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Domingo, Agosto 13, 2006

Títulos de Renda Fixa

Títulos Públicos

Podem ser emitidos pelo Tesouro Nacional ou pelo Banco Central, pelos governos estaduais e municipais.
Os emitidos pelo Tesouro Nacional ou pelo Banco Central, são papéis de curto e médio prazo, de baixíssimo risco, com taxas de juros mais baixas do que as dos papéis emitidos por bancos e empresas.

Os títulos dos estados e municípios normalmente apresentam mais risco que os do governo federal, e por isso oferecem taxas de juros mais altas. Com a estabilização o governo iniciou um processo de emissão de títulos com prazo mais longo, que tendem a pagar juros mais altos do que aqueles que tem prazo mais curto.

A classificação de baixíssimo risco, ou risco zero, é justificada pelo conceito de que Governo Federal “não quebra”.

Títulos Privados

CDB: são papéis emitidos pelos bancos para captar dinheiro do público. Em geral a taxa de juros varia na razão direta da necessidade que um banco tem de captar recursos dos clientes e do seu porte. Quanto maior a necessidade de caixa de um banco, maiores as taxas de juros pagas, significando uma rentabilidade maior para o investidor. A definição da taxa de juros leva em consideração a expectativa do mercado e o prazo do CDB. Essa expectativa do mercado é sinalizada pelos mercados futuros de juros.

Debêntures: são papéis emitidos pelas empresas não financeiras de capital aberto para captar recursos do mercado. Funcionam mais ou menos como CDB´s de um banco. Só que em geral, o prazo das debêntures é mais longo. As taxas de juros também costumam ser mais altas do que as dos CDB´s de muitos bancos. As taxas também variam em função do risco de crédito de cada empresa que emite a debênture. Em geral os prazos são de vários anos e as taxas são indexadas a índices de inflação ou taxas flutuantes, com repactuação periódica.

Commercial Papers ( Notas Promissórias ): são papéis emitidos pelas empresas não financeiras e são de curto prazo. São muito parecidos com as Debêntures e CDB’s, mas apresentam uma grande vantagem para o emissor, por apresentar um custo fiscal menor, pois a operação é isenta de IOF. Em geral remuneram taxas maiores que o CDB.

Pontos importantes:

> Quanto maior o prazo de vencimento de um título de renda fixa maior a taxa de juros paga ao investidor, pois maior é o risco de oscilações das taxas de juros da economia e da expectativa de insolvência do emissor, além é claro do prazo esperado para receber de volta o valor principal investido;

> Quanto maior o risco do emissor maior a taxa de juros paga para o investidor comprar o seu título;

> Os títulos que pagam taxas de juros pré-fixadas são mais indicados para os investidores que esperam que a taxa de juros básica da economia caia, pois, caso se concretize a expectativa, ele estará com uma taxa maior – que foi estabelecida quando da aplicação – que a atual, após a queda. Nesta situação é aconselhável fazer a aplicação pelo maior prazo possível;

> Os títulos que pagam taxas de juros pós fixadas, ou flutuantes – CDI, Selic, Anbid, são melhores para os investidores que esperam que a taxa de juros básica da economia suba, ou que não querem especular com altas ou baixas de taxas de juros, pois será rentabilizado pela taxa de mercado vigente;

> Títulos de maior risco possuem menor liquidez, isto é, caso você precise antecipar a venda dos títulos antes do vencimento, você encontrará certa dificuldade para vende-los e portanto vai precisar negociá-los com deságio (preço menor do que ele realmente vale), gerando perdas inesperadas. para o investidor;

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