Quarta-feira, Novembro 25, 2009

iFOREX, Perguntas frequentes - Circular de alerta da CVM, sobre investimento em mercado FOREX

Circular de alerta da CVM, sobre investimento em mercado FOREX

Em que consiste o mercado de divisas?
O mercado de divisas, mais conhecido com mercado FOREX, é o maior mercado financeiro do mundo, com um volume médio de negócios de 3 trilhões dólares por dia. O mercado FOREX consiste na compra simultânea de uma moeda e venda da outra. Este mercado tem liquidez permanente, tenha a absoluta segurança de que sempre poderá vender um moeda que você tenha comprado. As moedas estão em um tipo de câmbio flutuante e são sempre negociadas em pares, por exemplo: EURO/DÓLAR o DÓLAR/YEN.

Onde se encontra a sede física das operações do mercado de divisas?
O mercado FOREX não está centralizado em nenhuma bolsa, como ocorre com o mercado de ações e futuros, se considera um mercado extra bursátil (OTC) ou mercado interbancário, já que as operações são realizadas entre duas partes, por telefone ou através de uma rede eletrônica. Você participa deste mercado através de uma plataforma de investimentos que lhe fornece iFOREX.

Quem participam do mercado FOREX?
O mercado FOREX era historicamente controlado por instituições bancárias, tais como bancos centrais, bancos comercias e bancos de investimentos.
Atualmente a porcentagem de outros participantes deste mercado está crescendo de maneira rápida, no qual agora compreende a grandes empresas multinacionais, administradores globais de dinheiro, operadores registrados, corretores internacionais, operadores de futuros e opções e especuladores particulares.

Em que horário e dias funciona o mercado FOREX?
É um mercado aberto de segunda a sexta-feira durante 24 horas. As operações começam as 8h quando abre a primeira bolsa (SIDNEY) e logo depois vai se movimentando ao redor do mundo à medida que começa o dia de negócios em outros centros financeiros: primeiro em Tokio, logo em Londres e Nova York. A diferença entre outros mercados financeiros, é que os investidores podem operar com a oscilação de moedas, causadas por questões econômicas, sociais e políticas, no momento que queiram, pode ser durante o dia ou noite.

Quais são as moedas negociadas com maior frequência no mercado FOREX?
As divisas mais negociadas ou mais líquidas são aquelas de países com governos estáveis, bancos centrais respeitados, e baixa inflação, tais como o Dólar americano, o Yen japonés, o Euro, a Libra britânica, o Franco Suiço, o Dólar canadense e o Dólar australiano.

Em quanto tempo posso obter uma rentabilidade?
Se tratando de uma operação em que as cotações oscilam constantemente, não há forma de medir o tempo para se operar, os ganhos podem ser obtidos em questão de minutos, horas ou em dias. Tenha em em conta que o mercado de divisas é muito dinâmico, razão pela qual diferentemente da bolsa de valores, se obtém lucros em pouco tempo.

É necessário muito dinheiro para operar com divisas?
Não. O depósito mínimo solicitado é de $100 dólares para uma conta Standard, e $2000 para uma conta Premium.
Ainda existe uma para profissionais MEGATRADER, onde o investimento mínimo é de $10.000 dólares.
Os clientes podem realizar operações com margem de 400:1 de alavancagem. Isto significa que os investidores podem realizar operações de até $400.000 dólares com um depósito inicial de $1.000 dólares, ou de $40.000 dólares com um de $100 dólares. É aconselhável começar a operar com $500 dólares, pois desta forma terá uma margem adicional para operar com sucesso!
O que a alavancagem e em que me afeta?
Obter benefícios por meio de um capital limitado é muito difícil. As moedas se movimentam em milésimos de centavos. É por isso que é necessário uma corretora que lhe ofereça alavancagem, para que desta maneira o Sr.(a) possa operar significativamente neste mercado.
Uma maior alavancagem significa melhores oportunidades. Algumas corretoras oferecem uma alavancagem de 100:1, o que significa que por cada dólar na sua conta, você pode utilizar até $100 dólares.
iFOREX lhe oferece uma alavancagem de 1:400. Esta é a razão pela qual com apenas um capital de $500 dólares, o Sr.(a) poderá operar até $200.000 dólares. 400x500 = 200.000.

Porque motivo me aconselham a efetuar o depósito com cartão de crédito?
Esta é a forma mais barata e simples. A trasnferência bancária tem um custo, que pode ser alto dependendo do valor a ser enviado. Além disso, na hora da retirada, iFOREX lhe devolverá o dinheiro da mesma forma que recebeu e o custo desta transferência ( $ 20 dólares) é descontado do seu depósito. Desta mesma maneira é feito o envio dos lucros. Sendo que o valor enviado pelo cartão volta como um cancelamento para ele, sem custos. Outra opção seria via Pay Pal, neste caso, todo o valor retirado voltaria para a conta PayPal. Para aqueles que não têm cartão de crédito se pode conseguir facilmente uma pré-pagas.

Porque se pede que efetue o investimento antes do treinamento?
O mercado FOREX está tendo um crescimento extraordinário. Muitas pessoas querem realmente aprender a investir nele enquanto outras somente têm curiosidade. iFOREX lhe oferece um treinamento personalizado, não põe a disposição do cliente um CD ou e-mail para que ele aprenda sozinho e tampouco cobramos pelo treinamento. Temos um compromisso com a qualidade, razão pela qual você terá uma atenção personalizada através de um executivo de contas que lhe explicará o manuseio de todas as ferramentas da plataforma e lhe indicará como interpretar a informação econômica que lhe oferecemos.
Se não restringimos este benefício, solicitando o depósito adiantado, seria impossível atender a todas as pessoas interessadas.

Como posso estar seguro que iFOREX é uma empresa dirigida por profissionais sérios, que não me enganarão e ficarão com o meu dinheiro?
Sabemos que a Internet se predispõe a muitos tipos de enganos e fraudes.
iFOREX é uma companhia internacional de negociação de divisas, fundada em 1996 por um grupo de investidores e ex-banqueiros.
Em 2004, já com uma base de milhares de clientes, lançamos nossa plataforma on-line de negociação multilingue e a companhia cresceu potencialmente desde este momento.
Atualmente, temos centenas de pessoas trabalhando em nossos escritórios ao redor do mundo, entre estas localidades: Genebra, Atenas, Bucareste, Barcelona, Shanghái, Estambul e Roma.

Que fatores influem nos preços das moedas?
Os preços das divisas (tipos de câmbio) são influenciados por uma variedade de condições econômicas e políticas, principalmente taxas de juros, inflação e estabilidade política. Além do mais, os governos muitas vezes participam no mercado Forex com o fim de influenciar no preço da suas moedas, ou seja inundando o mercado com a sua moeda local, ou o contrário, comprando moedas a fim de subir o preço. Isto se conhece como intervenção do Banco Central. Qualquer destes fatores, como as grandes ordens de mercado, podem provocar grande volatividade no preço das divisas. Entretanto, o tamanho do volume do mercado FOREX faz com que seja impossível que uma entidade “guie” o mercado por muito tempo.

Como controlo o risco quando opero com moedas?
As ferramentas da plataforma IFOREX lhe permitem controlar os riscos colocando um limite de valores para perdas (Stop Loss).
A liquidez do mercado de divisas, assegura que as ordens limitadas de stop loss sejam facilmente executadas.

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Terça-feira, Novembro 10, 2009

Personagens: o pioneirismo de John Templeton, o caçador de barganhas

Personagens: o pioneirismo de John Templeton, o caçador de barganhas

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
10/11/09 - 12h35
InfoMoney

SÃO PAULO - "De forma argumentável, o maior stock picker global do século". A afirmação é de 1999, da revista norte-americana Money Magazine. Refere-se a John Templeton, ou melhor, Sir John Templeton. Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, mais especificamente no Tennessee, em 1912, o Personagem em questão renunciou à cidadania norte-americana por não concordar com o imposto de renda do país.

O "Sir" indica sua opção pela cidadania britânica, mas apenas cria expectativa em relação à longa trajetória até ser condecorado pela rainha, em 1992. Estes oitenta anos, de seu nascimento até a espada de Elizabeth II, revelam histórias curiosas de um investidor que se confunde com a trajetória dos mercados no século XIX. E não para por aí; as histórias de Templeton conseguem ir além destes 80 anos.

US$ 1

A obtenção do título por serviços prestados à rainha ou ao Reino Unido remete diretamente ao mercado. John Templeton começou cedo, após concluir seus estudos, na firma Fenner & Beane, uma das precursoras do que viria a ser a Merrill Lynch. Em 1939, Templeton emprestou US$ 10 mil de seu chefe para apostar em ações da NYSE (New York Stocks Exchange).

