537. Já o euro, ante a moeda japonesa, desvalorizava-se 0,04%, a 133.93 ienes. (Com agências)

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Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Dólar volta a recuar e fecha semana a R$ 1,84 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 07/09/09 - Caderno Mercados



Dólar volta a recuar e fecha semana a R$ 1,84

VINICIUS MEDEIROS

O dólar comercial, influenciado pelas boas notícias no exterior, reverteu as altas acumuladas no final de agosto e fechou a primeira semana de setembro em queda de 2,49%, cotado a R$ 1,838 para compra e R$ 1,84 para venda. No ano, a valorização do real ante a divisa norte-americana já chega a 21,19%. Na contramão deste movimento, o dólar turismo fechou estável, a R$ 1,74 para compra e R$ 1,95 para venda.

Na sexta-feira, em dia de poucos negócios e reação à recuperação dos mercados internacionais, a moeda se manteve em queda frente ao real desde a abertura, encerrando a terceira sessão consecutiva em declínio. "O marco regulatório do pré-sal e as ofertas públicas de ações de empresas como Banco Santander e Cetip devem trazer uma enxurrada de dólares para o mercado brasileiro nos próximos meses, corroborando o fortalecimento do real. Com a trajetória de queda bem desenhada, a moeda pode fechar o ano a R$ 1,70 ou R$ 1,75. Ainda assim, haverá ajustes ao longo do caminho", avalia Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy.

O dólar pronto também fechou a semana em queda, com perdas de 2,72%, a R$ 1,8385. O euro também viveu uma semana de desvalorização ante à moeda brasileira. No balcão, a divisa europeia caiu 2,4%, cotado a R$ 2,632 para compra e R$ 2,638 para venda. Já o euro turismo recuou 2,8%, a R$ 2,49 para compra e R$ 2,78 para venda.

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Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Em dia de volatilidade, dólar sobe 0,65%, a R$ 1,85 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 26/08/09 - Caderno Mercados






Em dia de volatilidade, dólar sobe 0,65%, a R$ 1,85

Tatiana Gurjão

Em sessão turbulenta, o dólar comercial subiu pela segunda sessão consecutiva e furou a barreira de R$ 1,85, fechando cotado a R$ 1,855 para compra e R$ 1,857 para venda, avanço de 0,65%. A moeda americana bateu a mínima de R$ 1,832, às 11h, e alcançou o valor de R$ 1,86 às 16h.

Ainda no mercado interbancário, a taxa Ptax ficou ao preço de R$ 1,8411 na compra, e R$ 1,8419 na venda. No turismo, a moeda norte americana permaneceu estável pela quarta sessão consecutiva, a R$ 1,76 na compra, e R$ 1,90 na venda.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar pronto encerrou a rodada valendo R$ 1,854, acréscimo de 0,49%. Os 115 negócios fechados movimentaram R$ 578,474 milhões. O dólar viva-voz oscilou entre R$ 1,831 e R$ 1,86. Nos contratos futuros, a moeda americana foi negociada a R$ 1,858 para setembro, R$ 1,869 para outubro e R$ 1,878 para novembro.

Para Daniel Castro, gerente financeiro para a América Latina de uma multinacional sueca da indústria de equipamentos, o movimento no mercado de câmbio ontem foi especulativo. "Houve especulação devido às expectativas sobre os estoques de petróleo nos Estados Unidos, que saem amanhã (hoje). Os bancos mudaram a posição de suas carteiras em relação às commodities, já que o petróleo teve variação de 3% no valor. Os players menores viram com desconfiança essa troca e acompanharam o movimento."

De acordo com o gerente financeiro regional, o fato de o BC ter divulgado a projeção, via boletim Focus, de que o dólar estará cotado a R$ 1,85 em dezembro, influencia na cotação real da moeda. "É uma profecia autorealizada. Os contratos futuros têm sido negociados nessa faixa, pelo receio do mercado de se arriscar. No momento, esta paridade é o ponto de equilíbrio do câmbio."

Ele adianta que amanhã será o dia em que a moeda americana poderá sofrer mais oscilação nesta semana, por causa da apresentação de índices referentes ao seguro-desemprego nos EUA.


Já o euro comercial valorizou-se em 0,83%, a R$ 2,655 na compra, e R$ 2,658 na venda. No turismo, a divisa europeia teve aumento de 1,43%, cotada a R$ 2,53 para compra, e R$ 2,83 para venda.

