Segunda-feira, Março 01, 2010

Um mês de ganhos modestos - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 01/03/2010 - Caderno Mercados

Um mês de ganhos modestos
Tatiana Gurjão

O mercado de ações se destacou entre as aplicações mais rentáveis do mês de fevereiro, mas sem uma diferença tão expressiva frente às opções em renda fixa do mercado. A exceção foi o índice SmallCaps (que mede a variação das ações de empresas menos capitalizadas do pregão), que brilhou com ganhos de 3,15%. A bolsa brasileira encerrou o mês passado aos 66.503 pontos, após dez sessões de alta contra sete de queda.

Avançaram também os índices Ibovespa (1,68%), o Índice Brasil - IbrX (1,14%), balizado pelo desempenho das 100 ações mais negociadas na Bolsa e o Índice de Governança Corporativa (0,74%). O resultado do Ibovespa - que cambaleou durante a segunda metade do mês - ganhou impulso no final graças a um rali das ações de companhias mineradoras e siderúrgicas, como Vale, CSN, Usiminas e Gerdau.

A senha para o pessimismo que rondou os mercados acionários no mês foi a incerteza sobre a saúde financeira das economias europeias integrantes do grupo chamado Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, na sigla em inglês). No final do mês, no entanto, foi divulgada uma série de indicadores dos Estados Unidos, que devolveram algum ânimo ao mercado, por mostrar melhora na economia americana - inclusive um aumento de 5,9% no Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano passado.

Estevão Garcia, professor de Finanças da Veris Faculdade, avalia que investimentos em ação continuam sendo uma boa opção nesse momento, desde que o foco seja o longo prazo. Para o professor, as melhores apostas no mercado acionário são as blue chips, como Vale e Petrobras. A primeira, inclusive, teve ganhos bem acima do Ibovespa: em seus ativos PNA subiu 5,48%. A estatal, ainda lidando com incertezas a respeito de sua capitalização, teve desempenho mais modesto, subindo 1,29% em seus papéis preferenciais.

Em contraponto aos índices mais arrojados, os que são considerados defensivos ficaram em segundo plano. O Índice de Energia Elétrica subiu apenas 0,55%, enquanto o Índice de Telecomunicações declinou 4,07%, atingido por dúvidas com relação a questões societárias.

Rosângela Ribeiro, analista da SLW, diz que, apesar de terem fechado em baixa, os papéis destes setores permanecem com recomendação de compra, por conta dos dividendos atraentes. Ela ressalta que ambos setores são ideais para manter em carteira visando o médio e o longo prazo.

RENDA FIXA. Os ativos na renda fixa mostraram modestas altas, lideradas, pela ordem, pelos Certificados de Depósito Bancário (CDB, 0,62%), Certificado de Depósito Interbancário (CDI, 0,56%) e a Poupança (0,5%).

A expectativa de que a taxa Selic volte a subir - talvez já neste mês - poderá deixar mais atraentes as aplicações atreladas à curva dos juros, que apontaram para uma alta na última sessão do mês. Garcia, contra a opinião majoritária no mercado, acredita que o Banco Central deverá postergar ao máximo a elevação dos juros, por ser, segundo ele, uma medida impopular em ano eleitoral. Ainda assim, como opção na renda fixa, Garcia recomenda títulos pós-fixados - que acompanham a rentabilidade dos juros -, por serem mais seguros.

A melhor aplicação entre os papéis pós-fixados para o mês, de acordo com o professor, é o CDB. Ele alerta que é necessário pesquisar antes de decidir em qual CDB irá aplicar. "Tem de verificar o percentual do CDI que o banco oferece e as taxas de administração, além da performance do título no período entre um e dois anos."

O dólar se mostrou uma aplicação ruim em fevereiro, recuando 4,14%, a R$ 1,807, enquanto o euro retrocedeu 6,04%, a R$ 2,46. Em janeiro as duas moedas foram os ativos que tiveram os mais fortes avanços, assim como o ouro, que cedeu 1,2%, no mês passado, cotado a R$ 65,21 o grama.

Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy, diz que o dólar não é um bom ativo para se manter posicionado no momento, porque a cotação no final do ano - a qual ele projeta entre R$ 1,75 e R$ 1,80 - não se distanciará muito da atual.

A depreciação da divisa dos EUA em fevereiro, segundo Castro, foi apenas uma correção, e, agora, está coerente com os fundamentos da economia norte-americana. No início do mês, a moeda chegou a cravar o preço em R$ 1,891. A queda no valor nos últimos pregões, para o gestor, estão atreladas, também, à uma pressão para a formação do preço da Ptax. "Como a moeda começou o ano em alta, muitos investidores ficaram comprados. A desvalorização mais acentuada no final do mês mostra, no entanto, que o movimento vendedor prevaleceu."

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Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Operações de hedge no exterior terão que ser registradas - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 29/01/2010 - Caderno Mercados

Operações de hedge no exterior terão que ser registradas
Tatiana Gurjão


O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou em reunião na quinta-feira a obrigatoriedade de registro de operações de hedge com instituições financeiras do exterior ou em bolsas estrangeiras.

No final do ano passado, o Banco Central já havia definido que instrumentos financeiros derivativos vinculados a empréstimos captados no exterior teriam que ser registrados. Antes disso, o registro só era exigido de instituições financeiras que realizassem operações com derivativos no País.

A preocupação do governo com a exposição de grandes companhias a derivativos financeiros e sua transparência cresceu após problemas enfrentados por grupos como Sadia e Aracruz. Nos últimos dias, analistas vinham alertando para a excessiva exposição nesse tipo de contratos por parte das empresas.

"Tem muita empresa brincando de ser banco, bem alavancada em derivativos cambiais. Isso colabora para forçar o preço do dólar para cima", disse ao Jornal do Commercio na quarta-feira Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy.

Segundo o CMN, o registro das operações de hedge deverá ser efetuado por meio de instituição financeira e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, em sistema administrado por entidades de registro e de liquidação financeira de ativos autorizados também pelo BC ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O CMN acrescentou que, devido à necessidade de adequação de sistemas operacionais, tanto das instituições quanto das entidades que efetuam o registro das operações, a norma passa a vigorar a partir de 15 de março.

Elétricas. O Conselho Monetário Nacional (CMN) também alterou a legislação para permitir que instituições financeiras possam receber garantias de empresas públicas do setor elétrico ao concederem empréstimos. Um dos objetivos da medida é facilitar o acesso ao crédito de Sociedades de Propósito Específico (SPE) em empreendimentos como as usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau. Ao todo, companhias como a Eletrobrás poderão tomar até R$ 11 bilhões em crédito com garantia no sistema financeiro.

Essa garantia pode ser dada em títulos, entre outros ativos, e tem como objetivo reduzir o juro do financiamento.

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Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Dólar rompe mais uma barreira e vai a R$ 1,859 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 28/01/2010 - Caderno Mercados

Dólar rompe mais uma barreira e vai a R$ 1,859
Tatiana Gurjão


A cotação do dólar disparou ontem, alinhada à aversão ao risco que dominou os mercados, e fechou a R$ 1,857 na compra e a R$ 1,859 na venda, acréscimo de 1,25%, marcando o sétimo pregão consecutivo de valorização. A barreira psicológica de R$ 1,85 não era alcançada desde o dia 3 de setembro do ano passado.

Apesar do forte ganho, o Banco Central (BC) manteve sua compra diária de dólares, adquirindo a divisa no mercado à vista, às 12h38, por R$ 1,851. A apreciação no ano é de 6,66%, apesar de um cenário de fluxo positivo de entrada da moeda americana no País. De acordo com o BC, há superávit de U$S 10 milhões neste mês até o dia 22. Se forem considerados os números até o dia 18, o resultado sobe para US$ 816 milhões.