Assim como o empréstimo parecia arriscado - uma vez que Templeton era um reconhecido jogador de Poker -, sua estratégia não poderia ser mais arriscada. Ele decidiu comprar 100 ações de cada empresa que encontrou na bolsa por menos de US$ 1,00 [valor de cada ação da empresa]. No total, adquiriu lotes de 104 companhias e gastou cerca de US$ 10.400. Destas, 34 enfrentavam processo de recuperação judicial.

Contra o mercado, Templeton acreditava na possibilidade de recuperação destas empresas em meio ao cenário de guerra mundial que as economias estavam expostas. Quatro anos depois, devolveu os US$ 10 mil para seu chefe e ainda ficou um lucro próximo de US$ 40 mil em suas mãos. Foi o primeiro passo de uma trajetória impressionante.

Bargain Hunter

O segredo de Templeton residia na busca por ações baratas e situadas em ambientes de elevado potencial de crescimento. Em 1937, Templeton ajudou a fundar uma firma de investimentos que se tornaria a Templeton, Dobbrow & Vance. Sua estratégia partia do pressuposto que as melhores apostas se situavam nos mais diversos mercados, fator que o tornou um pioneiro dos globally diversified mutual-funds.

A trajetória do investidor se confunde com a história dos mercados no século XIX. Este foco em oportunidades de diferentes mercados levou seu fundo a investir em companhias japonesas no final da década de 1950, um dos primeiros fundos a apostar no crescimento do país asiático.

Pioneiro

De modo geral, os fundos de Templeton apresentaram retorno médio anualizado de 13,8% no período entre 1954 e 2004, acima da performance do índice Standard & Poor's 500 (+11%) no período. Durante estes anos, John Templeton participou da fundação e desenvolvimento de alguns dos mais importantes de fundos internacionais. Entre eles, iniciou em 1954 o Templeton Growth Fund, pioneiro na estratégia de apostar no potencial de crescimento das empresas, sediado nas Bahamas.

John Templeton viveu o restante de sua vida nas Bahamas, sendo um investidor ativo até os 95 anos. Nos últimos anos de sua via, dedicou seus esforços e fortuna à filantropia, através da Templeton Foundation. Em 2006, ainda aparecia na lista das pessoas mais ricas do Reino Unido. Além do pioneirismo e dos casos como investidor, John Templeton é lembrando por algumas frases famosas, como:

- "Invista no ponto de máximo pessimismo"

-"Se quiser ter uma performance melhor que a do mercado, precisa fazer as coisas diferentes do que o mercado"

John Templeton faleceu em julho de 2008, de pneumonia, no Doctors Hospital de Nassau, nas Bahamas.

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Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Private Equity, Direito de Acionistas Minoritarios, S.A. capital fechado

1. Sob a denominação já incorporada ao mercado brasileiro, private equity é uma expressão inglesa que pode ser entendida como um investimento em quotas ou ações de uma sociedade comercial com vistas à realização de negócios jurídicos posteriores. Esse investimento pode ser realizado em empresas já existentes (private equity) ou em empresas em estágio pré-operacional (venture capital), que envolve maior risco. Tal modalidade de negócio já tem mais de US$ 16 bilhões de dólares norte-americanos comprometidos no Brasil.

2. O interesse do empresário consiste em que a empresa por ele controlada receba um investimento para ganhar mais competitividade, para em um determinado período futuro tenha o respectivo controle acionário transferido a terceiros, ou o capital aberto para a negociação das ações no mercado por preço mais elevado. Não há, pois, aporte de capital do empresário, e, por conseguinte, sobre ele não incidirão os altos juros bancários.

3. Com recursos oriundos de fundos de pensão, bancos de investimentos, indústrias e pessoas físicas com elevado poder aquisitivo, os fundos de private equity e venture capital buscam negócios que precisam de investimento para crescer, bem como aqueles que necessitam de uma reestruturação para ganhar competitividade.

4. Essas operações ocorrem com sociedades limitadas que posteriormente são transformadas em sociedades anônimas para facilitar a venda futura de ações no mercado de balcão ou no mercado aberto, ou com sociedades anônimas fechadas. Os negócios jurídicos celebrados pelas partes são geralmente os seguintes:
• um contrato preliminar, às vezes rotulado de memorando de entendimentos, protocolo de intenções, time sheet, etc., cujo objetivo é regular e sistematizar a operação. Nesse contrato são estabelecidos o processo de auditoria legal, contábil (due diligence), o plano de negócios (business plan), critério de avaliação do valor da empresa receptora do investimento;
• acordo de acionistas regulando as diversas matérias adiante referidas.

5. Uma vez transformada a sociedade limitada em sociedade anônima, o investidor, geralmente um fundo de investimento, adquire uma participação acionária minoritária através da subscrição e integralização de ações ordinárias ou preferenciais de classe diferenciada, bem como torna-se credor da empresa recebedora do investimento através de debêntures convertíveis em ações preferenciais emitidas por esta última.

6. Têm-se, portanto, de um lado, o empresário estimulado por um investimento aparentemente sem custo e pela promessa de valorização da empresa de que participa através de uma reestruturação para ganhar competitividade, e, por outro lado, o investidor, cuja lógica é o retorno desse investimento da forma mais lucrativa em um curto espaço e com o menor risco possível. Casos existem em que o interesse do investidor é o de transferir o controle acionário para uma empresa já vinculada ao fundo que administra, tendo, por conseguinte, um ganho maior do que os demais acionistas controladores ou os minoritários, não obstante o patente conflito de interesse.

7. Questões relevantes surgem em relação aos pactos constantes do acordo de acionistas. É que o investidor, mesmo sendo minoritário, impõe cláusulas que violam frontalmente vários dispositivos da Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, bem como o Código Civil.

8. Como esses contratos de private equity seguem o modelo norte-americano, várias cláusulas têm aplicação duvidosa no Brasil. No direito daquele país alguns estados permitem a existência de regras no acordo de acionistas que possam levar a empresa a um impasse (stalemate), caso os acionistas controladores não cumpram determinados pactos existentes no acordo de acionistas. Com essa paralisação ocorrendo, a instituição financeira – mais forte na relação negocial - pode exigir o que lhe for mais conveniente, sob pena de a empresa permanecer inerte. Prevalece nesse exemplo acima a visão meramente contratualista da relação jurídica, como se se tratasse de um acordo bilateral. Entretanto, no Brasil, há que se considerar que a empresa é concebida como uma entidade que deve realizar o seu objeto e cumprir sua função social, e tem deveres e responsabilidade para com os demais acionistas da empresa, os que nela trabalham e para com a comunidade em que atua, bem como que existem direitos essenciais do acionista, de que nem o estatuto social nem a assembléia geral poderá privá-lo (Art. 109, e Parágrafo único do Art. 116 da Lei acima citada).

9. Feitas essas considerações, não há negar que diversas matérias reguladas nesses acordos de acionistas contrariam normas cogentes que pretendem zelar pela preservação do interesse público sobre o privado.

10. Dessa forma, os acordos de acionistas contemplam, dentre outras, as seguintes regras:

• restrição à transferência de controle;
• tag along, que se constitui na faculdade do acionista alienar suas ações em conjunto com outro acionista, em negociação deste com terceiro e/ou outro acionista, em condições determinadas ou determináveis;
• drag along, que pode ser considerada como a faculdade do acionista obrigar outro acionista a também alienar suas ações, em negociação daquele com terceiro e/ou outro acionista, em condições determinadas ou determináveis;
• opção de venda (put option), ou seja, a faculdade do acionista obrigar outro acionista a adquirir suas ações, em condições determinadas ou determináveis;
• opção de compra (call option) para a finalidade de instituir a faculdade do acionista obrigar outro acionista a lhe alienar suas ações, em condições determinadas ou determináveis;
• direito de preferência à aquisição de ações;
• obrigação dos controladores destinarem anualmente percentual do lucro para o resgate das debêntures subscritas pelo investidor;
• composição do Conselho de Administração e da Diretoria;
• restrição ao pagamento de dividendos na medida em que submete tal ato à aprovação dos acionistas minoritários (investidor);
• restrição à contratação de empréstimos, venda de ativos, cisão, transformação, fusão e aquisição, criação de subsidiária e coligada, investimentos, medidas judiciais, orçamento, oneração de bens, reserva para resgate de ações, etc.
• vencimento antecipado das debêntures em caso de descumprimento de qualquer acordo com o investidor, sendo concedido a este último o direito de venda da totalidade das ações da sociedade, inclusive mediante o exercício do drag along, e/ou a venda dos ativos da sociedade.

11. A faculdade do tag along está prevista no Art. 254-A da Lei de Sociedades por Ações, com aplicação específica para as sociedades que negociam as respectivas ações no mercado. Poder-se-ia afirmar que tal operação é legítima na sociedade anônima fechada, desde que pactuada.