Internacional. No mercado internacional, às 17h17, o euro avançava 0,03%, a US$ 1,43; na comparação com a divisa japonesa, o euro subia 0,04%, a 134.65 ienes.

Às 19h12 de Brasília, o dólar subia 0,16% sobre a moeda japonesa, a 94,15 ienes; frente à libra, ganhava 0,36%, a US$ 1,635; na comparação com o franco suíço se manteve praticamente estável, a 1,0617 francos suíços, avanço de 0,009%. No mercado de balcão, o dólar se valorizava 0,004% sobre a moeda da China, cotado a 6,8318 yuans.

Matéria Completa: JornaldoCommercioCadernoMercados26B02.pdf

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Quarta-feira, Agosto 19, 2009

Strategic Treasury Management 2009 - 2ª Edição

Próximos dias 18, 19 e 20 de Agosto de 2009 se realizará a segunda edição do Strategic Treasury no Blue Tree Towers Paulista, São Paulo.


Dia 19/08/09 às 14:00
A otimização da gestão do hedge cambial em um mercado extremamente volátil


O mercado de derivativos ao longo dos anos vem ganhando complexidade e liquidez, além de maior controle através de normas internacionais de contabilidade como o IFRS. Dentro deste contexto a marcação a mercado (MTM) se faz obrigatória uma vez ao mês para fins contábeis mas pode ser levada ao extremo através de um controle diário com o intuito de se otimizar a carteira de hedges conforme as movimentações do mercado de câmbio, mercado a termo, mercado futuro, mercado de opções e swaps.

- Aproveitamento de oportunidades de mercado para otimização da carteira de hedge.
- Alinhamento do planejamento de comércio exterior e exposição cambial vis-à-vis a contratação de hedges.
- O uso de análise técnica nos trades de derivativos.

Daniel Castro - Gerente Financeiro América Latina da Husqvarna


Baixe aqui a programação completa: brochure.pdf

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Quarta-feira, Agosto 12, 2009

Dólar segue trajetória de desvalorização - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 12/08/09 - Caderno Mercados






Dólar segue trajetória de desvalorização

Tatiana Gurjão

Apesar de ter começado a semana em alta, o dólar voltou a se desvalorizar ante o real. No mercado interbancário, a divisa dos Estados Unidos teve depreciação de 0,38%, fechando à cotação de R$ 1,841 na compra e R$ 1,83 na venda. A moeda americana iniciou a sessão em leve alta, cotada a R$ 1,86, mas seguiu ladeira abaixo ao longo da tarde, a despeito do movimento vendedor no mercado acionário brasileiro.

A taxa Ptax da terça-feira ficou em R$ 1,8449 para compra e R$ 1,8457 para venda. À tarde, o Banco Central (BC) comprou dólares, em leilão, a uma taxa de corte de R$ 1,8399. O dólar turismo andou em direção oposta ao comercial e avançou 1,06%, a R$ 1,76 para compra e R$ 1,90 para venda.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar pronto recuou 0,3%, e fechou cotado a R$ 1,8425. O giro financeiro foi de R$ 132.790 milhões, com apenas 39 negócios realizados. Os contratos futuros foram negociados abaixo da barreira psicológica de R$ 2. Para setembro, a cotação fechou em R$ 1,849; para outubro, a R$ 1,86 e para novembro, a R$ 1,871.

"A liberação de recursos de financiamento para empresas exportadoras pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode ter impactado o real ontem", acredita Daniel Castro, professor de Consultoria e Investimentos Financeiros da FGV. "Os juros desta liberação do BNDES estão muito baixos (4,5%). Ao invés de a empresa pegar empréstimo no exterior, ela vai preferir fazê-lo aqui. Essa linha de financiamento compete com o adiamento de contrato em dólar."

Segundo o professor, o empréstimo faz parte do pacote de medidas anticíclicas adotadas pelo governo federal. O financiamento é de R$ 7,6 bilhões e vale até o fim do ano, ou até ser repassada toda a verba. Castro adianta que a economia só será beneficiada com este recurso, no entanto, caso haja demanda externa. "A exportação é quem rege a demanda. As empresas vão lucrar se a economia recuperar o fôlego."

De acordo com Castro, o dólar continuará a ser depreciado na comparação com o real. "A balança comercial está positiva, e as aplicações externas devem continuar a todo vapor ao País, tanto em renda variável quanto na fixa. Mesmo com juros menores, nossas taxas ainda são altas o bastante para atrair capital estrangeiro."