O estopim para o avanço do dólar ontem foi a notícia de que o Banco Industrial e Comercial da China - maior instituição financeira do país - informou que parou de rolar alguns empréstimos já concedidos, a fim de reduzir a oferta de crédito.

Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy, diz que há muita especulação com o real. "Tem muita empresa brincando de ser banco, bem alavancada em derivativos cambiais, o que já tem preocupado o Banco Central. Isso colabora para forçar o preço do dólar para cima."

Castro acrescenta que esta trajetória da moeda americana poderá, nas próximas semanas, reverter a tendência dos últimos dias. "Dólar caro e bolsa barata atrai investidor estrangeiro para renda variável."


De acordo com Castro, a paridade entre real e dólar já se distanciou bastante da média móvel das cotações. Pelos cálculos dele (baseados nos contratos futuros de fevereiro dos últimos 55 pregões), o valor ficaria em R$ 1,76.


No turismo, a moeda americana se encareceu em 0,53%, a R$ 1,76 na compra e a R$ 1,90 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a divisa subiu 1,21%, a R$ 1,8525. Nas transações futuras, a moeda foi negociada a R$ 1,865 para fevereiro, a R$ 1,874 para março e a R$ 1,886 para abril.

O euro encerrou em alta contra o real - pela quinta vez seguida - a R$ 2,606 na compra e a R$ 2,61 na venda, avanço de 0,89%. No turismo, a divisa europeia galgou 1,46%, a R$ 2,58 para compra e a R$ 2,78 para venda.

Internacional. A estável paridade central dólar-yuan continuou a dissuadir os traders de câmbio de tomar posições nesta quarta-feira, deixando a cotação da moeda chinesa pouco alterada. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8268 yuans, ante 6,8269 do fechamento de terça-feira. A paridade foi fixada em 6,827 yuans por dólar, de 6,8269 yuans por dólar de terça-feira.

O dólar seguia firme, também, na comparação com o euro ( + 0,36%, a U$S 1.4022) e com o iene ( + 0,45%, a 90.05 ienes), às 18h30 de Brasília.

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Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Ouro foi o melhor investimento de novembro - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 30/11/09 - Caderno Mercados

Ouro foi o melhor investimento de novembro
Tatiana Gurjão

O ouro disparou como ativo de maior rentabilidade do mês de novembro, repetindo o desempenho de outubro. O ganho do ativo no mês atingiu 15,03%, e o ouro fechou o mês com o lote-padrão cotado a R$ 68,21. A depreciação constante do dólar, somada ao cenário de incertezas sobre os rumos da economia global e o preço alto das matérias-primas foram os gatilhos que impulsionaram a valorização. No ano, contudo, a valorização do metal não é tão expressiva - 6,66% -, especialmente quando comparada aos demais ativos, sobretudo na comparação com os índices da Bolsa.

A segunda colocação foi ocupada pelo Índice Setorial de Telecomunicações (Itel) da Bovespa, com acréscimo de 12,13%. Ações componentes do medidor apresentaram fortes elevações, em especial as da Vivo PN (21,6%, a R$ 52,53) e as da Telemar PNA (15,63%, a R$ 64,20).

O Ibovespa apresentou o terceiro maior avanço no mês - 8,94%. No ano, entretanto, o índice das ações de maior liquidez da bolsa reina entre as altas, com acréscimo de 78,55%.

Apesar da forte volatilidade, o principal termômetro da bolsa paulista seguiu o embalo de indicadores internacionais e da melhora do cenário econômico doméstico e fechou a maioria das sessões no azul.

Dentro do índice, as blue chips se saíram bem, com as ações preferenciais da Petrobras ganhando 10,9% e as ordinárias da Vale, 9,42%.

Outros que tiveram saldo positivo foram o Índice de Energia Elétrica (IEE), com aumento de 3,47%; o Índice Brasl (IbrX) - que mede o retorno das 100 ações mais negociadas na bolsa brasileira -, que subiu 8,46%; e o Índice de Governança Corporativa (IGC), que angariou 7,71%.