12. Entretanto, qual a natureza jurídica do drag along no direito brasileiro? Especulam alguns de que se trata de contrato de estipulação em favor de terceiro previsto no Arts. 436 a 438 do Código Civil. Sucede que, sendo verdadeiro esse enquadramento, deve-se observar que o requisito objetivo dessa estipulação é uma vantagem patrimonial, gratuita ou não, que beneficie terceira pessoa alheia à convenção. Portanto, cabe indagar se os demais acionistas têm ciência do real alcance desse pacto, na medida em que serão obrigados a alienar suas ações em condições vantajosas para o terceiro adquirente. Sim, porque a instituição financeira é quem determina o preço e as condições da venda, mesmo sendo desvantajosa para o acionista e para a companhia no momento da realização da transferência do controle. Imaginem a hipótese de a empresa se tornar mais próspera, lucrativa e com crescimento de longo prazo plausível, mas que terá que ser transferida em virtude do drag along, mesmo em prejuízo para a maioria dos acionistas. Não será tal pacto caracterizado como uma verdadeira condução potestativa pura, vedada pelo Código Civil, na medida em que uma das partes se submete ao exclusivo arbítrio de outra (Código Civil Art. 122)? Essas cláusulas de drag along e opção de compra e de venda terão aplicação bastante duvidosa diante dos princípios da função social do contrato, da probidade e da boa-fé instituídos no Código Civil ( Arts. 421 e 422). Por outro lado, se considerarmos esse contrato preliminar como de adesão, o Art. 424 do Código Civil preceitua que são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio. Violam também, por analogia, o disposto do Art. 36 da Lei de Sociedades por ações segundo o qual O estatuto da companhia fechada pode impor limitações à circulação das ações nominativas, contanto que regule minuciosamente tais limitações e não impeça a negociação, nem sujeite o acionista ao arbítrio dos órgãos de administração da companhia ou da maioria dos acionistas”.

13. Observa-se, ainda, que nos contratos de private equity usualmente há cláusulas que restringem a distribuição de lucros, além de obrigar a realização de provisão financeira visando a assegurar o pagamento das debêntures emitidas em favor da instituição financeira. Ora, o fundamento do direito do acionista de participar dos lucros sociais está no próprio fim legal da companhia, isto é, o de obter lucros (Art. 2º). A aquisição de lucros por parte da companhia correspondente à obrigação também legal de distribuí-los aos seus membros, de acordo com o princípio de igualdade de tratamento para posições jurídicas idênticas. Por isso mesmo existem os instrumentos de proteção ao direito de participação nos lucros: O primeiro deles é representado pelo dividendo obrigatório , que não pode ser negado a não ser nos estritos casos previstos na lei (Art. 202). No capítulo das reservas e saldo de resultados, temos que a destinação dos lucros para constituição das reservas estatutárias (Art. 194) e a retenção dos lucros do exercício (Art. 196) não poderão ser aprovadas pela assembléia geral, em prejuízo da distribuição do dividendo obrigatório (Art. 198). Além do mais, nem o estatuto social nem a assembléia geral poderão privar o acionista de participar dos lucros sociais.

14. Por conseguinte, o acionista que aprovar essas estipulações contrárias à lei, estará cometendo também abuso de direito, porque o voto deve ser exercido no interesse da companhia, sem causar dano à mesma ou a outros acionistas (Art. 115).

15. Os direitos individuais dos acionistas, reconhecidos pela legislação específica das sociedades anônimas de diversos países, têm nítido contorno ideológico, refletindo evidentemente a concepção política do constitucionalismo.

16. Com efeito, dispõe a lei que o acionista controlador deve usar o poder com o fim de fazer a companhia realizar o seu objetivo e cumprir sua função social e tem deveres e responsabilidades para com os demais acionistas da empresa, os que nela trabalham e para com a comunidade em que atua, cujos direitos e interesses deve lealmente respeitar e atender.

17. Adota-se, em nossa legislação, de forma decisiva e franca, a corrente institucionalista. Esta se manifesta pela superposição do interesse público sobre o interesse societário, atribuindo-se aos controladores a missão de perseguir preferentemente os objetivos que beneficiem a comunidade e o próprio Estado.

18. A lei, por outro lado, declara determinados direitos individuais dos acionistas que não podem ser derrogados pela decisão dos controladores. Trata-se de limites impostos aos poderes destes, não elimináveis pelo estatuto e muito menos por deliberação da assembléia geral.

19. Ensina Modesto Carvalhosa, em Comentários à Lei de Sociedades Anônimas, Editora Saraiva, volume 2, pgs 288 e 289, que

Ainda que prevaleça o princípio da maioria na sociedade anônima, a vontade desta não é soberana, no sentido de que não pode modificar as regras que protegem determinados direitos dos acionistas, em geral, e dos minoritários, em especial.

Aqui se estabelece a diferença fundamental entre a soberania da Nação e os poderes dos controladores, em nossa sociedade anônima. No Estado democrático, a representação da maioria pode modificar os direitos, inclusive constitucionais, da minoria, através de uma Constituinte.

Na sociedade anônima, contudo, os controladores estão submetidos a certas restrições legais com referência à imutabilidade de determinados direitos dos acionistas que não podem ser modificados pela lei interna da companhia. Foge, portanto, da competência dos acionistas detentores do controle a modificação desses direitos. Compara-se à cláusula pétrea da Constituição de 1988, Art. 60(1)”.

20. As prerrogativas dos acionistas no direito brasileiro estão assim elencadas: a) em primeiro lugar, estão os direitos individuais e respectivas garantias, comuns a todos os acionistas, aos quais não podem os acionistas renunciar, nem o estatuto social ou a assembléia geral derrogar; b) em segundo lugar, vêm os direitos da minoria , que pressupõem a titularidade de um número de ações e que tal acionista não faça parte do grupo controlador, ou seja, o controlador; c) em terceiro lugar, encontram-se os direitos próprios de classe de acionistas , reservados aos acionistas preferenciais ou de classes diversas de ações ordinárias; d) em quarto lugar, há os direitos gerais de dissidência ; e) em quinto lugar, acham-se os direitos coletivos , em que prevalece a vontade dos controladores.

21. Os direitos individuais propriamente ditos, situados na primeira categoria, são inderrogáveis e imutáveis. Cabe reiterar que nem o estatuto nem a assembléia geral podem privar o acionista desses direitos.

22. Por outro lado, como também já se referiu, os direitos individuais são irrenunciáveis. Cuida-se de normas de ordem pública cuja derrogação não pode ocorrer em virtude do consentimento do acionista. Assim, os direitos individuais dos acionistas não podem, de modo geral e definitivo, ser objeto de renúncia expressa ou tácita.

23. Esse tema comporta um grande número de indagações. É atual na medida em que o private equity ganha importância nos negócios atuais.

24. No anexo segue a lista de outros direitos dos acionistas.

ANEXO

I. Assim sendo, são outros direitos individuais:

- direito dos acionistas portadores de ações com direito a voto de receberem 80% (oitenta por cento) do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle, na alienação direta ou indireta de companhia aberta (tag along);

- direito do acionista de livremente negociar suas ações, não podendo as eventuais limitações estatutárias da companhia fechada impedir o exercício de tal direito (Art. 36);

- prerrogativa do acionista de livremente negociar direitos patrimoniais isolados, tais como os de subscrição preferencial (Art. 171);

- direito de participar das assembléias e nelas discutir os assuntos da pauta (Art. 125);

- direito de exigir a autenticação de cópia ou exemplar das propostas, proposições, protestos e declarações de voto oferecidos em assembléia geral cuja ata seja lavrada de forma sumária (Art. 130);

- direito de requerer a redução a escrito dos esclarecimentos prestados pelos administradores e de exigir o fornecimento pela mesa da assembléia da respectiva cópia (Art. 157);

- direito de convocar assembléia geral quando os administradores retardarem por mais de sessenta dias a convocação prevista em lei ou no estatuto (Art. 123);

- direito de propor ação de responsabilidade contra administradores, em nome próprio (Art. 159);

- direito de propor ação de responsabilidade contra os administradores, por substituição processual da companhia (Art. 159);

- direito de propor ação de anulação dos atos constitutivos da companhia (Art. 206).

II. Esses direitos acima transcritos dizem respeito a qualquer acionista, independentemente do percentual de ações que possua. Podem ser exercitados pelos acionistas controladores (Art. 116) e não controladores.

III. São os seguintes os principais direitos que cabem aos acionistas minoritários:

- acionistas detentores de 0,5% ou mais do capital social têm a faculdade de requerer aos administradores a relação de endereços dos acionistas aos quais a companhia enviou solicitação de mandato, para o fim de remeter-lhes pedido com o mesmo objetivo (Art. 126).