Ele ressalta, no entanto, que o BC deverá continuar a intervir para frear a queda excessiva do dólar. "Eles nem avisam mais quando vão comprar dólares. A intenção do BC com essa manobra é desarmar quem faz um câmbio especulativo. O Henrique Meirelles (presidente da instituição) já deu um puxão de orelha na semana passada para que parem de brincar com a divisa dos EUA."

O professor estima que a moeda americana se desvalorize ao ritmo de cinco centavos por mês frente ao real e, após uma leve alta no fim do ano, feche 2009 cotada a cerca de R$ 1,70.


De acordo com a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, investidores procuraram vender dólar, aproveitando o repique da divisa. "No quadro atual do câmbio doméstico, quando o dólar chega nos níveis de 1,850 real ou ultrapassa essa cotação, entram os vendedores querendo lucrar com a alta."BM&FBovespa, o volume negociado no mercado de câmbio à vista somava cerca de 2,35 bilhões de dólares.

EURO. O euro comercial teve retração de 0,19%, a R$ 2,605 para compra, e R$ 2,609 para venda. No turismo, a divisa europeia despencou 2,52%, cotada a R$ 2,48 na compra, e R$ 2,77 na venda. Às 19h05 de Brasília, a moeda da Europa tinha apreciação de 0,06% contra o dólar, a U$S 1,4149, e, perante a divisa japonesa, recuava 1,12%, a 135.82 ienes.

Na comparação com o iene, a moeda dos EUA perdeu 1,19%, a 95.99; frente à libra, recuou 0,01%, a U$S 1,6478. Quando comparado ao franco suíço, o dólar retraiu 0,34%, a 1,0818.

O contínuo fortalecimento do dólar nos mercados internacionais após o horário de negociações na Ásia levou o yuan a uma nova desvalorização sobre a moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8350 yuans, de 6,8344 yuans do fechamento de segunda-feira. (com agências)

Matéria Completa: jornaldocommercio120809B2.pdf

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Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Dólar em mais um recorde de baixa | Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 05/08/09 - Caderno Mercados






Dólar em mais um recorde de baixa

Tatiana Gurjão

A moeda americana bateu ontem mais um recorde de desvalorização no ano. O dólar comercial fechou a R$ 1,821 na compra e R$ 1823, na venda, com depreciação de 0,65%. A cotação é a menor desde o dia 25 se de setembro do ano passado, quando a moeda fechou a R$ 1,822, no momento em que se aprofundava a turbulência financeira mundial.

No turismo, a moeda dos EUA terminou a R$ 1,75 na compra, e R$ 1,89 na venda, queda de 0,52%. O dólar Ptax ficou cotado a R$ 1,82640 para compra, e R$ 1,82720, para venda. Pela manhã, o Banco Central comprou a divisa americana à taxa de corte de R$ 1,8364.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar viva-voz esteve cotado no fim da sessão a R$ 1,823, queda de 0,65%, com 34 negócios realizados. O giro financeiro movimentou R$ 173.069 milhões. Para os próximos dois meses, os investidores apostaram que o dólar continuará abaixo da barreira psicológica de R$ 1,85. Nos contratos para setembro, a moeda americana ficou cotada a R$ 1,832; em outubro, a R$ 1,843.

"O Brasil é um oásis no cenário econômico mundial." Foi assim que o fundador do clube de Investimentos Horus Strategy, Daniel Castro, definiu a entrada maciça de capital estrangeiro no País, que tem derrubado a cotação da moeda norte-americana. Ele afirma que o Brasil é o segundo melhor País para se investir. O primeiro colocado, para ele, é a China.

"Os fundos internacionais têm optado por fazer seu capital aqui, por não termos investimentos tão arriscados como os hipotecários. Há, também, diversidade na economia. O fato de o Brasil não ter sido tão atingido pela a crise o deixou ainda mais atraente do que antes."

Ele diz que os dados sobre vendas de imóveis nos Estados Unidos podem ter contribuído para devolver o otimismo aos investidores internacionais. "Se o estopim da crise (a venda de casas) tem se recuperado, aumenta o ânimo dos investimentos mundiais, pois dá impressão que o pior da turbulência já passou."

De acordo com Castro, a valorização do real frente ao dólar já prejudica os setores têxtil e de calçados, por causa da concorrência com a China, que pratica preços abaixo do mercado. Ele ressalta, porém, que as commodities ainda não foram afetadas. "A alta do preço das matérias-primas, como minério de ferro e petróleo, continuarão a puxar para cima a balança comercial brasileira."