Na renda fixa, com a taxa Selic em seu menor patamar, a rentabilidade dos títulos atrelados aos juros apresentou leves avanços; o Certificado de Depósito Interbancário ganhou 0,63%, enquanto o Certificado de Depósito Bancário subiu 0,62%. Mesmo tímidas, as altas superaram a da poupança, que teve a valorização mínima possível, dentro da atual legislação: 0,5%.

Ainda que o desempenho da poupança tenha sido inferior ao da renda fixa, a professora de Finanças da Fundação Getulio Vargas Virene Roxo acredita que, no curto prazo, a poupança pode valer mais a pena para o pequeno investidor.

"Se a pessoa pretende deixar por menos de um ano uma pequena quantia em fundos indexados aos juros, não vale tanto a pena na ponta do lápis, porque, além de os rendimentos estarem mais baixos, há ainda a taxa de administração e o desconto no Imposto de Renda (do qual a poupança é isenta)."

CÂMBIO. No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,28% no mês, a R$ 1,754. No acumulado de 2009, a divisa já declinou 24,88%. Para o gestor do clube de investimentos Horus Strategy Daniel Castro a moeda continuará em depreciação, por conta da balança comercial positiva e do maciço ingresso de capital estrangeiro.

"Neste mês, contribuiu para a baixa do dólar a redução do preço de carne bovina e aviária, que turbinou as exportações. O movimento só poderá ser revertido em meados de 2010, com a saída de estrangeiros, diante do receio de que haja uma bolha no mercado brasileiro, em especial entre as commodities. Até lá, no entanto, o dólar poderá bater R$ 1,60."

O euro, porém, seguiu direção oposta e ganhou 1,43%, a R$ 2,629. "A moeda europeia continuará a se fortalecer enquanto a economia americana não estiver sarada. A Europa já está se recuperando, com revisão para cima dos juros em alguns países, inclusive."

Segundo analistas, os desdobramentos do caso de Dubai devem seguir no radar do mercado em dezembro. A garantia de que os Emirados Árabes Unidos vão manter a liquidez do mercado local, porém, pode reduzir o ímpeto da alta do dólar.

"Seria preciso uma crise maior em Dubai (para a desvalorização do real continuar em dezembro). Aí o dólar poderia ir até próximo de 1,80 (real)", avaliou Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros. "Caso contrário, deve ficar entre R$ 1,70 e no máximo R$ 1,75."

Thais Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados, até ponderou que "no meio de dezembro a gente pode ter algum movimento sazonal de saída de recursos para fechamento de carteira". Reconheceu, no entanto, que "vai continuar tendo uma entrada de recursos muito grande".

Um fator que pode frear a queda da moeda norte-americana no nível de R$ 1,70 é a expectativa de novas medidas do governo para brecar a valorização do real. Ao longo de novembro, esse motivo foi apontado por analistas em muitos dias para justificar a hesitação do dólar em ampliar a baixa.

Em outubro, o Ministério da Fazenda instituiu a cobrança de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital para aplicações em ações e renda fixa. No mês passado, o governo decidiu pela cobrança do imposto, com alíquota de 1,5%, sobre operações com recibos de ações brasileiras no exterior.

Mas Felipe Salto, economista da Tendências Consultoria, acredita que a incerteza do mercado a respeito de eventuais medidas adicionais do governo pode não ter mais combustível para evitar a subida do real. "A expectativa é que, se vierem novas medidas, serão medidas mais complementares", disse.

"Pode gerar alguma volatilidade, mas a nossa aposta é que essa tendência de depreciação (do dólar) não será afetada", completou Salto, que prevê dólar a R$ 1,65 no final do ano.

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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Quinta-feira promete realizações - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 19/11/09 - Caderno Mercados

Quinta-feira promete realizações
Tatiana Fernandes

Com o fluxo cambial (a diferença entre saídas e entradas de dólares) voltando ao saldo positivo - de US$ 720 milhões neste mês, até o dia 13 -, o governo resolveu adotar novas medidas para conter o câmbio e taxou as futuras negociações com ADRs em 1,5%.