Os acionistas titulares de ações representativas de 5% ou mais do capital social podem exercer os seguintes direitos:

- requerer em juízo exibição de livros (Art. 105);

- requerer ser convocado por carta ou telegrama para a assembléia geral da companhia fechada (Art. 124);

- requerer cópia dos documentos que se acham à disposição dos acionistas, na sede social, para a realização da assembléia geral (Art. 133);

- solicitar informações aos administradores de companhia aberta sobre os interesses patrimoniais dos membros, representados por valores mobiliários de emissão da companhia, bem como benefícios ou vantagens recebidas ( fringe benefits ) e condições dos contratos de trabalho e, ainda, quaisquer atos ou fatos relevantes nas atividades da companhia (Art. 157);

- propor ação de responsabilidade contra os administradores (Art. 159);

- acionistas que representam 5% ou mais de ações sem direito a voto, o direito de requerer o funcionamento do Conselho Fiscal (Art. 161), e convocar assembléia geral, quando os administradores não atenderem, no prazo de oito dias, o pedido de convocação (Art. 123);

- acionistas que representam 1/10 do capital votante, o direito de requerer o funcionamento do Conselho Fiscal e de eleger um membro desse órgão (Art. 161) e requerer a adoção do voto múltiplo para eleição de membro do Conselho de Administração (Art. 141).

- os acionistas que representam 15% (quinze por cento), no mínimo, do capital com direito a voto, o direito à eleição de um dos membros do Conselho de Administração;

- acionistas preferenciais sem direito a voto ou com voto restrito de emissão de companhia aberta, que representem, no mínimo, 10% (dez por cento) do capital social, o direito de eleger e destituir um membro e seu suplente do conselho de administração.

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Sexta-feira, Julho 31, 2009

Investidor em bolsa é quem deve recolher os tributos

Investidor em bolsa é quem deve recolher os tributos

Luciana Monteiro, de São Paulo
31/07/2009

A tributação é um dos complicadores na vida de quem investe diretamente em ações, pois é o aplicador que precisa providenciar os pagamentos. Não é como nos fundos, em que o imposto é descontado automaticamente a cada resgate. Todos que vendem ações num valor superior a R$ 20 mil por mês precisam pagar 15% de imposto de renda sobre os ganhos obtidos em cada operação. E é o próprio aplicador que deve fazer o cálculo de quanto tem a pagar de imposto e recolhê-lo.
Isso exige uma organização maior do investidor, que precisa guardar os comprovantes de compra e de venda de cada papel para poder calcular de quanto foi o ganho na operação.
A apuração do imposto é mensal e vence no último dia útil do mês seguinte ao da venda das ações. Só há imposto, entretanto, se o valor vendido no mês for superior a R$ 20 mil. Isso quer dizer que, mantendo-se abaixo desse limite todo mês, o investidor pode ter uma isenção até R$ 240 mil por ano.
Muitos investidores pensam que o limite de isenção é R$ 20 mil por operação, mas, na verdade, é de R$ 20 mil no total vendido no mês. E, uma vez ultrapassado o valor de R$ 20 mil, o imposto incide sobre o total e não apenas sobre o que superar os R$ 20 mil. Se, por exemplo, um papel comprado por R$ 10 mil é vendido por R$ 21 mil, o investidor terá de pagar o imposto sobre o ganho de R$ 11 mil, e não apenas sobre R$ 1 mil. A partir do total vendido no mês, o investidor tem de pagar 15% sobre os ganhos líquidos, já descontadas eventuais perdas naquele mês ou em meses anteriores.
O imposto sobre o ganho com a venda de ações é pago pelo investidor em forma de Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), encontrado em qualquer papelaria, com o código 6015. E é bom guardar os comprovantes. Na hora de fazer a declaração anual, o investidor deve informar mês a mês o ganho total das operações acima de R$ 20 mil na seção Renda Variável. Esses valores informados na declaração não serão tributados novamente.
O Darf pode ser pago em qualquer agência bancária, esclarece Hugo Azevedo, no livro "500 perguntas básicas de Finanças para iniciantes no mercado". O investidor também tem a possibilidade de efetuar um download do arquivo SICALC (disponível no site da Receita Federal) para preenchimento ou impressão do Darf, lembra o autor.
É muito comum os investidores não fazerem o recolhimento do imposto porque, no ato da venda das ações, a corretora recolhe na fonte 0,005% de imposto sobre o valor, avisando a Receita da operação. Esse percentual pode ser deduzido na hora de pagar o imposto sobre o ganho de capital. Muito investidor, no entanto, vê esse recolhimento no extrato da corretora e acha que já pagou o imposto, o que não é verdade. Esse imposto serve apenas de dedo-duro para a Receita, mostrando que o investidor teve ganho tributável naquele mês.

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Quinta-feira, Julho 30, 2009

As ações que pagam dividendos superiores à Selic

As ações que pagam dividendos superiores à Selic

Nos últimos 12 meses, 18 ações da Bovespa distribuíram dividendos que geraram aos acionistas retornos superiores a 8,75% ao ano

Por Francine De Lorenzo 29.07.2009 08h09

Portal EXAME -

Não vai ter escapatória. Com a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, caindo a 8,75% ao ano, quem quiser manter o rendimento de suas aplicações financeiras na casa de dois dígitos terá de migrar parte de seus investimentos para a renda variável. Os fundos DI e de renda fixa já rendem menos de 10% ao ano e nem os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) estão oferecendo retornos atraentes aos pequenos investidores. Para aplicações de dois anos, os grandes bancos pagam, em média, 80% do CDI, a taxa de referência do mercado. Considerando a incidência de imposto de renda, a rentabilidade dos CDBs encontra-se atualmente muito próxima à da caderneta de poupança, que remunera os poupadores com juros de 6% ao ano, mais a taxa referencial (TR).

Embora cause calafrios nos investidores mais conservadores, a bolsa é apontada pelos especialistas como uma ótima aplicação no longo prazo, mesmo para quem não gosta de arriscar. "Há um mito no mercado de que ação é investimento para jogadores. Até hoje há quem compare a bolsa a um cassino. Mas, sabendo aplicar, é possível reduzir tanto o risco que o investimento se torna quase uma renda fixa", diz Alexandre Macedo, analista da corretora Elite.

Para quem foge das fortes emoções do mercado, a sugestão é buscar ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos. Ou seja, que distribuem a seus acionistas, todos os anos, uma fatia generosa de seus lucros. A ideia é simples: de posse desses papéis, o investidor poderá receber um retorno superior à taxa Selic.

No último ano, 18 ações pagaram dividendos acima dos juros básicos da economia brasileira (veja na tabela abaixo). Algumas delas, porém, fizeram pagamentos extraordinários, como a Oi (Telemar). A operadora distribuiu em setembro do ano passado 5,1 bilhões de reais em função da compra da Brasil Telecom. Em fevereiro, a empresa surpreendeu o mercado ao anunciar uma nova distribuição de dividendos, no valor de 1,2 bilhão de reais. A atitude foi elogiada pelos analistas e justificada por dois motivos: o baixo endividamento da companhia e o fato de que os controladores também receberiam uma fatia considerável dos proventos. Na ocasião, a corretora Ativa divulgou um relatório destacando que não acreditava que a companhia teria condições de manter este elevado nível de distribuição de lucros durante o ano de 2009, uma vez que seu endividamento subiu significativamente com a aquisição a Brasil Telecom.


Quem paga dividendos acima da Selic
Empresa
Ação
Dividendos (%)*
Telemar
TMAR5
48,3
Telemar
TNLP4
32,6
Telemar
TNLP3
27,1
Eletropaulo
ELPL6
18,7
Light
LIGT3
16,8
Equatorial
EQTL3
16,1
Brasmotor
BMTO4
15,2
Coelce
COCE5
13,0
Cruzeiro do Sul
CZRS4
12,1
Eternit
ETER3
12,0
Telesp
TLPP3
11,6
Telesp
TLPP4
11,6
Banco Pine
PINE4
10,2
AES Tietê
GETI3
10,2
AES Tietê
GETI4
9,8
Iochp-Maxion
MYPK3
9,7
Ferbasa
FESA4
9,1
Tegma
TGMA3
9,0
Selic
8,75% ao ano
* Percentual em relação ao preço da ação em 23/07/09
**Considerando ações negociadas em todos os pregões dos últimos 12 meses
Fonte: Economática

Para evitar distorções na hora de levantar quais empresas remuneram melhor os investidores por meio de distribuição de lucros, os analistas procuram avaliar as companhias por um período superior a quatro anos. Na ponta do lápis, o resultado é surpreendente. Somente com dividendos, os investidores tiveram uma rentabilidade de até 164,25% (veja na tabela abaixo). Isso significa que, quem aplicou em ações da Coelce, empresa de energia que atende a região nordeste do país, entre janeiro de 2005 e junho de 2009, por exemplo, além de receber de volta o valor gasto com a compra da ação, teve um ganho de 64,25%. Considerando a valorização do papel na bolsa, o retorno total foi de 358,06%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 96,46% e o CDI, 81,17%.