Até dezembro, ele acredita que o valor do dólar esteja em R$ 1,70. "Esse valor representaria um ponto de equilíbrio. Abaixo disso, pode atrapalhar a dinâmica da economia, e reduzir a produção industrial, por conta da diminuição da exportação."

O fundador do clube avalia o Banco Central poderá diminuir sua interferência na cotação do dólar. "As reservas cambiais já estão grandes. O "colchão" de dólar que o BC tem já é suficiente. Se continuar com os (leilões de) swaps, terá prejuízo." Castro acrescenta que as possíveis ofertas públicas de ações nesse segundo semestre podem despertar, ainda mais, a atração dos investidores estrangeiros.


EURO. A cotação do euro comercial caiu 0,76%, a R$ 2,62 para compra, e R$ 2,624 para venda. No turismo, a moeda única da Europa se manteve estável, a R$ 2,49 na compra, e R$ 2,78 na venda.

No mercado internacional, às 17h40 de Brasília, o dólar se valoriza em comparação às principais moedas da Europa. Em relação à libra esterlina, avançava 0,1%, a US$ 1,6946; frente ao euro, se manteve estável, a US$ 1,4412; sobre o franco suíço, teve acréscimo de 0,38%, a 1,0598 francos-suíços.

Na Ásia, às 17h45, a moeda japonesa ganhava 0,01% perante ao dólar, cotado a 95,27 ienes. Quando comparado com o euro, a divisa da Europa caía 0,02%, a 137,26 ienes. A contínua desvalorização do dólar em relação ao euro, fez com que Pequim fixasse uma taxa de paridade central dólar-yuan menor. Este movimento estimulou a valorização do yuan sobre a moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8302 yuans, de 6,8308 yuans do fechamento de segunda-feira.

Merrill Lynch. O real, que é a moeda de melhor desempenho no câmbio com o dólar este ano, entre as principais divisas nacionais, deverá se valorizar mais até o fim de setembro, já que os operadores apostam que ações, bônus e commodities brasileiros vão crescer com a recuperação econômica, disse a Merrill Lynch.

O dólar deverá se desvalorizar para até R$ 1,70, disse Alberto Boquin, estrategista para dívida mobiliária e câmbio latino-americanos da Merrill Lynch, uma divisão do Bank of America. A moeda brasileira disparou depois que a atividade da indústria de transformação da China, o maior parceiro comercial do Brasil, subiu ao nível mais alto de 12 meses.

"Começamos a ver mais gente que acredita nessa história de recuperação global", disse Boquin em Nova York. "Recebemos números fortes em relação à China e, se os dados sobre emprego, excluindo os rurais, nos Estados Unidos não forem terríveis, as pessoas vão continuar a caçar retornos e a ficar mais otimistas em relação à situação mundial."

O dólar perdeu 21,99% frente ao real em 2009. "Continuamos a acreditar que o Banco Central vai intervir para desacelerar a evolução, mas que não será capaz de revertê- la", escreveram os estrategistas em uma nota a clientes divulgada ontem. "A magnitude do avanço do real nas últimas semanas surpreendeu algumas pessoas", disse ele.

Exportações.

A alta do real intensificou temores de que as exportações de produtos industrializados do País, como calçados, mobiliário, autopeças e têxteis, possam cair. "O Brasil tem uma moeda supervalorizada, o que não é favorável para as exportações de produtos manufaturados", disse José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, que representa 90% dos exportadores do país. "As indústrias brasileiras estão perdendo competitividade por causa da valorização do real."

As exportações brasileiras deverão cair 26% este ano. A cotação do real deveria ficar entre US$ 2,30 e US$ 2,40 para fortalecer as exportações sem alimentar as importações, segundo Castro. "Esta é uma taxa cambial neutra, para o real", disse ele.

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Sexta-feira, Julho 31, 2009

Dólar volta à cotação de setembro de 2008 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 31/07/09






Dólar volta à cotação de setembro de 2008

VINICIUS MEDEIROS

A retomada do otimismo nos mercados internacionais e no Ibovespa empurrou o dólar comercial de volta à sua trajetória de baixa na quinta-feira. A moeda norte-americana encerrou a sessão cotada a R$ 1,872 para compra e R$ 1,874 para venda, queda de 1,58%, menor cotação desde setembro do ano passado. A divisa iniciou o pregão caindo 0,81%, a R$ 1,885, oscilou durante toda manhã até chegar ao patamar de R$ 1,879 às 14h30, fechando na mínima. No mês, a desvalorização já chega a 4,58% e, no ano, a 19,74%.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), o dólar pronto registrou queda de 1,52%, a R$ 1,875. O giro financeiro alcançou R$ 370,262 milhões, para 33 negócios. Já o dólar turismo fechou estável, a R$ 1,81 para compra e R$ 1,95 para venda.