Para Daniel Castro, gestor do clube de investimento Horus Strategy, a medida terá o efeito de um "susto" nas bolsas e o mercado deverá passar por uma nova realização hoje.

"O mercado deverá trabalhar em clima de realizações e fechar em baixa amanhã (hoje), mas a medida não repercutirá por muito tempo. O impacto será o mesmo de quando o IOF voltou a ser cobrado na bolsa paulista. De qualquer maneira, isso pega mal com os investidores, porque passa a impressão de um governo intervencionista."


"A perspectiva de médio prazo ainda é positiva", ressalta Álvaro Bandeira, diretor de Renda Variável da Ágora Corretora.

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Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Dólar avança pelo 3º dia e chega a R$ 1,75 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 29/10/09 - Caderno Mercados


Dólar avança pelo 3º dia e chega a R$ 1,75
VINICIUS MEDEIROS

Em meio à forte aversão ao risco nas bolsas mundiais, a cotação do dólar comercial subiu ontem pelo terceiro dia seguido, fechando em alta de 0,86%, a R$ 1,753 para compra e R$ 1,755 para venda. Com a nova valorização, a moeda norte-americana diminui as perdas ante o real no acumulado no mês para 0,96% - no ano, os ganhos são de 24,84%. Acompanhando o movimento no balcão, o dólar turismo subiu 0,56%, a R$ 1,66 para compra e R$ 1,80 para venda.

A moeda norte-americana abriu a sessão em alta de 0,98% (R$ 1,757), ensaiou uma recuperação na parte da manhã, quando bateu na mínima de R$ 1,734 (-0,34%), mas a tendência de valorização se reforçou à tarde com nova atuação do Banco Central (BC). Em leilão de compra no mercado a vista, realizado entre 12h26 e 12h46, o BC fixou uma taxa de R$ 1,7419. A instituição também informou que, por meio dessas aquisições, retirou US$ 541 milhões de circulação na semana anterior, totalizando US$ 6,518 bilhões no mês de outubro.

"A cotação acompanhou o movimento da Bovespa. Com o noticiário desfavorável, muitos investidores estrangeiros aproveitaram para realizar lucros, o que provocou uma intensa saída de dólares", diz Daniel Castro, gestor do clube de investimento Horus Strategy. Apesar da recente valorização da moeda norte-americana ante o real, Castro descarta uma reversão de tendência nos rumos da divisa a médio e longo prazo.

"Só uma nova taxação sobre o capital estrangeiro, associada a uma penca de novos indicadores externos negativos pode mudar os rumos do dólar. Hoje, o Brasil acompanha o desempenho da divisa ao redor do mundo. Ainda assim, por conta do bom momento econômico brasileiro, a tendência de fortalecimento da Bovespa e de queda do dólar no futuro deve se manter", avalia.


Na Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar pronto também subiu pela terceira sessão seguida, fechando em elevação de 1,33%, a R$ 1,7548. O giro financeiro alcançou R$ 441,805 milhões, para 66 negócios. Já os contratos futuros fixados em dólares com vencimento em novembro, os de maior liquidez, encerraram o cotados a R$ 1,746, estável em relação ao fechamento da última terça-feira. Já os que vencem em dezembro, cederam 0,06%, a R$ 1,757.

O euro comercial chegou a segunda alta consecutiva, dessa vez de 0,27%, cotado a R$ 2,580 para compra e R$ 2,583 para venda. Na mesma tocada do balcão, o euro turismo subiu 0,36%, R$ 2,46 para compra e R$ 2,75 para venda.

Nos mercados internacionais, o dólar registrava, às 16h55, ganhos contra o euro (+0,57%/US$ 1,4720) e franco suíço (+0,39%/1,0259 francos) pela terceira sessão consecutiva. Mais uma vez, a única exceção era a libra esterlina, que se valorizava 0,31%, a US$ 1,6418. Entre as moedas asiáticas, às 16h58, o iene ganhava 1,12% frente ao dólar e 1,66% em relação ao euro, a 90,77 ienes e 133,63 ienes respectivamente.