Retorno para o investidor
Quanto renderam as aplicações de 2005 a junho de 2009
As melhores
pagadoras de dividendos*
Ação
Dividendos (%)**
Valorização (%)***
Coelce
COCE5
164,25
358,06
Brasmotor
BMTO4
113,80
380,46
Transmissão Paulista
TRPL4
101,96
331,42
AES Tietê
GETI4
86,64
220,34
Drogasil
DROG3
85,79
1859,79
Eternit
ETER3
81,72
181,36
AES Tietê
GETI3
78,74
190,49
CSN
CSNA3
68,52
226,17
Banestes
BEES3
63,60
371,89
Tractebel
TBLE3
63,09
156,49
Ibovespa
96,46%
CDI
81,17%
Poupança
42,78%
* Empresas do IBrX -Brasil
** Em relação ao preço da ação em 30/06/2009
*** Considerando os dividendos e a variação do papel na Bovespa
Fonte: Elite Corretora

Mas, como resultado passado não é garantia de valorização futura, o investidor precisará dispor de tempo e atenção para selecionar os papéis. "É importante checar quais são as perspectivas para a companhia, se o lucro dela é crescente e recorrente", explica o educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil. "Afinal, se não houver lucro, não existirá dividendo", destaca.

Nos últimos dois anos, mais de 60 empresas estrearam na Bovespa, algumas com agressiva política de distribuição de lucros. A Redecard, por exemplo, busca distribuir entre 90% e 95% de seus ganhos aos acionistas, mas neste primeiro semestre sua confortável condição de caixa permitiu a distribuição de 100% dos lucros. "É interessante pagar dividendos altos porque é um compromisso com os acionistas. Esse retorno faz com que o investidor seja de longo prazo, e não um trader", diz Roberto Medeiros, presidente da Redecard.

O executivo explica que, como a companhia não vê atualmente oportunidades para aquisições e não planeja grandes investimentos, criou-se as condições para remunerar melhor os investidores. "Se essa situação se mantiver no próximo semestre, vamos continuar pagando dividendos altos", afirma.

A Lei das Sociedades por Ações estabelece que cada companhia deverá apresentar em seu estatuto o percentual mínimo do lucro líquido que será distribuído anualmente a seus acionistas. Caso não o faça, será obrigada a pagar aos investidores metade de seus ganhos. Uma vez na bolsa, a companhia até poderá alterar seu estatuto para incluir uma cláusula que fixe o valor dos dividendos, mas, nesse caso, o percentual não poderá ser inferior a 25%.

"O investidor precisa ter em mente que, ao comprar ações de uma empresa, está se tornando sócio dela. Da mesma forma que ele não compraria uma casa sem visitá-la, não deve aplicar em uma ação sem avaliar no que está investindo", diz Macedo. Seria como verificar o encanamento, a rede elétrica, a localização do imóvel. Quanto mais informação o investidor tiver sobre a empresa e o setor no qual ela atua, melhor. "Mas isso não quer dizer que o investidor precisa conhecer tudo sobre contabilidade e finanças. Aos poucos, ele vai ganhando familiaridade com o assunto. Um bom ponto de partida é se perguntar: como estará essa empresa daqui 20 anos? Se a resposta for algo como 'maior e mais forte', vale a pena estudar o investimento", orienta Macedo.

Como montar uma carteira de dividendos

Para se beneficiar de bons retornos com dividendos, o investidor precisa ter visão de longo prazo. Por isso, só deverá ser aplicado aquele dinheiro que não será usado nos próximos cinco anos, pelo menos.

Os especialistas recomendam distribuir os recursos entre quatro ou cinco ações de setores diferentes, para reduzir o risco da aplicação. "Comece a análise pelas empresas que você tem maior afinidade e pelos setores que considera mais importantes", aconselha Mauro Calil. O investidor também pode buscar informações e esclarecer dúvidas junto à área de Relações com Investidores das companhias e com sua corretora.

Se o investidor aplicar os dividendos que receber na compra de mais ações da companhia, poderá fazer seu investimento se multiplicar no decorrer do tempo. Digamos que uma ação custe 30 reais e que ela pague 3% de dividendo ao ano (o equivalente a 0,90 real). Se essa ação subir 10% no ano, para 33 reais, o investidor receberá 0,99 real de dividendos. Como ele pagou 30 reais pelo papel, seu ganho, na verdade, será de 3,3%. Reinvestindo o lucro, o investidor terá mais ações e receberá mais dividendos no próximo ano.

"Quanto mais tempo a aplicação durar, maior será o retorno do investidor. Mesmo enfrentando crises, o resultado no futuro será maior que o da renda fixa", diz Calil.

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Segunda-feira, Julho 20, 2009

Tesouro Direto - COMO SE CADASTRAR NO TESOURO DIRETO

COMO SE CADASTRAR NO TESOURO DIRETO

Consulte a página www.tesourodireto.gov.br e contate um dos Agentes de Custódia habilitados a operar no Tesouro Direto.

Horário para Compra: os títulos públicos podem ser adquiridos durante 24 horas por dia, exceto nos dias úteis, nos quais o mercado fica fechado entre

as 5h e 9h para a manutenção do sistema.

Limites de Compra: o limite mínimo por investidor é de 0,2 título (aproximadamente R$ 200,00) e o máximo de R$ 400.000,00 por mês. Nos meses

de pagamento de principal e juros dos títulos públicos adquiridos no Tesouro Direto, o limite máximo é expandido no montante destes recursos.

Recompra: a liquidez dos títulos é garantida pelo Tesouro Nacional por meio das recompras semanais, que ocorrem entre as 9h das quartas-feiras e 5h

das quintas-feiras.

CARACTERÍSTICAS DOS TÍTULOS PÚBLICOS OFERTADOS

Os títulos públicos ofertados no Tesouro Direto possuem as seguintes características:

LTN – Letra do Tesouro Nacional: título com rentabilidade definida no momento da compra (ver taxa dia na tabela Títulos Públicos – Preços e

Rentabilidade). Forma de pagamento: no vencimento; LFT – Letra Financeira do Tesouro: título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica

da economia (taxa Selic) acrescida de deságio definido no momento da compra (ver taxa dia na tabela Títulos Públicos – Preços e Rentabilidade). Forma

de pagamento: no vencimento; NTN-C – Nota do Tesouro Nacional – série C: título com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, acrescida de juros

definidos no momento da compra (ver taxa dia na tabela Títulos Públicos – Preços e Rentabilidade). Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no

vencimento (principal). NTN-B – Nota do Tesouro Nacional – série B: título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos

no momento da compra (ver taxa dia na tabela Títulos Públicos – Preços e Rentabilidade). Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento

(principal). NTN-F – Nota do Tesouro Nacional – série F: título com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma

de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal). NTN-B Principal – Nota do Tesouro Nacional Principal: título com rentabilidade

vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumo Amplo), acrescida de juros definidos no momento da compra (ver taxa dia na tabela Títulos

Públicos – Preços e Rentabilidade). Não há pagamento de cupom de juros semestral e o resgate do principal ocorre na data do vencimento do título.

TÍTULOS PÚBLICOS - PREÇOS E RENTABILIDADE

Posição em 17/7/2009

Taxa (a.a.) PU Dia Rentabilidade Bruta Acumulada

T í t u l o Ve n c . I n d e x . C o m p r a Ve n d a C o m p r a Ve n d a M e n s a l Mês Ant. No Ano 12 Meses

LTN 01/10/2009 Prefixado - 8,80% - 982,74 0,79% 0,85% 7,16% 16,22%

LTN 01/01/2010 Prefixado 8,74% 8,77% 962,48 962,36 0,85% 0,94% 7,89% 18,06%

LTN 01/07/2010 Prefixado - 9,09% - 921,11 1,02% 0,88% 9,22% 21,29%

LTN 01/01/2011 Prefixado 9,86% 9,90% 872,33 871,87 1,00% 0,38% 9,78% -

LTN 01/01/2012 Prefixado 11,14% 11,20% 772,12 771,11 0,61% 0,02% - -

NTN-F 01/01/2010 Prefixado - 8,78% - 1.009,29 0,85% 0,93% 7,88% 17,70%

NTN-F 01/07/2010 Prefixado - 9,13% - 1.012,64 1,01% 0,88% 9,09% 20,47%

NTN-F 01/01/2011 Prefixado - 9,92% - 1.005,57 1,01% 0,44% 9,60% 21,98%

NTN-F 01/01/2012 Prefixado - 11,25% - 979,96 0,70% 0,26% 9,42% 22,70%

NTN-F 01/01/2013 Prefixado - 12,14% - 949,01 0,35% -0,04% 9,58% 22,23%

NTN-F 01/01/2014 Prefixado 12,48% 12,54% 925,89 924,08 0,02% -0,67% 8,94% 22,20%

NTN-F 01/01/2017 Prefixado 13,00% 13,06% 870,76 868,34 -1,48% -2,79% 8,63% 21,47%