A julgar o dia favorável nos mercados internacionais e a proximidade do final do mês, o que fez muitos investidores se desfazerem de suas posições futuras, a baixa era esperada, mas analistas se perguntam até onde a moeda norte-americana pode cair. Segundo Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy, agosto deve registrar ajustes e oscilações na cotação do dólar, sem, no entanto, desviar sua trajetória descendente.

"O último pregão do mês deve sustentar ou apresentar leve queda. Para os próximos meses a expectativa é de manter a queda, com projeções de chegar a casa de R$ 1,70 até o final do ano, com ajustes e oscilações no período. Ainda há muitos centavos para cair, por isso haverá muita gente vendendo dólar no futuro nos próximos meses para ganhar a diferença", avalia.


No mercado futuro, os quatro vencimentos da moeda norte-americana projetaram taxas em queda, com um volume de negócios de US$ 12,042 bilhões, às 16h20. O dólar que vence em 1º de agosto, liquidado na próxima segunda-feira, dia 3 de agosto, com base na taxa Ptax de sexta-feira, projetava, às 16h42, taxa de R$ 1,875, baixa de 0,95%, com um giro de US$ 11,584 bilhões, oscilando entre a máxima de R$ 1,887 (-0,34%) e mínima de R$ 1,8725 (-1,11%).

O euro comercial caiu 1,42%, cotado a R$ 2,632 para compra e R$ 2,635 para a venda. Já o turismo apresentou queda de 2,11%, encerrando o dia a R$ 2,79 para venda.

Internacional. Nos mercados internacionais, o dólar retomou a trajetória de baixa ante o euro e a libra esterlina. Às 17h35, a moeda norte-americana cedia 0,09% perante o euro e 0,68% sobre a divisa britânica, cotada a US$ 1,4063 e US$ 1,649, respectivamente.

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Segunda-feira, Julho 20, 2009

Dólar fecha semana em queda de 3,7% - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 20/07/09






Dólar fecha semana em queda de 3,7%

VINICIUS MEDEIROS

O dólar comercial fechou a semana em baixa de 2,63%, acompanhando o movimento descendente iniciado segunda-feira passada no balcão. A moeda norte-americana encerrou a última sessão da semana cotada a R$ 1,926 para compra e R$ 1,928 para a venda, menor valor desde 12 de junho, e próxima à cotação de 1º de outubro de 2008, de R$ 1,918. No mês, a valorização do real já chega a 1,83% e, no ano, a 17,43%.

"O movimento na Bovespa mostra que os investimentos estrangeiros estão gradualmente voltando, o que força o dólar para baixo. Com IPOs programados para o segundo semestre, as perspectivas são de queda. Em setembro, mantendo este ritmo, a divisa norte-americana deve chegar a casa de R$ 1,8", analisa Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy.

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Quarta-feira, Julho 15, 2009

Nova queda leva dólar a R$ 1,96 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 15/07/09




Nova queda leva dólar a R$1,96

VINICIUS MEDEIROS

Após a divulgação de alguns dados positivos nos Estados Unidos, especialmente o lucro do Goldman Sachs, o dólar comercial no mercado interbancário caiu ontem 0,56%, fechando a R$ 1,969 para venda e R$ 1,967 para compra, emendando o segundo dia consecutivo de queda e acumulando perda de 1,55% nesse período. A moeda norte-americana oscilou o dia em terreno negativo, abaixo de R$ 2 durante praticamente toda a sessão, marcada por baixa volatilidade e fraco volume de negócios, atingindo a cotação máxima de R$ 1,976 ao meio dia e mínima de R$ 1,968 logo no início das atividades.

O resultado acompanha a expectativa de desvalorização do dólar para médio e longo prazo, que, segundo analistas, foi iniciada com o sucesso do Initial public offering (IPO) da VisaNet. "O resultado dos balanços corporativos nos Estados Unidos balizam a queda da moeda norte-americana, que já se desenha desde o IPO da Visanet, cujo o volume de negócios foi elevado. O movimento também ganhou força com o segundo mês consecutivo de alta na balança comercial brasileira", analisa Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy.