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Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Passado o susto, dólar retoma tendência de queda - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 22/10/09 - Caderno Mercados


Passado o susto, dólar retoma tendência de queda
Tatiana Gurjão

Passado o susto inicial com o início da cobrança de imposto no capital estrangeiro nas aplicações domésticas na terça-feira, a cotação do dólar voltou à sua trajetória de recuo ante o real e se desvalorizou 1,15%, a R$ 1,723 na compra e a R$ 1,725 na venda. A unidade americana começou o dia ao preço de R$ 1,767 e seguiu trajetória de queda. O Banco Central comprou dólares no mercado à vista, mas não informou a taxa de corte. A Ptax foi fixada em R$ 1,7432 para compra e a R$ 1,744 para venda.

Desde que foi anunciada a cobrança de Imposto sobre Operação Financeira (IOF) no fim de semana, a divisa dos Estados Unidos avançou 1%. Analistas afirmam, contudo, que a moeda americana continuará em declínio.

"O mercado estava tenso na terça-feira, com receio de que o governo estivesse mais intervencionista. A impressão foi desfeita depois que viram que esta ação não vai mudar praticamente nada. A única diferença será colocar na conta do Tesouro quanto será descontado sobre a aplicação", explicou Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy.

De acordo com o gestor, investidores se assustaram por conta da rapidez do governo em adotar a medida e a ausência de diálogo com o mercado. A atração internacional pelo Brasil, segundo Castro, continua. "A notícia caiu mal porque foi inesperada, mas todo mundo continua querendo aplicar no País. Agora, no entanto, será de maneira mais cautelosa."


Antes da adoção do IOF, a entrada de dólares no País em outubro disparava para US$ 10,489 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira. A maior parte desse volume está relacionada a operações no mercado de capitais, principalmente a venda de units do Santander Brasil, e não a um movimento de antecipação ao IOF - já que a primeira notícia a respeito do imposto foi publicada somente na sexta-feira.

O BC comprou somente pouco mais que a metade desse volume, U$S 5,977 bilhões, o que, segundo cálculos do banco BNP Paribas, deve ter permitido aos bancos a cobertura de suas posições vendidas na moeda norte-americana.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar pronto terminou cotado a R$ 1,7359, queda de 1,48%. A rodada teve giro financeiro de R$ 300,707 milhões, com 55 negócios realizados. Nos contratos futuros, o dólar foi negociado a R$ 1,726 para novembro, a R$ 1,736 para dezembro e a R$ 1,746 para janeiro. No turismo, a unidade americana teve decréscimo de 0,56%, a R$ 1,68 para compra e a R$ 1,78 para venda.

No mercado futuro de dólar e cupom cambial, porém, os bancos seguiam até terça-feira com quase U$S 7 bilhões de posições vendidas que indicam uma aposta na valorização do real , em contraponto aos investidores estrangeiros.

De quinta a terça-feira, os estrangeiros triplicaram suas posições compradas em dólar, para cerca de U$S 6 bilhões, em um movimento de proteção a uma eventual alta da moeda norte-americana.

Já o euro comercial, recuou 0,42%, a R$ 2,59 na compra e a R$ 2,594 na venda. No turismo, a moeda única da Europa desceu 1,8%, a R$ 2,44 para compra, e a R$ 2,73 para venda.

Internacional. O dólar recuou ante uma cesta de moedas. Às 17h de Brasília, a unidade americana perdia 1,5% na comparação com a libra esterlina, a U$S 1.6626; na paridade com o franco suíço, declinava 0,7%, a 1.0047 francos suíços. Comparada à divisa japonesa, entretanto, a moeda dos EUA ganhava 0,23%, a 90.99 ienes.