NTN-C 01/03/2011 IGP-M - 6,30% - 2.250,14 0,31% 0,67% 7,45% 9,18%

NTN-C 01/07/2017 IGP-M - 6,55% - 2.145,57 -1,03% 0,02% 19,39% 13,37%

NTN-C 01/04/2021 IGP-M - 6,55% - 2.156,10 0,21% -0,36% 11,86% 14,83%

NTN-C 01/01/2031 IGP-M - 6,55% - 3.558,34 -0,47% -0,44% 11,97% 13,96%

NTN-B 15/08/2010 IPCA - 4,63% - 1.910,73 1,34% 1,06% 10,32% 18,60%

NTN-B 15/05/2011 IPCA - 5,48% - 1.874,77 1,62% 0,54% 11,41% 20,22%

NTN-B 15/08/2012 IPCA 6,28% 6,32% 1.871,51 1.869,55 1,10% -0,16% 11,66% 20,88%

NTN-B 15/05/2013 IPCA - 6,47% - 1.831,58 1,05% 0,07% 13,02% 19,73%

NTN-B 15/05/2015 IPCA 6,55% 6,61% 1.812,19 1.807,17 1,30% 0,28% 15,20% 20,68%

NTN-B 15/05/2017 IPCA - 6,57% - 1.798,41 1,14% 0,05% 17,68% 20,75%

NTN-B 15/08/2020 IPCA 6,48% 6,56% 1.820,06 1.809,18 0,96% 0,18% - -

NTN-B 15/08/2024 IPCA 6,45% 6,53% 1.811,16 1.797,92 0,77% 0,28% 15,77% 19,18%

NTN-B 15/05/2035 IPCA 6,45% 6,55% 1.761,20 1.739,83 -0,28% -0,17% 17,89% 18,44%

NTN-B 15/05/2045 IPCA 6,45% 6,55% 1.749,85 1.726,27 -0,82% -0,56% 18,58% 17,39%

NTN-B Principal 15/05/2015 IPCA 6,61% 6,67% 1.267,81 1.263,67 1,36% 0,28% 16,87% 21,67%

NTN-B Principal 15/08/2024 IPCA 6,45% 6,53% 718,97 710,91 0,39% 0,36% 17,32% 18,94%

LFT 17/03/2010 Taxa Selic - 0,01% - 3.946,12 0,76% 0,75% 5,83% 12,13%

LFT 16/03/2011 Taxa Selic - 0,02% - 3.945,08 0,73% 0,73% 5,80% 12,10%

LFT 07/03/2012 Taxa Selic 0,00% 0,03% 3.946,39 3.943,28 0,69% 0,68% 5,76% 12,00%

LFT 07/03/2013 Taxa Selic - 0,04% - 3.940,67 0,62% 0,61% 5,69% 11,93%

LFT 07/03/2014 Taxa Selic 0,00% 0,04% 3.946,39 3.939,09 0,58% 0,57% 5,70% 11,86%

Observações: (1) As despesas com Imposto de Renda, IOF e taxas dos Agentes de Custódia não foram consideradas. (2) Rentabilidade bruta acumulada que o

investidor obteria caso vendesse o título público no dia da posição (antes da data de vencimento), sujeita às flutuações de preços no mercado secundário de títulos

públicos. (3) A rentabilidade bruta da NTN-C foi ajustada para incorporar os cupons de juros. A metodologia utilizada considerou que os juros foram reaplicados no

mesmo título, às taxas praticadas nas datas de pagamento dos cupons. (4) Caso o investidor mantenha os títulos públicos até as respectivas datas de vencimento obterá

a rentabilidade bruta pactuada no momento da compra. (5) Periodicidade: mensal – relativo ao dia da posição e o mesmo dia do mês anterior; ano – relativo ao dia da

posição e o último dia útil do ano anterior; 12 meses – relativo ao dia da posição e o mesmo dia do ano anterior. (6) As células que não apresentam rentabilidade

significam que o título não estava sendo ofertado no início de cada período. (7) PU Dia e Taxa Dia são os valores do dia da posição para o investidor compra. (8) Os

títulos públicos que não estão apresentando o PU Dia e a Taxa Dia não estavam disponíveis para compra no dia da posição.

INFORMAÇÕES FORNECIDAS PELO TESOURO DIRETO E DE SUA RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA.

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Terça-feira, Junho 09, 2009

Acionistas Controladores e suas influências

Acionistas Controladores e suas influências

Esse tópico tem como objetivo chamar a atenção um fator pouco discutido ou analisado por investidores como nós, mas de suma importância para quem investe no longo prazo com postura em valor, que erradamente é conhecida como “buy and hold”.

Warren Buffet, o mais investidor do mundo, foi bem sucedido aplicando as idéias de seu mentor Benjamin Graham. Um número considerável de discípulos de Graham tiveram desempenho extraordinário, superando em muito o índice SP 500. Para maiores detalhes consultar: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Superinvestors_of_Graham-and-Doddsville

Em um ponto específico, entretanto, Buffet discordava do seu mentor e dos investidores citados anteriormente. O chamado “Oráculo de Omaha” fazia questão de saber quem eram os acionistas controladores e/ou administradores da empresa. Ele podia (e pode) pagar muito mais caro numa empresa que tenha boa administração e gestores competentes e honestos. Para ele, as habilidades humanas são até mais importantes do que os números da empresa, medidos por P/L, P/VP, liquidez corrente, retorno sob patrimônio líquido, etc.

Pois bem, os investidores de longo prazo aqui sabem quem são os acionistas controladores ou majoritários das empresas que mantém em carteira?

Vou começar desafiando o leitor. Se eu te dissesse que a Vale é mais “estatal” do que parece e a Petrobrás é mais “privada” do que parece você acreditaria?

Começaremos pela Vale. O grupo controlador da Vale é o Valepar, que por sua vez é controlada pela Previ. O Previ, apesar de ser uma identidade privada, tem seu presidente indicado pelo presidente do Brasil. Um outro grande acionista da Vale é o BNDES, que também tem seu presidente indicado pelo presidente do Brasil. Ou seja, o Governo Brasileiro tem plenas condições de escolher o presidente ou diretores da Vale, uma vez ele controla o Previ e o BNDES, o primeiro sendo acionista majoritário e o segundo como grande acionista.

A conversa não para aqui. O Governo Federal tem 12 ações “diferentes”, nem preferências e nem ordinárias, da Vale que o possibilitam vetar qualquer projeto da mineradora. O leitor mais atento deve-se lembrar que quando a Vale incorporou a Inco ou tentou incorporar a Xtrasa, precisou da autorização do Governo. Assim sendo, o Governo pode vetar qualquer projeto da Vale, inclusive demissões (ninguém queira contar isso para o MST ou outros movimentos de esquerda, fica esse segredo entre nós rsss). Numa conversa privada que tive com um amigo meu, ele me disse “NOSSA!! Não sabia que a Vale era estatal !!!”.

Assim sendo, a Vale parece tão “estatal” quanto à Petrobrás. De fato, tanto a Vale quanto a Petrobrás têm muitos acionistas pessoas físicas, estrangeiros e com uma boa parte das ações em mãos de órgãos governamentais. Em termos percentuais, as duas empresas quase não tem diferença, mas a diferença vai aparecer forte no próximo parágrafo.

A maior diferença é que os controladores da Vale são a Previ e da Petrobrás é o Governo Federal. Seguindo a idéia de Warren Buffet, deveríamos nos informar sobre a Previ e constatar se ela realmente tem compromisso com os acionistas.

A minha opinião é que é muito melhor ter como acionista controlador o Previ do que o Governo Federal, uma vez que o primeiro é um fundo de pensão com interesse fortíssimo na valorização das ações bem como nos dividendos. Apesar do presidente da Previ ser indicado pelo presidente do Brasil, deve ser muito difícil um fundo de pensão que não procura valorização de ações e dividendos no longo prazo. Assim sendo, me sinto confortável em ter como sócio o Previ. Fica uma ressalva, entretanto. Quando a população velha do Brasil aumentar, é possível que esses fundões de pensão necessitem de mais capital e, eventualmente, devem buscar isso nas suas empresas.

Aqui gostaria de fazer uma consideração. Não é porque a empresa é estatal ou privada, arrojado ou conversadora, que ela é melhor ou pior do que outra. O mundo não é simples e generalizações normalmente não funcionam. A maior empresa em valor de mercado há algum tempo atrás era a PetroChina, estatal chinesa, que não para de crescer. A estatal venezuelana, entretanto, cada dia perde mais e mais. No Brasil, as ações da Petrobrás tem desempenho bastante parecidos com as ações da Vale se considerarmos período de 1994 até hoje.