Reginaldo Galhardo, analista de câmbio da Treviso Corretora, endossa as palavras de Castro, mas alerta que as oscilações podem voltar nos próximos dias caso os bons resultados no mercado norte-americano não se mantenham. "O dólar está sem rumo definido há bastante tempo. Em médio e longo prazo, a tendência é de queda, mas tudo vai depender dos resultados financeiros nos Estados Unidos", avalia. "As projeções indicam uma cotação entre R$ 1,60 e R$ 1,70 ao final do ano. Só um desastre no mercado externo modifica este cenário", acredita Castro.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar pronto caiu 0,56%, a R$ 1,969, com a máxima de R$ 1,977 e mínima de R$ 1,968. O giro financeiro alcançou R$ 344,47 milhões, para 73 negócios. No turismo, queda de 0,98%, com a moeda norte-americana cotada R$ 2,03 para venda e R$ 1,89 para compra. Já no mercado futuro, às 17h29, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2009 estava na mínima da sessão, em desvalorização de 0,88%, a R$ 1,9690. A máxima do dia foi R$ 1,987.

Acompanhando o movimento de retração da moeda norte-americana, o euro comercial teve leve queda de 0,18%, a R$ 2,745 para venda e R$ 2,742 para compra. No turismo, a moeda europeia encerrou a sessão em R$ 2,92, decréscimo de 0,34%, avaliada em R$ 2,92 para venda e R$ 2,62 para compra. No exterior, o dólar apresentava no fim da tarde leves altas ante o euro e o iene.

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Quarta-feira, Julho 08, 2009

Treasury Summit realizado no dia 08.07.09 às 16:10 | Tema: "A otimização da gestão do hedge cambial em um mercado extremamente volátil"

Próximo dia 08.07.09 às 16:10 no Hotel Golden Tulip - Paulista Plaza - São Paulo apresentarei a palestra:

"A otimização da gestão do hedge cambial em um mercado extremamente volátil"

Confira a programação do 2º dia do evento e os demais palestrantes do evento

Mais informações sobre o evento no link abaixo: http://www.treasurysummit.com/home/

Fotos do evento:


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Quarta-feira, Junho 24, 2009

Dólar tem maior recuo diário desde 4 de maio - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 24/06/09





CÂMBIO - A moeda norte-americana caiu frente às principais divisas europeias, o que contribuiu para a alta das commodities e para a apreciação do real
Dólar tem maior recuo diário desde 4 de maio

Jaqueline Porto

Parte da forte alta do dólar comercial na segunda-feira foi anulada ontem. No mercado interbancário, a moeda americana operou durante todo o dia em desvalorização e voltou a ficar abaixo do piso psicológico dos R$ 2. A correção técnica foi influenciada pelo recuo da divisa também nos mercados internacionais, que levou o dólar a encerrar o dia em queda de 2,27%, cotado a R$ 1,980 a compra e R$ 1,982 a venda, maior recuo percentual desde 4 de maio, quando registrou baixa de 2,34%.

Em meio a previsões de fluxo cambial positivo e de ingressos efetivos de recursos estrangeiros ontem, o Banco Central fez o leilão diário de swap reverso logo na primeira parte dos negócios, com taxa de corte de R$ 2,016. Mais uma vez, a atuação do BC mostrou-se ineficiente para conter a desvalorização da divisa americana. "É difícil estimar até quando o BC irá atuar nos mercados de câmbio. Na verdade, creio que isso ainda deve durar por um bom tempo, principalmente para evitar movimentos especulativos de queda da moeda americana em função das altas volatilidades observadas", diz Daniel Castro, professor da FGV.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar pronto bateu a máxima de R$ 2,021, mas recuou e fechou na mínima do dia, R$ 1,980, desvalorização de 2,22%. O giro financeiro somou R$ 165,424 milhões, para 97 negócios. No turismo, a moeda americana caiu 0,49%, sendo R$ 1,91 para a compra e R$ 2,05 para a venda.

Mesmo com o ajuste técnico de ontem, ainda é cedo para esperar um posicionamento da moeda americana para esta semana. Investidores estão na expectativa do final da reunião do Federal Reserve, hoje, que poderá definir novos rumos de atuação da política monetária dos Estados Unidos.

"Para as próximas semanas, a barreira dos R$ 1,90 será testada e possivelmente rompida em função do aumento expressivo de capital estrangeiro ingressando no Brasil. Bancos como Citibank e JP Morgan já se pronunciaram a respeito de investidores estrangeiros confirmando o aumento da participação dos mesmos no mercado de capitais brasileiro" adianta Daniel Castro. Ainda na BM&F, o dólar julho/09 fechou em R$ 1,982, queda de 2,2%. Os outros quatro vencimentos negociados no dia também tiveram desvalorização de mais de 2%.