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Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Dólar, a R$ 1,72, em nova mínima do ano - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 14/10/09 - Caderno Mercados






Dólar, a R$ 1,72, em nova mínima do ano

VINICIUS MEDEIROS

De carona na onda de desvalorização do dólar ao redor do mundo, a cotação da moeda norte-americana fechou ontem em queda de 0,52%, a R$ 1,726 para venda e R$ 1,728 para compra, batendo nova mínima do ano. Em outubro, a divisa perde 2,48% ante o real e, no ano, a desvalorização chega a 26%. Já o dólar turismo acompanhou o movimento do balcão e cedeu 1,1%, cotado a R$ 1,65 para venda e R$ 1,79 para compra.

Na volta do feriado, a moeda norte-americana sempre operou no campo negativo. Apesar da contínua desvalorização ao longo da sessão, o Banco Central (BC) só anunciou o tradicional leilão de compra às 16h, realizando-o entre 16h06 e 16h16. O BC fixou a taxa de corte em R$ 1,727 e, em seguida, a cotação no balcão ampliou a baixa, renovando a mínima do dia e do ano. No fechamento interbancário, a divisa foi negociado a R$ 1,727 - taxa mais baixa desde 5 de setembro de 2008.

Além de uma penca de notícias positivas nos mercados internacionais, o dólar comercial também foi pressionado internamente por um leve fluxo financeiro positivo, decorrente da entrada dos últimos recursos estrangeiros que participaram da oferta pública de ações (IPO) do banco Santander - a liquidação da operação ocorreu ontem. "O otimismo no mercado, somado à entrada de capital especulativo no País, seja de renda fixa ou variável, estão se refletindo na queda da divisa. Ontem, nem a atuação do BC conteve a queda do dólar.", diz Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy.

Embora reconheça que a movimentada agenda desta semana, recheada com balanços de importantes empresas nos Estados Unidos, possa influenciar na cotação do dólar, Castro não enxerga uma possível reversão na tendência de queda. "A cotação do dólar futuro para 1º de novembro atingiu sua mínima desde a criação do indicador, fixando-se em um valor próximo aos patamares pré-crise. Trata-se de um ótimo indicativo de que a tendência de queda deve continuar. Se os resultados dos balanços forem positivos, pode-se projetar um dólar a R$ 1,65 no final do ano, pois a R$ 1,70 já é uma realidade", avalia.


Euro sobe. Na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), o dólar pronto também acompanhou o movimento do balcão e fechou em queda de 0,64%, a R$ 1,731. O giro financeiro foi de R$ 352,651 milhões, para 78 negócios. O euro reverteu seis sessões consecutivas em baixa e subiu 0,35%, a R$ 2,559 para compra e R$ 2,563 para venda. Já o euro turismo caiu 0,37%, a R$ 2,46 para compra e R$ 2,71 para venda.

Nos mercados internacionais, o dólar caiu antes as principais divisas globais. Às 19h01, a moeda norte-americana cedia 0,55% ante ao euro e 0,80 frente a libra esterlina, cotada a US$ 1,4854 e US$ 1,5925, respectivamente. Na mesma tocada, o franco suíço se valorizava 0,53%, a 1,0216 francos. A única exceção do dia foi o iene, que, às 1905, perdia 0,12%, a 89,71 ienes.

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Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Dólar cai mais ainda e vale R$ 1,739 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 09/10/09 - Caderno Mercados






Dólar cai mais ainda e vale R$ 1,739

Tatiana Gurjão

O dólar atingiu o menor patamar do ano pela terceira vez esta semana. A moeda americana bateu a cotação de R$ 1,737 para compra e R$ 1,739 para venda, queda de 0,97% nesta quinta-feira. A sessão interbancária foi turbulenta pela manhã, antes que a cotação despencasse no início da tarde. A taxa Ptax encerrou ao preço de R$ 1,7404 para compra, e R$ 1,7412 para venda.

Entre os indicadores com maior repercussão, estavam o lucro da Alcoa no terceiro trimestre, o aumento das vendas de grandes varejistas norte-americanas e a melhora do mercado de trabalho nos Estados Unidos e na Austrália. A queda do dólar ganhou fôlego adicional nos últimos minutos de sessão, após o leilão de compra de dólares do Banco Central (BC).