Entendendo os acionistas controladores, fica muito mais fácil entender a empresa. Por exemplo, a Equatorial Energia (eqtl3) fez uma manobra recentemente diminuindo o capital da empresa e distribuindo o excedente para os acionistas. Oras, porque “diabos” ela fez isso? Quem comprou ações da empresa no começo do ano, já teve em torno de 18% de retorno de dividendo em menos de 6 meses. A minha idéia é que isso é uma imposição do grupo controlador, que é o Latin America Power S.A., de origem européia, com necessidade desse capital.

Não me entendam errado aqui, historicamente, empresas que distribuem dividendo são muito mais consistentes do que aquelas que não o fazem. Eu não estou criticando a empresa Equatorial, só estou sugerindo olhar “os donos” para tomada de decisão, bem como para entender alguns aspectos supostamente “inexplicáveis” no mercado de ações.

De qualquer forma, mandei uma pergunta muito bem fundamentada para o RI da empresa. Espero que eles me esclareçam essa questão de redução de capital.

Vamos continuar nossa discussão falando agora da Usiminas e da Gerdau. Nos útimos 10 anos a Gerdau aumentou muito em tamanho se comparado a Usiminas. Porque? Porque o grupo controlador da Usiminas, que é o Nippon Steel, tem origem japonesa e com administração muito mais conservadora. Assim sendo, essa influência chega à empresa e define várias de suas políticas. A Usiminas investiu muito pouco se comparada com a Gerdau nos últimos 10 anos (em termos relativos), mas pagou mais dividendo e tem hoje uma posição de caixa muito mais confortável.

Como disse antes, não é porque a Usiminas é mais conversadora que ela é pior do que a Gerdau. Um investidor em valor, estilo Ben Graham, poderia comprar ações da siderúrgica mineira em bons preços e receber seus dividendos com segurança para o resto da vida.

Diferentemente de Adolf Hitler, que fazia questão de defender todos os seus territórios conquistados mesmo os seus generais recomendando que ele desistisse de territórios sem importância como Portugal, o investidor deve analisar as situações menos unilateralmente e mais globalmente. Talvez ser sócio do “Governo” não seja tão ruim assim, afinal, o Governo sempre pode dar uma “mãozinha” para as empresas, a GM que o diga.

Por mim, não tenho problemas em ser sócio do “Lula”, pois considero ele muito inteligente e moderado. Não votei nele e não vamos falar de política, mas me parece que o Lula não tem histórico de “ferrar” com as estatais como o Hugo Chávez. Eu não confio no Eike Baptista, mas confiaria plenamente no Antonio Ermírio.

Dentro do mesmo contexto, mas mudando um pouco de assunto. Ás vezes alguns analistas recomendam ações simplesmente porque já têm participação naquela empresa. Ainda, alguns analistas ou instituições têm ligações com alguns empresas, por exemplo, o Credit Suisse fez a IPO da maior parte das empresas do Eike, logo é de se esperar recomendações não muito honestas em relação a essas mesmas empresas por parte do banco suíço. O Bradesco tem ações da Vale, através do Bradespar. A minha experiência diz que o melhor a fazer é ignorar totalmente algum analista que trabalhe para um mesmo grupo de pessoas. Eu ignoro todas as recomendações do Bradesco em relação a Vale, ignoro as do Itaú em relação à Duratex, ignoro as do Fundo Galleas em relação a Inepar e ignoro o Credit Suisse em qualquer empresa que ele tenha feito parte da IPO ou mesmo OPA. Esse parágrafo é muito importante. Se fosse para o leitor ignorar todos os outros parágrafos desse texto e escolher apenas um, eu recomendaria que se escolhesse esse aqui.

Em suma, para terminar, aconselho os investidores de longo prazo a conhecerem os donos das suas empresas. Além de aumentar o conhecimento, nos deixa mais atentos a alguns aspectos do mercado financeiro. Se você é investidor em valor e quer bons dividendos com segurança, faria todo sentido investir na Usiminas (em bons preços obviamente). Porque será que a OGXP que nunca produziu um barril de petróleo é muito mais comentada e recomendada do que a Comgás, empresa do índice Ibovespa? Porque os analistas recomendavam upsides tão fortes na Alll11 mesmo ela com P/L acima de 60 (sim, isso aconteceu, acreditem. A Alll11 estava em 29 reais e vários supostos analistas recomendando a empresa com upsides próximo de 80%). Procurem conhecer os seus acionistas majoritários e a estrutura do seu capital que vocês vão saber.

Texto publicado no orkut e reproduzido com autorização do autor Luiz G. Palma Neto:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=2277761&tid=5344148899421483768

Enviado pelo colaborador Bruno Zac

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Terça-feira, Maio 19, 2009

Análise técnica: conheça as 10 "leis" de John Murphy e ganhe mais

Por: Equipe InfoMoney
24/11/05 - 11h05
InfoMoney

SÃO PAULO - O norte-americano John Murphy é, atualmente, um dos mais lidos autores no segmento de análise técnica no mundo. Seu livro Technical Analysis of the Financial Markets é considerado por muitos como uma das mais importantes referências no setor, servindo de base para estratégias adotadas por milhares de investidores.

O atual diretor de análise técnica do site StockCharts.com e ex-diretor no mesmo segmento no banco de investimentos Merrill Lynch compilou as dez regras que considera como as mais importantes para utilizar a análise técnica na definição de sua estratégia no mercado de ações. São elas:

Mapear e acompanhar a tendência
Identificar a tendência do ativo, usando gráficos de médio e longo prazo é o passo inicial. Para Murphy, a análise de gráficos de curto prazo pode ser enganosa, devendo ser combinada com o estudo das tendências de longo prazo. Mesmo para quem negocia com uma perspectiva de curto prazo, é mais fácil ganhar ficando em linha com as tendências de médio e longo prazo.

Uma vez que a tendência seja identificada, a segunda regra é segui-la de perto. Compre se a tendência for favorável e faça o inverso se a tendência for negativa. Enquanto os gráficos de médio e longo prazo definem a tendência, os de curto prazo mostram o timing.

Identifique suportes e resistências e meça as correções
O passo seguinte é identificar os pontos de suporte e resistência, já que o melhor ponto de compra é próximo aos níveis de suporte e, por outro lado, o melhor ponto de venda é perto da resistência. Lembre-se que se um ponto de resistência for rompido, ele torna-se o próximo ponto de suporte, com o inverso ocorrendo quando o suporte é rompido.

Busque identificar de forma quantitativa as reversões. Para Murphy, a reversão nos 50% da tendência é a mais comum, mas os níveis de 38% e 62%, medidos pelos números de Fibonacci, são muito utilizados e costumam trazer resultados.

Desenhe linhas de tendência e acompanhe médias móveis
Uma quinta dica é a de sempre desenhar linhas de tendência, que, para Murphy, são as mais simples e efetivas ferramentas gráficas. Para traçar a linha em uma tendência de alta, use dois pontos sucessivos de baixa, com a linha da tendência de queda sendo baseada em dois picos seguidos de alta. Para uma linha ser significativa, Murphy acredita que deve ser tocada ao menos três vezes e, quanto mais vezes testada, mais importante ela se torna.

Acompanhe de perto também as médias móveis, que podem indicar sinais claros de compra ou venda. Além disso, elas indicam se a tendência continua e ajudam a confirmar uma alteração. O mais comum é usar uma combinação de duas médias, com as mais populares sendo 4 e 9 dias, 9 e 18 dias e 5 e 20 dias. Os sinais ocorrem quando a mais curta cruza a mais longa.

Indicadores de oscilação e o MACD
O sétimo passo é acompanhar os indicadores de oscilação, como, por exemplo, o Índice de Força Relativa (IFR) e o estocástico Para o IFR, a percepção é que números acima de 70 podem indicar um papel comprado, enquanto abaixo de 30 seria o daquele vendido em excesso.

Murphy aconselha também o acompanhamento de perto do MACD, indicador que combina os componentes de um indicador de oscilação com o de um de médias móveis. Um sinal de compra ocorre quando a linha mais rápida cruza a mais lenta de baixo para cima, em situações onde ambas estão abaixo de zero. Para facilitar a possibilidade de mudança de tendência, o histograma de MACD aparece como uma alternativa interessante.

Força da tendência e sinais de confirmação
Para definir se uma tendência é significativa ou não, Murphy propõe sua nona dica: usar o indicador ADX, que mede a intensidade da tendência ou direção do mercado. No caso de um ADX crescente, fique de olho nas médias móveis, enquanto quando o inverso ocorre, a dica é acompanhar mais de perto os indicadores de oscilação.