O euro comercial desvalorizou-se 0,85%, para R$ 2,786 a compra e R$ 2,790 a venda. No turismo, a moeda europeia teve decréscimo de 0,68%, sendo R$ 2,62 para a compra e R$ 2,93 para a venda.

Internacional. A desvalorização do dólar também nos mercados internacionais fez com que o euro tocasse o maior nível em 12 dias, ante a moeda americana, devido à divulgação de dados sobre as vendas de residências nos EUA em maio.

Às 18h, o euro era cotado a US$ 1,4080, de US$ 1,3865 na segunda-feira, após tocar máxima de US$ 1,4109. Em relação ao iene, a moeda europeia também subiu para 133,97, ante 132,93 da véspera. Já em relação do dólar, o iene valorizou-se, com a taxa de paridade em 95,16, ante 95,82 de segunda-feira. A libra também se recuperou ante a moeda americana, cotada a US$ 1,6455, de US$ 1,6348 da véspera. O franco suíço subiu para 1,0666, de 1,0863 da segunda-feira.

Na China, no mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8348 yuans, de 6,8356 yuans do fechamento de segunda-feira. (Com agências).

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Sexta-feira, Junho 05, 2009

Dólar não segura a alta da véspera e cai 1,12% - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 05/06/09



Dólar não segura a alta da véspera e cai 1,12%

Jaqueline Porto

O dólar comercial, no mercado interbancário, retornou à queda perante o real nesta quinta-feira. Em dia marcado pela volatilidade, a moeda americana manteve-se em alta durante toda a manhã, mas inverteu o movimento logo no começo da tarde, permanecendo em recuo até o fechamento. O leilão vespertino de swap reverso, realizado pelo Banco Central, não impediu o decréscimo das cotações. Ao final do dia, o dólar comercial foi cotado a R$ 1,940 a compra e R$ 1,942 a venda; baixa de 1,12%.

O dólar "pronto", na Bolsa de Mercadorias & Futuros, acompanhou a desvalorização e fechou cotado em R$ 1,942; - 1,07%. O giro financeiro teve mais um dia de aumento e fechou em R$ 592,934 milhões, para 133 negócios, em D+2. Segundo a BM&FBovespa, em maio, o saldo líquido de compra de ações chegou a R$ 6,1 bilhões; no ano, o resultado amplia para R$ 11,9 bilhões. No turismo, a moeda americana desvalorizou-se 0,99%, sendo R$ 1,87 para a compra e R$ 2,01 para a venda.

No mercado futuro da BM&F, os cinco vencimentos negociados terminaram em queda de mais de 1,5%. O dólar julho/09 fechou em R$ 1,950. "Quanto ao mercado futuro, a alta do preço das commodities tem ajudado a aumentar as posições vendidas de dólar de empresas exportadoras desses insumos", diz Castro.

O decréscimo nas cotações também atingiu o euro comercial, que fechou cotado a R$ 2,743 a compra e R$ 2,754 a venda; baixa de 0,86%. No turismo, a moeda europeia despencou 2,36%, sendo R$ 2,59 para a compra e R$ 2,89 para a venda.

Internacional. Nos mercados internacionais, o dólar manteve-se praticamente estável frente ao euro, cotado a US$ 1,4174 às 20h de Brasília. A libra esterlina estendeu a desvalorização da véspera, cotada a US$ 1,6134, ante US$ 1,6317 de quarta-feira. No mesmo horário, o franco suíço estava praticamente estável, com a paridade de 1,0694 em relação à moeda americana. O euro continuou subindo frente ao iene, alcançando a paridade de 137,03, ante 135,93 da véspera. Em relação ao dólar, o iene também cedeu, chegando a 96,98, ante 95,99 no dia anterior.

A valorização do dólar e a alta na taxa de paridade central dólar-yuan levaram a moeda chinesa a desvalorizar-se em relação à americana. No mercado de balcão, o dólar fechou aos 6,8331 yuans, de 6,8307 yuans do fechamento de quarta-feira.