Um operador que preferiu não ser identificado afirmou que o BC comprou relativamente pouco em relação ao fluxo percebido no dia, mas ele lembrou que a queda adicional da moeda se deve mais ao fato de que, em condições favoráveis, o mercado freia a baixa do dólar antes das atuações do BC para poder vender os dólares à autoridade monetária a um preço mais alto.

Na avaliação do mercado, o BC não tem reduzido a intensidade dos leilões para enxugar o excesso de liquidez e continua a comprar "agressivamente", nas palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega. O dado que aponta acréscimo de apenas U$S 58 milhões nas reservas internacionais por meio de intervenções no mercado de dólar à vista nos dois primeiros dias de outubro refere-se a leilões feitos no final de setembro em dias de fluxo igualmente fraco. Eles aparecem em outubro porque foram liquidados neste mês.

Já a compra maciça dos bilhões de dólares atraídos pelo IPO do Santander, conforme reportado por profissionais de mercado, é somente uma repetição da estratégia adotada diariamente pela autoridade monetária nos últimos meses, com um volume maior por causa do aumento pontual do fluxo. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar viva voz caiu 0,76%, a R$ 1,7441. A rodada teve giro financeiro de R$ 179.212 milhões. Nos contratos futuros, a moeda americana foi negociada a R$ 1,743 para novembro, a R$ 1,752 para dezembro, e a R$ 1,762 para janeiro. No turismo, a divisa dos Estados Unidos recuou 1,1%, a R$ 1,66 para compra, e R$ 1,80 para venda.

"Os estrangeiros estão considerando investir no Brasil é o país do momento", definiu Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy. O IPO do banco espanhol Santander foi um dos responsáveis pela derrubada do preço da moeda americana, no entendimento dele.

"Há um excesso de ânimo no mercado, com grande entrada de capital externo no País esta semana. Está todo mundo acreditando na economia brasileira. Ainda há muito espaço para o dólar cair."


O euro também se desvalorizou ante o real, e perdeu 0,16%, a R$ 2,569 para compra e R$ 2,573 para venda. No turismo, a divisa europeia desceu 0,73%, a R$ 2,43 para compra, e R$ 2,72 para venda.

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Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Dólar, em dia estável, fecha cotado a R$ 1,79 - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 30/09/09 - Caderno Mercados



Dólar, em dia estável, fecha cotado a R$ 1,79

VINICIUS MEDEIROS

Em uma sessão volátil, em que o cenário externo negativo contrabalançou a tendência de baixa projetada pelo mercado interno, a cotação do dólar comercial fechou estável ante ao real, a R$ 1,791 para compra e R$ 1,793 para venda. A moeda norte-americana abriu a sessão em alta de 0,29% e oscilou durante toda a sessão entre uma elevação de 0,17% (R$ 1,796) e um recuo de 0,22% (R$ 1,789). A atuação do Banco Central (BC), no entanto, mais uma vez segurou a queda da divisa. Em sintonia com o balcão, o dólar turismo também sustentou o preço de segunda-feira, a R$ 1,71 para compra e R$ 1,85 para venda.

Em entrevista concedida ontem, Henrique Meirelles, presidente do BC, disse que não há movimentos unidirecionais na taxa de câmbio e que o mercado deve considerar a cotação do dólar ante várias moedas e não somente frente ao real. Daniel Castro, gestor do Clube de Investimento Horus Strategy, concorda: "Embora o mercado projete uma valorização, principalmente por conta do ingressos de recursos no curto prazo na Bovespa, não se trata de um avanço do real. A moeda norte-americana vem sistematicamente cedendo terreno ante as principais divisas globais, como bem sinalizou Meirelles. Apesar das boas perspectivas, esse fator explica melhor a queda", avalia.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), o dólar pronto fechou praticamente estável, com leve alta de 0,08%, a R$ 1,7925. O giro financeiro foi de R$ 608,305 milhões, para 16 negócios.

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