Por fim, vale a pena confirmar se os sinais são realmente efetivos através do controle do volume (nos mercados a vista) e dos contratos em aberto (nos mercados futuros). É importante verificar que volumes significativos ocorram na tendência de alta, o que ajuda a confirmar a tendência.

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Segunda-feira, Maio 04, 2009

Controlling Your Impulses

Controlling Your Impulses

The winning trader shows self-control. Definitions of self-control vary. In
the trading world, self-control may refer to controlling impulses or
controlling emotions. The term "discipline" is often used to describe the
trader who can control his or her urge to abandon risk limits or avoid giving
into fear and greed. Seasoned traders may have learned to control impulses,
but novice traders need to develop this skill. It takes practice, hard work,
and determination.


Some people show self-control in some circumstances but not other
circumstances, they give into their impulses. For example, some people have
an easy time controlling their diet and staying thin, while at the same time
have trouble controlling their spending. That said, other people may have
trouble showing self-control across a wide variety of settings, and may be
overweight, deep in debt, and a chain smoker. Sigmund Freud conceptualized
self-control as a personality trait. He viewed self-control as related to the
anal stage of psychosexual development. During the anal stage, children are
taught to regulate their bodily functions and to use the toilet
appropriately. Some children overdo it and are a little too overly
controlled, while other children lack self-control. Freud claimed that people
who are "fixated in the anal stage" show problems with self-control in many
areas of their life. Some people, for example, are overly clean and orderly
while others are unkempt and sloppy.


A study by Tangney, Baumeister, and Boon (2004) showed that people differed
in terms of the personality trait of self-control, and that higher scores on
their self-control scale were related to a higher grade point average, less
fear and anxiety, and less impulsive behaviors, such as binge eating and
alcohol abuse.


How well do you control your impulses? I have placed a variant of the
Tangney, Baumeister, and Boon (2004) self-control scale below (It is a short
version in which many items were re-written for easier scoring.)


Answer each item on a 5-point scale in which 1 = not at all like me and 5 =
very much like me.


1) I am good at resisting temptation.


2) I have an easy time breaking bad habits.


3) I am not lazy.


4) I do not say inappropriate things.


5) I avoid doing certain things that are bad for me even if they are fun.


6) I have no trouble refusing things that are enjoyable.


7) I have a great deal of self-discipline.


8) People would say that I have iron self-discipline.


9) I do not let a desire for pleasure and fun keep me from getting work done.


10) I never have trouble concentrating.


11) I am able to work effectively toward long-term goals.


12) I have no trouble stopping myself from doing something impulsive, even if
it would very pleasurable.


13) I never act without thinking through all the alternatives.


Scoring: You should have a score for each of the 13 items that range between
1 and 5. Add up the scores to arrive at a total score.


What score did you get? In the study by Tangney et al. (2004), participants
had scores between 15 and 63. The average score was about 39.5. In general,
if you scored between 30 and 48, you scored in the average range. If your
score was above 56, it was extremely high (less than 5% scored as high as
you). If your score was 22 or below, your score was extremely low (95% of
people scored higher than you).


Some people have no trouble with self-control. They like rules and enjoy
following them. They resist temptation and control their impulses. They
follow social rules and avoid self-indulgence. Other people struggle with
self-control. They have trouble controlling their spending, eating, and
emotions.


If you scored low on the self-control scale, are you doomed? Will you
struggle controlling your emotions during critical moments of trading? I
prefer to think not. If you have trouble with discipline and are a little
impulsive, you can learn to develop more self-control and discipline while
trading. First, keep in mind that you don't have to be disciplined all the
time. You only need to be disciplined when you are putting on a trade. It
sometimes helps to remember this fact. It eases some of the pressure to think
that you only need to be focused when you make specific trades, rather than
during all waking hours, or outside of the trading realm. Second, it is
essential to outline a very detailed trading plan. You should specify exactly
what signals tell you to enter a trade, and what signals tell you to exit.
Some traders make the mistake of leaving some of these factors unspecified,
figuring they can just extemporize when the time comes. But this approach
presents problems for discipline. When you don't know what to do
specifically, you will be sloppy and less likely to maintain self-control.
Third, it is important to make sure your energy level is high, yet your
stress level is low. Psychological resources are required to maintain
self-control and discipline. When you are tired and worn out, you have little
energy left over to focus on managing your trade. To keep your mental edge,
it's vital to make sure you are relaxed, rested, and energized. If you
aren't, you'll tend to make careless mistakes. Discipline is vital for
trading success. It is essential that you develop a sense of discipline. The
more disciplined you can trade, the more profits you'll realize.


Do you have any trading psychology questions? If you do, please feel free to
write to me at mshopshire@earthlink.net. I'll answer them in future issues of
the Mental Edge Newsletter or you can comment on
http://michaelshopshire.blogspot.com

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Quarta-feira, Abril 29, 2009

Cansado de perder na bolsa? MorningStar lista seis lições aprendidas em dez anos

Por: Equipe InfoMoney
29/04/09 - 09h00
InfoMoney

SÃO PAULO - É comum dizer na renda variável que os verdadeiros ganhos encontram-se no horizonte, dada a menor volatilidade existente quando se desenham tendências no longo prazo. Tempos e distâncias maiores pode reduzir os riscos de uma opção errônea.

No entanto, a MorningStar constata que a primeira década deste século trouxe perdas acumuladas. "Tomando como ponto final o mês de março deste ano, chega-se a um retorno anualizado do S&P 500 negativo em 3%", afirma a instituição de pesquisa.

Se as perdas ocorreram, algumas lições devem ser aprendidas. Como bons observadores, os analistas chegam a seis ensinamentos dados por esses anos, desde a decepção das pontocom até a crise financeira atual.

Longo pode ser curto
A expressão "longo prazo" ganha interpretação subjetiva. "Se você pensa que longo prazo são cinco ou dez anos, pode não ser suficiente", diz a MorningStar, ao ressaltar que geralmente a rentabilidade anual de 7% a 10% da renda variável ocorre no horizonte de vinte a trinta anos.

Para investidores jovens que almejam uma aposentadoria mais tranquila, "o horizonte de tempo provavelmente é longo o bastante para o portfólio possuir mais ações do que outros tipos de ativos". Já para aqueles que detêm viés no curto ou no médio prazo, os analistas acreditam que a exposição à renda variável não significa uma rentabilidade superior à vista no mercado de títulos.

Seja plural
Muitos investidores dizem que, mesmo dentro de um bear market, sempre há um bull market ocorrendo em algum lugar. Em outras palavras, os analistas destacam que raramente todas as ações negociadas caminham na mesma direção. "Enquanto o índice S&P 500 de large caps despencava no começo de 2000, papéis de small caps dispararam e continuaram se valorizando".

A MorningStar discorre também sobre o cenário atual, em que commodities, diversos tipos de ações e dívidas corporativas declinaram nos últimos tempos, enquanto títulos públicos apresentaram valorização atrativa. Com esse olhar, a instituição acredita que, se o portfólio for diversificado, "não precisa adivinhar quem saíra vencedor no próximo bull market, pois você já estará nele".

Invista X% da renda, seja urso ou touro
Em tempos voláteis na renda variável, um pouco de disciplina não faz mal. Nesse sentido, a instituição afirma que a regularidade dos investidores quando alocam capitais em bolsa é favorável, ao passo que reduz o risco de comprar tudo quando o cenário encontra-se em bull market, ou de vender caso contrário, na tendência de baixa.

Partindo dessa premissa, os analistas enfatizam a importância de investimentos mensais em uma proporção fixa da renda do indivíduo, que não se correlaciona com o desempenho do mercado. Com isso, evitam-se movimentos de euforia e de pessimismo.

Poupe para investir
Na economia, poupança significa a fração da renda nacional ou individual que não é aplicada em serviços e bens de consumo. "Os consumidores norte-americanos estão poupando cada vez menos e menos", observa a MorningStar, na crença de que investidores realizam dispêndios supérfluos, o que impede a criação de um império. "Se os seus investimentos não crescem, você precisa injetar dinheiro no mercado".

Minimize despesas e taxas
A taxação sobre operações financeiras é inevitável e ocorre para cada lucro auferido em bolsa. Contudo, os analistas da consultoria acreditam que o controle de custos é importante. "Enquanto você não pode controlar o retorno sobre suas ações no mercado acionário, você pode controlar a porção dos retornos que sumirá por causa das taxas".

O passado não é sempre um prólogo
Na linha temporal, o presente pode ser um início de um ciclo, como o passado às vezes é o final de uma tendência. Com esse viés, a instituição financeira ressalta que é necessário olhar para trás, mas não se deve confiar plenamente em eventos anteriores. "A moral dos últimos anos não indica que você deve sair de ações", completam os analistas.

"Ao contrário, é provavelmente o melhor período em muitos anos para investir em ações".

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