A queda da moeda americana também se repetiu no mercado de moedas emergentes. Pouco depois das 17h, o dólar recuava 0,88%, a 13,2167 pesos mexicanos e, no ano, acumula perda de 3,42%; caía 0,30%, a 565,45 pesos chilenos e, no ano, -11,44%; perdia 0,71% na sessão, a 1,537 lira turca e, no ano, acumula baixa de 0,26%; e ainda cedia 0,06%, a 30,8515 rublos russo, enquanto no ano a moeda americana exibe alta de 4,92%. (Com agências)

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Quinta-feira, Maio 28, 2009

Dólar ronda os R$ 2 e chega a 1,998 na BM&F - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 29/05/09




Dólar ronda os R$ 2 e chega a 1,998 na BM&F.pdf

Dólar ronda os R$ 2 e chega a R$ 1,998 na BM&F

Jaqueline Porto

O dólar resistiu ontem no mercado interbancário e conseguiu manter-se pouco acima da barreira psicológica de R$ 2, fechando o dia a R$ 2,013 para a compra e R$ 2,015 para a venda, recuo de 0,15%.

Cedo, no mercado, especialistas consideravam que o dólar comercial poderia descer abaixo de R$ 2, por conta do sinal dado pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), que na abertura estava com o dólar pronto cotado a R$ 1,998, fronteira que não cruzava desde a eclosão da crise mundial, em setembro. Ao final da sessão, o dólar "pronto" terminou o dia em R$ 2,015, desvalorização de 0,25%. A máxima intraday atingiu R$ 2,017. O volume financeiro subiu expressivamente atingindo R$ 766,926 milhões, para 90 negócios (D+2). Houve ainda negociação em D+1, com o dólar valendo R$ 2,009; o volume totalizou R$ 100,445 milhões.

Novamente, um leilão do Banco Central, realizado à tarde, não conseguiu impedir a desvalorização da divisa americana, embora a venha atenuando. "O BC vai continuar com o swap reverso, para segurar a cotação em torno dos R$ 2, por causa do fechamento da taxa Ptax no final da semana", afirma o professor da Fundação Getúlio Vargas e gestor do clube de investimentos Horus Strategy, Daniel Castro. Para ele, o motivo para que a cotação rompa a barreira dos R$ 2 é a constante entrada de capital estrangeiro na Bovespa e a recomposição das reservas de dólar do Banco Central. "A entrada de capital está derrubando as taxas e a autoridade monetária já está com as reversas seguras. Naturalmente, o mercado continuará jogando a cotação para baixo. Caso o movimento continue, é possível que o dólar alcance R$ 1,7 entre outubro e novembro", explica.

"Para os importadores esta queda do dólar é ótima e para as empresas com contratos em derivativos cambiais é um alívio. Resta saber como ficará a questão das exportações, que serão realmente prejudicadas. De toda forma, o real vem ganhando força não só perante o dólar, como também em relação ao euro", esclarece.

No turismo, dólar recuou 0,48%, cotado a R$ 1,94 para a compra e R$ 2,08 para a venda.

No mercado futuro da BM&F, os seis contratos negociados ontem fecharam o dia em queda de menos de 1% cada. O vencimento de junho/09 foi cotado em R$ 2,013. "O dólar estava trabalhando na faixa de R$ 2,08, que era um número do próprio mercado. A partir do momento em que se perde o patamar, o mercado vai buscar o próximo e testar. Se no passado, antes da crise, a média ficou em torno de R$ 1,7, é provável que o mercado busque este piso", estima Castro.

O euro comercial operou em desvalorização pelo terceiro dia consecutivo, cotado a R$ 2,799 para a compra e R$ 2,803 para a venda (-0,64%). No turismo, a moeda europeia também caiu, pelo segundo dia seguido, para R$ 2,66 a compra e R$ 2,96 a venda (-0,34%).

Internacional. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8281 yuans, de 6,8306 yuans do fechamento de terça-feira. Nos mercados internacionais, o dólar se fortaleceu em relação ao euro, sendo cotado às 20 hs de Brasília a US$ 1,3836 de US$ 1,3984 na terça-feira. A moeda americana também subiu um pouco frente ao iene, registrando o valor de 95,37 ienes por dólar ante 95 na véspera. A libra continuou avançando, valendo US$ 1,5968 de US$ 1,5926 na terça-feira. O franco suíço estava praticamente estável, a US$ 1,0925. O euro também estava estável frente ao iene, valendo 131,98. O dólar vem se recuperando frente às principais moedas, com o Dollar Index (que mede a força da moeda americana frente a seis principais divisas do mundo) registrando ontem 80,766 pontos, uma valorização de 0,85% no dia.

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